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CURSO DE ATPDRAW

ATP - ALTERNATIVE TRANSIENT PROGRAM

Professor: josé Batista


CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

MÓDULO I MÓDULO IV
 Introdução  Diodos
 Revisão Formas de Onda  Chaves
 Elementos R, L e C  Tiristores
 Transitórios  Harmônicas
 Circuito RC e RL  Cargas Não Lineares
 Circuitos com  Série De Fourier
Chaveamento  Espectro Harmônico
 Visualização no Atpdraw
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

MÓDULO II MÓDULO III


 Sistemas Trifásicos  Simulação de Máquinas
 Ligações Y e Δ Rotativas
 Simulações de cargas  Simulação de Transformadores
trifásicas
 Filtros Passivos

MÓDULO V
 Criando “Caixinhas”
 Tira dúvidas
 Teste de Conhecimentos
MÓDULOI.I
1.1 Introdução
1.2 Apresentação do ambiente de trabalho
1.3 Utilização de ferramentas básicas
1.4 Revisão formas de onda
1.5 Frequência e Período
1.6 Amplitude
1.7 Valor Médio e Valor Eficaz
1.8 Ângulo de Fase e Defasamento Angular
1.9 osciloscópio
1.10 Exercícios
Contexto Histórico-Social
• O mundo tem enfrentado crises devido ao modo de produção, o que
tem feito o capital encontrar novas saídas para aumentar a
produtividade e simultaneamente continuar se reproduzindo através
de novas mercadorias.
• Nessa lógica os sistemas elétricos de potência vêm passando por
inúmeras alterações e inovações, o que exige técnicas e estudos cada
vez mais precisos e refinados para construir, manter e operá-lo.

• Além disso, eles estão expostos a condições adversas e imprevisíveis


que podem levar a situações de falha ou má operação, o que pode
trazer muitos prejuízos.

• Todo sistema elétrico está susceptível a variações súbitas de tensão ou


de corrente. Essas variações podem ser provocadas por descargas
atmosféricas, faltas no sistema ou operação de disjuntores, dando
origem ao fenômeno conhecido como transitórios eletromagnéticos.
Objetivos do Curso Básico de ATP

• Aprender a manusear as ferramentas básicas


do software de simulação ATP;
• “Facilitar” a aprendizagem na graduação;
• Ganhar noção dos vários conteúdos que
podem ser desenvolvidos com esse software;
• Incentivar o estudo na graduação da
engenharia elétrica bem como estimular
pesquisa com simuladores.
O Programa
A ferramenta computacional ATP é considerada um dos
programas mais utilizados para simulação digital de
fenômenos relacionados com a Engenharia Elétrica.

Além de apresentar grande aplicabilidade na busca de


novas alternativas e aumento da produtividade do setor
elétrico, uma outra vantagem encontrada neste
software é sua disponibilização gratuita (NÃO PRECISA
PIRATEAR). E alguns professores pedem relatórios de
laboratório no ATP.
INSTALAÇÃO
INSTALAÇÃO

Primeiramente deve-se instalar o atpdraw 3.5 conforme instruções abaixo:


INSTALAÇÃO
O primeiro arquivo a ser instalado é o InstATP110

Para continuar a instalação, basta dar um click no botão Install e aguardar


alguns segundos enquanto os arquivos são copiados para a pasta
selecionada.

OBS: É recomendado que não se faça nenhuma alteração neste diretório.


INSTALAÇÃO
Em seguida será instalado o arquivo InstATP110add. Este arquivo contém alguns
manuais, exemplos e ferramentas adicionais.
INSTALAÇÃO

Para continuar a instalação, basta dar um click no botão Install no


canto inferior direito da janela e aguardar alguns segundos em quanto
os arquivos são copiados.
INSTALAÇÃO

Finalmente click no arquivo ATPLnchUpdate:


INSTALAÇÃO

O processo de instalação é iniciado, para continuar a instalação, basta dar um


click no botão Sim para confirmar a instalação das ferramentas e aguardar
alguns segundos enquanto os arquivos são copiados.
INSTALAÇÃO
Para finalizar a instalação, click no botão Close. Pronto, o ATPDraw já esta instalado e
pode ser encontrado na barra de ferramenta do menu iniciar.
INSTALAÇÃO
Com o ATPDRAW 3.5 instalado pode-se instalar o ATPDRAW 5.7 conforme
instruções abaixo:

Click no botão Next:


INSTALAÇÃO
Nesta janela deve-se direcionar a pasta para a instalação C:\ATP\AtpDraw5.7. Em
seguida click no botão Next.
INSTALAÇÃO

Não alterar nada somente click no botão Next:


INSTALAÇÃO
Se marcar a opção Create a desktop icon será criado um ícone no desktop. Em
seguida click no botão Next:
INSTALAÇÃO

Click no botão Install:


INSTALAÇÃO
Para finalizar click no botão Finish.

Em seguida aparecerá uma janela click na opção sim para todas as opções.
INSTALAÇÃO

Com o AtpDraw5.7 instalado se deve efetuar ajustes dentro do seu ambiente


conforme as instruções abaixo:

Click no menu Tools. Dentro de Tools click em Options:


INSTALAÇÃO
Em Options na aba Files&Folders os endereços das pastas geralmente estarão direcionado
para o disco d:. Caso o computador possua repartição e que está esteja com o nome d: prossiga
para o próximo passo. Caso o computador não possua repartição ou repartição com nome
diferente de d: mude os endereços para o disco c: conforme indicado abaixo.
INSTALAÇÃO
Em Options selecione a aba Preferences:
INSTALAÇÃO
Para que o Atpdraw possa salvar é necessário localizar corretamente o endereço de
runAPT_G.bat clicando em Browse...
INSTALAÇÃO
O arquivo runATP_G.bat está em C:\ATP\Atpdraw5.7 para que o arquivo esteja visível
deve-se selecionar Batch files (*.bat) indicado acima. Para finalizar esta etapa click em
Abrir:
INSTALAÇÃO
Para que o Atpdraw possa plotar gráficos é necessário localizar corretamente o
endereço de PlotXY.exe clicando em Browse...
INSTALAÇÃO
O arquivo PlotXY.exe está em C:\ATP\PlotXY para que o arquivo esteja visível deve-se
selecionar Executable files (*.exe) indicado acima. Para finalizar esta etapa click em
Abrir:
INSTALAÇÃO
Antes de sair desta janela click em Save e depois em OK:
INSTALAÇÃO
Para efetuar as alterações é necessário salvar as opções clicando em Tools em
seguida Save Options.
APRESENTAÇÃO
DO AMBIENTE
DE TRABALHO
APRESENTAÇÃO DO AMBIENTE DE
TRABALHO
APRESENTAÇÃO DO AMBIENTE DE
TRABALHO
Clicando com o botão direito do mouse no ambiente do atpdraw dará acesso ao
menu abaixo:
APRESENTAÇÃO DO AMBIENTE DE
TRABALHO
APRESENTAÇÃO DO AMBIENTE DE
TRABALHO
APRESENTAÇÃO DO AMBIENTE DE
TRABALHO
APRESENTAÇÃO DO AMBIENTE DE
TRABALHO
APRESENTAÇÃO DO AMBIENTE DE
TRABALHO
APRESENTAÇÃO DO AMBIENTE DE
TRABALHO
APRESENTAÇÃO DO AMBIENTE DE
TRABALHO
APRESENTAÇÃO DO AMBIENTE DE
TRABALHO

Selecionando algum circuito e clicando


duas vezes com o botão direito, podemos
selecionar a opção HIDE, e então
deixamos o circuito selecionado em “OFF”
para simular outros circuitos sem que haja
interferência do primeiro.
APRESENTAÇÃO DO AMBIENTE DE
TRABALHO
UTILIZAÇÃO DE
FERRAMENTAS
BÁSICAS
UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS
BÁSICAS
UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS
BÁSICAS
REVISÃO
FORMAS DE
ONDA
Formas de Ondas

Forma de onda é uma representação gráfica do modo


com que uma determinada onda (ou sinal) se propaga no
decorrer do tempo, ou seja, é a representação dos valores
instantâneos de uma grandeza em função do tempo. As
formas de onda mais comuns são:
Onda Senoidal

Uma onda senoidal é considerada a forma de onda mais simples.


Ela é representada pela função seno ou cosseno. É bastante
observada nos sistemas elétricos de potência.
Onda Quadrada

Uma onda quadrada alterna instantaneamente entre dois


níveis, podendo ou não incluir o zero. Ela é encontrada com mais
freqüência em circuitos compostos de dispositivos eletrônicos,
como por exemplo, nos circuitos de chaveamentos digitais.
Onda Triangular

A onda triangular é uma espécie de forma de onda não


senoidal e, como o próprio nome já diz, apresenta a forma
semelhante a um triângulo. Ela é composta somente por
harmônicas ímpares.
Onda Dente de Serra

É uma espécie de onda não senoidal composta por todas


as harmônicas inteiras. O nome se da pela semelhança com a
lâmina de uma serra.
Frequência e Período

A freqüência (f) de uma onda é definida como a


quantidade de ciclos, oscilações ou voltas que ela realiza
em um determinado intervalo de tempo, e expressa em Hz
de acordo com o Sistema Internacional de Unidades (SI).
O intervalo de tempo referido no parágrafo anterior, ou
seja, o tempo necessário para a onda completar um ciclo, é
denominado de período da onda (T), o qual pode ser
observado na ilustração abaixo.
A freqüência e o período de uma onda se relacionam pela
seguinte equação:
Amplitude

A amplitude de uma onda é uma medida escalar negativa e


positiva da magnitude de oscilação de uma onda. Ela pode
ser expressa pela seguinte equação:

Onde:
Vpp : valor de pico a pico da onda;
Vp+: valor de pico positivo;
Vp-: valor de pico negativo.
Valor Médio

O valor médio de uma função, por exemplo, um sinal de


tensão ou corrente alternada senoidal, corresponde ao
resultado líquido entre excursões positivas e negativas.
Para funções periódicas contínuas o valor médio é dado por:

Para uma função seno ou cosseno, simétrica ao eixo das


abscissas (x), seu valor médio é igual a zero.
Valor Eficaz

O valor eficaz de uma tensão ou de uma corrente alternada


senoidal, também chamado de valor RMS, do inglês root mean
square (valor médio quadrático), corresponde à capacidade
que esta grandeza variável no tempo possui em realizar
trabalho efetivo.

Exemplo:

Fisicamente, o valor eficaz de uma corrente alternada


corresponde ao valor da intensidade de corrente contínua que
causaria em uma determinada resistência o mesmo efeito
calorífico.
Matematicamente, para uma função periódica, o valor
eficaz pode ser dado pelo cálculo da média quadrática através
do uso da integral:

Para a função seno ou cosseno, por exemplo, o seu valor eficaz


em um período de tempo (T) será igual a:

Onde Vp corresponde ao valor de pico da onda.


Ângulo de Fase
Ângulo de fase é uma medida que indica se uma onda
está adiantada ou atrasada em relação a uma determinada
referência. Duas ondas que possuem mesmas freqüências
podem apresentar diferença de fase. Isto significa que os
valores de pico ou zeros das ondas não ocorrem ao mesmo
tempo.
Quando falamos em adiantar uma onda estamos nos
referindo em deslocá-la para esquerda, paralelamente ao
eixo y. Já quando falamos em atrasar uma onda estamos nos
referindo em deslocá-la para direita, também paralelamente
ao eixo y.
A expressão genérica de um sinal senoidal ou cossenoidal
é dada por:
𝑎 𝑡 = 𝐴𝑚 . 𝑠𝑒𝑛(𝜔𝑡 ± 𝛽) ou 𝑎 𝑡 = 𝐴𝑚 . 𝑐𝑜𝑠(𝜔𝑡 ± 𝛽)

Onde:
a(t): valor instantâneo;

Am: amplitude ou valor máximo;

(𝜔𝑡 ± 𝛽) : ângulo de fase, o “+” para indicar o


adiantamento e o “-” o atraso em relação a uma
determinada referência;

β: defasamento angular em relação à origem;


Desta forma pode-se dizer que:
𝑐𝑜𝑠 𝜔𝑡 = sen ɷ𝑡 + 90° 𝑜𝑢 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 = cos ɷ𝑡 − 90°
Defasamento Angular

O defasamento angular (β) indica o quanto uma onda


está adiantada ou atrasada em relação à origem, podendo ser
expresso em graus, minutos, segundos, etc.

As ondas podem estar:

• Em fase (β = 0°) ou oposição de fase (β = 180°);

• Defasadas
Exemplo:

𝑎 ɷ𝑡 = 100. cos ɷ𝑡 𝑒 𝑏 ɷ𝑡 = 50. cos ɷ𝑡

Ondas em Fase
Exemplo:

𝑐 ɷ𝑡 = 50. cos ɷ𝑡 𝑒 𝑏 ɷ𝑡 = 20. cos ɷ𝑡 ± 180°

Ondas em oposição de Fase


Exemplo:

A ɷ𝑡 = 100. cos ɷ𝑡 𝑒 𝐵 ɷ𝑡 = 100. cos ɷ𝑡 + 90°

Ondas defasadas
Osciloscópio
O osciloscópio é um instrumento de medição que permite
visualizar graficamente uma ou mais diferenças de potencial.
Normalmente o eixo horizontal representa o tempo e o eixo vertical a
tensão. Na maioria das aplicações, o osciloscópio mostra como um sinal
elétrico varia no tempo.
Como muitas grandezas físicas são
medidas através de um sinal elétrico, o
osciloscópio é um instrumento
indispensável em qualquer tipo de
laboratório e em situações tão diversas
como o diagnóstico médico, mecânica
de automóveis, prospecção mineral, etc.
O osciloscópio permite obter os
valores instantâneos de sinais
elétricos rápidos, a medição de
tensões e correntes elétricas, e ainda Osciloscópio

frequências e diferenças de fase de


oscilações.
Exercícios

SINAL Frequência Período Amplitude Valor médio em um período Valor Eficaz

1 2 Hz 0,5s 10V 0 10 𝑉
2
Exercícios

SINAL Frequência Período Amplitude Valor médio em um período Valor Eficaz

3 2000 Hz 0,5ms 350V 0 350 𝑉


2
Exercícios

SINAL Frequência Período Amplitude Valor médio em um período Valor Eficaz

5 25 Hz 0,04s 150V 0 150 𝑉


2
Exercícios

SINAL Frequência Período Amplitude Valor médio em um período Valor Eficaz

6 4 Hz 0,25s 100V
Exercícios

ADIANTADA
A onda “A” está__________________________ 45°
de um ângulo igual a_________
em relação à referência indicada
Exercícios

EM OPOSIÇÃO DE FASE
A onda “B” está__________________________ ± 180°
de um ângulo igual a_________
em relação à referência indicada
Exercícios

ATRASADA
A onda “C” está__________________________ 90°
de um ângulo igual a_________
em relação à referência indicada
Exercícios

ADIANTADA
A onda “D” está__________________________ 135°
de um ângulo igual a_________
em relação à referência indicada
Exercícios

ADIANTADA
A onda “E” está__________________________ 72°
de um ângulo igual a_________
em relação à referência indicada
Exercícios

ATRASADA
A onda “F” está__________________________ 144°
de um ângulo igual a_________
em relação à referência indicada
MÓDULOI.II
2.1 Elementos de Circuitos Elétricos

2.1.1 Resistor, Capacitor e Indutor

2.2 Transitórios

2.3 Constante de Tempo

2.4 Circuito RC e RL

2.5 Modelagem matemática para circuito RC

2.6 Modelagem matemática para circuito RL

2.7 Circuitos com Chaveamento

2.8 Exercícios
• Resistor:
Oferece oposição à passagem de corrente elétrica, através de
seu material. A essa oposição damos o nome de resistência
elétrica, a qual está relacionada com as características físicas
do dispositivo, como comprimento, área e constituição do
material.
Tensões e Correntes

Circuito CC
Circuito CA:

No resistor a tensão e a corrente


estão em fase.

Tensão
Corrente
• Indutor:
É um dispositivo elétrico passivo que armazena energia na forma
de campo magnético. Possui Inércia de Corrente. VL = L di(t)/dt

Circuito CC
* Regime Transitório: Circuito Aberto.
* Regime Permanente: Curto Circuito.
EXEMPLO:

Monte o circuito abaixo e verifique os sinais de tensão e corrente sobre o indutor.


Tmax = 12 ms
Circuito CA:

No indutor a corrente está atrasada


90° em relação à tensão.

Tensão
Corrente
EXEMPLO:

Monte o circuito abaixo e verifique os sinais de tensão e corrente sobre o indutor destacado.
Tmax: 33,3 ms

Sentido de
Rotação

.
VL

.
IL

Representação Fasorial
• Capacitor:
É um componente que armazena energia na forma de campo
elétrico. Possui Inércia de Tensão. iC = C dv(t)/dt

Circuito CC
* Regime Transitório: Curto Circuito.
* Regime Permanente: Circuito Aberto.
EXEMPLO:

Monte o circuito abaixo e verifique os sinais de tensão e corrente sobre o capacitor.


Tmax: 1s
Circuito AC:

No capacitor a corrente está adiantada


90° em relação à tensão.

Tensão

Corrente
EXEMPLO:

Monte o circuito abaixo e verifique os sinais de tensão e corrente sobre o capacitor indicado.
Tmax: 33,3 ms.

Sentido de
Rotação

.
IC

.
VC

Representação Fasorial
RESUMINDO...

INDUTOR  INÉRCIA DE CORRENTE CAPACITOR  INÉRCIA DE TENSÃO

Sentido de Sentido de
Rotação Rotação

. .
VL IC

. .
IL VC

Representação Fasorial
Transitórios

Os sistemas elétricos operam a maior parte do tempo em


regime permanente, mas devem ser projetados para suportar as
piores solicitações (normalmente produzidas durante situações
transitórias como a abertura/fechamento de alguma chave,
faltas no sistema, ou um curto-circuito).
Transitórios
As indutâncias e as capacitâncias possuem a capacidade
de armazenar energia: L no campo magnético (0,5LI²) e C no
campo elétrico (0,5CV²). Em regime permanente, a energia
armazenada nas várias indutâncias e capacitâncias de um circuito
em Corrente Contínua é constante, ao passo que num circuito em
Corrente Alternada a energia é transferida ciclicamente entre
estes elementos. Em períodos transitórios ocorre uma
redistribuição desta energia, comandada pelo princípio da
conservação de energia e de modo que a corrente nas
indutâncias e a tensão sobre as capacitâncias não variem
bruscamente.
Constante de Tempo
Em estudos transitórios, usa-se como medida do tempo que
se gasta para ir de uma situação de regime permanente à outra,
também de regime permanente, a constante de tempo “τ”.
Observa-se que decorrido um tempo igual à constante de tempo já
terá acontecido [1-(1/e)] da variação do valor entre a condição
inicial e o novo regime (aproximadamente 63% da variação) e faltará
ainda (1/e) para se atingir o novo regime permanente
(aproximadamente 37%). Considera-se também que em 5τ o regime
permanente já foi alcançado.
As constantes de tempo dos circuitos básicos são as
seguintes:
Circuito RC: τ=RC
Circuito RL: τ=L/R
Modelagem matemática para circuito RC
Considere um sistema representado por um circuito RC série, alimentado
em t=0 por um sinal de entrada contínuo x(t)=U. Assumindo que a tensão inicial no
capacitor é VC(0)=0V encontrar as equações i(t) e VC(t). Na seqüência simular o
mesmo circuito no ATP considerando U=120V, R=5Ω e C=5mF e demonstrar os
gráficos VC(t) e i(t).
Equação Diferencial Linear Homogênea de Primeira Ordem,
Cuja solução homogênea associada ao regime transitório é:

A constante K engloba as constantes de integração e depende


das condições iniciais:

Para encontrarmos Vc(t) basta utilizar a LKT:

Aplicando os valores:
Modelagem matemática para circuito RC

Realizando a simulação obtemos os gráficos de i(t) (vermelho) e Vc(t) (verde), e


constatamos que os mesmos correspondem fielmente às equações encontradas.
Vale observar também que o circuito entra em regime permanente em
aproximadamente cinco constantes de tempo (5 τ).
Modelagem matemática para circuito RL
Considere um sistema representado por um circuito RL série, alimentado no
instante t=0 por um sinal de entrada contínuo x(t)=U. Sabendo que a corrente inicial
no indutor é nula i(0)=0, determinar as equações de i(t) e Vl(t). Na seqüência
simular o mesmo circuito no ATP considerando U=120V, R=10Ω e L=20mH e
demonstrar os gráficos Vl(t) e i(t).
Equação Diferencial Linear Não Homogênea de Primeira Ordem.
Admite duas soluções: homogênea e particular.

A solução particular (P) está associada ao regime permanente e


representa o comportamento forçado do sistema.

Para encontrarmos Vc(t) basta utilizar a LKT:

Aplicando os valores:
Modelagem matemática para circuito RL

Realizando a simulação obtemos os gráficos de i(t) (vermelho) e Vl(t)


(verde), e constatamos que os mesmos correspondem fielmente às equações
encontradas. Vale observar também que o circuito entra em regime permanente em
aproximadamente cinco constantes de tempo (5 τ).
Circuitos com chaveamento

As opções “T-cl” e “T-op” se referem ao tempo de fechamento e


abertura da chave.
“Imar” é um parâmetro limitador do funcionamento da chave.
Deve ser fixado em um valor alto (10000A).
Exercícios
1)Encontrar o gráfico de vc(t) para demonstrar o carregamento (através do
resistor R 1=5 Ω) e descarregamento (através do resistor R2=10 Ω) de um capacitor de
C=1mF utilizando uma fonte de V=50V, como mostrado no esquema abaixo. Obs: Deve-se
deixar que o capacitor carregue e descarregue completamente
T max – De acordo com o tempo de carga e descarga do capacitor.
Exercícios
2)Montar o circuito abaixo ilustrado e encontrar os gráficos da tensão Vc(t) e
corrente Ic(t) no capacitor. Dados V1=300V, V2=500V, V3=800V, R=10Ω e C=5mF.
T max – De acordo com o tempo de carga e descarga do capacitor.

a) Considerar 5τ para realizar os


b)Considerar 5τ para Ch1, 3τ
chaveamentos Ch1, Ch2 e Ch3.
para Ch2 e 2τ para Ch3.
Exercícios
3)Montar o circuito abaixo ilustrado e encontrar os gráficos da tensão Vl(t) e
corrente Il(t) no indutor. Dados V1=200V, V2=600V, R=10Ω e L=4mH.
T max – De acordo com o tempo de carga e descarga do indutor.

a) Considerar 5τ para realizar os b)Considerar 5τ para Ch1, 3τ para Ch2


chaveamentos Ch1, Ch2 e Ch3. e 2τ para Ch3.
600 600

400 400

200 200

0 0

-200 -200

-400 -400

-600 -600

-800 -800
0 1 2 3 4 5 [ms] 6 0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 3.5 [ms] 4.0
(file slide3a.pl4; x-var t) v:XX0005-XX0003 c:XX0005-XX0003 (file slide3b.pl4; x-var t) v:XX0005-XX0003 c:XX0005-XX0003
4) T max– De acordo com o tempo de carga e descarga do indutor.
5) T max – De acordo com o tempo de carga e descarga do capacitor.
SITE  http://www.peteletricaufmt.com/

E-MAIL  peteneufmt@googlegroups.com
peteneufmt@gmail.com

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