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1.

ATIVIDADES DO LABORATÓRIO

1.1. Resultados das medições realizadas

Neste experimento a vazão pode ser determinada com a utilização do


equipamento chamado Molinete. Através do Molinete se determina a
velocidade do escoamento a partir da medida do número de revoluções da
hélice do aparelho.

O hélice do aparelho utilizado no experimento pode ser observado na figura


abaixo:

É importante observar que a haste que segura a hélice tem que ser
paralela ao escoamento e a hélice sempre a frente do escoamento.

O equipamento fornece as equações para cada tamanho da hélice, que


depende da velocidade do fluxo. No caso estudado, o fluxo era de baixa
intensidade. A leitura é feito por um medidor que lê as revoluções por minuto.

O método utilizado para determinar a vazão foi dividir a seção do rio em


certo número de seções para o levantamento do perfil de velocidade na seção.
A distância entre seção varia de acordo com a largura do rio, conforme a tabela
abaixo:

Distância entre as seções


Largura do rio (m) verticais (m)
<3 0,3
3a6 0,5
6 a 15 1
15 a 30 2
30 a 50 3
50 a 80 4
80 a 150 6
150 a 250 8
>250 12
Distância recomendada entre cada seção vertical, de acordo com a largura do rio (Santos et al,2001)

Sendo a posição do molinete influenciada também pela profundidade,


que segue as orientações da tabela abaixo:

Número de
Profundidade (m) Pontos Profundidade dos Pontos
0,15 a 0,60 1 0,6p
0,61 a 1,20 2 0,2p e 0,8p
1,21 a 2,00 3 0,2p; 0,6p e 0,8p
2,01 a 4,00 4 0,2p; 0,4p; 0,6p e 0,8p
>4,01 6 S; 0,2p; 0,4p; 0,6p; 0,8p e F
Número e profundidade recomendada em cada seção vertical de acordo com a profundidade do rio (Santos
et al. 2001). S=superfície do canal; F= fundo do canal; p=profundidade do canal.

Para o nosso caso, para facilitar a compreensão e os cálculos, a


distâncias entre seções é de 0,20 metros e o molinete estará localizado a 60%
da profundidade da seção. Sendo a largura do rio de 1,29 metros sendo
dividida conforme a figura abaixo:

vazão total é calculada através do somatório das vazões em cada em


seção, e as vazões seccionais são obtidas através da multiplicação da área de
influência (Si) com a velocidade. A área de influência pode ser observada na
figura abaixo:
Com as leituras feitas e as equações dadas pelo equipamento, sendo “v”
a velocidade do fluxo e “n” o número de revoluções por segundo, substitui-se
na formula, que é apresentada abaixo:

Se n≤0,31 - v= 0,4561n + 0,021

Se 0,31≤n≤4,85 - v= 0,5180n+0,002

Na tabela abaixo são apresentados os valores medidos pelo Molinete


(rotações/segundos)- o valor a ser utilizado é a média dos valores medidos -, a
profundidade na qual o molinete fez as medições e distância horizontal e a
vazão:
Profundidade da água Distância Área Vazão no
Ponto Medida 1 Medida 2 Velocidade (h) horizontal (d) (dxh) ponto
R1 0,6000 0,5667 0,3042 0,1530 14,5 0,0264 0,0080
R2 0,4667 0,4500 0,2394 0,3230 34,5 0,0646 0,0155
R3 0,4500 0,4333 0,2308 0,3470 54,5 0,0694 0,0160
R4 0,6667 0,6667 0,3473 0,3450 74,5 0,0690 0,0240
R5 0,8000 0,8333 0,4250 0,3450 94,5 0,0690 0,0293
R6 0,8500 0,8500 0,4423 0,1810 114,5 0,0312 0,0138

A vazão total será de 0,1066 m³/s. A partir d mesmo método utilizado


acima, foi calculado para comparação a vazão para seção contando apenas os
pontos impares como observado na tabela abaixo:

Ponto Velocidade Profundidade da água (h) Distância horizontal (d) Área (dxh) Vazão no ponto
R1 0,3042 0,153 0,145 0,0417 0,0127
R3 0,2308 0,347 0,545 0,1388 0,0320
R5 0,4250 0,345 0,945 0,1285 0,0546

A vazão total para as seções impares será de 0,993.

A metodologia aqui apresentada, para o cálculo da vazão de uma seção


transversal de um rio ou canal é relativamente simples e de fácil obtenção,
sendo seu resultado eficaz e de boa precisão. A precisão poderá ser
aumentada se diminuirmos as distâncias entre os perfis verticais e
aumentarmos o número de pontos sobre cada perfil. O processo pode ser
aplicado a qualquer tipo de seção transversal de rios ou canais com largura e
profundidade variável.

Portanto a primeira vazão calculada, por ter maior número de pontos,


será a vazão adotada.

1.2. Escala de vazões e calculo da vazão no protótipo:


Para que se possa trabalhar com modelos é necessário obedecer à
semelhança dinâmica entre o modelo e protótipo. Isto é conseguido com uma
semelhança geométrica, cinemática e dinâmica. Dessa forma procura-se
trabalhar com uma escala que permita observar os fenômenos físicos
mantendo-se uma correlação com o protótipo. Usualmente modelos que
trabalham com condutos livres utilizam um número adimensional que foi
definido por William Froude e seu filho Robert Edmund Froude. Esse número
que corresponde a razão entre a força de inércia pela força gravitacional
governa os escoamentos livres.

Para que a semelhança seja aceita é necessário que razão entre o


número de Froude do modelo e do protótipo seja constante e igual a seja igual
a 1.

Sendo:

Lp/Lm=λ
(1)

Área Ap = Lp² Am= Lm² Ap/Am = λ²


(2)

Velocidade (V) Vp= Vm= Vp/Vm = =


(3)
Vazão (Q) Qm=VmxAm Qp=VpxAp Qp/Qm= λ²x =
(4)

Para calcular a vazão no protótipo é necessário conhecer a escala do


modelo e sua vazão, e substituir na equação (4).

O estudo experimental foi realizado em um modelo na escala


geométrica λ = 60 e baseado no critério de semelhança de Froude. A vazão no
modelo Qm= 0,1066 m³/s. Substituindo na equação (4), calcula-se que a vazão
no protótipo é de 2972,592 m³/s.

Qp = Qmx = 0,1066x = 2972,592 m³/s.

Bibliografia

http://www.hidromechc.com.br/hidrometria/index.php?
option=com_content&view=article&id=122&Itemid=106 (figura do molinete)

https://docs.google.com/viewer?
url=http://www.ufrgs.br/lageo_geodesia/iisapgu/CorreaICS.pdf

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