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Fonte: http://www.infoescola.com/historia/

Sacro Império Romano-Germânico


Por Pedro Augusto

O Sacro Império Romano - Germânico foi a união de certas


localidades da Europa na Idade Média, Moderna e Contemporânea, e
que estavam sob a autoridade do Sacro Império Romano. As
dinastias responsáveis pelo governo do Império foram as mais
diversas.

Mapa do Sacro Império Romano-Germânico (linha em vermelho)

Primeiramente, os soberanos do Sacro Império foram


os Carolíngios, uma dinastia franca que foi responsável por
restabelecer o Império Romano do Ocidente de 800 a 887, e que tem
como sua principal figura o Imperador Carlos Magno, que é
considerado o primeiro Imperador do Sacro Império Romano -
Germânico, com sua coroação no dia 25 de Dezembro de 800.

Depois dessa dinastia, veio a dinastia Guideshi, que em pouco tempo


deu lugar novamente a dinastia Carolingia. A terceira dinastia foi a
dos Saxões, que eram povos germânicos que viviam onde é hoje o
noroeste da Alemanha e o leste da Holanda. Depois vieram as
dinastias Sália, a dinastia von Süpplingerburg, os von Hohenstaufen,
os Guelfos, e os von Wittelsbach respectivamente.

A ultima dinastia, que durou maior período, de 1273 a 1806, foi a


dinastia dos Habsburgos representada na figura do Imperador
Francisco II. Esta dinastia teve fim com as Guerras
Napoleônicas (conflito armado designado que se estabeleceu em
1799 a 1815, em que nações da Europa se opunham a Napoleão
Bonaparte).
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Uma observação que é de grande importância se tratando de Sacro


Império Romano - Germânico é que esse Império foi palco também
da Guerra dos Trinta Anos, que foi uma série de guerras entre
diversas nações Europeias que tinham vários motivos, mas
especialmente um: rivalidades religiosas entre Católicos e
Protestantes.

O tamanho do território do Império Romano – Germânico sempre foi


algo muito variável, ou seja, a questão do verdadeiro território do
Império era algo sempre questionável. Seu ápice ocorreu justamente
quando o Império conseguiu englobar alguns territórios como
Alemanha, Áustria, Suíça, Liechtenstein, Luxemburgo, Republica
Tcheca, Eslovênia, Bélgica, Países Baixos, e uma grande parte da
Polônia, França e Itália.

Já na maioria das vezes em sua história, o Sacro Império Romano -


Germânico foi composto por centenas de pequenos reinos,
principados, ducados, condados, e cidades livres imperiais, e outras
formas de domínios. Outra curiosidade é que, apesar do Nome “Sacro
Império Romano - Germânico”, o império nunca chegou a dominar a
cidade de Roma. Ele recebeu esse nome em homenagem a todas as
glórias e ao poder que o Império Romano conseguiu com o passar do
tempo em quase todo o continente europeu.
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Habsburgos Imperadores do
Sacro Imperio Romano Germânico:
Fernando I 1520-1564
Maximiliano II 1564-1576
Rodolfo II 1576-1612
Matias 1612-1619
Fernando II 1619-1637
Fernando III 1637-1657
Leopoldo I 1657-1705
José I 1705-1711
Carlos VI (Viena, 1º de out. de 1685 - Viena, 20 de out. de 1740) –
pai de Maria Tereza.
Francisco I (Francisco de Lorena) era um duque de Lorena que virou
Imperador do Sacro Imp. Romano Germânico quando casou com
Maria Teresa (13 de maio de 1717 — 29 de novembro de 1780),
Arquiduquesa da Áustria e rainha da Hungria e da Boemia. Embora
ele ocupasse uma posição superior à sua esposa, era Ma. Tereza
quem executava todos os poderes das suas posições. Junto com ela,
fundou a dinastia Habsburgo-Lorena.
José II (Viena, 13 de março de 1741 - 20 de fevereiro de1790) Filho
mais velho de Francisco I e de Maria Teresa. Foi imperador entre
1765 e 1790. Foi também rei da Boemia e da Hungria e Arquiduque
da Áustria (1780-1790).
Leopoldo II (Viena, 5 de maio de 1747 - 1 de março de 1792) -
filho de Francisco I e de Ma Teresa. Sucedeu a seu irmão, José II

Imperadores da Austria:
1) Francisco I: (Florença,12 de Fevereiro de 1768 — Viena, 2 de
março de 1835) foi o último imperador do Sacro Império Romano-
Germânico, no poder de 1792 até 6 de agosto de 1806, quando
dissolveu o Sacro Império após a derrota para o Primeiro Império
Francês, liderado por Napoleão Bonaparte na batalha de Austerlitz.
Em 1804, ele fundou o Império Austríaco, tornando-se o primeiro
imperador da Áustria (Kaiser von Österreich), governando entre 1804
e 1835, quando faleceu.
2) Fernando I da Áustria (Viena, 19 de Abril de 1793 –Praga, 29 de
Junho de 1875): deficiente mental, abdicou em 2 de dezembro de
1848 – foi sucedido pelo sobrinho.
3) Francisco José I (Viena, 18 de agosto de 1830 – 21 de
novembro de 1916) foi Imperador da Áustria e Rei da Hungria de
1848 até sua morte. Criou o Imperio Austro-Hungaro. Casado com
Sissi.
4) Carlos I, neto de Carlos Luís (irmão de Francisco José) –
dissolveu o império Austríaco em Novembro de 1918
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Maria Teresa da Áustria


Maria Teresa Valburga Amália Cristina da Áustria (em alemão: Maria
Theresia Walburga Amalia Christina von Österreich)

Nascimento: 13 de maio de 1717 Palácio Hofburg, Viena, Áustria


Morte: 29 de novembro de 1780 (63 anos) Viena, Áustria
Pai: Carlos VI, Sacro Imperador Romano-Germânico
Mãe: Isabel de Brunswick-Wolfenbüttel
Reinado: 20 de outubro de 1740 — 29 de novembro de 1780
Consorte: Francisco I, Sacro Imperador Romano-Germânico
Antecessor: Carlos VI
Sucessor: José II

Foi a primeira e única mulher a governar sobre os domínios dos


Habsburgos e a última chefe da Casa de Habsburgo (a partir de seu
casamento, a dinastia passou a denominar-se Casa de Habsburgo-
Lorena).

Foi arquiduquesa e soberana da Áustria, Hungria, Boêmia, Croácia,


Mântua, Milão, Galícia e Lodomeria, Parma e Países Baixos
Austríacos, de 1740 até a sua morte.

Casou-se em Fevereiro de 1736 com Francisco Estêvão de Lorena


(futuro Sacro Imperador Romano-Germânico como Francisco I) e
teve 16 filhos, entre eles a rainha Maria Antonieta de França e dois
imperadores do Sacro Império Romano-Germânico:José II e Leopoldo
II (ambos co-governantes da Áustria e da Boêmia, junto com a mãe).
Pelo casamento, tornou-se duquesa da Lorena, grã-duquesa da
Toscana e Imperatriz Consorte do Sacro Império Romano-Germânico.

É considerada um dos "déspotas esclarecidos". Chefiou um dos


Estados mais importantes da época, governando grande parte
da Europa Central.

O seu reinado de 40 anos foi iniciado com a morte de seu pai, Carlos
VI, Sacro Imperador Romano-Germânico, em outubro de 1740.

Isto só se tornou possível com a adesão do imperador à Pragmática


Sanção de 1713, permitindo a sucessão feminina, visto que os
territórios dos Habsburgos eram originalmente regidos pela Lei
Sálica, que impedia a sucessão feminina.

Entretanto, com a morte de Carlos VI, Saxônia, Prússia, Baviera


e França rejeitaram o documento que haviam reconhecido como
legítimo até então. A Prússia invadiu a província da Silésia,
provocando um conflito de nove anos conhecido como a Guerra da
Sucessão Austríaca, que permitiu a subida ao trono de Ma. Tereza.
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Império Austríaco
Por Emerson Santiago

O nome Império Austríaco (Kaisertum Österreich ou Kaiserthum


Oesterreich na grafia antiga) é geralmente aplicado a um estado
monárquico e multi-étnico europeu existente entre 1804 e 1867, e
cujo núcleo é o território da atual república austríaca.

Esta monarquia absolutista, sediada em Viena, era na verdade uma


versão reformulada do que restou do antigo Sacro Império Romano-
Germânico, dissolvido em meio à Guerra da Terceira Coligação
programada para bater Napoleão Bonaparte. Quando Napoleão
declara o primeiro Império Francês, em 1804, a resposta da Áustria
é fundar das cinzas do Sacro Império o Império Austríaco, reunindo
as terras ainda sob controle da dinastia dos Habsburgo. O termo
"Império Austríaco" ou popularmente "Áustria" já era
na prática utilizado para se referir aos domínios de tal dinastia, mas
só se tornou oficial a partir de 1804.

Seu criador foi o monarca Francisco (I da Áustria e II do Sacro


Império), que pretendia evitar que Napoleão viesse a ser seu
sucessor no trono do Sacro Império, pois boa parte de seu antigo
território agora estava sob controle do então imperador francês.
Desse modo, fundando um novo império em separado, Francisco I
evitava tal possibilidade. Ambos, porém, criaram uma situação em
que décadas mais tarde permitira o surgimento do moderno estado
alemão às custas tanto de franceses como também de austríacos.

Assim como seu antecessor, o Sacro Império, o Império Austríaco


tinha seu núcleo na atual Áustria, mas era bastante diversificado,
reunindo húngaros, romenos, tchecos, eslovacos, eslovenos, croatas,
sérvios, italianos, poloneses, ucranianos e diversas outras minorias,
que conservavam bastante de suas línguas, cultura e costumes e
alguma autonomia administrativa.

O Império Austríaco será reformulado em 1867, depois da derrota na


Guerra Austro-Prussiana, travada com a Prússia pelo predomínio
político na Confederação Germânica. A derrota provoca a saída da
Áustria da Confederação, fator que facilitou a unificação da Alemanha
logo depois em 1871.

Enfraquecida, a monarquia austríaca aceita dividir o poder com os


húngaros, a segunda etnia mais importante dentro do império. Assim,
em 1867 o Imperador Francisco José cria o Império Austro-
Húngaro, uma duarquia, com duas capitais, Viena e Budapeste,
ainda que com um certo predomínio político da Áustria.
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http://www.infopedia.pt/$imperio-austro-hungaro

Império Austro-Húngaro

A partir do Congresso de Viena de 1815, o Império Austríaco liderou


a política europeia até 1848, defendendo a monarquia absoluta e o
Antigo Regime contra o liberalismo e o nacionalismo cada vez mais
em voga. Simultaneamente, tentou impedir uma reunificação alemã,
impondo a sua vontade à Confederação Germânica através da
manipulação política das dinastias locais.

Porém, a partir de 1848, a Prússia afastou a Áustria dos destinos


alemães e, por outro lado, o império austríaco confrontou-se com
rebeliões internas de checos e húngaros.

Perante esta situação conturbada, o imperador Francisco José (que


reinou de 1848 a 1916), numa perspectiva absolutista, centralizadora
e clericalista, assumiu, em 1867, o compromisso Austro-Húngaro,
pelo qual estes dois povos formaram uma monarquia dualista,
fundando o império com o mesmo nome. Dois estados iguais, com
capitais e sistemas políticos próprios, mas com elementos em
comum, como a figura do imperador e os ministérios da Marinha,
Finanças, Guerra e Negócios Estrangeiros. A Constituição de 1867
definiu, para além de um poder executivo (o imperador), uma
Câmara dos Nobres e outra de Deputados, designados pelas
assembleias provinciais (dietas). Também as minorias tinham
assembleias próprias.

Todavia, os "elementos comuns" estavam nas mãos dos austríacos, o


que nunca agradou aos húngaros e aos demais povos e regiões que
constituíam o império (tchecos, eslovacos, polacos, rutenos,
ucranianos, romenos, sérvios, croatas, eslovenos e italianos).
Apesar das garantias dadas pela Austria de defesa e manutenção dos
costumes e línguas deste verdadeiro mosaico étnico, a tensão sempre
foi grande e a inquietude e agitação constantes. Exemplo notório é o
dos Tchecos, a maior preocupação para Viena, aos quais tiveram de
ser feitas concessões (uso da língua tcheca na universidade, por
exemplo) no sentido de apaziguar os conflitos. O mesmo se passou
relativamente à Hungria, com o seu "caso croata".

Em 1910, ocupando uma área de 420 000 km2 e com uma população
de cerca de 52 milhões de habitantes, o Império Austro-Húngaro viu
crescer os focos de revoltas internas, nomeadamente na Croácia e
outras regiões balcânicas, onde os seus interesses estavam cada vez
mais ameaçados. Isto devia-se à agitação sérvia apoiada pela Rússia,
o grande inimigo da Áustria-Hungria desde 1879. As repressões
violentas dos exércitos imperiais sucederam-se, suprimindo-
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se dietas regionais e impondo-se governos autocráticos. Ao mesmo


tempo, a Hungria sentia-se cada vez mais secundarizada na sua
posição na monarquia dualista.

A desagregação austro-húngara estava cada vez mais iminente,


apressando-se com a reação ao assassinato do príncipe herdeiro
Francisco Fernando em 1914, na cidade de Sarajevo, episódio que
desencadeou a Primeira Guerra Mundial. O conflito terminou com a
derrota da Tripla Aliança. Francisco José, falecido em 1916, ainda
tentou sempre salvar o Império, paralizado em todos os aspectos e
entregue à penúria e à fome, o que fez acender ainda mais as
revoltas dos vários povos contra o governo imperial e contra a
guerra.

Em 27 de outubro de 1918, o imperador Carlos de Habsburgo aceitou


sem reservas as condições impostas pelos Estados Unidos da
América. Isto conduziu ao Armistício, à renúncia ao título e ao
abandono do país, encerrando a história do Império. Pelo tratado de
Trianon, a Áustria reconheceu as suas novas fronteiras e a
independência da Hungria e da Checoslováquia, entre outros países
antes subjugados.

Império Austro-Húngaro foi um vasto e importante Estado europeu,


sucessor do Império Austríaco. Resultou de um compromisso entre as
nobrezas austríaca e húngara em 1867, e foi dissolvido em 1918,
quando as autoridades militares assinaram o armistício, dia 3 de
novembro de 1918, após a derrota na Primeira Guerra Mundial.

O que resta deste Império está hoje dividido entre os atuais países:
Áustria, Hungria, República Tcheca, Eslováquia, Eslovênia, Croácia,
Bósnia-Herzegovina e Sérvia

e as regiões de: Voivodina, na Sérvia


Bocas de Cattaro, no Montenegro
Trentino-Tirol Meridional e Trieste, na Itália
Transilvânia e parte do Banato, na Romênia
Galícia, na Polônia
Rutênia (região Subcarpática), na Ucrânia
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As terras dos Habsburgos incluíam os territórios governados pelo


ramo austríaco da Casa de Habsburgo e depois pela Casa sucessora
de Habsburgo-Lorena, entre 1745 e 1918. A capital era Viena.
De 1804 a 1867 a monarquia é denominada Império Austríaco e de
1867 a 1918 de Império Austro-Húngaro.

Apesar do domínio territorial dos Habsburgos ter sofrido variações


com o passar dos anos, o seu território sempre foi constituído por
quatro blocos principais:

1- As Terras Hereditárias, que abrangiam a maior parte do


território da atual Áustria e Eslovênia, bem como os territórios a
nordeste da Itália e (antes de 1797) o sudoeste da Alemanha. A estes
foram adicionados em 1779 um pedaço da Baviera; e em 1803 os
Bispados de Trento e Bressanone.
Com as Guerras Napoleônicas, partes das terras Hereditárias foram
perdidas, mas todas, juntamente com o antigo Arcebispado de
Salzburgo, foram recuperados pelo tratado de paz de 1815.

2- Os Países Tchecos — inicialmente eram constituídos de quatro


províncias: Boêmia, Morávia, Silésia e Lusácia.

3- O Reino da Hungria — em sua maior extensão, incluía a atual


Hungria e a Eslováquia, a maior parte da Croácia, a Sérvia,
Transilvânia no que é hoje a Romênia e a Rutênia, na atual Ucrânia.

4- O Reino da Croácia — inicialmente constituído de quatro regiões:


Croácia, Bósnia e Dalmácia (região que hoje abrange territórios da
Croácia, Bósnia-Herzegovina e Montenegro). O Reino da Croácia
permaneceu na Monarquia de Habsburgo até que o Parlamento croata
(Sabor) declarou sua independência em 29 de outubro de 1918.

Ao longo de sua história, outras terras estiveram, por alguns


períodos, sob o governo dos Habsburgos austríacos:
1- Os Países Baixos do Sul, atuais Bélgica e Luxemburgo (1713–1792)
2- O Ducado de Milão, na Lombardia (1713–1797)
3- O Reino de Nápoles (1713–1735)
4- O Reino da Sardenha (1713–1720)
5- A Sérvia (1718–1739)
6- parte do sul da Romênia (1718–1737)
7- O Reino da Sicília (1720–1735)
8- O Ducado de Parma (1735–1748)
9- Reino da Galícia e Lodomeria, atuais Polônia e Ucrânia (1772–1918)
10- Veneza (1797–1805, 1814–1866)
11- A Dalmácia - (1797–1805, 1814–1918)
12- A Lombardia (1814–1859)
13- A Cracóvia – hoje na Polônia (1846–1918)