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 Frase simples/Frase complexa

A frase eé um conjunto de palavras que se organiza aà volta de um elemento


central, o verbo, constituindo, com ele, um todo com sentido, visto que estabelece
com os seus elementos uma relaçaã o de predicaçaã o (atribuiçaã o de propriedades).
As frases podem ser simples ou complexas:
Frase simples: tem apenas um verbo principal ou um verbo copulativo, que
podem estar associados a um verbo auxiliar – Tenho de ir às compras.
Frase complexa: tem mais do que um verbo principal/copulativo, podendo,
cada um deles, associar-se a um verbo auxiliar – Quando tiveres acabado o
trabalho, saio contigo, se estiveres disponível e fores fazer compras.

 Subclasses dos verbos


Uma frase pode ser constituíéda apenas pelo verbo:
Choveu.
Escreveram.
Tem chovido.
Está a escrever.

Cada uma destas frases tem apenas um verbo principal (chover e escrever),
jaé que ter e estar saã o verbos auxiliares.
Os verbos podem ser classificados em funçaã o da presença e tipo de
complementos:

 Verbo principal - intransitivo


-transitivo

 Verbo copulativo

 Verbo auxiliar
- auxiliar dos tempos compostos
- auxiliar da passiva
-auxiliar temporal
- auxiliar aspetual
- auxiliar modal
Verbo principal: eé o nué cleo do grupo verbal e, por isso, eé ele que determina
a ocorreê ncia ou naã o de sujeito e/ou de complementos e ainda a sua natureza.
 Intransitivo: seleciona sujeito mas naã o seleciona complementos –
A Joana sorriu.
 Transitivo:
o Transitivo Direto: aleé m do sujeito, seleciona um
complemento direto – A Joana corta o pão.
o Transitivo Indireto: aleé m do sujeito, seleciona tambeé m um
complemento indireto ou um complemento oblíéquo – A mãe
telefona à filha. /A mãe vai à cozinha.
o Transitivo Direto e Indireto: aleé m do sujeito, seleciona dois
complementos: complemento direto e complemento indireto
ou complemento oblíéquo – A mãe dá o pão à filha. / A mãe
pousou o pão na mesa.
o Transitivo- Predicativo: aleé m do sujeito, seleciona um
complemento direto e um predicativo do complemento direto
– A filha acha o pão delicioso.

Verbo copulativo: formas verbais que soé formam predicados associando a


si palavras que lhes completem o sentido (o predicativo do sujeito) e,
simultaneamente, servem de ligaçaã o entre elas e o sujeito. Saã o verbos copulativos
os verbos ser, estar, parecer, ficar, continuar, permanecer, tornar-se, revelar--
se.
A mãe está contente.
A Joana parece confiante.
Os alunos permanecem concentrados.
Verbo auxiliar – complexos verbais: formam com o verbo principal um
complexo verbal.
Complexo verbal: conjunto de duas ou mais formas verbais em que
uma eé o verbo principal ou o verbo copulativo e outra o verbo auxiliar
(regido ou naã o de preposiçaã o). O verbo principal pode estar no particíépio
passado (no caso dos tempos compostos ou da passiva) ou no infinitivo e,
em alguns casos, no gerué ndio.
Verbos auxiliares dos tempos compostos: ter e haver(menos
usual) + particíépio passado – A aluna tinha passado a limpo os
apontamentos. / O rapaz não tem estado atento. / Ela tinha- a comprado
ontem.
Verbos auxiliares da passiva:ser + particíépio passado – A roupa foi
oferecida pelos alunos.
Verbos auxiliares temporais:haver de e ir+ infinitivo do verbo
principal – Ele vai assistir à palestra. / Ela há de trazer o livro para a aula.
(transmite a ideia de que a açaã o se realiza no futuro)
Verbos auxiliares aspetuais:
 acentuam o iníécio da açaã o – começar + a+ infinitivo /
começar + gerúndio – Os alunos começam a estudar a nova
matéria.
 acentuam a duraçaã o da açaã o – estar; continuar; ficar; andar;
ir; vir+ a + infinitivo ou + gerúndio – Os alunos estão a
realizar os exercícios.
 acentuam o fim da açaã o – deixar de, acabar de + infinitivo –
As alunas acabaram de ler as páginas do livro.
Verbos auxiliares modais:saã o verbos que formam com o verbo
principal (obrigatoriamente no infinitivo) um complexo verbal com valor
modal de probabilidade, possibilidade ou obrigatoriedade: poder, dever,
ter de/que + infinitivo – Tens de estudar mais. / Deves realizar os
exercícios. /Podem ler o soneto.

Q: Tenho um complexo verbal sempre que haé dois verbos?


R: A questaã o do complexo verbal passa pela consciencializaçaã o de
que, no grupo verbal, se apresenta uma sequeê ncia de dois ou mais verbos
(mediados ou naã o por preposiçaã o), sendo apenas um deles o verbo principal
e os restantes auxiliares. Veja-se, a propoé sito, o exemplo com quatro verbos
auxiliares e um principal:

in PEIXOTO, Mª. Joseé et al. (2009: 143) - Tudo Pro_Exame LP - 2009,


Porto. Ediçoã es Asa

Haé , assim, que registar a natureza da auxiliaridade de verbos que


constituem o complexo, para distinguir de situaçoã es nas quais naã o ocorrem
complexos verbais, por maior proximidade que se estabeleça. EÉ o caso de:
i) Os alunos pensam fazer uma festa no final do ano letivo.
ii) Desejei ter umas feé rias repousantes.
iii) O meu primo resolveu comprar jogos novos.
iv) Todos noé s aspiramos a viver amanhaã numa sociedade mais
justa.
Em i), o verbo principal 'pensar' eé seguido de um complemento
direto na forma de uma oraçaã o subordinada infinitiva; o mesmo sucede com
o verbo 'desejar', em ii), e 'resolver', em iii); na iv), o verbo principal
'aspirar' eé seguido de um complemento oblíéquo (introduzido por uma
preposiçaã o seguida de oraçaã o subordinada infinitiva).
Vários testes podem ser aplicados no sentido de diferenciar
complexos verbais (verbos auxiliares + auxiliado) de grupos verbais
dependentes de um verbo subordinante. A aplicaçaã o cumulativa dos
testes seguintes permitiraé concluir da propriedade de auxiliaridade dos
verbos destacados:

1. Substituição da segunda parte da construção sintática por


uma completiva:
Os alunos pensam fazer uma festa no final do ano letivo. [Pensar -
verbo principal]
(>Os alunos pensam que vaã o fazer uma festa no final do ano letivo)
Os alunos devem fazer uma festa no final do ano letivo
(*Os alunos devem que fazer uma festa...) [Dever - verbo auxiliar]

2. Os pronomes átonos normalmente ocorrem adjacentes ao


verbo auxiliar:
O meu primo resolveu comprar jogos novos.
(> O meu primo resolveu compraé -lo.) [Resolver - verbo principal]
O meu primo tem comprado jogos novos.
(> O meu primo tem-nos comprado.) [Ter - verbo auxiliar]

3. Inserção do advérbio de negação


Desejei ter feé rias repousantes.
(> Desejei naã o ter feé rias repousantes) [Desejar - verbo principal]
Tinha de ter feé rias repousantes.
(> *Tinha naã o de ter feé rias repousantes) [Ter de - verbo auxiliar]
Vou ter feé rias repousantes.
(> *Vou naã o ter feé rias repousantes) [Ir - verbo auxiliar]

4. Inserção de adverbiais de tempo:


Todos aspiramos a viver amanhaã numa sociedade mais justa.
(> Todos os dias todos aspiramos a viver amanhaã numa sociedade
mais justa) [Aspirar - verbo principal]
(> * Todos os dias todos podemos viver amanhaã numa sociedade
mais justa) [Poder - verbo auxiliar]

Admitindo a falibilidade de alguns destes testes, será de


relembrar que é pela aplicação cumulativa de todos eles que se aponta
no sentido da natureza clara da auxiliaridade.

 Complemento Oblíquo
o EÉ uma função sintática desempenhada por um grupo
preposicional, por um grupo adverbial ou pela coordenaçaã o dos
dois.
o Não pode ser substituído por lhe/lhes.
o EÉ selecionado pelo verbo, constituindo com ele uma unidade.
o A sua supressão pode originar agramaticalidade (incorrecçoã es) ou
alteraçoã es de sentido.
o Faz parte do predicado.
o Haé casos em que a presença deste complemento na frase eé
absolutamente obrigatória e outros em que pode ficar implíécito.
Exemplos:
Entreguei a encomenda a um amigo. (entreguei-lhe – complemento
indireto)
Fui a Faro. (*fui-lhe) – ir a algum lado
Ela renunciou a dois bilhetes. (*renunciou-lhes) – renunciar a alguma
coisa.
Dirigi-me a Setúbal. (dirigir-se a algum lugar, a algueé m)
Desloquei-me ao hospital. (deslocar-se a algum lugar)
Vim de casa. (vir de algum lugar)
Colocou-se perante os alunos. (colocar-se em algum lugar, de algum
modo)
Fui para a quinta. (ir a, para, com, de )
Ela reside no Porto. (residir em algum lugar)
Transitou de ano.(transitar de, em, por)
Discordo do teu ponto de vista. (discordar de)
Não suspeito de ti. (suspeitar de algueé m, de alguma coisa)
Simpatizo com os teus tios. (simpatizar com algueé m, com alguma coisa)
A Luísa colocou ali o jornal. (colocar em algum lugar)
O mecânico dispôs as peças assim. (dispor de alguma forma)
Ele sentiu-se mal. (sentir-se de algum modo)

 Complemento do nome
o EÉ uma função sintática desempenhada por um constituinte
selecionado pelo nome. Pode ser um grupo preposicional (A
separação dos resíduos é fundamental para diminuir a poluição.)
que pode ocorrer sob a forma de oraçaã o – A hipótese de que eles não
vêm é absurda; ou pode ser um grupo adjetival (menos frequente: O
barco pesqueiro atracou no cais.).

 Complemento do adjetivo
o EÉ uma função sintática desempenhada por um constituinte
selecionado pelo adjetivo. Pode ser um grupo preposicional (Ele
está satisfeito com os resultados.), que pode ocorrer sob a forma de
uma oraçaã o – Ela ficou feliz por ter terminado o trabalho.

 Modificador da frase
o EÉ uma funçaã o sintaé tica que não é selecionada pelos elementos do
grupo sintático de que faz parte.
o Em geral, pode ser omitido, sem que isso ponha em causa a
gramaticalidade da frase.
Exemplos:
 Felizmente, hoje está sol.
 Se eles vierem connosco, correrá tudo bem.
 Embora estejam atrasados, esperaremos a sua chegada.

 Modificador do grupo verbal


o Tal como o complemento oblíéquo, pode ser um grupo preposicional
(Comeu um gelado delicioso neste café.) ou adverbial (Fizeram o
trabalho rapidamente.). No entanto, distingue-se daquele
constituinte por não ser selecionado pelo verbo.
o Pode ainda ser uma oraçaã o subordinada adverbial causal (Regressou
porque estava cansada), temporal (Logo que o avião aterrou,
dirigiram-se à saída.) ou final (Ele estudou muito para conseguir
boas notas.).

 Modificador restritivo do nome


o EÉ uma funçaã o sintaé tica que não é selecionada pelo nome.
o Pode ser um grupo adjetival, um grupo preposicional ou uma oraçaã o
subordinada restritiva.
o Restringe a referência do nome, naã o podendo dele ser separado
por víérgula.
Exemplos:
 Trouxe a minha camisola nova.
 Olhei as flores do jardim.
 Os alunos que integram a equipa de futebol ganharam o
campeonato.
 Modificador apositivo do nome
o EÉ uma funçaã o sintaé tica que não é selecionada pelo nome.
o Não restringe a referência do nome, sendo possíével separaé -lo dele
por víérgula.
o Por norma eé um grupo nominal ou uma oraçaã o subordinada adjetiva
relativa explicativa.
Exemplos:
 D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, teve um
papel decisivo na nossa História.
 Os meninos, que não esperavam a chegada dos avós,
ficaram felicíssimos.

Teste para distinguir complementos oblíquos de modificadores


Pergunta: O que é que + sujeito+ verbo fazer + constituinte a testar?
Resposta: Verbo (+ restantes complementos e/ou modificadores).
Exemplos:
1. O Joaã o terminou o trabalho ontem.
O que é que o João fez ontem?
Terminou o trabalho. (ontem eé modificador)
2. O Antoé nio poê s o livro na estante.
*O que é que o António fez na estante?
* Pôs o livro. (na estante eé complemento oblíéquo)
Quando o resultado eé gramatical, estamos perante um modificador.
Caso seja agramatical (*), estamos na presença de um complemento.

Relações entre palavras:

-Um hipoé nimo eé um tipo de hiperoé nimo (macieira eé um tipo de aé rvore, por isso,
macieira eé hipoé nimo do hiperoé nimo aé rvore).

- Um meroé nimo eé uma parte do holoé nimo (folha eé uma parte da aé rvore, por isso,
folha eé um meroé nimo do holoé nimo aé rvore

Valores dos adjetivos:


- Posiçaã o preé -nominal – valor naã o restritivo, porque naã o restringe o nome, estando
apenas a modificaé -lo, qualificando-o (a pobre ceifeira pode ser qualquer ceifeira.
O adjetivo pobre apenas caracteriza a ceifeira).
- Posiçaã o poé s-nominal – valor restritivo, porque restringe o nome, identificando a
entidade a que se refere (a ceifeira pobre eé distinguida em relaçaã o aà s outras
ceifeiras).

Coesão referencial (relaciona-se com os referentes dos pronomes):

- Anaé fora / coesaã o anafoé rica – A Maria caiu. Ela magoou-se (primeiro aparece o
nome e depois o pronome)
- Cataé fora – Ela estava a chorar. De facto, a Maria tinha-se magoado (primeiro
aparece o pronome e depois o nome)
- Correfereê ncia naã o anafoé rica – A Maria chumbou. De facto, a aluna estudou pouco
(aparecem dois nomes correferentes)
- Elipse – A Maria caiu e Ø chorou muito (aparece um sujeito nulo subentendido).
Ø – síémbolo do sujeito nulo

Sintaxe

Conetores (relaçoã es estabelecidas) :

E – aditivo, relaçaã o de adiçaã o


Mas – contrastivo, relaçaã o de contraste
Pois – explicativo, relaçaã o de explicaçaã o
Ou – Alternativo, relaçaã o de alternaê ncia ou alternativa
Logo, portanto – conclusivo, relaçaã o de conclusaã o
Porque, jaé que – causal, relaçaã o de causalidade, de causa-efeito
Para que – final, relaçaã o de finalidade
Se, caso – condicional
Tanto… que – de consequeê ncia
Quando, enquanto – temporal
Como – comparativo, relaçaã o de comparaçaã o
Embora, apesar de – relaçaã o de concessaã o
Que, se (da oraçaã o completiva) – relaçaã o de completamento
Que (pronome relativo) – relaçaã o de retoma ou substituiçaã o.

1.º - Orações coordenadas

Copulativas – Eu vou aà praia e tu ficas em casa


Oraçaã o coordenada (simples) oraçaã o coordenada copulativa
Adversativas – Eu vou aà praia, mas tu naã o vais
Disjuntivas – Ou fazes o trabalho, ou ficas de castigo
Explicativa – Eu vou aà praia, pois estaé calor
Poã e o chapeé u, que estaé muito sol
Conclusivas – Eu vou aà praia, logo, ponho o creme
Eu vou aà praia, portanto, ponho o creme

Exemplos – coordenada adversativa:


Estaé frio, mas vou aà praia
* mas estaé frio, vou aà praia
(subordinada concessiva – Embora esteja frio, vou aà praia
Vou aà praia, embora esteja frio)
Coordenada explicativa:
Vou aà praia, pois estaé calor
* pois estaé calor, vou aà praia
(subordinada causal – Porque estaé calor, vou aà praia
Vou aà praia, porque estaé calor
2.º - Orações subordinadas

2.1. – Orações subordinadas substantivas (ocupam o lugar do nome)


- oraçoã es completivas infinitivas – Quero comer um chocolate (coisas)
- oraçoã es completivas finitas – quero que comas um chocolate (coisas)
(incluindo as interrogativas indiretas – perguntei-lhe se vai comigo) (coisas)
- oraçoã es relativas sem antecedente – quem foi ao mar (ele) perdeu o lugar

Nota: completiva conjuncional = completiva finita = completiva integrante

2.2. – Orações subordinadas adjetivas (ocupam o lugar do adjetivo)


- oraçoã es relativas restritivas – A menina que me apresentaste apareceu hoje
- oraçoã es relativas explicativas – A Rita, que estava infeliz, chorou (interessante,
simpaé tica)

2.3. – Oraçoã es subordinadas adverbiais


- temporais – enquanto esperavas, eu estava a nadar
- causais – estava triste, porque tinha chumbado
como tinha chumbado, estava triste (“como”, no iníécio da frase, eé causal)
- finais – fiz o trabalho de casa, para preparar a aula
Comprei o livro, para que estudasses
- condicionais – se tivesses estudado, tinhas passado
- consecutivas – comi tanto, que fiquei indisposta
- comparativas – gritou, como se tivesse visto um monstro (“como”, no meio da
frase, eé comparativo)
- concessivas – embora esteja frio, vou aà praia
Vou aà praia, apesar de estar frio
(embora – conjunçaã o subordinativa; apesar de – locuçaã o conjuncional
subordinativa)

Coordenadas assindeé ticas (sem conjunçaã o, separadas por víérgulas):


Vou aà praia, tu vais ao campo.

Orações Exemplos Valor


coordenadas…

copulativas Naã o levo as luvas nem levo Adiçaã o


o anel; levo as luvas e levo
o anel (e; nem; naã o soé …
mas tambeé m)

adversativas Levei o anel, mas tapei-o Oposiçaã o ou


com a luva (“mas” eé a contraste (naã o
ué nica conjunçaã o contradiçaã o ou
coordenativa adversativa. contrariedade)
“Poreé m”, “contudo”, “no
entanto”… saã o adveé rbios
conetivos)

Disjuntivas Levo o anel ou levo as Alternativa ou


luvas (ou; quer… quer…) alternaê ncia

explicativas Levo o anel, pois eé lindo; Explicaçaã o


Leva o anel, que fica bem!
(pois, que, porquanto)

conclusivas Levo as luvas, portanto, Conclusaã o


naã o levo o anel (portanto,
logo, por isso…).

Oraçoã es coordenadas assindeé ticas – naã o saã o separadas por conjunçoã es, mas por
víérgulas (levo as luvas, naã o levo o anel)
- Oraçoã es subordinadas substantivas…
(podem ser substituíédas por um substantivo ou um pronome: coisas, ele)

Orações Valor
subordinadas Exemplos
substantivas…

completivas Ele afirmou que desejava; Completamento


finitas / ele perguntou se querias
conjuncionais vir (que, se)

completivas Ele afirmou desejar; ele Completamento


infinitivas pediu para esquecer
(“para”, neste caso, eé
preposiçaã o; o verbo estaé
no infinitivo)

relativas sem Quem disse isso estava Substituiçaã o


antecedente enganado
(“quem” eé o pronome
relativo)

- Oraçoã es subordinadas adjetivas…


(podem ser substituíédas por um adjetivo: simpaé tico, interessante..)

Orações Valor
subordinadas Exemplos
adjetivas…
relativas A casa que eé em Sintra foi Substituiçaã o
restritivas cara; A menina que te ou retoma
apresentei caiu
(que eé um pronome relativo)

relativas Ele afirmou desejar; ele pediu Substituiçaã o


explicativas para esquecer ou retoma
(“para”, neste caso, eé
preposiçaã o; o verbo estaé no
infinitivo)

- Orações subordinadas adverbiais


Orações Valor
subordinadas Exemplos
adverbiais…

temporais Enquanto eu estava em casa, Tempo


ele passeava o caã o
(enquanto, quando, desde
que…)

comparativas Ela gritou, como se estivesse Comparaçaã o


assustada (como…)

causais Ele veio, porque quis; Causa /


(porque, dado que, visto que, causalidade /
como…) causa-efeito

concessivas Embora naã o gostasse dele, Concessaã o


cumprimentei-o (embora,
apesar de, se bem que, ainda
que…)

consecutivas Era taã o divertido, que o fazia Consequeê ncia


rir (taã o… que; de tal modo
que…)

condicionais Se ficares em casa, liga-me Condiçaã o


(se, caso, desde que…)

finais Fica em casa, para estudares Finalidade


(para, a fim de…)
participiais Acabado o processo, Tempo /
festejaram (com um causa
particíépio passado)

gerundivas Estando em casa, vi o filme Tempo -


(com gerué ndio) continuidade

ATENÇÃO

A conjunçaã o “como”, no iníécio da frase composta, eé causal (como era tarde, fui
dormir); a meio da frase composta eé comparativo (ele vestiu-se como se fosse um
mendigo)

As oraçoã es coordenadas explicativas naã o se confundem com as subordinadas


causais, porque uma coordenada explicativa naã o pode trocar a ordem com a outra
coordenada; a subordinada causal pode trocar a ordem com a subordinante.
Ex.: Veste o casaco, pois estaé frio; * pois estaé frio, veste o casaco (explicativa);
Veste o casaco, porque estaé frio; porque estaé frio, veste o casaco (causal). A
conjunçaã o “porque” eé subordinativa causal; “pois” e “que” saã o coordenativas
explicativas

As oraçoã es coordenadas adversativas naã o se confundem com as subordinadas


concessivas, porque uma coordenada adversativa naã o pode trocar a ordem com a
outra coordenada; a subordinada concessiva pode trocar a ordem com a
subordinante.
Ex.: Vesti o casaco, mas estava frio; * mas estava frio, vesti o casaco (adversativa);
Vesti o casaco, embora estivesse frio; embora estivesse frio, vesti o casaco
(concessiva). A conjunçaã o “embora” eé subordinativa concessiva; “mas” e eé
coordenativa adversativa.

Funções
Exemplos Notas
sintáticas

Sujeito Estaé um dia lindo; caíéram Pode ser substituíédo por


todos na armadilha “eu”, “tu”, “ele”, “noé s”,
“voé s”, “eles”.

Predicado Na verdade, aquele rapaz Tudo o que naã o seja


simpaé tico comeu o bolo, vocativo, sujeito,
naquele dia soalheiro modificador da frase;
constituinte interno do
sujeito; (complementos
e modificadores do
nome).

Complemento Vi o filme; vi-o; vi-te ao Pode ser substituíédo por


direto espelho; vi-nos refletidos; “o”, “a”, “os”, “as”.
eles acham o rapaz culto;
eles consideram-no culto

Complemento Entreguei uma carta ao Pode ser substituíédo por


indireto senhor; entreguei-lhe uma “lhe”.
carta; entreguei-te uma
carta; entreguei-nos esta
missaã o

Predicativo Eles consideram o rapaz


do culto
complemento
direto

Predicativo Eu estou contente;


do sujeito descansada estava eu
naquele dia; eu ando feliz;
eu torno-me paciente; ele eé
considerado culto

Complemento O livro foi lido por mim; foi


agente da estudado pela menina
passiva

Vocativo Lembra-te, menino, disto

Complemento Ele gosta de chocolates; ele A pergunta “O que eé que


oblíéquo insiste na situação; ele vai eu faço + complemento
para casa; ele vive em oblíéquo?” naã o faz
Sintra (a pergunta naã o faz sentido; ou a resposta
sentido) naã o faz sentido. *1

Modificador Ele comeu o bolo na A pergunta “O que eé que


do verbo pastelaria; vi-o ontem; o eu faço + modificador do
cabelo cresceu lentamente; verbo?” faz sentido; a
ela aprendeu naturalmente resposta faz sentido.
a andar de bicicleta Pode ser negado. Tem
valor de tempo, lugar ou
modo.*2

Modificador Na verdade, ele ficou em A pergunta “O que eé que


da frase casa; Naturalmente, tem eu faço + modificador da
razaã o frase?” faz sentido; a
resposta faz sentido.
Naã o pode ser negado.
Tem valor de certeza,
dué vida ou opiniaã o. *3

Complemento Ele estaé feliz comigo Surge apoé s o predicativo


do adjetivo – do sujeito

Modificador O vaso de vidro caiu; o vaso EÉ acessoé rio ao nome,


do nome bonito caiu; O rapaz de que naã o estaé entre víérgulas
restritivo te falei caiu

Modificador O vaso, de vidro, caiu; O EÉ acessoé rio ao nome,


do nome rapaz, de que te falei, caiu estaé entre víérgulas
apositivo

Complemento A ficha de avaliação seraé EÉ essencial ao nome


do nome amanhaã ; a necessidade de
terminar cedo levou-os a
apressarem-se;

*1 A pergunta “O que eé que eu faço + complemento oblíéquo?” naã o faz sentido; ou a


resposta naã o faz sentido.
Exemplos:
* P – O que eé que ele faz de chocolates?
R – Gosta.
* P – O que eé que ele faz para casa?
R – Vai.
-------------------------------------------------------

*2 A pergunta “O que eé que eu faço + modificador do verbo?” faz sentido; a resposta


faz sentido.
P – O que eé que ele fez na pastelaria?
R – Comeu o bolo.

P – O que eé que eu fiz ontem?


R – Vi-o!

Pode ser negado.


P – Foi na pastelaria que ele comeu o bolo?
R – Naã o, ele comeu o bolo, naã o na pastelaria, mas em casa.

P – Foi ontem que tu o viste?


R – Naã o, eu vi-o, naã o ontem, mas anteontem.

Tem valor de tempo (ontem), lugar (na pastelaria) ou modo (lentamente).

-------------------------------------------------------

*3 A pergunta “O que eé que eu faço + modificador da frase?” faz sentido; a resposta


faz sentido.
P – O que eé que ele fez, na verdade?
R – Ficou em casa.

Naã o pode ser negado.


* P – Foi na verdade que ele ficou em casa?
R – Naã o, ele ficou em casa, naã o na verdade, mas…

* P – EÉ naturalmente que ele tem razaã o?


R – Naã o, ele tem razaã o, naã o naturalmente, mas…

Tem valor de certeza (na verdade), dué vida (porventura) ou opiniaã o (felizmente)

Coesão
textual

Fraé sica ordem das frases, preposiçoã es

Interfraé sica conjunçoã es, pontuaçaã o, adveé rbios conetivos

Referencial pronomes, determinantes, palavras que se referem umas aà s outras

Temporal verbos, adveé rbios de tempo, expressoã es de tempo

Lexical repetiçaã o de palavras, palavras que se referem umas aà s outras


(hipoé nimos, hiperoé nimos, meroé nimos, holoé nimos…)

Relações entre palavras

Hipoé nimos saã o tipos de Um aviaã o eé um tipo de meio de


hiperoé nimos transporte

Meroé nimos saã o partes de Um pneu eé uma parte de um


holoé nimos carro

Palavras do mesmo campo Carro, estrada, volante,


lexical condutor…

Campo semaê ntico de uma Esta estrada eé perigosa, a


palavra (contextos em que pode internet eé uma estrada de
aparecer) informaçaã o, a banda lançou-se aà
estrada…

Palavras da mesma famíélia de Carro, carrinha, carruagem…


palavras
Deíticos Exemplos Notas

Pessoais Eu, te, falei… Pronomes, formas verbais


de 1.ª e 2.ª pessoas

Temporais Ontem, jaé , amanhaã , Expressoã es de tempo,


naquele dia… adveé rbios de tempo,
formas verbais

Espaciais Aqui, em casa do Expressoã es de espaço,


seu tio, em Sintra… adveé rbios de lugar

Situacionais Na linha acima; Adveé rbios, expressoã es


conforme jaé referi referentes aà s partes do
texto

Atos Exemplos Notas


ilocutórios

Assertivos Ele estaé feliz. A aula Afirmaçoã es /


começou. asserçoã es

Expressivos Que felicidade! Sentimentos


Parabeé ns!

Diretivos Abre a porta. Que ordens, pedidos,


horas saã o? perguntas

Compromissivos Amanhaã , trago-te promessas,


isso. ameaças

Declarativos Padre – “Declaro-vos afirmaçoã es, que


marido e mulher”; alteram o estado
“Eu te batizo em de coisas,
nome do pai…” (o proferidas por
casal passou a ser quem tem o poder
casado e a criança de o fazer
passou a ser
batizada, porque o
padre o disse.
RELAÇÕES SEMÂNTICAS (de significado)

1. Sinonímia/Antonímia.
 Sinoé nimos – palavras da mesma classe de significado equivalente
(andar/caminhar).
 Antoé nimos – palavras da mesma classe de significado oposto
(simpaé tico/antipaé tico).

2. Hiperonímia/Hiponímia.
 Hiperoé nimos – palavras de significado geral que partilham as
caracteríésticas de todos os seus hipoé nimos, podendo substitui-los.
Ave (hiperoé nimo) – tentilhaã o, gaivota, rouxinol (hipoé nimos)
 Hipoé nimos – palavras de significado especíéfico em relaçaã o ao
hiperoé nimo e que se enquadram dentro de um conjunto designado
por este.
Flor (hiperoé nimo) – violeta, girassol, rosa (hipoé nimos)

3. Holonímia/Meronímia.
 Holoé nimos- palavras que, numa relaçaã o de sentido parte-todo,
designam o todo.
Casa (holoé nimo) – sala, cozinha, quarto (meroé nimos)
 Meroé nimos – palavras que, numa relaçaã o de sentido parte-todo,
designam a parte.
Automoé vel (holoé nimo) – motor, volante, pneus (meroé nimos)

 Som/Grafia

Som Grafia Significado Exemplos

Haé livros interessantes.


Homoé fonas Igual Diferente Diferente
Fomos aà praia.

Comprei um molho de nabiças.


Homoé grafas Diferente Igual Diferente
O molho do bife era oé timo.

Hoje comi mousse de manga.


Homoé nimas Igual Igual Diferente
A manga da camisa estaé curta.

Paroé nimas Semelhante Semelhante Diferente As canetas saã o fluorescentes.


As plantas estaã o florescentes.

 DEIXIS: diz respeito aos elementos linguíésticos que saã o utilizados


para indicar o contexto de determinado enunciado. As expressoã es,
palavras ou partíéculas linguíésticas denominadas deíéticos apenas
podem ser interpretadas aà luz da situaçaã o em que o discurso se
enquadra.
«Hoje, eu naã o fico aqui»
Hoje- deíético que indica proximidade entre o momento da
enunciaçaã o e o tempo a que o locutor se refere.
Eu- deíético que identifica o locutor.
Fico- deíético que mostra que o locutor se refere ao presente da
enunciaçaã o, bem como aà sua pessoa.
Aqui- deíético que revela proximidade entre o locutor e o espaço a
que se refere.

 Deíticos pessoais- identificam as pessoas que participam ou saã o


referidas na interacçaã o verbal. Podem ser:
 Pronomes pessoais (eu, tu, nos, lhes);
 Determinantes ou pronomes possessivos (meu, teu);
 Marcas de flexão verbal (andamos, dizes);
 Constituintes com a função sintática de vocativo(Anda,
Catarina!).

 Deíticos espaciais-identificam o espaço, tendo como ponto de


refereê ncia o local onde o locutor produz o enunciado. Podem ser:
 Advérbios ou locuções adverbiais de lugar (aqui, ali, laé );
 Verbos que indicam movimento (ir, entrar);
 Determinantes ou pronomes demonstrativos (este, isso).

 Deíticos temporais-indicam o tempo, tomando como ponto de


partida o momento em que o discurso eé produzido. Podem ser:
 Advérbios ou locuções de tempo (hoje, amanhaã , de tarde);
 Marcas de flexão verbal que indicam tempo (andaraé s,
cantava).

 COESÃO: a sequencializaçaã o entre as vaé rias partes de um texto


consegue-se por intermeé dio de articuladores do discurso. Esses
articuladores saã o mecanismos lexicais e gramaticais, como as
conjunçoã es, as expressoã es de tempo ou a noçaã o gramatical de
concordaê ncia. Isto significa que a inter-relaçaã o loé gica do conteué do
do enunciado (coereê ncia) encontra na coesaã o os processos
linguíésticos para traduzir a ligaçaã o da mensagem.

 Coesão Frásica– consegue-se pela relaçaã o sintaé tica entre as


palavras que compoã em a frase.
- ordem das palavras na frase : sujeito+ verbo+
complementos.
- concordância: em geé nero e em nué mero.

 Coesão Interfrásica – eé assegurada por articuladores ou


conectores do discurso, que fazem as ligaçoã es loé gicas entre as
partes do texto. (Os alunos empenharam-se no estudo, por isso
alcançaram bons resultados. No entanto, estavam receosos do
exame.)

 Coesão Temporal– correta e explíécita ordenaçaã o do tempo dos


factos apresentados no texto. Diz respeito aà organizaçaã o
cronoloé gica dos acontecimentos, que eé garantida pela relaçaã o bem
definida entre tempos verbais e palavras ou expressoã es com valor
temporal. (Esta manhã, quando o Jorge acordou, naã o se sentia
muito bem. Jaé ontem à noite tinha estado com pouca energia.)

 Coesão Referencial – consegue-se por intermeé dio de mecanismos


discursivos que estabelecem uma relaçaã o entre os elementos do
texto.
 «A Ana estaé contente porque ela recebeu a bicicleta que a
avoé lhe prometera.»
Quando um pronome (ela, lhe), um adveé rbio ou um
determinante se referem a uma entidade anteriormente
designada (A Ana) estamos perante uma anaé fora.

 «Eu vi-o, mas o Antoé nio naã o me viu.»


Quanto os elementos discursivos remetem para uma entidade
que seraé posteriormente designada, o mecanismo denomina-se
cataé fora.

 «A Joana levantou-se, correu para a porta e saiu.»


(o constituinte “a Joana” eé omitido)
Quando acontece a omissaã o de uma refereê ncia expressa a um
antecendente, estamos na presença de uma coesaã o referencial
feita por elipse. EÉ o elemento ausente que estabelece a coesaã o.

 Coesão Lexical – estabelece-se por meio de uma rede de


refereê ncias de um texto, que se faz por reiteraçaã o (repetiçaã o) e por
substituiçaã o. Desta forma, eé possíével remeter para um elemento
anteriormente identificado.
«Os animais comem para sobreviver. Todas as criaturas se
alimentam para terem energia.»
«As gaivotas tinham invadido o Terreiro do Paço. As asas
cobriam o ceé u, os bicos soltavam expressoã es de alegria.»

 Valor aspetual dos verbos


O aspeto verbal traduz o modo como uma açaã o se realiza ou se
desenvolve.
Aspeto perfectivo: a açaã o eé apresentada como concluíéda. (Ontem fui
ao cinema.)
Aspeto imperativo: açaã o, a um dado momento, eé apresentada como
naã o concluíéda. (Tenho ido regularmente ao cinema.)
Aspeto pontual: a açaã o realiza-se num breve momento, num
instante. (O Pedro caiu./ A Ana carregou no botaã o.)
Aspeto incoativo ou inceptivo: representa a ideia de iníécio da açaã o.
(Começou a chover haé pouco./ O barco partiu.)
Aspeto cessativo ou conclusivo: representa a conclusaã o ou o fim de
uma açaã o. (Acabaram de almoçar./Deixei de fumar.)
Aspeto durativo: refere a açaã o enquanto processo que estaé a
decorrer. (Ela tem estado a lavar a loiça. /O Joaã o corria pelo bosque.)
Aspeto iterativo: exprime uma acçaã o que se realiza regular ou
repetidamente. (Temos almoçado em casa./ Vou muito ao cinema.)
Aspeto habitual:apresenta uma açaã o como um haé bito, um costume.
(O Zeé lava os dentes todas as manhaã s./ IÉamos sempre de feé rias em
agosto.)
Aspeto genérico: apresenta um facto como permanentemente
vaé lido, como sempre verdadeiro. (A Terra eé redonda./ Os peixes
vivem na aé gua.)

 Modalidade verbal/Valores modais

Epistémica (certeza, probabilidade, possibilidade) – A caneta estaé


estragada./ O Pedro deve chegar pelas treê s horas./ O livro pode ter
ficado na estante.
Deôtinca(obrigaçaã o, permissaã o) – Deves comer a sopa./ Podes
entrar.
Apreciativa (avaliaçaã o positiva ou negativa) – Felizmente, o
Francisco chegou./ Lamento que procedas assim.

 ATOS (de fala) ILOCUTÓRIOS: produçaã o de um enunciado com um


objetivo comunicativo.

Diretivos: pretendem que o ouvinte atue de acordo com a


vontade do locutor – ordens, pedidos, convites, sugestões, etc.
Veste o casaco.
Peço-te que sejas simpático.

Assertivos: pretendem assinalar a posiçaã o do locutor


relativamente aà verdade do que se diz – asserções, descrições,
constatações, explicações, etc.
Admito que dizes a verdade.
Não há dúvida de que isso está certo.

Expressivos: pretendem assinalar o estado de espíérito do locutor


relativamente ao que se diz – agradecimentos, congratulações,
condolências, desculpas, etc.
Irrita-me que estejas calado.
Lamento o teu comportamento.
Compromissivos: pretendem responsabilizar o locutor
relativamente a uma açaã o futura – promessas, juramentos,
ameaças, etc.
Sairei às dez.
Prometo ir contigo ao cinema.

Declarativos: aquilo que se diz cria, por si, uma nova realidade;
para que tal aconteça o locutor deve ocupar uma determinada
posiçaã o social, devidamente reconhecida pelo ouvinte –
batismos, casamentos, nomeações, demissões, condenações,
etc.
Absolvo-te das faltas cometidas.
Declaro-vos marido e mulher.