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Indice Compilado por Beraldo Lopes Figueiredo Página Principal

103.1 - UMBANDA
INDICE:
103.1.01 - Umbanda Popular

103.1.1.01 - Origem
103.1.1.02 - Sacrifício de Animais
103.1.1.03 - Natureza e Incorporações de Exús
103.1.1.04 - Despachos
103.1.1.05 - Uso de Bebidas de Alcool
103.1.1.06 - Vestimenta e o Trabalho
103.1.1.07 - Linhas e Falange
103.1.1.08 - As Sessões
103.1.1.09 - Médiuns
103.1.1.10 - Guias e Grupamentos
103.1.1.11 - Objetos Ritualísticos

Velas
Imagens
Charutos e Cachimbos
Guias (colares)
Atabaques
A casa de Exú
Pemba

103.1.1.12 - Outro Rituais

Estalar de Dedos
Defumação
Pontos Cantados
Assobios e Brados
Pés Descalços

103.1.02 - Umbanda Esotérica

103.1.2.01 - Definição
103.1.2.02 - Alegoria
103.1.2.03 - Principio
103.1.2.04 - Umbanda Universal e Mater
103.1.2.05 - Umbanda no Brasil
103.1.2.06 - Fundamentos da Umbanda (A Lei)

103.1.03 - Origem dos Cultos Afros no Brasil


103.1.04 - Preto Velhos
103.1.05 - Magia na Umbanda
103.1.06 - A Encruzilhada
103.1.07 - Perdas de Fiéis
103.1.08 - Diferenças entre Mediunidade (umbanda x Kardecista)

103.1.1 - UMBANDA POPULAR


103.1.1.01 - ORIGEM:
Em fins de 1908, uma familia tradicional de Neves estado do Rio de Janeiro, foi surpreendida por uma ocorrência que tomou aspecto sobrenatural: O jovem
Zélio Fernandes de Moraes que fora acometido de uma estranha paralisia, que os médicos não conseguiam debelear, certo dia ergueu-se do leito e
declarou: "Amanhã estarei curado".
No dia Seguinte levantou-se normalmente e começou a andar, como se nada, antes lhe houvesse tolhido os movimentos. Contava apenas com dezessete anos
e destinava-se a carreira militar na Marinha.
A medicina não soube explicar o que tinha ocorrrido. Os tios, que eram padres católicos, foram colhido de surpresa e nada esclareceram sobre a misteriosa
ocorrência. Um amigo da família, sugeriu então, uma visita à Federação Espírita de Niterói, presidida por José de Souza na época. No dia 15 de Novembro
de 1908, o jovem Zélio foi convidado a participar de uma sessão, o dirigente dos trabalhos determinou que ele ocupasse um lugar à mesa.
Tomado por um força estanha e superior à sua vontade, contrariando as normas que impediam o afastamento de qualquer
membro da mesa, o jovem Zélio levantou-se e disse: "Aqui, está faltando uma flor!" - Levantou-se, retirou-se da sala. Pouco
depois, voltou trazendo uma rosa, que depositou no centro da mesa. Essa atitude insólita causou um tumulto.

Restabelecida a "corrente" manifestaram-se espíritos que se diziam pretos, escravos, índios, caboclos, em diversos médiuns.
Esses espíritos foram convidados a se retirar pelo presidente dos trabalhos, advertidos do seu estado de atraso espiritual.
(Fonte: Seleções da Umbanda, em 1975)
A insistência dos dirigentes da mesa, para que os espíritos de negros, escravos, não perturbassem a sessão, causou uma
discussão acalorado, entre o espírito que Zélio incorporava com os demais que queriam doutriná-lo.
Zélio tinha argumentos sólidos, e um dos médium da mesa, perguntou ao espírito que estava incorporado no Zélio:" Porque o
irmão, fala nestes termos, pretendendo que esta mesa aciete a manifestação de espiritos que, pelo grau de cultura que
tiveram, quando encarnados, são claramente atrasados? E, qual teu nome irmão?"

Zélio Respondeu, incorporado: "Se julgam atrasados esses espíritos dos pretos, índios, caboclos, devo dizer que amanhã estarei em casa desse aparelho
(corpo do médium Zélio), para dar início a um culto em que esses pretos e esses índios poderão dar a sua mensagem e, assim, cumprir a missão que o plano
espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e
desencarnados. E se querem saber meu nome que seja esse: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque não haverá caminhos fechados para mim."
Continuou:
"O que você vê em mim, são restos de uma existência anterior. Fui padre e o meu nome era Gabriel Malagrida. Acusado de bruxaria fui sacrificado na
fogueira da Inquisição em Lisboa, no ano de 1761. Mas em minha última existência física, Deus concedeu-me o privilégio de nascer como caboclo
brasileiro."

Anunciou também o tipo de missão que trazia do Astral:


"Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã (16 de novembro) estarei na casa de meu aparelho, às 20 horas, para dar início
a um culto em que estes irmãos poderão dar suas mensagens e, assim, cumprir missão que o Plano Espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos
humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados.”

O vidente retrucou: "Julga o irmão que alguém irá assistir a seu culto?" - perguntou com ironia. E o espírito já identificado disse:
"Cada colina de Niterói atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei".

Para finalizar o caboclo completou:


"Deus, em sua infinita Bondade, estabeleceu na morte, o grande nivelador universal, rico ou pobre, poderoso ou humilde, todos se tornariam iguais na
morte, mas vocês, homens preconceituosos, não contentes em estabelecer diferenças entre os vivos, procuram levar essas mesmas diferenças até mesmo
além da barreira da morte. Porque não podem nos visitar esses humildes trabalhadores do espaço, se apesar de não haverem sido pessoas socialmente
importantes na Terra, também trazem importantes mensagens do além?"

No dia seguinte, na casa da família Moraes, na rua Floriano Peixoto, número 30, ao se aproximar a hora marcada, 20:00 h, lá já estavam reunidos os
membros da Federação Espírita para comprovarem a veracidade do que fora declarado na véspera; estavam os parentes mais próximos, amigos, vizinhos
e, do lado de fora, uma multidão de desconhecidos.

Às 20:00 h, manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Declarou que naquele momento se iniciava um novo culto, em que os espíritos de velhos
africanos que haviam servido como escravos e que, desencarnados, não encontravam campo de atuação nos remanescentes das seitas negras, já
deturpadas e dirigidas em sua totalidade para os trabalhos de feitiçaria; e os índios nativos de nossa terra, poderiam trabalhar em benefício de seus irmãos
encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social.

A prática da caridade, no sentido do amor fraterno, seria a característica principal deste culto, que teria por base o Evangelho de Jesus.
O Caboclo estabeleceu as normas em que se processaria o culto. Sessões, assim seriam chamados os períodos de trabalho espiritual, diárias, das 20:00 às
22:00 h; os participantes estariam uniformizados de branco e o atendimento seria gratuito. Deu, também, o nome do Movimento Religioso que se
iniciava: UMBANDA – Manifestação do Espírito para a Caridade.

A Casa de trabalhos espirituais que ora se fundava, recebeu o nome de Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Maria acolheu o filho nos braços,
também seriam acolhidos como filhos todos os que necessitassem de ajuda ou de conforto.
Ditadas as bases do culto, após responder em latim e alemão às perguntas dos sacerdotes ali presentes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas passou a parte
prática dos trabalhos.

O caboclo foi atender um paralítico, fazendo este ficar curado. Passou a atender outras pessoas que haviam neste local, praticando suas curas.
Nesse mesmo dia incorporou um preto velho chamado Pai Antônio, aquele que, com fala mansa, foi confundido como loucura de seu aparelho e com
palavras de muita sabedoria e humildade e com timidez aparente, recusava-se a sentar-se junto com os presentes à mesa dizendo as seguintes palavras:
" Nêgo num senta não meu sinhô, nêgo fica aqui mesmo. Isso é coisa de sinhô branco e nêgo deve arrespeitá."

Após insistência dos presentes fala:


"Num carece preocupá não. Nêgo fica no toco que é lugá di nego."
Assim, continuou dizendo outras palavras representando a sua humildade. Uma pessoa na reunião pergunta se ele sentia falta de alguma coisa que tinha
deixado na terra e ele responde:

"Minha caximba. Nêgo qué o pito que deixou no toco. Manda mureque busca."
Tal afirmativa deixou os presentes perplexos, os quais estavam presenciando a solicitação do primeiro elemento de trabalho para esta religião. Foi Pai
Antonio também a primeira entidade.
Assim Zélio se tornou o Sacerdote de Umbanda, dando início a uma nova religião:
(Revista Planeta - Candomblé e Umbanda -Ari Moraes)
A Umbanda é uma religião brasileira, fundada em 15/11/1908, e fundamentada em 3 pilares que são sua base de sustentação: O AMOR, A
CARIDADE E A HUMILDADE, composta de um deus único (OLORUM), que é o criador de tudo e todos, onde seus frequentadores (chamados também
de "filhos de fé") reverenciam entidades superiores denominados ORIXÁS, sendo o principal Jesus (OXALÁ).

103.1.1.02 - Sacrifício de animais:


A Umbanda não recorre aos sacrifícios de animais para assentamento de
Orixás, e não tem nessa prática legítima do Candomblé um dos seus
recursos ofertatórios às divindades, pois recorre às oferendas de flores,
frutos, alimentos e velas quando as reverencia.

A fé é o principal fundamento religioso da Umbanda e suas práticas


ofertatórias isentas de sacrifícios de animais, é uma reverência aos Orixás e
aos guias espirituais recomendando-as aos seus fiéis, pois são mecanismos
estimuladores do respeito e união religiosa com as divindades e os espíritos
da natureza ou que se servem dela para auxiliarem os encarnados.

103.1.1.03 - Natureza e incorporação de Exús:


Encontramos aqueles que crêem que os Exús são entidades (espíritos) que
só fazem o bem, e outros que crêem que os Exús podem também ser neutros
ou maus. Observe-se que, muitas vezes, os médiuns dos terreiros de Umbanda e mesmo de Candomblé e dos centros Kardecistas não têm uma idéia muito
clara da natureza da(s) entidade(s), quase sempre, por falta de estudo da religião.
Existe grande confusão em torno de Exu, principalmente quanto a sua errônea
concepção com o demônio dos católicos. Num estudo profundo sobre a mitologia
africana, principalmente a Iorubana, poderemos constatar que Exu não é diabo,
mas, sim, um Deus, responsável pelas mensagens dos Orixás. Na verdade, Exu
serve de intermediário entre os Orixás e os adeptos do Candomblé. Cada Orixá
possui seu Exu, assim também como cada pessoa. O trabalho de Exu é,
principalmente, o da comunicação, por este motivo ele é o senhor das vias de
acesso, como estradas, atalhos, caminhos e encruzilhadas.

Exu possui grande importância dentro dos cultos afro-brasileiros, visto que, sem
seu apoio, as mensagens e os pedidos não chegarão aos Orixás.

103.1.1.04 - DESPACHOS:
Os trabalhos malignos ( os tão famosos popularmente chamados de "pactos com o diabo", “Despachos”,"Coisa feita","Trabalho do Mal", "ebó",
"Macumba", "Mironga", "Muamba" ), como matar por exemplo, Não são acordos feitos com os Exús, mas, com os KIUMBAS, entidades que agem na
surdina, fazendo-se passar pelos Exús, atuando em terreiros que não praticam os fundamentos básicos da Umbanda que são:

Crença na existência de um Deus único;


Crença de entidades espirituais em evolução;
Crença em orixás e santos chefiando falanges que formam a hierarquia espiritual;
Crença em guias mensageiros;
Crença na existência da alma;
Crença na prática da mediunidade sob forma de desenvolvimento espiritual do médium;
Crença no uso de ervas e frutos: - Jamais sangue;
Caridade acima de tudo.

Videntes os vêem nestes lugares e erroneamente dizem que eles são de lá. Devido a esta característica, os Exús, são confundidos com os Kiumbas, que
são espíritos trevosos ou obsessores, são espíritos que se encontram desajustados perante à Lei. Provocando os mais variados distúrbios morais e mentais
nas pessoas, desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. São espíritos que se comprazem na pratica do mal, apenas por sentirem prazer
ou por vinganças, calcadas no ódio doentio. Aguardando, enfim, que a Lei os "recupere" da melhor maneira possível (voluntária ou involuntariamente).

Kiumbas vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são densas. Este baixo astral é uma enorme "egrégora" formada pelos maus pensamentos e
atitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados. Sentimentos baixos, vãs paixões, ódios, rancores, raivas, vinganças, sensualidade desenfreada, vícios de
toda estirpe, alimentam esta faixa vibracional e os kiumbas se comprazem nisso, já que sentem-se mais fortalecidos.
103.1.1.05 - Uso de bebidas alcoólicas:
Também encontramos terreiros dos seguintes tipos:

Os em que as entidades incorporadas não usam bebidas.

Os em que elas bebem durante os trabalhos.

Os que usam bebida em situações mais veladas.

Não há necessidade de ingestão de bebidas, mas seu uso externo se faz porque o álcool
volatiza-se rápidamente, servindo como condensador energético para desintegrar miasmas
pesados que ficam impregnados nas auras dos consulentes além de agir como elemento
volátil de assepsia do ambiente.

103.1.1.06 - Vestimentas e o Trabalho:


Na umbanda usa-se como roupagem para os médiuns apenas roupa branca e descalço,
representando a simplicidade e humildade.

Na Umbanda, a assistência pode consultar as entidades diretamente, sem precisar do jogo de Búzios, uma vez que as entidades podem utilizar o corpo do
médium para se comunicar. Essa consulta só pode acontecer nos dias de gira de trabalhos, essa gira é especialmente para isso. Existem outras giras, como
por exemplo a Gira de Desenvolvimento, onde os médiuns novatos praticam e se aperfeiçoam na comunicação com o orixá e entidades.

Há ainda para se dizer que na Umbanda os orixás maiores ou santos (Iemanjá, Oxóssi, Xangô, Ogum, Oxum, Iansã, etc) não falam, quando eles "baixam"
no terreiro, só sua presença já é uma benção, os santos não tem a falange (linguajar) para que as pessoas possam entender, eles já transcenderam da Terra há
muitos anos e adquiriram muita luz, portanto, aqui na Terra, o máximo que fazem são emitir sons (ou mantras) como por exemplo o canto de Iemanjá, que
para uns pode ser um canto e para outros um choro.

As consultas ficam por conta das entidades de cada linha como por exemplo: os baianos, preto-velhos, boiadeiros, marinheiros, crianças, etc, que por estarem
mais próximos de nossa realidade (pois desencarnaram a apenas algumas décadas - como no caso dos pretos-velhos), podem nos ajudar por conhecerem bem
mais de perto os problemas terrenos.

Outra característica marcante é o congar de um terreiro de Umbanda que tem, lado a


lado, imagens de santos católicos (estes representando os orixás) e imagens das
entidades (marinheiros, caboclos ameríndios, pretos-velhos, crianças, etc) e também
podem ter outras imagens como de Santa Luzia, Santo Agostinho, Santo Expedito,
etc. Em terreiros de candomblé cada orixá tem seu lugar, como por exemplo um
quartinho, onde ficam os objetos do orixá.

Os médiuns também não precisam ficar o dia inteiro no terreiro e nem dedicar todo o
seu dia a ele, basta apenas ter a responsabilidade de estar nos dias de gira e cumprir
sua missão com amor e caridade no coração.

Os médiuns não incorporam cada um um orixá, os médiuns seguem a linha que os


tabaqueiros e o Ogan (sabendo-se que ele só irá puxar um ponto quando o Pai ou Mãe
de Santo autorizar) puxam, por exemplo, se estiverem cantando um ponto sobre
Oxóssi, os médiuns e a assistência já sabem que quem vem para trabalhar são os
caboclos.

Outra diferença básica é como os médiuns se preparam para incorporar, ao contrário do Candomblé que dançam num círculo em movimento, rodopiando
seus corpos ao som dos atabaques e outros instrumentos, na Umbanda o médium fica parado, acompanhando por palmas os pontos cantados e esperando o
momento exato para a incorporação dos orixás ou das entidades.

As roupas são brancas em geral e o uso das cores fica reservado para os Pais e Mães de Santo e em dias de festa e homenagem no terreiro.

As roupas pretas e vermelhas são usadas em dia de Gira de Exu, e também reservado apenas ao direito do médium de incorporação e Pais e Mães de Santo,
os outros médiuns (novatos, ogans, cambones, etc) devem usar roupas brancas somente ou com uma fita vermelha presa a sua cintura.

Cada orixá vibra em uma cor, por exemplo, Oxossi vibra na cor verde assim como Iansã na cor amarela, mas indiscutivelmente o branco (Oxalá) é aceito
por qualquer linha.

103.1.1.07 - Linhas e Falanges:


No candomblé os orixás formam um sistema, estando ligados por laços de casamento e descendência; por exemplo: Nanã é a ancestral feminina, a avó,
enquanto Ogum é filho de Oxalá com Iemanjá e assim por diante. Assim no candomble cada orixá tem sua história, suas paixões, lutas e apresentam
preferências alimentares de cada um, cores, roupas, adereços, etc.

Os espíritos dos antepassados bantos e as entidades ameríndias - os caboclos - não apresentam esse tipo de organização: estão distribuídos em aldeias, reinos,
tribos e, em vez de formarem um sistema, justapõem-se entre si. Com a influência do kardecismo, a Umbanda usa para sua organização o que chamamos
de LINHAS e FALANGES - princípios de organizações e classificação dos espíritos.

Linhas e Falanges constituem divisões que agrupam as entidades de acordo com as afinidades intelectuais e morais, origem étnica e, principalmente, segundo
o estágio de evolução espiritual em que se encontram, no astral.

De acordo com os mais variados critérios e sem limite de número, o que na prática se
traduz em uma multiplicidade de esquemas, a partir das sete linhas tradicionais da
Umbanda, por sua vez subdivididas em sete falanges ou legiões.

Linha de Oxalá

Linha de Iemanjá ou Linha das Águas

Linha de Oxóssi

Linha de Xangô

Linha do Oriente / Linha de Cosme e Damião*

Linha Africana ou das Almas

Linha de Ogum.

Cada terreiro tem a sua forma de interpretar a Umbanda, os ritos também diferem de
casa para casa. A maioria utiliza atabaques e outros instrumentos musicais para
acompanhar os seus pontos cantados, mas alguns só cantam seus mantras. Toda gira de
umbanda tem como base o processo de defumação - elemento característico das giras -
que consiste na queima de ervas essenciais, com o fundamento de limpeza do campo
áurico energético das pessoas e do ambiente para que a faixa vibracional seja ajustada para o recebimento das entidades que ali trabalharão.

As giras se iniciam com os pontos cantados, defumação e a incorporação. Após a incorporação do médiuns (cavalos) pelos seus respectivos guias, inicia-se o
atendimento espiritual para o público, em que a todos são convidados a tomar um "passe" com os guias que estão em terra, que trabalham exclusivamente
para a caridade e se utilizam de alguns matérias como velas, ervas, pedras, pembas (giz) para riscar seus pontos riscados ou mandalas.

A Umbanda é genuinamente brasileira. A Prática da Umbanda nada tem a ver com o Candomblé ou com a Kimbanda. Trata-se de uma religião que
trabalha diretamente com entidades do Plano Astral, espiritos desencarnados ou seres da natureza (os elementais), e utliza a mecânica da incorporação para
trabalhar as necessidades emergenciais do homem, trazendo a força e sabedoria dos mestres da Aruanda e age através da cura e energização do campo astral

Atua nos centros de força dos corpos e campos magnéticos das pessoas que "...vêm em busca de socorro, alivio e cura para suas dores morais e físicas." E
também traz muito ensinamento das verdades da espiritualidade maior Um Deus único e superior Zâmbi, Olorum ou simplesmente Deus – os Orixás são
cultuados como divindades de um plano astral superior, que na Terra representam às forças da natureza (muitas vezes confunde-se a força da natureza com o
próprio Orixá):

• Oxum: As águas doces;


• Iemanjá: As águas salgadas;
• Iansã: Os ventos, chuvas fortes, os relâmpagos;
• Xangô: A força das pedreiras;
• Oxóssi: A energia das matas;
• Ogum: Dos metais...

São 7 os Orixás ou Linhas na Umbanda, em ordem:


• Oxalá: Representado por Jesus.
• Oxossi: Representado pelos caboclos ou índios brasileiros ou não.
• Ogum: Os chamados guerreiros.
• Ibeji Bejada: A linha das crianças.
• Oxum: Representada pela força da água doce, rios e cachoeiras.
• Xangô: Representa a justiça e a força das pedreiras.
• Yemanjá: Representa a água salgada, o mar.

A cada Orixá está associada uma personalidade e um comportamento diante do mundo e com seus filhos, os quais são seus protegidos e uma parte das
emanações do Orixá presentes no Orí ou Camatuê (Camatua) desses filhos.

Existe a compreensão do trabalho dos Orixás na Umbanda em 7 Linhas. Rubens Saraceni as divide da seguinte forma:
Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução, Geração.

Ainda, segundo Saraceni, os 14 Orixás de Umbanda colocados pela ordem das linhas que trabalham:
• Fé: Oxalá e Oya.
• Amor: Oxum e Oxumaré.
• Conhecimento: Oxóssi e Obá.
• Justiça: Xangô e Eugunitá.
• Lei: Ogum e Iansã.
• Evolução: Obaluayê e Nanã Buroquê.
• Geração: Yemanjá e Omulu.

Os templos onde os "comandantes" são Pretos-Velhos seguem a corrente africana e os que têm os Caboclos como "comandantes" seguem a linha indígena.
Mas, isso não é regra e pode variar de templo para templo
As pessoas que recebem, incorporam entidades dentro dos terreiros, são ditos médiuns, cavalos ou "burros". Pessoas que têm o Dom de incorporar os Orixás
e Guias.
"As entidades" que são incorporadas pelos médiuns podem ser divididas entre:

• Falangeiros de Orixás: Xangô, Ogum, Oxum, Nanã, Iemanjá, Iansã, Obaluayê, Oxumaré, entre outros.

• Guias: Pretos- velhos, Caboclos, Boiadeiros, Crianças, Exus, Marinheiros e Orientais.

• Kiumbas, espíritos sem luz: esses, normalmente, são incorporados quando se está fazendo algum descarrego ou quando existe algum obsediado no local.

103.1.1.08 - As sessões:
O culto nos terreiros é dividido em sessões, normalmente de desenvolvimento e de consulta, e essas, são sub-divididas em giras.
As ocorrências mais comuns nestas sessões são o passe e o descarrego. No passe, os Pretos-Velhos, rezam a pessoa energizando-a e retirando toda a parte
negativa que nela possa estar. O descarrego, é feito com o auxílio de um médium de descarrego, o qual, irá incorporar o obsessor, ou captar a energia
negativa da pessoa. Então, o Preto-Velho faz com que essa energia seja deslocada para o astral. Caso seja um obsessor, o espírito obsediador é retirado e
encaminhado para a luz ou para um lugar mais adequado no astral inferior; caso ele não aceite a luz que lhe é dada. Nesses casos pode-se pedir a presença de
um ou mais Exus para auxiliar o Preto-Velho.

Nas sextas-feiras, ocorrem as giras de Caboclos, Boiadeiros, Orixás, Marinheiros, Pretos-Velhos, Crianças e Exus. Nessas giras são feitos os
desenvolvimentos dos médiuns do terreiro. Nelas, são cantados os pontos e tocados os atabaques. As giras de Marinheiros e Exus são festivas, e, além de
serem feitos os desenvolvimentos dos médiuns, são realizadas consultas com esses guias. Existem terreiros onde, além dos Pretos-Velhos, Marinheiros e
Exus, também os Caboclos e Boiadeiros dão consultas e trabalham com o descarrego e a desobsessão.

103.1.1.09 - Médiuns:
Médium é toda pessoa que têm a qualidade de se comunicar com entidades desencarnadas ou espíritos, seja pela mecânica da incorporação, pela vidência
(ver), pela audição (ouvir) ou pela pscicografia (escrever movido pelos espíritos).
O médium veio com a responsabilidade e com o compromisso de servir como um instrumento de guias ou entidades espirituais superiores.

Para tanto, deve se preparar através do estudo, desenvolvendo a sua mediunidade sempre prezando a elevação moral e espiritual, a aprendizagem conceitual
e prática da Umbanda, respeitar os guias e Orixás, ter assiduidade e compromisso com sua casa, ter caridade em seu coração, amor e fé em sua mente e
espírito, e saber que a Umbanda é um prática que deve ser vivenciada no dia-a-dia e não apenas no terreiro.

103.1.1.10 - Guias e Grupamentos:


Na Umbanda alguns praticantes, os chamados médiuns, recebem espíritos de luz, ou seja, entidades evoluídas que realizam trabalhos de cura e ajuda física
ou espiritual.
Estas entidades incorporadas pelos médiuns são, salvo raras exceções, os chamados Guias. Na Umbanda, ao contrário do Candomblé, não se incorporam
Orixás. São incorporados os ditos falangeiros, espíritos que seguem a orientação e vibração dos Orixás.
Os Guias têm diferentes grupamentos, formando falanges de entidades afins, de mesma característica e roupagens.

Assim temos os seguintes grupamentos na Umbanda:

•Principais:
o Pretos-velhos
o Caboclos
o Crianças
o Boiadeiros
o Marinheiros
o Exus/ Pombas-Giras

• Outras falanges trabalhadas em outras ramificações da Umbanda:


o Baianos
o Ciganos
o Orientais
o Mineiros/ Cangaceiros.

Na umbanda branca, cada linha de orixá tem sete legiões, que correspondem a determinado guia espiritual. aqui temos exemplos de alguns:

•Oxalá:
o Santa Catarina
o Santo Antônio
o Cosme e Damião
o Santa Rita
o Santo Expedito
o São Fransisco de Assis
o São Benedito
Iemanjá:
1. Ondinas - Naná
2. Caboclas do Mar - Indaía
3. Caboclas do Rio - Iara
4. Marinheiros - Tarimã
5. Calungas - Calunguinhas
6. Sereias - Oxum
7. Estrela Guia - Maria Madalena

Oxosse:
1. Urubatão
2. Araribóia
3. Caboclo das Sete Encruzilhadas
4. Peles Vermelhas - Águia Branca
5. Tamoios - Grajaúna
6. Cabocla Jurema
7. Guaranis - Araúna

• Xangô:
1. Inhançã
2. Caboclo do Sol e da Lua
3. Caboclo da Pedra Branca
4. Caboclo do Vento
5. Caboclo das Cachoeiras
6. Caboclo Treme-Terra
7. Pretos Guinguelê

•Ogum:
Praias - Ogum Beira-Mar
Matas - Ogum Rompe-Mata
Rios - Ogum Iara
Das almas - Ogum Megê
Encruzilhadas - Ogum Naruê
Malei - Ogum Malei
Povo de Canga - Ogum Nagô
Povo Africano (Pretos-Velhos)
Povo da Costa - Pai Cabinda
Povo de Congo - Rei Congo
Povo de Angola - Pai José
Povo de Benguela - Pai Benguela
Povo de Moçambique - Pai Jerônimo
Povo de Luanda - Pai Francisco
Povo de Guiné - Zum-Guiné
103.1.1.11 - OBJETOS RITUALÍSTICOS:

As Velas:
As velas vieram para a Umbanda por influência do Catolicismo. As velas funcionam como um transmissor rumo aos planos que se desejar atingir. A chama
da vela é a conexão direta com o mundo espiritual superior, sendo que a parafina atua como a parte física da vela ou símbolo da vontade, e o pavio a direção.

Nos terreiros, há sempre alguma vela acesa, são ponto de convergência para que o umbandista fixe sua atenção e possa
assim fazer sua rogação ou agradecimento ao espírito ou Orixá a quem dedicou.

Ao iluminá-las, homenageia-se, reforçando uma energia que liga, de certa forma, o corpo ao espírito.

A função da uma vela, que já foi definida como o mais simples dos rituais, e', no seu sentido básico, o de simplesmente
repetir uma mensagem, um pedido.

Passo fundamental no ritual de acender velas. O pensamento mal-direcionado, confuso ou disperso pode canalizar coisas
não muito positivas ou simplesmente não funcionar. Diz um provérbio chinês: "cuidado com o que pede, pois poderá ser
atendido". A pessoa se concentra no que deseja e a função da chama é o de repetir, por reflexo, no astral, a vontade e o
pedido do interessado. Existem diversos fatores dentro da magia no tocante ao número de velas a serem acesas e outros
detalhes.
O ato de acender uma vela deve ser um ato de fé, de mentalização e concentração para a finalidade que se quer. É o momento em que o médium faz uma
"ponte mental", entre o seu consciente e o pedido ou agradecimentos à entidade, Ser ou Orixá, em que estiver afinizando.

Muitos médiuns acendem velas para seus guias, de forma automática e mecânica, sem nenhuma concentração. É preciso que se tenha consciência do que
se está fazendo, da grandeza e importância (para o médium e Entidade), pois a energia emitida pela mente do médium, irá englobar a energia ígnea (do
fogo) e, juntas viajarão no espaço para atender a razão da queima desta vela.

Imagens:
As imagens são pontos de focalização, baseado no conceito de egrégora, ponto focal seria um concentrador de energia, é uma herança católica, que veio para
umbanda no confuso sincretismo. Mas não basta juntar muitas imagens no congar, que podem causar confusão.

Outra característica marcante é o congar de um terreiro de Umbanda que tem, lado a lado, imagens de santos católicos (estes representando os orixás) e
imagens das entidades (marinheiros, caboclos ameríndios, pretos-velhos, crianças, etc) e também podem ter outras imagens como de Santa Luzia, Santo
Agostinho, Santo Expedito, etc. Em terreiros de candomblé cada orixá tem seu lugar, como por exemplo um quartinho, onde ficam os objetos do orixá.

Porém a propagação de uma imagem errada pode gerar mã interpretação como é o caso do Exú que não tem nada a ver com as imagens vendidas nas casas
de artigos religiosos, com chifrinhos e rabos... Exu não é o Diabo. Essa é uma das confusões causado por esse casamento da umbanda com o catolicismo
(sincretismo).
Charutos e Cachimbos:
A umbanda é muito criticada, por usar o fumo nas sessões.
As folhas da planta chamada " fumo" absorvem e comprimem em grande quantidade o prana vital
enquanto estão em crescimento, cujo poder magnético é liberado através das golfadas de fumaça dadas
pelo cachimbo ou charutos usados pelas entidades. Essa fumaça libera princípios ativos altamente
benfeitores, desagregando as partículas densas do ambiente.
A defumação é usada em várias religiões, justamente por ter a fumaça propriedades de dissipar cargas
pesadas no meio ambiente a nível etérico e astral com baixas vibrações. As entidades aconselham os
médiuns apenas a baforarem a fumaça em direções determinadas, sem tragar para dentro do pulmão a
fumaça, justamente porque a fumaça carrega consigo elementos bloqueadores, e podem deixar sequelas no
aparelho mediúnico.

Guias (Colares /Rosário):


Segundo Caetano de Oxossi: “As guias ou colares que todos usam a começar da guia de Oxalá tem
significado duplo. Primeiro de proteção, que aquele médium carrega consigo elementos que foram e são
constantemente carregados pela energia dos Orixás, promovendo uma circulação de energias protetoras
e de descarga não permitindo que energias deletérias se fixem no médium; que não haja a influência de
espíritos trevosos nos trabalhos.Por essa razão ao entrarmos na Umbanda nos é permitido a utilização
da guia de Oxalá e da guia de esquerda. Apenas após o Amaci é que podemos utilizar a guia do nosso
Orixá ancestral, nosso Pai de Cabeça. Pois não é um ato mecânico e sem importância a utilização
dessas guias. As guias das entidades tem significado semelhante, mas acrescido de uma força mágica para auxiliar na condução, liberação e
direcionamento das energias do médium para os trabalhos daquela entidade. Isso significa que apenas aqueles que já foram liberados para o toco
(médiuns que podem dar consultas nas giras) poderão usar essas guias de entidades. Lembrado que na nossa Casa todas as guias devem ser fechadas
pelo Pai de Santo.”

Segundo Rivas Neto e W. Mata e Silva as guias brancas induz às coisas puras, além de terem caráter refletor. As vermelhas são úteis para repusar
cargas negativas, as amarelas para refutar o mau olhado, as verdes limpam o pensamento atraindo fluídos para a cura, as azuis são calmantes, cor-de-
rosa, elevam a mente e as pretas para contactar forças inferiores negativas.

Lembrando que no Candomblé, a cor está associado ao ORIXÀ. Alguns terreiros fazem essa confusão, pois na umbanda as guias tem função ao
cromatismo, uma vez que existe para os orixás uma cor energética que variam de um lugar para outro.
Na umbanda as cores energéticas dos Orixás, de sua verdadeira vibração são as seguintes:
Para ORIXALÁ – BRANCO
Para OGUM – ALARANJADO
Para OXOSSI – AZUL
Para XANGÔ – VERDE
Para YORIMÁ – VIOLETA
Para YORI – VERMELHO
Para YEMANJÁ – AMARELO.

Guias NATURAIS que são guias feitos com elementos naturais, que são elementos da natureza tais como minérios, madeira, sementes, elementos
animais como osso, cálcio animal, encontrados nos reinos da natureza tem um valor magnético que constitui um escudo eficaz para os médiuns:

ELEMENTOS MINERAIS:
- Pedras preciosas, semi preciosas, cristais, rochas, etc.

ELEMENTOS VEGETAIS:
Favas, sementes, caules, frutos, etc.

ELEMENTOS ANIMAIS:
Conchas, búzios, ossos, etc.
EFEITO TALISMÂNICO:
Uma guia precisa ser imantada, senão seu valor protetivo serão nulo, apenas um enfeite. Outro erro é a quantidade de guias no pescoço, quantidade não é
qualidade. É costume da entidade proteger o aparelho, não elas próprias.

Atabaques:
Recomenda-se não usar atabaques em todos os trabalhos que envolvam contacto mediúnico. A explicação tem vários angulos: Concentração é um dos pontos
e o barulho ensurdecedor neste aspecto, não é condizente, com a calma, a busca de um estado mental e emocional para isso. Podendo causar bloqueios no
aparelho. Num segundo momento, o atabaque induz com seu som, ao transe mediúnico, em determinados trabalhos, onde o cérebro trabalho como um
captador frequencial, hipnóticas e rítmicas, alegam alguns especialistas que neste caso pode ser animismo do médium, o que causaria uma confusão, já que o
imaginário entraria em questão, e condenam o uso de atabaques para um trabalho mais refinado e não primitivo que os sons dos tambores induzem a mente.
Existe um ritual correto no uso de atabaques que é desbloquear áreas do inconsciente, porém é na fase inicial, chamado de
RITUAL DO TRANSE ANÍMICO, nestes rituais não existe INCORPORAÇÃO DE ENTIDADES.

Já segundo Fernando Sepe: “Curimba é o nome que damos para o grupo responsável pelos toques e cantos sagrados
dentro de um terreiro de Umbanda. São eles que percutem os atabaques (instrumentos sagrados de percussão), assim
como conhecem cantos para as muitas “partes” de todo o ritual umbandista. Esses pontos cantados, junto dos toques de
atabaque, são de suma importância no decorrer da gira e por isso devem ser bem fundamentados, esclarecidos e
entendidos por todos nós.
Muitas são as funções que os pontos cantados têm. Primeiramente uma função ritualística, onde os pontos “marcam”
todas as partes do ritual da casa. Assim temos pontos para a defumação, abertura das giras, bater cabeça, etc.
Temos também a função de ajudar na concentração dos médiuns. Os toques assim como os cantos envolvem a mente do
médium, não a deixando desviar – se do propósito do trabalho espiritual. Além disso, a batida do atabaque induz o
cérebro a emitir ondas cerebrais diferentes do padrão comum, facilitando o transe mediúnico. Esse processo também é
muito utilizado nas culturas xamânicas do mundo afora.
Entrando na parte espiritual, os cantos, quando vibrados de coração, atuam diretamente nos chacras superiores,
notavelmente o cardíaco, laríngeo e frontal, ativando – os naturalmente e melhorando a sintonia com a espiritualidade
superior, assim como, os toques dos atabaques atuam nos chacras inferiores, criando condições ideais para a prática da
mediunidade de incorporação.
As ondas energéticas – sonoras emitidas pela curimba, vão tomando todo o centro de Umbanda e vão dissolvendo formas – pensamento negativas,
energias pesadas agregadas nas auras das pessoas, diluindo miasmas, larvas astrais, limpando e criando toda uma atmosfera psíquica com condições
ideais para a realização das práticas espirituais. A curimba tranforma – se em um verdadeiro “pólo” irradiador de energia dentro do terreiro,
potencializando ainda mais as vibrações dos Orixás.”

A casa de Exu:
Sempre quando entramos num terreira, geralmente a primeira coisa que visualizamos, na maior parte dos casos é chamada casinha de Exú, geralmente de
portas fechadas, já que as mirongas lá dentro não podem ser vistas. Geralmente lá dentro se encontram aquelas estátuas de mal gostos. Vermelhas, formas
assustadoras, que na realidade espiritual nada tem a ver com o EXÚ. Na falta de conhecimento dos Babalorixás (donos de terreiros), que insistem em dizer que
essas estatuetas são figuras fiéis dessas entidades. Algumas tendas colocam animais mortos dentro dessas casinhas e ainda se dizem casas de umbanda. Isso só
atraí Kiumbas, ignorancia e afasta as entidades de boas vibrações. A umbanda não corrobora com isso.

No Brasil, Exu/Legbá (Mavambo, Bombojira, Cariapemba nos candomblés congo-angola) é familiarmente chamado de Compadre, o Homem da Rua ou
das Encruzilhadas, onde suas oferendas são colocadas. Nom terreiros, o seu lugar consagrado fica ao ar livre ou dentro de uma pequena choupana isolada
denominada "a casa de Exu" ou atrás da porta de entrada do barracão. Simbolizado por um tridente de ferro ou por uma estátua de ferro brandindo um
tridente, segunda-feira é o dia da semana que lhe é dedicado. Suas contas são pretas e vermelhas." (Museu Afro-Brasileiro).

Muniz Sodré: “Exu, o princípio dinâmico que rege a vida, e Ifá, encarregado de transmitir os propósitos dos orixás aos homens, são as duas divindades que
aparecem com destaque nos rituais afro-brasileiros. A casa de Exu fica próxima à entrada dos terreiros com o objetivo de proteger o espaço sagrado.
Muitas vezes confundido com o conceito cristão de demônio, Exu é, na verdade, uma força que possibilita a ligação entre este mundo físico, Aiyê, e aquele
habitado pelas divindades, Orum.”

A Pemba:
A pemba é um giz branco usado nos rituais mágicos pelas entidades para traçar sinais cabalisticos que movimentam energias e uma certa classe de espíritos,
os elementares.
A Pemba, de origem africana, é um instrumento Ritualístico de alto significado. É normalmente utilizada para riscar pontos pelas Entidades e pelo
médium, visando estabelecer Contatos vibratórios com as esferas espirituais.

A Pemba praticamente é usada em quase todos os Rituais de Umbanda.

Por carregar o axé, a Pemba é saudada como um Divino instrumento, dedicando-se até pontos cantados e reverências específicas.

O fundamento místico de sua utilização está Relacionado à pedra. Seu uso estabelece relação entre o universo da Forma e o espiritual ou etérico. A pedra
encerra os quatro elementos naturais e suas Manifestações. Assume aspecto neutro e, devido a isso, significa Lei e Justiça.

A LEI DA PEMBA:
é a grafia dos Orixás, ela é cósmica. Tais sinais identificam as ordens diretas das entidades espirituais bem como a linha em que pertencem. Os sinais se
identificam com um som específico no qual pode ser traduzido como um MANTRA. O termo SARAVÁ por exemplo que é tão ridicularizado pelos que
atacam a Umbanda, é um desses mantras:
SA = Força, Senhor.
RA = Reinar, movimento.
VÀ = Natureza, energia.
SARAVÁ, significa então, força que movimenta a natureza. Esse termo quando pronunciado, movimenta estruturas energéticas que usam o campo cósmico
para se expandirem vibracionalmente, movendo em si energias. Aliás, as palavras possuem esse poder. Uma simples palavra é capaz de tirar o humor como
provocar um riso de uma pessoa.

A LEI DA PEMBA É DIVIDIDA:

SISTEMA MNEMÔNICO:
Esses sistema consiste em sinais destinados a ativar a memória. Exemplo: Estrela, círculo, nos lembra coisas celestes.
SISTEMA IDEOGRÁFICO:
Consiste em sinais que representam uma idéia, como a cruz, que nos leva a caminhos cruzados, céu e terra, sacrifício, Jesus na cruz.

SISTEMA FONÉTICO:
Abrange sinais representativos de determinados sons, inclusive da própria natureza.

A LEI DA PEMBA TEM 3 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS:

Princípio da FLECHA.
Princípio da CHAVE.
Princípio da RAIZ.

103.1.1.12 - Outros Rituais:


O Estalar de Dedos:
Porque as entidades estalam os dedos? Esta é uma das coisas que vemos e
geralmente não nos perguntamos, talvez por parecer algo de importância
mínima, mas esse ato encerra alguns detalhes esotéricos de grande
importância.
Como já foi dito nossas mãos possuem uma quantidade enorme de terminais
nervosos que se comunicam com cada um dos chakras de nosso corpo:
- O dedo Polegar tem uma ligação direta com o chakra esplênico; indicador:
Chakra cardíaco; anular: Chakra genésico (rádico / Básico); Dedo médio:
chakra coronário; uma polegada abaixo do anular o chakra solar e no lado
oposto do dedo polegar, no monte de Vênus o chakra frontal.

1. Polegar - polegar, dedão, positivo ou mata-piolho.


2. Dedo indicador - indicador, apontador ou fura-bolo.
3. Dedo médio - dedo médio, dedo do meio ou pai-de-todos.
4. Anelar - anelar, anular ou seu-vizinho.
5. Dedo mínimo - dedo mínimo, dedinho ou mindinho.

Trecho acima: Revista Umbanda nº 3 - Editora Escala.

Ramatís afirma:” A verdade é que vossas mãos, como vossos pés,


possuem terminais nervosos, que se comunicam com cada um dos
gânglios e plexos nervosos do corpo físico e com os chacras do complexo etérico-astral, como demonstramos a seguir:
1. dedo polegar - chacra esplênico (região do baço);
2. indicador - cardíaco (coração);
3. médio - coronário (alto da cabeça);
4. anular - genésico ou básico (base da coluna);
5. mínimo - laríngeo (garganta);
6. na região quase central da mão, chacra do plexo solar (estômago);
7. próximo ao Monte de Vênus (região mais carnuda logo abaixo do
polegar) - chacra frontal (testa).
Essas terminações nervosas das palmas das mãos são há muito conhecidas
da Quiromancia e das filosofias orientais.

O estalo dos dedos se dá sobre o Monte de Vênus e dentre as inúmeras


funções conhecidas disso, está a retomada de rotação e frequência do corpo
astral, "compensando-o" em relação às vibrações do duplo etérico,
aumentando a exsudação 1 (liberação, doação) de energia animal -
ectoplasma - pela aceleração dos chacras. Com isso se descarregam densas
energias áuricas negativas, além do estabelecimento de certas condições
psíquicas ativadoras de faculdades propiciatórias à magia e à intercessão
no Plano Astral. São fundamentadas nas condensações do fluido cósmico
universal, imprescindíveis para a dinâmica apométrica, e muito
potencializadas pela sincronicidade entre o estalar de dedos e as contagens
pausadas de pulsos magnéticos”

Continua Ramatís: "Já quando bateis palmas, sendo vossas mão pólos
eletromagnéticos, a esquerda (-) e a direita (+), quando as duas mãos ou
pólos se tocam é como se formassem um curto-circuito, saíndo faíscas etéricas de vossas palmas. Quando os pretos velhos em suas manifestações batem
palmas, durante os atendimentos de Apometria, é como se essas faíscas fossem "detonadores" de verdadeiras "bombas" ectoplásmicas que desmancham as
construções astrais, laboratórios e amuletos dos magos negros.
"Apômetras" e Umbandistas, uni-vos. Continuai estalando os dedos e batendo palmas, sabedores do que estais fazendo, despreocupados, conscientes e
seguros de que as críticas se perderão como pólen ao vento."

(1) Exsudação: Segregação de líquido viscoso que sai pelos poros ou em forma de gotas ou de suor.
Fonte: Casa da Caridade Rosa – Site

Trecho do livro “Jardins dos Orixás”

Defumação:
A defumação é essencial para qualquer trabalho nos terreiros de umbanda: O corpo físico e seus agregados sutis (duplo
etérico, corpo astral, mental), coletam durante o dia no seu contato social (pensamentos, ambientes), todos os tipos de
emoções, cargas que estão no ar, que se grudam no duplo etérico causando altas densidades, influenciam todo o sistema aurico
e podem causar bloqueios. Pois estas pessoas todas se dirigem ao terreiro. Essa concentração de pessoas, que levam consigo,
toda essa carga, formam um grupo com variados problemas, pois essas formas-pensamentos que acompanham seus criadores,
adentram o centro espiritual.
A defumação tem a função de desagregar essas cargas negativas. A preparação para as ervas a serem queimadas, precisam de
um ritual especial, serem colhidas na lua certa, queimadas em vaso de barro (neutro). A fumaça não pode irritar as pessoas, a
função é além da fumaça leve que deve estar acima da cabeça das pessoas agindo com leveza sem poluir o ambiente, é
principalmente pela sua função aromática.
Uma boa defumação pode ser feita com cravo, canela em pau, erva-doce, sempre feita dos fundos para frente, acompanhada
com um ponto cantado adequado a situação.

Pontos Cantados:
Os pontos cantados são uma das primeiras coisas que afloram a quem vai a um terreiro de Umbanda pela primeira vez. Os pontos cantados são, dentro
dos rituais de Umbanda, um dos aspectos mais importantes para se efetuar uma boa gira.

Os verdadeiros pontos cantados, são os chamados de raiz (são os pontos ensinados pelas próprias entidades). Apesar disso, há uma gama infinita de
pontos desconexos sendo entoados por ai. Um verdadeiro ponto evoca imagens fortes e atingem lá dentro do coração e da emoção a verdadeira fé', pura e
simples.

Os pontos cantados servem para impregnar certas energias e desimpregnar outras, de acordo com o ponto, uma vez que cada linha representa um
imagem, traduz um sentimento inerente a vibração daquela entidade que o canta, ou que o trás, existindo por trás deles uma freqüência toda especial, que
se modifica de acordo com a Linha Espiritual :

Oxalá - Sons místicos;


Ogum - Sons vibrantes;
Oxossi - Sons afinados com a natureza e sua harmonia;
Xangô - Sons graves;
Yorimá - Sons melancólicos;
Yori - Sons alegres, predispondo ao bom animo;
Yemanjá - Sons suaves, destinados à renovação afetiva e emocional.

Fonte: Sociedade Espírita Mata Virgem


http://www.geocities.com/Heartland/Valley/5185/artigos1.html

Assobio e Brados:
Quem nunca viu caboclos assobiarem ou darem aqueles brados maravilhosos, que parecem despertar alguma coisa em nós?

Muitos pensam, ingenuamente tratar-se dos chamados que davam nas matas, para se comunicarem com os companheiros de tribo, quando ainda vivos.
Não é bem assim. Os assobios traduzem sons básicos das forcas da natureza, os chamados "Tatwas". Estes sons precipitam assim como o estalar dos
dedos, um impulso no corpo Astral do médium para direciona-lo corretamente, afim de libera-lo de certas cargas que se agregam, tais como larvas
astrais, etc.

Os assobios, assim como os brados, ou sons graves e guturais emitidos pelos Pais-Velhos quando incorporados, são o chamados mantras; cada entidade
emite um som de acordo com a linha que trabalha, para ajustar condições especificas que facilitem a incorporação, ou para liberarem certos bloqueios
nos consulentes."
Mestre W.W. da Mata e Silva

Pés Descalços:
Por que tirar os sapatos na hora de se entrar num congá (congar) ?
O grande mestre Matta e Silva nos explica :
"Nós, umbandistas, consideramos o conga', mesmo sem "santos" no altar, um lugar imantado, onde forma fixadas certas forcas ou vibrações positivas,
que deve estar sempre limpo de fluidos negativos e onde conservamos os pontos riscados destas mesmas forcas ou ordens, mesmo porque certos
preceitos são procedidos nele.
Assim, é de obrigação se tirar o calcado, visto este objeto ser anti-higiênico, pois se pisa com ele em tudo, às vezes em detritos e putrefações, ainda por
querermos estar em ligação desembaraçada com o elemento terra, sabendo-se que esta é o escoadouro natural das vibrações ou ondas
eletromagnéticas."

Fontes:
http://www.temploetxaury.no.sapo.pt Templo Etxaury - (Portugal)
http://www.aevb.org
http://www.umbanda.org/
http://www.fietreca.org.br/umbanda.html Federação Internacional Afro brasileira
http://www.girasdeumbanda.com.br/tvgiras
http://umbandajovem.rg3.net
http://wolfnit.vila.bol.com.br
http://luzdaumbanda.v10.com.br
http://www.girasdeumbanda.com.br
http://www.umbanda.etc.br
http://www.paimaneco.com.br
http://www.umbanda.org/
http://www.umbandanovaera.com.br
http://www26.brinkster.com/frateso
http://www.aumbandan.hpg.com.br
http://www.ftu.org.br
http://paginas.terra.com.br/religiao/fueva/index1.html
http://www.saocosmeedamiao.com.br
http://aps18.sites.uol.com.br/INDEX.htmll
http://www.jornaldeumbandasagrada.com.br
http://www.colegiodeumbanda.com.br
http://www.tvespiritualista.com.br
http://www.reinodeoxum.com.br
http://umbanda.byhost.com.br
http://umbanda.brasilpodcast.com.br
http://www.ebooks.goldhosting.com.br/consulta.php?tipo=UMBANDA
Revista Umbanda - nº 3 - Editora Escala

103.1.2 - UMBANDA ESOTÉRICA:


103.1.2.1 - DEFINIÇÃO:
Segundo W.W.Mata da Silva e F.Rivas Neto não existe Umbanda Branca, Umbandomblé, Umbanda traçada, Umbanda Mística. Todos esses nomes fazem
parte do que o homem entende das leis cósmicas, integrais. A Umbanda de fato, é o que vem de cima para baixo e não o que vai de baixo para cima.

Na verdade essa suposta divisão, está no tipo de terreiros e suas vivências interiores externadas ao mundo físico. Imagine uma pirâmide, faça 3 divisões
horizontais, na base da pirâmide está a maioria, que é os terreiros de vivências populares e podem ser facilmente reconhecíveis por possuírem em sua
maioria, atabaques e muitas imagens de santos em grande quantidade.

No centro da pirâmide está imbuído maiores sofisticações, no tocante ao modo de proceder. Já


não possuem atabaques, mas geralmente batem palmas e o número de imagens diminui
sensivelmente. São tendas que apesar de se dizerem umbandas. Dividem a semana com
sessões, trabalhos de mesa branca (Kardecismo), tendo um grande aparato social voltada para
a caridade e outras atividades de benfeitoria (campanhas de alimentos, arrecadação de roupas
usadas, etc). Claro que essa variação não é genérica, já que existe uma variante dentro de cada
modelo de tenda dentro da estrutura piramidal, que vai ao infinito, tamanha é as diferenças
entre uma casa e outra, tanto no tocante ao ritual quanto a sua importância para a mentalidade
de cada pessoa.

No topo da pirâmide, as tendas ou templos da chamada Umbanda Iniciática, que são em


menor tempo. Nesses terreiros os ensinamento do astral inferior e superior (doutrinação
esotérica). Por isso nesses terreiros não existem os aspectos sincréticos confusos, pois seus
fundamentos estão calcados dentro da lógica e da razão.

103.1.2.2 - ALEGORIA :
Umbanda é o trigal do “SENHOR”; semeado por Òòsààlá, regado por Yemanjá e Osún,
aquecido por Songó, cultivado Òsóòsì, colhido por Ògún e transformado em “pão do
espírito”, distribuído por Èsú na forma de caridade.

103.1.2.3 - PRINCÍPIO:
Pensar na origem da Umbanda é desvendar a razão de ser das civilizações que se sucedem
através do mistério dos tempos.

Conta-nos a sua evolução os velhos símbolos encontrados por todo o Globo, as tradições. As
tradições nos dizem que a mais antiga civilização foi a “Lemúrica” que floresceu no vasto
continente situado no Oceano Pacífico, na zona equatorial, cujos extremos confinavam com
as terras da Califórnia, as do nordeste da América do Sul, bem como as do leste da África e
sul da Índia. Iniciou o homem, nesta região, sua evolução propriamente dita, pois percebeu o
seu “Ego” como conseqüência do primeiro esboço do seu veículo físico. Consta mesmo que
no fim desse período as reencarnações eram, por necessidade de aperfeiçoamento da forma,
imediatas.

Evolutivamente, constituem hoje, os lemurianos, os Òrìsàs do plano físico que, são os


verdadeiros donos do planeta Terra.
Com a hecatombe da lemúria, por terremotos sucessivos, desaparece quase a totalidade da
terceira raça deixando, no entanto, sementes na África, sul da Ásia (Índia) e América.

Foram os germens desse povo, no solo americano, que povoou a não menos fabulosa
“Atlântida”, terra que se ergueu no fundo do oceano para berço de um novo povo, arquivo das tradições lemúricas, cujos sobreviventes desenvolviam-se
ainda na África e Índia.

No estágio Atlanta, consolida o homem, seu veículo físico, perdendo a introspecção externa, originando-se os primeiros fenômenos anímicos-mediúnicos.
Coube a gloriosa Atlântida, a luta entre a carne e o espírito e, se ela sucumbiu, venceu no entanto, por ter o espírito conquistado a vitória sobre a matéria que
lhe queria tomar as rédeas da evolução, permanecendo na forma tosca, sem veículos superiores.

Cumprida a sua tarefa também a Atlântida submerge, deixando, como Guia de Raça, Antúlio nas suas tradições. Porém, antes que o mar a tragasse, legou-
nos colônias entre as quais, por seu esplendoroso mistério, o Egito e as comentadas civilizações pré-colombianas da América.
Desaparecida a Atlântida, isola-se o continente americano, entretanto os descendentes da terceira e quarta raças que ali habitavam, em declínio.

Progride a colônia Atlântida – o Egito iniciando a nova era “Filosófica-Científica”, - em contraposição a “Mística” que caracterizou os períodos lemúrio e
Atlanta. Por essa época, entra o Egito em contato com a Índia que forma a quinta raça, a Ária, trocando tradições e espargindo em sua passagem, saber o
conhecimento, civilizando a Caldéia e a Pérsia.

Dessa permuta de ensinamento resultou um misto da “religião-filosofia-ciência”, pois a Índia ainda não se havia libertado dos conceitos iniciais lemúricos.
Irradiam-se os conhecimentos dos grandes iniciados como Rama, Khrisna e Buda – na Índia; Confúcio difunde sabedoria na China; Hermes no Egito e
Zoroastro na Pérsia; ergue-se Moisés no Sinai com as tábuas da Lei; multiplicam-se as sociedades secretas ocultistas.

Reaparece, Grécia, nova fase e do conhecimento aliado a Arte e a Filosofia com Orfeu, Aristóteles e Pitágoras, recebendo a Europa seu primeiro banho de
cultura, oriundo do Oriente, por assimilação no Império Romano.
Surge, enfim, o Cristo de Jesus, o último Avatar, proveniente do plano superior da universalidade das idéias, aniquilando os Deuses da Raça, bem
concretizado em Jeovah, e solapando o ódio pelo estabelecimento da Lei do Amor. Cristianiza-se a Europa.

Paralelamente, ao desenvolvimento destas civilizações, multiplicaram-se os descendentes lemúricos no Continente Negro que, por falta de Guias deturparam
os conhecimentos primitivos pela confusão entre o ritual e o saber iniciativo, dando origem aos mais complexos misticismo descambado para o fetichismo.
Sobre a África influências das mais variáveis na sua parte norte, de outras civilizações
proveniente do Oriente, fazendo-se sentir o seus reflexos mesmo no seu interior, formando
centros cenográficos, ou seja, aquelas regiões em que o conjunto de caracteres são mais puros
estendendo-se para a zonas onde a mescla de caracteres é intensa, isto é nos pontos
fronteiriços de dois ou mais pontos culturais.
Assim, as populações africanas podem ser estudadas em nove áreas e duas subáreas como o
faz Herskovits, hipoteticamente, em:
1) – Hotentote;
2) – Boschimana;
3) – Área Oriental do Gado;
3a) – Subárea Ocidental;
4) – Congo;
4a) – Subárea da Costa da Guiné;
5) – Ponto Oriental;
6) – Sudão Oriental;
7) – Sudão Ocidental;
8) – Área do Deserto
9) – Área do Egito.

Habitam estes diversos pontos culturais vários grupos humanos, compreendendo diferentes
tipos raciais e, como nos diz Seligman, os grupos primitivos africanos, por uma divisão mais
simples são: Hematitas e Semitas de origens comuns; os negros propriamente ditos; os
Boschimanos e Hotentotes denominados conjuntamente de Khoisans e os Negrilios, que
possuem caracteres bastantes distintos.

Os Hamatitas, também chamados de Kamitas, compreendem dois grupos:


1) – Os Orientais-Egípcios, os Bedjas, os Berberin ou Núbios, os Gala, os Somali, os
Danakil, grande parte dos negros abissínios são mestiços de Semitas e Negros;
2) – Os Setentrionais compreendem os Berberes, os Líbios, os Taureg, os Tebu, os Peuhl ou
Foulah e os Guanches, já extintos ( Ilha das Canárias ).

Os Semitas são os norte-africanos de origem árabe de difícil estudo pela intensa fusão com os
Kamitas, devendo-se notar ainda um novo grupo o Sephardim, que é uma conseqüência da mistura de Semitas, Kamitas e Judeus europeus.

Os Boschimanos, o homem da selva do holandês, de origens étnicas muito discutidas, não são também verdadeiros Negros, considerados por muitos como
sobreviventes de uma raça pré-histórica, de costumes muito primitivos vivendo em cavernas e arvores como abrigo tosco.

Os Hotentotes, resultantes, parece, da mestiçagem de Boschimanos com Kamitas, povos pastores.

Os Negrilios ou Pigmeus, são os anões da África, já cantados por Eródoto, de pele avermelhada ou amarelo escura.

Os Boschimanos, Hotentotes e Negrilios, parecem ser os mais antigos habitantes do Continente Negro e, hoje, apresentam-se como os sobreviventes de uma
estranha raça pré-histórica desaparecida. Sobre os Negros, velhas lendas os davam como vindos do Oriente, de onde se derramaram no Continente Africano,
em varias migrações sucessivas. A mais recente dessa migrações são os Malgaches, originários da Indonésia, o que parece confirmar a hipótese de Delafose,
de que a origem dos Negros na estaria na extremidade sul-oriental do Continente Asiático.

Essa asserção colabora com as afirmativas da tradição Rosacruz.

Para nosso estudo, as áreas culturais que merecem maior atenção por sua influencia na formação étnica religiosa e social do Novo Mundo, são:
Área do Congo: que compreende toda a bacia do rio Congo e é habitada por povos da língua Bantu, também chamada área Hylaeana – é a zona da
linguagem do tambor, a vida religiosa é de grande complexidade, sendo Zàmbi o grande Deus que toma vários nomes conforme as regiões; Sub-area da
Guiné – São suas culturas as consideradas mais típcas africanas. Foi essa região que forneceu maior numero de escravos ao Novo Mundo. A sua linguagem é
do grupo Sudanês e a densidade de população é imensa, sendo bastante complexa a vida social-econômica. Lá existiram grandes reinados, como o de Benin,
Daomei, Ashanti. Seu campo mitológico-religioso é muito rico, principalmente os dos Yorùbá ou Nagò, dos Ewe.

Através da mitologia, vamos mergulhar em velhas concepções mediterrâneas da mitologia greco-romana e sistemas místicos egípcios e assírios-
babilônicos.

A organização religiosa compunha-se de um sistema de divindades- os Òrìsàs - (Orixás), forças despersonificadas, e de um sistema iniciático bem
característico.
Constitui esta área uma das mais evolutivas da África, nada ficando a dever às velhas civilizações; Área do Sudão Ocidental: - De grande importância para
nós do Brasil, pois, desta zona é a importação da Cultura Male. É a área de cultura fronteiriça, assinalada pela fusão das culturas maometanas e aborígines.
Floresceram nela impérios famosos, como o de Songoi, Lentouana, o dos Mandingas ou Malí e de Ghana. Sua religião é um misto de islamismo com religião
dos naturais.
Na África existem representantes de diversíssimos padrões de cultura. Lá vivem não só os sobreviventes das velhas civilizações, como contingentes
misteriosos, cujas origens ainda não foram definitivamente esmiuçadas. Por isso, não sabemos se os primitivos lá existentes, são indivíduos colocados nos
inícios da evolução cultural, ou se seriam elementos regredidos de civilizações desaparecidas.
E não foram pesquisadores como o padre Schimidt, descobrir o monoteísmo primordial “Urmonotheismo” em grupos humanos, os Pigmeus que eram
considerados os mais atrasados da civilização africana.
Concluímos, então, pelo sucinto exposto que o habitante da África não é um selvícola que vive a esmo em florestas tropicais, mas que forma em seu
conjunto uma cultura poliédrica expressa em suas facetas religiosas.

Enquanto esse movimento cultural se processava na África, a América se povoava com os remanescentes lemúricos e posteriormente atlantas nela se
desenvolveu civilizações que, por sua grandeza em monumentos, lembra o Egito.
Toltecas, Astecas e Maias, demonstraram seu grau de cultura por época do redescobrimento da América. Suas pirâmides de tal forma são orientadas que
exalaram o conhecimento de astronomia que possuíam seus mentores, conhecimentos estes confirmados pelas inscrições zodiacais, em pedra, mais tarde
estudadas.

A costa do Pacifico é rica em detalhes deste gênero, onde o estudioso encontra um reino de pesquisa. A Ilha da Páscoa, ao largo do Chile, leva a confusão
aos mais hábeis decifradores, já por seus monumentos, pelos costumes do povo, caracteres raciais que diferem por completo dos aborígines da costa chilena
e do culto povo conhecido por Inca no Peru, onde a civilização chegou a um apuramento apreciável. Pode-se afirmar que a América, ao tempo de Colombo,
era toda habitada, ora por grupos compactos de grande densidade demográfica, ora por pequenos grupos tendo a orla litorânea maior numero de habitantes,
embora esparsos. O grau de cultura era variável, desde os conhecimentos superiores nos impérios citados até a mais rude condição de vida.
Mas, de uma maneira geral, o nativo americano tinha a crença em um Deus. Alguns admitiam uma trindade superior e a imortalidade da alma e nas suas
manifestações, após o desencarne, para os que se encontravam ainda na matéria.
A prática mediúnica era evidente em seus feiticeiros, pajés, que se portavam como verdadeiros oráculos.
Este era o estado geral dos habitantes americanos na época dos descobrimentos.
A América é invadida pelo europeu de pele clara, em diversos pontos. Formaram-se colônias em varias zonas do território, sendo o Brasil colônia do Reino
de Portugal.
Havia necessidade de progresso nas colônias para compensar economicamente as despesas feitas para mantê-las. A colônia devia produzir e dar lucro para o
colonizador.

ESCRAVIDÃO:
- Escraviza-se o homem da terra – o índio americano, -
como o chamavam. Porém, este não se adaptou ao estado
de coisas, mesmo muitas campanhas foram levantadas,
tendo a frente padres jesuítas, contra este tipo de
escravidão.
Surge um recurso, o negro do Continente africano, e
com ele, um rendoso tráfico. Infiltra-se no Brasil mais
um tipo racial alem do branco usurpador da terra e o
dono da terra. Traz o negro, de origem quase na
totalidade Sudanês e Bantu, consigo, o ritual e
conhecimentos místicos de suas paragens.

E, aqui, em nossa Pátria, ouve-se , pela primeira vez,


quem sabe, o “tan-tan” africano. Combate o branco o seu
ritual, proibindo tais manifestações e, mais uma vez, os
jesuítas intervém permitindo os seus trabalhos,
procurando ao mesmo tempo apresentar, através da
catequese, um único Deus. Assim, traduz-se o termo Òrìsàs por santos, em similitude ao santo católico, datando daí, a confusão entre o santo católico e
Òrìsàs Nagò. E, mistura dos dois rituais: Católico e Nagò-Jèje, notando-se, nas primeiras épocas de colonização, santos católicos entronados em mesas de
Batuque (Batukàjé). O São Jorge passou a ser o Ògún ou Òsóòsi (Oxossi) e a confusão continuou, não que o Negro iniciado não soubesse suas diferenças,
porém, aceitou por necessidade. Tanto que, se por cima de uma mesa tosca havia uma estátua de um Santo Católico, por baixo estava o “fetiche”do Òrìsà
Africano – o “Etá ou Otá”.
O Africanismo impuro, por influência do Catolicismo traz, simultaneamente, para as suas fileiras, as tradições religiosas do aborígine brasileiro, surgindo
culto especiais, formando dois grupos distintos: o daqueles que admitiam, em suas reuniões, somente manifestação de Òrìsàs, lutando pela pureza dos ritos
iniciais e, o dos que também aceitaram manifestações de outras “Entidades Espirituais – os Egunguns”.

Estas reuniões de culto Afro-Ameríndio-Católica, tomaram várias denominações tais como: na Bahia, - “Candomblé” deturpação por extensão do termo
que se referia às grandes festas anuais do Africanismo; os “Encantados de Caboclos, onde o misto é mais nítido; “Cabulá”, Sociedade Secreta de
Componentes Bântus, que teve o seu apogeu com o “13 de Maio”, entrando rapidamente em declínio e, atualmente, quase extinta; no nordeste brasileiro,
“Xangô” – onde a dosagem da cultura ameríndia é bem maior; no norte do País, o “Catimbó”, com influências da magia mediterrânea, com seus bonecos de
cera e a aceitação de manifestações, por médiuns (aves), de espíritos de “animais desencarnados”, como o da “Cobra Grande”( sem levarmos em
consideração o símbolo esotérico da nossa “Boi-Açu”); No Rio de Janeiro, “Macumba”; no Rio Grande do Sul, “Batukàjé”, mais conhecido por “Batuque e
Toque”.

O sincretismo continua em sua marcha, mas, nos dias de hoje é indevido, por este imenso Brasil, nas mais variadas formas e percentagens de misturas. É o
período preparatório, de confusão, de adaptação, descambando em vezes para a involução de processos espiritualistas, depois de um apogeu em Cristo.

O sopro evolutivo chega. A massa se agita e surge um movimento renovador. É a “UMBANDA”, o renascimento dos velhos princípios, titubeantes ainda,
mais a névoa já é menor. A codificação; é pouco. Escrevem-se “livros”de doto gênero. Nova confusão. O neófito perde-se na entrada do “Templo”.

Concorrem as diversas correntes espiritualistas, os ramos de uma árvore, quer através de suas obras ou de seus membros, para reerguer as velhas tradições,
concretizando-as na “Umbanda”, provocando um movimento de caráter nitidamente evolutivo e sem fanatismo.
“A “Umbanda” não é espiritismo, esoterismo,teosofia, mentalismo, como muitos julgam. Ela é tudo isso e muito mais: é também magia.
De suas origens se deduz que ela é conhecimento (Magia), sob aspectos básicos de filosofia, ciência e religião.
É FILOSOFIA, porque estuda os problemas gerais relativos aos sumos princípios de interpretação do Cosmos e a intuição universal da realidade em que
se fundamenta. Admite uma única Lei. A lei de Umbanda, a da causa que é o próprio efeito, a realidade única indefinível, Olorun (Deus).

É CIÊNCIA de experimentação empírica, porque estuda racionalmente os fenômenos de ordem psíquica e física, comprovado pela experiência suas Leis.
Tem como meio de pesquisa os métodos e processos da Psicologia, Psicanálise, dos estados Anímicos, Mediúnicos e Mentais; do Magnetismo, Hipnotismo,
Matemática, Química, Física, Botânica, Zoologia, Geologia, Arqueologia e das demais ciências chamadas Acadêmicas e Herméticas.

É RELIGIÃO, porque mantém “um culto” e uma liturgia baseada em “símbolos” com caráter : “MONOTEISTA” por venerar somente um Deus, em
Espírito e Verdade, não passível de representação; NATURAL, pela consciência do mundo com as forças que o impulsiona; MORAL, pela consciência do
ser em si mesmo, das idéias de progresso espiritual; REDENTORA, pela consciência em Deus, quer por abstração negativa, como Buda, quer por abstração
positiva, como Jesus Cristo.
A “Umbanda”é, pois, a religião da “natureza”, da “moral” e da “redenção”. Segue os ensinamentos de Jesus Cristo, condensados em seu único mandamento:
“Ama o próximo como a ti mesmo, para que possas amar a Deus acima de tudo”.
Não é nova a revelação, porque a revelação é Una é o pensamento através do tempo, expresso em conhecimentos.
DEFINIÇÃO : Definiríamos a Umbanda como: “O CONJUNTO DOS CONCEITOS E PROCESSOS DE ORDEM FILOSÓFICA, CIENTÍFICA E
RELIGIOSA, COM A FINALIDADE DE EVOLUÇÃO MATERIAL ESPIRITUAL DAS FORÇAS INTRÍNSECAS E EXTRÍNSECAS QUE REGEM O
HOMEM”.

103.1.2.4 - UMBANDA UNIVERSAL E MATER


O caráter de “Conhecimento, Revelação e Tradição”, assegura à “Umbanda” sua “Universalidade” nos diversos matrizes da “Filosofia, Ciência e
Religião”:
É o que se conclui, por dedução do que nos conta a sua origem.
É a “Mater Filosofia-Ciência-Religião” una em seu trino aspecto básico, fonte primitiva de “Quando o Mundo não era Mundo”, de onde brotam, através dos
tempos, os atuais “Conceitos Universais”.

103.1.2.5 - UMBANDA NO BRASIL:


Embora a Umbanda seja universal, a sua exteriorização vária com o povo que a prática.
Já no tempo histórico, em nosso “Arabutã” (Brasil), existe uma forma de Umbanda que iniciou em “13 de Maio de 1500”, com a primeira missa rezada pelo
Frei Henrique de Coimbra. Assim, reporto-me porque foi o ponto inicial, quem sabe, da assimilação litúrgica pelos nativos, por imitação e por mímica, sem
conhecer o significado oculto do “Gesto” ante o altar e a cruz..
Habitava, por essa época, a nossa terra, o seu dono, por posse e assentamento, o “aborígine brasileiro”, os “brasis”. Chega o branco ao Continente Sul-
Americano, ávido de riqueza e de retorno a sua Pátria, mas termina se fixando no novo “Habitat”, mesclando seu culto religioso com os do ameríndio.

Por escravidão, aportou às plagas brasileiras, o Negro, proveniente dos mais variados rincões africanos e, aqui, mistura seus ritos, que já não eram puros na
origem (África), com os do “Índio brasileiro” e o homem importado.
Com três raças em contato, com três culturas se beirando, era fatal a troca, o sincretismo, e foi o que aconteceu lá pelos idos das primeiras colonizações pelas
sucessivas levas de Negros.

Os vários cultos africanos se “amalgamaram” a princípio, entre si, e depois com as religiões brancas :
Catolicismo e espiritismo. (nota de Ocipalede: amalgaram-se também, com a do ameríndio-cabôclo). De modo que temos, em ordem crescente de
sincretismo :
l) Jèje-Nagò (nota de Ocipalede: ambos de origem Sudanês).
2) Jèje-Nagò-Muçulmi ( nota de Ocipalede: Negro de cultura Árabe).
3) Jèje-Nagò-Bântu ( nota de Ocipalede : outro grupo lingüístico e pobre em rituais).
4) Jèje-Nagò-Muçulmi-Bântu;
5) Jèje-Nagò-Muçulmi-Bântu-Ameríndio;
6) Jèje-Nagò-Muçulmi-Bântu-Ameríndio-Espírita;
7) Jèje-Nagò-Muçulmi-Bântu-Ameríndio-Espírita-Católico.

O sincretismo continuou, estendendo-se por todo o País.

Outras correntes de pensamentos chegaram, como a Teosofia, o Protestantismo e o Rosacrucianismo, para enriquecer o manancial de conhecimento
litúrgico da Umbanda Brasileira, por assim, chamar, pois de fato, a não ser didaticamente, não há distinção da Umbanda Universal, já que a “Umbanda e
Una”, sendo, apenas polimórfica.

Não há dúvida de que “Ela é Sincrética; faceta brasileira, com “nada de seu”, porém, por sua origem “Universal e Mater”, “tudo” lhe pertence, como até o
próprio nome, que de fato lhe é exclusivo.

A Umbanda, atualmente, já superou a fase de “recolhimento”, isto é, superou a fase sincrética, a fase involutiva, com retorno à processos, por vezes arcaicos,
calcados em rituais bárbaros, sem fundamento “Esotérico”que se perdeu no “Tempo”. O fato geral: “perde-se o “ensinamento e fica-se com o ritual”. ( Hoje,
em pleno século XXI, vejo como grande inimigo da Umbanda, a essa coisa que estão criando, como, um novo culto em substituição da Umbanda, que é para
Entidade Èsú, outorgando-lhe poderes indevidos, como sendo, superior, igual aos demais, Caboclos Òrìsàs.).
Despontando a aurora do conhecimento esotérico no meio umbandista, a “alfa da evolução”, nos indicando a senda do ecletismo, requer, ao trilha-la, por
eliminação, por expurgo e por substituição, as formas menos espiritualizadas pela “estabilidade”espiralada da evolução que é a “própria Umbanda” no
ecletismo da revelação e da seleção, na aquisição de conhecimentos filosóficos e científicos. Eis, pois, a meta da Umbanda no Brasil : “O ecletismo universal
evolutivo”.
103.1.2.6 - FUNDAMENTOS DA UMBANDA (A LEI):
INTRODUÇÃO:
A mediunidade e a filantropia são atributos individuais, intrínsecos do “Homem” e independentes das correntes de pensamentos a que pertença.
As vestes brancas, em reuniões espirituais, são usadas através dos tempos.
Freqüentar reuniões umbandistas, qualquer pessoa poderá fazer, levada por inúmeros motivos, tais como, a curiosidade ou a necessidade de bálsamo para
sofrimentos físicos ou Morais, etc...

Alguns fazem como certos prosélitos de outros cultos, e a exemplo, citamos Católicos que dizem: “sou Católico mas não aceito a confissão nem comunhão”.
Estes, certamente não são Católicos. O Católico é aquele que segue os mandamentos de Moisés, chamados “Mandamentos de Deus e os Mandamentos da
Igreja Católica Apostólica Romana”.

Exercer, portanto, a mediunidade e a caridade, freqüentar reuniões umbandistas, usar vestes brancas e ter restrições aos “Fundamentos da Umbanda”, não é
ser “umbandista”. E sim, quem poderia afirmar, simpatizante. Porque, umbandista consciente, é aquele que aceita os “Fundamentos” emanados dos
básicos aspectos:

“Filosófico, Científico e Religioso da Umbanda”.

Só assim têm sentido a frase:

“Sou Umbandista”, “Sou da Lei”.

A Umbanda fundamenta-se:
“UNA, TRINA E SEPTENARIAMENTE”.
“FUNDAMENTO UNO” – A Umbanda possui um único fundamento, que é a sua LEX, aquela CAUSA é o PRÓPRIO EFEITO, DEUS- OLORUN, A LEI
DE DEUS, A LEI DA UMBANDA.
“FUNDAMENTO TRINO” – É o seu fundamento básico, a Lei do Uno, desdobra-se em três complementares, que em linguagem hermética são:
“ARQUÉTIPO - MACROCOSMO – MICROC”SMO".

Obs.: Para serdes um “iniciado”, tendes de conhecer a Deus, a Natureza e o Homem”.


De Deus são os “PRINCÍPIOS”.
Da Natureza são os “Fatos”.
Do Homem são as “Leis”.

Conseqüentemente, a Umbanda fundamenta-se trinamente:

Em Deus, o “Arquétipo”.
Na Natureza, o “Macrocosmo”.
No Homem, o “Microcosmo”.

“FUNDAMENTO SEPTENÁRIO”- O septenário é o número universal por encerrar os demais. Sete são os Fundamentos da Umbanda. Sete é a soma do
Ternário com Quaternário. E isto, quer significar: a soma dos Princípios, dos Fatos e das Leis: Assim a Umbanda se fundamenta:
1) Na existência de Deus;
2) Na pluralidade dos Mundos;
3) Na pluralidade dos corpos do homem e a existência do espírito;
4) Na pluralidade das Entidades Espirituais;
5) Nas linhas de Umbanda;
6) Na evolução da forma e do Espírito:
7) Na ética entre os entes.

103.1.2.6.1 - PRIMEIRO FUNDAMENTO:


DEUS
Deus é um “ENTE” indefinível, primitivo, conceituado pela
mente que admite. Definir Deus é dar-lhe atributos
antopomórticos. Em nossa humanidade dividida
encontramos: Os “Teistas”, que aceitam Deus e estão
distribuídos em:

Monoteísta, que admitem um Deus.


Politeísta, que aceitam a existência de muitos Deuses.
Os Ateístas, que pregam a não existência Deus.
Os Agnósticos, que declaram a não compreensão de Deus pela inteligência.

Esotericamente, Deus é um “ENTE CÓSMICO”, que em sua atividade se exterioriza sob três aspectos distintos, que são harmônicos e simultâneos.

É o fenômeno da “Unidade na Trindade, e a Trindade na Unidade”, que se desdobra nos “Sete Espíritos Governantes Cósmicos”e que são os “Sete Òrìsàs
Maiores” (Orixás), os “Sete Mundos”.
A Umbanda é Monoteísta, admitindo Deus Uno e Trino, e sua consequência Septenário e, somente Ele é passível de adoração, por abstração, sem
representação, nem mesmo por símbolos.

103.1.2.6.2 - SEGUNDO FUNDAMENTO


PLURALIDADE DOS MUNDOS
A doutrina da pluralidade dos mundos é, atualmente, de
caráter quase universal. Todavia, nem sempre foi assim, pois
muitas das filosofias e religiões, que ainda hoje existem,
afirmavam a sua unidade, cujo centro seria a nossa
“acanhada” Terra. Com a evolução do entendimento
filosófico e as conquistas da ciência, os conceitos também
progrediram e, hoje, nas elites pensantes do planeta, discute-
se a habilidade de seres em outros mundos físicos, os seus
aspectos e os seus graus de inteligência. A Umbanda,
nitidamente evolutiva, para ser redundante, conclama com a
“ciência acadêmica”a pluralidade física dos mundos –
mundos da forma – e, com a ciência esotérica aceita a sua
pluralidade hiper e infra-física.

Quanto a forma, a ciência atual costuma classificar os


Cosmos, em “quatro ordens de universos”:
O de primeira ordem, que é o constituído pelo nosso
“Sistema Solar”, ou por sistema análogos em outras estrelas
que não o “Sol”e, em cada galáxia (com seus planetas,
satélites, cometas, asteróides, meteoritos e poeiras);

1. O universo de segunda ordem, é aquele de cada galáxia semelhante a nossa


Via Láctea. É, pois, constituído por miríades de estrelas e suas coortes de
astros;
2. O de terceira ordem, é o dos cúmulos de galáxias ou hipergaláxias;
3. O universo de quarta ordem, é formado pelos cúmulos do hipergaláxias.
Assim. O Cosmos é o conjunto de universos, implicando na noção de
“Cosmos Finito”como já o afirmava “Finstein”e, para acentuar a noção
compreenda-se sua expansibilidade.
4. O Cosmos, na pluralidade dos mundos, é “Finito” e está em “Expansão no
Espaço” através do “Tempo”.
A Umbanda entende a pluralidade dos mundos, partindo da compreensão de
“Deus como o Absoluto”, por existir, independentemente de qualquer
condição, sem atributos, nem limites.

Primeiro plano Cósmico: No entanto, partindo do conceito de “Espaço Total”,


conjunto de mundos e, de “Tempo Total”, por correspondência e abstração,
depreende-se uma relação, “Um Ente Deus”.
Segundo plano Cósmico: A Divindade Cósmica, passando pela Trindade se
desdobra em “Sete Universos”.
Terceiro plano Cósmico: Cada um destes Sete Universos, com sua Divindade
Regente trina, também é septenária, formando, por sua vez, Sete Universos.
Quarto plano Cósmico: Estes universos, com seu Regente Divino, se desdobram em sete universos de quarta ordem, como os denomina a ciência
acadêmica, na “Unidade e na Trindade”.
Quinto plano Cósmico: Segue-se, a condensação dos universos de quarta ordem, em sete universos de terceira ordem.
Sexto plano Cósmico: Cada um dos sete universos de terceira ordem se desdobram, depois do Uno-Tríplice, em outros sete universos de segunda ordem.
Sétimo plano Cósmico: Os universos de segunda ordem, transformam-se, na decida para a matéria, em sete universos de primeira ordem, ou sistemas
solares que são os de maior densidade e de maior extensão.
Estamos na presença do nosso Universo! O sistema Solar, com sua cadeia de planetas, que esotéricamente são sete, considerando-se o satélite da Terra, a
Lua, como tal e, formando, assim, “Sete Planos”, que são:

1ª) Mahaparanirvánico, Adi ou Mundo de Deus;


2ª) Paranirvánico, Anupadaka ou Mundo dos Espíritos Virgens;
3ª) Nirvánico ou Atímico ou Mundo do Espírito Divino;
4ª) Buddhico, Intucional ou Mundo do Espírito da Vida;
5ª) Mental, dos Pensamentos;
6ª) Astral, dos Desejos, Emocional;
7ª) Físico, Material.
O primeiro plano, o ADI, é o da Atividade Divina. O segundo e o Terceiro. São os campos da evolução Hiper-Humana, enquanto que Mental, Astral e o
Físico, são evolução humana e os mais conhecidos pelas religiões e filosofias antigas.
Assim, o Plano Mental corresponde ao Céu ou Paraíso de certas religiões Cristãs, para os muçulmanos e judeus; aos Campos Elíseos dos Gregos, e ao
Devacam dos Hindus.

Nota-se que estes planos, não são como prateleiras, um em cima do outro, mas também “Interpenetrantes”, cuja penetração é do mais evoluído ao menos
evoluído, do primeiro ao sétimo e todos formados por matéria universal, que se gradua de mais densa a menos densa. Sendo a menos densa, a do primeiro
plano e, devido a interpenetração dos planos, que se dá a Deus, o atributo de “Onipresença.

103.1.2.6.3 - TERCEIRO FUNDAMENTO


OS CORPOS DO HOMEM - ESPÍRITO
A constituição do ENTE HUMANO, depende do plano de observação em que se coloque o estudioso e, por isso, o Homem poderá ter um, dois, três sete e
até dez corpos distintos ou veículos.

PRIMEIRO - O HOMEM UNO


1a) Materialistas: Ao contemplar o Homem, com os sentidos ou com instrumentos que o amplie, de imediato, ressalta, através de suas particularidades
físicas e fisiológicas, como sendo este, constituído de matéria do Mundo Físico, e aqueles, que assim se situam, são os que militam na Escola Materialista e
afirmam que o Homem é Uno, apenas composto de elementos químicos, que ao se combinarem formam o seu Corpo Físico e, portanto, o homem seria:
“Uno. Somente Matéria, com um só corpo: O Corpo Físico. Nota-se: Hoje, não se fala em termos de matéria, e sim, em energia, campos energéticos e níveis
de energia. Entretanto, esta Escola mantem, ainda, a sua denominação, talves por tradição.

2a) Espiritualistas Unilateralistas: Os pertencentes a esta Escola Filosófica, com muito poucos adeptos, dizem que o homem é matéria somente na
“aparência”, mas, que de fato, o que há é um erro de observação ou falta de apuramento de nossos sentidos físicos e que, na verdade, o Homem é Somente
Espírito. Esta corrente, que é espiritualista, difere apenas da materialista, por troca dos termos, ou seja, onde se diz matéria, se diz espírito, e nunca na
essência do conceito e, portanto, o Homem seria:
“Uno e, Somente Espírito, com um só corpo: O Espírito”.

SEGUNDO- O HOMEM DUAL:


Algumas correntes espiritualistas, como a dos Católicos e Protestantes, aceitam o Homem como constituído de um “Corpo Físico” onde habita, e um “Corpo
Espiritual, o Espírito”, pertencente a um “Mundo Espiritual, o hiper-físico e, portanto, o Homem seria “DUAL”, formado por dois corpos:

“ESPÍRITO – MATÉRIA – CORPO FÍSICO” .

TERCEIRO – O HOMEM TRINO:


O Espiritismo, em sua filosofia espiritualista, acentuada por Kardec na codificação, dá ao Homem um tríplice constituição:

1ª) O Espírito, pertencente a Mundo Hiper-Físicos;


2ª) O Corpo Físico, elaborado pela matéria do Mundo Físico;
3ª) O Corpo Perispíritual, é o Perispírito, ligação entre o Espírito e o corpo material do
Homem e formado por partículas de matéria do Corpo Físico, ou do Mundo Físico, e
por partículas mais ou menos densas, dos Mundos Hiper-Físicos. Portanto, o Homem
seria “Trino”e formado por três corpos: “ESPÍRITO – PERISPÍRITO – CORPO
PERISPÍRITUAL”.

QUARTO – O HOMEM HEPTENÁRIO:


Os teosofistas, hinduístas e algumas correntes espiritualistas, apregoam que o Homem é
composto de sete corpos, que são:

1ª) O Espírito, pertencente ao terceiro plano de nosso Universo, o Nirvánico ou Atmico;


2ª) O corpo Espiritual ou Buddhico, que é formado por partículas do plano Buddhico;
3ª) O corpo Causal, que é composto de partículas do plano Mental Superior;
4ª) O Corpo Mental, cuja composição é a constituição do plano Mental Inferior;
5ª) O Corpo Astral, formado de matéria do plano Astral;
6ª) O Corpo Etéreo, formado pela matéria etérea do plano Físico;
7ª) O Corpo Físico, formado pela matéria do plano Físico.

QUINTO – O HOMEM DECENÁRIO:


Os espiritualistas rosacrusianos, em primeiro lugar, fazem distinção entre “Mente”e “Alma”e
consideram o Homem como composto de Dez Princípios. Afirmam que o Homem é um
Tríplice Espírito, possuidor de uma Mente, que comanda um Tríplice Corpo, que gerou uma Tríplice Alma.
O Tríplice Espírito seria:
1ª) O Espírito Divino, o espírito em si, pertencente ao plano Nirvánico;
2ª) O Espírito da Vida, constituído e pertencente ao plano Intucional ou Buddhico;
3ª) O Espírito Humano, composto e pertencente ao plano Mental Superior.

A Mente, que pertence a região inferior do plano Mental, é constituída de seu material e forma um elo entre o Tríplice Espírito e os Três Corpos.

A Tríplice Alma, que é emanação do Tríplice Corpo, seria:

1ª) A Alma Consciente;


2ª) A Alma Intelectual;
3ª) A Alma Emocional, todas pertencentes e formadas pela matéria do plano Mental Inferior.

O Tríplice Corpo, emanação do Tríplice Espírito, seria:

1ª) Corpo Astral, formado e pertencente ao plano Astral;


2ª) Corpo Etérico, (Duplo etérico) composto e pertencente a região Etérea do plano Físico;
3ª) Corpo Físico, constituído e pertencente ao plano Físico tangível pelos sentidos comuns.

O ESPÍRITO:
Todas as correntes de pensamentos, a não ser as materialistas, são acordes, que no Homem há um “Espírito”.
A Umbanda segue a recíproca de Hermes – “Como em baixo assim é em cima”, - “Assim como é o “Microcosmos é o Macrocosmos”.
A Gênese ( primeiro, v.26) diz: “O Homem foi feito à imagem e semelhança” de seu Criador. Embora seja uma afirmativa pretensiosa, o termo semelhança
deixa uma distância incomensurável, podendo ser aceito com restrição e, então, como Deus, o Homem Trino em sua atividade, e Septenário em seu
Universo.
O Homem é uma “Consciência Encarnada” em um Universo Mutável ( os seus corpos mortais), onde se manifesta trinamente como: “Vontade – Amor –
Inteligência”.
A Umbanda aceita o “Espírito Uno e Trino” em seu Universo Septenário na pluralidade dos Corpos do Homem.
IMORTALIDADE: Resta saber, se o Espírito Humano é mortal, se parece na transformação da matéria por absorção em seu plano, ou se é Imortal? Os
materialistas, como não poderia deixar de ser, nem cogitam do assunto, pois para eles, só há existência material. As demais correntes, todas espiritualistas,
afirmam a Imortalidade do Espírito, fazendo coro com elas, a Umbanda.

MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO:
Os espiritualistas não estão acordes com a manifestação do Espírito fora da matéria, quer quando encarnado, quer após o desencarne. Para alguns, o Espírito
quando fora do Corpo Físico, jamais se manifesta.
Outros, só admitem, sua manifestação após o desencarne e, assim, formando dois grupos: “os que aceitam sua manifestação SEM interferência de
intermediários ( médiuns), e os que admitem a manifestação do Espírito Humano COM ou SEM intermediários ( médiuns)”.
Porém, encontramos outra classe que embora aceitam a manifestação do Espírito com a dependência ou não do médium, só admitem esta comunicação,
quando o Espírito for desencarnado, ou melhor, quando já não possua “Corpo Físico”.
Poder-se-ia, ainda, inserir uma nova classificação na daquelas que aceitam a manifestação só do Espírito Humano e outros que acreditam na manifestação do
Espírito Humano e outros Entes Espirituais.
A Umbanda aceita a manifestação do Espírito Humano, sem nenhuma restrição, bem como, de outros Entes Espirituais.

A REENCARNAÇÃO:
Como conseqüência de existência e imortalidade do Espírito Humano, nasce o problema dos renascimentos ( reencarnação).
Correntes há, como a Católica e a Protestante, que apregoam, que o Espírito uma vez descarnados, não mais volta a ter Corpo Físico.
Mas, a corrente mais numerosa entre os espiritualistas “é a dos rencarnacionistas”. Também, aqui, encontramos divergências , porque alguns se situam na
admissão de reencarnações, “somente em seres da mesma evolução”, ou seja, “que o Espírito Humano reencarna só na forma Física Humana”. Acontece,
que outros assim não entendem e afirmam “que o Espírito Humano pode reencarnar em outras formas Físicas menos evoluídas”, tais como, a dos animais.

A Umbanda situa-se entre os que só admitem a reencarnação na forma Humana.


Nota: Espiritualismo é crença na existência do Espírito Imaterial, oposto ao materialismo. O Espiritualismo é a base todas as Religiões. Assim, espiritualista
é aquele que acredita que no Homem, nem tudo é matéria, o que de modo algum, implica na crença da manifestação dos Espíritos.

Todo Espírita é, necessariamente, Espiritualista. Põem, se pode ser Espiritualista sem ser Espírita. Claro está, que o Materialista não é nem um nem outro.
Espiritismo é, pois, a “doutrina” fundada sobre a crença na existência dos Espíritos e em outras manifestações. O seu adepto denomina-se Espiritista, palavra
que não foi consagrada pelo uso, empregando-se em seu lugar o termo Espírita.
A Umbanda “NÃO” é Espiritismo, embora contenha os seus ensinamentos não se limita a Eles. Estuda, também, a natureza de “Entes Espirituais não
Humanos”.

103.1.2.6.4 - QUARTO FUNDAMENTO


PLURALIDADE DAS ENTIDADES ESPIRITUAIS
É conceito firmado em quase todas as Religiões, a existência de Entidades Espirituais, umas acima e outras abaixo, da escala evolutiva do Homem. Há nessa
cadeia, Entidades Sublimes, pelas suas perfeições, que formam uma verdadeira Hierarquia Espiritual, que cuidam e guiam a evolução de “Entes” em estágios
inferiores aos seus.

Para nosso estudo, entende-se como ‘Entidades Espiritual”, todo o “Ente”que não mais possua seu Corpo Físico, ou que nunca o teve.