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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

CIÊNCIA AMBIENTAL

SOLOS PARA ESTUDOS AMBIENTAIS


ALEXANDRA RAMIRO ROUPA

ATIVIDADE PRÁTICA

Análise Granulométrica
O solo é constituído de partículas minerais de diferentes tamanhos denominada
como frações granulométricas. A textura do solo corresponde à proporção relativa das
frações granulométricas existentes em um solo, ou seja, o quanto se tem de areia, silte e
argila em uma amostra de solo.

Consiste na propriedade física do solo que menos sofre alteração ao longo do


tempo. Possui tamanha importância na irrigação pois tem influência direta na taxa de
infiltração de água, na aeração, na capacidade de retenção de água, na nutrição, como
também na aderência ou força de coesão nas partículas do solo.

Uma fração granulométrica representa uma classe de tamanho de partícula, que é


definida por um limite superior e um limite inferior de acordo com a escala adotada. As
partículas de uma mesma classe ou fração granulométrica podem variar quanto à forma,
estrutura e composição química, podendo ser cristalinas ou amorfas. É importante
quantificar a fração no solo pois influencia na retenção, movimento e disponibilidade
de água, arejamento, disponibilidade de nutrientes, resistência à penetração de raízes,
estabilidade de agregados, compatibilidade dos solos e erodibilidade.

FRAÇÃO DIÂMETRO
Areia Grossa 2,0 - 0,2 mm
Areia Fina 0,2 - 0,053 mm
Silte 0,053 - 0,002 mm
Argila < 0,002 mm

Frações Granulométricas

Areia - áspera, solta, grãos simples, não plástico, não pegajosa, não
higroscópica, não coesa, CTC baixa e minerais primários: quartzo.

Silte - sedosa, ligeira coesão, poros intermediários, CTC baixa e minerais


primários + secundários.
Argila - plástica, pegajosa (úmida), dura e coesa (seca), higroscópica, CTC alta,
poros pequenos, expansão e contração, forma agregados, minerais secundários: 1:1; 2:1
e óxidos.

Natureza química e mineralógica das partículas

Areia e Silte

Semelhantes quanto química e mineralogia. Afeta o intemperismo, a formação


de solos e o comportamento químico influencia a natureza mineralógica dos
argilominerais.

Argila

Minerais de natureza secundária. Possíveis minerais a serem formados: variável


conforme condições ambientais de cada região e grande influência nas propriedades
químicas e físicas associadas com fenômenos de superfície.

Análise Granulométrica

As partículas sedimentares apresentam dimensões com variabilidade muito


elevada. A análise das dimensões das partículas é importante pois que permite deduzir
indicações preciosas, entre outras, sobre a proveniência, sobre o transporte, e sobre os
ambientes de posicionais.

A análise granulométrica de um solo consiste na determinação do tamanho das


partículas que o constituem e na sua distribuição em determinados intervalos. Trata-se
de uma característica de extrema importância na determinação das propriedades físicas
de um solo, com aplicações práticas, entre outros, nos seguintes campos: Estudos de
drenagem; Estudos de erosão; Adsorção de nutrientes e pesticidas.

Os principais métodos de análise granulométrica dos solos são o Método de


Pipeta e o Densímetro. O método de pipeta baseia-se na diferença da velocidade de
sedimentação entre partículas de diferentes dimensões. A dispersão da amostra de solo é
fundamental na análise granulométrica.

Esta etapa é realizada mediante o uso de uma combinação de processos químicos


e desagregação mecânica. A dispersão química é baseada, fundamentalmente, no
incremento da repulsão das partículas em resposta à elevação do seu potencial zeta. Este
processo é normalmente realizado pela saturação do complexo de troca catiônico com
Na, pelo incremento das cargas negativas em resposta ao aumento do pH e pela
diminuição da concentração de eletrólitos na solução, provocando a precipitação de
compostos de Al ou Ca, segundo o cátion predominante no complexo de troca - esta
última característica leva à escolha do dispersante químico a ser utilizado: hidróxido de
Na ou hexametafosfato de Na, respectivamente. A dispersão mecânica pode ser
realizada por agitação rápida, agitação lenta ou ultra-som.
Etapas da análise granulométrica

Pré- tratamento - Finalidades: Remover os agentes cimentantes estabilizadores


da estrutura do solo, individualizando as partículas primárias, manter a argila em
suspensão aquosa estável durante o decurso da análise granulométrica.

Principais agentes cimentantes: Matéria orgânica; Óxidos de ferro e de


alumínio; Carbonato de cálcio; Cátions floculantes: cálcio, magnésio e hidrogênio.

Dispersão da amostra - A remoção dos agentes cimentantes e a dispersão da


amostra de solo é realizada empregando métodos físicos e/ou mecânicos tais como:
Agitação, ebulição em água, tratamento químico (dispersão com compostos de sódio:
hidróxido de sódio, hexametafosfato de sódio).

Métodos de análise - Determinação da Classe Textural pelo Método do Tato


(depende da experiência prática do observador). Análise Laboratorial do Tamanho das
Partículas; Peneiragem ou Tamisamento: empregado para obtenção de terra fina e das
diferentes classes de areia; Sedimentação: empregado para obtenção da fração argila.

Em se tratando da estimativa do tempo de sedimentação da fração silte,


restringindo a porção superior da suspensão às partículas de argila, utiliza-se a Lei de
Stokes.

Lei de Stokes

Em 1850, G.G. Stokes determinou três fatores que afetam a velocidade final de
partículas caindo através de um fluído, definindo uma fórmula conhecida por “ Lei de
Stokes”. Os três fatores são: diâmetro da partícula (a velocidade final de sedimentação
de uma partícula em fluído é proporcional ao quadrado do diâmetro da partícula),
diferença de densidade entre a partícula e o fluído (quanto maior a diferença entre a
densidade da partícula e a do fluído mais rápida a sedimentação), e viscosidade do
fluído (a velocidade de queda de uma partícula é menor quanto maior a viscosidade do
fluído e a viscosidade da água aumenta à medida que a temperatura cai).