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Corpos discursivos: Gênero na literatura e na mídia.

ST 4
Gustavo Espíndola Winck
PUCRS
Palavras-chave: Gênero, mídia, ideologia

Entrar na mídia para sair da média: Considerações sobre gênero, mídia e ideologia

I. Primeiras considerações

“Mídia”, a partir de suas origens etimológicas, remete-nos ao latim medium, que é a forma
substantiva do adjetivo medius: o que está no meio, no centro (Ferreira, 2004). Melhor e mais atual
definição não há para esta quase-entidade, detentora de avassalador poder e centralidade na vida das
pessoas como nunca se havia visto. Ao contrário de seus nobres propósitos originais, estamos hoje
todos(as) ao seu redor, periféricos ao imenso epicentro de um terremoto que atinge mesmo àqueles
que, às custas de muito esforço, valentemente dele tentam se proteger.
Não é de hoje que a mídia permeia e invade as nossas vidas, na medida em que o cada vez
maior transbordamento de um mundo midiado deixa transparecer uma nova ordem social de
percepção e de interpretação da realidade. Ademais, foi-se o tempo no qual o acesso ou a interação
com a mídia era simples opção; o mundo globalizado e conectado inaugurou a informação como
principal moeda e instrumento para o conhecimento e o status quo - caracterizando a mídia como a
ferramenta hegemônica e auto-imposta, eleita para representar, simultaneamente, o seu duto de
produção, de circulação e de “escoamento”.
A realidade nos demanda que possuamos a informação, nos demanda a legitimação
“concreta” de nosso conhecimento, nos demanda a necessidade do “pertencimento”: precisamos
inserir-nos na entropia das verdades descartáveis, atualizadas up-to-minute. Na corrida desenfreada
pelo acesso à informação, a mídia cria um novo sonho de consumo, à medida que redefine um novo
“ser” ao humano: pertencer à realidade midiada é quesito básico para não pertencer ao lugar-
comum. No pragmatismo dualista dos estereótipos impressos, radio-difundidos e, principalmente,
televisionados, oferece-se acesso rápido, fácil e indolor à ilusão da felicidade instantânea. O(a)
cliente torna-se instrumento da mídia - e não o contrário - estabelecendo-se um novo paradigma
onde é melhor ser objeto do que abjeto.
Desta forma, quando há uma dicotomização, cada uma das escolhas é mutuamente
excludente da outra, e, em num caminho onde os dois únicos lugares-comuns são pontos de chegada
que estão em pólos opostos, o meio do caminho é lugar-nenhum, é vácuo, é nada. Sendo assim, a
partir da temática proposta, pretendemos realizar uma breve discussão acerca de como são
representados os papéis sociais de homens e mulheres através da mídia brasileira, procurando traçar
um paralelo entre os conceitos de gênero e de ideologia.
Neste amplo e complexo contexto insere-se o gênero, juntamente com seus papéis, suas
relações e suas percepções. Antes de tudo, porém, convém conceituá-lo. Primeiramente, que fique
bem claro que gênero não é sinônimo de sexo. Enquanto o sexo, em uma análise superficial, remete
única e somente à dimensão biológica, o gênero é compreendido a partir da ampla interseção de
elementos inter-relacionados: os símbolos culturais, os conceitos normativos que significam estes
símbolos, as organizações e instituições sociais e a identidade social subjetiva, esta relacionada às
forças históricas e culturais (Scott, 1995; Rodríguez, 2002; Pereira, 2004). Ademais, tanto quanto o
gênero, o sexo também pode ser compreendido como uma construção social e não como uma mera
confirmação pré-determinada já traçada no momento do nascimento, pois pressupõe uma série de
“performances” para que seja socialmente reconhecido e legitimado como representante de uma
categoria ou outra (Garcia, 1998; Femenías, 2003).
O homem, por sua vez, desde criança é bombardeado com uma série de ideais de
masculinidade, através da transmissão de determinados “valores masculinos” preconizados pelo
senso comum, em prol do estereótipo do “machão”, do “homem com H” - de preferência maiúsculo.
A legitimação do empoderamento do homem, assim, coloca a necessidade de produzir algo que
possa vir a justificá-la: para a instituição de um sexo “forte”, deve-se, conseqüentemente, criar um
“sexo frágil” - as mulheres (Saffioti, 1987; Trevisan, 1998; Hennigen, 2004; Giffin, 2005).
Esta dicotomização altamente restritiva não deixa-nos quaisquer outras alternativas, e a
intencional objetividade de seus paradoxos categóricos nos empurram à urgência de um
enquadramento a fim de que, verdadeiramente, sejamos e nos sintamos “alguém”. O gênero que
“passa” na mídia torna-se o gênero socialmente assimilado, o padrão para todos(as) aqueles(as) que
ela atinge sem que reflitam a respeito. Este mesmo gênero, enquanto categoria histórica, também
possui uma série de ramificações que adentram estruturas opressoras e estigmatizadoras há muito
tempo socialmente institucionalizadas e naturalizadas (Saffioti, 1987; Scott, 1995; Petersen, 1999,
Rodríguez, 2002; D’Cruze & Rao, 2004; Strey, 2004b).
Assim, o gênero, flertado em seus flancos mais vulneráveis pela criatividade de oportunas e
perspicazes estratégias de marketing, tornou-se também ponto de referência para o mercado de
consumo. Através da criação de inúmeros estereótipos vulgarizadores da mulher e legitimadores da
assimetria nas relações de gênero, a mídia cumpre o seu (des)serviço. Tal como é representada, a
mulher midiada é um objeto de consumo delimitando poder da mulher à especificidade de seu
corpo. Não é à toa que usa-se a expressão “poderosa” como definição àquelas mulheres
“compatíveis” ao estereótipo do feminino ideal (Strey, 2004a; Hennigen, 2004).

II. Gênero, poder e ideologia: Em quem só um tapinha não dói?

Ao repensarmos todas as questões envolvidas, é possível que a desavisada ingenuidade guie


nossas conclusões em direção a uma naturalização destes fenômenos: ou seja, tomá-los como algo
que “já existe e sempre existiu” - e, justamente por isso, chegarmos à conclusão de que não
precisariam ser refletidos. É este o processo que Thompson (2000) chama de reificação: uma
estratégia para a permanência de determinadas normas, valores e posturas como elementos
contemporâneos, justamente por serem consideradas pertencentes a uma tradição “eterna” e, por
esta razão, aceita e justificável.
O profícuo conceito de ideologia, em suas tantas e polêmicas definições possíveis, será
também abordado a partir das postulações de Thompson (2000), assim tornando possível um
interessante ponto de convergência epistemológica a partir da sua proximidade com o próprio
conceito “clássico” de gênero. Conforme o autor, estaremos sempre falando em ideologia quando
estivermos lidando com o uso de formas simbólicas para estabelecer e sustentar relações de poder e
de dominação, assim produzindo e reproduzindo a subjetividade através do relacionamento social -
tal qual ocorre nas relações de gênero (Scott, 1995; Petersen, 1999).
Logo, podemos perceber que gênero e ideologia, enquanto conceitos caracterizadores de
uma “funcionalidade” circunscrita tanto ao âmbito social quanto individual, estão
epistemologicamente interligados: o gênero representa e reproduz a ideologia dominante, ao passo
que a ideologia dominante representa-se e reproduz-se através do gênero - ambos podem ser
entendidos como duas faces de uma mesma moeda. Neste sentido, tanto o gênero quanto a ideologia
são construtos atravessados por um fator que a mídia conhece muito bem, já e tantas vezes por nós
citado: a detenção e o usufruto do poder.
A comunicação é prerrogativa a qualquer processo de mudança social: precisamos,
essencialmente, comunicar e fazer serem ouvidas as nossas necessidades se pretendemos qualquer
transformação. O maior e melhor instrumento popular para isto é justamente a mídia, caso ela
pudesse ser socialmente utilizada em todo o seu poder de alcance e de convergência. Porém, como
exercer a cidadania através de um algo que não é seu? Apenas nove famílias detêm 90% dos meios
de comunicação no Brasil. Desde a Constituição de 1988, todos os meios de comunicação são
públicos, ou seja, não podem constituir-se enquanto oligarquias e precisam servir unicamente à
sociedade, nunca podendo refletir interesses unilaterais ou apresentar suas programações
autoritariamente, de acordo com critérios e motivações pessoais. Realidade e discurso, mais uma
vez, em sua já infelizmente tradicional incoerência (Guareschi, 2003; 2005).
Em um contexto cada vez mais constituído através da informação midiada, a realidade dos
meios de comunicação passa a ser “a” única realidade, em sua plena representação subjetiva e social
- nove famílias ditando o que é “real” a incontáveis outras. Conforme bem aponta Guareschi (2000),
se “é a comunicação que constrói a realidade, quem detém a construção dessa realidade detém
também o poder sobre a existência das coisas, sobre a difusão das idéias, sobre a criação da opinião
pública” (p. 14-15). Não há dúvida: comunicação é poder, e quem a detém, também detém o poder -
o que não deveria ser permitido da forma com a qual se apresenta em nosso contexto.
Postas estas colocações, fica mais fácil compreender porque é tão impactante a informação
transmitida pela mídia, constituindo cada vez mais a forma, o som e a imagem de tantos desejos que
não medimos sacrifícios para apropriarmo-nos. Neste processo a mulher, já na carona histórica, é
oportunamente representada através de um montante de características ditadas majoritariamente
pelo sintagma masculino. Tanto ser mulher quanto ser homem, por definição, remetem ao processo
que Thompson (2000) chama de unificação: a produção de uma identidade pressuposta e coletiva,
que subjetiva e interliga determinados grupos dentro dos quais faz-se comum às pessoas que os
constituem.
O que é, atualmente, o estereótipo da “mulher ideal”, comumente caracteriza-se sob uma
permanente necessidade de submissão emocional e/ou financeira à figura do homem, seja esta
implícita - como no pagamento de menores salários relativos às mesmas funções - ou explícita - na
eterna e passiva espera pelo “príncipe encantado”, arquétipo periodicamente reforçado pelas
telenovelas (Dorais, 1988; Giffin, 1994; Strey, 2002 e 2004a).
O androcentrismo define, por exemplo, o corpo magro não somente subentendido como
sinônimo de saúde, mas também um irrecusável objeto de desejo a uma necessidade implícita mas
implacável. O “corpo perfeito”, enquanto mercadoria de consumo, não tolera a sua própria natureza
biológica, assim marginalizando quaisquer exceções à nova regra instituída através do seu culto -
incluindo-se aí a própria velhice (Cabeda, 2004; Strey, 2004a). A aprendida obstinação, circunscrita
à sua incansável busca, implica em medidas para lá de desmedidas: vale tudo para se ter um corpo
(supostamente) saudável - até abrir mão da própria saúde (Stenzel, 2005).
Quando ouvimos a expressão “um tapinha não dói”, provavelmente não avancemos nossa
percepção para além de um pressuposto discurso lúdico e ingênuo, legitimando uma lógica um tanto
semelhante ao argumento do chamado “tapa terapêutico”, enquanto recurso (pseudo) pedagógico
para crianças. O tapa educativo, por assim dizer, um tapa “com amor”, passa então a ser aquele que
supostamente não dói (ou o que não deveria doer), por estar inserido e fundamentado por nobres
pressupostos. Desta forma, instituindo-se uma agressão “do bem”, incute-se a idéia de que a
violência, quando por amor, seria legítima e justificada - ao mesmo tempo que imediatamente a
exclui de qualquer conotação que venha a interpelá-la como erro ou como excesso - dificuldade esta
por vezes tão comum em homens agressores, instituindo próprio lar, desde os seus primórdios,
como um ambiente que educa para a submissão à violência (McKie, 2003; Bevacqua & Baker,
2004; D’Cruze & Rao, 2004; Hollander, 2005; Hopkins & Koss, 2005).

Corroborando estes apontamentos, de acordo com uma pesquisa nacional realizada pelo
Instituto Patrícia Galvão (2004), encomendada ao Instituto Brasileiro de Opinião Pública e
Estatística (Ibope), verificou-se que 66% do total de participantes (2002 em todo o Brasil, sendo
52% mulheres e 48% homens) concordavam com a assertiva “Em briga de marido e mulher não se
mete a colher”, bem como 16% referiram existir, claramente, situações nas quais seria plenamente
justificada a agressão do homem a sua mulher ou companheira. Assim, a violência praticada entre
quatro paredes acaba, sim, criando uma dor, real e pungente, mas que deve ser suportada em
silêncio (Werba, 2004; Strey, 2004b).

III. Considerações finais: Consumir desejos para satisfazer o desejo de consumir

Ao abordar a temática proposta, é curioso perceber o quanto a estigmatização e a reprodução


dos componentes ideológicos do gênero vem ao encontro da produção de uma sociedade cada vez
menos social e cada vez mais individualista. É a implosão da humanidade em si mesma através da
dinamite do hedonismo, cujo acendimento do pavio é sempre iminente enquanto chafurda em meio
ao magma incandescente da pós-moderna assimetria nas relações de poder dos papéis sociais.
Seja na possível inevitabilidade da transformação da tecnologia em tecnocracia, seja na
irreversibilidade imposta através do consumo de desejos para satisfazer o desejo de consumir,
materialidade e volatilidade fundem-se como grandes características da nossa cultura - na qual cada
um(a) busca algo imprescindível, algo que ateste o seu “pertencimento”, mas que pouco sabe o que
isto seja ou para que sirva.
Gênero, mídia e ideologia entrelaçam-se, portanto, como um campo de fundamental
necessidade de apropriação não somente ao ambiente acadêmico, mas também (e sobretudo) à
sociedade como um todo - e provavelmente aí está uma de nossas grandes responsabilidades
enquanto produtores e produtoras de um conhecimento que já possuiria uma representatividade
inicial assegurada (Berlinguer, 2003). Em contrapartida, o secular processo que precede a
legitimação das incontáveis variáveis que constituem a ideologia subliminar às relações de gênero
se encarregou de anestesiar a sociedade contra o seu próprio veneno. É por isso que esta ampla
gama de questões, ao encontrarem simultaneamente berço e espelho no poder da mídia, tendem a
ser percebidas inicialmente como naturais, supérfluas e antipáticas. É preciso sempre dispormos-nos
não somente a pensar e, mais importante, a agir o social, planejando não somente os nossos
próximos passos, mas também compreendendo as razões pelas quais escolhemos os caminhos que
nos conduziram e nos subjetivaram até aqui.

Referências

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