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RESUMO TESTES DE POÇOS

Avaliação de Formações
Acadêmicos: Rafael Joaquim Alves

Balneário Camboriú, 27/06/2017.


Testes de Crescimento de Pressão
Este tipo de teste é executado ao se fechar um poço que estava produzindo por um período
determinado. No período posterior ao fechamento a pressão do fundo do poço cresce,
sendo o nome do teste baseado nisso, medidas deste crescimento são tomadas utilizando
equipamento, os quais são colocados no fundo do poço antes do fechamento deste. A
figura abaixo representa um destes testes:

Ainda que seja possível utilizar um teste de poço depois de produzir com uma vazão não
estabilizada, os testes realizados com vazão constante antes do fechamento tem sua
análise mais simples.
Método de Ajustamento com Curvas-Tipo
Ainda que as curvas-tipo sejam no geral desenvolvidas para representar o comportamento
de pressão em casos de teste de fluxo, estas curvas podem ser utilizadas para avaliar um
teste de crescimento de pressão. Neste caso a curva depende do tempo de produção, sendo
que no caso de desenvolver curvas para o fechamento o tempo de fechamento seria outra
variável.
Para utilizar as curvas de teste de fluxo é necessário que se leve em conta a sobreposição
de efeitos, considerando que a partir do momento de fechamento existe além do poço que
produz com uma vazão 𝑞 um outro poço que injeta com a mesma vazão 𝑞 anulando os
efeitos a vazão total. Desse modo, a queda de pressão após o fechamento é dada por:
𝑘ℎ
𝑝𝑤𝑠𝐷 (𝑡𝑝 + Δ𝑡)𝐷 = [𝑝 − 𝑝𝑤𝑠 (𝑡𝑝 + Δ𝑡)] = 𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝 + Δ𝑡)𝐷 − 𝑝𝑤𝐷 (Δ𝑡𝐷 ) (1)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 𝑖
Tomando o tempo final de produção (momento do fechamento) a pressão adimensional é
definida por:
𝑘ℎ
𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷 ) = [𝑝 − 𝑝𝑤𝑓𝑓 ] (2)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 𝑖
Subtraindo (1) de (2):
𝑘ℎ
[𝑝 (𝑡 + Δ𝑡) − 𝑝𝑤𝑓𝑓 ] = 𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷 ) − 𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝 + Δ𝑡)𝐷 + 𝑝𝑤𝐷 (Δ𝑡𝐷 ) (3)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 𝑤𝑠 𝑝

A equação (3) é a equação generalizada do crescimento (buildup), sendo que a queda de


pressão adimensional do buildup é definida como:

𝑘ℎ
𝑝𝑤𝐷𝐵𝑈 = [𝑝 (𝑡 + Δ𝑡) − 𝑝𝑤𝑓𝑓 ] (4)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 𝑤𝑠 𝑝

Ou seja, é proporcional a diferença entre a pressão de estática e a pressão de fluxo no


tempo de fechamento. Dimensionalizando a equação (4):

Δ𝑝𝑤𝐵𝑈 = (𝑝𝑖 − 𝑝𝑤𝑓𝑓 ) − [𝑝𝑖 − 𝑝𝑤𝑓 (𝑡𝑝 + Δ𝑡)] + [𝑝𝑖 − 𝑝𝑤𝑓 (Δ𝑡)](5)

É importante notar que para ajustar as curvas-tipo seria necessário que os valores da queda
de pressão sejam ajustados para que a queda de pressão seja similar àquela obtida para
um poço que está produzindo com vazão constante. Para isso, seria necessário que os
efeitos da sobreposição fossem retirados, ou seja que fosse considerado apenas o termo
𝑝𝑤𝐷 (Δ𝑡𝐷 ) (desprezando, 𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷 ) − 𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝 + Δ𝑡)𝐷 ), sendo este proporcional a
(Δ𝑝𝑤𝑓 ) na figura abaixo:
𝑒𝑥𝑡𝑟𝑎𝑝𝑜𝑙𝑎𝑑𝑜

É importante notar que quanto maior for 𝑡𝑝 menor é o erro relativo entre Δ𝑝𝑤𝐵𝑈 e
(Δ𝑝𝑤𝑓 ) . Desse modo, quanto maior for o tempo de produção menor é o erro
𝑒𝑥𝑡𝑟𝑎𝑝𝑜𝑙𝑎𝑑𝑜
ao usar as curvas-tipo.
Para corrigir o erro associado ao termo (𝑝𝑖 − 𝑝𝑤𝑓𝑓 ) − [𝑝𝑖 − 𝑝𝑤𝑓 (𝑡𝑝 + Δ𝑡)] foi
desenvolvido o chamado tempo equivalente de Agarwal, que permite levar em conta os
efeitos do tempo de produção.

Agarwal considerou que na equação (3) todos os termos podem ser aproximados pela
solução por aproximação logarítmica do regime transiente, retomando esta solução:

1
𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝐷 ) = (ln 𝑡𝐷 + 0.80907) + 𝑠 (6)
2

Substituindo em (3):

𝑘ℎ
[𝑝 (𝑡 + Δ𝑡) − 𝑝𝑤𝑓𝑓 ]
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 𝑤𝑠 𝑝
1 1
= (ln 𝑡𝑝𝐷 + 0.80907) + 𝑠 + (ln(𝑡𝑝 + Δ𝑡)𝐷 + 0.80907) − 𝑠
2 2
1
+ (ln Δ𝑡𝐷 + 0.80907) + 𝑠 (7)
2

Simplificando:

𝑘ℎ 1 𝑡𝑝𝐷 Δ𝑡𝐷
[𝑝𝑤𝑠 (𝑡𝑝 + Δ𝑡) − 𝑝𝑤𝑓𝑓 ] = (ln + 0.80907) + 𝑠 (8)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 2 (𝑡𝑝 + Δ𝑡) 𝐷

𝑡𝑝𝐷 Δ𝑡𝐷
Definindo Δ𝑡𝑒𝐷 = (𝑡 , tem-se:
𝑝 +Δ𝑡)𝐷

1
𝑝𝑤𝐷𝐵𝑈 (Δ𝑡𝑒𝐷 ) = (ln Δ𝑡𝑒𝐷 + 0.80907) + 𝑠 (9)
2

Que também pode ser escrita como:

1 4Δ𝑡𝑒𝐷
𝑝𝑤𝐷𝐵𝑈 (Δ𝑡𝑒𝐷 ) = (ln 𝛾 ) + 𝑠(10)
2 𝑒

Desse modo é possível usar as curvas-tipo relacionando 𝑝𝑤𝐷𝐵𝑈 e Δ𝑡𝑒𝐷 , desde que sejam
aceitáveis as aproximações de reservatório radial se comportando no regime transiente.
Para o uso de curvas-tipo que se baseiam na derivada deve-se fazer o seguinte
desenvolvimento partindo da derivada de (3) com relação a Δ𝑡𝐷 /𝐶𝐷 :

𝛿𝑝𝑤𝐷 (Δ𝑡𝐷 ) 𝛿𝑝𝑤𝐷 (Δ𝑡𝐷 ) 𝐶𝐷 𝛿 ln Δ𝑡𝑑 𝛿 ln(t 𝑝𝐷 + Δ𝑡𝑑 )


= 𝐶𝐷 = [0 + −
Δ𝑡 𝛿(Δ𝑡𝑑 ) 2 𝛿(Δ𝑡𝑑 ) 𝛿(Δ𝑡𝑑 )
𝛿 ( 𝐶 𝐷)
𝐷
𝐶𝐷 𝑡𝑝𝐷
= (11)
2 (𝑡𝑝 + Δ𝑡) Δ𝑡𝐷
𝐷

E portanto:
(𝑡𝑝 + Δ𝑡)𝐷 Δ𝑡𝐷 1
𝑝′𝑤𝐷𝐵𝑈 (Δ𝑡𝐷 ) = (12)
𝑡𝑝𝐷 𝐶𝐷 2

Fazendo uma analogia com o grupo derivada do teste de drawdown no caso de um teste
(𝑡𝑝 +Δ𝑡)
de crescimento de pressão deve plotar curvas log-log de Δ𝑡 𝑝′𝑤𝑠 (Δt) por Δt,
𝑡𝑝
recomendando ser usado a variação total do tempo e não apenas a depois da produção.

Métodos Convencionais

Método de Horner

Retomando a equação (1) e substituindo a aproximação logaritímica solução para o


regime transiente radial, tem-se:

𝑘ℎ 1 (𝑡𝑝 + 𝛥𝑡)
[𝑝𝑖 − 𝑝𝑤𝑠 ] = ln ( ) (13)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 2 𝛥𝑡

Duas observações importantes são que a permeabilidade 𝑘 é a efetiva ao fluído sendo


necessário convertê-la para a absoluta e que o fator de película desaparece por conta do
fluxo se dar agora dentro do reservatório e não estar relacionado aos efeitos da parede do
poço. Reorganizando (13):

(𝑡𝑝 + 𝛥𝑡)
𝑝𝑤𝑠 = 𝑝𝑖 − 𝑚 log ( ) (14)
𝛥𝑡

Onde 𝑚 é dado por:

𝐶2 𝑞𝐵𝜇
𝑚 = 1.151 (15)
𝑘ℎ

Um gráfico tipo de Horner é mostrado abaixo:


Quando o tempo de estática tende a infinito a pressão tem a ser a pressão inicial por isso
na figura 𝑝∗ = 𝑝𝑖 , desde que o reservatório se comporte como infinito, no caso contrário
pode-se tomar a pressão estabilizada e estimar a pressão média do reservatório.

Para determinação do fator de película toma-se a queda de pressão no instante de


fechamento:
𝑘ℎ 1 4𝑡𝑝𝐷
[𝑝𝑖 − 𝑝𝑤𝑓𝑓 ] = ln ( 𝛾 ) + 𝑠(16)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 2 𝑒

Subtraindo (13) de (16):

𝑘ℎ 1 4𝑡𝑝𝐷 1 (𝑡𝑝 + 𝛥𝑡)


[𝑝𝑤𝑠 − 𝑝𝑤𝑓𝑓 ] = ln ( 𝛾 ) − ln ( ) + 𝑠(17)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 2 𝑒 2 𝛥𝑡

Tomando Δ𝑡 = 1, trocando a base do logaritmo e substituindo 𝑚:

𝑝1 − 𝑝𝑤𝑓𝑓 𝐶1 𝑘 1
𝑠 = 1.151 [ − log ( 2
) + log (𝑡𝑝 + ) − 0.3514] (18)
𝑚 𝜙𝜇𝑐𝑡 𝑟𝑤 𝑡𝑝

Método de MDH

O método parte da suposição de que o tempo de produção será muito maior que o tempo
de fechamento, desse modo:

𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝 + Δ𝑡)𝐷 ≅ 𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷 ) (19)

E como o tempo de fechamento é pequeno pode-se usar:

1 4Δ𝑡𝐷
𝑝𝑤𝐷 (Δ𝑡𝐷 ) = ln ( 𝛾 ) + 𝑠(20)
2 𝑒

Substituindo em (1):

𝑘ℎ 1 4Δ𝑡𝐷
[𝑝𝑖 − 𝑝𝑤𝑠 ] = 𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷 ) − ln ( 𝛾 ) − 𝑠(21)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 2 𝑒

Substituindo a definição de tempo adimensional e de 𝑚, rearranjando os termos e


trocando a base do logaritmo:

4𝐶1 𝑘
𝑝𝑤𝑠 = 𝑝𝑖 − 𝑚[0.8686 𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷 ) − log ( 𝛾 ) − 0.8686𝑠 ] + 𝑚 log Δ𝑡 (22)
𝑒 𝜙𝜇𝑐𝑡 𝑟𝑤2

Definindo 𝑝1:

4𝐶1 𝑘
𝑝1 = 𝑝𝑖 − 𝑚[0.8686 𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷 ) − log ( 𝛾 ) − 0.8686𝑠] (23)
𝑒 𝜙𝜇𝑐𝑡 𝑟𝑤2

Então:
𝑝𝑤𝑠 = 𝑝1 + 𝑚 log Δ𝑡 (24)

Para o cálculo do fator de película usa-se novamente a equação (16), substituindo-a em


(21):

𝑘ℎ
[𝑝 − 𝑝𝑤𝑠 ]
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 𝑖
1 4𝑡𝑝𝐷
= ln ( 𝛾 ) + 𝑠
2 𝑒
1 4Δ𝑡𝐷 1 4𝑡𝑝𝐷 1 4Δ𝑡𝐷
− ln ( 𝛾 ) − 𝑠 = ln ( 𝛾 ) − ln ( 𝛾 ) (24)
2 𝑒 2 𝑒 2 𝑒

Aplicando para Δ𝑡 = 1 e substituindo 𝑚:


1 4Δ𝑡𝐷 𝑘ℎ 1 4𝐶1 𝑘
ln ( 𝛾 ) = (𝑝𝑖 − 𝑝1 ) + ln ( 𝛾 ) (25)
2 𝑒 𝐶2 𝑞𝐵𝜇 2 𝑒 𝜙𝜇𝑐𝑡 𝑟𝑤2

Voltando em (16):

𝑘ℎ 𝑘ℎ 1 4𝐶1 𝑘
(𝑝𝑖 − 𝑝𝑤𝑓𝑓 ) = (𝑝𝑖 − 𝑝1 ) + ln ( 𝛾 ) +𝑠 (26)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 𝐶2 𝑞𝐵𝜇 2 𝑒 𝜙𝜇𝑐𝑡 𝑟𝑤2

E assim obtém-se:

(𝑝1 − 𝑝𝑤𝑓𝑓 ) 𝐶1 𝑘
𝑠 = 1.151 [ − log − 0.3514] (27)
𝑚 𝜙𝜇𝑐𝑡 𝑟𝑤2

Método de Agarwal

Voltando as definições de 𝑝𝑤𝐷𝐵𝑈 e Δ𝑡𝑒𝐷 e tomando a solução por logaritmo do regime


transiente:

1 4Δ𝑡𝑒𝐷
𝑝𝑤𝐷𝐵𝑈 (Δ𝑡𝑒𝐷 ) = ( ) + 𝑠(28)
2 𝑒𝛾

Substituindo em (4):

𝑘ℎ 1 4Δ𝑡𝑒𝐷
[𝑝𝑤𝑠 (𝑡𝑝 + Δ𝑡) − 𝑝𝑤𝑓𝑓 ] = ( 𝛾 ) + 𝑠(29)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 2 𝑒

Reorganizando:

𝐶1 𝑘
`𝑝𝑤𝑠 (Δ𝑡) = 𝑝𝑤𝑓𝑓 + m[log Δ𝑡𝑒 + log ( ) + 0.3514 + 0.8686𝑠](30)
𝜙𝜇𝑐𝑡 𝑟𝑤2

E tomando o valor de 𝑝1 no ponto em que Δ𝑡𝑒 = 1 tem-se:

𝑝1 − 𝑝𝑤𝑓𝑓 𝐶1 𝑘
𝑠 = 1.151 [ − log ( ) − 0.3514] (31)
𝑚 𝜙𝜇𝑐𝑡 𝑟𝑤2
Para a extrapolação da reta entre 𝑝𝑤𝑠 e Δt e para um tempo de fechamento infinito em que
Δt e = 𝑡𝑝 , obtém-se a pressão inicial do reservatório ou a pressão média do reservatório,
dependendo do regime de produção. É possível também demonstrar que este método
também é utilizável para qualquer regime de fluxo.

Estimativa de Pressão Média

Método de Horner-MBH

Retomando a equação (21) e, portanto, as aproximações necessárias para obtê-la:

𝑘ℎ 1 4Δ𝑡𝐷
𝑝𝑤𝑠𝐷 [(𝑡𝑝 + Δ𝑡)𝐷 ] = [𝑝𝑖 − 𝑝𝑤𝑠 ] = 𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷 ) − ln ( 𝛾 ) − 𝑠(21)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 2 𝑒
1
Somando e subtraindo 2 ln [(𝑡𝑝 + 𝛥𝑡)𝐷 ] e reorganizando:

1 𝑡𝑝 + Δ𝑡 1 4(𝑡𝑝 + 𝛥𝑡)𝐷
𝑝𝑤𝑠𝐷 = 𝑝𝑤𝐷 [(𝑡𝑝 + 𝛥𝑡)𝐷 ] + 𝑙𝑛 ( ) − ln [ ] − 𝑠 (32)
2 Δ𝑡 𝐷 2 𝑒𝛾

Para valores pequenos de Δ𝑡 pode-se tomar as seguintes simplificações:

ln [(𝑡𝑝 + 𝛥𝑡)𝐷 ] = ln 𝑡𝑝𝐷 (33)

E:

pwD [(𝑡𝑝 + 𝛥𝑡)𝐷 ] = 𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷 ) (34)

Aplicando estas simplificações em (32):

𝑘ℎ 1 𝑡𝑝 + Δ𝑡 1 4𝑡𝑝𝐷
[𝑝𝑖 − 𝑝𝑤𝑠 ] = 𝑙𝑛 ( ) + 𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷 ) − ( 𝛾 ) − 𝑠(35)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 2 Δ𝑡 𝐷 2 𝑒

Como os últimos três termos são constantes com o tempo, é possível traçar uma reta entre
𝑡𝑝 +Δ𝑡
𝑝𝑤𝑠 e log ( ). Desse modo, nota-se que o gráfico de Horner funciona para qualquer
Δ𝑡
regime de fluxo. Fazendo a análise da pressão por balanço de materiais obtém-se:

𝑘ℎ
(𝑝 − 𝑝̅ ) = 2𝜋𝑡𝑝𝐷𝐴 (36)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 𝑖

Onde:

𝐶1 𝑘𝑡𝑝
𝑡𝑝𝐷𝐴 = (37)
𝜙𝑞𝐵𝜇

Por outro lado, se Δ𝑡 → ∞, tem-se que (35) torna-se:


𝑘ℎ 1 4𝑡𝑝𝐷
[𝑝𝑖 − 𝑝∗ ] = 𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷 ) − 𝑙𝑛 ( 𝛾 ) − 𝑠(38)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 2 𝑒

Assim subtraindo (38) de (36);

𝑘ℎ 4𝑡𝑝𝐷
2 (𝑝∗ − 𝑝̅ ) = 4𝜋𝑡𝑝𝐷𝐴 + 𝑙𝑛 ( 𝛾 ) − 2[ 𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷 ) − 𝑠](39)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 𝑒

Trocando 𝑡𝑝𝐷 por 𝑡𝑝𝐷𝐴 tem-se:

𝑘ℎ 4𝑡𝑝𝐷𝐴 𝐴
2 (𝑝∗ − 𝑝̅) = 4𝜋𝑡𝑝𝐷𝐴 + 𝑙𝑛 ( 𝛾 2 ) − 2[ 𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷𝐴 ) − 𝑠](40)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 𝑒 𝑟𝑤

Segundo Earlougher(1977) é possível que sejam obtidos valores de 𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷𝐴 ) para
qualquer razão entre 𝐴 e 𝑟𝑤 :

√𝐴
√𝐴 √𝐴 𝑟𝑤
𝑝𝑤𝐷 ( ; 𝑡𝑝𝐷𝐴 ) = [𝑝𝑤𝐷 ( ; 𝑡𝑝𝐷𝐴 )] + ln (41)
𝑟𝑤 𝑟𝑤 𝑡𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎𝑑𝑜 √𝐴
(𝑟 )
[ 𝑤 𝑡𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎𝑑𝑜 ]

Substituindo (41) em (40):

𝑘ℎ
2 (𝑝∗ − 𝑝̅)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇
4𝑡𝑝𝐷𝐴 𝐴 √𝐴
= 4𝜋𝑡𝑝𝐷𝐴 + 𝑙𝑛 ( 𝛾 2
) − 2[[𝑝𝑤𝐷 ( ; 𝑡𝑝𝐷𝐴 )]
𝑒 𝑟𝑤 𝑟𝑤 𝑡𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎𝑑𝑜

√𝐴
𝑟𝑤
+ ln − 𝑠](42)
√𝐴
(𝑟 )
[ 𝑤 𝑡𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎𝑑𝑜 ]

A curva abaixo representa uma das formas de obter a relação complementar entre 𝑝∗ , 𝑝̅ e
𝑡𝑝𝐷𝐴 :
Desse modo, para obter a pressão média é necessário aplicar os seguintes passos:

1.Obter 𝑝∗ do gráfico de Horner;

2.Calcular 𝑡𝑝𝐷𝐴 usando 37;

3.Usar uma figura como a de cima para estima 𝑝𝐷𝑀𝐵𝐻 ;

4.Calcular a pressão média por:


𝑚
𝑝̅ = 𝑝∗ − 𝑝 (𝑡 )(43)
2.303 𝐷𝑀𝐵𝐻 𝑝𝐷𝐴

Método de MDH

A pressão média na região drenada pelo poço, advinda do balanço de materiais em um


reservatório radial é dada por:

𝑚 4𝑘𝑡𝑝
𝑝̅ = 𝑝𝑖 − ( ) (44)
2.303 𝜙𝜇𝑐𝑡 𝑟𝑒2

Generalizando para qualquer geometria:

𝑘ℎ
(𝑝 − 𝑝̅ ) = 2𝜋𝑡𝑝𝐷𝐴 (45)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 𝑖
Combinando (45) e (1):

𝑘ℎ
[𝑝̅ − 𝑝𝑤𝑠 (𝑡𝑝 + Δ𝑡)] = 𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝 + Δ𝑡)𝐷 − 𝑝𝑤𝐷 (Δ𝑡𝐷 ) − 2𝜋𝑡𝑝𝐷𝐴 (46)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇

Considerando que o poço produz no regime pseudopermanente:

1 4𝐴
𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝 + Δ𝑡)𝐷 = 2𝜋(𝑡𝑝 + Δ𝑡)𝐷𝐴 + ln ( 𝛾 ) + 𝑠(47)
2 𝑒 𝐶𝐴 𝑟𝑤2

Substituindo em (46):

𝑘ℎ 1 4𝐴
[𝑝̅ − 𝑝𝑤𝑠 (𝑡𝑝 + Δ𝑡)] = 2𝜋Δ𝑡𝐷𝐴 + ln ( 𝛾 ) + 𝑠 − 𝑝𝑤𝐷 (Δ𝑡𝐷 )(48)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 2 𝑒 𝐶𝐴 𝑟𝑤2

Substituindo também a equação (20):

𝑘ℎ 1 4𝐴 1 4Δ𝑡𝐷
[𝑝̅ − 𝑝𝑤𝑠 (𝑡𝑝 + Δ𝑡)] = 2𝜋Δ𝑡𝐷𝐴 + ln ( 𝛾 2
) − ln ( 𝛾 ) (49)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 2 𝑒 𝐶𝐴 𝑟𝑤 2 𝑒

Reorganizando:

𝑘ℎ 1 1
[𝑝̅ − 𝑝𝑤𝑠 ] = 2𝜋Δ𝑡𝐷𝐴 − ln(Δ𝑡𝐷𝐴 ) − ln(𝐶𝐴 ) (50)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 2 2

Para tempos pequenos de fechamento (Δ𝑡𝐷𝐴 ≤ 0.005) o termo 2𝜋Δ𝑡𝐷𝐴 pode ser
desprezado e, portanto:

𝑘ℎ 1
[𝑝̅ − 𝑝𝑤𝑠 ] = − ln(𝐶𝐴 Δ𝑡𝐷𝐴 )(51)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 2

Aplicando a definição de 𝑚 e reorganizando:

𝐶1 𝑘Δ𝑡
𝑝𝑤𝑠 = 𝑝̅ + 𝑚 log (𝐶𝐴 ) (52)
𝜙𝜇𝑐𝑡 𝐴

E, portanto:

𝐶1 𝑘
𝑝𝑤𝑠 = 𝑝̅ + 𝑚 log (𝐶𝐴 ) + 𝑚 log Δ𝑡 (53)
𝜙𝜇𝑐𝑡 𝐴

É possível generalizar o método de MDH para poços que não atingem o regime
pseudopermanente antes do fechamento, para isso usa-se a definição:

1.151
𝑝𝐷𝑀𝐷𝐻 = (𝑝̅ − 𝑝𝑤𝑠 )(54)
𝑚
Para isso utiliza-se o gráficos generalizados para de MDH como o mostrado abaixo:

Assim para determinar a pressão média é necessário calcular 𝑝𝑤𝑠 ,Δ𝑡𝐷𝐴 e 𝑡𝑝𝐷𝐴 usando um
gráfico de 𝑝𝑤𝑠 por Δ𝑡 e usar uma curva como a mostrada acima para obter 𝑝𝐷𝑀𝐷𝐻 .

Método de MDH-Dietz

Dietz demonstrou a possibilidade de estimar a pressão média utilizando apenas o gráfico


de 𝑝𝑤𝑠 por Δ𝑡. Para isso substitui-se a equação (20) em (46) e considerando
𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝 + Δ𝑡)𝐷 ≅ 𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷 ):

𝑘ℎ 1 4Δ𝑡𝐷
[𝑝̅ − 𝑝𝑤𝑠 (𝑡𝑝 + Δ𝑡)] = 𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝐷 ) − ln ( 𝛾 ) − 𝑠 − 2𝜋𝑡𝑝𝐷𝐴 (55)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 2 𝑒

Considerando o tempo em que 𝑝𝑤𝑠 é igual a pressão média tem-se:

4
ln(Δ𝑡𝐷 )𝑝𝑤𝑠 =𝑝̅ = 2𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷 ) − 4𝜋𝑡𝑝𝐷𝐴 − ln − 2𝑠(56)
𝑒𝛾

Esteja o reservatório no regime transiente antes do fechamento:

1 4𝐴𝑡𝑝𝐷𝐴
𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷 ) = ln ( 𝛾 2 ) + 𝑠(57)
2 𝑒 𝑟𝑤

Substituindo em (56):

𝐴 𝑡𝑝𝐷𝐴
(Δ𝑡𝐷 )𝑝𝑤𝑠 =𝑝̅ = 2
(58)
𝑟𝑤 exp(4𝜋𝑡𝑝𝐷𝐴 )

Supondo o regime pseudopermanente antes do fechamento:


1 4𝐴
𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷𝐴 ) = 2𝜋𝑡𝑝𝐷𝐴 + ln ( 𝛾 ) + 𝑠(59)
2 𝑒 𝐶𝐴 𝑟𝑤2

E desse modo aplicando em (56):

𝐴
(Δ𝑡𝐷 )𝑝𝑤𝑠 =𝑝̅ = (60)
𝐶𝐴 𝑟𝑤2

Método de Agarwal-Dietz

O método parte de uma premissa similar à do método de MDH-Dietz, no entanto parte-


se das equações (2), (9) e (36):
𝑘ℎ
𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷 ) = [𝑝 − 𝑝𝑤𝑓𝑓 ] (2)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 𝑖

1
𝑝𝑤𝐷𝐵𝑈 (Δ𝑡𝑒𝐷 ) = (ln Δ𝑡𝑒𝐷 + 0.80907) + 𝑠(9)
2
𝑘ℎ
(𝑝 − 𝑝̅ ) = 2𝜋𝑡𝑝𝐷𝐴 (36)
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 𝑖

Combinando as equações (2) e (36):

𝐶2 𝑞𝐵𝜇
𝑝𝑤𝑓𝑓 = 𝑝̅ + [2𝜋𝑡𝑝𝐷𝐴 − 𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷 )](61)
𝑘ℎ

Aplicando em (9) com a definição de 𝑝𝑤𝐷𝐵𝑈 :

𝐶2 𝑞𝐵𝜇
𝑝𝑤𝑠 (𝑡𝑝 + Δ𝑡) − 𝑝̅ − [2𝜋𝑡𝑝𝐷𝐴 − 𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷 )]
𝑘ℎ
𝐶2 𝑞𝐵𝜇 1
= (ln Δ𝑡𝑒𝐷 + 0.80907 + 2𝑠)(62)
𝑘ℎ 2

Supondo novamente 𝑝𝑤𝑠 igual a pressão a média:

ln (Δ𝑡𝑒𝐷 )𝑝𝑤𝑠 =𝑝̅ = 2𝑝𝑤𝐷 (𝑡𝑝𝐷 ) − 4𝜋𝑡𝑝𝐷𝐴 − 0.80907 − 2𝑠(63)

Considerando o poço produzindo no regime transiente antes do fechamento:

(Δ𝑡𝑒𝐷 )𝑝𝑤𝑠 =𝑝̅ = exp[ln 𝑡𝑝𝐷 − 4𝜋𝑡𝑝𝐷𝐴 ](64)

Considerando no regime pseudopermanente:

𝜙𝜇𝑐𝑡 𝐴
(Δ𝑡𝑒𝐷 )𝑝𝑤𝑠 =𝑝̅ = (65)
𝐶1 𝑘𝐶𝐴
Teste de Injetividade para reservatórios de líquidos com razão de mobilidade
próxima de um

A razão de mobilidade é importante para saber a eficiência de injeção de um fluido, se o


valor desta razão for maior do que 1 espera-se que a injeção não seja eficiente. Quando
se considera um teste de injetividade para razão de mobilidade próxima de 1 considera-
se que o fluido injetado é similar ao que está presente no reservatório. Dessa forma, este
tipo de teste pode ser utilizado tanto em situações em que o processo de injeção já está
maturado, de modo que a região próxima a injeção é tomada pelo fluido injetado, como
também nos períodos iniciais de injeção para fluídos que tenham mobilidade próxima.

Quando a condição de razão de mobilidade igual a 1 é satisfeita, pode-se tomar como uma
aproximação válida para os testes de injetividade os resultados obtidos dos testes de
drawdown. Da mesma forma, as equações utilizadas no caso anterior também são válidas.

Dessa maneira, a pressão de injeção do fundo do poço pode ser tomada como:

𝐶2 𝑞𝐵𝜇 𝐶1 𝑘𝑡
𝑝𝑤𝑠 = 𝑝𝑖 + [ln ( ) − 0.80907 + 2𝑠] (66)
𝑘ℎ 𝜙𝜇𝑐𝑡 𝑟𝑤2

Ou:

𝐶2 𝑞𝐵𝜇 𝐶1 𝑘𝑡
𝑝𝑤𝑠 = 𝑝𝑖 + 1.151 [log ( ) − 0.3514 + 0.8686𝑠] (67)
𝑘ℎ 𝜙𝜇𝑐𝑡 𝑟𝑤2

Assim, é possível conservar a definição de 𝑚 que vem sendo utilizada até agora para
estimar a permeabilidade com um gráfico de 𝑝𝑤𝑠 por log 𝑡. Da mesma maneira, pode-se
tomar a equação abaixo para o cálculo do fator de película:

𝑝1 − 𝑝𝑖 𝐶1 𝑘𝑡
𝑠 = 1.151 [ − log ( ) − 0.3514] (68)
𝑚 𝜙𝜇𝑐𝑡 𝑟𝑤2

Ainda pode-se estimar a estocagem utilizando:

𝐶3 𝐴𝑤𝑏
𝐶= (69)
𝜌

Onde 𝐴𝑤𝑏 é a área do poço e 𝜌 a densidade do fluido injetado. Também é possível usar
as curvas-tipo para fazer o ajuste deste teste.

Método de Merrill para testes de Falloff

Este método é utilizado para casos em que o poço de injeção é fechado, é importante
ressaltar que a vantagem deste método em relação a outros métodos usados para o mesmo
tipo de teste é que ele não considera que o fluido injetado move o fluido original do
reservatório como um pistão. A figura abaixo apresenta três curvas para testes de falloff
com diferentes produtos entre porosidade e compressibilidade:
Onde 𝑟𝑓2 é o raio de deslocamento do fluido original do reservatório e 𝑟𝑓1 é a localização
da frente de avanço do fluido injetado. A região A do gráfico acima é dominada pelos
efeitos de estocagem, a região B é a região em que a queda de pressão é decorrente do
fluido injetado, a região C é uma região de transição onde os efeitos do fluido original
começam a incluir, e a região D apresenta uma segunda região com efeitos de ambos os
fluidos, apresentando o comportamento de reta, mas com inclinação diferente da região
B. Merril obteve resultados numéricos que permitem a obtenção de resultados aceitáveis
𝑟
para 𝑟𝑓2 > 10.
𝑓1

O método permite calcular 𝑟𝑓1 de duas maneiras. A primeira delas é pela extrapolação das
retas, como explicado no parágrafo acima, de modo que pode-se obter pela intersecção
delas:

𝑘
0.0002637 (𝜇 ) Δ𝑡𝑓𝑥

𝑟𝑓1 = (70)
𝜙𝑐𝑡 Δ𝑡𝐷𝑥

A outra opção é utilizar o ponto em que a curva desvia da reta da primeira reta semilog:

𝑘
0.0002637 (𝜇 ) Δ𝑡𝑓1

𝑟𝑓1 = (71)
𝜙𝑐𝑡 Δ𝑡𝐷1

É importante ressaltar que é possível calcular mobilidades para as duas regiões de fluidos
de avanço diferentes, dados que os dois fluídos têm propriedades diferentes.