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COMHNTÁRIOS
expus ! nvos
H A G N o s Hernandes Dias Lopes

NEEMIAS
0 líde r q ue r es t au ro u um a naçã o

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0 livro de Neemias é um manual que trata da restauração na
vida, família, política, igreja e sociedade. É um dos livros mais
extraordinários da história. É atualíssimo, pertinente, assaz
oportuno, insuperável na arte da administração pessoal e pública.
É um dos mais fascinantes compêndios sobre vida vitoriosa. Trata
sobre conflitos intrapessoais e interpessoais. Aborda os
tenebrosos ataques que vêm de fora sem deixar de apontar os
perigos que vêm de dentro. Neemias precisa urgentemente ser
redeseoberto como um dos principais textos da literatura mundial
sobre liderança eficaz. Mais do que fabuloso, esse livro é inspirado!

Hernandes Dias Lopes, casado com Udemilta Pimentel


Lopes, pai de Thiago e Mariana. Bacharel em Teologia pelo
Seminário Presbiteriano do Sul, Campinas, São Paulo e Doutor
em Ministério pelo Reformed Theological Seminary de Jackson,
Mississippi, Estados "Unidos. Pastor da Primeira Igreja
Presbiteriana de Vitória, Espírito Santo, desde 1985.
Conferencista e escritor, com mais de 100 livros publicados.
Contato: www.hernandesdiaslopes.com.bre
hd1opes@veloxmail.com.br 1

ISBN 85-89320-94-4
9 788589 320948
Categoria: Liderança
\ 1/
COMENTÁRIOS ■■ ■ ■
EXPOS1T1VOS
h a g N; O s H er n an d es Di as L o p es

NEEM1AS
0 líde r q ue r es t au r ou uma nação
NEEIVIIAS
NEE1VI1AS
0 líder qu e res ta ur ou um a nação
Revisão
MarcosMendes Granconato
João Guimarães

Capa
Souto Cresc
imento deMarca

Adaptação de capa
Atis Design

Iaedição - ag
osto de2006
Reimpressão - março de 2008
Reimpressão - maio de 2009
Reimpressão - fevereiro de 2011
Reimpre
ssão - janeirode 2012

Editor
Juan CarlosMardnez

Coordenador de produção Todos os di


reitos desta ed
ição reservados para:
Mauro W. Terrengui Editora Hagnos
Av. Jacinto Júlio, 27
Impressão e acabamento 04815-160- São Paulo - SP -Tel (11)5668-5668
Imprensa da Fé hagnos@hagnos.com.br - www.hagnos.com.br

Dados nter
I nacionais de Catalogação Publicação
na (CI
P)
(Câmara Brasileira do iv
Lro, SP, Brasil)
Lopes, Hernandes Dias
Neemias: O líder queestau
r rou uma nação / Hernandes ias
D Lope s.
- São Paulo, SP: Hag
nos 2006.(Comentá
rios expositi
vos Hagnos)

ISBN 85-89320-94-4

1. Bíblia A.T. Neemias- Comentários I. Título


06-4850 __________________ __________ CDD-222.807
índices paracatálogosistem
ático:
1. Neemias: Livros históricos:
Comentários 222.807
Dedicatória

D e di co es te l iv ro ao presbítero
Laert Modo lo e sua digníssima esposa,
Irma Modolo, casal amigo, hospitale iro,
conselheiro, padrão dos fiéis. Tive
privilégio de ser acolhido por eles como
um filho e desfrutei númera
i s vezes o
aconchego do seu lar, a ternur a do seu
amor, as bene sses desuas rações.
o
Sumário

Prefácio

Introdução 13
1. As marcas de m
u consolador 19
(Neemias 1.
1-4)
2. Os atri
butosde um intercessor 31
(Neemias 1.
5-11)
3. Como realizar os sonh
os
humanamente impossí veis 39
(Neemias2.1-10)
4. Reform
a, uma necessidade vital da Igreja 47
(Neemias2.11-20)
5. Princípios parao sucesso 55
(Neemias3.1-32)
6. Fazendo a obraedDeus deba
ixo
da oposi
ção 65
(Neemias4.1-23)
7. Como enfrentar
o probl
ema
da injusti
ça social 75
(Neemias5.1-12)
8. As marcas de um
líder íntegro
(Neemias5.13-19)
9. Como enfrentaros velhos ni
i migos
com
emnov
(Ne iasas
6.1ace
f s
-9) 97
10. Não ensarilhe as armas.
A luta ainda não acabou 107
(Neemias 6.10-19)
11. O fortalec
imento da da
cide deDeus 121
(Neemias7.1-73)
12. A restauração promov
ida pela Pal
avra
de Deus 131
(Neemias8.1-18)
13. O quebran
tamento do po
vo e a
exaltação deeuD
s 145
(Neemias9.1-15)
14. A fidelidade ed Deus ea
infidelidade do povo 155
(Neemias9.16-37)
15. Reform
a espi
ritual.Uma aliança co
m
Deus 165
(Neemias9.38-10.1-39)
16. A ocupa
ção d
a cidade deDeus 177
(Neemias 11.1 -36)
17. A importância do lo
uvor na vida
do povo de Deus 187
(Neemias 12.1-47)
18. A restau
raçãoda aliança quebrada 203
(Neemias 13.1-31)
de uma série deser
E s te liv ro sur giu
mões expositivos, baseados em Neemia
pregado pel o Rev. Hernandes D ias Lope s
na Primeira Igreja Presbiteriana de Vitór
O que abenço ou um rgupo de pessoas,
agora pode alcançar uma dimensãomaior,
pois a página impre ssa ult
rapassaa barreira
do tempo e do espaço.
O autor, ao usar uma linguagem vi
brante, elegante ede fácil entendi mento,
consegue ressaltar toda a riqueza cont
no relato bíblico, mostrando a história de
Neemias,um homem queestavavivendo
demaneiraconfortávelnacidadel a de Susã,
capital deinverno do m i pério medo-persa,
por volta
Deusdo anoum
para 444graa.
C., até
nde se
desa r cha
fio: mado
lidera
r
sua nação, um pov o escravo, pobre eque estavavivendo
debaixo de miséria e opróbrio, a fim de queele refletissea
glória de Deus.
Encontramos neste livro princípios importantíss
e atuais sobre liderança, como: visão, planejam
motivação, empreendimento, prudência e capacidade de
decisão. Mais do queisso,estaobranos apo nta o caminho
da liderança vitoriosa que administra tensões internas e
externas sem jamais perder o foco. ame
J s Hunter,aplicando
os princípios do seu famoso livro O monge e o executivo,
enfatiza
ergue-seacomo
importância
um dos dom
aíliore
derssemodel
rvo.Nee
os mias, cedo
do mun rtamente,
de um
líder esrvo. Ele continua sendo uma erferência depois de
mais dedois mil anos decomo exerc er a liderançano centro
da vontade deDeus.
Existe uma azã r o pela qual Deus cham ou a Igreja
e formou este povo para si. A felicidade consiste me
conhece rce
eleita, sa erdóci
experiment
o real, arnaçã
esse
o projeto
sant divoino.
a, pov deSomos “ra
propriedaça
de
exclusiva de Deus” (IPe 2.9). Viver de maneiracoerente
com esta identidade, onde qu er que ste
e jamos, na igre ja
e no trabalho, na escola e na vida familiar, é o propó sito
da nossajornada neste mundo. Neste livro, podemos ver
evidenciados princípios eternos ace rcado queé a vida crist ã
e o que azer
f paraquea glória do nossoDeus seja refletida
em nosso iverv .
Neemias, o líder que restauro u uma nação é um
livro apropri ado, oportunoe necessário nestes dias, pois
atraves samos uma crise profunda de liderançame nossa
socieda de, seja no meio político, empresarial,religioso eaté
mesmo familiar. Estamos vivendo umaepidêmic a crisede
identidade,em queas palavras “cri
stão” e“evangélico” em
muito se esvaziaram de seu real significado. Minha oração
é que amensag em deste livro alcance eabenço e milhares
de vidas em nossaPátria e, quiçá, além fronteiras.

Ulisses HorstDuque
P r es b í t er o da P rimeira I greja
P r es b i t er i ana de V itória - IPB
o liv ro é um tratado so
de N eemi as
brelidera nça.Seu conteúdoé fascinante,
seus princípios são oportuníssi
mos, sua
leitura éindispensável.
Ele formava um só livro com Esdras
na Bíblia Hebraica.1A Septuaginta traz
os dois também como um só livro.2
Ambos relatam o mesmo fato central:
a volta do povo udeuj daBabilônia,
após setenta anos de cativeiro, para a
reconstruçã o da cidade deJerusa lém.
Ao revolvermos os escombros da cidade
santa, espana ndo a poeira do tempo,
aprenderemos princípios mora is e
espirituais que poderão transformar a
nossavisão e a nossaprópria vida.
Vivemos num mundo fragmentado. Hávidas quebradas,
lares desfeitos einstituições públicas abaladas pelacorrupção.
A própria Igreja vive uma profunda crise de credibilidade.
A sociedade está enferma. Precisamos desesperadamente da
mensagem desse precioso ilvro. J. Oswald Sanders diz que
parece haver uma vidente
e alta
f de liderançaorte, f segura,
carismática quenossa época confusa nece ssita com tant a
urgência.3Por isso, o estudodeNeemias éa oportunidadede
abrir clareiras e apontar novos rumosparaessa liderança .
O livro deNeemias éum manu al quetratada re stauração
navida
mais , famí
extra lia, política
ordinár , igreja
ios da Histó eE
ria.soci
edade
atualí
ssi.m
Eo,um dos
perti livros
nente ,
assaz oportuno,insupe rável na arte daadministração pessoal
e pública. E um dos mais fascinantes co mpêndios sobrevida
vitoriosa. Trata de conflitos intrapessoais e interpessoais.
Aborda os tenebrosos ataques que vêm de fora sem deixar
de apontar os pe rigos que êvm de dentro. Neemias prec isa
urgenteme
textos nte ser rede
da literatura scoberto
al sobrecomo
mundi lideraum
nça dos
eficaz. pri
ncipai
Mais s
do
que fabuloso, esse livro é inspirado!
O livro de Neemias é um dos mais antigos, profundos
e consistentes ma nuaisde liderançade todos os tempos.
Merg ulhar em seus ensinos é matricular-se na escola
superior dessa arte subl ime. Trata-se de um ilvro de
cabeceira para todos aqueles quespiram a ou ocupam um
postode lidera nça. Aprendemos por meio dele a planejar
o nosso trabalho, a organizar o noss o tempo e recursos,a
integrar n ossas tarefas com a tare fa de outros, a motivar
outros e avaliar os resultados.4
Nesse livro, aprendem os também como lidar coma
oposição. O verdadeiro líder éaquele que abre mão do
seu conforto pessoa
l paralutar pe
las causas do seu povo
ainda que isso lhe custe aprópria vida. O verdadeiro líder
compree nde queesum d i eal é maior do que avida, vale a
pena da r a vida pelo ideal.
Paracompree ndermo s esse livro, precisamos observar,à
guisade introdução, três fatos impo rtantes.
Em primeiro lugar, o contexto históri co do cativeiro
babilónico. Com a morte de Salomão, em 931 a.C., o reino
de Israel foi dividido. O Reino do Norte te ve dezenove reis e
oito dinastias. Em um pe ríodo de 209 anos,nenhum de sses
reis buscou a Deus, sendo to dos erbeldes. Deus enviou-
lhes prof etas, mas os nobres eo povo não se arre penderam.
Então,Deus enviou o chicote eos entreg ou nas mãos da
Assíria, em 722 a.C. Eles foram levados cativos e nunca
foram restaurados.
O Reino do Sul teve vinte reis na mesma dinastia
davídica. udá
J nã
o aprendeu a lição do Reinodo Norte e
também co meçou a se desvi ar deDeus. Os reis taparam os
ouvi
Ent dosDeu
ão, à voz pro
s os fética
ent , prende
regou ra
nas m m ede
ãos ma tara
seus m osigprof
inim os etas.
eles
foram levados cativos no ano 586 a.C. paraa Babilônia e lá
permaneceram seten ta anos.
Em segundo lugar,o retorno do cativeiro babilónico em
três levas.A megalomaníaca Babilônia caiu. Ela confiou
na suagrandeza, orgulh ou-se desuapujança e a soberbaa
levou a:o ochã
mundo o. Um
Impé novo impé
rio Medo- rio
. Asepolítica
Persa levanto u sse
de e domin
reinoou
erao
diferente.A Babilônia arrancava os súditos da suaterra e os
levava cativos, enquanto, o Império Medo-Persa adotava
a política de manter os súditos em seu própri o território.
Paul Freston assim de screve apolítica medo-pers a:
A política imperial persa era o oposto da dos babilônios. Era um “neo-
imperialismo” mais brando,“anistiando” os exilados, permiti
ndo e
até incenti
vando a volta às suas terras de or
igem. Ciro incentivava
também as religiões dos povos colonizados, devolvendo os seus objeto
sagrados, patro
cinando a recons
trução deseus templos, pedindo su
as
inter
cessõe
s [...] Muito acima das motivações políti
cas deCiro está a
mão de Deus.5

Dessa forma, o rei Ciro determinou a volta dos ca


tivos
quando tomou conhecimento que Jeremias havia profeti
zado a seu respeito nos seg
uintes term
os:
Assim diz o Senhor: Logo que se cumprirem para a Babilônia setenta

anos, atentar
ei paravós outrose cumprireipara convosco a minha
boa palavra, tornand
o a trazer-vos paraeste lugar. Eu é quesei que
pensame
ntos tenho a
vosso respeito,
diz oSenhor; pensamentos de
paz enão de mal, para
vos dar o fim que de
sejais. Então,me invocare
is,
passareis a orar amim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-ei
s e me acha
reis
quando me buscar
des de todo o vosso coração.
Serei achado de vós,
diz oSenhor, e farei mudar avossa sorte; ngregar
co -vos-ei de todas

as nações ede todos os luga e vos lancei,dizSenhor,


res para ond o e
tornarei a trazer-vos ao lugar donde vos mandei para o exílio.6

O povo voltou em três levas: 1) Sob aliderança de Zorobabel par


a
reconstruir o templ
o; 2) Sob aliderança de
Esdras par
a ensinara Lei;
3) Sob aliderança de
Neemias para reconst
ruir osmuros. Tanto Esdras
como Neemias voltaram sob ogoverno deArtaxerxes I(465-424
a.C.). Os judeu
s que voltaram par
a Jerusalém foram pr
ofundament
e
influenciado
s pela fé dosseus pais mesmo nocativeiro.A criação
das sinagogas no exílio para o estudo da lei e dos profetas exerc
uma grande influência na inspiração da fé religiosa daqueles qu
retornaram à Jerusalé
m.7O cativeiro babil
ónico oi
f decisivo par
a os
judeus deixarem a idolatria.8
Muitos ficaram na Babilônia e não quiseram voltar. A
geração que ora
f para o cativeiro já estava idosa e a que
nascera na Babilônia havia se aculturado.
Em terc
Oseiro
cativeiro. lugar, om op
que voltara róbri
enfre o m
ntarados aqueposta
pro voltaram
se do
dutora
dos sam aritanos para se associarem na econst r rução do
templo. Os judeus rejeit aram a propostaveementemente.
Perceberam que ossama ritanos não estav am interessados an
reconstrução de Jerusalém, mas na destrui ção do pró prio
povo judeu (Ed4.1-3; 2Rs 17.24, 33,34).A rejeição foi
mot ivada
racial(Edpor senti
6.21). Amqu
ento sore
estã ligiosos
não era raecismo,
não por prefideli
mas conce
daito
de
doutrinária.
A rejeição da oferta samaritana provocou forte oposição
e a construçã o do templo foi para lisada por ordem do re i
Artaxerxes (Ed 4.11-21). O resultado foi que a cidade ficou
despovoada (Ne11.1). O povo vo ltou paraJerusalém, mas a
restauração ainda não havia acontecido. O templo, a cidade
e o povo estavamdebaixo de grandemiséria e opróbrio.
Nesse ínterim, Neemias re cebeu a visita de Hananina
cidadela de Susã, a residência de invernodos re is persas,9no
ano 444 .C.,a no vigésimoano deArtaxerxes I (464-423),
ou seja, treze anos depo is de Esdras subi
r aJerusalém, e 142
anos depois do cativeiro babilónico (Ed 7.7). Essa visita de
Hanani foi providencial. A partir dela um novo horizo
se abriu na vida de Neemias e um nov o futurocheg ou
para a cidade deJerusa lém. Aquele foi kairós
o de Deus, o
tempo da oportuni dade. RandyPhillips diz queo termo
“oportunidade”, em latim, significa “seguir em direç ão
ao porto”. Na antiguidade osmarinheiros empre gavam o
vocábulo para designar o momento em que a maré e os
ventos lhes eram favoráveis, facilitando a entrada no porto.
Assim que percebiam que as condições meteorológicas eram
boas, içavamlogo as velas para tirarem o máximo proveito
do tempo.10Da mesma forma, Neemias aproveitou essa

oportun
dade idade
ci seeiçou
dos us is. as suas velas no senti
pa do de restaura
ra

N otas da I ntrodução

1 MEARS, Henrietta C.EstudoPanorâmico da Bíblia. São Paulo: Vida, 1982, p. 133.


2 GAGLIARDI JR., Angelo. Panorama do Velho Testamento. Niterói : Vinde, 1995, p. 163.
3 SANDERS, J. Oswald. Paulo, o líder. São Paulo: Vida, 1986, p. . 7
4 BARBER, Cyril J. Neemias ea dinâmica da liderança eficaz. Sã
o Paulo: ida,
V 1982, p. 10.
5 FRESTON, Paul. Neemias: Umprofissionala serviço do Reino. São Paulo: ABU, 1990, p.8.
6 Jeremias 29.10-14.
7 ELLISEN, Stanley A. Conhe ça melhor oA ntigo Testam ento.
São Paulo: Vida, 1991, p. 128.
8 SILVA, José Apolônio da. Sintetizando a Bíblia.
RiodeJaneiro: CPAD, 1984, p. 72.
9 KIDNER, Derek. Esdras eNeemias. Sao Paulo: Vida Nova , 1985, p. 84.
10 PHILLIPS, Randy.Seteprome
ssasde umhome
m depalavraVend
s. a Nova, MG: Betânia,
1996,p. 16.
As marcas de um
consolador
(Neemias 1.1-4)

N eemlas é um homem sintonizado


com o cé u e com a terra . Ele olha avida
daperspec tiva do tempo e daeterni dade.
Ele tem a cabeçacheia de luz e o coração
pleno de devoção. E grande líder di ante
dos homens e um humilde adorador
diante de Deus. E capaz deenfrentar as
maiores pressõesnternas
i eexternas sem
se intimidar etambém de chorar diante
do sofrimento dos esus irmãos.
Neemias é um empree ndedor guiado
pelo desejo de fazer o extraordinário
John Maxwell, citando A. W. Tozer, diz
que Deus estáprocurandopessoa s com
as quais possafazer o impossí vel. Como
é ane
pl trijamos
ste const
atar
aqui quepode
lo que nósmosso
mfaze
ente
r
por nós mesmo s.11
Neemias é um ílder que ora e age, que al f a e faz, que
planeja emotiva, queconfronta e conso la, que buscaa glória
de Deus e o bem od povo e não sua própria promoção.
Sua vida éum exem plo, sualideranç a é um estandarte, seu
trabalho é um monumento. A poeira do tempo não pode
apag ar seus feitos. Sua abneg açãoe coragem são tônicos que
ainda fortalecem osbraços demuitos líderes. Sua piedade
e engenho administrativo são faróis quealumiam aestrada
daqueles queabraça m a vida púb lica. Sua compaixão e
lágrimas pe los des assistidos de seperança são bálsamo que
alivaiam
pel asde
verdaferibal
dasizam
de mu
o ica
tosmipere
nhogrinos.
de Sua
muitoss ora
ções
emba ezelo
ixadores
de Deus na História.
Vamos olhar o álbum desse grande líder e contemplar
o seu rosto, suas palav ras, suas obras, seu exemplo. Cada
página desse precioso ilvro tem o peso deumatonelada. Há
princípios tão fantásticos nesse livro quesão mais preciosos
do quemui
a mente atoa,our
bert o deopura
com dçã
corao.oLeia o livro
sedento deNeem
e com iasa ávida
a alm com
de receber de Deus a instruçã o. O Espírito Santo é quem
nos guia à verda de. Ele é o mestre divino que abre n osso
entendimento e ilumina nossa mente na percepção das
insondáveis riquezas de Cristo.
Quais sã o os atributos desse gigant e de Deus, desse
distinto consolador?
Um homem que está a serviço de Deus e
dos homens (Ne 1.11b)
Três fatos são dignos dedestaquea respeito de Neemias:
Em primeiro lugar,o seu nome(1.1). O nomeNeemias
significa“confortador dadopor Deusou aquele queconsola”.12
Neemias era um consolador,um homem decoração aberto e
sensível aos pro blemas dos uotros. Neemias era um servo de
Deus, servindo ao rei da Pér sia e disposto també m a servir o
seu desprezado povo. Possivelmente,Neemias tenhanascido
no cati veiro e tenha crescidonum ambiente cercado por
influências pagas. No entanto, mesmo cercado por ambiente
hostil, cresceu como um homem comprome tido comDeus.
Em segundo lugar, sua oc upação (1.11). Neemias
provavelmente não conhecia Jerusalém. Ele cresceu
num conte xto de politeísmo. Contudo, por ca usa de sua
integridade, capacidade e lealdade, ocupou um acrgo
deinc
pr grande
ipal co
nofiança
paláci e resino rein
a ade
dênci doinverno
de Artaxer
do xes,
mon aem
rca. S usa,a
Sus
era uma fortaleza, onde Dario levantou um magnificente
palácio.13 Pelo grande temor que os reis tinham deser
envenena dos, o copeiro eraum homem degrande conf iança.
Ele provava o vinho do rei e cuidava dos se us aposento s.14
Ele supe rvisionava toda a alimentação do palácio e, antes
de
ingeorindo
rei-ainge
elerimesm
r quao.lquer be
bidapor
Isso tinha , devia
fim dtomar o rcopo
emonstra que,
nenhumatraição ocorrera e que, portanto , não havia perigo
de envenenamento.15 Bill Arnold afirma que o título de
“copeiro” não significa queNeemias era um mordomo, mas
sim um conse lheiro pessoal do m i perador do mundo.16O
copeiro tinha acesso constante à presençado rei e, por isso,
tornava-se uma pessoa de grande nfluênc i ia.1
7John Maxwell
diz que li dera nça éinfluênci a —nadamais, nada menos.18
Neemias era um homem devisão e ação. Ele orava e agia.
Tinha trânsito com Deus e com os homens. E conhecido
o ditado: “Coragem mais obediência hoje, é igual asucesso
amanhã”. O rei da Pérsi a colocava a vida em suas mãos.
Além de copeiro, ele era uma espécie de primeiro-ministro,
o bra
ço direito do rei Artaxerxes.
Neemias cresce u em terr a estranha, mas cert amente
manteve-se atuali zado no estudoda Palavra de Deus. Ele
conheciaDeus e tinha vida intensade oração. A piedade
de Neemias não o alienou das grandes usa ca s sociais e
políticas. Ele tinha dupla cidadania: terre na e celestial.
Tinha intimidade com Deus e sabia lidar com os hom
Sabia estardiante do rei e também re lacionar-se como
povo. Transitava com liberda de no palácio e tambémnas
ruas.
Em terceiro u l gar,sua empatia (1.4). Seus ouvidos estavam

abe
se rtoesl aoàsclane
nsív morssida
ce dode
sesu irmãoe sepuovcora
do seu o. ção mias
Nee profundam
viaente
vi no
luxo, mas também vivia de forma piedosa. Ele vivia com
Deus e se importava com aqueles qu e viviam na misé ria.
Jerusalém estava a 1.500 km de Susã. Neemias nunca vira
antes a cidade dos us sepais,mas ele es importava com ela.
Os problemas da ci dadeeram os eus s problemas, a dor da
sua gent
receber aequel
era
esa que
suasteodavam
r. Nasof
sua agenda
rendo. ahviahome
Era um espa
ço que
m para
tinha conheci mento, influênci a e poder, mas não se afastava
daqueles que viviam oprimidos pelo sofrimento. Muitos
homens quevivem encastela dos no poder aproximam-se do
povo ape nas para auferir benefícios próprios; correm atrás do
povoapenas à ca ta de votos paradepois selocupletarem com
lucros bus
anidara
que so gui vos,mesaquecde
o poendo -se deli
r. Neem iasberadame
caminhanna
te di
da
rqeçã
ueles
o do
povopara socorrê -lo e não para explorá-lo.

Um homem que se importa com as pessoas e não apenas


com o seu próprio sucesso (Ne 1.2-4)
A vida de Neemias nos ensina três importantes lições
nesse aspe
cto:
Em primeiro lugar,Neemiaséumhomemquefazperguntas
(1.2). A coragem defazerperg untas aiv mudar asuavida,
afirma o irmão André.19A vida de Neemias nunca ma is foi
a mesmadepois que ez f estapergunta: “Veio Hanani , um
de meus ri mãos, com alguns deJudá; então,lhes perg untei
pelos judeusqueesca para m e que nã o foram levados parao
exílio e acercadeJerus além”(1.2). A respostaa estapergunt a
impactou profundam ente a vida de Neemias: “Disseram-
me. Os restantes, que nã o foram levados para o exílio e se
achamlá na pro víncia, estão em grande m iséria e desprezo;
os muro
queimadass”de(1Jerusalém
.3). Quandoestã
voocê
derri
bados,
toma ecias
conhe mesua
ntos de
port
as,
um
problema, se torna ersponsá vel diante deDeus pela solução
desse problema. Se você não está interessado em ajudar,
não faça perg untas. Perguntar a alguém comoai,vsem ter
tempo, disposi ção e esforço para ajudar éumaconsuma da
hipocrisi
a. Os líderes encontram seus propó sitos nas
necessidades
out-doors queaos
de Deus cercam.
apontar2-0Nece
nos nsoss
sidoade
s àistér
min nossa
io. volta
O fardsã
oo
precede visa
a o e a visão leva àação.
Quando Neemias soube da necessidade do seupovo,
sentiu-se chamado paraatender àquela nece ssidade. Temos
de ter coragem parafazer perguntas acercados pro blemas
que afligem nossa vida, família, igreja, cidade e nação.
O irmão André dizque quando você perguntar sobr e
determinadanecessidade, vai acabar de scobrindo que setá
sendo chamado para atender a ssa e necessi dade ! E a sua
respo nsabi
lidadeé tão grande qua nto a suachamada. E o
queé uma chama da? Esabe r de uma necessi dade. 21
Em segundolugar,Neemias éum homem quediagnostica
osproblemasdo seu povo(1.3). Que tipo de probl emas estava
acontecendo em Jerus
além?
O primeiro problema queJerusalém estava enfrentando
eraa insegurança pública. Hanani disse a Neemias: “[...]
os muros de Jerusalém estão derribados” (1.3). A cidade
estava desguarnecida, o povo estava sem defesa. Não havia
segurança. Os invas ores podiam entrar a qualquer hora .
Um povo sem segurançasente-se vulneráv el e ameaçado.
Esse é o maior problema das grandes ci dades hoje. Vivemos
sob o spee ctro do me do. Trancam o-nos dent ro de casa e
temos me do de sair às ruas. Há violência, arrombamentos,
assaltos eseqüestros. Nossas cidade
s estão setransformando

num cam
vítimas po de sa
indefesas ngcriminalidade
da ue, num anf iteatro onde to
incontrolável. mbam as
Nossas
cidades estão sem muros e entregues àsanha de hordas
de crimino sos. O narcotráfico desafia a Justiça como um
poder paralelo. Os cartéis do crime organizado seinfiltram
nos po deres constituídos e tiram aesperança danação.
Vivemos um sentimento de impotência.

eraOa se
injgundo
ustiça pro bl.eDiss
social ma e,
que
ainJerusa
lém estava
da Hanani: “[...]enfre
ntando
e as suas
portas, queimada s” (1.3). Os juizes que julgavam as
causas do povo ficavam junto às portas da cidade . Com
suas portas queimadas,erusal J ém estavadesassistida do
braço repressor da lei, desprovida da ação do ministério
público e sem o ministério vital dos juizes. O judiciário
estava falido. Campea vam a corrupção e o desm ando. Não
havia lei, nem justiça. A socieda de se desespera quando
a justiça é torcida e quando aqueles que aaplicam es
corrompem. Vivemos esse mesmo dramade um poder
judiciário levedado pelo fermento da corrupção. O povo
fica com a espera nça morta quandoaqueles que deviam
ser os guardiões da lei, mancomunam- se com esquemas
criminosos para praticarem toda sortede injustiça. As
portas das nossa s cidades ambém
t estão queimadas. Não
somente estamos expostos às gangues d o narcotráfico, aos
esquemas mafiosos dos cri mes demando , aos ataques cada
vez mais violentos daqueles que zombam do valor davida e
ceifam osinocentes se m queestes ofereçam resistência, mas
também estamos assombrados com o conluio crimi
dos poderes constituídos, com essas força s ocultas do ma l
que espal ham o pavo r e se embriagam com o sangue da
nossagente. A tragédia quese abateu sobreJerusal ém no
passado é umadolorosa realidadetambém os d nossos dias.

eraOa ter
creeiro
pob za. pro
blemaco
Hanani que
ncluJerusa
iu seulém estava
relato: “Osenfrentando
restantes,
que nã o foram levados parao cati veiro e se acham ál na
província, setão em grandemiséria...” (1.3). O povo udeuj
tinha voltado para Jerusalém. Centoe vinte anos ha viam
se passado desde que ora f m levados para a Babilônia,
mas a pobreza ainda assolava o povo . Viviam no meio
de
opriescom
midosbros.
pelosElese
superderam s.o Cada
s inimigo ânimoum
paracorria
lutar. Viviam
trá
as da
suaprópria sobrevivência e, assim,o povoperde u a noção
de cidadania. Um povo achatado pelaopressão política,
esmagado sob o tacã o cruel ad pobreza capitula e enfrenta
o maior detodos os na ufrágios: o nauf
rágio da esperança.
O Brasil estáentre as vinte maiores economias od mundo.
Na s na
s ções
desemais
de
zseve
nvolvida
zes mas,
iorodo
ma ior sa
olári
o opúbl
míinco
é
apena te ade que sa
lári imo.
No Brasil, há salários cem vezes maior do que o lári sao
mínimo. Essa desigua ldade brutal alarga a basedapirâmid e
social,coloca umacordano pescoço do pobree tira-lhe o
oxigênio da esperança. No maior celeiro do mundo , ainda
existem milhões depessoa s que morrem de fome. Outras,
com o rostocorado de vergonha, disputam com os cães
leprentos os restos paodrecidos das feiras. Ainda outra s
vivem com o ventre estufado pelas costelas em ponta na
ânsia de encher o es tômago fuzilado pela dor tontea
es nte
da fome.
O quarto problema que Jerusa lém estava enfrentando
erao desprezo.Hananias conclui, dizendo: “... e desprezo”
(1.3). Além deviverem numa cidade se m segurançae sem
justiça; além de estarem golpeados pela pobreza, eram
também ul trajados pelo desprezo. Era um povo esquecido,
abando nadoà sua sorte. Maior do que a dor dapobreza,
é a doalado
encurr r do abando
pelos nini
o.migos.
O povMuo esta
itosvavivem
desassist ido eainda
assim ainda
hoje. O desprezo não dói apenas no bolso eno estômago,
mas, sobretudo,na alma. Ele atingeo âmago, o íntimo. Ele
tenta destruir o homem de dentro para fora.
Em terceiro lugar,Neemias é um homem que se levanta
como respostade Deus aos problemas do pov(1o.4). Realizar os
sonho
no nosss odepró
Deus
prioémaisoim
conf portant
rto. Por eissodo, Nee
quemias
viver de
enca stelsu
ixou ado
a
zona de conforto, o palácio de Artaxerxes, e foi reconstruir
os muros caídos deJerusalém. Nessetempo, Neemias era
copeiro do rei, mas abriu mão de tudo para cumprir os
propósitos de Deus. O grande esportistalondrino Charles
Studd, ao serquesti onadosobre as razoes deter abdicado
da sua riqueza esucesso para er s missi onário, respondeu :
“Se Jesus Cristo é Deus e morreu po r mim,entãonenhum
sacrifício queeu faça por Ele pode ser grande dema is”.
Paraque Deus está lev antando você? Para que vo cê está
se prepara ndo? Para quevocê estáocupando esse ou aque le
cargo em sua empresa? Qual é o propósito de Deus pa ra
suavida? Melhor do que alizar
re osseus própri os sonhos, é
cumpri
r o soberano pro
jeto de Deus. Moisés, Ester, Davi,
Neemias e Paulo aprenderam o que éviver pararealizar os
propó
sitos do coração de Deus.

Um homem capaz de sentir na pele


a dor do seu povo (Ne 1.4)
Duas verdades saltam aos nossos olhos acerca de
Neemias:
Em primeiro lugar, os problemas do seu povo levaram
Neemias às lágrimas (1.4). Quanto tempo faz que você não
chora
? Os noss os sentimentos estão congelados. O irmão
André cita
“Senhor, William
dá-
me o do Hopkins,
m das lágque orava
rimas” freqüentemente:
.22Antes deDeus a fzer
algumacoisa, Ele precisaamolecer o nosso coração. Só gente
quebrant ada é usada plenam ente por Deus. Choramos
quando tomamos co nhecimento das necessidades das
pessoas? Nee mias chorou! Jesus chorou!
Por queNeemias chorou? Nã o somente porquea cidade

odos
Temse
us
plopa
, isonde
esta
va em ruí
Deus nas;
era nãodo;
adora some
mant
s,eporque
porqueoláDeus
sta
eva
de seus pais estavasendo escarnecidopelos seus inimigos.
Eles diziam: “Deus não conseg ue dar vitória ao povo, ele é
incapaz. Nossos ído los são mais poderosos do queo Deus
de Israel”. A preocupa ção de Nee mias era com a glória de
Deus, não apenas com o bem -estar do povo.
Jesus chorou por nós. Desceu da glória e se identificou
conosco. Temos nós chorado pelos dra mas do pov o de
Deus? Temos nós chorado pela dese spera dora situação em
que es encontra a sociedade co ntemporânea? Temos nós
chorado por causada violência, da injustiça, da pobreza e
do opróbrio quetêm sasolado a nossagente?
Em segundo lugar, os problemas do seu povo levaram
Neemias a um profundo lamento (1.
4). Neemias chorou e
lamentou por quatro meses o pro blema do seu povo, ou
seja, do mês dequisleu (1.1) ao mês de nisã (2.1). Era um
lamento profundo,que durou quatro meses. Neemias vivia
no palácio, mas seu cora
ção já estava nas ruínas deJerusalém.
O irmão André alertaparao peri go de escondermos noss os
sentimentos:
Por que sempre tentamos reprimir esses sentimentos súbitos d
alegria? Por que sem
pre tentamosreprim
ir nossos sentimentos de
tristeza?Por que não queremos nunc
a que o
s outros sai
bam que nós
também choramos,às vezes? E porque temos receio de parecer
mos
tolos. Professamos que seguimos a Cristo. Ele foi chamado de o

homem de dor
es”. Quando Jesu
s foi ao enterro do seu amigo Lázaro,
Ele chorou. Ele demonstrou os eu
Ss sentimento
s, o Seuamor, a S
ua
compaixão pelos sofrimentos do povo. Ele também revelou Sua ir
diante da injustiça. Por que procuramos ser tão terrivelmente polido
Vamos nos desvencilhar desse verniz.23

Um homem
para res olveque
r os busca os recursos
prob lemas do povodo(N
céu e da
e 1.4) terra
Neemias eraum homem que tinha afinidade com a
corte celestial e também ocm o trono do rei Artaxerxes.
Ele buscava tanto o socorro deDeus qua nto a ajuda do rei
medo-persa . Três fatos nos chama
m a atençã o:
Em primeiro lugar,Neemiasbusca ofavor deDeuspor meio
da prática do jejum(1.4). Ele não só hc orou,mas também
jejuou. Quanto tempo faz desde quevocêjejuou realmente?
Neemias tinha muitos obstáculos pelafrente:a permissão
do rei; a mobilização do povo ; o ataque dos inimigos; a
dure za da obr a; a pobreza e o desâ
nimo dopovo. Por iss o,
ele jejuou. Paraas causas perdi das,devemos buscara força
de Deus pelo jejum, quebrantando-nos, humilhando
na pre
sença de Deus. Jejum é fome de Deus, é saudade
de Deus. É alimentarmo-nos da essência do Pã o do Céu,
em vez do símbolo do pã o do céu. O apóstolo Paulo diz
que devemos comer e beber paraa glória de Deus (ICo
10.31). Ora, se comemos para a glória de Deus e jejuamos
paraa glória deDeus, então qual a diferençaentre co mer e
jejuar? John Piper diz que quando comemos, alimentamo-
nos como símbol o do pã o do céu, ma
s quando jejuamos,
alimentamo-nos daprópria essênciado pão do cé u.
Em segundo lugar, Neemias derrama a sua alma em
fervente oração 1
( .4). Neemias foi um homem de oração.
El
elee orou
acredietava no m
Deus poveu
oderda oração.
o cora Durante
o do rei. Ele qua
tro mese
orou s,
e Deus
abriu as portas . A soberania de Deus encoraja Neemias
à oração. Ele esteve orando perante o eus D dos cé us. Os
homens práticos são aquel es queorame agem. Oração sem
ação é fanatismo. Ação sem oração é presu nção.
Em terceiro lugar, Neemias busca ofavor do rei (1.11;
2.
me5di
). dNeemias
as práticas:roafala
e age.
comEleo busca
ei, a Deus
r vistori ea,
a a obrtambém
incent oma
ivato
povo, enfrenta os inimigos, faz nomeações erta c s.
Por m eio desse texto, aprendem os algumas lições
práticas: Primeiro, os probl emas aparentementeinsolúveis
têm solução quando homens comprometidos com Deu
levantam na orça f de Deus pa ra agir. Segundo, os home ns
mais eficazes na obrade Deus são aqueles que têm o coração
quebrantado e conhecem a intimidade deDeus pelo jejum
e pela ora ção. Terceiro, Deus pode lev antar e usar você
poderosamente se você tiver coragem de azer f perg untas e
sair dasuazona de conforto. Vocêtemsidoum consolador
na sua era g ção?
N otas d o cap í t ul o 1

11 MAXWELL, John C. 21 Minutos depoder na vida de um líder. Sã o Paulo: Mundo


Cristão, 2002,
p. 46.

12 Irmão André. Edificando um mundo em ruínas. RiodeJaneiro: CPA


D, 1985, p. 21.

13 Vol.
CHAMPLIN, Russ
3. São Paulo: ell Norm
Hagnos, an. Op.Anti
2001, go Testam
1775. ento nterpretado
i versículopor versículo.
14 BARBER, Cyril J. Neemias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 11.
15 FERREIRA, Julio André. Conheça sua Bí blia.Campinas: Livraria Cristã Unida, 1977,
p. 166.

16 ARNOLD, Bill T. e BEYER, Bryan E.Descobrindo o A ntigo Testamento. Sã o Paulo:


Cultura Cristã, 2001, p. 269.
17 KIDNER, Derek. Esdras eNeemias, p. 86.
18 MAXWELL,John C. Maxwell.21 Minutos depoder na vida de um líder, p. 35.

19 Irmão André. Edificando um mundo em ruínas. CPAD, p. 15.


20 MAXWELL,John C. 21 Minutos depoder na vida deum líder, p. 74.
21 Irmão André. Edificando um mundo em
p.ruínas, 21.
22 Irmão André. Edificando um mundo emruínas, p. 30.
23 Irmão André. Edificando um mundo emruínas, p. 35.
Os atributos de um
intercessor
(Neemias 1.5-11)

Como consolador, Neemias viveu


perto das pessoa
s; como interce
ssor,
perto deaDeus
Neemi . , acima de tudo, um
s era
homem de oração.24 Neemias se mpre
foi um homem muito ocupa do, mas
não tão ocupa do a ponto de não ter
tempo para Deus. Você encontrará de
de suas orações neste livro (1.4s; 2.4;
4.4; 5.19;6.9,14;13.14,22,29,31).Um
dos truques do diaboé manter-nos tão
ocupados que não encontramos tempo
para orar. Se Neemias não osse f um
homem deoração, o futurodeJerusalém
teriasido outro.25A força da oração é
maior do que qualqu er combinação de
esforços na terra
. A oração move o céu,
aciona o bra ço onipotente de Deus, dese ncadeia grandes
intervenções ed Deus na História. Quando o home m
trabalha, o homem traba lha, mas qua ndo o homem ora,
Deus trabalha. Neemiascomeçaseu ministério orando. Sua
oração é uma das mais significativas registradas na Bíblia.
Vemos nela os elementos da adoração, petição, confissão e
intercessão.
Um n i tercessor é alguém ueq se levanta diante do trono
de Deus afavor de alguém. Esquilos foi condenado à morte
pelos atenienses eestavapara ser execut ado. Seu irmão
Amintas, herói
batalha de de guerra,
Salamis, tinha perdido
defendendo os ateniaens
mão
es. direita na
Ele entrou
na corte, exatamentea hora
n queeu s irmãoestavaparaser
condenadoe, sem dizer umapalavra, levanto u o bra ço direito
sem mão na prese nçade todos.Os historiadores diz em que
quando os juizes viram sa marcas do seusofrimento no
campo de batalha erelembrara m o queele tinha feito por
Atenas,
Quaispor
sãoamor a ele,
os atributoperdoaram
s deum oint
seu
erceirmão.
ssor?

Um intercessor é alguém que se nte o fardo


dos outros sobre si (1.4)
Um ni tercessor to
rna-se responsá
vel diante doconhe
cimento de uma nece ssidade. O conhecimento de um
problema nos re sponsabiliza diante deDeus edos home ns.
O conhecimento dosproblemas do se u povolevou Neemias
a orar a respeito do assunto .
Um n i tercessor se
nte a dor dos outros em suaprópria
pele. Um egoísta jamaisserá um ni terce ssor.Só aqueles que
têm co mpaixão podem sentir na pele ador dos outros e
levá-la ao trono da graça. Neemias chorou, al mentou, orou
e jejuou durante quatromeses pela causado seupovo. Sua
oração foi persist
ente efervorosa.
Cyril Barber diz que umlídersábio coloca bem alto em
sua lista de prioridades o bem -estar daqueles com quem
trabalha. Ele se asseg ura de que os pro blemas dos seus
liderados sejam resolvidos antes decuidar de seus próprios
problemas.26Montgomeryacertada mente disse: “O início
da liderança é uma utal pelos corações epelas mentes dos
homens”.27

Um intercesso r é alguém que reconh ece a


soberania de Deus sobre si (1.5a)
Um ni tercessor pro
a xima-se de Deus com um profundo
senso de re verência. Neemias co meça a sua interce
ssão
adorando a Deus. Você adora a Deus por quemEle é? “Ah!
Senhor, Deus dos céus, Deus grande e temível...” (v. 5).
Neemias entendeque Deus éo governador do mundo . Ele
focaliza suaatençã
enormidade odseo
u na
prograndezadeDeus,
blema. Um i terceant
n es pro
ssor de
a pensar
xima-se na
de Deus sabendo queEle é soberano, onipotente, diante de
quempreci samos nos curvar cheio
s de temo r e reverência.
Um n i tercessor aprox
ima-se deDeus sabendo que pa ra
Ele não há impossíveis. Quanto maior Deus se tornapara
você, menor se torna o seu problema. Daniel disse que o
povoqueconhece a Deus é fortee ativo (Dn 11.32).
Um intercessor é alguém que se firma na
fidelidade de Deus (1.5b)
Um intercessor sabe que Deus é fiel à Sua aliança.
Neemias xpre
e ssou iss o claramente emsua oração: “[...]
que g
uardas a aliança ea misericórdia para com aq
ueles que
te amam e guardamos teusmandame
ntos” (1.5). Somos
o povo de Deus. Ele firmou conosco uma aliança eterna
de ser o nossoDeus enós oSeu povo. Ele vela por nós e
prometeu star
e conosco sempre.Ele prometeu nos g uardar,
nos co nduzir em triunfo e nos re ceber na glória. Quando
oramos,podemos nos agarrar na s promessas des sa aliança.
Um n i tercessor fundamenta-se não nos esus méritos,
mas na fidelidadede Deus. Neemias tem disposição apra
interceder porqueconhecia o rá cater ifel e misericordioso
de Deus. Quanto mais teologia você conhec e, mais
comprometido com a oração você deve ser.

Um interce ssor é alguém q ue importuna


Deus com su as sú plica s (1.6)
Um interce ssor é alguém que onãdesca nsa nemdá des
canso a Deus. Neemias foi incansável emsuaimportunaçã o.
Ele orou continuame nte, com perseverança. Ele disse :
“Estejam, pois, atentos os teus ouvidos, e os teus olhos,
aberto
tuapre sse
, para
nça, acudi
dia eres àora
noite, peção do
los filhosteudeseIsr
rvo , que
ael, teushoje faço..”à
servos.
(1.6). Muitas vezes, começamos aintercede r por umacausa
e logo a abando namos. Neemiasorou 120 dias comchoro ,
comjejum,dia e noite. Ele insistiu com Deus.
Um intercessor é alguém quee coloca s na bre cha afavor
de alguém.Ele ora a favor do po vo de Deus ese preocupa
com ahonra
de Deus quedestá
eDeus.
m Esse po
e jogo. vose
Ele ént
seervo
essde Deus.eEooco
e fardo nome
loca
diante deDeus em fervente ora ção.

Um intercess or é alguém que reconhece os


seus pecados e os do povo e os confessa (1.6b,7)
Três verdades nos ch
amam aatençã
o acerca do ministério
de intercessã
o de Neemias:
Em primeiro lugar,um ni tercessor tem consciência das ausa
c s
da derrota dopovo.O pecado foi a causa do ca tiveiro.Deus
entregou o povonas mãos do rei daBabilônia. O pecado foi
a causa da miséria dos quevoltara m do cativeiro . O pecado
produzfracasso, derrota, vergonha, opróbrio . A História está
repleta deexemplos dehomens que co lhera
m frutos amargos
como conseqü ência de seus pecados.Acã foi apedre jado com
sua família. Hofni e Finéia s morreram e levaram à morte
mais de trinta milhomens. Davi trouxe aespada sobr e a sua
própria casa. O peca do é uma ra f ude, oferece prazer e paga

com Ema escrav


se idão;lug
gundo pare
ar,cum
e gosto
ni so ao
orpal
tercess ada rific
di ent, mas
a-sema ta. o
com s
pecadosdo povo. Neemias orou: “[...] e faço confissão pelos
pecados dos filhos deIsrael, os quais temos come tido contra
ti; pois eu ea casade meupai emos t pecado” (1.6b). Neemias
não ficou culpa ndo o povo, mas identificou-se comele. Um
intercessor nã
o é um ac usador,jamais aponta o dedoparaos
outro
Ems, ant
es, levantlugar,
terceiro a um
as mãos
intercepara
ssorofazcéu em
conf efrvente
issõe ora
ção.
s específicas.
Muitas conf issõessão genéricas inese pecíficas, por isso se m
convicção de peca do e sem quebrant amento. Neemias oi f
específico: “Temos procedidodetodo corruptam ente contra
ti, não temos guardado os mandamentos, nemos estatutos,
nem osjuízos queordenaste aMoisés, teu esrvo” (1.7).
Para que
confissã aoração tenh
o. Quem a efeito,
ocnfessa seus precisa seer os
pecados acompanh
de ada
ixa alc de
ança
misericórdia (Pv 28.13).

Um intercessor é alguém que se estriba nas


promessas da Palavra de Deus (1.8-10)
A Palavra de Deus e a oração andam de mãos dadas. Um
intercessor pre
cisa conhecer a Palavra. E o combustível da
Palavra que alimenta o ministérioda intercessão. Quatro
verdades devem ser destacadas aqui:
Em primeiro lugar, um n i tercessor sabeque Deus etm zelo
no cumprimento da Sua Palavra 1
( .8). Neemias começou
sua oração dizendo paraDeus: “Lembra-te”. A memória
de Deus é infalível, pois Ele é onisciente,mas Deus ama
ser lembrado de Suas promessas. Quem ora com base
na Palavra, ora segundo a vontade deDeus. As maiores
orações daBíblia foram fundame ntadas nas promessas da
Palavra de Deus. A oração eficaz é aquel a que se baseia
nas pro
vencer amrelutância
essas deDeus. R.éC.
de Deus; Trenchdide
apropriar-se z: Sua
“a oraçãoalta
mais não é
disposição”.
Em segundo lugar, um intercessor compr eende que a
disciplina de Deus ve m sobrea desobe (1.8b). Deus
diência
prometeu bênçã os e alertou acercada maldição causada
pela desobediência. O povo deIsrael desobede ceu e sofreu
nas mãos
juízos decontra
de Deus seusoinimigos.
Seu povo porA causa
dispersão
do pecado.e oOcativeiro
pecado sempreatrai uí j zo, derrota, dispersão.
Em terceiro lugar, um ni tercessor ompr
c eende que o
arrependimento sempre redundaem re stauração(1.9). Deus é
compassivo. Ele é o Deus detoda graça , aque le que restaura
o caído e não rejeita o cora ção quebra ntado. Neemias
sabe quese o povo se arrepe nder,virá um em t po novo de
restauração e refrigério. Essa é a confiança d o intercessor,o
conhecimento do ca rátermisericordioso de Deus.
Em quarto lugar, um intercessorcompr eende que ospecados
dopovo deDeus não anulam aaliança deDeuscom(1.10). ele
Neemias ora fundamentadona perse verança do amor
de Deus pelo Seu povo. Ainda que sejamos n i fiéis,Deus
continua sendo ifel. Neemias fala de um luga
r escolhido e
de um povoescolhido. As nossas fraquezas não anulam a
eleição da graça.Mesmo quandopeca mos não deixamos de
ser o povo remido por Deus, nem de ixamos de ser servos
de Deus.

Um intercess or é alguém que ass ocia


devoção e ação (1.11)
Um intercessor roae age. Neemias orou, ej juou, lamentou
e chorou por 120 dias.Ele colocou essa causa diante de
Deus, mas também locou
co a mesmacausadiante do rei.
A oração
trabalho. não
Neemé um
iassubstituto
ora e tomapara
meodi
trabalho.
dasprátiEla
cas:é ovaimaior
ao re
i,
informa-o sobre a condição do seu povo,faz pedido, pede
cartas, verifica o probl ema, mobiliza o povo e triunfa sobre
dificuldades e oposição.
Um n i tercessor compre endeque o co ração do rei está
nas mãos deDeus. Neemias co mpree nde queo maior rei da
terraestáco
Neemias dempree
baixonda
deautoriodade
que edo
mais po poso
dero dermo
donarca
Rei dos re
is.
da ter
ra é apenas um ho mem. Ele sabe quesó Deus pode ni clinar
o coração do rei paraatender oaseu pedido. Neemias com
preende quea melhor maneira deinfluenci ar ospode rosos
da terraé ter aajuda d o Deus todo-poderoso. Ele vai ao rei
confiado no Rei dos eris. Ele conjuga oração e ação.
Pelaoração de Neem ias um obstáculo apare ntemente
intransponível foi reduzido a proporções domináv
O coração do rei se abriu, os muros ora f m levanta dos e
a cidade re construída. A oração abre os olhos paracoisas
antes não vistas. Nossas ora ções diárias diminuem nossas
preocupações diárias.28
N otas d o cap í t ul o 2

24 Irmão André.Edificando um mundo em ruínas, p. 61.


25 Ibid., p. 65-
26 BARBER,CyrilJ.Neemias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 22.
27 MONTGOMERY, Viscount. Thepath ofleadership.
Londre
s: Collins, 1961, p. 10
.
28 BARBER, Cyril J. Neemias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 23.
Como realizar
os sonhos
humanamente
impossíveis
(Neemias 2.1-10)

Jo hn M ax w ell diz que a vitória


é possível apesar das circunstâncias
.29
impossíveis
A cidade de Jerusalém estava de
baixo de con dições desesper adoras:
insegurança pública, injustiça socia l,
pobreza e extrema miséria e opróbrio.
John Maxwell diz que durante os 120
anos que es seguiram de pois dos muros
terem sido derruba dos pelos caldeus
(2Cr 36.19), dezena s de milhare s de
habitantes de Jerusalém literalmente
viram aquilo e não fizeram nada. O que
o povo preci sava era de um ílder que os
empurrasse, traçasse um plano de ação
e os conduzisse por todo o proce sso de
reconstruçã
o.30 Neemias foi capaz de
enxergar o problemae a solução sem nunca ter stado e em
Jerusalém. Um líder tem a visao do farol alto. Ele enxerga
sobreos ombros dosigantes.
g O especialista em lidera nça
John Maxwell corretamente afirma que um líder vê mais
longeque osoutros, vê mais do qu e os outros evê antes dos
outros.31O povopreci sou apenas de 5 2 dias parareconstruir
o muroda cidadequeestava arruinadohavia 120 anos. O
segredo dessesucesso foi a visão e ação do líder.
Deus nos pro mete vitórias e não ausência de lutas. A
oposição dosinimigos era contínua. O prime iro expediente
dos
cidadein
imigos 1foi
(Ed4. -3).tent
O ase
r gundo
se unir oi
fao tepovo
ntarpa ranire
edsa mconstruir
ar o povo a
de fazer a obra (Ed 4,5). 4. O terceiro foi escrever carta de
acusação contrao povoao rei me do-persaparadesestabi lizá-
lo e assim, para lisar a obra (Ed4.6,7).
O decreto do rei fez para lisar a obra de reconstruçã o
da cidade (Ed 21, 4. 22). Parecia que a reconst rução do
templo me
humana e da
ntecidimpo
adesera
sívm coisse
el de asr re
impo ssív
alizado.eis.
Já Era um
havia sonho
mais de
setenta nos
a de sdeque o opvo havia voltado do cativeiro e
a cidade inda
a estavadebaixo de escombros.
O que fazer quando os nossos onhos s pare
cem impos
síveis?

Uma preparação necessária (2.1)


Neemias nos nsi
e na quatro lições mport
i antes aqui:
Em primeiro lugar,Neemias sente-se chamado por Deus
para realizar o sonho da reconstrução de Jerusalém.O
conhecimento da situação do povoo responsa bilizou. Ele
teve co
ragem parafazer perguntas e daísurgi u suavocação.
Os desafios à nossavolta são trombetas de D eus a nos
desafiar paragrandes ca
usas. Muitos líderes senti
ram-se
vocacionados não ouvindo uma voz mística, mas abrindo
os olhos paraa realidade àsuavolta. Quando os olhos são
abertos, o coração é aqueci do, os pés são acelerados, as
mãos são acionadas ea obra éfeita.
Em segundo lugar,Neemias chora, ora ejejua durante
quatro meses antes de começar a agir.Antes de sermos
usados po r Deus, precisamos ser quebrantado s. Antes de
chorarmos pelas us caas que fetam
a o povo, preci samos
chorar pelos nossos pró prios pecados e pelos pecados do
povo. Antes debusca rmos osrecursos daterra , preci
samos
buscar
Deus durosant
recursostrodomese
e qua céu.
sNeem
(do mêsias sedehumilha
quisleu diant
es de
ao mê de
nisã).
Em terceiro lugar,Neemiascompreendequea reconstrução
passa pela decisãopolítica do rei.A sobera nia de Deus nã o
anula a responsabilidade humana . O rei Artaxerxesjá havia
decretado aparalisação dareconstruçã o do templo (Ed
4.
ca2usa
1).eMotivar
um sonhoo reihu
ama
muda r su
name natepolítica
impossívseeis.
consti
Notuí
siastema
uma
político medo-persa, a lei eramaior que o rei. O rei era
suba lternoà própria lei. Dario não pôdevoltar atrás em
sua sentençacontraDaniel. O interdit o assina do por ele
era maior que le.e Só um milagre poderia reverter adecisão
políticadeArtaxerxes. Contudo, osimpossív eis dos hom ens
são possí veisparaDeus.
Em quarto lugar,Neemias aguarda o tempo certo deagir.
Ele orou dura nte quatro meses. Intensif icou sua oração no
dia em que foi falar com orei (1.11). Ele esperou umdia
de festa, em que arainha estavapres ente 2. ( 6). E preciso
ter sabe doria para sa ber a hora certa de agir. E prec iso agir
no tempo de Deus. Oração e prudên cia andam ed mãos
dadas.
Uma atitude certa d ian te dos homens (2.1-9)
Quatroatitudes deNeemias merecem de staque:
Em primeiro lugar, Neemias demonstra uma tristeza
incomum diante do re i2.
( 1). Neemias era um homem
alegre. Mas o problemado povo de Deus éo seu problema.
Neemias, agora, está triste apesar, de suaprosperidade
pessoal. Ele está triste, apesa r de estar num
a festa do rei.
Neemias sente o fardo dopovo sobreos ombros. Ele não
camuf la nem esconde seus sentimentos. Neemias não
sente vergonha do seu povo. Ele está pronto a sacrificar
sua estabi
conquistaslida pdereco
ara finance
nstriui
rar, asecidade
ustatus,
se
osduse
conforto
is., suas
us pa
Em segundo lugar, Neemias demonstra sua fidelidade
ao rei 2( .3). Neemias ocupa va uma posição de absoluta
confiança. Ele era o copeiro do rei. A vida do rei estava na
suamão. Neemias ea r firmasuafidelidadeao rei, dizendo:
“Viva o rei parasempre! ”. Fidelidadeé a marcados homens
usrã
seados por Deus
o podero same. nte
Pessoasdinfiéis
usa as por nã
o são
Deus . confiáveis ejamais
Em terceiro lugar, Neemiasdemonstra tato na abordagem.
Esse fato é demonstrado por duas razões: Primeiro, ele tem
habilidade pa ra fazer perg untas (2.3). Ele respondeao rei
com outrapergunta. Ele não tenta justificar sua tristeza.
Não fica na defensiva. O rei poderiasuspe itar de alguma
trama erbani-
invulga a artlo ou fazer
e de mesmperg
o ma
utá-
ntals:
o. 1Jesus usou
) “Queres scom stre
de za
er curado?”
(Jo 5.6); 2) “Qual destes provou ser o próximo do homem
caído nas mãos dos salteadores?” (Lc 10.36); 3) “Não
tendes lido...?” (Mt 19.4,5). Segundo, N eemias não cita o
nome da cidade deJerusa lém (2.3).32Antes, ele levanta uma
questão altamente valorizada pelos persas: a memória dos
ancestrais. Artaxerxes estava influenciado pelos in
de Jerusalém que ch amaram Jerusal ém decidade rebel de e
malvada (Ed 4.12,13).
Em quarto lugar, Neemias demonstra clareza em seus
propósitos.Há cinco coisas queele precisa alcançar od rei.
Seus alvos são bens claros, seus objetivos são específicos,
seus propósit os bem delineados. O prime iro propósito
de Neemias éque lee precisaque o re i mude suapolítica
acerca de Jerusalém (2.5). O rei tinha dado uma orde m
parapara lisar a obrade re
edificação da cidade. Neemias está
agora pedindo ao rei paramudar suadecisão em relaçã oà
política
um de actoercdo
cre a de
rei.Jerusa
lém. Neemias pe de algo que latera
O segundopropósito é queele precisa ser enviado pelo
rei com amissão de reconstruirJerusalém (2.5). Não há
aqui qualquer mbi a ção pessoa l nesse pedido, mas um
abneg ado des ejo de prosperid ade do povo de Deus. Não
há aquiqualquer vant agem pessoal, sede de lucroou fama.
Neemias
os pobre s sude
ou Jerus
suapró pria(5.
além fortuna pe
8-10). Neessoal spara
mia receali
ment
beu aur
se
cham ado de Deus, mas pre cisa ser enviado pelo rei. Ele
demonstra grande humi ldade noseu pedidoe valoriza a
decisão do re i (2.5).
O terce iro propósito é que lee precisade ca rtas ed
recome ndaçã o do rei (2.7). Fazer a obra de Deus exige
planejame
sincerid nto,deest
ade, ratégia,
sejo prudên
e entusiascia.Haverá
mo. Ele sabeobstá
quecnã o sbas
ulo ta
no
caminho quepreci sam ser supe
rados. Ele antecipa soluções.
Ele tem umavisão prospectiva e proativa.
O quarto propósito é queele precisa de provisão paraa
obra (2.8). Neemias calculou toda a obraantes de lançar -
se nesse projeto. Cada detal he foi pensado. Não se faz a
obra de Deus sem recursos. De onde virá o materi
al para
a reconstruçãoda cidade ? Onde buscar recursos?Ele pede
a quem pode atende r. Precisamos ter coragem parapedir.
Precisa
mos saber o que pedir, quando pedir,paraquepedir.
O quinto propósito é queele precisa de proteção paraa
viagem (2.9). Neemias não dispensou os oficiais do exército
nemos cavaleiros. Aproteção divina não anula a prudênci a
humana.Precisamos confiar em Deus emanter a prudência
e a cautela. O grande co mandante Oliver Cronwell, que
venceu os exércitos do rei Carlos I, na Inglaterra no século
17, ensinava oseus s soldados a orar emanter apólvora seca.

Uma atitud e certa dian te de Deus (2.4,8b)


Duas verdades axiais nos chamam a atençã o na atitude
de Neemias:
A primeira é que Neemias buscou a direção deDeus antes
de agir(1.11;2.4). Neemias orou por qu atro meses. No dia
em quefoi falar com orei, intensificou suaoração (1.11).
Na
Neemihora que foi ureao
as endereço sponde
céurumaao rei,oraçã
torno
o teluegrama
a ora
,r bre
(2.4)
ve,.
silente, eficaz. Orar é pedir que Deus faça aquilo quenão
podemos fazer. Precisamos no s preparar em oração antes de
começarmos osnossos pro jetos. Prec isamos nos quebra ntar
mais diante de Deus, antes desermos usa dos por Deus.
A segunda é que Neemias tributou a Deus o sucesso de
c 2( .8b). Neemias poderiater se vangloriado ao
sua ausa
ser atendi do prontamente pelo rei, até mesmo além do
seu pedido (2.9). Mas ele firma
a queo seusucesso ocorreu
porque aboa mão do seu Deus estavacom ele. A boa mão
de Deus tem estado co nosco sem prepara nos dar proteçã o,
direção e provisão. E de Deus que vem a nossa vitória.
Devemos tributá-la a Ele e dar glória ao Seu nome!
Uma res istência inevitável dos inimigos (2.10)
Neemias fala sobre êstr coisas sobresoinimigos:
Em primeiro lugar, ele fala sobre
a identidadedos inimigos.
Sambalá eTobias era m os m esmos que tentaram seunir ao
povo, que tentaram desa nimar o povoe acusa ram o pov o
diante do re i. Os inimigos não desistem . Sambalá ra eo
governado r de Samaria e Tobias um me mbro nobre d os
amonitas.3 3Era gente inf luente. Nossos inimigos muitas
vezes nos intimidam pela força e pela influência.
Em segundolugar, ele fala sobre a atitudedos inimigos.
O suce.ssQue
furioso o da obra
r ma nterdeo Deus deix
inimigo almo?
ca o inimi geo pa
Fiqu dera
sgdo,
ostoviva
so e
no meio dos secombr os, deixe a obrade Deus pa ralisada.
Os guerre iros de Deus sem prevão despert ar o desg osto e a
fúria dos inimigos.
Em te rceiro lugar, ele falada motivação dos inimigos.Os
inimigos estavamaborrecidos por causada reconstruçã o de
Jerusalém.
paraprocuraEles
r oestavam furiosos
bem dos filhos porque alguém
deIsrael. seslevantou
Os nos os in
imigos
não ficam sossegados qua ndo alguémbuscao nosso bem,
quando algué m luta pela Igreja e se levant a pararecon struir
a Casa de Deus. Onde o povo de Deus busca restau
ração,
aí há afúria do inimigo.
O sonho humanamente impossível da reconstru
de Jerusalém estavase tornandorealidade . Deus levant ou
um homem. Uma grande obrapode começar qua ndo um
homem se levanta e se coloca nas mãos deDeus. Quando
os pe cados do povo de Deus pesa rem também em nosso
coração, nós veremos ambém
t arestauração da Igreja e a
derrota dos nossos inimigos.
O sonho humanamente impossível torna-se realid
quando você se prepara em oração e jejum antes deagir.
O sonho humanamente impossível torna-se reali
quandovocê ora e age no tempo oportuno de Deus, com
discerni
mento e sabedoria, com objetivos claros diant
e de
Deus edos ho mens.
Quais são os osnhos quelhe parecemimpossí veis? Quer
começara orar, a chorar ejejuar por eles?

N otas d o cap ít ul o 3

29 MAXWELL, John C.21 Minutos depoder na vida deum líder, p. 282.


30 Ibid., p. 72.
31 Ibid., loc. cit.
32 KIDNER, Derek.EsdraseNeemias, p. 87.
33 KIDNER, Derek.EsdraseNeemias, p. 88.
Capítulo 4

Reforma, uma
necessidade vital
da Igreja
(Neemias 2.11-20)

necessária
Uma r efor m a tor na- se
quando falta ao povosegurança, justiça
e dignidade.
Uma reforma torna-se imperativa
quando os pro blemas se agigantam e
parecem insolúveis. Havia escombros,
pobreza, desânimo, decretos contrários
e forte oposição.
Uma reforma torna-se urgente
quandoos crentes estão desa nimados,
enfraquecidos e desunidos; quandoos
inimigos pare cem prevalecer contra a
Igreja, intimidando -a e fazendo-a pa
ralisar a obra; quandofaltam líderes
comprometidos com Deus queousam
desafiar e conduzir o povoa uma re ação
pararestaura
r a Igreja.
Contudo, por queuma erformaé tãourgente enece ssária
na vida daIgreja? Primeiro, para que aIgreja deixe de ser
opróbrio. Segundo, para que saibamos que Deus está
conosco. Terceiro, paraqueos inimigos tenham seus planos
frustrados.
Dito isto, precisamos aprender sobre os princípio
umaverda deira reforma navida da gre
I ja.

A reforma da Igreja muitas vezes tem


um pequeno começo

Dua
A s verda
primeira édque
es chamam
não devemoano
s ssa
de atenção
zar o,dine
spre a ssaque
dospe stão:
quenos
começos. Quem poderia imag inar que a visita de Hanani
e a entrevista de Neemias ri iam dese mbocar ne ssagrande
reformada cidadeedJerusalém, havia noventa anos deba ixo
de escombros? Não subest ime as coisas pequena s como uma
visita, uma entrevista, uma carta, um sonho, um plano.

emAgrande
segunda
s reéalizaç
queõe
De
susno
pode
utransformar
se . tosasfatos
ReinoMui coisasma
peque nas
rcantes
na história daIgreja co meçaram de of rmadespretensio sa:
1) A missão no interio r daChina, que iniciou com Hud son
Taylor e chegou a ter 800 missio nários com 25 mil
convertidos; 2) AIgreja Presbiterianado Bra sil começou
com Ashbell Green Simonton, um jovem de 26 anos,que
deixou sua pátria e veio parao Brasil em 1859; 3) A Igreja
do Evangelho Pleno, em Yoido, Seul, começou num ba irro
pobreem 1958 ehoje tem mais desetece ntos mil membros;
4) O clube santo em Oxford, naInglaterra , no século 18,
onde algunsjovens ora vampor avivamento, foi o berço de
um grande de spertamento espiritual quesalvou a Inglaterra
dos horrores darevolução francesa.
A reforma da Igreja requer uma
liderança espiritual vigorosa
Dois fatos são dignos deserem destacados:
Primeiro, Neemias ocupava uma posição estratégica. Ele
era o homem de confiança do rei Artaxer xes, o mesmo
que havia lavrado um decreto mandandopara lisar a obra
de reconstrução da cidade de Jerusa lém (Ed 4.21). Deus
preparahomens para ocasiões especiais. Ele prepa rou
Moisés, Davi, Paulo, Agostinho , Lutero, Calvino, Wesley,
Spurgeon, Billy Graham.
Segundo, Neemias ra e inspirado por um ntenso i
entusiasmo. Sem paixão, ninguém faz nada significativo no
Reino de Deus. O profeta Jeremias tentou abando nar o
ministério, mas diz queisso foi como fogo emseu cora ção
(Jr 20.9). Moisés pediu para Deus riscar o seu nome, caso
não perdoasse o povo queliderava (Ex 32.32) . O apósto lo
Paulo disse : “Em nada considero a vida preci osa para
mimistério
min mesmque
o, contanto
cebi doqueSe
re ncompl ete
usa pa
hor Jes mi
rantestemu
ha carreira
nhare o
evangelho da graça de Deus” (At 20.24).
Muitas pe ssoas viram o opróbrio de Jerusa lém e
conformaram-se com a situação. Neemias lamentou,
chorou,orou ejejuou e se dispô s a fazer alguma ocisa.

A reforma da Igreja precisa passar por


uma avaliação profunda
Quatro verda
des precisam ser desta cadas:
Em primeiro lugar,
épreciso avaliar antes deagir(2.11).
Isso deu aNeemias a capacidade deolhar oa redor,à frente,
paradentro e paracima. O líder se gue a lei do carpin
teiro:
mede dua s vezes e corta apenas uma.34A preci pitação no
agir pode pôr a perde
r grandes proj
etos. Entusiasm
o não
é sinônimo de precip itação. Neemias esperou ahora certa
de falar com Artaxerxes egora a espera ahora ce rta defalar
com o povo.
Em segundo lugar,é preciso investigar antes de m otivar
(2.12). Essaverda de estabelece-se por trêsrazões: Primeira,o
trabalho envolvia considerável perigo. Acurado conhec imento
dasituação abreportas pa raa mobilização. Segunda,o traba lho
envolvia sacrifício pessoal. Neemias avaliou a gravidade do
problema antes de começar a agir. Os dias tiulizados em
pesquisa,estudo , meditação não são dias perdidos. Terceira,
o trabalho
cham a parareque
obrasriafáce
gra
is.nde co
ragem
Neemias moral
ou. doze
trabalh Deusnos
anã ocom
noso
governador deJerusa lém. Ele deu suavida por aque la causa.
Em terceiro lugar, épreciso exercer a disciplina do silêncio
antes defalar 2
( .12,16). A discrição é uma das marcas de
um líder bem-sucedido. O silêncio, muitas vezes, é mais
eloqüente do que as pala vras. Devemos escolher a hora
cert
nosa mo
debilfalar acerca
izamos comdos
maisnoss
efios
cáciasonehos epre
nos pro
cajetos.
vemosAssim
com
firmeza contra os inimigos.
Em quarto lugar, é preciso diagnosticar a nature za
dos problemas que atingem a Igreja2. ( 17). Três eram os
problemas mais gritantes queestavamafligindo a cidadede
Jerusalém: Primeiro, a pobreza e a humilhação. Jerusalém
estava
social. ass
Asolada e desta
portas baixo dequeima
evam opróbrio
das.. Segundo , aju
Os juizes injustiça
lgavam
as cidade s em suas portas. Portas queim adas denun ciavam
um poder judiciário falido e apontavam para uma c
onde nã o havia quem julgasse esgundoa lei.A justiça estava
ausente, pois o poderjudiciário estava sem ação. Terceiro, a
insegurançapública.Os muros estavam quebrados. Acidade
estava fragilizada e vulnerá
vel ao ataque dos n
i imigos.
A reforma da Igreja precisa de mútua
cooperação (2.17b,18)
Quatro verdades são dignas de de staqueaqui:
Em primeiro lugar, o motivo do apelo por ajuda —o
patriotismo (2.17b). Neemias mexe com o brio do pov
Ele move o povoao sentimento do patriotismo. Ele abre
seus olhos paraa realidadeem queviviam. Neemias mostra
quenao podemos nos co nformar com o ca os, com a crise
,
com o opróbrio. Mas Nee miastambémchama o povo para
trabalhar. Jamais a reforma teria ido
s feita se o povo não se

envo
cul lvesos
par se. utro
oCadas eum
apenapre
s civer
sa fazer
o quesua
leseparte
preci.saNão adi
m fazer.aJont
a
hn
Maxwel l diz que oslídere s não ape nassabem aonde estão
indo; eles tamb ém levam pe ssoascom eles.35
Em segundo lugar, a nature za do ap elo por ajuda —o
esforço pessoa l (2.17b). Neemias most rou o exe mplo pessoal.
Ele não disse“vá e construa”, mas “vinde e construam os!”
O ss
pe líder
oais. pre
Elci
esadeesta
ixour na
sefre
u nte. Neemias
posto nã
o tem
. Sónte
, sacrificou-se i gresses
ente
abnegada podeiderar l um povo a se levantar e agir. De
igual modo, Neemias tambémmostrou a força da unidade.
A união nos protege contra o desencorajamento. A união
nos ajuda a enfrentar uma oposição hostil e combina
Em terce iro lugar,o encorajamento para apelo por ajuda
—a mão
mostra a ajdueda
Dedo
us ecéu.
asDeu
palavra (2.
reei 1neg
s doness
s está 8). óci
Neo.emias
Ele é o
maior interessado na restau ração da Sua Igreja.O maior
encorajamento parafazer a obra de Deus está no próprio
Deus. Neemias mostra também aajuda daterra . O mesmo
rei que mandou para lisar a obra, agora envia Neemias pa ra
fazer a obra, patrocina a viagem deNeemias e lhe dáos
recursos.
é sin
ônimo de precip itação. Neemias spe e rou a hora certa
de falar com Artaxerxes e agora esperaa hora certa de falar
com o povo.
Em segundo lugar,é preciso investigar antes de m otivar
(2.12). Essa verdade estabe lece-se por trê
s razões: Primeira, o
trabalho envolvia consi derável perigo. Acurado conhecime nto
dasituação abreportasparaa mobilizaçã o. Segunda, o trabalho
envolvia sacrifício pessoal. Neemias avaliou a gravidade do
problema antes de começar a agir. Os dias utilizados em
pesquisa, estudo, meditação não ãso diasperd idos. Terceira,
o traba lho requ eria rande
g corag
em moral.Deus nã o nos
chama paraobras fáceis. Neemias raba t lhou doze anos co mo
governador deJerusa lém. Ele deu suavida por aquela us caa.
Em terceiro lugar, épreciso exercer a disciplina do silêncio
antes defalar 2( .12,16). A discriçãoé uma das marcas de
um líder bem-sucedido. O silêncio, muitas vezes, é mais
eloqüente doque as palavras.Devemos escolher a hora
certa
nos modebilfalar acecom
izamos rca dos
maisnossos
eficáciaonhos
es nos epre
pro
cajetos.
vemosAssi
m
com
firmeza contra os inimigos.
Em quarto lugar, é preciso diagnosticar a nature za
dos problemas que atingem a Igreja(2.17). Três eram os
problemas mais gritantes queestava m afligindo a cidade de
Jerusalém: Primeiro, a pobreza e a humilhação. Jerusalém
estava
social. assol
ada es de
As porta bavam
ixo de
esta opróbri
queima o.. Segundo
das , ajul
Os juizes injustiça
gavam
as cidadesem suas portas. Portasqueimada s denu nciavam
um poder judiciário falido e apontavamparauma cidad e
onde nã o havia quem julgasse esgundoa lei. A justiça estava
ausente, pois o poderjudiciário estava sem ação. Terceiro, a
insegurançapública.Os muros es tavam quebrados. Acidade
estava fragilizada e vulnerável ao ataquedos in
imigos.
A reforma da Igreja precisa de mútua
cooperação (2.17b,18)
Quatroverda dessão dignas dedestaque aqui:
Em primeiro lugar, o motivo do apelo por ajuda —o
patriotismo (2.17b). Neemias mexe com obrio do povo.
Ele move o povo ao sentimento do patriotismo. Ele abre
seus olhos para a realidadeem que viviam. Neemias mo stra
quenão podemos nos co nformar com o caos, com a crise ,
com o opró brio. Mas Neemias também cha ma o povo para
trabalhar. Jamais a reforma teria ido
s feita se o povo não se
envo
cul lvesos
par se. utro
oCadas eum
apenaprec
isaofazer
s ver quesua
leespar
tci
e.saNão
pre adi
m fazer.aJont
a
hn
Maxwel l diz que oslídere s nãoapena s sabemaonde estão
indo; eles tambémevam l ess
p oas com eles.3 5
Em segundo lugar,a nature za do apelo por ajuda —o
esforço pessoal (2.17b). Neemias most rou o exemplo pessoal.
Ele não disse“vá e construa”, mas “vinde econstruam os!”
O ss
pe líder
oais. pre
Elci
esadeix
estar
ouna
seufrente.Neem
posto iasicou-se
, sacrif não tem
. Sóntere
i gente
sses
abnega da pode liderar um ovo p a se levantar e agir. De
igual modo, Neemiastambé m mostrou aforçada unidade.
A união nos protege contra o desencorajamento. A união
nos ajuda aenfrentar umaoposição hostil e combina da.
Em terceiro lugar, o encorajamento para apelo por ajuda
—a mão
mostra a ajde
udaDedo
us céeu.
asDeus
palavra nessere(2.
esstádo i18). Nee
o. mias
negóci Ele é o
maior intere ssado na restauração da Sua Igreja. O maior
encorajamento para fazer a obra de Deus está no próprio
Deus. Neemias mostra também aj auda da terra . O mesmo
rei que mandou para lisar aobra, agora envia Neemias pa ra
fazer a obra, patrocina aviagem deNeemias elhe dá os
recursos.
Em quarto lugar, o sucesso do paelo por ajuda —a respostado
povo(2.18) . A respostado povofoi pronta, práti cae unânime.
John Maxwell destaca sete princípios usados por Neemias
para lidarcom opovo:simpli ficação, participação, delegação,
motivação, prepa ração, cooperação e comemoração. E
acrescenta: “Nenhumagrandearef t a é realizada sem que haj a
pessoas para concretizá-la e um ílderparaconduzi -la”.36

A reforma da Igreja sempre provoca forte oposição (2.19)


Quatro fatos serão aqui destacados:
Neemiasenfrenta osproblemasinternos
Em14)
(2.13, primeiro
. Logo quelugar,
Neemias cheg ou a Jerusalém, teve
uma con statação dramática: a cidadeestavaarrasada. Os
escombrosechaf vam os caminhos. Havia mais denoventa
anos quea cidadeestava debaixo de opróbrio. Parecia ser
uma ca usa perdida. As coisas pareciam imut áveis. Mexer
em algo tão sedimentado dava medo. Alguns pensa vam:
“E ra
revi melhoras de
r ess ixar
pedras.asVaicoi
sas com
levantaro
muestã
ita o. E .mVai
poeira elhortrazer
não
muita coisa à memória. Nós não vamos dar conta.Nossos
inimigos vãoescarnecer denós”.
Em segundo lugar, Neemias enfrenta os problemas
, ou seja, os inimigos combinados
externos (2.19). Sambaláera
o governa dor deSamaria.Tobias eraum homem danobreza
dos
arábioamonitas
2( .10)
. Agora surgedeoutro inimi
s ag
o, Gesé m,s,o
. Esse home m, segundo scoberta rqueológica
era re i de Quedar. Esses trê s inimigos cercavam Jerusa lém
por qua se todos os lado s. Uma guerra denervos esta va
começando. Os inimigos sempre vão se unir contra nós
quando nos evantarmos
l parafazer a obra d e Deus.
Em terce iro lugar,Neemias enfrenta as armas perigosas
(2.19). Três foram as principais arm
dos inimigos as usa
das
pelos inimigos: A prime ira foi a zombaria. Os inimigos
fazem motejo e zombaria. Eles cham aram os judeus de
fracos.Dissera m quese uma ra posa passassepelo muro, ele
cairia. A segunda rma
a usada pelos inimigos foi o desprezo.
Eles humilharam osjudeus.Não queriam o seu bem. Eles
se desg ostaram quando Neemias busco u o bem do po vo
e a restaur ação da cidade . A resta uração de Jerusalém
não interessaa todas as pessoa s. Há quem uc l ra com os
escombr os. A terce
ira arma foi a acusação. Acusa ram
Neemias deestarfazendouma re belião e não uma reforma.

Os inimigos
pensam sempre
queomos vãoeles.
s como to
rcer nossa s motivações. Eles
Em quarto lugar,Neemias rejeita qualquer associação com
os inimigos (2.20b). Os inimigos usa ram diversas estratégias
paraparalisar aobra. Tentaram es unir algumas vezes,»outra s
vezes tentaram desprezar, outras se infiltrar, outras acusar,
outras matar. Um líderprecisa de discerni mento espiritual

o(Atjoio
20.29,
no 30)
seu. Enq
meio.uaMa
ntoisatar
Igre
dejaodorm
e, abaix
povo o inimi
ougao gua
semeia
rdae
Tobias acabou semuda ndo paradentro da Ca sa deDeus
(13.8). Neemias te m coragem para dizer aos n i imigos
quesuaforçaestáem Deus e que lees estão ex cluídos dos
privilégios da igreja e do trabalho da igreja.

A reforma da Igreja necessita da bênção divina


e do trabalho do homem (2.20)
A soberaniadeDeus earesponsabilidadehumanasempre
caminham de mãos dadas. Deus é sobera no, mas o homem
é responsável.Vejamos, aqui, duas verd ades fundame ntais:
Em primeiro lugar, a bênção divina é a base para a
restauração daigreja (2.20). Sem a ajuda de Deus, o nosso
traba
lho é vão. “Se o Senhor não edificar a cidade
, em
vão trabalham os que a edificam” (SI 127.1). A reforma
da igreja éfeita não por forçanem porviolência, mas pelo
Espírit
o de Deus (Zc 6.4). Jesus disse: “Sem mim, nada
podeis fazer” (Jo 15.5). Paulo pergunta: “Se Deus é por
nós, quemserá contranós?” (Rra 8.31) . “Maior é aquele
queestá em nós doque q auele que estáno mundo.”
A confiança em Deus é o maior incentivo à obra. Isso
sugere poderosa proteção. “O Deus dos cé us...” (2.20).
Isso sugere também providencial tóri
vi a: “[...] é quem nos
dará bom êxito” (2.20). Quem confia em Deus não teme
osEmadversários.
segundo lugar,
a soberania de Deus não anul a a
responsabilidadehumana (2.20b).A vitória vem de Deus,
mas nós preci samos empunhar as ferra mentas de traba lho e
as armas de co mbate.E preci so se dispor e reedificar.
Concluindo, precisamos tirar desse texto estu
algumas lições práticas. Avalie antes deagir; investigue antes
de motivar;
conclamar ossilencies;ant
outro esxade
me alar;
f o dê
com corase
çãuo da
exempl
s pesosoas
antes ed
antes
de mover suas mãos; dependaedDeus, resistaaos n i imigos,
coloque amão na obrae a reformaacontecerá .

N otas d o cap í t ul o 4

34 MAXWELL, John C.21 minutos depoder na vida de um líder, p. 77.


35 MAXWELL,John C.21 minutos depoder na vida de um líder, p. 80.
36 MAXWELL, John C.21 minutos depoder na vida de um líder, p. 80-82.
Capítulo 5

Princípios para o
sucesso
(Neemias 3.1-32)

N eemias 3 é u m d o s textos mais


fantásticos da Bíblia. Ele tem muitos
princípios sobr e liderança e aponta
vários caminhos para o sucesso.
Esse texto fala da estratég ia usada
na construçã o do muro de Jerusalém.
Havia oito portas, duas de cadalado.
Havia 38 grupos detraba lho quedeviam
constituir um exército comandado por
Neemias (4.20). Neemias mobiliza o
povopara o trabalho e torna-se o paido
chamadomutirão?7 John Maxwell diz
que o tra balho em equipe faz o sonho se
realizar.38Jack Welch diz que oslíderes
se empen ham para ques apessoas não
só coque
para mpreendam em
a visã
avivenci eo, masretambém
a respi m.39Bill
Hybels diz que a visão é a mais poderosa rma
a do ílder4
0
e diz ainda queela é uma imag em do futuroque produz
paixão.41Em 1774, John Adams anunciou suavisão deuma

novaam
parl naçãoo; euma
ent do uni
rei ãda
o Ing
de tre
zeraEsta
later dos,
. Ess independentes
a visã o oded
o foi o úter
onde nasceram os Estados Un idos daAmérica. Em 1789,
William Wilberforce posicionou-se perante o parlam
inglês co
ntra a escra vatura.Em 1833 , quatro dias antes ad
sua morte,o parlamento aprovou um projeto delei abolindo
completame nte a escra vidão na Inglaterra . Na décadade
1940, um
sonho jovem
de preg evang
ar para elistidões
mul tachama
emdo Billy
estádios Graham Desd
lotados.teve eo
aquele ano, 210 milhões depessoas ouviram Billy Graham
pregar ao vivo, enqua nto mais deum bilhão áj o ouviu pela
televisão e pelo rádio.42
Esse capítulo pode ser dividido em três partes dis
segundoo irmão André:1) A expre ssão
junto a ele (3.1-15);
2)
(3.3a2)expressã
. Deusoude poisvár
sou de le(3.
ias pe1s6-3s1);dif3)
soa a expr
erentes, essão
de entres
profissõe
diferentes, de graus cul turais diferentes para construir
o muro. Todos de viam estar juntos trabalhando. Todos
preci savam nsu dos ut oros, e eles sabiam disso.43
Vemos aqui unidades familiares; pessoas segundo suas
cidades; suas perícias - ourives, perfumistas (3. 8); suas
profissões - os mercadores (3.31,32) e suas vocações - os
sacerdotes (3.1,21,22,28); os levitas (3.17,18), os servos
do templo (3.26);os maiorais dos distrito s (3.9,12,15-17).
Certo homem mobilizou até mesmo suas filhas (3.12). Há
umaúnica nota discordante (3.5).44
Cyril J. Barber diz que quando enfrentamos essa longa
lista de nome s elugares,somos tent ados a pular essas pág inas,
mas aqui vemos qua tro princípios do suc
esso de Neemias
:
coordenação, cooperação, aprovação e comunicaçã
o.45

O primeiro princípi o do sucesso é a coordenação


Neemias nos ensina cinco atitudes und f amentais se
quisermos adotar esse princípio da coordenação:
Em primeiro lugar,fique inconformado com o caos antes
Uma grande bra
de trazer à ot na o cosmos. o só pode ser
planejadapor umagrande m ente.Muitos virama desolação
dacidade , algunschoraram sobreela, mas somente Neemias
a reco
enc nstrauiusoci
ontra . Não bastEa apena
edade. cisso laconcebe
pre mentarr osua
ca
osrest
em
auraque
çãoe s
comoo alvo supre mo da nossavida.
Em segundo lugar, coloque as pessoas certas no lugar
certo(3.2-15). Esse princípio é percebido pela s expre ssões
“junto a ele” e “ao seu lado” (3.2-15). Como disse mos, o
líder te
m a visão do farol alto. Ele vê sobreos ombr os dos
gigantes
ajudar .osEl e tem
outro uma
s a enco nvisã
trarosua
global e compre
utilidade sseende
ne co
m
context o6
o.4
O segredodo suce sso é nomear as pessoas certasara p os
lugares certos. Neemias sabi a onde cadapessoa devia estar,
onde de via traba lhar e o que de via fazer. Ele designou os
homens deTecoa, Gibeom, Jericó e Mispa paraas partes
do muroem que não havia residentes po r perto. Alguns
tinham arespo nsabilidade de reconstruir osmuros desdeo
alicerce, enquanto outrostiveram apenas defazer reparos.
Cada um sabi a o que es espe rava de sua tarefa. Em todo
trabalho, houve coo rdenação.47O trabalho em equipéeum
dos segredos do sucesso.
Em terce iro lugar,trabalheem harmonia com os demais.As
expre ssões“junto a ele”, a“o seu lado”, “junto dele”, “depois
dele” m
ostram que todos rtaba
lhavam em harmo
nia. Não
havia disputas, ciúmes, brigas ou melindres.Cadaum deve
estarcontente com asuatare fa. Todos devem trabalh ar para
o mesmo propósito: a reconstruçã o da cidade. Não existe
ninguémbusca ndo glória pessoal. Os membros daequipe
completam-se uns aos outros —jamais competem un
os outros.48Tudo navida gira em tornode relacionamentos.
James Hunter diz que a chave para a liderança é executar
as tarefas enquant o se constro em relacionamentos. Diz
ainda que es nos concentrarmo s em tarefas e não em
relacionamentos, podemos tertransf erências, má qualidade
de traba lho, baixo compromiss o, baixa confiançae outros
sintomas indesej áveis.49
Em quarto lugar, aproveite asfacilidades(3.23,28-30). As
expre ssões “def
ronte da sua sa cae defronte da suamorada”,
revelam queNeemias toimizava os recursos huma nos. Não
tinha gente viajandode um al do parao outrodeJerusalém.
Os únicos viajantes eram os que morav am fora da cidade
(4.1a2)torna
teri . Issodoseria perda
difícil de tempo
a alime o edos
ntaçã de efici
tra
baêlha
ncidore
a. També
s. Em m
caso de taque,
a a preocupação de cadahomem seria com
suaprópria família. Se suafamília estivesse do outro ado l
de Jerusalém, ele não teria omo c defendê-la. Aconteceram
muitas tent ativas dos n i imigos deparalisarema obra. Fazendo
que cadahomem raba t lhassepertoda sua asa c , Neemias
faci
Issolitou oaacos
aliviav essotrabal
ao hado
trabalho, de
res a ansi
alimeeda
ntaç
ãode
des esnece
a sessá
gura
riansçae.
os enco rajava a fazero máximo.
Em quinto lugar, trabalhe em equipe.O segredo do
sucesso na obraé o traba lho em equipe. Se o todo prospera,
também o individual prospe ra. Sem traba lho coordenado,
reinao caos. Esse princípio de traba lho em equipe funciona
na indústria, nas igrejas, noshospitais, no al r, na escola ou
em qualqueroutro lugar. John Maxwell diz que não há
limites pa
ra o sucesso quando não limitamos as pess oas.50

O segundo princí pio do sucesso é a cooperação


Neemias, como umexímio adm inistrador,conhecia
bema arte demotivar e mobilizar as pessoas. O verdadeiro
líderé aquele que mo tiva as pessoas a abraçar o seuprojeto.
Vejamos cinco princípios importantes aqui:
Em primeiro lugar,nãodeixe ninguém defora.Homens

de lugares
juntos dif
erentes
no muro. de
e diferentes
Isso incluía ocupações
sacerdotes, levitas, rabalh
t aram
chefes e
pessoas comuns, po rteiros e guardas, fazendeiros, ourives,
farmacêuticos, mercadores, empre gados do templ o e
mulhere s. O líder éaquele que vê o potencial de cada
pessoa e a encoraja a acredi tar em si me sma. O líder que
delega poder leva as pessoas a níveis mais altos, diz John
MaxEmwellsegundo
.51 lugar,
os líderes precisam dar exemplo.Os
homens deposições elevadas estão fazendo umaobrabruta,
simples, porém, vital. Pobres e ricos, doutores eanalfabetos
estão lado a lado trabalhando na obra. Um colega pastor
me dissequeem suaigreja, um médic o de grande projeção
na cidade, depois de um profundo conf lito existencial,
lutando contra
Cristo. Só osua
entã própri
compr eeande
altivez,
u sua entre
limitagou
ção sdiante
ua vidadoa
Deus onipotente.Esse médico deixou delado sua vaidade
e trabalhou por alguns meses nalimpeza dos ba nheiros da
igreja. Hoje é um reconhecido líder daigreja.
O sumo sacerdote foi o primeiro da lista a abraçar aobra
(3.1). Sua posição de liderança não o isento u do trabalho,
mas o fez exemplo paraos demais. O líder pre
cisa estarna
frente. Ele não pode querer que osoutros abra cema obrase
ele não estána frente.Privilégio e responsabilidade andam
juntos. O líder é aquele que se identifica com o povo, é
exemplo para o povo e trabalha com o povo.
Os sacerdotes, de igual forma, lançara m mão à obra
(3.22,28). Eles não ape nas trabalharam na obra, mas
fizeram mais do que seespe rava deles.
Os ouriv es também se envolveram com a obra(3.8,31).
Eles também poderiam rtese desculp ado, dizendo:“Nós
temos as mãos finas, sótraba lhamoscom coisas delicadas”.
MaOs
s elesregentes
peg
aramedm
edois
pedradistrbr
uta
itos,e assent
aram
semelhantemti
jolos. se
ente,
dispuse ram a traba lhar (3 .9,12,14,15,16). Eles deixaram
seus aposentos de o cnforto paratrabalhar ombro a ombro
com as classes operá rias. Traba lharam sem rivalidades ou
ressentimentos.
Em terceiro lugar, as mulheres nãopode m ficar defora
(3.1fazer
de 2). Es
osas jovens
trabalh dem
onst
o norma rara
lment emdadque nãna
o apeo stinham medo
aos home ns.
A Bíblia é rica em exemplos de mulheres que influenciaram
a História: Mi riam, Débora, Ester, Maria. A História nos
fala de mulhere s que influenciaram o mundo: Môníca,
SuzanaWesley.
Em quarto lugar, envolva também pessoas defora(3.5,
7,13). Havia tambémhomens deJericó, Tecoa, Gibeom e
Mispa, Zanoa e Bete-Haquerém, Bete-Zur e Zelá. Tinham
pouco a lucrarcom afortificação de Jerusa lém e poderiam
ter facilmente permitido que suas próprias preocupa
distraíssem de participar de tare fa sem lucros pessoais.
Em quinto lugar, não esperepor unanimidade (3.5). A
elite deTecoa, a cidade nataldo pro fetaAmós, não quis
sustent
ar o tra
balho em Jerusa
lém e recusou-
se a parti
cipar
da reconstruçã o do muro. Neemias não permitiu que a
rejei
ção dessas pessoa
s tirasse seu entusiasmo e otimismo.
Ele trabalhou com que m estava dispo sto a trabalhar. Não
podemos permitir quea omissã o ou a ausência de alguns
nos tirem a alegria da presença de outros, nem podem os
permitir que o desestímulo de alguns de svie os nossos
olhos doalvo que é a reconstruçã o da cidade. Devemos
nos alegrarmais com aqueles que stãe o conosco doque nos
entri
stecerm os com aqueles que stã
e o de braços cruz ados.

O terceiro principio do sucesso é a aprovação


A inteligência emocional é mais importante do que o
conhecimento. Muitas pe ssoa
s têm umacabeçacheia,mas
um cora ção vazio; sabem lidar com vros,
li mas não com
pessoas. Neemias nos nesina alguns mpo
i rtantes pri ncípios
se quisermos ter sucesso na liderança.
Em primeiro lugar, pelo nome. Se quisermo
trateaspessoas s
motivar
dar a elasas um
pessoas, prec
tratame isamos
nto co
pessoal.nhe
cê-las,
Hoje valorizoá-las
vivemos tem e
po
da despersonalização, em que você é conheci do por um
númeroou pelocartãode crédi to. Mas você não é apenas
um núm ero de estatí
stica. Vocêtemvalor. Sua contribuição
é muito importante.Se quisermos êxito no trabalho,
precisamos nos interessar part icularmente pelas pessoas
que trabal
ham co nosco. Neemias sabia o nome dos se us
cooperadores, o que deviam fazer, onde deviam trabalhar.
Neemiasos tratou como pessoas e não como objetos. Os
nossosliderados são como clientes: se nós nã
o os tra
tarmos
bem, alguémo fará.52
Em segundo lugar, procure sempre motivar os seus
Neemias busca
trabalhadores. va sempre o interesse dos
trabalhadores: trabalho proporcional, trabalho com a
família, trabalho perto decasa. Neemias ra e um encorajador.
Ele sempre mot ivava seus traba lhadores eoferecia a eles
segurança (2.17,18; 4.6,13,14,19,20). Uma pessoa moti
vada e alegre produz muito mais.
Em terceiro lugar, leve aspessoas atranscenderem(3.5,27).
Os líderes dos etcoítas e ram contra o que Nee mias estava
fazendo. Mas ostecoí tas foram inspirados pelo exemplo de
Neemias e traba lharamdiligentemente e fizeram mais do
que se seperava deles.
Em quarto lugar, saiba apreciar asgrandes e aspequenas

a3
coisas
port (e.13,
1is
ma 4). 500
Os mora
m dore
s sdedemu
etro Zanoa repa
ro. PoréraraMa
m, m lqui
umaas
edificou e assentou apenas umaporta.Eles traba lham lado
a lado, mas Nee miasprest
igia a ambos. Não permitiu que
o tamanho da realização de uma pessoafizesse que nã o
perce besseos esforços de utra.
o 53

O quarto princípio do sucesso é a comunicação


David Hocking diz que a liderança que não se im
com acomunicação produz,para si, prejuízo.54Duas coisa s
nos chama m a atençãona atitude deNeemias:
Em primeiro lugar, O segredo do
dê instruções claras.
sucesso de Neem ias foi motivar as pessoas na ho ra certa,
nomear as pessoascertas ara p os ul gares cert
os, para afzer a
coisacerta,com as inst ruções rta
ces. Cadapessoa, família ou
gruposabia exatamente o queazer f e onde azef r. Ainstruçã o
foi clara.
Neemias usou 38 grupos diferentese se comunicou com
todos eles, dando instruções pre cisas decomo fazer a obra.
Ele dividiu o trabalho em partes enomeou cada pessoapara
fazeruma partespe e cífica. Se quisermos ver a reconstrução da
Igreja precisamos que to
dos coloquem a mão na obra
.
Em segundo lugar,delegue autoridade a outros . Cada
pessoafoi capaz de sasumi r responsabi
lidade por sua parte
no muro.Grupos deobreiros itnham h c efes de seção.
Hanum chef iava os moradores deZanoa e Reumchefiava
os levitas (3.13,17).
Concluindo, podemos afirmar que o sucesso global
foi atestado pelo êxito de cada um. As palavras edificou
e reparou stã
e o no tempo pretérito perfeito. Cada um
terminou aquilo que começou. Muitos come çam, ma s
não terminam. Muitos começam, ma s qua ndo vêem os
escombros,
Contudo os pe
, sob rigos,nça
alidera o adetaque dos
Neemia in
imigos,
s, todos mde
co sira
eça stem
m .e
terminaram a obra(6.15).
De igual forma, a vitória de todos éresultado do esforço
de cada um. Eles todos eram voluntários. Eles trabalh aram
com empenho , com ânimo, com sucesso. Em 52 dias, os
muros foram levantados (6.15). A cidade deixou de ser
opróbrio,todos
quando e o quepareci
deram asa se
r impossí
mãos paravel, torno
fazer u-se
a obra realida
. O de
capi tal
da Igreja é fé e trabalho. Quando o povode Deus crêe
traba
lha, o impossível pode acontecer.
N otas d o cap í t ul o 5

ves de.Estudo nos livros de Crônicas, Esdras, Neemias e Ester.


37 MESQUITA, Antonio Ne
1974, p. 263.
38 MAXWELL, John C.21 minutos depoder na vida de um líder, p. 201.
39 WELCH, Jack. Paixãopor vencer. Rio deJaneiro: Campus, 2005,
p. 61.
40 HYBES,Bill.Liderança corajosa, p. 29.
41 Ibid., p. 31.
42 HYBES, Bill.Liderança corajosa, p. 29,30.
Edificando um mundo em ruínas, p. 119-
43 Irmão André. 120.
44 KIDNER, Derek.EsdraseNeemias, p. 93.
45 BARBER,CyrilJ.Neemias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 43-51.
46 HYBES,Bill. Op. cit., p. 25.
47 BARBER,CyrilJ.Neemias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 44.
48 MAXWELL, John C.21 minutos depoder na vida de um líder, p. 212.
49 HUNTER, James C.O monge e o xeecutivo.
Rio de Janeiro:Sextan
te, 2004,p. 34.
21 minutos depoder na vida deum líder, p. 221.
MAXWELL, John C.
51 Ibid., p. 224.
52 HUNTER, James C.O monge e o xeecutivo,
p. 35.
53 BARBER, Cyril J. Neemias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 48.
^ HOCKING, David. Asseteleis da liderança cristã. Sã
o Paulo: A
bba Pr
ess, 1993, p.51.
Fazendo a obra de
Deus debaixo da
oposição
(Neemias 4.1-23)

estuda-
No ca p í t ul o 3 d e N eemias ,
mos os pa
ssos apra o suc
esso na obra de
Deus:
çã coordenação,
o e comuni cooperação,
cação. Agora, no capítulo aprova
4, vamos estudara oposiçã o dos ni
i migos
à obrarealizada. Logo quea construçã o
começou, a oposição se levantou.55
O capítulo 4 deNeemias éum re sumo
do queaconteceu durant e os 5 2 dias de
construção dos muros deJerusa lém.
Sempre queo povo de Deus se levanta
parafazer a Sua obra, isso n i comoda o
inimigo.
Este texto nos mo stra que a vida
cristã é uma guerracontínua. Vejamos
quao variados foram os métodos do
inimigo para tentar paralisar a obra e
como Neemias reag iu a cadainvestida.
Como enfrentar a fúria e o desdém do inimigo (4.1-6)
A vida cristã é uma batalha sem trégua. E impossível
fazer a obra de Deus sem oposição. Neemias nos ensi na
alguns princípios importantes aqui:
Em primeiro lugar, os inimigos se unem para paralisar a
obra de Deus.Já vimos como Sambalá (norte),Tobias (leste)
e Gesém (2.19) estavamengajados na opo sição à obrade
Deus. Agora somos n i formados queos arábios (sul), os
amonitas e os asdoditas (4.7) estão se unindo a eles parase
oporem ao povo de Deus. Há uma orquestração contra o
povode Deus. Sempreque aIgreja de Deus se levanta para
fazer a obrade Deus, o inferno se agita, o mundo se levanta
e há uma con spiração contra ela detodas as força s aliadas.
Em segundo lugar, os inimigos setão cheios de ira
por causa do progresso daobra de Deus A. restauração de
Jerusalém provoca a ira dos adversários (4.1). Sambalá, o
líder opositor, mobiliza seu exército e procura incitar o
povo contra
restaura os judeus
ção do o de4.
pov ( 2). Es
Deus ses inimigo
. Enqua s nãolém
nto Jerusa quere
esm
tavaa
debaixo de opróbrio, eles estavamcalmos, mas bastou a
disposiçãoparaa reformae eles seagitaram e se levantaram
com grandes in sultos. Em term os clar os: “umaJerusalém
poderosa gnisi fica uma Samaria em depre ssão”.56
Em terceiro lugar, os inimigos escarnecem dopovo deDeus
paracaachatar-lhe
técni s do dem agogo.a El e usaaOarma
auto-imagem.inimigo es
do empre
cárniogou
(4.1as
). O
inimigo tentou diminuir a auto-estima do povo de D
chamando-o de fraco (4.2). O inimigo ez f chacota do povo
de Deus, ridicularizando o valor e a consistênciado seu
trabalho (4.3).
Em quarto lugar,a resposta à ira e ao e
scárnio do nimig
i oé
oração e âni
mo para trab A primeira coisa queNeemias
alhar.
faz é umaoração impre catória (4.4,5). Neemias nosensina
que aoração é a coisamais prática quepodemosfazerna crise,
mas também q ue ela não é um subst ituto daação. Neemias faz
umaoração impreca tória por duas razões: Primeiro, porque
os inimigos estavam provocando aprópria ira de Deus. O
erudito C. F. Keil dissequeeles desa fiaram abertamente a ira
de Deus, despre zando-O pera nte os construtores.57Segundo,
porqueos inimigos estavam despre zando o pró prio povo de
Deus. A oração nos capacit a a dar vazã o ao quesentimos enos
capacita a olhar o problemada perspectiva de Deus. Quando

éoramos,
par nossaira
te impres evnoss
cindí ossa
el da res
se
ni dntimen
ade metos sediszsipam
ntal, Cyril. A ora
Barbeçã
r.5o8
E conhecidaa expre ssão do liustre m édico Alex Carrel: “Já vi
homens, depois quetoda a tera pia falhou, tirados da doença
e da de pressão peloesforço se reno da oração”.
A segundacoisaqueNeemias faz depois deorar érecobrar
ânimo para trabalhar 4( .6). Não fomos chamados para
contara obra
fazer os inide
miDeus
gos nem tem
apesa ê-los.
r da Fom
o.os
oposiçã cha
mados pa
ra
Concentremo-
nos
em Deus e na Sua obra enão teremos tempo para se rmos
distraídos pelo inimigo.

Como enfrentar a orquestração do inimigo (4.7-9)


Os inimigos confederados aument
aram a pressão e
usara
Deus:mAdua smeest
pri ratég
ira deias diferentes
las foi ara
p (4.8).
a confusão atacarAo conf
povo de
usão
é tão perigosa quanto a violênciado inimigo.O inimigo
tenta inf
iltrar-se para intimidar edesestabilizar o povo.Seu
objetivo é paralisar a obra. A confusão visava adistrair o
povoe tiraros seus olhos do foco.
A segunda estratégia foi o ataque (4.8). Os adversários
do povo de Deus se uniram pa
ra atacarJerusa
lém. Eles
queriam peg ar a cidade desurpre sa. Eles planejavam fazer
um ataque rel âmpag o. Eles queriam não apena s causar
confusão, mas matar os judeus 4. ( 11), obtendo, assim, o
seu verdadeiro objetivo: paralisar a obra(4.11).
Como Neemias enfrentou a pressão e o ata que dos
inimigos? A primeira rma a queNeemias usou foi a oração
(4.9). Neemias era um homem prático, um administrador
por excelênci a. Ele tinha a capacidade defazer as perguntas
certa
s, de contatar sa pessoa s certas, de mobilizar essas
pessoa s, levantar seu ânimo e desafiá-las paraumagrande
obra. Matam
depende s Neem
bémias sabi
a quedeo ora
e sobretudo suce
sso
çã da eobra
o. Ess de líder
grande Deus
sabeque éf (oração) e obras (pusera
m guarda)andam juntas.
A oração não é um substituto da ação.59 Não podemos
enfrentar os inimigos sem o socorro de Deus, sem a ajuda
do céu.
A segunda arma que Neemias usou contra os inimigos
foi a vigilância
vigiar. Precisamosconstante 4.(9). Nã
manter os olhos o basta
abertos. orar, éexistir
E preciso preciso
estreita conexão entre o céu ea terra , confiança e boa
organização,fé e obras. Preci samos estaratentos aos ardis,
laços eciladas do inimigo. Precisamos vigiar sempre, de dia
e de noite. Mui tos caem porquedeixam de vigiar. Sansão
caiu não diante de um exército, mas nocolo de uma mulher.
Davi não perdeu amais importante batalha dasua vida no
campo de guerra , mas na camado adul tério. O apóstolo
Pedro, porque não vigiou, dormiu;porque dormiana hora
que dev ia orar, negou o seu enhoS r.

Como enfrenta r a sutileza do inimigo (4.1 0-15)


Os nossos nimi
i gos estão sem
pre procura
ndo uma
brechaparanos atingir e assim parali
sar aobrade Deus.
Eles usaram trê
s expedientes para impedir o ava nçoda obra
de Deus:
Em primeirolugar, o inimigo tentouparalisar a obra
provocando desânimo interno(4.10). Os problemas internos
são mais perigosos do queos problemas externos. Os
carregadores estã
o sem força s, os escombros são muitos
e a conclusão óbvia é: “Não po demos edificar o muro”.
Eles sentiram que não tinham capa cidadepara concluir
a obra. Muitas vezes, o noss o maior problema somos nós
mesmos. O maior obstáculoda obrasão os obre iros,dizia
Dwight
circunst Moody.
âncias emUm
vezpovo desapara
deolhar nimado
o Ssempre
enho olha
r; es
cutapara
aisasa
m
voz do inimigo do que a voz de Deus.
Em segundo lugar, o inimigo tentouparalisar a obra
espalhando boatos a... (4.12). Aqueles que moravam fora de
Jerusalém, próximos desses inimigos, traziam comentários
assustadores e os espalhavam no meio do pov o: “De todos
os lugeare
compl s ente
tam ondecemo
raos,
rca
d m, nãsubi
o rão os
tem contra
a mí nós”
. “Esta
nima chanmos
ce”,
diziam. O boato visa a destruir o espírito de coragem e
cooperação.60Boatos são setas do ni imigo. Onde prospera
a boataria, os obreiro
s de Deus ficam alarmados e a obra
de Deus paralisa. Os boatos sempresuperdi mensionam o s
problemas. Pareciaumainvasão avassaladora, irresistível. O
povo estavaguardando os muros, mas nãoestavaguarda ndo
seus ouvi
dos do queos inimigos diziam.6 1
Neemias enf renta esse problema do desâ nimo de três
formas diferentes:1) Repre endeosjudeus:“Não os temais.”
2) Anima os judeus: “Lembrai-vos do S enhor.”3) Dá uma
motivação aos judeus:“Pelejai pela s vossas famílias.”
Em terceiro u
l gar,o inimigo tentaparalisara bra
o destruindo
o povo de Deus(4.11).A Bíblia diz que a nossa luta nã

contra carne esangue. O nossonimi i go é ladrãoe assassino.
Ele veio roubar, matar e destrui r. Ele tem raruinadomuitas
vidas, destruído muitos lares, debilitado muitas igrejas,
paralisado em muitos lugares aobrade Deus.
Como Neemias rea giu a esses ataque s doinimigo? Quais
são as armas de combate à sutileza do n i imigo? Nee mias
nos ensina cinco princípios:
Em primeiro lugar, cada um de ve defender suaprópria
família (4.13,14b). Um líderprecisasaber como re preender,
encorajar e motivar osoutros. Não podemos ter uma igreja
fortese não protegermos nossa própria família das investida s
do n i imigo. Neemias era sábio o suficiente pa ra saber
que cada um devia defender pri oritariamente sua própria
família. Neemias exorta: “[...] pelejai pe los vossos irmãos,
vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa”.
Em segundo lugar,precisamos empunhar as ar mas de
defesa e comba te(4.13). Não podemos enfrentar os inimig
sem ro
obreiusaérmo
ums no
solssa
s armas
dado. osdeemfes
Estam deguerra
a e .comba
te.batal
Nessa Cada
ha
espiritual enfrentamos inimigos invisíveis e teneb
Nessa batalha não há tréguanem pa usa. Nossos dv
a ersários
não descansam, não tiram érias
f nemdormem. Eles vivem
nos espreitando e busca ndo uma oportunidadepara nos
ataca
r. Precisamos vigiar eempunhar as armas.

exeEm
mplarterceiro
(4. lugar,
prescisam
14). Neemia nãoosabando
ter um
naa lide
o prançana
ovo firme
horae
da pressão. Ele inspeciona a obra. Ele toma a frente. Ele
desafia os líderes. Ele dá exemplo. A liderança ocupauma
posição de absolutaimportância na hora do combate. Uma
liderança rfaca, medrosa, vacilante esem vida nã o transmite
segurançapara o povona hora da crise.Só líderesfortes e
incorruptos podem conduzir o povo agrandes vitórias.
Em quarto lugar, precisamos colocar os olhos em Item
e não noinimigo4.14)( . O ponto bá sico do esa
d fio dc
Neemias é: “Lembrai-vos do Senhor”. Observe o que
Deus já fez. Olhe para a suafidelidade nopassado. Veja os
livramentos queEle já deu ao Seu povo. Não será diferente
agora. Temos de termuito cuidado com afestada vitória.
Nunca somos tão vulneráveis qua nto depois deuma g rande
vitória. A tendência depois de uma consagradora vitória é
ensarilharas armas. Elias, depoi s deretumbante vitória no
Monte Carmelo sobreos profetas deBaal, tirou osolhos de
Deus efugiu amedron tado diante das ameaças insolentes
de Jezabel. O segredo da vitória contínua émantermos
continuamente nossos olhos em Deus em vez de coloc
nas circunstâncias ou nas pessoas.
Em quinto lugar, precisamos redirecionar o foco do nosso
temor(4. 14). Em vez de temer o inimigo, devemos nos
voltar para o nosso Senhor, grande e temível. Quem teme a
Deus, nã
olhos emoDeus
teme, aos home
Ele frus ns.osQua
tra ndo
niocol
desíg s doocamoso os
noss noss
goo.s
inimi
Muitos líderes naufragam porqueem vez detemer aDeus,
temem os homens; em vez deagradar aDeus, tentam
agradar oshomens; em vez deservir a Deus,tentam baj ular
os homens.

Como
ape sarlevar a obra de
da o posição doDeus adiante,
inimigo (4.15-23)
Neemias nos ensina sete princípios importantes aq
Em primeiro lugar, volte à obra deDeus efaça a suaparte
(4.15). O nosso Deus frustraos propósito s do inimigo, mas
nós precisa
mos voltar a fazer S ua obra, pois esse traba
lho é
nosso. Os anjos não podem fazê-lo. Ninguém pode ficar no
seu lugar. Volte ao muro, volte à obra, volte a envol
com o projeto de Deus. Não ensa rilhe as armas, não fuja da
sualinha de combate, não se intimide com as bravata s do
adversário. Vocêestáenvolvido num pro jeto de conseqüên
cias eternas .Vocêé um coopera dor deDeus, um soldado do
exércitodo Altíssimo , um portento da graça.
Em segundo lugar, mantenha as mãos ocupadas e os
olhos abertos (4.
16-18). Eles traba
lharam e vigiaram. Os
moços, os chefes, os carreg adores e os edificadores, todos,
trabalhavam e vigiavam. Não podemos depo r as armas
nem ficar desapercebidos. Muitos se envolvem tantono
traba
ca lhode
mpo que
trade
baixam deovigiar
lho. Açã e por isso
e vigilância precica
sem
am ncam
o própri
inharo
de mãos dadas. Muitos obreiro s se perdemno trabalh o e se
cansam na obrae da obra.6 2Trabalho sem vigilância pode
nos acarret
ar grandes perdas.
Em terce iro lugar,mantenha os ouvidos be m afinados a
um h c amado de emergência(4.18b) . Aquele que tocava a
trombeta
doesta
dar soni varto
ince junto de Nee
. O líder mmias.
te A nsa
arespotrombe ta
bilidadenão podia
de cuidar
do povo de Deus. Ele preci sa estaratento aos perig os que
atacam a Igreja (At 20.29,30). Afine seus ouvidos àvoz do
alert
a para que qua ndo ele soar você prontamente esteja no
seu post
o de combate.
Em quarto lugar,fiquemperto unsdosoutros (4.19). Nada
pode ser mais perigoso paraa Igreja do que afalta deunião
ou proximidadedos ri mãos. Um cordão de três dobra s não
se quebracom facilidade. Gente precisa de Deus, mas gente
também pre cisa de gente. Precisamos trabalhar unidos.
Não estamos competindo. Não somos rivais, mas parceiros.
Somos membros do mesmo corpo, ovelhas do me smo
rebanho, ramos damesmavideira.Não deve haverciúmes ou
melindres ntre
e opovode Deus. Não deve existir complexo
de inferioridadenemde superio ridade entre osmembrosdo
corpo ed Cristo(ICo 12.15-21). Estamos todosengajados
na mesma obra. Estamos lutando por uma m esma causa.
Somos so ldados domesmo exérc ito, sob o co mando do
mesmo genera l. Por isso, devemos estar unidos!
Em quinto lugar, trabalhe na medida das suasforças
(4.21). Os construto res trabalharam “desde o raiar do dia
até ao sair das estrelas”. Deus nos hamac parao ser viço.
Os preguiçosos nunca se envolvem ou cedo desi stem.
O trabalho de Deus exige dedicação, esforço, suor,
constâoncitraba
para a. Olho.
chamado mesmo
Nem de Deusnanã o é para
eterni o estare
dade, ócio,mos
mas
desobrigados do rtabalho, pois no céu os remidos servem
o Senhor. Se quisermos vera reconstruçã o da família, da
igreja e da sociedade, precisamos traba
lhar enquanto é dia
e na medida das nossas força s.
Em sexto lugar, confie em Deus, mas seja cauteloso
(4.2e0b
pel ,22,2nós,
ja por 3). mas
Neemias
em tediz para
mpos deoperigo
povo, El
queeorde
é Deus
naaoque m
povo
paranão sair de Jerusa lém. Fé não é presunçã o. Confiança
em Deus nã o anula prudência. Por isso,fazemos seguro
do carro, colocamos trancas m e nossas casas e evitamos
lugaresperigosos emcertashoras danoite. E precisoestar
em constante nso se de combate (4.23). Essa guerranão
temtrég ua. Há muitos obreiros queforam desqualificados
porquesubestimarama nece ssidade da prudência. Sansão,
fascina do pelabeleza e sedução, deitou-se no colo de Dalila
e ficou ecgo. Davi depois de vitórias tão retumba ntes,foi
vencido não por um exército nem num campo aceso de
luta, mas nacama do adultério. Muitos pastores caem não
diante daperseguiçãoou das intempéries da lida ministerial
,
mas caem no gabinete pasto
ral,presos na ede
r da sedu
ção.
Em sétimo lugar, empunhe as armas de combate, mas
saiba que a vitória vem de Deus (4.15,20b ). E Deus quem
frustraos desígnios do inimigo (4.15). E Deus quem peleja
por nós.E Ele quem ade stra os noss os braços para a peleja.
E Ele quem desbara ta os noss os n i imigos e frustra os seus
planos. Do Senhor é a guerra , Ele é o nosso def ensor eDele
vem a vitória. A vitória vem de Deus, é de Deus e a glória
deve ser tributada aEle.
Quais são as frentes debatalha quevocê tem n e frenta
do
nesses últimos tem pos? Que tipo de ataqueos inimigos têm
usado paraatingir suavida?
Como você tem re agido aos ataques do ni i migo?
Neemias enfrento u as zombarias com roação e com traba lho
concentrado (4.1-6); os complô s, com oração e com a
colocação de sentinelas (4.7-9); as ameaças mais fortes com
uma chama da geral às armas e com exortação: “Lembrai -
vos do Senhor[...] e pelejai”.

N otas d o cap í t ul o 6

55 MESQUITA, Antonio Neves de.Estudo nos livros de Crônicas, Esdras, Neemias e Ester,
p. 264.

56 BARBER,Cyril J. Neemias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 54.


57 KEIL, C. E Thebooks ofiEzra, Nehemiah and Esther. Grand Ra
pids:Eerdmans, /sd, p. 201.
58 BARBER, Op. cit.,. 5p6.
59 BARBER,Cyril J. Neemias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 62.
60 BARBER,Cyril J. Neemias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 63.
61 Ibid., p. 63,64.
62 LLOYD -JONES, Martyn.Spiritual depre
ssion. Grand Ra
pids: Eerdm
ans, 2000,p. 196.
Como enfrentar
o problema da
injustiça social
(Neemias 5.1-12)

mostra
O ca pí t ul o 3 d e N eemias
os re
cursos queleeusou para
mobilizar
o povo nacoordenação,
Jerusalém: construçã
o dos muros de
cooperação,
aprovação e comunicação.
O capítulo 4 nos informa quea obra
foi feita debaixo de intensa oposição
dos inimigos, provocando desânimo,
confusão, ameaça e destruição.
O capítulo 5 aponta um perigo mais
difícil de ser enfrentado:a usurados
nobre s. Neemias ida
l agora não com
um problema externo,mas interno; não
procedente dos inimigos, mas oriundo
dos rm i ãos. O exércit
o de Sambalá é
menos peri goso do que aavarezados
nobres.
O sucesso da obra de Deus nã o pode ser construído
em detri mento dos obreiros. Neemias agora enfrenta
o problema da usura , da injustiça social, da opre ssão
econômica.Cyril Barbe r dizqueentre todas as tensões que
operam na sociedade, poucas são tão perigosas quantoas
que xeistem ntre
e osricos e os desprovidos.63
Foi grande o amo
cl r do povo e de suas mulhere s contra
os judeus,seus irmãos (5.1). Esse clamor é o triste h
c oro
da humani dade oa longo dos sé culos. Esse texto trata
da questão da pobrezae da opressão. O povo não está
clamasobrevivência.
por ndo por luxo
, mas porpão; não por conforto, mas

A srcem do problema
Neemias identifica três fatores que estão na raiz do
problema queo povoestava enfrentando:
Em primeiro lugar, Neemias identifica o capitalismo
selvagem.A aconcent
da ganânci ração de
insaciável dorend
ho
meamsempre foi aAm
(Is 5.8; expre ssã
6.3, o
4;
Mq 2.2). Noventa anos antes, os prime iros ude
j us que
voltaram para Jerusalém tinham vindo amplamente
supridos com bens materiais Ed ( 1.5-11; 2. 66,67). Mas
os nobre s aproveitaram o momento de crise finance ira
do povo para enriquece
r explorando os pobre s (5.3). Há
sempre q aueles que aproveitam o momento de desespero
do pobre para enriquece r (5.5). As nações ricas muit as
vezes vivem nababescamente às custas das nações pobres.
Estas tornam- se dependent es e escravas financeiramente
das superpotênci as econômicas. No capitalismo selvagem,
o outroé visto como um territ ório a ser explorado. Essa
é umavisão utilitarista, extrati
vista,sanguessuga. Neemias
pôde combater sese execra
ndo crime social porquenão via
as pess oas como coisas a seremusadas e exploradas,mas
como seres dignos do ma is alto respeito, queprecisam ser
tratados com huma nidade ejustiça.
Em segundo lugar, Neemias identifica a globalização
econômica. As regras do merca do econômico nos dias de
Neemias rame draco nianas. Os pobre s estavam perdendo
seus bens,suas propriedade s, suas casas e até se
us filhos. O
tempo passou, mas esses valores não. O mundohoje é uma
aldeia global. O dinheiro é a mola que gira o mundo . Os
ricos ficam cadavez m ais opulentos e os pobres cadavez
mais de
planeta se
sperança
estão ohjedos.
nasCinqüenta p
mãos de por
aenace
s nto dass ri
alguma queena
centzassdo
de
empresas. Tom Sine diz que da s cemmaiores economias do
mundode hoje, 51 são empresas. A General Motors émaior
do que a Dinamarca, a Ford émaior do que aÁfrica do
Sul e a Toyota émaior do que aNoruega. Só o Wal-Marté
maior do que 161 países.64Em 1998, o patri mônio líquido
de
de Bi llare
dól Gate
s psorcre
sceuana.
sem impressio
65Seg naontes
und oNewqua
tro
Yo cent
rk oses,mil
Tim hões
358
bilionários hoje “controlam ativos maiores do queas rendas
combinadas depaíses queacomodam 45%da pop ulação do
mundo.66Esse sistema de concent raçãoderiqueza nas mãos de
poucos eo alargamento dapobrezaparaa maioria é perverso.
Na verdade, essemercado globalqueprivilegia ospode rosos,
exige mais doseudinheiro e mais doseu tempo .67As pessoas
que co mprama prazo pagam exorbitanteme nte mais doque
é justonuma economia de juros altos, enriquecendo ainda
mais as instituições financeiras e empobrecendoa população.
Os bens financi ados nesse sistema avarento tornamvocê um
escravo do sistema econômico.
Em terceiro lugar,Neemiasidentifica aganância insaciável.
A ganância financeira tem gerado um sistema econômico
truculento, opressore fortementeinjusto. Os ricos aproveitam
o desespero dos po bres parasaquear-lhes os be ns. Os pobres
lutam apenas parasobre viver, enquantoos poderosos ajuntam
riquezas amealhadas pela ganânci a insaciável. Havia três
grupos empobreci dos por causados sebarros co e nômicos: os
trabalhadores, os afzendeiro s e aqueles que setavam sendo
achatados por impostos abu sivos.6
8

A natureza do problema
Neemias identifica seis probl
emas que atingem a vida
doEmpovo:primeiro lugar,
Neemiasfala sobre a fome (5.1,2).
Vemos aqui: 1) Os acusadores: o povo. 2) Os acusados: os
irmãos ricos.3) A acusa ção: a usur a. Há um grande clamor
do povo. Eles estão trabalhandono muro, mas apanel a está
vazia. Suas mulheres estão aflitas. A fome é uma questão
urgente, não dá paraesperar. O povonão pode continuar
investi
A fomendo na problema
é um reconstruçã
o do
que muro
atinge hojede estômago
quase 50% vazi
dao.
população mundial. Enquanto uns morrem de fo
outros morrem de comer. Enqua nto uns esbanjam, outros
lutam des espe
radamente para sobre viver. Enqua nto uns
ficam inquietos por causa de coisas supé rfluas, outros se
dese speram paraterpão dentro de casa. Há muitos homens,
mulheres ecrianças perambulando envergonhado s pelas
ruas das grandes cidades, disputando comida com os cães
leprentos nos restos podre
a cidos das feiras. Há milhões de
crianças bando
a nadas quevivem sem teto, sem dignidade,
sem identidade,perdidas snaruas, com o ventre estufado,
estonteadas pela ofme perversa , de courofurado pelas
costelas em ponta. O problema não é só falta de amor, mas
de amor, de solidariedade, de compaixão.
Em segundo lugar,Neemiasfala sobre dívidas (5.3). A
dívida traz desespero ment al, degradação social e ruína
familiar. Algumas pessoas já tinham hip otecado suas casas
e terras para compra r trigo. Não estavamfazendo negócios
de investimento arrisca do. Estavam comprando o pão
da sobre vivência. Os ricos pro a veitaram o momentode
crise
, de fome, de aperto parafazerem bons elucra tivos
negócios. Uma pessoa faminta, premi da pela nec
essidade
de sobrevivência, acaba fazendo neg ócios quesó bene ficiam
os que que rem se locupletar.Os agiotas se enriquecem

apro
hesi tveitando
avam em otomardesespasero dos
terra flitos.
a mesm
s e até Oso os
agiotas
filhos nã
eoas
filhas dos pobres infelizes para receberem o seu dinheiro.
Essa prática opressora stáeem desacordo com a lei de Deus
(Dt 23.19,20; 24. 10-13). Ela também feria o princí pio do
ano do jubileu (Lv 25 .10,14- 17,25-27).
Em te rceiro lugar,Neemias menciona os impostos (5.4).
Além daa,fome
cadadi e das
ainda dívidasde
tinham contraídas
pagar pesapara
dosterem
tributoospão de ia.
à Pérs
O pouco queinhamt precisava ser reparti
do paramanter o
luxo e o faustodospoderosos.
O Brasil tem um dos tri butos mais pesados do mundo .
Cadaquilo de arroz quese comprano mercado é tributado,
o pão que chega à nossa mesa é tributado. O que m ais

aagri
deemo be
po
bnef
reíciéoque
s. Naos
impostoso que
pobrepa
ga nãofome
retorpa
nam
ele verd
ade, passa ra
manter o sistema, muitas vezes corrupto . Cadavez que es
cria m ais impostos, o dinheiroquedeveria vir para ajudar
os pobres, cai no ralo da corrupçã o. As ratazanas esfaimadas
que ci rculam pelos corredores od poder, mordem em s
piedade, não apena s o nacoque pe rtenceao pobre, mas
devoram os próprios pobres, porque ste
e s, sem pão, sem
teto, sem esperança, sucumbem impo tentes diante de
tamanh a selvageria. Como sang uessugas, esses gananciosos
insaciáveis, se alimentam do sangue do povo.
Em quarto lugar,Neemias trata da questão da pobreza, a
perda dosbens(5.5). O resultado desse sistem a draconiano
é a perda os d bens daqueles que precisam sobre viver. Os
pobres eprderam sua s casa s e suas terras etornaram-se
reféns dos po derosos. Eles traba
lham, mas não desfrutam .
Eles calejam as mãos, mas não usufruem.São vítimas de
uma njus
i ta opre ssão econômica.Neemias percebe que o
âma
os go
nobdo
res eprobl
maegist
marado
é asexpl
. Osoraçã
saco, por
erdotes iss
éoque
contende
deviamcom
ter
feito esse confronto, mas estavammancomuna dos com os
ricos (6.12,14; 13.4,7-9).
Em quinto lugar, Neemias fala sobre a escravidão, a
perda da liberdade 5
( .5). Além deentregarem suas casas e
propriedades, agora entreg am tambémseus filhos e filhas
para
coisassald
e aco
rem
mpramdívidas.
sesOs
re ricosspapara
humano ssamsere
a ver
m pe
seuss
soas co
vmo
escraos.
O trabalho escravo é algo que fere o projeto de Deus. E
uma injustiça clamorosa.O comércio escravagista é uma
das páginas m ais sombrias da história humana,um dos
sinais mais notórios da maldade que tomou conta do
homem movido pelaganância.
Em sexto lugar, Neemiasfala sobrea impotência, aperda
da espe rança 5( .5). “Não está em nosso poder evitá-lo...”
(5.5). Os poderosos azem f as leis, manobramas leis, torcem
as leis e escapa m das leis. Eles subornam os sa cerdo tes eos
juizes. Eles são inatingíveis. Os pobres não têm vez nem
voz. Estão completamente sem forças e sem esperança. Os
oprimidos não vêem umasaída.
A causa do problema
Neemias identificou qua tro causas dos pro blemas que
estao afligindo o povo oprimi do deJerusalém:
Em primeiro lugar, Neemias identificou a usura (5.7).
Usura é não secontentar com o queestem equerer que o é
do outro. Usuraé aproveitar um momento de infelicidade
do outro paraapropriar-se do que ele tem. Os nobres se
benef iciaram com a crise.Sempre laguém lucra com a
crise. Amiséria do povo semprebene ficia os gananciosos e
usurários. “Os nobres estavam agindo como penh oristas, e
ainda por ma ci severos, ao invés decomo rm i ãos. Estavam
empresta ndo somente co m a melhor garantia e com os
pioresmotivos.”69
Em segundo lugar,Neemias identificou a falta de amor
(5.5,7). Os opre ssores são irmã os dos oprimidos. Os
oprimidos estão eng ajados namesmaobrados opressore s,
a reconstruçã o dos muros. Aqueles que foram injustiçados
estã
doso expl
ang
oustiados
radore porque
: têmseus
s (5.5) filhos
vontade sã
, seontim
iguais ,aos
ento desefijos,
lhos
necessidades. Neemias diz queos nob res estavam explorando
não inimigos e estranhos, ma s seus “irmãos” (5. 7). A lei de
Deus era claranessesentido: “Se emprestare s dinheiro ao
meu povo, ao pobrequeestácontigo, não te haverás com
ele como credor queimpõejuros” (Ex 22.25). Quem ama,
nãoEmexpterce
lora,iro
mas dá
lug e reparte
ar,Ne (ljo
emias ide 3.17,18;Tg2.
ntificou afalta delte
4-17).
mor a
Deus 5( .9). Quem anda no temo r de Deus não explora o
próximo, não se aproveita damiséria alheia para enriquecer-
se. Quando perdemos otemor de Deus, a vida perde os
referenciais. A impiedade se mpre de semboca na pervers ão.
José não adulterou com a mulher de Potifar porque andava
no temor de Deus. O que nos li
vra do pe
cado é o tem
or
de Deus. Neemias não se rendeu àculturado ganho ilícito
por causado temor de Deus. Hoje, muitos políticos e até
líderes evangélicos capitulam diante do poder do dinheiro
e vendem aconsciência porque perde ram o temor do
Senhor.
Em quarto lugar, Neemias identificou a falta de
testemunho perante o mundo 5( .9). O povo de Deus está
sendo observado pelos olhos críticos do mundo. Quando
a Igreja ge
a igual ao mundo, isso é um escândalo e o nome
de Deus é blasfemado. Infelizmente, estamos vendo a

Igreja
pe evangé
los se lica
us escâ brasil
ndalos eirasendo
do que pormais
seu co
nheci
tes da na
temunho mídia
. Alguns
políticos evangélicos elegem-se em nome de Deus e depois
envergonhamo evangelho, mancomunando-se com toda
sortede corrupção e roubalh eira. O apóstolo Paulo diz que
não devem os nos envergonhardo evangelho (Rm 1.16),
mas há mui tos crentes que são a vergonha do evangelho.

A soluçã o do problema
Para resolver o grave problema da injustiça social,
Neemiasaponta cinco soluções:
Em primeiro lugar, ão, a ira(5.6). Neemias
inconformaç
não ficou passivo diante de tamanha njusti
i ça. Ele reagiu
fortemente. Ele se aborrece u. Ele se encheu deira.
Neemias repreendeu no os
brese magistrados e lhes disse:
“Sois usurá rios, cada um paracom seu irmão” (5.7). O
conformismo com ainjustiça é um grave pecado aos olhos
de Deus. A ira em si não é pecado (Ef 4.26; SI 7.11; Mc
3.5). A ira deve ser focadano mal e não contraquem pratica
o mal. A ira épeca minosa quando nós adespejam os sobre
nossosfilhos,cônjuge, irmãos ou quando nutrimos má goa
ou desejamos vingança. Fomos cha
mados de protesta
ntes
exatame nte pela inconformação com o erro e com o pec ado.
Os desmandos no trato da coisa pública e a corrupçã o
endêmic a e sistêmica em nosso país deveriam fazer erver
f o
sangue em nossas as.vei
Em segundolugar,a reflexão(5.7). Neemias era um líder
prudente. Emvez defermentar ainda mais asituação, falando
irrefletidamente, ponderou o assunto consigo me
aconselhou-se consigo me smo, ruminou asituação antes de
tomar uma decisão pública. A Bíblia diz: “Responder antes
de ouvir é estultícia e vergonha” (Pv 18.13). Diz ainda:
“Onsg
tra iracundo
ressões” evanta
l v 29.cont
(P 22).endas, e ênci
A prud o furioso
a e a mul tiplicasão
discrição as
marcas indispensáveis na vida de um líder. No muito falar
abundam sa transg ressõ
es.
Em terce iro lugar, a repreensão 5.7)
( . Neemias teve
coragem pararepree nder o er ro, ainda quena vida dos
nobres, dos rico s, dos pode rosos.Ele temcompromisso com
a
nãverda
o am de
aciaecom
a situaação
justi.ça,
Elepor isso,nã
chama oso no
sebintimi
res edma
a.gist
Neemias
rados
de usurá rios. Ele coloca o dedona ferida e desm ascara os
nobre s, denunci ando suaconduta verg onhosa e injusta.
Em quarto lugar,a exemplificação(5.8,10). Neemias não
é um ílder quepena a s tem co ragem, ele temvida. Ele não
apena s fala, ele dáexem plo. Neemias não sobeno palanque
parablasonar elogios a si mesmo esta ndo comprometido
com os mesmos crimes quedenun cia. Ele não é hipócrita.
Neemias não ocupa alidera nça paratirarvantagem. Ele é
um homem queama o povo e não o dinheiro. Neemias
resgatou judeus es cravos dos estra ngeiros (5.8) Agora
os ílderesdo povo estão azendo f essas pessoas escra vas
novamente. Ele não apena s socorreuos ne cessitados, mas
perdoou-lhes a dívida, visto que nã
o pudera
m pagar a ele
(5.10). O maior líder de todos os mpos,
te esu
J s deNazaré,
disse queparavocê liderar precisa servir.
Gandhi tinha menos de 1,60m dealtura epesava cerca
de cinqüenta quilos. Viveu na índia, um país oprimido
pelo Império Britânico . Ele dedicou sua vida à causa da
libertação do seu país do domínio britânico sem recorrer
à violência.Sacrificou-se pela liberdade do seu país até
que o mundo tomou conhecimentode sua bandeira .
Finalment e, em 1947, nã o apenas o Império Britânic o
deu a independênci a à índia como recebeu Gandhi em
Londre
tudo sesm
, com
usar auma
rmaspara
e adaviolênci
dignaa. deUsoum
u ahe rói. Elea fez
influênci do
serviçoem vez do poder daviolência.Martin Luther King
abraçou a causados direit os civis no p rincípio dos anos 60
nos Estados Un idos. Com suaatitude abnega da e sem usar
a violência, chamou a atençã o da nação paraas injustiças
que os negros su portavam. O caminho de LutherKing foi
crivado
famí de espi
lia foi nhos. Sofre
também me uda,
a aça muitas ca
sua amsaeaças deigreja
e sua morteora
,f sua
m
bombardeadas. Ele foi pre so e finalment e tombou como
mártir, mas saiu vitorioso em suacausa. Foi o homem mais
jovem a ganhar o Prêmio Nobel da Paz. A legislação mais
abrangente o s bre direito
s civis jamais promulgada - O
Decreto dos D ireito
s Civis de 1964 —tornou-se lei e ainda
vigora.70
A autoridade fundamentada no exemplo é mais
importante do que o er. pod James Hunter disti ngue
corretame nte o poderde autoridade.Ele diz que pod er é a
faculdade deforçar ou coagir alguém afazer sua vontade,
por causade sua posição ou força, mesmo se a pessoa
preferir não o fazer, enquanto, autoridadeé a habilidade ed
levar as pessoas afazeremde boa vontade o que cê
vo que
r
por causade suainfluênci a pessoal.71O mesmo autor diz
queo poder pode ser vendido e compra do, dado e tomado.
As pessoas podem ser colocadas em cargos de poder porque
são parentesu oamigas de alguém, orque p herdaram
dinheiroou poder. Isto nuncaacontece com a autoridade.
A autoridade não pode ser comprada nem vendida, nem
dadanem tomada. A autoridade idz quem você é como
pessoa, como é seu carátere como é a influênci a que xeerc
e
sobre as pessoas.72
Em quinto lugar, a restituição5
( .11). Neemias é firme,
mas
antestambém
dáo seu sá
biotemunho
tes . Ele não. El
manda, mas pe
e não pede mede
. dEle
di as pede
pali, mas
ativas,
antes,toca na raiz do problema: ele pede restituição, um
reparo completo na injustiça socia l.
Esse capítulo nos m ostra duas coisas important es:
Primeiro,o suc esso ed Neemias(5.12). A proposta de
Neemiasfoi pronta e completame nte aceita. Neemias teve
sa
combedori
osade
para lidar Ele
dentro. co
m mobi
os problemaos povo,
lizou de foraproteg
e também
eu-o,
escutou-o e saiu emsuadefesa. Ele é servo do povo e não
explorador dele.
Segundo, esse capítulo nos mo stra tambéma prudência
de Neemias(5.12). Neemias não se contenta apenas com a
palavrados no bres emagistrados, ele querque lees assumam
um compromisso legal, oficial diante das autoridad es
competentes: os sacerdotes. Neemias nos ensi na que o
líder precisa ser precavido e prudent e. Deve confiar, mas
tambémser criterioso e cautelo so. Neemias nos ensi na que
Deus pode ser glorificado e Seu povo abençoadoquando
lidamos deformacorreta com os problemas.
N otas do cap í t ul o 7

63 BARBER, Cyril J.Neemias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 69.


^ SINE, Tom. O ladooculto daglobalização.Sã
o Paulo: MundoCristão,2001, p.104.
65 Ibid., p. 141.
66 GROSSETE, Barbara . U N. surve
yfinds worldrich-poorgap wideningin. NewYork Times.
15 dejulho de 1996, p. A3.
67 SINE. Op. dr., p. 119.
BARBER, CyrilNe
J. emias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 71.
69 KIDNER, Derek.Esdras eNeemias, p. 104.
70 HUNTER, James C.O mong
e e o xeecutivo,
p. 64-66.
71 Ibid., p. 26.
72 Ibid., p. 27.
As marcas de um
líder íntegro
(Neemias 5.13-19)

A RECONSTRUÇÃO DA CIDADEde
Jerusalém sofreu ataques de fora e tam
bémde dentro. O exército de Sambal áe
a usura os d nobres e magistrados cons
piraram contra arestaur ação da cidade.
Neemias preciso u defender o povo
dos ataques xeternos e também da s
ameaças nternas.
i

Nos
Neem iasversículo
teve s gem
cora1 a 12 vimo
para s como
confrontar
os nobres acercada usura.Eles haviam
se aproveitado da crise econômica para
enriquecer. Eles emprestaram dinheiro
com juros altos aos se us irmãos e
acabaram tomando suas casas, vinhas,
terras e filhos. Mas não basto
u apenas
coragem a Neemias. Ele preci sou também deexemplo e
vida. As pessoas aceitam o líder, depois os seus planos. Eles
têm conf iançana visão, quando têm confiançano ílder.
Agora Neemias dá o seu testemunho de conduta impoluta
e íntegra comogovernador de Jerusalém.As pessoas
ensinam aquilo que sabem, mas reproduzem qui a lo que
são, diz John Maxwell.73
Nesse texto, temos uma adio r grafia do problema da
política de onteme de hoje: aproveitamento da posiçã o
políticaparao auto-enriquecimento; esquemas decorru pção

infiltradosarg
ocupam cno gover
os públ no; aa falta
icos; indode
lênci
a dos
temo homenda
r a Deus squque
eles
que es aproveitam das benesses do cargo paraexplorare mo
povo sobreca rregado.
Vemos neste texto algumas marcas de um líder íntegro.

O líder deve ser conhec ido por aquilo que não faz

Um
aqui íldernãoéconhe
lo que cido por
faz. Neem ias aalist
qui
alotrê
que fazseqtam
s coisa ue bém por
um líder
íntegro não faz:
Em primeiro lugar, ele nãosegue opasso do s políticos
oportunistas 5.
( 15). Os governa dores que antecedera m
Neemias p orimiram opovo, tomaram dele. pão e vinho e
ainda impusera m sobreo povo umapesa da carga tributária.
Muitos governantes ain da hoje aumentam seus próprios
salários, vivem nababe scamente e oprimemo povo. Somos
o segundo país do mund o noranking da maior carga
tributária.Nempor is so vemos significativos investimentos
sociais: nossas estrada s estão sucatea das;nosso si stema de
saúde púb lica estácada vez ma is deficiente;nossaeduca ção
vai tão mal que pesquisa feita em 2005 pelo IBGE indicou
que 75% da pop
ulaçã
o brasil
eira não sabe interpre
tar o
quelê. A segurança públ ica está cada vez mais fragilizada
diante do crescime nto insopitável da criminalidade. Nossas
cidades estão setransformando em arenas sangre ntas, onde
o narcotráfico desafia a lei e entra nas escolas, nos presídi
os
e conseg ue subornar até mesmo alguns aquel d es que
deveriam nos proteger. Nesse ambiente de desespera nça
do povo , muitos políticos corruptos engordam suas conta s
bancárias me paraísos fiscais, roubandoos recursos que
deveriam ser usados na econr strução do pa ís.
O maior problemadanossanação é a corrupçã o instalada
emsde
de noss
a dea sco
cult ura
ta. do
ber Vivem
Braos a cul
sil em tura
1500. Adoindaextra tivism
predo minoa
a lei utilitarista do el var vantagem em tudo. E a posição
gananciosa que olha pa ra o próximo como algué m a ser
explorado. Como sanguessug as, esses políticos se alimentam
do próprio sangue do povo.
Neemias quebrao ciclo da corrupçã o e do espí rito da
exploração
Jerusalém. que com
Ele rompe tinham marcado
os costumes os outros
tradicionais. Ele faz políticos
reformas de contençã o e coloca o seu nomeno primeiro
lugar dalista.Precisamos nao apenas de erforma política em
nossanação, mas tambémedumareforma de políticos.
Em segundolugar,ele nãopermite esque mas de corrupção
e opressãono se u governo(5.15b). Os prime iros governadore s
não apenas oprimiram o opvo, mas permi tiram queseus
moços tambémarma ssemverdadei ras re des de xetorsão
para saquear o pov o. Seus subo rdinados mordiam sem
piedade o erário público. O sistem a estava contaminado
pelacorrupção. O povo era explorado de todos os dos. la
Neemias não permitiu queoprimissem
poucos muitos. Ele fez
seus servos trabal
harem , em vez deexplorar o povo (5.16). É
vergonhosaasituação quevivenciamosemnossopaís, quando
partidos políticos loteiam cargos emempresas públi
cas par a
seus apadrinhado s se locupletarem. Concurs os públicos
são fraudados, licitações paraserviços eobras públ
icos são

de
Essciadma
idosncnã
hao n
pe lo crit
i glória éde
rio da compe
nossa tênci
históri a, ci
a pre mas dor su
sa se borno.
apagada.
Preci samos reescrever nossout furo com mais dignidade.
Em terce iro lugar,ele nãose aprove ita da miséria alheia
para enriquecer(5.16). Neemias não fez como os nobre s
que aproveitaram o momento de fome, dívida, pe sados
tributos, perdade liberdade espe e rançados traba lhadores
aflitos
pos para
ses (5. 7). comprar
Neemias sua s terra
u,spor
alforrio e assim do
meio acumul ar suas
pagamento
de resg ate, u
j deus esc
ravos naPérsia (4.8) e agora emprest a
parao povo, sem cobrar juros e ainda perdo a a dívida dos
quenão podiam pagar (5.10).
A crisesempre interessaàqueles quevivem daexploração.
A ganânciaéumpecado terrível aosolhosdeDeus. O profeta
Isaías lançou umlibelo contra aqueles queajuntam campos
e casas e assentam-se como os úni cos senhoresda terras(I
5.8). Enriquecer-se oprimindo e explorando o pobreé algo
repulsivo que precisa ser denunciado e combatido com
todas as forças da nossa alma ecom todo o rigor dalei.

O líder deve ser conhecido por aquilo que faz


Se um ílder ínt
egro é conhecidopor aquilo quenão faz,
também esobretud o, deve ser conh ecido por aquilo que
faz. Neemiaselenca, cinco atitudes posi tivas de um líder
íntegro:
Em primeiro lugar,ele transforma crises em oportunidades
(5.13,14). O líderé alguém quelida com te nsão. O campo
de ação do líder é umaarenade muitas pelejas. A crise é
suaagendadiária. Mas a crise éumaencruz
ilhada uqe leva
os fracos oa fracasso eos fortes aconsagradoras vitórias. A
crise denuncia os cov ardes e descobre os herói s. Vejam os
comoNeemias transformou crise s emoportuni dade s:
Primeiro, ele transformou clamor em louvor. O povo
começou com um amor cl cheiode dor por causa da
opre ssão e termin ou louvandoa Deus cheio de alegria. A
crise é umaencruz ilhada quea uns a bate, a outros exalta.
Uns olham o problema, outros a oportuni dade . Uns vê em
as dificuldades, outros asolução. O clamor tornou-se uma
reunião festiva de louvor. Por quê? Porque Neemias teve
capacidade de se indignar, co nfrontar, exemplificar, pedir
restituição e dar exemplo.
Segundo, ele transf ormou opre ssão em solidariedade .
Os nobres não apena s cancelaram a dívida dos po bres, mas
restituíram us as vinhas, suas terra
s e seus filhos.
Terceiro, ele transf ormou a situação de usura em
oportunidade para confronto (5.13). Neemias pediu aos
nobre
pes s para
soalme nteresti
ostu
fezir, achamou
ssum osse
ir um us sa
cerdotesúbl
compromisso eptambém
ico. O
verdadeiro líder nunca foge do problema nem o adia, antes
enfrenta-o corajo sa e firmemente.
Quarto, ele transformou uma revolta humananum
ato de compromisso e adoração a Deus. O clima era de
tensão, revolta, dor, angústia. Neemias levo u os nobres a
um
ce compromi
lebro u com sso de
alegri restitre
a louvo uisçãoao diante
Senhor.deDeus e o povo
Em segundo lugar,ele dá mais valor ao be m público do
que à remuneração pessoa l(5.14,18). Neemias abriu m ão
de seus direitos garantidos e legítimos a favor do povo. Seu
posto de governador éumaplataformade serviço e não de
privilégios. Em ve z de enriquecer-se eengordar suaconta
bancária,
ele abriu mão do se u próprio salário parasocorre
r
o povoem tempo de aflição.
Hoje vemos nossos leg isladores, seja no âmbito estadu al
ou nacional, buscando fre sogamente aumentar seus
salários de forma abusiva. Além de majorar seus salários,
muitos, ainda, se mancomunam co m perver sos e squemas
de corrupçã o, recebendo vultosas somas de on f tes escusas.
Assistimos com tristeza e repúdio a multiplicação de
políticos desonestos e a escassez de exem plos dignos de
serem imitados. Sentimos saudadesde Neemias!
Em terceiro lugar, ele dá mais valor ao trabal ho do queà
indolência luxuosa (5.16). Os outrosovernag dores viram o
carg
o o como
enriq uma
uecimentoporta b
aert
rápido, a para
para o ofavore
benefícionpe
cime tossoa
dosl, pa
seusra
aliados. Neemias não viveu naindolência, nababescamente,
às custas do povo, mas ele e seus moços trabalh aram na
obra. Ele eraum homem quelidera va o povo, que estava
junto do povo, que defendia o povo, que trabalhava com o
povo e pelo povo.

NeePrecisa
mias,mos
genteresg
séatar
ria, oabneg
exemplo
ada edetrapolíticos
balhadorada fibra
. Qua de
ndo
um ílder estámais interessadoem si mesmo e em seus
investimentos e aventuras pessoa is do que no u setrabalho,
os seus subordinados ogo l perceberão. Neemias realizou
um trabalh o pessoa l e tambémde equip e; um tra balho
contínuo, abnegado eeficaz.
Em quarto lugar, ele dá mais valor à benevolência do
queà política do elvar vantagem em tudo (5.18). Neemias
em vez de explorar o povo, ajudavao povo . Ele comprou
judeus escravos para resgatá-los. Spilberg no seu famoso
filmeA Lista de Schindler registraum fato comovente: o
protagonista do filme, um nazista, movido decompaixão
pelos uj deusqueestavam sendotrucidadosimpiedosamente
nas câm
aras de gás e nos pare
dões defuzilamento, resolve
comprarcom seus re cursos próprios centenas dejudeus e
transferi-los para uma fábrica fictícia na Checoslová
a fim de poupá-los da morte. Quando a guerratermin ou
e ele comunicou o fato a eles, disseem lágrimas, olhando
para oseu carro de luxo: “Se eu tivessevendido esse carro,
teria ompra
c do mais vinte vidas quepereceram”. Olhando
parao bótom de ouro na lapela od seu paletó, afirmou:“Se
eu tivesse vendido esse bótom, teria comprado mais dua s
vidas que pereceram”. Entao, arrematou em frase lapidar:
“Quem salva umavida, salva o mundointeiro”. Neemias
demo
que nstrse
ele ounte,
amo r às sope
mas ssoas eoo que
bretudo amor nã
ele o é4 Neemi
faz.7 apenasaso
empre stou e perdo ou a dívida dos pobre s. Ele abriu sua
casa e sustentava os rabalh
t adores na obra às sua s custa
s
paranão sobrecarregar o povo já empobrecido. Ele abriu
mão de seus direitos garantidos: “Nem por isso xigi
e o pão
devido ao governador”.
Em
a va quinto
ntag lugar,
ens pessoaise5.
(le14)
dá mais valor àéum
. Neemias integhome
ridade
mdoqueque
manteve sua integridade int ocável durante todo o seu
mandatode doze anos 5( .14). Tratando daimportânci a
da integridade, Cyril Barber, cita o pre sidente americano
Dwight D. Eisenhower:
Para que um hom
em seja der
lí ele tem de terguidore
se s. E para qu
e
tenha se
guidores ele
tem de tera confiança deles. As
sim sendo,a
primeira qualidade do líder tem de ser integridade inquestionável.
Sem ela, nãoé possível o verdadei
ro suc
esso, não mp
i orta seesteja
trabalhan
do em turma defábrica, campo de futebol,
no exército
ou num escritó
rio. Se os cole
gas de um homem desc
obrem n
ele
falsidade,se percebem queele
n faltantegridad
i e direta, esse homem
fraca
ssará. Seu ensino eeuss atos deve
m sercongruentes. ssi
Am, a
maior necessidade é integridade e propósito elevado.75
Quantas vezes já fomos eng anados e ficamos frustrados
com as prome ssas dealguns políticos. Prometeram seriedade,
lisura, honestidade, combate à corrupçã o, e logo depois,
com a instalação de algumas comissões parlamentares
de inquéri to, quando destamparam o poço do abismo,
sentimos o che iro de enxofre no ar: a corrupçã o já estava
orquestr ada, o governo áj loteado às ratazanas esfaimadas.
Outras vezes, vemos homens que começ am bem-
intencionados, mas se encant am com o pode r, vendema
consciência por dinheiro, traem o povoe oprimem aqueles
que neles espera
vam.
Por que o líder deve faz er o que faz?
Um ílder nteg
í ro tem as motivações corretas. Neemias
menci
ona aqui três motivações que o lev aram a agir no
combate à usura
:
Em primeiro lugar,o temor de Deus
(5.15). Paul Freston
dizmp
se que sesa erado
re diante a motivaçã
Deus o verti
justo. Ocvalor
al, a con
sciatri
que ênci
bauím
deosviver
ao
veredicto dos céus nos impede de fazer coisas que outros
fazemcom amaior natur alidade.76O temor de Deus possui
quatro aspectos:
Primeiro, o temor do Senhor é o fundamento daconduta
íntegra (Pv1.7). O temor a Deus foi a motivação vertical
de Neemias em ser um homem íntegro, abnegado, firme
no combate àusura e dedicadoao trabalh o de resgate do
povo.A consciênciae dviver diante doDeus santo e justo
levou Neemias a ter um ará c terjusto. A corru pção política
é um sinal da falta detemor a Deus. A opressão do pobreé
falta detemor a Deus.
Segundo, o tem or do S enhor é o fundame nto do
destemor dosme
ho
ns. Neemias nã
o teme o rei da Pérsia
.
Não teme os inimigos defora. Não teme o gigantismo da
obra. Não teme os problemas internos. Ele só teme a Deus.
Quemteme a Deus nã o teme aos homens. Sua consciência
estava cativa de Deus. Era um homem guiado pela suafé.
Ele dizia não paraos exemplos dopassado. Ele interrompeu
o fluxode umapolítica draconiana. Neemias teve cora gem
de ser diferente po r teme r a Deus. Foi otemor do Senhor
que livrou José de cair nos bra ços damulher de Poti far.
Foi o temor do Senhor que livrou Daniel dese contaminar
com as finas iguarias damesa do rei. Foio temor do Senhor
que de u coragem a Martinho Luteroparareafirmar suafé
e não negar o quehavia escrit o diante dadieta deWorms,
em 1521.
Terceiro, o temor od Senhor é o fundamento do nosso
relacionamento com o própri o Deus. Quem temea Deus
estádisposto a agradá-Lo e obedecê-Lo por Suas perfeições,
Sua autoridade e Suas leis.

relaQua rto, n
cioname ototem
or do
com Senho
as pe sr. éFoi
ssoa o ofunda
mentode
temor do snoss
Deu oe
qu
levou Neemias a confrontaros nobres (5.9). Foi o emt or a
Deus quelevou Neemias a não explorar o povo(5.15).
Em segundo lugar, acompaixão pelo povo (5.18). A
compaixão pelo povo sobre carregado foi a motivação
horizontal de Neemias a ser umgovernador humano, justo
e abneg
próximoado.7
que 7Forammo Nee
levara temo
mriasa Deus ea compa
a ter uma vidaixão pe
simpl lo
es,
modesta e altruísta. Neemias briu
a mão dos esus direitos
porquesualiberdadeestava reguladapelo amor. Enqua nto
os outros governadores abusara m de seus direitos, Neemias
abriu mão deles por amor oa povo.
Em terce iro lugar, a espe
rança na recompensa divina
(5.19). Neemias dava mais valo
r à bênção divina do que
às vantagens pess oais e aos aplausos humanos. Neemias
estavaprofundamente ntere i ssado no presente, mas sabia
que asuarecompensa setavano futuro . Neemias agiu como
Abraão (Hb 11.8-11) e como Moisés (Hb 11.25,26): abriu
mão de re compensaserrenas
t ara
p recebers arecompensas
celestiais e eterna
s. Ele podia cantar:

Aqui não é meu lar,


Umviajante sou,
Meu lar élá no céu,

Jesusjá preparou.
Por isso,Neemias ora
: “Lembra
-te demim parameu bem,
ó meu Deus, ede tudoquanto fiz aestepovo” (5.19).
A vida de Neemias nos ensina algumas importantes
lições: Primeiro, que um homem pode ser diferente do
seu meio; segundo, que a autoridadedo ílder éfruto do
se
deuDeus,
exemplo
ma;isterce
iro,
poderemque
os ajqua
ntoas ma
udar is asndarm
pessoa os que
; quarto, pertoa
nossarecompensavem deDeus enão do reconhecimento
dos homens.

N otas d o cap í t ul o 8

73 MAXWELL, John C.21 minutos depoder na vida de um líder, p. 239.


74 HUNTER, James C.O mong
e eo executivo
, p. 76.
75 BARBER, Cyril J. Neemias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 79,80.
76 FRESTON, Paul.Neemias: Umprofissional a serviço do Reino, p. 61.
77 FRESTON, Paul. Neemias:Umprofi
ssional a se
rviço do Reino
, p. 61.
Capítulo 9

Como enfrentar

oscom
velhos inimigos
novas faces
(Neemias 6.1-9)

a obra deDeus
É im p o s s íve l fazer
sem oposição externae interna. O cris

tianismo
Aqui não nã é um
é o céu. Aquipa
raíso
há decons
lutas férias.
tantes,por isso precisamos traba lhar de
olhos bem abertos.
Várias vezes Neemias precisou en
frentar a oposição dos inimigos de fora
a) O desagrado (2.10).
b) O indi
c) A despr
ezo oe ea ozomba
gnaçã escárrinio
a (2.19)
(4.1)..
d) A humilhação (4.2).
e) A chacota (4.3).
f) A confusão (4.8).
g) A violência (4.11 ).
h) A boataria (4.12).
Enquanto Neemias estava ocupa do
em resolver os problemas internos, o
inimigo deuumatrégua. Mas logo queo problema interno
foi resolvido eo povo voltou ao trabalho, o inimigo voltou
a atacar.
Os inimigos se aliam contra o povo de Deus com in
sável persistênci
a e diferentes táticas e estratégias (6.1).
As est raté gias do inimigo para parali sar a obra de Deus
A obra de Deus incomoda o inimigo. Levantar-se
parafazer aobra de Deus é desperta r a fúria do inimigo.
A reconstrução dos muros de Jerusalém provocou forte
reação dos inimigos. Neemias de staca sete tentativas desses
inimigos para para lisar a obrade Deus. Quais foram essas
tentativas?
Em primeiro lugar, distrair os obreiros(6.2).Os inimig os
não queri am ver a obra concluída. Os muros es tavam
fechados, mas as portas nã o tinham sido ainda restau radas.
A cidade ainda estava vulnerável. As portas vazias e abertas
eram do
meio a última
cam espe
inho . Orança
inimido
go inimigosiste
não de em, ele
deixar a obra
ainda noa
dáa su
última ca rtada. Ele faz um plano para distrai r osobreiros e
desviá-los daobrano meio do cam inho. O diabo ata ca de
manei ra especialaqueles que stã e o na metade do camin ho.
O meio do caminho é um lugar perigoso.78 Continue
avançando, trabalhando.
Oosinimi
muit obregiros
o temraralca
pa nonçadodagra
meio nde
obra.sQua
vitórias,quefaze
ntos dend os
poi
de fazer grande parte daobracaem nas ciladas dodiabo e
fazem o jogo do inimigo!
Em segundo lugar, dialogar com os obre iros(6.2). O
inimigo nunca é tão perigosocomo quando parece amigável
e chamavocê para um diálogo. A sutilezada se rpente maisé
perigosado que o rug
ido do el ão. Os inimigos agoraquerem
convers ar. Eles disser
am: “Tá bom, agora, sabemos que
Jerusalém é uma cidade reconstruída. Agora vamos sentar.
Agora vamos estabelecer um bom relacionamento. Vamos
sentar ao redo r da mesma mesae resol ver as nossa
s diferenças
de tantos anos”. A tática do diálogo e da discus são é usada
também no Novo T estamento. A Bíblia fala que os discí
pulos
de Jesus es tavam no sopé do Monte da Transfiguração
discutindo com os escriba s, enqua nto o diabo ra cindava
comoum menino possesso. A discu ssão árida desviou o foco
dos di scípulos danecessidade urgente de um pai aflito e de
umO mpro
eninbloepossu
ídoNeemias
ma de por umaéca stade
que demôni
seses inimiogs.os tinham
aliados dentro de Jerusa lém, tanto na classe dos nobre s
quant o na classe dos sa cerdotes. Uma das artimanhas mais
sutis do adversário é infiltrar-se no meio do povo de
e conquistar aliados emseu meio.
O irmão André alert a parao fato de queo diálogo é uma
pa
diálavra muitoo popul
logo entre orientaer ehoje
o ociem dia.entre
dente, Queosremos
maomeque hajae
tanos
os cristãos, entre os católicos eos protestantes.79Colocamos
as verda des d o cristianismo sobre a mesa e começamos a
negociar, a ceder ea fazer concess ões. Essaé a bandeira
do ecumenismo. Os arautos dessa união indiscriminada
das religiões dizem: “Esqueçam as diferenças, somos todos
iguais, vamos dialogar, deixem de pregar, somos todos
irmãos, estam os todos fazendo amesm a obra”. Neemias
não dialogou como inimigo.Jesus também não dialogou
com o diabo.Jesus nã o nos mando u dialogar, mas pregar.
Identificação é viver onde as outraspessoas vivem, não
como leas vivem. Jesus se identificou, mas não transigiu.
O diabotentou dialogar comJesus, mas Elenunca sentou
com o diabo numa m
esade conferência.80
Em terceiro lugar,
fazer mal aosobreiros (6.2). A intenção
de fazer mal aos obreiros estáclaramente expostapor dua s
razões: A primeira razão era em funçã o do ol cal onde

queriam sese
queriam enco ntrar comcom
encontrar Nee
mias, o vale num
Neemias do Ono.
lugarEleseqüid
tanto de Jerusalém qua nto de Samaria. Esse lugar ficava a
uns 50 quilômetros deJerusalém.O vale od Ono ficava na
fronteira dos distri
tos de Samaria e Asdode. Visto que essa
região erahostil a Neemias (4.7), o plano cheiravatraição.81
Eles trama ram um a espécie decambalacho para matarem
Nee
declamias.
rado.82A segunda
Neem azão
r ndeu
ias compree eraem uqfunçã
e o opropó
do sit
proopósit
o
dos
inimigos não era um tratado de paz. Eles queriamaze fr
mal a ele, queriam matá-lo. Um dos projetos do inimigo é
paralisar a obra, fazendo mal aos obreiros,pois destruin do
os obreiros,a obrafica estag nada .
Em quarto lugar, vencer os obreiros pelo cansaço(6.4).
Ess
Pria eatitude
m dos
iro, pela sunimi
ai insistência.
gos pode se Or vista sob nã
inimigo dois
o ade
specto,s:
siste
ele apenas muda de táti ca. A tática usadaagora é a da
insistência. Quatro vezes eles propõ em a mesma coisa:
umamesa redonda, o diálogo. Segundo, pelasua sutileza.
Eles não desdenham, não criticam,não ameaçam, não dão
ordem, apena s pedem . Parecem muito polidos e educa dos.
Em quinto lugar, falar maldosobreiros (6.5-7). O inimigo
usavárias arm as. Ele é versát il e tem várias máscaras. Para
impedir a obrae dese ncorajar os obreiros eles usaram vários
expedientes : Primeiro, espa lharam boataria. Enviaram
agoraumacarta berta.
a qui
A lo eraumaespécie deentrevista
coletiva parafalar uma érie s decoisas ruins sobre o líder
Neemias.Aquela carta abert a erauma espécie dessa assinato
moral.83Já quenão podem ma
tar Neemias, quer
em destruir
sua reputação. Os inimigos quer em espalhar confusão,
medo, intriga e jogam informações mentirosas para se
espalhar entre o povo.
Essa carta a
berta tinha umaintriga perigosa quevisava a
espalhar mentiras ace rcadas reais intenções deNeemias.84
Há um pri ncípio da psicologia que diz que as pessoas
estão sempreprontas a acredi tar no pior com respeito aos
outros.85Era como um saco depena jogado do alto de uma
montanha.
No século passado, na cidade de Denver, Colorado,
Esta
me dosa cheg
nte Uni
dos,
ada qua
de tro
um re fapórterespolítico,
moso aguardavamsenado
um ansiorsada
Repúbl ica, que haveria edvisitar a cidad e. Os repórteres
posicionaram-se parareceber o dito senador, um homem
de projeção no país. Entrementes, paraa frustra ção deles o
senador não cheg ou, e eles ficaram tão desapontados e desi
ludidos queresolveram ir para oOxfordHotele começara m
a beber.de
Depois Durant
embrieagtoda
ados,aquel
eles aresol
noite
verabeberamveremuma
m escre excesma
so.

téria parao jornal que h c amasse a atenção da população.
De forma contundente escre veram um artigo queganhou a
manchete od jornal: “A China anuncia a derrib ada de suas
multisseculares muralhas”.
A notícia chegou à China como uma bomba e provocou
umagrande conf usão. Os chineses rea giram furiosamente,
abrigando um grande ódio pelos ocidentais. Os cristã os
ocidentais que mo ravam na China passaram a ser
perseguidos. Essa malfadada notícia provocou na China a
sang renta Re volução dos Boxer s.
Em maio de 1900,essa revolução sealastrou provocando
grandes rag
t édias ea perdade milhares de vidas. Foi preciso
queos Estados Un
idos, a Inglaterra
, a Alemanha, a França
e o Japão se unissem para defender os ciodentais.Dezenove
mil soldados aliados capt uraram Pequ im no di a 14 de
agosto de 1900,mas naquel e mesmo dia, 250 ocidentai s
foram assassinados naquel a cidade.Só um ano depois é
que o tratado de paz foi assinado. Contudo, os chine ses
expul saram osentrangeiros da Ch ina. Esse fato medonho,
provocado por uma mentira, foi o combustível para
inflamar o nacionalismo chinês, encarnado na revolução
comunista de 1949.
Aqueles quatro repórteres de Denver jamais poderiam
imaginar
transtornos,que uma
osnotícia
prejuíz e trag inconotã
édias seqüente pude
gigantesca ssepro
s, de tra
zer
por
ções tão avassaladoras. Assim é o efeito da maledicênci a.
Segundo, questionaram amotivação do povo. Dizemque
o propósito da reconstruç ão do muro é se revoltarem cont ra
a Pérsia. Terceiro, questi
onara m a motivação de Neemias.
Dizem queNeemias tem umnt i eressepessoal na reconstruçã
o:
ser re
Que riiam
dos int
judeus.
Qua
los rtpe
imidá- o,raacusa
nte m o os
eir obre
Artaixe
ros deco
rxes. Jánspiraç
ão.
haviam
conseguido isso umavez (Ed 4.21). Quinto, acusam os
obre iros desuborno religioso. Questionam g aora a piedade
de Neemias. fAirmam que Nee mias não apena s éum rebe lde
político, mas um apóstata religioso.
Em sexto lugar, chantagear osobreiros(6.7b). O “vem”
do versículo 7b é diferente do “vem” do versícul
o 2. Agora,
o inimigo já colocou sa unhas defora, já mostrou sua cara
e usou abert amente a chantagem e a pres são. Eles estão
dando a impre ssão de que Nee mias não tem secolha. Estão
ameaçandonão ape nas paralisar aobra, mas arrui nar os
obreiro
s, caso não cedam pre à ssão.
Em sétimo lugar, atemorizar os obreiros (6.9). O
propósito final do nimigo
i é paralisar a obra. Se eles
conseguem intimidar e atemorizar os obreiros, eles terã
o,
então,conseguido o seu objetivo. Não of mos cha mados
para temer o inimigo, mas pararesisti-lo. Os covardes não
são aptos aentrarno Reino de Deus (Ap 21.8). Deus espera
de nós coragem.
As armas dos obreiros para vencer o inimig o
O povo de Deus éequipado com as armas de defesae
combate.Neemiasas usou com sabedori a. Quais foram as
armas usada s por ele?
o discernimento espiritual
Emias primeiro
Neem era um home lugar,
m maduro espiritualment e(6.2).
e não
se encantou nem se intimidou com a propo stade diálogo
dos in imigos. Ele discerni u que por trás de tama nha
camarada gem, havia uma intençã o maligna. Precisam os
vigiar e estar apercebidos. Precisamos discernir tanto o
rugido do inimigo, quanto suavoz mansae sedutora.
Em6( .3se
obra ).gundo lugar,abi
Neemias saa compre
quemensã
erao eda m
i portânciaa da
a importânci do
que estavafazendo.Quantas vezes os obreiros de Deus
se deixam seduzir por coisas menores, por vantagens do
mundoe abando nam o seu posto. Os líderes colocam as
coisas mais important es em primeirolugar. Eles enxergam
todas as coisas, mas se concentramnas coisas importantes.
El
Chear
s les
investem seu te
dmpo
naquil
osose
que
us altra
z os:maioros
reto
risno.86s
Spurge on izia para uno “Se re vo
convidaremparaserdes ministros deEstado, não vos deixeis
seduzir, deixando a vossa posição sublime de embaixadores
de Deus”. O obreiro de Deus pre cisa saber trê s coisas
important es: Primeiro, saber queestáfazendo umagrande
obra. Você está envolvido numa obra de conseq üências
eterna
s. Vocêé coopera
dor de Deus. Você setátrabalhando
naimplant ação do Reinoeterno. Os reinos de ste mundo ãvo
cair, mas o Reino quevocê setáimplantando vai durar para
sempre.Segundo, saberque aobrareque r atenção exclusiva.
Neemias diz quenão pode pa rar. O que estáfazendo não
só é grande, mas vital e suma mente important e. Terceiro,
saber quea obraé prioritária. Neemias nã o vai deixar o qu e
é mais importante e urge nte paraatender aalgo de menor
valor. Um soldado não pode se distrair com negócios deste
mundo . Quem coloca a mão no arado, não pode olharpara
trás.
Em terceiro lugar, prudência espiritual(6.3). Neemias
sabia quea intençã o do ni imigo erafazer-lhe mal (6.2). Mas
quandoresponde,não expõ e isso. Ele base
ou suarecusaem
ir ao vale doOno em seu trabalh o e não nas suas suspei tas.87
Há coisas que nã o preci
sam ser ditas. Umapessoa prudent e
é discre ta. Ela nã
o tropeça na sua própria língua. Ela sabe
ficar calada nahora certa. Ao dar as razões ao inimigo,
Neem
e não ias realçou
a vileza ape
nonal
intenci as ade
grandez
seus acont
doendo
que res.esta
va
El fazendo
e não deu
mais munição ao inimigo.
Em quarto lugar, firmeza de propósito 6( .4). Uma das
armas prediletas do inimigo é a insistênci a. Foi co m essa
artilharia queo diabo venceu Eva , e Dalila venceuSansão.
Neemias co ntinuou firme até o ifm com a mesmapostura .
Ele
inimiera
go um
chamho
oumem co
Neem erent
ias e eocora
para diájoso
logo,. Quatrotroveze
e qua s s,o
veze
ele disse: “Oh! Não!”. O nosso NÃO deveria ser tão alto
quanto o noss o SIM. Devemos fazer ecoar o nosso SIM
paraJesus eo nosso N ÃO parao diabo com o mesmo
vigor.
Em quinto lugar,integridadepessoal (6.6-8). As acusações
eram mentirosas e levianas. Os inimigos certa
mente
vasculharam e fizeram uma devassa na vida de Neemias.
Caso ivesse
t m encontrado alguma coisa, certamente, a
teriamexplorado. Mas constata
ndoa inocênci a deNeemias,
levantaram falsas testemunhascontra ele, como fizeram
com Jesus.
Neemiasdesmascara o inimigo: Primeiro, nega ndo as
acusações; segundo, afirmando que tudo era invenção do
acusador. Se Neemias não fosse um homem íntegro, faria
de tudoparaabafar osboatos. Mais tarde tent aram armar
umaciladaparaNeemias, mas esse líder itnha osolhos bem
abe
é rto
usars. A única
mos t a ma
oda neira de resist
armadura de
Deuirm
s.os às deix
Não cilada
esbrechas
do diabona
suavida. Mantenha suavida limpa di ante de Deus e dos
homens.
Em sexto lugar,oração porfortalecimento (6.9b). Neemias
enfrentou as artimanhas do inimigo com discernime
trabalho, coragem, integridade,mas sobretudo , com oração.
Nee
E prmi as sa
eciso be que
busca
r munãni
o çbast
ão am apenas
do céu.Um os hocursos
rem prá
me datico
et rra
é.
um homem deoração. A situação era de causar pavor. Por
isso, Neemias ora
: “Oh, Deus, fortalece as minhas mãos”.
Somente Deus pode nos gua rdar di
ante de tais acusa
ções e
perseguições.
Podemos tirar desse texto algumas lições práticas.
Primeira, a vida cri
stã é umabatalha sem trég ua. Neemias
enfrentou dificuldades antes, durant
e e depois da obra.
Segunda, a vida cri sta é uma bat alha em várias frentes.
Neemias ma nteve-se firmediante das várias estra
tégias do
inimigo. Os inimigos mudam os métodos, mas atacam
sempre. Terceira, a vida cristã éuma batal ha que xige
e
preparo. Neemias ra e um homem que co nhecia aDeus,
a si, o povo e o inimigo. Finalme
nte, a vida cristã é uma
batalha vitoriosa. Somos um opvo vencedor. A vitória
pertenceao povo de Deus. Somos mais quevencedores. A
obrafoi concluída.O povode Deus prevaleceu!

N otas d o cap ít ul o 9

78 Irmão André. Edificando um mundo em ruínas, p. 127.


79 Ibid., p. 128.
80 Irmão André. Edificando um mundo em ruínas, p. 131.

81 KIDNER, Derek. EsdraseNeemias, p.107.


82 MESQUITA, Antonio NevesEstudo de. nos livros de Crônicas, Esdras, Neemias eEster,
p. 270.
83 Irmão André. Op.,cit., .p133.
84 MESQUITA, AntonioNeves de. Loc. cit.
8^ BARBER, CyrilJ. Neemias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 87.
86 MAXWELL, John C. 21 minutos depoder na vida de um líder, p. 317-324.
87 KIDNER, Derek.EsdraseNeemias, p. 107-108.
Não ensarilhe as
armas. A luta ainda
não acabou
(Neemias 6.10-19)

Éuma colônia de
A v id a c ri s tã NÃO
férias, mas um campo debatalh as. Somos
guerreiros ou vítimas. Não adianta
fazer de conta que aguerra nã o existe.
Ensari lhar sa armas ou colocar a ca beça
debaixo da areia como avestruznão nos
ajuda a triunfar sobre o inimigo. Não
há sucesso sem sacrifício. A liderança
sempre tem umcusto. O camin ho da
liderança onaé uma estradaaplainada
por comodidade nem forrada de tapete
vermelhos. O líder, muitas vezes, é alvo
de contradições, orquestrações esórdida
perseguição. Não importa quão íntegro
seja um ílder, ele será perse guido.
Michae
apenas l um
Youslsef diz
íder que operfeito,
,e mesm assim,foi
foi
criticado.88O líder nã o pode depender de aplausosnemse
dese ncorajar com as críticas. Neemias nos ensi na trê
s coisas
importantes aqui:
Primeiro, não devemos etr uma visão rom ântica da vida
cristã.O fato de estarmos fazendo aobrade Deus, de cordo a
com a vontade de Deus, no u l gar de Deus, no tempo de
Deus, com os recursos de D eus, nao significa quevamos ter
facilidades. Neemias ainda continuaenfrentando ataques de
fora e de dentro . Neemias enfrento u três tipos deataques:
1) Pers eguiçã o; 2) Infiltração e 3) Distra ção. Esses foram
os mesm
paralisar os ataque
a obra s feitos
de Deus àdeIgre
jatando
sper primitaiva. Sataná
fúria do sSinéd
tento
riuo
para perse guir a Igreja, prender os apóstolos, encerrando-os
em prisã o e ameaçando-os com çoi a tes (At 4).Depois tento u
destruir aIgreja infiltrando-se no meio dela, entrando no
coração de Ananias e Safira, membros da gIreja, levando-os
a menti r ao Espírito Santo. Agora o ata que nã o era de fora
para dentro,
o diabo tentomas dende
u estag arntaro para
obra defora
Deus(A tpel5).
a diFi
naçlme
stra ão.nte,
Os
apóstolos começara m a servir às mesas e abandonaram asua
missão precípua,a oração e o ministério da Palavra (A t 6).
Segundo, os inimigos são versáteis eestão sempre mudando
de tática.Eles come çaram propondo um diálo go perigoso
(6.1-4). A lei de aSmbalá era a mesma de Napoleão: “Se
você nao pode com um inimigo, una-se a ele”. Contudo,
nao fomos cha mados para dialogar com o in imigo, mas
paravencê-los. Depois, fizeram umainsinuação devastadora
(6.5-7). O inimigo sempre lança dúvidas sobre nossas
motivações. Já que ele não conseg ue destruir nossavida,
luta para destruir nossareputaçã o. Finalmente, usaram
uma intimidaçã o assustadora(6.7-9). O inimigo ameaça
espalhar um boato
quechegaria aos ouvidos do rei.
Terceiro, importa continuar a obra de Deus, apesar do s
ataques do ni imigo.Neemias nã o desperdiçou tempo com o
inimigo. Eleinvestiu todo oempot fazendo aobra. Neemias
concluiu a obra em 52 dias porque tinha vida íntegra,
confiança em Deus e destrez a para trabalhar. Não espere
tempos calmos parafazer a obra. Termine o queDeus h le
confiou apesar dos pro blemas. Os muros oraf m reerguidos,
mas as lutas contra os ni imigos jamais cessaram.

O inimigo escon dido atrás da religião


O inimigo nunca é tão perigoso como quando vem
disfaçado, com palavras lisonjeiras ecom propo stas sedutoras.
O irmão André dizque quando o diabo parece piedoso é
melhor vocêseacautel ar.89Neemias reg istraaquicincotáticas
do n i imigo para impedi r o avançoda obrade Deus:
Em primeiro lugar, o inimigo infiltra-seno meio do povo
de Deus6 ( .10). O inimigo agora está trajado com vestes
sa
decer
dotais.
um El.eEl
santo nãeo nã
tem mais
o pareceamacara
is de
umum í de
mpiombl
ônio, mas
asfemo,
mas um sacerdote pied oso. Quando o diabofica piedoso
e esconde eus
s dent es deleão, é melhor você se precaver.
Cuidado com os lobo s vestidos com pe le de ovelha. Já
que não conseg uiram levar Neemias àmesa do diálogo,
querem trancá-lo dentro do emplot . O inimigo não está
ma ismdo
fora ado
l dos,
levanta de fora,
mas oma isimigo
n dentro dos dom
ficou uros.Os de
lado de mntro
uros
dos mu ros.
Judas traiu Jesus depois de desfrutar a sua intimidade,
de conhecer o Seu ca ráter,de ouvir os S eus ensinos, de ver
os Seus milagres,de saber quem E le era. Ananias eSafira
mentiram ao Espírito Santo depois deverem um pode roso
avivamento em Jerusal
ém, depois de verem a graçade
Deus operando maravilhas no meio da Igreja. De forma
semelhante, o sacerdote Semaías tornou-se um espiã o
dentro deJerusa
lém, um agente od maligno dentro da Casa
de Deus.
Em segundo lugar,o inimigo usa a Bíblia para tentar
(6.10,11). O diabo também conhe ce a Bíblia, mas ele a
torce e a usaparatentar. Foi assim com Ev a no Eden. O
diabo também tentou Jesus no deserto citandoa Bíblia.
Os inimigos, de igual of rma, querem destruir Neemias
por meio da sua religiosidade. “Já que ameaças não
fun
nãociera
onaramrdote,
sace, quetal
nemuma
levitpalavra do , Senho
a, portanto rderia
só po?’”90Neemias
cometer
grave falta, pecado de morte, se entrasseno Templo. Seria
uma pro fanação.91Na verdade,Semaías queria que Nee mias
come tess
e o pe cado da profanação. Ele queri a corrompe r
Neemias, sugerindo a ele um peca do espiritual:esconder -se
no templo, mesmo não se ndo um sacerdote (Nm 18.7). Se
Neemias entra
ele !é Para spse
esca ar,no Templ
fugi o, odiri
u para am oentão:
Templ ; é um “Olhem
pro com
fano, é oum
rene gado”.92O mesmo inimigo quequeri a levar Neemias a
umamesa de conferênci a parao diálogo, agora querfechá-
lo na Casado Senhor.O resultadoseria o mesmo: a obra
seria interrompida.9 3
A expressão no meio do etmplosigni fica santo dossantos.
Só o sum o sacerdotepodia entrarali. O rei Uzias ficou
leproso por desrespeitaro templo (2Cr 26 .16). Se Neemias
tivesse se trancado no templo, possivelmente teria perdido
suavida,sua ho nra esua ca usa.9
4Se Neemiastivesseatendido
a essa falsa profecia, teria incorrido no desagrado de Deus e
caído na de saprovação do povo. Sualiderança estaria arrrui-
nada. E estariam todos vendidos ao inimigo. Paul Freston
diz queo medo ou a falta de fé no cui
dado divino pode
levar o se
rvo de Deus a a fzercoisas reprováveis.95A sedução
teológica é a mais perigosa e sutil das tenta
ções.O primeiro
livro dos eris de Israel reg istraum episódio em que um
profetafoi capaz derejei tar riquezas eglóriaspor fidelidade
a Deus, mas não conseg uiu escapar da seduçã o teológica.
Ele morre u porqueacreditou queo profeta velho que lhe
falava em nome de Deus era verda deiramente um e nviado
de Deus (lRs 13.1-32). Muitos obreiros tê m se desviado
da suafidelidade aDeus porque dão ouvidos àqueles que
falam em nome de Deus, mas torcemas Escrituras. Falam

emBíblia
a nome de tent
para Deus,
ar mas
enãoestã
paoraaedi
sefrvi
icaçr.o do n
i imigo usando
Neemias percebe que ema S ías é um falso profeta porque
a sua m ensagem não era coerente com as Escrituras(Dt
13.1-5). O conhecimento bíblico de Neemias o salva.
O inimigo propõe livrar Neemias da morte, levando-o a
pecar. Mas o peca do é pior do que amorte. A morte nã o
nos ern
e et sepam
aradee.Deus, mas o peca
ent do nos separa de Deus agora
Em terceiro lugar, o inimigo usa a religião para o lucro
(6.12). Semaías era um prof eta. No entanto , ele vendeu sua
consciênc ia, seu ministério
, suavocação por din heiro. Ele
está usando a religião para se enriquece r. Semaías deix ou-
se subornarpelo poder econômico. Ele passou pa ra o lado
do
engan
inar
imigoe para
por causa
tentar.doEledinheiro
usou .oElsag
e ra
usdo
ou para
a Bíblia para
levar os
outros atransgredir.Ele usou areligião como um comércio,
para o lucro, para o enri quecimentopessoal. Estamos
estarrecidos ao ver florescer em nossanação o comérciodo
sagrado. Muitos templos estão se transf ormando em feiras
de comércio, os púlpitos estão sendo rtansformados em
balcões denegócio, o evangelhoestáse transf
ormando em
produto de consumo eos crentes stã
e o sendo stovi s como
consumidores vorazes. E umaconspiração contra a verdade
de Deus e um atent ado contra o evangelho da graça esse

comércioine
Jerusalém scrupulo
se sentirem so queaprendizes.
meros faz oscambistas do etmplode
Em qua rto lugar, o inimigo usa a falsa profecia para
impressionar 6
( .10). Ele faz umaafirmação: “virão matar-
te”. Ele coloca um tom deurgê ncia, de gravidade
, depressa:
“aliás, de noite virão matar-te”. Ele oferece umaalternativa
ilegítima, pecaminosa: “Vamos juntamente à Casade Deus,
ao Ameio do tem
principal plo,doe diabo
arma fechemos as porta
é a mentira. s do
Ele et mplo...”.
amedronta as
pessoas. Ele intimida os fracos.Ele faz ameaças assustadora s.
Muitos, por não conhecerem a Deus, vivem amedrontados
pelo diabo.O presidenteFranklin Roosevelt con duziu os
americanos durant e umagrande de pressão econômica e
chefiou o paísdurante a Segunda Guerra Mundial. Ele é
especial
mente lembradopor uma ra f se que di sse num de
seus grandes co mícios: “Não temos nadaa temer a não ser
o próprio medo”.96Semaías, como profeta, deixa de ser
boca de Deus para ser arautode Satanás.Em vez depreg ar
a Palavra, ele usaa Palavra para ganhar di nheiro e enganar.
Ele prostituiu o seu ministérioe vendeu sua consciênc ia.
Há muitas pessoas hoje profetizandoem nomede Deus,
guiando os ne ófitos comsonhos, visões erevelaçõe s forâneas
às Escrit
uras. São falsos profetas que nunca foram enviados
por Deus, que to rcema Palavra de Deus efazem errar os
incautos.
Em quinto lugar, o inimigo usa todas asarmas para
macular a honra do povo de Deus (6.
13). O bom nome
vale mais do que a riqueza. A vida do líder é a vida da sua
liderança.Se Neemias caíssena armadi
lha de Semaías, ele
seria expostooaopróbrio . O inimigo sabe tirar proveito das
suas falhas. O diabo e suas hoste s trabalh
am diuturnamente
parafazervocê tropeça r e depois quevocê ca i, ele joga lama
no seu rosto.Vigie! O inimigo tem um arsenal variado e
estratégias diferentes.Quantos líderes têmcaído!
O inimigo escondido atrás do poder econômico (6.17-19)
A batalha espiritual tem diversas frentes e o inimigo tem
diferentes rm
a as e estra tagemas. Aqui, Neemias , menciona
duas maneiras diferentes quele eusou paraatacar o povo
deEmDeus: primeiro lugar,
o inimigo instala oseu quartel-general
dentro do templo(6.10-13). Que método ele usou para
infiltrar-se naprópria Casa de Deus?
Prime iro, por int
ermédio do casamento (13.4-9). Tobias
conseg uiu fazeralianças com pov o o de Deus por meio de
casamentos. Muitos casamentos foram feitos comfins po 
líticos
e o casaeme
religioso
nto des Jeora
comoo oe Atalia.
casamento de Aca
Daniel 11 be
falae dos
Jezabel
eis
r
selêucidas e ptolomaicos que fizeram casamentos po
Aqui, também, há uma aliança espúria. Os inimigos do
povode Deus estão com umpé dentrodo templo. Têm la
ços desangue com o povo de Deus. Estão mancomunado s
com pessoa s estratégicas. Mais tarde, T obias se muda para
dentro do templo.
Segundo, por meio do suborno(6.12). Os profetas de
Jerusalém falam mentiras para engordar o seu orçamento.
Nãosão poucos os min istros que têm erca
m dejado a Palavra
de Deus numavolta vergonhosa às indulgências da dI ade
Média. Há pastores que inescr upulosamente têmfeito
da igreja um a empresa familiar, do púlpito um ba lcão de
comércio, do templ
o umapraça de barganha, do evang
elho
um pro duto e dos cre
ntesconsumidores.
Em segundo lugar, o inimigo instala-seno centro nervoso
do poder econômi co 6.17-
( 19). Havia um concubinato
estranho e criminoso entre osinimigos defora e os nobre s
de dentro. Um esquema de concha vo e corrupção esta va
instalado dentrodos m urosdeJerusalém. A crisee a miséria
da cidade stae vam sendo fonte de lucro paraos ricos. A
crise interessaàqueles quevivem pa ra explorar o próximo.
Esse fato pode ser observa do por qua tro razões:
Primeira, os nobre s eram usurá rios (5.7). Eles lucra
vam
com apobreza do povo . A reconstruçã o dos m uros não

intere
de Jerssa
va
usa aos
lém. Mun
i itos
imigos de
mfora
lucra comnem aoszaricos
a pobre dedent
do povo. ro
Os
avarento s aproveitavam o de sespero do pobre pa ra fazer
negócios lucrativos e assim tomar todos os esus bens.
Segunda, os nobre s eram desleais (6.17). Eles mantinham
contatocom osinimigos do povo.Eles eram traidores do
povo. Os nobres estava m mantendo boas relações om c os
inimi
Eles gqueri
os do
ampov o, escr
desestabileizar
vendo ereias
Nee
m cebendoedro
eam cartas
ntar edoTobi
as.
povo.
Terceira, os nobre s eram traidores (6.19). Eles faziam
altos elogios ao inimigo diante de Neemias. Que boas ações
eramessas deTobias? Qual era a intenção desses nobres?
Diminuir Neemias? Enfrentá-lo? Resisti- lo? Ferir-lhe
a alma? Neemias sabi a qual era o objetivo das cartas ed
Tobias:
Quarta,atemorizá-lo
s eram(6.19).
os nobre delatores (6.19). Eles tornaram-
se espiões einformaram os nimi
i gos acercade Neemias.
Tobias sabia detudoo queestava acontece ndo. Os inimigos
tinham informantesno meio do povo de Deus. Os nobres
eram delatores. O muro estava pronto, mas eles que riam
agora destruir o governador. Eles queri am subverter a
ordem.
O inimigo vencido pela intervenção de Deus (6.10-19)
Duas ver dades fundamentai s nos chamam a atenção
nessa intervenção divina:
Em primeiro lugar, a obra d e Deusavançoufoie concluída
apesar d os vári
os ataques do inimigo(6.15). Pode
mos destaca r
três fatores que contribuíramparaa conclusão da obraem
Jerusalém: Primeiro, a liderança de Neemias. O muro foi
concluídoporque um home m pagou o preço, se importou,
chegou perto, sacrificou-se, coordenou, encora jou e
protegeu o povo. Segundo, a ação do povo.O muro foi

econstruí
pequedo
nos,com
homeans
parti
e cimu
paçã
o sefetiva
lhere , ricosdeepobre
todos,
s. gra
Ande s
obra
ég rande enece ssita dacooperação de todos. Terceiro, a
intervenção de Deus. Até mesmo os inimigos reconhec
que o su cesso da obrasó podia ser pelantervençã
i o de Deus
(6.16). Quando o povo de Deus se dispõ e a trabalhar, o
impossível de Deus acontece.
Emo povo
para segundo
de Deuslugar,
ae aba
conclusã
time oo dpa
nt a ra
obra ro
timig
o in uxe(6.16).
oalegria
Esse fato auspicioso produziu dois efeitos importa
Primeiro, mudou o foco do medo. Até aqui, os inimigos é
queestão tentandointimidar Nee mias eo povo. Eles estão
vociferando e fazendo ouvir suas bravatas. Mas agora eles
é que setão cheios de m edo.Se Deus épor nós,quem se rá
contra nós? Somos rre i sistíveis! Segundo, mudou o foco
da auto-estima. Antes, os inimigos menospre zavam os
judeus, chamando-os de judeus fracos (4.1-3). Mas agora
são eles que estão com a auto-estima no chão: “deca íram
muito no se u próprio conceit o; porquereconheceram que
por intervençã o de nosso D eus é que izem
f os estaobra”
(6.16).
As armas usadas para derr otar o inimigo (6.1 0-16)
Ninguémvence o inimigo sem estar preparado. Com
Neemias não oi f diferente. Vejamos as armas usa das por
ele:
Em primeiro lugar, Neemias usou a arma da coragem
(6.11). Quem teme a Deus não tem medo do inimigo.
Neemias temia aDeus, por isso nunca se acovardou di ante
das bravatas do nimi
i go (5.15). A coragem de Neemiasnão
era inconseqü ente.Ele estava estribado no conhecime nto
de Deus, no seu caráter impo luto, na sua motivação pura ,

na suaeobra
Deus abnegada.
enfrentando preQuando
ssões devocê
foraestá
e defazendo
dentro,a há
obrauma
de
forte tendência de fugir, de deixar aobra, de abando narseu
posto. Não fuja! Disseram para Lutero antes da Dieta de
Worms: “Não vá Lutero, eles vão caaba r com você. Você
precisa fugir”. Diante do m i perador, Lutero disse: “Aqui
estou,não tenho alterna tiva. Que Deus me ajude”.

daEm
Palasegundo
vra lug
de De usar,
( Ne
6 .11e
).mias
Foiusou
o aconhe
arma donconhe
cime cime
to da ntoa
Bíbli
quesalvou Nee mias decair noengano de um falso prof eta.
Neemias não era sacerdote nemlevita. Ele sabia que n ão
podia entrar no lugar santo sem transgre dir a lei. Neemias
percebeu que Semaías eraum falso profeta porque asua
mensag em não era coerente com as Escritura s (Dt 13.1-5).
O Em
conhecime
terce ntolug
iro bíbNe
ar,licoem
de
iasNee mias
usou o sa
a arma lva.9
do 7 ernimento
disc
(6,12). O disce
espiritual rnime nto espiritual vem do
conhecimento da Palavra e da comunhã o com o Deus da
Palavra
. O bom discerni mento prec ede as boas decisões.98
Neemias compree ndeu quee sum pro fetaestá alando
f em
nome de Deus, em desacordo com a Escritura,não pode
ser um pro
feta legítimo. Antes, é um falso profeta. Neemias
não é enganado porquesuavida éregida pelos princípios
da Pa lavra de Deus. Aqueles que to rcem a Palavra , negando
sua inerrância e suficiência e usando-a para fins lucr
são falsos profetas. Precisamos nos caa utelar, pois Deus está
contraeles (Ez 13. 17-23).
Em quarto lugar,Neemias usou a arma da integridade
espiritual(6.13). Neemias compree nde quea sua vida é a
vida do seu ministério. Ele só pode ficar em pé diante dos
homens seperma necerfirme diante de Deus. O caráter é
mais importante do que o carisma. Importa-nos ser fiéis,
não importa viver. Os amigos de Daniel disseram: “Se o
nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos,ele nos ivra l rá
da of rnalha de fogo ardente da e s tuas mãos, ó rei. Se não
fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem
adorar emos aimagem de ouro quelevantaste” Dn ( 3.17,18).
Ser fiel a Deus émais importante do queviver. E melhor
morrer como um má rtir do queviver como um apóstata.
Nós
Ele é.servimos a Deus nã
o pelo que El e nos dá, mas por quem
Em quinto lugar, Neemias usou a arma da oração (6.14).
Neemias foi umhomem de oração (1.4; 2.4; 4.4,5; 5.19;6.9;
6.14). Mesmo sendo um líder forte, prático, visionário, ele
busca va semprea forçado alt o, a direçã
o de Deus.Neemias
pede proteção contra os inimigos defora e de dentro. Há
ataq
resisue
tirs os
dein
fora
imigose falsos prof
etas
e tervitória nessde
a de
ntro
bata . Não
lha m apode
se mos
ndarm os
em sintonia com Deus através daoração.
Em sexto lugar,Neemias usou a arma do trabalho
perseverante (6.
15). Depois d e muita oração, jejum,
planejame nto, trabalho, pressõesdeforae ataqu es dedentro,
ouve-se o hino davitória triunfal: “Acabou-se, pois, o muro
aos vinte e cinco dias do m
ês deelul, em cinqüenta e dois
dias”. Essa foi umavitória da determ inaçã o e da singe leza
de propósito. Sem esforçonão há grandes rea lizaçõespara
Deus, diz Paul Freston."
Finalmente, Neemiasreconheceu quea vitória vemdeDeus
(6.16). Neemias podiaatrair parasi oslouros davitória. Ele
podia aproveitar o momento parase promover aos olhos
do pov o. Mas ele reconheceaquil o queaté os inimigos são
obrigados a confessar: a conclusão da obra é resultado da
intervenção de Deus. A força é de Deus, o livramento vem
de Deus ea glória deve ser dada aDeus.
Depois davitória, não podemos ensaril har as armas. O
muro está concluído, mas a luta continua. Paulo diz:“[...]
e depois de vencerdes tudo, permanecei inaba láveis” (Ef
6.13). Neemias triunfou sobreos inimigos e tirou a sua
nação do opróbrio por três marcas: Primeirase
, u caráter. O
queNeemias eradiante de eDus o ifrmou co mo líder diant e
do povo.A vida do líder éa sua maior armae o nome do
líder éom-se
sacrifica seu ide
maior
ais,patrimônio.
transi Quando
ge-se com sedape
a ver derdeeobusc
caráter,
a-se
as vantagens aqualquer pre ço. Segunda,
sua confiança. Ele
enfrentou toda a oposição porque tinha consciência do
seu chamado e convicção de que Deus estava do seulado
naque la empreitada. Sua confiança em Deus livrou-o de
ser uma strela
e ou deviver debaixo das botas do inimigo.
Terceira,
só tinha sua do
me corag Neem
em.pe
de ias nãonem
car. Nada tinha medo deomorre
ninguém demr,
ovia
de sua determi nação porque su a coragem o ajudou a
transformar problemas em oportunidades e provações
abertas m
e triunfos pessoais.
N otas d o cap ít ul o 10

88 YOUSSEF, Michael.O estilo de ide


l rança deJesus.Venda Nova, MG: Betânia,1987,
p. 142.

89 Irmão André. Edificando um mundo em ruínas, p.134.


90 FRESTON, Paul Freston.Neemias: Umprofissional a serviço do Reino, p. 52.
ves de.Estudo nos livros de Crônicas, Esdras, Neemias e Ester, p.
91 MESQUITA, Antonio Ne
271.

92 Loc. cit.
Edificando um mundo em ruínas, p. 134
93 Irmão André. .
94 KIDNER, Derek. EsdraseNeemias, p.109.
Í)C> FRESTON, Paul.
Neemias: Umprofissional a serviço do Reino, p. 52.

96 YOUSSEF, Michael.O estilo de ide


l rança deJesus
, p. 94.
97 FRESTON, Paul. Neemia s:Umprofi ssional arvi
seço do Reino
, p. 52.
98 MAXWELL, John C.21 minutos depoder na vida de um líder, p. 367.
99 FRESTON, Paul. Loc. cit.
Capítulo 11

O fortalecimento
da cidade de Deus
(Neemias 7.1-73)

E st e texto à p r i m eir a v i s t a , parece


,
árido. Há umalista quase interminável
de nomes difíceis. Mas por trásdesses
nomes há grandes verda des espirituais.
Como interpretarestetexto? Como des
cobrir suas riquezas? Como podemos
aprende r lições práticas a partir dessa
extensalista de nomes? Cyril Barbe r nos
ajudacitandoo ilustreprofessor Howard
Hendrik sen: “Quando você estiver
enfrentandoum problema de interpre
tação, suba num a árvore contextuai”.100
Foiisso o que Nee mias fez epor isso nos
ensina algumas lições pre ciosas:
Em primeiro lugar, ele fala sobre o
propó
sitou da
procuro vo
lta
a re dosçãeoxilad
staura Neemias
deos.Jerusa
lém
em dois níveis:a resta uração física, pois as portasestavam
queimadas, muros que brado s e o povo assolado por
grande miséria e opróbrio. Neemias procurou, também, a
restauração espiritual. Para recon strui
r osmuros de morou
apena s 52 dias,mas parareconstruir a vida espiritual do
povo, levaram-se anos.
Em segundo lugar, elefala sobreo núme ro dos exilados que
voltaram. Ao todo eram 42.360 pessoas, com seus pertence s
domésticos emais os utensíl ios do tem plo. A viagem de
retorno of i perigo síssima. Eles seguiram o curso do ri o

Eufra
nevoetes, u
nm rape
iros de eiracurs
e osujde
eitos1.300km,matravés
a sere de imenso
assalt
ados. s
101 Essa
viagem durou cinco meses (Ed 7.8,9). Além da multidão,
havia ainda 7.336 servos,além de muitos animais.
Em terce iro lugar,elefala sobreo significado davolta dos
exilados.Essa volta representou a manutençã o da fé judaica
no Deus vivo, comseus princípios quegovernam o mundo
atémas
va, hoje.uma
Nãocivilização
eraapena s um
com bando
seus de escra
princípios vos que re torna
doutrinários.102 
Esse acervo é o maior patri mônio da humanidade.São as
riquezas espirituais e morais do povo eleito de Deus.
raçã o era arazão de ser de Jerusalém.103
Em quarto lugar, ele fala sobrea estrutur ação da vida
dos exilados 7( .1). Neemias restaurou os muros da cidade
edevi
também aordem
am fazer na nao dade.
construçã ci muro
do sAepessoa
de s da
pois sabiao
cm o que
nstruçã
o
do muro.

A proteção da cidade (7.1-4)


Para proteger a cidade co ntra os adversá
rios que a
rodeavam, Neemias tomou algumas medidas prá
ticas. Essas
medidas são princípios paranós ainda hoj
e:
Em primeiro lugar, coloque as pessoascertas nos ug
l ares
certos 7.
( 2). Neemias era o governador, um homem de
grande tino administrati vo. Ele conseg uiu tirar a cidade
dos secombros, mesmo sob fortes pressões ext ernas e
internas nu m tem po recorde . Agora que os muros estão
levantados, é prec iso proteger a cidade. Neemias preci sa
fazer nomeações. Quais são os cri térios queele vai usar?
Que tipo de genteele vai nomear? Neemias nomeia dois
homens pel a dignidade do caráter bem como pela grande
competência. Cyril Barber cita o conse lho do presidente
americano Franklin Roosevelt:
O melhor executivo é aquele que tem bom senso em escolher bons
homens ara
p executar o que elequer que sefaça, e autocontrole
suficiente para não se intrometer com eles quando eles estiverem
executando.104

Em segundolugar,escolha homens que busc


am os interesse
s
dos outros mais do que os seus próprios
(7.
2). Hanani rea
irmão de Neemias. Ele voltou com osexilados na p éoca
de Esdras. Ao percebera ruína deJerusal ém, ele vai a Susã
encontrar-se com Neemias.Ele é a ponte entre o ca os da
cidade ea sua restauração. Ele leva a Neemias o retrato
da cidade: falta deproteção, falta dejustiça, pobrezae
opróbrio. Hanani era um homem corajoso e abneg ado.
Hav iaruma
contrá cerra
io à re da opo
construçãosição
da cidaoade
redor eum. El
(Ed 4.16) de
ecreto
expõdo re
e suai
própria vida, porque éum homem quepensa nos outros
mais do que emsi mesmo.
Em terceiro lugar, escolha homens que tenham valores
absolutos(7.2). Hananias tinha três características: Primeiro,
ele era um homem fiel a Deus, “...temente a Deus”.
Hananias distinguia-se pela suapiedade. Ele levava Deus
a sério. Quem teme a Deus nao teme os perigos nem os
desafios. Quemteme a Deus nã o vive atrás deelogios nem
se desanima por causadas críticas. Quem tem e a Deus nã o
se corrompe nem buscaholofotes. Havia fortespressões
internas eexternas e só um homem temente Deu a s podia
cuidar dacidade.Segundo, ele era um homem fiel aos se us
irmãos. “Hananias era homem fiel...”. Ele tinha valores
absolutos. Não se deixava corromper. Era homem íntegro,
honesto, digno de confiança. Terceiro, ele era um homem
experime ntado: “...e Hananias, maioral do ca stelo, sobre
Jerusalém”. Hananias já tinha demonstrado fidelidade
nas pequ enas ocisas. Ele podia comandar porque tinha
aprendi do também aobedecer. Ele foi graduado na escola
da humildade.
Em quarto lugar, torne medidas firmes para proteger
a cidade de Deus.Três expedientes ora f m tomados por
Neemias: Primeiro, cuide das portas (7.3). Não adianta ter
mu
pe ross leent
ssoa vanta
dosesase
ram emnã o vigiarmo
. Devemos sr gaua
se s rdi
portas. da
ões Porcileas asde
dade
Deus. O apósto lo Paulo exortou os presbíteros deEfeso a
seacautelarema respe ito dos obos
l que quere m entrar edos
homens pervertidos que querem sair arrastando c
os discípulos (At 20.29,30). Segundo, proteja os muros
(7.3). Mesmo depo is de trancada s as portas,os guardas
preci
murossavam pro
Is( 62. teger
6,7). a cides
Os ladrõadenãocomo
passasenti
m penel
lasasporta
sobre oss
s. Ele
são salteadores (Jo 10.1). Terceiro, vigie asua casa (7.3). Os
vigias deviam guardar a cidade, defronte da sua casa. Cada
um pre cisavelar pela ua s própria família. Devemos tomar
contados nossos porque, do contrár io, não podemos tomar
conta da Igreja de Deus (lTm 3.5).
O crescimento da c idade (7.4-69)
Que princípios pode mos apre nder com ssea longalista
de nomes reg istrados nestecapítulo?
Em primeiro lugar, nãojogue fora o seu passad
o(7.5).
Nossas raízes são importantes. Temos umamemória, um
passado; estam os ligados a uma ca ri hera
nça. Vivemos
um tempo de perdade memória, uma sepécie deamnési a
histórica. Não sabemos quem somos, porquenão sabemos
deondeviemos. Não podemos amar o que nã o conhecemos.
Sem o conheci mento da história não daremos valor ao
legado coi
última que re
cebem
sa que os.
um Filita
israe carpoderi
sem araízes, jar.
dese anônimo, eraosa
Se quiserm
avançar com segura nça pa ra o futuro precis amos estar
comprometidos com as raízes do pa ssado.
Em segundolugar,a cidadede Deusprecisa crescer, mas não
a qualquerpreço(7.4). Não basta m boas esólidas estruturas
físicas, a cidade gora
a preci sa crescer. Neem ias procura
va
novo
a entsrada
moradore
depesssoas
paranã
aocid
geade,
nuinmas nã
amenteo jconvinha
udias.105Apermi tir
cidade
era espaçosa, mas havia poucos mora dores. Jerusalém
pareci a uma cidade antasma.
f 106 Os espaços va zios na
cidadefacilitavam embosca das do ni i migo. Havia muito
espaço em Jerusal ém. A cidade preci sava crescer, mas não
a qualq uer custo. Neemias faz um ce nso. O povo não é
apenas umaElgrande
adoradores. es são o mul
tidão
pov , Deu
o de mass,umaumaasse mbl
gera éiasanta,
ção de
que vive paraadorar a Deus. Mas eles devem adorar a Deus
de acordocom osprincípios da Pa lavrade Deus. A adoração
eraa razão de serde Jerusalém enão os muro s ou as casas.
Deus e não o homem deveri a ser o centro da cidade . O
pragmatismo com a sua numero latria está em voga hoje.
Muitos pregadores abando
nara
m a pregação bíblica para
alcançar um úmeron maior de pessoa s. Pregam o que o
povo querouvir e não o queele preci sa ouvir. Preg am para
agradar e não para conduzir ao arrepe ndimento. Preg am
sobrecura eprosperid ade enão sobresalvaçã o. Desta forma,
multidões estão entrando paraa igre ja sem conversão. A
Palavra de Deus tem sido deixada delado para atrair sa
pessoas isso
e é um mal .
Em terceiro lugar, a cidade de Deusprecisa crescer, mas
não sem organização(7.5-69). Neemias demonst ra grande
organização e zelo. Ele divide as 42.360pessoas por amíl
f ias,
lugares e profissões.
O crescime nto não pode ser desorde nado. Como, então,
ele foi feito? Prime iro, por afmílias 7 ( .5-24). Essa lista
representa os chefes declãsregionais,antigos chefes do pov o.
Segundo, por cidades (7.25-38). Os filhos ed Gibeom , de
Belém , de Anatote, de Betei etc., até os filhos de Jerico.
Vemos aqui como cada cidade deu os seus varões ilustres
para
(7.39-o42)
se
.rviçoeldatinha
Isra na
ção.umTerce
proifund
ro, por listaitodeesa
o respe cerdotes
cuidado
com os ancestra is. A linha sacerdotal desde que instituída
por Moisés aindamantinha-se intacta . Quarto, por listade
levitas 7( .43-45). Apenas 341 el vitas ergressaram a Judá,
quandoo número deveriaser demilhare s. Esdras registra o
seu empenho ara p trazer os levitas E ( sdras 8.15-20). Entre
os levitas
lista esta
dos servivam
doresosdocanto
re
templso e(7.
os46-
porte
56).iros. Qui
Esses nto,avam
cuid por
dos te souros dotemplo, no que concernia o sustentodos
sacerdotes. Sexto, por lista dos esrvidores de Salomão
(7.57-60). Eram usados em serviços se culares e pesados,
como rachadores delenha,puxadores deágua. Finalmente,
por lista dos queperderam a linhagem (7.61-65). Fora m
considera
dos imundos e não puderam exerc
er o sacerdócio.
Em quarto lugar, a cidade deDeus precisa crescer pela
participação decada um de acordo om c a suafunção (7.5-
69). Cadaum devi a exercer o seu traba
lho de acordo com o
cham ado de Deus, deacordocom suavocação: os sa cerdotes,
os levitas, os servidores do et mplo, os servos de Salomão.
Cada um co nhecia a sua vocação e desem penhava o seu
trabalho. O crescimento da Igrejaexige a participação de
todos. Todos ão s importantes . Neemias tanto chama pelo
nome os lídere s, os sacerdotes,quanto também os servos.
Cadaum de nós tem um traba lho especial rea
a lizar parao
crescime nto da Igreja. Os dons sã o diversos, mas o corpo é
o mesmo. Há umadiversidadeeddons, mas uma uni dade
de propósito. Nesse projeto, somos pa rceiros enão rivais.
Trabalhamos todos paraa glória de Deus e a expansão do
seu Reino.
Em quinto lugar, a cidade de Deus precisa crescer, mas
nãocom o sacrifício dos princípios bíblicos(7.64). Neemias
compree
alguém ndi anã
que que o sa
o fossecda
erdóciocendê
des não npodi
cia a
dese
r eo:
Araxercido
“[...] por
ne
nhum estranho , que não for da desce ndência de Arão,
se chegu e paraacender ncen
i so perante oSenhor; para
que não seja com o Coré e o seu grupo, como o Senhor
tinha dito a Moisés” (Nm 16.40) . Se o sacerdóci o estiver
corrupto,suainfluência finalmente de struirá fibra
a moral
eo espi
ritua
povo l do ter
quer povo.um
Umrelaci
saoname
cerdóci
notopuro
corretéofundamental
com Deus.107se
Isso temumaprofundaaplicação hoje. Muitos pastoresnão
podem prov ar quepertence m ao povode Deus. Nem todos
os deIsrael são verda deiros israelitas. Muitos daqueles que
sobemaos púl pitos evangélicos não dão prova de novo
nascimento. Alguns deles estão comprometidos c
falsas doutrinas. Destilam não o nécta
r da verdade, mas
alimentam o povo com o basinto da heterodoxia e a palha
de doutrinas de homens. Outros ai nda espalham a partir
das cátedras e dos púlpitos o mais letal evneno da heresia,
pisoteando a verdade edevorando como obo l s o rebanho.
Esses náufragos na fé, mentores deenganos, casam-se com
falsas doutrinas ecorrompem o sacerdóci o.
Neemias era governa do por princípios bíblicos. Foram
os princípios bíblicos que o livraram dos laços de um
profecia. Agora são os princí
pios bíblicos que o livram de
corromper o sacerdócio.

O sustento da obra de Deus na cidade (7.70-73)


O crescimento da Igreja de Deus é tarefa de todos. O
crescimento da cidadedeJerusalém lançaalguns princípios
importantes para nós:
Em primeiro lugar, vejamos o exemplo do gover nador
(7.70). Neemiasé um governador desprendido. Ele ocupa
o se
abriu mcarg
ãoodo
nãoseu
para
altoexplorarçaodopovo,
e cobi mas
posto empa
Sra
usãse
ervi
di-slo. Ele
pôs-se
a enfrentar fortes pressõe
s externa s e interna
s emJerusalém.
Ele enfiou a mão no bolso parasocorrer ospobre s e agora
está investindo seu dinheiro na manutenção da obra de
Deus.
Em segundo lugar, vejamos o exemplo dos líderes
(7.70,
os 7re
líde 1)s. pre
Se cqu
isaise
mrmseos
r osveramobra
pri eiros de Deus
rticipprosper
a pa ando,
ar, inclusive
na contribuição financeira. Os chefes de famílias deram
voluntariamente, generosamente.
Em terce iro lugar, vejamosa participação de todo o
restantedopovo(7.72).Quando a liderança dá o exemplo,
normalment e o povosegue os seus passos. O povotambém
contribuiu para o sustento da obra de Deus. O melhor
investimento é aquele que fazemos na obra de Deus. Na
antiga dispensação a obra de Deus estavacentralizada no
templo: os sacerdotes, os levitas, o culto, os sacrifícios.
Hoje a obrade Deus se expandepara o mundotodo. Muito
mais razão temos nós hoje para constribuirmos volun
e liberalmente.
Concluindo, podemos afirmar quea conduta deNeemias
nos ensina quatro princípios importantes:108
Primeiro,
precisamos treinarpessoaspa
ra exercera liderança.
Hananie Hananias era m homens que prenderam
a com
Nee
paramias
ocupareforamsfiéis
posto a ele,
delidera nçapornoisso
meio does
tavam
povoprepa
rados
de Deus.
Ofereça diretrizes claras ao delega r responsabilidades.
Segundo, precisamos delíderes abe rtos à direção de Deus
(7.5). Neemias eraum homem de oração e também um
homem daPala vra. Por isso podia discerni r com clareza a
orientação de Deus nasuavida.

NãoTerceiro,
abr pre
a mã ocisam
dosospri
de
num
cípa
ioslideranç
de a espi
Deus. ritualreade
Não quada.
lativize as
Escrituras. Não aceite o ministéri o de um sacerdóci o
ilegítimo.
Finalmente, precisamos sust entar dignamente a obra d e
Deus. Deus estabel eceu os dízimos e as ofertas para que
haja mantimento em sua Casa . Templos pre cisam ser
constru
ídos,
precisam sermissionário
traduzidass pre
cisa
e di mbuíser
stri envi
das, ados,
nov os Bí bpo
ca
m liass
precisamser abertos, a obrasocial precisa ser feita, obreiros
precisamser sustentados. A obra deDeus em toda aterra
preci
sa ser devida e dignament e sustentada. Essa tarefa
compete atodos nós.
N otas d o cap í t ul o 11
100 BARBER, CyrilNe
J.emias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 99.
101 MESQUITA, AntonioNevesde. Estudonoslivros de Crônicas, Esdras, NeemiaseEster, p. 223.

102 IbicL, p. 224.


103 KIDNER, De rek.EsdraseNeemias, p. 111.
104 BARBER,CyrilJ. Neemias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 102.
Estudo
10^MESQUITA, Antonio Neves de. nos livros de Crônicas, Esdras, Neemias e Ester.
p. 272.

106 Loc. cit.


J.Neemias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 103.
107 BARBER, Cyril
108 BARBER,Cyril J.Neemias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 104-105.
A restauração
promovida pela
Palavra de Deus
(Neemias 8.1-18)

A MAIOR REFORMAque Neemias


implementou em Jerusalém foi a
restauração da autoridade da Palavra de
Deus sobre o pov o. Semessaresta uração,
Jerusalém seria absolutamente vulne
rável. O grandeimpacto causado pel a
leiturada Bíblia por Esdras écompa rável
ao impacto da Bíblia na época da
Reforma, diz Paul Freston.109
Há uma profunda conexão entre
o ensino fiel das Escritura s e o
reavivamento. Sempre que aPalavra
de Deus é exposta com poder háuma
profunda manifestação do Espír ito,
gerando despe rtamento espiritual na
vida do povo e crescimento da Igreja.
Tom Rainer,em sua pesqui
sa entre 57
6
igrejas batistas ods Estados Unidos, cheg
ou àconclusão que
a preg ação é o principal fator para o crescime
nto saudável
da igreja.110

naOatuali
crescimentooTdo
dade. dapas
igreja éansei
tor umados
ver tem
suaasigrej
maias cr
disesce
cuti
r.dosA
igreja sadia deve crescer, preci
sa crescer. Se ela não cresce, é
porqueestáenferma. Fidelidade eesterilidadenão podem
viver juntas sem grandes conflitos. Concordo com Rick
Warren,quandoafirma: “Pergunta errada: o quefará nossa
igreja crescer? Pergunta certa: o que stáe mpedi
i ndo nossa
igrej
Naa de cr
escer?”
busca do 1c1re
1scimento da igreja, há doi
s extremos
perigosos que devemser evitados.O primeiro deles é a
E a idolatração dos núm
numerolatria. eros. E crescimento
como um fim em si mesmo. E o cre scime
nto a qualquer
preço. Hoje vemos muita adesão e poucaconversão, muito
ajuntamento e pouco que brantamento. Estranhamente,
vemos
sem a acopregação
nversão.daOféseg
sem o arrependimento
undo é naumerofobia.e da
E salvação
o medo
dos núm eros. E a desculpa ni fundada daqualidade em s
quantidade. A qualidadegera quantidade. A igreja é um
organismo vivo. Quando elapreg a a Palavracom integridade
e vive em santidade, Deus dá o cre scime nto. Não há colheita
sem semea dura.
Há quatrodesvios em relaçã o às Escrituras que são
verdadeiros perigos que atentam fortemente contra o
crescimento saudável da igreja:
Em primeiro lugar, o liberalismo teológico.O liberalismo
tenta esvaziar a Escrit ura, desa creditando suaveracidade,
negando, assim,sua inerrânc ia. Onde lee chega, mataa
igreja. Ele começa nas cátedras , desce aos púl pitos e daí
mata as igre
jas. Há muitas g
i rejas mortas naEuropa
,
América do Norte e também no Brasil. Há alguns anos,
visitei o Seminário de Princeton, em New Jersey, Estados
Unidos. Aquele seminário já foi um dos maiores baluartes
da ortodoxia, um dos maiores centros de treinamento de
obreiros emissionários do mundo.Hoje, infelizmente,está
profundamente influenciado pelo liberalismo teológi
Visitei a livraria do seminário onde estavam expostos os
livros que os alunos deveriam estud ar naquele no. a Não
encontrei sequer um livro delinha ortodoxa. Fiquei pasmo
quandoli um artigo de uma teóloga que fazia pesadas
críticas à Igreja evang élica brasil
eirapor não considerar o
candomblé uma vertente legítima da fé cristã.
Em segundolugar, osincretismo religioso. O sincretismo
tenta esvaziar a Escritura acres centandoa ela o experien-
cialismo, negando, assim, suasuficiência.Nossacultura é
profundamente mística. Somos um a misturade raças e de
crenças como a pajel ança in dígena, a idolatria do romanis-
mo, aos ca
muit igrde cism
rejas o europeu
mudara m oe os cuoltos
rót
ul afro-ma
, mas brasileiroo
ntêm s. Hoje
povo
preso ao mesmo misticismo: sal grosso, óleo santo, copo
d’água em cima da te levisão e quejando s.
Em terce iro lugar, aortodoxia morta. A ortodoxia morta
esvazia a autoridade daEscritura , pois embora creiana sua
infalibidade, não a colocaem prática. A vida do pregador fala
mais
pa alt
lavras.oExem
queplos
os eus
sfluenci
in sermões.
am maAisaçãque
o fala ma
prece is alt
itos. o que
112E. M. sa
Bounds disse que ho mens m ortos tiram desi sermões mortos
e sermões mortos, matam. Luterodizia que sermão sem
unçã o endurece o cora ção. Antônio Vieira diz quedevemos
pregar aos ouvidos eaos olhos. Preci samos ser boca de Deus.
A. N. Martin diz que a pregação poderosa está enraizada
no soloda vida dopreg
ador.113Charles Haddon Spurg
eon
alertava os seus alunos dizendo-lhes queo mais maligno
servo de Satanás é o ministro infiel do evang elho.114
Em quarto lugar, a superficialidade no púlpito. O
analfabetismo bíblico esvazia a Escriturapor não lhe da ro
devido valor. Muitos pastores são preguiçosos, não estudam,
não alimentam o povocom a Palavra. Dão palha em vez
de pão ao povo . Outros alimentam o povo de Deus com
uma ospa ra la feita dos me smos ossos. Não é sem motivo
quevemos tantos crentes de snutri
dos espiritualmente, em
busca delgo a que hes
l sa cie a fome.

darOo analfabe
devido tivalor.
smo Fa
bílta
blico esva
fome ziaPalavra
da a Escrit
naura por
igrej nã
o élhe
a evang lica.
O missionário Ronaldo Lidório, trabalhando n e tre os
Konkombas, em Ghana, experi mentou grandes maravilhas
divinas com o resultado da pr egação da Pa lavra. Em nove
anos detrabalho missionário, plantou 23 igrejas com inco c
mil pessoas convertidas entre tribos n aimistase feiticeiras. Os
céus esos,
enferm fenderam
salvandoe feiti
Deu cseiros
desceucortando
elibem grandeti
po
ca der,Ro
vos. curando
naldo
traduziu o Novo Testam ento paraa línguanativa desse povo
até então não alcançado pelo Evangelho. Antes od Novo
Testamento ser vertido paraa línguakonkomba, umamulher
de se ssentaanos fez uma viagem dequatr o dias a pé até a
aldeia onde m orava o missionário Ronaldo para decorar treze
versículos
depois dedaodPalavra
is dias de
deDeus.
viagemAo
regressar para
deaum
suaversí
casa,culo.
, esqu eceu-se
Ela só conseg uia selembrar dedoze; então, regressou do me io
do caminho e voltou à aldeia ondesta eva o missionário para
memorizar o ve rsículo
perdido e justificou: “A PalavradeDeus
é muito preciosaparaficar perdida no meio do caminho”.
Nesse contexto, Neemias 8 é um grandemodelo da
pregação que produz overdadeiro crescimento espiritual.
Martin Lloyd-Jones disseque apregação é a tarefa mais
importante do mundo, a maior necessida de da igreja e
a maior necessidade do mundo. Calvino entend ia que o
púlpito é o trono de onde Deus governaa suaigreja.115

O ajuntamento para ouvira Palavra de Deus (8.1,2)


O ajuntamento do povo para ouvir a Palavra de Deus
tem quatro características distintas que devem servir de
modeloparaa igreja contemporânea:
Em primeiro lugar,é espont âneo 8( .1). Deus moveu o
coração do povo parareuni r-se parabusca r a Palavra de
Deus. Eles não se reuni ram ao redor de qualquer u otro
interesse. Hoje o povobuscaresultados e nao a verdade;
coisas materiais enão a Deus; bene fícios pessoais e não a
Palavra de Deus. Quere m as bênçã os deDeus, mas não o
Deus das bên çãos. Têm fome de prosperi dadee sucesso,
mas naotêm of me da Pa lavra.
Emlhere
e mu segus,ndolugra
reuniar,m-se r(8.2,3)
écoletivo
pa . Tod
a buscar ao Palavra
o povo, homens
de Deus.
Ningué m ficou de fora. Pobr es e ricos,agricultores e nobre
s,
homens emulhere s, jovens ecrianças. Eles tinham um lvoa
emcomum:buscar Palavra a de Deus.Precisamos tervontade
de nos reuni r não apenas paraouvirmos cantores famosos ou
pregadores conhecidos, mas reunirmo-nos paraouvir aPalavra
deEm
Deus. O iro
tercecentlug
ro ar,
doécul
tormo
ha éa preg
o 8(açã
nios o da
.1). Palavra
“To de Deus.
do o povo
se ajuntou comoum só homem” (8.1). Não havia apenas
ajuntamento, mas comunhão.Não apenas estavamperto
uns d os outros, mas eram unidos de alma. A união deles
não era em torno de encontros sociais, mas em torno da
Palavra de Deus.
Em quarto lugar, éproposital(8.1): “[...] e disse
ram a
Esdras, o escriba,que trouxesse o livro da lei de Moisés,
que o Senhor tinha prescrito a Israel” (8.1). O propósito
do povo era ouvir a Palav
ra de Deus. Eles tinham sede da
Pala
vra. Eles tinham pressa de ouvir a Palavra. Não era
qualquer novidadeque osatraía, mas a Palavra de Deus.

A supremacia da Palavra de Deus


Há trê s verda des que preci samser destacada s aqui:
Em primeirolugar,opregador precisa estar ocmprometido o
cm
asEscrituras(8.2,4,5). Esdras era um home m compr ometido
com a Palavra (Esdras 7.10). As pessoa s não buscamalguém
paralhes contar bonitas expe riências, mas procura m um ielf
expositor das Escrit uras. A maior necessidade da igreja é de
homens queconheçam, vivam e preguema Palavrae dDeus
com fidelidade. Apregação é a maior nece ssidad
e daigreja e-
do mundo . A pregação é a tarefa mais importante quexisete
noamu
pel ntdo
lei . Como
ura da já
Pa afirm
lavra ou Pa
de ul Fr
Deus eston,
por Esdoraim
s pa
éctocausra
compa ado
do
ao impacto da Bíblia na épocada Re forma do sé culo 16.
Precisamos nosornar
t o povo“do ilvro”, “daPalavra”. Não há
reavivamentosema restauração da autoridade daPalavra.
Em segundolugar,opovo precisa estar sedento das E scrituras
(8.1,3). A Bíblia era o anseio do povo.Eles se reuniram
com o nte
revere um só6ho
s (8. mem (8.1)
), chorando , com
(8.9) osra
e alegouvidos
ndo (8.1ta2)
ento s (8.3)
e prontos,
a obedecer (8.17).116Eles queri am não farelo, mas trigo.
Eles queriam pão docéu,a verdadede Deus. Eles busca ram
pão onde ha via pão. Muitos buscama Casado Pão e não
encontrampão. São como Noemi e suafamília quesaíram
de Be lém e foram para Moabe, porque nã o havia pão na
Casado Pão.* Quandoas pessoas deixam a Casado Pão,
encontram a morte. Há muita propaganda n e ganosa nas
igrejas. Prometempão, mas só há fornos rifos, pratel eiras
vazias ealgum farelo de pão. Apenas receita de pão não pode
matar a fome do povo.Só o pão nutri tivo da verdade pode
saciar a fome daqueles que nseia am por Deus.
Em terce iro lugar, vejam osasatitudes dopovo em relação
às Escrituras
. Quatro atitudes nos cha mam a atençã o:
Primeiro, ouvidos atentos (8.3). O povo permanec
desdea alva até ao meio-dia, sem sair do u l gar (8.7), com
os ouvidos atento s. Não havia dispersão, distração nem

enfado
mas . El
sobr es est
etudo aoavam
livroatento
s Nã
dalei. não ape
nas
o havia aobispm
esno reg
oador,
nem
tietagem, mas fome daPalavra.
Segundo, mente de sperta (8.2,3,8). A explicação era
lógica, paraquetodosentendessem. O reavimento não foi
um apelo às emoções,mas um apelo ao entendimento. A
supe rstição irraci
onal eraa marca do pag anismo. Oséias
4.6 diz: “O povo es
conhecimento”. tá sendo destruídoporque lhe alta f o
Terceiro, reverência 8.
( 5): “Esdras abriu o livro à vistade
todo opovo, porque estava acima dele; abrindo-o ele, todo
o povo se pôs em pé”. Essa erauma atitude de re verência
e respeito à Palavra de Deus. Esse púlpito elevado não era
para revelar a infalibidade do re pgador, mas a suprema cia
daQua
Palavra
rto,. adoraç
ão (8.6). Esdras ora, o povo responde
com um sono ro amém, levanta as mãos e se prostra para
adora r. Onde háoração e exposição da Palavra, o povo
exalta aDeus eO adora.

A primazia da pregação da Palavra de Deus


Neemias 8 é o texto áureo sobrepreg ação expositiva no
Antigo Testamento. Haddon Robinson diz que a pregação
expositiva, em suaessência, é mais umafilosofia de pregação
do que ummétodo.117Encontram os aqui os três pontos
principais dapregação expositiva. Que pontos são esses?
Em primeiro lugar,ler o texto dasEscrituras
(8.2,3,5). A
leitura do textoé a parte mais importante do se rmão. O
texto é a fonte da m ensagem e a autoridade domensa geiro.
O textoé o fundam ento do se rmão. O sermão é o texto
explicado. O sermão só é legítimo quando se propõ ea
explicaro textolido. Muitos pre gadores são descuidados na
leiturado texto. Atropelam-no e lêem-no atabalhoadamente,
dando a gundo
Em se impre ssão ar,
lug que oar
explic de
scoonhecem
etxto dasouEscorituras
des
prezam.
(8.7,8).
O cristianismo éa religião do entendimento . Ele não nos
elimina o cérebro. O sincre tismo religioso anula a razão.
Pregar é explicar o exto.
t A mensag em ébase adaena
xegese,
ou seja, tirar do texto, o que estáno texto. Não podemos'
impor ao textonossas idéias ; isso eéisegese.Calvino dizia
que preg
de onde ação é agoverna
Deus explicaçã
a osua
doIgre
texto.118Oanpúl
ja. Bri pito é di
Chapei oztro
neo
qu
o sentido da passag em é a mensag em do serm ão. O texto
governa o prega dor.119 Luterodizia que xeiste aPalavra
de Deus escrita, a Palavra de Deus encarnadae a Palavra
de Deus pregada.120 Muitos hoje dizem: “Eu já tenhoo
sermão, só falta o texto”. Isso não é preg ação. Deus não tem
nenhum
com a Suaco
mpromi
Palavra. sso
E a co m a palav
Palavrade Dreu
asdo
quepregador,pro
tem a e messa
sim
de nã o voltar vazia e não a palav ra do pregador.
Em terceiro lugar, aplicar o texto das Escrituras
(8.9-12).
A aplicação é o alvo do sermão. O sermão precisa alcançar
o coraçã o dos ouvintes como uma flecha. A mensag em
não ésó verdadei ra, mas também evant rel e. Para usaruma
figura de John Stott, o sermão é uma ponte entre doi
s
mundos. Ele liga o texto antigo ao ouvinte contemporâneo.
O preg ador traz o texto antigo à audiênc ia moderna. O
sermão leva a voz de Deus aos ouvintes contemporâneos.

O preg
pregar adordiant
não precisa
e daler o reg
cong textoe senti
ação, mas rà ocongre
povo.gação
Ele, de
dive
z
John Bettler.121John A. Broadus diz que a aplicação num
sermão não é simplesme nte um apêndi ce da discussã o ou
subordinada aela, mas éa coisaprincipala ser feita.122Onde
começa a aplicação, começa o sermão. Haddon Robinson
alert
a parao gra nde perigo da
heresia da aplicação.Se não
inter
di preta
storci rmente.
dam os o V atexto pro
mos corre
metam
terente,
o quevam
oss anã
Deu ploicáestá
-lo
prometendoe corrigir quando Deus não estácorrigindo .A
exposição e a aplicação da PalavraedDeus pro duziramna
vida do povo vários resultados gloriosos.

Os efeitos da pregação da Palavra de Deus


A pregação fiel das Escrituras atinge as três áreas vitais
da vida humana:
Em primeiro lugar, atinge o intelecto(8.8). A pregação é
dirigida à mente. O culto deve ser racional. Devemos apelar
ao ente ndimento (8.2,3,8,12). John Stott escreveu um
livro com o título: “Creré tambémpensar”. Nada empolga
tantoquanto estudar teologia. O conhecime nto da verdade
enchea nossacabeçade luz. O povo que co nhece aDeus é
fortee ativo (Dn 11.32).
Em segundo lugar,atinge a emoção8 ( .9-12). Esse fato
pode ser provado por duas reaçõesdo povo ao ouvir a
exposição da Pa lavra:
A primeira reação foi choro pelo pecado (8.9). A Palavra
de Deus produz quebra ntamento, arrependi mento e choro
pelo pecado. O verdadeiro conhecime
nto nos levaàs
lágrimas. Quanto mais perto de Deus você está, mais tem
consciência de queé peca dor e mais chora pelo pecado.
O emocionalismo é inútil, mas a emoção produzida
pelo entendimento é parte essencial do crist ianismo. E
impossível compree nder averdade se m ser tocado por ela.
O irmão André dizque es você consegue sempre seconder
os seus sentimentos paracom Deus, é melhor procurar m u
refrigerador bemgrande láoncéu! Há muitos cristãos que
parecem est ar congelados!123
A segunda reação foi a alegria da restauração (8.10). As
festa
A s devi
alegria am três
tem ser celebradasimportantes:
aspectos com alegria1) (Dt a16.or
Um 1ig
1,e1m4).
divina—“A alegri a do Senhor”. Essa não é uma laegria
circunst ancial, momentânea, sentimental.E a alegria de
Deus, indizível e cheia de glória. 2)Umconteúdobendito -
Deus não éapena s a origem, mas o conteúdodessaaleg rià.
O povo regozija-se não apena s por causade Deus, mas em
Deus:
Deus q Sua graça,
ue há Seu
plenitudeamor, Seus
dealeg do
ria. 3)
Uns.
meEfeito
nagpresenç—
lorioso a de
“A alegria do Senhor é a nossaforça”. Quem conheceessa
alegria não olha paratrás comoa mulher de Ló. Quem bebe
da fonte da s delícias de Deus nã o vive cavando cisternas
rotas. Quembebedas delícias deDeus nã o sentesaudades
do Egito. Essa alegria é a nossaforça. Foi essa alegri a que
Paulorees Silas
márti sentirasen
m tna
iram
horana
daprismãorte.
o. Essa é a alegria que os
Em terceiro lugar, atinge a vontade(8.11,12) . Isso pode
ser provado por dua s decisõestomadas pelo povo depois
de ouvir aPalavra: Primeira, obediência a Deus (8.12). O
povoobedeceu à voz deDeus edeixou o choroe começou
a regozijar-se. Segunda, solidarieda de ao próximo (8.12).
O povo começou não apena
s a alegrar-se em Deus, mas a
manifestarseu amor o
a próximo, enviando porções qu
à eles
quenadatinham. Não podemos sepa rar adimensão vertical
da horizontal no culto.

A observância da Palavra de Deus (8.13-18)


Chamo suaatençã o para trê
s verdades importantes nes te
texto:
Em pri meiro lugar, a liderança toma a iniciativa de
observar a Palavra edDeus(8.13-15). Esdras no dia seguinte
organiza um estudo bíblico mais profundo p ara a lidera
nça
(8.1move
pro 3). Depois
umadooficitraba
lho deva
na intensi mass
deasestudo
do dia anterilavra
ad Pa or, Esd
para
ras
os líderes.
124 Um grande rea vivamento está acontecendo
como resu ltado da observ ância e obediência à Palavrade
Deus. Essa mudançaé iniciada pelos líderes do povo . Havia
práticas que caíram no esqu ecimento . Eles voltaram à
Palavra e começa ram aperc eber que preci savam rsereg idos
por
tenta e
la.o AdoEscri
çã tura
diabo nodeve
Édeguiaro afoi
n nã Igreja, esesexo
sobr mpreou
! A din
prihe
miro,
eira
mas sus citar dúvidas acerca da Palavra de Deus.125
Em segundolugar,os liderados obe decem à orientação da
Palavra deDeus (8.16-18).Todaa liderançae todo o povose
mobilizam para ce artar avida deacordocom aPalavra. Havia
umaunanimidade embuscar Pal a avra e em obede cê-la. Esse
reavivamento espiritual foi tão extraordinário quedesde Josué
não acontecia algo igual, ou seja, havia mais de m il anos que
a FestadosTabernáculos não tinha sidorealizadacom tanta
fidelidadeao ensi no das Escri tura s. Essa festa lembrava a
colheita (Ex 34.22) e a peregrinação no de serto(Lv 23.43) . Em
ambas as situações o povo eratotalmente dependent e de Deus.
Se quiserm os restauração para aIgreja, preci samos busca r não
as novidades, mas voltarm
o-nos para as Escrit
uras.
Em terceiro lugar,a alegria de Deus sempre vem sobreo
povo quando ste
e obedece à Palavrade Deus (8.10,17
b): “A
alegria do Senhor é a vossa força ” (8.10) e “[...] e houve
mui grande laegria” (8.17b). O mundoestáatrás daalegria,
mas elaé resultado da obediência à Palavra de Deus. O
pecado entristece, adoece, cansa. Mas a obediência à
Palavrade Deus tra z uma alegria indizível e cheia edglória
(lPe 1.8).Um povo laegre é um povo forte, diz oprofeta
Daniel (Dn 11.32). Aalegriado Senhoér anossaforça, diz
Neemias (8.10). Quando você estáalegre, a forçade Deus
o entusiasma!
Você tem disposto o seu coração para conhecer, viver e
ensinar a Palavra de Deus?
N otas d o cap í t ul o 12

109 FRESTON, Paul.Neemias: Umprofissional a serviço do Reino, p. 66.


uo RAINER,Thom.Effective evangelist churches. Nashville, TN: Broadman & Holman
Publishers
, 1996,p. 63.
111 WARREN, Rick. Thepur
posedriven churc
h.Grand Rapids, MI: Zondervan Publishing
House, 1995,
p. 16.
112 SHAW, John. The character of a pastor acc
ording to God’
s heart considered
. Morgan,
Penns
ylvania:oliS Deo GloriaPublicatio
ns, 1998, p. 6.
113 MARTIN, A. N. What’ s wrong ith
w preac
hing today
?Edinburg
h. Pennsy
lvania: The
Banne
r of TruthTrust, 1992, p.6.
nA SPURGEON^Charles Haddon.Umministério ideal. Vol. 2. S
ão Paulo: PES., 1990,
p. 65.

115 LOPES, HernandesDias.A importância dapregação expositivapara ocrescimento da Igreja.


São Paulo: andei
C a, 2004 , p. 50.
l.Neemias: Umprofissional a serviço do Reino, p. 67.
116 FRESTON, Pau
[NR] O autor se refere aqui aoignif
s icado donome “B
elém”. De fato, es
senome signi
fica
“Casa do Pão”.
117 ROBINSON, Haddon.Biblicalpreaching.
Grand Rapids, Mi
chigan:. Baker Book House
,
1980, p. 20.
ndes Dias.A importância dapregação expositivapara o crescimentoda Igreja,
118 LOPES, Herna

p. 48.
Christ-centered
119 CHAPEL, Brian. preaching.
Grand Rapids, Mic
higan.: Bake
r Book House
,
1994, p. 23.
120 LOPES, Herna
ndes Dias Lopes
. Op. cit., p. 46.
121 BETTLER, oJ hn F.A pplication. Phillispburg, NJ
: Pres
byterianandReformed Publi
shing
Company, 1986, p.33.3
122 BROADUS, John A. On thepreparati
on and de
livery of
sermons.
Nova York, NY:Harpe
r
San Francisco,1979, p.165-166.

123 Irmão André.Edificando um mundo em ruínas, p. 156.


124 FRESTON, Paul.Neemias: Umprofissional a serviço do Reino, p. 68.
125 Irmão André.Edificando um mundo em ruínas, p. 159.
O quebrantamento

do povo
exaltação ea
de Deus
(Neemias 9.1-15)

Os grandes REAVTVAMENT
os da His
tória foram produzi
dos pela Pa
lavra de
Deuso. Vimos
que povoseno capí
reuniutulo 8 ouvir
para de Nee amias
Pala
vra. A leitura, a explicação e a aplicação
da Pa lavra tro uxeram choropelo pecado
e alegria de Deus na vida do povo.
Vimos também que a liderança
reuniu-se paraaprofunda r-se no estudo
da Palavra e o resul
tado foi a resta
uração
da vida religiosa deJerusalém.
Essas reuni ões deestudoacontecera m
durante 24 dias (8.1-3,8,13,18; 9.1).
Havia fome da Pa lavra. O estudoe a
obediência dela trouxeram um pode roso
reavivamento espiritual.
Não temos nenhum outro relato
bíblico de um culto tão impressionante
quanto esse, quandoo povo, pelo exemplo de seus líderes,
reúne
-se durante um mês paraestudar a Palavra e acertar a
suavida com Deus.

O quebran tam ento do povo (9.1-5)


Neemias, falando sobreo que brantam ento espiritual
do povoque voltou do cativeiro, toca em cinco ponto s
importantes:
Em primeiro lugar,
o quebrantamento passapela contrição
diante deDeus(9.1).O povo caminhou da festa (8.13-18)

par
a oofjej
uma rmuamde(9.que
1-3). O povo
brar arotinabaste
davesa
-se
tisde
façãcomida com
o automáticao
dos apetites, para voltar-se para Deus.126O povo ejuo j u
e cobriu-se com pano de saco. Esse é um símbolo de
contrição, arrependimentoe profundo que brantamento.
O povo reco nhece u o seu pecado. Reavivamento começa
com choro , humilhação e quebrantam entodiantede Deus
(2Cr 7.14). Não po
contemplarmos adetriste
mos adrealidade
orar o Rei do
daglóri
a antes
nosso ed
pecado.
Qual foi a última vez quevocêjejuou parase quebrantar
diante de Deus? Qual foi a última vez quevocê jejuou por
causados peca dos do povo de Deus?
Em segundo lugar, o quebrantamento passapor uma
separação de tudo o ue (9.2). Quebrantamento
q Deus ocndena
envolve obediênci
aquelesque a.mO dpovo
nãoera toma
a linhag emadedesra
ci
I seãol para
de de
seixar todos
consagrar
ao Senhor. Aqueles quenão haviam se convertido ao
judaísmo não participavam dessa reunião. Eles não tinham
a mesmafé e o mesmo Deus. Não há comunhãofora da
verdade. O problema aqui não é racial, mas teológico
(10.28). Unir-se aos outro s povos era transigir com a fé, era
aceitar o sincreti
smo,era umaespécie deecume
nismo.
Em terceiro lugar,o quebrantamento pass a pela confissão
depecado (9.2). Quando somos iluminados pela verdade,
deixamos de nos justificar e, então, reconhece mos noss os
pecados e os pe cados dos nossos pa is. Confissão é o maior
sinal do arrependimento (Pv 28.13) . A culpaé comunitária
no tempo e no espaço (1.6; 9.2). A responsabilidade é
coletiva. Não podemos nos isolar, som os umafamília, um
rebanho, um corpo. Quando um membro sofre, todos es
entristecem com ele. Quando um membro cai, os outros
devem corrigi-lo com espírito de brandura (Gl 6.1).
Em daquarto
leitura Palavra lugar,
o us
deDe qu
(9.ebrantamendo
3). Qua nto éaPa
produz
lavraido pela
de Deus
é lida, explicadae aplicada , então
, os coraçõesse derretem
(8.8-10). Precisa mos resgatar asuprema cia da Escritura e a
primazia da pregação na igreja. O Evangelho é o poderde
Deus pa ra a salvação de todo o que crê . Toda a Escritura é
inspiradapor Deus. Só há um evangelho. Precisamos expor
a Pa
procllavra
amaçãcom
o daifdelida
Pala de,pro
vra lágrimas eno pode
duz mudança narvida
do Espírit
o. A
do povo.
Em quinto lugar, só um povo que se levanta do
quebrantamento pode exaltar a Deus de modo digno (9.4,5).
Só os que cho ram pelos seus peca dos podem sealegrar
em Deus. Só os quese humilham diante de Deus podem
ser restaurados por Ele. Vemos a glória de Deus qua ndo
mol
Os hlevi
amos
tasostêm
nossosuma
ol
hos na
os lág
visã rimoasa
glori s do
daarre
pendime
tra nto.
nscendente
majestadede Deus (9.5b).

A exaltação a Deus
A teologia alcança suas alturas mais culminantes nas
orações do povode Deus. A mais profundateologia de
Paulo está nassuas orações. Esdra
s 9, Neemias 9 e Daniel
9 sao exem plos degloriosos lampejos dateologia através da
oração.
Como Deus é descrit o nessa oração dos levi tas? Ele
s
contemplam a majestadede Deus, exaltam Seu poder e
descrevem Seus gloriosos feitos. Vejamos como Deus é
descrito neste texto:
Em primeiro lugar, Deus é o Criador (9.6). Quando a
Bíblia afirmaqueDeus é o Criado r, elaestádestruindo as
bases do ateísmo, agnosticismo, panteísmoe deísmo. A
Bíblia está combatendo também a evolução teísta. A
está co
mbatendo
espécies.Cada sera eterni
criadodade damatéri
por Deus a eduz-
repro a evolução das
se segundo
a sua espécie. Essa é a verdade infalível de Deus (Gn
1.11,12,21,24,25). Existe mutação, mas não transmu
daespécie.Deuscriou o mundo físicoe tambémo espiritual.
Alçamos nossavoz para dizer que a evolução é uma teoria e
não umaciência.Aceitar umateoria e ivada de contradições
comoOrig
livro verda
emdedas
absoluta
Esp écieé,s esca
de mot
Chaerles
ar aDarw
verdade. publi
in, O próprio
cado
em 1859, po ssui mais de oitocentos verbos on futurodo
subjuntivo: supo nhamos. Suposi ção não é uma verdade
comprovada. Faltam aos evolucionistas sa provas de sua
teoria. No período da Revolução Francesa, emissários
daquel a cruzada sangre nta saíram perse guindo os cristãos
na aFrança
atéi cheg .ouUm desses
a uma represe
vila ntantes
e abordo daqu
u um emlaponê
ca emprei
tada
s cri
stão,
dizendo-lhe: “Eu vim aqui pararasgar suaBíblia, queimar o
templo da sua igreja ebanir da sua mente essa tolaidéia de
Deus”. O camponês, com a ousadia de um grandehomem,
respondeu-lhe: “O senhor pode rasgar minha Bíblia e até
queimar o templo da minha igreja, mas antes deo senhor
banir daminha mente a idéia de Deus, primeiro o senhor
teráde apagar as estre las no firmamento, porque nque anto
elas brilharem, anunciar-me-ão a glória de Deus”.
Em segundo lugar,Deus é o preservador da vida (9.6).
“[...] e tu preservas a todos ocm vida”. Deus não só criou
todas as coisas, mas sustenta toda acriação. Ele é quem az
f a
semente brotar eassim renova a face da terra I(S104.30;At
17.25,28). Deus é quem nos dáa vida, a saúde, o alimento,
a proteção e a paz. Ele é quem dáa chuva e o sol. Deus não
é comoum relojoeiro quedá cordano relógio e vai embora ;
Ele está prese nte e atua na obra da criaçã o. Ele é o Deus

eque laiment
enche a osda
aterra pássa ros,
Sua veste
bond ade.saDele
flores,vem
abasteceasque
o opã fontestá
es
em nossamesa, a saúdeparasaborearmoso pãoe a força
para traba
lhar.
Em terce iro lugar,Deuséo Senhor (9.6). Ele é o sobe rano
Senhor do universo. Ele está assentado no trono, na sala
de comando do universo. Ele é quemdirige a História e
governa
levanta as
re naçõeesaba
inos . Ele
te ére
iquem
nos. Elev
el ant
éao reis e dest
dono, prorona reis;
prietário
absoluto de todas as coisas. Ele faz todas as coisas conforme
o conselho da Sua vontade . Ele estáno trono e o Cordeiro
estácom o vroli da História nas mãos. A História não está
à deriva nem cami nha parao caos,mas está se gura nas Suas
onipotentesmãos (Ap 4,5).
Em quarto lugar, Deus é aquele que elege soberanamente
umpovo par a si(9.7). A eleição divina ésoberana, graciosa,
livre, incondicional, cristocêntrica e proposital. Deus nos
escolheu em Cris to, antes da fundação do mundo , para
sermos santos e irrepree nsíveis. Ele nos secolheu desde
o princípio para a salvação mediante a santificação do
Espírito e a fé na verdade. Deus nã o nos e legeu porque
previu queiríamos crer, nem porque éramos sa
ntos, ou
porqueprati cávamos boa s obras. Crem os porqueEle nos
elegeu. Fomos eleitos parasermos santos e irrepree nsíveis.
Fomos criados em Cristo paraas boa s obras e não por causa
delas.
Em quinto lugar, Deus éA quele que chama eficazmente
(9.7). Deus não apenas elegeu Abrão, mas tirou-o deUr dos
Caldeus. Tirou-o da sua idolatria
. Tirou-o dos seus ídolos.
Deusmudou seu coração, seu caminho, suavida,seu futuro,
suaeternidade. O chamado de Deus é irresistível. Há um
chamado externo eoutro nter i no. O chamado interno é

efica
(Rmz.8.30)
Todo
. Asaquele que
ovelha é Cri
s de eleito, ouve
sto é cham
m aado
Suaefica
voz;zmente
Ele as
conhece, e elas O seguem (Jo 11.27). O mesmo Deus que
chama, abre tam bém o coração. A bondade de D eus éque
nos conduzao arrependi mento. A fé salvadora é dom de
Deus. Na verda de, tudoprovém deDeus.
Em sexto lugar, Deus éA quele que transforma opecador
(9.7). Deus
Abraão (pai demuma
udougrande
o nome de Abraão
nação). Abrão (grande25
esperou pai)
, para
anos
até Isaque nascer. Depois, Deus mandou Abraão sacrificar
Isaque. Abraão confiou que Deus poderiaressuscitar o
seu filho. Deus então lhe pro meteu umadescendência
numero sa como as estrelas do céu. Nós, os quecremos,
somos filhos deAbraão. Todos os em r idos, em todos os
lugares, em todo s os tempos são filhos deAbraão (Rm
2.28,29; Gl 3.29; Fp 3.3). Deus muda a nossasorte , a
nossavida, o noss o cora ção. O poder não vem dedentro,
mas do al to; não vem do homem, mas deDeus.
Em sétimo lugar,Deus éfielpara cumprir Suaspromessas
(9.8). Deus achou o cora ção deAbraão fiel e fez umaaliança
com ele. Ele vela pela Sua Palavra em acumpri r. Passa o céu
e a terra
, mas a suaPalavra não passará. Ele não é homem
paramentir. Mesmo quando somos infiéis,Ele permanece
fiel, porquenão pode ne gar a Si mesmo. Estamos numa
relação pactuai com Deus. Ele prometeu ser o noss o Deus
e o Deus dos noss os filhos parasempre . Deus prometeu a
Abraão e sua descendência bênçãos pessoais, nacionais e
universais.
Em oitavo lugar,Deus é A quele que liberta o Seu povo
da aflição(9.9). Deus vê, ouvee intervém.Ele é o Deus
presente que se importa conosc o. Ele viu a aflição do povo
no Egito, ouviu o se u clamor, desceu e o libertou com
maoDeus
de fortea favor
epoderdoosaSeu
. A povo
ênfaseesc
do texto
olhi está naouvi
do: “viste, s ações
ste,
fizeste, dividiste, lançaste, guiaste, desceste, falaste
juraste”.127 Deus ainda continua libertando, quebrando
as cadeias e despeda çando os ferrolhos de ferro. Ele ainda
continua abrindo as portas ed bronz e e trazendoo Seu povo
paraum u l gar spa
e çoso.
Em
revelar onono lugar,
Seu pod Deus1é1)
er(9.10, A. quele que
Deus nãooperana
ape msilag res para
tirou o Seu
povo da escra vidão, mas derrubo u os deuses do Egito,
enviando sobre aterrados ara f ós dez prag as. Cada praga
foi dirigida contrauma divindade no Egito. Deus estava
revelando ao mun do quesó Ele é Deus.Emboraos milagres
não sejam o conteúdo do evangelho, abrem port as para
ele. O nome de Deus foi exaltado po r meio dos milagres
operados no Egito. Quando o povo ficou encurra lado e
cercado por todos os lados,às margens domar Vermelho,
Deus abriu um ca minho no meio do mar. Ele continua
abrindo caminhos na tormenta e apontando-nos o ru
certo quando nos ne contramos num ebco se m saída.
Em décimo lugar, Deus é A quele que guia o Seu povo
com Suapresença(9.12). Tanto a coluna de fogo quanto a
coluna de nuvem eram ísmbolos daprese nçade Deus com
o Seu povo. A prese nçade Deus pro tege, aquece, refrigera e
orienta. A colunadefogo os aquecia no friodo desertoe lhes
alumiava o caminho. A colunade nuvem refrescava-lhes o
calor do des erto e lhes dava refrigério nas caminhadas do
dia. O Senhor está conosco sempre.Sua prese nçaé o nosso
alento paraa caminhada davida até entra rmos na terra
prometida. Asafe deu o seu testemu nho: “Tu me seguras
pela minha mao direita. Tu me guias com oeut conselho e
depois me recebes na glória” (SI 73.23,24).
Em
povo pordécimo
meio da primeiro lugar,
De
(9
Sua Palavra .1us
3,1é4)
A.queleque
Deus faladoaocéu
fala Seue
desce. Com letras de fogo na pedra,o dedo de Deus escreveu
as tábua s da Lei. Deus deu juízos retos, leis verdadeiras,
estatutos e mandame ntos bons. Deus fala pela Palavra. Ele
trouxe SuaPalavra Moisé
a s. Esdras e os lev itas setão lendo
essa Palavraao povo. Hoje, a maior necessidade da Igreja
é avoPalavra
po pela Sude Deus. .ONão
a Palavra Senho r continua
devemos falando
buscar outrasao
vozSeu
es,
outras fontes nem novas revela ções. Basta-nos a infalível,
inerrante e suficiente Palavra de Deus.
Em décimo seg undolugar,DeuséA quelequeprovê sustento
para o Se u povo9( .15). Cercade dois milhões de pessoas
perambulavam pelo deserto com suas crianças, elhos v e
animais. A roupanão envelhecera no corpo,a sandáli a não
envelheceranos pé s, da rocha brotara água, do céu caira
maná e codornizes (SI 105.40; 78. 24). Deus sustento u
Seu povo com abundante provisão. Prec isamos confiar no
provedor m ais do quena provisão. Deus provê as bênçãos
temporais e dá graciosamente a terraprometida (9.15b).
E tempo da Igreja reunir-se sob a Palavra de Deus para
renovar suaaliança como Senhor. Precisamos ter esse senso
da glória de Deus em nossoscultos, com arrependi mento,
confissão, adoração e perce
pção clarade quem éDeus eo
que Ele faz.
Precisamos olhar pa ra o pa ssado e ver as lições da
História, pois o mesmo Deus fez, faz e fará maravilhas na
vida do Seu povo.

N otas d o cap ít ul o 13

126 FRESTON, Paul.Neemias: Umprofissional a serviço do Reino, p. 73.


127 FRESTON, Pau
l.Neemias: Umprofissional a serviço do Reino, p. 76.
A fidelidade de Deus e
a infidelidade do povo
(Neemias 9.16-37)

E s t a oração dos é uma


levitas
síntese da história do povo de Israel,
desde sua origem, com a eleição de
Abraão, até a restauração dos muros de
Jerusalém. E também uma confissão da
glória e da graçade Deus bem como da
ingratidão do homem.
Esta oração é resultado da leitura,
exposição e aplicação da Palavra de
Deus, durant e 21 dias.
Quem não aprende o cm a História,
está fadado a repetir os se us erros.128
O apóstolo Paulo alertaparaesse fato
solene: “Estas cousas lhes sobrevieram
como exemplos e foram escritas pa ra
advertênci
quem a nossa
osfins , de
dos sénós
culo outroscheg
s têm sobre
ado”
(ICo 10.11).
Cyril Barber cita Patrick Henry, que atestou a
importânci a da História, ao dizer: “Não tenho luz pa ra
iluminar o caminho do futurosalvo aque la que estásobre
meus ombros vinda dopass ado”.129
Este texto pode ser dividido em três partes: a bondade
de Deus ea ingratidão do povo; a disciplina de Deus e a
inconstância do povo; a justiça de Deus e o clamor do povo
por misericórdia.

A bondade de Deus e a ingratidão do povo (9.16-25)

Coms re
alguma speito
impo à bondade
rtantes ições.
l ed Deus, Neem
Vejamos algunsias asnos nesida
pectos na
bondade de Deus:
Em primeiro lugar, o cuidado de Deus é base ado m e
quem Deus é e não em quem nóssom 9.
(os
17). Se Deus
nos tr
atasse como me recemos, estarí
amos desamparados.
Suas misericórdias sao a causa de não sermos consumid os.
Somos
e misericpoupa
odos,
ordi porque
so, tardioemDeus
irar-seéepe rdoador,
grande emclbondade
emente
(9.17b,19). Nada podemos fazerparaDeus nosamar mais
ou paranos ama r menos. A causado amor deDeus por nós
está Nele m esmo. Seu amor é eternoe imutável.
Em segundo lugar, a direção de Deus na vi da do Seu
povo éf
ruto da Su a imensa m isericórdia(9.19). O povo foi
rebelde todo oblatem
murmuraram, po
sfemarana
m, pere
fizergari
mnaçã o doe os
ídolos des
erto. ra
adora El
mes
e cometeramtoda sorte dedevas sidão. Mas por causada
multidão das misericórdiasde Deus, não faltou ao povo
direção. A coluna de nuvem e a coluna de fogo ja
se apartaram do povo.Muitas ve zes, Deus disciplinou o
Seu povo, mas jama is o desamparou. A disciplina é um
ato responsá
vel deamor. Quem ama, disciplina. E melhor
ser disciplinado como filho do queviver sem freios como
bastardo. Deus nã o desiste do Se
u povo. Ele não abre m ão
do direito que tem de ter-nos para Si.
Em terceiro lugar,a bondadedeDeus re vela-senaprovisão
espiritual(9.20). Deus lhes concedeu o EspíritoSanto para
os ensin ar. Deus lhes deu a si me smo. Deus mesmo os
ensinou. Não os deixou na ignorância nem permitiu que
seus pés trilhassem uma st eradade trevas. O banquete de
Deus é semprefarto. Ele sempre co loca diante de nós Suas
finas e ricas iguarias. emos
T na Pa lavra um lautobanquet e
da gra
ofereciça
da.s.Todas ao
Está as in sondá
noss veis
o di sporriqauezas de Cri
suprema sto nos são
grandeza od
poder de Deus. Temos uma provisão celestial que jamais
escasseia. Na Casado Pai há semprepão com fartura.
Em quarto lugar, a bondadedeDeus re vela-senaprovisão
material (9.20b,21). Deus deumaná, ág ua, vestes, calçados.
Isso durante qua renta anos. Nada lhes faltou, exceto a
gratidã
e tem o. vem
os DeusDele,
é a fonte
é Deledetodo
edevebe m.
se
r coTudogra
nsa odoque
a som
Ele.osA
vida que temos é de Deus. A família que temos é de Deus.
A casa onde moramos é de Deus, o carro que dirigimos é
de Deus. O dinheiro que guardamos éde Deus. Não há
nenhum centímetro no universo sobre o qual o Senhor não
possareivindicar plenaposse.
Em quinto lugar,
(9.23). Os filhos sãoa hera
bondadede Deus re
nçade Deus. Elveesla-se
são na
família
flecha
s nas
mãos do gu erreiro. Eles são símbolo da bênção deDeus.Eles
tiveram filhos que aíra
s m do cativeiro e entrara m na terra
da promessa. Seus filhos foram libertos e foram vitoriosos.
A maior herança que Deus nos dá não são coisas materiais,
mas os nossos iflhos. Devemos investir mais tempo neles
do quenosbens materiais. Devemos dar mais importância
ao relacioname nto do que às coisas. Pessoas valem mais que
coisas.
Em sexto lugar,a bondade de Deus re vela-se na he
rança
imerecida (9.22,24,25). Deus exerceu o Seu juízo sobre as
nações ímpias queviviam naqu ela terrae deu sesaterraaos
filhos deIsrael. Eles não a conquistaram, mas receberam-
na por herança.Foi graça. De igual forma, herdamos o cé u
por hera nça. E graça! Não recebemos a bem-aventurança
eterna como p rêmio. A vida eterna não é um troféu que
conquistamos pelo nosso esforço. uTdo provém de Deus. E
graça
Neemso
bre rgaça.
ias pa ssa da bondade deDeus para a ingratidão
do pov o. Tratando dessatriste re alidade, Neemias pontua
quatro aspectos da ingratidão do povo:
Em primeiro lugar, a desobediênci a do povopassa pela
desobediência ostensiva à Palavra edDeus(9.16). Diantedas
bênçãos especiais de Deus de scritas m
e Neemias 9.1-15,
o povo
ostensivarea
à giu com
Palavra soberba
. Deus ,s dura
lhe cervizçãeode
dera liberta dosobediênci
cativeiro,a
livramento do inimigo, direçã o no de serto e Palavrado cé u,
mas o povo desprez ou a Deus eà Sua Palavra.
Em segundo lugar, a desobediência do povo passa
pelodeliberado esquecimento dos milagres deDeus (9.17).
Eles respondera m às milagrosas maravilhas deDeus com
total descaso. A ingra tidão fere o cora ção de Deus. Não
reconhecer osilagres
m de D
eus emnossavida éum grande
pecado. “Nada lhes faltou (9.21), mas nada lhes inspi rou
gratidão (9.17).
Em terce iro lugar, a desobediência do povo passa pela
saudadedopassado edescravidão(9.17). Eles se cansa ram de
Deus eficaram enfadados Dele. Cansaram de ser um povo
santo. Eles se rebel
arame buscara
m um íder
l espúrio
para
reconduzi-los à terrada servidão. No coração, eles voltaram
ao Egito. Eles saíram do Egito, mas o Egito não saiu de les.
Eles carregaramo Egito no coração. Muitos estão na igreja,
mas o coração está no mun do. Deixaram paratrásalguns
peca dos, mas ainda sentem sauda de deles.
Em quarto lugar, a desobediênci a do povo passa pela
apostasia daadora ção(9.18). Trocaram Deus por um ídolo
feito por usas próprias mãos. A idolatria é um pecado que
ofendea espiritualidadee a santidade de Deus. A idolatria
despre za a Deus e afronta Sua natureza. Ela torna as pessoa
s
obtusas naterra (S I 115.4-8) e as impede de entrarno céu
(Ap 21.8).

A disciplina de Deus e a inconstância do povo (9.26-31)


Ao tratar da inconstância do povo, Neemias aborda dois
aspectos:
Em primeiro lugar, a inconstância do povo reflete-se
na
rejeiçndo
Qua ão ao Deus
ho , da
me m Sua tameansa
rejei gem etambém
Deus, do mensa (9.26).
geiro
rejeita a Sua
Palavrae quandorejeita a Palavra,rejeita o mensag eiro.
Eles se revoltara m contra Deus, virara m as costas à lei e
mataram os profetas. Isaías foi serrado ao meio. Jeremias
foi preso e jogado numacova. Hoje muitos rejeitam a Deus
e Sua me nsagem quando negam a suaveraci dade.Esse é
omepecado
nsagemdoquaind
lbera
o lneg
ismo.
am Outro
a suassufrej
icieit
ama.aEss
ênci Deus
e é oepeca
a Sua
do
do misticismo pragmático.
Em segundolugar, a inconstância do povorevela-se por
intermédio de uma volta sup erficial e utilitária para Deus
(9.27,28). Eles queriam se livrar das conseqüências de
seus pecados e não de seus pecado s. Eles buscav am aDeus
não por cau
sa de Deus, mas para se
rem livres da falição.
Deus era apena s um nstrumen
i to para satisfazer a sua
vontade e não o prazer e deleite da sua alma. A volta para
Deus era algo raso, super ficial, com motivação humanista
e antropocêntrica. Eles só busca vam a Deus nahora do
aperto. Mas esque ciam-se deDeus nahora da fartura.
Semelhantemente, ao tanger a questãoda disciplina de
Deus, Neemias também ala f sobredois aspectos:
Em primeiro lugar, quem não obe dece à Palavra é
disciplinado por Deus 9.27,
( 28,30). Quem não escuta
a voz do amor, experimenta vara a da disciplina. Somos
guiadosdapela
mãos AssíriBí
ablia ou pel
e Judá aschi
na mbãos
ata.da
Israel
Babfoi
ilônientregue na
a. Agora, so
remanescente deJudá está sendo dominado pelo Reino
Medo-Persa. Foi Deus quemos entregou (Dn 1.1,2). Eles
foram derrotadospelos seus pe cados e nã o pela forçado
adversário. Até mesmo a disciplina foi um ato do amor
responsável de Deus pelo Seu povo.
Em
sempr segundo(9.27,
e éperdoado lugar,
qu2em
8,3se
0,3volta
1) parahora
. Na Deusda
arr epeús
ang ndi do,
tia,
quando o povo clamava ao Senhor, Ele os ouvia, osperdoava
e enviava-lhes um libertado r (9.27). Deus, pelas Suas
misericórdias, livrou o povo mu itas vezes (9.28). Os levitas
disseram que Deus é perdoador, clemente emiserico rdioso,
tardio em irar-se e grande m e bondade (9.17). Deus aturou
o Seu povopor muitos anos (9.30). Deus não acabou com
o povo, antes o pre
servou por causa da Sua misericórdia
(9.31).
A justiça de Deus e o clamor do povo por misericórdia
(9.32-37)
Neemias é enfático quando trata da questãoda justiça
de Deus (9.32,33). O povoreconhece
queDeus temagido
semprecomjustiça (9.34). Deus entreg ou o povode Israel
nas maos de seus inimigos. Eles foram levados ca tivos
pela Assíria, em 722 a.C., e pela Babilônia, em 586 a.C.
Perdera m suaterra, seu templo, suas casas, suas famílias,sua
liberdade. Agora são escravos em sua própria terra . Eles não
agradecera m a Deuspela herança da terra,por isso,agora
estão trabalhando na terra, mas paradar o melh or àqueles
que dominam osbre eles. O pecado produz es cravidão.
Onde ele reina, há fraqueza e aflição.
Agora, Neemiasregistraoclamordo povo pormisericórdia

(9.3
Em2-37)
. Esse clamor
primeiro oémani
lugar, festo
reconh de
ecimentovári as oform
tardi deas:
quem é
Deus (9.32-37). O povode Israel sabia tambémqueDeus é
grande,poderoso,temível, fiel e justo, mas desafiou a Deus,
rebelou-se contraEle, tapou os ouvidos à Sua lei, matou
os Seus pro fetas eno coração desprezo u ao Senhor. Eles
tinham umateologia, mas outrapráti ca. Eles professavam
umaEmé,f se
mas viviam
gundo emo desa
lugar, cordo
reconhecimecom
nto ela.que o pecado se
estendeaos líderes políticos e re ligiosos9( .34). Na verdade,
o peca do começou com esses lídere s. Neemias não era
defensorde umaideologia totalitária , nacionalismo doentio
ou triunfalismo religioso;130 ao contrár io, compreendeu
que todos eram culpadosdo pecado da sober ba (9.16),
de
e sobediê ncia
ingratidã (9.3
o (9. 15)
7)., idolatri
a (9.18)
Neemias não , era
assass
inato
um baj(9.26)
ulador
nem apl audia os ca ciques da política qua ndo estes eram
corruptos.
Em terceiro lugar, o reconhecimento de uma grande
ingratidão (9.35). Nada lhes faltou (9.21), exceto agratidão
(9-35).Deus lhes de u aterrae a fartura, mas elesnão serviram
a Deus ne
m se convertera
m desuas más obras (9.35). Agora
estão enssamesmaterra co mo escravos, deba ixo de grande
angústia (9.37). Sempre queo povo rece bia as bênçãos de
Deus, seu coração se apartava de Deus. Substituia Deus
pelas suas bênçãos, o doador pela dávida. O conceito da
bênção de Deus está profundam entedistorcido no meio
evangélico contemporâne o. Paul Freston faz a seguinte
observação:
A palavra “bênção” é freqüentemente usada no meio evangélico
brasileiro para designar aquilo que a sociedade em geral considera b
sorte ou felicidade.
O conceito secula
r é apenas “batiz
ado” pelo usoed
uma palav
ra religiosa. Mas a e
scalade valores subj
acenteperma
nece
intocada.N ão háumarenovação de mente
Rm( 12.2) mas apenas uma
mudança de linguagem. Assim, perde-se a capacidade de questiona
os meios pelos quais suposta
a bênção veio (por exempo, por meio
de ambiç
ão desenfr
eada, dos ganhos da exp
loraçãoou das be
nesses
que lesam o patrimônio público), e de indagarqual poderia er
s o
propósitode Deus navida do “ab
ençoado”. om
C o encaixar o Deus de

Isaías 53 na perspectiva ual


at de“bênção”?O u o Deus do Getsêma ni
e do Calvário? u O o Deus do após
tolo Pau
lo, de2Coríntios 6.4-10 e
11.23-30? O u o Deus dos profetassofredor
es (Hb 11.35-38)?131

Em quarto lugar, o reconhecimento de uma servidão


9.36,
( 37). O pecado trouxe escravidão e esta
assoladora
alcanço
u: 1) A terra
. 2) Seus corpos.3) Seus bens. 4)O
fruto deOnde
nações. seu trabalho.
ele Ainda
medra, hoje
adoos pe
result ca
ne doséacontece
fasto o opróbm.
riodas
O
pecado produz se rvidão, ele coloca o pescoço da suavítima
na forca, seus pés no tronco e suaalma noinferno.
Finalmente, o reconhecimento acerca da necessidade de
um profundo clamor(9.32-34,37b). Há várias petições
pungentes:1) “Não menospre zes toda a aflição que nos
sobre
veio” (9.32). 2) “Pois tu fielmente proce
deste, e
nós, pervers amente” (9.33). 3) “Os nossos reis [...] não
guardaram a tua lei [...] (9.34)”. 4) “Estamos em grande
angústia” (9.37). Só a volta a terranão bastase continuarmos
oprimidos.
Concluo com algumas lições práticas:
Primeira, o conhecime nto das Escritura s provocou o
arrependimento, baseado nos pa drões dalei. A falta de
arrependimento é proporcional à ignorância da Palavra.
Segunda,o conheci mento das Escrit uras provocou uma
nova espera nça, baseada nas promessas dalei. O verda deiro
arrepen
ele naodihá
mentesoper
sempre
ança auteva
lêntiaca,
uma nov
diz Paa espera
ul nça,
Fresto e sem
n.132Cyril
Barber cita a contundent e palavra de Daniel Webster:
Se vivermos segun
do os princípios ensina
dos na Bíblia,nosso aís
p
continuará aprosper
ar, mas se nós e nossa
posteridad
e negli
genciarmos
sua instrução e aut
oridade, nenhum homem poderá diz
er quão
repentinamente pode uma catástrofe vencer-nos e enterrar nossa

glóriana obscuridadeprofunda.133

Terceira, o conhecimento das Escrituras provocou um


claro entendi mento da ação de Deus na História. Deus
estáativo na história do Seu povo e na história das nações
pagãs. Os reis da terra são apenas instrumen tos em u Sas
mãos para cumprir o Seu propó sito na vida do Seu povo.
N otas d o cap ít ul o 14

128 BARBER,CyrilJ. Neemias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 118.


129 Ibid., p. 120.

130 FRESTON, Paul.Neemias: Umprofissional a serviço do Reino, p. 78.


131 FRESTON, Paul.Neemias: Umprofissional a serviço do Reino, p. 79.
132 FRESTON, Paul.Neemias: Umprofissional a serviço do Reino, p. 78.
133 BARBER,CyrilJ. Neemias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 120.
Reforma espiritual.
Uma aliança com Deus
(Neemias 9.38-10.1-39)

A PRIMEIRA REFORMA REALIZADA por


Neemias foi estrutural.Jerusa lém passara
por umagrande re forma física, econômica
e social. Os muros oram
f reconstruídos e
as portas levantadas. Os ricos devolveram
as terras e casas que haviam tomado dos
pobres e os sa cerdotes voltaram a cui dar
da CasaedDeus.
A segunda reforma foi espiritual.
Tudo começou co m a fome pela Palavra
de Deus. Estudo da Bíblia e oração pro
duziram confissão, choro pelo pecado
alegria da obediência e acerto de vida
com Deus.
As bases da reforma espiritual foram
doutri
nac, iexperi
mos pre sandoêde
nciuma
ae prática
nova. re
Hoje
formesta
a. A
Igrejatem se desviado pelos atalhos da heterodoxia, tem
capitulado diante dos novo
s ventos de doutrina eseguido
doutrinas dehomens em vez defirmar-se na Pa lavra de
Deus.Estamos preci sandovoltar às Escrit
uras. Essa reforma
espiritualfoi umadas mais profunda s detoda a história do
povo de Israel.

A base da reforma - A Palavra de Deu s


Neemias desta ca três coisas absolutamente importantes:
Em primeiro lugar,a reforma começou quando opovo voltou-se
par
deaIsra
aePal
l seareuni
vra de
u De us(8.1).
para buscar Tudo começou
aPalavrade Deus (8quando o pov
.1). Não há
reforma sem Palavra (8.13,18). Nãohá mudançasem centra-
lidade nas Escrituras. O Pentecostes, a Reforma, o movimento
dos Puritanos, osavivamentos foram todos produ zidos po r uma
voltaà Palavra. E pela Palavraque Deus chama os pecadores à
conversão. E pela palav ra que so incrédulos são convertidose
osasanto
pel s sãoque
Palavra edifvence
icados, santi
mos ofini
icam
doigo
s .eA
treina
mados pacra
ior ne a obra
de.da
essida E
Igreja evang élicabrasi leiraé umavolta à Palavra.Precisamos de
uma nov a Reforma que venhacolocar as Escritura s nocentro
da nossavida,família, igreja e nação.
Em segundolugar,a Palavrade Deus setabeleceu a basee
os limites da reforma(10.29) . A aliançafoi feita combase na
Palavra e paraguardarem a Palavra. O compromissoera para
andar, guardar ecumpr ir os mandam entos, juízos e estatutos
da Palavra. Não podemos para r no estudoda Pa lavra. Não
podemos ficar paralisados no estudo da teologia ou da
doutrina. O conhecimento precisaproduzir tra nsformação.
Possivelmente, um dos m ais graves problemas da Igreja
contemporânea não seja falta de conheci mento, mas de
obediência.
Doutrina precisaproduzir experiência e experiência precisa
desaguar naprática. Muitos dizem crer na Bíblia, mas não
obedecem aos seus ensino s. A autoridadeda Bíblia tem sido
atacadapor “amigos” dedentroda Igreja e inimigos de ora f .
Em terceiro lugar,a reforma começou quandoo povo saiu
do sentimento para a ação(9.38). Para quetudonão ficasse
apenas num n ível senti
mental, eles firmaram umaaliança
com o Deus daaliança,guardado r de alianças ea escre 
veram e assinaram. Eles se comprometeram pessoalmente,
coletivamente e publicamente com Deus.

Os part icipan tes da reforma - Os líderes e o povo


Um ponto de indiscutível importânci a é que a liderança
precisaser exemplo na reformaespiritual(9.38;10.1-27). A
liderança política eespiritual está na vanguarda e na proa
dessaaliança com o Senhor. Eles estão à frente do povo e
são exemplo e modelo parao povo.

seuNee
selomias
, o ogoverna
sobre dor
documentode(10.
Judá,
1). éEloe dá
prime
umiro a ocoloca
pass à frernte
o
e ofereceexempl o paraque os dema is o sigam.134Seguem-
se os sacerdotes(10.2-8); emseguida, oslevitas, (10.9-13)
e os chefes de famílias (10.14-27). Finalme nte, o ersto do
povo(10.28) . A liderançapolítica e religiosa estáliderando
o povonessavolta para Deus. Com a assinaturade todos
esses líderes, estavavalidado o co ncerto. Os príncipes, os
levitas eos sacerdotes foram à frente e depois todo o povo
seguiu seus passos (10.28). A liderança nã o pode ficar de
fora. Ela preci sa estarna frente dessavolta para Deus (J1
2.12-17). O povonuncaestána frenteda sua liderança. O
povo é como um espelho quereflete sua lidera nça.
Outro po nto fundam ental destacado por Neemias foi
que todo o povoaderiu àreforma espiritual (10.28,29).
A reforma espiritual alcançou não apenas os líderes mas,
a partir deles, todo o povo. Homens, mulhere s e crianças
assumi ram o compromisso deandar co m Deus edeobede cer
à Sua Palavra . Fica completam ente cl
aro que todos, até
mesmo as crianças me nores que po diam compre ende r
(8.12; 10.28) , participaram dessejuramento.
Jonathan Edwards registrou em seu livro, The Religious
A ffections, que aos vinte anos de idade assumiu um
compromisso com Deus, por escrito, de queviveria para a
Sua glória. Ele foi um dos home ns quemais influenci aram
a históri
na vida adedo cri
stiaBra
David nisiner
mo.
d,Fa
otomissio
semelhante
nário quepodesegelizou
evan r visto
os ní dios peles vermelhas nas elva s s americana s. Esse
jovem extraodinário fez uma aliança com Deus e, mesmo
morrendoaos 29 nos a de idade , deixou marcas indeléveis
naHistória, a ponto deJoão Wesley afirmar que o seu diár io
era o livro mais importante on mundo depois da Bíblia e
que
se sualei
r um tura
obre er
a vado.
iro aproimperativa para lgué
a m interessado em
Os grandes avivamentos surgiram quando o
entrou em aliançacom Deus paraO busc ar, O conhecer
e O obedecer. Vivemos hoje uma espiritualidadecentrada
no homem e no quepodemos rece berde Deus.Não é mais
o homem quem estáa serviço de Deus, mas Deus é quem
está a serviço do homem. Não é mais a vontade deDeus
que de ve ser feita na terracomo no céu, mas a vontade do
homem que deve ser impera tiva no céu
. Precisamos voltar-
nos paraDeus po r causade Deus e não apena s por causa
de Suas bênçã os. Deus é melhor do qu e Suas bênçã os, o
doador é mais importante do quea dádiva.
Os compromissos da reforma (10.28-39)
Esse é o mais sério documentoquenosvem dos antigos
tempos, por onde podemos ler as preocupa ções, quer do
povo, quer dos esus líderes, quanto ao futuroda na ção
renascente. Eles escreveram e selaram. Ness e pacto, eles
assumiram sete compromissos com Deus:
Em primeiro lugar, consagração a Deus(10.28).A mistura
das raças entre osjudeus nãoseria tanto uma que stão de
pureza racial, mas de preservaç ão da religião. A mistura
de credos ev
l aria ao afrouxamento das relações com Deus.
A questão
espi não era
ritual. Essa ora
sepa preconceito
ção não foiracial,
ape mas
nas aativa;
neg fidelidade
elesse
apartaram daqueles povos paraa Palavra de Deus. O povo
tinha se apartado não dos pov os, mas de suas crença s, de
suas prá ticas pagãs, de seu sincretismo religioso. O que
eles queriam eraumareforma na doutrina ena vida. Eles
queriam doutrina bíb lica. Rute era gentia, mas ao crer no
Deusde
povo vivDeus
o, ca.sou-
sehá
Não com Boa
comunhãz eofoi acenã
onde itaocom o parte
há verda de. Odo
ecum enismo é umafalácia.
Em segundolugar,observância daPalavra de Deus (10.29).
De suma importância é a própria aliança.Há a decisão de
se submeterem à autoridade as d Escritruas. Eles sabiam
que não podiam espera r bênçãos de Deus se m obediência à
Sua Palavra. A Palavra de Deus era sua ca rtade alforria. O
povo não buscava milagres,não estava atrásde prosperi dade
e saúde nem procura va os atalhos do mis ticismo. Eles
entrara
m em aliança pa ra andar na lei de Deus,paracumprir
os mandame ntos do S enhor. O grande pr ojeto de vida deles
eraa obediência. Eles que riam reforma devida!
Em terceiro lugar,a proibição docasam ento misto(10.30).
O princípio espiritual ra
t tado aqui é lealdade aDeus. Essas
uniões mistas com st erangeiros pagãos era condenada pela
lei (Ex 34.12-16), mas era permitida quando o estrangeiro
era convertido a Deus. Como já destacamos, Rute, sendo
moabita, casou-secom Boa z etornou-semembro dafamília
genea lógica do Messias. O casamento misto, porém, pode
produzir conflitos conjugais, desmoronamento do lar
como umaeducação deficientedos filhos 1 ( 3.23-
29).
O motivo, portanto, para proibirem o casamento misto
não era racial, mas espiritual.A questãonão erapreconceito
racial, mas pure za doutrinária.A mistura decredos leva ria
ao afrouxamento das relações com Deus.135Os casamentos
mistos foram aporta daapostasiaem muitas ocasiões navida
do pov o. Muitos casamentos mistos eram feitos também por
vantagens financeiras. A ascensão social era uma tentação
naqueles dias difíceis e o casamento misto ofereci
escadaatraente.136Paul Fres ton afirma que o casa mento
com vizinhos pagãos no etmpo de Neemias, era um meio
de)subi
29 r soci
e Ma alme
laqui nte.1
as (Ml 37Esd
1ra6)
2.10- s (Ed9.1-3),
confrontaraNeemia
m esse sprobl
(13.ema
23-
de forma firme depois do cativeiro babilónico.
O casamento mistosemprefoi um problema na história
do povo de Deus. O dilúvio foi provocado, quando os
filhos de Deus se casaram com sa filhas dos homens, ou
seja, quando houve cas amentos entre aqueles queserviam
a Deus
tarde com
, qua ndoaqu
o eles
povoqude
e nã
IsroaelOent
serrvi
ouam
na(Gn
Terra6.1-
Pro3).
meMa is,
tida
o cas amento misto foi uma das causas da apostasia
espiritual da nação, desaguando no cativeiro babilónico
(Êx 34.16). Esse problema estava presente também no
primeiro século da Igreja, o que levou o apósto lo Paulo
a posicionar-se firmemente contraessa prática (2Co 6.14-
17). O casamento misto ainda hoje é um grandeproblema.
Com respeito ao casamento misto há três possibilidades:
1) o cônjuge incrédul o não se converter; 2) o cônjuge
incrédulo converter-se; 3) o cônjuge crente afastar-se da
igreja. Setenta e cinco por cento dos ca samentos mist os
tornam- se experiênci
as amargas parao cônjuge crente. Você
teria coragem de pegar um vôo para determi nadodesti no
sabendo que naquel a rota 75%dos vôo s estão caindo? Você
se aventuraria num casamento mist o, sabend o que75%
por cento deles estão naufragando ou enfrentando sérios
problemas?
Os
Crei jovens
o que todopreci samcre
oj vem sentacautelar
e pre nes
sarváre
cisaobse ar aalguns
vital da
pevida.
as ctos
antes dedizer sim no altar. A pessoacom quemvai secasar
já nasceu de novo? E uma pessoaque tem caráter aprovado?
Ela possui valores familiares sólidos? E uma pessoa que
respe ita os pais? Ela respe ita você? Essa pessoa ama você
e demonstra isso em palavras e atitudes? eus S pa is apóiam
ess
e relaci
oname
testificam nto? As pessoas
positivamente que desse
acerca companh
a am você
relacionamento
Em quarto lugar, a obse a do Senho(10.31).
rvância do di r
O princípio espiritual tratado aqui éacerca do uso do
tempo, bem como do per igo da ganânci a e do vício do
traba
lho. A quebra do sábado era profanação da religião.
Muitos evangélicos atual
mentera tnsgrid
em essaboa norma,
comprando e vendendo no domingo,o dia do Senhor,o
nosso sáb ado cristão.138Os comerciantes defora co locaram
em riscoo povo de Deus e mais tarde lees acaba ram ca indo
nessa cilada (13. 15-22). Deus instituiu um dia para o
descanso. Um dia parao homem cessar suas atividade s de
compra r e vender evoltar-se paraEle em adoração. Nesse
dia, nenhum tra balho deve ser feito. E o dia do Senhor. A
quebrado sá
bado era profanação da religião. O domingo é
o dia do de scanso do pov
o de Deus. O sábado é o mem orial
da criação. O domingo éo memorial daressurre ição. Os
teólogos deWestminster assim escreveram sobre auarda
g
do dia do Senhor:
Este sábado é santifi
cado ao Senho
r quando os homens,
tendo
devidamente preparadoo coração e de antemão enad
ord o os se
us
negócios ordinários, não só guardam
, durante tod
o o dia, um
santo descan
so das su
as obra
s, suas palavras e seus pensamentos a
respeito deeus emprego
s secul
ares ede sua
s recreações,
mas tamb
ém
ocupam todo o tempo em exercícios públicos e particulares de cul
e nos deveres de necess
idade ede miseri
córdia (Ê
x 16.23-26,29,30;
31.15,16; Is 58.13).139

Um dos sinais detodo reavivamento na História é a


volta à observância do dia do Senhor. Nesse dia não se
deve comprar nem vender . Não se deve neg ociar nem
buscar lucros. Hoje, porém, o comé rcio está abrindo, aos
doming
o tra os, qua
balho oscre
ntontesestã
soatividade
outra busca ndo
s ano diHoje
fins. a do os
Senho
crerntes
tantjá
o
nãose prepara m mais para o adido Senhor. Nossas festasde
entreteni
mento e confraterni zação avançamna madruga da
do sábado e entram nodia do Senhor eaí as pessoas pref erem
dormir a ir à Casade Deus. Não busca mos mais o Senhor
em prime iro lugar. A busca do ul croou do lazer em vez da
busca daapiq
essaport eue
dade pode
come ça aserseum grande
culariz aço
l giespi
ação da rejari
. tual.E por
Em quinto lugar, a observância do anoabá s tico(10.31b).
O princí pio espiritual tratado aqui fala da ansieda de pelo
futuro e da confiançaem Deus (Êx 23.11;Lv 25.4- 7,20-
22; Dt 15.1-11). O ano sa bático era o ano dedescanso
da terra e o ano do ubileu,
j o ano do perdão das dívidas.
O povo precisava compree
nder que terra
a é de Deus. O
povo deveri
a aprenderueq nós somos apena s mordomos.
O propósito de Deus nã
o era apenas de mordomia, mas
também de confiança na providência divina, ao mesmo

tem po se
Em em xtoque pro
a teg
lugar, iarvâ
obse o nc
po
iavodas
daofe
ganância. a manutenção
rtaspara
do culto (10.32- 34). O princípio aqui é o uso do dinhe iro
e a importânci a do cul to público. Eles deviam prover a
Casade Deus detodos os lem e entos do cul to: os pães, os
holocaustos, a lenha . Os sacerdotes e os levitas não apenas
cobraram do povo, eles també m com lega ria e sacrifício
ofertaramque
quelogo para
caegma
h aranu
m tenção
do cativda
eiro,Casa de Deus.
ao enfrenta r aLem bram
oposi ção,
desistiram deinvestir na Ca sa de Deus. Construíam casas
apaineladas ea Casade Deus foi abando nada.
Precisamos ter prazer comoDavi de dar o nosso lhor me
paraa Casa de Deus. Era uma ob rigação de ca da judeu
sustent ar a Casade Deus paraque os sa cerdotes, levitas,
cantores e porteiros fossemsustent ados e não precisassem
lavrar a terra. Vemos hoje uma tendênci a preocup ante na
Igreja evangélicabrasileira: o incentivo aos pastores paratere m
o seu trabalho secular e nao dependere m financei ramente
da igreja. O apóstolo Paulo diz queaqueles quepreg am o
evangelho devem viver do evangelho (ICo 9.14). Ele diz
ainda que qaueles que eme s iam as cousa s espirituais, podem
recolher bens materiais daqueles paraquem ministram (ICo
9.11). Prossegueo apóstolo e diz: “Não sa beis vós queos que
prestam serviços sa grados do próprio templo se alimentam?
E quem serve ao altar do al tar tira o seu sustento ?” (ICo
9.13).O princí pio bíblico é claro: o tra balhador é digno
do seu salário (lTm 5.18). O ministério exige dedicação
integral. O soldado de Cristo não pode distrair-se com os
negócios deste mundo(2Tm 2.4). Aquele quelança m
ão
no arado do ministério não pode olharem outra s direções.
Os obreiros devem rda o melhor desi eas igre jas, por outro
lado, devem pagar aos se us obreiros um sa lário digno.
Em sétimo lugar,a observância dos dízimos(10.35-39). O
dízimo é primícia e não sobra(10.35,36). O dízimo precisa
ser tra
zido à Casade Deus enão administrado pelo ofertante
(10.35). O dízimo deveria ser recebidopelos levitas (10.37) ,
pois cabia a eles a administração dos dízimos (10.39). O
dízimo pre cisaser administradocom tra nsparência (10.38) .
Os levitas precisavam ser tambémdizimistas (10.38). Rete r
o díezxílio,
do imo oé Templ
desampa
o, ra r a rCasa
mui demDeus
f eqüente (10.3um
ente, fora 9). Antes
mero
talismã, e seus cult os bem -freqüentados, um calmante para
a consciênci a (Jr 7.4). Agoraa tenta ção erainversa: ressentir-
se do esforçoe da de spesadaqui lo tudo.140
Paul Freston diz que , tomadas em conjunto, essas medidas
abrange m pelo menos as seguintes áreas davida: prioridades
e lealda
tempo , des (a que
a ganância estão dos
o vício doca
satraba
ment os (o
lho misto
usos)do
; o sá
usodo);
ba doa
ansiedade pelo futuroe a confiançaem Deus (oano sabático
e os dízimos eprimícias); o uso do dinheiroe a importânci a
do cultopúblico (o m i postopara o templo). O elo que une
todas essas medidas éo econômico. Assim, busca vam-se
casamentos socialmente vantajosos compagãos; tratava-se
o sábado como qualquer outro dia, pois iss
o aum entava os
“dias úteis”; pl
antava-se a terratodos os n aos, pois assim
aume ntava o estoquedegrãos pelo mesmo fator; sonegavam-
se os impostos paraa manutençãodo cul to religioso, pois
esteera muito dispe ndioso. O arrependimento, commuito
mais freqüência do que egralmente pensa mos é econômico,
pois o ec onômico expre ssa concret amente os valores da
vida.141
Que “aliança fiel” a igreja veangélica deveria ssua mir
com Deus hoje?
Quais as implicações de uma aliança com Deus? O
conheci mento da Palavra deve nos evar
l aum compromisso
de aliança com D eus ea uma erforma espiritual. Estapode
ser lideradapor pouco s, mas deve ter a parti cipação de
todos.
Os noss os compromissos com Deus nã o devem ser
apena s gerais, mas também,e sobretudo, emáreas específicas
como santificação, casamento, dia do Senhor,contribuição
e adoraçã
o.

N otas d o cap í t ul o 15

, Cyril .JNeemias ea dinâmica da liderança eficaz, p.


134 BARBER 124.

135 MESQUITA, AntonioNeves de.Estudo nos livros de Crônicas, Esdras, Neemias eEster,
p. 282-283.

136 KIDNER,Derek.EsdraseNeemias, p. 127.

137 FRESTON, Paul.Neemias: Umprofissional a serviço do Reino, p. 83.


138 MESQUITA, AntonioNeves de.Estudo nos livros de Crônicas, Esdras, Neemias e Ester,
p. 283.

139 A Confissão deFédeWestminster. São Paulo: CulturaCristã,2003, p. 178-179.

140 KIDNER, Derek.Esdras eNeemias, p. 128.


141 FRESTON, Paul.Neemias: Umprofissional a serviço do Reino, p. 83-84.
A ocupação da
cidade de Deus
(Neemias 11.1-36)

À guisa d e introdução , três coisas


devem ser aqui enfatizadas:
Primeira,a consolidação da obrafeita.
A obra de Deus não é feita apenas dos
momentos solene s, onde a multidão
se reúne arap estudar aPalavra, orar e
adorar. Essa obrapreci sa ser consolidada
no dia-a-dia. Sem umabase forte, tudo
o mais entra em colapso.
Segunda,a permanência da obra
realizada.A restauração não é uma coi sa
fácil. Os muros tinham sido eva l ntados,
as portas estabe lecidas, os inimigos
vencidos, a justiça social restabelecida,
um despertamento espiritual iniciado
uma aliança
Contudo com?eDus
, e agora Quahavi
ndoa sido feita
acabar a.
festada celebração, na rotina do dia-a-dia, o que fazerp
garantir a permanênci a dessaobra?
Terceira, aspessoa
s são mais importantes do que a estrsUL
A cidade foi reconstruída, mas onde está o povo? A reforma
foi feita, mas onde colocar sa pessoa
s?Jerusalém of i arrancaia
dos esco mbros, mas o que afz a cidade:o povo ou as peas:
Jerusalém não pode ser um elefante branco. As pessoasáo
mais importantes doque a estrutura ísi f ca. Como povoara
cidade de erus
J além? C omo ocupar opaís que fora edsolado?
Como recomeçar depois detantos anos de ca tiveiro?

Por que é important e po voar a cidade de Deus?


Neemi as destaca algumas razo es pelas quais o povoa
mento da cidadede Jerusalém era importante:
Em primeirolugar,porqueJerusal ém é a cidadequeh
escolheu para ali colocar o seu nomeerusalém
J. é a id cade
santa porque D eus habita nela; porqueela es separou
pira

Deus;
el porq
a é comi sue ela conh
sionada r ece
po Deusavontade
para ser luzdepara
eDus;saponarqçjióca
Aquele povo tinha consciência de suas raízes e onde deveria
se estabe
lecer. Eles eram o pov o escolhido de Deus, w
nação de sacerdotes.O futuro de Israel estavaagorasem uas
mãos. Toda a semente sant a deveria ter escolhido moraria,
mas ao contrário, elesdeclinaram.
Em segundo
Jerusalém porgrande
lugar,do
é a cidade que havia
Rei,exig
é aências mais
cidade de Drí
eugs,à,
um símbolo da Igreja. A Igreja éa Nova Jerusalém. Aqiieltí
que nã o querem ers santos sentem- se de k
sconfortáveis
habitar na cidadede Deus. Os perversos nã o prevalecá
na congregação dosjustos.
porqueJerusalém era o lugar mais visi
Em terceiro lugar,
e odiado pelos g
entios.Mo
rar em Jerusalém er
a “perigoso,
Seus vizinhos sem pre procuravam ataca r a cidade. Mui
freqüen tement e, as pessoasse acovardam enão queremes
expor. êTm me do de perse guição. Medo de pers eguição
manteve muitos fora da cidade . Eles não atentaram para
o fato especial da proteção de Deus (Is 33. 20; Sl 46.4,5).
Muitos crentesinda a hoje têmmedo do diabo e de seus
ataque s. A maneira deenfrentarssea guerra na o é fugindo,
mas enfrentandoo inimigo. A luta é renhida, mas avitória é
certa. Deus na o nos pro meteu ausência de luta, mas vitória
certa;nao caminhadafácil, mas cheg adasegura. Semsombra
de dúvida,o arsenal mais pesado doinimigo é usado contra
aqueles que m ais resi
stem o seureino de tre vas. Não são
nos prostíbulos, nos botequins,nos cassinos, nas boates,
nemno cinemapornográfico queo diabo usasuas ciladas
mais peri gosas. O diabo não preci sa usar suas armas contra
aqueles queáj estão em suas mãos. E contra aIgreja que o
diabo e suas hord as mais seagitam. Entre sahistórias das
“milíndia.
da e uma noi
tes”
Enorme ,rocha
enco
nma
tragnéti
moscaade Sin
desta dbad
ca nos meio
va-se no ares
das águas tranqüilas com aspecto inocente, sem oferecer
perigo. Mas quando o navio de Sindbad es aproximou dela,
a poderosa orça
f magnéti ca de questava e impregnada a
rochaarranco u todos os pre gos e cavilhas que ma ntinham
unida a estruturado barco.Desfeito em pedaços,condenou
à
emmorte
ação. osque
Prec ne
isa le viajavam.
mos As sforç
estaratento as dident
para o maificá-
l continua
las, dom
contrário sofreremos sérios dano s.142
Em quarto lugar, porque morar fora de Jerusalém era
economicamente mais vant ajoso. A cidade estava debilitada
e o comércio fragilizado; faltava dinheiro. No inter ior,
estari
am aparentemente mais seg uros epoderiam ser mais
prósperos. Estamos em grande pe
rigo quandobusca
mos
o lucromais do que a obediência. Ló foi seduzido pelas
campinas verdes do Jordão. Para lá ele levou suafamília e
em Sodoma sofreu duros gol pes eali perdeuseus be ns, sua
mulher esuapaz.

Quais foram os meios par a repo voar a cidade de Deus?


Neemias cita trêsmeios básicos:
Em primeiro lugar,os líderes de
ram exemplo(11.1). Os
líderes, morandoem Jerusa lém, eram um convite e um
encorajamento paraos outros.O exemplo vale mais do que
leis, ou palavra
a liderança ts. Se
em quisrerm
deesta naosrevere.a Em
f nt Cidade deDeus tã
Jerusalém che
o ios
es a,
tronos da justiça, os tronos daCasa de Davi (Sl 122.5).
Dela emana a lei deDeus. Calvino disse que o púlpito é o
trono de onde Deus governao Seu povo.143Jerusalém éum
símbolo da Igreja.
Em segundolugar,algunsse ofereceram voluntariamente
para hab
pessoais itar
Jerusalé
pelo bem mda
(11.2coleti
). Elvesidade
abri.ram
Elemao
s sãde
o vant
agens
abneg
ados
porquetêm avisão do Rei no de Deus. Não buscamapenas
intere
sses pes soais, pois têm co nsciência de que ãso um
corpo. Semelhantemente, eles busca m Jerusalém rque
po
lá está a Casa deDeus. Eles entendem que comunhão
com Deus é mais importante doque prosperidade. A
pi
o eapóstolo
dade com con
Paulo t(lTm
entamento
6.6). éComo
grande ofemos,
diss nte deLó
lucro,
buscdiz
ou
prosperidade em oSdoma e lá perdeueus testemunho , seus
bens esuafamília. As vantagens do mund o sao pura perda.
Neemias menci onou algumas pessoas quevieram m orar
em Jerusa lém por amor mais do quepor dever. Elas vieram
por patriotismo, por isso foram consi deradas benditas.
Renunciaram sua
s vant
agens, segurançae prosperi
dade,
visto que nesse tempo Jerusalém era alvo de complôs e
ataques dos inimigos.
Em terceiro lugar, algunsvieram porqueforam chamados
irresistivelmente pelo lançamento desortes(11.1b). O lançar
de sorte s mostra suasubm issão à vontade doSenhor (Pv
16.33).144A cidade stava e reconstruída, mas estavavazia
(7.4). A cidade tinha de ser habitada por judeus genu
Os muros tinham sido levantados. Agora a cidade t
estrutura , mas não tinha gente.Havia muito espaço vazio.
E assim na igrejahoje també m. Deus tem muito povona
cidadeenquanto há ainda muitos bancos va zios na igreja.
Preci samos sai r pelas ruas da dade
ci eencher a Casa do
Senhor. Ainda há lugar!

Quem fez parte do repovoam ento da cidade de Deus?


Neemias de
stacatrês grupos distintos que re
povoaram a
cidade deJerusa
lém:

os Em primeiro
de Isra el são delugar,
o re
fato mane
isra e fiel.Nem
scentNem
elitas. todas todos
as tribos
foram congre gadas nem das to sa pessoa s das duas ritbos
remanesce ntes vierampara repovoar o paí s e a cidade de
Jerusalém. As dez tribos do Norte foram levadas cativas pela
Assíria e não mais voltaram. Os que ficaram, se misturaram
com outros povos,tornando-se um povo misto, chamado
samari
Mas tano.
da Ostri
s doze sa
bma
os,ridua
tano
s stornara
fizeram oposiçã
m-se omanesce
o re à obrante.
deDeus .
Aqui
estáa linhagem de Davi, a linhagem do Messias. Deus nunca
deixou depres ervar o Seu povo. O remanesce nte jamais será
destruído . Com essas duas tribos, Benjamim eJudá,o povo
da promessa prosseguiu até a vinda de Cri sto.
Em segundo lugar, opovoconduzidopor sua lideranç a. Os
líderes estão à frente na aliança e agora no repovoamento
(11.3,4a). A população não era uma massaamorfa, mas,
sim, uma sociedade ordenada, conforme era apropriado
para o povo da “cidadesanta” (11.1,13).145O povosempre
está disposto a seguir seus líderes quando esses tomam a
decisão de andar com eus D . Neemias adotou um isstem a
de governo desce ntralizado, mesmo na contramão de todo
modelo vigente naquela época.
O povo estásendo desafiado a resgatar suacredi bilidade
diante de Deus e dos homens. Há aqui um princípio
básico: o sent
imento de pertence r. Cadaum se sente parte
doNetodo.
emias cita primeiro as famílias de Judá 1 ( 1.4b-6).
Judá é uma tribo grande, enquanto Benjamim é uma
tribo pequena. Essas pessoas eram acbeças defamílias. Elas
representavamseus descendentes. Elas estão dandorumo
espiritual aos seus filhos.Embora os de Judá fossem menos
em núme ro, ou seja, 468 (11.6), eles eram mais valentes,
prepa
em caradosdepara
so a ob
ataque.rNão
a e maistahábei
bas s para
morar pro
naci teger
dade, é apre
ci
dade
ciso
protegê-la.
Depois, ele cita as famílias de Benjamim 1 ( 1.7-9). Os
benjamitas era m conheci dos por suabravura selvagem e
coragem na guerra (Gn 49.27; lCr 8.40). Cada homem
tem jurisdição sobreo seu próprio grupo. Esses nomes
meEm
ncionado s são ca
terceiro be
osçaobre
lugar,s de famída
iros lias.
Casa deDeusO . cultoé
o centrodavida do povo de Deus. O fim principal danossa
vida églorificar a Deus, por isso o culto deve ser o centro da
nossa vida. E conhecida posiçã
a o deJohn Piper qua ndo diz
que d aoração e não missões éa ocupa ção principal da igreja,
porqueDeus, e não o homem, é o centrode todas as coisas.
O propósito de missões é que os povos adorem o Deus
vivo, que está assentado no trono do universo. A. W. Tozer
diz que aIgreja de ve ma nter em pleno foco a majestade
de Deus em todo culto.146John Frame, escrevendo sobr e
adoração, afirma:
Porque D
eus équem dizque é, a adoração deve se
r teocêntr
ica. Nós
adoramos a Deus porque Ele supremamente merece ser adorado e
desejaser adorado
. Nós adoramospara agradar aDeus e não anós
mesmos. Nesse sentido, adoraçã
o é vertical
, focada em Deus. Não
devemos adorar para sermos entretidos ou para melhorar a nossa
auto-estima, mas para honrar nosso Senho
r que nos cri
ou e nos
redimiu.147

Há um dest aque sepeci al a alguma s categorias no


povoamento da cidadede Deus.
Primeiro,os sacerdotes 1
( 1.10-
14). Eles ensinam a lei,
oram pelo povo e representam o povodiante de Deus. A
Palavra
de Deus pre cisaser proclamada. Jerusal
ém nã o pode
ficar se
centra lm
naos
vidasacerdot
do es.o O
pov detempl
Deus.oOs
e osacculto etêm
erdot cum
s pre isalug
vamar
ter dedicação exclusiva para o trabalho do Senhor (At 6.4) .
Segundo, os levitas (11.15-18). Muito do trabalho dos
levitas era ensin ar a Palavrade Deus em todo o território.
Por isso,eles foram espalhados por to do o território de
Israel (11.1). E precisotrabal har em Jerusa lém etambém
fora dela (11.16; At 1.8). Eles cuidavam de todos so
aspectos daCasade Deus. Eles recolhiam osdízimos e os
repa rtiam. Eles eram os diáconos do templo. Aqueles que
cuidam do sustento da obrade Deus são tão importantes
e necessários qua nto aqueles que stã
e o na ilnha de frente,
através daoração e do ministério da Palavra (At 6.4). Ainda
hoje a obra missionária é feita com aparticipação efetiva
de toda a igreja. Uns oram, outros contribuem,e outros
saem a pregar aqui, ali e além fronteira. Unsdescem, outros
seguram a co rda.
Terceiro,os porteiros 1
( 1.19). Eles têm a incumbênci a
de guardar e vigiar acidade. Havia o pe rigode comércio
no dia do Senhor e de invasão dos inimigos (At 20.29,30).
Precisamos vigiar pa ra que o obo l não entre e paraque o
diabo não semeie o seu joio no meio do trigal de Deus.
Quarto,os servidores do etmplo11. ( 21). Eles eram
encarregados de serviços g erais. No corpo áh diferentes
membros, mas todos êtm dons eministéri os. Aqueles que
cuconheci
reidam me da
s nto.
depend
Neeências nã
mias daoCasa
os dedeDeus
ixou mere
de fora.cemnosso
Quinto,os cantores (11.22).A música sempre foi muito
valorizada pelo povo de Deus. Leslie Flynn considera
a música a linguag em da alma.148 Os ca ntores faziam
parte os d el vitas. Eles tinham de dicação exclusiva nesse
ministério. O louvor é algo importante.Os cantores tinham
um bom
conduz ouv
ir os ido
sa e uma
lmos. boa
Eram osvoz. Elesreesram
conduto do escolhidpe
culto, osssoa
para
s
especiali
zadas. A música na Bíblia tem lugar fundam ental
(SI 40.3; Ef 5.19, 20; Ap 4-5). A música exerceu um
papel uf ndamental na Reforma do sé culo 16, nos g randes
reavivamentos históricos.Ainda hoje, a música exerce um
papel dealto valor naevangelização, ensinoe edificação do
povo de Deus.
Como deve ser o repovoamento da cidade de Deus?
Neemias destaca dois princípios importantes no
repovoamento da cidade deJerusa lém:
Em primeiro lugar,o repovo
amento deJerusalém não pode
ser concentrador(11.
25-36). O crescimento de Jerusalém
precisapassar por umaquestão de equilíbrio. Podem existir
dois extremos: O primeiro, é não quererestarem Jerusa lém;
o segundo, é só querer estarem Jerusa lém. O crescimento
não pode ser apena s concentr ador. Primeiro se fortalece a
ba
O se , mas
crescimdepoisde
ento épreciso habitaronã
Jerusalém todo
podeoseterrit
óriodetri
r em (Jsm13.1).
ento
de todo o territ ório de Israel. Neemias de scre
veu oslugares
onde se estabe leceram as tribos deJudá (11.25-30) e de
Benjamim (11.31- 35). Também tratou datransferência de
levitas deJudá para Benjamim (11.36) .
Em segundo lugar,o repovo amento deJerusalém precisa
ser feitocui
Existe com
dadode
pcom
endência
a cide De
dade, us eplane
com o jame
pnto
temlo ehum ano.o
com
culto; existeo princípio da liderança; existea preocupação
com a segurança dacidade; existe pl anejament o parao
repovoamento da cidadee da nação; existe o cui dadocom
a fiscalização (11.24). O próprio rei persaestabe leceu uma
pessoa parajulgar e delibera r entre ho
mem e homem, entre
os príncipes eo povo . Petaías deve ter sido uma espécie de
fiscal de erndaem Israel (11.24).
Concluindo, este capítulo nos fala sobre a diversidade
e unidadedo povode Deus. Primeiro,diversidadedopovo:
localidade, ocupação e ministérios. Segundo,unidade do
povo-, deraça, de fé, de relacionamento, de propósito. Quais
são os de veres deco rrentesdessadiversidade eunidade?
Contentam ento de cada um em sua posição; mútua estima
e afeição; mútua ajuda eação conjunta.
N otas d o cap ít ul o 16

142 LOPES, Herna


ndesDias.Marcadopara vencer. São Paulo:Candei
a, 1999, p. 16.
143 Ibidem.A importância dapregação expositivapara o crescimento da Igreja, p. 50.

144 BARBER, Cyril


J.Neemias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 133.
145 KIDNER, Derek.Esdras eNeemias, p. 129.
146FLYNN, LeslieWors
B. hip: together wecelebrate.Wheaton, Illinois: Victor Books, 198
3,
p. 23.

147 FRAME, John M.


Contem
porar p music.Phillipsbiug
y worshi , NJ: P&R Publis
hing, 1997,
p. 15.

148 FLYNN, LeslieB.Worship:together wecelebrate,p. 76.


A importância do
louvor na vida do
povo de Deus
(Neemias 12.1-47)

No ano 444 A.C., Neemias levantou

osmuro
o muros de
de Jerusa
Berlim.lém; em 1989,
O muro caiu
deBerl
im
era um símbolo de separação e morte;
o muro de Jerusa lém era símbolo de
proteção, união e vida. Os muros
representav
am a unidade deJerusalém:
erauma só cidade e um sóovo.1
p 49

naUma
dedicag
rçã
ande efstamu
o dos espi
rosritua
del Jerusa
aconteceu
lém.
Aquela inauguração foi celebrada com
muita música. A música éa arte docéu,
a rainha das artes, a linguag em da lma a .
A música é universal, transcendental,
atempo ral e eterna. A músic a é umveículo
de comunicação anterior àpalavra. Davi
afirmou que oscéus pro clamam a glória
de Deus eo firmamento anuncia as obra s das Suas mãos.
Os céus ce lebra m uma m úsica que atinge osouvidos e os
olhos. Amúsicaé umadas força s mais poderosa s do mundo .
O ritmo interfere em nossaestruturaus mcular, altera nosso
batimento cardíac o, nossavelocidade de marchaou nosso
sistema respiratório. A melodia interferepoderosamente nas
emoções epode el var pessoa s da al egria às lágrimas ou da
euforia à calma em poucos nst i antes. A harmonia interf ere
no esforço intelect ual do uovinte para apreciar a música.
A música é um instrumento de comunicação do homem
com
atravésDeus
dosecânti
de Deus com ofala
cos e Deus homeaom.home
O home
m por m in
fala a édi
term Deus
o
da música. A música é veículo de mão dupla. Por ela,
louvamos a Deus etambém pro clamamos a mensag em de
Deus aos homens.
Há dois tipos dist
intos de música: Primeiro, a música
como impressão. Ela visa a despertar um sentimento e não
comunicar nouma
Agostinho, seume nsag
livro em. Ela éadmi
Confissões,umtiufimque
emquasindo
mesma a.
música osensi bilizavamais do quesaletrasue q se cantavam,
tinha a clara sensação de que havia peca do. Segundo, a
música como expressã o. Esta éserva da ensagm em enão
substituto dela. Lutero dizia que amúsica deve ser sermão
em sons.
Algumas lições importantes podemos tirar à guisa de
introdução:
Em primeiro lugar,devemos celebrar louvore s a Deuspelas
nossas vitórias 1
( 2.27). Jerusalém viveu mais de cem anos
debaixo de escombr os. Agora a cidadefoi restaurada, os
muros foram reconstruídos e o povocelebrou com grande
e intensoúbiloj essa conquista. Precisamos celebrar com
grande júbilo as nossa
s conquist
as. A vida cristã deve
pare cer mais com uma estaf de ca samento do que co m um
enterro. A música marcaas grandes lebra ce ções evitórias do
povode Deus. Miriam ca ntou depois datravessiado ma r
Vermelho. Davi cantou ao trazer a Arca da Aliança para
Jerusalém. Tiago diz: “Está alguém alegre? Cante louvores”
(Tg 5.13).
Em segundolugar,devemos eclebrar louvor es a Deus ocm
união entre os irmãos(12.27-29,43). Todos os sacerdotes,
levitas ecantores, deveriam vir, de todos oslugares, paraa
grande ce lebração. A liderança unida tro uxe alegria entre
todo
grandeo ca
pousa
vo (12.43). aA eunião
de alegri do povo
um símbol de
Deusa,. já
o de vitóri é uma
Naquela
festaos líderes e todo o povocelebraram ao Senhor. Onde
há união entre o povode Deus, ali o Senhor ordenaa Sua
bênção e a vida parasempre. Não há adoração vertical
sem comunhão horizontal.Nao podemos cultuar a Deus
de forma sincera se não amarmos os rmã i os de forma
verdadeira.
Em terce Onde
iro lugfalta
ar,decomunhão, inexiste
vemos celebr adoração.
ar louvores a Deus o cm
grande al egria (12.27,43). A alegria é uma das marcas
distintivas do pov o de Deus. A alegria do Senhor é a nossa
força (Ne 8.10) . As celebrações od povo de Deus pre cisam
ser festivas e cheias de grande júbilo. O evang elho que
abraçamos é boa-nova de grande leg a ria. O Reino de Deus
queestáem nós éalegria. O frutodo Espírito Santo é alegria.
A ordem de Deus para a Igreja é: “alegrai-vos!”. A música
foi e é usada para elebra
c r os g randes vento
e s da História.
Os anjos cantara m alegremente quando Deus lançou os
fundamentos da terra (Jó 38.7). Os anjos cobriramo céu
paracelebra r majestosamente o nasci mento de Jesus (Lc
2.14). A descidado Espí rito Santo no Pentecoste s foi com
um som como de vento impetuoso (At 2.1-4). A segunda
vinda de Cristo será acompanhada pelo soar da trombeta
de Deus (lTs 4.16). A músicaserá o próprioclima do céu
(Ap 5.5-13).
Em quarto lugar, devemos celebrar louvores a Deus o cm
vida pura(12.30). Os sacerdotes e os levitasse purificaram
e purificaram o povo . Devemos cheg ar diante deDeus com
vidas limpas e levantar mãos santas. Jamais poderá haver
louvor e adoração se não houver dedicaçã o de vidas ao
Senhor. Somosuma na ção de levitas esacerdotes chamados
para a adoração (IPe 2.9). Joao de Souza Filho, tratando
destemagno assunt o, escreve:
O louvor faz parteda restauração do pov
o de Deus. Ele é praticado
não porque é boni
to e nos az
f bem;nem porque oc
upa um lugar
no
cultoa Deus, ou porque serve
para atr
air as pessoas. O louvor é fr
uto
de vidas cons
agradas. É a expressão viva do próprio Espírito de eu
Ds
pelos lábios de seu povo.1,()

comEm ordequinto lugar,


m e arte(12. 8de vemos
27,3e6,
,9,24, cle4brar
2) louvor
. Os es a era
levitas De
mus
encarregados de celebrar. Dentre eles havia os ca ntores,
os instrumentistas, os composi tores, bem como o regente.
Tudo é feito com arte ecom ordem. Os netofatitas(12.28)
eram os compositores. A palavra netofatitasignifica
gotejante ou destilar como gotas deorvalho.1,1Isso signif ica
falar por inspiruma
Eles tinham ação.gra
Eles era
nde com os
ntri
buipoetas
, osrecompo
ção na stauraçsãit
oore s.
do
louvor nacasa de Deus.
Em sexto lugar,devemos eclebrar louvor es a Deus ocm a
fidelidade das nossas ofertas 12.44-
( 47). Há uma conexão
entre os lábios e o bolso. Louvam os a Deus com os n ossos
lábios e honram os a Deus com as primícias detoda a nossa
renda. A Palavra de Deus nos rdena
o a honrar oa Senhor
com sa primícias detoda a nossarenda (Pv 9). 3. O profeta
Malaquias no s exorta a voltarm
o-nos paraDeus antes de
trazermos osdízimos àCasa doTesouro (M13.6-12).Quando
o coração se volta para Deus, o bolso naturalmente abre-se
com libera lidade. Quemama a Deus, dá com alegria.
Qual é o caminho a percorre r para o perfeito louvor
e adoração? O caminho percorri do pelos coros, pe los
instrumentistas e pelos músicos sugere-nos muitas
espirituais. Subscrevemos apreciosainterpretaçã
o do liustre
escrit
or João A. de SouzaFilho acercado significado dessas
portas e torres.152Vejamos:

A Porta do Monturo (12.31) - Queb rantame nto


Os grupos delouvor e adoração começama caminhada
sobreos muros pela Porta do Monturo.Monturo no
hebraico signi
fica ruínas, lugar onde esamontoam oslixos
da cidade, conhecidocomo o Vale dos filhos deHinom.
Os conde
atirados aonamo
dosnturo
à mort
, beemna cruz,sode
assim anipois
maisde mort
mortos.os, eram
A Porta
do Monturo era uma sepécie deforno cremató rio.153
Espiritualme nte, este texto fala da miséria odhomem.
Somos pe cadores, precisamos nos humi lhar. Antes de
louvarmos aDeus, temos depassar pela Po rtado Monturo,
do que brantamento, da humilhação, da convicção de
pec
pó aedo, da
preci confissda
samos ão.miEsericó
ali rque reconhece
dia de Deus. mos que
E ali o lusom
gar os
do
exame, onde de spojamos-nos dequalq uer pretensavaidade
e nos humi lhamos sob apoderosa mão de Deus. É alique
somos confrontados co m o ma l quehá em nós.E ali que
podemos proclamar como Davi: “Deus tirou-me de um
poço deperdição, de um treme dal delama[...] e me pôs nos
lábios u
m novo cânti
co...” (SI 42.2,
3).
A Porta da Fo nte (12.37) - Novo nascime nto
Esta porta co m o se u muro dava para o jardim do
rei, pertodo açude ed Selá que nós conhece mos como o
Tanque deSiloé.154A fonte éum u l gar onde aágua brota,
é um manancial. Deus é esse manancial. O próprio Deus
proclamou ao Seu povo: “A mim me deixaram, o mana ncial
de águas vivas” (Jr 2.13). Jesus Cri
sto disse: “A água queeu
lhe der será nele umafonte” (J o 4.14). Depois daPortado
Monturo, passamos pela Portada Fonte,a porta do novo
nascimento.1”

Essa
água daévida
a porta onodeque
. Todo be
bvem
emosaconstantem
Jerusalém,ente de
aJesus,
à igrej , precisaa
experimentar novo o nascimento, precisa beber deJesus e
ter essa fonte jorrando em si me smo (Jo 7.37,38). Jesus
disse: “Quem não nascer daágua e do Espírito, não pode
entrar no Rein o de Deus” (Jo 3.5). Nenhum músico e
nenhum ado rador pode star
e di ante de Deus sempassar
por esse
Espíri portal.reDeus
to Santo presentéaaos
fonte,
rios Cri
deságua
to éviva
a água
quedalue
fvida
m doeo
interio
r. Quando essa fonte jorrarde dentrodevocê, então,
o louvor brotaráde se u coração e se esparram arápelos seus
lábios.

A Porta das Águas (12. 37) - Enchim ento do Espírito


Enqua nto a Porta da Fonte fala do lugar onde brotam
águas,a Porta das Águas fala das correntes que evam
l aos
mananciais das águas. Não é uma ont f e de onde em ana
água,mas um lugar deguas á co rrentes.156Ess
e é um símbolo
do enchi mento do Espíri to Santo. A Portadas Águas tem
a vercom o nechimento constantedo Espírito na vida do
cristão.157E vital que to
dos os dias nos banhemos nas águas
que correm do trono de Deus, antes de nos co
locarmos
diante Dele em adoração e louvor. As pessoas queministram
e celebra
m o ol uvor precisam deix ar aquina Portadas Águas
tudo o que écarnal etoda motivação egoísta e busca r a
plenitude do Espírito Santo.
Em 1997, tive o privilégio de visitara Igreja Presbiteria
na
de Onuri, em Seul, na Coréia od Sul. E umaigreja com mais
de dezoito mil membros.Parti cipei de um cult o dos jovens
num domingo da s 13 às 15 horas. Mesmo não ent endendo
umapalavra sequer quefoi cantada, não pude conter as lá
grimas, durante todo o cul to. O aspecto do rosto qu daeles
que
ça dirigoiam
, unçã olouvo
r. Firque
e pode era angelaical.
i indag ndoEl
oesme
ca
untavam
própriococora
m gra
ção
quanto à razão dessaunçã o especial que ha via navida daque 
les jovens. Um ano depois, preg ando num acampamento da
Igreja Coreana de São Paulo, soubequeo ministrode louvor
da igreja de Onuri esteve em São Paulo ministrandosobre
adoraç ão. Ele afirmou que nt aes de ri à frente da igreja para
diriagndo
par ir osua
ol uvvida
or ele passa
para essecerca
gloriode
so de
z ho
r.ra
miste s em
Entã oraeçã
o ent o, po
ndi pre
r
queminha vida tinha sidotãoimpactada naquela época .
Não bastaapena s termos me lhores técni cas decanto
ou musicistas mais qualificados. Precisamos de adora dores
cheios do E spírito Santo. O desempenhoe a arte podem
impactar sohomens, mas só uma vida che ia do Espírit o
pode agradar ocoração de Deus.
A Torre dos Fomos (12.38) - Purificação
João de Souza Filho diz que para a restauração da vida
de louvor e adoração na igreja, é necessá ria a passagem
pelo fogo. Não so mentea confissão de pecados na Porta
do Monturo, o beber de Cris to na Porta da Fonte e a
santificação na Porta das Águas, mas também pre cisamos
passa r pela Torre do
s Fornos.158
Na Torre dos Forno s, prec isamos passar pelo fogo
purifica
torre dor.
, tu Aqui éapalh
do que escóri
a ea se
preci
sa serde
m valor queimada . iNe
ve ser que massa
do.
Nessa torre, o fogo de Deus queima todo o entulho, todo
lixo e toda impureza. Nessa torre, somos batizados com
fogo. O fogo de Deus nã o vem paranos des truir,mas para
nos pu rificar. Ele queima a escóri
a e purifica o ouro.O
propósito do ourives éver o seu rosto refletido no metal.
De igua
limpa l form
r, nos a,rilar
bu Deuesfazer
nosre
eva
lfleti
àrTorre dosem
Sua imag Fornos para
em nós. nos
Assim como Isaías foi purificado por uma brasa viva
quetocou esus lábios, aqui Deus nospurifica, nos limpa e
tira de nós toda escória.Deus quer conduzir cada músico,
cada ca ntor e cadaadorador até à Torre dos Fo rnos apra
purificá-lo. Nenhumaimpur eza pode ficar. Quando nos
acrisolarmos nofogo de Deus, seremos sacerdotes e levitas
santos para o louvor de Deus.

O Muro Largo (12.38) - Exultação


O Muro Largo é aque le queleva a todas as direções.
E um lugar espaçoso em que nã o há apert o.159À medida
que as pessoas ndama so
breo muro e passampelas portas
e pela torre, vao ch egando ao muro largo. Na vida de
louvor daigreja,na restaura ção dos lo
uvores e na adoração
a Deus, encontram os o lugar da liberda de em Cristo. O
culto nao é engessado por formas rígid as e inflexíveis, por
liturgiasria
f s e sem conduçã o do Espírito. Há espaço para
alegria e exultação no Espíri to. Há espaço para o choro
e o quebra ntamento. Há espaço para a alegria indizível e
para o gemidode dor. O ritualismo deixa de existir,o culto
frio cede lugar a um culto participativo, alegre, jubiloso,
envolvendo todos osremidos do enhor. S N
ão é culto do
homem para o ho mem, não é show. Nãose prioriza aforma,
mas aconsag ração davida ao Senhor. O grande co mpositor
Hydn mu itas vezes ajoelhou-se diantedo órgão pedindo
inspiração a Deus. Quando ouviu suagrande pe ça musical
“A criação” sendoapresentada, em lágrimas disse: “Não de
mim, Senhor”! Johannes eSbastian Bach foi consi derado
o músico mais completo de todos ostempos.No final das
suas obras semprehavia S.D.G., ou seja, Soli Deo Gloria.
O livro
povo de Salmos
de Deus de reflete
ve celebra r.de form
Pode a vívida
mos expresasaraleg ria que
livrem enteo
nossas emoções diante de Deus. Precisa mos combater
vigorosamente o emocionalismo. Este é estéril e vazio.
Mas nao podemos repri mir as emoções profundas ue q
emanam de uma ra zão inflamadapelo conheci mento da
verdade. Aquele que diz que conhece a Deus e se mantém
diante
conhece. Dele de nça
Na prese forma apática,
de Deus, possivelmente
há pleni
tude dealegriaainda
e n
delícias perp
etuamente. Devemos entrar em Sua presença
comcânticos de louvor e movidos por intenso júbi
lo.

A Porta de Efraim (12.39) - Produção de frutos


De acordo com Gênesis 41.52, Efraim quer dizer
:
“dupl
aame
nte çã
frutí
fero”. Temos aquium marco dana
nossa
dupl frutifica o em Cristo.O louvor produz frutos vida
da Igreja. O povo de Deus precisa descobrir queo louvor, a
adoração e a ministraçã o ao Senhor são tão important es no
culto quant o a Palavra.1 60
A música é serva da mensagem, instrumento de
comunicaçã o de Deus com o ho mem e do homem com
Deus. O louvor deve ser resultado da vida frutífera da
igreja. As pessoas louvam e adoramporquetêm vida enão
porquehá um bloco de cânticos e outro de pregação no
culto. Louvor sem vida é barulhointolerável aos ouvi dos
de Deus (Am 5.20, 21). A igreja cresce no louvo
r. A música
temo poder de trazerquebrant amento (Sl 40.3), pois Deus
habita no me io dos ouvo
l res. Igrejas quecrescem são igrejas
que in vestemna música. Rick Warren,ao ser perg untado se
mudaria algumacoisa caso pudesse começarde novo o seu
ministério, respondeu: “Eu investiria mais dinheiro , mais
tempo e mais esforço na música”.

A Porta Velha (12.39) - Experiência


A Porta Velha é referida em 2Reis 14.13 e Jeremias
31.38 como a Portada Esquina, o lugar onde as mura lhas
faziam a volta. As muralhaseram circulare
s, tantoquanto o
permitia a geografia.'6'
A Porta Velha fala daquilo que é veterano e
experime
Elajá tinntado.
ha preseEssaado
nci porta
lutaés eum sím
vitórias,bol
osisti
re dadoexpe
ao ri
êncira. e
pode
à queda de reis. Gerações passaram ea Porta Velhaadquiriu
experiência e sabedoria. Essa portapode significarmuito a
respeito da experiênc ia da restaur ação dos hin os antigos na
vida da Igreja.162Temos a tendência de nos apegar somente
ao novo. Mas háeleme ntos do pas sado quenão podem esr
jogados fora.
ensinados aosHá hinos
filhos, e cânticos
aos jovens eantigos
perpe que
tuadosprecisam
às geraçõser
es. A
música na Igreja primitiva foi principalmente compos
salmos ehinos. Por 1.500anos, amelhor música do mundo
esteve na Igreja. Hoje, esta mos assistindo a uma explosão
de músicas rasas em teologia, refletindo a superfic
doutrinária da Igreja contemporânea. A músicaevangélica
precisaefleti
r r a Palavra . Ela deve ser um me io e não um
fim em si mesma. Ela é veículo e serva da me nsag em.
Nessamarcha delouvores sobre osmuros deJerusa lém,a
PortaVelha restaura o que de bo m e melhor Deus pre servou
no decorrer dos sé culos. Na PortaVelha, dobramo-nos ao
Senhor da gIreja e restaura
mos as veredas antigas. Estejamos
sempreabertos ao que énovo, desde que sese novo seja fiel
às Escrituras
, sem, contudo, abandonara rica herançaque
herdamos do s nossos is.
pa

A Porta do Peixe (12.39) - Crescimento num érico


Essa porta ficava ao ocidente, quando a cidade
descambava para as planuras de Esc ol. Era ali o lugar onde
os peixeiros vinham fazeros seus negócios com o povo da
cidade (13.16).163
Peixe no Novo Testamento estáligado à vocação. Aparece
ligado ao chamamento dos discípulos (Lc 5.1-11; Jo 2
23). d
repro Ass
utiim como
vidade oospecixe
, som hamatem uma
dos tam capacid
bém ade
a pro duzide
rmosalta
muito fruto. O louvor, além de trazer a bênção dobrada à
Igreja como na PortadeEfraim, leva a Igreja ao crescime nto
numérico na Porta do Peixe.
A igreja que louva e adora cresce em graça e em número.
O louvor cativa os homens, traz osjovens paraDeus, atrai
as pessoas
exigênci para
as da o Rei
. no
Palavra Muietas
as pe
lev
sasoas
a um conganhas
foram fronto diant
e dsas
para
Jesu
pelo louvor.Uma congregação quelouvaverda deiramente
produzirá muitos frutos (SI 40.3). A músicaé veículo da
mensage m de Deusaos homens e da adoração dos homens
a Deus. O louvor é decisivamente evangelístico. Por meio
dele, a Igreja se prostradiante do rtonoe por meio dele, os
peca
dores es rendema Jesus.
A Torre de Hana neel (12.39) - A misericórdia de Deus
EssaTorre ala
f da graçae da misericórdia de Deus. Nessa
caminhada do ol uvor, temos deconfessar quesomente pela
graça éque so mos capa citados a andaruntos.1
j 64
Não há ministério na igreja mais atacado pelo diabodo
queo ministéri o de louvor. Aí surgem as maiores polêmicas,
os maiores atritos, os maiores desco ntentam entos e as
maiores divisões.O diabo não gostade ver o povode Deus
louvandoe tributando vitória ao Senhor.Porisso,ele atacaos
corais, osconjuntos ea música naigreja. Muitas vezes somos
tentados a desani mar ao ver nossos esforços ra f gmentados.
Mas essatorre éum u l gar deparada dee re flexão.Precisamos
recobrar o ânimo e saber quea misericórdia de Deus de ve
ser nossamotivação para o louvor. Devemos cantar sempre:
“Foi graça, graça, superabun dante graça. Foi só pela graça
de Jesusque u e vencie cheg uei aqui”.

A Torre dos
Esta palaCem (12.39)
vra é a mesm- A aPalavra de Deus
de Gênes is 26.12 que ala
f da
multiplicação dosgrãos,alimento parao home m: “ [...] porque
o Senhor o abenç oava”. A multiplicaçãoé associadaà bênção
do Senhor.O que dizer sobrea Torredos Cem ? O louvor
que deveerscant ado na gi reja deve se
r baseado na Palavra de
Deus, queé alimento parao homem. Nessa base, a Palavra
deUmDeusdostra
z sua
g bênçã
randes opro
à evida
bl masdedaol uvmúsi
or ca
dagospel
grej
i a.165é que
muitos compositores são neófitos e rasos no conhec
da teologia. Há uma profusão de músicas evangélicas
extremamente pobres em conteúdo. Há outra s músicas
que che gam até me smo a ferir os ensino s fundamentais da
fé cristã. Precisamos ser mais criteriosos nessaquestão.A
música de
ve se
r serva da me
nsag
em. Ela é um veículo e
não um fim em si mesmo. Há muita música no mercado
evangélico quevisaa mexercom as emoçõese naoproclamar
a mensagem salvífica do evangelho. Precisamos reformar
não apena s a teologia, mas também amúsica, pois estadeve
ser um ca nal parao ensino da sa teologia. Cantar aPalavra
ou cantar segundoa Palavra que é produz rf utos dignos de
Deus. Na Torredos Cem, encontramos a Palavra de Deus
produzindo a cem por um. O verdadeiro louvor deve levar-
nos de volta à Palavra. Louvor éa Palavrafluindo na reunião
da igreja.E a pregação cantadapelo povo de Deus. Cantar
textosvidas.
nas inspirados por Deus é levar a Palavraa multiplicar-se

A Porta do Gado (12.39) - Reban ho de Deus


Todo adorador pre cisa passar pelo cajado e pela varade
Deus. O adorador precisa saber queé ovelha ob s ocuidado
do divino pastor.Precisaalegrar-se na companh ia do pastor,
descansa
sentir rusob
seg seum
rança ecui
dado
sua di,sci
saptilina.
sfazer-se com suaprovisãoe
Esse textofala da Igreja como rebanho de Deus. Todos
nós temos de estar sob o comando da Sua vara e de Seu
cajado (SI 23.4). Nenhumapessoa pode louvar e adorar
sem que suavida esteja totalmen te submissao acajado e à
vara de Deus. O adorador é uma pessoa que sente o amor,
a be
saproque
teçãoé, di
osci
cui
pda do equa
linado a corre
ndo çvacil
ão de Deus.
a ou O de
desobe adorador
ce. El
e
não é um ba stardo, mas um iflho; não é um lobo, mas uma
ovelha; não é um estranho, mas concidadão dos asntos. A
Portadas Ovelhas é o lugar onde nós nos reunimos como
rebanho de Deus e nos co locamos sob o governo e a ordem
do Supr emo Pastor.166
A Porta da Gua rda (12.39) - Passa dos em revista
A Porta da Guarda fala de inspeção, vigilância e juízo.
Traz a idéia de registro e inspeçã o. Esse é o lugar onde
somos passados emrevista. Essaé umaparadaobrigatória
para todos. Aqui os dois coros nco e ntram-se antes ed
descer à Casade Deus. Aqui alguns ifcam retidos por não
apresentarem as condições exigidas. E feita uma inspeçã o
paraavaliar a condição espiritual de cada adorador.
Para entrarem comunhãocom Deus, na Casade Deus,
é precisoexam inar a própria vida (SI 15-1-5). Somente os
aprov
pelo aexame
dos entrarã
o na
de Deu s, intimi
pois dElade deDeus
e olha . oE pre
para cisão.
coraç o pa
ssar
Deus
exige consagração, verdade no íntimo e só então vamos
entrarno santo dos santos paraadorarverda deiramente. Sem
passar por esses passos,nossolouvor não agradaráa Deus.
E preciso restaurar o ol uvor do Senhor na Ca sa do Senhor.
A casade Deus é mais do que o templo, somos a morada de
Deus.
QuaDevem
ndo oospovo
glorifde
icarDeus
a Deus
se no nos
consa so, cor
gra po. o laegra
Deus
(12.43) . Então, há integração no louvor (12.43)e a alegria
do povo orna
t -se contagiante (12.43). O resultado é que
os dízimos são devolvidos, os ministros do templo são
reintegrados na obra e a igreja se enche desanta alegria
(12.44).
Como resultado dessa consagração, os ministros se
tornaram mais cuida
dosos do que nhamti sido na obra
(12.45)e o povo se tornou mais cuidadoso do quetinha
sido na manutenção dosministros deDeus (12. 44).
N otas d o cap í t ul o 17

149 SOUZA FILHO, João A. de.Com A legria e Louvor.VendaNova, MG:. Betârna, 1991,
P. 15.
150 SOUZA FILHO, João A. de.Com A legria e Louvorp.
, 12.
151 Ibid., p. 16.
152 SOUZA FILHO, Joao A. de.Com A legria e Louvor,p. 33-63.
ves de.Estudo nos livros de Crônicas, Esdras, Neemias e Ester,
153 MESQUITA, Antonio Ne
p. 260.

154 MESQUITA, AntonioNeves de.Estudo nos livros de Crônicas, Esdras, Neemias eEster,
p. 260-261.

1 ^ SOUZA FILHO, João A. de.Com A legria e Louvo


,r p. 37.
156 Ibid.,p. 39.
157 Loc. cit
., p. 39-
Com A legria eLouvor,p. 41.
SOUZA FILHO, João A. de.
159 Ibid.,p. 44.
160 SOUZA FILHO, João A. de.Com A legria e Louvor,p. 47.
ves de.Estudo nos livros de Crônicas, Esdras, Neemias eEster,
161 MESQUITA, Anronio Ne
p. 258.

162 SOUZA FILHO, João A. de.Com A legria e Louvor,p. 50.


ves de.Estudo nos livros de Crônicas, Esdras, Neemias e Ester,
163 MESQUITA, Antonio Ne
p. 258.
164 SOUZA FILHO, Joao A. de.Com A legria e Louvor,p. 56.
163 SOUZA FILHO, João A. de.Com A legria e Louvor,p. 58.

166 SOUZA FILHO, João A. de.Com A legria e Louvo


,r p. 63.
A restauração da
aliança quebrada
(Neemias 13.1-31)

N eemias , antes d e tratar da ques


tão da restauração da aliança quebrada,
fala sobre três coisas, que merecem des
taque:
Primeiro, a instabilidade do povo de
Deus. Muitas vezes, o p ovo de Deus
fez promessas solenes e as que brou.
No capí tulo 10, vemos um grande
avivamento espiritual quando o povo fe
umaaliançacom Deus; mas no ca pítulo
13, evmos essa s mesmas pro messas
sendo qu ebrada s.
Segundo, a importância da ilderança
espiritual na vida do povode Deus.Na
restauração física e espiritual da cidade
de eJerusa
ataqu lém, s Neemia
s externo s s; enf
e interno rento
inimi u
gos
de fora e oposiçã o de dentro; mas, sempre comirm f eza,
conduziu o povo nessarestauração durante dozeanos (2.1;
13.6)
. Agora, com a ausênci a de Neemias, sem suafirme
liderança espiritual, o sacerdóciose corrompeu e o povo
quebrou a própria aliançaque havia feito comDeus. Cyril
Barber az
f o seg uinte comentário sobreessasituação:
Neemias permanece na Babilô
nia por doze an
os. Durante asua
ausência, o partido da oposição, composto do sumo sacerdote e su
família, mais os cidadãos influentes cid
daade, despre
zarama política
separ
atista ed Neemias a favo
r de menos rest
rições,diálogo aberto

com o samar
itanos,e a remoção de nfluênci
i as inibidoras.167

Derek Kidner diz que es na sua primeira visita Neemias


fora um re
demoinho, na segundaera todo fogo e terre moto
para uma dade
ci que se
acomodarana suaausê ncia a um
meio-termoconfortável com omundogentio.168
Terceiro,
a única maneira derestaurar alian
a ça que brada
é um
qua a vo
ndo olta à de
livro PalMoisé
avras de us.Arto
Deabe
foi restaura
. Semçã o feci
pro recome
a o çou es
povo
corrompe. Sem a Palavra de Deus, o povoperde o ca minho.
Não há reforma sem volta às Escrit uras. Preci
samos deuma
nova reforma na vida daIgreja. Hoje a maior necessidade
da gi reja evang élica é uma volta profunda à Palavra.
Carregamos aBíblia, estudam o-la, mas não a colocamos em
prática. Neemias des
taca alguns pro
blemas enfrentados.
A amea ça do ecumenism o (13.1-3)
Neemias tang e dois aspectos importantes sobre
a questão
do ecumenismo:
Primeiro, o ecumenismo é uma misturaproibida porDeus
(13.1,2). A proibição de Deus não é racial,mas religiosa.
Os amonitas e moabitas adoravam outros deuses. Eles não
só foram hostis ao povo de Deus, mas contratara m um
profeta amante do di
nheiroparaamaldiçoá-lo. A tolerância
com o ma l foi a causa da quebra daaliança ifrmada. O
sa
a cerdoteaEliasi
ausênci be, que
de Neem iassepo
mpre fora
r doz e aum
nos,opositovame
abusi r velado,
nte com
usou
seu postoparadesviar o povode Deus. Possivelmente ne sse
tempo, o profeta Malaquias está denunci andoa corrupção
do sacerdóciodeJerusalém M ( l 2.1-9). O alertado livro de
Neemias é que amistura com aqueles queadoram out ros
deuses corrompea teologia, o culto e a moral.
Segundo,
impe paafast
rativo um ra não
ament se cair .na
o(13.3) teianunca
Deus do ceorde
umenism
nou o,ao é
seu povoa se unir com ospagãos com o fim de ganhá-los.
A ordem de Deus é sempre: “Retirai-vos do meio deles...”
(2Co 6.17). “Reti rai-vos dela, povo me u, para não serdes
cúmpl ices de se
us pe cados e para nã o participardes de se us
flagelos” (Ap18.4) . Neemias diz queo povo, ao ouvir a
Palavra
(13. de Deus
3). Foi a lei,tura
aparto u lica
púb de Isr
daael todo
s Esc elem
ritura
s quento misto
e torno u
Israel consciente das suas obrigações diante de eDus como
Seu povo.Há muita coisa do mundoentra ndo na Igreja
queprecisaser tirado. Alguém, apropriadamente, já disse :
“Procure i a igreja e a encontrei no mundo ; procurei o
mundo e o achei na igreja”. Infelizmente,por dolo de uns
e conivênciade outros,existemdoutrinas falsas entrando
nos esminários, nos púlp itos, nas igrejas. Precisamos nos
acautelar. Muitas g i rejas que umiadprofessaram uma
fé genuína em Deus e adotaram doutrinas veangélicas
ortodoxas estão hoje debraços dados com seitasheré ticas.
Com isso, essas igrejas perd eram suamensag em e sua
autoridadecomo emba ixadora de Deus.
A profanação da Casa de Deus (13.4-9)
A liderança espiritual não apenas se distanciou de Deus,
mas aliou-se ao inimigo. Neemias destac ou três etapa s nesse
concubinato nocivo:
Em primeiro lugar,a família sacerdotal seuniu aos inimigos
de Deus1( 3.4,28). Eliasibe, o sacerdote, seaparentou com
Tobias, o ma onita.Ele se tornou liado
a do n i imigo, fez aliança
com o própri o adversário e corrompe u o sacerdócio. O neto
do sa cerdote tornou-se genro de ambaS lá, o arquiinimigo
de Israel (13.28). Formaram umaaliançaespúri a e perigosa.
Quando
Sambal á Neemias
construiuexpulso
para u
eleesse
umsacerdot
temploe, di
z Fl
em ávio
Ger Joseefo,aí
isim
começou o cult o pagão dos asmaritanos.
Em segundolugar,afamíliasacerdotal levou oinimigopara
dentro daCasa deDeus(13.5). Se não bastasseo parentescocom
o inimigo, agoraEliasibelevou Tobias paradentrodo templo.
Ele pôs o nii migo dentro da Casa de Deus. Certame nte ele
subs
Deustitui
ur um
po os home
sa
cerdot
mesviel, levitas
queper que
seguircui
adav
taoamtena
dazment
Ca
saede
o
povo de Deus. Não há maior corrupçã o do queessa, de tirar
da Casade Deus osobreiros iféis ecolocar nolugar o pró prio
inimigo. Eliasibeusou de forma repulsi va sua liderança e
aproveitou a ausência de Nee mias para destrui r a obra de
Deus. Ele erao gra nde íder
l religioso, mas emvez deusar sua
influência
povo pa
ra abe
. Um líder re nçoar osem
ligioso povo,
piedaus
dou-a
e é umparadesa
mstre
inar afé do
. Charles
Spurg eon diz queo maior instrume nto de Sataná s dentro da
igreja é umíder
l sempiedade.169
Em terceiro lugar, afamília sacerdotal beneficiou oprópri o
inimigo, e contaminou aCasa deDeus (13.6-9). Eliasibe fez
uma câmara grande paraTobias exatamenteno lugar onde
eram depo
sitados os dí
zimos e ofertas paraos sacerdotes,
levitas e cantores (13.5). Neemias diz queele fizera isso
parabeneficiar Tobias (13.7). Os dízimos eas ofertas para o
sacerdócio foram desviados paraTobias. Por isso, os obre iros
daCasadeDeus,por falta de sustento , prec isaram fugir para
os campos e o inimigo instalou-se dentro da Casade Deus
e a profanou (13.10) . O verbo fugir do versículo 10 indica
fugir por perseg uição.170A corrupção religiosa de Eliasibe
foi ainda mais ignominiosa. A parcialidade já era um grave
pecado, mas o favorecimento daqueles que são inimigos do
povode Deus tornou-se uma declarada apostasia.
Diante Neemias
Jerusalém, dessa insensa
ta po
tomou sturada
algumas lideranpara
atitudes ça escorrigir
piritualade
profanação da Casade Deus:
Em primeiro lugar,Neemias sentiu grande indignação
(13.8). Neemias era um homem capaz de chorar e também
de sentir grande in dignação. Ele não era condesce ndente
com opecado. Ele irou-se contra aquele terrível mal.O
peca
têmdoca deve também
pacidade nosndigi nar.
e dse indignar co Some
ntra ntel podem
o ma pessoa
s fazer
que
diferença naHistória. Martin Luther Kingindignou-secom
a abominável discrimi nação racialem seu país. Mobilizou os
negros numarevolução pacífica elevantou em sua nação a
bandei ra da igualdade dedireitos paratodos.Nas escadarias
do memorial de Lincoln, em Washington, diante de uma
grande mul tidão, ele ergueusuavoz e disse: “Eu tenhoum
sonho , que um dia meus filhos possa m ser julgados pela
dignidade doseu cará ter enão pela cor daua s pele”. Ess
e
grande bandeiranteosd direit os humanos tombou como
mártir dessacausa, mas mudou a realidade do seu íspae
legou-nos um exemplo digno de ser imitado.
Em segundo lugar, Neemias lançou fora todos os móveis
de Tobias1
( 3.8). Há coisas que são impróprias dentro da
Casade Deus. Neemias fez umafaxina naCasade Deus. O
inimigo deve sair e tambémtudo aquilo quelhe pertence .
Não podemos ser tolerantes com o pecado. Transigir com
o erro é assaz perigoso. Não adianta mudar osmóveis de
Tobias de posiçã o, eles precisam ser lançados fora. Cyril
Barber faz um alerta oportuno:
H omens ca
pazes comoNeemias sã
o muito necessários hoje. ant
T o
na igr
eja quanto ra
fo dela emos
t há muito toleradoo mal. Por um
lado, existem doutrinasfalsas e pseudo
piedade que permite
m aos
inimigos da verdade diminuir os pontos básicos da fé e controlar o

currículos de nossas faculdades e nossos seminários; por outro lad


os velhos princípios de moral e integridade foram desprezados par
dar lugar à política do conveniente e à crença de que os fins justifica
os meios. Tais tendênci
as, tanto nas esferas sagradas quanto nas
secular
es, precis
am serdesafiadas rpoaqueles ue
q aderem pi
à edade e
pratic
am os seus princípios. Mas a causa do declínio espiritual tem de
ser atacadana raiz, onde começou, na tolerânci
a ao mal.171

Em terceiro lugar, Neemiaspurificou as câmaras da Casa


de Deus.A Casade Deus pre cisa ser um ugar
l consag
rado,
exclusivo parao serviço de Deus. A profanação da Casade
Deus éalgo quedeve ser combatido com toda veemência.
Jesus expulsou do templo osvendilhões, pois aCasade Deus
estava sendo transf ormada num me rcado. O lucroe não a
adoração estava sendo a motivação daqueles comerciantes.
Eles viam o templ o não como casa de oração, mas como
mercado parafazerem bons egóci
n os. Esse mal aindaameaça
a Igrejahoje. Há muitos líderes que estão transformando
o púlpito num ba lcão, a igrejanuma praçade barganha,
o evangelho num produto e os crentes m e consum idores.
Essa profanaçãoda Casade Deus preci sa ser reprovada com
vigor, pois Deus tem zelo pela Sua Casa.
Em quarto lugar, Neemias mandou trazer de volta os
utensílios e as ofertas.Os objetos sagrados pre
cisam estar na
Casa de Deus. As ofertas retidas preci sam ser novamente
trazidas. Devemos dar a Deus o queé de Deus.

A dispe rsão dos obreiro s de Deus (13.1 0-14)


Os obreiros estava
m abando nando o ministério e se
envolvendo em atividades seculare
s porque a Casa de
Deus estava desa
mparada. Isso nos ensina algumas lições
extremamente sérias:
Em
o seu paprimeiro lugar,
pel, os dízimosquando oa
e as fertIg
asreja
sãode
ixa
re sde cumprir
(13.10).
tido O
sacerdócio estava corrompido. Os dízimos tra zidos pelo
povo estavam sustent ando Tobias e não os obreiro s de
Deus. Entao ossacerdotes, levitas ecantores deixaram o
seu postoe o povo reteuos dízimos e as ofertas. Esse tempo
vivido por Neemias em sua segunda visita a Jerusalém é
prati
came
do ca ntetrazi
tiveiro o mesm
a oodízimo
do prof
eta Ma
para laquias.
subo rnar aODeus
pov;oagora
antes
,
ostensivamente,retinha-o para roubar a Deus. A retenção
do dízimo édesamparar a Casade Deus (10.39). Malaquias
alert
ou o pov o acercade quatr
o graves pecados em relaç ão
ao dízimo (Ml 3.8-10):
Primeiro, retero dízimo. O povo setava roubandoa Deus
nos dí zimos enas ofertas. A palavra hebra
ica tra
z a idéia de
assaltar ou tomar acintosamente. Deus havia dito que o
dízimo é santo a Ele, mas o povo rebe ldeme nte recu sou
trazerà Casado Tesouroo que pert encia a Deus.
Segundo, subtrair o dízimo. Malaquias rde
o na o povo a
trazer todos osízimos.
d Retermais do queé justo é pura
perda. O povoestava tentandoenganara Deusquando trazi a
os dízimos e ofertas. Estavam retendo ra
f udulentamente
parte do que pertenci a ao Senhor. A inda hoje muitas
pessoas, ao fazerem o chequedo dízimo, escondemcomo
Ananias e Safira parte daquilo que pertence ao Senhor.
Terceiro, admin istraro dízimo. A ordem de Deus é
expressa, o dízimo deve ser tra zido à Casado Tesour o.
Não temos o di reito de alterar umaordem de Deus. Não
podemos admin istrar o dízimo. Nossa responsabilidade é
entregá-lo com ifdelidade. Muitas pessoas soneg am o dízimo
dizendo que não confiam nos líderes. Mas o Senhor não
nos co nstituiu juizes e fiscais do díz
imo. Se os líderes forem
infiéis
Qua ntoter
aãonós,
dedepre
star ontas
vemos cser fiéis.
aDeus dasuaadministração.
Quarto, subestimar o dízimo. O povo p erguntou para
Deus:“Em quete roubam os?”, e o Senhor respondeu: “Nos
dízimose nas ofertas”. Movidos por pensamentos defensivos
e cheio s deceticismo eracionalizações, eles pensavam que
a retenção do dízimo não afetasse em nadaa vida espiritual
de
sinles. Mas
cerid o bol
ade do so
cult é ss
o pa oa,grande
muitasrevel
vezador do gazofilácio
es, pelo coração. .A
Quem m a a a Deus, não O rouba . Quem ama Deus tem
prazerme ser fiel a Ele nos dízimos e na s ofertas.
Em segundo lugar, quando a igreja retém os dízimos
e as ofertas, os obreiros se ocupam com outras atividades
(13.10). O projeto de Deus era que os sacerdotes e levitas
tr
aba
exclulhassemnte
sivame integ
dasral
msa
coient
s ede
naDeus
Sua.obra
Ma.s El
em
co s deviam
a re cui
oddo
tençã ar
sustento, eles foram paraos campos e a Casade Deus foi
desamparada. Com a falta de ensino da Palavra, o povo
entregou-se a uma vida espiritual frágil e acontece
grande declínio moral.
Em terce iro u l gar, quando so obreiros de Deus voltam
a abraçar a vocação divina, o povo respondecom fidelidade
nos dízimos 13.11,
( 12). Neemias contendeu com os
magistrados, pois eles haviam deixado de agir; eles haviam
sido rou
f xos naliderança, permitindo a corrupçã o do
sacerdócio e a dispersão dos obreiro s. Tão logo os obreiros
voltaram ao seu posto de trabalho, o povo correspondeu
com sua fidelidade.
Em quarto lugar, a adm inistração financeira na igreja
precisa ser feita com integridade e transparê ncia(13.13).
Neem ias é um homem íntegro. E ele entende ques acoisas
de Deus preci sam ser tratadas com seriedade, integridade
e tra
díz nsparê
imos e ncia. sElenanome
oferta oudepe
Casa ssoas. fiéis
Deus Hoje,para
muicui
tasdar d
os
igrejas
lidam ocm dinheiro de forma suspeita. Há igrejas quesão
verdadeiras empresas familiares, onde não há prestação de
contas parao povo nem in tegridade an maneirade arrecadar
e investir os recursos.Essas práticas certame nte não têm
amparo na Palavra de Deus.

A profanação do dia do Senhor (13.15-22)


Neemias destacou três solenes verda des com respeito ao
dia do Senhor:
Em primeiro lugar,o trabalho e o comércio no di a do
Senhorsão vi stos omc o um ma (13
l .15-17). O sábado foi
separado como santo (Êx 16.23- 29; 20.10,11; 31.17). Era
expre ssamente pr
oibido trabalhar no sá bado (Ex 35.3; Nm
15.32) . A guardado sá bado era um sinal entre o Deus que
guarda a aliança eo Seu povo (Ez 20. 12,20). O sábado
foi dado como descanso. Nesse dia deve-se cessar todo o
trabalho para nos embra
l rmos de Deus. A profanação do dia
do Senhor éum sinal do sec ularismo. O comérciono dia do
Senhor corro mpia completam ente o propó sito do descanso
e da adora
ção. Quando o lucrotoma o lugar do cul
to, então
estamos emgrandeperigo. Quandosepassaa confiar mais na
provisão do queno provedor,então es
tamos nacontramão
davontade de Deus. O domingo é o dia do Senhor.Por isso,
netudo
essse dia devnos
, para emoscodesca
nsar
nsagra
rmosdeinnossas atividade
teirame s, traba
nte à adoração.lho e
Em segundolugar,a quebrado dia do Senhoraeconse qüente
profanação do ulto
c foram uma dasfortes causas da queda de
Judá (13.18). A maior fraqueza do povoé o pecado. Judá
não foi derrotado apenas pelo inimigo. Foi Deus quem
trouxe todo o mal contra o Seu povo par a discipliná-lo
por causa
Senhor da su
é um a desobediênci
forte a. Adência
sinal da deca inobservânci
spi aldo
e ritua dadigre
ia doja
contemporânea. Na Europae na América, muitas igrejas
estão vazias. Em outros lugares, há mui tas igrejas cheias
de pessoas, mas vazias da Pa lavra de Deus. O secularismo
está netrandodentro das próprias igrejas eanestesiando os
próprios cristãos.
Em
para queteroce
iro
dia doul gar,
Se medise
nhor dja
as ob
prse
áticasdo
rva devem se
(13.19-22).r tomadas
Neemias
ordena, determ ina, controla, vigia, fiscaliza, prot
esta, ameaça,
coloca guardas . Ele não apenasfala. Ele age. Ele não apena s
ensina. Ele toma medidas prá ticas para a eliminação do ma l.
Hoje, uma a ds maiores causas do seculari smo galopante na
Igreja é a quebrada observânci a do dia do Senhor. Não nos
prepa ramos para o dia do Senhor.Não nos del eitamos nesse
dia. Muitos se entreg am a umlazerprofano. Outros entregam-
se ao traba lho e ao dese jo do ul cro . Outros se esquecemde
Deus.

O perigo do casamento misto (13.23-29)


Neemias efz trê
s observações solenes em relação ao
casamento misto:
Em primeiro lugar,o casamento misto está em desacordo
com opropósi to de Deus
para o Se upovo(13.27). O casamento
mistoao longo dos sé culos foi uma prática perigosa que
trouxe problemas para o povo de Deus no dilúvio, na
formação da nação, na re stauração da na
ção, na dispensação
neotestame ntária. Os judeus es tavam se casando com
mulhere s asdoditas, amonitas emoabi tas, ou seja, com
mulheres que adoravamdeuses estranhos. Neemias diz que
o grande S alomão, o homem amado de Deus, corrompeu-
se e conseqüe nteme nte Israel entrou em rota de colisão, por
ca
o usa domse
fizera u irenvolvime
ca no pe canto
do co m2mulh
(13. eres estsrange
6). Neemia iras. El
entende as
que
o casa mento misto é um grande mal e uma prevaricação
contraDeus (13.27).
O casamentomistodentrodafamília sacerdotal (13.28)foi
um golpe que quase atingiu fatalmente o coração da religião
judia. UmdosfilhosdeJoiada, filho do sumo sacerdoteEliasibe,
casou-sesendo
judeus, comexpulso
uma filha de Samba
do templo lá, oHavia
(13.28). grande inimigo dos
regulamentos
especiais que overna
g vam o casamento dos sac erdotes (Lv
21.6-8,13,14;Dt 23.8-11). O casamento éconsiderado um
pacto entreduas pessoas eDeus (Pv 2.1 7; Ez 16.8; Ml 2.14).
Assim, o casamento misto corrói aprópriabase do casamento.
O lar de ve ser a base da sociedade, a estruturasobre a qua l
umanação seconstrói . Paulo, em 2Coríntios 6.14-17, fala da
inconveniência da aliança netre re cntes e incré dulos. Jaime
Kemp alert a para o fato de que 75%dos ca samentos mistos
enfrentam sérios probl emas. Antonio Neves de Mesquita
acentua o fato dramá tico de que os sa camentos mistos são a
ruína de muitos jovensem nossa s igrej as.172
Em segundo lugar,o casamento misto desemboc a numa
educação deficiente dosfilhos (13.24).Havia profundo desvio
espiritual no lar, pois as mães criavam os filhos co
seus próp rios costumes pagãos, e a ignorânci a espiritual
prevalecia.1
73Os filhos do casamento misto já não falavam o
hebraico, cresciam falando meio asdodita, com linguagem,
hábitos e costum es mistos. Derek Kidner diz:
A balbúrdia de idiomas entre as crianças (13.24) não era apenas um
sintoma, mas, sim, uma m
a eaça: importava numa er
osão contínua
da identidade israelita no nível da totalidade do pensamento e d
expressã
o, e uma perda de acesso à Palavra de Deus efeti
vamente
pagani
zaria osisraeli
tas.174

Os filhos de casamentos mistos ficam divididos,


rece bemdupla orientação e às vezes ficamesprem idos pela
tensão espiritual dos pa is.
Cyril Barber faz referência ao paralelo feito pelo escritor
Arthur Pierson, em seu livro The Bible and the Spiritual
Life, entre udas famílias do sé
culo 18: a família deJonathan
Edw
numards
al r pieeado
famí
so.lia
Seudepai
MaxfoiJuke
pres. Jonatehant
gador, anes
Edw ards
dele, o na
sceu
pai de
sua m ãe. Seus desce ndentes eram de dicados à Palavra de Deus
e seguiramprincípios dehonesti dadee integridade . Mais de
quatrocentos deles estão enumerados, incluindo presidentes
de universidade s, prof essores, min istros do eva ngelho,
missionário s, teólogos, advogados e juizes, e autores de
renome
de Max. Uma
Jukes pesquisa
mostra cuidadosa
uma da famíl
longa linha deiaprosti
crimtui
inçosa
ão,
embriag uez, imbecilidade einsanidade. Traçaram um to tal
de 1.200 de scendentes dessa família prolífera. Um grande
númerose destrui u fisicamente. Alguns era m mendigos
profissionais, outros crimino sos condenados ou assassinos.
De todos os1.200, apena s vinte aprenderam umaprofissão,
e desses, a metadepr
aendeu na disciplina da pri
são.175
Em terce iro lugar,uma atitudefirme contra o casam ento
mistodeveser tomada(13.25). Neemias contende, amaldiçoa
espanca, arrancaos cabelos, conjura por Deus e ordena.
Parauma do ençagrave, só um trata mentode cho que. E
vero o ditado: “para grandes males, grandes remédios”. O
casamento misto é ainda hoje a ruína de muitos jovens em
nossa s igrejas.Estava em jogo aquia pureza da linhagem
do pró prio Messias . O povode Israel devia manter íntegra
a linhagem do Me ssias
. A questãoaquinão era preconceito
racial, mas purezaespiritual. Como á j escrevemos, Rute,
sendo mo abita, ao converter-se ao Deus de Israel foi aceita
na comunidade deIsrael e fez parte daprópria genea logia
deJesus (Mt 1.5).Devemos orientarfirmemente osnossos
jovens e adolescentes a terem o firme propósito de se
casarem noSenhor!
Na conclusão deste capítulo e deste livro, destacamos
três lições:
Primeira,
Thoma opreço da
s Jefferson sslibe
di rdade
e: “o de
çoveda
pre ser liberda
a vigilânc
deiaécaonstante.
eterna
vigilância”. As vitórias de ontem não servem para hoje.
Ontem ohuve umvivamentoa , hoje o povo estánovamente
em crise . Ontem houve uma aliança, hoje a aliança foi
quebrada . Neemias nos ensi na que não podemos des cuidar.
Enquanto ele esteve ausente,ou seja, de 432 a 420 a.C., o
pov
desaonim
sear.
corrompeos
Devemu. Ma s opor
lutar fracauma
sso denov
ahoje não. de
reforma Ove nos
lema
da Reforma era: “Igreja reformada, semprereformando”. As
mesmas decisõestomadas nocapítulo 10 deNeemias, quando
da grande ref orma, precisam ser tomadas g aora novamente
(13.30,31). Neemias diz: “limpei... designei... forneci”.
isso qu e nos reunimos domingo após do mingo. Precisa
mos
estar continuam
ente ace
rtandonossavida com D
eus!
Segunda, a restauração dopovo precisa semprepassar pe la
Palavra deDeus epela oração (13.1,3,14,22,31). A Palavra
foi lida e Neemias está orando. O grande líder Ne emias
começa o livro orando e termi na o livro orando. Sem a
Palavra de Deus e sem a depen dência de Deus, não há
restauração do povo de Deus.
Terceira,a restauração depende de líderes comprometidos
com Deus.oJhn Ma ckay, ilustrepresidente do Seminário
de Princeton emsèus tempos áureos, diz quea distribuição
de vocaçõesé mais importante do que a distribuição de

ériqcoloca
uezas.r Oo segre
homedo
m cdoertosuce
nossou
l gde um
ar ce empr
rto. eendiment
Neemias f oo
oi
líder ce rto, na hora certa, no u l gar certo, paralevantar
uma ci dadee devolver a dignidade àsuanação assolada. A
restaura ção da cidade deJerusal ém tem muito a ver com a
forte liderança espiritual de Neemias. Ele era um homem
sensível e íntegro. Ele foi leal a Deus, ao rei e ao povo. Era
um ho
diante mda
em
s estásvel
pre sõesemo
ciornalin
que mternas
ente, quejamaxterna
quer isesedobra
va
s. Não
depend ia de aplausos nemse intimidava com as críticas.
Ele tinha grande discer nimento espiritual e profunda
coragem. Foi um homem comprometido com a Palavrae
com a oração. Neemias foi o líder quesalvou umanação!
Dois mil e quinhentos anos sepassaram, mas estamos
enfrentando
novo s Nee os mesm
mias. Quemossabe
problemas. estej
, Deus Hoje precisamosvocê
a levantando de
para fazer diferença me nossageração! Quem sa be, você
será um grande íder
l quevai ajudar areconstruir os m uros
da nossacivilização e reerguernossanaçã o desta crise tão
devastadora!
N otas d o cap ít ul o 18

167 BARBER,Cyril J.Neemias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 147.


ek. EsdraseNeemias, p. 141-142.
168 KIDNER, Der

169 spURGEON, Charles Haddon.Umministério ideal. Vol. 2, p. 65.


170 MESQUITA, Antonio Neves de.Estudo nos livros de Crônicas, Esdras, Neemias e Ester,
p. 293.
171 BARBER,CyrilJ.Neemias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 149.
172 MESQUITA, AntonioNeves de.Estudo nos livros de Crônicas, Esdras, Neemias e Ester,
p. 296.
yril J.Neemias ea dinâmica da liderança eficaz, p. 151.
173 BARBER, C
ek. Esdras eNeemias, p. 144-145.
174 KIDNER, Der
175 BARBER, C
yrilJ. Op. cit„ p.151-152.