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A p e sa r de su a a b ra n g ê n cia h istó rica , a

B íb lia não está org anizad a cro n o lo g ica­


m ente, nem seus escritores trab alh aram
com esse rigor. Em termos históricos, vários
de seus livros estão inseridos em outros.
D a í a im p ortância de estudar a Bíblia sob
o aspecto cronológico. Vantagens:
• A ju d a o e stu d a n te a e n te n d e r o a r­
ra n jo de cada liv ro in tern am e n te, ao
estabelecer a ordem histórica dos fatos
narrad os;
•A u x ilia na com preensão das relações
que se fo rm am entre liv ro s com d ife ­
rentes gêneros de m a te ria is. Ou seja,
a relação entre h istó ria , le i, profecia,
poesia, carta etc.;
• Fornece um a visão abrangente da h is ­
tória b íb lica e, m a is ain d a, da h istó ria
m u n d ial, por causa da sim ultaneidade
entre os fatos b íb lic o s e outros fatos
h isto ric a m e n te re le vantes ocorridos
no m undo;
• Esclarece d ificu ld ad e s b íb lic a s g e ra l­
m en te su rg id a s do choque de dados
conflitantes colhidos de diferentes par­
tes da Bíblia, os q uais podem se referir
a pessoas, povos, n ú m e ro s, lu g are s,
c u ltu ra s etc.;
• D estaca as d iferentes p ersp ectivas e
ênfases dos autores da B íblia ao escre­
verem sobre um mesmo acontecimento
(exem plo: os Evangelhos Sinópticos). CWD
EU E MINHA CASA
Orientações da Palavra de Deus
para a FamíLia do Século XXI
C o m e n t a r is t a : R e y n a ld o Odilo 2 o t r im e s t r e 2 0 1 6

Lição i
A Instituição da família 3
Lição 2
0 primeiro problema enfrentado em família 10
Lição 3
As diferentes mudanças sociais da família 18
Lição u
Preparando-se para construir uma família 25
Lição 5
Deixando pai e mãe 32
Lição 6
0 papel do marido na família AO

Lição 7
0 papel da esposa na família kl
Lição 8
A comunicação na família Sk
Lição 9
Conflitos familiares 62
Lição 10
Quando a divisão se instala na família 69
Lição l i
A família segundo o coração de Deus 76
Lição 12
A família de Jesus 83
Lição 13
A Família no Século XXI 90
DA REDAÇAO

CPAD EU E MINHA CASA


CASA PUBLICADORA DAS Orientações da Palavra
ASSEMBLEIAS DE DEUS
de Deus para a Família
Presidente da Convenção Geral das
do Século XXI
Assembleias de Deus no Brasil
José Wellington Bezerra da Costa Neste trimestre estudaremos a res­
Presidente do Conselho Administrativo peito do prim eiro e m ais im portante
José Wellington Costa Júnior grupo so cial a q ue pertencem os — a
Diretor Executivo familia. Ela é chamada de célula mater da
Ronaldo Rodrigues de Souza
sociedade. Primeiro Deus fez e preparou
Gerente de Publicações
Alexandre Claudino Coelho o mundo para receber essa instituição
Consultoria Doutrinária e Teológica tão especial. Depois. Ele criou o homem
Antonio Gilberto e e a mulher. Deus viu que o homem, coroa
Claudionor de Andrade da criação, não poderia viver sozinho!
Gerente Financeiro
A família surgiu da necessidade d e nos
Josafá Franklin Santos Bomfim
relacionarmos, pois o homem é um ser
Gerente de Produção
Jarbas Ramires Silva gregário.
Gerente Comercial Deus criou a fam ília perfeita. Seus
Cicero da Silva objetivos eram os m elhores possíveis.
Gerente da Rede de Lojas Mas. com a Queda a familia foi afetada
João Batista Guilherme da Silva
e passou a sofrer sérias consequências.
Chefe de Arte <fe Design
Wagner de Almeida Atualmente temos visto que alguns
Chefe do Setor de Educação Cristã querem até mudar o próprio conceito de
César Moisés Carvalho familia. Muitas são as crises que afetam
Comentarista a familia moderna. Entretanto, isso não
Reynaldo Odilo
muda em nada o propósito divino para
Editora
cada familia.
Telma Bueno
Designer. Diagramação e Capa Deus nos ama e deseja que tenhamos
Suzane Barboza um relacionam ento fam iliar saudável.
Fotos Q u e p o s sa m o s c re s c e r em fam ília ,
Shutterstock manifestando a graça de Deus a todas
as famílias da terra.
RIO DE JANEIRO Que Deus o abençoe!
CPAD Matriz
Av. Brasil. 34.401- Bangu - CEP21852-002
Até o próximo trimestre.
Rio de Janeiro - RJ
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A INSTITUIÇÃO
DA FAMÍLIA

TEXTO DO DIA AGENDA DE LEITURA


“Portanto, deixará o varão o SE G U N D A -G n 2.18
seu pai e a sua mãe e Fam ília é ideia de Deus
apegar-se-á à sua mulher, T E R Ç A -G n z 8
e serão ambos um a carne". Fam ília é lugar de proteção
(Gn 2.24) Q UARTA-Gn 6.18.21
Fam ília é lugar de salvação
QUINTA-Gn2A.38
Fam ília é lugar de bênção
SEXTA - 2 Tm 1-5 ; 315
SÍNTESE Fam ília é lugar de aprendizado
A instituição da fam ília foi SÁBADO - Lc 1.80
0 prim eiro projeto plural de Fam ília é lugar de crescimento
Deus para a humanidade; com
ela, 0 Senhor estabeleceu as
bases da vida em sociedade.

JOVENS 3
O BJETIVO S

•M O S T R A R que o propósito de Deus é que o hom em


v iva em fam ília, não sozinho;
• E X P L IC A R em que co nsiste a fam ília;
•V A L O R IZ A R os ensinam entos recebidos no am biente
fam iliar.

INTERAÇÃO

Caro professor, neste trimestre estudaremos acerca da fa­


mília. um dos pilares da sociedade, cujos valores têm sido
relativizados. Você terá a oportunidade de discutir com os
jovens assuntos como o surgimento da família, suas mudanças
históricas, como se preparar para construir um novo lar. os
papéis do marido e mulher, a importância da comunicação
entre seus membros e os diversos conflitos nesse contexto,
bem como a família de Jesus e a família no século XXI. O co­
mentarista. Reynaldo Odilo Martins Soares, é evangelista, juiz
de direito (atua em Vara de Família), graduado em Direito pela
UFRN. pós-graduado em Direito Processual pela UnP. mestre
e doutorando pela Universidade do País Basco - Espanha.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓ GICA

Professor, para a aula de hoje. sugerimos que você inicie


falando a respeito de sua vida familiar (informações que seus
alunos não saibam), depois solicite aos alunos que façam o
mesmo (indague-os sobre o que você desconhece), dessa
forma o tema do trimestre será contextualizado e vocês se
conhecerão um pouco mais.
Tenha cuidado com o tempo e. caso haja muitos alunos, limite
o número de participantes.
No tópico III. outros alunos poderão participar relatando a l­
gum aprendizado relevante que obtiveram no seio da família.

4 JOVENS
T E X TO BÍBLICO

Gênesis 2.18-25 21 Então, o Senhor Deus fez cair um sono


18 E disse o Senhor Deus: Não é bom pesado sobre Adão. e este adorme­
que o homem esteja só; far-lhe-ei ceu; e tomou uma das suas costelas
uma adjutora que esteja como diante e cerrou a carne em seu lugar.
dele. 22 E da costela que o Senhor Deus tomou
19 Havendo, pois. o Senhor Deus formado do homem formou uma mulher; e
da terra todo animal do campo e toda trouxe-a a Adão.
ave dos céus. os trouxe a Adão. para 23 E disse Adão: Esta é agora osso dos
este ver como lhes chamaria; e tudo meus ossos e carne da minha carne;
o que Adão chamou a toda a alma esta será chamada varoa. porquanto
vivente, isso foi o seu nome. do varão foi tomada.
20 E Adão pôs os nomes a todo o gado. 24 Portanto, deixará o varão o seu pai e a
e às aves dos céus. e a todo animal sua mãe e apegar-se-á ã sua mulher,
do campo: mas para o homem não se e serão ambos uma carne.
achava adjutora que estivesse como 25 E ambos estavam nus. o homem e a
diante dele. sua mulher; e não se envergonhavam.

COM ENTÁRIO

r INTRODUÇÃO
Em toda narrativa bíblica, quando o Todo-Poderoso decidiu fazer algo signifi­
cativo. Ele formou um a equipe. 0 próprio Jesus, sendo Deus. poderia realizar
qualquer coisa sem a cooperação de outros, entretanto preferiu convocar doze
indivíduos para. juntos, anunciarem as Boas-Novas de salvação. Aliás, o próprio
Deus é Triúno (Pai. Filho e Espírito Santo). Assim , quando 0 Eterno pensou na
vida na Terra, resolveu estabelecer um projeto plural para o homem. 0 qual não
deveria estar só. Por isso. criou Eva, não objetivando que ela fosse igual a Adão.
um a concorrente, mas que o auxiliasse e o complementasse. Com 0 homem e a
m ulher Deus instituiu a fam ília - 0 centro de todo 0 desenvolvimento dos seres
humanos (Gn 1.28). 0 objetivo de Deus era que a sua presença, por interm édio
da prim eira família, se expandisse, pois nesse ambiente de preparação para a
vida em sociedade, eles conheceriam o Senhor e aprenderiam os fundamentos
espirituais, m orais e sociais para a plena realização humana.

I - UM PROJETO CHAMADO FAMÍLIA isolamento antes da chegada de Eva. Deus


1. O problema de estar só. Há m o­ certamente queria que ele aprendesse
mentos em que o homem necessita ficar algum as coisas. Aliás, em Lamentações
só. Isso. porém, não significa passar toda 3.27.28 está escrito que 'bom é para o
a sua vida isolado das outras pessoas. homem suportar o jugo de sua mocidade;
Adão. por exemplo, viveu sua fase de assentar-se solitário e ficar em silêncio;

JOVENS 5
porquanto Deus o pôs sobre ele". Assim, com uma linda esposa. Eva complemen­
ficar sozinho durante alguns instantes para tava Adão fisica. emocional, intelectual
refletir sobre a vida. para orar. não significa e espiritualmente. No texto de Gênesis
viver em isolam ento indefinidamente. 2.23.24. pod e-se perceber a alegria de
Afinal, como dizia o poeta e pastor inglês Adão ao recebê-la. Ele agradeceu a Deus
John Donne. "nenhum hom em é uma em forma de poesia, ao m esm o tempo
ilha". Aliás, quando Deus viu o homem em que fez um a d eclaração de am or
vivendo algum tempo sem companhia, eterno a Eva! A dão esperou em Deus
afirmou que isso não era bom (Gn 2.18). (“dormia") e isso valeu muito a pena.
2. A solução para quem está só. Você está disposto a esperar em Deus?
Adão tinha grandes responsabilidades
no Éden (Gn 1.15). vivia confortavelmente, & Pense!
desfrutava de plena saúde, m as pre­ Como resolver o problema huma­
cisava de um a adjutora que lhe fosse no da necessidade de companhia?
idónea. E ninguém faz nada significativo Vale à pena esperar pelo tempo
de D eu s?
estando só. Para resolver esse drama, o
Senhor — enquanto Adão dormia — criou
Eva e. após. trouxe-a para ele (Pv 18.22;
O Ponto Importante
Há momentos em que é preciso
19.14). Isso nos revela um a verdade; é estar sozinho, mas Deus nunca pro­
Deus q uem dá o cônjuge. E sse foi o jetou uma vida inteiramente sem
prim eiro casam ento. O Senhor sabia companhia para ninguém. Afinal,
da necessid ad e de com plem entação não é bom que o homem esteja só.
e co m panheirism o q ue A dão tinha e
criou uma estratégia perfeita, da própria II - EM QUE CO N SISTE A FAMÍLIA
substância de Adão. não do pó da terra, 1. A família é o ponto de conver­
extraiu um novo ser. Havia, portanto, gência entre Deus e os homens. Paulo
identidade entre eles. E. com o se sabe. compara o casam ento entre homem e
é preciso existir identidade (não igual­ mulher à união entre Cristo e a Igreja (Ef
dade) para haver complementariedade. 5.23-32) e isso ele faz porque a familia
Diz um sábio ditado africano: ‘Se quiser é o ponto de convergência entre céu e
ir rápido, vá sozinho; se quiser ir longe, vá terra. A constituição da familia. no Éden.
com alguém." Isso serve perfeitamente realizou um novo m ilagre na criação
para a vida em família. Para se ir longe, humana. Deus. de um (Adão), fez dois
precisa-se seguir com alguém. E a família (Adão e Eva) e. com o casam ento, de
é a melhor companhia. A força da união d ois o Senho r tornou a fazer um (Gn
familiar traz vida longa (Sl 128.3.6) e faz 2.24 - o casal). Assim , uma vez unidos
dos filhos flechas nas mãos do valente matrimonialmente, eles voltaram a ser
(Sl 127-4 )- A lém de livrar o hom em da vistos pelo Senhor como ‘uma só carne".
solidão, a família pode levar o homem Deus estava firmando uma aliança com
a conquistas impressionantes (Dt 32.30). eles e Ele mesmo faria parte daquilo (1 Co
Glória a Deus pelo seu plano maravilhoso. 739). Sua glória estaria presente. A partir
3. A vida a dois. A pós um período da familia. Deus trataria com os homens.
solitário de espera, Adão foi presenteado Afinal, todos os projetos significativos de

6 JOVENS
Deus são plurais. Envolvem a formação ideia de Jesus em relação à semente (Jo
de uma equipe. É. pois, através da família 12.24). Da mesma forma que o crente não
que o Senhor ordena a bênção ao mundo. pode viver fora do corpo de Cristo, não
2. A familia é o campo de treinamento existe realização pessoal total fora da
d e Deus. O b se rv a-se claram ente nas família. Seja na casa dos pais. enquanto
Escrituras que a familia é o cam po de solteiro, ou no momento de criar um
treinamento usado por Deus para preparar novo núcleo familiar, quando deverá ter
o ser humano para as experiências da vida. o seu próprio espaço geográfico (casa),
A familia é o microcosmo da vida social o jovem somente alcançará o centro da
(Êx 2 7 -9 .11.12 ; Jz ii. i- 3 . il) . Analisando vontade de Deus se estiver vivendo em
cuidadosamente, v ê -se que as experi­ família, dentro dos princípios traçados
ências vivenciadas no seio familiar são pelo Senhor.
preparações para o viver em sociedade.
Os conflitos familiares de José. por O Pense!
exemplo, foram indispensáveis para fazer O que fazer quando não estamos
dele um ‘sucesso" na casa de Potifar, na gostando da vida em fam ília? Ir
embora ou permanecer sendo
prisão e. por fim. no governo egipcio. A
moldado por D eu s?
m esm a coisa pode ser dita em relação
a Isaque. Jacó. Davi. Paulo, eu e você.
O Ponto Importante
Que tal agradecer a Deus pela magnifica A família é o campo de treina­
experiência d e viver em familia, mais mento que Deus usa para nos
especificamente, de viver na sua família? preparar para a vida. É o m icro­
3. A família é a única possibilidade de cosmo da vida social.
realização total do homem. O rapaz e a
moça jam ais serão totalmente felizes se III - ENSINAM ENTOS RECEBIDOS
não estiverem em familia. Deus mandou NA FAMÍLIA
Jacó voltar para sua terra para poder repa­ 1. É na familia que se cresce enquanto
rar os erros do seu passado (Gn 31.3); 0 filho ser humano. N esse grande laboratório
pródigo, também teve que retornar, a fim divino, o homem conhece a si mesmo.
de curar as feridas familiares (Lc 1 5 17- 19)- É ali que as aptidões são desenvolvidas.
De outra forma eles nunca seriam felizes, Jesus, certamente, tornou-se carpinteiro
pois não existe felicidade solitária. Como por causa da profissão de seu pai José. A
o homem é um ser imperfeito, carente m esm a coisa deve ter acontecido com
de complemento, ninguém conseguirá os filhos de Zebedeu. Tiago e João, que
ser feliz fechando-se numa redoma de eram pescadores. Com o crescim ento
emoções egoístas. Como se sabe. não há pessoal, ap re n d e -se a ser forte, bem
peixes no mar morto porque ele apenas com o a superar os obstáculos da vida.
recebe água, mas nunca partilha o que Esse processo aconteceu com João Ba­
tem. Em outras palavras, é preciso morrer tista (Lc 1.80). com Jesus (Lc 2.39.40.52)
para si mesmo, renunciar às paixões da e tam bém acontece com cada pessoa.
alma, a fim de viver em prol de um projeto Esse é o projeto de Deus.
plural de Deus chamado família, para que Para existir crescim ento, porém, é
o homem não fique só. parafraseando a necessário adm itir as tensões. Se nos

JOVENS 7
lares houvesse apenas "paz e amor", as das famílias atuais levam as crianças a
pessoas entrariam em choque com a um total desconhecim ento do Criador,
realidade da vida "exterior". Por tal razão, ensinando mentiras, levando-as ao he­
nas famílias sempre existem conflitos in­ donismo e ao materialismo, porém cabe
terpessoais. Alguns crônicos, outros não. ao cristão fazer a vontade de Deus — ser
pois é na ambiência da tempestade que um diferencial nesta geração. Talvez não
as árvores fincam mais fortemente suas se consiga, com isso, mudar a cosm ovi-
raízes no solo. são relativista da sociedade, nem suas
2. É na família que aprendemos a práticas pecaminosas, mas certamente
depender dos semelhantes. É interes­ os fiéis serão um luzeiro na escuridão (Fl
sante com o o bebé humano som ente 2.15) . E isso faz toda a diferença.
sobrevive se houver intervenção dos pais.
Ele precisa aprender com outra pessoa O Pense!
a fazer quase tudo. diferentemente do Até que ponto minha família tem
cumprido o propósito de D eu s?
que acontece com os animais irracionais,
os quais, em regra, sobrevivem pratica­
mente sozinhos, pois foram dotados de
O Ponto Importante
Por intermédio de uma vida fami­
estrutura genética e psicológica distinta. liar equilibrada, o homem cresce
Na família aprend e-se o mandamento saudável em todos os sentidos.
de que precisam os do outro para viver
(Ec 4.9.10). Impressionante com o Caim
se esqueceu disso, pois em Génesis 4 9
SUBSÍDIO
Deus perguntou a ele sobre Abel. ao que “V á ria s p a la v ra s e x p re ssa n d o a
respondeu: U"não sei; sou eu guardador ideia d e fam ilia ap arecem na Bíblia.
do meu irm ão?' Ele era exatamente o No Antigo Testamento, o heb. bayith
guardador de Abel, m as a rivalidade o (lit., 'casa') p o d e significar a fam ília
cegara. Todos nós som os guardadores que vive na m esm a casa (por exem ­
uns dos outros. Para isso Deus nos co ­ plo. 1 C r 13.14) e é frequentem ente
locou em família. trad uzid o por 'casa' (por exem plo.
3. É na família que conhecemos a Gênesis 18.19: Êxodo 1.1: Js 718). Mais
frequentemente encontrado, é o ter­
Deus. Deus estabeleceu a família como
mo heb. m ishpaha com o significado
o primeiro lugar de adoração. Um lugar
d e p a re n te sco ' (por e x e m p lo . Gn
em que se conhece o Senhor (Dt 11.18.19:
24 38-41). 'familia' ou 'clã', usualmente
2 Tm 1.5: 3.15). O ponto de partida de com um a conotação m ais am pla do
Deus para a realização do seu projeto, que a do termo ‘fam ilia’ q ue usam os
que começou no Éden. é a familia. Deus (por exem plo. Gn 10.31.32). O Novo
tratou tam bém com a fam ilia d e Noé. T estam en to u sa o gr. oih ia ('casa',
por exemplo, e salvou a raça humana 'lar', 'os da casa', por exemplo. Lucas
da extinção. Com a linhagem (família) de 19.9; Atos 10 .2:16 .3 1:18 .8 ; 1 Coríntios
Abraão e de Davi. Deus se fez conhecer 1.16) e oihiahos ('membros do grupo
e dela nasceu o Messias (Mt 1.1,2). É óbvio familiar de alguém', Mateus 10.25.36)*
Dicionário Bíblico W ycliffe Rio de
que hoje o homem moderno deturpou
Janeiro: CPAD. 2012, p. 772).
esse sentido original (2 Tm 3.1-4). Muitas

8 JOVENS
ESTA N TE DO PR O FESSO R

LIMA. Elinaldo Renovato de. A Fam ília Cristã e os Ataques do Inimigo.


í.ed. Rio de Janeiro: CPAD. 2012.
COLSON. Charles; PEARCEY. Nancy. E Agora, com o Viverem os?
2.ed. Rio de Janeiro: CPAD. 2000.

CONCLUSÃO

Viver em família é a mais emocionante aventura da vida. Conviver com pessoas diferentes
e suportá-las em amor é. sem dúvida, um exercício extraordinário de fé e obediência.

HORA DA REVISÃO

1. Em qual versículo biblico Deus diz que não é algo bom para o ser humano estar sò?
Génesis 2.18.
2. Com o Deus resolveu o drama de Adão?
Criou Eva.
3. Segundo a lição, qual patriarca retornou à sua terra para resolver erros do passado?
Jacó.
4. Segundo a lição, qual o cam po de treinamento de Deus?
A família.
5. Segundo a lição, qual ditado africano apresenta aspectos importantes sobre a
vida em família?
"Se quiser ir rápido, vá sozinho; Se quiser ir longe, vá com alguém."

Anotações
LIÇAO

2
10/04/2016

O PRIMEIRO PROBLEMA
ENFRENTADO EM
FAMÍLIA
TEXTO DO DIA AGENDA DE LEITURA
“Porque, onde há inveja SEGUNDA - Gn 4.6
e espírito faccioso, aí há Deus questiona a ira entre irmãos
perturbação e toda obra T E R Ç A -G n 38.8-10
perversa.” (Tg3.l6) Deus não aprova a falta de soli­
dariedade entre irmãos
QUARTA -G n 3728; At 7.9
Deus abençoa 0 injustiçado
entre os irmãos
QUINTA -1 Sm 16.11,13
SÍNTESE Deus exalta aquele que serve
A inveja transtorna qualquer aos irmãos
ambiente, mas Deus, pela sua SEXTA- Mc 13.12
Palavra e pelo seu Espírito, Jesus adverte sobre 0 aumento
transforma maldição da hostilidade entre a família
em bênção. SÁBADO -Jo 7.8-10
Jesus evitou conflito com seus
irmãos

10 JOVENS
O BJETIVO S

A P R E N D E R a respeito da responsabilidade de cu id a r
de nossos irm ãos, tanto na fa m ília com o na igreja;
CO N TR IB U IR para que os inevitáveis conflitos fam ilia­
res não transform em a fam ília, campo de treinam ento
de Deus. em cam po de batalha da carne;
M O S T R A R que a in v e ja é pecado e o an tíd o to para
co m b atê-la é o ensino das Escritu ra s.

INTERAÇÃO

Professor, sabemos, não são raras, as classes de Escola Do­


m inical funcionarem em quartinhos apertados, cozinhas de
igreja, gabinetes de pastores, e outros lugares inusitados.
Mais comum ainda são várias classes funcionando, ao mes­
mo tempo, em um mesmo ambiente (dentro dos templos),
o que gera ruídos, interferências, dispersão, etc. Contudo,
querido docente, é possível fazer um excelente trabalho na
Escola Dominical, mesmo que nem todas as condições sejam
favoráveis. Não é demais lembrar que a primeira reunião da
Escola Dominical no Brasil aconteceu na cozinha do casal
Kalley. Portanto, esteja certo de que Deus o ajudará a vencer
quaisquer dificuldades.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓ GICA

Estimado professor, é de extrema importância o interesse


do aluno pelo assunto a ser estudado, por isso. desperte a
atenção dele já no início da aula. Sendo assim, na classe de
jovens as discussões devem ser uma constante, não sendo
aconselhável apenas o professor falar e expor suas ideias.
Hoje. trataremos de um assunto muito conhecido de todos:
a inveja, o único pecado envergonhado, como dizia o médico
espanhol Ramón Cajal. ganhador do Prêmio Nobel de medicina
em 1906: “A inveja é tão vergonhosa que ninguém se atreve a
confessá-la”. Indague seus alunos sobre o tema. se conhecem
alguém invejoso, se já tiveram tal sentimento em relação ao
próximo, quais são as suas consequências, etc. Não se esqueça
de ressaltar que essa obra da carne é um grave pecado. 0 qual
deve ser combatido fortemente.
T E X T O B ÍB L IC O

Génesis 4.1-10 6 E o Senhor disse a Caim: Por que te


1 E conheceu Adão a Eva. sua mulher, e iraste? E por que descaiu o teu sem­
ela concebeu, e teve a Caim. e disse: blante?
Alcancei do Senhor um varão. 7 Se bem fizeres, não haverá aceitação
2 E teve mais a seu irmão Abel: e Abel foi para ti? E. se não fizeres bem. o pecado
pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador jaz à porta, e para ti será o seu desejo,
da terra. e sobre ele dominarás.
3 E aconteceu, ao cabo de dias. que 8 E falou Caim com o seu irmão Abel: e
Caim trouxe do fruto da terra uma sucedeu que. estando eles no campo,
oferta ao Senhor. se levantou Caim contra o seu irmão
4 E Abel também trouxe dos primogêni­ Abel e o matou.
tos das suas ovelhas e da sua gordura: 9 E disse o Senhor a Caim: Onde está
e atentou o Senhor para Abel e para a Abel. teu irmão? E ele disse: Não sei:
sua oferta. sou eu guardador do meu irmão?
5 Mas para Caim e para a sua oferta não 10 E disse Deus: Oue fizeste? A voz do
atentou. E irou-se Caim fortemente, e sangue do teu irmão clam a a mim
descaiu-lhe o seu semblante. desde a terra.

C O M E N T Á R IO

INTRODUÇÃO
D e se ja r os bens alh e io s é cobiça, m as fica r e n fu re cid o pelo su cesso do
pró xim o é inveja, u m ato claram ente indigno, desprezível, que traz p e r­
turbação (Tg 3.16). A lguém pode m e n tir por um a causa nobre (como salvar
u m a v ítim a de sequestro), ou o rg u lh a r-s e alegando a m o r p ró p rio , m as
isso n u n ca acontece em relação a essa obra da carne, porquanto a in veja
sem pre traz consigo desonra, como d izia o m édico espanhol Ram ón Cajal,
ganhador do P rêm io Nobel de m e d ic in a em 1906: “A in v e ja é tão verg o ­
nhosa que n in g u ém se atreve a confessá-la". E um a queda, um a fraqueza,
u m desvario, presente apenas na espécie hum ana. A conteceu com Caim ,
representação do velho hom em , da n a tu re za hum an a decaída que pode
co m p ro m eter severam ente um a fam ília . E preciso, pois. m o rtific a r este
sen tim ento abom inável, com o objetivo de m a n ter a h arm o n ia nos lares!

I - CAIM E A B E L Adão e Eva tiveram dois filhos. Cada um


1 . 0 começo de tudo. Conflito entre deles buscou o sucesso do seu próprio
irmãos é uma constante na Bíblia. C o ­ modo. Caim seguiu a profissão do pai
meçou com Caim e Abel. Vamos ao caso (Gn 2.15). Era lavrador (Gn 4.2). S ab e -se
d eles. N aq u ela so c ie d a d e prim itiva, que trabalhar na agricultura exige muito

12 JOVENS
esforço. É necessário preparar a terra, sua confirm ação co m o o herdeiro da
lançar a sem ente, regar, proteger das prom essa de G ênesis 3.15. Entretanto,
p rag as, m anter lim p o o terreno em para su rp re sa g e ra l. D eu s so m e nte
redor da plantinha. saber o momento aceitou o sa crifício de seu irmão. As
da colheita e fazê-lo tempestivamente, p a lav ra s b íb lic a s são co n tu n d e n tes
armazenando a colheita em local a d e ­ sobre a sua reação; “Mas para Caim e
quado. Era. portanto, muito trabalhador. para a sua oferta não atentou. E irou-se
A bel. porém , d e se n v o lv e u -se com o Caim fortemente, e d e scaiu -lh e o seu
pastor de ovelhas (Gn 4.2). O esforço sem blante" (Gn 4.5)- Isso dem o nstra
d e le consistia basicam ente em levar que o primogênito, antes da resposta
os b ic h o s para p a sta r e m a n tê -lo s do Altíssimo, estava bem. com feições
protegidos. Assim, am bos trabalhavam simpáticas, quem sabe até alegre; afinal,
muito, porém não é p o ssív e l a v a lia r o resultado de muito tempo de trabalho
q u al d os d ois tinha m ais su c e sso na árduo era oferecido gratuitamente ao
vida. Afinal, não se podem com parar Senhor. 0 que a oferta do caçula (que se
resultados de trabalhos com objetivos esforçara, em tese. menos que ele) tinha
distintos; os dois desenvolveram bem de m elhor? Foi uma grande decepção.
su a s atribuições. A B íb lia não relata A ira contra o Criador transform ou-se
nenhum conflito nessa época. Pode-se rapidam ente em inveja contra seu ir­
arriscar até dizer que eles eram unidos. mão. Agora. A b el era um competidor,
Ao que tudo indica, o sucesso de um um concorrente. Um obstáculo ao seu
não incom od ava o outro. Não havia, sucesso. Sem demora, aquele que se
em tese. com petição entre eles. Nem sentia injustiçado armou um plano para
inveja, que só ocorre entre iguais. Esse destruir o oponente.
é o retrato de muitas famílias. Enquanto 3. A cham a da misericórdia divina.
não há concorrência, não há conflito. No momento em que a ira (hb. hõrãd)
A vida d esenvo lvia-se aparentem ente de Caim se acendeu (o termo hebraico
de m odo norm al quando, d e repente, usado denota estar irado com muito
tudo mudou. Em um momento. Abel foi ardor). D e u s a p ie d o u -s e d e le . Está
honrado por Deus e Caim não. Um se escrito: "E o S E N H O R d isse a Caim :
destacou em relação ao outro. Eis aí o Por q ue te iraste? E por q ue d escaiu
ponto importante da presente história. o teu sem blante? S e bem fizeres, não
2. Irmãos em conflito. Um dia. a haverá a c e ita ç ã o para ti? E. se não
primeira criança nascida e amada neste fizeres bem . o p e ca d o ja z à porta, e
mundo, sobre a qual os pais certamente para ti será o seu d esejo, e sobre ele
depositavam grande expectativa (talvez d o m in arás" (Gn 4-6.7). D e u s e sta v a
acreditando ser ele aq uele que feriria dizendo que a porta da reconciliação
a c a b e ç a da serpente - Gn 3.15; 4.1). estava aberta. O Senhor não o estava
trouxe, do fruto do seu suor. uma oferta tratand o co m a rig id e z d e um ju iz .
para Deus. É possível que. em seu c o ­ m as com o carinho de um Pai. — Não
ração m aligno (1 Jo 3.12). Caim tivesse erre. Pare. Volte para mim. O m esm o
arrazoado que aquele seria o momento conselho do Espírito Santo foi repeti­
de sua coroação, d e sua exaltação, de do no Novo Testam ento. Está escrito:

JOVENS 13
‘ Irai-vos e não pequeis; não se ponha O Ponto Importante
o sol sobre a vossa ira. Não d eis lugar Deus espera que cada pessoa seja
ao diabo’ (Ef 4.26.27). Porém foi exata­ guardadora de seus irmãos. Essa
era a maior obrigação de Caim.
m ente o q ue Caim fez: iro u -se contra
mas ele não a cumpriu e foi seve­
Deus. deu lugar ao Diabo, mentiu ao
ramente punido. E nós?
cham ar A bel ao campo e ali matou seu
irmão. Quantos cristãos d esprezam a
II - R IV A LID A D E S E N T R E IRM ÃOS
voz de Deus e seguem os sentimentos
1. Um problema histórico. A rivalidade
do seu coração (Mc 7.21-23)? A cham a
entre irm ãos é um problem a fam iliar
da m isericórd ia d ivina estava acesa,
histórico. Os casos são abundantes na
m as o ardor da inveja do primogénito
Biblia. Ismael perseguia a Isaque (GI4.29).
d e A dão foi m ais forte.
Esaú e Jacó eram rivais desde o ventre
4 . 0 primeiro fratricídio. Caim convi­
(Gn 25.22.23). os irmãos de José tinham
dou seu irmão para ir ao cam po e ali o
inveja dele (Gn 3711). Miriã e Arão cobiça­
matou (Gn 4.8). Aquele campo, quantas
ram a posição d e Moisés (Nm 12.1.2). os
vezes, fora palco de brincadeiras entre
irmãos de Davi o desprezavam (1 Sm 16.11;
os irm ãos? Certam ente algum as vezes
1728). dentre muitos outros casos. Assim,
Abel ajudou seu irmão a trazer para casa
todas as famílias, independentemente
alguma verdura ou fruta daquele lugar,
da época em que viveram, são capazes
bem com o é possível que Caim tenha
de criar grandes zonas de conflitos entre
ajudado A bel com as ovelhas que por
irmãos. Cabe. porém, aos membros das
ali pastavam. O campo, naquele dia. foi
famílias buscarem ao Senhor, para que
uma em boscada. Não era mais a cam ­
haja controle sobre os impulsos da carne.
pina da am izade, do com panheirism o,
Paulo roga que guardem os a unidade
mas. agora, da morte. Interessante que
do Espírito pelo vinculo da paz (Ef 4.1.
Deus. depois do fratricídio, perguntou
3). Essa regra serve tanto para a igreja
ao fraticida sobre o paradeiro da vitima,
com o para a família.
tendo ele oferecido uma das respostas
2. Um problem a im portante. Todo
m ais d escab idas e impias de todos os
problema vivido dentro da família é re­
tempos: — ‘ Não sei; sou eu guardador
levante. pois quebra a unidade no lugar
de meu irmão?" (Gn 4.9). Impressionante!
em que as pessoas tèm a obrigação de
O lavrador primitivo não percebeu que
se am arem . "A m em -se ou pereçam",
sua m issão era ser guardador de seu
dizia certo poeta am ericano. Ademais,
irmão! Deus colocou o dedo na ferida.
está escrito: ‘ Mas. se alguém não tem
C a b e ria a um irm ão cu id a r do outro.
cuidado dos seus e principalmente dos
Essa era a regra para eles e tam bém
da sua família, negou a fé e é pior do que
para você e seus irmãos, em sua família
o infiel" (íT m 5.8).
e na Igreja!
3. Um problema inevitáveL Por outro
lado. os problemas familiares são inevi­
O Pense!
táveis. Sempre existirão conflitos. Cedo
Por qual motivo Deus perguntou
a Caim por Abel. se o Senhor ou tarde. Pequenos ou grandes. Com
sabia de tudo que estava aconte­ todos ou só com alguns. Isso faz parte
cendo? da natureza hum ana decaid a. Até na

14 JOVENS
familia terrena do Filho de Deus houve muito difícil (Pv 274) Quando Caim cedeu
conflitos. Assim, não existem famílias sem à inveja, “descaiu-lhe o seu semblante"
problemas, m as há com o os membros (Gn 4 -5 ). e por fim cometeu o fratricídio.
permanecerem sempre unidos (Pv 24-34). O primogénito de Adão sabia que não
Não se pode permitir que o cam po de conseguiria a aprovação de Deus com
treinamento de Deus (a familia) se trans­ o seu ato. Isso não era importante para
forme no cam po d e batalha da carne. ele. pois queria apenas que Abel fosse
O Senhor pode estab e lecer um a paz aniquilado!
inefável e duradoura (Jo 1427). 2. Triunfo fam iliar. Deus sabia dos
abundantes problem as familiares. En­
© Pense! tão o Senhor estabeleceu uma ordem
Como vencer os maus muito clara aos ju d e u s (Dt 11.19-21). O
pensamentos que insuflam inveja Manual do Fabricante, a Biblia Sagrada,
em nossos corações, como os que
deixou prescrito um antídoto para que
sobrevieram ao primogênito de
Adão? os problem as familiares não se tornem
um a d o e n ç a fa ta l na fam ilia . co m o
O Ponto Importante aconteceu no caso de Caim e Abel: o
Somente dando ouvidos à voz ensino da Palavra a tem po e fora de
de Deus, é possível resistirá tempo (2 Tm 4.1,2).
tentação. Caim preferiu destruir
seu irmão a mudar sua conduta.
O Pense!
Ele servia ao maligno.
Somente o ensino da Palavra
de Deus na família é suficiente
I I I - V E N C E N D O O IN IM IG O para debelar toda a maquinação
1. O p e ca d o envergonhado. Caim invejosa ou faz-se preciso um
teve inveja de A bele. por isso. o matou, acompanhamento psicológico
pois essa obra da carne é um pecado também?
q ue incute o d esejo d e não querer a
felicid a d e do outro Ela danifica pro­ O Ponto Importante
Através do ensino da Biblia Sa­
fundam ente as estruturas relacionais,
grada, conhecemos quem é Deus
pois é a podridão dos ossos (Pv 14.30). e quem somos nós, o que é um
Isso. porém, frequentemente acontece excelente antídoto para a inveja,
nas famílias, o que torna a convivência uma doença da alma.

A Bíblia Sagrada, deixou prescrito um


antídoto para que os problem as fam iliares
não se tornem um a doença fatal na família,
com o aconteceu no caso de Caim e Abel: o
ensino da Palavra a tempo e fora de tempo
(2 Tm 4.1,2).

JOVENS 15
SU BSÍDIO 1 SU BSÍDIO 2
“Vam os enfrentar os fatos - a ideia “O Assassinato de um Irmão Cré­
de ser o núm ero um. de ter poder, dulo (Gn 4.1-16)
sucesso, dinheiro e prestigio, é muito Na estrutura geral, esta história é
sedutora. muito sem elhante à anterior. Tem um
Essa ideia tem sido o ‘coração’ do cenário (Gn 4.1-5). um ato de violação
m al d e sd e que Lúcifer com parou o (4 8). uma cena de julgam ento (4.9-15)
que possuía com o que Deus tinha. Ele e a execução da sentença (4.16).
sentiu-se roubado na parte que recebeu. A história dos primeiros dois rapa­
A inveja tam bém o b scu re c e u a zes nascidos a Adão e Eva (1) realça
mente de Caim . afastando-o da ver­ as rep ercussõ es do p e cad o dentro
dade. Com o resultado, o sangue de da unidade familiar. O s rapazes. Caim
seu irmão A b e l correu sobre a terra e A b e l (2). tinham tem p eram en to s
am ald iço ad a e a história se alterou notavelmente opostos. Caim gostava
tragicamente. Os temas ciúme, inveja de trabalhar com plantas cultiváveis.
e cobiça percorrem os séculos. A b el gostava de estar com anim ais
Os irmãos de José tiveram inveja vivos. Am bos tinham uma disposição
do favor de seu pai Jacó. e cobiçavam de espírito religioso
o p a p e l d e filho favorito. C e rto ou Os filhos de Adão levaram sacrifícios
errado. Jacó escolheu José para um ao SEN H O R (3) U
lugar especial na família. Deus. por sua C aim não sup o rtava q u e alg u m
presciência, deu sonhos a José. que outro fic a s s e em prim eiro lugar. A
estava sendo preparado, sem saber, preferência do Senhor por Abel encheu
para sofrimentos e triunfos futuros. C aim d e raiva. Só C aim podia ser o
A inveja é geralmente baseada no ‘ número um".
temor — medo de perder algo. A inveja O Senhor (...) abordou Caim e lhe
é sem pre uma em oção egoísta. deu um aviso. Deus não o condenou
Deus deu sonhos a José. e então seus diretamente, m as I...1 informou Caim
irmãos perderam o prestigio. Quando q u e e le estava em real perigo. Em
Jacó presenteou José com uma túnica hebraico, a palavra ace ita ção (7) é.
multicolorida. o orgulho e a auto-estima literalmente, ‘levantamento’, e está em
dos irmãos foram feridos, produzindo a contraste com descaiu (6 ). Um olhar
necessidade de retaliação. abatido não é com panhia adequada
Muitos dos nossos problem as são de uma consciência pura ou de uma
resultado direto de um coração invejoso. ação correta. O ímpeto das perguntas
D evem os nos observar c u id a d o s a ­ de Deus era levar Caim à introspecção
mente" (DORTH. Richard W. Orgulho e ao arrependim ento" (Comentário
Fatal. í.ed. Rio de Janeiro: CPAD. 1996. Bíblico Beacon. Vol. 1. Rio de Janeiro:
pp. 68.69.75). CPAD. 2015. p. 43 ).

16 JOVENS
ESTA N TE DO PR O FESSO R

SW INDOLL. Charles R Vivendo Provérbios, í.ed. Rio de Janeiro: CPAD. 2013.


Com entário Bíblico Beacon. Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD. 2015.

CONCLUSÃO

Na vida em família é preciso ter cuidado. Repentinamente, como se deu no episódio


estudado, o velho homem pode surgir poderosamente contra a vontade de Deus. Até 0
cristão mais espiritual pode ser tentado e cair. cometendo um pecado horrível. Não há
inatingíveis. Todos os humanos são fracos, por isso carecem da graça do Senhor, que
falou: ”E as coisas que vos digo digo-as a todos: Vigiai”(Mc 13-37).

HORA DA REVISÃO

1. Segundo a lição, qual a diferença entre cobiça e inveja?


Cobiça: querer o que o outro tem. Inveja: ficar enfurecido pelo sucesso alheio.
2. Q ual era a missão dada por Deus a Caim em relação a A bel?
Ser guardador de seu irmão (Gn 4 -9 )-
3. Segundo a lição, qual o único pecado ‘envergonhado"?
A inveja.
4. Segundo a lição, cite um antidoto deixado por Deus para que os problemas não
se tornem uma doença fatal para a família.
O ensino da Palavra de Deus.
5. Em qual passagem da Biblia Jesus manda que todos vigiem os?
Marcos 13.37

Anotações
AS DIFERENTES
MUDANÇAS SOCIAIS
DA FAMÍLIA
TEXTO DO DIA AGENDA DE LEITURA
“D isse-lhes ele: Moisés, SEG U N D A -G n 2.18
por causa da dureza do Fam ília monogâmica: uma
vosso coração, vos perm itiu ideia de Deus
repudiar vossa mulher; mas, T E R Ç A -G n 222
ao princípio, não foi assim." Fam ília monogâmica: um pre­
(Mt 19.8} sente de Deus
QUARTA - Gn 4.23
Lameque, 0 primeiro caso de bigamia
QUINTA - Gn 30.12; 1 Rs 113
SÍNTESE
A poligamia e suas consequências
A sociedade, ao longo dos
SEXTA - Ml 215,16; M t 19.6,8
tempos, admitiu a formação de
Casamento indissolúvel: a
variados arranjos familiares.
vontade de Deus
Entretanto, 0 padrão divino
para a família estabelecido no SÁBADO - 1 Tm 3.2; Tt 16
Éden não se alterou, pois a A fam ília tradicional como
Palavra de Deus não muda. requisito m inisterial A

18 JOVENS
O BJETIVO S

C O M P R E E N D E R a im portância da fam ília em todos os


tempos, elencando os diferentes tipos de fam ília inven­
tados ao longo da história;
C O N H E C E R o padrão divino para a família, conscienti-
zando-se de que a afetividade não é suficiente para a vida
a dois. sendo necessária a oficialização do momento da
aliança entre Deus e a nova família;
D IS C O R R E R sobre a monogam ia como m odelo bíblico
de família.

INTERAÇÃO

Professor, é im prescindível haver um bom relacionamento


entre os docentes de uma mesma classe, pois isso influencia
diretamente no trabalho a ser realizado. Por isso, agende uma
reunião com seu(s) colega(s). a fim de ouvir e sugerir novas
ideias, discutir o tema do trimestre, desenvolver estratégias e
atividades para a classe, etc. Faça desse momento um estreita­
mento de laços. Independente de quantos professores existam
na classe, todos devem trabalhar com um só propósito, o que
só é possível se houver um bom diálogo. Assim, realizarão
muito mais pela classe, uma vez que. ao planejar as atividades
do trimestre e dividir as tarefas entre todos, ninguém ficará
sobrecarregado e o trabalho será bem mais dinâmico.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓ GICA

Estimado professor, selecione imagens que demonstrem os


diferentes tipos de família inventados ao longo da história
(tópico I). Elas podem ser extraídas de revistas, livros ou da
internet. Promova uma discussão sobre o assunto à medida
que expõe gradativamente as imagens, a fim de que não haja
dispersão. Caso não disponha de algum recurso para exposi­
ção. distribua as imagens entre os alunos para que cada um
participe, mas não deixe de realizar a atividade. No final da
aula. proponha que seus alunos pesquisem durante a semana
as estatísticas de casamento e divórcio no Brasil, bem como
sobre curiosidades como o número de solteiros e o tempo
médio de duração do casamento. Se preferir, selecione alguns
alunos e peça que se organizem para apresentar os dados da
pesquisa na próxima semana.
T E X TO BÍBLICO

Mateus 19.1-8 5 e disse: Portanto, deixará o homem


1 E aconteceu que. concluindo Jesus esses pai e mãe e se unirá à sua mulher, e
discursos, saiu da Galileia e dirigiu-se serão dois numa só carne?
aos confins da Judeia, além do Jordão. 6 Assim não são mais dois. mas uma só
2 E seguiram-no muitas gentes e curou- carne. Portanto, o que Deus ajuntou
-as ali. não separe o homem.

3 Então, chegaram ao pé dele os fa­ 7 D isseram -lhe eles: Então, por que
riseus. tentando-o e dizendo-lhe: É m andou M oisés d a r-lh e carta de
licito ao homem repudiar sua mulher divórcio e repudiá-la?
por qualquer motivo? 8 Disse-lhes ele: Moisés, por causa da
4 Ele. porém, respondendo, disse-lhes: dureza do vosso coração, vos permitiu
Não tendes lido que. no principio, o repudiar vossa mulher: mas. ao prin­
Criador os fez macho e fémea cipio. não foi assim.

COM ENTÁRIO

INTRODUÇÃO
0 m ais antigo e elem entar agrupam ento humano, denom inado fam ília, em
torno do q ual a h istó ria da c iv iliz a ç ã o se desenvolve, a d q u iriu in ú m e ro s
e d ife re n te s co n to rn o s ao longo das gerações, de acordo com a c u ltu ra
de cada povo que se espalhava pela face da Terra. A deturpação com eçou
com o fruto da ex istê n cia de u m padrão de vid a d istante da presença do
S en h o r adotado por C a im e seus descendentes (Gn 4.23) e co n tin u o u até
os d ias hodiernos, com arran jo s legalizados em d isso n ân cia da Palavra de
Deus. 0 Senhor, porém, gravou na natureza hum ana 0 seu projeto fa m ilia r
o rig in al, desde cedo, o q ual foi inaugurad o no Éden: a fa m ília tra d ic io n a l
m onogâm ica. g enuinam ente bíblica, form ada a p a rtir de pais e filhos.

I - DIREITO E FAMÍLIA se constitui no grupo social composto por


1. Conceito. A família traduz-se comopessoas ligadas pela consanguinidade,
um grupo social indispensável para o es­ afinidade e/o u pela existência de vínculos
tabelecimento de uma civilização forte e matrimoniais. Entre os hebreus é certo
duradoura. Ela é a célula-mãe de todas as garantir que a expressão família abrangia
instituições sociais. A definição de família, muito além de cônjuges e descendentes,
à luz do direito, pode. entretanto, assumir pois incluía também os parentes por afini­
várias conotações, dependendo da cultura dade e os escravos (Gn 4712). não obstante
e da época da sociedade que se analisa. somente os filhos pudessem herdar os bens.
Contudo, independentemente da cultura A exceção era para o caso de não haver
ou mesmo dos aspectos históricos, há certa filhos, em que a herança iria para o escravo
convergência em estabelecer que a família mais antigo, nascido na casa (Gn 15.2-4).

20 JOVENS
2. Relevâncias juríd icas e sociais. O II - A FAMÍLIA D U R A N TE O S S É ­
cuidado com as questões familiares apre­ CU LO S
senta-se como algo tão importante para a 1. O padrão divino. No livro de G ê ­
sociedade que existe uma área do direito nesis Deus estabeleceu o padrão para
dedicada exclusivamente a esse estudo — a familia. Está escrito: "Portanto, deixará
o Direito de Família. Nas grandes cidades o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-
do Brasil por exemplo, o Poder Judiciário -s e -á à sua mulher, e serão am bos uma
destina juizes para julgarem apenas causas carne" (Gn 2.24). E Jesus complementou:
que envolvam essas questões (divórcio, ‘ Portanto, o q ue D eus ajuntou, não o
pensão alimentícia, guarda de filhos, direito sep are o homem" (Mc 10.9). A fam ília
de visitas dos filhos, dentre outras), pois com eça, assim, com homem e mulher,
reconhece a relevância da matéria para o quando eles deixam a casa de seus pais
bem estar das pessoas. É a vida de todos e se unem para formar um novo núcleo
nós que está em pauta. 0 assunto, portanto, familiar. Sim ples assim.
é vital não apenas na seara espiritual, mas Q ualq u er outra variação fam iliar
em todos os aspectos da existência. Um carece de respaldo bíblico. A poligamia,
tema caro. sensível e urgente. por exemplo, foi tolerada por Deus em
3. Variantes históricas. Dentre os tipos d e te rm in a d o s p e rio d o s. m a s v ê -s e
de famílias inventadas socialmente, mas que claramente, na Bíblia, as funestas con­
nunca tiveram aprovação de Deus pode­ sequências sofridas por quem andou por
mos citar a poligamia (um marido e várias esse caminho (Gn. 30.1.2:1 Rs 11.3). O fato
esposas), poliandria (uma esposa e vários é: o padrão de Deus para o casamento
maridos), e casamento em grupo (não há é que ele seja m onogâm ico (cada qual
casais fixos, e as crianças são criadas pela deve ter apenas um cônjuge), heterosse­
comunidade inteira). Observa-se. ainda, xual (realizado entre homem e mulher),
uma novidade nessa área. nunca antes monossomático (os cônjuges devem se
conhecida na história, o casamento entre tornar uma só carne) e indissolúvel (deve
pessoas do mesmo sexo. É bem verdade durar para sempre).
que a prática homossexual possui registros 2. O h o m em c o m o c h e fe d a f a ­
históricos nas sociedades desde a antigui­ m ília. Na Biblia. a cultura fam iliar era
dade. mas nunca as relações homoafetivas em inentem ente patriarcal, ou seja. o
(para usar um termo pós-moderno) foram pai era o chefe da família. Isso estava
estabelecidas como modalidade de familia. na raiz da prática so cial (Gn 3.16). Não
nem muito menos se ouviu falar de que se encontra, por outro lado. n e n h u ­
pudessem adotar filhos! ma referên cia b íb lic a d e so c ie d a d e
que fosse matriarcal. O pai. assim , no
O Pense! Antigo Testam ento, tinha direitos de
Será que Deus se importa com o tipo de
vid a e m orte so b re os m em b ro s da
família que é constituída socialmente?
sua familia (Dt 21.11-21). Por outro lado.
o m ais antigo ascendente paterno no
O Ponto Importante
0 amor de Deus não permite que Ele clã fam iliar (avô. bisavô, etc.) detinha
fique indiferente a questões que preju­ autoridade sobre toda a d e sc e n d ê n ­
diquem o desenvolvimento humano. cia (Gn 9.25.27: 2727 -4 0 : 48.15.20; 49)

JOVENS 21
e, c a so h o u v e sse d e so b e d iê n c ia , a
O Pense!
morte poderia ser o castigo (Dt 21.18 - Alguns jovens, não crentes, pensam
21). C a b ia , ain da, ao pai a in stru ção que o casamento é algo muito com­
re lig io sa e se c u la r dos m em bros da plicado. e acreditam que é melhor
fam ília (Êx 12.12.26; Dt 6.20). No Novo que o rapaz e a moça primeiro
passem a morar juntos e, depois, se
Testam ento, m a n te v e -se o princípio.
der certo, pensem em casar.
O pai continuou sen d o o c a b e ç a da
familia, devendo ser sub m isso s a ele O Ponto Importante
a esp o sa e os filhos. 0 padrão divino para a família é
3. Afetividade é suficiente? Há um a melhor experiência da vida. 0
novo padrão de família se estabelecendo, Senhor, que fez a família, sabe que
começar bem no casamento faz
não só no Brasil, m as em muitos países
toda a diferença no futuro.
do mundo: a união estável entre homem
e mulher. O ca sa l passa a viver junto, III - A MONOGAMIA COMO MODELO
m as não se casa. Nisso há uma impor­ BÍBLICO
tante questão de natureza espiritual. 1. No Antigo Testamento. Os homens
Pergunta-se: O casal em união estável que andaram com Deus tiveram, em regra,
tem a bênção de Deus? A afetividade é relacionamentos monogâmicos. mesmo no
suficiente para a formação de um núcleo período anterior à lei Mosaica. As exceções
familiar? Homem e mulher podem unir-se resum em -se quase que exclusivamente
para construir uma nova família, indepen­ a Jacó (por contingências culturais con­
dentem ente do casam ento? Dizem os trárias à sua vontade) e Davi (por causa
críticos do casamento: ’O casamento é de alianças políticas). Adão. Sete. Enoque.
só um pedaço de papel. Para que casar?" Noé. Isaque. os filhos de Jacó. Moisés.
E é verdade! O casamento é um pedaço Arão. Josué. Sam uel Jó. Ezequiel Oseias.
de papel Como a escritura de um imóvel, dentre muitos outros tiveram casamentos
o docum ento de um carro e o dinheiro monogâmicos. não obstante a sociedade
tam bém se resum e a um papel, m as admitisse a poligamia. No caso de Abraão,
não se vê ninguém desprezando tais a opção d e coabitar com Agar foi de sua
documentos. O casamento é um peda­ mulher, atendendo a um costume antigo,
ço de papel que chancela o momento mas quando Sara pediu que ele despedisse
da aliança entre Deus e a nova familia a escrava egípcia e Ismael. Abraão man­
que desabrocha, devendo, por isso. ser dou-os embora sem nenhuma herança.
amado e respeitado. Um documento que Assim, a rigor, tecnicamente. Abraão não
estabelece um novo status social aos foi bigamo. Por fim. quando ele casou
nubentes, que cria direitos e deveres, com Quetura. sua segunda esposa. Sara
que faz com que. aos olhos de Deus. já havia falecido.
não sejam vistas m ais d uas pessoas, 2. No Novo Testamento. Do m e s­
mas apenas uma. A Bíblia diz: ‘Venerado mo modo. no tempo de Jesus, a familia
seja entre todos o matrimônio e o leito jud aica surgia predominantemente de
sem m ácula: porém aos que se dão à casamentos monogâmicos. Em Mateus
prostituição e aos adúlteros D eus os 19 3 Jesus é questionado pelos fariseus
julgará" (Hb 13.4). sobre a dissolução de um casamento.

22 JOVENS
Em Mateus 22.23-28. por outro lado. os fazer? Aprovar a lei dos homens ou
saduceus questionaram Jesus sobre um ficar com a de Deus?
problema teológico em relação à lei do
levirato (Gn 387-11). A questão de fundo, O Ponto Importante
portanto, era a importância, diante de A união entre marido, mulher e fi­
lhos foi o projeto de família escolhi­
Deus. do casamento entre um homem
do pelo Senhor para a humanidade.
e uma mulher
3. A tu a lid a d e n acio nal. No Brasil,
o Có d ig o C iv il d e 19 16 apresentava o SUBSÍDIO
marido com o o chefe da familia. sendo
a esposa e os filhos hierarquicamente “Uma casa deve ser edificada sobre
a obediência a Deus. em cada expe­
inferiores, devendo obediência ao pri­
riência prática hum ana da vida. Um
meiro; já os filhos ilegítimos (adulterinos
lar deve ser edificado sobre a decisão
e incestuosos) não eram considerados de papai e m am ãe de terem as suas
herdeiros. O casamento era indissolúvel. ações adequadas ao plano de Deus.Se
O divórcio veio a ser permitido apenas quiserm os pensar na casa com o uma
em 1977 Com a Constituição Federal de estrutura, essa variedade de sabedo­
1988. a familia. legalm ente, perdeu o ria é a base. Se o marido e a esposa
modelo patriarcal, ao deixar isonômicos não estabelecerem o seu casamento
os direitos do m arido e da m ulher na sobre um com prom isso de conhecer
sociedade conjugal, bem como colocou a Deus pessoalmente, e traduzir o seu
fim a um a longa história d e d iscrim i­ relacionamento com Ele na vida prática,
a sua fam ilia e a sua casa não serão
n açõ es com re lação à filiação, tanto
estáveis.Desde muito cedo em nosso
de natureza pessoal com o hereditária.
casamento, minha esposa Cynthia e eu
Diante de recentes decisões do Supremo
assumimos um compromisso. I...I Tudo
Tribunal Federal, está sendo admitido o que a Bíblia disser, nós faremos’. Se
o casam ento entre pessoas do mesmo algum a vez discordam os de algum a
sexo e. inclusive, a adoção de crianças coisa, consultam os as Escrituras, não
por casais homoafetivos. Lamentável! O como meio de coagir um ao outro, mas
pastor norte-americano John Macarthur. com um espirito d e busca do pensa­
logo após a Suprem a Corte d aq u e le mento de Deus — permitindo que a
país aprovar o casamento entre pessoas Palavra dEle seja o nosso desempate.
do m esm o sexo. publicou um a carta O nosso casamento está longe de ser
aberta afirmando que a aprovação do perfeito, mas nós temos uma boa parce­
ria. A nossa casa. com os nossos quatro
casamento gay não altera o conceito de
filhos, não deixou d e ter problem as
Deus. Suas palavras consubstanciam uma
importantes em algumas ocasiões, mas
irretorquivel verdade, que incomoda uma
esse compromisso — estou convencido
geração que se esqueceu do padrão de — salvou o nosso lar da autodestruição
Deus para o viver em sociedade. e deu aos nossos filhos uma plataforma
estável de onde podem iniciar as suas
© Pense! próprias vidas’ (SWINDOLL. Charles R.
Reconhecendo a lei humana a exis­ Vivendo Provérbios. í.ed. Rio de Janeiro:
tência de arranjos matrimoniais CPAD. 2013. pp. 13 1. 132).
diferentes da monogamia, o que

JOVENS 23
ESTA N TE DO PR O FESSO R

BENTHO, Esdras Costa. A Fam ília no Antigo Testam ento í.ed.


Rio de Janeiro: CPAD. 2011.
GOMER. Ralph. Usos e Costum es dos Tem pos Bíblicos í.ed.
Rio de Janeiro: CPAD. 2002.

CONCLUSÃO

Famílias pós-modernas são formadas por filhos rebeldes que não obedecem a Deus
nem respeitam seus pais e por cônjuges que buscam, cada vez mais. 0 divórcio. Não há
mais lugar para Jesus e para a Bíblia na maior parte dessas famílias! Qual o fim disso
tudo? 0 que fazer? Está escrito: "Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir
ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais [...] porém eu e a minha casa serviremos ao
Senhor" (Js 2^.15).

HORA DA REVISÃO

1. Cite três características que o casam ento deve ter.


Monogâmico. heterossexual e indissolúvel.
2. Por que a familia deve ser preservada nos m oldes bíblicos?
Porque a família, nos m oldes bíblicos, é a "célula mãe" da sociedade, que a pre­
serva de deterioração.
3. Cite dois exemplos de homens de Deus que foram poligamos.
Jacó e Davi.
4. Em qual versículo bíblico está o padrão que Deus estabeleceu para a familia?
Gênesis 2.24.
5. Segundo a lição, em qual ano. no Brasil, a família perdeu legalmente o modelo
patriarcal?
Em 1988. com a prom ulgação da Constituição Federal.

Anotações
LIÇÃO

4
2 Z*/0 4 / 2 0 l 6

PREPARANDO-SE
PARA CONSTRUIR
UMA FAMÍLIA
TEXTO DO DIA AGENDA DE LEITURA
“E pelo conhecimento se SEGUNDA - Gn 242-4
encherão as câmaras de todas Escolhendo 0 cônjuge no lugar
as substâncias preciosas e certo
deleitáveis." (Pv 24.4) T E R Ç A -G n 26.34,35
Escolhendo 0 cônjuge no lugar
errado
QUARTA-Gn 29.9-11
Passeando no lugar certo
QUINTA-Gn 34.1
SÍNTESE Passeando no lugar errado
Deus tem interesse em SE X T A -Pv 18.22
abençoar os jovens na Alcançando 0 favor de Deus
construção de um novo lar.
SÁBADO - 2 Co 6.14-18
mas. para isso. todos devem se
Prendendo-se a um jugo
submeter ao plano divino.
desigual

JOVENS 25
O BJETIVO S

C O N S C IE N T IZ A R -S E de que a construção de um a nova


fam ília, dentro do propósito de Deus. exige preparação;
A SSU M IR o com prom isso de observar o padrão divino
nas fases de nam oro e noivado;
D E F IN IR o casam en to com o u m a bênção que deve
ser alm ejad a por todo e q u alq u e r jovem .

INTERAÇÃO

Professor, é necessário que haja um bom relacionamento entre


os docentes da classe dos jovens. Porém, queremos chamar
a atenção para a relação professor-aluno. É muitíssimo im ­
portante que você construa um vínculo afetivo e de confiança
com aqueles que Deus lhe confiou pra ensinar e orientar. Evite
aquele contato apenas semanal e extremamente superficial
Se eles confiarem em você. receberão de bom grado o seu
ensino, seguirão suas orientações, ouvirão seus conselhos, etc.
Por outro lado. a proximidade com eles proporcionará a você
um melhor conhecimento sobre suas vidas, e isso é algo que
todo professor de Escola Dominical deve buscar com afinco.
Na próxima lição, falaremos mais sobre essa busca.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓ GICA

Prezado docente, inicie a aula com a apresentação, pelos alunos,


dos resultados da pesquisa solicitada na aula passada (sobre as
estatísticas de casamento e divórcio no Brasil, bem como sobre
curiosidades como o número de solteiros e o tempo médio de
duração do casamento). Essa apresentação vai abrir a discussão
sobre a aula de hoje. que vai tratar da preparação necessária à
construção de uma nova família, debaixo da orientação divina.
Reflita com os alunos, por alguns instantes, sobre as causas
de tantos casamentos destruídos, muitas vezes em tão pouco
tempo, e por que isso ocorre até mesmo entre cristãos. Conclua
dizendo que. para existir um casamento abençoado e duradouro,
é preciso observar o padrão divino desde a fase preparatória
(namoro e noivado).
T E X TO BÍBLICO

Génesis 29.9-20 14 Então. Labão disse-lhe: Verdadeira­


9 Estando ele ainda falando com eles. mente és tu o meu osso e a minha
veio Raquel com as ovelhas de seu carne. E ficou com ele um mès inteiro.
pai; porque ela era pastora. 15 Depois, disse Labão a Jacó: Porque
10 E aconteceu que. vendo Jacó a Raquel, tu és meu irmão, hás de servir-m e
filha de Labão. irmão de sua mãe. e as de graça? Declara-me qual será o teu
ovelhas de Labão. irmão de sua mãe. salário.
chegou Jacó. e revolveu a pedra de 16 E Labão tinha duas filhas; o nome
sobre a boca do poço. e deu de beber da mais velha era Leia. e o nome da
às ovelhas de Labão. irmão de sua menor. Raquel.
mãe. 17 Leia. porém, tinha olhos tenros, mas
11 E Jacó beijou a Raquel, e levantou a Raquel era de formoso semblante e
sua voz. e chorou. formosa à vista.
12 E Jacó anunciou a Raquel que era 18 E Jacó amava a Raquel e disse: Sete
irmão de seu pai e que era filho de anos te servirei por Raquel, tua filha
Rebeca. Então, ela correu e o anunciou menor.
a seu pai. 19 Então, disse Labão: Melhor é que eu
13 E aconteceu que. ouvindo Labão as ta dê do que a dê a outro varão; fica
novas de Jacó. filho de sua irmã. cor­ comigo.
reu-lhe ao encontro, e abraçou-o. e 20 Assim, serviu Jacó sete anos por Raquel;
beijou-o. e levou-o à sua casa. E contou e foram aos seus olhos como poucos
ele a Labão todas estas coisas. dias. pelo muito que a amava.

COM ENTÁRIO

INTRODUÇÃO
0 p ro p ó sito de D e u s na v id a do seu povo, em re g ra , é q ue n in g u é m
e ste ja só. não o b stan te a lg u n s, p o r e sco lh a p ró p ria ou d e te rm in a ç ã o
de Deus, não c o n s titu irã o u m a nova fa m ília , com o foi o caso do p ro ­
feta Je re m ia s (Jr 16.2). V a le d iz e r que, m esm o so lte iro , é p o s s ív e l se r
fe liz (aliás, tudo leva a c re r que o profeta D a n ie l (Dn 1.9). e o ap ó sto lo
P au lo ( l Co 7-7.8). h o m en s de g rand e e n v e rg a d u ra e s p iritu a l, e ram s o l­
teiros). A fe lic id a d e de u m a pessoa não se re su m e ao casam en to . Não
obstante. 0 casa m e n to feito no S e n h o r é um a grand e fonte de a le g ria
(Ec 9.9). Para a c o n stru çã o de u m la r só lid o e fe liz é in d is p e n s á v e l um a
boa p rep aração , 0 que e n v o lv e m u ita s co isas, m as serão citad o s, aq ui,
p a ra fin s d id á tic o s , so m e n te sete passo s: e sp e ra r no S en h o r, esco lh a
certa, p re p a ra çã o in te le c tu a l (p ro fissio n al), trabalho, nam o ro , n o ivad o
e casam ento. E sse s passo s não estão elencado s cro n o lo g icam en te , m as
todos eles devem se r dados.

JOVENS 27
I - O CA M IN H O DO AM OR Jacó percebera que Raquel, mais que
1. Esperar com paciência. Adão foi uma mulher bonita, era também a bênção
criado por Deus e ficou sozinho no Éden. há tanto tempo esperada. Ele percebeu
esperando nEle. não se sabe porquanto que a ponte afetiva entre eles tinha sido
tempo. Isso não é tão ruim quanto parece, construída por Deus. Não se tratava só
antes pelo contrário. O fato de se estar de aparência física, mas. sobretudo, de
só traz benefícios circunstanciais para o providência divina. Jacó podia ver que
jovem (Lm 3.26-28). Assim, foi excelente Deus estava naquele negócio
para A dão ter sup ortado o "jugo" da 3. A conquista. Depois do primeiro
m ocidade. Muitas vezes e le d eve ter olhar, chegou o momento da conquista.
se sentado sozinho na relva verde, sem A Bíblia não narra com detalhes todos
ninguém para conversar, quando tudo os fatos. Entretanto deixa claro que Jacó
em volta era silêncio, e então pôde refletir esperou, ainda, um mês inteiro para agir
sobre a vida e buscar a Deus. Sem Eva. (Gn 29.14-18). A estratégia, certamente,
por algum tempo, o primeiro homem e le e sta v a co n stru in d o em Deus. O
colocou um as coisas importantes em Senhor criou uma circunstância, e Jacó
ordem (por exem plo: d eu nom e aos a aproveitou, seg uind o os co stum es
animais e cuidou do jardim), bem como. lo cais. C o m o d e ve a c o n te c e r ain d a
certamente, compreendeu suas limitações hoje. o relacionamento precisava ter a
em ocionais, pois ficou frente a frente bênção do pai da moça. O esforço de
consigo m esm o e tam bém com Deus. Jacó em trabalhar sete anos por Raquel
vindo a conhecer melhor o seu Criador. seria o preço para ter em seus braços
Posteriormente o Todo-Poderoso dis­ aquela que e le tanto am ava. Isso nos
se não ser bom que o homem estivesse mostra que. m esm o Deus aprovando o
só e. em conseq uência, anestesiou a relacionamento, não significa que será
Adão (fê-lo dormir), e retirou uma costela fácil o caminho até o casamento.
do homem, preenchendo com carne o
lugar e. em seguida, o presenteou com © Pense!
um a form osa mulher, celeb ran d o na Para encontrar o grande am or da
sequência o primeiro casamento. vida é preciso que o jovem crie es­
tratégias humanas de conquistas?
2. Fazendo a escolha certa. Quando,
enfim, termina a espera, inicia-se a fase do
O Ponto Importante
deslumbramento. 0 primeiro olhar, aquele 0 Senhor é quem mais se in­
que chama a atenção e desestabiliza. é. teressa pela construção de um
em regra, inesquecível (o que não significa novo lar em sua presença.
necessariamente amor ã primeira vista). Foi
o que aconteceu na vida do patriarca Jacó II - N AM O RO E NOIVADO
(Gn 29.10.11). Aquele que tinha esperado 1. Contextualização bíblica, o) N a ­
em Deus durante tanto tempo (diferente­ moro. Em toda a história bíblica não se
mente de seu irmão Esaú. que casara fora visualiza o namoro como etapa de algum
da vontade de Deus - Gn 26.34.35). teve relacionamento, pelo menos não como
enorme emoção ao se encontrar com sua conhecem os atualmente, pois. normal­
amada. Mas por que ele chorou? Porque mente os casam entos eram arranjados

28 JOVENS
pelos próprios pais dos nubentes, alguns Por outro lado. o noivado, fase do
logo que os filhos nasciam, envolvendo, relacionamento humano tão relevante
inclusive, pagamento pecuniário (dote) quanto o namoro, c a ra c te riz a -se por
pela mão da noiva (Gn 3410.11; Jz 14.2). intimidade intelectual, emocional, mas
Assim, não havia, em regra, esse contato tam bém econôm ica. N esse momento
prévio, haja vista que os pais d e se m ­ da vida dos nubentes, os preparativos
penhavam e sse im portante papel no para o casamento já ficam mais concre­
estabelecimento do novo lar. b) Noivado. tos. Com eçam os planejam entos para
Se por um lado na Bíblia não existe a as com pras e sse n ciais do novo lar. A
palavra namoro, por outro as ocorrências intimidade, nesse momento, não deve
da palavra noivado são abundantes, tanto avançar além daquilo que é a vontade
no Antigo quanto no Novo Testamento, de Deus. para que não se percam as
sen d o este um co m p ro m isso muito bênçãos decorrentes d e um relaciona­
sério, q ue inibia, inclusive, o hom em mento centrado nEle (1 Ts 43). Nada de
de ir à guerra (Dt 20.7). Caso houvesse intimidades físicas.
fornicação nesse periodo. o castigo seria
o apedrejamento (Dt 22.22-29). Essa era O Pense!
a situação da q u a l Maria poderia ser O namoro e o noivado são fases
acusada, ao ter concebido do Espírito da vida que são decididas pelos
Santo, e foi por isso que José intentou próprios jovens, ou é o Senhor
quem prepara esses encontros?
deixá-la secretamente (Mt 1.18.19).
2. S ig n ifica d o s. O nam oro corres­
ponde a um a im portante fase do re­
Õ Ponto Importante
Os encontros significativos na
lacionam ento hum ano, q ue d eve ser vida do crente fiel são prom ovi­
m arcado, sobretudo, por intim id ad e dos pelo Senhor (Pv 19.14). como
in te le ctu a l e em o cio nal. N ad a mais. aqueles que aconteceram entre
Tudo q u e passar disso, foge do pro­ Isaque e Receba, e Jacó e Raquel.
pósito de Deus. É aqui onde os jovens
observam se existe verdadeiro amor no III - CA SA M EN TO
relacionamento, que. óbvio, precisa ser 1. Significado. Depois de aguardar um
recíproco e igualmente forte. Vê-se. por tempo bastante longo. Jacó casou-se com
exemplo, que Jacó. somente depois de Raquel (Gn 29.30). Ele soube aguardara
trinta dias que havia conhecido Raquel, chegada do tempo de Deus. Agora, enfim,
fez um a proposta d e co m p ro m isso . a intimidade física seria o ponto alto. pois
N esse periodo d e "pré-namoro" Jacó eles se tornariam uma só carne.
estava analisando a sua pretendente, 2. Meios de subsistência. O casamen­
certamente procurando descobrir seus to pressupõe a existência de um caminho
gostos pelas coisas, seus projetos, seus marcado pelo amor. que perpassa pelo
ideais de vida etc. Depois disso foi que namoro e noivado. Porém, antes de casar,
ele teve coragem de "pedir a mão dela". os nubentes precisam garantir os meios
Seu "namoro" estava programado para de subsistência (trabalho) e. para tanto,
d urar sete anos. porém a s co isa s se necessitam de preparação intelectual.
com plicaram muito (Gn 29.21-30). O emprego deve. sempre, anteceder ao

JOVENS 29
casamento, pois ninguém deve casar e
SUBSÍDIO
ser sustentado pelos pais. Deus. antes
de fazer o casam ento de Adào e Eva. “Por causa da forte influência tribal
deu ao marido uma "casa" (Gn 2.8) e um e da u n id a d e do c lã na so c ie d a d e
emprego (Gn 2.15). Ademais, está escrito: patriarcal, os pais consideravam seu
‘Com a sabedoria se edifica a casa. e dever e prerrogativa assegurar esp o ­
com a inteligência ela se firma; e pelo sa s para se u s filhos (Gn 24 3: 38.6).
Normalmente, a noiva em perspectiva,
conhecimento se encherão as câmaras
assim com o o noivo, sim p lesm ente
de todas as su b stân cia s p recio sas e
co n co rd a va com os arranjo s feitos
deleitáveis" (Pv 24.34)- Assim, a prepa­
d e a c o rd o c o m o s in t e r e s s e s da
ração intelectual fornece conhecimento fam ília e da le a ld a d e à tribo. (...) O
(ciência), que propicia os meios para a ca sa m e n to co m m u lh e re s e stra n ­
subsistência material da família. geiras era d esaco nselhad o (Gn 24 3.
3. Solteiro, mas feliz Há alguns, como 26.34.35: 27 48: 28.8) e m ais tarde foi
Jacó. que esperaram muito tempo, e totalmente proibido (Ê x 3416; Dt 7 3 :
Deus lhes providenciou um casamento. Ed 10.2.3.10.11) [...1. Casamentos mistos
Outros, porém, igualmente fiéis ao S e ­ eram tolerados apenas no caso dos
nhor. ficaram sem se casar, com o foi o exilados (por exemplo. José. Gênesis
caso de Jerem ias Ur 16.2). Por que isso 4 1 45 : Moisés. Éx 2.21) e dos reis apenas
por razões políticas.
acontece? A resposta: soberania divina.
Por outro lado. havia em Isra el
Não devemos questionar os porquês dos
a o p o rtu n id a d e para c a sa m e n to s
propósitos divinos, mas. com o servos,
b a se a d o s no namoro. O jo v e m po ­
cabe-nos agradecer ao Senhor pelo dom dia d e c la ra r a su a preferên cia (Gn
da vida e pela sua presença conosco. 34 4 : Jz 14 2). (...] Na ép o ca do Antigo
Afinal, está escrito: ‘Canta alegremente, Testam ento as m u lh eres não eram
ó estéril que não deste à luz! Exulta de m antidas com o reclusas, com o nos
prazer com alegre canto e exclama, tu países muçulmanos, e podiam sair às
que não tiveste dores de parto! Porque ruas com o rosto descoberto (cf. 1 Sm
mais são os filhos da solitária do que os 1.13). Elas cuidavam d as ovelhas (Gn
filhos da casada, diz o Senhor" (Is 54.1). 29.6; Êx 2.16). carregavam água (Gn
24 13: iS m 9.11). colhiam nos cam pos
(Rt 2. 3) e visitavam outros lares (Gn
O Pense!
0 que o jovem cristào deve fazer 3 4 .1). D e ssa m aneira, os jo v e n s ti­
para conseguir um emprego, com nham a liberdade de procurar a futura
o objetivo de realizar o sonho do noiva so zin h o s’ (Dicionário Bíblico
casamento e manter com digni­ Wycliffe. í.ed. Rio d e Janeiro: CPAD.
dade seu lar? 2012. p. 388).

O Ponto Importante
A preparação intelectual é in­
dispensável para. quando chegar
o tempo certo, o Senhor usar o
conhecimento adquirido a fim de
que. pelo trabalho, a casa se encha
de bens (Pv 24.4J

30 JOVENS
ESTA N TE DO PR O FESSO R

ROBERTS. Wes; W RIGTH. H. Norman. Antes do Sim l ed.


Rio de Janeiro:CPAD. 2015.
WARREN. Meio Clark. Encontrando o Amor de Sua Vid a l ed.
Rio de Janeiro: CPAD. 2011.

CONCLUSÃO

0 jovem cristão deve entender 0 tempo de Deus para sua vida. Às vezes, tudo parece
que não vai dar certo. Decepções amorosas, condições m ateriais desfavoráveis, in cer­
tezas etc. tudo fustiga 0 jovem que espera em Deus pelo seu novo lar. O ideal é seguir
0 conselho bíblico: "Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado
de vós”(i Pe 5.7). Um dia. ainda que demore, a prom essa de Deus cu m p rir-se -á.

HORA DA REVISÃO

1. Segundo a lição, com o os namorados devem se relacionar?


Devem relacionar-se somente no cam po intelectual e emocional.
2. Segundo a lição, com o os noivos devem se relacionar?
Intensa intimidade intelectual, em ocional e social.
3. Mencione dois personagens bíblicos que esperaram em Deus pelo casamento.
Adão e Jacó.
4. Segundo a lição, para obter os meios de subsistência, antes do casamento, qual
“passo" deve ser dado pelo jovem ?
Preparação intelectual.
5. Qual profeta do Antigo Testamento que Deus determinou que não se casasse?
Jeremias.

Anotações
L IÇ A O
*-
1“

b ■
01/05/2016

F r
r fSff.

1
1
1 Jk

DEIXANDO PAI E MÃE

TEXTO DO DIA AGENDA DE LEITURA


“Seus filhos erijam, crescem SEGUNDA - Gn 22A
com o trigo. saem. e nunca A origem do mandamento
m ais tornam para elas."
T E R Ç A -G n 121
(Jó 394) Deus reitera o mandamento
QUARTA -G n 24.58
Rebeca obedece ao manda­
mento
QUINTA - Gn 24.67
Isaque cumpre o mandamento
SÍNTESE SEXTA - Mt 19.5; Mc 10.7
A ordem de deixar pai e mãe Jesus ratifica o mandamento
não significa desprezá-los. SÁ B A D O -E f 5.31
abandoná-los. pois o dever Paulo confirma o mandamento
de honrá-los permanece
para sempre.

32 JOVENS
O BJETIVO S

MOSTRAR que para a construção de uma nova família,


é imprescindível deixar pai e mãe;
SA BER que o afastamento em relação aos pais deve
acontecer nas dimensões geográfica, psicológica e fi­
nanceira;
EX PLICA R o aparente conflito entre o mandamento
de honrar pai e mãe e o de deixá-los para iniciar outro
núcleo familiar.

INTERAÇÃO

Professor, você sabe dizer quantos e quem são seus alunos?


Infelizmente. muitos de nós não sabemos. E imprescindível que
você conheça o perfil de sua turma: a estrutura fam iliar (mora
sozinho ou com os pais? Pais crentes? Separados?). O nível de
escolaridade (estuda?), vida profissional (onde e em que trabalha?)i
tempo de evangelho (“nasceu no evangelho?"), etc... Se sua turma é
pequena, essa tarefa não lhe trará maiores dificuldades, porém, se
a classe for numerosa, sugiro que elabore um questionário e peça
que todos respondam, explicando qual a finalidade. Assim, você
terá uma série de informações, em um só momento, e perceberá
que conhecer sua turma fará diferença na hora de planejar suas
aulas e elaborar suas estratégias de ensino.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓ GICA

Estimado docente, o assunto de hoje é de extrema relevância


para a vida de seus alunos, portanto cuide para que ninguém
saia com dúvida. Para começar, lance a seguinte pergunta: "O que
pode acontecer no casamento do rapaz e da moça os quais não
deixaram pai e mãe geográfica, psicológica e financeiramente,
desobedecendo a ordem divina?" Espere que seus alunos res­
pondam e registre todas as colocações no quadro ou em outro
recurso disponível. Deixe que todos, sem exceção, participem
da tarefa, independentemente de você concordar ou não com a
resposta. Após. comece a analisar, junto com eles, cada uma das
afirmações. Aproveite para elogiar os participantes e desfazer
eventuais equívocos, tendo o cuidado de não causar constrangi­
mentos. pois isso pode desestimular novas participações.
T E X TO BÍBLICO

Efésios 5 -3 1 -3 3 Efésios 6.1-3


31 Por isso. deixará o homem seu pai 1 Vós. filhos, sede obedientes a vos­
e sua mãe e se unirá ã sua mulher; e sos pais no Senhor, porque isto é
serão dois numa carne. justo.
32 Grande é este mistério; digo-o. porém, 2 Honra a teu pai e a tua mãe. que é
a respeito de Cristo e da igreja. o primeiro m andamento com pro­
33 Assim também vós. cada um em parti­ messa.
cular ame a sua própria mulher como a si 3 para que te vá bem. e vivas muito
mesmo, e a mulher reverencie o marido. tempo sobre a terra.

COM ENTÁRIO

INTRODUÇÃO
0 primeiro mandamento de Deus para 0 homem (não 0 maior mandamento)
é que. antes de casar, deve deixar seus pais (Gn 2.24). Esse paradigma para
0 casamento foi estabelecido de maneira tão veemente por Deus porque,
talvez, essa fosse a ún ica forma de quebrar o forte elo que liga pais e
filhos, para poder surgir um novo ente social, a nova família. Como Deus
é sábio! Tal acontecimento, identificado como individuação, tem alcance
geográfico, psicológico e financeiro, não significando 0 distanciam ento
entre pais e filhos, mas colocando limites. Adão e Eva foram os únicos
hum anos que se casaram, e não tiveram de deixar pai e mãe. mas todos
os dem ais devem cum p rir a determ inação divina. E certo que isso, às
vezes, pode ser difícil. Entretanto não se trata de uma faculdade, mas de
uma obrigação do novo casal. Afinal o verbo está no imperativo: deixará!
Ao longo da história bíblica, os casais que serviram a Deus cum priram
integralmente essa norma divina.

I - O P R IM E IR O M A N D A M E N T O no Éden foi reiterado para Abraão (Gn


1. Requisito para a perfeita união. 12.1-3). Ele o obedeceu e também o ensi­
Toda nova família deve ter características nou a seus descendentes. Tanto Abraão,
próprias, para ter uma união perfeita. Isso como Isaque e Jacó, conquanto fossem
é impreterível para que haja crescimento nômades parte do tempo de suas vidas,
e uma identidade familiar própria. O novo habitando em tendas (Hb 11.9), tinham,
casal, assim, precisa ter suas experiências cad a um, a sua própria habitação (Gn
pessoais e resolver seus problemas, sem 246 7: 31-34 )! Eles sabiam conservar a
haver introm issão de nenhum a outra cultura familiar, sem deixar de atender
pessoa. Esse mandamento mencionado a esse importante mandamento.

34 JOVENS
2. Ind ivid uação . A filosofia cham a próprias montanhas para estabelecerem
de ind ivid uação o fenóm eno através suas famílias.
do qual um organism o se singulariza
dentro da espécie, sem abandonar as O Pense!
características co m uns d os seu s p a­ Por que Deus estabeleceu como
res. Era isso que o Senhor queria que requisito para a formação de uma
unidade nEle (marido e mulher) a
aco ntecesse com o novo casal. Estar
quebra de outra unidade perfeita
junto dos familiares é um compromisso (pais e filhos)?
perene da nova fam ília (não d eve se
excluir d as c e le b ra ç õ e s fam iliares - ® Ponto Importante
aniversários. Natal, dia dos pais. das Na família, os filhos devem
m ães etc.). Entretanto a singularização aprender com os pais. mas, em
do ente fam iliar q ue se formou é im ­ tempo oportuno, devem sair de
casa para ensinar também aos
periosa. Foi Deus quem pensou assim.
seus próprios filhos. Esse é o
O Senhor ch an celo u e sse fenôm eno ciclo da vida.
na biologia dando a cada ser vivo um
código genético distinto. Não existem, II - A LCA N C E DO MANDAMENTO
com o se sabe. zebras com as m esm as 1. A fastam ento g eo g ráfico . Toda
listras, nem leopardos com pintas iguais, família precisa de "espaço" para crescer.
nem seres hum anos que apresentem Para isso Deus mandou que o novo c a ­
im p re ssõ e s d ig ita is id ê n ticas (ainda sal. antes de se unir. saísse da casa dos
q ue sejam g é m e o s univitelinos). Até pais. Observe-se uma planta. Ela precisa
os cristais de gelo. microscopicamente de um espaço que seja só dela (veja o
an a lisad o s, dem onstram form ações que acontece quando o trigo divide um
m oleculares dispares. Essa construção pequeno espaço geográfico com o joio -
idiossincrática faz parte da natureza. Mt 13 28-30 - é um problema). A grande
Assim, quando uma nova família surge, dificuldade é que as raizes do joio e do
ela precisa de um “DNA social" próprio. trigo podem se entrelaçar, diante da
3. Menção na Bíblia. Na Bíblia, Deus proximidade territorial. Isso significa que
fala de individuação em Jó 39 . m encio­ o trigo precisa de um espaço individual,
nando com o esse fenômeno acontece próprio. A m esm a coisa acontece com
na família das cabras monteses (vv. 1-4). a nova família.
cujo s filhos, quando crescem e ficam 2. A fa s ta m e n t o p s ic o ló g ic o . A
fortes, partem e “nunca m ais tornam planta precisa da luz solar para fazer
para elas’. Os filhos das cabras monte­ a fotossíntese e crescer. Entretanto,
ses precisam viver sua própria história, essa radiação trará certo incôm odo a
identificando-se como indivíduos, sem ela nos horários m ais quentes do dia.
abrir mãos dos ensinamentos recebidos Isso porém é necessário. Utilizando o
dos pais (indispensáveis à sobrevivência). m esm o raciocínio, p o d e -se dizer que
O certo é que. ’à sombra" dos seus pais. os pais não d evem privar se u s filhos
elas jam ais poderiam cumprir integral­ dos eventuais desafios psicológicos. É
mente o projeto do Criador. Por isso. os preciso que cada nova fam ília adquira
descendentes caprinos procurarão suas individualidade, tomando suas próprias

JOVENS 35
decisões. Por mais que “doa" ver os filhos estão errados e causam sérios conflitos
passarem por certos “percalços’ no novo no lar. Frise-se. por fim. que nenhum a
contexto familiar, o bloqueio emocional ajuda que inviabilize a administração do lar
ao novo casal, pelos pais. (impedir que de quem contribui vem de Deus. porque
deixe psicologicam ente os genitores) isso não tem origem no amor. mas em
ensejará prejuízo. Um escritor antigo um sentimento indevido de posse dos
dizia q u e “em m ar calm o todo barco pais sobre o(a) filho(a) recém-casado(a).
navega bem". A s lutas, d ificu ld ad e s, ou vice-versa.
surgirão para q ue possa despontar a
nova liderança do lar: o marido. É bem O Pense!
verdade que o Código C ivil e a Consti­ Porque tantos pais querem man­
ter o controle sobre o filho após
tuição Federal não distinguem liderança
ele se casar? Seria isso am or ou
entre h o m em e m ulher, no se io da egoísmo?
família, m as a Biblia estabelece. E. por
isso. essa nova liderança precisa surgir, O Ponto Importante
m as não aparecerá se não houver a u ­ Deixar o filho seguir seu próprio
tonomia psicológica. Esse afastamento caminho, para construir um novo
proporciona, à nova família e aos pais. lar. como acontece com as cabras
monteses (Jó 394 ). é sinal de
a chance de um relacionam ento mais
amor. Reter o que Deus liberou é
intimo com o Criador, na confiança que egoísmo!
Ele é o socorro na hora da angústia (Sl
46.1) e. contra o s in có m o d o s do so l III - C O N F LIT O E N T R E M ANDA­
causticante. Ele é a sombra (Sl 121.5-6). M EN TO S
3. Afastamento financeiro. A ordem Há. na Biblia. dois mandamentos que
de “deixar pai e mãe" tam bém atinge a aparentemente se contradizem: deixar
parte financeira, porém o dever dos pais e tam bém honrar pai e mãe.
ajudarem financeiramente os filhos (2 Co 1. Honrando pai e mãe. Sejam bons
12.14) e vice-versa (Mc 710-13) nunca ter­ ou maus. os pais devem ser honrados in­
minará diante de Deus. bem como perante condicionalmente. Entretanto se surgirem
a lei civil, a qual usa como parâmetro para conflitos entre o cônjuge e um dos pais.
definir o valor da ‘pensão alimentícia’ o a Biblia é clara: ‘deixará o homem pai e
trinômio‘necessidade-possibilidade-pro- mãe e se unirá à sua mulher" 0 cônjuge
porcionalidade’. Isto é. o dever de pagar deve ter sem pre a prioridade! O s inte­
reciprocamente alcança pais e filhos, na resses dos parceiros são superiores aos
medida da necessidade e possibilidade desejos dos sogros e filhos. Deus disse
de cada um. aplicando o critério da pro­ a Abraão: “ouça a voz d e sua mulher"
porcionalidade para achar o valor justo. (Gn 21.12). Os interesses de Sara eram
Há. porém, pais q ue possuem renda mesquinhos, pois o problema foi criado
suficiente, m as exigem, para com prar por ela e Deus faria Isaque ser o herdeiro
supérfluos, aportes financeiros mensais do independentemente de qualquer coisa.
filho casado. Por outro lado. existem filhos Entretanto, m esm o sendo doloroso, o
casados que. irresponsavelmente, querem Senhor determinou que Abraão abrisse
viver à custa dos pais. Os dois extremos mão do filho Ismael e Agar. por atenção

36 JOVENS
a Sara. A honra aos pais. porém, não 3. Filhos que podem morrer cedo. O
pode ensejar em qualquer esp écie de primeiro m andam ento com prom essa
humilhação ao cônjuge. é honrar pai e mãe. porque na primeira
2. D eixando pai e mãe. Enquanto infância os filhos ficam, diante de Deus.
estiverem em casa. os filhos deverão com grande divida com seu s pais e o
ser totalmente obedientes aos pais. no momento propício para o pagam ento
Senhor. Quando se casarem, porém, ‘dei­ é quando os genitores não puderem
xarão pai e mãe", ou seja. os filhos devem m ais cuidar de si próprios. Então Deus
sair da casa. construir seu próprio patri­ garante ao filho atencioso que viverá
mônio e tomar suas próprias decisões na muito, para poder cuidar d e seu s pais
vida. para que a unidade do novo casal na velh ice! D essa m aneira, o Senhor
não seja comprometida. Por tal motivo, harmoniza as responsabilidades dentro
é comum observar pessoas com sérios da família. Não há ninguém sobrecarre­
conflitos familiares, quando acontece o gado e outro sem nenhuma obrigação.
T o d o s têm um p a p e l e s p e c ific o . O
caso de os pais continuarem intervindo
Senhor é justo.
nas decisões dos filhos casados. É bom
lembrar, porém. que. mesmo com o ca ­
samento dos filhos, a honra àqueles que
O Pense!
Quando o filho deixar os pais
deram toda a atenção e carinho durante para construir um novo lar, pode
a infância, ad o le sc ê n c ia e ju ven tu d e esquecer o que seus genitores
aos filhos, ainda persistirá. Interessante fizeram por ele durante a vida?
que. logo após falarem sobre o dever do
novo casal de deixar pai e mãe. Jesus e O Ponto Importante
o apóstolo Paulo acrescentam sempre o Sobre os filhos penderá, sempre,
o dever de honrar os pais até o
dever de honrá-los (Mt 19.5.19; Mc 107.19 fim. entretanto o dever de esta­
e Ef 5.31; 6.2). ou seja. um mandamento rem em subm issão cessa com o
não invalida o outro. casamento do filho.

O prim eiro m andam ento com prom essa


é honrar pai e m ãe. porque na prim eira
infância os filho s ficam , d iante d e Deus.
com g rand e d ívid a com se u s pais e o
m om ento propicio para o pagam ento é
q uand o os genitores não puderem m ais
cu id a r d e si próprios.

JOVENS 37
SU BSÍDIO 1 SU BSÍDIO 2
“O c a sa m e n to b íb lic o c o m e ç a “Deixará Cãzobh) raiz primitiva; sol­
‘deixando’ (a fundação), é sustentado tar. i. e.. abandonar, perm itir etc.: —
‘ap e g an d o -se ’ (o processo) e resulta encom endar-se. entregar-se. deixar,
em um a carne (o resultado). Deixar abandonar, desamparar, ajudar, retirar,
implica em uma transformação radical mudar, dar de mão.
do básico e forte relacionamento pré- V e rb o d e riv a d o d e d u a s ra izes
-conjugal. entre o homem e a mulher e separadas. Na Bíblia hebraica, a mais
seus respectivos pais. e. desta maneira, com um é 'àzobhi que significa partir,
todos os dem ais relacionamentos. A abandonar, desamparar, soltar. A pa­
Bíblia não defende o abandono dos lavra pode ser usada para designar a
pais e parentes para se casa r (1 Tm partida para um novo local (2 Rs 8. 6)
5.8). m as espera um a transformação ou para separar-se de outra pessoa (Gn
radical no relacionamento entre pais e 44 22 Rt 1.16). Quando o pai de Zipora
filhos, de modo que uma nova unidade a encontrou sem Moisés, perguntou:
se forme, pelo casamento. 'Por q ue deixastes o hom em ?' (Éx 2.
É importante que um casal recém - 20). Um homem deve deixar os seus
-c a sa d o perceba q ue é de seu inte­ pais para se casar (Gn 2.24). Deixar na
resse modificar o seu relacionamento mão é uma expressão idiomática que
com seus pais. A raiz de muitos maus significa confiar (Gn 39. 6). A palavra
relacionamentos com os parentes do tam b ém p o d e ter um a co n o ta çã o
cônjuge frequentem ente d e v e m -se m uito m ais neg ativa. O s isra e lita s
ao fato d e q ue os pais ou os filhos ab andonaram suas c id a d e s d epo is
não são c a p a z e s d e transform ar o que o exército fugiu (1 Sm 31.7) o sinal
seu relacionamento. (...1. a fim de que supremo de derrota (e frequentemen­
se torne uma carne. (...) Um indivíduo te do ju íz o d e Deus) eram cid a d e s
não pode se c a sa r e se com portar abandonadas (Is 17. 9: Jr 4 29; Sf 2.4).
como uma pessoa solteira, no que diz Os profetas conclamavam o povo para
respeito à adm inistração do tempo, que abandonassem, antes, os ídolos e
h áb ito s a lim e n ta re s e a s s o c ia ç ã o o pecado (Is 55.7; Ez 20.8; 23.8)" (Bíblia
com am igos e parentes. No entanto, de Estudo Palavras-C h ave Hebraico
a Bíblia se concentra no mais básico e Grego. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD.
de todos os relacionamentos, que é o p. 1834).
de pai e filho, para enfatizar a n e ce s­
sid ad e de m udanças fundam entais,
q u e d evem ocorrer no casam ento"
(ADEI. Stephen. Seja o Líder que Sua
Fam ília Precisa í.ed.R io d e Janeiro:
CPAD. 2010. p. 110).

38 JOVENS
ESTA N TE DO PR O FESSO R

ADEI. Stephen. Seja o Líder que Sua Família Precisa í.ed


Rio de Janeiro: CPAD. 2010.
LUCADO. Max. Quebrando a Rotina. í.ed.
Rio de Janeiro: CPAD. 2012.

CONCLUSÃO

Os pais e filhos que forem fiéis ao mandamento m ais antigo de Deus para a fam ília - ao
casar, deixar pai e mãe - desfrutarão do ciclo da vida fam iliar em conform idade com a
vontade do Criador. E isso é m uito bom e proveitoso. Obedecer às ordens do Senhor não
é um peso, m as um privilégio, pois a obediência garante um futuro de paz e a fruição
de toda a sorte de bênçãos divinas (Lv 26.3-10).

HORA DA REVISÃO

1. Qual o primeiro mandamento com prom essa?


“Honrar pai e mãe" (Éx 20.12).
2. Segundo a lição, em que consiste o fenômeno da individuação?
É o fenômeno através do qual um organismo se singulariza dentro da espécie,
sem abandonar as características com uns dos seus pares.
3. Com o os pais devem tratar os seus filhos casados?
Podem aconselhar, mas não interferir.
4. Por que os filhos devem deixar o lar após o casam ento?
Para dar inicio a um novo ciclo familiar.
5. Quais tipos de afastamentos, entre pais e filhos, devem ser feitos após o casa­
mento?
Afastamentos geográfico, psicológico e financeiro.

Anotações
0 PAPEL DO MARIDO
NA FAMÍLIA

TEXTO DO DIA AGENDA DE LEITURA


“Marido, ame a sua esposa, SEG U N D A -G n 219
assim como Cristo amou a Criado para ser líder
Igreja e deu a sua vida por TERÇA - Êx 20.12
ela.”(Ef 5.25) O dever dos filhos
Q U A R T A -IP e 3.6
Sara aceita a liderança de
Abraão
QUINTA-Gn 227-9
Isaque aceita a liderança de
SÍNTESE
Abraão
A função do marido de liderar
SEXTA Ef 523,24
a família, m ais que uma
A liderança do marido no lar
opção, é um mandamento
bíblico, cuja eficácia resultará SÁBADO -1 Tm 3.4,5
na felicidade de todos. O obreiro aprovado

40 JOVENS
O BJETIVO S

SA B E R que. por decisão divina, o m arido exerce a


função de líder da família, ressaltando a distinção
entre submissão e subserviência;
D ISCO R R ER sobre a liderança do marido no núcleo
familiar, seja ela espiritual, sobre a esposa ou sobre
os filhos;
A P R E N D E R com os exemplos bíblicos de liderança
familiar, sem deixar de refletir sobre as lideranças
ineficazes.

INTERAÇÃO
Professor, vamos tocar hoje em dois pontos que talvez pare­
çam irrelevantes, mas que fazem m uita diferença na Escola
Dom inical: pontualidade e assiduidade. É recomendável que
você chegue antes de seus alunos e prepare o ambiente para
a aula. além de recebê-los gentilmente. A Bíblia d iz :"[...] se é
ensinar, haja dedicação ao ensino" (Rm 12.7) Quanto à assid u i­
dade. observe-se que o professor que ama a Escola Dom inical
é presença constante nela. mesmo quando não vai m in istrara
aula. pois tem prazer de prestigiar seu colega e aprender com
ele. Agindo assim, você estará demonstrando 0 valor que dá aos
seus alunos, aos seus colegas docentes, bem como ao ensino
bíblico e à tarefa para a qual foi vocacionado. Lem bre-se que
você é referência para eles.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓ GICA

Professor, sabemos que. por decisão divina, 0 m arido exerce a


função de líder da família, e que a m ulher deve ser submissa a
ele. Contudo, é fácil confundir submissão com subserviência.
Por isso. de início, escreva as duas palavras em tiras de papel ou
de cartolina e fixe no quadro, ou em outro recurso disponível.
Cuide para que seus alunos compreendam a diferença entre
os dois termos. No tópico II desta lição, divida a turm a em
três equipes. Cada uma delas ficará responsável por estudar
0 conteúdo de um ponto do terceiro tópico, a fim de discorrer
sobre a liderança do m arido no núcleo fam iliar, espiritual,
sobre a esposa e sobre os filhos. Após. peça que apresentem
à turm a suas conclusões sobre a parte do estudo que lhes
cabia. Controle 0 tempo. Lem bre-se que 0 conteúdo deve ser
integralmente m inistrado.
T E X TO BÍBLICO

Efésios 5.23,24,28-30 28 Assim devem os maridos amar a sua


própria mulher como a seu próprio
23 porque o marido é a cabeça da mulher,
corpo. Quem ama a sua mulher ama-se
como também Cristo é a cabeça da
a si mesmo.
igreja, sendo ele próprio o salvador
do corpo. 29 Porque nunca ninguém aborreceu a
sua própria carne; antes, a alimenta e
24 De sorte que. assim como a igreja
sustenta, como também o Senhor à
está sujeita a Cristo, assim também
igreja;
as mulheres sejam em tudo sujeitas
a seu marido. 30 porque somos membros do seu corpo.

COM ENTÁRIO

INTRODUÇÃO
0 homem foi criado para liderar os seres vivos. Ele, portanto, é um líder
nato. Está escrito em Gênesis 2.19 que, após a formação de Adão, Deus
trouxe todos os anim ais ao homem para que ele dissesse como cada um
seria chamado. Isso é que é autoridade! Adão tornou-se. assim, o "primeiro
cartório de registro" da Terra. Que memória excepcional! 0 Senhor já havia
idealizado a criação de uma auxiliadora ao homem (Gn 2.18). que deveria
lhe ser submissa. Após a Queda. Deus determinou que 0 "desejo" de Eva
seria para o seu m arido e que esse a dom inaria (Gn 316). A vocação de
liderança do homem pode ser vista em toda a história da humanidade. Não
obstante, m ulheres extraordinárias têm exercido grande liderança em
m uitas ocasiões. Tal observação não representa um estereótipo sexista
(usando um a expressão contemporânea), mas é apenas uma constatação
de como funciona a natureza humana.

I - H IER A R Q U IZA ÇÃ O NA FAMÍLIA se submeter ao marido constitui-se em


1. Um a d e cisã o divina. No seio da uma das mais belas características das
primeira familia, bem com o em todas mulheres cristãs, seguindo o modelo das
as demais, o Senhor estabeleceu uma santas m ulheres do passado (1 Pe 3.5).
hierarquia. O homem é o cabeça do casal 2. B e n e fíc io s . A h ie ra rq u iz a ç ã o
e a esp o sa d eve se r-lh e sub m issa, o e s ta b e le c e a o rd em . N a s s o c ie d a ­
que não significa ser subserviente, que des. nas fam ílias, nas igrejas, se não
é um tipo de subjugação, de escravidão. houver hierarquia, não haverá c re s ­
Submissão, nos m oldes bíblicos, é uma cim ento. S e m ca d e ia d e au to rid ad e
decisão voluntária e inteligente de obedi­ v iv e ria m o s d e so rd e n a d a m e n te e o
ência. sobretudo a Deus e à sua Palavra. cao s se esta b e leceria . D essa forma,
É renúncia à opinião pessoal, em prol o c a o s c u lm in a q u an d o p e sso a s se
da familia. Inequivocamente, o ato de rebelam contra a ordem hierárquica

42 JOVENS
esta b e le cid a por Deus. em q ualq uer sua familia. Isso definirá muitas coisas no
agrupam ento social. futuro, principalmente no que diz respeito
3. R esistência social. S a b e -se queaos filhos. Cabe ao pai. portanto, não ape­
a so cied ad e pós-m oderna apresenta nas ser um lider espiritual de si mesmo,
forte resistência a esse m andam ento mas conduzir sua familia aos pés de Cristo.
biblico. talvez, com o afirm a Stephen Tal responsabilidade apresenta-se tão re­
Adei na obra S eja o líder que su a família levante que. caso os filhos sejam rebeldes,
precisa, o problema seja a discriminação inviabilizará sua ordenação ao pastorado.
histórica contra as mulheres, o que levou Paulo recomenda que só seja admitido
alguns, no afã de corrigir essa distorção, quem “governe bem a sua própria casa.
‘ao extremo de negaras diferenças entre tendo seus filhos em sujeição, com toda
os sexos, e suas funções singularmente a modéstia (porque, se alguém não sabe
complementares*. De um jeito ou de outro, governar a sua própria casa. terá cuidado
o padrão de comportamento da familia da igreja de Deus?" — íT m 3 4 -5)- Por isso.
cristã deve seguir os ditames da Palavra o marido deve aprender com Jesus como
de Deus. e não as teorias feministas que ser um líder eficaz. A liderança espiritual
não se sustentam ante os fatos da vida. do marido é capaz de estabelecer uma
Observe-se. ademais, que. no género família forte que nunca será derrotada. A
humano (homem e mulher), não há rela­ liderança espiritual de Anrão foi reconhe­
ção de subordinação, mas apenas entre cida pelo próprio Deus que. ao falar com
a esposa e seu marido. Por isso. Sara Moisés na sarça, disse: "Eu sou o Deus de
chamava Abraão de senhor (1 Pe 3.6). mas teu pai l...r
(Éx 3.6). O ensinamento recebido
não há registro que ela tratasse assim por Moisés lhe forneceu subsídios para.
os escravos ou os amigos. A posição de no futuro, também ‘ não temer" a ira do
subm issão da esposa é abundante na rei; porque ficou firme, com o vendo o
Bíblia (Ef 5.22.25; Tt 2.5 :1 Pe 3.1). invisível* (Hb 11.27).
2. Liderando a esposa. A Biblia diz
O Pense! que o marido deve exercer autoridade
O papel de liderança só pode ser sobre sua mulher, m as tam bém deve
exercido pelo pai? A mãe, em ca­ am á-la. Assim, cabe ao marido exercer
sos especiais, não poderia trocar a liderança em amor. ou seja. com com ­
de atribuição com o m arido? panheirismo e cumplicidade. O apóstolo
Pedro, por seu turno, acrescenta ainda
O Ponto Importante mais a responsabilidade dos maridos, ao
O padrão de Deus estabelecido
dizer que eles devem honrar a esposa,
para o governo da casa pesa sobre
por ser ‘vaso mais fraco", para que suas
os ombros do homem. Eventuais
arranjos sociais distintos, sobre orações tenham valor para Deus (1 Pe
a administração da casa, trarão 3 7 )- A ausência de cuidado do marido,
enormes prejuízos. em relação à sua mulher, pode ensejar
o bloqueio de suas orações. Observa-se.
I I - A A R TE DA LID E R A N ÇA d essa forma, a im portância de liderar
1. Liderança espiritual. O marido tem oem amor! A quem muito se dá. muito
grande desafio de liderar espiritualmente se cobrará (Lc 12.48).

JOVENS 43
3. L id e ra n d o os filh o s. A Palavra © Pense!
d e D eus diz q u e o pai d e ve exercer Caso o pai não seja crente e
lid e ra n ç a so b re os filh o s (Êx 20.12: a mãe o seja. mesmo assim a
Dt 2 1 .1 8 -2 1 ; Mt 15.4: 1 9 1 9 : Mc 7 1 0 : liderança deve ser exercida pelo
m arido? Não seria uma exceção
Ef 6.2) e q u e e le s são co m o fle c h a s
para a m ulher liderar?
nas m ãos do v a le n te (Sl 12 7 4)- Isso
c o n d u z a d u a s c o n c lu sõ e s: 1) O pai
® Ponto Importante
precisa ser um valente para exercer a
Deus não faz distinção entre o pai
liderança, pois deverá deixar herança bom ou mau. crente ou descrente.
para se u s filhos (Pv 13.22; 2 C o 12.14) A liderança será sempre dele. Essa
e. principalm ente, um bom nome. que é a regra estabelecida na Bíblia e.
é a m aior h erança (Pv 22.1); tam bém por isso. não deve ser mudada.
deverá ser valente para protegè-los (Lc
11.21) . para suprir su a s n ece ssid a d e s III - C O N TR A STES DE LIDERANÇAS
m ateriais (Lc 11.11; 15.17). para cuidar 1. Ineficaz. Descumprir um propósito
nas d o e n ç a s (2 Sm 13.5). bem com o divino gera infelicidade, tanto para si.
para interceder por eles e instrui-los no com o para os que estão ao seu redor.
cam inh o do Senhor (1 Sm 1.27; Jó 1.5: O rico descrito na história d e Lázaro
Pv 22.6; Ef 6.4). 2) Em segundo lugar, a certamente teve uma liderança ineficaz.
liderança do “valente" deve ser capaz Lembrou-se da vida espiritual de sua fa­
de “lançá-los" bem mais longe do que mília somente após a morte (Lc 16.27.28).
os p a is foram. A fin a l d e contas, são Ele estava infeliz, e a família também es­
co m o "flechas nas m ãos do valente", tava. Os danos decorrentes de uma vida
q ue se g u em adiante. Isso fala sobre familiar que não cumpre os propósitos de
o futuro. Entretanto, é p re c iso q u e Deus acarretarão consequências tanto
os pais não irritem os filhos (Ef 6.4; C l nesta vida quanto na vindoura. Mas os
3.21) . querendo q u e e le s realizem os exemplos ruins não são apenas de ímpios.
projetos nos quais os pais fracassaram Veja-se a situação de Davi. Ele procurou
em realizar. C a d a um d eve se g u ir o dominar sua família, ao invés de servi-la.
seu próprio cam inho. Foi muito egoísta, conforme se observa
O pai deve corrigir os filhos (Pv 13.24: no episódio do adultério com Bate-Seba
22.15; 23.13.14; 29.15.17; Hb 12.9). m as (2 Sm 11.1-27). Deu pouca importância
sem irritá-los. como mencionado antes. à influência negativa do seu sobrinho
Isso significa que a liderança sobre os Jonadabe. que era um rapaz maligno,
filhos tam bém d eve ser exercida em sobre seu filho primogénito Amnom (2 Sm
amor. pois onde existe am or existem 13.3). o qual planejou o estupro de Tamar.
milagres. Assim , a disciplina deve ser Depois disso, ele ainda continuou com
sentida pelo filho, isto é. ela deve ser livre trânsito na casa do rei (2 Sm 13.35).
su fic ie n te para d e se stim u la r novos Davi. em regra, não tinha tempo para falar
erros, m as não pode ferir, nem fisica com seus filhos e os sofrimentos deles
nem em ocionalm ente, pois isso seria não eram percebidos pelo pai ausente
um a a g re s s ã o e não um a c o rre çã o (2 Sm 14 24. 33 )- Quando morreu. Davi
(Pv 19.18). deixou um legado de mágoas e sangue

44 JOVENS
(í Rs 2.6.8). Tanto é assim que Salomão
SUBSÍDIO
ainda matou um irmão (1 Rs 2.24.25). O lar
de Davi. um homem segundo o coração “O fenómeno de pais que não tèm
de Deus. ficou aos pedaços por causa de tempo para liderar suas familias está
sua liderança ineficaz. alcançando proporções alarmantes.
2. Eficaz. A Biblia não conta a história Diferentemente do passado, quando
deles. Podem ter sido trucidados por as fa m ilia s tra b a lh a v a m ju n t a s no
campo, as atividades modernas estão
Nabucodonosor. ficado em Jerusalém
organizadas d e tal maneira que. com
como escravos ou morrido de doenças.
a exceção do fim de sem ana, os pais
Não importa. Os pais de Daniel. Misael.
saem de casa pouco depois do nascer
Azarias e Ananias. os jovens que serviram do sol e só retornam à noite.
ao rei de Babilônia, são pais heróis. Eles O re su ltad o d e sta s te n d ê n c ia s
conseguiram impregnar na mente desses sobre a sociedade e os homens, em
moços a fidelidade ao Senhor desde muito particular, é devastador. Na prática,
cedo. Ao que tudo indica, os jovens foram alguns hom ens podem soprar e bu­
transportados para Babilônia com idade far. podem perturbar as c ria n ça s e
inferior a vinte anos. mas demonstraram as m ulheres, podem recorrer a um
grande m aturidade espiritual. Não se comportamento antissocial. A verdade
contaminaram com o pecado e. por isso. é que um homem que não consegue
d esem p enhar a lid erança eficaz no
foram grandemente abençoados. Outro
lar. na comunidade, na sua igreja e na
caso igualmente notável aconteceu com
nação, é um homem infeliz. Isso porque
certo homem chamado Jonadabe. o qual
muitos hom ens d esejam liderar, dar
ensinou a seus filhos como deveriam viver orientação e um modelo a ser seguido.
(Jr 35.1-10) e eles o obedeceram regia­ Se fracassarem , provavelm ente exi­
mente. Deus ficou tão impressionado com birão tendências para mascarar a sua
a fidelidade dos recabitas. que anunciou: verdadeira condição. É por isso que
‘ N unca faltará varão a Jonadabe. filho os homens que são ineficazes na sua
de Recabe. que assista perante a minha liderança provavelmente manifestarão
face todos os dias" (Jr 35.19). Que coisa comportamentos que são autoritários,
extraordinária! Deus destinou um final feliz machistas, destrutivos e egoístas. Em
a um grupo de nômades, por causa da outras palavras, os sinais visíveis podem
ocultar a insegurança interior, a fraqueza
liderança eficaz exercida por um homem
e os temores de muitos homens, que
séculos antes.
deixam de desem penhar a liderança
eficaz" (ADEI. Stephen. S e ja o Líder
© Pense! que Sua Família Precisa. í.e d Rio de
A Liderança ineficaz do marido no
Janeiro. CPAD. 2010. pp. 17.18).
lar produz sempre danos irrever­
sív e is? Há exceção?

O Ponto Importante
Para Deus não existe ponto
final. 0 maior caos de todos. Ele
pode transformar em harmonia:
porém, em regra, os danos da má
liderança são irreversíveis.

JOVENS 45
ESTA N TE DO PR O FESSO R

ADEI. Stephen. Seja o Líder que Sua Fam ília Precisa led.
Rio de Janeiro: CPAD. 2010.
WRIGHT. H. Norman. Guia de Aconselham ento Pré-N upcial, l ed.
Rio de Janeiro: CPAD. 2012.

CONCLUSÃO

Liderar o lar não é um a tarefa fácil, mas se reveste de im portância capital. É a partir
de um a liderança eficaz que Deus agirá nos membros da fam ília, transform ando-os em
cidadãos de bem. equilibrados, cum pridores de seus deveres. Caso contrário, os filhos
serão rebeldes e se comportarão reprovadamente. Está escrito: "A vara e a repreensão
dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesm o envergonha a sua m ãe‘ (Pv 29.15).

HORA DA REVISÃO

1. A liderança do pai na família é uma opção ou obrigação? Justifique.


É um dever, pois foi Deus quem determinou.
2. Segundo a lição, com o pode ser definida a subm issão da esposa?
Renúncia à opinião pessoal, em prol da família.
3. Q ual movimento social defende a igualdade total das funções familiares do pai
e da m ãe?
O feminismo radical.
4. Cite dois exemplos de liderança m asculina eficaz.
O rico da história de Lázaro e o rei Davi.
5. Segundo a Biblia (Pv 29.15). o que acontece ao filho entregue a si m esm o?
Envergonha a sua mãe.

Anotações
LIÇÃO

7
15/05/2016

O PAPEL DA ESPOSA
NA FAMÍLIA

TEXTO DO DIA AGENDA DE LEITURA


"A m u lh e r v ir t u o s a é a co ro a do SEG U N D A -G n 218
se u m a rid o , m a s a q u e p ro ce d e Criada para ser ajudadora do
v e rg o n h o sa m e n te é co m o
marido
a p o d re c im e n to n o s s e u s ossos."
(Pv 12.4) TERÇA - Pv 18.22
A d ifícil tarefa de encontrar
uma esposa
QUARTA - Pv 312122
A esposa que protege a fam ília
Q U IN TA -Sl 128.2 Pv 31.26
SÍNTESE
A esposa que alegra e ensina à
A nobre função da esposa fam ília
como adjutora reflete 0
SEXTA - Jz 4.4; At 18.1826;
cuidado de um Deus amoroso,
A esposa que se destaca mais
que viu não ser bom 0
que 0 marido
homem estar só.
SÁBADO -1 Pe 3.1-6
A principal vocação da e s p o s a J

JOVENS 47
O BJETIVO S

•SA BER que a m ulher foi criada para ser adjutora;


•DISCO RRER sobre o papel da mulher no núcleo fami­
liar, seja em relação a Deus. ao marido ou aos filhos;
•R E C O N H E C ER a extraordinária capacidade geradora
da mulher, a qual foi concedida pelo Criador.

INTERAÇÃO

Professor, nesta lição vamos falar um pouco a respeito do pla­


nejamento. Tudo que se planeja tem uma m aior probabilidade
de dar certo. Não precisa ser um pedagogo para planejar, todos
os professores da Escola D om inical podem e devem fazê-lo.
Planejar nada m ais é do que programar antes de fazer, ou seja,
organizar a aula antes de m inistrá-la. As lições da CPAD já tra­
zem para você o conteúdo e os objetivos de sua aula. orientação
pedagógica e ainda exercícios úteis à avaliação, tudo que você
precisa fazer é estudar e organizar sua aula com antecedência.
É im portante fazer um roteiro, um a sequência da aula. bem
como definir um tempo para cada tópico da lição e atividade a
ser desenvolvida. Falaremos mais sobre a organização do tempo
na próxima lição.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓ GICA

Caro professor, aproveite a aula de hoje para p rom over a


participação de todos, in c lu s iv e os m a is tím ido s. Logo no
início, proponha aos alunos um a discussão sobre o assunto
do dia. u tilizan d o as perguntas abaixo. C o lo q u e-as em um
recipiente e deixe que retirem e respondam livrem ente, mas
fique atento a possíveis deturpações para corrigi-las. Ao final,
ressalte que a mulher, ainda hoje. tem a função de adjutora
dentro da família, pois foi criada por Deus com este propósito.
-Q u a l o papel da m ulher dentro da fa m ília ?
-S e a m ulher foi criada por Deus para ser adjutora. então não
tem outras funções?
-A in d a hoje a m u lh e r exerce a função de ad ju to ra? Ser ad­
jutora significa ser in ferio r ao hom em ?
-M esm o na sociedade atual, a m u lh e r deve subm issão ao
m arid o ?
T E X TO BÍBLICO

Provérbios 31.10-14 Guimel.


Álefe 12 Ela lhe faz bem e não mal. todos os
dias da sua vida.
10 Mulher virtuosa, quem a achará? O
Dálete.
seu valor muito excede o de rubins.
13 Busca lã e linho e trabalha de boa
Bete. vontade com as suas mãos.
11 O coração do seu marido está nela Hé.
confiado, e a ela nenhuma fazenda 14 É como o navio mercante: de longe
faltará. traz o seu pão.

COM ENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Deus criou a mulher para ser adjutora (Gn 2.18), ou seja. ela deveria exercer
função auxiliar junto ao marido. Essa regra foi determinada há milhares de
anos. Os tempos passaram, e muita coisa mudou. Entretanto, a vontade de
Deus no relacionamento conjugal continuou inalterada. Uma mulher, pode
se realizar profissionalmente e tornar-se independente financeiramente,
mas ainda não será autossuficiente... ainda faltaria algo nela. 0 que uma
m ulher realmente deseja é ser amada, cuidada e protegida por um homem.
Nos dias atuais, o feminismo procura estabelecer uma rígida igualdade entre
homens e mulheres quando, na verdade, vê-se claramente que existe uma missão
da esposa na família e na sociedade, como também há um papel masculino, com
alguns pontos de intersecções. Isso não demonstra que homens ou mulheres são
superiores ou inferiores, mas complementares.

I - P R E C E D E N T E S H IS T Ó R IC O S encontrou a astuta “serpente". Tornou-se.


1. Amizade perigosa. A história da Que­ dessa forma, uma presa fácil. Na conversa.
da pode ser epigrafada como a história da Satanás, pela boca da serpente, apresentou
amizade entre uma moça ingénua e uma à esposa de Adão a "última novidade": uma
serpente. De um lado Eva. uma mulher com fruta que lhe mostraria novos horizontes,
pouca experiência, e do outro a serpente, proporcionando experiências extraordiná­
um animal que emprestou seu corpo ao rias e provendo grandes descobertas! Tal
arqui-inimigo de Deus e dos homens. Sa­ palavra levou Eva a acreditar que a fruta
tanás entendeu que o caminho mais fácil proibida era o que estava faltando na sua
para chegar a Adão era Eva. Adão estava, vida "tão monótona e sem graça" (Pv 2720).
certamente, envolvido nos trabalhos no A “serpente", de maneira sagaz, conquistou
Éden (Gn 2.15) e. no crepúsculo, tinha au­ a confiança da mulher e "vendeu" o seu
diência com Deus. Eva, porém, foi andar produto... no fim arrematou: — Coma! Você
pelo Paraiso e. perto da árvore proibida. será igual a Deus! Isso não era pouco, e

JOVENS 49
Eva sabia. Conscientemente, a mais antiga Caim mataria Abel. certamente ela não
ancestral da raça humana embarcou numa teria cedido ao mal.
viagem sem volta a um mundo corrompido
e perverso, e levou consigo o seu marido. O Pense!
2. Insubmissáo. Em primeiro lugar Eva Por que homens e mulheres repe­
tem os erros cometidos por Eva,
agiu com independência, não com submis­
milhares de vezes, todos os dias,
são. como devia, em face de sua função em todo o mundo, se já sabem
como adjutora (Gn 2.18). Ela não conversou qual o salário do pecado?
com Adão antes de decidir sobre algo tão
importante, o que demonstrou o engano 0 Ponto Importante
da autossuficiência. Na verdade, ela se 0 pecado entorpece a consci­
achava sábia aos seus próprios olhos (Pv ência. seja pelas circunstâncias,
pelas vantagens oferecidas ou
26.12). Por isso. não sentiu a necessidade
simplesmente pela emoção, mas
de aconselhamento. A insubmissáo. no depois ele cobra um alto preço.
aspecto mais amplo do termo, foi a mola
motriz da sua decisão equivocada. Por tal II - A B RILH A N TE A DJU TO RA
motivo, posteriormente à Queda. Deus 1. Em relação a Deus. Em que pese
disse à mulher que o desejo dela seria a triste história de engano anteriormente
para o marido, e ele a dominaria" (Gn contada (2 Co 11.3; 1 Tm 2.14). a mulher
3.16). Assim, entre homem e mulher não continuou sendo muito importante no
há relação de subordinação, mas apenas plano de Deus para a salvação da hu­
entre a esposa e seu marido. manidade. O erro inicial não tirou o brilho
3. Decisão emocional. Eva foi passear honroso de sua função na família. Tanto
perto de um lugar perigoso (Pv 2712). é assim que Deus disse, no ambiente da
atitude extrem amente im prudente (Sl Queda, perante Satanás, que a Semente
1.1). Ali. tomou a d ecisão de com er do da m ulher esm agaria sua cab eça (Gn
fruto proibido com base em elementos 3.15). Deus. com isso. estabeleceu uma
prioritariamente emocionais, pois foram guerra, no Éden. entre a raça humana e
oferecidas muitas vantagens em uma Satanás (Ef 6.12). colocando a frágil mulher
conduta sim ples e fácil, de tal maneira (1 Pe 3.7) no centro do conflito cósmico
que ela "nem precisava pensara respeito (Gn 3.15; Ap 12.13). Dessa forma, a mulher
ou ouvir uma segunda opinião, pois seria desempenha um papel preponderante na
apenas uma mordida"! O Diabo tentou edificação da familia perante a sociedade
a Cristo com o m esm o ardil em ocional e diante do Céu. Mas ela tem tam bém
quando, num relance, ofereceu ao S e ­ a cap acid a d e de d estru í-la com suas
nhor todos os reinos do mundo (Lc 4.5). próprias mãos (Pv 14.1). Essa liderança
O Inimigo queria que Jesus não tivesse espiritual no lar. em parceria com o m a­
tempo para raciocinar, mas o Mestre usou rido. pode ser claramente observada nas
a espada do Espírito e venceu a Satanás Escrituras (Éx 2.1-10; 1 Sm 2.18-20; Pv 31.1;
(Lc 4 8). Eva. porém, caiu d esg raçada­ 1 Co 714; 1 Pe 3.1.2).
mente. S e ela tivesse imaginado, pelo 2. Em re lação ao m arido. O m aior
menos, naquele momento da tentação, compromisso da mulher é com Deus. Por
que. por causa da sua desobediência isso. ela. sem dúvida, deve ser submissa

50 JOVENS
ao marido, porém tudo isso no Senhor. O Ponto Importante
Ou seja. se o marido quiser desobedecer Submissão é um dos diferenciais
a Deus. a mulher não deve participar do de quem é cheio do Espírito Santo.
como o foi Jesus. Por tal razão, ser
equivoco d Sm 25.1-35). Ela é adjutora.
submisso é uma honra, pois de­
constituída por Deus. mas somente para
monstra grandeza de caráter e fé.
o bem . nunca para o m al. Safira, por
exemplo, era uma crente da Igreja Primi­ III-C R IA D A PARA GERAR
tiva em Jerusalém, m as tinha um grave 1. S e m e n te d a vida. D eus d eu às
problema: amava a seu marido mais do
m u lh e re s o dom e s p e c ia l da m ater­
que ao Senhor, o que lhe custou muito nidade e. no inicio, e la s teriam filhos
caro (At 5.1-11). O dever da esposa cristã com poucas dores. Seria um a tranqui­
é ser um baluarte da familia. conduzin­ lidade. E viu Deus que isso era muito
d o -a ao centro da vontade de Deus. em
bom (Gn 1.31)! O corre que. por causa
parceria, sempre, com o esposo. da Queda, o Senhor fez um a alteração
3. Em relação aos filhos. 0 papel degenética na mulher, aum entand o -lhe
cuidar dos filhos deve ser com partilha­ sob rem aneira a s d o res do parto (Gn
do entre marido e esposa. Entretanto, 3.16). m as sem retirar a cap acidade de
até fisio lo g ic a m e n te . a m u lh e r tem gerar vida. certam ente para a fúria de
vantagem, principalm ente durante os Satanás, que esperava ver a raça huma­
primeiros m eses de vida dos filhos, pois
na extinta (Gn 3 -1- 5 )- Por isso. a m ulher
recebeu de Deus não apenas o dom de continuou em um lugar d estacado na
alimentá-los. mas. sobretudo, de amá-los. sociedade, pois a ela cabe gerar a vida
Quanto à vitalidade do am or materno, que mantém em pleno funcionamento
até Deus reconhece isso. Está escrito:
o projeto de Deus.
‘ Pode um a m ulher e sq u e ce r-se tanto 2. Semente da Salvação. Deus disse,
do filho que cria. que se não compadeça no Éden. que a mulher seria indispensável
dele. do filho do seu ventre? Mas. ainda no plano da salvação, pois através de seu
que esta se esquecesse, eu. todavia, me
ventre, o Messias, a Semente da mulher,
não esquecerei de ti" (Is 4915 )- Assim, chegaria ao mundo (Gn 3.15). Depois. Deus
quando o Senhor quis estabelecer um confirmou a promessa e acrescentou que
padrão e x celen te d e am o r hum ano, essa mulher seria uma virgem, excluindo
pensou na relação mãe-filho. A função
completamente a cooperação masculina
materna, porém, não se resume ao papel
(Is 7-14)- O apóstolo Paulo arremata: "mas.
da criação de filhos, em parceria com o vindo a plenitude dos tempos. Deus enviou
marido, mas também abrange a tarefa de seu Filho, nascido de mulher, nascido sob
conduzi-los ao conhecimento de Deus.
a lei. para remir os que estavam debaixo
como aconteceu com a avó e a mãe de da lei. a fim de recebermos a adoção de
Timóteo (2 Tm 1.4.5)- filhos" (Gl 4 4 .5 )- Glória a Deus pelo dom
inefável da vida eterna!
O Pense! 3. Sonhos. A c a p a c id a d e g e ra d o ­
A esposa deve se sentir honrada
ra das m ulheres é extraordinária. Elas
por ter recebido de Deus uma "sub­
missão'em relação ao seu esposo, geram filhos, m as não fica só nisso. As
no que se refere à liderança no lar? m ulheres cheias d e Deus. subm issas.

JOVENS 51
também geram sonhos, isto é. projetos S U B S ÍD IO
para a vida. Cham am os esses planos fe­
mininos de sonhos, embora nem sempre “1...1 H oje em dia. os p ap é is e as
pareçam razoáveis, pois. foram gerados responsabilidades são encarados como
pelo Espirito de Deus. Isso aconteceu, por separados à identidade essencial de
alguém , o núcleo central de alguém ,
exemplo, com Raquel e com Ana. que
e até m esm o co ntrad itó rio s a isso.
nâo desistiram do ideal de ter filhos, ainda
O ser pode aceitar ou rejeitar estas
que estéreis (Gn 30.22.23; 1 Sm 1.5.6). bem
re sp o n sa b ilid a d e s no p ro ce sso de
como com Acsa. que. mesmo sem direito autonegação.
à herança, conseguiu um a possessão Isto pode parecer abstrato, mas tem
bem melhor para sua família (Jz 1.12-15). consequências práticas intensas. Um
História igualmente cheia de sonhos dos tem as do m ovim ento fem inista
é a de Rute. Ela abandonou seu povo radical tem sido o de que as mulheres
e foi morar com uma anciã pobre, sua são sufocadas pelos papéis de esposa
sogra Noemi, em uma terra que era de e mãe e precisam descobrir o seu ver­
inimigos do seu pais. O etnocentrismo dadeiro ser independentemente destes
naquela época já era bastante forte, mas relacionamentos. Com o resultado, as
últim as d é c a d a s viram um a grande
mesmo assim ela creu que o impossível
migração de mulheres para o mercado
podia acontecer e não desanimou. Talvez
de trabalho, quando a realização pes­
a maioria das pessoas tivesse seguido o
soal se torna mais importante do que
exemplo de sua concunhada Orfa. que o casamento e a família para algum as
voltou à terra de Moabe (Rt 2.11.12). Que m ulheres. O ag ud o crescim ento do
mulher extraordinária! Ela pôde sonhar, aborto pode ser visto com o um forte
confiou no Altíssim o e Ele atendeu ao indicador de uma diminuição do inte­
desejo de seu coração. A moabita Rute é resse em ter filhos. De maneira similar,
ascendente do Senhor Jesus, constando o crescente uso de creches reflete, em
na sua genealogia, porque decidiu crer parte, um menor comprometimento em
que o Eterno era poderoso para realizar ser quem cuida dos próprios filhos. O
aquilo que o seu coração desejava (Ef Dr. Stanley Greenspan (...) observa que
esta é a primeira vez na história em que
3.20). Se você quer ter algo que nunca
existe uma tendência crescente nas
teve. faça algo que nunca fez!
famílias de classe média ‘de terceirizar
o cuidado dos seus bebês’ (COLSON.
O Pense! Charles; PEARCEY. Nancy. O Cristão na
Por que o Espírito Santo outorga,
Cultura de Hoje 2.ed.. Rio de Janeiro:
em regra, às mulheres submissas
CPAD. 2006. p. 77).
a capacidade de verem pela fé as
coisas do futuro, que estão no
coração de D eus?

O Ponto Importante
A sensibilidade, fé e submissão
femininas agradam a Deus. que não
lhes priva dos desejos do coração (Sl
51.17; 373). concebidos na confiança
do caráter de Deus que é gracioso.

52 JOVENS
E S T A N T E DO P R O F E S S O R

JAYNES. Sharon. G randes Mães Criam Filhos Felizes. í.ed.


Rio de Janeiro: CPAD. 2013.
RAMOS. Sônia Pires. Entre Nós Mulheres. í.ed. Rio de Janeiro: CPAD. 2012.

CO N CLU SÃ O

Toda jovem que deseja ser esposa sabe que desem penhará um a im portante m issão
para 0 Reino de Deus: co n d u zir seus descendentes, em parceria com 0 m arido, para
servirem ao Senhor.

H O R A D A R E V IS Ã O

1. Segundo a lição, a d ecisão de Eva em com eter o pecado foi essencialm ente
racional ou em ocional? Justifique.
Emocional, pois ela não pensou sobre as consequências fatais, mas só no prazer.
2. Segundo a lição, qual sentimento estimulou a desobediência de Eva?
A insubmissão. no aspecto mais amplo do termo, foi a mola motriz da sua decisão
equivocada.
3. Quem colocou a mulher no centro do conflito cósm ico contra Satanás?
O próprio Deus (Gn 3.15).
4. Conforme a lição, qual o dever da esposa perante a família?
Ser um baluarte da família, conduzindo-a ao centro da vontade de Deus. em
parceria, sempre, com o esposo.
5. Mencione o nom e de quatro mulheres que tiveram “projetos excepcionais" (so­
nhos) para suas famílias.
Raquel. Acsa. Rute e Ana.

Anotações
A COMUNICAÇÃO
NA FAMÍLIA

TEXTO DO DIA AGENDA DE LEITURA


“Sabeis isto, meus amados SEG U N D A -G n 115,6
irmãos; mas todo o homem A importância da comunicação
seja pronto para ouvir, tardio TERÇA - Gn 117,8
para falar, tardio para se irar." Acabando a comunicação, aca­
(Tg 1.19 )
bam -se os projetos
QUARTA-Gn 6.18; 7.13
A boa comunicação na fam ília
de Noé
QUINTA - Gn 1211-13; 2110,14
SÍNTESE A boa comunicação na fam ília
A boa comunicação transmite de Abraão
não apenas uma mensagem, SEXTA - Gn 25.28; 27.6-14
mas, sobretudo, vida e A má comunicação na fam ília
emoções. de Isaque
SÁ BA D O -G n 30.12.14,15
A má comunicação na f a m ília i
de Jacó

54 JOVENS
O BJETIVO S

•M O STR A R a im portância do fruto do Esp írito na


comunicação no ambiente familiar;
•APRESENTAR bons exemplos bíblicos de comunicação
familiar eficiente;
•C O M P R E E N D E R que saber ouvir é requisito indis­
pensável para a conquista de um grau satisfatório de
comunicação entre os membros da família.

INTERAÇÃO

Professor, de quanto tempo você dispõe para m in istra r sua


aula? Será que é suficiente? Não é d ifícil ouvirm os relatos de
aulas não concluídas porque acabou o tempo, ou ainda porque
a discussão do prim eiro tópico foi tão empolgante que não
restou tempo para os demais. Para m elhor a d m in istrar seu
tempo de aula, sugerimos que faça um plano de aula. definindo
quantos m in utos serão usados em cada parte: introdução,
tópicos, conclusão, atividades, etc. Esse cronograma deve ser
flexível e adequar-se a cada lição, considerando, por exemplo,
tópicos que trazem assuntos polêmicos, o que demanda m ais
tempo de aula. Fique atento à inclusão de assuntos alheios à
aula e a participações prolongadas. A dm inistre o tempo. Sua
aula deve ter começo, meio e fim.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓ GICA

Professor, com certeza você conhece a brincadeira “telefone


sem fio". É um a b rin ca d e ira que com eça quando alguém ,
em um grupo de pessoas, cria um a fala (secretamente) e diz
no ouvido de quem está ao seu lado. Logo após. o ouvinte
repassa a inform ação para o próxim o, até chegar à últim a
pessoa do grupo, que tem a responsabilidade de d izer a fala
secreta em voz alta. Geralmente a fala inicial chega totalmente
diferente ao destino. Pois bem. professor, a sugestão hoje é
que você realize essa brincadeira com seus alunos no in ício
da aula. o que já vai envolver todos eles com o assunto da
lição. Após o momento de descontração, ressalte que a boa
com unicação é aquela que não sofre ruídos, interferências,
e que é im p re scin d ível a qualquer fa m ília desenvolver um
processo de com unicação eficiente.
T EX TO BÍBLICO

Provérbios 4.1-5,10 4 E ele ensinava-me e dizia-me: Retenha


1 Ouvi. filhos, a correção do pai e as minhas palavras o teu coração;
estai atentos para conhecerdes a guarda os meus mandamentos e vive.
prudência. 5 Adquire a sabedoria, adquire a inte­
2 Pois dou-vos boa doutrina; não deixeis ligência e não te esqueças nem te
a minha lei. apartes das palavras da minha boca.
3 Porque eu era filho de meu pai. tenro 10 Ouve. filho meu. e aceita as minhas
e único em estima diante de minha palavras, e se te multiplicarão os anos
mãe. de vida.

COM ENTÁRIO

INTRODUÇÃO
A comunicação em família é um dos grandes desafios da vida. Isso porque
temos personalidades e temperamentos diferentes. Afinal, todos nós te­
mos somente algo em comum: todos somos diferentes. A engrenagem de
um a vida fam iliar saudável passa por uma com unicação límpida, capaz
de estabelecer convergência de sentimentos, cosmovisões, ideais, para
se chegar à unidade. Aconteceu isso na torre de Babel. Está escrito: "E 0
Senhor disse: Eis que o povo é um. e todos têm uma mesma língua; e isto
é o que começam a fazer; e. agora, não haverá restrição para tudo o que
eles intentarem fazer" (Gn 11.6). Lamentavelmente, o objetivo dos cons­
trutores da torre de Babel era mau e egoísta: construir um nome para si
(Gn 114 ), mas o entrosamento motivacional, entre eles, foi excelente e até
Deus reconheceu isso. Sem dúvida, com uma boa comunicação, não haverá
nenhuma restrição para tudo que a família planejar fazer de acordo com
a vontade de Deus.

I - O FRUTO DO ESPÍRITO NA m al-hum orada e toda a com unicação


COMUNICAÇÃO ficará comprometida.
1. Alegria. Alegria é fruto do Espírito Tudo leva a crer que Jesus era sim ­
Santo. Todos devem buscá-la, em Deus. pático e alegre, pois. com o se sabe.
Jesus falou sobre alegria completa nEle nenhuma criança se afeiçoa por pessoas
(Jo 15.11; 17.13). O bom hum or é alg o com mau humor, m as os infantes fre­
in d isp e n sá v e l para a vida. U m a boa quentemente se aproximavam do Senhor
co m unicação no lar. ou em qualq uer (Lc 18.15.16: Mt 21.15). Em Marcos 10.13-16
ambiente social, depende do estado de os pais levaram seus filhos a Jesus para
espirito das pessoas. Basta uma pessoa que Ele os tocasse. Entretanto o Senhor

56 JOVENS
foi além. Está escrito: E. tomando-as nos ser as pessoas mais pacientes da terra,
seus braços e im pondo-lhes as mãos. porque Deus é profundamente paciente
as abençoou (Mc 10.16). Isso é q ue é conosco. O Senhor exige minimamente,
simpatia! O Senhor era muito eficiente d e cad a pessoa, o q ue Ele oferece a
em sua co m u n icação . E le é o nosso todos abundantemente! A paciência do
exem plo. Sorrir é um bom rem édio e pai do filho pródigo é um belo exemplo
ajuda muito na convivência. para todos (Lc 15.20).
2. S incerid ad e. “A sinceridade dos
sinceros os encam inhará, m as a per­ Q Pense!
versidade dos desleais os destruirá" (Pv No meio de tantas conturbações.
incompreensões, comportamen­
11.3). Falar com sinceridade (Ef 425) é o
tos egoístas, como conseguir
caminho da prosperidade, da confiança alcançar um grau de com unica­
reciproca, da criação de laços indestrutí­ ção satisfatório na fam ília?
veis de lealdade. Está escrito que Jó era
sincero (Jó 1.1). o que levou sua familia a O Ponto Importante
ser muito unida (Jó 14). Com sinceridade, 0 cultivo contínuo do fruto do
os alicerces do relacionamento familiar Espírito na comunicação da fa­
mília. estabelecerá um paradigma
se estabelecem, os quais se constituem
indestrutível que criará laços de
na base de toda empreitada vitoriosa. A lealdade duradouros.
mentira, porém, traz desunião e derrota
(1 Sm 20.30-34). II-B O A CO M U N ICA ÇÃ O
3. Perdão. Na vida. sem pre haverá 1. Ex em p lo s p atriarcais. Vejam o s
conflitos entre os fam iliares. Um a fa­ alguns: o) Noè. Vários servos de Deus
mília vitoriosa tem. sem pre consigo, a são exemplos no quesito com unicação
cap acid a d e de perdoar os de dentro familiar. Um deles é Noé. Ele conseguiu
e os de fora. Está escrito que. se não colocar no coração da sua familia confian­
perdoarm os, se re m o s v e n c id o s por ça na veracidade de seu projeto. Noé foi
S atan ás (2 C o 2.10). Ism a el e Isaque. ridicularizado por todos por muito tempo,
Jacò e Esaú. José e seus irmãos, todos menos por sua família, que suportou as
se desentenderam fortemente, mas no afrontas contra o patriarca, o pregoeiro
fim houve perdão recíproco. O perdão da justiça (2Pe 2.5). Isso foi tão decisivo,
fechou as brechas de acesso do m al e que Deus fez. posteriormente, um pacto
forneceu às famílias patriarcais a possi­ com Noé e seus filhos (Gn 9.8-12). A mu­
bilidade de cumprirem sua missão como lher de Noé. por seu turno, estabeleceu
ascendentes do Redentor. um elo indestrutível com o patriarca de.
4. P a c iê n c ia . A B íblia recom enda pelo menos. 450 anos d e casam ento
que devem os ter paciência com todos (Gn 5.32: 9.29). Tudo isso se deveu, em
(1 Ts 514 ) O pai m agoa o filho, o qual. grande parte, a uma comunicação familiar
por sua vez. ofende a mãe. e ela. de vez eficaz. Todos falavam a m esm a lingua
em quando, entristece o marido. Esse do patriarca, tinham o m esm o projeto
é o ciclo de alg u n s relacionam entos. e serviam ao m esm o Deus. b) Abraõo.
Se um desistir do outro, nunca haverá Outro caso importante foi o de Abraão
felicidade na familia. Os cristãos deviam (seu nome era Abrão. que significa "pai

JOVENS 57
ilustre", e realmente o era. e Deus mudou afinco. A forma de Jesus se comunicar fazia
para Abraão — ‘ pai de uma multidão"). as pessoas reconhecerem a importância
Ele soube com unicar todo o conselho de sua contribuição individual. Quando o
de Deus à sua familia. Sara. Agar. Eliezer. Senhor foi multiplicar pães e peixes. Ele
Isaque. Ism ael e Ló puderam desfrutar já sabia o que fazer, mas perguntou aos
de uma comunicação salutar, que incluía, discípulos qual atitude tomar (Jo 6.5.6). para
sobretudo, a importância da oração e que todos fossem participantes daquele
a necessidade de conhecer a Deus. É milagre. Em sua familia a comunicação
notório como todos esses personagens é eficaz a esse ponto? Todos se sentem
tiveram experiências com o D eus de participantes das vitórias?
Abraão! Por outro lado. ele sabia ouvir
Sara (Gn 21.12-14). era pacificador (Gn O Pense!
13.8). não agia com ganância (Gn 13.9). 0 que fazia Jesus ter tanto êxito
dispunha sempre de tempo para Isaque na comunicação com todas as
(Gn 21.8; 227.8: 241-4). tinha hum ildade pessoas, desde as mais cultas até
aquelas com pouca instrução?
para reconhecer seus erros (Gn 20.10-13).
Como alcançar esse grau de
era sensível com a dor dos outros (Gn
excelência?
18.23-33). Não é à toa que ele é consi­
derado o pai da fé (Rm 4 16 ) e am igo
O Ponto Importante
de Deus (Is 4 1 8 ). pois quem anda com 0 Senhor Jesus tratava as pessoas
Deus aprende a se relacionar bem com singularmente. Ele se comunicava
o próximo, principalmente com os seus na frequência de cada ouvinte.
familiares. mas à multidão, ele falava por
2. S e n tin d o -se am ad o com Jesus. parábolas.
Um a boa co m u n ic a ç ã o noticia m ais
do q u e m e n sa g e n s, p o is tran sm ite I I I - A A R TE DE O U VIR
amor. Sem palavras, o am or brota por 1. A exortação d e Deus. A arte de
todos os lados. Foi assim com Jesus e sa b e r ouvir é um dom. um a virtude.
seus discípulos. Até a noite da traição. Vivem os na geração ‘fone de ouvido",
Jesus não havia dito que am ava seus onde praticamente ninguém quer mais
discípulos, mas nenhum duvidava disso. ouvir os outros, m as somente a si m es­
Quando o Senhor falou "amai-vos uns mo. Na fam ilia cristã, porém, deve ser
aos outros como eu vos amei" (Jo 13.34: diferente. Tiago, ao escrever sua carta,
15.9.12) não foi um a surpresa para eles. diz que não apenas alguns, m as todos
O s d isc íp u lo s sabiam d isso há muito devem ser prontos para ouvir e tardios
tempo. A comunicação de Jesus acenava para falar (Tg 1.19). Essa regra de ouro da
constantemente para esse fato (Jo 11.36). vida em família salvou Naamã da morte
E isso consolava os corações dos que iminente (2 Rs 5.1-4:13.14) e pode salvar
estavam ao seu redor. muitas famílias, hoje em dia. se pararem
3. Sentindo-se integrado com Jesus. para ouvir a voz de Deus.
A boa com unicação faz as pessoas se 2. A arrogância d os filhos d eso b e­
sentirem úteis e integradas, motivando-as dientes. A rrogância na co m unicação
a trabalhar por mais tempo e com mais em fam ilia é algo terrível e destruidor.

58 JOVENS
Roboão. filho de Salomão deixou de ouvir lhou. Nunca o elogiou. Quando, por fim.
os conselhos dos m ais velhos. Achou Absalão se revoltou e tomou-lhe o reino,
melhor seguir a orientação daqueles que parece que Davi entendeu que a culpa
não tinham experiência na vida. Causou era toda paternal. Ao orientar seu gene­
um dano irreparável ao seu reino. Seu pai ral. que iria guerrear para retomar-lhe o
já tinha dito: "Ouça. meu filho, a instrução poder, pediu que tratasse brandamente
de seu pai e não despreze o ensino de seu filho A bsalão (2 Sm 18.5). Joabe. o
sua mãe. Ele s serão um enfeite para general, não atendeu ao rei. e matou o
a sua cab eça, um adorno para o seu insurgente filho. Ao saber da noticia da
pescoço" (Pv 1.8.9 - NVI). Certamente o morte de Absalão. Davi ficou devastado.
ensinamento não foi bem compreendido Está escrito: “Então, o rei se perturbou,
por Roboão. Sua vida foi sem brilho, um e subiu à sala que estava por cim a da
garoto m im ado, que esteve no trono porta, e chorou: e. andando, dizia assim:
tão somente pela promessa que Deus Meu filho Absalão. meu filho, meu filho
fizera a Davi. seu avô. Poderia ter feito Absalão! Quem me dera que eu morrera
uma grande diferença. por ti. Absalão. meu filho, meu filho!' (2
3. A falta d e tem p o (e p a ciê n cia) Sm 18.33)-
d os pais. Um d os graves problem as
fam iliares ê a falta de tempo dos pais O Pense!
Corno pode um homem segundo
para ouvir seus filhos. Frequentemente,
o coração de Deus, como o rei
eles precisam de apoio, conselhos, aten­ Davi. ter conseguido ser tão defi­
ção. Entretanto, às vezes, os pais estão ciente no papel de marido e pai?
ocupados demais. Tal situação também Como explicar isso?
ocorre dentro do relacionamento do casal.
As consequências são muito ruins. Isso O Ponto Importante
aconteceu com Davi. Um grande rei. mas Josué escolheu, com sua casa,
servirã o S en h o r(Js24.15). Davi,
um péssimo pai. Nunca teve tempo para
porém, priorizou sua devoção
ouvir as angústias de seu filho Absalão. particular e esqueceu sua família.
Nunca o repreendeu. Nunca o aconse­ Por isso, deu tudo errado.

Um dos graves problem as fam iliares é a falta


de tempo dos pais para ouvir seus filhos.

JOVENS 59
S U B S ÍD IO 1 S U B S ÍD IO 2

“A c o m u n ic a ç ã o co m a p e sso a “Susanna (Wesley) sabia o valor da


am ada é mais do que mera troca de atenção concentrada e gastava tempo
palavras, m esm o se feita com um a de qualidade sozinha com cada um de
habilidade elegante. A com unicação, seus oito filhos mais novos que ainda
se usada de forma a oferecer o seu moravam em sua casa. Nas segundas-
proveito total, possui a prom essa de -feiras. gastava tempo com Millie. ás
aproximar as p essoas q ue se am am terças-feiras com Henry. às quartas-fei­
em um nivel tão profundo que qualquer ras com Nancy. ás quintas-feiras com
pessoa de fora jam ais poderá compre­ Jacky. às sextas-feiras com Parry, aos
en d ê-la verdadeiramente. sábados com Charles, e aos domingos
Temos visto, repetidamente, linhas com Emelia e Sukey. Queria fazer mais
de comunicação defeituosas puxarem do que ser a professora de seus filhos.
para baixo um relacionamento. (...) De­ Queria conhecê-los intimamente. Queria
sapontados. os casais erguem defesas escutar-lhes.
um contra o outro, tornando-se ca u ­ Quais foram os dividendos de seu
telosos. Eles param de confiar um no tempo investido? Talvez seus filhos mais
outro e se retiram emocionalmente do conhecidos sejam John. um evangelista
relacionamento. Eles não conseguem e teólogo renomado que pregou em
conversar sem culpar, e então param torno de 42.000 serm ões e escreveu
de ouvir. 233 livros, e Charles, que com pôs uns
É d ifícil exagerar quando se fala 8.000 hinos. Juntos, fundaram o m e-
da importância da com unicação em todismo e conduziram a igreja na In­
q u alq u e r relacionam ento, m as e s ­ glaterra a um reavivamento, ensinando
p e cialm e n te no casam ento. Q uase que a salvação é somente pela graça,
todos os c a sa is (97% q ue avaliam a somente por meio de Jesus Cristo. Os
sua com unicação com seus com pa­ dois irmãos viajaram mais de duzen­
nheiros como excelente são felizes no tos e cinquenta m il quilômetros para
casamento, comparados com apenas espalhar o evangelho de Jesus Cristo.
5 6 % d aqueles que avaliam a sua co ­ John (Wesley) I...) disse: Eu aprendi
m unicação com o pobre). A pesquisa mais sobre o cristianismo com minha
concluiu: 'Em uma era de casamentos mãe do que com todos os teólogos da
crescentem ente frágeis, a habilidade Inglaterra. Minha mãe foi a fonte pela
de um casal de se comunicar é a parte q ual em anaram todos os princípios
que mais contribui para um casamento norteadores da minha vida" UAYNES.
estável e satisfatório'" (PARROTT. Les Sharon. G rand es M ães Criam Filhos
e Leslie. Conversa de Am or í.ed. Rio F e liz e s í.ed . Rio d e Janeiro: CPAD.
de Janeiro: CPAD. 2011. pp. 22.30.31)- 2013. p. 6 6 ).

60 JOVENS
E S T A N T E DO P R O F E S S O R

PARROTT. Les e Leslie. Conversa de Amor. l ed.


Rio de Janeiro: CPAD. 2011.
JAYNES. Sharon. Grandes Mães Criam Filhos Felizes, l ed.
Rio de Janeiro: CPAD. 2013.

CO N CLU SÃ O

0 corre-corre da vida e as preocupações com 0 amanhã, às vezes, transformam os jovens


em ativistas, os quais não dispõem de tempo para ouvir... O u vir a voz da consciência,
os pais, os irm ãos, ou vir a voz do Esp írito Santo... Com isso. deixam de d esfrutar de
m om entos especiais com a fa m ília e com Deus. Perde-se. assim , o m elho r da vida!
“Quem tem ouvidos, ouça. 0 que 0 Esp írito diz às igrejas" (Ap 2.29).

H O R A D A R E V IS Ã O

1. Segundo a lição, o que todas as pessoas têm em com um ?


Todas são diferentes.
2. Cite dois patriarcas que souberam se com unicar bem.
Noé e Abraão.
3. Nom e de dois patriarcas que tiveram excelente com unicação familiar.
Noé e Abraão.
4. Conforme a lição, quem era segundo o coração de Deus. m as um péssim o pai?
Davi.
5. Cite um argumento que demonstra que Jesus era simpático.
A s crianças sem pre estavam perto dEle.

Anotações
CONFLITOS FAMILIARES

TEXTO DO DIA AGENDA DE LEITURA


“Porque ainda sois carnais, SEG U N D A -G n 3.12
pois, havendo entre vós inveja, O prim eiro conflito fam iliar
contendas e dissensões, não TERÇA - Gn 924,25
sois, porventura, carnais e não
Conflito fam iliar por causa de
andais segundo os homens?."
desrespeito
(1 Co 3 3)
QUARTA-Gn 219-12
Conflito fam iliar por causa de
ciúme
QUINTA-Nm 1212
SÍNTESE Conflito fam iliar por posição
A fam ília é o campo de social
treinamento de Deus, por isso, SEXTA - 2 Sm 15.1-6
não pode se transformar Conflito fam iliar por poder
em um campo de batalha
SÁBADO - Lc 1213
entre irmãos. Conflito fam iliar por herança

62 JOVENS
O BJETIVO S

M O STRAR que os conflitos fam iliares são um m al


que atinge a humanidade desde o Éden;
AN A LISA R algum as causas de conflitos no seio da
família, entendendo que decidir am ar é o remédio
para solucionar esses problemas;
IDENTIFICAR na parábola do filho pródigo semelhanças
com a nossa história, tanto espiritualmente como do
ponto de vista familiar.

INTERAÇÃO

Professor, é possível e natural que. com o passar dos dias. a


empolgação do início do trimestre já tenha diminuído. Portanto,
observe se há algum aluno que tem faltado com frequência e
procure informações sobre o motivo de sua ausência. O ideal
é que o professor tenha, no mínimo, o número do telefone de
seus alunos, ou mesmo outras informações que facilitem um
contato direto e ágil. Se você tem esse cuidado, parabéns! Caso
não. providencie o mais rápido possíveL Quanto ao(s) ausente(s).
vá em busca dele(s)! A estratégia a ser utilizada para trazê-lo
de volta à sua classe, deve levar em conta o motivo pelo qual
não é m ais frequente à Escola D om inical O professor compro­
metido com a obra para a qual foi vocacionado, jam ais desiste
de seus alunos!

ORIENTAÇÃO PEDAGÓ GICA

Professor, a fim de in tro d u z ir o assunto e d in am izar a sua


aula. sugerim os que você realize um a pesquisa na internet e
selecione casos de conflitos fam iliares com seus inevitáveis
prejuízos, com ou sem grande repercussão, de lugar remoto
ou de dentro de seu contexto social. Inicie a aula expondo
aos seus alunos os casos selecionados, usando, para isso, o
recurso que achar conveniente ou que estiver à sua disposição.
A nalise com seus alunos as causas, possíveis ou reais, que
deram origem a estes casos específicos e que, obviamente,
são as m esmas de outros tantos. Faça-os compreender que
os conflitos fam iliares são um m al que atinge a humanidade
desde o Éden. mas que precisa ser combatido a fim de que
não destrua as famílias. Ressalte, por fim. que decidir am ar é
o remédio para solucionar esses problemas.

JOVENS 63
T E X TO BÍBLICO

Lucas 15.11-13,20.25-28 pai. e se moveu de intima compaixão,


11 E disse: Um certo homem tinha dois e. correndo, lançou-se-lhe ao pescoço,
filhos. e o beijou.

12 E o mais moço deles disse ao pai: 25 E o seu filho m ais velho estava no
Pai. dá-m e a parte da fazenda que campo: e. quando veio e chegou perto
me pertence. E ele repartiu por eles de casa. ouviu a música e as danças.
a fazenda. 26 E. chamando um dos servos, pergun­
13 E. poucos dias depois, o filho mais tou-lhe que era aquilo.
novo. ajuntando tudo. partiu para uma 27 E ele lhe disse: Veio teu irmão: e teu
terra longínqua e ali desperdiçou a sua pai matou o bezerro cevado, porque
fazenda, vivendo dissolutamente. o recebeu são e salvo.
20 E. levantando-se. foi para seu pai: e. 28 Mas ele se indignou e não queria entrar
quando ainda estava longe, viu-o seu E. saindo o pai. instava com ele.

COM ENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Os conflitos fam iliares são tão antigos quanto a própria raça humana.
Eles com eçaram a p artir do Éden. com a Queda, atingindo Adão e Eva
e. posteriorm ente, Caim e Abel. Desde m uito cedo, o homem natural é
inclinado a pecar, o que pode ser visto já nas crianças de tenra idade, que
são inclinadas ao egoísmo. Esse é 0 grande problema da humanidade. Na
narrativa bíblica, os grandes homens de Deus enfrentaram sérios conflitos
em suas famílias, como é o caso dos patriarcas Abraão, Isaque, Jacó. Davi...
0 único remédio para solucionar conflitos é 0 amor de Deus que foi der­
ramado em nossos corações pelo Espírito Santo (Rm 5.5). A parábola do
filho pródigo narra o epicentro dos conflitos familiares. Filho rebelde em
atrito com irmão que não perdoa, e o Pai, que representa Deus, em busca
da reconciliação familiar. Essa é a história de todos nós!

I - O G R A N D E PRO BLEM A existe no homem natural a tendência ao


1. A m aldade humana. A natureza hu­ pecado, que Paulo chama de inclinação
mana decaída é fonte primordial de todos da carne (Rm 8.6). por isso. no seio fami­
os conflitos familiares. Jesus disse que é liar sem pre acontecem conflitos. Diante
do coração do homem que saem os maus disso, cabe aos cristãos dispensarem às
pensamentos, os adultérios, as prostitui­ suas famílias uma educação que valorize
ções, os homicídios (Mc 7.21). Assim, num o fruto do Espirito, que conduza ã vida e
agrupamento humano, seja a família, a à paz. A família é campo de treinamento
escola ou a igreja, sempre haverá pessoas de Deus e não pode se transformar em
com maus pensamentos. Dessa forma, campo de batalha entre irmãos.

64 JOVENS
2 .0 início precoce. A inclinação para mazelas que hoje sào presencia­
o mal é bem clara na espécie humana, das em todos os lugares, e até na
fam ília?
depois da Queda, e com eça bem cedo.
Deus disse que a imaginação do coração
do homem é má desde a sua m eninice
O Ponto Importante
O homem, enquanto estiver nesta
(Gn 8.21) e que a estultícia (insensatez) casa terrestre, estará sujeito a
está ligada ao coração do menino (Pv inúm eras fraquezas, que geram
22.15). Perceb e-se claram ente tal com ­ conflitos; mas um dia. na eterni­
portamento nas crianças ainda em tenra dade a paz será perfeita.
idade. O mundo pós-m oderno. porém,
ao invés de tentar melhorar o homem, II - FAM ÍLIAS EM C O N F LIT O
ensinando-lhe valores morais, tem ergui­ 1. Ingratidão e desprezo. Há pessoas
do métodos educacionais prejudiciais, que não podem obter êxito em alguma
tais com o o construtivism o. baseado área da vida. que logo tratam d e m e ­
na ideia de que o conhecimento não é nosprezar os outros. Tal circunstância
objetivo, mas uma construção social. Por aconteceu na fam ília de Abraão, logo
conseguinte, não deveriam ser dadas após Agar ficar grávida. Está escrito: "I...1
respostas “certas" às crianças, pois e s ­ e. vendo ela lAgar] que concebera, foi
tas deveriam ser ensinadas a criar suas sua senhora desprezada aos seus olhos"
próprias soluções. A e d u cação cristã (Gn 16.4) Diante disso, ela foi expulsa
fará com que a insensatez da criança da casa. No deserto. Deus falou com
seja debelada. Agar. cham ando-a de serva de Sarai e
3. A in s a c ia b ilid a d e . O hom em é mandou que ela se hum ilhasse diante
insaciável. Ele sem pre quer ter m ais e de sua senhora (Gn 167.9) Deus é justo
mais. o que pode ser visto, igualmente, no e fiel. Nunca, em tempo algum, o Senhor
seio familiar. O campo de treinamento do compactuou com ingratidão e desprezo
Senhor — a familia — deve refrear essa dentro ou fora da família. Outro caso bem
ânsia pelo possuir e impregnar o desejo significativo foi o desprezo sofrido por
pelo repartir, tarefa que não é fácil. Esse Léia. Jacó. seu esposo, a desprezava e.
é mais um aspecto do grande problema: por isso. Deus curou sua infertilidade,
a co b iça. Está escrito q u e o hom em enquanto Raquel, sua irmã e concorrente,
natural nunca satisfaz a sua cobiça (Ec permaneceu estéril (Gn 29.31) por muito
67). A cosmovisáo judaico-cristã, porém, tempo (Gn 30.22).
possui condições de incutir no homem 2. Soberba e ciúme. O sucesso alheio
valores morais indispensáveis, com o o nem sem p re foi bem d ige rid o pelos
altruísmo, a solidariedade, a bondade, a m em b ro s da fam ília. M oisés era um
humildade, que combaterão essa terrível hom em b e m -s u c e d id o e tinha um a
inclinação carnal (1 Co 3.3). transforman­ familia unida. Sua irmã Miriã salvou sua
d o -o num verdadeiro cidadão do céu. vida. quando ele era bebê. Seu irmão
Arão era o seu porta-voz. Tudo estava
O Pense! tranquilo, até que a soberba e o ciúm e
E possível ter esperança de que. entraram no seio familiar. Está escrito:
um dia. o mundo será livre das ‘E falaram Miriã e Arão contra Moisés I...1

JO VEN S 65
E disseram: Porventura, falou o Senhor somente humanos. A lei de Cristo
é: perdoe, que todos vencerão, e a
somente por Moisés? Não falou também
justiça de Deus se estabelecerá.
por nós? E o Senhor o ouviu" (Nm 12.1.2).
Miriã e Arão achavam que m ereciam III - A H ISTÓ RIA DE T O D O S NÓS
mais: soberba. E que Moisés tinha pres­ 1 . 0 filho egoista. Jesus contou uma
tígio dem ais: ciúme. Não são essas as parábola q ue se parece muito com a
causas de muitos conflitos familiares? A história de todos nós. não apenas e s ­
situação foi resolvida somente quando piritualmente. m as tam bém do ponto
Deus interveio, cham ando os três para de vista familiar. É a parábola do filho
uma conversa na tenda da congregação. pródigo (Lc 15 .11-3 2 ). N ela todos os
Os soberbos e ciumentos irmãos foram elementos dos conflitos familiares estão
repreendidos. Infelizmente. muitas famí­ presentes. Há o filho egoista. que pensa
lias são destruídas por permitirem que apenas em si e está enjoado da vida em
tais sentim entos prevaleçam . O am or familia. Ele não precisa de mais ninguém
não se ensoberbece (1 Co 13.4). para viver, por isso viaja para longe do
3 .0 remédio sublime Em toda a Bibliaaco n ch eg o do lar e d esp e rd iça toda
encontramos famílias em conflitos e. para sua herança. Quando, por fim. cheg a
todas elas. só houve um remédio: o amor. ao fundo do poço. em desespero, ele
A prática do mal somente é vencida pela se lembra da casa do seu pai. Essa é a
prática do bem. Se for pago mal com maL história de muitos filhos que. mesmo sem
o mal sempre prevalecerá. E não haverá partirem geograficamente, abandonaram
vencedores. Se for pago. na família, olho o ideário familiar, buscando construir sua
por olho. é possível que. em breve, acabem história relativizando os valores morais,
todos cegos. José teve que am ar seus com independência em ocional e sem
irmãos (Gn 45.1-15) e. inclusive, os beijou compartilhamento de vida. O fim. sempre,
(aliás, somente depois que os beijou foi será a solidão, pois não há melhor lugar
que eles falaram com José): Davi também para estar que na companhia daqueles
amou seus ingratos irmãos (1 Sm 1728.29: que Deus esta b e le ce u com o familia.
22.1). dentre muitos outros. Como se sabe. Ainda há tempo de voltar!
am ar não é um sentimento, m as um a 2 .0 irmão que não perdoa. Na mesma
decisão. É preciso decidir amar. ainda que história. Jesus também narra a situação de
os pais não cumpram seus papéis. Ainda outro filho que simplesmente não perdoa.
q ue os irm ãos enfrentem rivalidades. Ele está aparentemente envolvido com
Está escrito que o amor tudo sofre, tudo a familia. m as seu coração está muito
crê. tudo espera, tudo suporta... e que ele longe. E o pior: ele que tanto erra. não
nunca falha (1 Co 13.78). admite que ninguém erre. O s conflitos
passam sempre pela sua insensibilidade.
O Pense! Ele cumpre os rituais familiares, mas é tão
A ideia de pagar olho por olho
ou mais egoista que aquele que pode ser
deve estar presente na fam ília?
cham ado de a ovelha negra da família
(o pródigo). Este filho (mais experiente),
O Ponto Importante
A lei de talião não leva em consi­ que sem pre está em conflito consigo e
deração aspectos espirituais, mas com os outros, também precisa cair em

66 JOVENS
si. reconhecer seu erro e voltar à boa
SUBSÍDIO
convivência da vida familiar.
3. O Pai q ue re co n cilia. Por fim. a "Como o irmão mais velho recusou-
parábola do filho pródigo traz a figura do -se a entrar, seu pai saiu e instava com
reconciliador — o Pai. Aquele que tenta, ele, dirigindo-lhe palavras am enas e
por todos os meios, trazer a união para boas. e desejava que ele entrasse. Ele
a familia. porque ali o Senhor ordena a poderia de forma justa ter dito ‘Se ele
bênção e a vida para sem pre (Sl 133.3). não quer entrar, perm aneça do lado
de fora.' !.. 1 Mas. aquele homem não
O pai. nessa parábola, sim boliza Deus.
agiu assim . Da m esm a forma com o
que sem pre busca que a familia esteja
foi ao encontro do filho m ais novo.
junta, em unidade.
e le ag o ra sai ao enco ntro do filho
A Bíblia nos conta uma linda história mais velho, não mandando um servo
de amor entre Deus e os homens. Nela o com um a m ensagem gentil, m as foi
Criador está em busca da reconciliação p e sso a lm e n te . Em p rim eiro lugar,
com sua obra-prim a — a raça humana esta narrativa tem o propósito de nos
(Leia O seias 11.1-4). Essa linguagem fi­ apresentar a bondade de Deus; como
gurada que Deus usa nesse texto retrata o Senhor foi inexplicavelm ente gentil
bem o seu esforço em ver as famílias uni­ e cativante com aq u e le s que foram
das. cheias de graça e do Espirito Santo. in exp licavelm ente intransigentes e
O Senhor busca as fam ílias que estão provocantes.
Em segundo lugar, ela tem a finali­
perdidas em seus conflitos intersubjeti-
dade de ensinar a todos os superiores
vos de interesses, que transformaram o
a serem brandos e gentis para com
campo de treinamento do Reino em um
aq ueles que estão em um a posição
verdadeiro cam po de batalha terrenal. inferior à sua.
Ciúm e, brigas, agressões, infidelidades, Seu pai lhe deu uma boa razão para
e uma grande quantidade de m ales se esta alegria incomum na família; ‘Era-
m ultip licam inexplicavelm ente. Falta justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos',
paciência. Falta perdão. Falta amor. Esse v. 32. Ele podia ter insistido com base
não foi o propósito do Criador — o Pai. na sua própria autoridade (...]. Mas isto
Ele quer que as famílias vivam felizes, não convêm mesmo àqueles que têm
refletindo a glória do Seu Reino autoridade para sustentar e apelar para
isto em cada ocasião, o que somente
o faz vulgar e comum, sendo melhor
O Pense!
Não havia outra coisa para o filho apresentar um a razão convincente,
pródigo fazer, a não ser voltar como o pai faz aqui* (HENRY. Matthew.
para casa? Ele não deveria buscar, Com entário B íb lico do Novo T esta­
doravante, seu próprio caminho e m ento Vol. 5. Rio de Janeiro; CPAD.
sofrer pela escolha que fizera? 2010. p. 659)

O Ponto Importante
0 pródigo poderia fazer o que
quisesse: morrer de fome ou re­
tornar para seu pai e recomeçar
de novo. Ele preferiu recomeçar e
não seguir na loucura.

JOVENS 67
E S T A N T E DO P R O F E S S O R

RENOVATO. Elinaldo. A Família Cristã e os Ataques do Inimigo. 1. ed.


Rio de Janeiro: CPAD. 2013.
STEPH EN S. Steve. Projetos Para um Casam ento Sólido 1. ed.
Rio de Janeiro: CPAD. 2011.

CO N CLU SÃ O

Não adiantam medidas psicológicas paliativas para resolver os conflitos familiares. Deus
deve ser convidado para fazer parte do am biente fam iliar, para que a história mude e
o m al ceda. A fam ília. 0 laboratório que Deus usa para forjar hom ens de fé. não pode
ser objeto de m anipulação m aligna, onde os m em bros são concorrentes, oponentes,
inim igos. Ela é 0 farol que traz luz para as nações, por am or a Jesus Cristo.

H O R A DA R E V IS Ã O

1. Mencione um versículo na Bíblia que apresenta um dos problemas do Constru-


tivismo.
“L I o rapaz entregue a si m esm o envergonha a sua m ãe’ (Pv 29.15).
2. Q ual é o remédio sublime, segundo a lição?
O amor.
3. Conforme a lição, quais foram os pecados de Agar em relação a Sara?
Ingratidão e desprezo.
4. Conforme a lição, quais foram os pecados de Miriã e Arão em relação a Moisés?
Soberba e ciúme.
5. Segundo a lição, na parábola do filho pródigo, o pai. que representa Deus. sempre
busca o quê entre seus filhos?
Reconciliação.

Anotações
QUANDO A DIVISÃO SE
INSTALA NA FAMÍLIA

TEXTO DO DIA AGENDA DE LEITURA


“E amava Isaque a Esaú, SEGUNDA -G n 25.22,23
porque a caça era de seu Uma família dividida desde as
gosto; mas Rebeca amava a entranhas
Jacó.”(Gn 25.28) T E R Ç A -G n 2528
Pais com filhos prediletos
QUARTA - Gn 25.29-34
Irmãos sem solidariedade
QUINTA - Gn 26.34,35; 27.46
Noras que são amargura
SÍNTESE
SE X T A -G n 27.6-14
A divisão na família traz
Cônjuge que engana
danos para todos, e somente
Deus pode restaurar os SÁ BA D O -G n 27.19.41
elos de carinho e lealdade Irmãos que contendem
danificados.

JOVENS 69
O BJETIVO S

M O STRAR que a fam ília de Isaque era uma bênção,


o que não impediu que tivesse sérios problemas;
AN A LISA R criticam ente de que forma a divisão se
instalou na fam ília de Isaque. causando inúm eros
prejuízos;
G L O R IF IC A R a Deus pelo final feliz da fam ília de
Isaque. onde a humildade e o perdão prevaleceram.

INTERAÇÃO

Professor, você é daqueles que reconhecem a im portância


dos recursos didáticos como auxiliares no processo de ensi­
no-aprendizagem e fazem uso dessa ferram enta? Então você
merece os mais efusivos parabéns! Os recursos didáticos não são
somente para as classes infantis. Eles são importantes aliados
em qualquer faixa-etária.
Na lição de hoje veremos que a divisão na vida de uma família
sempre causa um a enorme perturbação, correndo o risco de
su rg ir um profundo sentim ento de descontentamento que
pode chegar até à morte.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓ GICA

Professor, a fam ília do patriarca Isaque. que está no centro da


aula de hoje. foi extremamente abençoada, mas um dia per­
m itiu que a divisão se instalasse em seu interior. Sugerim os
que você divida a sala em dois grupos: um defenderá Esaú.
e o outro Jacó. Dê um tempo para cada grupo preparar seus
argum entos (não precisa m uito porque eles já conhecem a
história). Após. ambos apresentam a defesa dos respectivos
personagens bíblicos, faça o fechamento da atividade demons­
trando que a divisão entre os irm ãos trouxe m uitos prejuízos,
e que a fam ília de Isaque só teve um final feliz porque eles se
perdoaram. No final da aula. selecione alguns alunos para a
seguinte tarefa: estudar, durante a semana, o prim eiro tópico
da lição 12. a fim de m in istrar sobre o assunto ali abordado,
na aula da penúltim a semana.

70 JOVENS
T E X TO BÍBLICO

Génesis 27.6-8,13 abençoe diante da face do Senhor,


6 Então, falou Rebeca a Jacó. seu filho, antes da minha morte.
dizendo: Eis que tenho ouvido o teu 8 Agora. pois. filho meu. ouve a minha
pai que falava com Esaú. teu irmão, voz naquilo que eu te mando.
dizendo: 13 E disse-lhe sua mãe: Meu filho, sobre
7 Traze-me caça e faze-me um guisa­ mim seja a tua maldição: somente obe­
do saboroso, para que eu coma e te dece à minha voz. e vai. e traze-mos.

COM ENTÁRIO

r I N T R O D U Ç Ã O
A divisão em família sempre causa perturbação, correndo o risco de surgir
um profundo descontentamento que pode chegar até à morte. Este é o
tema que estudaremos.

I - UM A FAMÍLIA A B EN Ç O A D A esposa da sua linhagem para e le (Gn


1. Pré-história. Para estudar sobre 24.1-4). Tudo isso foi regado com muita
Isaque e sua família, é preciso entender oração, certam ente de Abraão, com o
o que aconteceu com a família de seus tam bém d e Eliezer (Gn 2 4 12 -14 ) e do
pais. Abraão e Sara. em relação a ele. próprio Isaque (Gn 24 63). R ebeca foi
Um dia. houve um conflito sobre quem escolhida por Deus e seus pais concor­
seria o herdeiro de tudo. ao que Deus daram com o casamento, questão muito
respo nd eu a Abraão: “I...I em Isaque importante, não só para aq ueles dias.
será chamada a tua semente" (Gn 21.12). m as tam bém para os atuais.
O Senhor estava dizendo que o plano 3. História que se repete. A m esm a
d E le se executaria por interm édio da coisa que aconteceu com Sara também
sem ente d e Sara e. portanto. Isaque se repetiu com a esposa de Isaque: Re­
era o ú n ico herdeiro d e A b raão (Gn beca era estéril. Com o Deus cumpriria
22.1.16). devendo o outro filho, Ismael, sua promessa, de fazer com que hou­
ser expulso de casa. Sem Isaque. não vesse d escendentes de Isaque com o
haveria futuro. Deus fez uma escolha e as estrelas do céu (Gn 15.5)? Isaque
Abraão obedeceu. Não houve divisão na não ficou imobilizado, frustrado, indig­
casa de Abraão porque o velho patriarca nado com o Senhor, ou sim plesm ente
ouviu a voz do Senhor. aguardando que as coisas aconteces­
2. Casamento no Senhor. Diante da sem automaticamente. Mas ele fez uma
escolha do Senhor em relação a Isaque. cam panha de oração q ue durou vinte
Abraão enviou Eliezer para buscar uma anos. para q ue Deus ab risse a m adre

JOVENS 71
de sua esposa, até que ela engravidou situação incomodamente colocada. Os
e então lhes nasceram os filhos Esaú e pais faziam questão de tomar partido.
Jacó (Gn 25 20.21; 26). 2. Filhos com cosmovisões distintas.
Esaú e Jacó eram gêmeos bivitelinos. Não
O Pense! se pareciam fisicamente, muito menos
Se Deus escolheu Isaque como em ocional e espiritualmente, além de
herdeiro de Abraão, dizendo não possuírem cosmovisões distintas. A vida
a Ismael, por que Isaque não
de Jacó era agradável a Deus (Ml 1.2; Rm
poderia escolher Esaú e despre­
zar Jacó? 9.13). mas Esaú não foi servo do Senhor
(Hb 12.16). A B íblia o identifica com o
Õ Ponto Importante fornicário e profano. Os irmãos gêm eos
Deus pôde escolher Isaque em tinham visões distintas de mundo. Jacó
detrimento de Ismael, pois o fez valorizava as coisas espirituais, e Esaú as
em amor. E tudo deu certo. Quan­
materiais (Gn 25.34). Esaú. por exemplo,
do os pais escolhem, porém, o
casou-se com duas mulheres pagãs, as
am or é afetado e tudo dá errado.
quais trouxeram muita aflição à família

II - P RO BLEM A S patriarcal (Gn 26 .33 .34 ). m as Jacó d eci­


diu esperar em Deus pela esposa certa
1. P ais com p referên cia s filia is. A
(Gn 27.46).
ab ençoada fam ília de Isaque. porém,
3. Rom pim ento fam iliar. A divisão
permitiu que a divisão se instalasse em
que começou como uma fagulha, ainda
seu seio. Isso sem pre traz consequên­
no ventre materno (Gn 25.22.23). trans­
cias terríveis, pois é na força da união
fo rm o u -se em um g ran d e incêndio.
fam iliar q u e os projetos se realizam
Depois d e Jacó enganar o pai e a Esaú.
(Gn 11.6; Dt 32.30). Isaque certam ente
o rompimento dos irmãos foi total.
entendeu que a preferência de Abraão
por ele. em relação ao seu irmão Ismael,
aconteceu por ordem do Senhor. Mas o
© Pense!
Será que Rebeca, algum dia. se
Altíssimo não determinou que houvesse arrependeu por ter criado toda a
predileção dos pais em relação a qual­ confusão que ensejou o rompi­
quer dos filhos; aliás, a única coisa que mento fam iliar entre seus filhos?
se sabia sobre o futuro das crianças era Tudo aquilo com pensou?
uma revelação que Deus dera a Rebeca.
dizendo que o maior serviria ao menor O Ponto Importante
0 ódio plantado na família pode
(Gn 25.23). Entretanto, com o a palavra
ser incontrolável. 0 certo é cortar
não fora d irigida a Isaque. talvez ele logo o mal na raiz, pelo perdão.
não lev asse a profecia muito a sério.
À proporção que a vida foi passando. III - FIM DA H ISTÓ RIA
Isaque se afeiçoou sobrem aneira por 1. A fuga. Fugir n unca é a m elhor
Esaú e Rebeca por Jacó (Gn 25.28). Pelo saida. É im portante que cad a pessoa
q u e se d e p re e n d e do texto b íb lico , assum a os seus erros e arque com as
essas preferências não eram em nada consequências. Jacó. porém, diante do
discretas, sussurradas nos corações, drástico rompimento familiar, empreen­
m as claram ente perceptíveis. Era uma deu uma longa viagem á terra de seus

72 JOVENS
avós maternos. Não sabia que lã. distante agora ele retorna com tudo que possuía
dos cuidados de Rebeca. passaria por para se reencontrar com a sua família.
m om entos bastante difíceis. Seu tio Esaú era uma sombra no seu passado.
Labão foi um péssim o anfitrião. Egoísta Uma marca indelével. Diante disso. Jacó
e traiçoeiro, ele fez Jacó experimentar enviou mensageiros para informara Esaú
dos próprios métodos familiares, com que ele estava chegando (Gn 32.3-5). O
os quais enganara seu pai e seu irmão. medo da vingança assombrava o fugitivo
Jacó reclamou que Labão o enganara, patriarca e ficou ainda mais forte quando
mudando o seu salário dez vezes, com os em issários voltaram, pois disseram
o objetivo de que ele não tivesse pros­ q u e Esaú viria ao seu encontro com
peridade nos negócios, mas o Senhor o quatrocentos homens (Gn 32.6.7). A partir
ajudou e o abençoou (Gn 31.741). Todavia, daí. Jacó voltou a tratar diretamente com
com o toda fuga tem seu fim. chegou o Aquele que pode fazer todas as coisas e
dia em que Deus determinou que Jacó que aparecera a ele no caminho de ida (Gn
voltasse à sua terra. 28.10-17). Ele fez uma vigília a noite inteira
2. O retorno. Deus tinha m andado e teve um encontro com Deus (Gn 32.22-
que o avó de Jacó. Abraão, saisse da sua 31). Ao amanhecer o dia. Esaú despontou
terra e da sua parentela, para uma terra no horizonte, com quatrocentos homens.
que m anasse leite e mel. mas o Senhor Um grande exército para a época! Mas o
nunca determinou o retorno do pai da fé Senhor se compadeceu de Jacó e houve
à sua terra natal. Por quê? Porque a vida reconciliação entre os irmãos.
de Abraão, em Ur dos Caldeus, estava
bem resolvida fam iliarm ente! Abraão © Pense!
Qual o único jeito de resolver um
não partiu fugido. Ele saiu de cab eça
antigo problema que envolve um
erguida. Entretanto seu neto. Jacó. ao grande e duradouro ódio, o qual
co ntrário, tinha d e ix a d o m a rc a s de foi a causa da divisão na fam ília?
sofrimento na vida do pai e do irmão e.
por isso, era preciso retornar para acertar O Ponto Importante
as contas com o passado (Gn 32.3). pois Não houve mortandade entre
os filhos de Isaque, porque Jacó
quem assim não procede nunca poderá
buscou a Deus (Os 12.34) e se
seguir em frente.
humilhou ante Esaú, recebendo
3 .0 reencontro. Vinte anos já tinham o perdão. Só Deus cura traumas
decorrido d e sd e a fuga de Jacó. m as familiares.

À proporção que a vida foi passando.


Isaque se afeiçoou sobrem aneira por
Esaú e Rebeca por Jacó (Gn 25.28). Pelo
que se depreende do texto bíblico, essas
preferências não eram em nada discretas,
sussurradas nos corações, m as
seguram ente perceptíveis.

JOVENS 73
SU BSÍDIO 1 SU BSÍDIO 2
“Quando a Cobiça Vence “A escolha do nome Isaque (“ele
O poder m a l-e m p re g a d o q uase sorri“)
sem pre é resultado da cobiça. Com Deve ter causado uma variedade
m uita frequência, p e sso a s b e m -in ­ d e sentim entos a cad a vez q ue era
te n cio n a d a s em p o siçã o d e poder pronunciado. M ais im portante, era
d izem a si m esm as: trab alhei duro um testem unho do poder d e Deus
por longo tempo. Mereço algo mais em tornar realidade a sua promessa.
do q ue estou obtendo agora com o Em uma família de vigorosos d es­
re co m p e n sa . Em c o n se q u ê n c ia , a bravadores. Isaque era do tipo quieto,
cobiça toma as rédeas. que se importava mais com seus pró­
As prisões estão cheias de pessoas prios negócios, a menos que recebesse
que em todos os outros aspectos são um cham ado especifico para agir. Ele
decentes mas se tornaram cobiçosas. foi o filho único protegido d esd e que
Sei d isso po rq ue fiz a m iz a d e com Sara livrou-se de Ismael.
muitas delas: advogados, empresários, Em su a própria fam ília . Isa q u e
m édicos e até mesmo ex-agentes do o cu p a va a p o siçã o p atriarcal, m as
FBI. H avia um q ue fora ju iz federal. R eb eca tinha o poder. Ao invés de
Como chegaram a esse ponto em suas ser firm e. Isaq ue a ch a va m ais fácil
v id a s? Foi o sentim ento, a busca, a mentir ou condescender a fim de evitar
crença de que estavam acima de tudo confrontos. A pesar d e sse s defeitos.
e podiam fazer o que quisessem sem Isaque fazia parte dos planos de Deus.
jam ais prestar contas de sua conduta O exem plo que recebera d e seu pai
ou atos. Foi o poder que desejaram a incluía um a grande fé no único Deus
todo custo. verdadeiro. A prom essa de Deus. de
Se quiserm os a presença de Deus criar uma grande nação através da qual
em nossas vidas, a mentira tem de ir Ele abençoaria o mundo, foi passada
em bora! O jo g o do poder d eve ter­ de Isaque para seus filhos gémeos.
minar! Precisam os nos arrepender do Não é raro nos identificarmos com
pecado do engano. Isaque em suas fraquezas. Mas consi­
Deus quer levar-nos para além da dere um instante: Deus trabalha através
responsabilidade, até a honestidade das pessoas a despeito de suas falhas.
total — com Ele. com outros e com Ao orar. fale com Deus que vocé está
nós m esm os" (D O R TH . R ichard W. d isp o n ív e l para ser usado por Ele.
Orgulho Fatal. í.ed . Rio d e Janeiro Você descobrirá que a disposição de
CPAD, 1996. pp.84.86). Deus em u sá -lo é ainda maior que o
seu d esejo d e ser usado" (Bíblia de
Estudo A p licação Pessoal. Rio d e
Janeiro: CPAD. 2013. p. 20).

74 JOVENS
E S T A N T E DO P R O F E S S O R

DORTH. Richard W. Orgulho Fatal. í.ed. Rio de Janeiro: CPAD. 1996


HENRY. Matthew. Com entário Bíblico do Novo Testamento. Vol. 1.
Rio de Janeiro: CPAD. 2010.

CO N CLU SÃ O

Os descendentes de Isaque experim entaram as consequências de um a sem ente de


discó rd ia plantada pelos p róp rio s pais. Fica o exem plo. É p reciso haver eq u ilíb rio
no tratam ento dos filhos, confiança no caráter de Deus. que sem pre cum pre as suas
promessas, e um profundo desejo de co n stru ir um lar que glorifique ao Senhor, que
faça a diferença na terra. Esse é 0 plano de Deus para os jovens que esperam nEle!

H O R A D A R E V IS Ã O

1. Mencione très famílias que. conforme a lição, sofreram divisões profundas.


Família de Gideão. do rei Acazias e do imperador Nero.
2. Segundo a lição, por que não houve divisão na família de Abraão?
Porque ele ouviu a voz de Deus.
3. Com o a Biblia identifica a Esaú?
Com o fornicário e profano.
4. Q ual o principal problema de Isaque e Rebeca. em relação aos filhos?
Eles tinham preferências filiais: Isaque am ava a Esaú e Rebeca a Jacó.
5. Por que Jacó teve que retornar para a terra de seu pai. conforme a lição?
Jacó tinha deixado m arcas d e sofrimento na vida do pai e do irmão. e. por isso.
era necessário retornar para acertar as contas com o passado.

Anotações
A FAMÍLIA SEGUNDO
O CORAÇÃO DE DEUS

TEXTO DO DIA AGENDA DE LEITURA


“Acabando, pois, Jacó de SEGUNDA - Gn 12.1-3; 16.1-3;
dar mandamentos a seus 24.1; 25.9
filhos, encolheu os seus pés A família modelo de Abraão
na cama, e expirou, e foi TERÇA - Gn 24.62,63,65,67;
congregado ao seu povo." 2521,26; 33.4
(Gn 49 -33) A persistente família de Isaque
QUARTA - Gn 28.10-22; 30.1;
38.12; 3720; 49.33
A renovada família de Jacó
SÍNTESE
QUINTA - Rt 14,5.16.17; 4.13-17
A família segundo o coração
A abençoada família de Rute
de Deus pode enfrentar
dificuldades em sua trajetória, SEXTA -Lc 16,7,18,67-80
mas sempre será triunfante. A obediente família de Zacarias
SÁBADO - Mt 118-25; Jo 7.3-5;
At 114 j
A família de Jesus .A
76 JOVENS
OBJETIVOS
•R E C O N H E C E R que não existe fam ília sem defeito,
mas que é possível construir uma família segundo o
coração de Deus;
•R E F L E T IR sobre o fracasso do rei Davi, enquanto
marido e pai, e sobre as consequências de seus erros
para o destino de toda a sua família;
•ANALISAR o padrão de família adotado pelo patriarca
Abraão, o qual influenciou forte e positivamente seus
descendentes.

INTERAÇÃO
Professor, se você ainda não faz uso de recursos didáticos em
suas aulas, segue uma experiência registrada no livro Recursos
Didáticos para a Escola Dominical (CPAD. 2007. p. 39). para sua
reflexão: "O dia da aula se aproximava. Apesar de ter estudado a
semana inteira, e reunido uma grande quantidade de inform a­
ções acerca do tema daquela aula. ainda não havia pensado em
uma m aneira de cativar 0 interesse dos meus alunos. Era uma
turma de adolescentes. O tema da aula versava sobre 0 dever
de o crente ser pacífico diante de um mundo violento. Como
fazer os alunos se sentirem inseridos nesse infeliz contexto
social? Como fazer com que percebam sua responsabilidade na
redução e combate à violência? Essa era a questão! Foi então que
decidi valer-m e de algumas imagens estampadas em jornais e
revistas que noticiavam os últim os acontecimentos violentos
em nossa cidade. Recortei-as cuidadosamente e as colei em
uma cartolina. Fixei-a bem no centro do quadro para causar a
maior impressão possível. Quando os alunos introduziram -se
na sala. não conseguiram esconder a pasmaceira. Professor,
quanta violência! Precisam os orar por nossa cidade. Deus há
de fazer alguma coisa!’ Pronto. Era o que eu objetivava. Eles
estavam envolvidos social e espiritualmente com 0 problema."

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, após a ministração do primeiro tópico, divida a turma


em dois grupos: A e B. Peça que os grupos leiam e debatam,
respectivamente, os assuntos dos tópicos II (Uma fam ília fra­
cassada) e III (Uma família modelo). Logo após. peça que metade
dos componentes do grupo A troquem de lugar com integrantes
do grupo B. Agora temos, tanto no A como no B. alunos que
estudaram tópicos distintos, e que deverão compartilhar uns
com os outros 0 que já aprenderam. Conceda-lhes. em cada
momento, um tempo razoável para a discussão.
TEXTO BÍBLICO

Salmos 128.1-6 plantas de oliveira, à roda da tua mesa.


1 Bem-aventurado aquele que teme 4 Eis que assim será abençoado o ho­
ao Senhor e anda nos seus ca m i­ mem que teme ao Senhor!
nhos! 5 O Senhor te abençoará desde Sião.
2 Pois comerás do trabalho das tuas e tu verás o bem de Jerusalém em
mãos. feliz serás, e te irá bem. todos os dias da tua vida.
3 A tua mulher será como a videira frutífera 6 E verás os filhos de teus filhos e a paz
aos lados da tua casa: os teus filhos, como sobre Israel.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
0 salm o 128.2 diz que o homem que teme ao Senhor será feliz. Para os
dias atuais, isso pode parecer uma utopia, um desejo inatingível, mas é
exatamente 0 que acontece com a pessoa que está em uma família que
conhece a Deus. Ela conquistará vitórias e triumfará (Sl 127.1-5).

I - U M A F A M ÍL IA S E G U N D O O d e v e d e sistir do d e se jo d e ter um a
CO RAÇÃO DE DEUS abençoada familia. a não ser que Deus
1. A família perfeita. Q ual rapaz ou o vete expressamente (Jr 16.2). Também
moça que nunca pensou em casar, ter não d eve haver a n sie d a d e para que
filhos e construir um lar fe liz? Todos, Deus apresse o processo da bênção (1
a lg u m d ia. s o n h a m o s e m ter um a Pe 5.7). Tudo ocorrerá no tempo certo.
fam ília perfeita. Entretanto, será que O jo v e m d e v e se m p re a g ra d e c e r a
isso existe? Bem. com o não existe ser D eu s por todas a s c irc u n stâ n cia s, e
hum ano perfeito, im pecável, tam bém levar ao Senhor, em oração, todas as
não existe familia sem defeito. Contudo, suas petições (1 Ts 5.17: Fl 4.6.7)
com o pode existir homens e m ulheres 2. Construindo um lar feliz. Não
se g u n d o o c o ra çã o d e Deus. nossa existe fam ília cu jo s m em bro s nunca
fam ília tam bém pod e a s su m ir e ss e tenham falhado. Afinal, todos pecaram
padrão (Sl 128). O Senhor não d eseja (Rm 3.23). A única exceção é o Cordeiro
q ue ab ram os m ão d e sse projeto tão de Deus! Porém, há relatos de muitas
vital para a existência. Talvez haja difi­ fam ílias segundo o coração de Deus.
culdades para um jovem pensar nisso, como as de Abraão, de Isaque. de Jacó.
sobretudo por alg u m a lim itação que d e Je su s, d entre outras. D eu s pode
possua, m as Deus pode fazer, em um fazer que seus servos tenham um a fa­
movimento, o que as pessoas passariam mília abençoada e feliz, em um mundo
m eses e anos para realizar. N inguém imperfeito (Sl 1271)! A família segundo

78 JOVENS
Deus tem conflitos, mas os leva a Cristo, ® Pense!
e eles são resolvidos. É aquela família Conquistar o mundo inteiro,
em que os pais erram em relação aos mesmo que para isso tenha que
filhos, mas reconhecem o erro e pedem perdera família, é a escolha
perdão; cujos filhos têm conflitos entre que m uitos fazem. Será que, no
fundo, isso vale a pena?
si, m as possuem a capacidade de res­
tauração; cujos cônjuges são pessoas
O Ponto Importante
normais, que se ofendem, m as que se P erdera fam ilia significa fru s­
reconciliam. Essa é a família ideal, que trara quem se ama, rom per com
cai. m as não fica prostrada (Sl 20.7.8). os prim eiros sonhos, abrir mão
cujo s cônjuges discordam , discutem , de álbuns de fam ília e entriste­
divergem, mas continuam juntos viven­ c e ra Deus. Isso não vale a pena!
do com integridade a beleza de serem
um a só carne (Sl 128.3). Vivendo uma
II - UM A FAMÍLIA FR A CA SSA D A
vida para Deus. 1. Davi e suas escolhas. Davi foi um
3. O g ran d e paradoxo. Viver para grande rei, m as um péssim o marido e
D eus é um a g rand e aventura e pre­ pai. Ele foi um homem que agradou a
su m e q ue tudo. no fim da vida. sairá Deus por sua extraordinária devoção,
bem (Sl 128.1.2). E ssa é a regra, m as m as entristeceu sobrem aneira ao S e ­
e x iste m tris te s e x c e ç õ e s . H á p e s ­ nhor por suas escolhas nada sensatas
so a s q u e se rv e m a D eu s. m a s não ao longo da vida. Para se casar, e le
c o n s e g u e m co n d u z ir su a s fa m ília s buscou uma m oça de posição (a filha
p e lo cam in h o do Senhor. Daí vem o do rei), m as não perguntou a Deus se
grand e paradoxo: é p o ssível alg uém aquela era sua vontade. Depois, teve
ser segundo o co ração de Deus. m as um c a so am oroso co m a m ulher de
produzir um a fam ília fracassad a em um de seus soldados, tendo, inclusive,
to d o s os se n tid o s. Os p a is, m u ita s para acobertar sua conduta vergonhosa,
vezes, d etém p o sição d e d estaq ue, providenciado a morte do marido traído.
m as se esq u e ce m d e ensinar aos fi­ Seu mau exemplo trouxe-lhe inúmeros
lhos no caminho em que devem andar prejuízos espirituais, morais, familiares
(Pv 22.6). O fim é se m p re trágico. A e políticos. Ele nunca mais foi o mesmo
fam ília d e um hom em é o seu m aior aos olhos dos que o conheciam !
patrimônio. Perguntaram certa vez a 2. Davi e seus relacionam entos. Ao
um fam oso p reg ad o r do S é c u lo XX. longo da vida é po ssível a pesso a se
q u al tinha sid o o m aior preg ad or de perder. Com eçar bem e terminar mal.
todos os tempos, ao que ele respondeu Foi a ssim co m Davi. E le ap a re c e na
que era o patriarca Noé. pois ele havia B íblia sendo cheio do Espirito Santo,
conseguido salvar sua própria família. recebendo a unção real, obedecendo
Essa é uma das grandes contradições a seu pai. servindo a seus irmãos, der­
da vida: ganhar a Cristo, mas perder sua rotando Golias. concedendo vitórias a
familia. Essa perda deve ser evitada a Israel. Entretanto, e sse gigante da fé
q ualq uer custo. Todo esforço, no fim. p e rd eu -se em seu s relacionam entos.
valerá a pena! T o rn o u -se um pai irresponsável, frio

JOVENS 79
e in se n sível. E le nunca contrariou o toda esfacelada. Nas orientações finais
indolente Adonias (1 Rs 1.6). não puniu a seu filho Salomão, recomendou que o
a Amnom depois do estupro da própria filho conhecesse a Deus (1 Cr 28.9). Ora.
irmã Tamar. bem como nunca quis con­ Davi pediu a Salom ão para conhecer a
versar com seu filho Absalão depois dele Deus só no fim da vida? Ele teve toda a
cometer um fratricídio, demonstrando infância de Salomão para o ensinar, mas.
que não compreendia o que era ser um certam ente, co m o rei. Davi não tinha
pai. Acrescente-se. também, que ele não tempo para falar sobre Deus com seu
se preocupava com as más companhias filho Lamentável! Saibamos, pois. como
dos filhos. Com o m arido e le tam bém instruir e educar nossos futuros filhos
não andou bem. Buscou mulheres para no cam inho d e Deus. C a so contrário,
demonstrar seu poderio e suas alianças, grand e será a nossa tristeza. Jovem ,
m as não se vê Davi sendo atencioso e seja sábio.
respeitoso com elas. As consequências
por esses comportamentos inapropriados & Pense!
foram terríveis. E o pior: não só para ele! Será que o rei Davi percebeu,
Todos na sua família sofreram. Lágrimas, em algum momento da vida. as
sangue, traição... Um triste espetáculo consequências devastadoras que
de sofrimento e dor. ele trouxe para sua fam ília?
3. O fim da fam ília de Davi. Diferen­
temente das famílias de Abraão. Isaque. Õ Ponto Importante
“O rei se perturbou [ J e chorou [-]
Jacó. Rute. Zacarias e Jesus, que tiveram
Meu filho Absalão. meu filho, meu
um final feliz, cumprindo a missão que o filho Absalão! Quem me dera que
Senhor lhes estabelecera, a família do eu morrera por ti. Absalão. meu
rei Davi teve um fim deprimente. Ficou filho, meu filho! “(2 Sm 1833)

Davi não tinha tempo para falar sobre Deus


com seu filho. Lam entável!

80 JOVENS
S U B S ÍD IO 1 S U B S ÍD IO 2

“John Dew ey. o teorizador e d u ­ “Tanto o Antigo Testamento como


cacio n al m ais influente da Am érica. o Novo Testam ento fornecem um a
Aplicou as ideias de C harles Darwin variedade de soluções práticas para
na educação. Dewey rejeitou a visão um re la cio n a m e n to m a trim o n ia l e
bíblica da criança com o um a criatura fa m ilia r b e m -s u c e d id o . O livro de
d e D e u s e m anteve, ao co ntrário , Provérbios está especialmente repleto
que ela não é nada m ais do que um destes ensinos.
organismo biológico. Além das instruções específicas, as
A p lican d o e ssa filosofia. Dew ey Escrituras tam bém fornecem muitas
propôs um a teoria ed u cacio n al que ilustrações significativas que. por sua
acentuou o processo em detrimento vez. apresentam princípios para uma
do conteúdo. As crianças não deveriam vida familiar como a vida de Cristo. Por
ser e n sin ad as a respeito d e fatos e exemplo, os filhos de Eli e os filhos de
verdades elas deveriam ser ensinadas Davi são um forte lembrete quanto ao
a co m o c o n d u z ir um p ro ce sso d e que acontece quando os pais falham
investigação. (i Sm 3.13; 2Sm 12.10). José é. sem dú­
Uma versão atual dessa filosofia é vida. o suprem o exem plo do perdão
a ed ucação ‘construtivista’, a técnica familiar (Gn 50.15-21).
pedagógica mais popular hoje em dia. Je su s ilustrou as atitudes co rre­
que está baseada na ideia de que o tas do pai em re la ção ao filho q ue
conhecimento não é objetivo, mas uma se desviou em sua parábola do filho
construção social; por conseguinte,
pródigo (Lc 15.11-24). mas ele apresenta
não deveriam ser dadas as respostas
tam bém motivos egoístas claros por
‘certas’ às crianças, m as estas d eve­
parte dos pais (Mt 20. 20-28).
riam ser ensinadas a construir as suas
Não há dúvida de que os ensinos da
próprias soluções através da interação
Bíblia elevam a família e sua função a
dentro do grupo.
um nivel não alcançado em nenhuma
As crianças são ensinadas a cons­
outra literatura ou sociedade. Em bo­
truir as próprias regras matemáticas,
ra esta unid ad e so cia l d ivinam ente
os próprios sistemas de ortografia Oso-
instituída tenha falhado em m uitos
letração inventada'), a própria maneira
casos, não funcionando em um nivel
de contar e assim diante, enquanto os
correto dentro da com unidade cristã,
professores são estim u lad o s a não
o padrão santo de Deus para a vida da
dizer aos alu n o s se su a s respostas
família não está invalidado" (Dicionário
estão certas ou erradas* (CO LSO N .
Bíblico Wycliffe í.ed. Rio de Janeiro;
C h arles; PEA R C EY . N ancy. E agora,
CPAD. 2012. p. 773 )-
como viveremos? 2.ed. Rio de Janeiro:
CPAD. 2 0 0 0 . pp. 392 .393 )-

JOVENS 81
E S T A N T E DO P R O F E S S O R

MAHANEY. C. J. Sexo, Rom ance e a Glória de Deus. í.ed.


Rio de Janeiro: CPAD. 2012.
COOPER. Darien B Você pode ser a Esposa de um Marido Feliz. í.ed.
Rio de Janeiro: CPAD. 2000.

CO N CLU SÃ O

Uma fam ília segundo o coração de Deus não é feita por pais e filhos acim a da média,
m as por pessoas com uns que se submetem à Palavra de Deus. a m am -se m utuam ente
e decidem lutar para fazer a diferença em um a geração incrédula e perversa (Fl 2.15).
0 jovem cristão deve colocar tal projeto diante do Senhor, esperar o tempo, escolher
bem e o resto Ele fará (Sl 37 5). V iv e r com Deus é um a intensa experiência!

H O R A D A R E V IS Ã O

1. Qual Salm o diz que o homem que teme ao Senhor terá uma familia feliz?
Salm o 128.
2. Conforme a lição, qual é um dos maiores paradoxos da vida?
(Servir a Deus e ter uma familia fracassada em todos os sentidos.)
3. Conform e a lição, qual o rei que. em seus relacionam entos, com eçou bem e
terminou m al?
Davi.
4. Qual a familia m odelo mencionada na lição?
A familia de Abraão.
5. Segundo a lição, o que significa ‘ perder a familia"?
Frustrar a quem se ama. romper com os primeiros sonhos, abrir mão de álbuns
de familia e entristecer a Deus.

Anotações
A FAMÍLIA DE JESUS

TEXTO DO DIA AGENDA DE LEITURA


“Com a sabedoria se edifica SE G U N D A -M t 11-16; Lc
a casa, e com a inteligência 323-38
ela se firma." Uma família nobre
(Pv 2 43 )
TERÇ A -Lc 224
Uma família pobre
QUARTA - Mt 124; Lc 1.38
Uma família com pais fiéis
QUINTA-Jo 7.1-5
Uma família com filhos incré­
SÍNTESE
dulos
Ensinar os filhos no caminho
SEXTA-Jo 21-11
do Senhor, como fizeram José
Uma família solidária
e Maria, é o passaporte para a
felicidade da família, ainda SÁBADO - At LIA
que haja problemas Uma família que vence a dúvi­
no percurso. da e o medo
à
JOVENS 83
OBJETIVOS

ENALTECER os valores de José e Maria como exemplo


de jovens comprometidos com a vontade de Deus para
suas vidas;
CO N S ID E R A R que Deus escolheu para acolher seu
Filho Jesus aqui na terra uma família pobre, mas que
observava os valores da solidariedade e do trabalho;
SA B ER que a fam ília de Jesus não era diferente da
nossa, ou seja. também era formada por pessoas fa­
líveis. o que não a impediu de vencer desafios como
a dúvida e o medo.

INTERAÇÃO

Professor, no próxim o dom ingo será o encerram ento do


trim estre, portanto, program e-se! Desafie seus alunos! Peça
que tragam o m aio r núm ero possível de parentes à Escola
Dom inical, independente da idade, salvos ou não. Os objeti­
vos são: congregar toda a fam ília, apresentar a nossa classe
bíblica àqueles que não a conhece e trazer de volta os que
andam ausentes, tudo isso no final de um trim estre em que
‘respiram os" fam ília. Cuide para que os parentes visitantes
sejam apresentados à igreja. Premie os alunos mais esforçados,
observando os recursos financeiros que lhe são disponíveis.
Sugestões de brindes: caixas de bombons que possam ser
com partilhadas por seu aluno com os fam iliares presentes e/
ou livros da CPAD que tratem do assunto família.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓ GICA

Professor, é interessante que você fique atento aos seus a lu ­


nos para identificar entre eles possíveis vocacionados para o
m inistério do ensino. A atividade proposta a alguns alunos no
final da aula passada pode ajudar nesse processo de desco­
berta. Conform e acordado, faça a introdução da aula e depois
dê oportunidade para que os alunos selecionados abordem o
tópico I da lição, que trata da p ré-h istória fa m ilia r de Jesus.
Deixe que eles se sintam à vontade e a u x ilie no que puder.
Não é demais ressaltar que o objetivo dessa tarefa não é que
o aluno substitua o professor, mas promover a dinam ização
da aula com a participação dos alunos, aumentando, inclusive,
seu comprometimento com a Escola Dominical, além de. quem
sabe. descobrir novos talentos na área da educação cristã.
TEXTO BÍBLICO

João 7-2-5.8-10 5 Porque nem mesmo seus irmãos criam


2 E estava próxima a festa dos judeus nele.
chamada de Festa dos Tabernáculos. 8 Subi vós a esta festa: eu não subo
3 Disseram-lhe, pois, seus irmãos: Sai ainda a esta festa, porque ainda o meu
daqui e vai para a Judeia, para que tempo não está cumprido.
também os teus discípulos vejam as 9 E. havendo-lhes dito isso, ficou na
obras que fazes. Galileia.
4 Porque não há ninguém que procure 10 Mas. quando seus irmãos já tinham
ser conhecido que faça coisa alguma subido á festa, então, subiu ele também
em oculto Se fazes e ssa s coisas, não manifestamente, mas como em
manifesta-te ao mundo. oculto.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Havia m uitas profecias falando sobre o nascim ento do Salvador Jesus,
e m uitos esperavam por isso. 0 dia chegou e. num canto desprezado do
mundo, uma família humana o recepcionou com todo amor e carinho. Os
pais eram de ascendência real, porém pobres; tinham nobreza de caráter
e uma grande fé em Deus. 0 início da vida familiar foi bastante difícil, com
m uitas perseguições e ameaças, mas Deus estava no controle. A família
cresceu em torno de uma carpintaria em Nazaré.

I - P R É -H IST Ó R IA FAMILIAR lhos contam a pré-história m inisterial


1. Uma família nobre. Toda história de Jesus, ao narrar a história de João
tem uma pré-história, que a subsidia e a Batista (Mt 3.1-12; Mc 1.1-8: Lc 3.1-18; Jo
abaliza. O conhecimento da pré-história 1.15) e a sua pré-história familiar (Mt 1.1-
ajuda a com preender o contexto dos 25; Lc 1-3: Jo 1.1-12 — a exceção é Mar­
acontecimentos do presente histórico, cos). O bserve-se que cada evangelista
bem com o lança luz em alguns pontos narra essa pré-história do Messias com
obscuros e de d ifícil explicação. Esse base na figura que o Espirito Santo quer
entendim ento desvend ará a m otiva­ transmitir no Evangelho. Por exemplo.
ção e a conduta dos personagens da Lucas fala da sua profunda humanidade,
narrativa, diante da carga de valores m as João m enciona a pré-história do
fam iliares q ue acum u lam , recebidos M essias sob o olhar divino, por detrás
por tradição, pela ed ucação religiosa, d os um brais da eternidade. Não são.
ou pela herança cultural. Não é sem portanto, pré-histórias contraditórias,
causa, portanto, que todos os evange­ m as complementares. Assim, a familia

JOVENS 85
de Jesus (como todas as famílias) tem que José aceitasse o casam ento com
uma história antes da história que se quer Maria (Mt 1.24). além de outras orienta­
contar, e ela com eça com seus pais. Por ções sobre para onde a família deveria
isso. a ascendência de José foi narrada se deslocar, qual atividade desenvolver
por Mateus, ao passo que Lucas, segundo etc. Observa-se. ainda, que eles criaram
a maioria dos estudiosos, mencionou a sua família no temor de Deus. O s filhos
ascendência de Maria, dando conta de que José e Maria tiveram em com um ,
que am bos possuíam um tronco g ene­ no fim de tudo. transform aram -se em
alógico muito nobre. Eram da linhagem expoentes da fé cristã. Pais obedientes
dos reis de Israel, portanto, pertenciam a Deus geram filhos obedientes, que
à tribo de Judã. sendo d escendentes andam pelo caminho do Senhor e não
diretos tanto de Abraão quanto do Rei se desviam dele (Pv 22.6).
Davi. Assim, repousava sobre essa família
toda sorte de promessas e direitos. © Pense!
2. U m a fa m ília c o ra jo sa . Os pais Dentre tantas famílias com
humanos de Jesus eram muito corajo­ destaque social em Israel, por
sos. Maria, uma m oça bastante jovem, que Deus escolheu um pobre e
inexpressivo casal para cuidar de
quando ouviu do anjo Gabriel que seria
seu Filho Unigénito?
a m ãe do Salvador, m esm o sabendo
que aquilo poderia, inclusive, ensejar O Ponto Importante
seu apedrejamento, aceitou a vontade Os critérios das escolhas de Deus
do Senhor (Lc 1.38). Esse sentimento de não podem ser questionados. Ele
destemor também integrava os valores viu algo em Maria e José que só
de José. Ele foi fazer o recenseamento na eternidade saberemos.
da família em sua terra natal nos últimos
d ias da g ravid ez d e M aria (Lc 2.1-4) II-V ID A S O C IA L
Também não ficou desesperado ante à 1. Pobre. A vida do carpinteiro José
am eaça d e morte de seu primogênito não era abastada. Ele e sua família não
por Herodes. quando teve que fugir para eram ricos. Prova disso é que. quando
o Egito (Mt 2.13-15). A vida do sim p les foram apresentar a Jesus no Templo, os
carpinteiro, de uma hora para a outra, pais levaram para sacrificar um par de
entrou em grande provação, m as ele rolas, que era a oferta dos casais pobres
p e rm an eceu inabalável, jun tam en te (Lc 2.21-24)- Q uando adulto, o próprio
com Maria (Mt 2.19-21). Senhor falou que não tinha onde reclinar
3. Uma fam ília de pais obedientes. a cab eça (Mt 8.20). A prática de colher
José e Maria sem pre foram muito obe­ espigas nos cam pos alheios era prerro­
dientes. Eles não tinham suas vidas por gativa apenas dos pobres (Lv 19.9.10) e
preciosas. Quantas vezes tiveram de os discípulos de Jesus assim o fizeram
m udar o q ue haviam planejado , por (Mt 12.1). Também, para entrar em Jeru­
causa de uma revelação? Isso aconteceu salém. Jesus teve que pedir emprestado
no anúncio da gravidez pelo anjo. em um jum entinho (Lc 19.29-35) e. por fim.
relação a Maria (Lc 1.38). e na determi­ a última Páscoa foi celeb rad a em um
nação divina, através de sonhos, para cenáculo emprestado (Lc 22.7-13) Todos

86 JOVENS
esses episódios ratificam o fato de que © Pense!
a família de Jesus era pobre (2 Co 8.9). P o r q u e D e u s não c o lo c o u J e su s
2. Solidária. O primeiro m ilagre de em u m a fa m ília na q u a l E le não
Jesus ocorreu em um casamento, quan­ p r e c is a s s e tr a b a lh a r? N ã o s e ria
bem m e lh o r p ara o F ilh o de
do Maria intercedeu junto a Ele por um
D eus?
problema alheio — a falta de vinho (Jo
2.1-11). Maria dem onstrou solidarieda­
O Ponto Importante
de. Ela sabia que aquela circunstância D e u s sab ia da p o b reza de Jo s é e
constrangedora não era problema dela. M aria, m a s era im p o rta n te para
nem de Jesus, m as m esm o assim p e­ J e s u s v iv e r intensam ente sua h u ­
diu sua intervenção. A família de Jesus manidade. Todo trab alho h o n e sto
aprendeu a olhar para os mais pobres. d ig n ific a o hom em .

Tiago, filho de José e Maria, foi um dos


q ue orientou ao apóstolo Paulo que III-V ID A E SPIR ITU A L
se le m b ra sse d os pob res (Gl 2.10) e 1. Pais cheios de fé. A história da fa­
tam bém , em sua epístola, denunciou mília de Jesus foi marcada pela fé. José
aqueles que desonravam os pobres (Tg e Maria aceitaram a m issão d e abrigar
2.5.6) e não ajudavam os necessitados o Filho de Deus em seu lar e em suas
(Tg 2.15.16). Importante citar, igualmente, vidas, p ela fé. Eles poderiam ter dito
a determ inação do Salvador para que não. mas. cheio s de fé. sorriram para
João aco lh esse Maria em sua própria o plano do Altíssim o. Co m o d eve ter
casa (Jo 19.26.27). O filho primogénito sido difícil para eles entenderem o fato
tinha o dever moral de deixar sua mãe do Filho, aos doze anos. ter ficado em
amparada. Jesus era Deus. mas. mesmo Jerusalém sozinho, ou mesmo quando
na hora da morte, continuou sendo um Maria recebeu uma resposta forte nas
filho exemplar. bodas de Caná (Jo 2.34). Mas eles e s­
3. Trabalhadora. A família d e Jesus tavam cheios de fé e viram a glória do
era m uito tra b a lh ad o ra. Q uan d o os Senhor. Maria, m esm o sem entender,
conterrâneos do Mestre o viram, lem - guardava as coisas incompreensíveis no
braram -se logo da profissão d e seu pai coração (Lc 2.19). Eles são verdadeiros
e do trabalho exercido pelo Nazareno na heróis da fé.
carpintaria (Mt 13.55.56: Mc 6.3). Tiago, 2. Filhos incrédulos. Em Marcos 3.21
filho de José e Maria, também criticou os observa-se a familia de Jesus achando
empresários que diminuiram os salários que Ele estava louco e seus parentes
dos trabalhadores (Tg 54). refletindo o saindo para o prender. Eles não estavam
sentimento aprendido no seio familiar convencidos de que os milagres extra­
e. claro, a vontade de Deus para a vida ordinários e as pregações arrebatadoras
dos homens, pois todo trabalho honesto de grandes multidões do Messias fossem
m erece uma recom pensa digna (1 Tm obra de Deus. Como aconteceu com o rei
5.18). Está escrito: "1...1 trabalhe, fazendo Davi e seus irmãos, os irmãos de Jesus
com as m ãos o que é bom. para que tam bém o desprezaram. Em João 7 1-8
tenha o q ue repartir com o q u e tiver v è -se os irmãos do Redentor zom ban­
necessidade" (Ef 4.28). do dEle O Senhor, naquele momento.

JOVENS 87
evitou o confronto, deixando que eles
S U B S ÍD IO
viajassem sozinhos para Jerusalém e.
depois, partiu para participar da Festa "Os versículos 3 a 8 contém o diálo­
dos Tabernáculos. go entre Jesus e seus irmãos. Eles falam
3. Fam ília q ue v e n ce a d úvid a e o pela primeira vez nos versículos 3 e 4.
medo. A família de Jesus venceu o medo onde exortam Jesus a ir a Jerusalém
para a Festa dos Tabernáculos — oca­
e a dúvida. Em Atos 1.14 consta que Maria
sião apropriada para Ele ir publicamente
e seus filhos biológicos Tiago. José. Judas
com suas declarações messiânicas, as
e Simão (Mc 6.3; Mt 13 55 ). integravam a
quais, julgam , devem ser divulgadas
primeira comunidade cristã. Em 1 Corintios de maneira ousada: ’Para que também
9.5 há a informação de que os irmãos do os teus discípulos vejam as obras que
Senhor atingiram uma posição de lideran­ fazes'. Im plícito está a noçãode que
ça na igreja em Jerusalém. Em Gálatas 1.19 esta é a maneira de angariar seguido­
é lembrada a visita de Paulo a Jerusalém, res — fazer sinais. Eles co ncluem no
onde. além de Cefas. encontrou Tiago, o versículo 4 com a exortação de Ele se
irmão do Senhor. Em 1 Corintios 15.7 está manifestar ao mundo.
escrito que Cristo, depois de ressuscitar, O modo com o os irmãos de Jesus
apareceu a Tiago. falam claramente os coloca na categoria
dos incrédulos. Jesus se distingue ain­
da mais dos seus irmãos. Seus irmãos
O Pense!
foram vistos pela última vez em João 2.
0 que aconteceu de tão maravi­
lhoso que levou todos os irmãos 12. Jesus não confiava neles, e também
de Jesus a se converterem após não confia agora. N estes pequenos
sua morte no Calvário? parágrafos, estes irm ãos d e se m p e ­
nham papel importante e tornam -se
(Q Ponto Importante antagonistas d e Jesus, aparecendo
A conversão da família de Jesus duas vezes (vv. 3.10). Eles estão com o
pode ter decorrido da revelação mundo (que o odeia) em seu pecado
a Tiago (1 Co 15.7) ou da C ru z (Jo e incapacidade de conhecer as coisas
12.32). Uma coisa é certa: ficaram espirituais. Mais tarde, em João 20.17.
em Jerusalém em oração (At í.iq). Je su s envia um a m ensagem a seus
irmãos acerca de ir para o Pai. muito
provavelmente a fim de encorajá-los a
crer”(Comentário Bíblico Pentecostal
2 ,ed. Rio de Janeiro: CPAD. 2004. pp.
528.529).
“Tiago, filho d e José e
Maria, tam bém criticou os
em presários que dim inuiram
os salários dos trabalhadores,
refletindo o sentimento
aprendido no seio familiar."

88 JOVENS
E S T A N T E DO P R O F E S S O R

ARRINGTON. French L: STRONSTAD. Roger. Com entário Bíblico


Pentecostal. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD. 2004.
Com entário Bíblico Beacon Vol. 6 e 7. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

CO N CLU SÃ O

A fam ília de Jesus apresentava bastante complexidade, como a de todos nós. pois seus
integrantes eram seres hum anos falíveis. Eles duvidaram , tem eram , mas, no fim de
tudo. com preenderam o m agnífico projeto do Altíssim o. Não é assim , por acaso, que
acontece cotidianam ente? Membros de fam ílias cristãs se perdem, mas. depois, como o
filho pródigo, retornam ao lar paternal? É preciso orar e esperar. Deus está no controle!

H O R A D A R E V IS Ã O

1. Segundo a lição, qual dos irmãos de Jesus foi pastor em Jerusalém ?


Tiago.
2. Qual foi a missão de Maria?
Ser a mãe do Salvador.
3. A Biblia informa os nom es de algum as das irmãs de Je su s? Se sim. quais seus
nom es?
A Biblia não informa o nome de nenhuma irmã de Jesus, apenas diz que existiam.
4. Quais os nom es dos irmãos de Jesus?
Tiago. José. Judas e Simão.
5. Em q ual versículo está escrito que, depois d e ressucitado, Jesus apareceu a
Tiago?
1 Corintios 15.7.

Anotações
A FAMÍLIA NO
SÉCULO XXI

TEXTO DO DIA AGENDA DE LEITURA


“E. por se multiplicar a SEGUNDA - Mt 24.7,8; 2 Ts 27
iniquidade, o amor de Uma família que vive em tur­
muitos se esfriará." bulência
(Mt 24.12) TERÇA -2 Tm 32
Uma família que desobedece
aos pais
Q UARTA-M t 24.12
Uma família com pouco amor
QUINTA - Mt 1021,36; 2410
SÍNTESE
Uma família com problemas
A família do século XXI passa de relacionamento
por uma séria crise, mas a SEXTA -Lc 1726,27
Bíblia Sagrada tem a solução Uma família materialista
para a restauração de
SÁBADO - Lc 1728-30
todas as coisas.
uai
Uma família que não respeita
0 casamento

90 JOVENS
OBJETIVOS

ELEN CA R as crises que corroem a estrutura familiar


na atualidade;
E N T E N D E R que a origem dos terríveis problemas
enfrentados pela família no século XXI é espiritual: o
distanciamento do homem de seu Criador;
P E R C E B E R os e fe ito s d an o so s da co sm o v isã o
p ó s-m o d e rn ista na sociedade atual.

INTERAÇÃO
Caríssimo professor, chegamos ao final do trimestre! A sensação
é a de dever cumprido. Esperamos, sinceramente, que a interação
da qual desfrutamos por meio desta seção tenha abençoado o
seu m inistério de alguma forma. Vem aí um novo desafio! Que
Deus o fortaleça e que seu m inistério seja coroado com muitos
frutos! “Ensinar pode. às vezes, parecer a tarefa m ais difícil do
mundo. Há tanto para fazer e tão pouco tempo para realizar e
antes que você perceba já é hora de se preparar para o próximo
ano. Apoie-se no fato de que você tem o apoio de um Professor
divino que lhe ensinará todas as coisas e lhe lembrará o quanto
você é amado "(Graça Diária para Professores. CPAD. 2011. p. 83X

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, reproduza no quadro a estatística sobre suicídio men­


cionada no terceiro ponto do tópico III desta lição (http://www.bbc.
com/portuguese/noticias/20i5/09/i50922_suicidio_jovens_fd).
Se for possível, aprofunde a pesquisa sobre 0 assunto, especial­
mente no que diz respeito ao contexto em que você está inserido,
a fim de que possa contextualizar ainda m ais a discussão. Para
introduzir a aula. apresente os dados aos seus alunos, questione
se eles conhecem algum caso. de alguém próximo ou conhecido,
e chame a atenção deles para a gravidade do problema. Ressalte
que a família, no século XXI, tem passado por sérias crises, o
que se deve. em parte, à cosmovisão pós-modernista. a qual tem
como um de seus efeitos m ais danosos o aumento no número
de suicídios.
TEXTO BÍBLICO

Lucas 1726-30 28 Como também da mesm a maneira


26 E, como aconteceu nos dias de Noé. aconteceu nos dias de Ló: comiam,
assim será também nos dias do Filho bebiam, compravam, vendiam, plan­
do Homem. tavam e edificavam.

27 Comiam, bebiam, casavam e davam-se 29 Mas. no dia em que Ló saiu de Sodo-


em casamento, até ao dia em que ma. choveu do céu fogo e enxofre,
Noé entrou na arca. e veio o dilúvio e consumindo a todos.
consumiu a todos. 30 Assim será no dia em que o Filho do
Homem se há de manifestar.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Nunca as pessoas se preocuparam tanto com o conceito de família como
nos dias atuais, m uitos têm investido fortemente para m udar 0 padrão
tradicional de família que biblicamente, é formada por pai. mãe e filhos. 0
Poder Judiciário chancelou tal mudança autorizando casamentos entre
pessoas do mesmo sexo e até mesmo adoções por casais h o m o s s e x u a is ^

I - A ERA DAS C R IS E S fam igerada e tão difundida ideologia


1. Crise educacional. Hoje b u sc a - de gênero, sendo que am bas são ex­
-s e construir na so c ie d a d e um novo tremamente prejudiciais à família. Um
padrão educacional, em hom enagem abism o cham a outro abism o (Sl 42.7).
ao relativism o moral. Vários teóricos 2. Crise de autoridade. A crise de
defendem que. caso as crianças sejam autoridade, observada como fenômeno
entregues a si m esm as, sem a im po­ no mundo moderno, tem -se apresenta­
siç ã o da e d u c a ç ã o tra d ic io n a l com do com o um problem a cada vez mais
padrões objetivos, espontaneam ente grave, que tem atingido as instituições
se inclinarão ao am or. à ab neg ação, do Estado, escolas, fam ílias e igrejas,
ao trabalho competente e serão muito em todo o mundo. Mas qual a origem
m ais criativas. Com isso adm item que de tanta insubm issão em nossos dias?
a natureza hum ana é essencialm ente A resposta não é simples, mas há. pelo
boa. em contraste com o que diz a Bíblia m enos, d ois asp e cto s im portantes a
(Pv 22.15). não precisando, por isso. na serem abordados. A primeira motivação
visão deles, de ensinamento dos valores d essa crise é a sociológica, haja vista
morais tradicionais. Nessa esteira, surgiu a forte dissem in ação do pensam ento
a teoria educacional do Construtivismo. p ó s -m o d e rn o em n o sso s d ias. Ora.
que se coaduna perfeitamente com a quando não se acredita na existência

92 JOVENS
de uma verdade absoluta, relativiza-se não concedidos, ficarão ensandecidos e
a moral, desconstruindo-se as diretrizes provocarão brigas, com consequências
da cosm ovisão judaico-cristã, abrindo, imprevisíveis.
d e ssa m aneira, as portas para todos
os tipos de m ales. É n e sse contexto © Pense!
que floresce, em solo fértil, a presente Por que a sociedade atual não
crise de autoridade. Entretanto há outro cria mecanismos para se ver livre
de tantas crises que corroem a
aspecto, e esse é o mais importante: a
estrutura da fam ília? Por que não
origem espiritual da crise de autoridade. há interesse nisso?
A insubmissão. que é uma atitude contra
a autoridade divina, apresenta-se como O Ponto Importante
a causa primordial de todo e qualquer A maioria dos organismos inter­
pecado. Ela nasceu, primeiramente, no nacionais. dentre os quais a ONU.
tem adotado posicionamentos
coração de Satanás, e se propaga no
que corroboram com a descons-
entendimento daqueles que voltam suas trução familiar, o que acentua
costas para Deus. Sem dúvida, quando ainda mais as crises.
o ho m em se su b m e te à au to rid a d e
de Cristo, cum prirá a sua palavra que I I - U M A FAMÍLIA EM C R IS E
determinou subm issão às autoridades 1. Problemas de relacionamentos. A
delegadas e aos pais. A origem da crise família hodierna passa por uma forte crise
de autoridade que todas as instituições de relacionamentos. É comum observar
enfrentam, hoje. tem um forte com po­ na midia pais que matam filhos pequenos,
nente da esfera espiritual - o principio filhos que planejam a morte de pais e
de rebelião de Satanás. irmãos, pelos motivos mais variados. Há
3. C rise d e identidade familiar. Paisalgo muito errado nas famílias dos dias
e professores reclam am da dificuldade atuais. A resposta, certamente, passa pelo
de estabelecer limites e regras aos mais aspecto espiritual o homem tem -se dis­
jovens, que querem impor seu desejo por tanciado do seu Criador. O Senhor Jesus
mais liberdade e autonomia, e o fazem falou que a desagregação familiar seria
de forma a romper com todos os padrões marcante, a tal ponto que os inimigos do
p ré -e sta b e le cid o s. com prom etendo homem seriam seus próprios familiares
as regras mais básicas de convivência, (Mt 10.21.36: 2410). Isso é. sem dúvida,
a ponto de tornar insustentável o rela­ realidade em muitos lares. Entretanto o
cionamento familiar e em sala de aula propósito de Deus. desde o principio, é
(2 Tm 3.2). Muitos pais d e m e ia -id a d e que as famílias sejam benditas (Gn 12.3).
formam, com nostalgia, a última geração pois com isso a igreja será abençoada
de filhos que respeitava seus genitores e tam bém o mundo. Entretanto, v ê -se
e. com tristeza, a primeira geração de que a socied ad e está. cad a vez mais.
pais q ue têm m edo de seu s filhos, os indo de mal a pior. enganando e sendo
quais não podem ser contrariados, pois enganada.
possuem , com o dizem os psicólogos, 2. Materialismo. O materialismo é um
baixa tolerância à frustração - são indi­ dos grandes inim igos d as famílias. Ele
víduos que. se tiverem seus interesses incute a ideia de que os bens materiais

JOVENS 93
são mais importantes que as riquezas Mas tam bém é cum prim ento de uma
espirituais, com o aconteceu com Ló. profecia de Jesus, quando falou sobre os
que agiu por im pulso ao ver as belas dias que antecederiam Sua vinda, os quais
cam pinas perto das Cidades de Sodo- seriam como os dias de Ló. nos quais os
ma e Gomorra (Gn 13.10.11). Ló só queria homens comiam, bebiam, compravam,
ser feliz, porém não previa que aquela vendiam , plantavam e edificavam (Lc
escolha seria a razão da destruição de 1728). Interessante que. no versículo an­
sua família. Enquanto a Palavra de Deus terior. o Senhor, ao mencionar os dias de
estabelece que Deus deve ter a primazia Noé. falou sobre a prática do casamento,
na vida. no materialismo as coisas desta m as depois excluiu propositalmente o
vida ocupam o lugar mais importante. termo, para demonstrar o desprezo da
O m aterialista olha para a vida sem a geração dos últimos dias pelo matrimónio.
dim ensão da eternidade, obtendo, por A sacralidade do casamento vem sendo
isso. uma visão extremamente empobre­ constantemente atacada, inclusive pela
cida da realidade. A Bíblia diz que o justo aceitação das denominadas uniões ho-
pode ver mais além. pois ele vive da fé. moafetivas.
Uma sociedade criada sob a orientação
materialista tem tudo para apresentar
© Pense!
altos índices de criminalidade, corrupção, O que fazer para reverteras ma­
prostituição etc. zelas da sociedade pós-moderna.
3. Não respeito ao casa m en to . A tais como a violência nos lares, o
sociedade atualmente não mais valoriza materialismo e a dessacralização
do casamento?
o casamento, como foi no passado. Por
isso. tantas mazelas nas famílias são vistas
cada vez mais. É extremamente comum, O Ponto Importante
O C ristianism o, como detentor
por exemplo, que rapazes e moças saiam
da contracultura mais poderosa,
da casa de seus pais para morarem juntos não pode ficar calado. É preciso
antes do casamento. Isso tudo é reflexo an u n ciaras verdades de Deus. 0
de uma profunda falta de temor a Deus. resultado? Só o tempo dirá.

Enquanto a Palavra de Deus estabelece


que Deus deve ter a primazia na vida, no
materialism o as coisas desta vida ocupam o
lugar mais importante.

94 JOVENS
SUBSÍDIO 1 SU BSÍDIO 2
“Poucos obreiros se equipam para “No século XXI. a família está sob
colocar freio nas tendências destrutivas ataque das forças do inferno de m a­
que desfizeram os casam entos com neira sistemática e insidiosa. Em todos
regularidade sem pre crescente, até os tempos, esse ataque tem sido real.
dentro de suas próprias congregações. Mas nunca com o nos dias presentes.
Com o um m odelo histórico esti­ S atan ás tem co n se g u id o m obilizar
mulante. considere Jonathan Edward. governos, sistem as judiciário, escolas
pastor congregacional, acadêm ico e e faculdades, para minar as bases da
lider do Primeiro Grande Reavivamento instituição familiar. Só em Cristo a familia
nos Estados Unidos. Ele e sua mulher. pode resistir às investidas satânicas.
Sarah. criaram l i crianças: e até 1900. Formadores de opinião trabalham
a fam ília tinha 1400 d e scen d en tes, para a destruição da entidade familiar,
entre eles 13 reitores. 65 professores. tal com o Deus a criou, pela união de
100 advogados. 30 juízes. 66 médicos um homem e de uma m ulher através
e 80 funcionários públicos proeminen­ do casamento. A sociedade sem Deus
tes. incluindo trés governadores, três admite outros ‘arranjos’ de familia.
senadores e um vice-presidente dos Hoje. porém, com a influência dos
Estad os Unidos. Se os evan g é lico s meios de com unicação, os costum es
co ntem p orâneos esp eram deixar o têm m udado drasticam ente, a lc a n ­
mesmo poderoso legado, precisamos çando todos os rincões do pais. Seja
p e rceb e r q u e a tarefa d e construir nas grandes capitais, seja nos menores
um a cultura exige com prom isso de distritos, vilas e povoados, a influência
longo prazo, e devemos enfocar nosso nefanda d esse falso ‘progresso’ tem
alvo em nutrir fam ílias piedosas para chegado, dominando as mentes e as
influenciar gerações futuras. consciências.
Seja sua família pequena ou gran­ Infelizm ente. os governos estão
de. sejam seus recursos escassos ou alinhados com o espirito do Anticristo.
extensos, todo pai e mãe cristãos são Q uase sem exceção, todos estão de
cham ados para tornar o lar um m inis­ acordo com as m udanças perniciosas
tério. Isto significa educar as nossas q ue se voltam contra a fam ília. Até
c ria n ça s num a c o sm o v isã o b ib lica porque, com a 'nova visão d e mundo’,
e e q u ip á -la s para terem im pacto no a família tradicional é considerada ul­
mundo. Ao final das contas, é a melhor trapassada. O casamento monogámico
maneira pela qual os cristãos podem e heterossexual é retrógrado e precisa
restaurar e redimir a cultura ao redor" dar lugar a ‘novas co nfigurações de
(COLSON. Charles; PEARCEY. Nancy. familia"’ (RENOVATO. Elinaldo. A Família
E Agora. Com o Vivere m o s? 2 .ed. Rio Cristã e os A taques do Inimigo í.ed.
de Janeiro: CPAD. 2000. pp. 385.386). Rio de Janeiro: CPAD. 2013. pp.40-42).

JOVENS 95
ESTA N TE DO P R O FESSO R

PEARCEY, Nancy. Verdade Absoluta i.ed. Rio de Janeiro: CPAD. 2001 .


COLSON. Charles: PEARCEY. Nancy. E agora, com o viverem os? 2.ed.
Rio de Janeiro: CPAD. 2000.

CONCLUSÃO

A bem-aventurada esperança da fam ília cristã é 0 retorno do Rei ainda nesta geração (Tt
2.13). Não há m otivos para crer que a volta de Jesus vai demorar. Preparem o-nos para
0 grandioso encontro com Ele. 0 qual nos avisou que. quando essas coisas começassem
a acontecer, nossa redenção estaria próxim a (Lc 21.28). Está escrito: “Porque ainda um
poucochinho de tempo, e 0 que há de v ir virá e não tardará”(Hb 10.37). Maranata!

HORA DA REVISÃO

1. Segundo a lição, a teoria educacional do Construtivismo se coaduna com qual


ideologia, que igualmente faz m al às fam ílias?
Ideologia de género.
2. Defina materialismo, segundo a lição:
É a cosm ovisão que ensina que os bens materiais são mais importantes que as
riquezas espirituais.
3. Quais são os dois aspectos principais da presente crise da autoridade?
O primeiro é sociológico, decorrente da dissem inação do pensamento pó s-m o-
derno e o segundo é espiritual em face as impregnação do principio da rebelião
de Satanás. — a insubmissão.
4. A sociedade atualmente valoriza o casam ento?
Infelizmente não.
5. Qual o seu conceito de familia?
Resposta pessoal.

Anotações
Olá,
aCPAD
quer te
conhecer
melhor!
E p ara isso. convidamos você a respondei
algum as questões para uma
É sigiloso e muito rápido,
m ais do que 5 minutos
Assim que terminar
questionário, você estará

Partia pe e f a ç a ____________

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