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Circulação Interna

ELABORAÇÃO/RESPONSÁVEL: PROF. ANDERSON ORAMISIO

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SUMÁRIO

Apresentação ..........................................................................................................................................03
Mensagem ..............................................................................................................................................03
Contextualização da Disciplina no âmbito do Curso .............................................................................04

Unidade I:

Um pouco da história da Inspeção Escolar ............................................................................................05


A Trajetória Histórica da Inspeção Escolar no Brasil ............................................................................06
A Inspeção Escolar: Controle e Regulação da Escola .........................................................................08
Atividade de conclusão da Unidade I .....................................................................................................09

Unidade II:

A inspeção escolar nas escolas brasileiras ............................................................................................10


A inspeção escolar nas Superintendências de Ensino do Estado de Minas Gerais ...............................10
Legislação Vigente e o Serviço de Inspeção Escolar .............................................................................12
Leitura Complementar ............................................................................................................................13
Em que consiste a função do Inspetor Escolar? Quem é esse profissional? ..........................................15
A carreira profissional dos inspetores em Minas Gerais ........................................................................16
Atividade de Conclusão da Unidade II .................................................................................................18

Unidade III:

A Formação e as Atribuições do Inspetor Escolar .................................................................................19


Atributos, Funções e Competências .......................................................................................................20
Atribuições do Inspetor Escolar – SEE/MG – Resolução 457/2009 ......................................................21
Atribuições do Inspetor Escolar –PMU/SME – LC 347/2004 ...............................................................23
Atribuições do Serviço de Inspeção Escolar do Estado do Rio de Janeiro ............................................24
Atividade de Conclusão da Unidade III .................................................................................................26

Unidade IV:

A Organização do trabalho na escola pública: o pedagógico e o administrador na ação da inspeção


escolar ....................................................................................................................................................27
Refletindo sobre a atuação do Inspetor Escolar .....................................................................................27
O Inspetor Escolar e a Construção de uma Escola Pública de Qualidade .............................................30
Atividades de Conclusão da Unidade IV................................................................................................31
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ATIVIDADES AVALIATIVAS ..........................................................................................................32

APRESENTAÇÃO
Introdução a Inspeção Escolar, reúne textos que oferecem subsídios às reflexões e possibilidade
de compreender as práticas da inspeção escolar no dia a dia da escola, associando-as a seus
fundamentos.
Espera-se, no entanto, que você utilize os conhecimentos aqui oferecidos em reformulações
pessoais e profissionais acreditando na análise imprescindível do que lhe é oferecido, antes de
meramente colocá-los em execução.
Na Unidade 1, abordaremos Um pouco da História da Inspeção Escolar e Trajetória Histórica da
Inspeção Escolar no Brasil, Formas de Controle, Regulação e Avaliação. Trataremos também sobre a
Formação do Inspetor Escolar .
Na Unidade II, A Inspeção Escolar nas Superintendências de Ensino e Diretorias de Ensino,
proporcionando aprofundamento de conhecimentos sobre a área de intervenções especializadas em
ambientes institucionais.
Na Unidade III, prevê a reinauguração da ação da inspeção escolar, com a Formação e
Atribuições do Inspetor Escolar, propondo percorrer fatos e conceitos da sua história, e em seus
avanços com a Lei 9.394/96 e suas regulamentações.
Finalmente, na Unidade IV, trazemos a discussão sobre a Organização do trabalho na escola: O
pedagógico e o administrativo na ação da Inspeção Escolar, levando-os além dos limites das
especificidades da função inspetora, para que se possam alcançar seus entornos, compromissos e suas
implicações.
Esperamos que este instrumento contribua para fundamentar as atividades cotidianas como fonte
de consulta e, com isto, provocar, positivamente, a inserção de uma mentalidade inovadora no que diz
respeito à operacionalidade das atividades no âmbito escolar sob a ótica da legislação educacional
vigente, visando sempre o desenvolvimento qualitativo das ações administrativas e pedagógicas no
contexto escolar.

Bom Estudo!

REFLEXÃO

Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão.

Acreditamos que a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a
sociedade muda. Se a nossa opção é progressiva, se estamos a favor da vida e não da
morte, da equidade e não da injustiça, do direito e não do arbítrio, da convivência com o
diferente e não de sua negação, não temos outro caminho se não viver a nossa opção,
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encarná-la, diminuindo, assim, a distância entre o que dizemos e o que fazemos.

(Paulo Freire)

CONTEXTUALIZAÇÃO DA DISCIPLINA NO ÂMBITO DO CURSO

Ficha Técnica do Módulo: Introdução à Inspeção Escolar


Ementa: Trajetória Histórica da Inspeção Escolar; Atribuições da Inspeção Escolar, Formação do Especialista
em Educação “Inspeção Escolar”, A Inspeção e o trabalho do Inspetor Escolar no contexto atual;

Objetivos:
• Contribuir para a formação de profissionais em Inspeção Escolar;
• Conhecer as atribuições e trabalho do Inspetor Escolar de acordo com os atuais paradigmas
educacionais;
• Articular a teoria e prática, através de conhecimentos básicos e necessários à melhoria da qualidade da
ação educacional e escolar;
• Fornecer subsídios teóricos e técnico-pedagógicos para uma atuação profissional responsável, além de
desenvolver a capacidade de liderança e de gerar soluções frente aos desafios cotidianos.

Metodologia: O curso será desenvolvido através de aulas expositivas, dinâmicas, discussão em grupos,
possibilitando ao aluno o contato com textos para leitura, reflexões e discussões, resolução de exercícios ao
final de cada unidade e ao final do livro.

REFERÊNCIAS BÁSICAS

AGUIAR, José Márcio. Resoluções do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais. (Ensino Fundamental,
Médio e Superior) Belo Horizonte: Editora Lâncer Ltda. 1981
BARBOSA, Maria Rita Leal da Silveira. Inspeção Escolar: Um olhar crítico. Uberlândia. 2008
BRASIL. Lei nº 9 394, de 20 de dezembro de 1996: estabelece as diretrizes de bases da educação nacional.
Poder Executivo, Brasília, DF, 23 de dez. 1996
MINAS GERAIS. Resolução SEE Nº 305 de 29 de dezembro de 1983.
MINAS GERAIS. Parecer CEE nº 794 de 29 de dezembro de 1983.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

ALONSO, Myrtes. A Inspeção e o desenvolvimento profissional do professor. 4. ed. São Paulo: Cortez,
2003.
ALARCÂO, Isabel. Escola reflexiva e nova racionalidade. Porto Alegre: Artmed, 2001.
ALVES, José Matias. Organização, gestão e projeto educativo das escolas. Porto, Edições Asa, 1992
BARBOSA, Maria Rita Leal da Silveira. Inspeção Escolar: Um olhar crítico. Uberlândia.2008

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CASTRO NEVES, Carmen M. de. Autonomia as escola pública: um desafio Para administradores. Dissertação
de mestrado/UnB, Brasília, ago. 1994
DEMO, Pedro. Educação e qualidade. Campinas: Papirus, 1994.
MEDINA, Antônia da Silva. Supervisão Escolar: da ação exercida à ação repensada. Porto
TAVARES, Ana Cristina Rodrigues; ESCOTT, Clarice Monteiro. A construção da escola de qualidade – uma
reflexão sobre o papel do especialista em educação. Série Interinstitucional, UCEPEL, 2007.

UNIDADE I

Um pouco da história da Inspeção Escolar

Refletir sobre o coordenador pedagógico e sua dualidade administrativo/pedagógica nos leva ao seu
nascedouro, à Idade Média, mais especificamente, ao séc. XII, quando reconstituímos a história da inspeção
escolar e da coordenação. Há três períodos que são marcados na evolução da inspeção: confessional, de
transição e técnico-pedagógico.
No período confessional, a influência religiosa era intensa. Até o séc. XII só existia a escola paroquial,
cuja inspeção era competência do bispo. Com o aumento do número de escolas a função é institucionalizada
(séc. XII) e delegada ao mestre-escola ou escolástico, nomes com os quais os inspetores são designados na
época, incumbidos da elaboração dos planos de estudo, disciplinar os alunos, responsável pela escrituração de
livros e documentos, entre outras atividades, em nome do bispo, conceder o direito de ensinar (Meneses, 1977).
O período de transição ocorre com a decrescente influência religiosa e o crescimento do poder civil. No
séc. XIII, as condições sociais vão se alterando. Em decorrência dos movimentos científicos e filosóficos há
mudança na relação entre o clero e as municipalidades. O desenvolvimento da indústria e do comércio, a lenta
ascensão da burguesia, o surgimento de cidades e o próprio desenvolvimento das administrações municipais
geram a necessidade de novas escolas. Lentamente competências como organizar o ensino, o que ensinar, a
onde ensinar, a apropriação do espaço de nome escola, dirigir o ensino, nomear e demitir professores deixam de
ser da alçada do bispo e passam para os poderes das municipalidades.
A Igreja chega a apelar para que os fiéis assumam a fiscalização das escolas, o que já ocorria antes da
Reforma Protestante. O bispo de Estrasburgo, Guilherme de Honstein, em 1521, criou uma comissão escolar,
Schulkuratorium (Meneses, 1989), em que a maioria era formada por súditos e colaboradores , pessoas
importantes ligadas ao bispado. O controle escolar passou a ser exercido por uma pessoa nomeada pela
comissão, surgindo a figura do inspetor escolar público, onde iria controlar os estudos, a escola, os professores,
e o que ensinar.
No séc. XVII começam a aparecer escolas públicas em vários países: na Prússia, Áustria, Suíça, Espanha.
Neste último há interferência da Igreja a partir de um acordo realizado com o Vaticano, o mesmo acontecendo
na Holanda, onde começam a coexistir escolas católicas e protestantes.
O período técnico-pedagógico teve início após a Revolução Francesa, influenciado pelas ideias de
Froebel, Rousseau, Pestalozzi e outros. Pestalozzi elabora uma proposta de plano escolar para todos. Caberia ao
Estado atuar na inspeção, que assume aspecto fiscalizador, já entrevendo aspecto centralizador. Ainda no século
XVIII, a França reconhece o exercício do pátrio poder, possibilitando aos pais interferirem na educação dos
filhos, fato que levaria à formação das Associações de Pais e Mestres (1793). Na maioria dos países a função
acaba sendo exercida por um funcionário público, que prioriza o trabalho administrativo.
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O caráter de execução, ação fiscalizadora da Inspeção Escolar, tem a sua origem nesse período,
apresentando sempre de forma a inspecionar, nomeado ou designado para tal função, e nos atributos lançados
nessa breve introdução é possível perceber alguns determinantes de ordem estrutural, como
autoritarismo/centralização e as diversas formas de controle, permaneceram ao longo da história em vários
países, inclusive no Brasil.

A Trajetória Histórica da Inspeção Escolar no Brasil


A Inspeção Escolar aparece, pela primeira vez, na legislação do Ensino, em 1932, na reforma de Campos
do Ensino Secundário (Decreto - Lei n0 21.241, de 04/ 05/1932- artigos 63 a 86). Já em 1934, surge a figura do
Fiscal Permanente, responsável pela inspeção dos estabelecimentos de ensino normal do Sistema Estadual de
Ensino de Minas Gerais (Decreto n 11. 501, de 14/08/1934), função essa que só veio a ser extinta em 1974, na
vigência da Lei Estadual n.º 6. 277/73 — 1º Estatuto do Magistério (CF. parágrafo único do artigo 10, do
Decreto n 16. 244 de 08/05/1974).
No período compreendido entre 1942 e 1946 surgem as chamadas Leis Orgânicas: do Ensino Industrial
(Decreto - Lei no 4.073, de 30/01/1942); do Ensino Secundário (Decreto - Lei nº 4.244, de 09/04/1 942 —
Reforma CAPANEMA); do Ensino Comercial (Decreto - Lei n.º 6.141, de 28/12/1943); do Ensino Primário
(Decreto - Lei n.º 8.529, de 02/01/1946); do Ensino Normal (Decreto - Lei n.º 8.530, de 02/01/1946); e do
Ensino Agrícola (Decreto - Lei n.º9.613, de 20/08/1946), sendo que de todas elas, a única que trata da inspeção
é a Lei Orgânica do Ensino Secundário (Artigos 75 e 76).
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei Federal n.º 4.024, de20/12/1961), ao delegar
competência aos Estados e ao Distrito Federal para autorizar, reconhecer e inspecionar os estabelecimentos de
ensino primário e médio não pertencente à União (artigo 16), estabeleceu, também, a qualificação do
responsável pela inspeção, a saber:

“Art. 65” - O Inspetor de Ensino, escolhido por concurso de títulos e provas, deve possuir conhecimentos
técnicos e pedagógicos demonstrados de preferência no exercício de funções de magistério, de auxiliar de
administração escolar ou na direção de estabelecimentos de ensinos’.

No cumprimento da atribuição que lhe foi conferida pelo § 3º do retro citado artigo 16, da LDBEN, no
que se refere à inspeção dos estabelecimentos de ensino médio, o Conselho Estadual de Educação de Minas
Gerais baixou a Resolução n.º 43/66, de 18/05/1966.
Convém igualmente esclarecer que O Ensino Primário passou a contar, segundo disposições da Lei n0
2.610/62 (Código de Ensino Primário) com Inspetores seccionais, Inspetores Municipais e Auxiliares de
Inspeção, sendo que, em 1965, surge também a figura do Inspetor Sindicante (Portaria SEE n.º 68/85) para atuar
junto às Delegacias Regionais de Ensino. (atuais SRES.)
E as normas de inspeção dos estabelecimentos de ensino superior do Sistema Estadual de Ensino foram
estabelecidas pela Resolução CEE n.º 70/67 complementada pelas Resoluções nos 82 e 87/68, revogadas, porém
pela Resolução n.º 263/79.
Tão logo foi efetivada a transferência, para a responsabilidade dos Estados, dos encargos de autorizar o
funcionamento, reconhecer e inspecionar os estabelecimentos de ensino médio (Portaria Ministerial n.º 713, de
30/11/1967 e Aviso MEC n.º 652/GB, de 14/12/1967), a Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais
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baixou a Portaria no 91/68, de 27/04/1968, estabelecendo normas para inspeção permanente dos
estabelecimentos de ensino médio do Sistema Estadual de Ensino.
A verdade é que, antes da Reforma Universitária de 1968 (Lei n.º 5.540, de 28/11/1968, a inspeção era
feita por elementos sem habilitação específica). Tanto é assim que a inspeção poderia ser exercida; no Estado,
por professores de ensino médio e até por portadores de diploma de curso superior muitas vezes sem nenhuma
ligação direta com os problemas educacionais.
E ainda: houve época em que a inspeção dos estabelecimentos do antigo ensino secundário era feita por
elementos a quem competia tão somente fiscalizar provas e exames e assinar papéis destinados ao cesto, como
só acontece ainda hoje em determinados setores burocráticos do serviço público.
A partir, pois, da vigência, da citada Lei Federal no 5.540/68, ficou estabelecido, entre outras
providências, o preparo de especialistas destinados ao trabalho de planejamento, supervisão, administração,
Inspeção e orientação no âmbito de escolas e sistemas escolares, sendo que a formação desses especialistas está
prevista na Resolução CFE n.º 02/69, à qual foi incorporado o importante Parecer CFE n.º 252/69, de autoria do
eminente ex-Conselheiro Valmir Chagas.
A Lei 5.540/68 (art. 30) estabelece que o preparo de especialistas destinados ao trabalho de planejamento,
supervisão, administração, inspeção e orientação (leve ser feito em nível superior, mediante de licenciatura
plena ou de curta duração).
A Resolução CFE n 02/69, baixada com fundamento nos artigos 26 e 30 dá citada Lei n.º 5.5401/68,
assim dispõe:

Art. 1 - A formação de professores para o Ensino Normal e de especialistas para as atividades de


orientação, administração, supervisão e inspeção, no âmbito de escolas e sistemas escolares, será feita no
curso de graduação em Pedagogia, de que resultará o grau de licenciado com modalidades diversas de
habilitação.

Vejamos agora como os dois Estatutos do Magistério (o de 1973 e o de 1973 de 27/12/1973 - art. 25) o
inspetor era cargo de provimento em comissão; e no segundo (Lei no 7.109, de 13/10/1977 - art. 70), passou a
ser cargo de provimento efetivo.
O Estatuto do Magistério de 73 não faz referência às atribuições do Inspetor Escolar; já o Estatuto de 77
assim estabelece em seu art. 13: São atribuições específicas:

de Inspetor Escolar, a inspeção, que compreende a orientação, assistência e o controle em geral do


processo administrativo das escolas, e, na forma do regulamento, do seu processo pedagógico.

Sobre a jornada de trabalho do Inspetor Escolar, convém verificar o seguinte:


Segundo o disposto no artigo 3º da Lei n.º 8.131, de 22/12/81, “a jornada de trabalho do cargo de Inspetor
Escolar será exercida no regime básico de 40 (quarenta) horas semanais”.
Já o artigo 288, da Constituição do Estado, da direito ao ocupante de cargo das classes de especialistas de
Educação (incluindo-se, nesse caso, além do inspetor, o supervisor e orientador) a optar pelo regime de 40
(quarenta) horas semanais. Se não, vejamos:

Art. 288 – A jornada de trabalho de ocupante de cargo das classes de Especialistas de Educação será
cumprida no regime básico de vinte e quatro horas semanais”.
§ 1º - Ao ocupante de cargo das classes de que trata este artigo, fica ressalvado o direito de optar pelo
regime de quarenta horas semanais, assegurado o vencimento correspondente a essa jornada.
§ “2º - A opção de que trata o parágrafo anterior poderá ser manifestada no prazo de noventa dias
contados da data de início do respectivo exercício.

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Atualmente em alguns Estados do Brasil o cargo de Inspetor Escolar está sujeito ao


regime de dedicação exclusiva (Cf. Lei nº 9.263/96, Lei n0 9.347/86 e Decreto nº 26.250/86), em outros casos
o Inspetor faz opção por 20 ou 24 horas, isso vai depender da Estrutura Administrativa e do Plano de Cargos
e Carreira de cada Estado.
Inspeção Escolar: Controle e Regulação da Escola

Nesta breve introdução sobre a Inspeção Escolar, é possível percebermos que ela é antiga, em sua
estrutura, no seu desenvolvimento político e educativo, podemos dizer que a Inspeção Escolar é um serviço,
uma entidade, ou agência do Estado, que tem como funções de inspecionar, avaliar e apoiar, bem como
aconselhar as escolas e os professores. O trabalho da Inspeção Escolar consiste em uma organização
intermediária entre o Estado e sua administração, de um lado, e de outro lado à escola com seus sujeitos.
A Escola é um espaço vivo e ativo, onde os sistemas sociais são constituídos de relações entre sujeitos,
entre estes e as organizações e entre as próprias organizações, integradas por seres humanos, que ali exercem os
seus papeis. As ações, individuais ou coletivas, estão sujeitas às regras, intervenções sociais em qualquer
organização pública ou privada. Isto se explica pelo fato de que o comportamento humano é imprevisível, e os
atores, mesmo sujeitos às regras e aos constrangimentos possuem a liberdade de ação.
O aspecto abordado entre sujeitos, espaço escolar, ações e intervenções, consiste nesta abordagem
caracterizar a inspeção é que ela funciona como um cruzamento, onde se encontram os objetivos e as opiniões
dos sujeitos da organização. Seu papel é ações orientadas e planejadas que permite ao mesmo tempo repensar as
ações, em função dos objetivos, rever os processos e estratégias, diagnosticar falhas, corrigir desvios.
O controle se apresenta, portanto, como necessário, desde que seja de mediação interna, sendo também
uma função de controle, exercendo atribuições de vigilância e observância da legalidade dos atos escolares e
normas sobre a organização e o funcionamento escolar.
Todas as normas não produzem resultados sem a última, que é controlar. Controle é a criação de meios e
maneiras de assegurar que o desempenho planejado seja realmente conseguido. O controle pode ser positivo ou
negativo. O controle positivo procura providenciar para que os objetivos sejam eficientes e efetivamente
alcançados: o controle negativo busca garantir que as atividades indesejáveis não ocorram nem se repitam.
Provavelmente é fácil para você compreender o conceito de controle, pois é encontrado em quase todas as fases
dos esforços humanos.
O Trabalho realizado pela inspeção escolar pode caracterizá-lo como polissêmico, de etimologia latina,
definido nos dicionários como “ato ou efeito de regular”, “estabelecer regras, normas”, “facilitar por meio de
disposições a execução da lei”. Classifica-se também por ajustamentos de ações e dos seus efeitos, com o
objetivo de, visando alcançar o funcionamento adequado e o equilíbrio dos sistemas, no caso em tela dos
sistemas de ensino.
No desenvolvimento de sua função verificadora, e pela relação com o poder, mais precisamente o Estado,
que representa a finalidade principal das ações de controle, na educação, consiste em permitir acompanhar os
objetivos e as ações desenvolvidas, por meio das práticas pedagógicas realizadas e administrativas do contexto

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escolar.
O controle se apresenta, portanto, como necessário, desde que seja visto e executado, em função do que se
estabeleceu como objetivo, e que possa, desta forma, se transformar em motor do desenvolvimento da ação
educacional, e das profissões.
A presença dos Inspetores Escolares no âmbito educacional tem sido mascaradas e deturpadas como um
general com ações negativas, como fiscalizadora ou punidora de profissionais ou de atos exercidos por esses. É
necessário que todos os profissionais da educação façam uma releitura, tenham um olhar aos atributos e da
importância do Especialista em Educação “Inspetor Escolar”, no âmbito educacional, como um profissional
participativo, conhecedor de educação e ensino e colaborador da gestão da escola.

Atividades de conclusão da Unidade I:

01- Na leitura realizada na Unidade I, explique em que contexto da Inspeção Escolar que surge o “controle”?
E para atender as quais finalidades no Século XII?_____________________________________________
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02- A Inspeção Escolar em uma democracia, a serviço do Estado nas formas de controle e regulação abrangem
questões políticas no processo educacional. Essas formas de controle tem sido um complicador na vida da
escola ou dificultado o trabalho do inspetor?_________________________________________________
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Pesquise: Qual a jornada de Trabalho do Inspetor Escolar em sua cidade/Estado?


UNIDADE II

A inspeção escolar nas escolas brasileiras


A atuação da Inspeção Escolar, Atribuições e a relevância deste profissional para o processo educativo,
nos permite uma consulta breve em dois dicionários da língua portuguesa (Houssais – 2011 e Aurélio – 2011),
no sentido etimológico, vem do latim inspectio, que quer dizer :

s.f: ação de olhar, vista, exame, vistoria, encargo de vigiar, aparece o verbo inspecionar para significar
inspeção.

No entanto a nomenclatura “Inspeção Escolar” ainda é alvo de dúvidas e questionamentos entre os


profissionais da Educação em todo o Brasil. Em muitos locais, seja em Escolas ou Secretarias de Educação usa-
se o nome Inspeção para se referir ao profissional que lida com a disciplina de alunos e não há analise ou
doutrina de documentos, em alguns Estados não exige-se nem formação em nível superior. No Estado de São
Paulo, por exemplo, o Inspetor Escolar é chamado de Supervisor de Ensino que atua diretamente nas Diretorias
de Ensino, o Inspetor Escolar, assim chamado cuida da disciplina e da mediação de conflitos no interior das
Escolas.
Em uma rápida análise nos Editais de concursos públicos no Brasil (www. pciconcursos.com. br), é fácil
identificar o cargo de “Inspetor Escolar”, quando na verdade, de acordo com a descrição do cargo, o termo
correto seria “Inspetor de Alunos”.
A Inspeção Escolar também se confunde em alguns Estados com o conceito de Supervisão e ambas
constituem-se em elementos da gestão da educação. É muito importante que façamos um delineamento á
compreensão da Supervisão Escolar/Pedagógica, cuja função é de desenvolver uma visão crítica e construtiva
do trabalho pedagógico, de modo a vitalizar as ações educativas, transformando reflexivamente a ação
individual e coletiva na Escola. Ainda, partindo do pressuposto e das transformações políticas, sociais e
educacionais, as funções do Inspetor Escolar e do Supervisor Escolar não se confundem, cabendo empregar a
nomenclatura correta em função dos atributos de ambos.
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O Inspetor é um profissional da educação que passa a integrar a equipe técnico-pedagógica da escola,


pautando suas ações não apenas no controle do processo administrativo, mas sob forma de orientação e
assistência no processo educacional.

A inspeção escolar nas Superintendências de Ensino do Estado de Minas Gerais


O Serviço de Inspeção Escolar realizado nas escolas no Estado de Minas Gerais, desde o século XVIII,
apresentava com as mesmas características, com o aumento das escolas públicas e a extensão da escola noturna
nas demais províncias do país até o século XIX, de forma centralizada e incipiente, mas buscando resguardar a
organização da Escola.
Em meados do século XX, a administração escolar, mais precisamente nos anos de 1930 e 1940 é
enfatizada por apresentarem as primeiras diretrizes institucionais visando à formação de profissionais
qualificados para a função, como também trabalhos pioneiros no país sobre o papel do diretor de escola.
A década de 1930 é reconhecida como o marco referencial da modernidade na história do Brasil,
modernidade entendida como o processo de industrialização, urbanização a educação escolar foi considerada um
instrumento fundamental de inserção social, tanto por educadores, quanto por uma ampla parcela da população
que almejava um lugar nesse processo. Às aspirações republicanas sobre a educação como propulsora do
progresso, soma-se a sua função de instrumento para a reconstrução nacional e a promoção social.
O Serviço de Inspeção Escolar é instituído oficialmente pelo Decreto nº 1.147 de 06 de setembro de 1930,
buscando fortalecer o trabalho nas unidades escolares e a estrutura da Secretaria de Educação e Saúde Pública.
As ações da educação, altamente centralizadas até a década de 60, eram conduzidas com base em ideais
do movimento liberal-democrático. As escolas públicas eram tradicionais, destinadas às elites, principalmente as
escolas que possuíam o curso normal (magistério) e o curso clássico (científico ou colegial).
Em 1954, a inspeção escolar é descentralizada e em cada estado são criadas as Inspetorias Seccionais de
Ensino, para fiscalizar as escolas de ensino comercial, industrial e agrícola. Até a vigência da Lei nº 4.024/61, o
Inspetor Regional do Ensino fiscalizava o ensino primário e o Inspetor Permanente fiscalizava o ensino normal.
As suas atribuições foram ampliadas com a Lei, abrangendo todas as escolas de nível médio e demais
modalidades e etapas do ensino.
O Código do Ensino Primário, Lei nº 2.610/62 dividia a função entre Inspetores Seccionais, Inspetores
Municipais, e atividades de apoio com a figura dos Auxiliares de Inspeção. A Secretaria de Estado de Educação
de Minas Gerais - SEE/MG), cria em 1964, as dez primeiras Delegacias Regionais de Ensino, em cidades - pólo.
As Delegacias de Ensino - DRE foram transformadas em Superintendências Regionais de Ensino, e exerciam
pela inspeção escolar, a fiscalização do ensino primário e médio, em toda a sua jurisdição. A SEE/MG definiu,
entre as décadas de 60 e 70, várias resoluções e portarias, sobre as atividades de inspeção, inclusive a Resolução
SEE nº 43/66, que estabeleceu as normas para a realização da inspeção no Estado.
Em 1968, duas resoluções, também instruem a função, as de nº 82 e 87/68. Segundo o Parecer nº 749 de
29/12/1983: “naquele tempo, como ainda hoje, pedia-se tudo ao Inspetor, desde assegurar o cumprimento da
legislação vigente, até executar projetos e pesquisas educacionais e participar do processo pedagógico da
escola”.
Desde então o trabalho do Inspetor Escolar no Estado de Minas Gerais, tem-se assentado no âmbito
escolar e nas Superintendências Regionais de Ensino. É importante destacar mais uma vez, que as
nomenclaturas referentes ao cargo de inspetor escolar aparecem com variações em alguns Estados do Brasil

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como: Supervisor de Ensino, Diretor de Ensino, Coordenador Técnico de Ensino, Coordenador de Ensino.
As Superintendências Regionais de Ensino foram criadas por Lei do Executivo, com a finalidade de
exercer, em nível regional, as ações se supervisão técnica, orientação normativa, cooperação e articulações e
integração Estado e Município em consonância com as políticas educacionais juntamente com o Conselho
Estadual de Educação de Minas Gerais e do Ministério da Educação. A Superintendência Regional de Ensino –
S.R.E., em outros Estados do Brasil, devido ao número populacional e números de escolas públicas e privadas,
recebem nomes de Diretoria de Ensino, Coordenadoria de Ensino.
As escolas municipais e particulares situados na cidade que são credenciadas e subordinadas ao
ordenamento do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais estão sob a responsabilidade da SRE –
Serviço de Inspeção Escolar.
A jornada de trabalho do Inspetor Escolar será de 40 horas semanais (dedicação exclusiva); incluindo as
viagens, capacitação, visitas e reuniões.
Em Minas Gerais, a investidura no cargo de Inspetor Escolar é realizada através de Concurso Público de
Provas e Títulos, em alguns casos para atender a demanda das escolas privadas e públicas, existem no quadro de
pessoal cargo de Inspetor Escolar em caráter de designação ou temporário.
A distribuição do trabalho do Inspetor Escolar se faz através de uma escala rotativa ou zoneamento na
cidade, em que cada profissional tenha em média 10 a 12 escolas para realização do seu trabalho, incluindo as
escolas públicas e privadas (educação infantil, ensino médio, ensino fundamental, escolas profissionalizantes,
escolas técnicas). O Inspetor Escolar a partir da escala rotativa é o responsável pela sua agenda diária nas
escolas. Em visitação às escolas é aplicado um instrumental chamado “Termo de Visita” deve ser claro,
objetivo, informativo e conter sugestões, análise e quando necessário, as determinações de cumprimentos de
prazos de acordo com a legislação pertinente.
Nos Termos de Visita ou Relatórios não se deve emitir opinião pessoal e atenção especial quanto aos
elogios. O termo deverá ser lido com o Gestor da Escola antes de ser assinado. O Diretor da escola e o Inspetor
podem utilizar outros registros que podem ser efetuados como, por exemplo, a Ata Técnica, que não deixa de
ser um Termo de Visita, porém é lavrado por técnicos da S.R.E., em atendimento à Ordem de Serviço, quando a
comissão não conta com a presença de Inspetor Escolar.
Outro tipo de registro é o relatório Circunstanciado, uma explanação minuciosa e descritiva de fatos e
ocorrências. È utilizado nos processos de verificação preliminar e sindicância; validação e convalidação de atos
escolares, processos de regularização de vida escolar e verificação “in loco” e documentos supostamente falsos.
Em outra situação encontramos o Inspetor Escolar em regime de plantão nas superintendências, que pode
ser em um grupo de inspetores ou um inspetor que atua de forma interna, atendendo a reclamações da
comunidade, dúvidas/questionamentos de gestores e inspetores em serviço, Dentro desse mesmo trabalho
identificamos o que pode ser chamado de Roteiro dos Pedagogos, onde acontecem os estudos sobre legislações,
orientações e instruções com o objetivo ajudar e fortalecer as unidades escolares e comunidades.
Nos textos anteriores sempre foi mencionado o caráter legislador de interpretação e cumpridor de leis,
para tanto nessa construção temos que considerar a legislação vigente, uma vez que elas forneceram diretrizes
necessárias à estruturação e funcionamento da escola e do ensino. A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional introduz mudanças significativas na educação básica de nosso país. É uma Lei moderna e inovadora,
basta que se tenha um amplo entendimento, e manejo necessário para se compreender, interpretar e aplicar o
básico da norma legal, obrigação daquele que tende a lidar com leis.

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Legislação Vigente e o Serviço de Inspeção Escolar


O Trabalho do Inspetor Escolar tem sido pautado nas Superintendências Regionais de Ensino e/ou nas
Diretorias de Ensino, com análises e pareceres, organização de fluxogramas e organogramas, estudos de
legislações pertinentes ao âmbito educacional.
Assim não podemos esquecer que os textos regulamentares são elaborados, para orientar as várias
situações dos grupos sociais em uma sociedade politicamente emancipada. Muitas vezes em função de
problemas surgidos e sua publicação em diário oficial segue, por conseguinte, uma ordem cronológica.
Os textos avolumam-se de ano para ano, isto é, a regulamentação torna-se cada vez mais rica e complexa,
objetivando um caminho e mais transparência no processo educativo. Não existe até agora uma consolidação de
Leis e Recursos que apresente uma organização por assuntos, mas é possível encontrarmos no
http://portal.mec.gov.br, a legislação que norteia toda a educação nacional;
Conhecer a legislação é ter a medida de seu espaço de liberdade e tomar consciência de seu grau de
autonomia. É preciso conhecer a hierarquia dos textos legais, para determinar o que é essencial e o que é
secundário, para distinguir entre o espírito e a letra deste ou daquele texto.
No Brasil, a ordem de importância dos textos legais é a seguinte:

- Constituição Federal de 1988: Lei Maior – traça as grandes linhas de organização do país, tratando,
inclusive de educação;
- Leis Complementares – desenvolvem, com mais pormenores a própria constituição. A Lei de Diretrizes
e Bases da Educação Nacional LDBEN 9.394/96 é uma lei complementar;
- Leis elaboradas pelo poder legislativo – estabelecem normas a serem obedecidas nacionalmente;
- Decretos: promulgados pelo poder Executivo, em geral estabelecem procedimentos para o cumprimento
das leis.

Outros textos legais de origem do poder executivo;


- Portarias;
- Circulares;
- Instruções ou Ordens de Serviço.

Leitura complementar:

Abaixo segue uma lista de legislação e pareceres normativos que poderão orientá-los. Estes documentos
podem ser facilmente localizados por meio de uma busca eletrônica no endereço: www.portal.mec.gov.br

LEIS FEDERAIS

Lei nº 1.684/08 Altera o art. 36 da Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e
bases da educação nacional, para incluir a Filosofia e a Sociologia como disciplinas
obrigatórias nos currículos do ensino médio
Lei nº 1.274/06 Dispõe sobre a duração de nove anos para o ensino fundamental, com matrícula obrigatória
aos seis anos de idade.
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Lei nº 1.114/05 Altera os art. 6º, 30, 32 e 87 da Lei 9394/96, com o objetivo de tornar obrigatório o início
do Ens. Fundamental com seis anos de idade.
Lei nº 0.793/03 Altera os artigos 26 e 92 da LDB n. 9394/96, referente à prática de Ed. Física.
Lei nº 0.639/03 Inclui no calendário escolar dia da Consciência Negra
Lei nº 0.172/01 Plano Nacional de Educação.
Lei nº 9.475/97 Dispõe sobre a Ed. Religiosa, alterando o artigo 33 da LDB n. 9394/96.
Lei nº 9.394/96 Estabelece as diretrizes e bases da Educação Nacional.
Lei nº 9.294/96 Dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumigeros, bebidas
alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do § 4º do art. 220 da
Constituição Federal.
Lei nº 9.131/95 Altera dispositivos da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961, e dá outras providências.
Lei nº 8069/90 Estatuto da Criança e do Adolescente.
Lei nº 7.088/83 Estabelece normas para expedição de documentos escolares
Lei nº 6.202/75 Tratamento domiciliar a gestantes.
Lei nº 5.692/71 Fixa diretrizes e bases para o ensino de 1º e 2º graus, e dá outras providências.
revogada pela
Lei nº 9.394/96
Lei nº 4.024/61 Fixa as diretrizes da Educação Nacional
9.475/97 Dispõe sobre a Ed.Religiosa, alterando o artigo 33 da LDB 9.394/96
Lei nº 10.328/2001 Introduz a palavra “obrigatório” após a expressão “curricular”, constante do § 3º do art. 26
da Lei nº 9.394/96
11.769/2008 Dispõe sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica
Lei nº 11.525/2007: acrescentou § 5o ao art. 32, incluindo conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos
adolescentes no currículo do Ensino Fundamental.

Lei nº 11.645/2008 alterou a redação do art. 26-A, para incluir no currículo a obrigatoriedade da temática
“Historia e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.

DECRETOS-LEIS FEDERAIS
Decreto-Lei nº Dispõem sobre o tratamento excepcional p/ os alunos portadores de afecções em qualquer
1.044/69 nível de ensino.
Decreto-Lei nº Altera dispositivo da lei nº 4.375/64 (serviço militar).
715/69
98.068/89 Dispões sobre o hasteamento da Bandeira Nacional e da´ outras providências
10.172/2001 Plano Nacional de Educação
48.835/2003 Dá nova redação ao Artigo 2º do Decreto 98.068/1989
5.154/2004 Regulamenta o § 2º do art. 36 e os artigos 39 a 41 da Lei 9394/96, e dá outras
providências.(Educação Profissional)
11.161/2005 Dispõe sobre o Ensino da Língua Espanhola
5.840/2006 Institui, no âmbito federal, o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional
com a Educação Básica na Modalidade Eja, e da outras providências

PARECERES
Parecer CNE/CEB (reexaminado pelo Parecer CNE/CEB 6/2005): Estudos visando ao estabelecimento de

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nº 24/2004 normas nacionais para a ampliação do Ensino Fundamental para nove anos de duração.
Parecer CNE/CEB Reexame do Parecer CNE/CEB nº24/2004, que visa o estabelecimento de normas nacionais
nº 6/2005 , para a ampliação do Ensino Fundamental para nove anos de duração.
Parecer CNE/CEB nº 18/2005, de 15 de setembro de 2005: Orientações para a matrícula das
crianças de seis anos de idade no Ensino Fundamental obrigatório, em atendimento à Lei nº
11.114/2005, que altera os arts. 6º, 32 e 87 da Lei nº 9.394/96.
Parecer CNE/CEB Orientações para a matrícula das crianças de seis anos de idade no Ensino Fundamental
nº 18/2005 obrigatório, em atendimento à Lei nº 11.114/2005, que altera os arts. 6º, 32 e 87 da Lei nº
9.394/96.
Parecer CNE/CEB Consulta sobre situações relativas à matrícula de crianças de seis anos no Ensino
nº 39/2006 Fundamental.
Parecer CNE/CEB Consulta sobre interpretação correta das alterações promovidas na Lei nº 9.394/96 pelas
nº 41/2006 recentes Leis nº 11.114/2005 e nº 11.274/2006
Parecer CNE/CEB Consulta referente à interpretação da Lei Federal nº 11.274/2006, que amplia a duração do
nº 45/2006, Ensino Fundamental para nove anos, e quanto à forma de trabalhar nas séries iniciais do
Ensino Fundamental.
Parecer CNE/CEB reexaminado pelo Parecer CNE/CEB nº 7/2007): Consulta com base nas Leis nº
nº 5/2007, 11.114/2005 e n° 11.274/2006, que tratam do Ensino Fundamental de nove anos e da
matrícula obrigatória de crianças de seis anos no Ensino Fundamental.
Parecer CNE/CEB Reexame do Parecer CNE/CEB nº 5/2007, que trata da consulta com base nas Leis nº
nº 7/2007, 11.114/2005 e n° 11.274/2006, que se referem ao Ensino Fundamental de nove anos e à
matrícula obrigatória de crianças de seis anos no Ensino Fundamental.
Parecer CNE/CEB Reafirma a importância da criação de um novo ensino fundamental, com matrícula
nº 4/2008, obrigatória para as crianças a partir dos seis anos completos ou a completar até o início do
ano letivo. Explicita o ano de 2009 como o último período para o planejamento e
organização da implementação do ensino fundamental de nove anos que deverá ser adotado
por todos os sistemas de ensino até o ano letivo de 2010. Reitera normas, a saber: o
redimensionamento da educação infantil; estabelece o 1º ano do ensino fundamental como
parte integrante de um ciclo de três anos de duração denominado “ciclo da infância”.
Ressalta os três anos iniciais como um período voltado à alfabetização e ao letramento no
qual deve ser assegurado também o desenvolvimento das diversas expressões e o
aprendizado das áreas de conhecimento. Destaca princípios essenciais para a avaliação.
Parecer CNE/CEB Diretrizes Operacionais para a implantação do Ensino Fundamental de 9 (nove) anos
nº 22/2009

RESOLUÇÕES
Resolução Define normas nacionais para a ampliação do Ensino Fundamental para nove anos de
CNE/CEB nº duração.
3/2005
Resolução Nº Define Diretrizes Operacionais para a implantação do Ensino Fundamental de 9(nove)
1//2010 anos.
Resolução Nº Define Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica.
4//2010
Resolução Nº Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica
07/2010

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Cada Estado do Brasil, possui o Conselho Estadual de Educação, cujas Leis ordenadas pelo
CNE/CEB – Conselho Nacional de Educação – Câmara de Educação Básica são submetidas a esses
conselhos consequentemente repassadas aos municípios para o seu fiel cumprimento.

Em que consiste a função do Inspetor Escolar? Quem é esse profissional?

É um profissional atuante, participativo, comunicativo e observador, pois o seu trabalho também está
vinculado ao Sistema Educacional, quer sejam Secretarias quer sejam Regionais e Unidades Escolares, para
garantir a aplicação legal do regime democrático. Por isso, esse profissional possui uma gama de atividades
administrativas, pedagógicas, financeiras nas unidades escolares, nesse aspecto inclui-se também que o Inspetor
Escolar é um Especialista em Educação, atuando também como agente sócio-educativo e político.
As visitas de rotina ou as visitas em caráter extraordinários nas unidades escolares estão sempre
fundamentadas em orientações que se desdobram sobre o 'que', o 'como' e o 'para que fazer a avaliação, o
acompanhamento e o controle, a correção das ações, e ainda a indicação sobre a aplicação da penalidade
prevista, que será decidida pela autoridade hierárquica da pessoa ou instituição infratora.
O Inspetor Escolar é uma autoridade nas secretárias e nas escolas, ação e o poder para executá-la emanam
do cargo. A natureza dessa ação se fundamenta no paradigma de que há necessidade de verificar se a ação e o
procedimento se deram conforme estava previstos no ordenamento legal (portarias, instruções, comunicados,
decretos).
A inspeção Escolar é a função, por excelência, que tem a incumbência e os meios legais de verificar se os
parâmetros prescritos foram seguidos, e garantidos como também a competência técnica para realizar tais
ações.
O Inspetor Escolar, é o profissional da educação que está sempre em contato com as comunidades
escolares e tem um papel importante na comunicação entre os órgãos da administração superior do sistema e os
estabelecimentos de ensino que o integram, “volta-se para: organização e funcionamento da escola e do ensino,
a regularidade funcional dos corpos docente e discente, a existência de satisfatórios registros e documentação
escolar…” (RESOLUÇÃO 305/83).
Tratar da identidade profissional que atua na Inspeção Escolar, definir que categoria é essa, como deve
agir, quais suas dificuldades e problemas são situações de produção de conhecimentos sobre as condições
necessárias ao controle e à regulação da função. É, de certo modo, fortalecer os parâmetros da conduta
profissional e da experiência que os inspetores podem e devem ter de si mesmos, em determinados contextos.
Torna-se importante, então, refletir sobre a transformação que a profissão docente em suas várias
configurações, incluindo nesta categoria, a Inspeção Escolar, (Lei nº 9.394/96), vem sofrendo no século XX, e
nesta primeira década do XXI. Trata-se de uma mudança abrangente, já analisada em vários estudos.
A Inspeção é uma das ferramentas de regulação de controle do funcionamento das escolas, e é este o seu
papel mais conhecido e divulgado na mídia e em outros meios de comunicação, e uma consequência do fato,
como se sabe, é o seu aspecto de pouca aceitação social.

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Há, sem dúvida, toda uma complexidade de fatores a influenciar, em relação à identidade da inspeção
escolar, que poderiam se constituir em fatores para explicação da fragilidade da sua identidade e imagem social.
Assim, a natureza da Inspeção Escolar está, em Minas Gerais, de certa forma, vinculada à hierarquia, à
disciplina, às normas e aos procedimentos prescritos a uma fiscalização. Estes modos de organização e mais
recentemente a tecnologia informacional são vistos como recursos das forças produtivas para se obter a
eficiência técnica e os ganhos de produtividade, segundo pressupostos de uma visão mais tradicionalista de
gerência empresarial.
O inspetor escolar em Minas Gerais, além de verificar, de corrigir, de acompanhar procedimentos,
também orienta em relação à sua execução, e se ficar comprovada a ignorância da forma, e não a má fé, e se não
ocorrerem graves consequências, a função da orientação se torna suficiente, para a correção das ações. Em
outros casos, cabem as penalidades legais, quando comprovada a infração.
As penalidades legais são estabelecidas nos códigos, estatutos, nas leis específicas e devem ser aplicadas,
não pela inspeção, mas pelas autoridades que detêm o poder legítimo para fazê-lo, o Inspetor Escolar é apenas o
mediador de todas as ações e situações no âmbito escolar para o cumprimento da legislação.

A carreira profissional dos inspetores em Minas Gerais


Para melhor compreensão da função, faz-se necessário um retrospecto da carreira profissional, a partir das
legislações que a instituem. Com o propósito de uma melhor compreensão das mudanças que têm ocorrido no
cargo, a partir das legislações que o instituem, é apresentado o quadro a seguir, sobre a denominação e as
funções/atribuições da inspeção, desde a década de 1970;

Legislação Denominação
federal e do cargo Funções/Atribuições
estadual
Lei nº 7.109/77 Inspetor Escolar Exercer a orientação, assistência e o controle geral do processo
administrativo das escolas, e, na forma do regulamento, do seu processo
pedagógico.
Resolução nº 305/83 Inspetor Escolar Funções da inspeção: comunicação entre os órgãos da administração
superior do sistema e os estabelecimentos de ensino; verificação e avaliação
das condições de funcionamento dos estabelecimentos de ensino; orientação
e assistência aos estabelecimentos de ensino, quanto às normas do sistema;
promoção de medidas para correção de falhas e irregularidades verificadas
nos estabelecimentos de ensino, visando a regularidade do seu
funcionamento e a melhoria da educação escolar; informação aos órgãos
decisórios do sistema sobre a impropriedade ou inadequação de normas
relativas ao ensino e sugestão de modificações, quando for o caso.

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Resolução nº 11/99 Inspetor Escolar Inspeção é um processo pelo qual a administração do sistema de ensino
assegura a comunicação entre os órgãos centrais, os regionais e as unidades
de ensino, tendo em vista a melhoria da educação escolar, mediante a
observância das normas legais e regulamentares a eles aplicáveis; verificar o
espaço físico e funcional do estabelecimento para avaliar a adequação à
função pedagógica a qual se destina; orientação, correção e realimentação
das ações desses estabelecimentos
Lei nº 15.293/04 Analista Educacional Orientação, assistência e controle do processo administrativo das escolas, e,
- Inspetor Escolar na forma do regulamento do seu processo pedagógico; orientação na
organização dos processos de criação, autorização de funcionamento,
reconhecimento e registro de escolas; garantia da regularidade do
funcionamento das escolas em todos os seus aspectos; responsabilidade pelo
fluxo correto e regular das informações entre as escolas, os órgãos regionais
e o órgão central da SEE. Está também previsto no item seguinte da Lei nº.
15.293/2004:6. 15- exercer outras atribuições compatíveis com a natureza
do cargo, de acordo com a política pública educacional.
Resolução nº 457/09 Analista Educacional Inspeção é um processo pelo qual a administração do ensino assegura a
– Inspetor Escolar comunicação entre os órgãos centrais, os regionais e as unidades de ensino,
tendo em vista a melhoria da educação, mediante: verificação e avaliação
das instituições escolares, quanto á observância das normas legais e
regulamentares a elas aplicáveis; monitoramento, correção e realimentação
das ações dessas instituições; registro dos referidos atos em relatórios
circunstanciados e conclusivos.
Fonte: SRE/Uberlândia - SEE/MG
As legislações citadas no quadro estão disponíveis no Site www.educacao.mg.gov.br

Atividades de conclusão da Unidade II:


01- Como a legislação educacional do Estado de Minas Gerais define a função do Inspetor Escolar?
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02- Qual é o papel do Inspetor Escolar em relação ao desenvolvimento das políticas educacionais e
consolidação das propostas pedagógicas das escolas?
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03- Quais as possibilidades e dificuldades no exercício da função?


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UNIDADE III

A Formação e as Atribuições do Inspetor Escolar


No Brasil, o curso de Pedagogia, ao longo de sua história, teve definido como seu objeto de estudo e
finalidade precípuos os processos educativos em escolas e em outros ambientes, sobremaneira a educação de
crianças nos anos iniciais de escolarização, além da gestão educacional.
Merece ser salientado que, nas primeiras propostas para este curso, a ele se atribuiu o “estudo da forma de
ensinar”. A dicotomia entre bacharelado e licenciatura levava a entender que no bacharelado se formava o
pedagogo que poderia atuar como técnico em educação e, na licenciatura, formava-se o professor que iria
lecionar as matérias pedagógicas do Curso Normal de nível secundário, quer no primeiro ciclo, o ginasial -
normal rural, ou no segundo.

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A Lei da Reforma Universitária nº 5.540, de 1968, facultava à graduação em Pedagogia, a oferta de


habilitações: Supervisão, Orientação, Administração e Inspeção Educacional, assim como outras especialidades
necessárias ao desenvolvimento nacional e às peculiaridades do mercado de trabalho, como as Matérias
Pedagógicas do Segundo Grau e Estrutura e Funcionamento de 1º e 2º Graus.
A Resolução CFE nº 2/1969 determinava que a formação de professores para o ensino normal e de
especialistas para as atividades de orientação, administração, supervisão e inspeção, fosse feita no curso de
graduação em Pedagogia, de que resultava o grau de licenciado.
Os ingressantes nos cursos de Pedagogia, eram possuidores de várias habilitações para atuação no âmbito
escolar, um caráter tecnicista ou especialismos em educação.
A década de 1990 foi declarada como a “Década da Educação”. Essa década foi marcada pela
promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei n. 9.394/1996, de 20 de dezembro de
1996, a qual fez uma reviravolta na formação de professores para os anos iniciais da educação básica, definindo
como prioritária a formação, em nível superior, de todos os professores, conforme determinação de seu artigo
62.

A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de
licenciatura de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como
formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do
ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade normal (LDBEN, Lei n. 9394/96, art.
62).

Outra novidade que a Lei 9.394/96 traz no seu Artigo 64, apontando o Curso de Pedagogia como
instância de formação dos profissionais de educação para as tarefas não-docentes:

A formação de profissionais de educação para administração, planejamento, inspeção, supervisão e


orientação educacional para a educação básica, será feita em cursos de graduação em Pedagogia ou em
nível de Pós-graduação, a critério da Instituição de Ensino, garantida, nesta formação, a base comum
nacional (LDBEN, Lei n. 9394/96, art. 64).

Destacando que os Cursos para atuação em administração, planejamento, inspeção, supervisão e


orientação educacional, poderão ser realizados em nível de Pós-Graduação Lato Sensu, aberto a todos os
licenciados.
Outrossim, que devem ser observadas igualmente as disposições do Parágrafo Único do art. 67 da mesma
Lei nº 9.394/96, no sentido de que a experiência docente é pré-requisito para o exercício profissional de
quaisquer outras funções de magistério, nos termos das normas de cada sistema de ensino.
Os diplomas do Curso de Pedagogia, registrados e expedidos na égide da 5.692/71 e até mesmo com a
vigência da Lei 9394/96 até meados do ano de 2001 com as habilitações em matérias pedagógicas do segundo
grau, estrutura e funcionamento de ensino, inspeção, administração, supervisão e orientação educacional serão
validados por toda vida, sendo incorporados ao seu patrimônio pessoal, sem prejuízos aos detentores.
O Curso de pós-graduação lato sensu em Inspeção Escolar realizados nas instituições públicas e privados
destina-se a pedagogos, normalistas de nível superior e outros profissionais da educação licenciados que
desejam atuar na função de inspetor escolar, no contexto da educação tendo como referência as funções e o
trabalho do pedagogo/inspetor escolar diante dos paradigmas epistemológicos da Pedagogia. Atualmente no
Brasil, a instituição de ensino superior tem oferecido em nível de pós-graduação lato sensu cursos em Gestão do

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Trabalho Pedagógico: Orientação, Supervisão e Inspeção Escolar, Gestão do Trabalho Pedagógico: Supervisão e
Inspeção Escolar, com duração de 06 a 12 meses, ambos validados pela Resolução do CNE/CES nº 01/2007.
Para isso os cursos devem propor carga horária compatível e competências técnico-administrativas e
político-pedagógicas necessárias ao exercício das funções de acompanhamento, apoio, inspeção, orientação e
avaliação das instituições escolares na implementação de políticas estabelecidas pelas diretrizes Nacional e
Estadual da Educação.

Atributos, Funções e Competências da Inspeção Escolar


Os novos paradoxos da educação nacional encaminham a questão de ordem prática: são desafios que
colocam o Inspetor Escolar para a observância e cumprimento da legislação da educação junto às escolas, pelo
seu papel de legítimo representante da administração central e regional do Sistema Educacional.
Uma leitura mais apurada da LDBN nº 9.394/96 e de alguns de seus artigos remete a algumas
competências que o Inspetor Escolar pode exercer, em parceria com escolas, gestores, pedagogos, professores
em sintonia com os diversos setores das secretarias estaduais e municipais e dos órgãos regionais de educação.
A Inspeção Escolar é correção, auditoria, orientação e assistência técnica.
O perfil desse profissional deve ser:

• Função Verificadora: deve possuir domínio da legislação federal, estadual e municipal, ser pesquisador
e constante observador.
• Função Avaliadora: Educador, Professor, Gestor, Instrutor.
• Função Orientadora: ter boa comunicação oral e escrita, saber ouvir, ponderação, orientação e
conciliador.
• Função Corretiva: segurança, postura pedagógica e administrativa.
• Função realimentadora: estudo, criatividade e avaliador

A Inspeção Escolar no Estado de Minas Gerais figura-se em algumas modalidades, em caráter regular ou
especial, por inspetor ou equipe de inspetores, não vinculados ao estabelecimento, observados o critério de
rodízio, em conformidade com o Art. 5º da Resolução 457/2009.
Vejamos os casos de aplicação:

• Em caráter regular:
- são as visitas de rotinas nas escolas público-privadas.

• Em caráter especial:
- em substituição ao superintendente de ensino em gozo de férias, viagens prolongadas, afastamento por
motivo de saúde não superior a 60 dias.
- em substituição ao diretor de escola que tenha sido interditado por processo administrativo ilícito.
- em casos de escolas que não haja candidatos ao processo de eleição para direção de escola.
- comissão sindicante (fechamento/lacre de instituição privada)
- comissão de inspetores (conferência e deslocamento de arquivo de escolas extintas)

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Os atos para os casos em caráter especial serão sempre instruídos por órgãos competentes e publicados na
imprensa oficial do Estado.

Para aprofundarmos os conhecimentos, ao final dessa sessão apresentamos como


estudo de caso, as Atribuições do Inspetor Escolar nas Superintendências do Estado de Minas Gerais -
Resolução nº 457 de 30 de Setembro de 2009, Atribuições do Inspetor Escolar da Secretaria Municipal de
Educação da Prefeitura Municipal de Uberlândia, preconizada na Lei Complementar nº 347/2004 e as
Atribuições do Cargo de Inspetor da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro.

Resolução nº 457, de 30 de setembro de 2009 - Dispõe sobre a Inspeção Escolar na


Educação Básica no Sistema Estadual de Ensino de Minas Gerais.

O Presidente do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais, no uso de suas atribuições, e tendo em
vista o disposto no art. 206 da Constituição do Estado, na Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996, no Parecer
CEE nº 794/83, bem como no Relatório referente aos trabalhos elaborados pela Comissão instituída pela
Portaria nº 07, de 26 de março de 2009,

Resolve:

Art. 1º - A presente Resolução aplica-se à Inspeção Escolar no âmbito da Educação Básica, no Sistema
Estadual de Ensino de Minas Gerais.
Art. 2º - O exercício da Inspeção Escolar no Sistema Estadual de Ensino constitui direito e dever do
Estado.
Parágrafo único - É dever de toda a comunidade escolar conhecer e participar do processo de inspeção.
Art. 3º - A Inspeção é o processo pelo qual a administração do ensino assegura a comunicação entre os
órgãos centrais, os regionais e as unidades de ensino, tendo em vista a melhoria da educação, mediante:
I - verificação e avaliação das instituições escolares, quanto à observância das normas legais e
regulamentares a elas aplicáveis;
II - monitoramento, correção e realimentação das ações dessas instituições;
III - registro dos referidos atos em relatórios circunstanciados e conclusivos.
Art. 4º - A Inspeção Escolar estrutura-se em nível central e regional e sua ação desenvolve-se em nível de
unidade escolar.
Art. 5º - A Inspeção far-se-á em caráter regular ou especial, por inspetor ou equipe de inspetores, não
vinculados ao estabelecimento, observados o critério de rodízio.
Art. 6º - Entende-se por inspeção regular a que se inclui, ordinariamente, no plano de trabalho do inspetor
ou equipe de inspetores.
Parágrafo único - A inspeção regular deverá compreender, pelo menos, os seguintes aspectos:
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I - conhecimento da situação do estabelecimento quanto a:


a) cursos em funcionamento, sua organização curricular e atos de autorização, reconhecimento e
renovação, quando for o caso;
b) observância das diretrizes e normas curriculares, garantia do padrão de qualidade do ensino, construção
e implementação da proposta pedagógica, cumprimento do regimento escolar e resultado das avaliações
institucionais e desempenho dos alunos;
c) regularidade no acesso, permanência e demais atos da vida escolar dos alunos;
d) situação legal e funcional do pessoal administrativo, técnico e docente;
e) situação dos prédios, instalações, equipamentos e material didático adequado aos níveis e modalidades
de ensino;
f) regularidade da escrituração escolar;
g) cumprimento das normas relativas à obrigatoriedade e gratuidade da educação básica em escolas
oficiais;
h) funcionamento da caixa escolar;
II - orientação à escola, especialmente quando demonstrar dificuldades, falhas ou omissões;
III - adoção e determinação de medidas destinadas à solução de conflitos ou ao saneamento de
irregularidades apuradas na instituição escolar;
IV - suspensão "ad referendum" do órgão superior, de atividades escolares que se estejam processando em
desacordo com as disposições legais ou normativas;
V - indicação ao órgão superior de medidas saneadoras ou corretivas cabíveis;
VI - responsabilidade pelo fluxo correto e regular de informações entre as instituições escolares, entre os
órgãos regionais e o órgão central da SEE.
Art. 7º - Entende-se por inspeção especial a que se ocupa de situações eventuais, extraordinárias ou
específicas de interesse do Sistema de Ensino.
§ 1º - A inspeção especial far-se-á por determinação do órgão competente ou por solicitação do
estabelecimento de ensino.
§ 2º - Caberá à inspeção especial:
a) orientação para organização de processos de autorização de funcionamento e reconhecimento de cursos
e sua renovação, credenciamento e recredenciamento da entidade mantenedora, mudança de sede da
escola ou da entidade mantenedora;
b) suspensão de atividades escolares que se estejam processando em desacordo com as disposições legais
ou regulamentares "ad referendum" do órgão competente;
c) determinação ou execução de medidas necessárias ao encerramento de atividades escolares e
recolhimento de arquivo;
d) realização de sindicância e inquérito administrativo, por determinação da autoridade competente;
e) adoção, determinação ou indicação ao órgão superior de medidas saneadoras ou cautelares cabíveis.
Art. 8º - A inspeção será exercida de modo a preservar a autoridade dos gestores, do corpo docente e dos
especialistas, resguardados o princípio da autonomia e a flexibilidade da organização da instituição
escolar.
Art. 9º - O exercício da inspeção não exclui a responsabilidade administrativa, civil e penal dos dirigentes
da instituição escolar e de danos causados a terceiros.

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Art. 10 - A instituição escolar deverá apresentar a documentação e facilitar à Inspeção, o acesso às


instalações, à escrituração e ao arquivo escolares.
Art. 11 - Cabe à Secretaria de Estado da Educação, com observância do disposto na presente Resolução:
I - organizar a Inspeção Escolar no âmbito do Estado;
II - baixar normas complementares para o cumprimento desta Resolução, observadas as peculiaridades de
cada nível, etapa, ciclo e modalidade de ensino, bem como a natureza pública ou particular dos
estabelecimentos;
III - determinar a realização de sindicância e de inquérito administrativo, tomando as medidas cabíveis,
no âmbito de sua competência;
IV - promover e assegurar o fluxo regular e sistemático de informações sobre o desenvolvimento do
trabalho de inspeção;
V - estimular e promover a atualização e a formação continuada dos recursos humanos no exercício da
inspeção;
VI - estimular a pesquisa e a elaboração de projetos experimentais.
Art. 12 - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação e revogam as disposições em contrário,
especialmente a Resolução CEE nº 305/83.
Belo Horizonte, 30 de setembro de 2009.
a) Mons. Lázaro de Assis Pinto - Presidente.

*Publicada novamente por ter havido alteração na publicação do MG de 30.10.09.


Fonte: disponível: www.cee.mg.gov.br

Lei Complementar 347/2004 – Atribuições do Inspetor Escolar – Especialista em


Educação – Prefeitura Municipal de Uberlândia – Secretaria Municipal de Educação

1. Descrição Sintética:
Compreende os cargos que se destinam a executar atividades de Inspeção Escolar, no ensino de primeiro
e segundo graus, integrado aos demais Especialistas das escolas do Município.

2. Atribuições Típicas:
- Orientar, assistir e controlar de forma geral o processo administrativo e pedagógico das escolas;
- Orientar, preventivamente, as ações desenvolvidas na escola para o cumprimento legal e eficaz de suas
finalidades;
- Acompanhar a elaboração dos critérios de atendimento da matrícula dos alunos, de acordo com o
número de vaga, considerando a demanda escolar;
- Colaborar com a equipe pedagógica da escola em projetos e experiências pedagógicas que proponham
melhoria de ensino;
- Orientar quanto ao atendimento dos alunos defasados em conteúdo e em série/idade;
- Analisar e propor medidas necessárias para regularização de vida escolar do aluno;
- Orientar o preenchimento correto do: censo escolar; livro de ponto, diários de classe; livro de
transferências expedidas; livro de registro de matrículas; livro de atas de resultados finais; livro de atas de

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exames especiais; ficha de matrícula; histórico escolar; ficha individual;


- Verificar sempre que necessário à documentação dos alunos, dando atenção especial às séries terminais
e passar as orientações necessárias;
- Analisar, junto à equipe pedagógica, os casos de classificação e reclassificação, dando as devidas
orientações;
- Acompanhar a elaboração e implementação do Projeto Político Pedagógico da escola;
- Participar e apreciar as atividades culturais promovidas pela escola;
- Promover a integração entre o pessoal de escola, visando um trabalho de equipe;
- Orientar a escola na elaboração e atualização do regimento escolar, quadro curricular e calendário
escolar, resguardando as normas legais vigentes, acompanhando o seu cumprimento;
- Analisar, periodicamente, os resultados das avaliações escolares com os especialistas, para adoção de
novas metodologias e técnicas de ensino;
- Atender as solicitações para solução de problemas;
- Orientar quanto ao preenchimento de documentos referentes a escrituração escolar;
- Participar de reuniões, encontros e cursos de aperfeiçoamento oferecidos pela Secretaria Municipal de
Educação e outros órgãos;
- Acompanhar o trabalho de validação de atos escolares, quando necessário;
- Fazer a escrituração inerente à função e entregá-la em tempo hábil;
- Participar do processo de sindicância quando indicado;
- Orientar o processo de autorização da escola;
- Fazer a interação entre a escola e a Secretaria Municipal de Educação;
- Proporcionar a coerência da política educacional com as necessidades do processo ensino aprendizagem
dentro da escola, com competência técnica;
- Consolidar levantamentos para controle e tratamento estatístico dos dados escolares.
Fonte: PMU/SME- Uberlândia PCC - Lei Complementar 347/2004

Disponível: www.uberlandia.mg.gov.br
Portaria Normativa nº 03 de 19 de Setembro de 2001

FIXA AS ATRIBUIÇÕES DO INSPETOR ESCOLAR - ESTADO DO RIO DE


JANEIRO
A COORDENADORA DA COORDENADORIA DE INSPEÇÃO ESCOLAR, no uso de suas atribuições legais e,
- Considerando que a garantia de padrão de qualidade é princípio no qual deve estar embasada a oferta do
ensino;
- Considerando que a liberdade de ensino se acha condicionada ao cumprimento das normas gerais da
educação nacional e do respectivo sistema de ensino;
- Considerando caber ao Poder Público a autorização de funcionamento de escolas e a avaliação da
qualidade do ensino ali ministrado;
- Considerando as competências da Coordenadoria de Inspeção Escolar previstas no Artigo 13, Capítulo
III, da Resolução CEE n.º 2029, de 16 de agosto de 1996.
- Considerando que o Inspetor Escolar, profissional da educação, membro do magistério com exercício
efetivo, tem formação prevista em Lei, em conformidade com o art. 64 da Lei 9394/96,
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R E S O L V E:

Art. 1.º - Ao Inspetor Escolar, em exercício nos diversos órgãos regionais da Secretaria de Estado de
Educação, cabe planejar a dinâmica de sua atuação em consonância com as diretrizes estabelecidas pela
Coordenadoria de Inspeção Escolar da Subsecretaria Adjunta de Desenvolvimento do Ensino, observadas
as normas do Conselho Estadual de Educação - RJ.
Parágrafo Único - A ação do Inspetor Escolar dar-se-á, prioritariamente, de modo preventivo e sob a
forma de orientação, visando evitar desvios que possam comprometer a regularidade dos estudos dos
alunos e a eficácia do processo educacional.
Art. 2.º - É função precípua do Inspetor Escolar zelar pelo bom funcionamento das instituições
vinculadas ao sistema estadual de ensino - público e particular - avaliando-as, permanentemente, sob o
ponto de vista educacional e institucional e verificando:
a) a formação e a habilitação exigidas do pessoal técnico-administrativo-pedagógico, em atuação na
unidade escolar.
b) a organização da escrituração e do arquivo escolar, de forma que fiquem asseguradas a autenticidade e
a regularidade dos estudos e da vida escolar dos alunos.
c) o fiel cumprimento das normas regimentais fixadas pelo estabelecimento de ensino, desde que estejam
em consonância com a legislação em vigor.
d) a observância dos princípios estabelecidos na proposta pedagógica da instituição, os quais devem
atender à legislação vigente.
e) o cumprimento das normas legais da educação nacional e das emanadas do Conselho Estadual de
Educação - RJ.
Art. 3.º - São ainda atribuições específicas do Inspetor Escolar, além do acompanhamento contínuo às
unidades de ensino:
a) integrar comissões de autorização de funcionamento de instituições de ensino e/ou de cursos; de
verificação de eventuais irregularidades, ocorridas em unidades escolares; de recolhimento de arquivo de
escola com atividades encerradas, ou comissões especiais determinadas pela Coordenadoria de Inspeção
Escolar.
b) manter fluxo horizontal e vertical de informações, possibilitando a realimentação do Sistema Estadual
de Educação, bem como sua avaliação pela Secretaria de Estado de Educação.
c) declarar a autenticidade, ou não, de documentos escolares de alunos, sempre que solicitado por órgãos
e/ou instituições diversas.
d) divulgar matéria de interesse relativo à área educacional.
Art. 4.º - Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação, revogada a Portaria COSE-E n.º 02, de
07 de dezembro de 1989 (D.O. de 02.01.90).
Rio de Janeiro, 19 de setembro de 2001.
Fonte: disponível: http://inspecaoescolarsmec.blogspot.com.br

Apresentamos as competências e atribuições do Inspetor Escolar da SRE de


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Uberlândia para que você compreenda um conjunto de conceitos referentes ao cargo e a função do inspetor
nas escolas. É válido ressaltar que em sua cidade para você ter acesso a estas informações é necessário
conhecer os documentos que norteiam o trabalho desse Especialista em Educação no seu Estado/Cidade.

Reflexões:
- Qual a nomenclatura do Inspetor Escolar em meu Estado/cidade?
- Como se configura o trabalho do Inspetor Escolar em meu Estado/cidade?

Atividade de Conclusão da Unidade III


01- Como Gerente de Ensino ou Inspetor Escolar, você recorreria a que instâncias para orientação sobre suas
atribuições e para tentar solucionar problemas? ________________________________________________
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Fonte: Consulplan(Concurso Público da PMU/SME 2011)

Leitura Complementar: “Organizações escolares: cultura, missão, mudança, estratégia, equipe e liderança” de
Boudewijn A.M. van Velzen - Disponível: www.crmariocovas.sp.gov.br

UNIDADE IV

A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NA ESCOLA PÚBLICA: O PEDAGÓGICO E


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O ADMINISTRADOR NA AÇÃO DA INSPEÇÃO ESCOLAR

As escolas públicas são múltiplas, ou seja, nenhuma escola é igual à outra, todas manifestam uma
complexidade que lhe é própria. Nesse quadro, as estruturas organizativas e administração precisam direcionar
essa complexidade no sentido, de beneficiar o atendimento ao aluno, e corresponder à finalidade da escola. E
para tanto, precisa da atuação de vários profissionais especializados, tais como o inspetor escolar.
É preciso ter claro, que a organização da escola, é competência de todos os profissionais, atuando dentro
de sala de aula ou não. Contudo, é preciso perceber que a escola, é uma instituição controlada pelo aparelho
estatal, e como tal, responde planejamentos e a uma legislação imposta pelo Estado. Neste sentido, a Inspeção
Escolar, em uma sociedade democrática, é política e assume questões políticas no processo educacional.
De acordo com Barbosa (2008), o Inspetor Escolar é considerado o elo entre escola e o órgão central,
deve no desempenho de suas funções, usar da sua competência técnica para proporcionar a coerência da política
educacional com as necessidades do processo ensino-aprendizagem, desenvolvidas dentro da escola
(BARBOSA, 2008).
Deste modo, o debate sobre a atuação do inspetor escolar, deverá emergir em uma práxis essencialmente
pedagógica, na qual, esses profissionais juntamente com os demais profissionais da escola, devem buscar
soluções possíveis para as grandes questões do cotidiano do ensino.
O inspetor é assim, responsável por promover um diálogo consciente na escola, no qual a reflexão
educativa é coletiva, no sentido de que todos devem trabalhar para o desenvolvimento da escola e do ensino, ou
seja, os problemas administrativos ou pedagógicos, devem ser solucionados em uma ação conjunta, entre
professores, inspetores e comunidade escolar.

Refletindo sobre a atuação do Inspetor Escolar


A multiplicidade das tarefas pelas quais responde habitualmente o inspetor é, em realidade e
paradoxalmente, a razão maior de sua dificuldade em compartilhar com os demais educadores a grande tarefa da
organização coletiva do trabalho na escola pública (JÚNIOR, 2007). O Inspetor pode, num processo de
medicação, proporcionar a construção coletiva de uma educação de qualidade no trabalho que desenvolve junto
à escola (BARBOSA, 2008).
A prática da Inspeção Escolar, assim como a prática de qualquer outro profissional dentro do sistema
educacional, deve possuir o repensar crítico durante a evolução histórica da própria educação. Não deve mais
continuar preso aos moldes pré-estabelecidos pelo Estado burocrático e sim se empenhar na busca de uma
prática que facilite a efetivação da real qualidade de ensino, tornando-o um profissional significativo ao
processo educacional (BARBOSA, 2008).
Nesse sentido, é importante compreender a administração, enquanto a utilização racional de recursos para
realizar determinados fins. Para Paro (1988), o tipo de gestão escolar constituído à imagem e semelhança da
administração empresarial capitalista se mostra incompatível com uma proposta de articulação da escola e com
os interesses dos dominados. De acordo com este autor, o objetivo de toda escola deve ser de que os alunos
aprendam melhor, e para tanto, as papeladas, documentos e reuniões burocráticas devem ser repensadas.
Segundo Paro (1988):
Em nível de unidade escolar, é preciso, a esse respeito, estar permanentemente alerta para as
determinações que emanam de órgãos superiores do sistema escolar. A atitude dos responsáveis pela
Administração Escolar não pode ser de aceitação incondicional de tais determinações e de mera
operacionalização das mesmas em nível de escola, mas, pelo contrário, de desvelamento dos verdadeiros
propósitos a que servem e, quando necessário, de sua reinterpretarão e articulação com propósitos mais
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identificados com a transformação social, o que quer dizer, com os fins especificamente educacionais da
escola (PARO, 1988, p. 153).

Apesar de entender como inadequada a utilização do modelo de administração capitalista para o âmbito
escolar, o autor entende que as conquistas teóricas da administração capitalista poderiam fornecer uma
consistente contribuição ao incremento da produtividade da escola, desde que se procedesse à efetiva
racionalização das atividades e à sistematização dos procedimentos, no sentido de um ensino de melhor
qualidade (PARO, 1988).
Se não cabe ao supervisor impor soluções ou estabelecer critérios obrigatórios de interpretação, cabe-lhe,
sem dúvida, por ser um educador responsável, ajudar na construção da consciência histórico-política necessária
a luta contra a dominação. Isso implica uma posição profunda atenção aos fatos do cotidiano escolar e do
cotidiano da sociedade que lhe assegure condições de análise adequada do significado das ocorrências que se
vão acumulando (JÚNIOR, 2007).
Segundo Silva (1994), são amplas as atividades e os campos de trabalho da inspeção escolar, atuando
como um orientador e/ou mesmo como um supervisor na escola ou no fornecimento de materiais didáticos,
metodologias eficazes ou como canais de comunicação entre os diversos segmentos da escola até a
implementação e coordenação de reuniões com administradores, com professores, alunos e pais de alunos.
Sendo assim, para Silva (1994), o inspetor escolar pode e deve atuar de forma contínua na estruturação e
organização do plano global da escola. Este plano constitui o planejamento de todos os setores da escola.
Inicialmente, o inspetor escolar deve, de forma compartilhada com os demais profissionais da escola: elaborar o
plano de atividades do setor de supervisão pedagógica.
Este planejamento deve duas diretrizes: uma especifica para os trabalhos propostos pela supervisão
pedagógica, e outro, voltado para as demais atividades, como reuniões e o desenvolvimento de projetos
interdisciplinares e administrativos; coordenar o processo de planejamento curricular e sua realimentação, desde
as orientação básicas no que se refere a própria prática pedagógica em sala de aula, seja no acompanhamento e
orientação na formulação e direcionamentos dos planos de curso (anual, mensal, semanal e diário); elaborar o
plano de orientação, acompanhamento e avaliação de planos de ensino que favoreçam a integração da
aprendizagem com referência a objetivos, conteúdos, métodos e técnicas, recursos pedagógicos e avaliação.
O inspetor escolar, como qualquer profissional, em seu curso de formação e em sua prática, prepara-se
para atuar como especialista, no caso, como coordenador do processo curricular, seja em sua formulação,
execução, avaliação e reorientação. Prepara-se também para atuar com o grupo de professores no sentido de
construção de uma competência docente coletiva. E é instrumentalizado para coordenar o processo de
construção coletiva do projeto político-pedagógico da escola.
De fato, a instituição escolar impregnada pela lógica capitalista, na qual não somente os meios de
produção, mas também a força de trabalho se apresenta como mercadorias. A escola capitalista serve, pois, antes
de mais nada, ao capitalismo. Embora a escola já existisse muito antes do capitalismo, é com a ascensão da
burguesia e sua consolidação no poder que se verifica a tendência de sua generalização para toda a sociedade,
com a constituição dos sistemas escolares de âmbito nacional (PARO, 1988).
A divisão do trabalho na escola, legitima uma pirâmide hierárquica, onde quem planeja, coordena e avalia
se posiciona e se estabelece no patamar superior, separado de quem executa. Coloca-se um como trabalho
intelectual e outro como manual. O que nesse caso principalmente nesse caso, não procede, pois a prática do
professor, jamais foi dissociada do trabalho intelectual (BARBOSA, 2008).

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De acordo com Júnior (2007), a lógica que serve o capitalismo, e que se apresenta na escola, reduz o
conceito de trabalhador coletivo, ou seja, exatamente ao oposto daquilo em que o trabalho e trabalhador
pedagógico devem se constituir. Pensar e fazer, cumulativa e interligamente, é a marca necessária da prática
coletiva a se estabelecer entre os educadores. Falamos dessa prática e da necessidade da contribuição do
supervisor para que ela se estruture e se solidifique (JUNIOR, 2007). Segundo ainda este autor, supervisionar
uma escola é orientar sua administração para a realização do ensino, seu objetivo precípuo. É fundamental o
direcionamento de toda a equipe escolar, com a finalidade de explicitar seus compromissos com tal prática
político-pedagógico verdadeiramente transformador. A ação do coordenador, ou mesmo do inspetor escolar, tal
qual a do professor, traz subjacente um saber fazer, um saber ser e um saber agir que envolvem, respectivamente
desse profissional, as dimensões técnica, humano-interacional e política (ORSOLON, 2001).
As práticas administrativas e pedagógicas desenvolvidas na escola desenham as relações e as interações
que as pessoas estabelecem em seu interior e definem formas/modelos para o fazer docente. Quando os
professores percebem movimentos da organização/gestão escolar direcionados para a mudança de determinado
aspecto de sua prática, essa situação pode se constituir num fator sensibilizador para sua mudança (ORSOLON,
2001).
A promoção de um trabalho pedagógico que ultrapasse as fronteiras do conhecimento e das funções/ações
rigidamente estabelecidas no âmbito da organização e da gestão da escola, por meio de uma gestão participativa,
na qual os profissionais dos diferentes setores possam efetivamente participar da construção do projeto-
pedagógico da escola, colaborando na discussão, a partir de seu olhar e de sua experiência, propiciaria a
construção de uma escola em que as relações e planejamento de trabalho se dessem de maneira menos
compartimentada, mais compartilhada e integrada (ORSOLON, 2001).
O Estado, enquanto organização burocrática, não pode definir as diretrizes da educação de forma isolada,
com a participação apenas dos profissionais de gabinete, que muitas vezes desconhecem a realidade da escola. É
preciso que haja a participação dos profissionais que atuam efetivamente no processo pedagógico para que as
diretrizes sejam condizentes com a concretização do ensino (BARBOSA, 2008).
É imprescindível concordar com Barbosa (2008), quando esta argumenta que embora a divisão técnica do
trabalho exista na escola da sociedade atual, essa diferenciação entre aqueles que planejam e aqueles coordena
interfira na produção e participação coletiva nas decisões e ações no ato de educar.
Segundo Pires (1989):

(...) na delicadeza de suas funções, cabe à supervisão escolar uma vivência diária de Psicologia Social em
sua missão de facilitar as mudanças na escola, sem nunca impô-las. A supervisão escolar: atua de forma
motivadora quando abre novos e seguros caminhos; quando atua de forma cooperativa, auxiliando e não
perturbando o trabalho da escola; quando é flexível, uma vez que lida com criaturas humanas, um
material imprevisível; quando é reflexiva e projetiva em sua ação de diagnóstico e prognóstico; quando é
científica, objetiva, criativa e construtiva, gradativa e progressivamente (Pires,1989 p.11).

A presença do inspetor escolar é de grande importância, na medida em que sua função engloba desde o
planejamento até a orientação de todos os elementos de uma escola, estimulando a todos os profissionais na
busca de recursos pedagógicos, com o intuito de melhor as condições do processo de ensino. O Inspetor Escolar
então, possui um papel político fundamental, uma vez que se coloca numa posição de liderança no âmbito
escolar.
Ele deve analisar criticamente e rever a aplicação da legislação em vigor nas diversas realidades
educacionais. Em algumas ocasiões do contexto escolar, a necessidade do processo pedagógico e administrativo,
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não corresponde a legislação educacional. Nestes casos, o inspetor juntamente com outros profissionais, precisa
pensar criticamente todo o conteúdo e a prática de legislar para a escola, estando atento para o caráter diverso da
realidade.
Para Muramotto (2008):

Buscar alternativas para a organização do nosso trabalho como supervisores de ensino não significa (...)
mexer aqui e ali, do ponto de vista de tornar eficiente nosso desempenho e, conservando a “lógica” da
organização social e escolar, sem visão crítica. Alternativas para a organização do trabalho devem
significar iniciativas, criações, no sentido da superação de padrões de convivência social, educacional,
profissional (MURAMOTTO, 2008).

De acordo com a citação acima, a atuação do inspetor escolar no contexto escolar, deve ser de um ator de
transformação. Há, portanto, necessidade de se romper com os paradigmas tradicionais para que se alcancem
objetivos propostos para a educação. A superação de uma lógica capitalista requer dos profissionais pensar em
uma atuação coletiva na qual todos colaboram para a busca de recursos e soluções.
Realizar assim, novas relações sociais no interior da escola, requer a superação de práticas burocráticas. O
professor precisa ter autonomia para atuar criticamente, e principalmente um espaço para compartilhar seus
projetos e conhecimentos. É função do inspetor, criar espaços nos quais, os diversos profissionais, gestores,
professores, secretárias, entre outros, possam desenvolver horizontalmente a cooperação, a crítica construtiva.
Segundo as Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9.394/96) compete ao Supervisionar
Educacional coordenar planejar, pesquisar, programar, supervisionar, dinamizar, dirigir, organizar, controlar,
acompanhar, orientar, executar e avaliar trabalhos, programas, planos e projetos, bem como prestar serviços de
auditoria, consultoria e assessoria, realizar treinamentos especializados, participar de equipes multidisciplinares
e interdisciplinares e elaborar informes e pareceres técnicos, científicos e pedagógicos, na área educacional.
Contudo, apesar da abrangência das definições podemos definir a supervisão pedagógica como uma
relação de ajuda e cooperação. Supervisão é, portanto, o processo pelo qual se orienta a escola como um todo,
para a consecução de suas finalidades.
Enquanto, um profissional de transformação, deve atuar no sentido de propiciar o crescimento dos
professores estimulando a formação continuada, cursos, reuniões, contatos nos quais os professores possam
construir um grupo, uma prática educativa que explore a formação da cidadania.
Em relação ao poder político do inspetor, esse deve atuar no sentido de analisar e refletir junto com a
equipe administrativa e pedagógica da escola, sobre a legislação, suas normas e regulamentações. Essa reflexão
deve ser permeada pelo pensamento crítico, e pela percepção de que as realidades escolares são especificas a
cada região e principalmente a cada escola.

O Inspetor Escolar e a Construção de uma Escola Pública de Qualidade

Nos últimos anos, a questão da profissionalização de professores, inspetores, orientadores educacionais e


de todos os atores envolvidos no processo escolar é tema de amplos debates e pesquisas educacionais.
O processo de profissionalização dos que atuam na educação envolve a formação continuada, a
valorização de seus saberes práticos e pedagógicos e a prática reflexiva. Essas são questões que tem sido
exigentes e marcantes mas de difícil mobilização.
As várias pesquisas e questionamentos a cerca do quadro educacional desfavorável que encontramos nos
indicadores, permeados pela repetência, abandono, evasão e distorção série-idade nas diferentes modalidades da
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educação básica. É possível nos questionar os processos por meio dos quais esse panorama se configura, sua
extensão e possíveis meios para resisti-los ou combatê-los?
Nesse sentido é possível desenvolver nas escolas, um processo de ensino-aprendizagem de qualidade,
concebida como dimensão de cidadania, põe em destaque a necessidade da formação continuada não só de
professores mas de especialistas em educação (inspetores e supervisores escolares). Todos os sujeitos que lidam
com o processo educativo são responsáveis pelas suas práticas e desenvolvimento junto ao educando.
Essa formação continuada visa incentivar a postura de sujeitos críticos, reflexivos e transformadores,
capazes de refletir sobre suas ações, com vistas a produzir saberes que lhes permitam avançar em práticas
pedagógicas cada vez mais significativas e relevantes no contexto em que atuam.
Entendendo a escola é o palco da diversidade, da formação e de exercício de cidadania, lugar de ensino,
de aprendizagem e de culturas, a busca de uma educação pública de qualidade exige que se considerarem
aspectos de natureza social, cultural e política do processo educacional em que se encontram envolvidos os
profissionais da Educação.
O trabalho do Inspetor Escolar nas unidades escolares da Rede Pública Estadual/Privado, é o foco de
nossas reflexões, buscaremos, neste módulo, refletir sobre suas atribuições e sobre os aspectos que possam
contribuir para que sua prática se desenvolva de forma cada vez mais competente, produtiva e eficiente.
Em um espaço marcado pela presença de sujeitos plurais e diversos, como professores, alunos,
comunidade e demais profissionais da educação, o reconhecimento da escola como instituição multicultural é de
fundamental importância. Isso significa entender a escola, o conhecimento escolar, como um espaço onde atuam
sujeitos diversos, em termos de raça, gênero, classe social, etnia, padrões culturais, formas de falar e de uma
grande complexidade.
A Inspeção Escolar, em meio as múltiplas funções que exerce dentro da escola
(administrativo/pedagógico), deve perceber a necessidade de um trabalho compartilhado, coletivo, uma direção,
uma liderança em meio a este ambiente diverso.
Propomos, em uma visão multicultural, de parceiros, trabalho coletivo, onde inspetor escolar, supervisor
escolar, diretor, professores atuam conjuntamente que a diversidade cultural na escola seja uma riqueza, que
pode ser aproveitada para a construção de uma educação de qualidade, cheia de desafios, sem abrir mão do
projeto educativo.

Leitura Complementar: “Administração educacional e escolar” de José Mizael Ferreira do Vale. - Disponível:
http://www.crmariocovas.sp.gov.br

Atividades de Conclusão da Unidade IV

01- O que você entende pelo exercício da cidadania em uma sociedade democrática e plural? _____________
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02- No caso de um contexto escolar de periferia ou de áreas carentes de recursos sócio-econômicos, seria
somente a questão econômica de classe que estaria no centro dos problemas do cotidiano escolar, como
deficiência de aprendizagem, evasões, repetência e pouca frequência dos alunos nas aulas? _________________
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03- Que papel o inspetor escolar poderia exercer para contribuir, dentro de seu espaço possível de atuação, para
a valorização da diversidade cultural na escola e minimização do fracasso escolar?
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ATIVIDADES AVALIATIVAS

01- Analise o texto abaixo e explique como o papel do agente de inspeção escolar carrega em seu “âmago” uma
essência ideológica.
“(...) o papel do Inspetor Escolar no processo democrático é de fundamental importância social sob o ponto
de vista educacional, pois se torna os ‘olhos’, a presença ou a representação, a ação do Estado ou do órgão
executivo e Legislativo ‘in loco’, nas Instituições de Ensino. Inclusive, por causa da aplicação das normas que
podem ser verificadas: sua adequação na práxis operativa do Sistema Educacional”.
Disponível em: http://edivanioavila.wordpress.com/2009/11/26/o-papel-do-inspetor-escolar/-Acesso: 22/01/2012.

02- O trabalho da Inspeção Escolar consiste em uma organização intermediária entre o Estado e sua
administração, de um lado, e de outro lado à escola com seus sujeitos. Aponte as principais atribuições de um
inspetor escolar por meio de um parágrafo.
03- Faça uma abordagem sobre a evolução histórica do papel do inspetor escolar no Brasil através de um
pequeno texto (+ - 20 linhas).
04- Apresente as principais características de um inspetor escolar levando em consideração sua importante
atuação como instrumento de “execução e fiscalização” do Estado no âmbito escolar e comunitário expressa na
seguinte afirmação: “A Inspeção Escolar é correção, auditoria, orientação e assistência técnica”.
05- Estabeleça um paralelo entre as funções do inspetor educacional nos Estados de Minas e do Rio de Janeiro.
06- Explique como o papel do inspetor escolar deve contribuir para a democratização escolar e comunitária,
libertando a escola e a comunidade da égide capitalista que instaura a desigualdade e submissão
socioeconômica. Aponte também como o inspetor escolar pode ser um grande diferencial no aspecto educativo.

"A vida sem amor é como uma árvore sem flor e sem fruta." (Khalil Gibran)
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