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Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região - 1º Grau

Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região - 1º Grau

O documento a seguir foi juntado ao autos do processo de número 0020503-08.2017.5.04.0811


em 11/12/2017 14:59:41 e assinado por:
- LEONARDO SOUSA FARIAS

Consulte este documento em:


https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam
usando o código: 17121114591405800000046853881

17121114591405800000046853881
EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DO

TRABALHO DA 1 VARA DO TRABALHO DE BAGÉ - RS

Processo n°: 0020503-08.2017.5.04.0811

DEBORA SUM DA ROSA, devidamente qualificado(a)

nos autos da RECLAMATÓRIA TRABALHISTA, que move em face da

PETRÓLEO BRASILEIRO S.A e outros,por seus advogados, vêm a presença

de Vossa Excelência, apresentar:

MANIFESTAÇÃO DE DOCUMENTOS - PETROBRAS

O(a) reclamante impugna todos os documentos apresentados

pela Reclamada, considerando que tratam-se de documentos meramente

formais, que possuem a intenção de burlar a relação de emprego existente,

na tentativa de se eximir da responsabilidade com o(a) reclamante.

A defesa apresentada pela reclamada não possui qualquer

fato novo capaz de afastar os pedidos pleiteados pela reclamante, motivo

pelo qual se reporta integralmente a inicial.

DOS DOCUMENTOS
A Reclamada anexou diversos documentos para tentar se

eximir da sua responsabilidade em pagar ao empregado as verbas aqui

pleiteadas.

O Reclamante impugna todos os documentos anexos, em

espacial:

FICHA DE REGISTRO - PARTE 2 | Ficha de Empregado: Está

claro que não se trata de um contrato de empreitada, não merece

prosperar a tesa da 2° Reclamada, na qual afirma que é dona de

obra, uma vez que tem "discrição de Cargo". Ainda a Requisição de

profissional" Não está assinada.

Ponto | Controle de Frequencia: Não está assinada pelo

Reclamante, podendo ser alterada.

EBR - ESTALEIROS DO BRASIL LTDA - LTCAT 2015 |

Documento Diverso: documento de 2015, ou seja, anterior ao

contrato de trabalho.

EBR - PPRA 2015 | Documento Diverso: documento de 2015, ou

seja, anterior ao contrato de trabalho.

3010.0F-1200-980-EG7-008 B - PCMSO - PARTE 1 | Documento

Diverso Não está assinado, sem credibilidade.

3010.0F-1200-980-EG7-008 B - PCMSO - PARTE 3 | Documento

Diverso Não está assinado, sem credibilidade.

3010.0F-1200-980-EG7-008 B - PCMSO - PARTE 2 | Documento

Diverso Não está assinado, sem credibilidade.

DA CONTESTAÇÃO
DA EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA EM RAZÃO DO LUGAR

A Reclamada sustenta que " reclamada entende que a

Comarca de Bagé é incompetente para o julgamento da presente

reclamatória, pois a reclamante foi contratada e exerceu as suas

atividades na cidade de São José do Norte/RS".

Ocorre que a Parte Autora laborava em São José do

Norte/RS, contudo, está com sérios problemas de saúde, o que impossibilita

de trabalhar, por este motivo atualmente reside perto de sua família, na

cidade de Bagé/RS. Outro justo motivo se dá ao fato de que a reclamante

se encontra com 8 meses de gestação e possivelmente na data da primeira

audiência estará com um bebê recém-nascido, e na sua cidade natal tem

acesso e auxílio de familiares.

Embora o local da prestação de serviço fosse em São José

do Norte, a reclamante (parte hipossuficiente) atualmente reside em

Bagé/RS.

A Parte autora não tem condições físicas e também

financeiras de arcar com as despesas do processo, caso ele seja ajuizado

em São José do Norte, uma vez que terá que pagar hospedagem, passagem,

alimentação.

O Artigo 651 da CLT diz que:

Art. 651 - A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento

é determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou

reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido

contratado noutro local ou no estrangeiro. (Vide Constituição

Federal de 1988).
A competência em razão do lugar não pode ser determinada

apenas pela interpretação literal da lei, o julgador deve buscar a finalidade

das normas, "sempre em sintonia com a ordem social e com os ideais de

justiça".

Não faz muito sentido interpretar a norma do artigo 651 da

CLT de modo desfavorável ao trabalhador, quando é a ele especialmente

destinada a proteção outorgada pela legislação do trabalho.

Deve-se ter presente o bom-senso na interpretação da

norma, de modo a não se perpetrar injustiças. Pois o que não se pode fazer é

inviabilizar o acesso à Justiça, seja para o trabalhador, seja para o

empregador.

O Art 5° inciso XXXV, diz que:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer

natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros

residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à

igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão

ou ameaça a direito

A jurisprudência deste Tribunal Superior tem evoluído para

considerar o domicílio do autor como elemento definidor da competência

territorial, com base no princípio do livre acesso à Justiça, o qual

autorizaria a aplicação analógica do art. 651 , § 3º , da CLT .

Nesse sentido:

TST - RECURSO DE REVISTA RR 21971820125040018 (TST)

Data de publicação: 29/05/2015 Ementa: COMPETÊNCIA DA


JUSTIÇA DO TRABALHO EM RAZÃO DO LUGAR.

AJUIZAMENTO DA AÇÃO NO DOMICÍLIO DO RECLAMANTE.

PREVALÊNCIA DO DIREITO FUNDAMENTAL DE ACESSO À

JUSTIÇA SOBRE A INTERPRETAÇÃO MERAMENTE LITERAL

DO ARTIGO 651 , § 3º , DA CLT . No caso, ficou incontroverso que

a reclamante, residente e domiciliado em Porto Alegre/RS, foi

contratada e prestou serviços na cidade de São Bernardo do

Campo/SP. A trabalhadora, pretendendo o pagamento de parcelas

salariais e rescisórias decorrentes dessa contratação, ajuizou esta

reclamação trabalhista na Vara do Trabalho de Porto Alegre/RS,

que possui jurisdição no local de domicílio e residência da autora. A

oferta de emprego é escassa, e o desemprego é realidade social

em nosso país, o que obriga vários trabalhadores a se mudarem

para regiões diversas, ainda que provisoriamente, deixando para

trás seus familiares, em condições precárias, com o intuito de

procurar trabalho para suprir necessidades vitais de subsistência,

própria e de sua família. É realidade, ainda, que esses

trabalhadores se submetem a condições de emprego precárias e a

empregos informais.Dessa forma, tem-se cada vez mais firmado o

entendimento, neste Tribunal superior (como demonstram os

precedentes citados na fundamentação), de que, em casos como

este ora em exame, o direito fundamental de acesso à Justiça das

partes trabalhistas deve preponderar sobre a interpretação

meramente literal do artigo 651 , § 3º , da CLT , apontado como

violado pelo recorrente. Além disso, é possível aplicar à hipótese,

por analogia, a exceção prevista no § 1º do artigo 651 da CLT , que

atribui competência à Vara do Trabalho do domicílio do

reclamante, quando inviabilizado o ajuizamento da reclamação

trabalhista no foro da celebração do contrato ou da prestação dos

serviços. Essa interpretação, além de melhor corresponder à letra

e ao espírito do artigo 651 , §§ , da CLT , mostra-se mais

consentânea com princípio constitucional de acesso à Justiça,

previsto no artigo 5º , inciso XXXV...


EMENTA INCOMPETÊNCIA EM RAZÃO DO LUGAR. Fixação da

competência territorial pelo domicílio do empregado, eis que o

acesso à Justiça, com os meios de defesa a ela inerentes, deve

condicionar a interpretação do disposto no art. 651 da CLT.

Provimento do recurso do reclamante.

Acórdão do Processo 0021022-14.2015.5.04.0015 (RO). Data:

03/06/2016. Órgão julgador: 2ª Turma. TRT4. Redator: Tania

Rosa Maciel De Oliveira

Considerando que a Requerente é a parte hipossuficiente da

relação de emprego, uma vez que atualmente está afastada do seu trabalho,

e com base no artigo 5° inciso XXXV, da Constituição Federal, como também

o princípio do livre acesso à Justiça, requer que seja aceita a competência

territorial deste juízo, para julgar a presente ação. Uma vez que não sendo

aceito, acarreta prejuízo ao Autor, já que não tem condições físicas e

também financeiras de arcar com as despesas do processo, caso ele seja

ajuizado em São José do Norte, uma vez que terá que pagar hospedagem,

passagem, alimentação.

Razão pela qual, não merece prosperar a tese da Reclamada.

DOS REQUERIMENTOS

A Reclamada em sua defesa sustenta que " O reclamante

não narra nenhum fato que envolvesse Petrobrás, limitando - se a

afirmar que prestava serviços a ela. Não traz nenhum fato da vida real

embasado por um mínimo probatório."

Ocorre que tal alegação é infundada, uma vez que na inicial

estão presentes todos os requisitos de uma petição inicial.

Razão pela qual, não merece prosperar a tese da Reclamada.


DA CARÊNCIA DE AÇÃO POR ILEGITIMIDADE PASSIVA

A Reclamada sustenta que " A Petrobras não é parte

legítima para figurar no polo passivo da presente ação. O reclamante

foi , tão somente, empregado da ESTALEIROS DO BRASIL LTDA,

inexistindo, portanto, qualquer vinculação entre aquele e a segunda

reclamada inquirida inicial".

Ocorre que impõe-se o reconhecimento da responsabilidade

subsidiária do tomador, uma vez que foi o beneficiário direto dos serviços

prestados pela reclamante, ao longo do contrato, e agiu com culpa na eleição

da empresa prestadora, que se demonstra inadimplente com os encargos

trabalhistas. Nesse sentido o entendimento jurisprudencial consubstanciado

no Enunciado nº 331, inciso IV, do Col. TST.

A Petrobras, na condição de tomadora dos serviços do

reclamante, é subsidiariamente responsável pela satisfação de todos os

créditos trabalhistas reconhecidos na presente ação, na hipótese de

inadimplemento da empregadora, obrigada principal.

Razão pela qual, não merece prosperar a tese da Reclamada.

DO LITISCONSÓRCIO PASSIVO

A Reclamada sustenta que " De acordo com o art. 842,

da CLT , somente é possível a acumulação de reclamações num mesmo

processo quando houver a identidade de matéria e se tratar de

empregados da mesma empresa ou estabelecimento, situações essas que não

se vislumbra no presente processo."


No caso em tela, a Reclamada realizou uma defesa genérica,

sem sequer indicar o que de fato quer em sua defesa.

Razão pela qual, não merece prosperar a defesa.

Ainda, a Reclamada alega que " considerando a formação

de litisconsórcio passivo no presente feito –art. 113, do NCPC – bem

como em respeito ao princípio da eventualidade, admitindo - se a

hipótese da primeira reclamada ser declarada revel ou deixar de

comparecer à audiência a qual deveria prestar depoimento pessoal sob

pena de confissão (Enunciado 74 do TST), requer a ora reclamada que seja

aplicado o disposto no inciso I, do art. 345 , do N CPC, quanto à matéria".

Não merece prosperar a defesa, uma vez que A Petrobras,

na condição de tomadora dos serviços do reclamante, é subsidiariamente

responsável pela satisfação de todos os créditos trabalhistas reconhecidos

na presente ação, na hipótese de inadimplemento da empregadora, obrigada

principal.

Razão pela qual, não merece prosperar a defesa.

DA INEXISTÊNCIA DE RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DA


PETRÓLEO BRASILEIRO S/A – PETROBRÁS

A Reclamada alega ainda que " ...não há previsão legal para

que se possa responsabilizar solidariamente a Petrobrás por débitos

trabalhistas da empregadora do reclamante e, de igual forma, não houve

pacto nesse sentido. Mesmo que tivesse existido pacto, não trouxe o

reclamante prova constitutiva de seu direito, nos termos do artigo 818

da CLT e 333, I, do CPC".


Impõe-se o reconhecimento da responsabilidade subsidiária

do tomador, uma vez que foi o beneficiário direto dos serviços prestados

pela reclamante, ao longo do contrato, e agiu com culpa na eleição da

empresa prestadora, que se demonstra inadimplente com os encargos

trabalhistas. Nesse sentido o entendimento jurisprudencial consubstanciado

no Enunciado nº 331, inciso IV, do Col. TST.

A Petrobras, na condição de tomadora dos serviços do

reclamante, é subsidiariamente responsável pela satisfação de todos os

créditos trabalhistas reconhecidos na presente ação, na hipótese de

inadimplemento da empregadora, obrigada principal.

Nesse sentido dispõe a jurisprudência:

RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. LEGITIMIDADE PASSIVA.

PETROBRÁS. TOMADORA DE SERVIÇOS. RESPONSABILIDADE

SUBSIDIÁRIA. SÚMULA Nº 331, DO TST.Compulsando-se os

autos, verifica-se que, desde a exordial, já se discutia acerca da

responsabilização subsidiária da PETROBRÁS em relação aos

créditos trabalhistas vindicados pelo reclamante, o qual teria sido

contratado por uma empresa terceirizada para prestar serviços

àquela empresa petrolífera. Assim, tal afirmação já seria

suficiente para, "prima facie", permitir que a PETROBRÁS

figurasse no pólo passivo da presente reclamação. Note-se que,

posteriormente, tais afirmações restaram comprovadas nos autos.

Destaque-se, ainda, que, nos termos do inciso IV, da Súmula nº

331, do TST, resta evidente a possibilidade de responsabilização

subsidiária da PETROBRÁS, haja vista a existência da

terceirização de serviços. Recurso ordinário, parcialmente,

provido.Processo: RECORD 778200406219003 AL

00778.2004.062.19.00-3
Diante disso, torna-se indiscutível esta questão, pois o

vínculo entre a primeira reclamada e a segunda reclamada é cristalino, pois a

responsabilidade da Estaleiros do Brasil é subsidiária à responsabilidade da

tomadora de serviços e por isto, elas figuram no polo passivo desta ação.

Razão pela qual, não merece prosperar a defesa.

DA EVENTUAL REVELIA DA 1ª RECLAMADA

A Reclamada sustenta que " em caso de revelia da

empregadora, não considere automaticamente verdadeiros os fatos

alegados pela parte autora em relação à Petrobrás, pois, analisando -

se esta contestação, verificar - se - á que os pedidos do reclamante são

devidam ente impugnados com base em provas constantes nos autos"

No caso em tela, impõe-se o reconhecimento da

responsabilidade subsidiária do tomador, uma vez que foi o beneficiário

direto dos serviços prestados pela reclamante, ao longo do contrato, e agiu

com culpa na eleição da empresa prestadora, que se demonstra inadimplente

com os encargos trabalhistas. Nesse sentido o entendimento jurisprudencial

consubstanciado no Enunciado nº 331, inciso IV, do Col. TST.

Razão pela qual, não merece prosperar a defesa.

DO PRECEDENTE DA OJ 191 DO TST INVOCADO E A


NECESSIDADE DE DEMONSTRAR A DISTINÇÃO OU SUPERAÇÃO
PARA A NÃO APLICAÇÃO NO PRESENTE CASO
A Reclamada sustenta que " Petrobrás é dona da obra no

caso" e por este motivo requer a exclusão da responsabilidade do dono da

obra, por falta de previsão legal.

No caso em tela não se trata de uma obra de construção

civil, pois não existe um contrato de empreitada de construção civil entre a

Petrobras e a primeira reclamada. Ainda a OJ 191, foi alterada exatamente

para limitar sua aplicação aos casos de construção civil.

Neste sentido:

TST - EMBARGO EM RECURSO DE REVISTA E-RR

1504003220065170191 150400-32.2006.5.17.0191 (TST)

Data de publicação: 16/12/2011

Ementa: RECURSO DE EMBARGOS REGIDO PELA LEI 11.486

/2007. PETROBRAS. CONTRATO DE EMPREITADA. DON A DA

OBRA. DECISÃO DA TURMA QUE NÃO REVELA O OBJETO DO

CONTRATO DE EMPREITADA. CONTRARIEDADE À

ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL 191 DA SBDI-1

CARACTERIZADA EM FACE DE SUA MÁ-APLICAÇÃO. Hipótese

em que a Turma apenas revelou que não se trata de contrato de

terceirização de serviços, e sim de empreitada e que a Petrobras

detinha condição de dona da obra. Não consignou, contudo, qual o

objeto do contrato de empreitada. Nem mesmo os trechos

transcritos do acórdão regional registram o objeto da empreitada,

aspecto fático essencial à aplicação da Orientação Jurisprudencial

191 da SBDI-1, em sua atual redação. Nesse contexto, tem-se que

a aplicação da mencionada jurisprudência pela Turma, sem que

esteja evidenciada a existência de contrato de empreitada de

construção civil entre a Petrobras e a primeira reclamada,

caracteriza contrariedade à mencionada OJ 191, a qual foi

alterada exatamente para limitar sua aplicação aos casos de


construção civil. Ressalte-se que no julgamento do processo E- ED

-RR-109000-04.2007.5.17.0191, ocorrido na sessão do dia

22/9/2011, esta Subseção Especializada decidiu, por maioria, que

nas hipóteses em que não está definido o objeto do contrato de

empreitada, não é possível inferir ou presumir que se trata de obra

de construção civil, para fins de aplicação da Orientação

Jurisprudencial 191 da SBDI-1. Recurso de embargos conhecido e

provido

Cumpre destacar que a 2° Reclamada juntou ao processo o

cartão ponto da Reclamante e demais documentações pessoais da mesma, o

que contribui com a tese de que a 2° reclamada era na verdade tomadora e

não dona da obra, pois dono da obra não fica com registro de funcionários

de outra empresa.

Razão pela qual, não merece prosperar a defesa.

DA NÃO COMPROVAÇÃO DO DIREITO – REATIVAÇÃO DO PLANO


DE SAÚDE, RESCISÃO INDIRETA, E MISSÃO DA CAT, ESTAB
ILIDADE EM RAZÃO DO ACIDENTE DE TRABALHO E O DESVIO DE
FUNÇÃO

A Reclamada sustenta que " Falhou o autor em trazer a

prova constitutiva de seu direito, conforme determinam os artigos 818 da

CLT e 373, I do CPC".

Ocorre que tal afirmação é infundada, uma vez que foram

anexados documentação vasta para comprovar o alegado.

Razão pela qual, não merece prosperar a defesa.

INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS


A Reclamada sustenta que " não se vislumbra nos autos o

evento danoso alegado pelo reclamante, nem tampouco a efetiva

existência dos fatos que justifiquem falar em indenizações de qualquer

ordem, impondo-se a improcedência do pedido deduzido na exordial, eis

que inexiste qualquer ação ou omissão ilícita, por parte da reclamada,

capaz de ensejar o deferimento da pretensão indenizatória em questão".

Ocorre que tal alegação é absurda, uma vez que a autora

sofreu uma queda durante seu labor, como já se encontrava em estado

gravídico foi ao ambulatório por conta própria, pois estava com fortes

cólicas. Recebeu um “buscopam” e foi orientada a procurar um hospital, sem

nenhuma assistência. Ainda, sofreu ameaças de seu superior de lhe dar uma

advertência por ter ido procurar atendimento médico sem avisá-lo.

Razão pela qual, não merece prosperar a defesa.

OS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS

A Reclamada sustenta que " não estando a autora

assistida por seu órgão representativo de classe, é caso de aplicação

Enunciado n.º 219, do Colendo Tribunal Superior do Trabalho,

confirmados pela Súmula 329 do TST".

Embora ausente a credencial sindical, a declaração de

pobreza, é suficiente para o deferimento da verba honorária, tendo em

vista o disposto nos artigos 4º e 11 da Lei n. 1.060/50, porquanto conforme

disposto no inciso LXXIV do artigo 5º da CF/88 é dever do Estado prestar

a assistência judiciária, o que não faz de modo satisfatório.

Razão pela qual, não merece prosperar a defesa.


DOS DESCONTOS FISCAIS E PREVIDENCIÁRIOS

A Reclamada sustenta que " a retenção das parcelas

previdenciárias a cargo do reclamante, bem como do imposto de renda. Por

derradeiro, a reclamada reporta-se à defesa apresentada pela primeira

reclamada, quanto aos pedidos em destaque".

A Petrobras, na condição de tomadora dos serviços do

reclamante, é subsidiariamente responsável pela satisfação de todos os

créditos trabalhistas reconhecidos na presente ação, na hipótese de

inadimplemento da empregadora, obrigada principal.

Razão pela qual, não merece prosperar a defesa.

DOS REQUERIMENTOS

À vista do exposto, REQUER a Vossa Excelência:

a) AFASTE todas as alegações lançadas na contestação pela

reclamada;

b) JULGUE totalmente PROCEDENTES os pedidos

formulados pela reclamante.

Nestes termos, pede deferimento.

Em, 11 de dezembro de 2017. (lgs)