Você está na página 1de 240

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

UFRN
Assistente em Administração

ÍNDICE

LÍNGUA PORTUGUESA
1. Organização do texto 1.1. Propósito comunicativo 1.2. Tipos de texto (dialogal, descritivo, narrativo, injuntivo, explicativo e
argumentativo) 1.3. Gêneros discursivos 1.4. Mecanismos coesivos 1.5. Fatores de coerência textual 1.6. Progressão temática
1.7. Paragrafação 1.8. Citação do discurso alheio 1.9. Informações implícitas 1.10. Linguagem denotativa e linguagem conotativa ............ 01

2. Conhecimento linguístico 2.1. Variação linguística 2.2. Classes de palavras: usos e adequações 2.3. Convenções da norma padrão
(no âmbito da concordância, da regência, da ortografia e da acentuação gráfica) 2.4. Organização do período simples e do período
composto 2.5. Pontuação 2.6. Relações semânticas entre palavras (sinonímia, antonímia, hiponímia e hiperonímia) .................................. 15

3. Produção de texto (Redação) 3.1. A Prova de Redação exigirá que o candidato produza um texto argumentativo em prosa,
segundo a norma padrão da língua portuguesa escrita, com base em uma situação comunicativa determinada, em um dos
seguintes gêneros: artigo de opinião ou carta argumentativa .......................................................................................................................... 44

LEGISLAÇÃO
1. Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990 - Regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das
fundações públicas federais......................................................................................................................................................................... 01/20

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
1. Conhecimentos Básicos em Administração: características básicas das organizações, natureza, finalidade, níveis e
departamentalização ......................................................................................................................................................................................... 01

2. Funções do processo administrativo: planejamento, organização, direção e controle................................................................................. 10

3. Conhecimentos básicos em Administração Financeira: fundamentos e técnicas; orçamento e controle de custos .................................... 50

4. Conhecimentos básicos em Administração de Materiais e logística ............................................................................................................ 92

5. Técnicas de arquivo e controle de documentos: classificação, codificação, catalogação e arquivamento de documentos ...................... 107

6. Elementos de redação técnica: documentos oficiais, tratamento de correspondências, normas e despachos de correspondências e
uso de serviços postais ................................................................................................................................................................................... 135

7. Relações Humanas no Trabalho................................................................................................................................................................. 142

8. Qualidade na Prestação de Serviços e no atendimento ao público ........................................................................................................... 142

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Aviso
A apostila OPÇÃO não está vinculada a empresa organizadora do concurso público a que se
destina, assim como sua aquisição não garante a inscrição do candidato ou mesmo o seu
ingresso na carreira pública.

O conteúdo dessa apostila almeja abordar os tópicos do edital de forma prática e


esquematizada, porém, isso não impede que se utilize o manuseio de livros, sites, jornais,
revistas, entre outros meios que ampliem os conhecimentos do candidato, visando sua melhor
preparação.

Atualizações legislativas, que não tenham sido colocadas à disposição até a data da
elaboração da apostila, poderão ser encontradas gratuitamente no site das apostilas opção, ou
nos sites governamentais.

Informamos que não são de nossanossa responsabilidade as alterações e retificações nos editais
dos concursos, assim como a distribuição gratuita do material retificado, na versão impressa,
tendo em vista que nossas apostilas são elaboradas de acordo com o edital inicial. Porém,
quando isso ocorrer, inserimos em nosso site, www.apostilasopcao.com.br,
www.apostilasopcao.com.br no link “erratas”,
a matéria retificada, e disponibilizamos gratuitamente o conteúdo na versão digital para nossos
clientes.

Caso haja dúvidas quanto ao conteúdo desta apostila, o adquirente d deve acessar o site
www.apostilasopcao.com.br,, e enviar sua dúvida, que será respondida o mais breve possível,
assim como para consultar alterações legislativas e possíveis erratas.

Também ficam à disposição do adquirente o telefone (11) 2856-6066,


2856 6066, dentro do horário
comercial, para eventuais consultas.

Eventuais reclamações deverão ser encaminhadas por escrito, respeitando os prazos


instituídos no Código de Defesa do Consumidor.

É proibida a reprodução total ou parcial desta apostila, de acordo com o Artigo


A 184 do
Código Penal.

Apostilas Opção, a opção certa para a sua realização.

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
PORTUGUÊS

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
No caso de textos literários, é preciso conhecer a ligação daquele tex-
to com outras formas de cultura, outros textos e manifestações de arte da
época em que o autor viveu. Se não houver esta visão global dos momen-
Língua Portuguesa tos literários e dos escritores, a interpretação pode ficar comprometida.
Aqui não se podem dispensar as dicas que aparecem na referência biblio-
gráfica da fonte e na identificação do autor.
A última fase da interpretação concentra-se nas perguntas e opções
de resposta. Aqui são fundamentais marcações de palavras como não,
1. Organização do texto 1.1. Propósito exceto, errada, respectivamente etc. que fazem diferença na escolha
comunicativo 1.2. Tipos de texto (dialogal, adequada. Muitas vezes, em interpretação, trabalha-se com o conceito do
descritivo, narrativo, injuntivo, explicativo "mais adequado", isto é, o que responde melhor ao questionamento
e argumentativo) 1.3. Gêneros discursivos proposto. Por isso, uma resposta pode estar certa para responder à per-
gunta, mas não ser a adotada como gabarito pela banca examinadora por
1.4. Mecanismos coesivos 1.5. Fatores de
haver uma outra alternativa mais completa.
coerência textual 1.6. Progressão temática
Ainda cabe ressaltar que algumas questões apresentam um fragmen-
1.7. Paragrafação 1.8. Citação do discurso
to do texto transcrito para ser a base de análise. Nunca deixe de retornar
alheio 1.9. Informações implícitas 1.10. Lin-
ao texto, mesmo que aparentemente pareça ser perda de tempo. A des-
guagem denotativa e linguagem conotativa
contextualização de palavras ou frases, certas vezes, são também um
recurso para instaurar a dúvida no candidato. Leia a frase anterior e a
Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finali- posterior para ter ideia do sentido global proposto pelo autor, desta manei-
dade a identificação de um leitor autônomo. Portanto, o candidato deve ra a resposta será mais consciente e segura.
compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica, além de Podemos, tranquilamente, ser bem-sucedidos numa interpretação de
necessitar de um bom léxico internalizado. texto. Para isso, devemos observar o seguinte:
As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto 01. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;
em que estão inseridas. Torna-se, assim, necessário sempre fazer um 02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá
confronto entre todas as partes que compõem o texto. até o fim, ininterruptamente;
03. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo monos
Além disso, é fundamental apreender as informações apresentadas umas três vezes ou mais;
por trás do texto e as inferências a que ele remete. Este procedimento 04. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas;
justifica-se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do 05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
autor diante de uma temática qualquer. 06. Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor;
07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor com-
Denotação e Conotação preensão;
Sabe-se que não há associação necessária entre significante (ex- 08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto
pressão gráfica, palavra) e significado, por esta ligação representar uma correspondente;
convenção. É baseado neste conceito de signo linguístico (significante + 09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
significado) que se constroem as noções de denotação e conotação. 10. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de ...), não, correta,
incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que
O sentido denotativo das palavras é aquele encontrado nos dicioná- aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se
rios, o chamado sentido verdadeiro, real. Já o uso conotativo das palavras perguntou e o que se pediu;
é a atribuição de um sentido figurado, fantasioso e que, para sua compre- 11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais
ensão, depende do contexto. Sendo assim, estabelece-se, numa determi- exata ou a mais completa;
nada construção frasal, uma nova relação entre significante e significado. 12. Quando o autor apenas sugerir ideia, procurar um fundamento de
lógica objetiva;
Os textos literários exploram bastante as construções de base conota- 13. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais;
tiva, numa tentativa de extrapolar o espaço do texto e provocar reações 14. Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta,
diferenciadas em seus leitores. mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto;
15. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a
Ainda com base no signo linguístico, encontra-se o conceito de polis- resposta;
semia (que tem muitas significações). Algumas palavras, dependendo do 16. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor,
contexto, assumem múltiplos significados, como, por exemplo, a palavra definindo o tema e a mensagem;
ponto: ponto de ônibus, ponto de vista, ponto final, ponto de cruz ... Neste 17. O autor defende ideias e você deve percebê-las;
caso, não se está atribuindo um sentido fantasioso à palavra ponto, e sim 18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importan-
ampliando sua significação através de expressões que lhe completem e tíssimos na interpretação do texto.
esclareçam o sentido. Ex.: Ele morreu de fome.
de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realiza-
Como Ler e Entender Bem um Texto ção do fato (= morte de "ele").
Basicamente, deve-se alcançar a dois níveis de leitura: a informativa e Ex.: Ele morreu faminto.
de reconhecimento e a interpretativa. A primeira deve ser feita de maneira faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que "ele" se encontra-
cautelosa por ser o primeiro contato com o novo texto. Desta leitura, va quando morreu.;
extraem-se informações sobre o conteúdo abordado e prepara-se o pró- 19. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as
ximo nível de leitura. Durante a interpretação propriamente dita, cabe ideias estão coordenadas entre si;
destacar palavras-chave, passagens importantes, bem como usar uma 20. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza
palavra para resumir a ideia central de cada parágrafo. Este tipo de proce- de expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado. Eraldo
dimento aguça a memória visual, favorecendo o entendimento. Cunegundes

Não se pode desconsiderar que, embora a interpretação seja subjeti- ELEMENTOS CONSTITUTIVOS - TEXTO NARRATIVO
va, há limites. A preocupação deve ser a captação da essência do texto, a • As personagens: São as pessoas, ou seres, viventes ou não,
fim de responder às interpretações que a banca considerou como perti- forças naturais ou fatores ambientais, que desempenham papel no desen-
nentes. rolar dos fatos.
Língua Portuguesa 1

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Toda narrativa tem um protagonista que é a figura central, o herói ou - visão “com”: o narrador é personagem e ocupa o centro da nar-
heroína, personagem principal da história. rativa que é feito em 1a pessoa.
O personagem, pessoa ou objeto, que se opõe aos designos do pro- - visão “de fora”: o narrador descreve e narra apenas o que vê,
tagonista, chama-se antagonista, e é com ele que a personagem principal aquilo que é observável exteriormente no comportamento da per-
contracena em primeiro plano. sonagem, sem ter acesso a sua interioridade, neste caso o narra-
As personagens secundárias, que são chamadas também de compar- dor é um observador e a narrativa é feita em 3a pessoa.
sas, são os figurantes de influencia menor, indireta, não decisiva na narra- • Foco narrativo: Todo texto narrativo necessariamente tem de
ção. apresentar um foco narrativo, isto é, o ponto de vista através do
O narrador que está a contar a história também é uma personagem, qual a história está sendo contada. Como já vimos, a narração é
pode ser o protagonista ou uma das outras personagens de menor impor- feita em 1a pessoa ou 3a pessoa.
tância, ou ainda uma pessoa estranha à história.
Formas de apresentação da fala das personagens
Podemos ainda, dizer que existem dois tipos fundamentais de perso- Como já sabemos, nas histórias, as personagens agem e falam. Há
nagem: as planas: que são definidas por um traço característico, elas não três maneiras de comunicar as falas das personagens.
alteram seu comportamento durante o desenrolar dos acontecimentos e
tendem à caricatura; as redondas: são mais complexas tendo uma di- • Discurso Direto: É a representação da fala das personagens
mensão psicológica, muitas vezes, o leitor fica surpreso com as suas através do diálogo.
reações perante os acontecimentos. Exemplo:
“Zé Lins continuou: carnaval é festa do povo. O povo é dono da
• Sequência dos fatos (enredo): Enredo é a sequência dos fatos, verdade. Vem a polícia e começa a falar em ordem pública. No carna-
a trama dos acontecimentos e das ações dos personagens. No enredo val a cidade é do povo e de ninguém mais”.
podemos distinguir, com maior ou menor nitidez, três ou quatro estágios
progressivos: a exposição (nem sempre ocorre), a complicação, o climax, No discurso direto é frequente o uso dos verbo de locução ou des-
o desenlace ou desfecho. cendi: dizer, falar, acrescentar, responder, perguntar, mandar, replicar e
etc.; e de travessões. Porém, quando as falas das personagens são curtas
Na exposição o narrador situa a história quanto à época, o ambiente, ou rápidas os verbos de locução podem ser omitidos.
as personagens e certas circunstâncias. Nem sempre esse estágio ocorre
na maioria das vezes, principalmente nos textos literários mais recentes, • Discurso Indireto: Consiste em o narrador transmitir, com suas
a história começa a ser narrada no meio dos acontecimentos (“in média”), próprias palavras, o pensamento ou a fala das personagens.
ou seja, no estágio da complicação quando ocorre e conflito, choque de Exemplo:
interesses entre as personagens. “Zé Lins levantou um brinde: lembrou os dias triste e passa-
dos, os meus primeiros passos em liberdade, a fraternidade
O clímax é o ápice da história, quando ocorre o estágio de maior ten- que nos reunia naquele momento, a minha literatura e os
são do conflito entre as personagens centrais, desencadeando o desfe- menos sombrios por vir”.
cho, ou seja, a conclusão da história com a resolução dos conflitos.
• Discurso Indireto Livre: Ocorre quando a fala da personagem
• Os fatos: São os acontecimentos de que as personagens partici-
se mistura à fala do narrador, ou seja, ao fluxo normal da narra-
pam. Da natureza dos acontecimentos apresentados decorre o
ção. Exemplo:
gênero do texto. Por exemplo o relato de um acontecimento coti-
“Os trabalhadores passavam para os partidos, conversando
diano constitui uma crônica, o relato de um drama social é um
alto. Quando me viram, sem chapéu, de pijama, por aqueles
romance social, e assim por diante. Em toda narrativa há um fato
lugares, deram-me bons-dias desconfiados. Talvez pensas-
central, que estabelece o caráter do texto, e há os fatos secundá-
sem que estivesse doido. Como poderia andar um homem
rios, relacionados ao principal.
àquela hora, sem fazer nada de cabeça no tempo, um branco
• Espaço: Os acontecimentos narrados acontecem em diversos de pés no chão como eles? Só sendo doido mesmo”.
lugares, ou mesmo em um só lugar. O texto narrativo precisa con- (José Lins do Rego)
ter informações sobre o espaço, onde os fatos acontecem. Muitas
vezes, principalmente nos textos literários, essas informações são
TEXTO DESCRITIVO
extensas, fazendo aparecer textos descritivos no interior dos tex-
Descrever é fazer uma representação verbal dos aspectos mais ca-
tos narrativo.
racterísticos de um objeto, de uma pessoa, paisagem, ser e etc.
• Tempo: Os fatos que compõem a narrativa desenvolvem-se num
determinado tempo, que consiste na identificação do momento, As perspectivas que o observador tem do objeto são muito importan-
dia, mês, ano ou época em que ocorre o fato. A temporalidade sa- tes, tanto na descrição literária quanto na descrição técnica. É esta atitude
lienta as relações passado/presente/futuro do texto, essas rela- que vai determinar a ordem na enumeração dos traços característicos
ções podem ser linear, isto é, seguindo a ordem cronológica dos para que o leitor possa combinar suas impressões isoladas formando uma
fatos, ou sofre inversões, quando o narrador nos diz que antes de imagem unificada.
um fato que aconteceu depois.
Uma boa descrição vai apresentando o objeto progressivamente, va-
O tempo pode ser cronológico ou psicológico. O cronológico é o tem- riando as partes focalizadas e associando-as ou interligando-as pouco a
po material em que se desenrola à ação, isto é, aquele que é medido pela pouco.
natureza ou pelo relógio. O psicológico não é mensurável pelos padrões
fixos, porque é aquele que ocorre no interior da personagem, depende da Podemos encontrar distinções entre uma descrição literária e outra
sua percepção da realidade, da duração de um dado acontecimento no técnica. Passaremos a falar um pouco sobre cada uma delas:
seu espírito. • Descrição Literária: A finalidade maior da descrição literária é
• Narrador: observador e personagem: O narrador, como já dis- transmitir a impressão que a coisa vista desperta em nossa mente
semos, é a personagem que está a contar a história. A posição através do sentidos. Daí decorrem dois tipos de descrição: a sub-
em que se coloca o narrador para contar a história constitui o fo- jetiva, que reflete o estado de espírito do observador, suas prefe-
co, o aspecto ou o ponto de vista da narrativa, e ele pode ser ca- rências, assim ele descreve o que quer e o que pensa ver e não o
racterizado por: que vê realmente; já a objetiva traduz a realidade do mundo obje-
- visão “por detrás”: o narrador conhece tudo o que diz respeito tivo, fenomênico, ela é exata e dimensional.
às personagens e à história, tendo uma visão panorâmica dos • Descrição de Personagem: É utilizada para caracterização das
acontecimentos e a narração é feita em 3a pessoa. personagens, pela acumulação de traços físicos e psicológicos,
pela enumeração de seus hábitos, gestos, aptidões e tempera-
Língua Portuguesa 2

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
mento, com a finalidade de situar personagens no contexto cultu- do conteúdo, ou daquilo que fora tratado seja concretado. A formação
ral, social e econômico. discursiva é responsável pelo emassamento do conteúdo que se deseja
• Descrição de Paisagem: Neste tipo de descrição, geralmente o transmitir, ou persuadir, e nele teremos a formação do ponto de vista do
observador abrange de uma só vez a globalidade do panorama, sujeito, suas análises das coisas e suas opiniões. Nelas, as opiniões o que
para depois aos poucos, em ordem de proximidade, abranger as fazemos é soltar concepções que tendem a ser orientadas no meio em
partes mais típicas desse todo. que o indivíduo viva. Vemos que o sujeito lança suas opiniões com o
• Descrição do Ambiente: Ela dá os detalhes dos interiores, dos simples e decisivo intuito de persuadir e fazer suas explanações renderem
ambientes em que ocorrem as ações, tentando dar ao leitor uma o convencimento do ponto de vista de algo/alguém.
visualização das suas particularidades, de seus traços distintivos
e típicos. Na escrita, o que fazemos é buscar intenções de sermos entendidos e
• Descrição da Cena: Trata-se de uma descrição movimentada, desejamos estabelecer um contato verbal com os ouvintes e leitores, e
que se desenvolve progressivamente no tempo. É a descrição de todas as frases ou palavras articuladas produzem significações dotadas
um incêndio, de uma briga, de um naufrágio. de intencionalidade, criando assim unidades textuais ou discursivas.
• Descrição Técnica: Ela apresenta muitas das características ge- Dentro deste contexto da escrita, temos que levar em conta que a coerên-
rais da literatura, com a distinção de que nela se utiliza um voca- cia é de relevada importância para a produção textual, pois nela se dará
bulário mais preciso, salientando-se com exatidão os pormenores. uma sequência das ideias e da progressão de argumentos a serem expla-
É predominantemente denotativa tendo como objetivo esclarecer nadas. Sendo a argumentação o procedimento que tornará a tese aceitá-
convencendo. Pode aplicar-se a objetos, a aparelhos ou meca- vel, a apresentação de argumentos atingirá os seus interlocutores em
nismos, a fenômenos, a fatos, a lugares, a eventos e etc. seus objetivos; isto se dará através do convencimento da persuasão. Os
mecanismos da coesão e da coerência serão então responsáveis pela
TEXTO DISSERTATIVO unidade da formação textual.
Dissertar significa discutir, expor, interpretar ideias. A dissertação Dentro dos mecanismos coesivos, podem realizar-se em contextos
consta de uma série de juízos a respeito de um determinado assunto ou verbais mais amplos, como por jogos de elipses, por força semântica, por
questão, e pressupõe um exame critico do assunto sobre o qual se vai recorrências lexicais, por estratégias de substituição de enunciados.
escrever com clareza, coerência e objetividade.
A dissertação pode ser argumentativa - na qual o autor tenta persua- Um mecanismo mais fácil de fazer a comunicação entre as pessoas é
dir o leitor a respeito dos seus pontos de vista ou simplesmente, ter como a linguagem, quando ela é em forma da escrita e após a leitura, (o que
finalidade dar a conhecer ou explicar certo modo de ver qualquer questão. ocorre agora), podemos dizer que há de ter alguém que transmita algo, e
A linguagem usada é a referencial, centrada na mensagem, enfati- outro que o receba. Nesta brincadeira é que entra a formação de argu-
zando o contexto. mentos com o intuito de persuadir para se qualificar a comunicação; nisto,
Quanto à forma, ela pode ser tripartida em: estes argumentos explanados serão o germe de futuras tentativas da
• Introdução: Em poucas linhas coloca ao leitor os dados funda- comunicação ser objetiva e dotada de intencionalidade, (ver Linguagem e
mentais do assunto que está tratando. É a enunciação direta e Persuasão).
objetiva da definição do ponto de vista do autor.
• Desenvolvimento: Constitui o corpo do texto, onde as ideias co- Sabe-se que a leitura e escrita, ou seja, ler e escrever; não tem em
locadas na introdução serão definidas com os dados mais rele- sua unidade a mono característica da dominação do idioma/língua, e sim o
vantes. Todo desenvolvimento deve estruturar-se em blocos de propósito de executar a interação do meio e cultura de cada indivíduo. As
ideias articuladas entre si, de forma que a sucessão deles resulte relações intertextuais são de grande valia para fazer de um texto uma
num conjunto coerente e unitário que se encaixa na introdução e alusão à outros textos, isto proporciona que a imersão que os argumentos
desencadeia a conclusão. dão tornem esta produção altamente evocativa.
• Conclusão: É o fenômeno do texto, marcado pela síntese da
ideia central. Na conclusão o autor reforça sua opinião, retoman- A paráfrase é também outro recurso bastante utilizado para trazer a
do a introdução e os fatos resumidos do desenvolvimento do tex- um texto um aspecto dinâmico e com intento. Juntamente com a paródia,
to. Para haver maior entendimento dos procedimentos que podem a paráfrase utiliza-se de textos já escritos, por alguém, e que tornam-se
ocorrer em um dissertação, cabe fazermos a distinção entre fatos, algo espetacularmente incrível. A diferença é que muitas vezes a paráfra-
hipótese e opinião. se não possui a necessidade de persuadir as pessoas com a repetição de
- Fato: É o acontecimento ou coisa cuja veracidade e reconhecida; argumentos, e sim de esquematizar novas formas de textos, sendo estes
é a obra ou ação que realmente se praticou. diferentes. A criação de um texto requer bem mais do que simplesmente a
- Hipótese: É a suposição feita acerca de uma coisa possível ou junção de palavras a uma frase, requer algo mais que isto. É necessário
não, e de que se tiram diversas conclusões; é uma afirmação so- ter na escolha das palavras e do vocabulário o cuidado de se requisitá-las,
bre o desconhecido, feita com base no que já é conhecido. bem como para se adotá-las. Um texto não é totalmente auto-explicativo,
- Opinião: Opinar é julgar ou inserir expressões de aprovação ou daí vem a necessidade de que o leitor tenha um emassado em seu históri-
desaprovação pessoal diante de acontecimentos, pessoas e obje- co uma relação interdiscursiva e intertextual.
tos descritos, é um parecer particular, um sentimento que se tem
a respeito de algo. As metáforas, metomínias, onomatopeias ou figuras de linguagem,
entram em ação inseridos num texto como um conjunto de estratégias
capazes de contribuir para os efeitos persuasivos dele. A ironia também é
O TEXTO ARGUMENTATIVO muito utilizada para causar este efeito, umas de suas características
Baseado em Adilson Citelli salientes, é que a ironia dá ênfase à gozação, além de desvalorizar ideias,
valores da oposição, tudo isto em forma de piada.
A linguagem é capaz de criar e representar realidades, sendo caracte-
rizada pela identificação de um elemento de constituição de sentidos. Os Uma das últimas, porém não menos importantes, formas de persuadir
discursos verbais podem ser formados de várias maneiras, para dissertar através de argumentos, é a Alusão ("Ler não é apenas reconhecer o dito,
ou argumentar, descrever ou narrar, colocamos em práticas um conjunto mais também o não-dito"). Nela, o escritor trabalha com valores, ideias ou
de referências codificadas há muito tempo e dadas como estruturadoras conceitos pré estabelecidos, sem porém com objetivos de forma clara e
do tipo de texto solicitado. concisa. O que acontece é a formação de um ambiente poético e sugerí-
vel, capaz de evocar nos leitores algo, digamos, uma sensação...
Para se persuadir por meio de muitos recursos da língua é necessário
que um texto possua um caráter argumentativo/descritivo. A construção de Texto Base: CITELLI, Adilson; “O Texto Argumentativo”
um ponto de vista de alguma pessoa sobre algo, varia de acordo com a São Paulo SP, Editora. Scipione, 1994 - 6ª edição.
sua análise e esta dar-se-á a partir do momento em que a compreensão

Língua Portuguesa 3

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
TIPOLOGIA TEXTUAL O pretérito imperfeito apresenta a ação em processo, cuja incidência
chega ao momento da narração: "Rosário olhava timidamente seu preten-
A todo o momento nos deparamos com vários textos, sejam eles dente, enquanto sua mãe, da sala, fazia comentários banais sobre a
verbais e não verbais. Em todos há a presença do discurso, isto é, a ideia história familiar." O perfeito, ao contrário, apresenta as ações concluídas
intrínseca, a essência daquilo que está sendo transmitido entre os no passado: "De repente, chegou o pai com suas botas sujas de barro,
interlocutores. olhou sua filha, depois o pretendente, e, sem dizer nada, entrou furioso na
sala".
Esses interlocutores são as peças principais em um diálogo ou em um
texto escrito, pois nunca escrevemos para nós mesmos, nem mesmo A apresentação das personagens ajusta-se à estratégia da definibili-
falamos sozinhos. dade: são introduzidas mediante uma construção nominal iniciada por um
artigo indefinido (ou elemento equivalente), que depois é substituído pelo
É de fundamental importância sabermos classificar os textos dos
definido, por um nome, um pronome, etc.: "Uma mulher muito bonita
quais travamos convivência no nosso dia a dia. Para isso, precisamos
entrou apressadamente na sala de embarque e olhou à volta, procurando
saber que existem tipos textuais e gêneros textuais.
alguém impacientemente. A mulher parecia ter fugido de um filme român-
Comumente relatamos sobre um acontecimento, um fato presenciado tico dos anos 40."
ou ocorrido conosco, expomos nossa opinião sobre determinado assunto, O narrador é uma figura criada pelo autor para apresentar os fatos
ou descrevemos algum lugar pelo qual visitamos, e ainda, fazemos um que constituem o relato, é a voz que conta o que está acontecendo. Esta
retrato verbal sobre alguém que acabamos de conhecer ou ver. voz pode ser de uma personagem, ou de uma testemunha que conta os
É exatamente nestas situações corriqueiras que classificamos os fatos na primeira pessoa ou, também, pode ser a voz de uma terceira
nossos textos naquela tradicional tipologia: Narração, Descrição e pessoa que não intervém nem como ator nem como testemunha.
Dissertação. Além disso, o narrador pode adotar diferentes posições, diferentes
Para melhor exemplificarmos o que foi dito, tomamos como exemplo pontos de vista: pode conhecer somente o que está acontecendo, isto é, o
um Editorial, no qual o autor expõe seu ponto de vista sobre determinado que as personagens estão fazendo ou, ao contrário, saber de tudo: o que
assunto, uma descrição de um ambiente e um texto literário escrito em fazem, pensam, sentem as personagens, o que lhes aconteceu e o que
prosa. lhes acontecerá. Estes narradores que sabem tudo são chamados onisci-
entes.
Em se tratando de gêneros textuais, a situação não é diferente, pois
se conceituam como gêneros textuais as diversas situações
sociocomunciativas que participam da nossa vida em sociedade. Como
A Novela
exemplo, temos: uma receita culinária, um e-mail, uma reportagem, uma
monografia, e assim por diante. Respectivamente, tais textos classificar- É semelhante ao conto, mas tem mais personagens, maior número de
se-iam como: instrucional, correspondência pessoal (em meio eletrônico), complicações, passagens mais extensas com descrições e diálogos. As
texto do ramo jornalístico e, por último, um texto de cunho científico. personagens adquirem uma definição mais acabada, e as ações secundá-
rias podem chegar a adquirir tal relevância, de modo que terminam por
Mas como toda escrita perfaz-se de uma técnica para compô-la, é converter-se, em alguns textos, em unidades narrativas independentes.
extremamente importante que saibamos a maneira correta de produzir
esta gama de textos. À medida que a praticamos, vamos nos
aperfeiçoando mais e mais na sua performance estrutural. Por Vânia
Duarte A Obra Teatral

O Conto Os textos literários que conhecemos como obras de teatro (dramas,


tragédias, comédias, etc.) vão tecendo diferentes histórias, vão desenvol-
É um relato em prosa de fatos fictícios. Consta de três momentos per- vendo diversos conflitos, mediante a interação linguística das persona-
feitamente diferenciados: começa apresentando um estado inicial de gens, quer dizer, através das conversações que têm lugar entre os partici-
equilíbrio; segue com a intervenção de uma força, com a aparição de um pantes nas situações comunicativas registradas no mundo de ficção
conflito, que dá lugar a uma série de episódios; encerra com a resolução construído pelo texto. Nas obras teatrais, não existe um narrador que
desse conflito que permite, no estágio final, a recuperação do equilíbrio conta os fatos, mas um leitor que vai conhecendo-os através dos diálogos
perdido. e/ ou monólogos das personagens.
Todo conto tem ações centrais, núcleos narrativos, que estabelecem Devido à trama conversacional destes textos, torna-se possível en-
entre si uma relação causal. Entre estas ações, aparecem elementos de contrar neles vestígios de oralidade (que se manifestam na linguagem
recheio (secundários ou catalíticos), cuja função é manter o suspense. espontânea das personagens, através de numerosas interjeições, de
Tanto os núcleos como as ações secundárias colocam em cena persona- alterações da sintaxe normal, de digressões, de repetições, de dêiticos de
gens que as cumprem em um determinado lugar e tempo. Para a apresen- lugar e tempo. Os sinais de interrogação, exclamação e sinais auxiliares
tação das características destes personagens, assim como para as indica- servem para moldar as propostas e as réplicas e, ao mesmo tempo,
ções de lugar e tempo, apela-se a recursos descritivos. estabelecem os turnos de palavras.
Um recurso de uso frequente nos contos é a introdução do diálogo As obras de teatro atingem toda sua potencialidade através da repre-
das personagens, apresentado com os sinais gráficos correspondentes sentação cênica: elas são construídas para serem representadas. O
(os travessões, para indicar a mudança de interlocutor). diretor e os atores orientam sua interpretação.
A observação da coerência temporal permite ver se o autor mantém a Estes textos são organizados em atos, que estabelecem a progressão
linha temporal ou prefere surpreender o leitor com rupturas de tempo na temática: desenvolvem uma unidade informativa relevante para cada
apresentação dos acontecimentos (saltos ao passado ou avanços ao contato apresentado. Cada ato contém, por sua vez, diferentes cenas,
futuro). determinadas pelas entradas e saídas das personagens e/ou por diferen-
tes quadros, que correspondem a mudanças de cenografias.
A demarcação do tempo aparece, geralmente, no parágrafo inicial. Os
contos tradicionais apresentam fórmulas características de introdução de Nas obras teatrais são incluídos textos de trama descritiva: são as
temporalidade difusa: "Era uma vez...", "Certa vez...". chamadas notações cênicas, através das quais o autor dá indicações aos
atores sobre a entonação e a gestualidade e caracteriza as diferentes
Os tempos verbais desempenham um papel importante na construção
cenografias que considera pertinentes para o desenvolvimento da ação.
e na interpretação dos contos. Os pretéritos imperfeito e o perfeito predo-
Estas notações apresentam com frequência orações unimembres e/ou
minam na narração, enquanto que o tempo presente aparece nas descri-
bimembres de predicado não verbal.
ções e nos diálogos.

Língua Portuguesa 4

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
O Poema A publicidade é um componente constante dos jornais e revistas, à
medida que permite o financiamento de suas edições. Mas os textos
Texto literário, geralmente escrito em verso, com uma distribuição es- publicitários aparecem não só nos periódicos como também em outros
pacial muito particular: as linhas curtas e os agrupamentos em estrofe dão meios amplamente conhecidos como os cartazes, folhetos, etc.; por isso,
relevância aos espaços em branco; então, o texto emerge da página com nos referiremos a eles em outro momento.
uma silhueta especial que nos prepara para sermos introduzidos nos
misteriosos labirintos da linguagem figurada. Pede uma leitura em voz Em geral, aceita-se que os textos jornalísticos, em qualquer uma de
alta, para captar o ritmo dos versos, e promove uma tarefa de abordagem suas seções, devem cumprir certos requisitos de apresentação, entre os
que pretende extrair a significação dos recursos estilísticos empregados quais destacamos: uma tipografia perfeitamente legível, uma diagramação
pelo poeta, quer seja para expressar seus sentimentos, suas emoções, cuidada, fotografias adequadas que sirvam para complementar a informa-
sua versão da realidade, ou para criar atmosferas de mistério de surrea- ção linguística, inclusão de gráficos ilustrativos que fundamentam as
lismo, relatar epopeias (como nos romances tradicionais), ou, ainda, para explicações do texto.
apresentar ensinamentos morais (como nas fábulas).
É pertinente observar como os textos jornalísticos distribuem-se na
O ritmo - este movimento regular e medido - que recorre ao valor so- publicação para melhor conhecer a ideologia da mesma. Fun-
noro das palavras e às pausas para dar musicalidade ao poema, é parte damentalmente, a primeira página, as páginas ímpares e o extremo supe-
essencial do verso: o verso é uma unidade rítmica constituída por uma rior das folhas dos jornais trazem as informações que se quer destacar.
série métrica de sílabas fônicas. A distribuição dos acentos das palavras Esta localização antecipa ao leitor a importância que a publicação deu ao
que compõem os versos tem uma importância capital para o ritmo: a conteúdo desses textos.
musicalidade depende desta distribuição.
O corpo da letra dos títulos também é um indicador a considerar sobre
Lembramos que, para medir o verso, devemos atender unicamente à a posição adotada pela redação.
distância sonora das sílabas. As sílabas fônicas apresentam algumas
diferenças das sílabas ortográficas. Estas diferenças constituem as cha-
madas licenças poéticas: a diérese, que permite separar os ditongos em A Notícia
suas sílabas; a sinérese, que une em uma sílaba duas vogais que não
constituem um ditongo; a sinalefa, que une em uma só sílaba a sílaba final Transmite uma nova informação sobre acontecimentos, objetos ou
de uma palavra terminada em vogal, com a inicial de outra que inicie com pessoas.
vogal ou h; o hiato, que anula a possibilidade da sinalefa. Os acentos As notícias apresentam-se como unidades informativas completas,
finais também incidem no levantamento das sílabas do verso. Se a última que contêm todos os dados necessários para que o leitor compreenda a
palavra é paroxítona, não se altera o número de sílabas; se é oxítona, informação, sem necessidade ou de recorrer a textos anteriores (por
soma-se uma sílaba; se é proparoxítona, diminui-se uma. exemplo, não é necessário ter lido os jornais do dia anterior para interpre-
A rima é uma característica distintiva, mas não obrigatória dos versos, tá-la), ou de ligá-la a outros textos contidos na mesma publicação ou em
pois existem versos sem rima (os versos brancos ou soltos de uso fre- publicações similares.
quente na poesia moderna). A rima consiste na coincidência total ou É comum que este texto use a técnica da pirâmide invertida: começa
parcial dos últimos fonemas do verso. Existem dois tipos de rimas: a pelo fato mais importante para finalizar com os detalhes. Consta de três
consoante (coincidência total de vogais e consoante a partir da última partes claramente diferenciadas: o título, a introdução e o desenvolvimen-
vogal acentuada) e a assonante (coincidência unicamente das vogais a to. O título cumpre uma dupla função - sintetizar o tema central e atrair a
partir da última vogal acentuada). A métrica mais frequente dos versos vai atenção do leitor. Os manuais de estilo dos jornais (por exemplo: do Jornal
desde duas até dezesseis sílabas. Os versos monossílabos não existem, El País, 1991) sugerem geralmente que os títulos não excedam treze
já que, pelo acento, são considerados dissílabos. palavras. A introdução contém o principal da informação, sem chegar a ser
As estrofes agrupam versos de igual medida e de duas medidas dife- um resumo de todo o texto. No desenvolvimento, incluem-se os detalhes
rentes combinadas regularmente. Estes agrupamentos vinculam-se à que não aparecem na introdução.
progressão temática do texto: com frequência, desenvolvem uma unidade A notícia é redigida na terceira pessoa. O redator deve manter-se à
informativa vinculada ao tema central. margem do que conta, razão pela qual não é permitido o emprego da
Os trabalhos dentro do paradigma e do sintagma, através dos meca- primeira pessoa do singular nem do plural. Isso implica que, além de omitir
nismos de substituição e de combinação, respectivamente, culminam com o eu ou o nós, também não deve recorrer aos possessivos (por exemplo,
a criação de metáforas, símbolos, configurações sugestionadoras de não se referirá à Argentina ou a Buenos Aires com expressões tais como
vocábulos, metonímias, jogo de significados, associações livres e outros nosso país ou minha cidade).
recursos estilísticos que dão ambiguidade ao poema. Esse texto se caracteriza por sua exigência de objetividade e veraci-
TEXTOS JORNALÍSTICOS dade: somente apresenta os dados. Quando o jornalista não consegue
comprovar de forma fidedigna os dados apresentados, costuma recorrer a
Os textos denominados de textos jornalísticos, em função de seu por- certas fórmulas para salvar sua responsabilidade: parece, não está des-
tador ( jornais, periódicos, revistas), mostram um claro predomínio da cartado que. Quando o redator menciona o que foi dito por alguma fonte,
função informativa da linguagem: trazem os fatos mais relevantes no recorre ao discurso direto, como, por exemplo:
momento em que acontecem. Esta adesão ao presente, esta primazia da
atualidade, condena-os a uma vida efêmera. Propõem-se a difundir as O ministro afirmou: "O tema dos aposentados será tratado na Câmara
novidades produzidas em diferentes partes do mundo, sobre os mais dos Deputados durante a próxima semana.
variados temas. O estilo que corresponde a este tipo de texto é o formal.
De acordo com este propósito, são agrupados em diferentes seções: Nesse tipo de texto, são empregados, principalmente, orações
informação nacional, informação internacional, informação local, socieda- enunciativas, breves, que respeitam a ordem sintática canônica. Apesar
de, economia, cultura, esportes, espetáculos e entretenimentos. das notícias preferencialmente utilizarem os verbos na voz ativa, também
A ordem de apresentação dessas seções, assim como a extensão e o é frequente o uso da voz passiva: Os delinquentes foram perseguidos pela
tratamento dado aos textos que incluem, são indicadores importantes polícia; e das formas impessoais: A perseguição aos delinquentes foi feita
tanto da ideologia como da posição adotada pela publicação sobre o tema por um patrulheiro.
abordado. A progressão temática das notícias gira em tomo das perguntas o
Os textos jornalísticos apresentam diferentes seções. As mais co- quê? quem? como? quando? por quê e para quê?
muns são as notícias, os artigos de opinião, as entrevistas, as reporta-
gens, as crônicas, as resenhas de espetáculos.
Língua Portuguesa 5

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
O Artigo de Opinião A Entrevista
Contém comentários, avaliações, expectativas sobre um tema da atu- Da mesma forma que reportagem, configura-se preferentemente me-
alidade que, por sua transcendência, no plano nacional ou internacional, já diante uma trama conversacional, mas combina com frequência este
é considerado, ou merece ser, objeto de debate. tecido com fios argumentativos e descritivos. Admite, então, uma maior
liberdade, uma vez que não se ajusta estritamente à fórmula pergunta-
Nessa categoria, incluem-se os editoriais, artigos de análise ou pes- resposta, mas detém-se em comentários e descrições sobre o entrevista-
quisa e as colunas que levam o nome de seu autor. Os editoriais expres- do e transcreve somente alguns fragmentos do diálogo, indicando com
sam a posição adotada pelo jornal ou revista em concordância com sua travessões a mudança de interlocutor. É permitido apresentar uma intro-
ideologia, enquanto que os artigos assinados e as colunas transmitem as dução extensa com os aspectos mais significativos da conversação manti-
opiniões de seus redatores, o que pode nos levar a encontrar, muitas da, e as perguntas podem ser acompanhadas de comentários, confirma-
vezes, opiniões divergentes e até antagônicas em uma mesma página. ções ou refutações sobre as declarações do entrevistado.
Embora estes textos possam ter distintas superestruturas, em geral se Por tratar-se de um texto jornalístico, a entrevista deve necessa-
organizam seguindo uma linha argumentativa que se inicia com a identifi- riamente incluir um tema atual, ou com incidência na atualidade, embora a
cação do tema em questão, acompanhado de seus antecedentes e alcan- conversação possa derivar para outros temas, o que ocasiona que muitas
ce, e que segue com uma tomada de posição, isto é, com a formulação de destas entrevistas se ajustem a uma progressão temática linear ou a
uma tese; depois, apresentam-se os diferentes argumentos de forma a temas derivados.
justificar esta tese; para encerrar, faz-se uma reafirmação da posição
adotada no início do texto. Como ocorre em qualquer texto de trama conversacional, não existe
uma garantia de diálogo verdadeiro; uma vez que se pode respeitar a vez
A efetividade do texto tem relação direta não só com a pertinência dos de quem fala, a progressão temática não se ajusta ao jogo argumentativo
argumentos expostos como também com as estratégias discursivas usa- de propostas e de réplicas.
das para persuadir o leitor. Entre estas estratégias, podemos encontrar as
seguintes: as acusações claras aos oponentes, as ironias, as insinuações, TEXTOS DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA
as digressões, as apelações à sensibilidade ou, ao contrário, a tomada de
distância através do uso das construções impessoais, para dar objetivida- Esta categoria inclui textos cujos conteúdos provêm do campo das ci-
de e consenso à análise realizada; a retenção em recursos descritivos - ências em geral. Os referentes dos textos que vamos desenvolver situam-
detalhados e precisos, ou em relatos em que as diferentes etapas de se tanto nas Ciências Sociais como nas Ciências Naturais.
pesquisa estão bem especificadas com uma minuciosa enumeração das Apesar das diferenças existentes entre os métodos de pesquisa des-
fontes da informação. Todos eles são recursos que servem para funda- tas ciências, os textos têm algumas características que são comuns a
mentar os argumentos usados na validade da tese. todas suas variedades: neles predominam, como em todos os textos
A progressão temática ocorre geralmente através de um esquema de informativos, as orações enunciativas de estrutura bimembre e prefere-se
temas derivados. Cada argumento pode encerrar um tópico com seus a ordem sintática canônica (sujeito-verbo-predicado).
respectivos comentários. Incluem frases claras, em que não há ambiguidade sintática ou se-
Estes artigos, em virtude de sua intencionalidade informativa, apre- mântica, e levam em consideração o significado mais conhecido, mais
sentam uma preeminência de orações enunciativas, embora também difundido das palavras.
incluam, com frequência, orações dubitativas e exortativas devido à sua O vocabulário é preciso. Geralmente, estes textos não incluem vocá-
trama argumentativa. As primeiras servem para relativizar os alcances e o bulos a que possam ser atribuídos um multiplicidade de significados, isto
valor da informação de base, o assunto em questão; as últimas, para é, evitam os termos polissêmicos e, quando isso não é possível, estabele-
convencer o leitor a aceitar suas premissas como verdadeiras. No decor- cem mediante definições operatórias o significado que deve ser atribuído
rer destes artigos, opta-se por orações complexas que incluem proposi- ao termo polissêmico nesse contexto.
ções causais para as fundamentações, consecutivas para dar ênfase aos
efeitos, concessivas e condicionais.
Para interpretar estes textos, é indispensável captar a postura A Definição
ideológica do autor, identificar os interesses a que serve e precisar sob Expande o significado de um termo mediante uma trama descritiva,
que circunstâncias e com que propósito foi organizada a informação que determina de forma clara e precisa as características genéricas e
exposta. Para cumprir os requisitos desta abordagem, necessitaremos diferenciais do objeto ao qual se refere. Essa descrição contém uma
utilizar estratégias tais como a referência exofórica, a integração crítica configuração de elementos que se relacionam semanticamente com o
dos dados do texto com os recolhidos em outras fontes e a leitura atenta termo a definir através de um processo de sinonímia.
das entrelinhas a fim de converter em explícito o que está implícito.
Recordemos a definição clássica de "homem", porque é o exemplo
Embora todo texto exija para sua interpretação o uso das estratégias por excelência da definição lógica, uma das construções mais generaliza-
mencionadas, é necessário recorrer a elas quando estivermos frente a um das dentro deste tipo de texto: O homem é um animal racional. A expan-
texto de trama argumentativa, através do qual o autor procura que o leitor são do termo "homem" - "animal racional" - apresenta o gênero a que
aceite ou avalie cenas, ideias ou crenças como verdadeiras ou falsas, pertence, "animal", e a diferença específica, "racional": a racionalidade é o
cenas e opiniões como positivas ou negativas. traço que nos permite diferenciar a espécie humana dentro do gênero
animal.
A Reportagem
Usualmente, as definições incluídas nos dicionários, seus portadores
É uma variedade do texto jornalístico de trama conversacional que, mais qualificados, apresentam os traços essenciais daqueles a que se
para informar sobre determinado tema, recorre ao testemunho de uma referem: Fiscis (do lat. piscis). s.p.m. Astron. Duodécimo e último signo ou
figura-chave para o conhecimento deste tópico. parte do Zodíaco, de 30° de amplitude, que o Sol percorre aparentemente
A conversação desenvolve-se entre um jornalista que representa a antes de terminar o inverno.
publicação e um personagem cuja atividade suscita ou merece despertar a Como podemos observar nessa definição extraída do Dicionário de La
atenção dos leitores. Real Academia Espa1ioJa (RAE, 1982), o significado de um tema base ou
A reportagem inclui uma sumária apresentação do entrevistado, reali- introdução desenvolve-se através de uma descrição que contém seus
zada com recursos descritivos, e, imediatamente, desenvolve o diálogo. traços mais relevantes, expressa, com frequência, através de orações
As perguntas são breves e concisas, à medida que estão orientadas para unimembres, constituídos por construções endocêntricas (em nosso
divulgar as opiniões e ideias do entrevistado e não as do entrevistador. exemplo temos uma construção endocêntrica substantiva - o núcleo é um
substantivo rodeado de modificadores "duodécimo e último signo ou parte

Língua Portuguesa 6

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
do Zodíaco, de 30° de amplitude..."), que incorporam maior informação A macroestrutura desses relatos contém, primordialmente, duas cate-
mediante proposições subordinadas adjetivas: "que o Sol percorre aparen- gorias: uma corresponde às condições em que o experimento se realiza,
temente antes de terminar o inverno". isto é, ao registro da situação de experimentação; a outra, ao processo
observado.
As definições contêm, também, informações complementares relacio-
nadas, por exemplo, com a ciência ou com a disciplina em cujo léxico se Nesses textos, então, são utilizadas com frequência orações que co-
inclui o termo a definir (Piscis: Astron.); a origem etimológica do vocábulo meçam com se (condicionais) e com quando (condicional temporal):
("do lat. piscis"); a sua classificação gramatical (s.p.m.), etc.
Se coloco a semente em um composto de areia, terra preta, húmus, a
Essas informações complementares contêm frequentemente planta crescerá mais rápido.
abreviaturas, cujo significado aparece nas primeiras páginas do Dicionário:
Lat., Latim; Astron., Astronomia; s.p.m., substantivo próprio masculino, etc. Quando rego as plantas duas vezes ao dia, os talos começam a
mostrar manchas marrons devido ao excesso de umidade.
O tema-base (introdução) e sua expansão descritiva - categorias bá-
sicas da estrutura da definição - distribuem-se espacialmente em blocos, Estes relatos adotam uma trama descritiva de processo. A variável
nos quais diferentes informações costumam ser codificadas através de tempo aparece através de numerais ordinais: Em uma primeira etapa, é
tipografias diferentes (negrito para o vocabulário a definir; itálico para as possível observar... em uma segunda etapa, aparecem os primeiros brotos
etimologias, etc.). Os diversos significados aparecem demarcados em ...; de advérbios ou de locuções adverbiais: Jogo, antes de, depois de, no
bloco mediante barras paralelas e /ou números. mesmo momento que, etc., dado que a variável temporal é um componen-
te essencial de todo processo. O texto enfatiza os aspectos descritivos,
Prorrogar (Do Jat. prorrogare) V.t.d. l. Continuar, dilatar, estender apresenta as características dos elementos, os traços distintivos de cada
uma coisa por um período determinado. 112. Ampliar, prolongar 113. uma das etapas do processo.
Fazer continuar em exercício; adiar o término de.
O relato pode estar redigido de forma impessoal: coloca-se, colocado
A Nota de Enciclopédia em um recipiente ... Jogo se observa/foi observado que, etc., ou na primei-
ra pessoa do singular, coloco/coloquei em um recipiente ... Jogo obser-
Apresenta, como a definição, um tema-base e uma expansão de tra- vo/observei que ... etc., ou do plural: colocamos em um recipiente... Jogo
ma descritiva; porém, diferencia-se da definição pela organização e pela observamos que... etc. O uso do impessoal enfatiza a distância existente
amplitude desta expansão. entre o experimentador e o experimento, enquanto que a primeira pessoa,
A progressão temática mais comum nas notas de enciclopédia é a de do plural e do singular enfatiza o compromisso de ambos.
temas derivados: os comentários que se referem ao tema-base constitu-
em-se, por sua vez, em temas de distintos parágrafos demarcados por
subtítulos. Por exemplo, no tema República Argentina, podemos encontrar A Monografia
os temas derivados: traços geológicos, relevo, clima, hidrografia, biogeo-
grafia, população, cidades, economia, comunicação, transportes, cultura, Este tipo de texto privilegia a análise e a crítica; a informação sobre
etc. um determinado tema é recolhida em diferentes fontes.

Estes textos empregam, com frequência, esquemas taxionômicos, Os textos monográficos não necessariamente devem ser realizados
nos quais os elementos se agrupam em classes inclusivas e incluídas. Por com base em consultas bibliográficas, uma vez que é possível terem como
exemplo: descreve-se "mamífero" como membro da classe dos vertebra- fonte, por exemplo, o testemunho dos protagonistas dos fatos, testemu-
dos; depois, são apresentados os traços distintivos de suas diversas nhos qualificados ou de especialistas no tema.
variedades: terrestres e aquáticos. As monografias exigem uma seleção rigorosa e uma organização coe-
Uma vez que nestas notas há predomínio da função informativa da rente dos dados recolhidos. A seleção e organização dos dados servem
linguagem, a expansão é construída sobre a base da descrição científica, como indicador do propósito que orientou o trabalho. Se pretendemos, por
que responde às exigências de concisão e de precisão. exemplo, mostrar que as fontes consultadas nos permitem sustentar que
os aspectos positivos da gestão governamental de um determinado per-
As características inerentes aos objetos apresentados aparecem atra- sonagem histórico têm maior relevância e valor do que os aspectos nega-
vés de adjetivos descritivos - peixe de cor amarelada escura, com man- tivos, teremos de apresentar e de categorizar os dados obtidos de tal
chas pretas no dorso, e parte inferior prateada, cabeça quase cônica, forma que esta valorização fique explícita.
olhos muito juntos, boca oblíqua e duas aletas dorsais - que ampliam a
base informativa dos substantivos e, como é possível observar em nosso Nas monografias, é indispensável determinar, no primeiro parágrafo, o
exemplo, agregam qualidades próprias daquilo a que se referem. tema a ser tratado, para abrir espaço à cooperação ativa do leitor que,
conjugando seus conhecimentos prévios e seus propósitos de leitura, fará
O uso do presente marca a temporalidade da descrição, em cujo teci- as primeiras antecipações sobre a informação que espera encontrar e
do predominam os verbos estáticos - apresentar, mostrar, ter, etc. - e os formulará as hipóteses que guiarão sua leitura. Uma vez determinado o
de ligação - ser, estar, parecer, etc. tema, estes textos transcrevem, mediante o uso da técnica de resumo, o
que cada uma das fontes consultadas sustenta sobre o tema, as quais
estarão listadas nas referências bibliográficas, de acordo com as normas
O Relato de Experimentos que regem a apresentação da bibliografia.
Contém a descrição detalhada de um projeto que consiste em O trabalho intertextual (incorporação de textos de outros no tecido do
manipular o ambiente para obter uma nova informação, ou seja, são textos texto que estamos elaborando) manifesta-se nas monografias através de
que descrevem experimentos. construções de discurso direto ou de discurso indireto.
O ponto de partida destes experimentos é algo que se deseja saber, Nas primeiras, incorpora-se o enunciado de outro autor, sem modifi-
mas que não se pode encontrar observando as coisas tais como estão; é cações, tal como foi produzido. Ricardo Ortiz declara: "O processo da
necessário, então, estabelecer algumas condições, criar certas situações economia dirigida conduziu a uma centralização na Capital Federal de
para concluir a observação e extrair conclusões. Muda-se algo para cons- toda tramitação referente ao comércio exterior'] Os dois pontos que pre-
tatar o que acontece. Por exemplo, se se deseja saber em que condições nunciam a palavra de outro, as aspas que servem para demarcá-la, os
uma planta de determinada espécie cresce mais rapidamente, pode-se traços que incluem o nome do autor do texto citado, 'o processo da eco-
colocar suas sementes em diferentes recipientes sob diferentes condições nomia dirigida - declara Ricardo Ortiz - conduziu a uma centralização...')
de luminosidade; em diferentes lugares, areia, terra, água; com diferentes são alguns dos sinais que distinguem frequentemente o discurso direto.
fertilizantes orgânicos, químicos etc., para observar e precisar em que Quando se recorre ao discurso indireto, relata-se o que foi dito por ou-
circunstâncias obtém-se um melhor crescimento. tro, em vez de transcrever textualmente, com a inclusão de elementos

Língua Portuguesa 7

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
subordinadores e dependendo do caso - as conseguintes modificações, ções, etc. Mas todos eles, independente de sua complexidade, comparti-
pronomes pessoais, tempos verbais, advérbios, sinais de pontuação, lham da função apelativa, à medida que prescrevem ações e empregam a
sinais auxiliares, etc. trama descritiva para representar o processo a ser seguido na tarefa
empreendida.
Discurso direto: ‘Ás raízes de meu pensamento – afirmou Echeverría -
nutrem-se do liberalismo’ A construção de muitos destes textos ajusta-se a modelos convencio-
nais cunhados institucionalmente. Por exemplo, em nossa comunidade,
Discurso indireto: 'Écheverría afirmou que as raízes de seu estão amplamente difundidos os modelos de regulamentos de co-
pensamento nutriam -se do liberalismo' propriedade; então, qualquer pessoa que se encarrega da redação de um
Os textos monográficos recorrem, com frequência, aos verbos dis- texto deste tipo recorre ao modelo e somente altera os dados de identifi-
cendi (dizer, expressar, declarar, afirmar, opinar, etc.), tanto para introduzir cação para introduzir, se necessário, algumas modificações parciais nos
os enunciados das fontes como para incorporar os comentários e opiniões direitos e deveres das partes envolvidas.
do emissor. Em nosso cotidiano, deparamo-nos constantemente com textos ins-
Se o propósito da monografia é somente organizar os dados que o trucionais, que nos ajudam a usar corretamente tanto um processador de
autor recolheu sobre o tema de acordo com um determinado critério de alimentos como um computador; a fazer uma comida saborosa, ou a
classificação explícito (por exemplo, organizar os dados em tomo do tipo seguir uma dieta para emagrecer. A habilidade alcançada no domínio
de fonte consultada), sua efetividade dependerá da coerência existente destes textos incide diretamente em nossa atividade concreta. Seu em-
entre os dados apresentados e o princípio de classificação adotado. prego frequente e sua utilidade imediata justificam o trabalho escolar de
abordagem e de produção de algumas de suas variedades, como as
Se a monografia pretende justificar uma opinião ou validar uma hipó- receitas e as instruções.
tese, sua efetividade, então, dependerá da confiabilidade e veracidade das
fontes consultadas, da consistência lógica dos argumentos e da coerência As Receitas e as Instruções
estabelecida entre os fatos e a conclusão. Referimo-nos às receitas culinárias e aos textos que trazem instru-
Estes textos podem ajustar-se a diferentes esquemas lógicos do tipo ções para organizar um jogo, realizar um experimento, construir um artefa-
problema /solução, premissas /conclusão, causas / efeitos. to, fabricar um móvel, consertar um objeto, etc.
Os conectores lógicos oracionais e extra-oracionais são marcas lin- Estes textos têm duas partes que se distinguem geralmente a partir
guísticas relevantes para analisar as distintas relações que se estabele- da especialização: uma, contém listas de elementos a serem utilizados
cem entre os dados e para avaliar sua coerência. (lista de ingredientes das receitas, materiais que são manipulados no
experimento, ferramentas para consertar algo, diferentes partes de um
A Biografia aparelho, etc.), a outra, desenvolve as instruções.
É uma narração feita por alguém acerca da vida de outra(s) As listas, que são similares em sua construção às que usamos habi-
pessoa(s). Quando o autor conta sua própria vida, considera-se uma tualmente para fazer as compras, apresentam substantivos concretos
autobiografia. acompanhados de numerais (cardinais, partitivos e múltiplos).
Estes textos são empregados com frequência na escola, para apre- As instruções configuram-se, habitualmente, com orações bimembres,
sentar ou a vida ou algumas etapas decisivas da existência de persona- com verbos no modo imperativo (misture a farinha com o fermento), ou
gens cuja ação foi qualificada como relevante na história. orações unimembres formadas por construções com o verbo no infinitivo
Os dados biográficos ordenam-se, em geral, cronologicamente, e, da- (misturar a farinha com o açúcar).
do que a temporalidade é uma variável essencial do tecido das biografias, Tanto os verbos nos modos imperativo, subjuntivo e indicativo como
em sua construção, predominam recursos linguísticos que asseguram a as construções com formas nominais gerúndio, particípio, infinitivo apare-
conectividade temporal: advérbios, construções de valor semântico adver- cem acompanhados por advérbios palavras ou por locuções adverbiais
bial (Seus cinco primeiros anos transcorreram na tranquila segurança de que expressam o modo como devem ser realizadas determinadas ações
sua cidade natal Depois, mudou-se com a família para La Prata), proposi- (separe cuidadosamente as claras das gemas, ou separe com muito
ções temporais (Quando se introduzia obsessivamente nos tortuosos cuidado as claras das gemas). Os propósitos dessas ações aparecem
caminhos da novela, seus estudos de física ajudavam-no a reinstalar-se estruturados visando a um objetivo (mexa lentamente para diluir o conteú-
na realidade), etc. do do pacote em água fria), ou com valor temporal final (bata o creme com
A veracidade que exigem os textos de informação científica mani- as claras até que fique numa consistência espessa). Nestes textos inclui-
festa-se nas biografias através das citações textuais das fontes dos dados se, com frequência, o tempo do receptor através do uso do dêixis de lugar
apresentados, enquanto a ótica do autor é expressa na seleção e no modo e de tempo: Aqui, deve acrescentar uma gema. Agora, poderá mexer
de apresentação destes dados. Pode-se empregar a técnica de acumula- novamente. Neste momento, terá que correr rapidamente até o lado
ção simples de dados organizados cronologicamente, ou cada um destes oposto da cancha. Aqui pode intervir outro membro da equipe.
dados pode aparecer acompanhado pelas valorações do autor, de acordo TEXTOS EPISTOLARES
com a importância que a eles atribui.
Os textos epistolares procuram estabelecer uma comunicação por es-
Atualmente, há grande difusão das chamadas "biografias não - crito com um destinatário ausente, identificado no texto através do cabeça-
autorizadas" de personagens da política, ou do mundo da Arte. Uma lho. Pode tratar-se de um indivíduo (um amigo, um parente, o gerente de
característica que parece ser comum nestas biografias é a inten- uma empresa, o diretor de um colégio), ou de um conjunto de indivíduos
cionalidade de revelar a personagem através de uma profusa acumulação designados de forma coletiva (conselho editorial, junta diretora).
de aspectos negativos, especialmente aqueles que se relacionam a defei-
tos ou a vícios altamente reprovados pela opinião pública. Estes textos reconhecem como portador este pedaço de papel que,
de forma metonímica, denomina-se carta, convite ou solicitação, depen-
TEXTOS INSTRUCIONAIS dendo das características contidas no texto.
Estes textos dão orientações precisas para a realização das mais di- Apresentam uma estrutura que se reflete claramente em sua organi-
versas atividades, como jogar, preparar uma comida, cuidar de plantas ou zação espacial, cujos componentes são os seguintes: cabeçalho, que
animais domésticos, usar um aparelho eletrônico, consertar um carro, etc. estabelece o lugar e o tempo da produção, os dados do destinatário e a
Dentro desta categoria, encontramos desde as mais simples receitas forma de tratamento empregada para estabelecer o contato: o corpo, parte
culinárias até os complexos manuais de instrução para montar o motor de do texto em que se desenvolve a mensagem, e a despedida, que inclui a
um avião. Existem numerosas variedades de textos instrucionais: além de saudação e a assinatura, através da qual se introduz o autor no texto. O
receitas e manuais, estão os regulamentos, estatutos, contratos, instru- grau de familiaridade existente entre emissor e destinatário é o princípio

Língua Portuguesa 8

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
que orienta a escolha do estilo: se o texto é dirigido a um familiar ou a um A argumentação destas solicitações institucionalizaram-se de tal ma-
amigo, opta-se por um estilo informal; caso contrário, se o destinatário é neira que aparece contida nas instruções de formulários de emprego, de
desconhecido ou ocupa o nível superior em uma relação assimétrica solicitação de bolsas de estudo, etc.
(empregador em relação ao empregado, diretor em relação ao aluno, etc.), Texto extraído de: ESCOLA, LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS, Ana Maria
impõe-se o estilo formal. Kaufman, Artes Médicas, Porto Alegre, RS.

A Carta
As cartas podem ser construídas com diferentes tramas (narrativa e EXERCÍCIOS – INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
argumentativa), em tomo das diferentes funções da linguagem (informati-
va, expressiva e apelativa).
Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto que
Referimo-nos aqui, em particular, às cartas familiares e amistosas, is- segue.
to é, aqueles escritos através dos quais o autor conta a um parente ou a No coração do progresso
um amigo eventos particulares de sua vida. Estas cartas contêm aconte- Há séculos a civilização ocidental vem correndo atrás de tudo o que
cimentos, sentimentos, emoções, experimentados por um emissor que classifica como progresso. Essa palavra mágica aplica-se tanto à inven-
percebe o receptor como ‘cúmplice’, ou seja, como um destinatário com- ção do aeroplano ou à descoberta do DNA como à promoção do papai no
prometido afetivamente nessa situação de comunicação e, portanto, capaz novo emprego. “Estou fazendo progressos”, diz a titia, quando enfim
de extrair a dimensão expressiva da mensagem. acerta a mão numa velha receita. Mas quero chegar logo ao ponto, e
Uma vez que se trata de um diálogo à distância com um receptor co- convidar o leitor a refletir sobre o sentido dessa palavra, que sempre
nhecido, opta-se por um estilo espontâneo e informal, que deixa transpa- pareceu abrir todas as portas para uma vida melhor.
recer marcas da oraljdade: frases inconclusas, nas quais as reticências Quando, muitos anos atrás, num daqueles documentários de cinema,
habilitam múltiplas interpretações do receptor na tentativa de concluí-las; via-se uma floresta sendo derrubada para dar lugar a algum empreendimen-
perguntas que procuram suas respostas nos destinatários; perguntas que to, ninguém tinha dúvida em dizer ou pensar: é o progresso. Uma represa
encerram em si suas próprias respostas (perguntas retóricas); pontos de monumental era progresso. Cada novo produto químico era um progresso.
exclamação que expressam a ênfase que o emissor dá a determinadas As coisas não mudaram tanto: continuamos a usar indiscriminadamente a
expressões que refletem suas alegrias, suas preocupações, suas dúvidas. palavrinha mágica. Mas não deixaram de mudar um pouco: desde que a
Ecologia saiu das academias, divulgou-se, popularizou-se e tornou-se,
Estes textos reúnem em si as diferentes classes de orações. As
efetivamente, um conjunto de iniciativas em favor da preservação ambiental
enunciativas, que aparecem nos fragmentos informativos, alternam-se
e da melhoria das condições da vida em nosso pequenino planeta.
com as dubitativas, desiderativas, interrogativas, exclamativas, para
manifestar a subjetividade do autor. Esta subjetividade determina também Para isso, foi preciso determinar muito bem o sentido de progresso. Do
o uso de diminutivos e aumentativos, a presença frequente de adjetivos ponto de vista material, considera-se ganho humano apenas aquilo que
qualificativos, a ambiguidade lexical e sintática, as repetições, as interjei- concorre para equilibrar a ação transformadora do homem sobre a natureza
ções. e a integridade da vida natural. Desenvolvimento, sim, mas sustentável: o
adjetivo exprime uma condição, para cercear as iniciativas predatórias. Cada
A Solicitação novidade tecnológica há de ser investigada quanto a seus efeitos sobre o
É dirigida a um receptor que, nessa situação comunicativa estabeleci- homem e o meio em que vive. Cada intervenção na natureza há de adequar-
da pela carta, está revestido de autoridade à medida que possui algo ou se a um planejamento que considere a qualidade e a extensão dos efeitos.
tem a possibilidade de outorgar algo que é considerado valioso pelo Em suma: já está ocorrendo, há algum tempo, uma avaliação ética e
emissor: um emprego, uma vaga em uma escola, etc. política de todas as formas de progresso que afetam nossa relação com o
Esta assimetria entre autor e leitor um que pede e outro que pode ce- mundo e, portanto, a qualidade da nossa vida. Não é pouco, mas ainda
não é suficiente. Aos cientistas, aos administradores, aos empresários,
der ou não ao pedido, — obriga o primeiro a optar por um estilo formal,
aos industriais e a todos nós – cidadãos comuns – cabe a tarefa cotidiana
que recorre ao uso de fórmulas de cortesia já estabelecidas con-
vencionalmente para a abertura e encerramento (atenciosamente ..com de zelarmos por nossas ações que inflectem sobre qualquer aspecto da
votos de estima e consideração . . . / despeço-me de vós respeitosamente qualidade de vida. A tarefa começa em nossa casa, em nossa cozinha e
. ../ Saúdo-vos com o maior respeito), e às frases feitas com que se inici- banheiro, em nosso quintal e jardim – e se estende à preocupação com a
am e encerram-se estes textos (Dirijo-me a vós a fim de solicitar-lhe que ... rua, com o bairro, com a cidade.
O abaixo-assinado, Antônio Gonzalez, D.NJ. 32.107 232, dirigi-se ao “Meu coração não é maior do que o mundo”, dizia o poeta. Mas um
Senhor Diretor do Instituto Politécnico a fim de solicitar-lhe...) mundo que merece a atenção do nosso coração e da nossa inteligência é,
certamente, melhor do que este em que estamos vivendo.
As solicitações podem ser redigidas na primeira ou terceira pessoa do
singular. As que são redigidas na primeira pessoa introduzem o emissor Não custa interrogar, a cada vez que alguém diz progresso, o sentido
através da assinatura, enquanto que as redigidas na terceira pessoa preciso – talvez oculto - da palavra mágica empregada. (Alaor Adauto de
identificam-no no corpo do texto (O abaixo assinado, Juan Antonio Pérez, Mello)
dirige-se a...).
1. Centraliza-se, no texto, uma concepção de progresso, segundo a
A progressão temática dá-se através de dois núcleos informativos: o qual este deve ser
primeiro determina o que o solicitante pretende; o segundo, as condições (A)) equacionado como uma forma de equilíbrio entre as atividades
que reúne para alcançar aquilo que pretende. Estes núcleos, demarcados humanas e o respeito ao mundo natural.
por frases feitas de abertura e encerramento, podem aparecer invertidos (B) identificado como aprimoramento tecnológico que resulte em ativi-
em algumas solicitações, quando o solicitante quer enfatizar suas condi- dade economicamente viável.
ções; por isso, as situa em um lugar preferencial para dar maior força à (C) caracterizado como uma atividade que redunde em maiores lucros
sua apelação. para todos os indivíduos de uma comunidade.
Essas solicitações, embora cumpram uma função apelativa, mostram (D) definido como um atributo da natureza que induz os homens a
um amplo predomínio das orações enunciativas complexas, com inclusão aproveitarem apenas o que é oferecido em sua forma natural.
tanto de proposições causais, consecutivas e condicionais, que permitem (E) aceito como um processo civilizatório que implique melhor distribui-
desenvolver fundamentações, condicionamentos e efeitos a alcançar, ção de renda entre todos os agentes dos setores produtivos.
como de construções de infinitivo ou de gerúndio: para alcançar essa
posição, o solicitante lhe apresenta os seguintes antecedentes... (o infiniti- 2. Considere as seguintes afirmações:
vo salienta os fins a que se persegue), ou alcançando a posição de... (o I. A banalização do uso da palavra progresso é uma consequência
gerúndio enfatiza os antecedentes que legitimam o pedido). do fato de que a Ecologia deixou de ser um assunto acadêmico.

Língua Portuguesa 9

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
II. A expressão desenvolvimento sustentável pressupõe que haja Está correto APENAS o que se afirmar em
formas de desenvolvimento nocivas e predatórias. (A) I.
III. Entende o autor do texto que a magia da palavra progresso advém (B)) II.
do uso consciente e responsável que a maioria das pessoas vem (C) III.
fazendo dela. (D) I e II.
Em relação ao texto está correto APENAS que se afirmar em (E) II e III.
(A) I. (B))II.
(C) III. (D) I e II. (E) II e III. 8. A palavra progresso frequenta todas as bocas, todas pronunciam a
palavra progresso, todas atribuem a essa palavra sentidos mágicos
3. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente uma frase do que elevam essa palavra ao patamar dos nomes miraculosos.
texto em: Evitam-se as repetições viciosas da frase acima substituindo-se os
(A) Mas quero chegar logo ao ponto = devo me antecipar a qualquer elementos sublinhados, na ordem dada, por:
conclusão. (A)) a pronunciam - lhe atribuem - a elevam
(B) continuamos a usar indiscriminadamente a palavrinha mágica = (B) a pronunciam - atribuem-na - elevam-na
seguimos chamando de mágico tudo o que julgamos sem precon-
(C) lhe pronunciam - lhe atribuem - elevam-lhe
ceito.
(C) para cercear as iniciativas predatórias = para ir ao encontro das (D) a ela pronunciam - a ela atribuem - lhe elevam
ações voluntariosas. (E) pronunciam-na - atribuem-na - a elevam
(D) ações que inflectem sobre qualquer aspecto da qualidade da vida =
práticas alheias ao que diz respeito às condições de vida. 9. Está clara e correta a redação da seguinte frase:
(E)) há de adequar-se a um planejamento = deve ir ao encontro do que (A) Caso não se determine bem o sentido da palavra progresso, pois
está planificado. que é usada indiscriminadamente, ainda assim se faria necessário
que reflitamos sobre seu verdadeiro sentido.
4. Cada intervenção na natureza há de adequar-se a um planejamento (B) Ao dizer o poeta que seu coração não é maior do que o mundo,
pelo qual se garanta que a qualidade da vida seja preservada. devemos nos inspirar para que se estabeleça entre este e o nosso
Os tempos e os modos verbais da frase acima continuarão correta- coração os compromissos que se reflitam numa vida melhor.
mente articulados caso se substituam as formas sublinhadas, na (C) Nada é desprezível no espaço do mundo, que não mereça nossa
ordem em que surgem, por atenção quanto ao fato de que sejamos responsáveis por sua me-
(A) houve - garantiria – é (B) haveria - garantiu - teria lhoria, seja o nosso quintal, nossa rua, enfim, onde se esteja.
sido (D)) Todo desenvolvimento definido como sustentável exige, para fazer
(C) haveria - garantisse – fosse (D) haverá - garantisse - e jus a esse adjetivo, cuidados especiais com o meio ambiente, para
(E) havia - garantiu – é que não venham a ser nocivos seus efeitos imediatos ou futuros.
(E) Tem muita ciência que, se saísse das limitações acadêmicas, acaba-
5. As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas riam por se revelarem mais úteis e mais populares, em vista da Eco-
na frase: logia, cujas consequências se sente mesmo no âmbito da vida prática.
(A)) Já faz muitos séculos que se vêm atribuindo à palavra progresso
algumas conotações mágicas. 10. Está inteiramente correta a pontuação do seguinte período:
(B) Deve-se ao fato de usamos muitas palavras sem conhecer seu (A) Toda vez que é pronunciada, a palavra progresso, parece abrir a
sentido real muitos equívocos ideológicos. porta para um mundo, mágico de prosperidade garantida.
(C) Muitas coisas a que associamos o sentido de progresso não chega (B)) Por mínimas que pareçam, há providências inadiáveis, ações
a representarem, de fato, qualquer avanço significativo. aparentemente irrisórias, cuja execução cotidiana é, no entanto, im-
(D) Se muitas novidades tecnológicas houvesse de ser investigadas a portantíssima.
fundo, veríamos que são irrelevantes para a melhoria da vida. (C) O prestígio da palavra progresso, deve-se em grande parte ao
(E) Começam pelas preocupações com nossa casa, com nossa rua, modo irrefletido, com que usamos e abusamos, dessa palavrinha
com nossa cidade a tarefa de zelarmos por uma boa qualidade da mágica.
vida. (D) Ainda que traga muitos benefícios, a construção de enormes repre-
sas, costuma trazer também uma série de consequências ambien-
6. Está correto o emprego de ambas as expressões sublinhadas na
tais que, nem sempre, foram avaliadas.
frase:
(E) Não há dúvida, de que o autor do texto aderiu a teses ambientalis-
(A) De tudo aquilo que classificamos como progresso costumamos
tas segundo as quais, o conceito de progresso está sujeito a uma
atribuir o sentido de um tipo de ganho ao qual não queremos abrir
permanente avaliação.
mão.
(B) É preferível deixar intacta a mata selvagem do que destruí-la em
nome de um benefício em que quase ninguém desfrutará. Leia o texto a seguir para responder às questões de números 11 a 24.
(C) A titia, cuja a mão enfim acertou numa velha receita, não hesitou
em ver como progresso a operação à qual foi bem sucedida. De um lado estão os prejuízos e a restrição de direitos causados pe-
(D) A precisão da qual se pretende identificar o sentido de uma palavra los protestos que param as ruas de São Paulo. De outro está o direito à
depende muito do valor de contexto a que lhe atribuímos. livre manifestação, assegurado pela Carta de 1988. Como não há fórmula
(E)) As inovações tecnológicas de cujo benefício todos se aproveitam perfeita de arbitrar esse choque entre garantias democráticas fundamen-
representam, efetivamente, o avanço a que se costuma chamar tais, cabe lançar mão de medidas pontuais – e sobretudo de bom senso.
progresso. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estima em R$ 3 mi-
lhões o custo para a população dos protestos ocorridos nos últimos três
7. Considere as seguintes afirmações, relativas a aspectos da cons- anos na capital paulista. O cálculo leva em conta o combustível consumido
trução ou da expressividade do texto: e as horas perdidas de trabalho durante os engarrafamentos causados por
I. No contexto do segundo parágrafo, a forma plural não mudaram protestos. Os carros enfileirados por conta de manifestações nesses três
tanto atende à concordância com academias. anos praticamente cobririam os 231 km que separam São Paulo de São
II. No contexto do terceiro parágrafo, a expressão há de adequar-se Carlos.
exprime um dever imperioso, uma necessidade premente.
III. A expressão Em suma, tal como empregada no quarto parágrafo, A Justiça é o meio mais promissor, em longo prazo, para desestimular
anuncia a abertura de uma linha de argumentação ainda inexplora- os protestos abusivos que param o trânsito nos horários mais inconvenien-
da no texto. tes e acarretam variados transtornos a milhões de pessoas. É adequada a
atitude da CET de enviar sistematicamente ao Ministério Público relatórios
Língua Portuguesa 10

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
com os prejuízos causados em cada manifestação feita fora de horários e (E) satisfação, porque cita casos em que a Justiça já teve êxito em
locais sugeridos pela agência ou sem comunicação prévia. impedir protestos em horários inconvenientes e em avenidas movi-
mentadas.
Com base num documento da CET, por exemplo, a Procuradoria aci-
onou um líder de sindicato, o qual foi condenado em primeira instância a 16. De acordo com o texto, a atitude da Companhia de Engenharia de
pagar R$ 3,3 milhões aos cofres públicos, a título de reparação. O direito à Tráfego de enviar periodicamente relatórios sobre os prejuízos cau-
livre manifestação está previsto na Constituição. No entanto, tal direito não sados em cada manifestação é
anula a responsabilização civil e criminal em caso de danos provocados (A) pertinente. (B) indiferente.
pelos protestos. (C) irrelevante. (D) onerosa. (E) inofensiva.
O poder público deveria definir, de preferência em negociação com as
categorias que costumam realizar protestos na capital, horários e locais 17. No quarto parágrafo, o fato de a Procuradoria condenar um líder
vedados às passeatas. Práticas corriqueiras, como a paralisia de avenidas sindical
essenciais para o tráfego na capital nos horários de maior fluxo, deveriam (A) é ilegal e fere os preceitos da Carta de 1998.
ser abolidas. (B) deve ser comemorada, ainda que viole a Constituição.
(Folha de S.Paulo, 29.09.07. Adaptado) (C) é legal, porque o direito à livre manifestação não isenta o manifes-
tante da responsabilidade pelos danos causados.
11. De acordo com o texto, é correto afirmar que (D) é nula, porque, segundo o direito à livre manifestação, o acusado
(A) a Companhia de Engenharia de Tráfego não sabe mensurar o custo poderá entrar com recurso.
dos protestos ocorridos nos últimos anos. (E) é inédita, porque, pela primeira vez, apesar dos direitos assegura-
(B) os prejuízos da ordem de R$ 3 milhões em razão dos engarrafa- dos, um manifestante será punido.
mentos já foram pagos pelos manifestantes.
18. Dentre as soluções apontadas, no último parágrafo, para resolver o
(C) os protestos de rua fazem parte de uma sociedade democrática e
conflito, destaca-se
são permitidos pela Carta de 1988.
(A) multa a líderes sindicais.
(D) após a multa, os líderes de sindicato resolveram organizar protestos (B) fiscalização mais rígida por parte da Companhia de Engenharia de
de rua em horários e locais predeterminados. Tráfego.
(E) o Ministério Público envia com frequência estudos sobre os custos (C) o fim dos protestos em qualquer via pública.
das manifestações feitas de forma abusiva. (D) fixar horários e locais proibidos para os protestos de rua.
(E) negociar com diferentes categorias para que não façam mais mani-
12. No primeiro parágrafo, afirma-se que não há fórmula perfeita para festações.
solucionar o conflito entre manifestantes e os prejuízos causados ao
restante da população. A saída estaria principalmente na 19. No trecho – É adequada a atitude da CET de enviar relatórios –,
(A) sensatez. substituindo-se o termo atitude por comportamentos, obtém-se, de
(B) Carta de 1998. acordo com as regras gramaticais, a seguinte frase:
(C) Justiça. (A) É adequada comportamentos da CET de enviar relatórios.
(D) Companhia de Engenharia de Tráfego. (B) É adequado comportamentos da CET de enviar relatórios.
(E) na adoção de medidas amplas e profundas. (C) São adequado os comportamentos da CET de enviar relatórios.
(D) São adequadas os comportamentos da CET de enviar relatórios.
13. De acordo com o segundo parágrafo do texto, os protestos que (E) São adequados os comportamentos da CET de enviar relatórios.
param as ruas de São Paulo representam um custo para a popula-
ção da cidade. O cálculo desses custos é feito a partir 20. No trecho – No entanto, tal direito não anula a responsabilização
(A) das multas aplicadas pela Companhia de Engenharia de Tráfego civil e criminal em caso de danos provocados pelos protestos –, a
(CET). locução conjuntiva no entanto indica uma relação de
(B) dos gastos de combustível e das horas de trabalho desperdiçadas (A) causa e efeito. (B) oposição.
em engarrafamentos. (C) comparação. (D) condição. (E) explicação.
(C) da distância a ser percorrida entre as cidades de São Paulo e São
Carlos. 21. “Não há fórmula perfeita de arbitrar esse choque.” Nessa frase, a
(D) da quantidade de carros existentes entre a capital de São Paulo e palavra arbitrar é um sinônimo de
São Carlos. (A) julgar. (B) almejar.
(E) do número de usuários de automóveis particulares da cidade de (C) condenar. (D) corroborar. (E) descriminar.
São Paulo.
22. No trecho – A Justiça é o meio mais promissor para desestimular os
protestos abusivos – a preposição para estabelece entre os termos
14. A quantidade de carros parados nos engarrafamentos, em razão
uma relação de
das manifestações na cidade de São Paulo nos últimos três anos, é
(A) tempo. (B) posse.
equiparada, no texto,
(C) causa. (D) origem. (E) finalidade.
(A) a R$ 3,3 milhões.
(B) ao total de usuários da cidade de São Carlos. 23. Na frase – O poder público deveria definir horários e locais –, subs-
(C) ao total de usuários da cidade de São Paulo. tituindo-se o verbo definir por obedecer, obtém-se, segundo as re-
(D) ao total de combustível economizado. gras de regência verbal, a seguinte frase:
(E) a uma distância de 231 km. (A) O poder público deveria obedecer para horários e locais.
(B) O poder público deveria obedecer a horários e locais.
15. No terceiro parágrafo, a respeito do poder da Justiça em coibir os (C) O poder público deveria obedecer horários e locais.
protestos abusivos, o texto assume um posicionamento de (D) O poder público deveria obedecer com horários e locais.
(A) indiferença, porque diz que a decisão não cabe à Justiça. (E) O poder público deveria obedecer os horários e locais.
(B) entusiasmo, porque acredita que o órgão já tem poder para impedir
protestos abusivos. 24. Transpondo para a voz passiva a frase – A Procuradoria acionou
(C) decepção, porque não vê nenhum exemplo concreto do órgão para um líder de sindicato – obtém-se:
impedir protestos em horários de pico. (A) Um líder de sindicato foi acionado pela Procuradoria.
(D) confiança, porque acredita que, no futuro, será uma forma bem- (B) Acionaram um líder de sindicato pela Procuradoria.
sucedida de desestimular protestos abusivos. (C) Acionaram-se um líder de sindicato pela Procuradoria.

Língua Portuguesa 11

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
(D) Um líder de sindicato será acionado pela Procuradoria. 27. Assinale a alternativa em que se repete o tipo de oração introduzida
(E) A Procuradoria foi acionada por um líder de sindicato. pela conjunção se, empregado na frase – Questionamos também se
uma corporação profissional deve ter carta-branca para determinar
Leia o texto para responder às questões de números 25 a 34. a dificuldade das provas, ...
(A) A sociedade não chega a saber se os advogados são muito corpo-
DIPLOMA E MONOPÓLIO rativos.
Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de direito e me- (B) Se os advogados aprendem pouco, a culpa é da fragilidade do
dicina no Brasil. É embaraçoso verificar que ainda não foram resolvidos os ensino básico.
enguiços entre diplomas e carreiras. Falta-nos descobrir que a concorrên- (C) O advogado afirma que se trata de uma questão secundária.
cia (sob um bom marco regulatório) promove o interesse da sociedade e (D) É um curso no qual se exercita lógica rigorosa.
que o monopólio só é bom para quem o detém. Não fora essa ignorância, (E) No curso de direito, lê-se bastante.
como explicar a avalanche de leis que protegem monopólios espúrios para
o exercício profissional? 28. Assinale a alternativa em que se admite a concordância verbal tanto
Desde a criação dos primeiros cursos de direito, os graduados apenas no singular como no plural como em: A maioria dos advogados
ocasionalmente exercem a profissão. Em sua maioria, sempre ocuparam ocupam postos de destaque na política e no mundo dos negócios.
postos de destaque na política e no mundo dos negócios. Nos dias de (A) Como o direito, a medicina é uma carreira estritamente profissional.
hoje, nem 20% advogam. (B) Os Estados Unidos e a Alemanha não oferecem cursos de adminis-
tração em nível de bacharelado.
Mas continua havendo boas razões para estudar direito, pois esse é
(C) Metade dos cursos superiores carecem de boa qualificação.
um curso no qual se exercita lógica rigorosa, se lê e se escreve bastante.
(D) As melhores universidades do país abastecem o mercado de traba-
Torna os graduados mais cultos e socialmente mais produtivos do que se
lho com bons profissionais.
não houvessem feito o curso. Se aprendem pouco, paciência, a culpa é
(E) A abertura de novos cursos tem de ser controlada por órgãos
mais da fragilidade do ensino básico do que das faculdades. Diante dessa
oficiais.
polivalência do curso de direito, os exames da OAB são uma solução
brilhante. Aqueles que defenderão clientes nos tribunais devem demons-
trar nessa prova um mínimo de conhecimento. Mas, como os cursos são 29. Assinale a alternativa que apresenta correta correlação de tempo
também úteis para quem não fez o exame da Ordem ou não foi bem verbal entre as orações.
sucedido na prova, abrir ou fechar cursos de “formação geral” é assunto (A) Se os advogados demonstrarem um mínimo de conhecimento,
do MEC, não da OAB. A interferência das corporações não passa de uma poderiam defender bem seus clientes.
prática monopolista e ilegal em outros ramos da economia. Questionamos (B) Embora tivessem cursado uma faculdade, não se desenvolveram
também se uma corporação profissional deve ter carta-branca para deter- intelectualmente.
minar a dificuldade das provas, pois essa é também uma forma de limitar (C) É possível que os novos cursos passam a ter fiscalização mais
a concorrência – mas trata-se aí de uma questão secundária. (...) severa.
(D) Se não fosse tanto desconhecimento, o desempenho poderá ser
(Veja, 07.03.2007. Adaptado)
melhor.
(E) Seria desejável que os enguiços entre diplomas e carreiras se
25. Assinale a alternativa que reescreve, com correção gramatical, as resolvem brevemente.
frases: Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de di-
reito e medicina no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não 30. A substituição das expressões em destaque por um pronome pes-
foram resolvidos os enguiços entre diplomas e carreiras. soal está correta, nas duas frases, de acordo com a norma culta,
(A) Faz quase dois séculos que se fundou escolas de direito e medicina em:
no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveu os (A) I. A concorrência promove o interesse da sociedade. / A concorrên-
enguiços entre diplomas e carreiras. cia promove-o. II. Aqueles que defenderão clientes. / Aqueles que
(B) Faz quase dois séculos que se fundava escolas de direito e medici- lhes defenderão.
na no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveram (B) I. O governo fundou escolas de direito e de medicina. / O governo
os enguiços entre diplomas e carreiras. fundou elas. II. Os graduados apenas ocasionalmente exercem a
(C) Faz quase dois séculos que se fundaria escolas de direito e medici- profissão. / Os graduados apenas ocasionalmente exercem-la.
na no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveu os (C) I. Torna os graduados mais cultos. / Torna-os mais cultos. II. É
enguiços entre diplomas e carreiras. preciso mencionar os cursos de administração. / É preciso mencio-
(D) Faz quase dois séculos que se fundara escolas de direito e medici- nar-lhes.
na no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolvera os (D) I. Os advogados devem demonstrar muitos conhecimentos. Os
enguiços entre diplomas e carreiras. advogados devem demonstrá-los. II. As associações mostram à so-
(E) Faz quase dois séculos que se fundaram escolas de direito e medi- ciedade o seu papel. / As associações mostram-lhe o seu papel.
cina no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolve- (E) I. As leis protegem os monopólios espúrios. / As leis protegem-os.
ram os enguiços entre diplomas e carreiras. II. As corporações deviam fiscalizar a prática profissional. / As cor-
porações deviam fiscalizá-la.
26. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, de
acordo com a norma culta, as frases: O monopólio só é bom para 31. Assinale a alternativa em que as palavras em destaque exercem,
aqueles que _______. / Nos dias de hoje, nem 20% advogam, e ape- respectivamente, a mesma função sintática das expressões assinala-
nas 1% ________. / Em sua maioria, os advogados sempre das em: Os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão.
________. (A) Se aprendem pouco, a culpa é da fragilidade do ensino básico.
(A) o retêem / obtem sucesso / se apropriaram os postos de destaque (B) A interferência das corporações não passa de uma prática monopolis-
na política e no mundo dos negócios ta.
(B) o retém / obtém sucesso / se apropriaram aos postos de destaque (C) Abrir e fechar cursos de “formação geral” é assunto do MEC.
na política e no mundo dos negócios (D) O estudante de direito exercita preferencialmente uma lógica rigorosa.
(C) o retém / obtêem sucesso / se apropriaram os postos de destaque (E) Boas razões existirão sempre para o advogado buscar conhecimento.
na política e no mundo dos negócios
(D) o retêm / obtém sucesso / sempre se apropriaram de postos de 32. Assinale a alternativa que reescreve a frase de acordo com a norma
destaque na política e no mundo dos negócios culta.
(E) o retem / obtêem sucesso / se apropriaram de postos de destaque (A) Os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão. / Os
na política e no mundo dos negócios graduados apenas ocasionalmente se dedicam a profissão.

Língua Portuguesa 12

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
(B) Os advogados devem demonstrar nessa prova um mínimo de (B) às considerações sobre a etimologia dessa palavra.
conhecimento. / Os advogados devem primar nessa prova por um (C) aos métodos com que as ciências sociais a analisam.
mínimo de conhecimento. (D) às íntimas conexões que ela mantém com o Direito.
(C) Ele não fez o exame da OAB. / Ele não procedeu o exame da OAB. (E) às perspectivas em que é considerada pelos acadêmicos.
(D) As corporações deviam promover o interesse da sociedade. / As
corporações deviam almejar do interesse da sociedade. 36. A concepção de ética atribuída a Adolfo Sanchez Vasquez é reto-
(E) Essa é uma forma de limitar a concorrência. / Essa é uma forma de mada na seguinte expressão do texto:
restringir à concorrência. (A) núcleo especulativo e reflexivo.
(B) objeto descritível de uma Ciência.
33. Assinale a alternativa em que o período formado com as frases I, II e (C) explicação dos fatos morais.
III estabelece as relações de condição entre I e II e de adição entre I e (D) parte da Filosofia.
III. (E) comportamento consequencial.
I. O advogado é aprovado na OAB.
37. No texto, a terceira acepção da palavra ética deve ser entendida
II. O advogado raciocina com lógica. como aquela em que se considera, sobretudo,
III. O advogado defende o cliente no tribunal. (A) o valor desejável da ação humana.
(A) Se o advogado raciocinar com lógica, ele será aprovado na OAB e (B) o fundamento filosófico da moral.
defenderá o cliente no tribunal com sucesso. (C) o rigor do método de análise.
(B) O advogado defenderá o cliente no tribunal com sucesso, mas terá (D) a lucidez de quem investiga o fato moral.
de raciocinar com lógica e ser aprovado na OAB. (E) o rigoroso legado da jurisprudência.
(C) Como raciocinou com lógica, o advogado será aprovado na OAB e
defenderá o cliente no tribunal com sucesso. 38. Dá-se uma íntima conexão entre a Ética e o Direito quando ambos
(D) O advogado defenderá o cliente no tribunal com sucesso porque revelam, em relação aos valores morais da conduta, uma preocupa-
raciocinou com lógica e foi aprovado na OAB. ção
(E) Uma vez que o advogado raciocinou com lógica e foi aprovado na (A) filosófica. (B) descritiva.
OAB, ele poderá defender o cliente no tribunal com sucesso. (C) prescritiva. (D) contestatária. (E) tradicionalista.

34. Na frase – Se aprendem pouco, paciência, a culpa é mais da fragili- 39. Considerando-se o contexto do último parágrafo, o elemento subli-
dade do ensino básico do que das faculdades. – a palavra paciência nhado pode ser corretamente substituído pelo que está entre parên-
vem entre vírgulas para, no contexto, teses, sem prejuízo para o sentido, no seguinte caso:
(A) garantir a atenção do leitor. (A) (...) a colocará em íntima conexão com o Direito. (inclusão)
(B) separar o sujeito do predicado. (B) (...) os valores morais dariam o balizamento do agir (...) (arremate)
(C) intercalar uma reflexão do autor. (C) (...) qualificação do comportamento do homem como ser em situa-
(D) corrigir uma afirmação indevida. ção. (provisório)
(E) retificar a ordem dos termos. (D) (...) nem tampouco como fenômeno especulativo. (nem, ainda)
Atenção: As questões de números 35 a 42 referem-se ao texto abai- (E) (...) de um agir, de um comportamento consequencial... (concessi-
xo. vo)

SOBRE ÉTICA 40. As normas de concordância estão plenamente observadas na frase:


(A) Costumam-se especular, nos meios acadêmicos, em torno de três
A palavra Ética é empregada nos meios acadêmicos em três acep-
acepções de Ética.
ções. Numa, faz-se referência a teorias que têm como objeto de estudo o
(B) As referências que se faz à natureza da ética consideram-na, com
comportamento moral, ou seja, como entende Adolfo Sanchez Vasquez,
muita frequência, associada aos valores morais.
“a teoria que pretende explicar a natureza, fundamentos e condições da
(C) Não coubessem aos juristas aproximar-se da ética, as leis deixari-
moral, relacionando-a com necessidades sociais humanas.” Teríamos,
am de ter a dignidade humana como balizamento.
assim, nessa acepção, o entendimento de que o fenômeno moral pode ser
(D) Não derivam das teorias, mas das práticas humanas, o efetivo valor
estudado racional e cientificamente por uma disciplina que se propõe a
de que se impregna a conduta dos indivíduos.
descrever as normas morais ou mesmo, com o auxílio de outras ciências,
(E) Convém aos filósofos e juristas, quaisquer que sejam as circunstân-
ser capaz de explicar valorações comportamentais.
cias, atentar para a observância dos valores éticos.
Um segundo emprego dessa palavra é considerá-la uma categoria fi-
losófica e mesmo parte da Filosofia, da qual se constituiria em núcleo
41. Está clara, correta e coerente a redação do seguinte comentário
especulativo e reflexivo sobre a complexa fenomenologia da moral na
sobre o texto:
convivência humana. A Ética, como parte da Filosofia, teria por objeto
(A) Dentre as três acepções de Ética que se menciona no texto, uma
refletir sobre os fundamentos da moral na busca de explicação dos fatos
apenas diz respeito à uma área em que conflui com o Direito.
morais.
(B) O balizamento da conduta humana é uma atividade em que, cada
Numa terceira acepção, a Ética já não é entendida como objeto des-
um em seu campo, se empenham o jurista e o filósofo.
critível de uma Ciência, tampouco como fenômeno especulativo. Trata-se
(C) Costuma ocorrer muitas vezes não ser fácil distinguir Ética ou
agora da conduta esperada pela aplicação de regras morais no compor-
Moral, haja vista que tanto uma quanto outra pretendem ajuizar à si-
tamento social, o que se pode resumir como qualificação do comporta-
tuação do homem.
mento do homem como ser em situação. É esse caráter normativo de
(D) Ainda que se torne por consenso um valor do comportamento
Ética que a colocará em íntima conexão com o Direito. Nesta visão, os
humano, a Ética varia conforme a perspectiva de atribuição do
valores morais dariam o balizamento do agir e a Ética seria assim a moral
mesmo.
em realização, pelo reconhecimento do outro como ser de direito, especi-
(E) Os saberes humanos aplicados, do conhecimento da Ética, costu-
almente de dignidade. Como se vê, a compreensão do fenômeno Ética
mam apresentar divergências de enfoques, em que pese a metodo-
não mais surgiria metodologicamente dos resultados de uma descrição ou
logia usada.
reflexão, mas sim, objetivamente, de um agir, de um comportamento
consequencial, capaz de tornar possível e correta a convivência. (Adapta-
do do site Doutrina Jus Navigandi) 42. Transpondo-se para a voz passiva a frase Nesta visão, os valores
morais dariam o balizamento do agir, a forma verbal resultante de-
35. As diferentes acepções de Ética devem-se, conforme se depreende verá ser:
da leitura do texto, (A) seria dado. (B) teriam dado.
(A) aos usos informais que o senso comum faz desse termo. (C) seriam dados. (D) teriam sido dados. (E) fora dado.

Língua Portuguesa 13

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Atenção: As questões de números 43 a 48 referem-se ao texto abai- 47. Está correta a articulação entre os tempos e os modos verbais na
xo. frase:
(A) Se o moralizador vier a respeitar o padrão moral que ele impusera,
O HOMEM MORAL E O MORALIZADOR já não podia ser considerado um hipócrita.
Depois de um bom século de psicologia e psiquiatria dinâmicas, es- (B) Os moralizadores sempre haveriam de desrespeitar os valores
tamos certos disto: o moralizador e o homem moral são figuras diferentes, morais que eles imporão aos outros.
se não opostas. O homem moral se impõe padrões de conduta e tenta (C) A pior barbárie terá sido aquela em que o rigor dos hipócritas ser-
respeitá-los; o moralizador quer impor ferozmente aos outros os padrões visse de controle dos demais cidadãos.
que ele não consegue respeitar. (D) Desde que haja a imposição forçada de um padrão moral, caracteri-
zava-se um ato típico do moralizador.
A distinção entre ambos tem alguns corolários relevantes.
(E) Não é justo que os hipócritas sempre venham a impor padrões
Primeiro, o moralizador é um homem moral falido: se soubesse res- morais que eles próprios não respeitam.
peitar o padrão moral que ele impõe, ele não precisaria punir suas imper-
feições nos outros. Segundo, é possível e compreensível que um homem 48. Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na
moral tenha um espírito missionário: ele pode agir para levar os outros a frase:
adotar um padrão parecido com o seu. Mas a imposição forçada de um (A) O moralizador está carregado de imperfeições de que ele não
padrão moral não é nunca o ato de um homem moral, é sempre o ato de costuma acusar em si mesmo.
um moralizador. Em geral, as sociedades em que as normas morais (B) Um homem moral empenha-se numa conduta cujo o padrão moral
ganham força de lei (os Estados confessionais, por exemplo) não são ele não costuma impingir na dos outros.
regradas por uma moral comum, nem pelas aspirações de poucos e (C) Os pecados aos quais insiste reincidir o moralizador são os mes-
escolhidos homens exemplares, mas por moralizadores que tentam remir mos em que ele acusa seus semelhantes.
suas próprias falhas morais pela brutalidade do controle que eles exercem (D) Respeitar um padrão moral das ações é uma qualidade da qual não
sobre os outros. A pior barbárie do mundo é isto: um mundo em que todos abrem mão os homens a quem não se pode acusar de hipócritas.
pagam pelos pecados de hipócritas que não se aguentam. (Contardo (E) Quando um moralizador julga os outros segundo um padrão moral
Calligaris, Folha de S. Paulo, 20/03/2008) de cujo ele próprio não respeita, demonstra toda a hipocrisia em
que é capaz.
43. Atente para as afirmações abaixo.
I. Diferentemente do homem moral, o homem moralizador não se Atenção: As questões de números 49 a 54 referem-se ao texto abaixo.
preocupa com os padrões morais de conduta. FIM DE FEIRA
II. Pelo fato de impor a si mesmo um rígido padrão de conduta, o Quando os feirantes já se dispõem a desarmar as barracas, começam
homem moral acaba por impô-lo à conduta alheia. a chegar os que querem pagar pouco pelo que restou nas bancadas, ou
III. O moralizador, hipocritamente, age como se de fato respeitasse os mesmo nada, pelo que ameaça estragar. Chegam com suas sacolas
padrões de conduta que ele cobra dos outros. cheias de esperança. Alguns não perdem tempo e passam a recolher o
Em relação ao texto, é correto o que se afirma APENAS em que está pelo chão: um mamãozinho amolecido, umas folhas de couve
(A) I. (B) II. amarelas, a metade de um abacaxi, que serviu de chamariz para os
(C) III. (D) I e II. (E) II e III. fregueses compradores. Há uns que se aventuram até mesmo nas cerca-
nias da barraca de pescados, onde pode haver alguma suspeita sardinha
44. No contexto do primeiro parágrafo, a afirmação de que já decorreu oculta entre jornais, ou uma ponta de cação obviamente desprezada.
um bom século de psicologia e psiquiatria dinâmicas indica um fator
Há feirantes que facilitam o trabalho dessas pessoas: oferecem-lhes o
determinante para que
que, de qualquer modo, eles iriam jogar fora.
(A) concluamos que o homem moderno já não dispõe de rigorosos
padrões morais para avaliar sua conduta. Mas outros parecem ciumentos do teimoso aproveitamento dos refu-
(B) consideremos cada vez mais difícil a discriminação entre o homem gos, e chegam a recolhê-los para não os verem coletados. Agem para
moral e o homem moralizador. salvaguardar não o lucro possível, mas o princípio mesmo do comércio.
(C) reconheçamos como bastante remota a possibilidade de se caracte- Parecem temer que a fome seja debelada sem que alguém pague por
rizar um homem moralizador. isso. E não admitem ser acusados de egoístas: somos comerciantes, não
(D) identifiquemos divergências profundas entre o comportamento de assistentes sociais, alegam.
um homem moral e o de um moralizador.
Finda a feira, esvaziada a rua, chega o caminhão da limpeza e os
(E) divisemos as contradições internas que costumam ocorrer nas
funcionários da prefeitura varrem e lavam tudo, entre risos e gritos. O
atitudes tomadas pelo homem moral.
trânsito é liberado, os carros atravancam a rua e, não fosse o persistente
cheiro de peixe, a ninguém ocorreria que ali houve uma feira, frequentada
45. O autor do texto refere-se aos Estados confessionais para exempli-
por tão diversas espécies de seres humanos. (Joel Rubinato, inédito)
ficar uma sociedade na qual
(A) normas morais não têm qualquer peso na conduta dos cidadãos.
49. Nas frases parecem ciumentos do teimoso aproveitamento dos
(B) hipócritas exercem rigoroso controle sobre a conduta de todos.
refugos e não admitem ser acusados de egoístas, o narrador do
texto
(C) a fé religiosa é decisiva para o respeito aos valores de uma moral
(A) mostra-se imparcial diante de atitudes opostas dos feirantes.
comum.
(B) revela uma perspectiva crítica diante da atitude de certos feirantes.
(D) a situação de barbárie impede a formulação de qualquer regra
(C) demonstra não reconhecer qualquer proveito nesse tipo de coleta.
moral.
(E) eventuais falhas de conduta são atribuídas à fraqueza das leis. (D) assume-se como um cronista a quem não cabe emitir julgamentos.
(E) insinua sua indignação contra o lucro excessivo dos feirantes.
46. Na frase A distinção entre ambos tem alguns corolários relevan-
50. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de
tes, o sentido da expressão sublinhada está corretamente traduzido
um segmento do texto em:
em:
(A) significativos desdobramentos dela. (A) serviu de chamariz respondeu ao chamado.
(B) determinados antecedentes dela. (B) alguma suspeita sardinha possivelmente uma sardinha.
(C) reconhecidos fatores que a causam. (C) teimoso aproveitamento = persistente utilização.
(D) consequentes aspectos que a relativizam. (D) o princípio mesmo do comércio = preâmbulo da operação comerci-
(E) valores comuns que ela propicia. al.
(E) Agem para salvaguardar = relutam em admitir.

Língua Portuguesa 14

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
51. Atente para as afirmações abaixo.
I. Os riscos do consumo de uma sardinha suspeita ou da ponta de um
cação que foi desprezada justificam o emprego de se aventuram, no
2. Conhecimento linguístico 2.1. Varia-
primeiro parágrafo.
ção linguística 2.2. Classes de palavras:
II. O emprego de alegam, no segundo parágrafo, deixa entrever que o usos e adequações 2.3. Convenções da
autor não compactua com a justificativa dos feirantes. norma padrão (no âmbito da concor-
III. No último parágrafo, o autor faz ver que o fim da feira traz a supera- dância, da regência, da ortografia e da
ção de tudo o que determina a existência de diversas espécies de acentuação gráfica) 2.4. Organização do
seres humanos. período simples e do período composto
Em relação ao texto, é correto o que se afirmar APENAS em 2.5. Pontuação 2.6. Relações semânti-
(A) I. cas entre palavras (sinonímia, antoní-
(B) II. mia, hiponímia e hiperonímia)
(C) III.
(D) I e II.
(E) II e III. As dificuldades para a ortografia devem-se ao fato de que há fonemas
que podem ser representados por mais de uma letra, o que não é feito de
52. Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre um recurso de cons- modo arbitrário, mas fundamentado na história da língua.
trução do texto: no contexto do Eis algumas observações úteis:
(A) primeiro parágrafo, a forma ou mesmo nada faz subentender a
expressão verbal querem pagar. DISTINÇÃO ENTRE J E G
(B) primeiro parágrafo, a expressão fregueses compradores faz suben- 1. Escrevem-se com J:
tender a existência de “fregueses” que não compram nada. a) As palavras de origem árabe, africana ou ameríndia: canjica. cafajes-
(C) segundo parágrafo, a expressão de qualquer modo está empregada te, canjerê, pajé, etc.
com o sentido de de toda maneira. b) As palavras derivadas de outras que já têm j: laranjal (laranja), enrije-
(D) segundo parágrafo, a expressão para salvaguardar está empregada cer, (rijo), anjinho (anjo), granjear (granja), etc.
com o sentido de a fim de resguardar. c) As formas dos verbos que têm o infinitivo em JAR. despejar: despejei,
(E) terceiro parágrafo, a expressão não fosse tem sentido equivalente despeje; arranjar: arranjei, arranje; viajar: viajei, viajeis.
ao de mesmo não sendo. d) O final AJE: laje, traje, ultraje, etc.
e) Algumas formas dos verbos terminados em GER e GIR, os quais
53. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no plural mudam o G em J antes de A e O: reger: rejo, reja; dirigir: dirijo, dirija.
para preencher de modo correto a lacuna da frase:
(A) Frutas e verduras, mesmo quando desprezadas, não ...... (deixar) 2. Escrevem-se com G:
de as recolher quem não pode pagar pelas boas e bonitas. a) O final dos substantivos AGEM, IGEM, UGEM: coragem, vertigem,
(B) ......-se (dever) aos ruidosos funcionários da limpeza pública a ferrugem, etc.
providência que fará esquecer que ali funcionou uma feira. b) Exceções: pajem, lambujem. Os finais: ÁGIO, ÉGIO, ÓGIO e ÍGIO:
(C) Não ...... (aludir) aos feirantes mais generosos, que oferecem as estágio, egrégio, relógio refúgio, prodígio, etc.
sobras de seus produtos, a observação do autor sobre o egoísmo c) Os verbos em GER e GIR: fugir, mugir, fingir.
humano.
(D) A pouca gente ...... (deixar) de sensibilizar os penosos detalhes da DISTINÇÃO ENTRE S E Z
coleta, a que o narrador deu ênfase em seu texto. 1. Escrevem-se com S:
(E) Não ...... (caber) aos leitores, por força do texto, criticar o lucro a) O sufixo OSO: cremoso (creme + oso), leitoso, vaidoso, etc.
razoável de alguns feirantes, mas sim, a inaceitável impiedade de b) O sufixo ÊS e a forma feminina ESA, formadores dos adjetivos pátrios
outros. ou que indicam profissão, título honorífico, posição social, etc.: portu-
guês – portuguesa, camponês – camponesa, marquês – marquesa,
burguês – burguesa, montês, pedrês, princesa, etc.
54. A supressão da vírgula altera o sentido da seguinte frase:
c) O sufixo ISA. sacerdotisa, poetisa, diaconisa, etc.
(A) Fica-se indignado com os feirantes, que não compreendem a ca- d) Os finais ASE, ESE, ISE e OSE, na grande maioria se o vocábulo for
rência dos mais pobres. erudito ou de aplicação científica, não haverá dúvida, hipótese, exe-
(B) No texto, ocorre uma descrição o mais fiel possível da tradicional gese análise, trombose, etc.
coleta de um fim de feira. e) As palavras nas quais o S aparece depois de ditongos: coisa, Neusa,
(C) A todo momento, dá-se o triste espetáculo de pobreza centralizado causa.
nessa narrativa. f) O sufixo ISAR dos verbos referentes a substantivos cujo radical
(D) Certamente, o leitor não deixará de observar a preocupação do termina em S: pesquisar (pesquisa), analisar (análise), avisar (aviso),
autor em distinguir os diferentes caracteres humanos. etc.
(E) Em qualquer lugar onde ocorra uma feira, ocorrerá também a g) Quando for possível a correlação ND - NS: escandir: escansão;
humilde coleta de que trata a crônica. pretender: pretensão; repreender: repreensão, etc.

RESPOSTAS 2. Escrevem-se em Z.
a) O sufixo IZAR, de origem grega, nos verbos e nas palavras que têm o
1. A 11. C 21. A 31. E 41. B 51. D mesmo radical. Civilizar: civilização, civilizado; organizar: organização,
2. B 12. A 22. E 32. B 42. A 52. E organizado; realizar: realização, realizado, etc.
3. E 13. B 23. B 33. A 43. C 53. D b) Os sufixos EZ e EZA formadores de substantivos abstratos derivados
4. C 14. E 24. A 34. C 44. D 54. A de adjetivos limpidez (limpo), pobreza (pobre), rigidez (rijo), etc.
5. A 15. D 25. E 35. E 45. B c) Os derivados em -ZAL, -ZEIRO, -ZINHO e –ZITO: cafezal, cinzeiro,
6. E 16. A 26. D 36. B 46. A chapeuzinho, cãozito, etc.
7. B 17. C 27. A 37. A 47. E
8. A 18. D 28. C 38. C 48. D DISTINÇÃO ENTRE X E CH:
9. D 19. E 29. B 39. D 49. B 1. Escrevem-se com X
10. B 20. B 30. D 40. E 50. C a) Os vocábulos em que o X é o precedido de ditongo: faixa, caixote,
feixe, etc.
Língua Portuguesa 15

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
c) Maioria das palavras iniciadas por ME: mexerico, mexer, mexerica, MAL pode ser:
etc. a) advérbio de modo (antônimo de bem).
d) EXCEÇÃO: recauchutar (mais seus derivados) e caucho (espécie de Ele se comportou MAL.
árvore que produz o látex). Seu argumento está MAL estruturado
e) Observação: palavras como "enchente, encharcar, enchiqueirar, b) conjunção temporal (equivale a assim que).
enchapelar, enchumaçar", embora se iniciem pela sílaba "en", são MAL chegou, saiu
grafadas com "ch", porque são palavras formadas por prefixação, ou c) substantivo:
seja, pelo prefixo en + o radical de palavras que tenham o ch (enchen- O MAL não tem remédio,
te, encher e seus derivados: prefixo en + radical de cheio; encharcar: Ela foi atacada por um MAL incurável.
en + radical de charco; enchiqueirar: en + radical de chiqueiro; encha-
pelar: en + radical de chapéu; enchumaçar: en + radical de chumaço). CESÃO/SESSÃO/SECÇÃO/SEÇÃO
CESSÃO significa o ato de ceder.
2. Escrevem-se com CH: Ele fez a CESSÃO dos seus direitos autorais.
a) charque, chiste, chicória, chimarrão, ficha, cochicho, cochichar, estre- A CESSÃO do terreno para a construção do estádio agradou a todos os
buchar, fantoche, flecha, inchar, pechincha, pechinchar, penacho, sal- torcedores.
sicha, broche, arrocho, apetrecho, bochecha, brecha, chuchu, ca-
chimbo, comichão, chope, chute, debochar, fachada, fechar, linchar, SESSÃO é o intervalo de tempo que dura uma reunião:
mochila, piche, pichar, tchau. Assistimos a uma SESSÃO de cinema.
b) Existem vários casos de palavras homófonas, isto é, palavras que Reuniram-se em SESSÃO extraordinária.
possuem a mesma pronúncia, mas a grafia diferente. Nelas, a grafia
se distingue pelo contraste entre o x e o ch. SECÇÃO (ou SEÇÃO) significa parte de um todo, subdivisão:
Exemplos: Lemos a notícia na SECÇÃO (ou SEÇÃO) de esportes.
• brocha (pequeno prego) Compramos os presentes na SECÇÃO (ou SEÇÃO) de brinquedos.
• broxa (pincel para caiação de paredes)
• chá (planta para preparo de bebida) HÁ / A
• xá (título do antigo soberano do Irã) Na indicação de tempo, emprega-se:
• chalé (casa campestre de estilo suíço) HÁ para indicar tempo passado (equivale a faz):
• xale (cobertura para os ombros) HÁ dois meses que ele não aparece.
• chácara (propriedade rural) Ele chegou da Europa HÁ um ano.
• xácara (narrativa popular em versos) A para indicar tempo futuro:
• cheque (ordem de pagamento) Daqui A dois meses ele aparecerá.
• xeque (jogada do xadrez) Ela voltará daqui A um ano.
• cocho (vasilha para alimentar animais)
• coxo (capenga, imperfeito) FORMAS VARIANTES
Existem palavras que apresentam duas grafias. Nesse caso, qualquer
DISTINÇÃO ENTRE S, SS, Ç E C uma delas é considerada correta. Eis alguns exemplos.
aluguel ou aluguer hem? ou hein?
Observe o quadro das correlações: alpartaca, alpercata ou alpargata imundície ou imundícia
Correlações Exemplos amídala ou amígdala infarto ou enfarte
t-c ato - ação; infrator - infração; Marte - marcial assobiar ou assoviar laje ou lajem
ter-tenção abster - abstenção; ater - atenção; conter - contenção, deter - assobio ou assovio lantejoula ou lentejoula
detenção; reter - retenção azaléa ou azaleia nenê ou nenen
rg - rs aspergir - aspersão; imergir - imersão; submergir - submersão; bêbado ou bêbedo nhambu, inhambu ou nambu
rt - rs inverter - inversão; divertir - diversão
pel - puls impelir - impulsão; expelir - expulsão; repelir - repulsão
bílis ou bile quatorze ou catorze
corr - curs correr - curso - cursivo - discurso; excursão - incursão cãibra ou cãimbra surripiar ou surrupiar
sent - sens sentir - senso, sensível, consenso carroçaria ou carroceria taramela ou tramela
ced - cess ceder - cessão - conceder - concessão; interceder - intercessão. chimpanzé ou chipanzé relampejar, relampear, relampeguear
exceder - excessivo (exceto exceção) debulhar ou desbulhar ou relampar
gred - gress agredir - agressão - agressivo; progredir - progressão - progres- fleugma ou fleuma porcentagem ou percentagem
so - progressivo
prim - press imprimir - impressão; oprimir - opressão; reprimir - repressão.
tir - ssão admitir - admissão; discutir - discussão, permitir - permissão.
(re)percutir - (re)percussão EMPREGO DE MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS
Escrevem-se com letra inicial maiúscula:
PALAVRAS COM CERTAS DIFICULDADES 1) a primeira palavra de período ou citação.
Diz um provérbio árabe: "A agulha veste os outros e vive nua."
ONDE-AONDE No início dos versos que não abrem período é facultativo o uso da
Emprega-se AONDE com os verbos que dão ideia de movimento. Equi- letra maiúscula.
vale sempre a PARA ONDE.
2) substantivos próprios (antropônimos, alcunhas, topônimos, nomes
AONDE você vai?
sagrados, mitológicos, astronômicos): José, Tiradentes, Brasil,
AONDE nos leva com tal rapidez?
Amazônia, Campinas, Deus, Maria Santíssima, Tupã, Minerva, Via-
Naturalmente, com os verbos que não dão ideia de “movimento” empre- Láctea, Marte, Cruzeiro do Sul, etc.
ga-se ONDE O deus pagão, os deuses pagãos, a deusa Juno.
ONDE estão os livros? 3) nomes de épocas históricas, datas e fatos importantes, festas
Não sei ONDE te encontrar. religiosas: Idade Média, Renascença, Centenário da Independência
MAU - MAL do Brasil, a Páscoa, o Natal, o Dia das Mães, etc.
MAU é adjetivo (seu antônimo é bom). 4) nomes de altos cargos e dignidades: Papa, Presidente da
Escolheu um MAU momento. República, etc.
Era um MAU aluno.

Língua Portuguesa 16

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
5) nomes de altos conceitos religiosos ou políticos: Igreja, Nação, Não se separam as letras que representam um tritongo.
Estado, Pátria, União, República, etc. 6- Paraguai: Pa-ra-guai
saguão: sa-guão
6) nomes de ruas, praças, edifícios, estabelecimentos, agremiações,
órgãos públicos, etc.: Consoante não seguida de vogal, no interior da palavra, fica na sílaba
Rua do 0uvidor, Praça da Paz, Academia Brasileira de Letras, que a antecede.
Banco do Brasil, Teatro Municipal, Colégio Santista, etc. 7- torna: tor-na núpcias: núp-cias
7) nomes de artes, ciências, títulos de produções artísticas, literárias e técnica: téc-ni-ca submeter: sub-me-ter
científicas, títulos de jornais e revistas: Medicina, Arquitetura, Os absoluto: ab-so-lu-to perspicaz: pers-pi-caz
Lusíadas, 0 Guarani, Dicionário Geográfico Brasileiro, Correio da
Manhã, Manchete, etc. Consoante não seguida de vogal, no início da palavra, junta-se à síla-
ba que a segue
8) expressões de tratamento: Vossa Excelência, Sr. Presidente, 8- pneumático: pneu-má-ti-co
Excelentíssimo Senhor Ministro, Senhor Diretor, etc. gnomo: gno-mo
9) nomes dos pontos cardeais, quando designam regiões: Os povos psicologia: psi-co-lo-gia
do Oriente, o falar do Norte.
Mas: Corri o país de norte a sul. O Sol nasce a leste. No grupo BL, às vezes cada consoante é pronunciada separadamen-
te, mantendo sua autonomia fonética. Nesse caso, tais consoantes ficam
10) nomes comuns, quando personificados ou individuados: o Amor, o em sílabas separadas.
Ódio, a Morte, o Jabuti (nas fábulas), etc. 9- sublingual: sub-lin-gual
sublinhar: sub-li-nhar
Escrevem-se com letra inicial minúscula: sublocar: sub-lo-car
1) nomes de meses, de festas pagãs ou populares, nomes gentílicos,
nomes próprios tornados comuns: maia, bacanais, carnaval, Preste atenção nas seguintes palavras:
ingleses, ave-maria, um havana, etc. trei-no so-cie-da-de
gai-o-la ba-lei-a
2) os nomes a que se referem os itens 4 e 5 acima, quando des-mai-a-do im-bui-a
empregados em sentido geral: ra-diou-vin-te ca-o-lho
São Pedro foi o primeiro papa. Todos amam sua pátria. te-a-tro co-e-lho
du-e-lo ví-a-mos
3) nomes comuns antepostos a nomes próprios geográficos: o rio a-mné-sia gno-mo
Amazonas, a baía de Guanabara, o pico da Neblina, etc. co-lhei-ta quei-jo
pneu-mo-ni-a fe-é-ri-co
dig-no e-nig-ma
4) palavras, depois de dois pontos, não se tratando de citação direta:
e-clip-se Is-ra-el
"Qual deles: o hortelão ou o advogado?" (Machado de Assis) mag-nó-lia
"Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, incenso,
mirra." (Manuel Bandeira)
Acentuação gráfica
DIVISÃO SILÁBICA
Não se separam as letras que formam os dígrafos CH, NH, LH, QU,
GU. ORTOGRAFIA OFICIAL
1- chave: cha-ve
Por Paula Perin dos Santos
aquele: a-que-le
palha: pa-lha
manhã: ma-nhã O Novo Acordo Ortográfico visa simplificar as regras ortográficas da
guizo: gui-zo Língua Portuguesa e aumentar o prestígio social da língua no cenário
internacional. Sua implementação no Brasil segue os seguintes parâme-
Não se separam as letras dos encontros consonantais que apresen- tros: 2009 – vigência ainda não obrigatória, 2010 a 2012 – adaptação
tam a seguinte formação: consoante + L ou consoante + R completa dos livros didáticos às novas regras; e a partir de 2013 – vigên-
2- emblema: em-ble-ma abraço: a-bra-ço cia obrigatória em todo o território nacional. Cabe lembrar que esse “Novo
reclamar: re-cla-mar recrutar: re-cru-tar Acordo Ortográfico” já se encontrava assinado desde 1990 por oito países
flagelo: fla-ge-lo drama: dra-ma que falam a língua portuguesa, inclusive pelo Brasil, mas só agora é que
globo: glo-bo fraco: fra-co teve sua implementação.
implicar: im-pli-car agrado: a-gra-do É equívoco afirmar que este acordo visa uniformizar a língua, já que
atleta: a-tle-ta atraso: a-tra-so uma língua não existe apenas em função de sua ortografia. Vale lembrar
prato: pra-to que a ortografia é apenas um aspecto superficial da escrita da língua, e
que as diferenças entre o Português falado nos diversos países lusófonos
Separam-se as letras dos dígrafos RR, SS, SC, SÇ, XC. subsistirão em questões referentes à pronúncia, vocabulário e gramática.
3- correr: cor-rer desçam: des-çam Uma língua muda em função de seus falantes e do tempo, não por meio
passar: pas-sar exceto: ex-ce-to de Leis ou Acordos.
fascinar: fas-ci-nar A queixa de muitos estudantes e usuários da língua escrita é que, de-
pois de internalizada uma regra, é difícil “desaprendê-la”. Então, cabe aqui
Não se separam as letras que representam um ditongo. uma dica: quando se tiver uma dúvida sobre a escrita de alguma palavra,
4- mistério: mis-té-rio herdeiro: her-dei-ro o ideal é consultar o Novo Acordo (tenha um sempre em fácil acesso) ou,
cárie: cá-rie na melhor das hipóteses, use um sinônimo para referir-se a tal palavra.
Separam-se as letras que representam um hiato. Mostraremos nessa série de artigos o Novo Acordo de uma maneira
5- saúde: sa-ú-de cruel: cru-el descomplicada, apontando como é que fica estabelecido de hoje em
rainha: ra-i-nha enjoo: en-jo-o diante a Ortografia Oficial do Português falado no Brasil.

Língua Portuguesa 17

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Alfabeto 3. Todas as proparoxítonas são acentuadas.
A influência do inglês no nosso idioma agora é oficial. Há muito tempo Ex. México, música, mágico, lâmpada, pálido, pálido, sândalo, crisân-
as letras “k”, “w” e “y” faziam parte do nosso idioma, isto não é nenhuma temo, público, pároco, proparoxítona.
novidade. Elas já apareciam em unidades de medidas, nomes próprios e
palavras importadas do idioma inglês, como:
QUANTO À CLASSIFICAÇÃO DOS ENCONTROS VOCÁLICOS
km – quilômetro,
kg – quilograma 4. Acentuamos as vogais “I” e “U” dos hiatos, quando:
Show, Shakespeare, Byron, Newton, dentre outros. • Formarem sílabas sozinhos ou com “S”
Ex. Ju-í-zo, Lu-ís, ca-fe-í-na, ra-í-zes, sa-í-da, e-go-ís-ta.
Trema
Não se usa mais o trema em palavras do português. Quem digita mui- IMPORTANTE
to textos científicos no computador sabe o quanto dava trabalho escrever Por que não acentuamos “ba-i-nha”, “fei-u-ra”, “ru-im”, “ca-ir”, “Ra-ul”,
linguística, frequência. Ele só vai permanecer em nomes próprios e seus se todos são “i” e “u” tônicas, portanto hiatos?
derivados, de origem estrangeira. Por exemplo, Gisele Bündchen não vai
deixar de usar o trema em seu nome, pois é de origem alemã. (neste Porque o “i” tônico de “bainha” vem seguido de NH. O “u” e o “i” tôni-
caso, o “ü” lê-se “i”) cos de “ruim”, “cair” e “Raul” formam sílabas com “m”, “r” e “l” respectiva-
mente. Essas consoantes já soam forte por natureza, tornando natural-
QUANTO À POSIÇÃO DA SÍLABA TÔNICA
mente a sílaba “tônica”, sem precisar de acento que reforce isso.
1. Acentuam-se as oxítonas terminadas em “A”, “E”, “O”, seguidas
ou não de “S”, inclusive as formas verbais quando seguidas de “LO(s)”
ou “LA(s)”. Também recebem acento as oxítonas terminadas em ditongos 5. Trema
abertos, como “ÉI”, “ÉU”, “ÓI”, seguidos ou não de “S” Não se usa mais o trema em palavras da língua portuguesa. Ele só
Ex. vai permanecer em nomes próprios e seus derivados, de origem estran-
Chá Mês nós geira, como Bündchen, Müller, mülleriano (neste caso, o “ü” lê-se “i”)
Gás Sapé cipó
Dará Café avós 6. Acento Diferencial
Pará Vocês compôs O acento diferencial permanece nas palavras:
vatapá pontapés só pôde (passado), pode (presente)
Aliás português robô pôr (verbo), por (preposição)
dá-lo vê-lo avó Nas formas verbais, cuja finalidade é determinar se a 3ª pessoa do
recuperá-los Conhecê-los pô-los verbo está no singular ou plural:
guardá-la Fé compô-los SINGULAR PLURAL
réis (moeda) Véu dói Ele tem Eles têm
méis céu mói Ele vem Eles vêm
pastéis Chapéus anzóis Essa regra se aplica a todos os verbos derivados de “ter” e “vir”, co-
ninguém parabéns Jerusalém mo: conter, manter, intervir, deter, sobrevir, reter, etc.

Resumindo:
Só não acentuamos oxítonas terminadas em “I” ou “U”, a não ser que Crase
seja um caso de hiato. Por exemplo: as palavras “baú”, “aí”, “Esaú” e
“atraí-lo” são acentuadas porque as semivogais “i” e “u” estão tônicas
nestas palavras. Crase é a fusão da preposição A com outro A.
Fomos a a feira ontem = Fomos à feira ontem.
2. Acentuamos as palavras paroxítonas quando terminadas em:
• L – afável, fácil, cônsul, desejável, ágil, incrível. EMPREGO DA CRASE
• em locuções adverbiais:
• N – pólen, abdômen, sêmen, abdômen. à vezes, às pressas, à toa...
• R – câncer, caráter, néctar, repórter. • em locuções prepositivas:
• X – tórax, látex, ônix, fênix. em frente à, à procura de...
• em locuções conjuntivas:
• PS – fórceps, Quéops, bíceps. à medida que, à proporção que...
• Ã(S) – ímã, órfãs, ímãs, Bálcãs. • pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo,
• ÃO(S) – órgão, bênção, sótão, órfão. a, as
Fui ontem àquele restaurante.
• I(S) – júri, táxi, lápis, grátis, oásis, miosótis. Falamos apenas àquelas pessoas que estavam no salão:
• ON(S) – náilon, próton, elétrons, cânon. Refiro-me àquilo e não a isto.
• UM(S) – álbum, fórum, médium, álbuns. A CRASE É FACULTATIVA
• US – ânus, bônus, vírus, Vênus. • diante de pronomes possessivos femininos:
Entreguei o livro a(à) sua secretária
• diante de substantivos próprios femininos:
Também acentuamos as paroxítonas terminadas em ditongos cres- Dei o livro à(a) Sônia.
centes (semivogal+vogal):
CASOS ESPECIAIS DO USO DA CRASE
• Antes dos nomes de localidades, quando tais nomes admitirem o
Névoa, infância, tênue, calvície, série, polícia, residência, férias, lírio. artigo A: Viajaremos à Colômbia.
(Observe: A Colômbia é bela - Venho da Colômbia)
Língua Portuguesa 18

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
• Nem todos os nomes de localidades aceitam o artigo: Curitiba, Brasí- Os principais elementos móficos são:
lia, Fortaleza, Goiás, Ilhéus, Pelotas, Porto Alegre, São Paulo, Madri, RADICAL
Veneza, etc. É o elemento mórfico em que está a ideia principal da palavra.
Viajaremos a Curitiba. Exs.: amarelecer = amarelo + ecer
(Observe: Curitiba é uma bela cidade - Venho de Curitiba). enterrar = en + terra + ar
• Haverá crase se o substantivo vier acompanhado de adjunto que o pronome = pro + nome
modifique.
Ela se referiu à saudosa Lisboa. PREFIXO
Vou à Curitiba dos meus sonhos. É o elemento mórfico que vem antes do radical.
• Antes de numeral, seguido da palavra "hora", mesmo subentendida: Exs.: anti - herói in - feliz
Às 8 e 15 o despertador soou.
• Antes de substantivo, quando se puder subentender as palavras SUFIXO
“moda” ou "maneira": É o elemento mórfico que vem depois do radical.
Aos domingos, trajava-se à inglesa. Exs.: med - onho cear – ense
Cortavam-se os cabelos à Príncipe Danilo.
• Antes da palavra casa, se estiver determinada:
Referia-se à Casa Gebara. FORMAÇÃO DAS PALAVRAS
• Não há crase quando a palavra "casa" se refere ao próprio lar.
Não tive tempo de ir a casa apanhar os papéis. (Venho de casa). A Língua Portuguesa, como qualquer língua viva, está sempre criando
• Antes da palavra "terra", se esta não for antônima de bordo. novas palavras. Para criar suas novas palavras, a língua recorre a vários
Voltou à terra onde nascera. meios chamados processos de formação de palavras.
Chegamos à terra dos nossos ancestrais.
Os principais processos de formação das palavras são:
Mas:
Os marinheiros vieram a terra. DERIVAÇÃO
O comandante desceu a terra. É a formação de uma nova palavra mediante o acréscimo de
• Se a preposição ATÉ vier seguida de palavra feminina que aceite o elementos à palavra já existente:
artigo, poderá ou não ocorrer a crase, indiferentemente: a) Por sufixação:
Vou até a (á ) chácara. Acréscimo de um sufixo. Exs.: dent - ista , bel - íssimo.
Cheguei até a(à) muralha b) Por prefixação:
Acréscimo de um prefixo. Exs.: ab - jurar, ex - diretor.
• A QUE - À QUE c) Por parassíntese:
Se, com antecedente masculino ocorrer AO QUE, com o feminino Acréscimo de um prefixo e um sufixo. Exs.: en-fur-ecer, en-tard-
ocorrerá crase: ecer.
Houve um palpite anterior ao que você deu. d) Derivação imprópria:
Houve uma sugestão anterior à que você deu. Mudança das classes gramaticais das palavras.
Se, com antecedente masculino, ocorrer A QUE, com o feminino não Exs.: andar (verbo) - o andar (substantivo).
ocorrerá crase. contra (preposição) - o contra (substantivo).
Não gostei do filme a que você se referia. fantasma (substantivo) - o homem fantasma (adjetivo).
Não gostei da peça a que você se referia. oliveira (subst. comum) - Maria de Oliveira (subst. próprio).
O mesmo fenômeno de crase (preposição A) - pronome demonstrati-
vo A que ocorre antes do QUE (pronome relativo), pode ocorrer antes COMPOSIÇÃO
do de: É a formação de uma nova palavra, unindo-se palavras que já existem
Meu palpite é igual ao de todos na língua:
Minha opinião é igual à de todos. a) Por justaposição :
Nenhuma das palavras formadoras perde letra.
NÃO OCORRE CRASE Exs.: passatempo (= passa + tempo); tenente-coronel = tenente +
• antes de nomes masculinos: coronel).
Andei a pé. b) Por aglutinação:
Andamos a cavalo. Pelo menos uma das palavras perde letra.
• antes de verbos: Exs.: fidalgo (= filho + de + algo); embora (= em + boa + hora).
Ela começa a chorar.
Cheguei a escrever um poema. HIBRIDISMO
• em expressões formadas por palavras repetidas: É a criação de uma nova palavra mediante a união de palavras de
Estamos cara a cara. origens diferentes.
• antes de pronomes de tratamento, exceto senhora, senhorita e dona: Exs.: abreugrafia (português e grego), televisão (grego e latim),
Dirigiu-se a V. Sa com aspereza. zincografia (alemão e grego).
Escrevi a Vossa Excelência.
Dirigiu-se gentilmente à senhora. SUBSTANTIVOS
• quando um A (sem o S de plural) preceder um nome plural:
Não falo a pessoas estranhas. Substantivo é a palavra variável em gênero, número e grau, que dá
Jamais vamos a festas. nome aos seres em geral.
São, portanto, substantivos.
a) os nomes de coisas, pessoas, animais e lugares: livro, cadeira, cachorra,
Classes de palavras
Valéria, Talita, Humberto, Paris, Roma, Descalvado.
As palavras, em Língua Portuguesa, podem ser decompostas em vários
elementos chamados elementos mórficos ou elementos de estrutura das b) os nomes de ações, estados ou qualidades, tomados como seres:
palavras. trabalho, corrida, tristeza beleza altura.
Exs.: CLASSIFICAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS
cinzeiro = cinza + eiro
endoidecer = en + doido + ecer a) COMUM - quando designa genericamente qualquer elemento da espé-
predizer = pre + dizer cie: rio, cidade, pais, menino, aluno

Língua Portuguesa 19

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
b) PRÓPRIO - quando designa especificamente um determinado elemen- falange - de soldados, de anjos
to. Os substantivos próprios são sempre grafados com inicial maiúscula: farândola - de maltrapilhos
Tocantins, Porto Alegre, Brasil, Martini, Nair. fato - de cabras
c) CONCRETO - quando designa os seres de existência real ou não, fauna - de animais de uma região
propriamente ditos, tais como: coisas, pessoas, animais, lugares, etc. feixe - de lenha, de raios luminosos
Verifique que é sempre possível visualizar em nossa mente o substanti- flora - de vegetais de uma região
vo concreto, mesmo que ele não possua existência real: casa, cadeira, frota - de navios mercantes, de táxis, de ônibus
caneta, fada, bruxa, saci. girândola - de fogos de artifício
horda - de invasores, de selvagens, de bárbaros
d) ABSTRATO - quando designa as coisas que não existem por si, isto é, junta - de bois, médicos, de examinadores
só existem em nossa consciência, como fruto de uma abstração, sendo, júri - de jurados
pois, impossível visualizá-lo como um ser. Os substantivos abstratos legião - de anjos, de soldados, de demônios
vão, portanto, designar ações, estados ou qualidades, tomados como malta - de desordeiros
seres: trabalho, corrida, estudo, altura, largura, beleza. manada - de bois, de elefantes
Os substantivos abstratos, via de regra, são derivados de verbos ou ad- matilha - de cães de caça
jetivos: ninhada - de pintos
trabalhar - trabalho nuvem - de gafanhotos, de fumaça
correr - corrida panapaná - de borboletas
alto - altura pelotão - de soldados
belo - beleza penca - de bananas, de chaves
pinacoteca - de pinturas
FORMAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS plantel - de animais de raça, de atletas
a) PRIMITIVO: quando não provém de outra palavra existente na língua quadrilha - de ladrões, de bandidos
portuguesa: flor, pedra, ferro, casa, jornal. ramalhete - de flores
b) DERIVADO: quando provem de outra palavra da língua portuguesa: réstia - de alhos, de cebolas
florista, pedreiro, ferreiro, casebre, jornaleiro. récua - de animais de carga
c) SIMPLES: quando é formado por um só radical: água, pé, couve, romanceiro - de poesias populares
ódio, tempo, sol. resma - de papel
d) COMPOSTO: quando é formado por mais de um radical: água-de- revoada - de pássaros
colônia, pé-de-moleque, couve-flor, amor-perfeito, girassol. súcia - de pessoas desonestas
vara - de porcos
COLETIVOS vocabulário - de palavras
Coletivo é o substantivo que, mesmo sendo singular, designa um gru-
po de seres da mesma espécie. FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS
Como já assinalamos, os substantivos variam de gênero, número e
Veja alguns coletivos que merecem destaque: grau.
alavão - de ovelhas leiteiras Gênero
alcateia - de lobos Em Português, o substantivo pode ser do gênero masculino ou femi-
álbum - de fotografias, de selos nino: o lápis, o caderno, a borracha, a caneta.
antologia - de trechos literários escolhidos Podemos classificar os substantivos em:
armada - de navios de guerra a) SUBSTANTIVOS BIFORMES, são os que apresentam duas formas,
armento - de gado grande (búfalo, elefantes, etc) uma para o masculino, outra para o feminino:
arquipélago - de ilhas aluno/aluna homem/mulher
assembleia - de parlamentares, de membros de associações menino /menina carneiro/ovelha
atilho - de espigas de milho Quando a mudança de gênero não é marcada pela desinência, mas
atlas - de cartas geográficas, de mapas pela alteração do radical, o substantivo denomina-se heterônimo:
banca - de examinadores
bandeira - de garimpeiros, de exploradores de minérios padrinho/madrinha bode/cabra
bando - de aves, de pessoal em geral cavaleiro/amazona pai/mãe
cabido - de cônegos
cacho - de uvas, de bananas b) SUBSTANTIVOS UNIFORMES: são os que apresentam uma única
cáfila - de camelos forma, tanto para o masculino como para o feminino. Subdividem-se
cambada - de ladrões, de caranguejos, de chaves em:
cancioneiro - de poemas, de canções 1. Substantivos epicenos: são substantivos uniformes, que designam
caravana - de viajantes animais: onça, jacaré, tigre, borboleta, foca.
cardume - de peixes
clero - de sacerdotes Caso se queira fazer a distinção entre o masculino e o feminino, de-
colmeia - de abelhas vemos acrescentar as palavras macho ou fêmea: onça macho, jacaré
concílio - de bispos fêmea
conclave - de cardeais em reunião para eleger o papa 2. Substantivos comuns de dois gêneros: são substantivos uniformes
congregação - de professores, de religiosos que designam pessoas. Neste caso, a diferença de gênero é feita pelo
congresso - de parlamentares, de cientistas artigo, ou outro determinante qualquer: o artista, a artista, o estudante,
conselho - de ministros a estudante, este dentista.
consistório - de cardeais sob a presidência do papa
3. Substantivos sobrecomuns: são substantivos uniformes que designam
constelação - de estrelas
pessoas. Neste caso, a diferença de gênero não é especificada por
corja - de vadios
artigos ou outros determinantes, que serão invariáveis: a criança, o
elenco - de artistas
cônjuge, a pessoa, a criatura.
enxame - de abelhas
enxoval - de roupas Caso se queira especificar o gênero, procede-se assim:
esquadra - de navios de guerra uma criança do sexo masculino / o cônjuge do sexo feminino.
esquadrilha - de aviões
Língua Portuguesa 20

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
AIguns substantivos que apresentam problema quanto ao Gênero: b) nos compostos com os prefixos grão, grã e bel: grão-mestre, grão-
São masculinos São femininos mestres; grã-cruz, grã-cruzes; bel-prazer, bel-prazeres;
o anátema o grama (unidade de peso) a abusão a derme
o telefonema o dó (pena, compaixão) a aluvião a omoplata
c) nos compostos de verbo ou palavra invariável seguida de substanti-
o teorema o ágape a análise a usucapião vo ou adjetivo: beija-flor, beija-flores; quebra-sol, quebra-sóis; guar-
o trema o caudal a cal a bacanal da-comida, guarda-comidas; vice-reitor, vice-reitores; sempre-viva,
o edema o champanha a cataplasma a líbido sempre-vivas. Nos compostos de palavras repetidas mela-mela,
o eclipse o alvará a dinamite a sentinela
o lança-perfume o formicida a comichão a hélice mela-melas; recoreco, recorecos; tique-tique, tique-tiques)
o fibroma o guaraná a aguardente
o estratagema o plasma 2. Somente o primeiro elemento é flexionado:
o proclama o clã
a) nos compostos ligados por preposição: copo-de-leite, copos-de-
Mudança de Gênero com mudança de sentido leite; pinho-de-riga, pinhos-de-riga; pé-de-meia, pés-de-meia; burro-
Alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam de sentido. sem-rabo, burros-sem-rabo;
Veja alguns exemplos: b) nos compostos de dois substantivos, o segundo indicando finalida-
o cabeça (o chefe, o líder) a cabeça (parte do corpo) de ou limitando a significação do primeiro: pombo-correio, pombos-
o capital (dinheiro, bens) a capital (cidade principal) correio; navio-escola, navios-escola; peixe-espada, peixes-espada;
o rádio (aparelho receptor) a rádio (estação transmissora) banana-maçã, bananas-maçã.
o moral (ânimo) a moral (parte da Filosofia, conclusão) A tendência moderna é de pluralizar os dois elementos: pombos-
o lotação (veículo) a lotação (capacidade) correios, homens-rãs, navios-escolas, etc.
o lente (o professor) a lente (vidro de aumento)
3. Ambos os elementos são flexionados:
Plural dos Nomes Simples a) nos compostos de substantivo + substantivo: couve-flor, couves-
1. Aos substantivos terminados em vogal ou ditongo acrescenta-se S: flores; redator-chefe, redatores-chefes; carta-compromisso, cartas-
casa, casas; pai, pais; imã, imãs; mãe, mães. compromissos.
2. Os substantivos terminados em ÃO formam o plural em: b) nos compostos de substantivo + adjetivo (ou vice-versa): amor-
a) ÕES (a maioria deles e todos os aumentativos): balcão, balcões; cora- perfeito, amores-perfeitos; gentil-homem, gentis-homens; cara-
ção, corações; grandalhão, grandalhões. pálida, caras-pálidas.
b) ÃES (um pequeno número): cão, cães; capitão, capitães; guardião,
guardiães. São invariáveis:
c) ÃOS (todos os paroxítonos e um pequeno número de oxítonos): cristão, a) os compostos de verbo + advérbio: o fala-pouco, os fala-pouco; o
cristãos; irmão, irmãos; órfão, órfãos; sótão, sótãos. pisa-mansinho, os pisa-mansinho; o cola-tudo, os cola-tudo;
Muitos substantivos com esta terminação apresentam mais de uma for- b) as expressões substantivas: o chove-não-molha, os chove-não-
ma de plural: aldeão, aldeãos ou aldeães; charlatão, charlatões ou charla- molha; o não-bebe-nem-desocupa-o-copo, os não-bebe-nem-
tães; ermitão, ermitãos ou ermitães; tabelião, tabeliões ou tabeliães, etc. desocupa-o-copo;
3. Os substantivos terminados em M mudam o M para NS. armazém, c) os compostos de verbos antônimos: o leva-e-traz, os leva-e-traz; o
armazéns; harém, haréns; jejum, jejuns. perde-ganha, os perde-ganha.
4. Aos substantivos terminados em R, Z e N acrescenta-se-lhes ES: lar, Obs: Alguns compostos admitem mais de um plural, como é o caso
lares; xadrez, xadrezes; abdômen, abdomens (ou abdômenes); hífen, por exemplo, de: fruta-pão, fruta-pães ou frutas-pães; guarda-
hífens (ou hífenes). marinha, guarda-marinhas ou guardas-marinhas; padre-nosso, pa-
Obs: caráter, caracteres; Lúcifer, Lúciferes; cânon, cânones. dres-nossos ou padre-nossos; salvo-conduto, salvos-condutos ou
5. Os substantivos terminados em AL, EL, OL e UL o l por is: animal, salvo-condutos; xeque-mate, xeques-mates ou xeques-mate.
animais; papel, papéis; anzol, anzóis; paul, pauis.
Obs.: mal, males; real (moeda), reais; cônsul, cônsules. Adjetivos Compostos
6. Os substantivos paroxítonos terminados em IL fazem o plural em: fóssil, Nos adjetivos compostos, apenas o último elemento se flexiona.
fósseis; réptil, répteis. Ex.:histórico-geográfico, histórico-geográficos; latino-americanos, latino-
Os substantivos oxítonos terminados em IL mudam o l para S: barril, americanos; cívico-militar, cívico-militares.
barris; fuzil, fuzis; projétil, projéteis. 1) Os adjetivos compostos referentes a cores são invariáveis, quando
7. Os substantivos terminados em S são invariáveis, quando paroxítonos: o segundo elemento é um substantivo: lentes verde-garrafa, tecidos
o pires, os pires; o lápis, os lápis. Quando oxítonas ou monossílabos tô- amarelo-ouro, paredes azul-piscina.
nicos, junta-se-lhes ES, retira-se o acento gráfico, português, portugue- 2) No adjetivo composto surdo-mudo, os dois elementos variam: sur-
ses; burguês, burgueses; mês, meses; ás, ases. dos-mudos > surdas-mudas.
São invariáveis: o cais, os cais; o xis, os xis. São invariáveis, também, 3) O composto azul-marinho é invariável: gravatas azul-marinho.
os substantivos terminados em X com valor de KS: o tórax, os tórax; o
ônix, os ônix. Graus do substantivo
8. Os diminutivos em ZINHO e ZITO fazem o plural flexionando-se o Dois são os graus do substantivo - o aumentativo e o diminutivo, os
substantivo primitivo e o sufixo, suprimindo-se, porém, o S do substanti- quais podem ser: sintéticos ou analíticos.
vo primitivo: coração, coraçõezinhos; papelzinho, papeizinhos; cãozinho,
cãezitos. Analítico
Utiliza-se um adjetivo que indique o aumento ou a diminuição do tama-
Substantivos só usados no plural nho: boca pequena, prédio imenso, livro grande.
afazeres anais
arredores belas-artes Sintético
cãs condolências Constrói-se com o auxílio de sufixos nominais aqui apresentados.
confins exéquias
férias fezes Principais sufixos aumentativos
núpcias óculos AÇA, AÇO, ALHÃO, ANZIL, ÃO, ARÉU, ARRA, ARRÃO, ASTRO, ÁZIO,
olheiras pêsames ORRA, AZ, UÇA. Ex.: A barcaça, ricaço, grandalhão, corpanzil, caldeirão,
viveres copas, espadas, ouros e paus (naipes) povaréu, bocarra, homenzarrão, poetastro, copázio, cabeçorra, lobaz, dentu-
ça.
Plural dos Nomes Compostos
1. Somente o último elemento varia: Principais Sufixos Diminutivos
a) nos compostos grafados sem hífen: aguardente, aguardentes; cla- ACHO, CHULO, EBRE, ECO, EJO, ELA, ETE, ETO, ICO, TIM, ZINHO,
raboia, claraboias; malmequer, malmequeres; vaivém, vaivéns; ISCO, ITO, OLA, OTE, UCHO, ULO, ÚNCULO, ULA, USCO. Exs.: lobacho,

Língua Portuguesa 21

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
montículo, casebre, livresco, arejo, viela, vagonete, poemeto, burrico, flautim, 3) No adjetivo composto (como já vimos) surdo-mudo, ambos os elementos
pratinho, florzinha, chuvisco, rapazito, bandeirola, saiote, papelucho, glóbulo, variam:
homúncula, apícula, velhusco. menino surdo-mudo meninos surdos-mudos
menina surda-muda meninas surdas-mudas
Observações:
• Alguns aumentativos e diminutivos, em determinados contextos, ad- Graus do Adjetivo
quirem valor pejorativo: medicastro, poetastro, velhusco, mulherzinha, As variações de intensidade significativa dos adjetivos podem ser ex-
etc. Outros associam o valor aumentativo ao coletivo: povaréu, foga- pressas em dois graus:
réu, etc. - o comparativo
• É usual o emprego dos sufixos diminutivos dando às palavras valor - o superlativo
afetivo: Joãozinho, amorzinho, etc.
• Há casos em que o sufixo aumentativo ou diminutivo é meramente Comparativo
formal, pois não dão à palavra nenhum daqueles dois sentidos: car- Ao compararmos a qualidade de um ser com a de outro, ou com uma
taz, ferrão, papelão, cartão, folhinha, etc. outra qualidade que o próprio ser possui, podemos concluir que ela é
• Muitos adjetivos flexionam-se para indicar os graus aumentativo e di- igual, superior ou inferior. Daí os três tipos de comparativo:
minutivo, quase sempre de maneira afetiva: bonitinho, grandinho, - Comparativo de igualdade:
bonzinho, pequenito. O espelho é tão valioso como (ou quanto) o vitral.
Pedro é tão saudável como (ou quanto) inteligente.
Apresentamos alguns substantivos heterônimos ou desconexos. Em lu- - Comparativo de superioridade:
gar de indicarem o gênero pela flexão ou pelo artigo, apresentam radicais O aço é mais resistente que (ou do que) o ferro.
diferentes para designar o sexo: Este automóvel é mais confortável que (ou do que) econômico.
bode - cabra genro - nora - Comparativo de inferioridade:
burro - besta padre - madre A prata é menos valiosa que (ou do que) o ouro.
carneiro - ovelha padrasto - madrasta Este automóvel é menos econômico que (ou do que) confortável.
cão - cadela padrinho - madrinha
cavalheiro - dama pai - mãe Ao expressarmos uma qualidade no seu mais elevado grau de inten-
compadre - comadre veado - cerva sidade, usamos o superlativo, que pode ser absoluto ou relativo:
frade - freira zangão - abelha - Superlativo absoluto
frei – soror etc. Neste caso não comparamos a qualidade com a de outro ser:
Esta cidade é poluidíssima.
ADJETIVOS Esta cidade é muito poluída.
- Superlativo relativo
FLEXÃO DOS ADJETIVOS Consideramos o elevado grau de uma qualidade, relacionando-a
a outros seres:
Gênero
Este rio é o mais poluído de todos.
Quanto ao gênero, o adjetivo pode ser:
Este rio é o menos poluído de todos.
a) Uniforme: quando apresenta uma única forma para os dois gêne-
ros: homem inteligente - mulher inteligente; homem simples - mu-
Observe que o superlativo absoluto pode ser sintético ou analítico:
lher simples; aluno feliz - aluna feliz.
- Analítico: expresso com o auxílio de um advérbio de intensidade -
b) Biforme: quando apresenta duas formas: uma para o masculino,
muito trabalhador, excessivamente frágil, etc.
outra para o feminino: homem simpático / mulher simpática / ho-
- Sintético: expresso por uma só palavra (adjetivo + sufixo) – anti-
mem alto / mulher alta / aluno estudioso / aluna estudiosa
quíssimo: cristianíssimo, sapientíssimo, etc.
Observação: no que se refere ao gênero, a flexão dos adjetivos é se-
Os adjetivos: bom, mau, grande e pequeno possuem, para o compa-
melhante a dos substantivos.
rativo e o superlativo, as seguintes formas especiais:
Número NORMAL COM. SUP. SUPERLATIVO
a) Adjetivo simples ABSOLUTO
Os adjetivos simples formam o plural da mesma maneira que os RELATIVO
substantivos simples: bom melhor ótimo
pessoa honesta pessoas honestas melhor
regra fácil regras fáceis mau pior péssimo
homem feliz homens felizes pior
Observação: os substantivos empregados como adjetivos ficam grande maior máximo
invariáveis: maior
blusa vinho blusas vinho pequeno menor mínimo
camisa rosa camisas rosa menor
b) Adjetivos compostos Eis, para consulta, alguns superlativos absolutos sintéticos:
Como regra geral, nos adjetivos compostos somente o último acre - acérrimo ágil - agílimo
elemento varia, tanto em gênero quanto em número: agradável - agradabilíssimo agudo - acutíssimo
acordos sócio-político-econômico acordos sócio-político-econômicos amargo - amaríssimo amável - amabilíssimo
causa sócio-político-econômica causas sócio-político-econômicas amigo - amicíssimo antigo - antiquíssimo
acordo luso-franco-brasileiro acordo luso-franco-brasileiros áspero - aspérrimo atroz - atrocíssimo
lente côncavo-convexa lentes côncavo-convexas audaz - audacíssimo benéfico - beneficentíssimo
camisa verde-clara camisas verde-claras benévolo - benevolentíssimo capaz - capacíssimo
sapato marrom-escuro sapatos marrom-escuros célebre - celebérrimo cristão - cristianíssimo
cruel - crudelíssimo doce - dulcíssimo
Observações: eficaz - eficacíssimo feroz - ferocíssimo
1) Se o último elemento for substantivo, o adjetivo composto fica invariável: fiel - fidelíssimo frágil - fragilíssimo
camisa verde-abacate camisas verde-abacate frio - frigidíssimo humilde - humílimo (humildíssimo)
sapato marrom-café sapatos marrom-café incrível - incredibilíssimo inimigo - inimicíssimo
blusa amarelo-ouro blusas amarelo-ouro íntegro - integérrimo jovem - juveníssimo
2) Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-celeste ficam invariáveis: livre - libérrimo magnífico - magnificentíssimo
blusa azul-marinho blusas azul-marinho magro - macérrimo maléfico - maleficentíssimo
camisa azul-celeste camisas azul-celeste manso - mansuetíssimo miúdo - minutíssimo

Língua Portuguesa 22

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
negro - nigérrimo (negríssimo) nobre - nobilíssimo • Esta casa é antiga. (esta)
pessoal - personalíssimo pobre - paupérrimo (pobríssimo) • Meu livro é antigo. (meu)
possível - possibilíssimo preguiçoso - pigérrimo
próspero - prospérrimo provável - probabilíssimo Classificação dos Pronomes
público - publicíssimo pudico - pudicíssimo Há, em Português, seis espécies de pronomes:
sábio - sapientíssimo sagrado - sacratíssimo • pessoais: eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas e as formas oblíquas
salubre - salubérrimo sensível - sensibilíssimo de tratamento:
simples – simplicíssimo tenro - tenerissimo
terrível - terribilíssimo tétrico - tetérrimo
• possessivos: meu, teu, seu, nosso, vosso, seu e flexões;
velho - vetérrimo visível - visibilíssimo • demonstrativos: este, esse, aquele e flexões; isto, isso, aquilo;
voraz - voracíssimo vulnerável - vuInerabilíssimo • relativos: o qual, cujo, quanto e flexões; que, quem, onde;
• indefinidos: algum, nenhum, todo, outro, muito, certo, pouco, vá-
Adjetivos Gentílicos e Pátrios rios, tanto quanto, qualquer e flexões; alguém, ninguém, tudo, ou-
Argélia – argelino Bagdá - bagdali trem, nada, cada, algo.
Bizâncio - bizantino Bogotá - bogotano • interrogativos: que, quem, qual, quanto, empregados em frases
Bóston - bostoniano Braga - bracarense interrogativas.
Bragança - bragantino Brasília - brasiliense
Bucareste - bucarestino, - Buenos Aires - portenho, buenairense
bucarestense Campos - campista PRONOMES PESSOAIS
Cairo - cairota Caracas - caraquenho Pronomes pessoais são aqueles que representam as pessoas do dis-
Canaã - cananeu Ceilão - cingalês curso:
Catalunha - catalão Chipre - cipriota 1ª pessoa: quem fala, o emissor.
Chicago - chicaguense Córdova - cordovês Eu sai (eu)
Coimbra - coimbrão, conimbri- Creta - cretense Nós saímos (nós)
cense Cuiabá - cuiabano Convidaram-me (me)
Córsega - corso EI Salvador - salvadorenho
Croácia - croata Espírito Santo - espírito-santense,
Convidaram-nos (nós)
Egito - egípcio capixaba 2ª pessoa: com quem se fala, o receptor.
Equador - equatoriano Évora - eborense Tu saíste (tu)
Filipinas - filipino Finlândia - finlandês Vós saístes (vós)
Florianópolis - florianopolitano Formosa - formosano Convidaram-te (te)
Fortaleza - fortalezense Foz do lguaçu - iguaçuense Convidaram-vos (vós)
Gabão - gabonês Galiza - galego 3ª pessoa: de que ou de quem se fala, o referente.
Genebra - genebrino Gibraltar - gibraltarino Ele saiu (ele)
Goiânia - goianense Granada - granadino
Groenlândia - groenlandês Guatemala - guatemalteco
Eles sairam (eles)
Guiné - guinéu, guineense Haiti - haitiano Convidei-o (o)
Himalaia - himalaico Honduras - hondurenho Convidei-os (os)
Hungria - húngaro, magiar Ilhéus - ilheense
Iraque - iraquiano Jerusalém - hierosolimita
Os pronomes pessoais são os seguintes:
NÚMERO PESSOA CASO RETO CASO OBLÍQUO
João Pessoa - pessoense Juiz de Fora - juiz-forense
singular 1ª eu me, mim, comigo
La Paz - pacense, pacenho Lima - limenho
2ª tu te, ti, contigo
Macapá - macapaense Macau - macaense
3ª ele, ela se, si, consigo, o, a, lhe
Maceió - maceioense Madagáscar - malgaxe
plural 1ª nós nós, conosco
Madri - madrileno Manaus - manauense
2ª vós vós, convosco
Marajó - marajoara Minho - minhoto
3ª eles, elas se, si, consigo, os, as, lhes
Moçambique - moçambicano Mônaco - monegasco
Montevidéu - montevideano Natal - natalense
Normândia - normando Nova lguaçu - iguaçuano PRONOMES DE TRATAMENTO
Pequim - pequinês Pisa - pisano Na categoria dos pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tra-
Porto - portuense Póvoa do Varzim - poveiro
Quito - quitenho Rio de Janeiro (Est.) - fluminense
tamento. Referem-se à pessoa a quem se fala, embora a concordância
Santiago - santiaguense Rio de Janeiro (cid.) - carioca deva ser feita com a terceira pessoa. Convém notar que, exceção feita a
São Paulo (Est.) - paulista Rio Grande do Norte - potiguar você, esses pronomes são empregados no tratamento cerimonioso.
São Paulo (cid.) - paulistano Salvador – salvadorenho, soteropolitano Veja, a seguir, alguns desses pronomes:
Terra do Fogo - fueguino Toledo - toledano PRONOME ABREV. EMPREGO
Três Corações - tricordiano Rio Grande do Sul - gaúcho Vossa Alteza V. A. príncipes, duques
Tripoli - tripolitano Varsóvia - varsoviano Vossa Eminência V .Ema cardeais
Veneza - veneziano Vitória - vitoriense Vossa Excelência V.Exa altas autoridades em geral
Vossa Magnificência V. Mag a reitores de universidades
Vossa Reverendíssima V. Revma sacerdotes em geral
Locuções Adjetivas Vossa Santidade V.S. papas
Vossa Senhoria V.Sa funcionários graduados
As expressões de valor adjetivo, formadas de preposições mais subs-
Vossa Majestade V.M. reis, imperadores
tantivos, chamam-se LOCUÇÕES ADJETIVAS. Estas, geralmente, podem
São também pronomes de tratamento: o senhor, a senhora, você, vo-
ser substituídas por um adjetivo correspondente.
cês.

PRONOMES EMPREGO DOS PRONOMES PESSOAIS


1. Os pronomes pessoais do caso reto (EU, TU, ELE/ELA, NÓS, VÓS,
Pronome é a palavra variável em gênero, número e pessoa, que re- ELES/ELAS) devem ser empregados na função sintática de sujeito.
presenta ou acompanha o substantivo, indicando-o como pessoa do Considera-se errado seu emprego como complemento:
discurso. Quando o pronome representa o substantivo, dizemos tratar-se Convidaram ELE para a festa (errado)
de pronome substantivo. Receberam NÓS com atenção (errado)
• Ele chegou. (ele) EU cheguei atrasado (certo)
• Convidei-o. (o) ELE compareceu à festa (certo)
2. Na função de complemento, usam-se os pronomes oblíquos e não os
Quando o pronome vem determinando o substantivo, restringindo a pronomes retos:
extensão de seu significado, dizemos tratar-se de pronome adjetivo. Convidei ELE (errado)

Língua Portuguesa 23

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Chamaram NÓS (errado) 8. As formas oblíquas O, A, OS, AS são sempre empregadas como
Convidei-o. (certo) complemento de verbos transitivos diretos, ao passo que as formas
Chamaram-NOS. (certo) LHE, LHES são empregadas como complemento de verbos transitivos
indiretos:
3. Os pronomes retos (exceto EU e TU), quando antecipados de prepo- O menino convidou-a. (V.T.D )
sição, passam a funcionar como oblíquos. Neste caso, considera-se O filho obedece-lhe. (V.T. l )
correto seu emprego como complemento:
Informaram a ELE os reais motivos. Consideram-se erradas construções em que o pronome O (e flexões)
Emprestaram a NÓS os livros. aparece como complemento de verbos transitivos indiretos, assim como
Eles gostam muito de NÓS. as construções em que o nome LHE (LHES) aparece como complemento
de verbos transitivos diretos:
4. As formas EU e TU só podem funcionar como sujeito. Considera-se Eu lhe vi ontem. (errado)
errado seu emprego como complemento: Nunca o obedeci. (errado)
Nunca houve desentendimento entre eu e tu. (errado) Eu o vi ontem. (certo)
Nunca houve desentendimento entre mim e ti. (certo) Nunca lhe obedeci. (certo)
Como regra prática, podemos propor o seguinte: quando precedidas
de preposição, não se usam as formas retas EU e TU, mas as formas 9. Há pouquíssimos casos em que o pronome oblíquo pode funcionar
oblíquas MIM e TI: como sujeito. Isto ocorre com os verbos: deixar, fazer, ouvir, mandar,
Ninguém irá sem EU. (errado) sentir, ver, seguidos de infinitivo. O nome oblíquo será sujeito desse
Nunca houve discussões entre EU e TU. (errado) infinitivo:
Ninguém irá sem MIM. (certo) Deixei-o sair.
Nunca houve discussões entre MIM e TI. (certo) Vi-o chegar.
Há, no entanto, um caso em que se empregam as formas retas EU e Sofia deixou-se estar à janela.
TU mesmo precedidas por preposição: quando essas formas funcionam É fácil perceber a função do sujeito dos pronomes oblíquos, desen-
como sujeito de um verbo no infinitivo. volvendo as orações reduzidas de infinitivo:
Deram o livro para EU ler (ler: sujeito) Deixei-o sair = Deixei que ele saísse.
Deram o livro para TU leres (leres: sujeito)
Verifique que, neste caso, o emprego das formas retas EU e TU é 10. Não se considera errada a repetição de pronomes oblíquos:
obrigatório, na medida em que tais pronomes exercem a função sintática A mim, ninguém me engana.
de sujeito. A ti tocou-te a máquina mercante.
Nesses casos, a repetição do pronome oblíquo não constitui pleo-
5. Os pronomes oblíquos SE, SI, CONSIGO devem ser empregados nasmo vicioso e sim ênfase.
somente como reflexivos. Considera-se errada qualquer construção
em que os referidos pronomes não sejam reflexivos: 11. Muitas vezes os pronomes oblíquos equivalem a pronomes possessi-
Querida, gosto muito de SI. (errado) vo, exercendo função sintática de adjunto adnominal:
Preciso muito falar CONSIGO. (errado) Roubaram-me o livro = Roubaram meu livro.
Querida, gosto muito de você. (certo) Não escutei-lhe os conselhos = Não escutei os seus conselhos.
Preciso muito falar com você. (certo)
12. As formas plurais NÓS e VÓS podem ser empregadas para represen-
Observe que nos exemplos que seguem não há erro algum, pois os tar uma única pessoa (singular), adquirindo valor cerimonioso ou de
pronomes SE, SI, CONSIGO, foram empregados como reflexivos: modéstia:
Ele feriu-se Nós - disse o prefeito - procuramos resolver o problema das enchen-
Cada um faça por si mesmo a redação tes.
O professor trouxe as provas consigo Vós sois minha salvação, meu Deus!

6. Os pronomes oblíquos CONOSCO e CONVOSCO são utilizados 13. Os pronomes de tratamento devem vir precedidos de VOSSA, quando
normalmente em sua forma sintética. Caso haja palavra de reforço, nos dirigimos à pessoa representada pelo pronome, e por SUA, quan-
tais pronomes devem ser substituídos pela forma analítica: do falamos dessa pessoa:
Queriam falar conosco = Queriam falar com nós dois Ao encontrar o governador, perguntou-lhe:
Queriam conversar convosco = Queriam conversar com vós próprios. Vossa Excelência já aprovou os projetos?
Sua Excelência, o governador, deverá estar presente na inauguração.
7. Os pronomes oblíquos podem aparecer combinados entre si. As
combinações possíveis são as seguintes: 14. VOCÊ e os demais pronomes de tratamento (VOSSA MAJESTADE,
me+o=mo me + os = mos VOSSA ALTEZA) embora se refiram à pessoa com quem falamos (2ª
te+o=to te + os = tos pessoa, portanto), do ponto de vista gramatical, comportam-se como
lhe+o=lho lhe + os = lhos pronomes de terceira pessoa:
nos + o = no-lo nos + os = no-los Você trouxe seus documentos?
vos + o = vo-lo vos + os = vo-los Vossa Excelência não precisa incomodar-se com seus problemas.
lhes + o = lho lhes + os = lhos
COLOCAÇÃO DE PRONOMES
A combinação também é possível com os pronomes oblíquos femini- Em relação ao verbo, os pronomes átonos (ME, TE, SE, LHE, O, A,
nos a, as. NÓS, VÓS, LHES, OS, AS) podem ocupar três posições:
me+a=ma 1. Antes do verbo – próclise Eu te observo há dias.
me + as = mas 2. Depois do verbo – ênclise Observo-te há dias.
te+a=ta 3. No interior do verbo – mesóclise - Observar-te-ei sempre.
te + as = tas
- Você pagou o livro ao livreiro? Ênclise
- Sim, paguei-LHO.
Na linguagem culta, a colocação que pode ser considerada normal é a
ênclise: o pronome depois do verbo, funcionando como seu complemento
Verifique que a forma combinada LHO resulta da fusão de LHE (que
direto ou indireto.
representa o livreiro) com O (que representa o livro).

Língua Portuguesa 24

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
O pai esperava-o na estação agitada. Tenho-me levantado cedo.
Expliquei-lhe o motivo das férias. Não me tenho levantado cedo.
O uso do pronome átono solto entre o auxiliar e o infinitivo, ou entre o
Ainda na linguagem culta, em escritos formais e de estilo cuidadoso, a auxiliar e o gerúndio, já está generalizado, mesmo na linguagem culta.
ênclise é a colocação recomendada nos seguintes casos: Outro aspecto evidente, sobretudo na linguagem coloquial e popular, é o
1. Quando o verbo iniciar a oração: da colocação do pronome no início da oração, o que se deve evitar na
Voltei-me em seguida para o céu límpido. linguagem escrita.
2. Quando o verbo iniciar a oração principal precedida de pausa:
Como eu achasse muito breve, explicou-se. PRONOMES POSSESSIVOS
Os pronomes possessivos referem-se às pessoas do discurso, atribu-
3. Com o imperativo afirmativo: indo-lhes a posse de alguma coisa.
Companheiros, escutai-me. Quando digo, por exemplo, “meu livro”, a palavra “meu” informa que o
4. Com o infinitivo impessoal: livro pertence a 1ª pessoa (eu)
A menina não entendera que engorda-las seria apressar-lhes um Eis as formas dos pronomes possessivos:
destino na mesa. 1ª pessoa singular: MEU, MINHA, MEUS, MINHAS.
2ª pessoa singular: TEU, TUA, TEUS, TUAS.
5. Com o gerúndio, não precedido da preposição EM: 3ª pessoa singular: SEU, SUA, SEUS, SUAS.
E saltou, chamando-me pelo nome, conversou comigo. 1ª pessoa plural: NOSSO, NOSSA, NOSSOS, NOSSAS.
2ª pessoa plural: VOSSO, VOSSA, VOSSOS, VOSSAS.
6. Com o verbo que inicia a coordenada assindética.
3ª pessoa plural: SEU, SUA, SEUS, SUAS.
A velha amiga trouxe um lenço, pediu-me uma pequena moeda de
Os possessivos SEU(S), SUA(S) tanto podem referir-se à 3ª pessoa
meio franco.
(seu pai = o pai dele), como à 2ª pessoa do discurso (seu pai = o pai de
você).
Próclise
Por isso, toda vez que os ditos possessivos derem margem a ambi-
Na linguagem culta, a próclise é recomendada:
guidade, devem ser substituídos pelas expressões dele(s), dela(s).
1. Quando o verbo estiver precedido de pronomes relativos, indefinidos,
Ex.:Você bem sabe que eu não sigo a opinião dele.
interrogativos e conjunções.
A opinião dela era que Camilo devia tornar à casa deles.
As crianças que me serviram durante anos eram bichos.
Eles batizaram com o nome delas as águas deste rio.
Tudo me parecia que ia ser comida de avião.
Os possessivos devem ser usados com critério. Substituí-los pelos
Quem lhe ensinou esses modos?
pronomes oblíquos comunica á frase desenvoltura e elegância.
Quem os ouvia, não os amou.
Crispim Soares beijou-lhes as mãos agradecido (em vez de: beijou as
Que lhes importa a eles a recompensa?
suas mãos).
Emília tinha quatorze anos quando a vi pela primeira vez.
Não me respeitava a adolescência.
2. Nas orações optativas (que exprimem desejo):
A repulsa estampava-se-lhe nos músculos da face.
Papai do céu o abençoe.
O vento vindo do mar acariciava-lhe os cabelos.
A terra lhes seja leve.
Além da ideia de posse, podem ainda os pronomes exprimir:
3. Com o gerúndio precedido da preposição EM:
1. Cálculo aproximado, estimativa:
Em se animando, começa a contagiar-nos.
Ele poderá ter seus quarenta e cinco anos
Bromil era o suco em se tratando de combater a tosse.
2. Familiaridade ou ironia, aludindo-se á personagem de uma histó-
4. Com advérbios pronunciados juntamente com o verbo, sem que haja
ria
pausa entre eles.
O nosso homem não se deu por vencido.
Aquela voz sempre lhe comunicava vida nova.
Chama-se Falcão o meu homem
Antes, falava-se tão-somente na aguardente da terra.
3. O mesmo que os indefinidos certo, algum
Eu cá tenho minhas dúvidas
Mesóclise Cornélio teve suas horas amargas
Usa-se o pronome no interior das formas verbais do futuro do presen- 4. Afetividade, cortesia
te e do futuro do pretérito do indicativo, desde que estes verbos não Como vai, meu menino?
estejam precedidos de palavras que reclamem a próclise. Não os culpo, minha boa senhora, não os culpo
Lembrar-me-ei de alguns belos dias em Paris. No plural usam-se os possessivos substantivados no sentido de pa-
Dir-se-ia vir do oco da terra. rentes de família.
Mas: É assim que um moço deve zelar o nome dos seus?
Não me lembrarei de alguns belos dias em Paris. Podem os possessivos ser modificados por um advérbio de intensida-
Jamais se diria vir do oco da terra. de.
Com essas formas verbais a ênclise é inadmissível: Levaria a mão ao colar de pérolas, com aquele gesto tão seu, quando
Lembrarei-me (!?) não sabia o que dizer.
Diria-se (!?)

O Pronome Átono nas Locuções Verbais PRONOMES DEMONSTRATIVOS


1. Auxiliar + infinitivo ou gerúndio - o pronome pode vir proclítico ou São aqueles que determinam, no tempo ou no espaço, a posição da
enclítico ao auxiliar, ou depois do verbo principal. coisa designada em relação à pessoa gramatical.
Podemos contar-lhe o ocorrido. Quando digo “este livro”, estou afirmando que o livro se encontra per-
Podemos-lhe contar o ocorrido. to de mim a pessoa que fala. Por outro lado, “esse livro” indica que o livro
Não lhes podemos contar o ocorrido. está longe da pessoa que fala e próximo da que ouve; “aquele livro” indica
O menino foi-se descontraindo. que o livro está longe de ambas as pessoas.
O menino foi descontraindo-se.
O menino não se foi descontraindo. Os pronomes demonstrativos são estes:
ESTE (e variações), isto = 1ª pessoa
2. Auxiliar + particípio passado - o pronome deve vir enclítico ou proclíti- ESSE (e variações), isso = 2ª pessoa
co ao auxiliar, mas nunca enclítico ao particípio. AQUELE (e variações), próprio (e variações)
"Outro mérito do positivismo em relação a mim foi ter-me levado a MESMO (e variações), próprio (e variações)
Descartes ." SEMELHANTE (e variação), tal (e variação)

Língua Portuguesa 25

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Emprego dos Demonstrativos 5. Os pronomes demonstrativos, quando regidos pela preposição DE,
1. ESTE (e variações) e ISTO usam-se: pospostos a substantivos, usam-se apenas no plural:
a) Para indicar o que está próximo ou junto da 1ª pessoa (aquela que Você teria coragem de proferir um palavrão desses, Rose?
fala). Com um frio destes não se pode sair de casa.
Este documento que tenho nas mãos não é meu. Nunca vi uma coisa daquelas.
Isto que carregamos pesa 5 kg.
b) Para indicar o que está em nós ou o que nos abrange fisicamente: 6. MESMO e PRÓPRIO variam em gênero e número quando têm caráter
Este coração não pode me trair. reforçativo:
Esta alma não traz pecados. Zilma mesma (ou própria) costura seus vestidos.
Tudo se fez por este país.. Luís e Luísa mesmos (ou próprios) arrumam suas camas.
c) Para indicar o momento em que falamos:
Neste instante estou tranquilo. 7. O (e variações) é pronome demonstrativo quando equivale a AQUILO,
Deste minuto em diante vou modificar-me. ISSO ou AQUELE (e variações).
d) Para indicar tempo vindouro ou mesmo passado, mas próximo do Nem tudo (aquilo) que reluz é ouro.
momento em que falamos: O (aquele) que tem muitos vícios tem muitos mestres.
Esta noite (= a noite vindoura) vou a um baile. Das meninas, Jeni a (aquela) que mais sobressaiu nos exames.
Esta noite (= a noite que passou) não dormi bem. A sorte é mulher e bem o (isso) demonstra de fato, ela não ama os
Um dia destes estive em Porto Alegre. homens superiores.
e) Para indicar que o período de tempo é mais ou menos extenso e no
qual se inclui o momento em que falamos: 8. NISTO, em início de frase, significa ENTÃO, no mesmo instante:
Nesta semana não choveu. A menina ia cair, nisto, o pai a segurou
Neste mês a inflação foi maior. 9. Tal é pronome demonstrativo quando tomado na acepção DE ESTE,
Este ano será bom para nós. ISTO, ESSE, ISSO, AQUELE, AQUILO.
Este século terminará breve. Tal era a situação do país.
f) Para indicar aquilo de que estamos tratando: Não disse tal.
Este assunto já foi discutido ontem. Tal não pôde comparecer.
Tudo isto que estou dizendo já é velho.
g) Para indicar aquilo que vamos mencionar: Pronome adjetivo quando acompanha substantivo ou pronome (atitu-
Só posso lhe dizer isto: nada somos. des tais merecem cadeia, esses tais merecem cadeia), quando acompa-
Os tipos de artigo são estes: definidos e indefinidos. nha QUE, formando a expressão que tal? (? que lhe parece?) em frases
como Que tal minha filha? Que tais minhas filhas? e quando correlativo
2. ESSE (e variações) e ISSO usam-se: DE QUAL ou OUTRO TAL:
a) Para indicar o que está próximo ou junto da 2ª pessoa (aquela com Suas manias eram tais quais as minhas.
quem se fala): A mãe era tal quais as filhas.
Esse documento que tens na mão é teu? Os filhos são tais qual o pai.
Isso que carregas pesa 5 kg. Tal pai, tal filho.
b) Para indicar o que está na 2ª pessoa ou que a abrange fisicamente:
Esse teu coração me traiu. É pronome substantivo em frases como:
Essa alma traz inúmeros pecados. Não encontrarei tal (= tal coisa).
Quantos vivem nesse pais? Não creio em tal (= tal coisa)
c) Para indicar o que se encontra distante de nós, ou aquilo de que
desejamos distância: PRONOMES RELATIVOS
O povo já não confia nesses políticos. Veja este exemplo:
Não quero mais pensar nisso. Armando comprou a casa QUE lhe convinha.
d) Para indicar aquilo que já foi mencionado pela 2ª pessoa: A palavra que representa o nome casa, relacionando-se com o termo
Nessa tua pergunta muita matreirice se esconde. casa é um pronome relativo.
O que você quer dizer com isso? PRONOMES RELATIVOS são palavras que representam nomes já
e) Para indicar tempo passado, não muito próximo do momento em que referidos, com os quais estão relacionados. Daí denominarem-se relativos.
falamos: A palavra que o pronome relativo representa chama-se antecedente.
Um dia desses estive em Porto Alegre. No exemplo dado, o antecedente é casa.
Comi naquele restaurante dia desses. Outros exemplos de pronomes relativos:
f) Para indicar aquilo que já mencionamos: Sejamos gratos a Deus, a quem tudo devemos.
Fugir aos problemas? Isso não é do meu feitio. O lugar onde paramos era deserto.
Ainda hei de conseguir o que desejo, e esse dia não está muito distante. Traga tudo quanto lhe pertence.
Leve tantos ingressos quantos quiser.
3. AQUELE (e variações) e AQUILO usam-se: Posso saber o motivo por que (ou pelo qual) desistiu do concurso?
a) Para indicar o que está longe das duas primeiras pessoas e refere-se Eis o quadro dos pronomes relativos:
á 3ª. VARIÁVEIS INVARIÁVEIS
Aquele documento que lá está é teu? Masculino Feminino
Aquilo que eles carregam pesa 5 kg. o qual a qual quem
b) Para indicar tempo passado mais ou menos distante. os quais as quais
Naquele instante estava preocupado. cujo cujos cuja cujas que
Daquele instante em diante modifiquei-me. quanto quanta quantas onde
Usamos, ainda, aquela semana, aquele mês, aquele ano, aquele quantos
século, para exprimir que o tempo já decorreu. Observações:
1. O pronome relativo QUEM só se aplica a pessoas, tem antecedente,
4. Quando se faz referência a duas pessoas ou coisas já mencionadas, vem sempre antecedido de preposição, e equivale a O QUAL.
usa-se este (ou variações) para a última pessoa ou coisa e aquele (ou O médico de quem falo é meu conterrâneo.
variações) para a primeira: 2. Os pronomes CUJO, CUJA significam do qual, da qual, e precedem
Ao conversar com lsabel e Luís, notei que este se encontrava nervoso sempre um substantivo sem artigo.
e aquela tranquila. Qual será o animal cujo nome a autora não quis revelar?
Língua Portuguesa 26

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
3. QUANTO(s) e QUANTA(s) são pronomes relativos quando precedidos • o número gramatical (plural).
de um dos pronomes indefinidos tudo, tanto(s), tanta(s), todos, todas. • o tempo em que tal ação ocorreu (pretérito).
Tenho tudo quanto quero. • o modo como é encarada a ação: um fato realmente acontecido
Leve tantos quantos precisar. no passado (indicativo).
Nenhum ovo, de todos quantos levei, se quebrou. • que o sujeito pratica a ação (voz ativa).
4. ONDE, como pronome relativo, tem sempre antecedente e equivale a
EM QUE. Portanto, o verbo flexiona-se em número, pessoa, modo, tempo e voz.
1. NÚMERO: o verbo admite singular e plural:
A casa onde (= em que) moro foi de meu avô.
O menino olhou para o animal com olhos alegres. (singular).
Os meninos olharam para o animal com olhos alegres. (plural).
PRONOMES INDEFINIDOS
Estes pronomes se referem à 3ª pessoa do discurso, designando-a de 2. PESSOA: servem de sujeito ao verbo as três pessoas gramaticais:
modo vago, impreciso, indeterminado. 1ª pessoa: aquela que fala. Pode ser
1. São pronomes indefinidos substantivos: ALGO, ALGUÉM, FULANO, a) do singular - corresponde ao pronome pessoal EU. Ex.: Eu adormeço.
SICRANO, BELTRANO, NADA, NINGUÉM, OUTREM, QUEM, TUDO b) do plural - corresponde ao pronome pessoal NÓS. Ex.: Nós adorme-
Exemplos: cemos.
Algo o incomoda? 2ª pessoa: aquela que ouve. Pode ser
Acreditam em tudo o que fulano diz ou sicrano escreve. a) do singular - corresponde ao pronome pessoal TU. Ex.:Tu adormeces.
Não faças a outrem o que não queres que te façam. b) do plural - corresponde ao pronome pessoal VÓS. Ex.:Vós adorme-
Quem avisa amigo é. ceis.
Encontrei quem me pode ajudar. 3ª pessoa: aquela de quem se fala. Pode ser
Ele gosta de quem o elogia. a) do singular - corresponde aos pronomes pessoais ELE, ELA. Ex.: Ela
2. São pronomes indefinidos adjetivos: CADA, CERTO, CERTOS, adormece.
CERTA CERTAS. b) do plural - corresponde aos pronomes pessoas ELES, ELAS. Ex.:
Cada povo tem seus costumes. Eles adormecem.
Certas pessoas exercem várias profissões.
Certo dia apareceu em casa um repórter famoso. 3. MODO: é a propriedade que tem o verbo de indicar a atitude do
falante em relação ao fato que comunica. Há três modos em portu-
PRONOMES INTERROGATIVOS guês.
a) indicativo: a atitude do falante é de certeza diante do fato.
Aparecem em frases interrogativas. Como os indefinidos, referem-se
A cachorra Baleia corria na frente.
de modo impreciso à 3ª pessoa do discurso.
b) subjuntivo: a atitude do falante é de dúvida diante do fato.
Exemplos:
Talvez a cachorra Baleia corra na frente.
Que há?
c) imperativo: o fato é enunciado como uma ordem, um conselho, um
Que dia é hoje?
pedido
Reagir contra quê?
Corra na frente, Baleia.
Por que motivo não veio?
Quem foi?
4. TEMPO: é a propriedade que tem o verbo de localizar o fato no tem-
Qual será?
po, em relação ao momento em que se fala. Os três tempos básicos
Quantos vêm?
são:
Quantas irmãs tens?
a) presente: a ação ocorre no momento em que se fala:
Fecho os olhos, agito a cabeça.
VERBO b) pretérito (passado): a ação transcorreu num momento anterior àquele
em que se fala:
Fechei os olhos, agitei a cabeça.
CONCEITO
c) futuro: a ação poderá ocorrer após o momento em que se fala:
“As palavras em destaque no texto abaixo exprimem ações, situando-
Fecharei os olhos, agitarei a cabeça.
as no tempo.
O pretérito e o futuro admitem subdivisões, o que não ocorre com o
Queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me a queixa. Deu-me a
presente.
receita de como matá-las. Que misturasse em partes iguais açúcar, fari-
Veja o esquema dos tempos simples em português:
nha e gesso. A farinha e o açúcar as atrairiam, o gesso esturricaria dentro
Presente (falo)
elas. Assim fiz. Morreram.”
INDICATIVO Pretérito perfeito ( falei)
(Clarice Lispector)
Imperfeito (falava)
Essas palavras são verbos. O verbo também pode exprimir:
Mais- que-perfeito (falara)
a) Estado:
Futuro do presente (falarei)
Não sou alegre nem sou triste.
do pretérito (falaria)
Sou poeta.
Presente (fale)
b) Mudança de estado:
SUBJUNTIVO Pretérito imperfeito (falasse)
Meu avô foi buscar ouro.
Futuro (falar)
Mas o ouro virou terra.
c) Fenômeno: Há ainda três formas que não exprimem exatamente o tempo em que
Chove. O céu dorme. se dá o fato expresso. São as formas nominais, que completam o esque-
ma dos tempos simples.
VERBO é a palavra variável que exprime ação, estado, mudança de Infinitivo impessoal (falar)
estado e fenômeno, situando-se no tempo. Pessoal (falar eu, falares tu, etc.)
FORMAS NOMINAIS Gerúndio (falando)
FLEXÕES Particípio (falado)
O verbo é a classe de palavras que apresenta o maior número de fle- 5. VOZ: o sujeito do verbo pode ser:
xões na língua portuguesa. Graças a isso, uma forma verbal pode trazer a) agente do fato expresso.
em si diversas informações. A forma CANTÁVAMOS, por exemplo, indica: O carroceiro disse um palavrão.
• a ação de cantar. (sujeito agente)
• a pessoa gramatical que pratica essa ação (nós). O verbo está na voz ativa.
Língua Portuguesa 27

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
b) paciente do fato expresso: Quando pode ser substituído por FAZIA, o verbo HAVER concorda no
Um palavrão foi dito pelo carroceiro. pretérito imperfeito, e não no presente:
(sujeito paciente) Havia (e não HÁ) meses que a escola estava fechada.
O verbo está na voz passiva. Morávamos ali havia (e não HÁ) dois anos.
c) agente e paciente do fato expresso: Ela conseguira emprego havia (e não HÁ) pouco tempo.
O carroceiro machucou-se. Havia (e não HÁ) muito tempo que a policia o procurava.
(sujeito agente e paciente) 4) REALIZAR-SE
O verbo está na voz reflexiva. Houve festas e jogos.
Se não chovesse, teria havido outros espetáculos.
6. FORMAS RIZOTÔNICAS E ARRIZOTÔNICAS: dá-se o nome de Todas as noites havia ensaios das escolas de samba.
rizotônica à forma verbal cujo acento tônico está no radical.
Falo - Estudam. 5) Ser possível, existir possibilidade ou motivo (em frases negativas e
Dá-se o nome de arrizotônica à forma verbal cujo acento tônico está seguido de infinitivo):
fora do radical. Em pontos de ciência não há transigir.
Falamos - Estudarei. Não há contê-lo, então, no ímpeto.
Não havia descrer na sinceridade de ambos.
7. CLASSIFICACÃO DOS VERBOS: os verbos classificam-se em: Mas olha, Tomásia, que não há fiar nestas afeiçõezinhas.
a) regulares - são aqueles que possuem as desinências normais de sua E não houve convencê-lo do contrário.
conjugação e cuja flexão não provoca alterações no radical: canto - Não havia por que ficar ali a recriminar-se.
cantei - cantarei – cantava - cantasse. Como impessoal o verbo HAVER forma ainda a locução adverbial de
b) irregulares - são aqueles cuja flexão provoca alterações no radical ou há muito (= desde muito tempo, há muito tempo):
nas desinências: faço - fiz - farei - fizesse. De há muito que esta árvore não dá frutos.
c) defectivos - são aqueles que não apresentam conjugação completa, De há muito não o vejo.
como por exemplo, os verbos falir, abolir e os verbos que indicam fe- O verbo HAVER transmite a sua impessoalidade aos verbos que com
nômenos naturais, como CHOVER, TROVEJAR, etc. ele formam locução, os quais, por isso, permanecem invariáveis na 3ª
d) abundantes - são aqueles que possuem mais de uma forma com o pessoa do singular:
mesmo valor. Geralmente, essa característica ocorre no particípio: Vai haver eleições em outubro.
matado - morto - enxugado - enxuto. Começou a haver reclamações.
e) anômalos - são aqueles que incluem mais de um radical em sua Não pode haver umas sem as outras.
conjugação. Parecia haver mais curiosos do que interessados.
verbo ser: sou - fui Mas haveria outros defeitos, devia haver outros.
verbo ir: vou - ia A expressão correta é HAJA VISTA, e não HAJA VISTO. Pode ser
construída de três modos:
Hajam vista os livros desse autor.
QUANTO À EXISTÊNCIA OU NÃO DO SUJEITO Haja vista os livros desse autor.
1. Pessoais: são aqueles que se referem a qualquer sujeito implícito ou Haja vista aos livros desse autor.
explícito. Quase todos os verbos são pessoais.
O Nino apareceu na porta. CONVERSÃO DA VOZ ATIVA NA PASSIVA
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar substancialmente o
2. Impessoais: são aqueles que não se referem a qualquer sujeito implí- sentido da frase.
cito ou explícito. São utilizados sempre na 3ª pessoa. São impessoais: Exemplo:
a) verbos que indicam fenômenos meteorológicos: chover, nevar, ventar, Gutenberg inventou a imprensa. (voz ativa)
etc. A imprensa foi inventada por Gutenberg. (voz passiva)
Garoava na madrugada roxa. Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito da ati-
b) HAVER, no sentido de existir, ocorrer, acontecer: va passará a agente da passiva e o verbo assumirá a forma passiva,
Houve um espetáculo ontem. conservando o mesmo tempo.
Há alunos na sala. Outros exemplos:
Havia o céu, havia a terra, muita gente e mais Anica com seus olhos Os calores intensos provocam as chuvas.
claros. As chuvas são provocadas pelos calores intensos.
Eu o acompanharei.
c) FAZER, indicando tempo decorrido ou fenômeno meteorológico. Ele será acompanhado por mim.
Fazia dois anos que eu estava casado. Todos te louvariam.
Faz muito frio nesta região? Serias louvado por todos.
Prejudicaram-me.
O VERBO HAVER (empregado impessoalmente) Fui prejudicado.
O verbo haver é impessoal - sendo, portanto, usado invariavelmente Condenar-te-iam.
na 3ª pessoa do singular - quando significa: Serias condenado.
1) EXISTIR
Há pessoas que nos querem bem. EMPREGO DOS TEMPOS VERBAIS
Criaturas infalíveis nunca houve nem haverá. a) Presente
Brigavam à toa, sem que houvesse motivos sérios. Emprega-se o presente do indicativo para assinalar:
Livros, havia-os de sobra; o que faltava eram leitores. - um fato que ocorre no momento em que se fala.
2) ACONTECER, SUCEDER Eles estudam silenciosamente.
Houve casos difíceis na minha profissão de médico. Eles estão estudando silenciosamente.
Não haja desavenças entre vós. - uma ação habitual.
Naquele presídio havia frequentes rebeliões de presos. Corra todas as manhãs.
3) DECORRER, FAZER, com referência ao tempo passado: - uma verdade universal (ou tida como tal):
Há meses que não o vejo. O homem é mortal.
Haverá nove dias que ele nos visitou. A mulher ama ou odeia, não há outra alternativa.
Havia já duas semanas que Marcos não trabalhava. - fatos já passados. Usa-se o presente em lugar do pretérito para dar
O fato aconteceu há cerca de oito meses. maior realce à narrativa.

Língua Portuguesa 28

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Em 1748, Montesquieu publica a obra "O Espírito das Leis". VERBOS IRREGULARES
É o chamado presente histórico ou narrativo. DAR
- fatos futuros não muito distantes, ou mesmo incertos: Presente do indicativo dou, dás, dá, damos, dais, dão
Amanhã vou à escola. Pretérito perfeito dei, deste, deu, demos, destes, deram
Pretérito mais-que-perfeito dera, deras, dera, déramos, déreis, deram
Qualquer dia eu te telefono.
Presente do subjuntivo dê, dês, dê, demos, deis, dêem
b) Pretérito Imperfeito Imperfeito do subjuntivo desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem
Emprega-se o pretérito imperfeito do indicativo para designar: Futuro do subjuntivo der, deres, der, dermos, derdes, derem
- um fato passado contínuo, habitual, permanente: MOBILIAR
Ele andava à toa. Presente do indicativo mobilio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobiliam
Nós vendíamos sempre fiado. Presente do subjuntivo mobilie, mobilies, mobílie, mobiliemos, mobilieis, mobiliem
- um fato passado, mas de incerta localização no tempo. É o que ocorre Imperativo mobília, mobilie, mobiliemos, mobiliai, mobiliem
por exemplo, no inicio das fábulas, lendas, histórias infantis.
Era uma vez... AGUAR
- um fato presente em relação a outro fato passado. Presente do indicativo águo, águas, água, aguamos, aguais, águam
Eu lia quando ele chegou. Pretérito perfeito aguei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram
Presente do subjuntivo águe, agues, ague, aguemos, agueis, águem
c) Pretérito Perfeito
Emprega-se o pretérito perfeito do indicativo para referir um fato já MAGOAR
ocorrido, concluído. Presente do indicativo magoo, magoas, magoa, magoamos, magoais, magoam
Pretérito perfeito magoei, magoaste, magoou, magoamos, magoastes,
Estudei a noite inteira. magoaram
Usa-se a forma composta para indicar uma ação que se prolonga até Presente do subjuntivo magoe, magoes, magoe, magoemos, magoeis, magoem
o momento presente. Conjugam-se como magoar, abençoar, abotoar, caçoar, voar e perdoar
Tenho estudado todas as noites.
APIEDAR-SE
d) Pretérito mais-que-perfeito Presente do indicativo: apiado-me, apiadas-te, apiada-se, apiedamo-nos, apiedais-
Chama-se mais-que-perfeito porque indica uma ação passada em vos, apiadam-se
relação a outro fato passado (ou seja, é o passado do passado): Presente do subjuntivo apiade-me, apiades-te, apiade-se, apiedemo-nos, apiedei-
A bola já ultrapassara a linha quando o jogador a alcançou. vos, apiedem-se
e) Futuro do Presente Nas formas rizotônicas, o E do radical é substituído por A
Emprega-se o futuro do presente do indicativo para apontar um fato
MOSCAR
futuro em relação ao momento em que se fala.
Presente do indicativo musco, muscas, musca, moscamos, moscais, muscam
Irei à escola. Presente do subjuntivo musque, musques, musque, mosquemos, mosqueis,
f) Futuro do Pretérito musquem
Emprega-se o futuro do pretérito do indicativo para assinalar: Nas formas rizotônicas, o O do radical é substituído por U
- um fato futuro, em relação a outro fato passado.
- Eu jogaria se não tivesse chovido. RESFOLEGAR
- um fato futuro, mas duvidoso, incerto. Presente do indicativo resfolgo, resfolgas, resfolga, resfolegamos, resfolegais,
- Seria realmente agradável ter de sair? resfolgam
Presente do subjuntivo resfolgue, resfolgues, resfolgue, resfoleguemos, resfolegueis,
Um fato presente: nesse caso, o futuro do pretérito indica polidez e às
resfolguem
vezes, ironia. Nas formas rizotônicas, o E do radical desaparece
- Daria para fazer silêncio?!
NOMEAR
Modo Subjuntivo Presente da indicativo nomeio, nomeias, nomeia, nomeamos, nomeais, nomeiam
a) Presente Pretérito imperfeito nomeava, nomeavas, nomeava, nomeávamos, nomeáveis,
Emprega-se o presente do subjuntivo para mostrar: nomeavam
Pretérito perfeito nomeei, nomeaste, nomeou, nomeamos, nomeastes,
- um fato presente, mas duvidoso, incerto.
nomearam
Talvez eles estudem... não sei. Presente do subjuntivo nomeie, nomeies, nomeie, nomeemos, nomeeis, nomeiem
- um desejo, uma vontade: Imperativo afirmativo nomeia, nomeie, nomeemos, nomeai, nomeiem
Que eles estudem, este é o desejo dos pais e dos professores. Conjugam-se como nomear, cear, hastear, peritear, recear, passear
b) Pretérito Imperfeito
COPIAR
Emprega-se o pretérito imperfeito do subjuntivo para indicar uma Presente do indicativo copio, copias, copia, copiamos, copiais, copiam
hipótese, uma condição. Pretérito imperfeito copiei, copiaste, copiou, copiamos, copiastes, copiaram
Se eu estudasse, a história seria outra. Pretérito mais-que-perfeito copiara, copiaras, copiara, copiáramos, copiá-
Nós combinamos que se chovesse não haveria jogo. reis, copiaram
Presente do subjuntivo copie, copies, copie, copiemos, copieis, copiem
e) Pretérito Perfeito
Imperativo afirmativo copia, copie, copiemos, copiai, copiem
Emprega-se o pretérito perfeito composto do subjuntivo para apontar
um fato passado, mas incerto, hipotético, duvidoso (que são, afinal, as ODIAR
características do modo subjuntivo). Presente do indicativo odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam
Que tenha estudado bastante é o que espero. Pretérito imperfeito odiava, odiavas, odiava, odiávamos, odiáveis, odiavam
Pretérito perfeito odiei, odiaste, odiou, odiamos, odiastes, odiaram
d) Pretérito Mais-Que-Perfeito - Emprega-se o pretérito mais-que- Pretérito mais-que-perfeito odiara, odiaras, odiara, odiáramos, odiáreis, odiaram
perfeito do subjuntivo para indicar um fato passado em relação a outro Presente do subjuntivo odeie, odeies, odeie, odiemos, odieis, odeiem
fato passado, sempre de acordo com as regras típicas do modo sub- Conjugam-se como odiar, mediar, remediar, incendiar, ansiar
juntivo:
Se não tivéssemos saído da sala, teríamos terminado a prova tranqui- CABER
lamente. Presente do indicativo caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem
Pretérito perfeito coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam
e) Futuro Pretérito mais-que-perfeito coubera, couberas, coubera, coubéramos,
Emprega-se o futuro do subjuntivo para indicar um fato futuro já coubéreis, couberam
concluído em relação a outro fato futuro. Presente do subjuntivo caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam
Quando eu voltar, saberei o que fazer. Imperfeito do subjuntivo coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubés-
seis, coubessem

Língua Portuguesa 29

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Futuro do subjuntivo couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, coube- Pretérito mais-que-perfeito quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quisé-
rem reis, quiseram
O verbo CABER não se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no Presente do subjuntivo queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram
imperativo negativo Pretérito imperfeito quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos quisésseis,
quisessem
CRER Futuro quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem
Presente do indicativo creio, crês, crê, cremos, credes, crêem
Presente do subjuntivo creia, creias, creia, creiamos, creiais, creiam REQUERER
Imperativo afirmativo crê, creia, creiamos, crede, creiam Presente do indicativo requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis, reque-
Conjugam-se como crer, ler e descrer rem
Pretérito perfeito requeri, requereste, requereu, requeremos, requereste,
DIZER requereram
Presente do indicativo digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem Pretérito mais-que-perfeito requerera, requereras, requerera, requerera-
Pretérito perfeito disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram mos, requerereis, requereram
Pretérito mais-que-perfeito dissera, disseras, dissera, disséramos, dissé- Futuro do presente requererei, requererás requererá, requereremos, requere-
reis, disseram reis, requererão
Futuro do presente direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão Futuro do pretérito requereria, requererias, requereria, requereríamos, reque-
Futuro do pretérito diria, dirias, diria, diríamos, diríeis, diriam reríeis, requereriam
Presente do subjuntivo diga, digas, diga, digamos, digais, digam Imperativo requere, requeira, requeiramos, requerer, requeiram
Pretérito imperfeito dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, Presente do subjuntivo requeira, requeiras, requeira, requeiramos, requeirais,
dissesse requeiram
Futuro disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem Pretérito Imperfeito requeresse, requeresses, requeresse, requerêssemos,
Particípio dito requerêsseis, requeressem,
Conjugam-se como dizer, bendizer, desdizer, predizer, maldizer Futuro requerer, requereres, requerer, requerermos, requererdes,
requerem
FAZER Gerúndio requerendo
Presente do indicativo faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem Particípio requerido
Pretérito perfeito fiz, fizeste, fez, fizemos fizestes, fizeram O verbo REQUERER não se conjuga como querer.
Pretérito mais-que-perfeito fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis,
fizeram REAVER
Futuro do presente farei, farás, fará, faremos, fareis, farão Presente do indicativo reavemos, reaveis
Futuro do pretérito faria, farias, faria, faríamos, faríeis, fariam Pretérito perfeito reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouve-
Imperativo afirmativo faze, faça, façamos, fazei, façam ram
Presente do subjuntivo faça, faças, faça, façamos, façais, façam Pretérito mais-que-perfeito reouvera, reouveras, reouvera, reouvéramos, reouvéreis,
Imperfeito do subjuntivo fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizessem reouveram
Futuro do subjuntivo fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem Pretérito imperf. do subjuntivo reouvesse, reouvesses, reouvesse, reouvéssemos,
Conjugam-se como fazer, desfazer, refazer satisfazer reouvésseis, reouvessem
Futuro reouver, reouveres, reouver, reouvermos, reouverdes, reouverem
PERDER O verbo REAVER conjuga-se como haver, mas só nas formas em que esse apre-
Presente do indicativo perco, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem senta a letra v
Presente do subjuntivo perca, percas, perca, percamos, percais, percam
Imperativo afirmativo perde, perca, percamos, perdei, percam SABER
Presente do indicativo sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem
PODER Pretérito perfeito soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam
Presente do Indicativo posso, podes, pode, podemos, podeis, podem Pretérito mais-que-perfeito soubera, souberas, soubera, soubéramos,
Pretérito Imperfeito podia, podias, podia, podíamos, podíeis, podiam soubéreis, souberam
Pretérito perfeito pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam Pretérito imperfeito sabia, sabias, sabia, sabíamos, sabíeis, sabiam
Pretérito mais-que-perfeito pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis, Presente do subjuntivo soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubés-
puderam seis, soubessem
Presente do subjuntivo possa, possas, possa, possamos, possais, possam Futuro souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem
Pretérito imperfeito pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis,
pudessem VALER
Futuro puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem Presente do indicativo valho, vales, vale, valemos, valeis, valem
Infinitivo pessoal pode, poderes, poder, podermos, poderdes, poderem Presente do subjuntivo valha, valhas, valha, valhamos, valhais, valham
Gerúndio podendo Imperativo afirmativo vale, valha, valhamos, valei, valham
Particípio podido
O verbo PODER não se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no TRAZER
imperativo negativo Presente do indicativo trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem
Pretérito imperfeito trazia, trazias, trazia, trazíamos, trazíeis, traziam
PROVER Pretérito perfeito trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram
Presente do indicativo provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem Pretérito mais-que-perfeito trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos,
Pretérito imperfeito provia, provias, provia, províamos, províeis, proviam trouxéreis, trouxeram
Pretérito perfeito provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram Futuro do presente trarei, trarás, trará, traremos, trareis, trarão
Pretérito mais-que-perfeito provera, proveras, provera, provêramos, Futuro do pretérito traria, trarias, traria, traríamos, traríeis, trariam
provêreis, proveram Imperativo traze, traga, tragamos, trazei, tragam
Futuro do presente proverei, proverás, proverá, proveremos, provereis, prove- Presente do subjuntivo traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam
rão Pretérito imperfeito trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxés-
Futuro do pretérito proveria, proverias, proveria, proveríamos, proveríeis, seis, trouxessem
proveriam Futuro trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxe-
Imperativo provê, proveja, provejamos, provede, provejam rem
Presente do subjuntivo proveja, provejas, proveja, provejamos, provejais, provejam Infinitivo pessoal trazer, trazeres, trazer, trazermos, trazerdes, trazerem
Pretérito imperfeito provesse, provesses, provesse, provêssemos, provêsseis, Gerúndio trazendo
provessem Particípio trazido
Futuro prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem
Gerúndio provendo VER
Particípio provido Presente do indicativo vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem
Pretérito perfeito vi, viste, viu, vimos, vistes, viram
QUERER Pretérito mais-que-perfeito vira, viras, vira, viramos, vireis, viram
Presente do indicativo quero, queres, quer, queremos, quereis, querem Imperativo afirmativo vê, veja, vejamos, vede vós, vejam vocês
Pretérito perfeito quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram Presente do subjuntivo veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam
Pretérito imperfeito visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem
Língua Portuguesa 30

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Futuro vir, vires, vir, virmos, virdes, virem Pretérito imperfeito fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem
Particípio visto Futuro for, fores, for, formos, fordes, forem
Infinitivo pessoal ir, ires, ir, irmos, irdes, irem
ABOLIR Gerúndio indo
Presente do indicativo aboles, abole abolimos, abolis, abolem Particípio ido
Pretérito imperfeito abolia, abolias, abolia, abolíamos, abolíeis, aboliam
Pretérito perfeito aboli, aboliste, aboliu, abolimos, abolistes, aboliram OUVIR
Pretérito mais-que-perfeito abolira, aboliras, abolira, abolíramos, abolíreis, Presente do indicativo ouço, ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem
aboliram Presente do subjuntivo ouça, ouças, ouça, ouçamos, ouçais, ouçam
Futuro do presente abolirei, abolirás, abolirá, aboliremos, abolireis, abolirão Imperativo ouve, ouça, ouçamos, ouvi, ouçam
Futuro do pretérito aboliria, abolirias, aboliria, aboliríamos, aboliríeis, aboliriam Particípio ouvido
Presente do subjuntivo não há
Presente imperfeito abolisse, abolisses, abolisse, abolíssemos, abolísseis, PEDIR
abolissem Presente do indicativo peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem
Futuro abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem Pretérito perfeito pedi, pediste, pediu, pedimos, pedistes, pediram
Imperativo afirmativo abole, aboli Presente do subjuntivo peça, peças, peça, peçamos, peçais, peçam
Imperativo negativo não há Imperativo pede, peça, peçamos, pedi, peçam
Infinitivo pessoal abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem Conjugam-se como pedir: medir, despedir, impedir, expedir
Infinitivo impessoal abolir
Gerúndio abolindo POLIR
Particípio abolido Presente do indicativo pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem
Presente do subjuntivo pula, pulas, pula, pulamos, pulais, pulam
O verbo ABOLIR é conjugado só nas formas em que depois do L do radical há E ou Imperativo pule, pula, pulamos, poli, pulam
I.
REMIR
AGREDIR Presente do indicativo redimo, redimes, redime, redimimos, redimis, redimem
Presente do indicativo agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem Presente do subjuntivo redima, redimas, redima, redimamos, redimais, redimam
Presente do subjuntivo agrida, agridas, agrida, agridamos, agridais, agridam
Imperativo agride, agrida, agridamos, agredi, agridam RIR
Nas formas rizotônicas, o verbo AGREDIR apresenta o E do radical substituído por Presente do indicativo rio, ris, ri, rimos, rides, riem
I. Pretérito imperfeito ria, rias, ria, riamos, ríeis, riam
Pretérito perfeito ri, riste, riu, rimos, ristes, riram
COBRIR Pretérito mais-que-perfeito rira, riras, rira, ríramos, rireis, riram
Presente do indicativo cubro, cobres, cobre, cobrimos, cobris, cobrem Futuro do presente rirei, rirás, rirá, riremos, rireis, rirão
Presente do subjuntivo cubra, cubras, cubra, cubramos, cubrais, cubram Futuro do pretérito riria, ririas, riria, riríamos, riríeis, ririam
Imperativo cobre, cubra, cubramos, cobri, cubram Imperativo afirmativo ri, ria, riamos, ride, riam
Particípio coberto Presente do subjuntivo ria, rias, ria, riamos, riais, riam
Conjugam-se como COBRIR, dormir, tossir, descobrir, engolir Pretérito imperfeito risse, risses, risse, ríssemos, rísseis, rissem
Futuro rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem
FALIR Infinitivo pessoal rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem
Presente do indicativo falimos, falis Gerúndio rindo
Pretérito imperfeito falia, falias, falia, falíamos, falíeis, faliam Particípio rido
Pretérito mais-que-perfeito falira, faliras, falira, falíramos, falireis, faliram Conjuga-se como rir: sorrir
Pretérito perfeito fali, faliste, faliu, falimos, falistes, faliram
Futuro do presente falirei, falirás, falirá, faliremos, falireis, falirão VIR
Futuro do pretérito faliria, falirias, faliria, faliríamos, faliríeis, faliriam Presente do indicativo venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm
Presente do subjuntivo não há Pretérito imperfeito vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham
Pretérito imperfeito falisse, falisses, falisse, falíssemos, falísseis, falissem Pretérito perfeito vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram
Futuro falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem Pretérito mais-que-perfeito viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram
Imperativo afirmativo fali (vós) Futuro do presente virei, virás, virá, viremos, vireis, virão
Imperativo negativo não há Futuro do pretérito viria, virias, viria, viríamos, viríeis, viriam
Infinitivo pessoal falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem Imperativo afirmativo vem, venha, venhamos, vinde, venham
Gerúndio falindo Presente do subjuntivo venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham
Particípio falido Pretérito imperfeito viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem
Futuro vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem
FERIR Infinitivo pessoal vir, vires, vir, virmos, virdes, virem
Presente do indicativo firo, feres, fere, ferimos, feris, ferem Gerúndio vindo
Presente do subjuntivo fira, firas, fira, firamos, firais, firam Particípio vindo
Conjugam-se como FERIR: competir, vestir, inserir e seus derivados. Conjugam-se como vir: intervir, advir, convir, provir, sobrevir

MENTIR SUMIR
Presente do indicativo minto, mentes, mente, mentimos, mentis, mentem Presente do indicativo sumo, somes, some, sumimos, sumis, somem
Presente do subjuntivo minta, mintas, minta, mintamos, mintais, mintam Presente do subjuntivo suma, sumas, suma, sumamos, sumais, sumam
Imperativo mente, minta, mintamos, menti, mintam Imperativo some, suma, sumamos, sumi, sumam
Conjugam-se como MENTIR: sentir, cerzir, competir, consentir, pressentir. Conjugam-se como SUMIR: subir, acudir, bulir, escapulir, fugir, consumir, cuspir
FUGIR
Presente do indicativo fujo, foges, foge, fugimos, fugis, fogem
Imperativo foge, fuja, fujamos, fugi, fujam ADVÉRBIO
Presente do subjuntivo fuja, fujas, fuja, fujamos, fujais, fujam

IR Advérbio é a palavra que modifica a verbo, o adjetivo ou o próprio ad-


Presente do indicativo vou, vais, vai, vamos, ides, vão vérbio, exprimindo uma circunstância.
Pretérito imperfeito ia, ias, ia, íamos, íeis, iam Os advérbios dividem-se em:
Pretérito perfeito fui, foste, foi, fomos, fostes, foram 1) LUGAR: aqui, cá, lá, acolá, ali, aí, aquém, além, algures, alhures,
Pretérito mais-que-perfeito fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram nenhures, atrás, fora, dentro, perto, longe, adiante, diante, onde,
Futuro do presente irei, irás, irá, iremos, ireis, irão avante, através, defronte, aonde, etc.
Futuro do pretérito iria, irias, iria, iríamos, iríeis, iriam 2) TEMPO: hoje, amanhã, depois, antes, agora, anteontem, sempre,
Imperativo afirmativo vai, vá, vamos, ide, vão
nunca, já, cedo, logo, tarde, ora, afinal, outrora, então, amiúde, breve,
Imperativo negativo não vão, não vá, não vamos, não vades, não vão
Presente do subjuntivo vá, vás, vá, vamos, vades, vão brevemente, entrementes, raramente, imediatamente, etc.

Língua Portuguesa 31

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
3) MODO: bem, mal, assim, depressa, devagar, como, debalde, pior, VII 7 sete sétimo sétuplo sétimo
melhor, suavemente, tenazmente, comumente, etc. VIII 8 oito oitavo óctuplo oitavo
4) ITENSIDADE: muito, pouco, assaz, mais, menos, tão, bastante, IX 9 nove nono nônuplo nono
demasiado, meio, completamente, profundamente, quanto, quão, tan- X 10 dez décimo décuplo décimo
to, bem, mal, quase, apenas, etc. XI 11 onze décimo onze avos
5) AFIRMAÇÃO: sim, deveras, certamente, realmente, efetivamente, etc. primeiro
6) NEGAÇÃO: não. XII 12 doze décimo doze avos
7) DÚVIDA: talvez, acaso, porventura, possivelmente, quiçá, decerto, segundo
provavelmente, etc. XIII 13 treze décimo treze avos
terceiro
Há Muitas Locuções Adverbiais XIV 14 quatorze décimo quatorze
1) DE LUGAR: à esquerda, à direita, à tona, à distância, à frente, à quarto avos
entrada, à saída, ao lado, ao fundo, ao longo, de fora, de lado, etc. XV 15 quinze décimo quinze avos
2) TEMPO: em breve, nunca mais, hoje em dia, de tarde, à tarde, à quinto
noite, às ave-marias, ao entardecer, de manhã, de noite, por ora, por XVI 16 dezesseis décimo sexto dezesseis
fim, de repente, de vez em quando, de longe em longe, etc. avos
3) MODO: à vontade, à toa, ao léu, ao acaso, a contento, a esmo, de XVII 17 dezessete décimo dezessete
sétimo avos
bom grado, de cor, de mansinho, de chofre, a rigor, de preferência,
XVIII 18 dezoito décimo dezoito avos
em geral, a cada passo, às avessas, ao invés, às claras, a pique, a
oitavo
olhos vistos, de propósito, de súbito, por um triz, etc.
XIX 19 dezenove décimo nono dezenove
4) MEIO OU INSTRUMENTO: a pau, a pé, a cavalo, a martelo, a máqui- avos
na, a tinta, a paulada, a mão, a facadas, a picareta, etc. XX 20 vinte vigésimo vinte avos
5) AFIRMAÇÃO: na verdade, de fato, de certo, etc. XXX 30 trinta trigésimo trinta avos
6) NEGAÇAO: de modo algum, de modo nenhum, em hipótese alguma, XL 40 quarenta quadragési- quarenta
etc. mo avos
7) DÚVIDA: por certo, quem sabe, com certeza, etc. L 50 cinquenta quinquagé- cinquenta
simo avos
Advérbios Interrogativos LX 60 sessenta sexagésimo sessenta
Onde?, aonde?, donde?, quando?, porque?, como? avos
LXX 70 setenta septuagési- setenta avos
Palavras Denotativas mo
Certas palavras, por não se poderem enquadrar entre os advérbios, LXXX 80 oitenta octogésimo oitenta avos
terão classificação à parte. São palavras que denotam exclusão, inclusão, XC 90 noventa nonagésimo noventa avos
situação, designação, realce, retificação, afetividade, etc. C 100 cem centésimo centésimo
1) DE EXCLUSÃO - só, salvo, apenas, senão, etc. CC 200 duzentos ducentésimo ducentésimo
2) DE INCLUSÃO - também, até, mesmo, inclusive, etc. CCC 300 trezentos trecentésimo trecentésimo
3) DE SITUAÇÃO - mas, então, agora, afinal, etc. CD 400 quatrocen- quadringen- quadringen-
4) DE DESIGNAÇÃO - eis. tos tésimo tésimo
5) DE RETIFICAÇÃO - aliás, isto é, ou melhor, ou antes, etc. D 500 quinhentos quingentési- quingentési-
6) DE REALCE - cá, lá, sã, é que, ainda, mas, etc. mo mo
Você lá sabe o que está dizendo, homem... DC 600 seiscentos sexcentési- sexcentési-
Mas que olhos lindos! mo mo
Veja só que maravilha! DCC 700 setecentos septingenté- septingenté-
simo simo
DCCC 800 oitocentos octingenté- octingenté-
simo simo
NUMERAL CM 900 novecen- nongentési- nongentési-
tos mo mo
Numeral é a palavra que indica quantidade, ordem, múltiplo ou fração.
M 1000 mil milésimo milésimo
O numeral classifica-se em:
- cardinal - quando indica quantidade.
Emprego do Numeral
- ordinal - quando indica ordem.
Na sucessão de papas, reis, príncipes, anos, séculos, capítulos, etc.
- multiplicativo - quando indica multiplicação.
empregam-se de 1 a 10 os ordinais.
- fracionário - quando indica fracionamento.
João Paulo I I (segundo) ano lll (ano terceiro)
Exemplos:
Luis X (décimo) ano I (primeiro)
Silvia comprou dois livros.
Pio lX (nono) século lV (quarto)
Antônio marcou o primeiro gol.
Na semana seguinte, o anel custará o dobro do preço.
De 11 em diante, empregam-se os cardinais:
O galinheiro ocupava um quarto da quintal.
Leão Xlll (treze) ano Xl (onze)
Pio Xll (doze) século XVI (dezesseis)
QUADRO BÁSICO DOS NUMERAIS
Luis XV (quinze) capitulo XX (vinte)
Algarismos Numerais
Roma- Arábi- Cardinais Ordinais Multiplica- Fracionários Se o numeral aparece antes, é lido como ordinal.
nos cos tivos XX Salão do Automóvel (vigésimo)
I 1 um primeiro simples - VI Festival da Canção (sexto)
II 2 dois segundo duplo meio lV Bienal do Livro (quarta)
dobro XVI capítulo da telenovela (décimo sexto)
III 3 três terceiro tríplice terço
IV 4 quatro quarto quádruplo quarto Quando se trata do primeiro dia do mês, deve-se dar preferência ao
V 5 cinco quinto quíntuplo quinto emprego do ordinal.
VI 6 seis sexto sêxtuplo sexto Hoje é primeiro de setembro

Língua Portuguesa 32

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Não é aconselhável iniciar período com algarismos Conjunção é uma palavra invariável que liga orações ou palavras da
16 anos tinha Patrícia = Dezesseis anos tinha Patrícia mesma oração.

A título de brevidade, usamos constantemente os cardinais pelos or- No 2º exemplo, a conjunção liga as orações sem fazer que uma depen-
dinais. Ex.: casa vinte e um (= a vigésima primeira casa), página trinta e da da outra, sem que a segunda complete o sentido da primeira: por isso, a
dois (= a trigésima segunda página). Os cardinais um e dois não variam conjunção E é coordenativa.
nesse caso porque está subentendida a palavra número. Casa número
vinte e um, página número trinta e dois. Por isso, deve-se dizer e escrever No 3º exemplo, a conjunção liga duas orações que se completam uma à
também: a folha vinte e um, a folha trinta e dois. Na linguagem forense, outra e faz com que a segunda dependa da primeira: por isso, a conjunção
vemos o numeral flexionado: a folhas vinte e uma a folhas trinta e duas. QUANDO é subordinativa.
As conjunções, portanto, dividem-se em coordenativas e subordinativas.
ARTIGO CONJUNÇÕES COORDENATIVAS
As conjunções coordenativas podem ser:
Artigo é uma palavra que antepomos aos substantivos para determi- 1) Aditivas, que dão ideia de adição, acrescentamento: e, nem, mas
ná-los. Indica-lhes, ao mesmo tempo, o gênero e o número. também, mas ainda, senão também, como também, bem como.
Dividem-se em O agricultor colheu o trigo e o vendeu.
• definidos: O, A, OS, AS Não aprovo nem permitirei essas coisas.
• indefinidos: UM, UMA, UNS, UMAS. Os livros não só instruem mas também divertem.
Os definidos determinam os substantivos de modo preciso, particular. As abelhas não apenas produzem mel e cera mas ainda polini-
Viajei com o médico. (Um médico referido, conhecido, determinado). zam as flores.
Os indefinidos determinam os substantivos de modo vago, impreciso, 2) Adversativas, que exprimem oposição, contraste, ressalva, com-
geral. pensação: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, sendo, ao
Viajei com um médico. (Um médico não referido, desconhecido, inde- passo que, antes (= pelo contrário), no entanto, não obstante,
terminado). apesar disso, em todo caso.
Isoladamente, os artigos são palavras de todo vazias de sentido. Querem ter dinheiro, mas não trabalham.
Ela não era bonita, contudo cativava pela simpatia.
Não vemos a planta crescer, no entanto, ela cresce.
CONJUNÇÃO A culpa não a atribuo a vós, senão a ele.
O professor não proíbe, antes estimula as perguntas em aula.
O exército do rei parecia invencível, não obstante, foi derrotado.
Conjunção é a palavra que une duas ou mais orações. Você já sabe bastante, porém deve estudar mais.
Eu sou pobre, ao passo que ele é rico.
Conjunções Coordenativas Hoje não atendo, em todo caso, entre.
1) ADITIVAS: e, nem, também, mas, também, etc. 3) Alternativas, que exprimem alternativa, alternância ou, ou ... ou,
2) ADVERSATIVAS: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, senão, ora ... ora, já ... já, quer ... quer, etc.
no entanto, etc. Os sequestradores deviam render-se ou seriam mortos.
3) ALTERNATIVAS: ou, ou.., ou, ora... ora, já... já, quer, quer, etc. Ou você estuda ou arruma um emprego.
4) CONCLUSIVAS. logo, pois, portanto, por conseguinte, por conse- Ora triste, ora alegre, a vida segue o seu ritmo.
quência. Quer reagisse, quer se calasse, sempre acabava apanhando.
5) EXPLICATIVAS: isto é, por exemplo, a saber, que, porque, pois, etc. "Já chora, já se ri, já se enfurece."
(Luís de Camões)
Conjunções Subordinativas 4) Conclusivas, que iniciam uma conclusão: logo, portanto, por
1) CONDICIONAIS: se, caso, salvo se, contanto que, uma vez que, etc. conseguinte, pois (posposto ao verbo), por isso.
2) CAUSAIS: porque, já que, visto que, que, pois, porquanto, etc. As árvores balançam, logo está ventando.
3) COMPARATIVAS: como, assim como, tal qual, tal como, mais que, Você é o proprietário do carro, portanto é o responsável.
etc. O mal é irremediável; deves, pois, conformar-te.
4) CONFORMATIVAS: segundo, conforme, consoante, como, etc. 5) Explicativas, que precedem uma explicação, um motivo: que,
5) CONCESSIVAS: embora, ainda que, mesmo que, posto que, se bem porque, porquanto, pois (anteposto ao verbo).
que, etc. Não solte balões, que (ou porque, ou pois, ou porquanto) podem
6) INTEGRANTES: que, se, etc. causar incêndios.
7) FINAIS: para que, a fim de que, que, etc. Choveu durante a noite, porque as ruas estão molhadas.
8) CONSECUTIVAS: tal... qual, tão... que, tamanho... que, de sorte que, Observação: A conjunção A pode apresentar-se com sentido adver-
de forma que, de modo que, etc. sativo:
Sofrem duras privações a [= mas] não se queixam.
9) PROPORCIONAIS: à proporção que, à medida que, quanto... tanto
"Quis dizer mais alguma coisa a não pôde."
mais, etc.
(Jorge Amado)
10) TEMPORAIS: quando, enquanto, logo que, depois que, etc.
Conjunções subordinativas
VALOR LÓGICO E SINTÁTICO DAS CONJUNÇÕES As conjunções subordinativas ligam duas orações, subordinando uma
à outra. Com exceção das integrantes, essas conjunções iniciam orações
Examinemos estes exemplos: que traduzem circunstâncias (causa, comparação, concessão, condição
1º) Tristeza e alegria não moram juntas. ou hipótese, conformidade, consequência, finalidade, proporção, tempo).
2º) Os livros ensinam e divertem. Abrangem as seguintes classes:
3º) Saímos de casa quando amanhecia. 1) Causais: porque, que, pois, como, porquanto, visto que, visto como,
já que, uma vez que, desde que.
No primeiro exemplo, a palavra E liga duas palavras da mesma oração: O tambor soa porque é oco. (porque é oco: causa; o tambor soa:
é uma conjunção. efeito).
Como estivesse de luto, não nos recebeu.
No segundo a terceiro exemplos, as palavras E e QUANDO estão ligan- Desde que é impossível, não insistirei.
do orações: são também conjunções.

Língua Portuguesa 33

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
2) Comparativas: como, (tal) qual, tal a qual, assim como, (tal) como, 9) Temporais: quando, enquanto, logo que, mal (= logo que), sempre
(tão ou tanto) como, (mais) que ou do que, (menos) que ou do que, que, assim que, desde que, antes que, depois que, até que, agora
(tanto) quanto, que nem, feito (= como, do mesmo modo que), o que, etc.
mesmo que (= como). Venha quando você quiser.
Ele era arrastado pela vida como uma folha pelo vento. Não fale enquanto come.
O exército avançava pela planície qual uma serpente imensa. Ela me reconheceu, mal lhe dirigi a palavra.
"Os cães, tal qual os homens, podem participar das três categorias." Desde que o mundo existe, sempre houve guerras.
(Paulo Mendes Campos) Agora que o tempo esquentou, podemos ir à praia.
"Sou o mesmo que um cisco em minha própria casa." "Ninguém o arredava dali, até que eu voltasse." (Carlos Povina Caval-
(Antônio Olavo Pereira) cânti)
"E pia tal a qual a caça procurada."
(Amadeu de Queirós) 10) Integrantes: que, se.
"Por que ficou me olhando assim feito boba?" Sabemos que a vida é breve.
(Carlos Drummond de Andrade) Veja se falta alguma coisa.
Os pedestres se cruzavam pelas ruas que nem formigas apressadas. Observação:
Nada nos anima tanto como (ou quanto) um elogio sincero. Em frases como Sairás sem que te vejam, Morreu sem que ninguém o
Os governantes realizam menos do que prometem. chorasse, consideramos sem que conjunção subordinativa modal. A NGB,
porém, não consigna esta espécie de conjunção.
3) Concessivas: embora, conquanto, que, ainda que, mesmo que, ainda
quando, mesmo quando, posto que, por mais que, por muito que, por Locuções conjuntivas: no entanto, visto que, desde que, se bem
menos que, se bem que, em que (pese), nem que, dado que, sem que que, por mais que, ainda quando, à medida que, logo que, a rim de que,
(= embora não). etc.
Célia vestia-se bem, embora fosse pobre. Muitas conjunções não têm classificação única, imutável, devendo,
A vida tem um sentido, por mais absurda que possa parecer. portanto, ser classificadas de acordo com o sentido que apresentam no
Beba, nem que seja um pouco. contexto. Assim, a conjunção que pode ser:
Dez minutos que fossem, para mim, seria muito tempo. 1) Aditiva (= e):
Fez tudo direito, sem que eu lhe ensinasse. Esfrega que esfrega, mas a nódoa não sai.
Em que pese à autoridade deste cientista, não podemos aceitar suas A nós que não a eles, compete fazê-lo.
afirmações. 2) Explicativa (= pois, porque):
Não sei dirigir, e, dado que soubesse, não dirigiria de noite. Apressemo-nos, que chove.
3) Integrante:
4) Condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que Diga-lhe que não irei.
(= se não), a não ser que, a menos que, dado que. 4) Consecutiva:
Ficaremos sentidos, se você não vier. Tanto se esforçou que conseguiu vencer.
Comprarei o quadro, desde que não seja caro. Não vão a uma festa que não voltem cansados.
Não sairás daqui sem que antes me confesses tudo. Onde estavas, que não te vi?
"Eleutério decidiu logo dormir repimpadamente sobre a areia, a menos 5) Comparativa (= do que, como):
que os mosquitos se opusessem." A luz é mais veloz que o som.
(Ferreira de Castro) Ficou vermelho que nem brasa.
6) Concessiva (= embora, ainda que):
5) Conformativas: como, conforme, segundo, consoante. As coisas Alguns minutos que fossem, ainda assim seria muito tempo.
não são como (ou conforme) dizem. Beba, um pouco que seja.
"Digo essas coisas por alto, segundo as ouvi narrar." 7) Temporal (= depois que, logo que):
(Machado de Assis) Chegados que fomos, dirigimo-nos ao hotel.
8) Final (= pare que):
6) Consecutivas: que (precedido dos termos intensivos tal, tão, tanto, Vendo-me à janela, fez sinal que descesse.
tamanho, às vezes subentendidos), de sorte que, de modo que, de 9) Causal (= porque, visto que):
forma que, de maneira que, sem que, que (não). "Velho que sou, apenas conheço as flores do meu tempo." (Vival-
Minha mão tremia tanto que mal podia escrever. do Coaraci)
Falou com uma calma que todos ficaram atônitos.
Ontem estive doente, de sorte que (ou de modo que) não saí. A locução conjuntiva sem que, pode ser, conforme a frase:
Não podem ver um cachorro na rua sem que o persigam. 1) Concessiva: Nós lhe dávamos roupa a comida, sem que ele pe-
Não podem ver um brinquedo que não o queiram comprar. disse. (sem que = embora não)
7) Finais: para que, a fim de que, que (= para que).
Afastou-se depressa para que não o víssemos. 2) Condicional: Ninguém será bom cientista, sem que estude muito.
Falei-lhe com bons termos, a fim de que não se ofendesse. (sem que = se não,caso não)
Fiz-lhe sinal que se calasse.
3) Consecutiva: Não vão a uma festa sem que voltem cansados.
8) Proporcionais: à proporção que, à medida que, ao passo que, quan- (sem que = que não)
to mais... (tanto mais), quanto mais... (tanto menos), quanto menos...
(tanto mais), quanto mais... (mais), (tanto)... quanto. 4) Modal: Sairás sem que te vejam. (sem que = de modo que não)
À medida que se vive, mais se aprende.
À proporção que subíamos, o ar ia ficando mais leve. Conjunção é a palavra que une duas ou mais orações.
Quanto mais as cidades crescem, mais problemas vão tendo.
Os soldados respondiam, à medida que eram chamados. PREPOSIÇÃO
Observação:
São incorretas as locuções proporcionais à medida em que, na medi- Preposições são palavras que estabelecem um vínculo entre dois
da que e na medida em que. A forma correta é à medida que: termos de uma oração. O primeiro, um subordinante ou antecedente, e o
"À medida que os anos passam, as minhas possibilidades diminuem." segundo, um subordinado ou consequente.
(Maria José de Queirós) Exemplos:
Chegaram a Porto Alegre.

Língua Portuguesa 34

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Discorda de você. PREDICADO
Fui até a esquina. Predicado é o termo da oração que declara alguma coisa do sujeito.
Casa de Paulo. O predicado classifica-se em:
1. Nominal: é aquele que se constitui de verbo de ligação mais
Preposições Essenciais e Acidentais predicativo do sujeito.
As preposições essenciais são: A, ANTE, APÓS, ATÉ, COM, CON- Nosso colega está doente.
TRA, DE, DESDE, EM, ENTRE, PARA, PERANTE, POR, SEM, SOB, Principais verbos de ligação: SER, ESTAR, PARECER,
SOBRE e ATRÁS. PERMANECER, etc.
Certas palavras ora aparecem como preposições, ora pertencem a Predicativo do sujeito é o termo que ajuda o verbo de ligação a
outras classes, sendo chamadas, por isso, de preposições acidentais: comunicar estado ou qualidade do sujeito.
afora, conforme, consoante, durante, exceto, fora, mediante, não obstante, Nosso colega está doente.
salvo, segundo, senão, tirante, visto, etc. A moça permaneceu sentada.

INTERJEIÇÃO 2. Predicado verbal é aquele que se constitui de verbo intransitivo ou


transitivo.
O avião sobrevoou a praia.
Interjeição é a palavra que comunica emoção. As interjeições podem
Verbo intransitivo é aquele que não necessita de complemento.
ser:
O sabiá voou alto.
- alegria: ahl oh! oba! eh!
Verbo transitivo é aquele que necessita de complemento.
- animação: coragem! avante! eia!
• Transitivo direto: é o verbo que necessita de complemento sem auxílio
- admiração: puxa! ih! oh! nossa!
de proposição.
- aplauso: bravo! viva! bis!
Minha equipe venceu a partida.
- desejo: tomara! oxalá!
• Transitivo indireto: é o verbo que necessita de complemento com
- dor: aí! ui!
auxílio de preposição.
- silêncio: psiu! silêncio!
Ele precisa de um esparadrapo.
- suspensão: alto! basta!
• Transitivo direto e indireto (bitransitivo) é o verbo que necessita ao
mesmo tempo de complemento sem auxílio de preposição e de
LOCUÇÃO INTERJETIVA é a conjunto de palavras que têm o mesmo complemento com auxilio de preposição.
valor de uma interjeição. Damos uma simples colaboração a vocês.
Minha Nossa Senhora! Puxa vida! Deus me livre! Raios te partam!
Meu Deus! Que maravilha! Ora bolas! Ai de mim! 3. Predicado verbo nominal: é aquele que se constitui de verbo
intransitivo mais predicativo do sujeito ou de verbo transitivo mais
Sintaxe; frases, oração e período predicativo do sujeito.
FRASE Os rapazes voltaram vitoriosos.
Frase é um conjunto de palavras que têm sentido completo. • Predicativo do sujeito: é o termo que, no predicado verbo-nominal,
O tempo está nublado. ajuda o verbo intransitivo a comunicar estado ou qualidade do sujeito.
Socorro! Ele morreu rico.
Que calor! • Predicativo do objeto é o termo que, que no predicado verbo-nominal,
ajuda o verbo transitivo a comunicar estado ou qualidade do objeto
ORAÇÃO
direto ou indireto.
Oração é a frase que apresenta verbo ou locução verbal.
Elegemos o nosso candidato vereador.
A fanfarra desfilou na avenida.
As festas juninas estão chegando.
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO
PERÍODO Chama-se termos integrantes da oração os que completam a
Período é a frase estruturada em oração ou orações. significação transitiva dos verbos e dos nomes. São indispensáveis à
O período pode ser: compreensão do enunciado.
• simples - aquele constituído por uma só oração (oração absoluta). 1. OBJETO DIRETO
Fui à livraria ontem. Objeto direto é o termo da oração que completa o sentido do verbo
• composto - quando constituído por mais de uma oração. transitivo direto. Ex.: Mamãe comprou PEIXE.
Fui à livraria ontem e comprei um livro.
2. OBJETO INDIRETO
Termos essências e integrantes da oração Objeto indireto é o termo da oração que completa o sentido do verbo
TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO transitivo indireto.
São dois os termos essenciais da oração: As crianças precisam de CARINHO.
SUJEITO
Sujeito é o ser ou termo sobre o qual se diz alguma coisa. 3. COMPLEMENTO NOMINAL
Os bandeirantes capturavam os índios. (sujeito = bandeirantes) Complemento nominal é o termo da oração que completa o sentido de
O sujeito pode ser: um nome com auxílio de preposição. Esse nome pode ser representado
- simples: quando tem um só núcleo por um substantivo, por um adjetivo ou por um advérbio.
As rosas têm espinhos. (sujeito: as rosas; Toda criança tem amor aos pais. - AMOR (substantivo)
núcleo: rosas) O menino estava cheio de vontade. - CHEIO (adjetivo)
- composto: quando tem mais de um núcleo Nós agíamos favoravelmente às discussões. - FAVORAVELMENTE
O burro e o cavalo saíram em disparada. (advérbio).
(suj: o burro e o cavalo; núcleo burro, cavalo)
- oculto: ou elíptico ou implícito na desinência verbal 4. AGENTE DA PASSIVA
Chegaste com certo atraso. (suj.: oculto: tu) Agente da passiva é o termo da oração que pratica a ação do verbo
- indeterminado: quando não se indica o agente da ação verbal na voz passiva.
Come-se bem naquele restaurante. A mãe é amada PELO FILHO.
- Inexistente: quando a oração não tem sujeito O cantor foi aplaudido PELA MULTIDÃO.
Choveu ontem. Os melhores alunos foram premiados PELA DIREÇÃO.
Há plantas venenosas.
Língua Portuguesa 35

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO A oração coordenada sindética pode ser:
TERMOS ACESSÓRIOS são os que desempenham na oração uma 1. ADITIVA:
função secundária, limitando o sentido dos substantivos ou exprimindo Expressa adição, sequência de pensamento. (e, nem = e não), mas,
alguma circunstância. também:
São termos acessórios da oração: Ele falava E EU FICAVA OUVINDO.
1. ADJUNTO ADNOMINAL Meus atiradores nem fumam NEM BEBEM.
Adjunto adnominal é o termo que caracteriza ou determina os A doença vem a cavalo E VOLTA A PÉ.
substantivos. Pode ser expresso:
• pelos adjetivos: água fresca, 2. ADVERSATIVA:
• pelos artigos: o mundo, as ruas Ligam orações, dando-lhes uma ideia de compensação ou de
• pelos pronomes adjetivos: nosso tio, muitas coisas contraste (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, senão, no entanto,
• pelos numerais: três garotos; sexto ano etc).
• pelas locuções adjetivas: casa do rei; homem sem escrúpulos A espada vence MAS NÃO CONVENCE.
O tambor faz um grande barulho, MAS É VAZIO POR DENTRO.
2. ADJUNTO ADVERBIAL
Apressou-se, CONTUDO NÃO CHEGOU A TEMPO.
Adjunto adverbial é o termo que exprime uma circunstância (de
tempo, lugar, modo etc.), modificando o sentido de um verbo, adjetivo ou
3. ALTERNATIVAS:
advérbio.
Ligam palavras ou orações de sentido separado, uma excluindo a
Cheguei cedo.
outra (ou, ou...ou, já...já, ora...ora, quer...quer, etc).
José reside em São Paulo.
Mudou o natal OU MUDEI EU?
3. APOSTO “OU SE CALÇA A LUVA e não se põe o anel,
Aposto é uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, OU SE PÕE O ANEL e não se calça a luva!”
desenvolve ou resume outro termo da oração. (C. Meireles)
Dr. João, cirurgião-dentista, 4. CONCLUSIVAS:
Rapaz impulsivo, Mário não se conteve. Ligam uma oração a outra que exprime conclusão (LOGO, POIS,
O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. PORTANTO, POR CONSEGUINTE, POR ISTO, ASSIM, DE MODO QUE,
etc).
4. VOCATIVO Ele está mal de notas; LOGO, SERÁ REPROVADO.
Vocativo é o termo (nome, título, apelido) usado para chamar ou Vives mentindo; LOGO, NÃO MERECES FÉ.
interpelar alguém ou alguma coisa.
Tem compaixão de nós, ó Cristo. 5. EXPLICATIVAS:
Professor, o sinal tocou. Ligam a uma oração, geralmente com o verbo no imperativo, outro
Rapazes, a prova é na próxima semana. que a explica, dando um motivo (pois, porque, portanto, que, etc.)
Alegra-te, POIS A QUI ESTOU. Não mintas, PORQUE É PIOR.
PERÍODO COMPOSTO - PERÍODO SIMPLES Anda depressa, QUE A PROVA É ÀS 8 HORAS.

No período simples há apenas uma oração, a qual se diz absoluta. ORAÇÃO INTERCALADA OU INTERFERENTE
Fui ao cinema. É aquela que vem entre os termos de uma outra oração.
O pássaro voou. O réu, DISSERAM OS JORNAIS, foi absolvido.
A oração intercalada ou interferente aparece com os verbos:
PERÍODO COMPOSTO CONTINUAR, DIZER, EXCLAMAR, FALAR etc.
No período composto há mais de uma oração.
(Não sabem) (que nos calores do verão a terra dorme) (e os homens ORAÇÃO PRINCIPAL
folgam.) Oração principal é a mais importante do período e não é introduzida
por um conectivo.
Período composto por coordenação ELES DISSERAM que voltarão logo.
Apresenta orações independentes. ELE AFIRMOU que não virá.
(Fui à cidade), (comprei alguns remédios) (e voltei cedo.) PEDI que tivessem calma. (= Pedi calma)

Período composto por subordinação ORAÇÃO SUBORDINADA


Apresenta orações dependentes. Oração subordinada é a oração dependente que normalmente é
(É bom) (que você estude.) introduzida por um conectivo subordinativo. Note que a oração principal
nem sempre é a primeira do período.
Período composto por coordenação e subordinação Quando ele voltar, eu saio de férias.
Apresenta tanto orações dependentes como independentes. Este Oração principal: EU SAIO DE FÉRIAS
período é também conhecido como misto. Oração subordinada: QUANDO ELE VOLTAR
(Ele disse) (que viria logo,) (mas não pôde.)
ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA
ORAÇÃO COORDENADA Oração subordinada substantiva é aquela que tem o valor e a função
Oração coordenada é aquela que é independente. de um substantivo.
Por terem as funções do substantivo, as orações subordinadas
As orações coordenadas podem ser: substantivas classificam-se em:
- Sindética: 1) SUBJETIVA (sujeito)
Aquela que é independente e é introduzida por uma conjunção Convém que você estude mais.
coordenativa. Importa que saibas isso bem. .
Viajo amanhã, mas volto logo. É necessário que você colabore. (SUA COLABORAÇÃO) é
necessária.
- Assindética:
Aquela que é independente e aparece separada por uma vírgula ou 2) OBJETIVA DIRETA (objeto direto)
ponto e vírgula. Desejo QUE VENHAM TODOS.
Chegou, olhou, partiu. Pergunto QUEM ESTÁ AI.

Língua Portuguesa 36

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
3) OBJETIVA INDIRETA (objeto indireto) 6) CONSECUTIVAS: exprimem uma consequência, um resultado:
Aconselho-o A QUE TRABALHE MAIS. A fumaça era tanta QUE EU MAL PODIA ABRIR OS OLHOS.
Tudo dependerá DE QUE SEJAS CONSTANTE. Bebia QUE ERA UMA LÁSTIMA!
Daremos o prêmio A QUEM O MERECER. Tenho medo disso QUE ME PÉLO!

4) COMPLETIVA NOMINAL 7) FINAIS: exprimem finalidade, objeto:


Complemento nominal. Fiz-lhe sinal QUE SE CALASSE.
Ser grato A QUEM TE ENSINA. Aproximei-me A FIM DE QUE ME OUVISSE MELHOR.
Sou favorável A QUE O PRENDAM.
8) PROPORCIONAIS: denotam proporcionalidade:
5) PREDICATIVA (predicativo) À MEDIDA QUE SE VIVE, mais se aprende.
Seu receio era QUE CHOVESSE. = Seu receio era (A CHUVA) QUANTO MAIOR FOR A ALTURA, maior será o tombo.
Minha esperança era QUE ELE DESISTISSE.
Não sou QUEM VOCÊ PENSA. 9) TEMPORAIS: indicam o tempo em que se realiza o fato expresso
na oração principal:
6) APOSITIVAS (servem de aposto) ENQUANTO FOI RICO todos o procuravam.
Só desejo uma coisa: QUE VIVAM FELIZES = (A SUA FELICIDADE) QUANDO OS TIRANOS CAEM, os povos se levantam.
Só lhe peço isto: HONRE O NOSSO NOME.
10) MODAIS: exprimem modo, maneira:
7) AGENTE DA PASSIVA Entrou na sala SEM QUE NOS CUMPRIMENTASSE.
O quadro foi comprado POR QUEM O FEZ = (PELO SEU AUTOR) Aqui viverás em paz, SEM QUE NINGUÉM TE INCOMODE.
A obra foi apreciada POR QUANTOS A VIRAM. ORAÇÕES REDUZIDAS
Oração reduzida é aquela que tem o verbo numa das formas
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS nominais: gerúndio, infinitivo e particípio.
Oração subordinada adjetiva é aquela que tem o valor e a função de Exemplos:
um adjetivo. • Penso ESTAR PREPARADO = Penso QUE ESTOU PREPARADO.
• Dizem TER ESTADO LÁ = Dizem QUE ESTIVERAM LÁ.
Há dois tipos de orações subordinadas adjetivas: • FAZENDO ASSIM, conseguirás = SE FIZERES ASSIM, conseguirás.
1) EXPLICATIVAS: • É bom FICARMOS ATENTOS. = É bom QUE FIQUEMOS ATENTOS.
Explicam ou esclarecem, à maneira de aposto, o termo antecedente, • AO SABER DISSO, entristeceu-se = QUANDO SOUBE DISSO,
atribuindo-lhe uma qualidade que lhe é inerente ou acrescentando-lhe entristeceu-se.
uma informação. • É interesse ESTUDARES MAIS = É interessante QUE ESTUDES MAIS.
Deus, QUE É NOSSO PAI, nos salvará. • SAINDO DAQUI, procure-me. = QUANDO SAIR DAQUI, procure-me.
Ele, QUE NASCEU RICO, acabou na miséria.

2) RESTRITIVAS:
Restringem ou limitam a significação do termo antecedente, sendo
indispensáveis ao sentido da frase: Aspectos gramaticais: concordância e
Pedra QUE ROLA não cria limo. regência verbal e nominal;
As pessoas A QUE A GENTE SE DIRIGE sorriem.
Ele, QUE SEMPRE NOS INCENTIVOU, não está mais aqui.
Concordância é o processo sintático no qual uma palavra determinan-
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS te se adapta a uma palavra determinada, por meio de suas flexões.
Oração subordinada adverbial é aquela que tem o valor e a função de Principais Casos de Concordância Nominal
um advérbio. 1) O artigo, o adjetivo, o pronome relativo e o numeral concordam em
gênero e número com o substantivo.
As orações subordinadas adverbiais classificam-se em: As primeiras alunas da classe foram passear no zoológico.
1) CAUSAIS: exprimem causa, motivo, razão: 2) O adjetivo ligado a substantivos do mesmo gênero e número vão
Desprezam-me, POR ISSO QUE SOU POBRE. normalmente para o plural.
O tambor soa PORQUE É OCO. Pai e filho estudiosos ganharam o prêmio.
3) O adjetivo ligado a substantivos de gêneros e número diferentes vai
2) COMPARATIVAS: representam o segundo termo de uma para o masculino plural.
comparação. Alunos e alunas estudiosos ganharam vários prêmios.
O som é menos veloz QUE A LUZ. 4) O adjetivo posposto concorda em gênero com o substantivo mais
Parou perplexo COMO SE ESPERASSE UM GUIA. próximo:
Trouxe livros e revista especializada.
3) CONCESSIVAS: exprimem um fato que se concede, que se
5) O adjetivo anteposto pode concordar com o substantivo mais próximo.
admite:
POR MAIS QUE GRITASSE, não me ouviram. Dedico esta música à querida tia e sobrinhos.
Os louvores, PEQUENOS QUE SEJAM, são ouvidos com agrado. 6) O adjetivo que funciona como predicativo do sujeito concorda com o
CHOVESSE OU FIZESSE SOL, o Major não faltava. sujeito.
Meus amigos estão atrapalhados.
4) CONDICIONAIS: exprimem condição, hipótese: 7) O pronome de tratamento que funciona como sujeito pede o predi-
SE O CONHECESSES, não o condenarias. cativo no gênero da pessoa a quem se refere.
Que diria o pai SE SOUBESSE DISSO? Sua excelência, o Governador, foi compreensivo.
8) Os substantivos acompanhados de numerais precedidos de artigo
5) CONFORMATIVAS: exprimem acordo ou conformidade de um fato vão para o singular ou para o plural.
com outro: Já estudei o primeiro e o segundo livro (livros).
Fiz tudo COMO ME DISSERAM. 9) Os substantivos acompanhados de numerais em que o primeiro vier
Vim hoje, CONFORME LHE PROMETI. precedido de artigo e o segundo não vão para o plural.
Já estudei o primeiro e segundo livros.

Língua Portuguesa 37

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
10) O substantivo anteposto aos numerais vai para o plural. 8) A expressão UM DOS QUE pede o verbo no singular ou no plural.
Já li os capítulos primeiro e segundo do novo livro. Ele é um dos autores que viajou (viajaram) para o Sul.
11) As palavras: MESMO, PRÓPRIO e SÓ concordam com o nome a 9) A expressão MAIS DE UM pede o verbo no singular.
que se referem. Mais de um jurado fez justiça à minha música.
Ela mesma veio até aqui. 10) As palavras: TUDO, NADA, ALGUÉM, ALGO, NINGUÉM, quando
Eles chegaram sós. empregadas como sujeito e derem ideia de síntese, pedem o verbo
Eles próprios escreveram. no singular.
12) A palavra OBRIGADO concorda com o nome a que se refere. As casas, as fábricas, as ruas, tudo parecia poluição.
Muito obrigado. (masculino singular) 11) Os verbos DAR, BATER e SOAR, indicando hora, acompanham o
Muito obrigada. (feminino singular). sujeito.
13) A palavra MEIO concorda com o substantivo quando é adjetivo e Deu uma hora.
fica invariável quando é advérbio. Deram três horas.
Quero meio quilo de café. Bateram cinco horas.
Minha mãe está meio exausta. Naquele relógio já soaram duas horas.
É meio-dia e meia. (hora) 12) A partícula expletiva ou de realce É QUE é invariável e o verbo da
14) As palavras ANEXO, INCLUSO e JUNTO concordam com o subs- frase em que é empregada concorda normalmente com o sujeito.
tantivo a que se referem. Ela é que faz as bolas.
Trouxe anexas as fotografias que você me pediu. Eu é que escrevo os programas.
A expressão em anexo é invariável. 13) O verbo concorda com o pronome antecedente quando o sujeito é
Trouxe em anexo estas fotos. um pronome relativo.
15) Os adjetivos ALTO, BARATO, CONFUSO, FALSO, etc, que substi- Ele, que chegou atrasado, fez a melhor prova.
tuem advérbios em MENTE, permanecem invariáveis. Fui eu que fiz a lição
Vocês falaram alto demais. Quando a LIÇÃO é pronome relativo, há várias construções possíveis.
O combustível custava barato.
• que: Fui eu que fiz a lição.
Você leu confuso.
• quem: Fui eu quem fez a lição.
Ela jura falso.
• o que: Fui eu o que fez a lição.
16) CARO, BASTANTE, LONGE, se advérbios, não variam, se adjeti-
14) Verbos impessoais - como não possuem sujeito, deixam o verbo na
vos, sofrem variação normalmente.
terceira pessoa do singular. Acompanhados de auxiliar, transmitem
Esses pneus custam caro.
a este sua impessoalidade.
Conversei bastante com eles.
Chove a cântaros. Ventou muito ontem.
Conversei com bastantes pessoas.
Deve haver muitas pessoas na fila. Pode haver brigas e discussões.
Estas crianças moram longe.
Conheci longes terras. CONCORDÂNCIA DOS VERBOS SER E PARECER
1) Nos predicados nominais, com o sujeito representado por um dos
CONCORDÂNCIA VERBAL pronomes TUDO, NADA, ISTO, ISSO, AQUILO, os verbos SER e
CASOS GERAIS PARECER concordam com o predicativo.
1) O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa. Tudo são esperanças.
O menino chegou. Os meninos chegaram. Aquilo parecem ilusões.
2) Sujeito representado por nome coletivo deixa o verbo no singular. Aquilo é ilusão.
O pessoal ainda não chegou. 2) Nas orações iniciadas por pronomes interrogativos, o verbo SER
concorda sempre com o nome ou pronome que vier depois.
A turma não gostou disso.
Que são florestas equatoriais?
Um bando de pássaros pousou na árvore. Quem eram aqueles homens?
3) Se o núcleo do sujeito é um nome terminado em S, o verbo só irá 3) Nas indicações de horas, datas, distâncias, a concordância se fará
ao plural se tal núcleo vier acompanhado de artigo no plural. com a expressão numérica.
Os Estados Unidos são um grande país. São oito horas.
Os Lusíadas imortalizaram Camões. Hoje são 19 de setembro.
Os Alpes vivem cobertos de neve. De Botafogo ao Leblon são oito quilômetros.
Em qualquer outra circunstância, o verbo ficará no singular. 4) Com o predicado nominal indicando suficiência ou falta, o verbo SER
Flores já não leva acento. fica no singular.
O Amazonas deságua no Atlântico. Três batalhões é muito pouco.
Trinta milhões de dólares é muito dinheiro.
Campos foi a primeira cidade na América do Sul a ter luz elétrica.
5) Quando o sujeito é pessoa, o verbo SER fica no singular.
4) Coletivos primitivos (indicam uma parte do todo) seguidos de nome Maria era as flores da casa.
no plural deixam o verbo no singular ou levam-no ao plural, indife- O homem é cinzas.
rentemente. 6) Quando o sujeito é constituído de verbos no infinitivo, o verbo SER
A maioria das crianças recebeu, (ou receberam) prêmios. concorda com o predicativo.
A maior parte dos brasileiros votou (ou votaram). Dançar e cantar é a sua atividade.
5) O verbo transitivo direto ao lado do pronome SE concorda com o Estudar e trabalhar são as minhas atividades.
sujeito paciente. 7) Quando o sujeito ou o predicativo for pronome pessoal, o verbo SER
Vende-se um apartamento. concorda com o pronome.
Vendem-se alguns apartamentos. A ciência, mestres, sois vós.
6) O pronome SE como símbolo de indeterminação do sujeito leva o Em minha turma, o líder sou eu.
verbo para a 3ª pessoa do singular. 8) Quando o verbo PARECER estiver seguido de outro verbo no infiniti-
Precisa-se de funcionários. vo, apenas um deles deve ser flexionado.
Os meninos parecem gostar dos brinquedos.
7) A expressão UM E OUTRO pede o substantivo que a acompanha
Os meninos parece gostarem dos brinquedos.
no singular e o verbo no singular ou no plural.
Um e outro texto me satisfaz. (ou satisfazem)
Língua Portuguesa 38

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Regência verbal e nominal Lembrei o recado, assim que o vi.
Regência é o processo sintático no qual um termo depende gramati- • quando forem pronominais, constrói-se com objeto indireto:
calmente do outro. Esqueceram-se da reunião de hoje.
A regência nominal trata dos complementos dos nomes (substantivos Lembrei-me da sua fisionomia.
e adjetivos). 15. Verbos que exigem objeto direto para coisa e indireto para pessoa.
Exemplos:
• perdoar - Perdoei as ofensas aos inimigos.
- acesso: A = aproximação - AMOR: A, DE, PARA, PARA COM
EM = promoção - aversão: A, EM, PARA, POR • pagar - Pago o 13° aos professores.
PARA = passagem • dar - Daremos esmolas ao pobre.
A regência verbal trata dos complementos do verbo. • emprestar - Emprestei dinheiro ao colega.
• ensinar - Ensino a tabuada aos alunos.
ALGUNS VERBOS E SUA REGÊNCIA CORRETA • agradecer - Agradeço as graças a Deus.
1. ASPIRAR - atrair para os pulmões (transitivo direto) • pedir - Pedi um favor ao colega.
• pretender (transitivo indireto) 16. IMPLICAR - no sentido de acarretar, resultar, exige objeto direto:
No sítio, aspiro o ar puro da montanha. O amor implica renúncia.
Nossa equipe aspira ao troféu de campeã. • no sentido de antipatizar, ter má vontade, constrói-se com a preposi-
2. OBEDECER - transitivo indireto ção COM: O professor implicava com os alunos
Devemos obedecer aos sinais de trânsito. • no sentido de envolver-se, comprometer-se, constrói-se com a prepo-
3. PAGAR - transitivo direto e indireto sição EM:
Já paguei um jantar a você. Implicou-se na briga e saiu ferido
4. PERDOAR - transitivo direto e indireto.
17. IR - quando indica tempo definido, determinado, requer a preposição
Já perdoei aos meus inimigos as ofensas. A:
5. PREFERIR - (= gostar mais de) transitivo direto e indireto
Ele foi a São Paulo para resolver negócios.
Prefiro Comunicação à Matemática.
quando indica tempo indefinido, indeterminado, requer PARA:
6. INFORMAR - transitivo direto e indireto.
Depois de aposentado, irá definitivamente para o Mato Grosso.
Informei-lhe o problema.
7. ASSISTIR - morar, residir: 18. CUSTAR - Empregado com o sentido de ser difícil, não tem pessoa
como sujeito:
Assisto em Porto Alegre.
• amparar, socorrer, objeto direto O sujeito será sempre "a coisa difícil", e ele só poderá aparecer na 3ª
pessoa do singular, acompanhada do pronome oblíquo. Quem sente
O médico assistiu o doente.
dificuldade, será objeto indireto.
• PRESENCIAR, ESTAR PRESENTE - objeto direto
Custou-me confiar nele novamente.
Assistimos a um belo espetáculo.
Custar-te-á aceitá-la como nora.
• SER-LHE PERMITIDO - objeto indireto
Assiste-lhe o direito.
8. ATENDER - dar atenção Pontuação
Atendi ao pedido do aluno. Pontuação é o conjunto de sinais gráficos que indica na escrita
• CONSIDERAR, ACOLHER COM ATENÇÃO - objeto direto as pausas da linguagem oral.
Atenderam o freguês com simpatia.
9. QUERER - desejar, querer, possuir - objeto direto PONTO
A moça queria um vestido novo. O ponto é empregado em geral para indicar o final de uma frase de-
• GOSTAR DE, ESTIMAR, PREZAR - objeto indireto clarativa. Ao término de um texto, o ponto é conhecido como final. Nos
casos comuns ele é chamado de simples.
O professor queria muito a seus alunos.
Também é usado nas abreviaturas: Sr. (Senhor), d.C. (depois de Cris-
10. VISAR - almejar, desejar - objeto indireto to), a.C. (antes de Cristo), E.V. (Érico Veríssimo).
Todos visamos a um futuro melhor.
• APONTAR, MIRAR - objeto direto PONTO DE INTERROGAÇÃO
O artilheiro visou a meta quando fez o gol. É usado para indicar pergunta direta.
• pör o sinal de visto - objeto direto Onde está seu irmão?
O gerente visou todos os cheques que entraram naquele dia. Às vezes, pode combinar-se com o ponto de exclamação.
A mim ?! Que ideia!
11. OBEDECER e DESOBEDECER - constrói-se com objeto indireto
Devemos obedecer aos superiores. PONTO DE EXCLAMAÇÃO
Desobedeceram às leis do trânsito. É usado depois das interjeições, locuções ou frases exclamativas.
12. MORAR, RESIDIR, SITUAR-SE, ESTABELECER-SE Céus! Que injustiça! Oh! Meus amores! Que bela vitória!
• exigem na sua regência a preposição EM Ó jovens! Lutemos!
O armazém está situado na Farrapos.
Ele estabeleceu-se na Avenida São João. VÍRGULA
13. PROCEDER - no sentido de "ter fundamento" é intransitivo. A vírgula deve ser empregada toda vez que houver uma pequena
pausa na fala. Emprega-se a vírgula:
Essas tuas justificativas não procedem.
• Nas datas e nos endereços:
• no sentido de originar-se, descender, derivar, proceder, constrói-se São Paulo, 17 de setembro de 1989.
com a preposição DE. Largo do Paissandu, 128.
Algumas palavras da Língua Portuguesa procedem do tupi-guarani • No vocativo e no aposto:
• no sentido de dar início, realizar, é construído com a preposição A. Meninos, prestem atenção!
O secretário procedeu à leitura da carta. Termópilas, o meu amigo, é escritor.
14. ESQUECER E LEMBRAR • Nos termos independentes entre si:
• quando não forem pronominais, constrói-se com objeto direto: O cinema, o teatro, a praia e a música são as suas diversões.
• Com certas expressões explicativas como: isto é, por exemplo. Neste
Esqueci o nome desta aluna.
caso é usado o duplo emprego da vírgula:

Língua Portuguesa 39

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Ontem teve início a maior festa da minha cidade, isto é, a festa da pa- • Para indicar palavras ou expressões alheias ao idioma em que se
droeira. expressa o autor: estrangeirismo, gírias, arcaísmo, formas populares:
• Após alguns adjuntos adverbiais: Há quem goste de “jazz-band”.
No dia seguinte, viajamos para o litoral. Não achei nada "legal" aquela aula de inglês.
• Com certas conjunções. Neste caso também é usado o duplo empre- • Para enfatizar palavras ou expressões:
go da vírgula: Apesar de todo esforço, achei-a “irreconhecível" naquela noite.
Isso, entretanto, não foi suficiente para agradar o diretor. • Títulos de obras literárias ou artísticas, jornais, revistas, etc.
• Após a primeira parte de um provérbio. "Fogo Morto" é uma obra-prima do regionalismo brasileiro.
O que os olhos não vêem, o coração não sente. • Em casos de ironia:
• Em alguns casos de termos oclusos: A "inteligência" dela me sensibiliza profundamente.
Eu gostava de maçã, de pêra e de abacate. Veja como ele é “educado" - cuspiu no chão.

RETICÊNCIAS PARÊNTESES
• São usadas para indicar suspensão ou interrupção do pensamento. Empregamos os parênteses:
Não me disseste que era teu pai que ... • Nas indicações bibliográficas.
• Para realçar uma palavra ou expressão. "Sede assim qualquer coisa.
Hoje em dia, mulher casa com "pão" e passa fome... serena, isenta, fiel".
• Para indicar ironia, malícia ou qualquer outro sentimento. (Meireles, Cecília, "Flor de Poemas").
Aqui jaz minha mulher. Agora ela repousa, e eu também...
• Nas indicações cênicas dos textos teatrais:
PONTO E VÍRGULA "Mãos ao alto! (João automaticamente levanta as mãos, com os olhos
• Separar orações coordenadas de certa extensão ou que mantém fora das órbitas. Amália se volta)".
alguma simetria entre si. (G. Figueiredo)
"Depois, lracema quebrou a flecha homicida; deu a haste ao desco-
nhecido, guardando consigo a ponta farpada. " • Quando se intercala num texto uma ideia ou indicação acessória:
"E a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mordê-lo, morrendo de
• Para separar orações coordenadas já marcadas por vírgula ou no seu fome."
interior. (C. Lispector)
Eu, apressadamente, queria chamar Socorro; o motorista, porém,
mais calmo, resolveu o problema sozinho. • Para isolar orações intercaladas:
"Estou certo que eu (se lhe ponho
DOIS PONTOS Minha mão na testa alçada)
• Enunciar a fala dos personagens: Sou eu para ela."
Ele retrucou: Não vês por onde pisas? (M. Bandeira)

• Para indicar uma citação alheia: COLCHETES [ ]


Ouvia-se, no meio da confusão, a voz da central de informações de Os colchetes são muito empregados na linguagem científica.
passageiros do voo das nove: “queiram dirigir-se ao portão de embar-
que". ASTERISCO
O asterisco é muito empregado para chamar a atenção do leitor para
• Para explicar ou desenvolver melhor uma palavra ou expressão alguma nota (observação).
anterior:
Desastre em Roma: dois trens colidiram frontalmente. BARRA
A barra é muito empregada nas abreviações das datas e em algumas
• Enumeração após os apostos: abreviaturas.
Como três tipos de alimento: vegetais, carnes e amido.
Semântica
TRAVESSÃO
Marca, nos diálogos, a mudança de interlocutor, ou serve para isolar Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
palavras ou frases
– "Quais são os símbolos da pátria?
– Que pátria?
– Da nossa pátria, ora bolas!" (P. M Campos).
– "Mesmo com o tempo revoltoso - chovia, parava, chovia, parava outra
vez.
– a claridade devia ser suficiente p'ra mulher ter avistado mais alguma
coisa". (M. Palmério).
• Usa-se para separar orações do tipo:
– Avante!- Gritou o general.
– A lua foi alcançada, afinal - cantava o poeta.

Usa-se também para ligar palavras ou grupo de palavras que formam


uma cadeia de frase: Semântica (do grego σηµαντικός, sēmantiká, plural neutro de
• A estrada de ferro Santos – Jundiaí. sēmantikós, derivado de sema, sinal), é o estudo do significado. Incide
• A ponte Rio – Niterói. sobre a relação entre significantes, tais como palavras, frases, sinais e
• A linha aérea São Paulo – Porto Alegre. símbolos, e o que eles representam, a sua denotação.
ASPAS A semântica linguística estuda o significado usado por seres humanos
São usadas para: para se expressar através da linguagem. Outras formas de semântica
• Indicar citações textuais de outra autoria. incluem a semântica nas linguagens de programação, lógica formal, e
"A bomba não tem endereço certo." (G. Meireles) semiótica.

Língua Portuguesa 40

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
A semântica contrapõe-se com frequência à sintaxe, caso em que a Eufemismo
primeira se ocupa do que algo significa, enquanto a segunda se debruça Alguns sinônimos são também utilizados para minimizar o impacto,
sobre as estruturas ou padrões formais do modo como esse algo normalmente negativo, de algumas palavras (figura de linguagem
é expresso(por exemplo, escritos ou falados). Dependendo da concepção conhecida como eufemismo).
de significado que se tenha, têm-se diferentes semânticas. A semântica Exemplos:
formal, a semântica da enunciação ou argumentativa e a semântica • gordo - obeso
cognitiva, fenômeno, mas com conceitos e enfoques diferentes. • morrer - falecer
Na língua portuguesa, o significado das palavras leva em
consideração: Sinônimos Perfeitos e Imperfeitos
Os sinônimos podem ser perfeitos ou imperfeitos.
Sinonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou
Sinônimos Perfeitos
mais que apresentam significados iguais ou semelhantes, ou seja, os
Se o significado é idêntico.
sinônimos: Exemplos: Cômico - engraçado / Débil - fraco, frágil / Distante -
Exemplos:
afastado, remoto.
• avaro – avarento,
Antonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou
• léxico – vocabulário,
mais que apresentam significados diferentes, contrários, isto é, os
antônimos: Exemplos: Economizar - gastar / Bem - mal / Bom - ruim. • falecer – morrer,
• escarradeira – cuspideira,
Homonímia: É a relação entre duas ou mais palavras que, apesar de
possuírem significados diferentes, possuem a mesma estrutura fonológica, • língua – idioma
ou seja, os homônimos: • catorze - quatorze

As homônimas podem ser: Sinônimos Imperfeitos


 Homógrafas: palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia. Se os signIficados são próximos, porém não idênticos.
Exemplos: gosto (substantivo) - gosto / (1ª pessoa singular presente Exemplos: córrego – riacho, belo – formoso
indicativo do verbo gostar) / conserto (substantivo) - conserto (1ª pessoa
singular presente indicativo do verbo consertar); Antônimo
Antônimo é o nome que se dá à palavra que tenha significado
 Homófonas: palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita. contrário (também oposto ou inverso) à outra.
Exemplos: cela (substantivo) - sela (verbo) / cessão (substantivo) - sessão
(substantivo) / cerrar (verbo) - serrar ( verbo); O emprego de antônimos na construção de frases pode ser um recurso
 Perfeitas: palavras iguais na pronúncia e na escrita. Exemplos: estilístico que confere ao trecho empregado uma forma mais erudita ou
cura (verbo) - cura (substantivo) / verão (verbo) - verão (substantivo) / que chame atenção do leitor ou do ouvinte.
cedo (verbo) - cedo (advérbio); Palavra Antônimo
 Paronímia: É a relação que se estabelece entre duas ou mais aberto fechado
palavras que possuem significados diferentes, mas são muito parecidas alto baixo
na pronúncia e na escrita, isto é, os parônimos: Exemplos: cavaleiro - bem mal
cavalheiro / absolver - absorver / comprimento - cumprimento/ aura bom mau
(atmosfera) - áurea (dourada)/ conjectura (suposição) - conjuntura bonito feio
(situação decorrente dos acontecimentos)/ descriminar (desculpabilizar) -
discriminar (diferenciar)/ desfolhar (tirar ou perder as folhas) - folhear demais de menos
(passar as folhas de uma publicação)/ despercebido (não notado) - doce salgado
desapercebido (desacautelado)/ geminada (duplicada) - germinada (que forte fraco
germinou)/ mugir (soltar mugidos) - mungir (ordenhar)/ percursor (que gordo magro
percorre) - precursor (que antecipa os outros)/ sobrescrever (endereçar) - salgado insosso
subscrever (aprovar, assinar)/ veicular (transmitir) - vincular (ligar) /
descrição - discrição / onicolor - unicolor. amor ódio
seco molhado
 Polissemia: É a propriedade que uma mesma palavra tem de
apresentar vários significados. Exemplos: Ele ocupa um alto grosso fino
posto na empresa. / Abasteci meu carro no posto da esquina. / Os duro mole
convites eram de graça. / Os fiéis agradecem a graça recebida. doce amargo
 Homonímia: Identidade fonética entre formas de significados e grande pequeno
origem completamente distintos. Exemplos: São(Presente do soberba humildade
verbo ser) - São (santo) louvar censurar
bendizer maldizer
Conotação e Denotação:
ativo inativo
 Conotação é o uso da palavra com um significado diferente do simpático antipático
original, criado pelo contexto. Exemplos: Você tem um coração de progredir regredir
pedra. rápido lento
 Denotação é o uso da palavra com o seu sentido original. sair entrar
Exemplos: Pedra é um corpo duro e sólido, da natureza das
sozinho acompanhado
rochas.
concórdia discórdia
Sinônimo
pesado leve
Sinônimo é o nome que se dá à palavra que tenha significado idêntico
ou muito semelhante à outra. Exemplos: carro e automóvel, cão e quente frio
cachorro. presente ausente
O conhecimento e o uso dos sinônimos é importante para que se escuro claro
evitem repetições desnecessárias na construção de textos, evitando que inveja admiração
se tornem enfadonhos.

Língua Portuguesa 41

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Homógrafo lenimento. suavizante - linimento. medicamento para fricções
Homógrafos são palavras iguais ou parecidas na escrita e diferentes migrar. mudar de um local para outro - emigrar. deixar um país para
na pronúncia. morar em outro - imigrar. entrar num país vindo de outro
Exemplos peão. que anda a pé - pião. espécie de brinquedo
• rego (subst.) e rego (verbo); recrear. divertir - recriar. criar de novo
• colher (verbo) e colher (subst.); se. pronome átono, conjugação - si. espécie de brinquedo
• jogo (subst.) e jogo (verbo); vadear. passar o vau - vadiar. passar vida ociosa
• Sede: lugar e Sede: avidez; venoso. relativo a veias - vinoso. que produz vinho
• Seca: pôr a secar e Seca: falta de água. vez. ocasião, momento - vês. verbo ver na 2ª pessoa do singular

Homófono DENOTAÇAO E CONOTAÇAO


Palavras homófonas são palavras de pronúncias iguais. Existem dois A denotação é a propriedade que possui uma palavra de limitar-se a
tipos de palavras homófonas, que são: seu próprio conceito, de trazer apenas o seu significado primitivo, original.
• Homófonas heterográficas A conotação é a propriedade que possui uma palavra de ampliar-se
• Homófonas homográficas no seu campo semântico, dentro de um contexto, podendo causar várias
interpretações.
Homófonas heterográficas Observe os exemplos
Como o nome já diz, são palavras homófonas (iguais na pronúncia), Denotação
mas heterográficas (diferentes na escrita). As estrelas do céu. Vesti-me de verde. O fogo do isqueiro.
Exemplos
• cozer / coser; Conotação
• cozido / cosido; As estrelas do cinema.
• censo / senso O jardim vestiu-se de flores
• consertar / concertar O fogo da paixão
• conselho / concelho
• paço / passo
• noz / nós SENTIDO PRÓPRIO E SENTIDO FIGURADO
• hera / era As palavras podem ser empregadas no sentido próprio ou no sentido
• ouve / houve figurado:
• voz / vós Construí um muro de pedra - sentido próprio
• cem / sem Maria tem um coração de pedra – sentido figurado.
• acento / assento A água pingava lentamente – sentido próprio.
Homófonas homográficas
Como o nome já diz, são palavras homófonas (iguais na pronúncia), e
homográficas (iguais na escrita). Figuras de linguagem
Exemplos
Ele janta (verbo) / A janta está pronta (substantivo); No caso,
janta é inexistente na língua portuguesa por enquanto, já que
deriva do substantivo jantar, e está classificado como Consideradas pelos autores clássicos gregos e romanos como inte-
neologismo. grantes da arte da retórica, de grande importância literária, as figuras de
Eu passeio pela rua (verbo) / O passeio que fizemos foi linguagem contribuem também para a evolução da língua.
bonito (substantivo). Figuras de linguagem são maneiras de falar diferentes do cotidiano
comum, com o fim de chamar a atenção por meio de expressões mais
Parônimo vivas. Visa também dar relevo ao valor autônomo do signo linguístico, o
Parônimo é uma palavra que apresenta sentido diferente e forma que é característica própria da linguagem literária. As figuras podem ser
semelhante a outra, que provoca, com alguma frequência, confusão. de dicção (ou metaplasmos), quando dizem respeito à própria articulação
Essas palavras apresentam grafia e pronúncia parecida, mas com dos vocábulos; de palavra (ou tropos), quando envolvem a significação
significados diferentes. dos termos empregados; de pensamento, que ocorre todas as vezes que
O parônimos pode ser também palavras homófonas, ou seja, a se apresenta caprichosamente a linguagem espiritual; ou de construção,
pronúncia de palavras parônimas pode ser a mesma.Palavras parônimas quando é conseguida por meios sintáticos.
são aquelas que têm grafia e pronúncia parecida.
Exemplos Metaplasmos. Todas as figuras que acrescentam, suprimem, permu-
Veja alguns exemplos de palavras parônimas: tam ou transpõem fonemas nas palavras são metaplasmos. Assim, por
acender. verbo - ascender. subir exemplo, mui em vez de muito; enamorado, em vez de namorado; cuido-
acento. inflexão tônica - assento. dispositivo para sentar-se so, em vez de cuidadoso; desvario, em vez de desvairo.
cartola. chapéu alto - quartola. pequena pipa
comprimento. extensão - cumprimento. saudação Figuras de palavras. As principais figuras de palavras são a metáfora,
coro (cantores) - couro (pele de animal) a metonímia e o eufemismo. Recurso essencial na poesia, a metáfora é a
deferimento. concessão - diferimento. adiamento transferência de um termo para outro campo semântico, por uma compa-
delatar. denunciar - dilatar. retardar, estender ração subentendida (como por exemplo quando se chama uma pessoa
descrição. representação - discrição. reserva astuta de "águia"). A metonímia consiste em designar um objeto por meio
descriminar. inocentar - discriminar. distinguir de um termo designativo de outro objeto, que tem com o primeiro uma
despensa. compartimento - dispensa. desobriga dentre várias relações: (1) de causa e efeito (trabalho, por obra); (2) de
destratar. insultar - distratar. desfazer(contrato) continente e conteúdo (garrafa, por bebida); (3) lugar e produto (porto, por
emergir. vir à tona - imergir. mergulhar vinho do Porto); (4) matéria e objeto (cobre, por moeda de cobre); (5)
eminência. altura, excelência - iminência. proximidade de ocorrência concreto e abstrato (bandeira, por pátria); (6) autor e obra (um Portinari,
emitir. lançar fora de si - imitir. fazer entrar por um quadro pintado por Portinari); (7) a parte pelo todo (vela, por
enfestar. dobrar ao meio - infestar. assolar embarcação). O eufemismo é a expressão que suaviza o significado
enformar. meter em fôrma - informar. avisar inconveniente de outra, como chamar uma pessoa estúpida de "pouco
entender. compreender - intender. exercer vigilância inteligente", ou "descuidado", ao invés de "grosseiro".

Língua Portuguesa 42

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Figuras de construção e de pensamento. Tanto as figuras de constru- se deslocam às vezes, deslizando para a frente (produção), como em júdice
ção quanto as de pensamento são às vezes englobadas como "figuras > juiz, ou antecipando-se (correpção), como em amassémus > amássemos.
literárias". As primeiras são: assindetismo (falta de conectivos), sindetismo A crase (ou fusão) é um caso particular de diminuição, característico aliás da
(abuso de conectivos), redundância (ou pleonasmo), reticência (ou inter- língua portuguesa, e consiste em se reduzirem duas ou três vogais consecu-
rupção), transposição (ou anástrofe, isto é, a subversão da ordem habitual tivas a uma só: avoo > avô, avoa > avó, aa > à, maior > mor, põer > pôr. A
dos termos). As principais figuras de pensamento são a comparação (ou crase é também normal em casos como "casa amarela" (káz ãmáréla).
imagem), a antítese (ou realce de pensamentos contraditórios), a grada- Os metaplasmos são, em literatura, principalmente na poesia, figuras de
ção, a hipérbole (ou exagero, como na frase: "Já lhe disse milhares de dicção. Os poetas apelam para as supressões, para as crases, para os
vezes"), a lítotes (ou diminuição, por humildade ou escárnio, como quando hiatos, como para recursos de valor estilístico. A um poeta é lícito dizer no
se diz que alguém "não é nada tolo", para indicar que é esperto). Brasil: "E o rosto of'rece a ósculos vendidos" (Gonçalves Dias). Quando
Figuras de sintaxe. Quando se busca maior expressividade, muitas Bilac versifica: "Brenha rude, o luar beija à noite uma ossada" dá ao encontro
vezes usam-se lacunas, superabundâncias e desvios nas estruturas da u-a um tratamento diferente daquele que lhe notamos adiante em: "Contra
frase. Nesse caso, a coesão gramatical dá lugar à coesão significativa. Os esse adarve bruto em vão rodavam "no ar". No ar reduzido a um ditongo
processos que ocorrem nessas particularidades de construção da frase constitui uma sinérese. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações
chamam-se figuras de sintaxe. As mais empregadas são a elipse, o ze- Ltda.
ugma, o anacoluto, o pleonasmo e o hipérbato.
FIGURAS DE ESTILO
Na elipse ocorre a omissão de termos, facilmente depreendidos do
METÁFORA = significa transposição. Consiste no uso de uma palavra
contexto geral ou da situação ("Sei que [tu] me compreendes."). Zeugma é
ou expressão em outro sentido que não o próprio, fundamentando-se na
uma forma de elipse que consiste em fazer participar de dois ou mais
íntima relação de semelhança entre coisas e fatos. A metáfora é sempre
enunciados um termo expresso em apenas um deles ("Eu vou de carro,
uma imagem, isto é, representação mental de uma realidade sensível. É
você [vai] de bicicleta."). O anacoluto consiste na quebra da estrutura
uma espécie de comparação latente ou abreviada. Por exemplo: Paulo é
regular da frase, interrompida por outra estrutura, geralmente depois de
um touro.
uma pausa ("Quem o feio ama, bonito lhe parece."). O pleonasmo é a
repetição do conteúdo significativo de um termo, para realçar a ideia ou COMPARAÇÃO = consiste em comparar dois termos, em que vêm
evitar ambiguidade ("Vi com estes olhos!"). Hipérbato é a inversão da expressos termos comparativos, constituindo-se em intermediário entre o
ordem normal das palavras na oração, ou das orações no período, com sentido próprio e o figurado. Por exemplo: Paulo é forte como um touro.
finalidade expressiva, como na abertura do Hino Nacional Brasileiro: METONÍMIA = significa mudança de nome. Consiste na troca de um
"Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / de um povo heróico o brado nome por outro com o qual esteja em íntima relação por uma circunstân-
retumbante. ("As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumban- cia, de modo que um implique o outro. Há metonímia quando se emprega:
te de um povo heróico.") ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações • o efeito pela causa = Sócrates tomou a morte(= o veneno).
Ltda.
• a causa pelo efeito = Vivo do meu trabalho(= do produto de meu
trabalho).
Metaplasmo
As palavras, tanto no tempo quanto no espaço, estão sujeitas a alte- • o autor pela obra = Eu li Castro Alves(= a obra de Castro Alves).
rações fonéticas, que chegam por vezes a desfigurá-las. Só se admite que • o continente pelo conteúdo = Traga-me um copo d’água(= a água
a palavra "cheio" era, em sua origem latina, o vocábulo plenus, porque leis do copo).
fonéticas e documentos provam essa identidade. • a marca pelo produto = Comprei um gol(= carro).
Metaplasmo é a alteração fonética que ocorre na evolução dos fone- • o conteúdo pelo continente = As ondas fustigavam a areia(= a
mas, dos vocábulos e até das frases. Os metaplasmos que dizem respeito praia).
aos fonemas são vários. Na transformação do latim em português alguns • o instrumento pela pessoa = Ele é um bom garfo(= comilão).
foram frequentíssimos, como o abrandamento, a queda, a simplificação e
a vocalização. • o sinal pela coisa significada = A cruz dominará o Oriente(= Cris-
tianismo).
No caso do abrandamento, as consoantes fortes (proferidas sem voz)
tendem a ser proferidas com voz, quando intervocálicas (lupus > lobo, • o lugar pelo produto = Ele só fuma Havana(= cigarro da cidade de
defensa > defesa). Na queda, as consoantes brandas tendem a desaparer Havana).
na mesma posição (luna > lua, gelare > gear). Excetuam-se m, r, e por
vezes g (amare > amar, legere > ler, regere > reger). O b, excetuando-se SINÉDOQUE = consiste em alcançar ou restringir a significação pró-
também, muda-se em v (debere > dever). pria de uma palavra. É o emprego do mais pelo menos ou vice-versa, isto
Ocorre a simplificação quando as consoantes geminadas reduzem-se é, a troca de um nome pelo outro de modo que um contenha o outro.
a singelas (bucca > boca, caballus > cavalo). O atual digrama ss não • a parte pelo todo = No horizonte surgia uma vela(= um navio).
constitui exceção, porque pronunciado simplesmente como ç (passus > • o todo pela parte = O mundo é egoísta(= os homens).
passo). Quanto ao rr, para muitos conserva a geminação, na pronúncia • o singular pelo plural = O homem é mortal(= os homens).
trilada, como no castelhano (terra > terra); para outros os dois erres se • a espécie pelo gênero = Ganhei o pão com o suor do rosto(= ali-
simplificam num r uvular, muito próximo do r grasseyé francês. mento).
Consiste a vocalização na troca das consoantes finais de sílabas inte- • o indivíduo pela classe = Ele é um Atenas(= cidade culta).
riores em i, ou u: (acceptus > aceito, absente > ausente). Muitos brasilei- • a espécie pelo indivíduo = No entender do Apóstolo…(São Pau-
ros estendem isso ao l, como em "sol", que proferem "çóu", criando um lo).
ditongo que não existe em português. • a matéria pelo instrumento = Ela possui lindos bronzes(= objetos).
Os vocábulos revelam, em sua evolução, metaplasmos que se classi- • o abstrato pelo concreto = A audácia vencerá(= os audaciosos).
ficam como de aumento, de diminuição, e de troca. Como exemplos de
acréscimos anotam-se os fonemas que se agregam às antigas formas. Em
"estrela" há um e inicial, e mais um r, que não havia no originário stella. CATACRESE = é o desvio da significação de uma palavra por outra,
Observem-se essas evoluções: foresta > floresta, ante > antes. "Brata", ante a inexistência de vocábulo apropriado. Origina-se da semelhança
oriundo de blatta, diz-se atualmente "barata". Decréscimos são supres- formal entre dois objetos, dois seres. É uma metáfora estereotipada. Por
sões como as observadas na transformação de episcopus em "bispo". Ou exemplo: Dente de alho; pernas da mesa.
em amat > ama, polypus > polvo, enamorar > namorar. ELIPSE = é a omissão de um termo da frase facilmente subentendido.
Apontam-se trocas em certas transformações. Note-se a posição do r Por exemplo: "Na terra tanta guerra, tanto engano, tanta necessidade
em: pigritia > preguiça, crepare > quebrar, rabia > raiva. Os acentos também aborrecida, no mar tanta tormenta e tanto engano"(Camões). Os casos

Língua Portuguesa 43

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
mais comuns são de verbos (ser e haver), a conjunção integrante(que), a HIPÉRBATO = é uma inversão dos termos da frase, uma alteração na
preposição(de) das orações subordinadas substantivas indiretas e comple- ordem direta. Por exemplo: Já da morte o palor me cobre o rosto (Álvares
tivas nominais, sujeito oculto. de Azevedo).
ZEUGMA = é a omissão de um termo já expresso anteriormente na ANÁFORA = é a repetição de um termo no início das frases ou ver-
frase. Por exemplo: Nem ele entende a nós, nem nós a ele. sos. Por exemplo: Tem mais sombra no encontro que na espera. Tem
PLEONASMO = consiste na repetição de uma mesma ideia por meio mais samba a maldade que a ferida (Chico Buarque de Holanda).
de vocábulos ou expressões diferentes. Por exemplo: Resta-me a mim ALITERAÇÃO = é a repetição de sons consonantais iguais ou seme-
somente uma esperança. lhantes. Por exemplo: E as cantilenas de serenos sons amenos fogem
POLISSÍNDETO = é a repetição de uma conjunção. Por exemplo: E fluidas, fluindo à fina flor dos fenos (Eugênio de Castro).
rola, e rebola, como uma bola. ASSONÂNCIA = é a repetição de sons vocálicos iguais ou semelhan-
ANACOLUTO = consiste na interrupção do esquema sintático inicial tes. Por exemplo: Até amanhã, sou Ana da cama, da cana, fulana, sacana
da frase, que termina por outro esquema sintático. Por exemplo: Este, o (Chico Buarque de Holanda).
rei que têm não foi nascido príncipe(Camões). PARANOMÁSIA = é o encontro de duas palavras muito semelhantes
ONOMATOPEIA = consiste no uso de palavras que imitam o som ou quanto à forma. Por exemplo: Ser capaz, como um rio, (…) de lavar do
a voz natural dos seres. Graças a seu valor descritivo, é também excelen- límpido a mágoa da mancha (Thiago de Mello).
te subsídio da linguagem afetiva. Por exemplo: Os sinos bimbalhavam Fonte: http://www.micropic.com.br/noronha/grama_fig.htm
ruidosamente.
RETICÊNCIA = consiste na proposital suspensão do pensamento,
quando se julga o silêncio mais expressivo que as palavras. Por exemplo: 3. Produção de texto (Redação) 3.1. A
Nós dois … e, entre nós dois, implacável e forte. Prova de Redação exigirá que o candi-
dato produza um texto argumentativo
SILEPSE = concordância ideológica. A concordância não é feita com
o elemento gramatical expresso, mas sim com a ideia, com o sentido real. em prosa, segundo a norma padrão da
língua portuguesa escrita, com base em
A silepse pode ser: de gênero = Vossa Majestade mostrou-se genero- uma situação comunicativa determina-
so. (V.Majestade = feminino e generoso = masculino); de número = O da, em um dos seguintes gêneros: arti-
povo lhe pediram que ficasse. (o povo = singular e pediram = plural); de go de opinião ou carta argumentativa.
pessoa = Os brasileiros somos nós.(os brasileiros = 3ª pessoa e somos =
1ª pessoa).
MANUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
ANTÍTESE = consiste na exposição de uma ideia através de conceitos Apresentação
ou pensamentos opostos, quer fazendo confrontos, quer associando-os. Com a edição do Decreto no 100.000, em 11 de janeiro de 1991, o
Por exemplo: Buscas a vida, e eu a morte; procuras a luz, e eu as trevas. Presidente da República autorizou a criação de comissão para rever,
IRONIA = consiste no uso de uma expressão, pela qual dizemos o con- atualizar, uniformizar e simplificar as normas de redação de atos e comu-
trário do que pensamos com intenção sarcástica e entonação apropriada. nicações oficiais. Após nove meses de intensa atividade da Comissão
Por exemplo: A excelente D. Celeste era mestra na arte de judiar dos alu- presidida pelo hoje Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Ferreira
nos. Mendes, apresentou-se a primeira edição do MANUAL DE REDAÇÃO DA
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA.
EUFEMISMO = consiste no uso de uma expressão em sentido figura-
A obra dividia-se em duas partes: a primeira, elaborada pelo diploma-
do para suavizar, atenuar uma expressão rude ou desagradável. Por ta Nestor Forster Jr., tratava das comunicações oficiais, sistematizava
exemplo: Ficou rico por meios ilícitos (= roubou).
seus aspectos essenciais, padronizava a diagramação dos expedientes,
HIPÉRBOLE = consiste em exagerar a realidade, a fim de impressio- exibia modelos, simplificava os fechos que vinham sendo utilizados desde
nar o espírito de quem ouve. Por exemplo: Ele se afogava num dilúvio de 1937, suprimia arcaísmos e apresentava uma súmula gramatical aplicada
cartas. à redação oficial. A segunda parte, a cargo do Ministro Gilmar Mendes,
ocupava-se da elaboração e redação dos atos normativos no âmbito do
PROSOPOPEIA = consiste na personificação de coisas e evocação de
Executivo, da conceituação e exemplificação desses atos e do procedi-
deuses ou de mortos. Por exemplo: As estrelas disseram-me: aqui estamos.
mento legislativo.
ANTONOMÁSIA = substituição de um nome próprio por um nome A edição do Manual propiciou, ainda, a criação de um sistema de con-
comum, por uma apelido ou por um título que tornou a pessoa conhecida. trole sobre a edição de atos normativos do Poder Executivo que teve por
Por exemplo: O Mártir da Inconfidência (para Tiradentes). finalidade permitir a adequada reflexão sobre o ato proposto: a identifica-
ção clara e precisa do problema ou da situação que o motiva; os custos
PERÍFRASE = rodeio de palavras, circunlóquio: por exemplo: A mais
que poderia acarretar; seus efeitos práticos; a probabilidade de impugna-
antiga das profissões (a prostituição).
ção judicial; sua legalidade e constitucionalidade; e sua repercussão no
SINESTESIA = figura que se baseia na soma de sensações percebi- ordenamento jurídico.
das por diferentes órgãos dos sentidos. Por exemplo: A ondulação sonora Buscou-se, assim, evitar a edição de normas repetitivas, redundantes
e táctil entrava pelos meus ouvidos. ou desnecessárias; possibilitar total transparência ao processo de elabo-
ração de atos normativos; ensejar a verificação prévia da eficácia das
PARADOXO = expressão contraditória. Por exemplo: Ia divina, num
normas e considerar, no processo de elaboração de atos normativos, a
simples vestido roxo, que a vestia como se a despisse (Raul Pompéia).
experiência dos encarregados em executar o disposto na norma.
APÓSTROFE = é uma invocação, um chamado emotivo. Por exem- Decorridos mais de dez anos da primeira edição do Manual, fez-se
plo: Deuses impassíveis… Por que é que nos criastes? (Antero de Quen- necessário proceder à revisão e atualização do texto para a elaboração
tal). desta 2a Edição, a qual preserva integralmente as linhas mestras do
GRADAÇÃO = é a disposição das ideias numa ordem gradativa. Por trabalho originalmente desenvolvido. Na primeira parte, as alterações
exemplo: Homens simples, fortes, bravos… hoje míseros escravos sem ar, principais deram-se em torno da adequação das formas de comunicação
sem luz, sem razão… (Castro Alves). usadas na administração aos avanços da informática. Na segunda parte,
as alterações decorreram da necessidade de adaptação do texto à evolu-
ASSÍNDETO = é a ausência de conectivos numa sequência de frases. ção legislativa na matéria, em especial à Lei Complementar no 95, de 26
Por exemplo: Destrançou os cabelos, soltou-os, trançou-os de novo (Pe- de fevereiro de 1998, ao Decreto no 4.176, de 28 de março de 2002, e às
dro Rabelo). alterações constitucionais ocorridas no período.

Língua Portuguesa 44

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Espera-se que esta nova edição do Manual contribua, tal como a pri- remontam ao período de nossa história imperial, como, por exemplo, a
meira, para a consolidação de uma cultura administrativa de profissionali- obrigatoriedade – estabelecida por decreto imperial de 10 de dezembro de
zação dos servidores públicos e de respeito aos princípios constitucionais 1822 – de que se aponha, ao final desses atos, o número de anos trans-
da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, com a corridos desde a Independência. Essa prática foi mantida no período
consequente melhoria dos serviços prestados à sociedade. republicano.
PEDRO PARENTE Esses mesmos princípios (impessoalidade, clareza, uniformidade,
Chefe da Casa Civil da Presidência da República concisão e uso de linguagem formal) aplicam-se às comunicações oficiais:
elas devem sempre permitir uma única interpretação e ser estritamente
Sinais e Abreviaturas Empregados impessoais e uniformes, o que exige o uso de certo nível de linguagem.
* = indica forma (em geral sintática) inaceitável ou agramatical.
§ = parágrafo Nesse quadro, fica claro também que as comunicações oficiais são
adj. adv. = adjunto adverbial necessariamente uniformes, pois há sempre um único comunicador (o
arc. = arcaico Serviço Público) e o receptor dessas comunicações ou é o próprio Serviço
art. = artigo Público (no caso de expedientes dirigidos por um órgão a outro) – ou o
cf. = confronte conjunto dos cidadãos ou instituições tratados de forma homogênea (o
CN = Congresso Nacional público).
Cp. = compare
f.v. = forma verbal Outros procedimentos rotineiros na redação de comunicações oficiais
fem.= feminino foram incorporados ao longo do tempo, como as formas de tratamento e
ind. = indicativo de cortesia, certos clichês de redação, a estrutura dos expedientes, etc.
i. é. = isto é Mencione-se, por exemplo, a fixação dos fechos para comunicações
masc. = masculino oficiais, regulados pela Portaria no 1 do Ministro de Estado da Justiça, de 8
obj. dir. = objeto direto de julho de 1937, que, após mais de meio século de vigência, foi revogado
obj. ind. = objeto indireto pelo Decreto que aprovou a primeira edição deste Manual.
p. = páginap. us. = pouco usado
pess. = pessoa Acrescente-se, por fim, que a identificação que se buscou fazer das
pl. = plural características específicas da forma oficial de redigir não deve ensejar o
pref. = prefixo entendimento de que se proponha a criação – ou se aceite a existência –
pres. = presente de uma forma específica de linguagem administrativa, o que coloquialmen-
Res. = Resolução do Congresso Nacional te e pejorativamente se chama burocratês. Este é antes uma distorção do
RI da CD = Regimento Interno da Câmara dos Deputados que deve ser a redação oficial, e se caracteriza pelo abuso de expressões
RI do SF = Regimento Interno do Senado Federal e clichês do jargão burocrático e de formas arcaicas de construção de
s. = substantivo frases.
s.f. = substantivo feminino
s.m. = substantivo masculino A redação oficial não é, portanto, necessariamente árida e infensa à
sing. = singular evolução da língua. É que sua finalidade básica – comunicar com impes-
tb. = também soalidade e máxima clareza – impõe certos parâmetros ao uso que se faz
v. = ver ou verbo da língua, de maneira diversa daquele da literatura, do texto jornalístico,
v. g; = verbi gratia da correspondência particular, etc.
var. pop. = variante popular Apresentadas essas características fundamentais da redação oficial,
passemos à análise pormenorizada de cada uma delas.
PARTE I
AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS 1.1. A Impessoalidade
A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela escrita.
CAPÍTULO I Para que haja comunicação, são necessários: a) alguém que comunique,
ASPECTOS GERAIS DA REDAÇÃO OFICIAL b) algo a ser comunicado, e c) alguém que receba essa comunicação. No
1. O que é Redação Oficial caso da redação oficial, quem comunica é sempre o Serviço Público (este
Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a maneira pela ou aquele Ministério, Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção);
qual o Poder Público redige atos normativos e comunicações. Interessa- o que se comunica é sempre algum assunto relativo às atribuições do
nos tratá-la do ponto de vista do Poder Executivo. órgão que comunica; o destinatário dessa comunicação ou é o público, o
A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do conjunto dos cidadãos, ou outro órgão público, do Executivo ou dos outros
padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade. Poderes da União.
Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição, que dispõe,
no artigo 37: “A administração pública direta, indireta ou fundacional, de Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos aos assuntos que constam das comunicações oficiais decorre:
Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, a) da ausência de impressões individuais de quem comunica: embo-
moralidade, publicidade e eficiência (...)”. Sendo a publicidade e a impes- ra se trate, por exemplo, de um expediente assinado por Chefe de
soalidade princípios fundamentais de toda administração pública, claro determinada Seção, é sempre em nome do Serviço Público que é
está que devem igualmente nortear a elaboração dos atos e comunica- feita a comunicação. Obtém-se, assim, uma desejável padroniza-
ções oficiais. ção, que permite que comunicações elaboradas em diferentes se-
tores da Administração guardem entre si certa uniformidade;
Não se concebe que um ato normativo de qualquer natureza seja re- b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação, com duas
digido de forma obscura, que dificulte ou impossibilite sua compreensão. A possibilidades: ela pode ser dirigida a um cidadão, sempre con-
transparência do sentido dos atos normativos, bem como sua inteligibili- cebido como público, ou a outro órgão público. Nos dois casos,
dade, são requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que um temos um destinatário concebido de forma homogênea e impes-
texto legal não seja entendido pelos cidadãos. A publicidade implica, pois, soal;
necessariamente, clareza e concisão. c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo
temático das comunicações oficiais se restringe a questões que
Além de atender à disposição constitucional, a forma dos atos norma- dizem respeito ao interesse público, é natural que não cabe qual-
tivos obedece a certa tradição. Há normas para sua elaboração que quer tom particular ou pessoal.

Língua Portuguesa 45

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Desta forma, não há lugar na redação oficial para impressões pesso- acadêmicos, e mesmo o vocabulário próprio a determinada área, são de
ais, como as que, por exemplo, constam de uma carta a um amigo, ou de difícil entendimento por quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se
um artigo assinado de jornal, ou mesmo de um texto literário. A redação ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em comunicações encaminhadas a
oficial deve ser isenta da interferência da individualidade que a elabora. outros órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos.

A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade de que nos va- Outras questões sobre a linguagem, como o emprego de neologismo
lemos para elaborar os expedientes oficiais contribuem, ainda, para que e estrangeirismo, são tratadas em detalhe em 9.3. Semântica.
seja alcançada a necessária impessoalidade.
1.3. Formalidade e Padronização
1.2. A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto é, obede-
A necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos cem a certas regras de forma: além das já mencionadas exigências de
e expedientes oficiais decorre, de um lado, do próprio caráter público impessoalidade e uso do padrão culto de linguagem, é imperativo, ainda,
desses atos e comunicações; de outro, de sua finalidade. Os atos oficiais, certa formalidade de tratamento. Não se trata somente da eterna dúvida
aqui entendidos como atos de caráter normativo, ou estabelecem regras quanto ao correto emprego deste ou daquele pronome de tratamento para
para a conduta dos cidadãos, ou regulam o funcionamento dos órgãos uma autoridade de certo nível (v. a esse respeito 2.1.3. Emprego dos
públicos, o que só é alcançado se em sua elaboração for empregada a Pronomes de Tratamento); mais do que isso, a formalidade diz respeito à
linguagem adequada. O mesmo se dá com os expedientes oficiais, cuja polidez, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a
finalidade precípua é a de informar com clareza e objetividade. comunicação.

As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser A formalidade de tratamento vincula-se, também, à necessária uni-
compreendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro. Para atingir esse formidade das comunicações. Ora, se a administração federal é una, é
objetivo, há que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados natural que as comunicações que expede sigam um mesmo padrão. O
grupos. Não há dúvida que um texto marcado por expressões de circula- estabelecimento desse padrão, uma das metas deste Manual, exige que
ção restrita, como a gíria, os regionalismos vocabulares ou o jargão técni- se atente para todas as características da redação oficial e que se cuide,
co, tem sua compreensão dificultada. ainda, da apresentação dos textos.

Ressalte-se que há necessariamente uma distância entre a língua fa- A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes para o texto defini-
lada e a escrita. Aquela é extremamente dinâmica, reflete de forma imedi- tivo e a correta diagramação do texto são indispensáveis para a padroni-
ata qualquer alteração de costumes, e pode eventualmente contar com zação. Consulte o Capítulo II, As Comunicações Oficiais, a respeito de
outros elementos que auxiliem a sua compreensão, como os gestos, a normas específicas para cada tipo de expediente.
entoação, etc., para mencionar apenas alguns dos fatores responsáveis
por essa distância. Já a língua escrita incorpora mais lentamente as 1.4. Concisão e Clareza
transformações, tem maior vocação para a permanência, e vale-se apenas A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto
de si mesma para comunicar. oficial. Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo de informa-
ções com um mínimo de palavras. Para que se redija com essa qualidade,
A língua escrita, como a falada, compreende diferentes níveis, de é fundamental que se tenha, além de conhecimento do assunto sobre o
acordo com o uso que dela se faça. Por exemplo, em uma carta a um qual se escreve, o necessário tempo para revisar o texto depois de pronto.
amigo, podemos nos valer de determinado padrão de linguagem que É nessa releitura que muitas vezes se percebem eventuais redundâncias
incorpore expressões extremamente pessoais ou coloquiais; em um ou repetições desnecessárias de ideias.
parecer jurídico, não se há de estranhar a presença do vocabulário técnico O esforço de sermos concisos atende, basicamente ao princípio de
correspondente. Nos dois casos, há um padrão de linguagem que atende economia linguística, à mencionada fórmula de empregar o mínimo de
ao uso que se faz da língua, a finalidade com que a empregamos. palavras para informar o máximo. Não se deve de forma alguma entendê-
la como economia de pensamento, isto é, não se devem eliminar passa-
O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu caráter impessoal, por gens substanciais do texto no afã de reduzi-lo em tamanho. Trata-se
sua finalidade de informar com o máximo de clareza e concisão, eles exclusivamente de cortar palavras inúteis, redundâncias, passagens que
requerem o uso do padrão culto da língua. Há consenso de que o padrão nada acrescentem ao que já foi dito.
culto é aquele em que a) se observam as regras da gramática formal, e b)
se emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma. É Procure perceber certa hierarquia de ideias que existe em todo texto
importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na de alguma complexidade: ideias fundamentais e ideias secundárias. Estas
redação oficial decorre do fato de que ele está acima das diferenças últimas podem esclarecer o sentido daquelas, detalhá-las, exemplificá-las;
lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, mas existem também ideias secundárias que não acrescentam informação
das idiossincrasias linguísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a alguma ao texto, nem têm maior relação com as fundamentais, podendo,
pretendida compreensão por todos os cidadãos. por isso, ser dispensadas.

Lembre-se que o padrão culto nada tem contra a simplicidade de ex- A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial, conforme
pressão, desde que não seja confundida com pobreza de expressão. De já sublinhado na introdução deste capítulo. Pode-se definir como claro
nenhuma forma o uso do padrão culto implica emprego de linguagem aquele texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. No entanto
rebuscada, nem dos contorcionismos sintáticos e figuras de linguagem a clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente das
próprios da língua literária. demais características da redação oficial. Para ela concorrem:
a) a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações que
Pode-se concluir, então, que não existe propriamente um “padrão ofi- poderia decorrer de um tratamento personalista dado ao texto;
cial de linguagem”; o que há é o uso do padrão culto nos atos e comunica- b) o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de entendimen-
ções oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de determinadas to geral e por definição avesso a vocábulos de circulação restrita,
expressões, ou será obedecida certa tradição no emprego das formas como a gíria e o jargão;
sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se consagre a c) a formalidade e a padronização, que possibilitam a imprescindível
utilização de uma forma de linguagem burocrática. O jargão burocrático, uniformidade dos textos;
como todo jargão, deve ser evitado, pois terá sempre sua compreensão d) a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos linguísticos
limitada. que nada lhe acrescentam.

A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a É pela correta observação dessas características que se redige com
exijam, sendo de evitar o seu uso indiscriminado. Certos rebuscamentos clareza. Contribuirá, ainda, a indispensável releitura de todo texto redigido.

Língua Portuguesa 46

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
A ocorrência, em textos oficiais, de trechos obscuros e de erros gramati- Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de
cais provém principalmente da falta da releitura que torna possível sua tratamento são sempre os da terceira pessoa: “Vossa Senhoria nomeará
correção. seu substituto” (e não “Vossa ... vosso...”).

Na revisão de um expediente, deve-se avaliar, ainda, se ele será de Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero grama-
fácil compreensão por seu destinatário. O que nos parece óbvio pode ser tical deve coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e não com o
desconhecido por terceiros. O domínio que adquirimos sobre certos as- substantivo que compõe a locução. Assim, se nosso interlocutor for ho-
suntos em decorrência de nossa experiência profissional muitas vezes faz mem, o correto é “Vossa Excelência está atarefado”, “Vossa Senhoria
com que os tomemos como de conhecimento geral, o que nem sempre é deve estar satisfeito”; se for mulher, “Vossa Excelência está atarefada”,
verdade. Explicite, desenvolva, esclareça, precise os termos técnicos, o “Vossa Senhoria deve estar satisfeita”.
significado das siglas e abreviações e os conceitos específicos que não
possam ser dispensados. 2.1.3. Emprego dos Pronomes de Tratamento
Como visto, o emprego dos pronomes de tratamento obedece a secu-
A revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A pressa com que lar tradição. São de uso consagrado:
são elaboradas certas comunicações quase sempre compromete sua Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:
clareza. Não se deve proceder à redação de um texto que não seja segui-
da por sua revisão. “Não há assuntos urgentes, há assuntos atrasados”, a) do Poder Executivo;
diz a máxima. Evite-se, pois, o atraso, com sua indesejável repercussão Presidente da República;
no redigir. Vice-Presidente da República;
Ministros de Estado;
Por fim, como exemplo de texto obscuro, que deve ser evitado em to- Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal;
das as comunicações oficiais, transcrevemos a seguir um pitoresco qua- Oficiais-Generais das Forças Armadas;
dro, constante de obra de Adriano da Gama Kury, a partir do qual podem Embaixadores;
ser feitas inúmeras frases, combinando-se as expressões das várias Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos
colunas em qualquer ordem, com uma característica comum: nenhuma de natureza especial;
delas tem sentido! Secretários de Estado dos Governos Estaduais;
Prefeitos Municipais.
CAPÍTULO II
AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS b) do Poder Legislativo:
2. Introdução Deputados Federais e Senadores;
A redação das comunicações oficiais deve, antes de tudo, seguir os Ministros do Tribunal de Contas da União;
preceitos explicitados no Capítulo I, Aspectos Gerais da Redação Oficial. Deputados Estaduais e Distritais;
Além disso, há características específicas de cada tipo de expediente, que Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais;
serão tratadas em detalhe neste capítulo. Antes de passarmos à sua Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.
análise, vejamos outros aspectos comuns a quase todas as modalidades
de comunicação oficial: o emprego dos pronomes de tratamento, a forma c) do Poder Judiciário:
dos fechos e a identificação do signatário. Ministros dos Tribunais Superiores;
Membros de Tribunais;
2.1. Pronomes de Tratamento Juízes;
2.1.1. Breve História dos Pronomes de Tratamento Auditores da Justiça Militar.
O uso de pronomes e locuções pronominais de tratamento tem larga
tradição na língua portuguesa. De acordo com Said Ali, após serem incor- O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes
porados ao português os pronomes latinos tu e vos, “como tratamento de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo:
direto da pessoa ou pessoas a quem se dirigia a palavra”, passou-se a Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
empregar, como expediente linguístico de distinção e de respeito, a se- Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional,
gunda pessoa do plural no tratamento de pessoas de hierarquia superior. Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal.
Prossegue o autor:
“Outro modo de tratamento indireto consistiu em fingir que se dirigia a As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, segui-
palavra a um atributo ou qualidade eminente da pessoa de categoria do do cargo respectivo:
superior, e não a ela própria. Assim aproximavam-se os vassalos de seu Senhor Senador,
rei com o tratamento de vossa mercê, vossa senhoria (...); assim usou-se Senhor Juiz,
o tratamento ducal de vossa excelência e adotaram-se na hierarquia Senhor Ministro,
eclesiástica vossa reverência, vossa paternidade, vossa eminência, vossa Senhor Governador,
santidade.”
No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autori-
A partir do final do século XVI, esse modo de tratamento indireto já dades tratadas por Vossa Excelência, terá a seguinte forma:
estava em voga também para os ocupantes de certos cargos públicos. A Sua Excelência o Senhor
Vossa mercê evoluiu para vosmecê, e depois para o coloquial você. E o Fulano de Tal
pronome vós, com o tempo, caiu em desuso. É dessa tradição que provém Ministro de Estado da Justiça
o atual emprego de pronomes de tratamento indireto como forma de 70064-900 – Brasília. DF
dirigirmo-nos às autoridades civis, militares e eclesiásticas.
Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento digníssi-
2.1.2. Concordância com os Pronomes de Tratamento mo (DD), às autoridades arroladas na lista anterior. A dignidade é pressu-
Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresen- posto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária
tam certas peculiaridades quanto à concordância verbal, nominal e pro- sua repetida evocação.
nominal. Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para par-
quem se fala, ou a quem se dirige a comunicação), levam a concordância ticulares. O vocativo adequado é:
para a terceira pessoa. É que o verbo concorda com o substantivo que Senhor Fulano de Tal,
integra a locução como seu núcleo sintático: “Vossa Senhoria nomeará o (...)
substituto”; “Vossa Excelência conhece o assunto”. No envelope, deve constar do endereçamento:
Ao Senhor

Língua Portuguesa 47

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Fulano de Tal 3. O Padrão Ofício
Rua ABC, no 123 Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade
12345-000 – Curitiba. PR do que pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. Com o fito de unifor-
mizá-los, pode-se adotar uma diagramação única, que siga o que chama-
Como se depreende do exemplo acima, fica dispensado o emprego mos de padrão ofício. As peculiaridades de cada um serão tratadas adian-
do superlativo ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento te; por ora busquemos as suas semelhanças.
de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de
tratamento Senhor. 3.1. Partes do documento no Padrão Ofício
O aviso, o ofício e o memorando devem conter as seguintes partes:
Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento, e sim título a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o
acadêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, empre- expede:
gue-o apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau Exemplos:
por terem concluído curso universitário de doutorado. É costume designar Mem. 123/2002-MF
por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Aviso 123/2002-SG
Medicina. Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada Of. 123/2002-MME
formalidade às comunicações.
b) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à
Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, empregada por direita:
força da tradição, em comunicações dirigidas a reitores de universidade. Exemplo:
Corresponde-lhe o vocativo: Brasília, 15 de março de 1991.
Magnífico Reitor,
(...) c) assunto: resumo do teor do documento
Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo com a hierar- Exemplos:
quia eclesiástica, são: Assunto: Produtividade do órgão em 2002.
Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores.
correspondente é:
Santíssimo Padre, d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a co-
(...) municação. No caso do ofício deve ser incluído também o endereço.
Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, em comuni-
cações aos Cardeais. Corresponde-lhe o vocativo: e) texto: nos casos em que não for de mero encaminhamento de do-
Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou cumentos, o expediente deve conter a seguinte estrutura:
Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal, – introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é
(...) apresentado o assunto que motiva a comunicação. Evite o uso das for-
Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações dirigi- mas: “Tenho a honra de”, “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me informar que”,
das a Arcebispos e Bispos; Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria empregue a forma direta;
Reverendíssima para Monsenhores, Cônegos e superiores religiosos. – desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver
Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, clérigos e demais religi- mais de uma ideia sobre o assunto, elas devem ser tratadas em parágra-
osos. fos distintos, o que confere maior clareza à exposição;
– conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a
2.2. Fechos para Comunicações posição recomendada sobre o assunto.
O fecho das comunicações oficiais possui, além da finalidade óbvia de
arrematar o texto, a de saudar o destinatário. Os modelos para fecho que Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em
vinham sendo utilizados foram regulados pela Portaria no 1 do Ministério que estes estejam organizados em itens ou títulos e subtítulos.
da Justiça, de 1937, que estabelecia quinze padrões. Com o fito de simpli-
ficá-los e uniformizá-los, este Manual estabelece o emprego de somente Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentos a estru-
dois fechos diferentes para todas as modalidades de comunicação oficial: tura é a seguinte:
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República:
Respeitosamente, – introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior: encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver sido solicitada,
Atenciosamente, deve iniciar com a informação do motivo da comunicação, que é encami-
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a autorida- nhar, indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado
des estrangeiras, que atendem a rito e tradição próprios, devidamente (tipo, data, origem ou signatário, e assunto de que trata), e a razão pela
disciplinados no Manual de Redação do Ministério das Relações Exterio- qual está sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula:
res. “Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 1991, encaminho,
anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril de 1990, do Departamento
2.3. Identificação do Signatário Geral de Administração, que trata da requisição do servidor Fulano de
Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, Tal.”
todas as demais comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da ou
autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura. A forma da
“Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do tele-
identificação deve ser a seguinte:
grama no 12, de 1o de fevereiro de 1991, do Presidente da Confederação
Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de modernização de técni-
(espaço para assinatura)
cas agrícolas na região Nordeste.”
NOME
Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República – desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum
(espaço para assinatura) comentário a respeito do documento que encaminha, poderá acrescentar
NOME parágrafos de desenvolvimento; em caso contrário, não há parágrafos de
Ministro de Estado da Justiça desenvolvimento em aviso ou ofício de mero encaminhamento.

Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em pá- f) fecho (v. 2.2. Fechos para Comunicações);
gina isolada do expediente. Transfira para essa página ao menos a última g) assinatura do autor da comunicação; e
frase anterior ao fecho. h) identificação do signatário (v. 2.3. Identificação do Signatário).

Língua Portuguesa 48

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
3.2. Forma de diagramação Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser empregado para a
Os documentos do Padrão Ofício devem obedecer à seguinte forma exposição de projetos, ideias, diretrizes, etc. a serem adotados por deter-
de apresentação: minado setor do serviço público.
a) deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo 12 no
texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas de rodapé; Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do memorando
b) para símbolos não existentes na fonte Times New Roman poder- em qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez e pela simplicidade de
se-á utilizar as fontes Symbol e Wingdings; procedimentos burocráticos. Para evitar desnecessário aumento do núme-
c) é obrigatório constar a partir da segunda página o número da pá- ro de comunicações, os despachos ao memorando devem ser dados no
gina; próprio documento e, no caso de falta de espaço, em folha de continua-
d) os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser impressos ção. Esse procedimento permite formar uma espécie de processo simplifi-
em ambas as faces do papel. Neste caso, as margens esquerda e cado, assegurando maior transparência à tomada de decisões, e permitin-
direita terão as distâncias invertidas nas páginas pares (“margem do que se historie o andamento da matéria tratada no memorando.
espelho”);
e) o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de distância 3.4.2. Forma e Estrutura
da margem esquerda; Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do padrão ofício,
f) o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no mínimo, com a diferença de que o seu destinatário deve ser mencionado pelo
3,0 cm de largura; cargo que ocupa.
g) o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm; Exemplos:
h) deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de 6 Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração
pontos após cada parágrafo, ou, se o editor de texto utilizado não Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos
comportar tal recurso, de uma linha em branco;
i) não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinhado, letras 4. Exposição de Motivos
maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bordas ou qualquer ou- 4.1. Definição e Finalidade
tra forma de formatação que afete a elegância e a sobriedade do Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Presidente da Repú-
documento; blica ou ao Vice-Presidente para:
j) a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em papel bran- a) informá-lo de determinado assunto;
co. A impressão colorida deve ser usada apenas para gráficos e b) propor alguma medida; ou
ilustrações; c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo.
l) todos os tipos de documentos do Padrão Ofício devem ser im-
pressos em papel de tamanho A-4, ou seja, 29,7 x 21,0 cm; Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente da Repú-
m) deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de arquivo Rich blica por um Ministro de Estado.
Text nos documentos de texto;
n) dentro do possível, todos os documentos elaborados devem ter o Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, a
arquivo de texto preservado para consulta posterior ou aprovei- exposição de motivos deverá ser assinada por todos os Ministros envolvi-
tamento de trechos para casos análogos; dos, sendo, por essa razão, chamada de interministerial.
o) para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser
formados da seguinte maneira: 4.2. Forma e Estrutura
tipo do documento + número do documento + palavras-chaves do Formalmente, a exposição de motivos tem a apresentação do padrão
conteúdo ofício (v. 3. O Padrão Ofício). O anexo que acompanha a exposição de
Ex.: “Of. 123 - relatório produtividade ano 2002” motivos que proponha alguma medida ou apresente projeto de ato norma-
tivo, segue o modelo descrito adiante.
3.3. Aviso e Ofício
3.3.1. Definição e Finalidade A exposição de motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta du-
Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial praticamente as formas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha caráter exclu-
idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso é expedido exclusi- sivamente informativo e outra para a que proponha alguma medida ou
vamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, submeta projeto de ato normativo.
ao passo que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos
têm como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da No primeiro caso, o da exposição de motivos que simplesmente leva
Administração Pública entre si e, no caso do ofício, também com particula- algum assunto ao conhecimento do Presidente da República, sua estrutu-
res. ra segue o modelo antes referido para o padrão ofício.

3.3.2. Forma e Estrutura Já a exposição de motivos que submeta à consideração do Presiden-


Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo do padrão ofício, te da República a sugestão de alguma medida a ser adotada ou a que lhe
com acréscimo do vocativo, que invoca o destinatário (v. 2.1 Pronomes de apresente projeto de ato normativo – embora sigam também a estrutura
Tratamento), seguido de vírgula. do padrão ofício –, além de outros comentários julgados pertinentes por
Exemplos: seu autor, devem, obrigatoriamente, apontar:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República a) na introdução: o problema que está a reclamar a adoção da me-
Senhora Ministra dida ou do ato normativo proposto;
Senhor Chefe de Gabinete b) no desenvolvimento: o porquê de ser aquela medida ou aquele
Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as seguintes in- ato normativo o ideal para se solucionar o problema, e eventuais
formações do remetente: alternativas existentes para equacioná-lo;
– nome do órgão ou setor; c) na conclusão, novamente, qual medida deve ser tomada, ou qual
– endereço postal; ato normativo deve ser editado para solucionar o problema.
– telefone e endereço de correio eletrônico.
Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à exposição de mo-
3.4. Memorando tivos, devidamente preenchido, de acordo com o seguinte modelo previsto
3.4.1. Definição e Finalidade no Anexo II do Decreto no 4.176, de 28 de março de 2002.
O memorando é a modalidade de comunicação entre unidades admi-
nistrativas de um mesmo órgão, que podem estar hierarquicamente em Anexo à Exposição de Motivos do (indicar nome do Ministério ou ór-
mesmo nível ou em níveis diferentes. Trata-se, portanto, de uma forma de gão equivalente) no , de de de 200 .
comunicação eminentemente interna.

Língua Portuguesa 49

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
5. Mensagem Trata-se de exigência constitucional (Constituição, art. 49, III, e 83), e
5.1. Definição e Finalidade a autorização é da competência privativa do Congresso Nacional.
É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes
Públicos, notadamente as mensagens enviadas pelo Chefe do Poder O Presidente da República, tradicionalmente, por cortesia, quando a
Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre fato da Administração ausência é por prazo inferior a 15 dias, faz uma comunicação a cada Casa
Pública; expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão do Congresso, enviando-lhes mensagens idênticas.
legislativa; submeter ao Congresso Nacional matérias que dependem de
deliberação de suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer e) encaminhamento de atos de concessão e renovação de concessão
comunicações de tudo quanto seja de interesse dos poderes públicos e da de emissoras de rádio e TV.
Nação. A obrigação de submeter tais atos à apreciação do Congresso Nacio-
nal consta no inciso XII do artigo 49 da Constituição. Somente produzirão
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos Ministérios à Pre- efeitos legais a outorga ou renovação da concessão após deliberação do
sidência da República, a cujas assessorias caberá a redação final. Congresso Nacional (Constituição, art. 223, § 3o). Descabe pedir na
mensagem a urgência prevista no art. 64 da Constituição, porquanto o §
As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso Nacio- 1o do art. 223 já define o prazo da tramitação.
nal têm as seguintes finalidades: Além do ato de outorga ou renovação, acompanha a mensagem o
a) encaminhamento de projeto de lei ordinária, complementar ou fi- correspondente processo administrativo.
nanceira.
Os projetos de lei ordinária ou complementar são enviados em regime f) encaminhamento das contas referentes ao exercício anterior.
normal (Constituição, art. 61) ou de urgência (Constituição, art. 64, §§ 1o a O Presidente da República tem o prazo de sessenta dias após a aber-
4o). Cabe lembrar que o projeto pode ser encaminhado sob o regime tura da sessão legislativa para enviar ao Congresso Nacional as contas
normal e mais tarde ser objeto de nova mensagem, com solicitação de referentes ao exercício anterior (Constituição, art. 84, XXIV), para exame e
urgência. parecer da Comissão Mista permanente (Constituição, art. 166, § 1o), sob
pena de a Câmara dos Deputados realizar a tomada de contas (Constitui-
Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos Membros do Con- ção, art. 51, II), em procedimento disciplinado no art. 215 do seu Regimen-
gresso Nacional, mas é encaminhada com aviso do Chefe da Casa Civil to Interno.
da Presidência da República ao Primeiro Secretário da Câmara dos Depu-
tados, para que tenha início sua tramitação (Constituição, art. 64, caput). g) mensagem de abertura da sessão legislativa.
Ela deve conter o plano de governo, exposição sobre a situação do
Quanto aos projetos de lei financeira (que compreendem plano pluria- País e solicitação de providências que julgar necessárias (Constituição,
nual, diretrizes orçamentárias, orçamentos anuais e créditos adicionais), art. 84, XI).
as mensagens de encaminhamento dirigem-se aos Membros do Congres- O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil da Presidência da
so Nacional, e os respectivos avisos são endereçados ao Primeiro Secre- República. Esta mensagem difere das demais porque vai encadernada e é
tário do Senado Federal. A razão é que o art. 166 da Constituição impõe a distribuída a todos os Congressistas em forma de livro.
deliberação congressual sobre as leis financeiras em sessão conjunta,
h) comunicação de sanção (com restituição de autógrafos).
mais precisamente, “na forma do regimento comum”. E à frente da Mesa
Esta mensagem é dirigida aos Membros do Congresso Nacional, en-
do Congresso Nacional está o Presidente do Senado Federal (Constitui-
caminhada por Aviso ao Primeiro Secretário da Casa onde se originaram
ção, art. 57, § 5o), que comanda as sessões conjuntas.
os autógrafos. Nela se informa o número que tomou a lei e se restituem
dois exemplares dos três autógrafos recebidos, nos quais o Presidente da
As mensagens aqui tratadas coroam o processo desenvolvido no âm-
República terá aposto o despacho de sanção.
bito do Poder Executivo, que abrange minucioso exame técnico, jurídico e
econômico-financeiro das matérias objeto das proposições por elas enca- i) comunicação de veto.
minhadas. Dirigida ao Presidente do Senado Federal (Constituição, art. 66, § 1o),
a mensagem informa sobre a decisão de vetar, se o veto é parcial, quais
Tais exames materializam-se em pareceres dos diversos órgãos inte- as disposições vetadas, e as razões do veto. Seu texto vai publicado na
ressados no assunto das proposições, entre eles o da Advocacia-Geral da íntegra no Diário Oficial da União (v. 4.2. Forma e Estrutura), ao contrário
União. Mas, na origem das propostas, as análises necessárias constam da das demais mensagens, cuja publicação se restringe à notícia do seu
exposição de motivos do órgão onde se geraram (v. 3.1. Exposição de envio ao Poder Legislativo. (v. 19.6.Veto)
Motivos) – exposição que acompanhará, por cópia, a mensagem de
encaminhamento ao Congresso. j) outras mensagens.
Também são remetidas ao Legislativo com regular frequência mensa-
b) encaminhamento de medida provisória. gens com:
Para dar cumprimento ao disposto no art. 62 da Constituição, o Presi- – encaminhamento de atos internacionais que acarretam encargos
dente da República encaminha mensagem ao Congresso, dirigida a seus ou compromissos gravosos (Constituição, art. 49, I);
membros, com aviso para o Primeiro Secretário do Senado Federal, – pedido de estabelecimento de alíquotas aplicáveis às operações
juntando cópia da medida provisória, autenticada pela Coordenação de e prestações interestaduais e de exportação (Constituição, art.
Documentação da Presidência da República. 155, § 2o, IV);
– proposta de fixação de limites globais para o montante da dívida
c) indicação de autoridades. consolidada (Constituição, art. 52, VI);
As mensagens que submetem ao Senado Federal a indicação de – pedido de autorização para operações financeiras externas
pessoas para ocuparem determinados cargos (magistrados dos Tribunais (Constituição, art. 52, V); e outros.
Superiores, Ministros do TCU, Presidentes e Diretores do Banco Central,
Procurador-Geral da República, Chefes de Missão Diplomática, etc.) têm Entre as mensagens menos comuns estão as de:
em vista que a Constituição, no seu art. 52, incisos III e IV, atribui àquela – convocação extraordinária do Congresso Nacional (Constituição,
Casa do Congresso Nacional competência privativa para aprovar a indica- art. 57, § 6o);
ção. – pedido de autorização para exonerar o Procurador-Geral da Re-
O curriculum vitae do indicado, devidamente assinado, acompanha a pública (art. 52, XI, e 128, § 2o);
mensagem. – pedido de autorização para declarar guerra e decretar mobiliza-
ção nacional (Constituição, art. 84, XIX);
d) pedido de autorização para o Presidente ou o Vice-Presidente da – pedido de autorização ou referendo para celebrar a paz (Consti-
República se ausentarem do País por mais de 15 dias. tuição, art. 84, XX);

Língua Portuguesa 50

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
– justificativa para decretação do estado de defesa ou de sua pror- 8.2. Forma e Estrutura
rogação (Constituição, art. 136, § 4o); Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibili-
– pedido de autorização para decretar o estado de sítio (Constitui- dade. Assim, não interessa definir forma rígida para sua estrutura. Entre-
ção, art. 137); tanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comuni-
– relato das medidas praticadas na vigência do estado de sítio ou cação oficial (v. 1.2 A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais).
de defesa (Constituição, art. 141, parágrafo único); O campo assunto do formulário de correio eletrônico mensagem deve
– proposta de modificação de projetos de leis financeiras (Constitui- ser preenchido de modo a facilitar a organização documental tanto do
ção, art. 166, § 5o); destinatário quanto do remetente.
– pedido de autorização para utilizar recursos que ficarem sem Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utilizado, preferen-
despesas correspondentes, em decorrência de veto, emenda ou cialmente, o formato Rich Text. A mensagem que encaminha algum
rejeição do projeto de lei orçamentária anual (Constituição, art. arquivo deve trazer informações mínimas sobre seu conteúdo..
166, § 8o); Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de confirmação de lei-
– pedido de autorização para alienar ou conceder terras públicas tura. Caso não seja disponível, deve constar da mensagem pedido de
com área superior a 2.500 ha (Constituição, art. 188, § 1o); etc. confirmação de recebimento.

5.2. Forma e Estrutura 8.3 Valor documental


As mensagens contêm: Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio
a) a indicação do tipo de expediente e de seu número, horizontal- eletrônico tenha valor documental, i. é, para que possa ser aceita como
mente, no início da margem esquerda: documento original, é necessário existir certificação digital que ateste a
Mensagem no identidade do remetente, na forma estabelecida em lei.
b) vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e o cargo do
destinatário, horizontalmente, no início da margem esquerda;
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal, PROVA SIMULADA
c) o texto, iniciando a 2 cm do vocativo;
d) o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do texto, e horizon- 01. Assinale a alternativa correta quanto ao uso e à grafia das palavras.
talmente fazendo coincidir seu final com a margem direita. (A) Na atual conjetura, nada mais se pode fazer.
A mensagem, como os demais atos assinados pelo Presidente da (B) O chefe deferia da opinião dos subordinados.
República, não traz identificação de seu signatário. (C) O processo foi julgado em segunda estância.
(D) O problema passou despercebido na votação.
6. Telegrama (E) Os criminosos espiariam suas culpas no exílio.
6.1. Definição e Finalidade
Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar os procedimen- 02. A alternativa correta quanto ao uso dos verbos é:
tos burocráticos, passa a receber o título de telegrama toda comunicação (A) Quando ele vir suas notas, ficará muito feliz.
oficial expedida por meio de telegrafia, telex, etc. (B) Ele reaveu, logo, os bens que havia perdido.
Por tratar-se de forma de comunicação dispendiosa aos cofres públi- (C) A colega não se contera diante da situação.
cos e tecnologicamente superada, deve restringir-se o uso do telegrama
(D) Se ele ver você na rua, não ficará contente.
apenas àquelas situações que não seja possível o uso de correio eletrôni-
(E) Quando você vir estudar, traga seus livros.
co ou fax e que a urgência justifique sua utilização e, também em razão de
seu custo elevado, esta forma de comunicação deve pautar-se pela conci-
são (v. 1.4. Concisão e Clareza). 03. O particípio verbal está corretamente empregado em:
6.2. Forma e Estrutura (A) Não estaríamos salvados sem a ajuda dos barcos.
Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e a estrutura dos (B) Os garis tinham chego às ruas às dezessete horas.
formulários disponíveis nas agências dos Correios e em seu sítio na (C) O criminoso foi pego na noite seguinte à do crime.
Internet. (D) O rapaz já tinha abrido as portas quando chegamos.
(E) A faxineira tinha refazido a limpeza da casa toda.
7. Fax
7.1. Definição e Finalidade 04. Assinale a alternativa que dá continuidade ao texto abaixo, em
O fax (forma abreviada já consagrada de fac-simile) é uma forma de conformidade com a norma culta.
comunicação que está sendo menos usada devido ao desenvolvimento da Nem só de beleza vive a madrepérola ou nácar. Essa substância do
Internet. É utilizado para a transmissão de mensagens urgentes e para o interior da concha de moluscos reúne outras características interes-
envio antecipado de documentos, de cujo conhecimento há premência, santes, como resistência e flexibilidade.
quando não há condições de envio do documento por meio eletrônico. (A) Se puder ser moldada, daria ótimo material para a confecção de
Quando necessário o original, ele segue posteriormente pela via e na componentes para a indústria.
forma de praxe.
(B) Se pudesse ser moldada, dá ótimo material para a confecção de
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia xerox do
componentes para a indústria.
fax e não com o próprio fax, cujo papel, em certos modelos, se deteriora
rapidamente. (C) Se pode ser moldada, dá ótimo material para a confecção de com-
ponentes para a indústria.
7.2. Forma e Estrutura (D) Se puder ser moldada, dava ótimo material para a confecção de
Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a estrutura que componentes para a indústria.
lhes são inerentes. (E) Se pudesse ser moldada, daria ótimo material para a confecção de
É conveniente o envio, juntamente com o documento principal, de fo- componentes para a indústria.
lha de rosto, i. é., de pequeno formulário com os dados de identificação da
mensagem a ser enviada. 05. O uso indiscriminado do gerúndio tem-se constituído num problema
para a expressão culta da língua. Indique a única alternativa em que
8. Correio Eletrônico ele está empregado conforme o padrão culto.
8.1 Definição e finalidade (A) Após aquele treinamento, a corretora está falando muito bem.
O correio eletrônico (“e-mail”), por seu baixo custo e celeridade, trans- (B) Nós vamos estar analisando seus dados cadastrais ainda hoje.
formou-se na principal forma de comunicação para transmissão de docu- (C) Não haverá demora, o senhor pode estar aguardando na linha.
mentos. (D) No próximo sábado, procuraremos estar liberando o seu carro.
(E) Breve, queremos estar entregando as chaves de sua nova casa.
Língua Portuguesa 51

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
06. De acordo com a norma culta, a concordância nominal e verbal está Para eliminar as repetições, os pronomes apropriados para substituir
correta em: as expressões: das empresas de franquia, às empresas, os investidores e
(A) As características do solo são as mais variadas possível. dos investidores, no texto, são, respectivamente:
(B) A olhos vistos Lúcia envelhecia mais do que rapidamente. (A) seus ... lhes ... los ... lhes
(C) Envio-lhe, em anexos, a declaração de bens solicitada. (B) delas ... a elas ... lhes ... deles
(D) Ela parecia meia confusa ao dar aquelas explicações. (C) seus ... nas ... los ... deles
(E) Qualquer que sejam as dúvidas, procure saná-las logo. (D) delas ... a elas ... lhes ... seu
(E) seus ... lhes ... eles ... neles
07. Assinale a alternativa em que se respeitam as normas cultas de
flexão de grau. 13. Assinale a alternativa em que se colocam os pronomes de acordo
(A) Nas situações críticas, protegia o colega de quem era amiquíssimo. com o padrão culto.
(B) Mesmo sendo o Canadá friosíssimo, optou por permanecer lá (A) Quando possível, transmitirei-lhes mais informações.
durante as férias.
(B) Estas ordens, espero que cumpram-se religiosamente.
(C) No salto, sem concorrentes, seu desempenho era melhor de todos.
(C) O diálogo a que me propus ontem, continua válido.
(D) Diante dos problemas, ansiava por um resultado mais bom que
(D) Sua decisão não causou-lhe a felicidade esperada.
ruim.
(E) Me transmita as novidades quando chegar de Paris.
(E) Comprou uns copos baratos, de cristal, da mais malíssima qualida-
de.
14. O pronome oblíquo representa a combinação das funções de objeto
Nas questões de números 08 e 09, assinale a alternativa cujas pa- direto e indireto em:
lavras completam, correta e respectivamente, as frases dadas. (A) Apresentou-se agora uma boa ocasião.
08. Os pesquisadores trataram de avaliar visão público financiamento (B) A lição, vou fazê-la ainda hoje mesmo.
estatal ciência e tecnologia. (C) Atribuímos-lhes agora uma pesada tarefa.
(A) à ... sobre o ... do ... para (B) a ... ao ... do ... para (D) A conta, deixamo-la para ser revisada.
(C) à ... do ... sobre o ... a (D) à ... ao ... sobre o ... à (E) Essa história, contar-lha-ei assim que puder.
(E) a ... do ... sobre o ... à
15. Desejava o diploma, por isso lutou para obtê-lo.
09. Quanto perfil desejado, com vistas qualidade dos candidatos, a
Substituindo-se as formas verbais de desejar, lutar e obter pelos
franqueadora procura ser muito mais criteriosa ao contratá-los, pois
respectivos substantivos a elas correspondentes, a frase correta é:
eles devem estar aptos comercializar seus produtos.
(A) O desejo do diploma levou-o a lutar por sua obtenção.
(A) ao ... a ... à
(B) O desejo do diploma levou-o à luta em obtê-lo.
(B) àquele ... à ... à
(C) àquele...à ... a (C) O desejo do diploma levou-o à luta pela sua obtenção.
(D) ao ... à ... à (D) Desejoso do diploma foi à luta pela sua obtenção.
(E) àquele ... a ... a (E) Desejoso do diploma foi lutar por obtê-lo.

10. Assinale a alternativa gramaticalmente correta de acordo com a 16. Ao Senhor Diretor de Relações Públicas da Secretaria de Educação
norma culta. do Estado de São Paulo. Face à proximidade da data de inaugura-
(A) Bancos de dados científicos terão seu alcance ampliado. E isso ção de nosso Teatro Educativo, por ordem de , Doutor XXX, Dignís-
trarão grandes benefícios às pesquisas. simo Secretário da Educação do Estado de YYY, solicitamos a má-
xima urgência na antecipação do envio dos primeiros convites para
(B) Fazem vários anos que essa empresa constrói parques, colaboran-
o Excelentíssimo Senhor Governador do Estado de São Paulo, o
do com o meio ambiente.
Reverendíssimo Cardeal da Arquidiocese de São Paulo e os Reito-
(C) Laboratórios de análise clínica tem investido em institutos, desen- res das Universidades Paulistas, para que essas autoridades pos-
volvendo projetos na área médica. sam se programar e participar do referido evento.
(D) Havia algumas estatísticas auspiciosas e outras preocupantes Atenciosamente, Assistente de Gabinete.
apresentadas pelos economistas.
(E) Os efeitos nocivos aos recifes de corais surge para quem vive no
litoral ou aproveitam férias ali. De acordo com os cargos das diferentes autoridades, as lacunas
são correta e adequadamente preenchidas, respectivamente, por
(A) Ilustríssimo ... Sua Excelência ... Magníficos
11. A frase correta de acordo com o padrão culto é:
(B) Excelentíssimo ... Sua Senhoria ... Magníficos
(A) Não vejo mal no Presidente emitir medidas de emergência devido
às chuvas. (C) Ilustríssimo ... Vossa Excelência ... Excelentíssimos
(B) Antes de estes requisitos serem cumpridos, não receberemos (D) Excelentíssimo ... Sua Senhoria ... Excelentíssimos
reclamações. (E) Ilustríssimo ... Vossa Senhoria ... Digníssimos
(C) Para mim construir um país mais justo, preciso de maior apoio à
cultura. 17. Assinale a alternativa em que, de acordo com a norma culta, se
(D) Apesar do advogado ter defendido o réu, este não foi poupado da respeitam as regras de pontuação.
culpa. (A) Por sinal, o próprio Senhor Governador, na última entrevista, reve-
(E) Faltam conferir três pacotes da mercadoria. lou, que temos uma arrecadação bem maior que a prevista.
(B) Indagamos, sabendo que a resposta é obvia: que se deve a uma
12. A maior parte das empresas de franquia pretende expandir os sociedade inerte diante do desrespeito à sua própria lei? Nada.
negócios das empresas de franquia pelo contato direto com os pos- (C) O cidadão, foi preso em flagrante e, interrogado pela Autoridade
síveis investidores, por meio de entrevistas. Esse contato para fins Policial, confessou sua participação no referido furto.
de seleção não só permite às empresas avaliar os investidores com (D) Quer-nos parecer, todavia, que a melhor solução, no caso deste
relação aos negócios, mas também identificar o perfil desejado dos funcionário, seja aquela sugerida, pela própria chefia.
investidores. (E) Impunha-se, pois, a recuperação dos documentos: as certidões
(Texto adaptado) negativas, de débitos e os extratos, bancários solicitados.

Língua Portuguesa 52

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
18. O termo oração, entendido como uma construção com sujeito e 24. O público observava a agitação dos lanterninhas da plateia.
predicado que formam um período simples, se aplica, adequada- Sem pontuação e sem entonação, a frase acima tem duas possibili-
mente, apenas a: dades de leitura. Elimina-se essa ambiguidade pelo estabelecimen-
(A) Amanhã, tempo instável, sujeito a chuvas esparsas no litoral. to correto das relações entre seus termos e pela sua adequada pon-
(B) O vigia abandonou a guarita, assim que cumpriu seu período. tuação em:
(C) O passeio foi adiado para julho, por não ser época de chuvas. (A) O público da plateia, observava a agitação dos lanterninhas.
(D) Muito riso, pouco siso – provérbio apropriado à falta de juízo. (B) O público observava a agitação da plateia, dos lanterninhas.
(E) Os concorrentes à vaga de carteiro submeteram-se a exames. (C) O público observava a agitação, dos lanterninhas da plateia.
(D) Da plateia o público, observava a agitação dos lanterninhas.
Leia o período para responder às questões de números 19 e 20. (E) Da plateia, o público observava a agitação dos lanterninhas.

O livro de registro do processo que você procurava era o que esta- 25. Felizmente, ninguém se machucou.
va sobre o balcão. Lentamente, o navio foi se afastando da costa.
19. No período, os pronomes o e que, na respectiva sequência, reme- Considere:
tem a I. felizmente completa o sentido do verbo machucar;
(A) processo e livro. II. felizmente e lentamente classificam-se como adjuntos adverbiais de
(B) livro do processo. modo;
(C) processos e processo. III. felizmente se refere ao modo como o falante se coloca diante do
(D) livro de registro. fato;
(E) registro e processo. IV. lentamente especifica a forma de o navio se afastar;
V. felizmente e lentamente são caracterizadores de substantivos.
20. Analise as proposições de números I a IV com base no período Está correto o contido apenas em
acima: (A) I, II e III.
I. há, no período, duas orações; (B) I, II e IV.
II. o livro de registro do processo era o, é a oração principal; (C) I, III e IV.
III. os dois quê(s) introduzem orações adverbiais; (D) II, III e IV.
IV. de registro é um adjunto adnominal de livro. (E) III, IV e V.
Está correto o contido apenas em
26. O segmento adequado para ampliar a frase – Ele comprou o car-
(A) II e IV. (B) III e IV.
ro..., indicando concessão, é:
(C) I, II e III. (D) I, II e IV. (E) I, III e IV.
(A) para poder trabalhar fora.
(B) como havia programado.
21. O Meretíssimo Juiz da 1.ª Vara Cível devia providenciar a leitura do
(C) assim que recebeu o prêmio.
acórdão, e ainda não o fez. Analise os itens relativos a esse trecho:
(D) porque conseguiu um desconto.
I. as palavras Meretíssimo e Cível estão incorretamente grafadas;
(E) apesar do preço muito elevado.
II. ainda é um adjunto adverbial que exclui a possibilidade da leitura
pelo Juiz;
III. o e foi usado para indicar oposição, com valor adversativo equiva- 27. É importante que todos participem da reunião.
lente ao da palavra mas; O segmento que todos participem da reunião, em relação a
IV. em ainda não o fez, o o equivale a isso, significando leitura do É importante, é uma oração subordinada
acórdão, e fez adquire o respectivo sentido de devia providenciar. (A) adjetiva com valor restritivo.
Está correto o contido apenas em (B) substantiva com a função de sujeito.
(A) II e IV. (C) substantiva com a função de objeto direto.
(B) III e IV. (D) adverbial com valor condicional.
(C) I, II e III. (E) substantiva com a função de predicativo.
(D) I, III e IV.
(E) II, III e IV. 28. Ele realizou o trabalho como seu chefe o orientou. A relação esta-
belecida pelo termo como é de
22. O rapaz era campeão de tênis. O nome do rapaz saiu nos jornais. (A) comparatividade.
Ao transformar os dois períodos simples num único período com- (B) adição.
posto, a alternativa correta é: (C) conformidade.
(A) O rapaz cujo nome saiu nos jornais era campeão de tênis. (D) explicação.
(B) O rapaz que o nome saiu nos jornais era campeão de tênis. (E) consequência.
(C) O rapaz era campeão de tênis, já que seu nome saiu nos jornais.
(D) O nome do rapaz onde era campeão de tênis saiu nos jornais. 29. A região alvo da expansão das empresas, _____, das redes de
franquias, é a Sudeste, ______ as demais regiões também serão
(E) O nome do rapaz que saiu nos jornais era campeão de tênis.
contempladas em diferentes proporções; haverá, ______, planos
diversificados de acordo com as possibilidades de investimento dos
23. O jardineiro daquele vizinho cuidadoso podou, ontem, os enfraque- possíveis franqueados.
cidos galhos da velha árvore.
Assinale a alternativa correta para interrogar, respectivamente, A alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas e
sobre o adjunto adnominal de jardineiro e o objeto direto de podar. relaciona corretamente as ideias do texto, é:
(A) Quem podou? e Quando podou? (A) digo ... portanto ... mas
(B) Qual jardineiro? e Galhos de quê? (B) como ... pois ... mas
(C) Que jardineiro? e Podou o quê? (C) ou seja ... embora ... pois
(D) Que vizinho? e Que galhos? (D) ou seja ... mas ... portanto
(E) Quando podou? e Podou o quê? (E) isto é ... mas ... como

Língua Portuguesa 53

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
30. Assim que as empresas concluírem o processo de seleção dos _______________________________________________________
investidores, os locais das futuras lojas de franquia serão divulga-
dos. _______________________________________________________
A alternativa correta para substituir Assim que as empresas concluí- _______________________________________________________
rem o processo de seleção dos investidores por uma oração reduzi-
da, sem alterar o sentido da frase, é: _______________________________________________________
(A) Porque concluindo o processo de seleção dos investidores ... _______________________________________________________
(B) Concluído o processo de seleção dos investidores ...
(C) Depois que concluíssem o processo de seleção dos investidores ... _______________________________________________________
(D) Se concluído do processo de seleção dos investidores... _______________________________________________________
(E) Quando tiverem concluído o processo de seleção dos investidores
_______________________________________________________
RESPOSTAS _______________________________________________________
01. D 11. B 21. B
02. A 12. A 22. A
_______________________________________________________
03. C 13. C 23. C _______________________________________________________
04. E 14. E 24. E
05. A 15. C 25. D _______________________________________________________
06. B 16. A 26. E _______________________________________________________
07. D 17. B 27. B
08. E 18. E 28. C _______________________________________________________
09. C 19. D 29. D
_______________________________________________________
10. D 20. A 30. B
_______________________________________________________
___________________________________ _______________________________________________________
___________________________________ _______________________________________________________
___________________________________ _______________________________________________________
___________________________________ _______________________________________________________
___________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________

Língua Portuguesa 54

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
LEGISLAÇÃO

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
IV - (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
V - readaptação;
VI - reversão;
Legislação VII - aproveitamento;
VIII - reintegração;
IX - recondução.
Seção II
1. Lei 8.112, de 11 de dezembro de
Da Nomeação
1990 - Regime jurídico dos servidores
públicos civis da União, das autarquias Art. 9o A nomeação far-se-á:
e das fundações públicas federais I - em caráter efetivo, quando se tratar de cargo isolado de provimento
efetivo ou de carreira;
II - em comissão, inclusive na condição de interino, para cargos de
Dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, confiança vagos. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
das autarquias e das fundações públicas federais. Parágrafo único. O servidor ocupante de cargo em comissão ou de
Título I natureza especial poderá ser nomeado para ter exercício, interinamente,
Capítulo Único em outro cargo de confiança, sem prejuízo das atribuições do que
Das Disposições Preliminares atualmente ocupa, hipótese em que deverá optar pela remuneração de um
Art. 1o Esta Lei institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos deles durante o período da interinidade. (Redação dada pela Lei nº 9.527,
Civis da União, das autarquias, inclusive as em regime especial, e das de 10.12.97)
fundações públicas federais. Art. 10. A nomeação para cargo de carreira ou cargo isolado de
Art. 2o Para os efeitos desta Lei, servidor é a pessoa legalmente provimento efetivo depende de prévia habilitação em concurso público de
investida em cargo público. provas ou de provas e títulos, obedecidos a ordem de classificação e o
prazo de sua validade.
Art. 3o Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades
previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um Parágrafo único. Os demais requisitos para o ingresso e o
servidor. desenvolvimento do servidor na carreira, mediante promoção, serão
estabelecidos pela lei que fixar as diretrizes do sistema de carreira na
Parágrafo único. Os cargos públicos, acessíveis a todos os Administração Pública Federal e seus regulamentos. (Redação dada pela
brasileiros, são criados por lei, com denominação própria e vencimento Lei nº 9.527, de 10.12.97)
pago pelos cofres públicos, para provimento em caráter efetivo ou em
comissão. Seção III
Art. 4o É proibida a prestação de serviços gratuitos, salvo os casos Do Concurso Público
previstos em lei. Art. 11. O concurso será de provas ou de provas e títulos, podendo
ser realizado em duas etapas, conforme dispuserem a lei e o regulamento
do respectivo plano de carreira, condicionada a inscrição do candidato ao
Título II pagamento do valor fixado no edital, quando indispensável ao seu custeio,
Do Provimento, Vacância, Remoção, Redistribuição e Substituição e ressalvadas as hipóteses de isenção nele expressamente
Capítulo I previstas.(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)(Regulamento)
Do Provimento Art. 12. O concurso público terá validade de até 2 (dois ) anos,
Seção I podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período.
Disposições Gerais § 1o O prazo de validade do concurso e as condições de sua
realização serão fixados em edital, que será publicado no Diário Oficial da
Art. 5o São requisitos básicos para investidura em cargo público: União e em jornal diário de grande circulação.
I - a nacionalidade brasileira; § 2o Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato
II - o gozo dos direitos políticos; aprovado em concurso anterior com prazo de validade não expirado.
III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais; Seção IV
IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo; Da Posse e do Exercício
V - a idade mínima de dezoito anos; Art. 13. A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual
VI - aptidão física e mental. deverão constar as atribuições, os deveres, as responsabilidades e os
§ 1o As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros direitos inerentes ao cargo ocupado, que não poderão ser alterados
requisitos estabelecidos em lei. unilateralmente, por qualquer das partes, ressalvados os atos de ofício
previstos em lei.
§ 2o Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de
se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas § 1o A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publicação
atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; do ato de provimento. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas § 2o Em se tratando de servidor, que esteja na data de publicação do
oferecidas no concurso. ato de provimento, em licença prevista nos incisos I, III e V do art. 81, ou
§ 3o As universidades e instituições de pesquisa científica e afastado nas hipóteses dos incisos I, IV, VI, VIII, alíneas "a", "b", "d", "e" e
tecnológica federais poderão prover seus cargos com professores, "f", IX e X do art. 102, o prazo será contado do término do impedimento.
técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e os (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
procedimentos desta Lei. (Incluído pela Lei nº 9.515, de 20.11.97) § 3o A posse poderá dar-se mediante procuração específica.
Art. 6o O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da § 4o Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por
autoridade competente de cada Poder. nomeação. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 7o A investidura em cargo público ocorrerá com a posse. § 5o No ato da posse, o servidor apresentará declaração de bens e
valores que constituem seu patrimônio e declaração quanto ao exercício
Art. 8o São formas de provimento de cargo público:
ou não de outro cargo, emprego ou função pública.
I - nomeação;
§ 6o Será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não
II - promoção; ocorrer no prazo previsto no § 1o deste artigo.
III - (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)

Legislação 1

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Art. 14. A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção finalidade, de acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento da
médica oficial. respectiva carreira ou cargo, sem prejuízo da continuidade de apuração
Parágrafo único. Só poderá ser empossado aquele que for julgado dos fatores enumerados nos incisos I a V do caput deste artigo. (Redação
apto física e mentalmente para o exercício do cargo. dada pela Lei nº 11.784, de 2008
Art. 15. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo § 2o O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado
público ou da função de confiança. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de ou, se estável, reconduzido ao cargo anteriormente ocupado, observado o
10.12.97) disposto no parágrafo único do art. 29.
§ 1o É de quinze dias o prazo para o servidor empossado em cargo § 3o O servidor em estágio probatório poderá exercer quaisquer
público entrar em exercício, contados da data da posse. (Redação dada cargos de provimento em comissão ou funções de direção, chefia ou
pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) assessoramento no órgão ou entidade de lotação, e somente poderá ser
§ 2o O servidor será exonerado do cargo ou será tornado sem efeito o cedido a outro órgão ou entidade para ocupar cargos de Natureza
ato de sua designação para função de confiança, se não entrar em Especial, cargos de provimento em comissão do Grupo-Direção e
exercício nos prazos previstos neste artigo, observado o disposto no art. Assessoramento Superiores - DAS, de níveis 6, 5 e 4, ou equivalentes.
18. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§ 3o À autoridade competente do órgão ou entidade para onde for § 4o Ao servidor em estágio probatório somente poderão ser
nomeado ou designado o servidor compete dar-lhe exercício. (Redação concedidas as licenças e os afastamentos previstos nos arts. 81, incisos I
dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) a IV, 94, 95 e 96, bem assim afastamento para participar de curso de
formação decorrente de aprovação em concurso para outro cargo na
§ 4o O início do exercício de função de confiança coincidirá com a
Administração Pública Federal. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
data de publicação do ato de designação, salvo quando o servidor estiver
em licença ou afastado por qualquer outro motivo legal, hipótese em que § 5o O estágio probatório ficará suspenso durante as licenças e os
recairá no primeiro dia útil após o término do impedimento, que não afastamentos previstos nos arts. 83, 84, § 1o, 86 e 96, bem assim na
poderá exceder a trinta dias da publicação. (Incluído pela Lei nº 9.527, de hipótese de participação em curso de formação, e será retomado a partir
10.12.97) do término do impedimento. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 16. O início, a suspensão, a interrupção e o reinício do exercício Seção V
serão registrados no assentamento individual do servidor. Da Estabilidade
Parágrafo único. Ao entrar em exercício, o servidor apresentará ao Art. 21. O servidor habilitado em concurso público e empossado em
órgão competente os elementos necessários ao seu assentamento cargo de provimento efetivo adquirirá estabilidade no serviço público ao
individual. completar 2 (dois) anos de efetivo exercício. (prazo 3 anos - vide EMC nº
Art. 17. A promoção não interrompe o tempo de exercício, que é 19)
contado no novo posicionamento na carreira a partir da data de publicação Art. 22. O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença
do ato que promover o servidor. (Redação dada pela Lei nº 9.527/97) judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar no
Art. 18. O servidor que deva ter exercício em outro município em qual lhe seja assegurada ampla defesa.
razão de ter sido removido, redistribuído, requisitado, cedido ou posto em Seção VI
exercício provisório terá, no mínimo, dez e, no máximo, trinta dias de Da Transferência
prazo, contados da publicação do ato, para a retomada do efetivo Art. 23. (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
desempenho das atribuições do cargo, incluído nesse prazo o tempo Seção VII
necessário para o deslocamento para a nova sede. (Redação dada pela
Da Readaptação
Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 24. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de
§ 1o Na hipótese de o servidor encontrar-se em licença ou afastado
atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha
legalmente, o prazo a que se refere este artigo será contado a partir do
sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção
término do impedimento. (Parágrafo renumerado e alterado pela Lei nº
médica.
9.527, de 10.12.97)
§ 1o Se julgado incapaz para o serviço público, o readaptando será
§ 2o É facultado ao servidor declinar dos prazos estabelecidos no
aposentado.
caput. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§ 2o A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins,
Art. 19. Os servidores cumprirão jornada de trabalho fixada em razão
respeitada a habilitação exigida, nível de escolaridade e equivalência de
das atribuições pertinentes aos respectivos cargos, respeitada a duração vencimentos e, na hipótese de inexistência de cargo vago, o servidor
máxima do trabalho semanal de quarenta horas e observados os limites exercerá suas atribuições como excedente, até a ocorrência de
mínimo e máximo de seis horas e oito horas diárias, respectivamente. vaga.(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
(Redação dada pela Lei nº 8.270, de 17.12.91)
Seção VIII
§ 1o O ocupante de cargo em comissão ou função de confiança
submete-se a regime de integral dedicação ao serviço, observado o Da Reversão
disposto no art. 120, podendo ser convocado sempre que houver interesse Art. 25. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado:
da Administração. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
§ 2o O disposto neste artigo não se aplica a duração de trabalho I - por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os
estabelecida em leis especiais. (Incluído pela Lei nº 8.270, de 17.12.91) motivos da aposentadoria; ou (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-
Art. 20. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de 45, de 4.9.2001)
provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 24 II - no interesse da administração, desde que: (Incluído pela Medida
(vinte e quatro) meses, durante o qual a sua aptidão e capacidade serão Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados os seguinte a) tenha solicitado a reversão; (Incluído pela Medida Provisória nº
fatores: 2.225-45, de 4.9.2001)
I - assiduidade; b) a aposentadoria tenha sido voluntária; (Incluído pela Medida
II - disciplina; Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
III - capacidade de iniciativa; c) estável quando na atividade; (Incluído pela Medida Provisória nº
IV - produtividade; 2.225-45, de 4.9.2001)
V- responsabilidade. d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à
§ 1o 4 (quatro) meses antes de findo o período do estágio probatório, solicitação; (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
será submetida à homologação da autoridade competente a avaliação do e) haja cargo vago. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de
desempenho do servidor, realizada por comissão constituída para essa 4.9.2001)

Legislação 2

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
§ 1o A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de VI - readaptação;
sua transformação. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de VII - aposentadoria;
4.9.2001) VIII - posse em outro cargo inacumulável;
§ 2o O tempo em que o servidor estiver em exercício será IX - falecimento.
considerado para concessão da aposentadoria. (Incluído pela Medida
Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001) Art. 34. A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor,
ou de ofício.
§ 3o No caso do inciso I, encontrando-se provido o cargo, o servidor
exercerá suas atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga. Parágrafo único. A exoneração de ofício dar-se-á:
(Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001) I - quando não satisfeitas as condições do estágio probatório;
§ 4o O servidor que retornar à atividade por interesse da II - quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício
administração perceberá, em substituição aos proventos da no prazo estabelecido.
aposentadoria, a remuneração do cargo que voltar a exercer, inclusive Art. 35. A exoneração de cargo em comissão e a dispensa de função
com as vantagens de natureza pessoal que percebia anteriormente à de confiança dar-se-á: (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
aposentadoria. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001) I - a juízo da autoridade competente;
§ 5o O servidor de que trata o inciso II somente terá os proventos II - a pedido do próprio servidor.
calculados com base nas regras atuais se permanecer pelo menos cinco Capítulo III
anos no cargo. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
Da Remoção e da Redistribuição
§ 6o O Poder Executivo regulamentará o disposto neste artigo.
Seção I
(Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
Da Remoção
Art. 26. (Revogado pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
Art. 36. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício,
Art. 27. Não poderá reverter o aposentado que já tiver completado 70
no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede.
(setenta) anos de idade.
Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, entende-se por
Seção IX
modalidades de remoção: (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Da Reintegração
I - de ofício, no interesse da Administração; (Incluído pela Lei nº
Art. 28. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo 9.527/97)
anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação,
II - a pedido, a critério da Administração; (Incluído pela Lei nº 9.527,
quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial,
de 10.12.97)
com ressarcimento de todas as vantagens.
III - a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse
§ 1o Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor ficará em
da Administração: (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
disponibilidade, observado o disposto nos arts. 30 e 31.
a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor
§ 2o Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante será
público civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
reconduzido ao cargo de origem, sem direito à indenização ou aproveitado
Distrito Federal e dos Municípios, que foi deslocado no interesse da
em outro cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade.
Administração; (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Seção X
b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou
Da Recondução dependente que viva às suas expensas e conste do seu assentamento
Art. 29. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo funcional, condicionada à comprovação por junta médica oficial; (Incluído
anteriormente ocupado e decorrerá de: pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo; c) em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o
II - reintegração do anterior ocupante. número de interessados for superior ao número de vagas, de acordo com
Parágrafo único. Encontrando-se provido o cargo de origem, o normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam
servidor será aproveitado em outro, observado o disposto no art. 30. lotados.(Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Seção XI Seção II
Da Disponibilidade e do Aproveitamento Da Redistribuição
Art. 30. O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á Art. 37. Redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento
mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e efetivo, ocupado ou vago no âmbito do quadro geral de pessoal, para
vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado. outro órgão ou entidade do mesmo Poder, com prévia apreciação do
Art. 31. O órgão Central do Sistema de Pessoal Civil determinará o órgão central do SIPEC, observados os seguintes preceitos: (Redação
imediato aproveitamento de servidor em disponibilidade em vaga que vier dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Federal. I - interesse da administração; (Incluído pela Lei nº 9.527, de
Parágrafo único. Na hipótese prevista no § 3o do art. 37, o servidor 10.12.97)
posto em disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilidade do II - equivalência de vencimentos; (Incluído pela Lei nº 9.527, de
órgão central do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal - 10.12.97)
SIPEC, até o seu adequado aproveitamento em outro órgão ou entidade. III - manutenção da essência das atribuições do cargo; (Incluído pela
(Parágrafo incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 32. Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a IV - vinculação entre os graus de responsabilidade e complexidade
disponibilidade se o servidor não entrar em exercício no prazo legal, salvo das atividades; (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
doença comprovada por junta médica oficial. V - mesmo nível de escolaridade, especialidade ou habilitação
Capítulo II profissional; (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Da Vacância VI - compatibilidade entre as atribuições do cargo e as finalidades
Art. 33. A vacância do cargo público decorrerá de: institucionais do órgão ou entidade. (Incluído pela Lei nº 9.527, de
10.12.97)
I - exoneração;
§ 1o A redistribuição ocorrerá ex officio para ajustamento de lotação e
II - demissão;
da força de trabalho às necessidades dos serviços, inclusive nos casos de
III - promoção; reorganização, extinção ou criação de órgão ou entidade. (Incluído pela
IV - (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) Lei nº 9.527, de 10.12.97)
V - (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)

Legislação 3

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
§ 2o A redistribuição de cargos efetivos vagos se dará mediante ato ausências justificadas, ressalvadas as concessões de que trata o art. 97, e
conjunto entre o órgão central do SIPEC e os órgãos e entidades da saídas antecipadas, salvo na hipótese de compensação de horário, até o
Administração Pública Federal envolvidos. (Incluído pela Lei nº 9.527, de mês subsequente ao da ocorrência, a ser estabelecida pela chefia
10.12.97) imediata. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§ 3o Nos casos de reorganização ou extinção de órgão ou entidade, Parágrafo único. As faltas justificadas decorrentes de caso fortuito ou
extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade no órgão ou entidade, o de força maior poderão ser compensadas a critério da chefia imediata,
servidor estável que não for redistribuído será colocado em sendo assim consideradas como efetivo exercício. (Incluído pela Lei nº
disponibilidade, até seu aproveitamento na forma dos arts. 30 e 31. 9.527, de 10.12.97)
(Parágrafo renumerado e alterado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) Art. 45. Salvo por imposição legal, ou mandado judicial, nenhum
§ 4o O servidor que não for redistribuído ou colocado em desconto incidirá sobre a remuneração ou provento. (Regulamento)
disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilidade do órgão central Parágrafo único. Mediante autorização do servidor, poderá haver
do SIPEC, e ter exercício provisório, em outro órgão ou entidade, até seu consignação em folha de pagamento a favor de terceiros, a critério da
adequado aproveitamento. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) administração e com reposição de custos, na forma definida em
Capítulo IV regulamento.
Da Substituição Art. 46. As reposições e indenizações ao erário, atualizadas até 30 de
Art. 38. Os servidores investidos em cargo ou função de direção ou junho de 1994, serão previamente comunicadas ao servidor ativo,
chefia e os ocupantes de cargo de Natureza Especial terão substitutos aposentado ou ao pensionista, para pagamento, no prazo máximo de
indicados no regimento interno ou, no caso de omissão, previamente trinta dias, podendo ser parceladas, a pedido do interessado. (Redação
designados pelo dirigente máximo do órgão ou entidade. (Redação dada dada pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) § 1o O valor de cada parcela não poderá ser inferior ao
§ 1o O substituto assumirá automática e cumulativamente, sem correspondente a dez por cento da remuneração, provento ou pensão.
prejuízo do cargo que ocupa, o exercício do cargo ou função de direção ou (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
chefia e os de Natureza Especial, nos afastamentos, impedimentos legais § 2o Quando o pagamento indevido houver ocorrido no mês anterior
ou regulamentares do titular e na vacância do cargo, hipóteses em que ao do processamento da folha, a reposição será feita imediatamente, em
deverá optar pela remuneração de um deles durante o respectivo período. uma única parcela. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.225-
(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) 45/2001)
§ 2o O substituto fará jus à retribuição pelo exercício do cargo ou § 3o Na hipótese de valores recebidos em decorrência de
função de direção ou chefia ou de cargo de Natureza Especial, nos casos cumprimento a decisão liminar, a tutela antecipada ou a sentença que
dos afastamentos ou impedimentos legais do titular, superiores a trinta venha a ser revogada ou rescindida, serão eles atualizados até a data da
dias consecutivos, paga na proporção dos dias de efetiva substituição, que reposição. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.225-45, de
excederem o referido período. (Redação dada pela Lei nº 9.527/97) 4.9.2001)
Art. 39. O disposto no artigo anterior aplica-se aos titulares de Art. 47. O servidor em débito com o erário, que for demitido,
unidades administrativas organizadas em nível de assessoria. exonerado ou que tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada,
Título III terá o prazo de sessenta dias para quitar o débito. (Redação dada pela
Dos Direitos e Vantagens Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
Capítulo I Parágrafo único. A não quitação do débito no prazo previsto implicará
sua inscrição em dívida ativa. (Redação dada pela Medida Provisória nº
Do Vencimento e da Remuneração
2.225-45, de 4.9.2001)
Art. 40. Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo
Art. 48. O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto
público, com valor fixado em lei.
de arresto, sequestro ou penhora, exceto nos casos de prestação de
Art. 41. Remuneração é o vencimento do cargo efetivo, acrescido das alimentos resultante de decisão judicial.
vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei.
Capítulo II
§ 1o A remuneração do servidor investido em função ou cargo em
comissão será paga na forma prevista no art. 62. Das Vantagens
Art. 49. Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as
§ 2o O servidor investido em cargo em comissão de órgão ou
seguintes vantagens:
entidade diversa da de sua lotação receberá a remuneração de acordo
com o estabelecido no § 1o do art. 93. I - indenizações;
§ 3o O vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens de II - gratificações;
caráter permanente, é irredutível. III - adicionais.
§ 4o É assegurada a isonomia de vencimentos para cargos de § 1o As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento
atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder, ou entre servidores para qualquer efeito.
dos três Poderes, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as § 2o As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou
relativas à natureza ou ao local de trabalho. provento, nos casos e condições indicados em lei.
§ 5o Nenhum servidor receberá remuneração inferior ao salário Art. 50. As vantagens pecuniárias não serão computadas, nem
mínimo. (Incluído pela Lei nº 11.784, de 2008 acumuladas, para efeito de concessão de quaisquer outros acréscimos
Art. 42. Nenhum servidor poderá perceber, mensalmente, a título de pecuniários ulteriores, sob o mesmo título ou idêntico fundamento.
remuneração, importância superior à soma dos valores percebidos como Seção I
remuneração, em espécie, a qualquer título, no âmbito dos respectivos Das Indenizações
Poderes, pelos Ministros de Estado, por membros do Congresso Nacional Art. 51. Constituem indenizações ao servidor:
e Ministros do Supremo Tribunal Federal. I - ajuda de custo;
Parágrafo único. Excluem-se do teto de remuneração as vantagens II - diárias;
previstas nos incisos II a VII do art. 61.
III - transporte.
Art. 43. (Revogado pela Lei nº 9.624, de 2.4.98)
IV - auxílio-moradia.(Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)
Art. 44. O servidor perderá: Art. 52. Os valores das indenizações estabelecidas nos incisos I a III
I - a remuneração do dia em que faltar ao serviço, sem motivo do art. 51, assim como as condições para a sua concessão, serão
justificado; (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) estabelecidos em regulamento. (Redação dada pela Lei nº 11.355, de
II - a parcela de remuneração diária, proporcional aos atrasos, 2006)

Legislação 4

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Subseção I com meio de hospedagem administrado por empresa hoteleira, no prazo
Da Ajuda de Custo de um mês após a comprovação da despesa pelo servidor. (Incluído pela
Art. 53. A ajuda de custo destina-se a compensar as despesas de Lei nº 11.355, de 2006)
instalação do servidor que, no interesse do serviço, passar a ter exercício Art. 60-B. Conceder-se-á auxílio-moradia ao servidor se atendidos os
em nova sede, com mudança de domicílio em caráter permanente, vedado seguintes requisitos: (Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)
o duplo pagamento de indenização, a qualquer tempo, no caso de o I - não exista imóvel funcional disponível para uso pelo servidor;
cônjuge ou companheiro que detenha também a condição de servidor, vier (Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)
a ter exercício na mesma sede. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de
II - o cônjuge ou companheiro do servidor não ocupe imóvel funcional;
10.12.97)
(Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)
§ 1o Correm por conta da administração as despesas de transporte
do servidor e de sua família, compreendendo passagem, bagagem e bens III - o servidor ou seu cônjuge ou companheiro não seja ou tenha sido
pessoais. proprietário, promitente comprador, cessionário ou promitente cessionário
de imóvel no Município aonde for exercer o cargo, incluída a hipótese de
§ 2o À família do servidor que falecer na nova sede são assegurados
lote edificado sem averbação de construção, nos doze meses que
ajuda de custo e transporte para a localidade de origem, dentro do prazo
antecederem a sua nomeação; (Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)
de 1 (um) ano, contado do óbito.
Art. 54. A ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do IV - nenhuma outra pessoa que resida com o servidor receba auxílio-
servidor, conforme se dispuser em regulamento, não podendo exceder a moradia; (Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)
importância correspondente a 3 (três) meses. V - o servidor tenha se mudado do local de residência para ocupar
Art. 55. Não será concedida ajuda de custo ao servidor que se afastar cargo em comissão ou função de confiança do Grupo-Direção e
do cargo, ou reassumi-lo, em virtude de mandato eletivo. Assessoramento Superiores - DAS, níveis 4, 5 e 6, de Natureza Especial,
Art. 56. Será concedida ajuda de custo àquele que, não sendo de Ministro de Estado ou equivalentes; (Incluído pela Lei nº 11.355, de
servidor da União, for nomeado para cargo em comissão, com mudança 2006)
de domicílio. VI - o Município no qual assuma o cargo em comissão ou função de
Parágrafo único. No afastamento previsto no inciso I do art. 93, a confiança não se enquadre nas hipóteses do art. 58, § 3o, em relação ao
ajuda de custo será paga pelo órgão cessionário, quando cabível. local de residência ou domicílio do servidor; (Incluído pela Lei nº 11.355,
Art. 57. O servidor ficará obrigado a restituir a ajuda de custo quando, de 2006)
injustificadamente, não se apresentar na nova sede no prazo de 30 (trinta) VII - o servidor não tenha sido domiciliado ou tenha residido no
dias. Município, nos últimos doze meses, aonde for exercer o cargo em
Subseção II comissão ou função de confiança, desconsiderando-se prazo inferior a
Das Diárias sessenta dias dentro desse período; e (Incluído pela Lei nº 11.355, de
2006)
Art. 58. O servidor que, a serviço, afastar-se da sede em caráter
eventual ou transitório para outro ponto do território nacional ou para o VIII - o deslocamento não tenha sido por força de alteração de lotação
exterior, fará jus a passagens e diárias destinadas a indenizar as parcelas ou nomeação para cargo efetivo. (Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)
de despesas extraordinária com pousada, alimentação e locomoção IX - o deslocamento tenha ocorrido após 30 de junho de 2006.
urbana, conforme dispuser em regulamento. (Redação dada pela Lei nº (Incluído pela Lei nº 11.490, de 2007)
9.527, de 10.12.97) Parágrafo único. Para fins do inciso VII, não será considerado o prazo
§ 1o A diária será concedida por dia de afastamento, sendo devida no qual o servidor estava ocupando outro cargo em comissão relacionado
pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite fora da sede, ou no inciso V. (Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)
quando a União custear, por meio diverso, as despesas extraordinárias
Art. 60-C. O auxílio-moradia não será concedido por prazo superior a
cobertas por diárias.(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
8 (oito) anos dentro de cada período de 12 (doze) anos. (Incluído pela Lei
§ 2o Nos casos em que o deslocamento da sede constituir exigência nº 11.784, de 2008
permanente do cargo, o servidor não fará jus a diárias.
Parágrafo único. Transcorrido o prazo de 8 (oito) anos dentro de cada
§ 3o Também não fará jus a diárias o servidor que se deslocar dentro
período de 12 (doze) anos, o pagamento somente será retomado se
da mesma região metropolitana, aglomeração urbana ou microrregião,
observados, além do disposto no caput deste artigo, os requisitos do caput
constituídas por municípios limítrofes e regularmente instituídas, ou em
do art. 60-B desta Lei, não se aplicando, no caso, o parágrafo único do
áreas de controle integrado mantidas com países limítrofes, cuja jurisdição
citado art. 60-B. (Incluído pela Lei nº 11.784, de 2008
e competência dos órgãos, entidades e servidores brasileiros considera-se
estendida, salvo se houver pernoite fora da sede, hipóteses em que as Art. 60-D. O valor mensal do auxílio-moradia é limitado a 25% (vinte e
diárias pagas serão sempre as fixadas para os afastamentos dentro do cinco por cento) do valor do cargo em comissão, função comissionada ou
território nacional. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) cargo de Ministro de Estado ocupado. (Incluído pela Lei nº 11.784, de
Art. 59. O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por 2008
qualquer motivo, fica obrigado a restituí-las integralmente, no prazo de 5 § 1o O valor do auxílio-moradia não poderá superar 25% (vinte e
(cinco) dias. cinco por cento) da remuneração de Ministro de Estado. (Incluído pela Lei
Parágrafo único. Na hipótese de o servidor retornar à sede em prazo nº 11.784, de 2008
menor do que o previsto para o seu afastamento, restituirá as diárias § 2o Independentemente do valor do cargo em comissão ou função
recebidas em excesso, no prazo previsto no caput. comissionada, fica garantido a todos os que preencherem os requisitos o
Subseção III ressarcimento até o valor de R$ 1.800,00 (mil e oitocentos reais). (Incluído
pela Lei nº 11.784, de 2008
Da Indenização de Transporte
Art. 60-E. No caso de falecimento, exoneração, colocação de imóvel
Art. 60. Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que funcional à disposição do servidor ou aquisição de imóvel, o auxílio-
realizar despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para a moradia continuará sendo pago por um mês. (Incluído pela Lei nº 11.355,
execução de serviços externos, por força das atribuições próprias do de 2006)
cargo, conforme se dispuser em regulamento.
Seção II
Subseção IV
Das Gratificações e Adicionais
Do Auxílio-Moradia
Art. 61. Além do vencimento e das vantagens previstas nesta Lei,
(Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)
serão deferidos aos servidores as seguintes retribuições, gratificações e
Art. 60-A. O auxílio-moradia consiste no ressarcimento das despesas adicionais: (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
comprovadamente realizadas pelo servidor com aluguel de moradia ou

Legislação 5

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
I - retribuição pelo exercício de função de direção, chefia e Parágrafo único. A servidora gestante ou lactante será afastada,
assessoramento; (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) enquanto durar a gestação e a lactação, das operações e locais previstos
II - gratificação natalina; neste artigo, exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não
III - (Revogado pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001) penoso e não perigoso.
IV - adicional pelo exercício de atividades insalubres, perigosas ou Art. 70. Na concessão dos adicionais de atividades penosas, de
penosas; insalubridade e de periculosidade, serão observadas as situações
estabelecidas em legislação específica.
V - adicional pela prestação de serviço extraordinário;
Art. 71. O adicional de atividade penosa será devido aos servidores
VI - adicional noturno; em exercício em zonas de fronteira ou em localidades cujas condições de
VII - adicional de férias; vida o justifiquem, nos termos, condições e limites fixados em
VIII - outros, relativos ao local ou à natureza do trabalho. regulamento.
IX - gratificação por encargo de curso ou concurso. (Incluído pela Lei Art. 72. Os locais de trabalho e os servidores que operam com Raios
nº 11.314 de 2006) X ou substâncias radioativas serão mantidos sob controle permanente, de
Subseção I modo que as doses de radiação ionizante não ultrapassem o nível máximo
Da Retribuição pelo Exercício de Função de Direção, Chefia e previsto na legislação própria.
Assessoramento (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) Parágrafo único. Os servidores a que se refere este artigo serão
Art. 62. Ao servidor ocupante de cargo efetivo investido em função de submetidos a exames médicos a cada 6 (seis) meses.
direção, chefia ou assessoramento, cargo de provimento em comissão ou Subseção V
de Natureza Especial é devida retribuição pelo seu exercício.(Redação Do Adicional por Serviço Extraordinário
dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) Art. 73. O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de
Parágrafo único. Lei específica estabelecerá a remuneração dos 50% (cinquenta por cento) em relação à hora normal de trabalho.
cargos em comissão de que trata o inciso II do art. 9o. (Redação dada Art. 74. Somente será permitido serviço extraordinário para atender a
pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) situações excepcionais e temporárias, respeitado o limite máximo de 2
Art. 62-A. Fica transformada em Vantagem Pessoal Nominalmente (duas) horas por jornada.
Identificada - VPNI a incorporação da retribuição pelo exercício de função Subseção VI
de direção, chefia ou assessoramento, cargo de provimento em comissão Do Adicional Noturno
ou de Natureza Especial a que se referem os arts. 3º e 10 da Lei no 8.911, Art. 75. O serviço noturno, prestado em horário compreendido entre
de 11 de julho de 1994, e o art. 3o da Lei no 9.624, de 2 de abril de 1998. 22 (vinte e duas) horas de um dia e 5 (cinco) horas do dia seguinte, terá o
(Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001) valor-hora acrescido de 25% (vinte e cinco por cento), computando-se
Parágrafo único. A VPNI de que trata o caput deste artigo somente cada hora como cinquenta e dois minutos e trinta segundos.
estará sujeita às revisões gerais de remuneração dos servidores públicos Parágrafo único. Em se tratando de serviço extraordinário, o
federais. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001) acréscimo de que trata este artigo incidirá sobre a remuneração prevista
Subseção II no art. 73.
Da Gratificação Natalina Subseção VII
Do Adicional de Férias
Art. 63. A gratificação natalina corresponde a 1/12 (um doze avos) da
Art. 76. Independentemente de solicitação, será pago ao servidor, por
remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro, por mês de
ocasião das férias, um adicional correspondente a 1/3 (um terço) da
exercício no respectivo ano.
remuneração do período das férias.
Parágrafo único. A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias será
Parágrafo único. No caso de o servidor exercer função de direção,
considerada como mês integral.
chefia ou assessoramento, ou ocupar cargo em comissão, a respectiva
Art. 64. A gratificação será paga até o dia 20 (vinte) do mês de vantagem será considerada no cálculo do adicional de que trata este
dezembro de cada ano. artigo.
Parágrafo único. (VETADO). Subseção VIII
Art. 65. O servidor exonerado perceberá sua gratificação natalina, Da Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso
proporcionalmente aos meses de exercício, calculada sobre a (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
remuneração do mês da exoneração. Art. 76-A. A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso é devida
Art. 66. A gratificação natalina não será considerada para cálculo de ao servidor que, em caráter eventual: (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
qualquer vantagem pecuniária. I - atuar como instrutor em curso de formação, de desenvolvimento ou
Subseção III de treinamento regularmente instituído no âmbito da administração pública
Do Adicional por Tempo de Serviço federal; (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
Art. 67. (Revogado pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 2001, II - participar de banca examinadora ou de comissão para exames
respeitadas as situações constituídas até 8.3.1999) orais, para análise curricular, para correção de provas discursivas, para
elaboração de questões de provas ou para julgamento de recursos
Subseção IV
intentados por candidatos; (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
Dos Adicionais de Insalubridade,
III - participar da logística de preparação e de realização de concurso
Periculosidade ou Atividades Penosas
público envolvendo atividades de planejamento, coordenação, supervisão,
Art. 68. Os servidores que trabalhem com habitualidade em locais execução e avaliação de resultado, quando tais atividades não estiverem
insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas, incluídas entre as suas atribuições permanentes; (Incluído pela Lei nº
radioativas ou com risco de vida, fazem jus a um adicional sobre o 11.314 de 2006)
vencimento do cargo efetivo.
IV - participar da aplicação, fiscalizar ou avaliar provas de exame
§ 1o O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de vestibular ou de concurso público ou supervisionar essas atividades.
periculosidade deverá optar por um deles. (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
§ 2o O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa § 1o Os critérios de concessão e os limites da gratificação de que
com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua trata este artigo serão fixados em regulamento, observados os seguintes
concessão. parâmetros: (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
Art. 69. Haverá permanente controle da atividade de servidores em I - o valor da gratificação será calculado em horas, observadas a
operações ou locais considerados penosos, insalubres ou perigosos. natureza e a complexidade da atividade exercida; (Incluído pela Lei nº
11.314 de 2006)
Legislação 6

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
II - a retribuição não poderá ser superior ao equivalente a 120 (cento e Seção I
vinte) horas de trabalho anuais, ressalvada situação de excepcionalidade, Disposições Gerais
devidamente justificada e previamente aprovada pela autoridade máxima
Art. 81. Conceder-se-á ao servidor licença:
do órgão ou entidade, que poderá autorizar o acréscimo de até 120 (cento
e vinte) horas de trabalho anuais; (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006) I - por motivo de doença em pessoa da família;
III - o valor máximo da hora trabalhada corresponderá aos seguintes II - por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro;
percentuais, incidentes sobre o maior vencimento básico da administração III - para o serviço militar;
pública federal: (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
IV - para atividade política;
a) 2,2% (dois inteiros e dois décimos por cento), em se tratando de
V - para capacitação; (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
atividades previstas nos incisos I e II do caput deste artigo; (Redação dada
pela Lei nº 11.501, de 2007) VI - para tratar de interesses particulares;
b) 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento), em se tratando de VII - para desempenho de mandato classista.
atividade prevista nos incisos III e IV do caput deste artigo. (Redação dada § 1o A licença prevista no inciso I do caput deste artigo bem como
pela Lei nº 11.501, de 2007) cada uma de suas prorrogações serão precedidas de exame por perícia
§ 2o A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso somente será médica oficial, observado o disposto no art. 204 desta Lei. (Redação dada
paga se as atividades referidas nos incisos do caput deste artigo forem pela Lei nº 11.907, de 2009)
exercidas sem prejuízo das atribuições do cargo de que o servidor for § 2o (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
titular, devendo ser objeto de compensação de carga horária quando
desempenhadas durante a jornada de trabalho, na forma do § 4o do art. § 3o É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período
98 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006) da licença prevista no inciso I deste artigo.
§ 3o A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso não se Art. 82. A licença concedida dentro de 60 (sessenta) dias do término
incorpora ao vencimento ou salário do servidor para qualquer efeito e não de outra da mesma espécie será considerada como prorrogação.
poderá ser utilizada como base de cálculo para quaisquer outras Seção II
vantagens, inclusive para fins de cálculo dos proventos da aposentadoria Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família
e das pensões. (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006) Art. 83. Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de
Capítulo III doença do cônjuge ou companheiro, dos pais, dos filhos, do padrasto ou
Das Férias madrasta e enteado, ou dependente que viva a suas expensas e conste
Art. 77. O servidor fará jus a trinta dias de férias, que podem ser do seu assentamento funcional, mediante comprovação por perícia
acumuladas, até o máximo de dois períodos, no caso de necessidade do médica oficial. (Redação dada pela Lei nº 11.907, de 2009)
serviço, ressalvadas as hipóteses em que haja legislação específica. § 1o A licença somente será deferida se a assistência direta do
(Redação dada pela Lei nº 9.525, de 10.12.97) (Férias de Ministro - Vide) servidor for indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com
§ 1o Para o primeiro período aquisitivo de férias serão exigidos 12 o exercício do cargo ou mediante compensação de horário, na forma do
(doze) meses de exercício. disposto no inciso II do art. 44. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de
§ 2o É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço. 10.12.97)
§ 3o As férias poderão ser parceladas em até três etapas, desde que § 2o A licença de que trata o caput, incluídas as prorrogações, poderá
assim requeridas pelo servidor, e no interesse da administração pública. ser concedida a cada período de doze meses nas seguintes condições:
(Incluído pela Lei nº 9.525, de 10.12.97) (Redação dada pela Lei nº 12.269, de 2010)
Art. 78. O pagamento da remuneração das férias será efetuado até 2 I - por até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, mantida a
(dois) dias antes do início do respectivo período, observando-se o disposto remuneração do servidor; e (Incluído pela Lei nº 12.269, de 2010)
no § 1o deste artigo. Férias de Ministro - Vide) II - por até 90 (noventa) dias, consecutivos ou não, sem remuneração.
§ 1° e § 2° (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) (Incluído pela Lei nº 12.269, de 2010)
§ 3o O servidor exonerado do cargo efetivo, ou em comissão, § 3o O início do interstício de 12 (doze) meses será contado a partir
perceberá indenização relativa ao período das férias a que tiver direito e da data do deferimento da primeira licença concedida. (Incluído pela Lei nº
ao incompleto, na proporção de um doze avos por mês de efetivo 12.269, de 2010)
exercício, ou fração superior a quatorze dias. (Incluído pela Lei nº 8.216, § 4o A soma das licenças remuneradas e das licenças não
de 13.8.91) remuneradas, incluídas as respectivas prorrogações, concedidas em um
§ 4o A indenização será calculada com base na remuneração do mês mesmo período de 12 (doze) meses, observado o disposto no § 3o, não
em que for publicado o ato exoneratório. (Incluído pela Lei nº 8.216, de poderá ultrapassar os limites estabelecidos nos incisos I e II do § 2o.
13.8.91) (Incluído pela Lei nº 12.269, de 2010)
§ 5o Em caso de parcelamento, o servidor receberá o valor adicional Seção III
previsto no inciso XVII do art. 7o da Constituição Federal quando da Da Licença por Motivo de Afastamento do Cônjuge
utilização do primeiro período. (Incluído pela Lei nº 9.525, de 10.12.97) Art. 84. Poderá ser concedida licença ao servidor para acompanhar
Art. 79. O servidor que opera direta e permanentemente com Raios X cônjuge ou companheiro que foi deslocado para outro ponto do território
ou substâncias radioativas gozará 20 (vinte) dias consecutivos de férias, nacional, para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos
por semestre de atividade profissional, proibida em qualquer hipótese a Poderes Executivo e Legislativo.
acumulação. § 1o A licença será por prazo indeterminado e sem remuneração.
Art. 80. As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de § 2o No deslocamento de servidor cujo cônjuge ou companheiro
calamidade pública, comoção interna, convocação para júri, serviço militar também seja servidor público, civil ou militar, de qualquer dos Poderes da
ou eleitoral, ou por necessidade do serviço declarada pela autoridade União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, poderá haver
máxima do órgão ou entidade.(Redação dada pela Lei nº 9.527, de exercício provisório em órgão ou entidade da Administração Federal
10.12.97) direta, autárquica ou fundacional, desde que para o exercício de atividade
Parágrafo único. O restante do período interrompido será gozado de compatível com o seu cargo. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de
uma só vez, observado o disposto no art. 77. (Incluído pela Lei nº 9.527, 10.12.97)
de 10.12.97) Seção IV
Capítulo IV Da Licença para o Serviço Militar
Das Licenças Art. 85. Ao servidor convocado para o serviço militar será concedida

Legislação 7

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
licença, na forma e condições previstas na legislação específica. Dos Afastamentos
Parágrafo único. Concluído o serviço militar, o servidor terá até 30 Seção I
(trinta) dias sem remuneração para reassumir o exercício do cargo. Do Afastamento para Servir a Outro Órgão ou Entidade
Seção V Art. 93. O servidor poderá ser cedido para ter exercício em outro
Da Licença para Atividade Política órgão ou entidade dos Poderes da União, dos Estados, ou do Distrito
Art. 86. O servidor terá direito a licença, sem remuneração, durante o Federal e dos Municípios, nas seguintes hipóteses: (Redação dada pela
período que mediar entre a sua escolha em convenção partidária, como Lei nº 8.270, de 17.12.91)
candidato a cargo eletivo, e a véspera do registro de sua candidatura I - para exercício de cargo em comissão ou função de confiança;
perante a Justiça Eleitoral. (Redação dada pela Lei nº 8.270, de 17.12.91)
§ 1o O servidor candidato a cargo eletivo na localidade onde II - em casos previstos em leis específicas.(Redação dada pela Lei nº
desempenha suas funções e que exerça cargo de direção, chefia, 8.270, de 17.12.91)
assessoramento, arrecadação ou fiscalização, dele será afastado, a partir § 1o Na hipótese do inciso I, sendo a cessão para órgãos ou
do dia imediato ao do registro de sua candidatura perante a Justiça entidades dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, o ônus da
Eleitoral, até o décimo dia seguinte ao do pleito. (Redação dada pela Lei remuneração será do órgão ou entidade cessionária, mantido o ônus para
nº 9.527, de 10.12.97) o cedente nos demais casos. (Redação dada pela Lei nº 8.270, de
§ 2o A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao 17.12.91)
da eleição, o servidor fará jus à licença, assegurados os vencimentos do § 2º Na hipótese de o servidor cedido a empresa pública ou sociedade
cargo efetivo, somente pelo período de três meses. (Redação dada pela de economia mista, nos termos das respectivas normas, optar pela
Lei nº 9.527, de 10.12.97) remuneração do cargo efetivo ou pela remuneração do cargo efetivo
Seção VI acrescida de percentual da retribuição do cargo em comissão, a entidade
Da Licença para Capacitação cessionária efetuará o reembolso das despesas realizadas pelo órgão ou
(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) entidade de origem. (Redação dada pela Lei nº 11.355, de 2006)
Art. 87. Após cada quinquênio de efetivo exercício, o servidor poderá, § 3o A cessão far-se-á mediante Portaria publicada no Diário Oficial
no interesse da Administração, afastar-se do exercício do cargo efetivo, da União. (Redação dada pela Lei nº 8.270, de 17.12.91)
com a respectiva remuneração, por até três meses, para participar de § 4o Mediante autorização expressa do Presidente da República, o
curso de capacitação profissional. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de servidor do Poder Executivo poderá ter exercício em outro órgão da
10.12.97) Administração Federal direta que não tenha quadro próprio de pessoal,
Parágrafo único. Os períodos de licença de que trata o caput não são para fim determinado e a prazo certo. (Incluído pela Lei nº 8.270, de
acumuláveis.(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) 17.12.91)
Art. 88. (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) § 5º Aplica-se à União, em se tratando de empregado ou servidor por
Art. 89. (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) ela requisitado, as disposições dos §§ 1º e 2º deste artigo. (Redação dada
pela Lei nº 10.470, de 25.6.2002)
Art. 90. (VETADO).
§ 6º As cessões de empregados de empresa pública ou de sociedade
Seção VII de economia mista, que receba recursos de Tesouro Nacional para o
Da Licença para Tratar de Interesses Particulares custeio total ou parcial da sua folha de pagamento de pessoal,
Art. 91. A critério da Administração, poderão ser concedidas ao independem das disposições contidas nos incisos I e II e §§ 1º e 2º deste
servidor ocupante de cargo efetivo, desde que não esteja em estágio artigo, ficando o exercício do empregado cedido condicionado a
probatório, licenças para o trato de assuntos particulares pelo prazo de até autorização específica do Ministério do Planejamento, Orçamento e
três anos consecutivos, sem remuneração. (Redação dada pela Medida Gestão, exceto nos casos de ocupação de cargo em comissão ou função
Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001) gratificada. (Incluído pela Lei nº 10.470, de 25.6.2002)
Parágrafo único. A licença poderá ser interrompida, a qualquer tempo, § 7° O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, com a
a pedido do servidor ou no interesse do serviço. (Redação dada pela finalidade de promover a composição da força de trabalho dos órgãos e
Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001) entidades da Administração Pública Federal, poderá determinar a lotação
Seção VIII ou o exercício de empregado ou servidor, independentemente da
Da Licença para o Desempenho de Mandato Classista observância do constante no inciso I e nos §§ 1º e 2º deste artigo.
(Incluído pela Lei nº 10.470, de 25.6.2002) (Vide Decreto nº 5.375, de
Art. 92. É assegurado ao servidor o direito à licença sem remuneração
2005)
para o desempenho de mandato em confederação, federação, associação
de classe de âmbito nacional, sindicato representativo da categoria ou Seção II
entidade fiscalizadora da profissão ou, ainda, para participar de gerência Do Afastamento para Exercício de Mandato Eletivo
ou administração em sociedade cooperativa constituída por servidores Art. 94. Ao servidor investido em mandato eletivo aplicam-se as
públicos para prestar serviços a seus membros, observado o disposto na seguintes disposições:
alínea c do inciso VIII do art. 102 desta Lei, conforme disposto em I - tratando-se de mandato federal, estadual ou distrital, ficará
regulamento e observados os seguintes limites: (Redação dada pela Lei nº afastado do cargo;
11.094, de 2005)
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, sendo-
I - para entidades com até 5.000 associados, um servidor; (Inciso
lhe facultado optar pela sua remuneração;
incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
III - investido no mandato de vereador:
II - para entidades com 5.001 a 30.000 associados, dois servidores;
(Inciso incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) a) havendo compatibilidade de horário, perceberá as vantagens de
seu cargo, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo;
III - para entidades com mais de 30.000 associados, três servidores.
(Inciso incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) b) não havendo compatibilidade de horário, será afastado do cargo,
sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração.
§ 1o Somente poderão ser licenciados servidores eleitos para cargos
de direção ou representação nas referidas entidades, desde que § 1o No caso de afastamento do cargo, o servidor contribuirá para a
cadastradas no Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado. seguridade social como se em exercício estivesse.
(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) § 2o O servidor investido em mandato eletivo ou classista não poderá
§ 2° A licença terá duração igual à do mandato, podendo ser ser removido ou redistribuído de ofício para localidade diversa daquela
prorrogada, no caso de reeleição, e por uma única vez. onde exerce o mandato.
Capítulo V Seção III

Legislação 8

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Do Afastamento para Estudo ou Missão no Exterior Art. 97. Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do
Art. 95. O servidor não poderá ausentar-se do País para estudo ou serviço:
missão oficial, sem autorização do Presidente da República, Presidente I - por 1 (um) dia, para doação de sangue;
dos Órgãos do Poder Legislativo e Presidente do Supremo Tribunal II - por 2 (dois) dias, para se alistar como eleitor;
Federal. III - por 8 (oito) dias consecutivos em razão de :
§ 1o A ausência não excederá a 4 (quatro) anos, e finda a missão ou a) casamento;
estudo, somente decorrido igual período, será permitida nova ausência. b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto,
§ 2o Ao servidor beneficiado pelo disposto neste artigo não será filhos, enteados, menor sob guarda ou tutela e irmãos.
concedida exoneração ou licença para tratar de interesse particular antes Art. 98. Será concedido horário especial ao servidor estudante,
de decorrido período igual ao do afastamento, ressalvada a hipótese de quando comprovada a incompatibilidade entre o horário escolar e o da
ressarcimento da despesa havida com seu afastamento. repartição, sem prejuízo do exercício do cargo.
§ 3o O disposto neste artigo não se aplica aos servidores da carreira § 1o Para efeito do disposto neste artigo, será exigida a compensação
diplomática. de horário no órgão ou entidade que tiver exercício, respeitada a duração
§ 4o As hipóteses, condições e formas para a autorização de que semanal do trabalho. (Parágrafo renumerado e alterado pela Lei nº 9.527,
trata este artigo, inclusive no que se refere à remuneração do servidor, de 10.12.97)
serão disciplinadas em regulamento. (Incluído pela Lei nº 9.527, de § 2o Também será concedido horário especial ao servidor portador de
10.12.97) deficiência, quando comprovada a necessidade por junta médica oficial,
Art. 96. O afastamento de servidor para servir em organismo independentemente de compensação de horário. (Incluído pela Lei nº
internacional de que o Brasil participe ou com o qual coopere dar-se-á 9.527, de 10.12.97)
com perda total da remuneração. (Vide Decreto nº 3.456, de 2000) § 3o As disposições do parágrafo anterior são extensivas ao servidor
Seção IV que tenha cônjuge, filho ou dependente portador de deficiência física,
Do Afastamento para Participação em Programa de Pós-Graduação exigindo-se, porém, neste caso, compensação de horário na forma do
Stricto Sensu no País inciso II do art. 44. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 96-A. O servidor poderá, no interesse da Administração, e desde § 4o Será igualmente concedido horário especial, vinculado à
que a participação não possa ocorrer simultaneamente com o exercício do compensação de horário a ser efetivada no prazo de até 1 (um) ano, ao
cargo ou mediante compensação de horário, afastar-se do exercício do servidor que desempenhe atividade prevista nos incisos I e II do caput do
cargo efetivo, com a respectiva remuneração, para participar em programa art. 76-A desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.501, de 2007)
de pós-graduação stricto sensu em instituição de ensino superior no País. Art. 99. Ao servidor estudante que mudar de sede no interesse da
(Incluído pela Lei nº 11.907, de 2009) administração é assegurada, na localidade da nova residência ou na mais
§ 1o Ato do dirigente máximo do órgão ou entidade definirá, em próxima, matrícula em instituição de ensino congênere, em qualquer
conformidade com a legislação vigente, os programas de capacitação e os época, independentemente de vaga.
critérios para participação em programas de pós-graduação no País, com Parágrafo único. O disposto neste artigo estende-se ao cônjuge ou
ou sem afastamento do servidor, que serão avaliados por um comitê companheiro, aos filhos, ou enteados do servidor que vivam na sua
constituído para este fim. (Incluído pela Lei nº 11.907, de 2009) companhia, bem como aos menores sob sua guarda, com autorização
§ 2o Os afastamentos para realização de programas de mestrado e judicial.
doutorado somente serão concedidos aos servidores titulares de cargos Capítulo VII
efetivos no respectivo órgão ou entidade há pelo menos 3 (três) anos para Do Tempo de Serviço
mestrado e 4 (quatro) anos para doutorado, incluído o período de estágio Art. 100. É contado para todos os efeitos o tempo de serviço público
probatório, que não tenham se afastado por licença para tratar de federal, inclusive o prestado às Forças Armadas.
assuntos particulares para gozo de licença capacitação ou com Art. 101. A apuração do tempo de serviço será feita em dias, que
fundamento neste artigo nos 2 (dois) anos anteriores à data da solicitação serão convertidos em anos, considerado o ano como de trezentos e
de afastamento. (Incluído pela Lei nº 11.907, de 2009) sessenta e cinco dias.
§ 3o Os afastamentos para realização de programas de pós- Art. 102. Além das ausências ao serviço previstas no art. 97, são
doutorado somente serão concedidos aos servidores titulares de cargos considerados como de efetivo exercício os afastamentos em virtude de:
efetivo no respectivo órgão ou entidade há pelo menos quatro anos, I - férias;
incluído o período de estágio probatório, e que não tenham se afastado
por licença para tratar de assuntos particulares ou com fundamento neste II - exercício de cargo em comissão ou equivalente, em órgão ou
artigo, nos quatro anos anteriores à data da solicitação de afastamento. entidade dos Poderes da União, dos Estados, Municípios e Distrito
(Redação dada pela Lei nº 12.269, de 2010) Federal;
§ 4o Os servidores beneficiados pelos afastamentos previstos nos §§ III - exercício de cargo ou função de governo ou administração, em
1o, 2o e 3o deste artigo terão que permanecer no exercício de suas qualquer parte do território nacional, por nomeação do Presidente da
funções após o seu retorno por um período igual ao do afastamento República;
concedido. (Incluído pela Lei nº 11.907, de 2009) IV - participação em programa de treinamento regularmente instituído
§ 5o Caso o servidor venha a solicitar exoneração do cargo ou ou em programa de pós-graduação stricto sensu no País, conforme
aposentadoria, antes de cumprido o período de permanência previsto no § dispuser o regulamento; (Redação dada pela Lei nº 11.907, de 2009)
4o deste artigo, deverá ressarcir o órgão ou entidade, na forma do art. 47 V - desempenho de mandato eletivo federal, estadual, municipal ou do
da Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990, dos gastos com seu Distrito Federal, exceto para promoção por merecimento;
aperfeiçoamento. (Incluído pela Lei nº 11.907, de 2009) VI - júri e outros serviços obrigatórios por lei;
§ 6o Caso o servidor não obtenha o título ou grau que justificou seu VII - missão ou estudo no exterior, quando autorizado o afastamento,
afastamento no período previsto, aplica-se o disposto no § 5o deste artigo, conforme dispuser o regulamento; (Redação dada pela Lei nº 9.527, de
salvo na hipótese comprovada de força maior ou de caso fortuito, a critério 10.12.97)
do dirigente máximo do órgão ou entidade. (Incluído pela Lei nº 11.907, de VIII - licença:
2009)
a) à gestante, à adotante e à paternidade;
§ 7o Aplica-se à participação em programa de pós-graduação no
b) para tratamento da própria saúde, até o limite de vinte e quatro
Exterior, autorizado nos termos do art. 95 desta Lei, o disposto nos §§ 1o
meses, cumulativo ao longo do tempo de serviço público prestado à
a 6o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.907, de 2009)
União, em cargo de provimento efetivo; (Redação dada pela Lei nº 9.527,
Capítulo VI de 10.12.97)
Das Concessões
Legislação 9

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
c) para o desempenho de mandato classista ou participação de Art. 109. O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo, a juízo
gerência ou administração em sociedade cooperativa constituída por da autoridade competente.
servidores para prestar serviços a seus membros, exceto para efeito de Parágrafo único. Em caso de provimento do pedido de reconsideração
promoção por merecimento; (Redação dada pela Lei nº 11.094, de 2005) ou do recurso, os efeitos da decisão retroagirão à data do ato impugnado.
d) por motivo de acidente em serviço ou doença profissional; Art. 110. O direito de requerer prescreve:
e) para capacitação, conforme dispuser o regulamento; (Redação I - em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e de cassação de
dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) aposentadoria ou disponibilidade, ou que afetem interesse patrimonial e
f) por convocação para o serviço militar; créditos resultantes das relações de trabalho;
IX - deslocamento para a nova sede de que trata o art. 18; II - em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos, salvo quando outro
X - participação em competição desportiva nacional ou convocação prazo for fixado em lei.
para integrar representação desportiva nacional, no País ou no exterior, Parágrafo único. O prazo de prescrição será contado da data da
conforme disposto em lei específica; publicação do ato impugnado ou da data da ciência pelo interessado,
XI - afastamento para servir em organismo internacional de que o quando o ato não for publicado.
Brasil participe ou com o qual coopere. (Incluído pela Lei nº 9.527, de Art. 111. O pedido de reconsideração e o recurso, quando cabíveis,
10.12.97) interrompem a prescrição.
Art. 103. Contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria e Art. 112. A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada
disponibilidade: pela administração.
I - o tempo de serviço público prestado aos Estados, Municípios e Art. 113. Para o exercício do direito de petição, é assegurada vista do
Distrito Federal; processo ou documento, na repartição, ao servidor ou a procurador por ele
II - a licença para tratamento de saúde de pessoal da família do constituído.
servidor, com remuneração, que exceder a 30 (trinta) dias em período de Art. 114. A administração deverá rever seus atos, a qualquer tempo,
12 (doze) meses. (Redação dada pela Lei nº 12.269, de 2010) quando eivados de ilegalidade.
III - a licença para atividade política, no caso do art. 86, § 2o; Art. 115. São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste
IV - o tempo correspondente ao desempenho de mandato eletivo Capítulo, salvo motivo de força maior.
federal, estadual, municipal ou distrital, anterior ao ingresso no serviço Título IV
público federal; Do Regime Disciplinar
V - o tempo de serviço em atividade privada, vinculada à Previdência Capítulo I
Social;
Dos Deveres
VI - o tempo de serviço relativo a tiro de guerra;
Art. 116. São deveres do servidor:
VII - o tempo de licença para tratamento da própria saúde que
I - exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;
exceder o prazo a que se refere a alínea "b" do inciso VIII do art. 102.
(Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) II - ser leal às instituições a que servir;
§ 1o O tempo em que o servidor esteve aposentado será contado III - observar as normas legais e regulamentares;
apenas para nova aposentadoria. IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente
§ 2o Será contado em dobro o tempo de serviço prestado às Forças ilegais;
Armadas em operações de guerra. V - atender com presteza:
§ 3o É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço prestado a) ao público em geral, prestando as informações requeridas,
concomitantemente em mais de um cargo ou função de órgão ou ressalvadas as protegidas por sigilo;
entidades dos Poderes da União, Estado, Distrito Federal e Município, b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou
autarquia, fundação pública, sociedade de economia mista e empresa esclarecimento de situações de interesse pessoal;
pública. c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública.
Capítulo VIII VI - levar as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo ao
Do Direito de Petição conhecimento da autoridade superior ou, quando houver suspeita de
Art. 104. É assegurado ao servidor o direito de requerer aos Poderes envolvimento desta, ao conhecimento de outra autoridade competente
Públicos, em defesa de direito ou interesse legítimo. para apuração; (Redação dada pela Lei nº 12.527, de 2011)
Art. 105. O requerimento será dirigido à autoridade competente para VII - zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio
decidi-lo e encaminhado por intermédio daquela a que estiver público;
imediatamente subordinado o requerente. VIII - guardar sigilo sobre assunto da repartição;
Art. 106. Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver IX - manter conduta compatível com a moralidade administrativa;
expedido o ato ou proferido a primeira decisão, não podendo ser X - ser assíduo e pontual ao serviço;
renovado.
XI - tratar com urbanidade as pessoas;
Parágrafo único. O requerimento e o pedido de reconsideração de
XII - representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder.
que tratam os artigos anteriores deverão ser despachados no prazo de 5
(cinco) dias e decididos dentro de 30 (trinta) dias. Parágrafo único. A representação de que trata o inciso XII será
encaminhada pela via hierárquica e apreciada pela autoridade superior
Art. 107. Caberá recurso:
àquela contra a qual é formulada, assegurando-se ao representando
I - do indeferimento do pedido de reconsideração; ampla defesa.
II - das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos. Capítulo II
§ 1o O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à Das Proibições
que tiver expedido o ato ou proferido a decisão, e, sucessivamente, em
Art. 117. Ao servidor é proibido: (Vide Medida Provisória nº 2.225-45,
escala ascendente, às demais autoridades.
de 4.9.2001)
§ 2o O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade a que
I - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia
estiver imediatamente subordinado o requerente.
autorização do chefe imediato;
Art. 108. O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou
II - retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer
de recurso é de 30 (trinta) dias, a contar da publicação ou da ciência, pelo
documento ou objeto da repartição;
interessado, da decisão recorrida.
III - recusar fé a documentos públicos;

Legislação 10

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
IV - opor resistência injustificada ao andamento de documento e controladas, bem como quaisquer empresas ou entidades em que a
processo ou execução de serviço; União, direta ou indiretamente, detenha participação no capital social,
V - promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da observado o que, a respeito, dispuser legislação específica. (Redação
repartição; dada pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
VI - cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos Art. 120. O servidor vinculado ao regime desta Lei, que acumular
em lei, o desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou licitamente dois cargos efetivos, quando investido em cargo de provimento
de seu subordinado; em comissão, ficará afastado de ambos os cargos efetivos, salvo na
VII - coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a hipótese em que houver compatibilidade de horário e local com o exercício
associação profissional ou sindical, ou a partido político; de um deles, declarada pelas autoridades máximas dos órgãos ou
entidades envolvidos.(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
VIII - manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de
confiança, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil; Capítulo IV
IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em Das Responsabilidades
detrimento da dignidade da função pública; Art. 121. O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo
X - participar de gerência ou administração de sociedade privada, exercício irregular de suas atribuições.
personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na Art. 122. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou
qualidade de acionista, cotista ou comanditário; (Redação dada pela Lei nº comissivo, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a
11.784, de 2008 terceiros.
XI - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições § 1o A indenização de prejuízo dolosamente causado ao erário
públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou somente será liquidada na forma prevista no art. 46, na falta de outros
assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou bens que assegurem a execução do débito pela via judicial.
companheiro; § 2o Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor
XII - receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer perante a Fazenda Pública, em ação regressiva.
espécie, em razão de suas atribuições; § 3o A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e
XIII - aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro; contra eles será executada, até o limite do valor da herança recebida.
XIV - praticar usura sob qualquer de suas formas; Art. 123. A responsabilidade penal abrange os crimes e
XV - proceder de forma desidiosa; contravenções imputadas ao servidor, nessa qualidade.
XVI - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços Art. 124. A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato
ou atividades particulares; omissivo ou comissivo praticado no desempenho do cargo ou função.
XVII - cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que Art. 125. As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-
ocupa, exceto em situações de emergência e transitórias; se, sendo independentes entre si.
XVIII - exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o Art. 126. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada
exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho; no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua
autoria.
XIX - recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado.
(Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) Art. 126-A. Nenhum servidor poderá ser responsabilizado civil, penal
ou administrativamente por dar ciência à autoridade superior ou, quando
Parágrafo único. A vedação de que trata o inciso X do caput deste houver suspeita de envolvimento desta, a outra autoridade competente
artigo não se aplica nos seguintes casos: (Incluído pela Lei nº 11.784, de para apuração de informação concernente à prática de crimes ou
2008 improbidade de que tenha conhecimento, ainda que em decorrência do
I - participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas exercício de cargo, emprego ou função pública. (Incluído pela Lei nº
ou entidades em que a União detenha, direta ou indiretamente, 12.527, de 2011)
participação no capital social ou em sociedade cooperativa constituída Capítulo V
para prestar serviços a seus membros; e (Incluído pela Lei nº 11.784, de
2008 Das Penalidades
II - gozo de licença para o trato de interesses particulares, na forma Art. 127. São penalidades disciplinares:
do art. 91 desta Lei, observada a legislação sobre conflito de interesses. I - advertência;
(Incluído pela Lei nº 11.784, de 2008 II - suspensão;
Capítulo III III - demissão;
Da Acumulação IV - cassação de aposentadoria ou disponibilidade;
Art. 118. Ressalvados os casos previstos na Constituição, é vedada V - destituição de cargo em comissão;
a acumulação remunerada de cargos públicos. VI - destituição de função comissionada.
§ 1o A proibição de acumular estende-se a cargos, empregos e Art. 128. Na aplicação das penalidades serão consideradas a
funções em autarquias, fundações públicas, empresas públicas, natureza e a gravidade da infração cometida, os danos que dela provierem
sociedades de economia mista da União, do Distrito Federal, dos Estados, para o serviço público, as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os
dos Territórios e dos Municípios. antecedentes funcionais.
§ 2o A acumulação de cargos, ainda que lícita, fica condicionada à Parágrafo único. O ato de imposição da penalidade mencionará
comprovação da compatibilidade de horários. sempre o fundamento legal e a causa da sanção disciplinar. (Incluído pela
§ 3o Considera-se acumulação proibida a percepção de vencimento Lei nº 9.527, de 10.12.97)
de cargo ou emprego público efetivo com proventos da inatividade, salvo Art. 129. A advertência será aplicada por escrito, nos casos de
quando os cargos de que decorram essas remunerações forem violação de proibição constante do art. 117, incisos I a VIII e XIX, e de
acumuláveis na atividade. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamentação ou
Art. 119. O servidor não poderá exercer mais de um cargo em norma interna, que não justifique imposição de penalidade mais grave.
comissão, exceto no caso previsto no parágrafo único do art. 9o, nem ser (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
remunerado pela participação em órgão de deliberação coletiva. (Redação Art. 130. A suspensão será aplicada em caso de reincidência das
dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica à remuneração não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não podendo
devida pela participação em conselhos de administração e fiscal das exceder de 90 (noventa) dias.
empresas públicas e sociedades de economia mista, suas subsidiárias e § 1o Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor
Legislação 11

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
que, injustificadamente, recusar-se a ser submetido a inspeção médica § 5o A opção pelo servidor até o último dia de prazo para defesa
determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos da configurará sua boa-fé, hipótese em que se converterá automaticamente
penalidade uma vez cumprida a determinação. em pedido de exoneração do outro cargo. (Incluído pela Lei nº 9.527, de
10.12.97)
§ 2o Quando houver conveniência para o serviço, a penalidade de § 6o Caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-fé, aplicar-se-
suspensão poderá ser convertida em multa, na base de 50% (cinquenta á a pena de demissão, destituição ou cassação de aposentadoria ou
por cento) por dia de vencimento ou remuneração, ficando o servidor disponibilidade em relação aos cargos, empregos ou funções públicas em
obrigado a permanecer em serviço. regime de acumulação ilegal, hipótese em que os órgãos ou entidades de
Art. 131. As penalidades de advertência e de suspensão terão seus vinculação serão comunicados. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
registros cancelados, após o decurso de 3 (três) e 5 (cinco) anos de § 7o O prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar
efetivo exercício, respectivamente, se o servidor não houver, nesse submetido ao rito sumário não excederá trinta dias, contados da data de
período, praticado nova infração disciplinar. publicação do ato que constituir a comissão, admitida a sua prorrogação
Parágrafo único. O cancelamento da penalidade não surtirá efeitos por até quinze dias, quando as circunstâncias o exigirem. (Incluído pela
retroativos. Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 132. A demissão será aplicada nos seguintes casos: § 8o O procedimento sumário rege-se pelas disposições deste artigo,
observando-se, no que lhe for aplicável, subsidiariamente, as disposições
I - crime contra a administração pública; dos Títulos IV e V desta Lei. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
II - abandono de cargo; Art. 134. Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo
III - inassiduidade habitual; que houver praticado, na atividade, falta punível com a demissão.
IV - improbidade administrativa; Art. 135. A destituição de cargo em comissão exercido por não
V - incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição; ocupante de cargo efetivo será aplicada nos casos de infração sujeita às
VI - insubordinação grave em serviço; penalidades de suspensão e de demissão.
VII - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em Parágrafo único. Constatada a hipótese de que trata este artigo, a
legítima defesa própria ou de outrem; exoneração efetuada nos termos do art. 35 será convertida em destituição
VIII - aplicação irregular de dinheiros públicos; de cargo em comissão.
IX - revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo; Art. 136. A demissão ou a destituição de cargo em comissão, nos
casos dos incisos IV, VIII, X e XI do art. 132, implica a indisponibilidade
X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional;
dos bens e o ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal cabível.
XI - corrupção;
Art. 137. A demissão ou a destituição de cargo em comissão, por
XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas; infringência do art. 117, incisos IX e XI, incompatibiliza o ex-servidor para
XIII - transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117. nova investidura em cargo público federal, pelo prazo de 5 (cinco) anos.
Art. 133. Detectada a qualquer tempo a acumulação ilegal de cargos, Parágrafo único. Não poderá retornar ao serviço público federal o
empregos ou funções públicas, a autoridade a que se refere o art. 143 servidor que for demitido ou destituído do cargo em comissão por
notificará o servidor, por intermédio de sua chefia imediata, para infringência do art. 132, incisos I, IV, VIII, X e XI.
apresentar opção no prazo improrrogável de dez dias, contados da data Art. 138. Configura abandono de cargo a ausência intencional do
da ciência e, na hipótese de omissão, adotará procedimento sumário para servidor ao serviço por mais de trinta dias consecutivos.
a sua apuração e regularização imediata, cujo processo administrativo
Art. 139. Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço,
disciplinar se desenvolverá nas seguintes fases:(Redação dada pela Lei nº
sem causa justificada, por sessenta dias, interpoladamente, durante o
9.527, de 10.12.97)
período de doze meses.
I - instauração, com a publicação do ato que constituir a comissão, a
Art. 140. Na apuração de abandono de cargo ou inassiduidade
ser composta por dois servidores estáveis, e simultaneamente indicar a
habitual, também será adotado o procedimento sumário a que se refere o
autoria e a materialidade da transgressão objeto da apuração; (Incluído
art. 133, observando-se especialmente que: (Redação dada pela Lei nº
pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
9.527, de 10.12.97)
II - instrução sumária, que compreende indiciação, defesa e relatório;
I - a indicação da materialidade dar-se-á: (Incluído pela Lei nº 9.527,
(Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
de 10.12.97)
III - julgamento. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
a) na hipótese de abandono de cargo, pela indicação precisa do
§ 1o A indicação da autoria de que trata o inciso I dar-se-á pelo nome período de ausência intencional do servidor ao serviço superior a trinta
e matrícula do servidor, e a materialidade pela descrição dos cargos, dias; (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
empregos ou funções públicas em situação de acumulação ilegal, dos
b) no caso de inassiduidade habitual, pela indicação dos dias de falta
órgãos ou entidades de vinculação, das datas de ingresso, do horário de
ao serviço sem causa justificada, por período igual ou superior a sessenta
trabalho e do correspondente regime jurídico. (Redação dada pela Lei nº
dias interpoladamente, durante o período de doze meses; (Incluído pela
9.527, de 10.12.97)
Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§ 2o A comissão lavrará, até três dias após a publicação do ato que a
II - após a apresentação da defesa a comissão elaborará relatório
constituiu, termo de indiciação em que serão transcritas as informações de
conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor, em que
que trata o parágrafo anterior, bem como promoverá a citação pessoal do
resumirá as peças principais dos autos, indicará o respectivo dispositivo
servidor indiciado, ou por intermédio de sua chefia imediata, para, no
legal, opinará, na hipótese de abandono de cargo, sobre a
prazo de cinco dias, apresentar defesa escrita, assegurando-se-lhe vista
intencionalidade da ausência ao serviço superior a trinta dias e remeterá o
do processo na repartição, observado o disposto nos arts. 163 e 164.
processo à autoridade instauradora para julgamento. (Incluído pela Lei nº
(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
9.527, de 10.12.97)
§ 3o Apresentada a defesa, a comissão elaborará relatório conclusivo
Art. 141. As penalidades disciplinares serão aplicadas:
quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor, em que resumirá as
peças principais dos autos, opinará sobre a licitude da acumulação em I - pelo Presidente da República, pelos Presidentes das Casas do
exame, indicará o respectivo dispositivo legal e remeterá o processo à Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da
autoridade instauradora, para julgamento. (Incluído pela Lei nº 9.527/97) República, quando se tratar de demissão e cassação de aposentadoria ou
disponibilidade de servidor vinculado ao respectivo Poder, órgão, ou
§ 4o No prazo de cinco dias, contados do recebimento do processo, a
entidade;
autoridade julgadora proferirá a sua decisão, aplicando-se, quando for o
caso, o disposto no § 3o do art. 167. (Incluído pela Lei nº 9.527, de II - pelas autoridades administrativas de hierarquia imediatamente
10.12.97) inferior àquelas mencionadas no inciso anterior quando se tratar de

Legislação 12

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
suspensão superior a 30 (trinta) dias; Parágrafo único. O afastamento poderá ser prorrogado por igual
III - pelo chefe da repartição e outras autoridades na forma dos prazo, findo o qual cessarão os seus efeitos, ainda que não concluído o
respectivos regimentos ou regulamentos, nos casos de advertência ou de processo.
suspensão de até 30 (trinta) dias; Capítulo III
IV - pela autoridade que houver feito a nomeação, quando se tratar de Do Processo Disciplinar
destituição de cargo em comissão. Art. 148. O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar
Art. 142. A ação disciplinar prescreverá: responsabilidade de servidor por infração praticada no exercício de suas
I - em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, atribuições, ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se
cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em encontre investido.
comissão; Art. 149. O processo disciplinar será conduzido por comissão
II - em 2 (dois) anos, quanto à suspensão; composta de três servidores estáveis designados pela autoridade
III - em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à advertência. competente, observado o disposto no § 3o do art. 143, que indicará,
dentre eles, o seu presidente, que deverá ser ocupante de cargo efetivo
§ 1o O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se
superior ou de mesmo nível, ou ter nível de escolaridade igual ou superior
tornou conhecido.
ao do indiciado. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§ 2o Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às
§ 1o A Comissão terá como secretário servidor designado pelo seu
infrações disciplinares capituladas também como crime.
presidente, podendo a indicação recair em um de seus membros.
§ 3o A abertura de sindicância ou a instauração de processo
disciplinar interrompe a prescrição, até a decisão final proferida por § 2o Não poderá participar de comissão de sindicância ou de
autoridade competente. inquérito, cônjuge, companheiro ou parente do acusado, consanguíneo ou
afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau.
§ 4o Interrompido o curso da prescrição, o prazo começará a correr a
partir do dia em que cessar a interrupção. Art. 150. A Comissão exercerá suas atividades com independência e
imparcialidade, assegurado o sigilo necessário à elucidação do fato ou
Título V
exigido pelo interesse da administração.
Do Processo Administrativo Disciplinar
Parágrafo único. As reuniões e as audiências das comissões terão
Capítulo I caráter reservado.
Disposições Gerais
Art. 151. O processo disciplinar se desenvolve nas seguintes fases:
Art. 143. A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço
público é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante I - instauração, com a publicação do ato que constituir a comissão;
sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado II - inquérito administrativo, que compreende instrução, defesa e
ampla defesa. relatório;
§ 1o (Revogado pela Lei nº 11.204, de 2005) III - julgamento.
§ 2o (Revogado pela Lei nº 11.204, de 2005) Art. 152. O prazo para a conclusão do processo disciplinar não
§ 3o A apuração de que trata o caput, por solicitação da autoridade a excederá 60 (sessenta) dias, contados da data de publicação do ato que
que se refere, poderá ser promovida por autoridade de órgão ou entidade constituir a comissão, admitida a sua prorrogação por igual prazo, quando
diverso daquele em que tenha ocorrido a irregularidade, mediante as circunstâncias o exigirem.
competência específica para tal finalidade, delegada em caráter § 1o Sempre que necessário, a comissão dedicará tempo integral aos
permanente ou temporário pelo Presidente da República, pelos seus trabalhos, ficando seus membros dispensados do ponto, até a
presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e entrega do relatório final.
pelo Procurador-Geral da República, no âmbito do respectivo Poder, órgão
ou entidade, preservadas as competências para o julgamento que se § 2o As reuniões da comissão serão registradas em atas que deverão
seguir à apuração. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) detalhar as deliberações adotadas.
Art. 144. As denúncias sobre irregularidades serão objeto de Seção I
apuração, desde que contenham a identificação e o endereço do Do Inquérito
denunciante e sejam formuladas por escrito, confirmada a autenticidade. Art. 153. O inquérito administrativo obedecerá ao princípio do
Parágrafo único. Quando o fato narrado não configurar evidente contraditório, assegurada ao acusado ampla defesa, com a utilização dos
infração disciplinar ou ilícito penal, a denúncia será arquivada, por falta de meios e recursos admitidos em direito.
objeto. Art. 154. Os autos da sindicância integrarão o processo disciplinar,
Art. 145. Da sindicância poderá resultar: como peça informativa da instrução.
I - arquivamento do processo; Parágrafo único. Na hipótese de o relatório da sindicância concluir
II - aplicação de penalidade de advertência ou suspensão de até 30 que a infração está capitulada como ilícito penal, a autoridade competente
(trinta) dias; encaminhará cópia dos autos ao Ministério Público, independentemente
III - instauração de processo disciplinar. da imediata instauração do processo disciplinar.
Parágrafo único. O prazo para conclusão da sindicância não excederá Art. 155. Na fase do inquérito, a comissão promoverá a tomada de
30 (trinta) dias, podendo ser prorrogado por igual período, a critério da depoimentos, acareações, investigações e diligências cabíveis,
autoridade superior. objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário, a técnicos
Art. 146. Sempre que o ilícito praticado pelo servidor ensejar a e peritos, de modo a permitir a completa elucidação dos fatos.
imposição de penalidade de suspensão por mais de 30 (trinta) dias, de Art. 156. É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o
demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou destituição processo pessoalmente ou por intermédio de procurador, arrolar e
de cargo em comissão, será obrigatória a instauração de processo reinquirir testemunhas, produzir provas e contraprovas e formular
disciplinar. quesitos, quando se tratar de prova pericial.
Capítulo II § 1o O presidente da comissão poderá denegar pedidos considerados
Do Afastamento Preventivo impertinentes, meramente protelatórios, ou de nenhum interesse para o
esclarecimento dos fatos.
Art. 147. Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a
influir na apuração da irregularidade, a autoridade instauradora do § 2o Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a
processo disciplinar poderá determinar o seu afastamento do exercício do comprovação do fato independer de conhecimento especial de perito.
cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da Art. 157. As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado
remuneração. expedido pelo presidente da comissão, devendo a segunda via, com o

Legislação 13

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
ciente do interessado, ser anexado aos autos. Seção II
Parágrafo único. Se a testemunha for servidor público, a expedição do Do Julgamento
mandado será imediatamente comunicada ao chefe da repartição onde Art. 167. No prazo de 20 (vinte) dias, contados do recebimento do
serve, com a indicação do dia e hora marcados para inquirição. processo, a autoridade julgadora proferirá a sua decisão.
Art. 158. O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo, § 1o Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autoridade
não sendo lícito à testemunha trazê-lo por escrito. instauradora do processo, este será encaminhado à autoridade
§ 1o As testemunhas serão inquiridas separadamente. competente, que decidirá em igual prazo.
§ 2o Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirmem, § 2o Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções, o
proceder-se-á à acareação entre os depoentes. julgamento caberá à autoridade competente para a imposição da pena
Art. 159. Concluída a inquirição das testemunhas, a comissão mais grave.
promoverá o interrogatório do acusado, observados os procedimentos § 3o Se a penalidade prevista for a demissão ou cassação de
previstos nos arts. 157 e 158. aposentadoria ou disponibilidade, o julgamento caberá às autoridades de
§ 1o No caso de mais de um acusado, cada um deles será ouvido que trata o inciso I do art. 141.
separadamente, e sempre que divergirem em suas declarações sobre § 4o Reconhecida pela comissão a inocência do servidor, a
fatos ou circunstâncias, será promovida a acareação entre eles. autoridade instauradora do processo determinará o seu arquivamento,
§ 2o O procurador do acusado poderá assistir ao interrogatório, bem salvo se flagrantemente contrária à prova dos autos. (Incluído pela Lei nº
como à inquirição das testemunhas, sendo-lhe vedado interferir nas 9.527, de 10.12.97)
perguntas e respostas, facultando-se-lhe, porém, reinquiri-las, por Art. 168. O julgamento acatará o relatório da comissão, salvo quando
intermédio do presidente da comissão. contrário às provas dos autos.
Art. 160. Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado, Parágrafo único. Quando o relatório da comissão contrariar as provas
a comissão proporá à autoridade competente que ele seja submetido a dos autos, a autoridade julgadora poderá, motivadamente, agravar a
exame por junta médica oficial, da qual participe pelo menos um médico penalidade proposta, abrandá-la ou isentar o servidor de responsabilidade.
psiquiatra. Art. 169. Verificada a ocorrência de vício insanável, a autoridade que
Parágrafo único. O incidente de sanidade mental será processado em determinou a instauração do processo ou outra de hierarquia superior
auto apartado e apenso ao processo principal, após a expedição do laudo declarará a sua nulidade, total ou parcial, e ordenará, no mesmo ato, a
pericial. constituição de outra comissão para instauração de novo
Art. 161. Tipificada a infração disciplinar, será formulada a indiciação processo.(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
do servidor, com a especificação dos fatos a ele imputados e das § 1o O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do
respectivas provas. processo.
§ 1o O indiciado será citado por mandado expedido pelo presidente § 2o A autoridade julgadora que der causa à prescrição de que trata o
da comissão para apresentar defesa escrita, no prazo de 10 (dez) dias, art. 142, § 2o, será responsabilizada na forma do Capítulo IV do Título IV.
assegurando-se-lhe vista do processo na repartição. Art. 170. Extinta a punibilidade pela prescrição, a autoridade julgadora
§ 2o Havendo dois ou mais indiciados, o prazo será comum e de 20 determinará o registro do fato nos assentamentos individuais do servidor.
(vinte) dias. Art. 171. Quando a infração estiver capitulada como crime, o processo
§ 3o O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro, para disciplinar será remetido ao Ministério Público para instauração da ação
diligências reputadas indispensáveis. penal, ficando trasladado na repartição.
§ 4o No caso de recusa do indiciado em apor o ciente na cópia da Art. 172. O servidor que responder a processo disciplinar só poderá
citação, o prazo para defesa contar-se-á da data declarada, em termo ser exonerado a pedido, ou aposentado voluntariamente, após a
próprio, pelo membro da comissão que fez a citação, com a assinatura de conclusão do processo e o cumprimento da penalidade, acaso aplicada.
(2) duas testemunhas.
Parágrafo único. Ocorrida a exoneração de que trata o parágrafo
Art. 162. O indiciado que mudar de residência fica obrigado a único, inciso I do art. 34, o ato será convertido em demissão, se for o caso.
comunicar à comissão o lugar onde poderá ser encontrado.
Art. 173. Serão assegurados transporte e diárias:
Art. 163. Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido, será
I - ao servidor convocado para prestar depoimento fora da sede de
citado por edital, publicado no Diário Oficial da União e em jornal de
sua repartição, na condição de testemunha, denunciado ou indiciado;
grande circulação na localidade do último domicílio conhecido, para
apresentar defesa. II - aos membros da comissão e ao secretário, quando obrigados a se
deslocarem da sede dos trabalhos para a realização de missão essencial
Parágrafo único. Na hipótese deste artigo, o prazo para defesa será
ao esclarecimento dos fatos.
de 15 (quinze) dias a partir da última publicação do edital.
Seção III
Art. 164. Considerar-se-á revel o indiciado que, regularmente citado,
não apresentar defesa no prazo legal. Da Revisão do Processo
§ 1o A revelia será declarada, por termo, nos autos do processo e Art. 174. O processo disciplinar poderá ser revisto, a qualquer tempo,
devolverá o prazo para a defesa. a pedido ou de ofício, quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias
§ 2o Para defender o indiciado revel, a autoridade instauradora do suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação da
penalidade aplicada.
processo designará um servidor como defensor dativo, que deverá ser
ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou ter nível de § 1o Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento do
escolaridade igual ou superior ao do indiciado. (Redação dada pela Lei nº servidor, qualquer pessoa da família poderá requerer a revisão do
9.527, de 10.12.97) processo.
Art. 165. Apreciada a defesa, a comissão elaborará relatório § 2o No caso de incapacidade mental do servidor, a revisão será
minucioso, onde resumirá as peças principais dos autos e mencionará as requerida pelo respectivo curador.
provas em que se baseou para formar a sua convicção. Art. 175. No processo revisional, o ônus da prova cabe ao requerente.
§ 1o O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à Art. 176. A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui
responsabilidade do servidor. fundamento para a revisão, que requer elementos novos, ainda não
§ 2o Reconhecida a responsabilidade do servidor, a comissão apreciados no processo originário.
indicará o dispositivo legal ou regulamentar transgredido, bem como as Art. 177. O requerimento de revisão do processo será dirigido ao
circunstâncias agravantes ou atenuantes. Ministro de Estado ou autoridade equivalente, que, se autorizar a revisão,
encaminhará o pedido ao dirigente do órgão ou entidade onde se originou
Art. 166. O processo disciplinar, com o relatório da comissão, será
remetido à autoridade que determinou a sua instauração, para julgamento. o processo disciplinar.

Legislação 14

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Parágrafo único. Deferida a petição, a autoridade competente b) auxílio-natalidade;
providenciará a constituição de comissão, na forma do art. 149. c) salário-família;
Art. 178. A revisão correrá em apenso ao processo originário. d) licença para tratamento de saúde;
Parágrafo único. Na petição inicial, o requerente pedirá dia e hora e) licença à gestante, à adotante e licença-paternidade;
para a produção de provas e inquirição das testemunhas que arrolar.
f) licença por acidente em serviço;
Art. 179. A comissão revisora terá 60 (sessenta) dias para a
g) assistência à saúde;
conclusão dos trabalhos.
Art. 180. Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora, no que h) garantia de condições individuais e ambientais de trabalho
couber, as normas e procedimentos próprios da comissão do processo satisfatórias;
disciplinar. II - quanto ao dependente:
Art. 181. O julgamento caberá à autoridade que aplicou a penalidade, a) pensão vitalícia e temporária;
nos termos do art. 141. b) auxílio-funeral;
Parágrafo único. O prazo para julgamento será de 20 (vinte) dias, c) auxílio-reclusão;
contados do recebimento do processo, no curso do qual a autoridade d) assistência à saúde.
julgadora poderá determinar diligências.
§ 1o As aposentadorias e pensões serão concedidas e mantidas
Art. 182. Julgada procedente a revisão, será declarada sem efeito a pelos órgãos ou entidades aos quais se encontram vinculados os
penalidade aplicada, restabelecendo-se todos os direitos do servidor, servidores, observado o disposto nos arts. 189 e 224.
exceto em relação à destituição do cargo em comissão, que será
§ 2o O recebimento indevido de benefícios havidos por fraude, dolo
convertida em exoneração.
ou má-fé, implicará devolução ao erário do total auferido, sem prejuízo da
Parágrafo único. Da revisão do processo não poderá resultar ação penal cabível.
agravamento de penalidade.
Capítulo II
Título VI
Dos Benefícios
Da Seguridade Social do Servidor
Seção I
Capítulo I
Da Aposentadoria
Disposições Gerais
Art. 186. O servidor será aposentado:
Art. 183. A União manterá Plano de Seguridade Social para o servidor
I - por invalidez permanente, sendo os proventos integrais quando
e sua família.
decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave,
§ 1o O servidor ocupante de cargo em comissão que não seja, contagiosa ou incurável, especificada em lei, e proporcionais nos demais
simultaneamente, ocupante de cargo ou emprego efetivo na administração casos;
pública direta, autárquica e fundacional não terá direito aos benefícios do
Plano de Seguridade Social, com exceção da assistência à saúde. II - compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos
(Redação dada pela Lei nº 10.667, de 14.5.2003) proporcionais ao tempo de serviço;
§ 2o O servidor afastado ou licenciado do cargo efetivo, sem direito à III - voluntariamente:
remuneração, inclusive para servir em organismo oficial internacional do a) aos 35 (trinta e cinco) anos de serviço, se homem, e aos 30 (trinta)
qual o Brasil seja membro efetivo ou com o qual coopere, ainda que se mulher, com proventos integrais;
contribua para regime de previdência social no exterior, terá suspenso o b) aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em funções de magistério
seu vínculo com o regime do Plano de Seguridade Social do Servidor se professor, e 25 (vinte e cinco) se professora, com proventos integrais;
Público enquanto durar o afastamento ou a licença, não lhes assistindo, c) aos 30 (trinta) anos de serviço, se homem, e aos 25 (vinte e cinco)
neste período, os benefícios do mencionado regime de previdência. se mulher, com proventos proporcionais a esse tempo;
(Incluído pela Lei nº 10.667, de 14.5.2003) d) aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e aos 60
§ 3o Será assegurada ao servidor licenciado ou afastado sem (sessenta) se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço.
remuneração a manutenção da vinculação ao regime do Plano de
§ 1o Consideram-se doenças graves, contagiosas ou incuráveis, a
Seguridade Social do Servidor Público, mediante o recolhimento mensal
que se refere o inciso I deste artigo, tuberculose ativa, alienação mental,
da respectiva contribuição, no mesmo percentual devido pelos servidores
esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira posterior ao ingresso no
em atividade, incidente sobre a remuneração total do cargo a que faz jus
serviço público, hanseníase, cardiopatia grave, doença de Parkinson,
no exercício de suas atribuições, computando-se, para esse efeito,
paralisia irreversível e incapacitante, espondiloartrose anquilosante,
inclusive, as vantagens pessoais. (Incluído pela Lei nº 10.667, de
nefropatia grave, estados avançados do mal de Paget (osteíte
14.5.2003)
deformante), Síndrome de Imunodeficiência Adquirida - AIDS, e outras
§ 4o O recolhimento de que trata o § 3o deve ser efetuado até o que a lei indicar, com base na medicina especializada.
segundo dia útil após a data do pagamento das remunerações dos
§ 2o Nos casos de exercício de atividades consideradas insalubres ou
servidores públicos, aplicando-se os procedimentos de cobrança e
perigosas, bem como nas hipóteses previstas no art. 71, a aposentadoria
execução dos tributos federais quando não recolhidas na data de
de que trata o inciso III, "a" e "c", observará o disposto em lei específica.
vencimento. (Incluído pela Lei nº 10.667, de 14.5.2003)
§ 3o Na hipótese do inciso I o servidor será submetido à junta médica
Art. 184. O Plano de Seguridade Social visa a dar cobertura aos
oficial, que atestará a invalidez quando caracterizada a incapacidade para
riscos a que estão sujeitos o servidor e sua família, e compreende um
o desempenho das atribuições do cargo ou a impossibilidade de se aplicar
conjunto de benefícios e ações que atendam às seguintes finalidades:
o disposto no art. 24. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
I - garantir meios de subsistência nos eventos de doença, invalidez,
Art. 187. A aposentadoria compulsória será automática, e declarada
velhice, acidente em serviço, inatividade, falecimento e reclusão;
por ato, com vigência a partir do dia imediato àquele em que o servidor
II - proteção à maternidade, à adoção e à paternidade; atingir a idade-limite de permanência no serviço ativo.
III - assistência à saúde. Art. 188. A aposentadoria voluntária ou por invalidez vigorará a partir
Parágrafo único. Os benefícios serão concedidos nos termos e da data da publicação do respectivo ato.
condições definidos em regulamento, observadas as disposições desta § 1o A aposentadoria por invalidez será precedida de licença para
Lei. tratamento de saúde, por período não excedente a 24 (vinte e quatro)
Art. 185. Os benefícios do Plano de Seguridade Social do servidor meses.
compreendem: § 2o Expirado o período de licença e não estando em condições de
I - quanto ao servidor: reassumir o cargo ou de ser readaptado, o servidor será aposentado.
a) aposentadoria; § 3o O lapso de tempo compreendido entre o término da licença e a
Legislação 15

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
publicação do ato da aposentadoria será considerado como de servirá de base para qualquer contribuição, inclusive para a Previdência
prorrogação da licença. Social.

§ 4o Para os fins do disposto no § 1o deste artigo, serão consideradas Art. 201. O afastamento do cargo efetivo, sem remuneração, não
apenas as licenças motivadas pela enfermidade ensejadora da invalidez acarreta a suspensão do pagamento do salário-família.
ou doenças correlacionadas. (Incluído pela Lei nº 11.907, de 2009) Seção IV
§ 5o A critério da Administração, o servidor em licença para Da Licença para Tratamento de Saúde
tratamento de saúde ou aposentado por invalidez poderá ser convocado a Art. 202. Será concedida ao servidor licença para tratamento de
qualquer momento, para avaliação das condições que ensejaram o saúde, a pedido ou de ofício, com base em perícia médica, sem prejuízo
afastamento ou a aposentadoria. (Incluído pela Lei nº 11.907, de 2009) da remuneração a que fizer jus.
Art. 189. O provento da aposentadoria será calculado com Art. 203. A licença de que trata o art. 202 desta Lei será concedida
observância do disposto no § 3o do art. 41, e revisto na mesma data e com base em perícia oficial. (Redação dada pela Lei nº 11.907, de 2009)
proporção, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em § 1o Sempre que necessário, a inspeção médica será realizada na
atividade. residência do servidor ou no estabelecimento hospitalar onde se encontrar
Parágrafo único. São estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou internado.
vantagens posteriormente concedidas aos servidores em atividade, § 2o Inexistindo médico no órgão ou entidade no local onde se
inclusive quando decorrentes de transformação ou reclassificação do encontra ou tenha exercício em caráter permanente o servidor, e não se
cargo ou função em que se deu a aposentadoria. configurando as hipóteses previstas nos parágrafos do art. 230, será
Art. 190. O servidor aposentado com provento proporcional ao tempo aceito atestado passado por médico particular. (Redação dada pela Lei nº
de serviço se acometido de qualquer das moléstias especificadas no § 1o 9.527, de 10.12.97)
do art. 186 desta Lei e, por esse motivo, for considerado inválido por junta § 3o No caso do § 2o deste artigo, o atestado somente produzirá
médica oficial passará a perceber provento integral, calculado com base efeitos depois de recepcionado pela unidade de recursos humanos do
no fundamento legal de concessão da aposentadoria. (Redação dada pela órgão ou entidade. (Redação dada pela Lei nº 11.907, de 2009)
Lei nº 11.907, de 2009) § 4o A licença que exceder o prazo de 120 (cento e vinte) dias no
Art. 191. Quando proporcional ao tempo de serviço, o provento não período de 12 (doze) meses a contar do primeiro dia de afastamento será
será inferior a 1/3 (um terço) da remuneração da atividade. concedida mediante avaliação por junta médica oficial. (Redação dada
Art. 192. (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) pela Lei nº 11.907, de 2009)
Art. 193. (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) § 5o A perícia oficial para concessão da licença de que trata o caput
Art. 194. Ao servidor aposentado será paga a gratificação natalina, até deste artigo, bem como nos demais casos de perícia oficial previstos nesta
o dia vinte do mês de dezembro, em valor equivalente ao respectivo Lei, será efetuada por cirurgiões-dentistas, nas hipóteses em que
provento, deduzido o adiantamento recebido. abranger o campo de atuação da odontologia. (Incluído pela Lei nº 11.907,
Art. 195. Ao ex-combatente que tenha efetivamente participado de de 2009)
operações bélicas, durante a Segunda Guerra Mundial, nos termos da Lei Art. 204. A licença para tratamento de saúde inferior a 15 (quinze)
nº 5.315, de 12 de setembro de 1967, será concedida aposentadoria com dias, dentro de 1 (um) ano, poderá ser dispensada de perícia oficial, na
provento integral, aos 25 (vinte e cinco) anos de serviço efetivo. forma definida em regulamento. (Redação dada pela Lei nº 11.907, de
Seção II 2009)
Do Auxílio-Natalidade Art. 205. O atestado e o laudo da junta médica não se referirão ao
nome ou natureza da doença, salvo quando se tratar de lesões produzidas
Art. 196. O auxílio-natalidade é devido à servidora por motivo de
por acidente em serviço, doença profissional ou qualquer das doenças
nascimento de filho, em quantia equivalente ao menor vencimento do
especificadas no art. 186, § 1o.
serviço público, inclusive no caso de natimorto.
Art. 206. O servidor que apresentar indícios de lesões orgânicas ou
§ 1o Na hipótese de parto múltiplo, o valor será acrescido de 50%
funcionais será submetido a inspeção médica.
(cinquenta por cento), por nascituro.
Art. 206-A. O servidor será submetido a exames médicos periódicos,
§ 2o O auxílio será pago ao cônjuge ou companheiro servidor público,
nos termos e condições definidos em regulamento. (Incluído pela Lei nº
quando a parturiente não for servidora.
11.907, de 2009)
Seção III
Seção V
Do Salário-Família
Da Licença à Gestante, à Adotante e da Licença-Paternidade
Art. 197. O salário-família é devido ao servidor ativo ou ao inativo, por Art. 207. Será concedida licença à servidora gestante por 120 (cento e
dependente econômico. vinte) dias consecutivos, sem prejuízo da remuneração. (Vide Decreto nº
Parágrafo único. Consideram-se dependentes econômicos para efeito 6.690, de 2008)
de percepção do salário-família: § 1o A licença poderá ter início no primeiro dia do nono mês de
I - o cônjuge ou companheiro e os filhos, inclusive os enteados até 21 gestação, salvo antecipação por prescrição médica.
(vinte e um) anos de idade ou, se estudante, até 24 (vinte e quatro) anos § 2o No caso de nascimento prematuro, a licença terá início a partir
ou, se inválido, de qualquer idade; do parto.
II - o menor de 21 (vinte e um) anos que, mediante autorização § 3o No caso de natimorto, decorridos 30 (trinta) dias do evento, a
judicial, viver na companhia e às expensas do servidor, ou do inativo; servidora será submetida a exame médico, e se julgada apta, reassumirá
III - a mãe e o pai sem economia própria. o exercício.
Art. 198. Não se configura a dependência econômica quando o § 4o No caso de aborto atestado por médico oficial, a servidora terá
beneficiário do salário-família perceber rendimento do trabalho ou de direito a 30 (trinta) dias de repouso remunerado.
qualquer outra fonte, inclusive pensão ou provento da aposentadoria, em Art. 208. Pelo nascimento ou adoção de filhos, o servidor terá direito à
valor igual ou superior ao salário-mínimo. licença-paternidade de 5 (cinco) dias consecutivos.
Art. 199. Quando o pai e mãe forem servidores públicos e viverem em Art. 209. Para amamentar o próprio filho, até a idade de seis meses, a
comum, o salário-família será pago a um deles; quando separados, será servidora lactante terá direito, durante a jornada de trabalho, a uma hora
pago a um e outro, de acordo com a distribuição dos dependentes. de descanso, que poderá ser parcelada em dois períodos de meia hora.
Parágrafo único. Ao pai e à mãe equiparam-se o padrasto, a madrasta Art. 210. À servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de criança
e, na falta destes, os representantes legais dos incapazes. até 1 (um) ano de idade, serão concedidos 90 (noventa) dias de licença
Art. 200. O salário-família não está sujeito a qualquer tributo, nem remunerada.

Legislação 16

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Parágrafo único. No caso de adoção ou guarda judicial de criança § 2o Ocorrendo habilitação às pensões vitalícia e temporária, metade
com mais de 1 (um) ano de idade, o prazo de que trata este artigo será de do valor caberá ao titular ou titulares da pensão vitalícia, sendo a outra
30 (trinta) dias. metade rateada em partes iguais, entre os titulares da pensão temporária.
Seção VI § 3o Ocorrendo habilitação somente à pensão temporária, o valor
Da Licença por Acidente em Serviço integral da pensão será rateado, em partes iguais, entre os que se
Art. 211. Será licenciado, com remuneração integral, o servidor habilitarem.
acidentado em serviço. Art. 219. A pensão poderá ser requerida a qualquer tempo,
Art. 212. Configura acidente em serviço o dano físico ou mental prescrevendo tão-somente as prestações exigíveis há mais de 5 (cinco)
sofrido pelo servidor, que se relacione, mediata ou imediatamente, com as anos.
atribuições do cargo exercido. Parágrafo único. Concedida a pensão, qualquer prova posterior ou
Parágrafo único. Equipara-se ao acidente em serviço o dano: habilitação tardia que implique exclusão de beneficiário ou redução de
pensão só produzirá efeitos a partir da data em que for oferecida.
I - decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo servidor no
exercício do cargo; Art. 220. Não faz jus à pensão o beneficiário condenado pela prática
de crime doloso de que tenha resultado a morte do servidor.
II - sofrido no percurso da residência para o trabalho e vice-versa.
Art. 221. Será concedida pensão provisória por morte presumida do
Art. 213. O servidor acidentado em serviço que necessite de servidor, nos seguintes casos:
tratamento especializado poderá ser tratado em instituição privada, à
I - declaração de ausência, pela autoridade judiciária competente;
conta de recursos públicos.
II - desaparecimento em desabamento, inundação, incêndio ou
Parágrafo único. O tratamento recomendado por junta médica oficial
acidente não caracterizado como em serviço;
constitui medida de exceção e somente será admissível quando
inexistirem meios e recursos adequados em instituição pública. III - desaparecimento no desempenho das atribuições do cargo ou em
missão de segurança.
Art. 214. A prova do acidente será feita no prazo de 10 (dez) dias,
prorrogável quando as circunstâncias o exigirem. Parágrafo único. A pensão provisória será transformada em vitalícia
ou temporária, conforme o caso, decorridos 5 (cinco) anos de sua
Seção VII
vigência, ressalvado o eventual reaparecimento do servidor, hipótese em
Da Pensão que o benefício será automaticamente cancelado.
Art. 215. Por morte do servidor, os dependentes fazem jus a uma pensão Art. 222. Acarreta perda da qualidade de beneficiário:
mensal de valor correspondente ao da respectiva remuneração ou provento, a
I - o seu falecimento;
partir da data do óbito, observado o limite estabelecido no art. 42.
II - a anulação do casamento, quando a decisão ocorrer após a
Art. 216. As pensões distinguem-se, quanto à natureza, em vitalícias e
concessão da pensão ao cônjuge;
temporárias.
III - a cessação de invalidez, em se tratando de beneficiário inválido;
§ 1o A pensão vitalícia é composta de cota ou cotas permanentes,
que somente se extinguem ou revertem com a morte de seus IV - a maioridade de filho, irmão órfão ou pessoa designada, aos 21
beneficiários. (vinte e um) anos de idade;
§ 2o A pensão temporária é composta de cota ou cotas que podem se V - a acumulação de pensão na forma do art. 225;
extinguir ou reverter por motivo de morte, cessação de invalidez ou VI - a renúncia expressa.
maioridade do beneficiário. Parágrafo único. A critério da Administração, o beneficiário de pensão
Art. 217. São beneficiários das pensões: temporária motivada por invalidez poderá ser convocado a qualquer
I - vitalícia: momento para avaliação das condições que ensejaram a concessão do
benefício. (Incluído pela Lei nº 11.907, de 2009)
a) o cônjuge;
Art. 223. Por morte ou perda da qualidade de beneficiário, a
b) a pessoa desquitada, separada judicialmente ou divorciada, com respectiva cota reverterá:
percepção de pensão alimentícia;
I - da pensão vitalícia para os remanescentes desta pensão ou para
c) o companheiro ou companheira designado que comprove união os titulares da pensão temporária, se não houver pensionista
estável como entidade familiar; remanescente da pensão vitalícia;
d) a mãe e o pai que comprovem dependência econômica do servidor; II - da pensão temporária para os co-beneficiários ou, na falta destes,
e) a pessoa designada, maior de 60 (sessenta) anos e a pessoa para o beneficiário da pensão vitalícia.
portadora de deficiência, que vivam sob a dependência econômica do Art. 224. As pensões serão automaticamente atualizadas na mesma
servidor; data e na mesma proporção dos reajustes dos vencimentos dos
II - temporária: servidores, aplicando-se o disposto no parágrafo único do art. 189.
a) os filhos, ou enteados, até 21 (vinte e um) anos de idade, ou, se Art. 225. Ressalvado o direito de opção, é vedada a percepção
inválidos, enquanto durar a invalidez; cumulativa de mais de duas pensões.
b) o menor sob guarda ou tutela até 21 (vinte e um) anos de idade; Seção VIII
c) o irmão órfão, até 21 (vinte e um) anos, e o inválido, enquanto durar Do Auxílio-Funeral
a invalidez, que comprovem dependência econômica do servidor; Art. 226. O auxílio-funeral é devido à família do servidor falecido na
d) a pessoa designada que viva na dependência econômica do atividade ou aposentado, em valor equivalente a um mês da remuneração
servidor, até 21 (vinte e um) anos, ou, se inválida, enquanto durar a ou provento.
invalidez. § 1o No caso de acumulação legal de cargos, o auxílio será pago
§ 1o A concessão de pensão vitalícia aos beneficiários de que tratam somente em razão do cargo de maior remuneração.
as alíneas "a" e "c" do inciso I deste artigo exclui desse direito os demais § 2o (VETADO).
beneficiários referidos nas alíneas "d" e "e". § 3o O auxílio será pago no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, por
§ 2o A concessão da pensão temporária aos beneficiários de que meio de procedimento sumaríssimo, à pessoa da família que houver
tratam as alíneas "a" e "b" do inciso II deste artigo exclui desse direito os custeado o funeral.
demais beneficiários referidos nas alíneas "c" e "d". Art. 227. Se o funeral for custeado por terceiro, este será indenizado,
Art. 218. A pensão será concedida integralmente ao titular da pensão observado o disposto no artigo anterior.
vitalícia, exceto se existirem beneficiários da pensão temporária. Art. 228. Em caso de falecimento de servidor em serviço fora do local
§ 1o Ocorrendo habilitação de vários titulares à pensão vitalícia, o seu de trabalho, inclusive no exterior, as despesas de transporte do corpo
valor será distribuído em partes iguais entre os beneficiários habilitados. correrão à conta de recursos da União, autarquia ou fundação pública.

Legislação 17

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Seção IX Art. 231. (Revogado pela Lei nº 9.783, de 28.01.99)
Do Auxílio-Reclusão Título VII
Capítulo Único
Art. 229. À família do servidor ativo é devido o auxílio-reclusão, nos Da Contratação Temporária de Excepcional Interesse Público
seguintes valores: Art. 232. (Revogado pela Lei nº 8.745, de 9.12.93)
I - dois terços da remuneração, quando afastado por motivo de prisão, Art. 233. (Revogado pela Lei nº 8.745, de 9.12.93)
em flagrante ou preventiva, determinada pela autoridade competente,
enquanto perdurar a prisão; Art. 234. (Revogado pela Lei nº 8.745, de 9.12.93)
II - metade da remuneração, durante o afastamento, em virtude de Art. 235. (Revogado pela Lei nº 8.745, de 9.12.93)
condenação, por sentença definitiva, a pena que não determine a perda Título VIII
de cargo. Capítulo Único
§ 1o Nos casos previstos no inciso I deste artigo, o servidor terá Das Disposições Gerais
direito à integralização da remuneração, desde que absolvido. Art. 236. O Dia do Servidor Público será comemorado a vinte e oito de
§ 2o O pagamento do auxílio-reclusão cessará a partir do dia imediato outubro.
àquele em que o servidor for posto em liberdade, ainda que condicional. Art. 237. Poderão ser instituídos, no âmbito dos Poderes Executivo,
Capítulo III Legislativo e Judiciário, os seguintes incentivos funcionais, além daqueles
Da Assistência à Saúde já previstos nos respectivos planos de carreira:
Art. 230. A assistência à saúde do servidor, ativo ou inativo, e de sua I - prêmios pela apresentação de ideias, inventos ou trabalhos que
família compreende assistência médica, hospitalar, odontológica, favoreçam o aumento de produtividade e a redução dos custos
psicológica e farmacêutica, terá como diretriz básica o implemento de operacionais;
ações preventivas voltadas para a promoção da saúde e será prestada II - concessão de medalhas, diplomas de honra ao mérito,
pelo Sistema Único de Saúde – SUS, diretamente pelo órgão ou entidade condecoração e elogio.
ao qual estiver vinculado o servidor, ou mediante convênio ou contrato, ou
ainda na forma de auxílio, mediante ressarcimento parcial do valor Art. 238. Os prazos previstos nesta Lei serão contados em dias
despendido pelo servidor, ativo ou inativo, e seus dependentes ou corridos, excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o do vencimento,
pensionistas com planos ou seguros privados de assistência à saúde, na ficando prorrogado, para o primeiro dia útil seguinte, o prazo vencido em
forma estabelecida em regulamento. (Redação dada pela Lei nº 11.302 de dia em que não haja expediente.
2006) Art. 239. Por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou
§ 1o Nas hipóteses previstas nesta Lei em que seja exigida perícia, política, o servidor não poderá ser privado de quaisquer dos seus direitos,
avaliação ou inspeção médica, na ausência de médico ou junta médica sofrer discriminação em sua vida funcional, nem eximir-se do cumprimento
oficial, para a sua realização o órgão ou entidade celebrará, de seus deveres.
preferencialmente, convênio com unidades de atendimento do sistema Art. 240. Ao servidor público civil é assegurado, nos termos da
público de saúde, entidades sem fins lucrativos declaradas de utilidade Constituição Federal, o direito à livre associação sindical e os seguintes
pública, ou com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS. (Incluído direitos, entre outros, dela decorrentes:
pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) a) de ser representado pelo sindicato, inclusive como substituto
§ 2o Na impossibilidade, devidamente justificada, da aplicação do processual;
disposto no parágrafo anterior, o órgão ou entidade promoverá a b) de inamovibilidade do dirigente sindical, até um ano após o final do
contratação da prestação de serviços por pessoa jurídica, que constituirá mandato, exceto se a pedido;
junta médica especificamente para esses fins, indicando os nomes e c) de descontar em folha, sem ônus para a entidade sindical a que for
especialidades dos seus integrantes, com a comprovação de suas filiado, o valor das mensalidades e contribuições definidas em assembleia
habilitações e de que não estejam respondendo a processo disciplinar geral da categoria.
junto à entidade fiscalizadora da profissão. (Incluído pela Lei nº 9.527, de
10.12.97) Art. 241. Consideram-se da família do servidor, além do cônjuge e
filhos, quaisquer pessoas que vivam às suas expensas e constem do seu
§ 3o Para os fins do disposto no caput deste artigo, ficam a União e
assentamento individual.
suas entidades autárquicas e fundacionais autorizadas a: (Incluído pela
Lei nº 11.302 de 2006) Parágrafo único. Equipara-se ao cônjuge a companheira ou
companheiro, que comprove união estável como entidade familiar.
I - celebrar convênios exclusivamente para a prestação de serviços de
assistência à saúde para os seus servidores ou empregados ativos, Art. 242. Para os fins desta Lei, considera-se sede o município onde a
aposentados, pensionistas, bem como para seus respectivos grupos repartição estiver instalada e onde o servidor tiver exercício, em caráter
familiares definidos, com entidades de autogestão por elas patrocinadas permanente.
por meio de instrumentos jurídicos efetivamente celebrados e publicados Título IX
até 12 de fevereiro de 2006 e que possuam autorização de funcionamento Capítulo Único
do órgão regulador, sendo certo que os convênios celebrados depois Das Disposições Transitórias e Finais
dessa data somente poderão sê-lo na forma da regulamentação específica
Art. 243. Ficam submetidos ao regime jurídico instituído por esta Lei,
sobre patrocínio de autogestões, a ser publicada pelo mesmo órgão
na qualidade de servidores públicos, os servidores dos Poderes da União,
regulador, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias da vigência desta Lei,
dos ex-Territórios, das autarquias, inclusive as em regime especial, e das
normas essas também aplicáveis aos convênios existentes até 12 de
fundações públicas, regidos pela Lei nº 1.711, de 28 de outubro de 1952 -
fevereiro de 2006; (Incluído pela Lei nº 11.302 de 2006)
Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União, ou pela Consolidação
II - contratar, mediante licitação, na forma da Lei no 8.666, de 21 de das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1o de maio
junho de 1993, operadoras de planos e seguros privados de assistência à de 1943, exceto os contratados por prazo determinado, cujos contratos
saúde que possuam autorização de funcionamento do órgão regulador; não poderão ser prorrogados após o vencimento do prazo de prorrogação.
(Incluído pela Lei nº 11.302 de 2006)
§ 1o Os empregos ocupados pelos servidores incluídos no regime
III - (VETADO) (Incluído pela Lei nº 11.302 de 2006)
instituído por esta Lei ficam transformados em cargos, na data de sua
§ 4o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 11.302 de 2006)
publicação.
§ 5o O valor do ressarcimento fica limitado ao total despendido pelo
servidor ou pensionista civil com plano ou seguro privado de assistência à § 2o As funções de confiança exercidas por pessoas não integrantes
saúde. (Incluído pela Lei nº 11.302 de 2006) de tabela permanente do órgão ou entidade onde têm exercício ficam
transformadas em cargos em comissão, e mantidas enquanto não for
Capítulo IV
implantado o plano de cargos dos órgãos ou entidades na forma da lei.
Do Custeio

Legislação 18

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
§ 3o As Funções de Assessoramento Superior - FAS, exercidas por I - com a remuneração do padrão de classe imediatamente superior
servidor integrante de quadro ou tabela de pessoal, ficam extintas na data àquela em que se encontra posicionado;
da vigência desta Lei. II - quando ocupante da última classe da carreira, com a remuneração
§ 4o (VETADO). do padrão correspondente, acrescida da diferença entre esse e o padrão
§ 5o O regime jurídico desta Lei é extensivo aos serventuários da da classe imediatamente anterior.
Justiça, remunerados com recursos da União, no que couber. Art. 193. O servidor que tiver exercido função de direção, chefia,
§ 6o Os empregos dos servidores estrangeiros com estabilidade no assessoramento, assistência ou cargo em comissão, por período de 5
serviço público, enquanto não adquirirem a nacionalidade brasileira, (cinco) anos consecutivos, ou 10 (dez) anos interpolados, poderá
passarão a integrar tabela em extinção, do respectivo órgão ou entidade, aposentar-se com a gratificação da função ou remuneração do cargo em
sem prejuízo dos direitos inerentes aos planos de carreira aos quais se comissão, de maior valor, desde que exercido por um período mínimo de 2
encontrem vinculados os empregos. (dois) anos.
§ 7o Os servidores públicos de que trata o caput deste artigo, não § 1° Quando o exercício da função ou cargo em comissão de maior
amparados pelo art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais valor não corresponder ao período de 2 (dois) anos, será incorporada a
Transitórias, poderão, no interesse da Administração e conforme critérios gratificação ou remuneração da função ou cargo em comissão
estabelecidos em regulamento, ser exonerados mediante indenização de imediatamente inferior dentre os exercidos.
um mês de remuneração por ano de efetivo exercício no serviço público § 2° A aplicação do disposto neste artigo exclui as vantagens
federal. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) previstas no art. 192, bem como a incorporação de que trata o art. 62,
ressalvado o direito de opção.
§ 8o Para fins de incidência do imposto de renda na fonte e na
declaração de rendimentos, serão considerados como indenizações Art. 231. ...........................................................................
isentas os pagamentos efetuados a título de indenização prevista no § 1° ..................................................................................
parágrafo anterior. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) § 2º O custeio da aposentadoria é de responsabilidade integral do
§ 9o Os cargos vagos em decorrência da aplicação do disposto no § Tesouro Nacional.
7o poderão ser extintos pelo Poder Executivo quando considerados Art. 240. ...........................................................................
desnecessários. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) a) .....................................................................................
Art. 244. Os adicionais por tempo de serviço, já concedidos aos b) .....................................................................................
servidores abrangidos por esta Lei, ficam transformados em anuênio. c) .....................................................................................
Art. 245. A licença especial disciplinada pelo art. 116 da Lei nº 1.711, d) de negociação coletiva;
de 1952, ou por outro diploma legal, fica transformada em licença-prêmio
por assiduidade, na forma prevista nos arts. 87 a 90. e) de ajuizamento, individual e coletivamente, frente à Justiça do
Trabalho, nos termos da Constituição Federal.
Art. 246. (VETADO).
Art. 250. O servidor que já tiver satisfeito ou vier a satisfazer, dentro
Art. 247. Para efeito do disposto no Título VI desta Lei, haverá ajuste de 1 (um) ano, as condições necessárias para a aposentadoria nos termos
de contas com a Previdência Social, correspondente ao período de do inciso II do art. 184 do antigo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis
contribuição por parte dos servidores celetistas abrangidos pelo art. 243. da União, Lei n° 1.711, de 28 de outubro de 1952, aposentar-se-á com a
(Redação dada pela Lei nº 8.162, de 8.1.91) vantagem prevista naquele dispositivo."
Art. 248. As pensões estatutárias, concedidas até a vigência desta
Lei, passam a ser mantidas pelo órgão ou entidade de origem do servidor. ___________________________________
Art. 249. Até a edição da lei prevista no § 1o do art. 231, os servidores ___________________________________
abrangidos por esta Lei contribuirão na forma e nos percentuais
atualmente estabelecidos para o servidor civil da União conforme
___________________________________
regulamento próprio. ___________________________________
Art. 250. O servidor que já tiver satisfeito ou vier a satisfazer, dentro
___________________________________
de 1 (um) ano, as condições necessárias para a aposentadoria nos termos
do inciso II do art. 184 do antigo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis _______________________________________________________
da União, Lei n° 1.711, de 28 de outubro de 1952, aposentar-se-á com a
vantagem prevista naquele dispositivo. (Mantido pelo Congresso Nacional) _______________________________________________________
Art. 251. (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) _______________________________________________________
Art. 252. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, com _______________________________________________________
efeitos financeiros a partir do primeiro dia do mês subsequente.
Art. 253. Ficam revogadas a Lei nº 1.711, de 28 de outubro de 1952, e _______________________________________________________
respectiva legislação complementar, bem como as demais disposições em _______________________________________________________
contrário.
_______________________________________________________
LEI Nº 8.112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990 _______________________________________________________
Partes vetadas pelo Presidente da República e mantidas pelo _______________________________________________________
Congresso Nacional, do Projeto que se transformou na Lei n.° 8.112, de
11 de dezembro de 1990, que "dispõe sobre o Regime Jurídico dos _______________________________________________________
Servidores Públicos Civis da União, das autarquias e das fundações
públicas federais". _______________________________________________________
"Art. 87.......................................................................... _______________________________________________________
§ 1° .............................................................................. _______________________________________________________
§ 2° Os períodos de licença-prêmio já adquiridos e não gozados pelo
servidor que vier a falecer serão convertidos em pecúnia, em favor de _______________________________________________________
seus beneficiários da pensão. _______________________________________________________
Art. 192. O servidor que contar tempo de serviço para aposentadoria
com provento integral será aposentado: _______________________________________________________
_______________________________________________________
Legislação 19

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________
_______________________________________________________ _______________________________________________________

Legislação 20

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Nessa nova organização, o fator de qualidade será primordial e a
intuição passa a assumir um papel cada vez mais relevante.
O centro de interesse se desloca da infra-estrutura para a qualidade de vida.
Conhecimentos Específicos Downsinzing  Nas décadas de hiper desenvolvimento que se
seguiram à segunda grande guerra todas as empresas incharam suas
estruturas no intuito de estarem presentes em diversos mercados. Pode
até ter sido a opção correta na época.
Porém o mundo mudou, a tecnologia evoluiu, e nenhuma organização
1. Conhecimentos Básicos em consegue sustentar estruturas administrativas pesadas, havendo, portanto
Administração: características básicas necessidade de eliminar o excesso de gorduras.
das organizações, natureza, finalidade, O downsinzing não se refere à demissão de Office boy e auxiliares
níveis e departamentalização como forma de redução de custo de pessoal, mas sim a técnica de
adequação do tamanho e da qualidade da estrutura com vistas à
consecução dos objetivos com máxima produtividade.
O administrador é a pessoa responsável pelo desempenho do Administração Participativa  Apesar de não ser técnica muito recente,
trabalho de outras pessoas. A administração é o processo de utilização essa teoria ganhou vulto maior na década de 80, notadamente entre os
dos recursos organizacionais para atingir objetivos específicos através das brasileiros. Sua lógica é muito simples, os níveis hierárquicos inferiores
funções de planejar, organizar e alocar pessoas, liderar e controlar. Os possuem tanta ou mais informações sobre o dia a dia dos clientes e dos
níveis de organização compreendem administradores de alto nível, nível concorrentes que os próprios gerentes.
médio, de nível operacional e colaboradores individuais. As categorias de Desenvolver mecanismos de escuta e coleta de informações e
administradores incluem administradores funcionais e administradores- sugestões pode resultar em significativa economia de tempo, dinheiro e
gerais, administradores de serviços públicos (sobretudo administradores demais recursos. Foi-se o tempo em que somente os donos, os principais
em organizações sem fins lucrativos), empreendedores (aqueles que diretores e uns poucos iluminados detinham o saber nas organizações.
começam negócios inovadores), proprietários de pequenos negócios e Mas a administração participativa não é apenas instalar uma caixinha de
líderes de equipes. sugestões nem transferir responsabilidade para os empregados.
Para atingir as metas de organização, os administradores de recursos Administração da Qualidade Total  Foi-se também o tempo em que
a levam a cabo as funções administrativas básica. Os recursos são era assunto da engenharia, da produção ou da assistência técnica. Na
divididos em categorias:humanos, financeiros, físicos e informativos. Os organização moderna, qualidade é atributi de todos e deve estar presente
administradores de alto nível valorizam o planejamento estratégico, em toda parte, em todas as tarefas, em todas as pessoas, produtos e
enquanto os de nível operacional se concentram na liderança face a face. serviços. O certificado ISO 9000 virou mania e muitas empresas gastaram
Para realizar suas tarefas, os administradores necessitam de pequenas fortunas nesse sentido, muitas vezes por puro marketing,
habilidades interpessoais, conceituais, diagnósticas e políticas. Um modo acabando por perdê-la poucas auditorias mais tarde. Na maioria das
eficaz de desenvolver habilidades administrativas é seguir um modelo de vezes eram casos em que a cúpula queria por que queria a certificação e
aprendizado geral. O modelo envolve conhecimento conceitual, linhas exigiu que toda a organização, exceto a própria cúpula, se empenhasse
gerais de comportamento, exemplos a seguir, exercícios de em obtê-la. Descobriram que perderam tempo e dinheiro, pois a política da
desenvolvimento de habilidade e feedback. As habilidades administrativas qualidade total começa pelo comprometimento da cúpula.
são também adquiridas através de uma combinação de cultura e Reengenharia  Em determinadas circunstâncias aperfeiçoar o que já
experiência. existe pode até trazer alguma lehoria, mas começar de novo livrando-se
O ambiente externo da empresa é dividido em forças ambientais dos vícios da estrutura e do modelo anterior, pode propriciar melhorias da
gerais e especificas. As forças ambientais gerais são: econômicas, ordem de 80 a 90%. Reengenharia é uma mudança drática na forma de
sociais/culturais, políticas/legais, tecnológicas e internacionais. As forças produzir e gerenciar, orientada para o obajetivo maior da organização e
ambientais especificas são os clientes, fornecedores de não apenas a busca de pequenas melhorias. Não apenas organizações
créditos/fornecedores, mercados de trabalho, agências regulatórias e os em extrema dificuldade podem reengenheirar, mas também aquelas que
concorrentes. estão em situação relativamente cômoda hoje mas vislubram a
Os maiores desafios para os administradores incluem: ênfase sobre a continuidade desse estado num futuro próximo.
qualidade total, organizações baseadas em equipe, downsinzing ÉTICA NOS NEGÓCIOS
corporativos, reengenharias, ambiente de trabalho polarizado (empregos Compreender e praticar bons negócios é uma parte importante do
de alta habilitação versus emprego de baixa habilitação), integração das trabalho de um administrador. Uma das muitas razões pelas quais a ética
demandas de trabalho e da família ênfase na ética. Outro desafio é o de é importante é a de que os clientes e fornecedores preferem lidar com
lidar com os sindicatos, porque eles são afetados pelos outros desafios. empresas éticas. A ética é o estudo da obrigação moral, ou a separação
As crises geram a necessidade de mudança, mas para mudar certo é do certo e do errado.
preciso primeiro identificar qual é o real problema para depois pensar nas Quando decidirem sobre o que é certo ou errado, as pessoas podem
possíveis soluções. Pior que estar doente é tomar o remédio errado, ou o focalizar as consequências; responsabilidades, obrigações e princípios; ou
remédio certo porem em doses equivocadas. integridade. Focalizar as consequências é chamado de utilitarismo, porque
Algumas das principais novidades em tecnologia de gestão o tomador de decisão está preocupado com a utilidade da decisão.
produzidas nas últimas décadas e que provaram ter valor : Examinar as próprias responsabilidades na tomada de decisão é a
Reinventando as organizações  Os autores John Naisbitt e Patrícia abordagem deontológica, que se baseia nos princípios universais como
Aburdene apontam algumas características do que denominas honestidade e equidade. De acordo com a abordagem da virtude, se o
reinvenções das organizações: tomador de decisão tem bom caráter e motivações e intenções genuínas,
ele está se comportando eticamente.
O novo papel do dirigente é o de cultivar e manter um ambiente
Os padrões e valores morais de uma empresa ajudam a nortear uma
propicio ao desenvolvimento pessoal;
atitude ética na tomada de decisão. Os valores de uma pessoa também
Os sistemas de remuneração devem atuar como estímulos e influem no tipo de comportamentos que ela acredita são éticos. De acordo
recompensarem o desempenho e a inovação; com uma administração eticamente centrada, a alta qualidade de um
O emprego permanente e de tempo integral perde terreno para outras produto final tem precedência sobre a obtenção do prazo de entrega.
formas de prestação de serviço. O que se pode dizer da estabilidade no Verdadeiras catástrofes podem advir quando a administração não e
serviço? eticamente centrada.
O estilo de gestão autoritário e hierarquizado cede lugar à Os fatores que mais contribuem para o comportamento antiético são a
administração tipo “rede”. cobiça e ambição, além de uma atmosfera organizacional que tolera o
A organização do futuro será uma federação de empreendedores comportamento antiético. Tentações e violações éticas são usuais,
internos. inclusive atos criminais, incluem: roubar dos empregadores e clientes,
Conhecimentos Específicos 1

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
copiar software ilegalmente, tratar as pessoas de modo desigual, assédio estatais daquelas em que o aparato estatal será o único a garantir a
sexual, conflito de interesses, divulgação de informações confidenciais e uniformidade e a realização continuada das políticas públicas.
apropriação indébita de recursos corporativos.
A - Reconstruindo o Estado e Recuperando a Governança
O comportamento ética e socialmente responsável parece ser custo-
A reconstrução da capacidade estatal é uma condição essencial para
efetivo ou ao menos custo-neutro e também resulta em bem social. Esse
que os países latino-americanos enfrentem com mais sucesso as
comportamento pode também atrair e reter empregados e clientes
questões da redemocratização, do desenvolvimento econômico e da
valiosos.
distribuição de riqueza. Neste contexto, a implantação da Reforma
Gerencial é um aspecto fundamental para aumentar a governança do
ADMINISTRAÇÃO GERENCIAL
Estado bem como para melhorar a governabilidade democrática do
A reforma do Estado tornou-se o tema central da agenda política
sistema político.
mundial. A origem deste processo ocorreu quando o modelo de Estado
A Reforma Gerencial vem ocorrendo na administração pública de
montado pelos países desenvolvidos no pós-guerra, responsável por uma
vários países, como mostram diversos estudos. No entanto, apesar das
era de prosperidade sem igual no capitalismo, entrou em crise no final da
características comuns às experiências de reforma, não há um sentido
década de 70. Num primeiro momento, a resposta foi a neoliberal-
unívoco, um único paradigma organizacional que guie a todas as nações.
conservadora. Dada a imperiosa necessidade de reformar o Estado,
Neste sentido, procuraremos definir a Reforma Gerencial que mais se
restabelecer seu equilíbrio fiscal, e equilibrar o balanço de pagamento dos
adapta à realidade e às necessidades dos países latino-americanos.
países em crise, aproveitou-se à oportunidade para se propor,
O modelo gerencial tem como inspiração às transformações
simplesmente, a redução do tamanho do Estado e o predomínio total do
organizacionais ocorridas no setor privado, as quais têm alterado a forma
mercado. A proposta, entretanto, fazia pouco sentido econômico ou
burocrática-piramidal de administração, flexibilizando a gestão, diminuindo
político. Depois de algum tempo constatou-se que a solução não estaria
os níveis hierárquicos e, por conseguinte, aumentando a autonomia de
no desmantelamento do aparelho estatal, mas em sua reconstrução.
decisão dos gerentes - daí o nome gerencial. Com estas mudanças, saiu-
A construção de um novo tipo de Estado é também a grande questão
se de uma estrutura baseada em normas centralizadas para outra
para a Brasil. Mas embora haja um contexto global de reformas, há
ancorada na responsabilização dos administradores, avaliados pelos
importantes peculiaridades latino-americanas. Primeiro, no que diz
resultados efetivamente produzidos. Este novo modelo busca responder
respeito à situação inicial da crise do Estado, cuja gravidade era bem
mais rapidamente às grandes mudanças ambientais que acontecem na
maior do que a existente no mundo desenvolvido. Não só estes países
economia e na sociedade contemporâneas.
entravam em uma séria crise fiscal como ainda o modelo anterior de
Embora inspirado na iniciativa privada, o modelo gerencial deve
desenvolvimento econômico (modelo de substituição de importações)
impreterivelmente se adequar ao contexto político democrático no qual
exauria-se. Ademais, o problema da dívida externa tornou-se crônico em
está inserido o setor público. A especificidade da organização
quase todo o continente. A não resolução destes problemas estruturais fez
governamental deriva, em primeiro lugar, da motivação que a guia:
com que a década de 80 fosse marcada, para a maioria das nações latino-
enquanto as empresas buscam o lucro, os gestores públicos devem atuar
americanas, pela estagnação e por altas taxas de inflação.
conforme o interesse público. É bem verdade que os políticos também se
Diante deste cenário econômico, o ângulo financeiro da crise do
orientam pelo desejo de reeleição e os burocratas podem ser capturados
Estado foi priorizado pela primeira geração de reformas. Assim, as
pelos interesses econômicos. Mas é a necessidade de ser ter o crivo
reformas orientadas para o mercado, sobretudo a abertura comercial, e o
democrático que torna a ação de políticos e burocratas passível de
ajustamento fiscal foram as principais medidas tomadas nos anos 80. A
controle público. Controle este presente nos arranjos da democracia
busca da estabilização da economia ante o perigo hiperinflacionário foi, na
representativa, nos mecanismos de democracia direta ou, mais
maior parte dos casos, o êxito mais importante desta primeira rodada de
recentemente, na participação dos cidadãos na avaliação e na gestão de
reformas.
políticas públicas, formas típicas do modelo gerencial. Este tipo de
A mudança do papel do Estado nos setores econômicos e sociais é
controle democrático não encontra similar nas organizações privadas.
outra tendência estrutural. Sua atuação deve estar voltada
No processo de decisão encontra-se outra diferença entre o setor
primordialmente para a área social, assegurando a universalidade dos
público e o privado. No setor privado, o número de participantes é restrito
serviços de saúde e educação, e para a criação de instrumentos que
e a capacidade para tomar decisões mais rápidas é maior. O governo, por
ajudem a promover o desenvolvimento econômico, garantindo as
sua vez, toma suas decisões segundo procedimento democrático, que
condições macroeconômicas favoráveis ao investimento privado e o
envolvem um número maior de atores e maior demora na tomada de
aumento da competitividade sistêmica do país, através de políticas fortes
decisões, sobretudo porque tal sistema pressupõe o controle mútuo entre
nos setores de ciência e tecnologia e comércio exterior. A grande
os Poderes e a fiscalização da oposição. Por fim, a “legitimidade” de uma
modificação no papel do Estado, contudo, tem de ocorrer na forma de
empresa resulta de sua sobrevivência à competição no mercado, ao passo
intervenção, no plano econômico e no plano político.
que os governos se legitimam pela via democrática.
Neste sentido, em termos econômicos, em vez da intervenção direta
Em suma, como bem tem sido afirmado, “o governo não pode ser
como produtor, o aparelho estatal deve concentrar suas atividades na
uma empresa, mas pode se tornar mais empresarial”, isto é, pode ser
regulação. Privatizações e a criação de agências reguladoras fazem parte
mais ágil e flexível frente às gigantescas mudanças ambientais que
deste processo. Além disso, o Estado deve desenvolver sua capacidade
atingem a todas as organizações.
estratégica de atuar junto ao setor privado e à universidade para criar um
A administração pública burocrática, em primeiro lugar, não deu conta
entorno adequado ao aumento da competitividade das empresas.
do problema da eficiência. Com a diminuição dos recursos à disposição
Ressalte-se que Estado também deve atuar para que os novos ciclos de
dos governos, tornou-se fundamental aumentar a eficiência administrativa.
desenvolvimento e a elevação da produtividade sejam virtuosos no que se
Tal questão é ainda mais importante na Brasil, onde o Estado é mais
refere ao uso dos recursos naturais, ao incremento da base tecnológica e
pobre, a sociedade é mais desigual e, portanto, é imprescindível a
à distribuição de renda, saindo assim do círculo vicioso do “crescimento
otimização dos recursos usados nas políticas sociais.
empobrecedor” que caracterizou a Brasil no passado.
A Reforma Gerencial é uma modificação estrutural do aparelho de
Na área social, o caminho é reforçar o papel do Estado como
Estado. Não pode ser confundida com a mera implementação de novas
formulador e financiador das políticas públicas Para isso, torna-se
formas de gestão, como a da qualidade total. Trata-se de mudar os
fundamental o desenvolvimento da capacidade catalisadora dos governos
incentivos institucionais do sistema, de modo a transformar as regras
em atrair a comunidade, as empresas ou o Terceiro setor para
burocráticas mais gerais, o que permitiria aos administradores públicos
compartilhar a responsabilidade pela execução dos serviços públicos,
adotar estratégias e técnicas de gestão mais adequadas.
principalmente os de saúde e educação básica. Mas um primeiro alerta
A implantação de uma reforma institucional não implica, porém, a
deve ser feito para o caso latino-americano: é necessário manter o poder
criação de um extenso e detalhado arcabouço de regras jurídicas. Essa é
de intervenção estatal direta quando não houver as condições sociais
a tradição latino-americana - na verdade, ibero-americana -, cujos
mínimas para compartilhar as atividades com a sociedade. Portanto, é
resultados têm sido perversos, criando um Direito Administrativo
preciso diferenciar as situações nas quais os serviços poderão ser
extremamente rígido que atrapalha a flexibilização da Administração
prestados por mais de um provedor e/ou por entidades públicas não-
Pública, importante requisito da Reforma Gerencial do Estado. Além do
Conhecimentos Específicos 2

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
mais, o formalismo administrativo vigente na Brasil tem instaurado uma centralização e a descentralização não é dicotômica e sim complementar.
“poluição legal” que pode significar, na verdade, o primado da O Governo Central continuará tendo um papel estratégico para garantir a
informalidade, isto é, o comportamento burocrático real não corresponde equidade, sobretudo em países com grandes desequilíbrios
ao universo jurídico estabelecido, favorecendo assim o estabelecimento socioeconômicos regionais, financiando parte da provisão dos serviços
de máfias administrativas ou de ineficiência generalizada. públicos. A descentralização realizada sem contrapartidas aos lugares
O sucesso das mudanças institucionais rumo ao modelo gerencial mais pobres tende a reproduzir a desigualdade social existente, mantendo
depende, primeiro, da criação de regras gerais e claras que modifiquem os assim o padrão histórico de desenvolvimento perverso do continente
incentivos à atuação dos atores, o que, em suma, constituir-se-ia em um latino-americano.
novo contrato entre os políticos, os funcionários públicos e a sociedade. É B4) Nas atividades exclusivas de Estado que permanecerem a cargo
preciso, ainda, uma aplicação contínua das reformas, monitorando-as e do Governo Central, a administração deve ser baseada na
estabelecendo junto à burocracia uma nova cultura administrativa. Desse desconcentração organizacional. Os órgãos centrais devem delegar a
modo, transformações das regras e da cultura administrativas fazem parte execução das funções para agências descentralizadas. O princípio que
de um mesmo processo. norteia esta mudança é o de que deve haver uma separação funcional
entre as estruturas responsáveis pela formulação de políticas e as
B - Características e Objetivos da Reforma Gerencial unidades descentralizadas e autônomas, executora dos serviços, e, dessa
A Reforma Gerencial assegura os mecanismos necessários ao maneira, orientar a administração pública pelo controle dos resultados
aumento da eficácia, eficiência e efetividade da administração pública, obtidos pelas agências autônomas.
além de criar novas condições que possibilitam tornar mais democrática a Nestes espaços, a Reforma Gerencial modifica os pressupostos que
relação entre o Estado e a sociedade. As principais características deste guiaram a administração pública burocrática ao longo deste século e que
modelo administrativo são as seguintes: já não dão mais conta dos problemas atuais. Com o controle a posteriori
B1) A profissionalização da alta burocracia é o ponto de partida da dos resultados, em primeiro lugar, o pressuposto norteador é o da
Reforma Gerencial. Para isso, deve-se constituir um núcleo estatal confiança limitada e não da desconfiança total em relação aos
estratégico, fundamental na formulação, supervisão e regulação das funcionários públicos.
políticas, e formada por uma elite burocrática tecnicamente preparada e A administração baseada no controle a posteriori dos resultados
motivada. Esta elite burocrática terá também que desenvolver a também obriga a organização a definir claramente seus objetivos,
capacidade de negociação e responsabilização perante o sistema político. analisados em sua substância e não como processo administrativo. Desse
Isto a torna bastante distinta da tecnocracia estruturada nos regimes modo, a avaliação da burocracia se faz predominantemente através do
autoritários latino-americanos, que acreditava na superioridade de seu cumprimento ou não de metas, e não a partir do respeito a regras que por
saber e prática em relação ao comportamento da classe política - muitas vezes são autoreferidas.
classificado como oportunista e irracional do ponto de vista técnico. A avaliação do desempenho burocrático não serve apenas para aferir
Decerto que é preciso reduzir o clientelismo e a politização da alta se as metas foram ou não cumpridas. A administração pública gerencial
burocracia presentes na Brasil, mas não se pode fazê-lo insulando os utiliza-se do controle a posteriori dos resultados como um instrumento
funcionários públicos da necessária supervisão democrática dos políticos técnico capaz de fazer as organizações aprenderem com seus erros e, a
e da sociedade. partir disso, elaborarem suas estratégias futuras. Isto é o que tem sido
É bem verdade que o grau de profissionalização da administração denominado princípio do aprendizado organizacional, fundamental para
pública não será o mesmo por todo o funcionalismo. Seguindo tendência que a administração por objetivos não seja meramente uma forma de
mundial de reformas gerenciais, o Brasil não pode adotar um padrão único punir ou encontrar responsáveis pelo eventual mau desempenho dos
de regime jurídico ou de contratação, tratando os burocratas igualmente órgãos públicos, mas sim consiga desenvolver a capacidade de aprender
em termos de direitos e deveres, até porque parte das atividades públicas com sua performance e melhorar continuamente a prestação dos serviços
poderá ser realizada por profissionais que não necessariamente serão públicos.
servidores públicos. Determinadas tarefas auxiliares ou de apoio ao O primeiro mecanismo é o estabelecimento de um modelo contratual
núcleo duro do Estado serão de modo geral terceirizadas, desde as mais entre o órgão central e as agências descentralizadas. É o chamado
simples, como limpeza, até as mais complexas, como serviços de contrato de gestão, que tem como base metas quantitativas e qualitativas
informática. Apesar disto, cabe ter uma política ativa para dignificar todos definidas a priori e posteriormente avaliadas. O contrato de gestão
aqueles que exercerem função pública, valorizando-os e exigindo em troca também deve definir o que fazer após a avaliação, em termos de
a observância de rígidos padrões éticos. penalidades, premiações ou formas de corrigir os erros. Em suma, o
B2) A administração pública deve ser transparente e seus contrato de gestão constitui um instrumento que permite tanto uma
administradores, responsabilizados democraticamente perante a aferição mais rigorosa da eficiência, da eficácia e da efetividade, bem
sociedade. Isto porque a profissionalização da burocracia não a torna como aumentar a transparência da administração pública, uma vez que a
completamente imune à corrupção, fenômeno mundial que tem sociedade pode saber de antemão quais são de fato os objetivos de cada
aumentado demasiadamente no Brasil. Neste ponto, vários estudos órgão público, seus resultados e o que poderá ser feito para porventura
comparados e o Relatório do Banco Mundial de 1997 são unânimes: é mudar um mau desempenho.
preciso atuar diretamente na relação entre política e administração, B5) A maior autonomia gerencial das agências e de seus gestores
diminuindo a politização da máquina governamental, tornando mais deve ser complementada por novas formas de controle. O controle deixa
transparentes as decisões públicas e investindo no reforço dos padrões de ser o primordialmente burocrático, que buscava aferir se todos os
salariais e éticos do funcionalismo. procedimentos tinham sido cumpridos de forma correta, para se preocupar
Ao tornar os administradores públicos mais autônomos e mais mais com os ganhos de eficiência e efetividade das políticas. Com a
responsabilizados perante a sociedade, a Administração Pública Gerencial Reforma Gerencial do Estado, o controle que antes era realizado apenas
constitui-se em um instrumento fundamental na defesa do patrimônio pelos administradores e estruturas internas de controle externo e interno,
público e dos princípios republicanos. passa a ser, adicionalmente, a combinação de quatro tipos de controle:
B3) Descentralizar a execução dos serviços públicos é tarefa Controle de resultados, realizado a partir de indicadores de
essencial no caminho da modernização gerencial do Estado latino- desempenho estipulados de forma precisa nos contratos de gestão.
americano. Primordialmente, as funções que podem ser realizadas pelos Controle contábil de custos, que estará preocupado não somente com
governos subnacionais e que antes estavam centralizadas, devem ser a checagem dos gastos realizados, mas também com a descoberta de
descentralizadas. Esta medida busca não somente ganhos de eficiência e formas mais econômicas e eficientes de fazer as políticas públicas. A
efetividade, mas também aumentar a fiscalização e o controle social dos aquisição desta última habilidade foi chamada na reforma administrativa
cidadãos sobre as políticas públicas. O Governo opta normativamente inglesa de incorporação da “consciência de custos” no serviço público. A
pela descentralização, mas faz ressalvas quanto à adoção de uma partir disso, os funcionários públicos começaram a valorizar o bom uso do
perspectiva em que o processo descentralizador seja sempre, em dinheiro público e, assim, respeitar mais a população pensada como
qualquer circunstância, o único modo de resolver os problemas da contribuinte.
administração pública. Isto porque, em primeiro lugar, a relação entre a

Conhecimentos Específicos 3

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Controle por competição administrada, ou por quase-mercados, nos Com esta mudança, os cidadãos devem participar tanto da avaliação
quais as diversas agências buscam oferecer o melhor serviço público aos como da gestão das políticas públicas, especialmente na área social. No
usuários. Essa competição pode trazer ganhos de eficiência e efetividade caso da avaliação, várias reformas administrativas pelo mundo estão
ao sistema, já que a disputa obriga a uma utilização mais racional dos introduzindo instrumentos de aferição dos resultados dos serviços públicos
recursos e porque a tendência é aumentar o leque de serviços à através da consulta popular. No que se refere à gestão, as comunidades
disposição dos cidadãos. estão assumindo a responsabilidade por programas nas áreas da
E, por fim, o controle social, por meio do qual os cidadãos avaliarão educação, saúde e habitação, como se pode ver em diversas experiências
os serviços públicos ou participaram de sua gestão. O controle social é um bem sucedidas na Brasil.
instrumento fundamental para lidar com a complexa relação entre os C - Uma Reforma Democrática e Progressista
cidadãos e seus agentes, os políticos e os burocratas. Obviamente o A Reforma Gerencial do Estado precisa assumir uma estratégia
controle da burocracia feito pelos políticos é essencial na democracia diferente da assumida pelas reformas até então. Primeiro, utilizando-se do
representativa, mas seguramente ele não é o único que garante a aprendizado adquirido diante dos erros cometidos. Segundo, e mais
informação necessária à população avaliar o caráter público das ações do importante, os objetivos da Reforma Gerencial são diferentes dos
Estado. Tem mostrado-se que controle da população sobre a burocracia - presentes nas primeiras reformas implantadas na Brasil.
supervisão de tipo “alarme de incêndio” - é o que assegura a maior A primeira rodada de reforma, de cunho mais neoliberal, colocou a
otimização da relação entre o principal (cidadãos) e seus agentes burocracia pública e a esquerda tradicional na defensiva, já que estes
governamentais, uma vez que o custo da informação é menor do que na grupos insistiam em fechar os olhos para a grave crise que assolava o
relação estabelecida entre políticos e burocratas e os ganhos imediatos à Estado latino-americano. Mas sabemos hoje que os meios utilizados por
sociedade são maiores. essas reformas não levaram à resolução dos problemas. No que se refere
Além destes controles vinculados ao modelo da Reforma Gerencial do à administração pública, as medidas inicialmente tomadas enfatizaram a
Estado, é preciso reforçar o controle judicial sobre atos ilícitos e para demissão de funcionários (downsinzing), a eficiência a qualquer custo e a
garantir a uniformidade de tratamento aos cidadãos. Esta questão é identificação pura e simples da administração pública com a administração
extremamente relevante no Brasil, dada a histórica fragilidade dos órgãos de empresas.
judiciários na região, ao contrário da experiência norte-americana ou A Reforma Gerencial do Estado posiciona-se contra esta receita. Ela
mesmo europeia. Duas razões justificam atualmente o reforço do controle vê na demissão apenas um recurso - e certamente não o mais relevante -
judicial como um aspecto importante do processo de reforma do Estado. A para se alcançar equilíbrio fiscal e eficiência. Mais do que isso, o critério
primeira é que a confiança dos agentes econômicos no Judiciário, de que a redução de pessoal não deve ser abordada como um fim em si
sobretudo em sua relação de fiscalização do Poder público, é fundamental mesma ou como uma mera reação a problemas fiscais. Sem planejamento
para estabelecer o bom funcionamento do mercado. E mais importante, é cuidadoso dos programas de corte, o risco de curto prazo é o êxodo dos
fundamental aprimorar o controle judicial no continente latino-americano, melhores. Os riscos de longo prazo incluem a desmoralização dos
pois os direitos civis e a efetividade da lei não são respeitados funcionários públicos, a qualidade inferior do serviço e a perda de
integralmente pelo Poder público. Cabe lembrar que os usuários dos credibilidade se os cortes forem percebidos como arbitrários e opacos.
serviços públicos em nosso continente de modo geral não têm protegidos A Reforma Gerencial do Estado também não busca a eficiência a
os seus direitos de consumidores. De fato, o modelo gerencial pode mudar qualquer custo. Primeiro porque a eficiência não pode ser descolada da
muito esta situação, mas fica a pergunta: e quando tais direitos não forem efetividade, pois otimizar os recursos públicos sem oferecer bons serviços
respeitados? Os controles gerenciais, em suma, precisam ter como ou resolver os problemas sociais é incompatível com os valores que
salvaguarda última o controle judicial. estamos defendendo. Além disso, o modelo gerencial deve subordinar a
Com relação ao segundo tipo de agência descentralizada, que atua eficiência ou qualquer outro critério racional administrativo ao critério
nos serviços sociais e científicos, o Governo defende que o Estado deve democrático, expresso na vontade popular. São os critérios definidos nos
continuar atuando na formulação geral, na regulação e no financiamento espaços públicos que devem prevalecer sobre qualquer racionalidade
das políticas sociais e de desenvolvimento científico-tecnológico, mas que técnica, e por isso a Reforma Gerencial do Estado se afasta de qualquer
é possível transferir o provimento desses serviços a um setor público não visão tecnocrática de gestão.
estatal em várias situações. De antemão, é preciso frisar que não se trata Desse modo, a Reforma gerencial não opta pelos princípios do
da privatização dos serviços públicos na área social. O Estado continuará mercado como o ordenador por excelência dos novos rumos do setor
sendo o principal financiador e, mais do que isso terá um papel regulador público. A proposta do CLAD é de que o caminho para modernizar a
no sentido de continuar definindo as diretrizes gerais e poder retirar a administração pública passa pela redefinição das relações entre a
provisão de determinadas políticas caso seus mantenedores não estejam sociedade e o Estado, construindo uma esfera pública que de fato envolva
realizando um trabalho de acordo com o esperado pelos cidadãos. Essa a sociedade e os cidadãos na gestão das políticas públicas.
confusão conceitual provém de uma visão dicotômica que contrapõe o Por fim, a Reforma Gerencial do Estado, como definimos
“estatal” ao “privado”. Assim, se o Estado não está realizando diretamente anteriormente, tem muito clara a distinção entre a administração pública e
a prestação dos serviços, logo eles foram privatizados. a administração de empresas.
Além disso, os grupos sociais que assumem esse espaço público Portanto, não se trata de uma proposta contra os servidores públicos.
não-estatal, em sua maioria, possuem uma motivação que vai além da Procura-se compatibilizar a profissionalização dos setores fundamentais
pecuniária. Isto ocorre, sobretudo porque o compromisso ideológico com a da burocracia com o aumento da responsabilização dos funcionários
causa em questão - serviços na área educacional ou assistência à velhice, públicos frente à sociedade e ao sistema político.
por exemplo - estreita os vínculos dos membros dessas organizações, O Governo propõe uma nova burocracia, e não o seu fim. Com novos
sendo mais relevante do que os preceitos organizacionais burocráticos ou estímulos no ambiente de trabalho, dada a mudança gerencial da gestão,
aqueles voltados ao lucro. Em políticas como as da área social, é de os funcionários tornar-se-ão mais autônomos e responsáveis
importância capital a dedicação humana, mais presente em organizações (empowerment) e não peças de uma engrenagem sem vida. Certamente
cuja base é a solidariedade. terão que ser mais treinados e bem pagos, contudo terão que responder
Uma outra vantagem trazida pelo conceito de público não-estatal é precisamente às metas do contrato de gestão e às demandas do cidadão-
mostrar que o Estado precisa aumentar sua capacidade de cooperação usuário. Para parte do funcionalismo, os contratos de trabalho serão
com a comunidade, o Terceiro Setor e o mercado. Sem isso, os governos flexibilizados, mas continuará sendo objetivo do Estado dignificar a função
terão dificuldade de melhorar a prestação dos serviços públicos. pública.
Finalmente, o setor público não-estatal tem a grande vantagem de A Reforma Gerencial do Estado também não é conservadora, como
tornar mais democrática a prestação e a gestão dos serviços públicos. alardeiam alguns grupos, muitos deles temerosos de perder o seu statu
Esse é um aspecto capital do modelo gerencial, tal como mostramos logo quo. Ao contrário, ela é uma proposta essencialmente progressista, pois:
adiante. - Afirma a responsabilidade do Estado pelos direitos sociais e o seu
B6) Outra característica importante da Reforma Gerencial do Estado é papel financiador na área dos serviços sociais de educação, saúde e
a orientação da prestação dos serviços para o cidadão-usuário. cultura.

Conhecimentos Específicos 4

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
- Pressupõe que a função do Estado no plano do emprego não é dar A administração geral tem pleno controle dos destinos da empresa e
emprego, mas criar condições favoráveis ao pleno emprego. Para isso, é há segurança de que a ação esteja orientada para a missão, porque é
preciso garantir condições macroeconômicas saudáveis e, sobretudo, muito fácil atribuir, localizar e cobrar responsabilidades dentro de uma
investir maciçamente em educação, grande porta para a empregabilidade estrutura onde a divisão de tarefas é muito cristalina
no século XXI. Há pequena confusão em relação sobre quem tem que fazer o que já
- Busca ampliar o espaço público, com a criação do conceito do que as responsabilidades estão muito bem definidas.
público não-estatal e procura aumentar as formas de participação popular O número de gerentes tende a ser econômico
na avaliação e controle dos serviços públicos. O desenvolvimento da experiência e da competência técnica fica
O Brasil passou por uma grande crise na década de 80 e está favorecido, porque os especialistas funcionais ficam juntos.
buscando sua superação ao longo dos anos 90. A consciência dos erros Com o aumento da especialização e da competência, torna-se fácil
das reformas anteriores já existe, e por isso é preciso assumir a Reforma absorver novas técnicas e conceitos relacionados com as operações de
Gerencial, para a qual o Brasil já está preparado, como o instrumento cada área. Há uma tendência à administração eficaz.
fundamental para tornar o Estado capaz de atuar positivamente em prol do Se o tamanho aumenta muito, certos problemas podem surgir. Entre
desenvolvimento econômico sustentado, da melhor distribuição de renda e eles, o da excessiva especialização, porque as funções vão subdividindo-
da consolidação da democracia. se sucessivamente e com isso criam-se novas camadas funcionais e
Processo administrativo. Funções da administração: planejamento, novos cargos especializados. A estrutura tende a tornar-se complexa e
organização, direção e controle. Estrutura organizacional. Cultura “feudalizada” , acarretando um distanciamento dos objetivos gerais.
organizacional.
ORGANIZAÇÃO TERRITORIAL
A administração pública pode ser definida objetivamente com A alternativa da organização territorial torna-se uma exigência quando
CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DAS ORGANIZAÇÕES FORMAIS a empresa opera em lugares físicos diferentes e em cada local é
Uma organização é uma combinação de esforços individuais que tem necessário alocar certo volume de recursos ou certa autonomia, e também
por finalidade realizar propósitos coletivos. Além de pessoas, as quando é possível promover algum tipo de agregação por proximidade.
organizações utilizam outros recursos, como máquinas e equipamentos, Quando a organização usa este critério geográfico de
dinheiro, tempo, espaço e conhecimentos. departamentalização, cada unidade de trabalho corresponde a um
Por meio de uma organização, é possível perseguir e alcançar território. O gerente dessa unidade é responsável por tudo aquilo que
objetivos que seriam inatingíveis para uma pessoa. Uma grande empresa aconteça dentro de seu território ou região.
ou uma pequena oficina, um laboratório de análises ou um corpo de O critério territorial é usado no primeiro escalão quando há um grau
bombeiros, um hospital ou uma escola são todos exemplos de elevado de dispersão geográfica de todas as atividades. Este é o caso que
organizações. será analisado adiante, no segmento divisionalização.
As organizações têm características importantes que as diferenciam
de outros grupos sociais, como a família, as multidões, os passageiros de ORGANIZAÇÃO POR PRODUTO
um veículo coletivo e a massa de consumidores de determinado produto. Quando a empresa trabalha com vários produtos, que apresentam
As principais são: diferenças importantes entre si pode ser melhor tratá-los separadamente,
Propósito no que diz respeito aos processos de fabricá-los e comercializá-los
Divisão do trabalho, e Isto conduz a uma forma de organizar onde a responsabilidade é
Coordenação. atribuída tendo o produto como critério. Cada unidade de trabalho,
Todas as organizações formais são burocracias, ou seja, há excesso consequentemente, tem responsabilidade sobre um grupo de operações
de regulamentos, há gente demais para fazer pouca coisa, há muitas ou sobre a totalidade das operações relativas a um produto.
tramitações a serem percorridas num processo. Esta alternativa pode ser usada tanto em empresas industrias, para
estruturar linhas de produção , ou comerciais, para especializar o trabalho
ORGANIZAÇÃO FUNCIONAL de vendas.
Qualquer empreendimento pode ter seu propósito básico dividido ORGANIZAÇÃO POR FASES
numa sequência de funções ou operações principais. Um primeiro critério Dentro da função de produção das empresas industriais e em outras
que se pode adotar, para dividir a organização em departamentos, operações, mesmo de escritório, que envolvem a montagem de um
consiste em usar funções como base para a divisão do trabalho. Assim produto final, uma possibilidade de organização frequentemente
uma organização segue o critério funcional de departamentalização empregada é a criação de departamentos que têm responsabilidades
quando cada departamento corresponde a uma função principal. Há um sobre cada um dos estágios pelos quais passam os materiais até se
administrador geral que comanda o conjunto todo e, logo abaixo, cada transformarem no produto final. Neste caso, os indivíduos e os recursos
integrante do primeiro escalão hierárquico é responsável por uma por eles utilizados são agrupados em função de sua posição na sequência
atividade especifica: produção, vendas, finanças, e assim por diante. dos estágios que foram definidos pela administração. Esses estágios - ou
O modelo funcional de departamentalização presta-se a um grande fases - podem abranger todo o processo de montagem ou fabricação, ou
número de utilidades. Ele é usado em primeiro lugar, por organizadores uma parte dele que se julgue mais importante.
que:
Estão no começo de sua vida ORGANIZAÇÃO POR CLIENTE
São de pequeno porte; Assim como a organização por produto é a escolha natural no caso de
Manufaturam apenas um produto. haver distinções marcantes entre os produtos, à diversificação dos clientes
O modelo funcional também é usado por grandes empresas quando é o fator que determina a escolha da organização por cliente. O Volume
as seguintes condições estejam presentes: de compras, a intensidade e a frequência do atendimento exigido e outros
Pequena diversificação tecnológica ou de produtos: há um número fatores diferenciam os clientes uns dos outros.
pequeno de produtos, ou todos são fabricados usando a mesma O ponto extremo da organização por cliente é a criação de um
tecnologia básica. departamento para cada cliente, ou pelo menos, para cada um dos
Venda e distribuição dos produtos pelos mesmos tipos de canais clientes ,mais trabalho ou do faturamento da organização. Agências de
Execução de operações numa mesma área geográfica publicidade e empregar esta opção, onde cada cliente é uma conta.
Ambiente externo estável (consumo, fornecimento e concorrência
relativamente constantes). ORGANIZAÇÃO DISCIPLINAR
O critério funcional também pode ser usado sucessivamente, nas Organizações como escolas, laboratórios industriais e centros de
partes menores dos departamentos, dividindo-se o trabalho de acordo pesquisa, que têm como objetivos a educação e a produção de
com as operações principais dessas partes. informações costumam empregar a alternativa da divisão do trabalho
Em todos os casos onde é utilizada, a estrutura funcional apresenta segundo os ramos do conhecimento, disciplinas ou especializações
algumas características como: profissionais.

Conhecimentos Específicos 5

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Neste caso, casa departamento corresponde a um grupo de Um projeto compreende todas as tarefas necessárias para realizar um
especialistas em determinada área do conhecimento, que procuram objetivo específico, e a pessoas que nelas trabalham formam a equipe do
alcançar objetivos como: projeto. Há pelo menos três alternativas para a organização de projetos.
Obter novos conhecimentos por meio de pesquisa. Projetos puros
Aplicar o conhecimento disponível à solução de problemas A primeira possibilidade para organizar projetos é estruturar toda a
Transmitir o conhecimento a estudantes ou à comunidade em geral. empresa em forças tarefas, com exceção de um grupo centralizado de
pessoas que respondem pelos serviços de infra-estrutura administrativa.
ORGANIZAÇÃO POR PERÍODO Neste modelo, cada um dos projetos corresponde a uma equipe diferente
Atividade que devem ser executadas ininterruptamente, ou que vão das demais , com responsabilidade sobre um produto final ou serviço
além do chamado horário comercial de trabalho, podem ser divididas em específico.
períodos, chamados turnos. Neste caso, cada turno corresponde a um Este modelo de organização de projeto tem a vantagem evidente de
grupo diferente de indivíduos que trabalham em determinado horário, possibilitar a concentração da equipe nos objetivos de seu projeto e de
sendo o chefe do turno responsável pelas tarefas executadas durante orientá-la eficazmente em direção ao problema a ser resolvido. No entanto
aquele período de trabalho. Esta alternativa é muito empregada em tem a desvantagem evidente da ociosidade de cada equipe, uma vez que
determinados tipos de linhas de produção e prestação de serviços, como seu projeto termine , tornando-se necessário desmobilizá-la ou demitir
hospitais segurança pública e agências bancárias. seus integrantes se não houver possibilidade de distribuí-los entre as
demais equipes.
ORGANIZAÇÃO POR QUANTIDADE
A organização por quantidade é o que o próprio nome diz: as pessoas Projetos Autônomos
são agrupadas em quantias, em função do volume de trabalho a ser Um projeto autônomo é uma força tarefa “encaixada” dentro de uma
realizado o qual geralmente é o mesmo para cada uma das quantias. É estrutura maior, que pode estar organizada segundo qualquer um dos
provavelmente o critério de organização sobre o qual primeiro se critérios anteriores. Esta é uma solução interessante quando a
escreveu, estando registrado na Bíblia como a forma empregada por organização tem uma predominância de atividades rotineiras, combinadas
Moisés, seguindo o conselho de Jetro, para dividir os hebreus em grupos. com a ocorrência muito esporádica de projetos, ou quando há uma
As forças armadas, com sua estrutura de divisões, regimentos e atividade importante demais para ser tratada de modo comum.
batalhões, também o empregam desde a antiguidade. As empresas
modernas quando têm que lidar com grandes volumes de produção fazem Estrutura Matricial
a mesma coisa. O volume total é dividido em linhas de produção, cada A estrutura do tipo matricial pode ser empregada quando for
uma delas correspondendo a uma gerência, que fazem todas a mesma necessário conduzir diversos projetos de natureza similar, utilizando os
coisa. mesmos recursos humanos. Em seu modelo “ideal” este tipo de estrutura
consiste em uma organização funcional estável combinada com uma
DIVISIONALIZAÇÃO estrutura consiste em uma organização funcional estável combinada com
A divisionalização é um processo de atividades e de autoridade pelo uma estrutura horizontal de coordenação que comanda e orienta os
qual cada unidade de trabalho passa a desfrutar de grande autonomia - recursos humanos especializados para a execução de um mais projeto.
com uma dose correspondente de responsabilidade. Essa A vantagem da estrutura matricial decorre da combinação de dois
descentralização torna-se uma necessidade quando a organização cresce, outros tipos de estrutura. Enquanto a organização funcional favorece a
passando a atuar em grandes extensões geográficas, a atender a especialização e a acumulação de conhecimentos, a organização por
mercados muito diferentes uns dos outros, ou a operar linhas muito projetos favorece a orientação para algum tipo de resultado ou problema a
diversificadas de produtos e serviços ser resolvido.
Quando se emprega a divisionalização, os produtos ou as áreas Uma análise dessa combinação de vantagens foi feita pelo professor
geográficas vêm em primeiro lugar, logo abaixo do administrador geral, ás Roberto Sbragia que estudou a ocorrência da estrutura matricial em
funções, seguem-se as gerências de produto ou território. institutos de pesquisa. Neste tipo de empresa, em geral organiza por meio
Uma divisão, portanto, é uma unidade de trabalho que tem de uma estrutura disciplinar, as divisões técnicas realizam algumas
responsabilidade sobre um produto ou sobre um território e, de maneira atividades continuamente, tais como ensaios, testes, atendimento de
geral , engloba todos os recursos necessários à produção e consultas, pesquisas produção de materiais diversos em pequenas
comercialização do respectivo produto na respectivo território. quantidades.
De outro lado, a estrutura matricial compromete os princípios
ORGANIZAÇÕES DE PROJETOS clássicos da unidade de comando e da equivalência entre
As diversas possibilidades da estrutura funcional e a estrutura responsabilidade e autoridade, por causa da dupla subordinação e porque
divisional prestam-se a atividades ou organizações cujas atividades são nem sempre o gerente de projeto tem a dose necessária de poderes
rotineiras e programadas. formais para garantir o desempenho dos profissionais que lhe são
Certos empreendimentos, no entanto, não seguem nenhum padrão de emprestados.
uniformidade. Eles podem ser muito esporádicos, ou ocorrer uma única
vez na vida da organização e mesmo repetir-se, mas nunca duas vezes do COMO ESCOLHER UMA ESTRUTURA
mesmo jeito. Qual é o tipo especifico de estrutura organizacional que se deve usar?
Nesse caso, por exemplo, estão atividades como: Para selecionar o padrão estrutural mais apropriado, é preciso levar
Certos tipos de industria que trabalham por encomenda, em particular em conta diversos fatores. Alguns deles são os seguintes:
a indústria de grandes equipamentos. Diversidade ou homogeneidade de operações, por causa da
Certos tipos de serviços prestados também sob encomendas, como tecnologia empregada, por exemplo, na produção ou nas matérias-primas.
congressos e convenções, programas de treinamento, corridas de Diversidade ou homogeneidade dos canais de distribuição das fontes
automóveis, eleições presidenciais e grandes competições esportivas. de recursos e das necessidades do consumidor ou usuário.
Implantação de mudanças organizacionais de larga escala e foco bem Natureza da organização (pública, privada, banco, sindicato, escola
definido - novos métodos , procedimentos e tecnologia. etc.)
Pesquisa, desenvolvimento e lançamento de novos produtos. Ênfase estratégia (estabilidade e eficiência ou expansão e eficácia).
Implantação e operação de novas instalações fabris, ou transferência Proporção entre atividades de rotina e de inovação: uma das duas
de sede de um cidade para outra predomina ou têm a mesma importância?
Para organizar as pessoas e os recursos empenhados em atividades Turbulência em contraposição a tranquilidade no ambiente:
como as destes exemplos, que têm começo e fim definidos, a alternativa a estabilidade ou instabilidade no comportamento de clientes, fornecedores
ser considerada é alguma forma de organização de projeto. e outros segmentos do ambiente organizacional.
Participação de cada um dos produtos serviços ou linhas no volume
total de recursos empregados ou resultados obtidos pela empresa.

Conhecimentos Específicos 6

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Ênfase da administração superior na centralização ou um grande almoxarifado central, cujos itens de estoque atendem à maior
descentralização de autoridade e atividades. parte das necessidades da empresa.
Num determinado estudo, os diferentes fatores que influenciam a Dessa forma, as atividades de prestação de serviços ficam
estrutura, como os dessa relação, forma simplificada e agrupada em três descentralizadas, facilitando o atendimento adaptado às necessidades e,
categorias principais: ao mesmo tempo, a autoridade pelas compras fica centralizada,
Grau de diversificação de produtos e clientes; preservando a economia de compras, cadastro de fornecedores,
Ênfase dos planos e objetivos; e licitações, e assim por diante. Essa é a vantagem de especialização que
Alocação dos recursos favorece a descentralização.
A tarefa de organizar não termina com a divisão do trabalho e a Entretanto, se a especialização é uma vantagem da descentralização,
escolha de uma estrutura. Não apenas é preciso acompanhar e avaliar a a necessidade de coordenação é um motivo que provoca a centralização.
estrutura escolhida, como também há muitas outras decisões que se deve É esse papel que exercem os conselhos de administração e as holdings,
tomar a fim de torná-la viável. que procuram preservar a uniformidade de conduta em suas diferentes
empresas.
NATUREZA A necessidade de economia é outro fator que costuma provocar a
Por estrutura entende-se um sistema estável formado de vários centralização. Como a dispersão de atividades e de autoridade
elementos coordenados ou relacionado de determinada maneira. Se o normalmente implicam o aumento do número de pessoas e instalações ,
termo refere à estrutura da empresa, então admitem-se várias acepções. organizações com problemas de dinheiro ou em épocas de crise procuram
A mais elementar delas é a que define a estrutura como uma equipe de evitá-las.
homens da qual derivam todas as realizações da empresa. Uma segunda
acepção é aquela que considera a estrutura como um conjunto de níveis PROCESSO ORGANIZACIONAL
hierárquicos e de inter-relações entre diferentes grupos de homens ao Na operação diária de uma organização principalmente aquelas que
desenvolverem sua atividade profissional. Diz-se também que a estrutura estão em processo de amadurecimento e consolidação, é possível que
é um esquema de organização que determina quem depende de quem, e ocorram indefinições de responsabilidade e autoridade , tais como
como se dividem e se integram as tarefas. duplicação de esforços ou omissão; certas atividades são executadas por
Esta última acepção pressupõe que na empresa se realizem trabalhos mais de uma pessoa ou certas coisas deixam de ser feitas, porque alguém
diretivos e operativos. Os primeiros relacionados com as tomadas de acha é incumbência de outro.
decisões apontam os objetivos determinados, que se alcançam mediante Com a mudança de pessoas, que normalmente ocorre em qualquer
uma condução adequada dos homens e com a autoridade que a empresa, em com o simples passar do tempo, também é possível que a
competência específica confere. Os segundos são as atividades divisão do trabalho comece a ficar confusa.
padronizadas, que se repetem sob essa condução. Os instrumentos a que A estrutura organizacional necessita de revisão e de manutenção
se refere esta acepção são os meios disponíveis para essa atividade. periodicamente, e para isso existem ferramentas apropriadas. Uma delas
é o organograma linear, que aplica particularmente às situações
FINALIDADES exemplificadas acima.
As finalidade seriam: melhorar o produto, melhorar o volume de O organograma linear é um recurso gráfico no qual está embutida
vendas e os serviços, aumentar a rentabilidade, melhorar a imagem junto uma técnica para analisar três coisas, simultaneamente:
ao público, melhorar as relações humanas dentro da organização e Atividades.
melhorar a capacidade organizacional de resposta a situações futuras. Departamentos envolvidos na execução dessas atividades.
Divisão de autoridade e responsabilidade dos departamentos na
CENTRALIZAÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO execução das atividades.
Uma das questões enfrentadas por organizações de grande porte, ou
que passam por processos de mudanças ou crescimento diz respeito à COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL: MOTIVAÇÃO
concentração ou dispersão do poder e de certas atividades. Esta questão A motivação (derivada do latim motivus, movere, mover) indica o
envolve decisões de centralizar ou descentralizar que se referem a dois conjunto de razões ou motivos que explicam, induzem, incentivam,
aspectos das organizações: a autoridade e as atividades. estimulam ou provocam algum tipo de ação ou comportamento. Dentro de
Atividades campos especializados, a palavra motivação adquire significados
A descentralização de atividades é também chamada de dispersão específicos. Por exemplo, motivação do consumidor refere-se às razões
geográfica. Há centralização quando as atividades são executadas num que induzem o comportamento de comprar; a pesquisa motivacional é o
mesmo local; inversamente, há descentralização quando diferentes locais estudo das atitudes do consumidor em relação a produtos e serviços.
abrigam atividades de uma mesma natureza. Esta configuração significa A motivação para o trabalho é uma expressão que indica um estado
que as atividades relativas à função de recursos humanos estão psicológico de disposição ou vontade de perseguir uma meta ou realizar
descentralizadas (dispersas) no nível de cada fábrica, de forma que as uma tarefa. Uma pessoa motivada para o trabalho é uma pessoa com
questões locais são tratadas localmente. disposição favorável para perseguir a meta ou realizar a tarefa. Estudar a
motivação para o trabalho é procurar entender quais são as razões ou
Autoridade motivos que influenciam o desempenho das pessoas, que é a mola
Autoridade está centralizada quando o poder de decisão sobre propulsora da produção de bens e da prestação de serviços.
determinados assuntos permanece nas mãos de uma pessoa ou grupo de
pessoas, sem que os executores da decisão ou outros interessados MOTIVOS INTERNOS
possam participar do processo. Inversamente, quando o poder de decisão Os motivos internos são as necessidades, aptidões, interesses e
está distribuído, diz-se que a autoridade foi descentralizada, ou que há habilidades do indivíduo, que o fazem capaz de realizar certas tarefas e
delegação de autoridade. Por exemplo, quando o diretor industrial permite não outras; que o fazem valorizar certos comportamentos e menosprezar
que o gerente de produção estabeleça suas metas de fabricação mediante outros. São impulsos interiores, de natureza fisiológica e psicológica,
entendimentos diretos com o gerente de vendas subordinado do diretor afetadas por fatores sociológicos necessidades, frustração, aptidões,
comercial, está havendo delegação de autoridade nesse assunto habilidades, atitudes e interesses.
específico. Entre os motivos mais importantes estão as necessidades humanas.
A fome, por exemplo, é uma necessidade que motiva o organismo a
Centralizar ou Descentralizar? procurar alimento. Quanto mais forte essa necessidade, maior será o
Tanto a centralização quanto a descentralização oferecem vantagens empenho em satisfazê-la - mais intensa será a motivação. Uma vez
e há inúmeros fatores que influem em cada uma das duas possibilidades. satisfeita a necessidade, o organismo entra num estado de saciedade ou
Uma grande empresa tem em sua área industrial, um setor de fabricação, satisfação, e o objeto do comportamento - no caso da fome, o alimento -
organizado por produtos e dois laboratórios, um de análise de matéria- deixa de representar um estímulo, porque se extinguiu o impulso interno
prima e outro de análise de produtos acabados. Essa mesma organização para persegui-lo.
tem em sua área administrativa, um setor de suprimentos, que administra

Conhecimentos Específicos 7

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Necessidades inerentes à condição humana, como as de Os incentivos monetários também podem ser combinados com outras
alimentação, reprodução , abrigo e segurança , são básicas ou primárias. modalidades de premiação. Pode-se oferecê-los em ocasiões especiais ,
Elas tornam todos os indivíduos iguais uns aos outros. São também como um salário extra atingimento de uma meta de desempenho.
chamadas necessidades de sobrevivência.
LIDERANÇA
Hierarquia das necessidades “É mais fácil apontar alguém que tem liderança do que tentar definir o
A noção de que as necessidades humanas estão organizadas numa que seja liderança”. Não apenas é extremamente difícil dizer o que é
espécie de ordem ou hierarquia desempenha papel importante campo do liderança”, como também o conceito do que é o líder varia de pessoa para
comportamento humano nas organizações pessoa, de grupo para grupo, e de situação para situação. Teremos todos
Necessidades básicas: Abrigo, Vestimenta, Fome, Sede, Sexo, que concordar que o Papa, por exemplo, tem essa capacidade, apesar
Conforto. que aqueles que não são católicos não a aceitam. Mesmo estes, no
Necessidades de segurança: Proteção, Ordem, Consciência dos entanto , não poderão deixar de reconhecer que ela existe dentro de
perigos e riscos, Senso de responsabilidade. determinado universo de valores. Além disso, ficamos em dúvida sobre a
Necessidades de participação: Amizade, Inter-relacionamento base de sua liderança : ela está no indivíduo , na posição que ele ocupa
humano, Amor. ou na instituição que ele simboliza?
Necessidades de estima: Status, Egocentrismo, Ambição, Exceção. Definição
Necessidades de auto - realização : Crescimento pessoal, Aceitação Há muitas definições desse fenômeno social complexo que é a
de desafios, Sucesso pessoal, Autonomia. liderança. A explicação mais simples diz que o indivíduo A é um líder (ou
De acordo com Maslow: tem liderança) quando consegue conduzir as ações ou influenciar com
As necessidades básicas manifestam-se em primeiro lugar, e as sucesso o comportamento dos indivíduos B, C, D etc.
pessoas procuram satisfazê-las antes de se preocupar com as de nível Nessa definição, está caracterizada a natureza da liderança como
mais elevado. fenômeno, sem discutirmos, ainda , os motivos pelos quais os indivíduos
Uma necessidade de uma categoria qualquer entre as cinco precisa B,C, D etc. concordam em ser conduzidos ou deixam que seu
ser atendida antes que a necessidade de uma categoria seguinte comportamento seja influenciado pelo indivíduo A .
represente uma preocupação. Em outras palavras, se uma necessidade Outra definição diz o seguinte:
não for satisfeita, a pessoa ficará estacionada nesse nível de motivação. “Liderança é a realização de uma meta por meio da direção de
Uma vez atendida, uma necessidade deixa de representar uma colaboradores humanos. O homem que comanda com sucesso seus
preocupação. Em outras palavras, se uma necessidade não for satisfeita, colaboradores para alcançar finalidades específicas é um líder. Um grande
a pessoa ficará estacionada nesse nível de motivação. líder é aquele que tem essa capacidade dia após dia, ano após ano ,
Uma vez atendida, uma necessidade deixa de representar uma numa grande variedade de situações”.
preocupação, e a pessoa a ser motivada pela ordem seguinte de Quem são os líderes?
necessidades. Um líder não é apenas um personagem proeminente, que pertence à
história ou tem uma aura de sobrenaturalidade a seu redor. Há muitas
MOTIVOS EXTERNOS situações nas organizações e na vida social que envolvem essa
Os motivos externos são estímulos ou incentivos que o ambiente capacidade de comandar visando à realização de objetivos.
oferece ou objetos que a pessoa persegue porque satisfazem a uma Que tipos de líderes há?
necessidade, despertam um sentimento de interesse ou representam a Em segundo lugar, é importante distinguir administradores formais de
recompensa a ser alcançada. Um discurso de exortação feito por um líder lideres informais. Não que os dois sejam mutuamente exclusivos, mas há
político, um desafio proposto pelo gerente de vendas, uma escala de diferença entre por exemplo, o presidente de uma empresa e o dirigente
progressão salarial, “o que eu quero ser quando crescer” e até mesmo o sindical que mobiliza seus empregados numa manifestação ou greve
chicote usado pelos antigos feitores de escravos são exemplos desses contra essa mesma empresa. A diferença é que o primeiro tem poder
estímulos externos. formal (ou autoridade formal) sobre seus funcionários, enquanto o
Os motivos externos podem ser divididos em duas categorias segundo está exercendo uma liderança informal, ou simplesmente
principais - o trabalho - segundo uma classificação feita numa teoria liderança, sobre os mesmos funcionários, visando a meta de fazer
proposta por Frederick Herzberg, que exerceu grande influência nos manifestação ou greve.
estudos sobre a motivação. Por que há liderados?
A estes aspectos foi dado o nome de fatores intrínsecos ou fatores de O terceiro aspecto importante no fenômeno da liderança envolve os
motivação propriamente dita entre estes encontravam-se os seguintes: motivos que levam um grupo a concordar com a influência de um líder
O trabalho em si. sobre seu comportamento.
A realização de algo importante A compreensão do fenômeno da liderança precisamente nesse ponto:
O exercício da responsabilidade os motivos que levam uma pessoa a ser capaz de influenciar o
A possibilidade de crescimento comportamento alheio. Esta é a questão essencial, que abrange as duas
anteriores.
Teoria dos dois fatores Felizmente, o conhecimento disponível oferece-nos uma classificação
Por outro lado, os aspectos insatisfatórios diziam respeito mais ao desses motivos, chamado bases da autoridade.
contexto do trabalho, ou seja, às condições dentro das quais o trabalho
era executado. A estes aspectos foi dado o nome fatores extrínsecos ou ESTILOS DE LIDERANÇA
higiênicos e eram: Uma ideia bastante disseminada sobre os estilos de liderança coloca
Estilo de supervisão os três comportamentos - autocrático, democrático e liberal - não como
Relações pessoais categorias totalmente distintas e isoladas umas das outras, mas como
Salário pontos de referência dentro de uma escala.
Políticas de administração de pessoal Comportamentos autocráticos
Condições físicas e segurança do trabalho. Os comportamentos autocráticos correspondem ao uso propriamente
Incentivos monetários dito da autoridade formal e de seus instrumentos, e suprimem a
A premiação em dinheiro é a mais simples que uma empresa pode participação ou influencia dos subordinados no processo decisório do
usar. É também muito tradicional e largamente usada: comissões de dirigente. A autocracia, como comportamento do dirigente, pode ser
vendas, bonificações por peças produzidas, participação nos lucros e “suave “ ou forte.
prêmios por sugestões são apenas alguns dos inúmeros exemplos que Comportamentos democráticos
esta modalidade de premiação oferece. O dinheiro é fácil de manejar; é Os comportamentos do tipo democrático pressupõem alguma espécie
algo de que todos precisam e tem a vantagem de que o ganhador pode de influência ou participação dos subordinados no processo de decisão ou
escolher o que fazer com ele. de uso da autoridade por parte do dirigente. Aqui também, temos mais e
menos democracia.

Conhecimentos Específicos 8

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Comportamentos Liberais O efeito Pigmalião nas organizações
No caso dos comportamentos liberais, o gerente ou líder transfere sua Aplicado ao trabalho dos gerentes, o conceito do efeito Pigmalião
autoridade para os subordinados, conferindo-lhes o poder de tomar propõe que o desenvolvimento, a motivação e o desempenho de uma
decisões que os afetam e que afetam o próprio gerente ou líder. Ser pessoa dependem em parte da forma como ela é tratada por outros, em
liberal, em termos de comportamento do líder, implica a decisão de particular por aqueles outros que têm sobre ela alguma espécie de
abdicar racionalmente do poder de decisão. ascendência, como é o caso de seus chefes. Esse tratamento, por sua
vez, é produto das expectativas que a segunda pessoa tem em relação
LIDERANÇA SITUACIONAL aos alunos.
Um dos modelos mais populares de liderança que se baseiam na
ideia de dois estilos - tarefa versus pessoa - é a grade gerencial INFLUÊNCIA DA PERCEPÇÃO
(managerial grid, no original), de Blake e Mouton . A percepção pode ser definida como um processo de aquisição e
Autoridade versus liberdade interpretação de informações. Uma pessoa faminta vê a comida de forma
Dos autores que disseminaram a ideia da liderança situacional, diferente de outra satisfeita, porque aquilo que ocorre em seu organismo
Tanenbaum e Schmit estão entre os primeiros que tentaram definir os altera psicologicamente as propriedades intrínsecas do estímulo,
fatores que poderiam influenciar a escolha do estilo de liderança e a emprestando-lhe um significado particular. Por isso, é a percepção: a
eficácia do dirigente. Eles desenvolveram a ideia de um continuum ou maneira como o estímulo é visto e interpretado.
spectrum da liderança , dentro do qual a autoridade do gerente e a A percepção resulta de todos os fatores anteriormente analisados: a
liberdade do subordinado se combinam em proporções variadas, e sociedade, o grupo e o próprio indivíduo. Cada um destes exerce sua
propuseram que três conjuntos de “forças” ( ou fatores da situação) pesam influência particular, para que o estímulo seja percebido de maneira
na escolha do estilo de liderança entre essas diferenças possibilidades: peculiar por um indivíduo.
Resumindo
A liderança foi considerada, como produto de diversos aspectos da PRINCÍPIOS E SISTEMAS DE ADMINISTRAÇÃO FEDERAL
personalidade e do comportamento e da capacidade de utilizar o conceito Segundo o artigo 4º do Decreto-lei nº 200, de 25-02-1967, “a
de liderança situacional No entanto, é uma assunto por demais complexo administração Federal compreende”:
para caber numa apostila, e sobre o qual nunca é demais estudar, não I - a Administração Direta, que se constitui dos serviços integrados na
apenas em livros de administração, mas também em outras disciplinas e estrutura da Presidência da República e dos Ministérios.
na observação que no dia-a-dia podemos dos líderes que nos cercam. II - a Administração Pública Indireta que compreende as seguintes
categorias de entidades, dotadas de personalidade jurídica própria:
DESEMPENHO Autarquia; empresas públicas; sociedades de economia mista.
É necessário, portanto, haver sintonia entre os motivos internos e os §1º - As entidades compreendidas na Administração Indireta
externos. As necessidades, interesses a aptidões, de um lado, e os consideram-se vinculadas ao Ministério em cuja área de competência
estímulos que lhes correspondem, de outro, agem simultaneamente para estiver enquadrada sua principal atividade.
motivar o comportamento. A carência de algo que parece importante a Pelo Decreto-lei nº 900 de 29-09-1969, em seu artigo 3º, “Não
pessoa a perseguí-lo. Enquanto permanecer a carência, permanecerá o constituem entidades da Administração Indireta as fundações instituídas
comportamento de busca da satisfação. em virtude de lei federal, aplicando-se-lhes, entretanto, quando recebem
Em outras palavras, para que um estímulo de qualquer natureza subvenções ou transferências à conta do orçamento da União, a
tenha efeito motivador, é preciso que seja visto como recompensa - algo supervisão ministerial”.
que a satisfaz uma necessidade ou responde a um interesse. Dessa Entretanto o Decreto-lei nº 2.299, de 22-11-1986, em seu artigo 1º,
forma, o principal efeito que empresta maior ou menor força a determinado introduziu o §2º ao artigo 4º do Decreto-lei nº 200/67, integrando à
fator de motivação ou satisfação vem do próprio indivíduo, de sua forma Administração Federal Indireta as fundações instituídas em virtude de lei
de encarar o mundo, seus interesses e aptidões. Esses fatores individuais, federal ou de cujos recursos participe a União. E o § 3º exclui as
tão numerosos quanto os indivíduos, exercem o mesmo tipo de influência fundações universitárias e as destinadas à pesquisa, ao ensino e às
que os fatores sociais ou grupais analisados a seguir. atividades culturais, mas apenas para efeitos de inclusão de seus cargos,
empregos, funções e respectivos titulares no Plano de Classificação de
INFLUÊNCIA NO DESEMPENHO Cargos instituídos pela Lei nº 5.645, de 10-12-1970. Referidos parágrafos
O limite do desempenho não é estático e altera-se com a aquisição de foram revogados pelo artigo 10 da Lei nº 7.569, de 10-04-1987. Essa
novos conhecimentos, com o aprimoramento das habilidades e com a mesma lei inclui as fundações públicas entre as entidades constantes do
mudança de atitudes e interesses, por meio de treinamento, educação, inciso II do art. 4º do Decreto-lei nº 200/67 (alínea d).
interação social ou da experiência trazida pela passagem do tempo. Essa O artigo 5º do Decreto-lei nº 200/67 define os seguintes tipos de
evolução constante oferece a cada indivíduo um grande leque de entidades:
possibilidades, cada uma das quais pode concretizar-se ou não, uma vez autarquia => serviço autônomo, criado por lei, com personalidade
que uma pessoa em particular pode estar obrigada a permanecer em jurídica , patrimônio e receita próprios para executar atividades típicas da
determinado patamar de aproveitamento de potencialidades, seja pela Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento,
falta de oportunidade para progredir, pela falta de incentivos, ou por gestão administrativa e financeira descentralizada;
alguma outra razão. empresa pública => entidade dotada de personalidade jurídica de
Efeito Pigmalião nas relações humanas direito privado, com patrimônio e capital exclusivo da união criada por lei
Saindo do plano sociológico para o psicólogo, o fator desencadeador para a exploração da atividade econômica que o Governo seja levado a
tem analogia com a lenda de Pigmalião, da mitologia grega, que se exercer por força de contingência ou de conveniência administrativa,
apaixonou pela estátua da mulher perfeita que havia esculpido. Vênus deu podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito;
vida à uma estátua e transformou em realidade a expectativa de sociedade de economia mista => entidade dotada de personalidade
Pigmalião, de que ela fosse uma mulher de verdade. Por causa disso, o jurídica de direito privado, criada por lei para a exploração de atividade
fator desencadeador analisado por Merton como um fenômeno sociológico econômica, sob forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a
é também conhecido como efeito Pigmalião, quando transposto para a voto pertençam, em sua maioria, à União ou à entidade da Administração
esfera das relações humanas. Indireta, mas somente a União quando a atividade for submetida a regime
O Experimento de Rosenthal de monopólio estatal.
Para comprovar esse conceito, inúmeros experimentos foram, O Poder Executivo assegurará autonomia administrativa e financeira, no
realizados. Um dos mais interessantes, cuja concepção forneceu o modelo grau conveniente, aos serviços, institutos e estabelecimentos incumbidos da
para os demais, foi levado a efeito por Robert Rosenthal, e consistiu em execução de atividades de pesquisa ou ensino ou de caráter industrial,
dizer a uma professora de uma escola primária americana que metade de comercial ou agrícola que, por suas peculiaridades de organização e
seus alunos haviam sido indicados como intelectualmente promissores” funcionamento, exijam tratamento diverso do aplicável aos demais órgãos da
num teste de QI, e que ao longo do curso esses alunos mostrariam um Administração Direta, observada sempre a supervisão ministerial”
desempenho excepcionalmente elevado.

Conhecimentos Específicos 9

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Os órgão a que se refere este artigo terão a denominação genérica de O sub-sistema administrativo, ou gerencial atua sobre o sub-sistema
órgãos autônomos. Vê-se, pois, que os órgãos autônomos fazem parte da técnico, ou operacional, visando a melhor combinação dos recursos
Administração Direta disponíveis, na busca por resultados.
De acordo o 2º, incluído pelo Decreto-lei nº 900/67, “ Nos casos de
concessão de autonomia financeira , fica o Poder Executivo autorizado a O Sub-Sitema Gerencial
instituir fundos especiais, de natureza contábil, a cujo crédito se levarão
todos os recursos vinculados às atividades do órgão autônomo As funções administrativas, estão relacionadas com o sub-sistema de
orçamentários , inclusive a receita própria. Gerência das Organizações, também denominado sub-sistema gerencial.
Recentemente, o Decreto nº 93.872/86, em seu artigo 71, denominou Basicamente esse sub-sistema tem como objetivo conseguir a cooperação
Fundo Especial, para os fins daquele Decreto (o que faria supor a permanente das pessoas, nas diversas áreas de especialização, para
existência de tais fundos em outras circunstâncias) “ a modalidade de alcançar os objetivos organizacionais.
gestão de parcela de recursos do Tesouro Nacional, vinculados por lei à Ao contrário das funções técnicas, que são diferentes conforme as
realização de determinados objetivos de política econômica, social ou particularidades de cada empresa, as funções administrativas se aplicam
administrativa do Governo”. sem exceção a qualquer tipo de organização.
O distingue, das demais, os de natureza contábil os primeiros, Na definição das funções administrativas, identifica-se inicialmente a
referentes a este capítulo, são os constituídos por disponibilidades de Planejamento que por definição, precede a ação. De fato, no princípio
financeiras evidenciadas em registros contábeis, destinados a atender a de grande parte das ações humanas, individuais ou coletivas, está algum
saques a serem efetuados diretamente contra a caixa do Tesouro Nacional “. tipo de planejamento.
A contabilização dos fundos especiais a que se faz referência é de O planejamento pode ser sistemático ou assistemático, externalizado
responsabilidade do órgão de contabilidade do Sistema de Controle ou internalizado e a curto, médio ou longo prazo.
Interno, onde, inclusive, ficarão arquivados os respectivos documentos. Planejamento sistemático é aquele que se realiza através de técnicas
Quando se tratar especificamente dos controles interno, poder-se-á apropriadas e em prazos regulares. Ele é externalizado quando participam
constatar que a abrangência do controle governamental é bem mais ampla de sua elaboração as pessoas envolvidas no processo e seu prazo de-
que o campo de aplicação da Contabilidade Pública e o dos próprios pende do horizonte de tempo que a organização pretende ter algum tipo
órgãos e entidades que integram a estrutura da Administração Pública. de controle.
Objetivos das empresas públicas
Em seguida, identifica-se a função de Organização, que decorre de
Diz-se que as empresas públicas têm, por exemplo, os seguintes
algum tipo de Planejamento. De fato, ao se planejar uma ação através de
objetivos: promover o desenvolvimento e superar uma alta aversão
uma coletividade de pessoas, cooperando de forma permanente, define-se
privada ao risco; coordenar atividades infra e intersetoriais; assegurar o
também a forma como as pessoas estarão agrupadas e a forma como irão
controle estatal sobre os setores considerados básicos, assim como
trabalhar.
administrador dos monopólios; limitar as práticas monopolísticas ou
oligopolísticas e frear a intervenção das empresas multinacionais; A forma de organizar depende em grande parte dos pressupostos que
contribuir para a instrumentalização da prática econômica governamental, o organizador tem sobre o comportamento das pessoas, sua capacidade
na atenuação ou compensação dos desequilíbrios regionais etc. de se envolver com o trabalho, de assumir responsabilidades, motivação
O desenvolvimento das empresas públicas pode ser explicado pela etc.
concorrência de quatro tipos de causas: Definidos o plano e a estrutura, vem a função de Direção, ou seja: fa-
1. Fatores políticos. Derivam das contradições geradas pelo próprio zer com que as coisas se façam. É a função que conduz a ação.
sistema capitalista e que obrigam o Estado a participar da produção direta Finalmente, identifica-se a função de Controle, que tem como objetivo
de bens e serviços garantir que o trabalho executado corresponda ao que foi planejado.
2. Instrumento de política econômica. O governo utiliza a empresa Planejamento
pública para intervir sobre variáveis econômicas, como emprego,
Dentro desta função, totalmente voltada para o futuro ter-se algum ti-
investimento, redução dos desequilíbrios regionais ,crescimento,
po de controle sobre o futuro, colocam-se atividades como a elaboração
reestruturação setorial e promoção da reindustrialização.
de previsões, fixação de objetivos, programação, orçamentação e a defini-
3. Condições técnicas que impedem uma empresa regida pela ótica
ção de políticas e procedimentos.
privada de alcançar a otimização individual, compatível com otimização
social e sem incorrer em perdas de bem-estar. Organização
4. Vincular sua criação à função que é objetivo dos executivos das Dentro desta função, estão as atividades de definição da estrutura:
empresas públicas, como meio para aumentar sua autonomia e seu poder. unidades orgânicas a serem criadas, para desempenhar as diversas
A forma utilizada nestes casos é a criação de filiais e subfiliais. finalidades; a definição das responsabilidades a serem atribuídas a cada
uma dessas unidades; as relações hieráquicas e funcionais entre as
mesmas.
Direção
2. Funções do processo administrativo: Esta função engloba atividades como a tomada de decisão, a comuni-
planejamento, organização, cação com os subordinados, superiores e pares, a obtenção, motivação e
direção e controle desenvolvimento de pessoal.
Controle
AS FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS Esta função está intimamente associada com o Planejamento. Ao pla-
De uma forma geral identifica-se quatro funções administrativas: nejamento define objetivos a se alcançar; ao Controle cabem as atividades
PLANEJAMENTO, ORGANIZAÇÃO, DIREÇÃO e CONTROLE. Certos de estabelecer os padrões de desempenho, manter registros de processos
autores discutem se a função de ORGANIZAÇÃO que, embora não seja e resultados alcançados (pontos de controle), avaliar resultados e estabe-
menos importante em relação às outras, não poderia ser considerada lecer as medidas corretivas necessárias. Osnaldo Araúijo.
como parte da função de PLANEJAMENTO, desde que o resultado de seu Controle - Em sentido amplo, caracteriza-se numa das formas de
trabalho são planos permanentes da Organização, na forma de organo- exercício do poder hierárquico, com o objetivo de fiscalização, pelo órgão
gramas, definições de relações hierárquicas e funcionais, descrições de superior, do cumprimento da lei, das instruções e da execução das atribui-
cargos e funções etc. ções específicas, dos órgãos inferiores, bem como dos atos e rendimento
É através da função de ORGANIZAÇÃO que se estabelece a divisão de cada servidor. Pelo enfoque da reforma administrativa e que mais
e subdivisão do trabalho. Isto se materializa no Organograma e descrições diretamente interessa ao nosso estudo, constitui-se em instrumento da
de Funções das diversas unidades orgânicas do SISTEMA-EMPRESA. supervisão ministerial, a que sujeitam-se todos os órgãos da Administra-
Em toda e qualquer organização humana, são desempenhadas funções ção federal, inclusive os entes descentralizados (autarquias, paraestatais),
técnicas e administrativas. normalmente não sujeitos ao poder hierárquico das autoridades da Admi-

Conhecimentos Específicos 10

Apostila Digital Licenciada para Thiago Azevedo de Oliveira - thiagoagrotec@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
nistração direta. Visa, especificamente, à consecução de seus objetivos e c. CLAREZA NA REDAÇÃO
à eficiência de sua gestão, sendo exercido de diversos modos e que Um bom plano deve ser claro e compreensível. Um plano pode ser
poderão chegar, se for o caso, à intervenção, mediante controle total. claro para o planejador, mas o será também para quem o vai usar? Além
A Comunicação Empresarial é uma atividade estratégica para as dire- disso, o planejador tem a responsabilidade de transmitir um plano de
torias e presidencias das empresas. Ela engloba, nas empresas, a super- modo que os que vão utilizá-Io acreditem na sua eficácia e bom senso.
visão da assessoria de imprensa, o planejamento, implementação e
condução das ações de comunicação interna — o que envolve o público TIPOS DE PLANO
interno, ou seja, os funcionários da corporação, e todo e qualquer relacio- a. DIRETRIZES
namento com o público externo, no âmbito corporativo. As atividades de São afirmações ou entendimentos generalizadas que orientam ou ca-
Comunicação Empresarial ainda englobam o cuidado com a imagem nalizam o raciocínio no processo de tomada de decisão pelos subordina-
corporativo, ou seja, com a marca da empresa (não confundir com as dos.
marcas dos produtos) e assim, cuida da imagem da empresa. Os profissi- As diretrizes delimitam uma área dentro do qual uma decisão deve ser
onais desta área estão sempre preocupados com o relacionamento da tomada e asseguram que essa decisão seja compatível com os objetivos e
empresa como um todo com a sociedade e seus interlocutores. Eles contribua para que eles seja alcançados.
olham este relacionamento não de forma multifacetada, ou seja, apenas Tanto as diretrizes como os objetivos orientam os pensamentos à
como clientes, fornecedores, parceiros, mas principalmente como forma- ação, mas com uma diferença: os objetivos são pontos terminais do
dores de opinião e membros de uma sociedade e que pod