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FAPI – Faculdade de Pinhais

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IZABEL DE PAULA BENETTE

ednabernardo1@hotmail.com

A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: ANÁLISE DO PAPEL DO


PROFESSOR PRESENCIAL X EAD

CHAVANTES-SP
2010
IZABEL DE PAULA BENETTE

A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: ANÁLISE DO PAPEL DO


PROFESSOR PRESENCIAL X EAD

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado ao Curso de Pós-graduação
de Especialização Educação a Distância –
Formação de Tutores da
FAPI/SOCIESC/ITDE.
Orientadora: Ângela Helena Zatti.

CHAVANTES-SP
2010
AGRADECIMENTOS

Primeiramente a Deus, que me agraciou com o dom da vida e iluminou meu


caminho. Agradeço também a todos que permitiram e possibilitaram a realização
desse trabalho. Agradeço em especial a minha orientadora: Ângela Helena Zatti, que
em muito me auxiliou durante minha pesquisa.
EPÍGRAFE

“Ama se mais o que se conquista com


esforço”.

Benjamin Disraeli
BENETTE, Izabel de Paula. A Educação a Distância: Análise do papel do
professor presencial x EAD. 23f. Trabalho de Conclusão de Curso (Pós-
Graduação de Especialização em Educação a Distância – Formação de Tutores).
FAPI – 2010.

RESUMO

A modalidade de ensino a distância tem ganhado espaço significativo no


panorama educacional moderno. Em meio a essa nova concepção, o papel do
professor passa por algumas modificações a fim de se adequar à nova realidade,
mas sem perder a importância que sempre tivera. Muitos mitos ainda circulam
acerca do tema. O presente trabalho faz elucidação sobre a atuação dos
professores em educação a distância e estabelece conexões com as atribuições dos
professores de cursos presenciais. Serão discutidos alguns pontos sob a visão da
legislação brasileira. As tecnologias, grandes responsáveis dessa nova revolução no
ensino também serão discutidas.

Palavras-chave: Ensino a distância; papel dos professores; legislação, tecnologia.


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................06

2 O QUE É EAD? .....................................................................................................08


2.1 HISTÓRICO DO ENSINO A DISTÂNCIA NO BRASIL E NO MUNDO................09
2.2 LEGISLAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO SOBRE O ENSINO A DISTÂNCIA NO
BRASIL.......................................................................................................................11

3 DIFERENÇAS ENTRE O ENSINO A DISTÂNCIA E O ENSINO PRESENCIAL..13


3.1 ALGUMAS VANTAGENS E DESVANTAGENS DO ENSINO A DISTÂNCIA......13
3.2 COMPARAÇÃO ENTRE O PERFIL DOS PROFESSORES DO ENSINO A
DISTÂNCIA E OS PRESENCIAIS..............................................................................15

4 UMA VISÃO GERAL SOBRE AS TECNOLOGIAS EMPREGADAS NO ENSINO A


DISTÂNCIA ...............................................................................................................18

5 PESQUISA DE CAMPO ........................................................................................21


5.1 METODOLOGIA .................................................................................................21
5.2 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS .................................................21

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................23

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .........................................................................24

APÊNDICE A. Questionário acerca das processo de ensino a distância...........26


6

1 INTRODUÇÃO

A educação a distância (EAD) é conhecida como uma modalidade de ensino


que faz uso de processos que vão rompem com as barreiras físicas e geográficas, o
que é possibilitado graças ao avanço tecnológico. As tecnologias de informação e
comunicação (TIC) presentes na EAD não servem somente para solucionar o
problema da distância física entre os docentes e discentes, elas também são de
grande auxílio nos próprios cursos presenciais (MOORE, 1993).
O sistema educacional brasileiro tem feito cada vez mais uso dessa
modalidade, seja para driblar a indisponibilidade e incompatibilidade de horários,
barreiras geográficas ou problemas de ordem maior.
No ensino a distância, o professor exerce um papel de destaque, que segue
os moldes do ensino presencial. Os educadores devem motivar os alunos, sem ferir
sua autonomia.
A escola como instituição tradicional, centrada no professor presencial, tem
resistido bravamente as mudanças, e representa ainda o modelo predominante
mesmo que modalidades como EAD ganhem espaço.
Na expressão "ensino a distância", a ênfase dada ao papel do professor como
alguém que ensina a distância pode soar um tanto vaga. Por isso alguns autores
preferem a palavra "educação" que é mais abrangente, embora nenhuma das
expressões seja perfeitamente adequada.
O professor aos poucos tem abandonando sua posição tradicional de
transmissor de conhecimento para se transformar num organizador, orientador e
facilitador, isto é, num gestor de informação útil e pedagógica, onde seus estudantes
podem ter acesso, das mais diferentes formas e vias, sendo a modalidade a
distância a seu ritmo de aprendizagem (LAGARTO, 1994).
O presente trabalho explanará algumas questões pertinentes ao tema,
ressaltando aspectos importantes, introduzindo conceitos amplamente discutidos na
atualidade e principalmente, confrontando o papel do professor presencial com os
professores de educação a distancia a fim de descobrir semelhanças e fazer
distinções. A pesquisa será realizada através de levantamento bibliográfico e
seleção de materiais presentes no meio virtual, em livros e periódicos relevantes e
condizentes ao tema proposto.
7

O segundo capítulo do trabalho elucida os aspectos principais do ensino a


distancia, através de um breve histórico e da legislação direcionada a essa
modalidade; o terceiro capítulo aponta as diferenças entre os modelos presenciais e
a distância de ensino, também são apontadas algumas das diferenças entre
professores de cursos presenciais e de EAD; no quarto capítulo serão discutidas as
tecnologias que possibilitam e permitem a modalidade de EAD; no quinto capítulo
será apresentada uma pesquisa de campo realizada com alunos de cursos a
distância; e no sexto capítulo, as considerações finais sobre o que foi levantado.
8

2 O QUE É EAD?

O ato de educar a todos pelos meios formais e convencionais satisfazendo as


múltiplas demandas da sociedade é hoje um compromisso, praticamente inviável e
impossível em certas ocasiões. Torna-se necessário estabelecer uma nova infra-
estrutura e organização que atenda a explosiva demanda da clientela da sociedade
industrial. Nesse contexto, a Educação a distancia (EAD) surge como alternativa
altamente viável (ARETIO - 1994 & LITWIN - 2001).
Nessa nova modalidade, professores e alunos não estão normalmente juntos,
fisicamente, podendo estar conectados ou interligados por tecnologias,
principalmente as telemáticas, como a Internet. Mas também podem ser utilizados o
correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax e tecnologias
semelhantes (MORAN, 2007).
O ensino a distância pode se utilizar dos vários veículos de comunicação e
das últimas conquistas da tecnologia. Desta forma a EAD distância fica
caracterizada por sua flexibilidade em torno da proposta de ensino e aprendizagem
diante do grande avanço tecnológico, possibilitando uma interação entre professores
e alunos, encurtando as distâncias. As propostas de educação a distância estão se
caracterizando pela multiplicidade de recursos pedagógicos objetivando facilitar a
construção do conhecimento (LITWIN, 2001).
Keegan (1991) resume o que considera os aspectos centrais do conceito de
EAD:
• Separação física entre professor e aluno, que a distingue do ensino
presencial;
• Influência da organização educacional (planejamento, sistematização, plano,
organização dirigida etc.), que a diferencia da educação individual;
• Utilização de meios técnicos de comunicação para unir o professor ao aluno e
transmitir os conteúdos educativos;
• Previsão de uma comunicação de mão dupla, onde o estudante se beneficia
de um diálogo e da possibilidade de iniciativas de dupla via;
9

• Possibilidade de encontros ocasionais com propósitos didáticos e de


socialização.
A Educação a distância se dá nos mesmos níveis do o ensino regular, ou
seja, ensino fundamental, médio, superior e na pós-graduação. Pode se dizer
também, que é mais adequada para a educação de adultos, principalmente para
aqueles que já têm experiência consolidada de aprendizagem individual e de
pesquisa, como acontece no ensino de pós-graduação e também nos cursos de
graduação (MORAN, 2007).
O ensino a distância é uma forma sistematicamente organizada de auto-
estudo onde o aluno se instrui a partir do material que a ele é apresentado, o
acompanhamento e a supervisão do sucesso do estudante são levados a cabo por
um grupo de professores, o que é possível através da utilização dos meios de
comunicação capazes de vencer as longas distâncias (DOHMEM 1967 apud
NUNES 1992).
Quanto às crianças, dada a especificidade de suas necessidades de
desenvolvimento e socialização, não podem abrir mão do contato físico e da
interação. Mas nos cursos médios e superiores, o virtual, provavelmente, superará o
presencial. Poderá chegar o momento onde uma grande reorganização das escolas
implicará em edifícios menores, menos salas de aula e mais salas ambiente, salas
de pesquisa, de encontro, interconectadas. A casa e o escritório poderão também
resultar em lugares importantes de aprendizagem (MORAN, 2007).

2.1 HISTÓRICO DO ENSINO A DISTÂNCIA NO BRASIL E NO MUNDO

A educação a distância não surgiu no vácuo, defende Keegan (1991), mas


sim ao longo de uma longa história de experimentações, com seus sucessos e
fracassos. Sua origem recente, já longe das cartas de Platão e das epístolas de São
Paulo, está nas experiências de educação por correspondência iniciadas no final do
século XVIII e com largo desenvolvimento a partir de meados do século XIX.
Num primeiro momento, o ensino a distância era tido como aquele por
correspondência, porque era baseado em textos e exercícios transportados pelo
correio. A segunda geração da educação a distância na universidade remonta a
10

década de 80, com o uso da televisão e do vídeo cassete para os telecursos


profissionalizantes e formadores de estudantes do ensino médio e fundamental. A
terceira fase, inicia se com os adendos da Internet já na década de 90. Há cinco
anos, apenas 200 mil pessoas no país estudavam pelo método de educação a
distância, hoje esse número salta para cerca de 1,2 milhões de estudantes (JESUS,
2006).
Atualmente, por volta de 80 países nos cinco continentes, adotam a educação
a distância em todos os níveis de ensino, seja através de programas formais ou não
formais, atendendo a uma demanda de milhões de estudantes. A educação a
distância tem sido usada para treinamento e aperfeiçoamento de professores em
serviço. Programas não formais de ensino têm sido largamente utilizados para
adultos nas áreas da saúde, agricultura e previdência social, tanto pela iniciativa
privada como pela governamental. No momento é crescente o número de
instituições e empresas que desenvolvem programas de treinamento de recursos
humanos através da modalidade da educação a distância (BERNARDO, 2000.)
Na Europa, universidades especializadas em ensino a distância têm
incorporado em seu desenvolvimento histórico as novas tecnologias de informática e
telecomunicações. Estudos recentes apontam essa como uma tendência crescente
e cada vez mais observada em países como Inglaterra, Holanda e Espanha.
O Instituto Universal Brasileiro (IUB), criado em 1941, até hoje tem uma gama
imensa de alunos por correspondência que aprendem novas profissões por meio de
material impresso e, mais recentemente, fitas de vídeo. Com o foco na formação
técnica, o IUB já atendeu durante toda a sua história mais de 4 milhões de pessoas.
Com a chegada da televisão aos lares brasileiros, em 1948, logo surgiriam novas
chances de se transmitir conhecimentos e em 1965 o poder público criou a TV
Educativa. Em 1997, foi criada a Fundação Roberto Marinho que, em 1980 colocou
no ar o Telecurso 1º e 2º graus. Em 1995, o nome passou a ser Telecurso 2000, nos
dez anos seguintes o curso, que ensina as matérias do ensino fundamental e médio
via programas de televisão e apostilas impressas, já formou quatro milhões de
pessoas.
11

2.2 LEGISLAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO SOBRE O ENSINO A DISTÂNCIA NO


BRASIL

Um dos maiores preconceitos relacionados aos cursos a distância era


justamente a falta de regulamentação por parte do governo federal, o que foi
mudado em 1996 e 1998, quando a educação a distância no Brasil foi normatizada
pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Atualmente existem 215
cursos reconhecidos pelo MEC e a maior procura é pelos cursos supletivos do
ensino médio. Em 1996 foi promulgada a Lei 9394, em 20 de dezembro daquele
ano, autorizando, em seu Artigo 80, a Educação a Distância (EAD) como modo de
ensino. Desde então o ensino à distância está em constante processo de
transformação.
O Art. 2º do Decreto n.º 2494/98 diz que "os cursos a distância que conferem
certificado ou diploma de conclusão do ensino fundamental para jovens e adultos, do
ensino médio, da educação profissional e de graduação serão oferecidos por
instituições públicas ou privadas especificamente credenciadas para esse fim (...)".
(MEC/SED, 2009).
Para os casos de cursos de graduação e educação profissional em nível
tecnológico, a instituição interessada deve credenciar-se junto ao MEC, solicitando,
para isto, a autorização para cada curso que pretenda oferecer. Já os programas de
mestrado e doutorado na modalidade à distância, no Brasil, ainda são objeto de
regulamentação específica. Os cursos de pós-graduação lato sensu, chamados de
"especialização", até recentemente eram considerados livres, ou seja,
independentes de autorização para funcionamento por parte do MEC. Porém, com o
Parecer n.º 908/98 (aprovado em 02/12/98) e a Resolução nº. 3 (de 05/10/99) da
Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação que fixam
condições de validade dos certificados de cursos presenciais de especialização,
tornou-se necessária a regulamentação de tais cursos na modalidade a distância
(MEC/SED, 2009).
O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação a Distância
(Seed), atua como um agente de inovação tecnológica nos processos de ensino e
12

aprendizagem, fomentando a incorporação das tecnologias de informação e


comunicação (TICs) e das técnicas de educação a distância aos métodos didático-
pedagógicos. Além disso, promove a pesquisa e o desenvolvimento voltados para a
introdução de novos conceitos e práticas nas escolas públicas brasileiras.
A qualidade, é a proposta da LDB, sendo assim os meios governamentais,
deverão fiscalizar as entidades que se aproveitam da ”onda” e colocam cursos, onde
a relação custo-benefício não se dá de uma maneira vantajosa.
A LDB prevê em seu artigo 7º do decreto 2.494 que a avaliação do
rendimento do aluno para fins de promoção, certificação ou diplomação, realizar-se-
á no processo por meio de exames presenciais, de responsabilidade da Instituição
credenciada para ministrar o curso, segundo procedimentos e critérios definidos no
projeto autorizado. O artigo 4° do decreto nº. 5.622, de 19 de dezembro de 2005
prevê que a avaliação nesses cursos se dará através do cumprimento das atividades
programadas e de exames presenciais. O artigo 5° dispõe que os certificados
expedidos para os cursos a distância têm validade em todo território nacional.
O Ministério da Educação disponibiliza lista com as instituições credenciadas
a ministrar cursos à distância.
13

3 DIFERENÇAS ENTRE O ENSINO A DISTÂNCIA E O ENSINO PRESENCIAL

Em uma era de globalização, com as tecnologias cada vez mais acessíveis, a


educação não poderia ficar de fora. A educação presencial ainda é e,
provavelmente, continuará sendo o método preferencial durante muito tempo.
A grande inovação da EAD é criar ambientes ricos de aprendizagem que
superem alguns aspectos defasados do ensino. Pode se dizer que as grandes
universidades não são apenas importantes pelo o que acontece nas salas de aula,
mas também pelas inúmeras possibilidades de aprendizagem em grupos de
pesquisa, eventos, congressos, laboratórios, bibliotecas, conversas ocasionais em
espaços diferentes. A educação irá adquirir um status mais importante quando
oferecer essas inúmeras possibilidades de aprendizagem simultaneamente, quando
houver atividades diversificadas e eletivas num curso e quando superarmos a
programação metódica de leitura e atividades mecânicas que a caracterizam até o
presente momento (MOURA, 2009).
Atualmente, no que diz respeito a educação a distância, procura é
predominante aos cursos de curta duração: cursos livres, de extensão, de
atualização, cursos técnicos. Por serem mais fáceis, as organizações arriscam
menos, já que esses são úteis para aprender a gerenciar processos de EAD. Há
uma demanda por educação contínua não apenas na educação escolar, mas
também nas empresas.

3.1 ALGUMAS VANTAGENS E DESVANTAGENS DO ENSINO A DISTÂNCIA

A discussão acerca das vantagens e desvantagens da EAD é recorrente entre os


profissionais da área pedagógica. A verdade é que, mesmo apresentando algumas
ressalvas, os educadores destacam mais benefícios do que problemas na modalidade.
A começar pelas desvantagens, A ABED (Associação Brasileira de Educação
à Distância) verificou que na América do Sul a evasão da EAD se dá em maior grau
que em outras regiões pelo fato de que o investimento e divulgação nos países
latinos sejam menos expressivos que em outras regiões do globo. Essa evasão
14

também pode ser relacionada ao fato de o mercado de trabalho, por vezes,


desvalorizar os certificados conquistados através dessa modalidade.
O pesquisador Dr. Sergio Ferreira do Amaral, estuda a aplicação de novas
tecnologias no ensino, ele afirma não haver, "operacionalmente", empecilhos para
se ensinar a distância. A dificuldade geral hoje é, segundo Amaral, manter o mesmo
nível de qualidade presente no ensino tradicional na modalidade a distância. Um dos
principais “problemas”, estaria no alto custo da produção de material teórico. "A
adaptação do conteúdo didático para novas mídias é muito caro., o que requer
linguagem específica e recursos visuais. Tudo isso é feito por pessoas
especializadas que trabalham em parceria com os professores. Mais uma vez, a
mão-de-obra acaba por sair mais cara. O uso de computador torna-se indispensável.
Já o presidente da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância),
Frederic Michael Litto, declara que esse custo passa a ser vantajoso quando o
universo beneficiado é grande. "Se o material for utilizado por mil pessoas por ano,
por exemplo, já se pagou o investimento".
Segundo Litto, uma das desvantagens é a falta de uma biblioteca. "O aluno
não tem um milhão de exemplares para consultar", diz. Mesmo assim, esse
obstáculo pode ser vencido quando o aluno tem disposição. "Apesar do horário
apertado --ou ele não teria escolhido um curso a distância--, existe a opção de visitar
bibliotecas", afirma.
A grande vantagem, entretanto, nesse método reside no fato de a EAD
permitir o atendimento a uma demanda muito maior, um público maior e mais
variado que talvez não pudesse voltar a estudar, se não fosse através da EAD.
Sobre esse fato existe um consenso pleno entre o professor da Unicamp, o
presidente da Abed e outros estudiosos.
Um outro aspecto positivo da educação a distância é apresentado por Rosa e
Maltempi (2006), que afirmam “... percebemos que as TIC (EaD) possibilitam
diferentes formas de pensar, em relação à linearidade de raciocínio defendida no
ensino tradicional". Como pode ser visto nessa citação, a metodologia a distância
permite maior flexibilidade ao processo de ensino dotando o educando de autonomia
para o desenvolvimento de suas capacidades.
15

3.2 COMPARAÇÃO ENTRE O PERFIL DOS PROFESSORES DO ENSINO A


DISTÂNCIA E OS PRESENCIAIS

Pode se dizer que na educação presencial o professor simplesmente


transmite o conhecimento de forma fria, sem modelar domínios do conhecimento,
atuando por muitas vezes como um ditador, moralista nato, o Senhor da Sala de
Aula, o todo poderoso, ficando assim a participação do aluno limitada ao que ele
arquitetou previamente. Onde se encaixa o princípio de educar para cidadania? O
Mundo mudou, a educação mudou nossos alunos não podem mais viver de olhá-la,
ouvir, copiar e prestar contas numa avaliação, eles precisam ter o senso de
sociedade, de reflexão e criticidade. A escola presencial tem a prática de ensino,
distanciando-se do que seria o verdadeiro Ato de Educar (FREIRE, apud SILVA
2003).
Segundo Freire (1979), o professor ainda é um ser superior que ensina a
ignorantes. Essa colocação nos dá uma idéia de consciência bancária. O educando
recebe passivamente os conhecimentos, tornando-se um depósito do educador.
“Educa-se para arquivar o que se deposita” (FREIRE, 1979. p. 38).
Partindo do pressuposto de que todos nascem com capacidades cognitivas
que nos permite aprender a ser, a estar, a saber, e a viver. O professor que outrora
era considerado como centro vital de todo processo formativo – sua função baseia-
se em transmitir os seus conhecimentos sobre matérias e conteúdos, com a
utilização de vários tipos de métodos e meios pedagógicos, tendo como
preocupação principal uma aprendizagem correta por parte de seus alunos
(SANTOS, 2000).
“A evolução tecnológica, o conceito de aldeia global são fenômenos que estão
a transformar esta idéia tradicionalista e a centrar grande parte da aprendizagem no
próprio aluno” (SILVA, 1997).
No que diz respeito a EAD, o que muda no papel do professor é relação de
espaço, tempo e comunicação com os alunos. O espaço de trocas se estende da
sala de aula para o virtual. O tempo de enviar ou receber informações se amplia
para qualquer dia da semana. O processo de comunicação se dá na sala de aula, na
internet, no e-mail, no chat. É um papel que combina alguns momentos do professor
convencional - às vezes é importante dar uma bela aula expositiva – com um papel
16

muito mais destacado de gerente de pesquisa, de estimulador de busca, de


coordenador dos resultados. É um papel de animação e coordenação muito mais
flexível e constante, que exige muita atenção, sensibilidade, intuição (radar ligado) e
domínio tecnológico (MORAN, 2000).
Para Keegan (1983: p. 13) “Em EAD quem ensina é uma instituição”. Diante
desta afirmação, o papel e as tarefas do docente em EAD serão diferentes das do
ensino convencional, pois o “uso mais intenso dos meios de comunicação e
informação torna o ensino mais complexo, exigindo a segmentação do ato de
ensinar em múltiplas tarefas, sendo esta segmentação a característica principal do
ensino à distância”.
Analisando o que é dito a respeito dos papéis que os professores em cursos
de EAD podem desempenhar, podemos identificar os de: professor formador,
realizador de cursos, pesquisador, tutor, tecnólogo educacional, professor recurso e
monitor permitindo perceber a existência de uma complexidade de funções. Em
frente a este quadro, pretendemos investigar que papéis são estes e como se dá a
se existe integração entre esses professores nas etapas de planejamento,
desenvolvimento e avaliação de cursos de EAD (VOIGT; LEITE, 2004).
De acordo com Medeiros (2003), o grande desafio na incorporação das
tecnologias no meio educacional tem sido o de desenvolver ações cooperativas que
facilitem o crescimento individual/coletivo e ainda ações que busquem a iniciativa, a
flexibilidade e a autonomia do sujeito.

O professor e o grupo como um todo passa a ser solicitado a interagir com


diferentes meios e sujeitos e a compartilhar o conhecimento, para construir
novas relações, fazendo e desfazendo as informações dadas,
reconstruindo-a em novos espaços, em diferenciados significados e novas
formas de organização (Medeiros et al., 2002).

Diante destes aspectos, gostaríamos de investigar quais são os papéis


desempenhados por professores que participam das fases de planejamento,
desenvolvimento e avaliação de cursos de EAD, buscando analisar como se dá a
integração destes diferentes papéis em ambiente semipresencial e a distância.
(Voigt, Leite, 2004).
17

Belloni (2001) faz considerações a respeito do professor de EAD e professor


presencial, onde aponta um novo papel para esta nova classe de professores, que
antes eram os “formadores”, os “mestres” e agora, diante das novas tecnologias,
surgem os professores “pesquisadores”, “parceiros”, que poderão estar contribuindo
com este aluno, não só no ensino a distância, mas também no presencial.
Fica a cargo das escolas e universidades inserirem seus professores nesse
novo mercado, incorporando o conhecimento tecnológico digital, estimulando a
pesquisa como base de construção do mesmo conhecimento, desenvolver a
capacidade de criar hipóteses e soluções de problemas, desenvolverem habilidades
do trabalho em grupo. Vale ressaltar ainda que o professor pode e deve sempre se
atualizar, não parando no tempo (MOURA, 2009).
18

4 UMA VISÃO GERAL SOBRE AS TECNOLOGIAS EMPREGADAS NO ENSINO A


DISTÂNCIA

As tecnologias interativas têm conquistado espaço significativo na sociedade


atual. A educação a distância, faz uso dessas novas técnicas sem que se perca o
foco do processo educativo: a interação e a interlocução entre todos envolvidos
nesse processo (MORAN, 2007).
Para Peters (2001), o conceito de distância transacional definida por Moore
como a função do diálogo e estrutura entre professor e aluno, poderá ser maior ou
menor, dependendo da situação educacional dos alunos. Se o aluno, ao invés de ser
abandonado à própria sorte junto de seus materiais de estudo, tiver o recurso de se
comunicar com os professores, a distância educacional entre eles será diminuída,
independentemente da distância física.
Na medida em que avançam as tecnologias da comunicação virtual (que
conectam pessoas que estão distantes fisicamente como a Internet,
telecomunicações, videoconferência, redes de alta velocidade) o conceito de
presencialidade também se modifica. Poderemos ter professores externos
compartilhando determinadas aulas, um professor de fora "entrando" com sua
imagem e voz, na aula de outro professor. Haverá, assim, um intercâmbio maior de
saberes, possibilitando que cada professor colabore, com seus conhecimentos
específicos, no processo de construção do conhecimento, muitas vezes a distância
(MORAN, 2007).
Os primeiros projetos de construção de ambientes virtuais de aprendizagem
destinados à educação tiveram início na década de 1990, em grande parte isso pode
ser associado à revolução e viabilização da internet. O acesso a web, antes possível
somente através de telas textuais, passa a fazer uso de janelas gráficas, cuja
vantagem foi permitir a representação da informação na forma de imagens e trazer
uma linguagem icônica nas telas dos computadores.
A Internet caminha a passos longos, tornando-se uma tecnologia audiovisual
de transmissão em tempo real. Isso permite fazer integrações mais profundas entre
TV e WEB (a parte da Internet que nos permite navegar, fazer pesquisas...).
Enquanto assiste a determinado programa, o telespectador começa a poder acessar
simultaneamente às informações que achar interessantes sobre o programa,
19

acessando o site da programadora na Internet ou outros bancos de dados.


(MORAN, 2007).
Tendo acesso à Internet, podemos flexibilizar a forma de organizar os
momentos de sala de aula e os de aprendizagem virtual de forma integrada e
alternada.
Diversos programas (softwares) que permitem realizar um conjunto de
atividades pedagógicas e de acompanhamento de alunos dentro de um mesmo
ambiente virtual, rodam na Internet e possibilitam a inserção de textos, sons,
imagens; além de enviar e receber mensagens. Eles possuem também um conjunto
de ferramentas de comunicação, que permitem fazer discussões a distância ao
mesmo tempo em salas de bate-papo (chats) ou em um lugar, chamado fórum, onde
as mensagens vão se organizando por assuntos ou por grupos e que podem ser
escritas e acessadas por alunos e professores a qualquer momento. Esses
programas evoluem rapidamente e vão incorporando ferramentas mais sofisticadas
de comunicação, até o ponto de permitir um video chat, uma comunicação em tempo
real, com sons, textos escritos e imagens, - o professor pode ser visto pelos alunos
ao vivo - adequado para este momento de transição entre a banda estreita e a larga,
de maior velocidade. Os programas permitem também o gerenciamento do curso à
distância: desde o cadastramento de alunos, acompanhamento, avaliar a
participação desses, entre outras possibilidades (MORAN, 2007).
Devemos enfatizar que o essencial não é a tecnologia, mas um novo estilo de
pedagogia sustentado por uma modalidade comunicacional que supõe
interatividade, isto é, participação, cooperação, bidirecionalidade e multiplicidade de
conexões entre informações e os envolvidos no processo. Cada vez mais, o
professor é desafiado a modificar sua comunicação em sala de aula e na prática
pedagógica, o que resulta em um novo modelo de educação (MORIN , 1998).
O avanço das tecnologias, que estão cada vez mais rápidas e integradas
redefine o conceito de presença. A distância também deixa de ser uma barreira e as
formas de ensinar e aprender modificam-se. Caminhando para uma aproximação
sem precedentes entre os cursos presenciais (cada vez mais semi-presenciais) e os
a distância. Os presenciais terão disciplinas parcialmente à distância e outras
totalmente a distância. E os mesmos professores que estão no presencial-virtual
começam a atuar também na educação a distância. Teremos inúmeras
20

possibilidades de aprendizagem que combinarão o melhor do presencial (quando


possível) com os benefícios do virtual.
21

5 PESQUISA DE CAMPO

A pesquisa realizada nesse trabalho tem como intuito investigar o que os


alunos de EAD têm como perspectiva dessa modalidade de ensino. O questionário
utilizado está sob a forma de apêndice no final desse trabalho.

5.1 METODOLOGIA

Para essa pesquisa, foi elaborado um questionário com cinco questões


relativas ao processo do ensino a distância e na atuação dos professores nessa
modalidade.
O questionário foi aplicado em 25 alunos de cursos à distância, residentes do
município de Chavantes, no período compreendido entre quinze de maio e quinze de
junho de dois mil e dez. As respostas obtidas foram analisadas e serão discutidas no
sub-item a seguir.

5.2 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

A primeira questão investiga se o ensino a distância tem o mesmo valor do


ensino presencial. As respostas foram unânimes em confirmar que sim, entretanto,
alguns alunos levantaram alguns aspectos interessantes com relação a esses
cursos como, por exemplo, o preconceito que ainda ronda acerca dos cursos a
distância; muitas pessoas posicionam a EAD como inferior, mas sem conhecer ao
certo como se dá o processo.
A segunda questão considera os principais requisitos necessários a um
professor de EAD. As respostas deram conta que os principais requisitos são: o
conhecimento tecnológico do professor, especialmente no que diz respeito a
informática; a capacidade do educador em estimular certas atitudes através do como
22

o conteúdo programático é aplicado e em especial, uma didática orientada a este


método de ensino-aprendizagem.
Na terceira questão, os entrevistados foram indagados se fariam ou não um
novo curso a distância. Para essa questão, novamente um consenso onde todos
disseram que fariam e provavelmente farão novos cursos em breve.
Para a quarta questão, acerca das desvantagens na EAD, os alunos
entrevistados enumeraram alguns aspectos negativos e na maior parte, a falta de
contato e em alguns casos, a impessoalidade. Outros problemas menos citados
como a dificuldade em comunicação com os professores e a exigência de
conhecimento em informática também foram mencionados.
Na quinta e última questão, em complementaridade a questão anterior, foi
solicitado que enumerassem dessa vez a maior vantagem na EAD. Nessa questão,
várias características foram apontadas, entre elas: flexibilidade nos horários, poder
estudar em casa, o exercício da autonomia em estudar, entre outros. Os
entrevistados também concordaram sobre a relação prós e contras tender para o
lado positivo da balança, ou seja, mais vantagens do que desvantagens.
Através dessas questões, fica evidente que o ensino a distância ganhou e
merece espaço significativo no contexto da educação. Alunos que em outras
ocasiões não teriam como estudar ou voltar a estudar, têm acesso ao conhecimento
e assim, caminham ainda mais ao exercício pleno da cidadania.
23

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente trabalho concluiu que o papel do professor em EAD é muito


similar ao atribuído a ele no ensino presencial, só que mais abrangente. O educador
deixa de lado a postura mecânica de transmissão de saberes e passa a ser
pesquisador e agente da construção de conhecimento junto a seus alunos. O
professor tem importância fundamental no ensino a distância, ele prepara e adequa
os materiais fazendo uso das tecnologias disponíveis e deve estimular o aluno a
desenvolver e construir o conhecimento.
A LDB regulamenta os cursos a distância com leis específicas, dada sua
natureza diferenciada. A avaliação dos alunos desses cursos deve ser presencial e
as atividades programadas pela instituição serão também avaliadas. A validade do
certificado emitido é extendida a todo território nacional. O MEC regulariza cursos e
lista as instituições que podem fazer uso desse método de ensino.
As características principais da EAD podem ser listadas como: a
disponibilização dos materiais de estudo através dos meios tecnológicos, a
flexibilidade e adequação da maneira que são ministrados os conteúdos
programáticos, e principalmente exercitar a autonomia dos alunos.
O avanço tecnológico é o grande responsável pela propagação do ensino a
distância, pois permite o seu desenvolvimento e aplicação. O aprimoramento dessas
tecnologias certamente irá repercutir no como a EAD é vista e no como e quanto é
utilizada.
A pesquisa de campo realizada demonstra a visão de alunos em EAD, que
mostraram se satisfeitos na maioria de suas exigências e dispostos a ingressar
novamente neste tipo de curso. Entre as vantagens e desvantagens, as vantagens
são mais numerosas e significativas, o que também indica que devem ser feitas
melhorias, mas que no geral, já se pode considerar a EAD como alternativa válida e
merecedora dos mesmos créditos do ensino presencial. Os professores tem seu
papel bem definido e são peças chave no processo, só que agora, ele deixa de ser
apenas quem ministra mecanicamente os conteúdos e passa a adequá-los a nova
realidade.
24

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APÊNDICE A. Questionário acerca das processo de ensino a distância.

Nome:
Data: __/__/____.

1- Você acredita que o ensino a distância tem a mesma valia que o ensino
presencial?

2- Quais os requisitos necessários aos professores em EAD?

3- Você se sente motivado(a) a fazer novos cursos a distância?

4- Na sua opinião, qual a maior desvantagem no ensino em EAD?

5- E qual seria a maior vantagem?

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