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Emoções e comportamento

emocional
Paulo Aguirra
CRP:01/19669
Teorias da emoção:

▶ James-Lang:
▶ “Eu faço, por isso sinto.”
▶ Cannon-Bard:
▶ “Eu sinto, por isso faço.”
▶ Teorias cognitivas:
▶ “Meu cérebro processa, eu faço”
▶ Goldiamond:
▶ “Eu faço e sinto.”
O problema da variabilidade

Se temos a mesma origem:


▶ Por que as pessoas sentem diferentes uma das outras?
▶ Por que as pessoas agem de formas diferentes ao
sentirem?
▶ Por que irmãos, inclusive gêmeos apresentam diferenças?
▶ Por que pessoas mudam seus sentimentos durante a vida?
▶ Por que passamos a gostar ou deixamos de gostar de coisa?
▶ ...
Behaviorismos

Metodológico (Watson) Radical (Skinner)


Pavlov Thorndike (Lei do efeito)
Comportamento Respondente Comportamento Operante
S→R Sd: R ←→ C
Mecanicista Contextualista
A–B–C A–B–C
Sempre que A ocorre, B e C ocorrem Sempre que C ocorrem, A e B ocorreram
B e C podem ocorrem sem A A e B pode ocorrer sem C
Alguém com fobia?
Implicações do Behaviorismo
metodológico
▶ O que acontece ao sentir uma emoção?

▶ Como explicar a variabilidade de respostas?

▶ Porque alguns sentem e outros não?

▶ Como condicionaram o medo de barata?

▶ Porque as emoções variam em questões de segundos?


Implicações:
Metodológico (Watson) Radical (Skinner)
S→R Sd : R ←→ C
Urso Medo Correr Urso Medo Distância do urso
Aranha Nojo Afastar Correr

Cobra Medo Correr Aranha Nojo Distância da


Afastar aranha
Barata Pânico Apocalipse
Cobra Correr Distância da cobra
Medo
Barata Apocalipse Distância da barata
Pânico Pessoas que matam
a barata
Eu vejo o urso e o urso me vê!
Analise das contingências:

Contingência: Sd R C
Arma “funciona” Floresta/Urso Felicidade Proximidade do
Andar na floresta Urso
Atirar (“tapete”,
Elogio dos amigos)
Arma Falha Urso/Espaço Medo Eu me distancio do
Correr urso
Chego em um Urso/Espaço Agitar a arma O urso se afasta de
penhasco confinado Raiva mim
Emoção e comportamentos emocionais

Emoções Comportamento emocional


Semelhanças
Controle Externo Controle Externo
Definido pela história de aprendizagem Definido pela história de aprendizagem
Diferenças
Comportamento privado/encoberto Comportamento público
Acesso somente ao sujeito Acesso público
Identificação por acordo social Identificação mensuração
Não há referente real Há referente real
Emoções como descritores (tatos) de
contingências
▶ Emoções são selecionadas pelo ambiente, portanto em
situações de mesma classe, as mesmas emoções
aparecem;
▶ Emoções ajudam a compreender as relações envolvidas
em uma contingência;
▶ Emoções não são apenas respostas A → B;
▶ Emoções podem ser utilizadas como descritores das
contingências em vigor;
▶ Ajudam a compreender a história de reforçamento.
Emoções simples e emoções complexas

▶ Simples:
▶ Medo, ansieade, felicidade, raiva, fome, sede, etc.;
▶ Geralmente afetadas por distância ou remoção do estímulo;
▶ Geralmente não são mediadas pela comunidade;
▶ Manejo relativamente fácil.
▶ Complexas
▶ Ciúmes, culpa, vergonha, exaltação, e descrições similares as simples;
▶ Geralmente mediadas pela comunidade;
▶ Geralmente produzem mais de um efeito, inclusive paradoxais ou “estranhos”;
▶ Requerem análises mais complexas.
Contingência: Sd R C
Medo Barata Correr Eu me distancio
Medo
Choro Parceiro mata a barata

Raiva Carro com som Grito Ele se distancia


Raiva

Medo complexo Parceiro Choro Parceiro Ajuda


presente Medo
Dificuldade para
estudar
Contingência: Sd R C

Tristeza Entrevista de Faz entrevista Não consegue emprego


emprego
Depressão Presença social Relatos tristes Acolhimento
(frequência Choro
comportamental baixa tristeza
em várias situações)
Presença social Relatos de festas, Retirada do acolhimento
momentos felizes
Felicidade

Sem social Ir para festas, rir, Retirada do acolhimento no


brincar, com amigos. longo prazo.
Punição (mentiroso)

Sem social Ficar na cama Acolhimento no longo prazo;


Auxilio nas atividades no
longo prazo
Obrigado