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A capoeira instalou­se no Brasil por meio dos negros escravizados, que foram trazidos da África Ocidental, 

como uma maneira de defender­se a seus opressores. As realizações da capoeira acontecia as escondidas, já 
que parecia com uma dança ou manifestação religiosa e disfarçava o seu maior objetivo, que era o seu desejo 
de matar e lutar pela libertação dos escravos. 
Há dois tipos de capoeira no Brasil: o Angola e a Regional. 
A capoeira de Angola que senta um ritmo mais lento e é jogada com movimentos no chão (plano baixo) . A 
Regional possui um ritmo mais rápido e os movimentos acontecem em sua maior parte, em pé (planos médios
e altos) . 
Os principais movimentos da capoeira são: a ginga, as esquivas e os golpes, entre eles o martelo a queixada, a 
meia lua de frente, a chapa, a benção, a armada, o ponteiro, a meia lua de compasso e a rasteira, entre 
outros. Os instrumentos usados na capoeira são: berimbau, pandeiro, atalafe, reco­reco, o agogôs e caixa. 
O termo capoeira significa “o mato que nasce depois do desmatamento”, provavelmente porque era praticada 
entre esses matos, com os lutadores próximos ao chão, para não serem descobertos pelos seus senhores. 
 Em 2008, a capoeira foi declarada Patrimônio Imaterial da Humanidade. 
Principais nomes da capoeira

Grandes Mestres 

“Bimba” (Manoel dos Reis Machado)

Mestre Bimba o maior capoeirista de todos os tempos, o libertador da capoeira, o 
paladino da cultura negra, o criador da luta regional baiana ( cognome sob o qual a capoeira foi liberada, na 
década de 30, pelo interventor da Bahia, Ten. Juracy Magalhães, da proscrição pelo Código Penal).

Sua importância histórica só encontra paralelo naquela de Mestre Pastinha, que conseguiu unir todos os 
demais Mestres de sua época em torno de sua figura carismática e conservar o primitivo jogo de capoeira sob 
o nome de “angola”, fator de primordial valor na evolução histórica desta brincadeira dos mestiços brasileiros.

Pastinha (Vicente Joaquim Ferreira)

Pastinha É o primeiro em sua arte; Foi com o Mestre Pastinha que foram instituídas 
as cores amarelo e preto para o uniforme dos angoleiros e a constituição da bateria composta por três 
berimbaus, dois pandeiros, um atabaque, um reco­reco e um agogô.

“Capoeira é tudo o que a boca come”, dizia ele na sua singular filosofia. Formou capoeiristas como João 
Grande, João Pequeno, Curió e tantos outros.“Mestre João Grande” (João Oliveira dos Santos)
João Grande um dos principais díscipulos do mestre Pastinha. Por mais de 40 anos o
Mestre João Grande tem praticado e ensinado Capoeira Angola. Ele viajou para África, Europa e
América do Norte, onde ensina atualmente, em sua academia na cidade de New York.
De lá ele continua mantendo o intercâmbio com a Bahia e acompanhando a movimentação da
Associação Brasileira de Capoeira Angola.

“Mestre João Pequeno” (João Pereira dos Santos)

João Pequeno aluno do Mestre Pastinha e um dos mais velhos e importantes mestres
da Capoeira Angola em atividade. Pela academia do Mestre João Pequeno, no Centro Histórico de
Salvador, passaram alguns dos principais mestres da nova geração angoleira. É possível vê-lo quase
todas as noites jogando e ensinando a tradicional arte da Capoeira.
Academia de Capoeira Angola de Mestre João Pequeno Centro de Cultura Popular Forte de Santo Antônio – 
Santo Antônio além do Carmo Salvador – Bahia.

“Mestre Caiçara” (Antônio Carlos Moraes)

Numa época em que o Pelourinho não tinha o glamour de hoje, Mestre Caiçara ditava as regras num território
de prostitutas e cafetões; de traficantes e malandros. Todos tinham que pedir a sua benção. Gravou um dos 
principais discos da Capoeira Angola onde exemplifica os diversos toques de berimbau, além de cantar 
ladainhas e sambas de roda.”