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SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS COM ELETRICIDADE

NR-10

Instrutora: Engª Milene O. de Sousa

Campina Grande, 23 de maio de 2018


Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade

Causas e Medidas de Controle dos Riscos Elétricos

• Sabemos que nas atividades em instalações elétricas estamos expostos a riscos


decorrentes do princípio de funcionamento da eletricidade, a qual não apresenta
cheiro, cor, ruídos nem movimentos visíveis.

Figura 2. Riscos com eletricidade.

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Causas e Medidas de Controle dos Riscos Elétricos

• Instalações elétricas diferem daquelas dotadas de componentes mecânicos,


hidráulicos e pneumáticos nas quais, por inspeção visual, constatamos o movimento
de polias, engrenagens ou ainda a presença de fluidos que caracterizam riscos de
exposição e até anomalias existentes nos sistemas.

• Na área elétrica não recebemos “avisos”.

• O simples contato físico com a carcaça de um quadro elétrico, que pode estar
energizada acidentalmente, expõe o trabalhador a riscos inerentes à eletricidade.
Figura 3. Choque elétrico

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Causas e Medidas de Controle dos Riscos Elétricos

• Pelo fato da eletricidade estar presente em nosso cotidiano, estamos sempre


expostos a ela , não só o trabalhador, como também o usuário ou leigo que necessita
das instalações elétricas ou usufrui do conforto que elas oferecem.

• Diante da exposição ao que denominamos riscos elétricos, ou seja, o choque elétrico,


o arco elétrico e o campo eletromagnético, é necessária a adoção de medidas
preventivas para evitar a exposição e suas consequências.
Figura 4. Aviso de risco de choque elétrico

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Causas e Medidas de Controle dos Riscos Elétricos


Risco x Perigo

• Perigo:

• Situação ou condição de risco com probabilidade de causar lesão física ou dano à


saúde das pessoas por ausência de medidas de controle.

• Risco:

• Capacidade de uma grandeza com potencial para causar lesões ou danos à saúde
das pessoas. O risco define-se como a probabilidade de ocorrência a
determinada situação ou evento potencialmente perigoso.

Figura 5. Diferença entre Risco e Perigo

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Causas e Medidas de Controle dos Riscos Elétricos


Exemplos de Perigo e Risco

• Exemplo 1:

• Ação/Atividade: Dirigir embriagado;


• Perigo: Dirigir embriagado;
• Risco: Morte, acidente, danos materiais, etc.

• Exemplo 2:

• Ação/Atividade: Transporte de carga na empilhadeira;


• Perigo: Operador de empilhadeira não habilitado e autorizado pela
empresa;
• Risco: Acidente, morte, danos materiais, etc.

• Exemplo 3:

• Ação/Atividade: Lavar o piso do local de trabalho;


• Perigo: Piso escorregadio
• Risco: Queda, acidente, ferimentos, etc.
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Causas e Medidas de Controle dos Riscos Elétricos


Risco x Perigo

• É importante destacar que somente haverá o risco caso exista aproximação do


trabalhador e terceiros ao perigo, pois o risco está associado diretamente à exposição
ao perigo.

• A partir da existência de uma aproximação ao perigo, aumenta-se a exposição e


consequentemente, o risco.

• Inicialmente surge o perigo para que depois, se houver exposição, surja o risco.

• O trabalhador que atua em instalações elétricas ou em suas proximidades deve


conhecer não só os riscos a que está exposto, como também os procedimentos e as
medidas para evita-los.

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Choque elétrico
Definições

• Os condutores energizados perfazem milhões de quilômetros, portanto,


aleatoriamente o defeito (ruptura ou fissura da isolação) aparecerá em algum lugar,
produzindo um potencial de risco ao choque elétrico.

• Como a população atual da Terra é enorme, sempre haverá alguém perto do defeito,
e o acidente será inevitável.

• É importante compreender o mecanismo do efeito da corrente elétrica no corpo


humano para uma efetiva prevenção e combate aos riscos provenientes do temido
choque elétrico.

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Choque elétrico
Definições

• Em termos de riscos fatais, o choque elétrico, de um modo geral, pode ser analisado
sob dois aspectos:

• Correntes de choques de baixa intensidade:

• Provenientes de acidentes com baixa tensão, sendo o efeito mais grave a


consideras, as paradas cardíacas e respiratórias.

• Correntes de choques de alta intensidade:

• Provenientes de acidentes com alta-tensão, sendo o mais grave, isto é,


queimaduras externas e internas no corpo humano.

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Choque elétrico
Definições

• O choque elétrico (é um risco), pode ser definido como uma perturbação de natureza
e efeitos diversos que se manifesta no corpo humano, quando por ele circula uma
corrente elétrica.

Figura 6. Possíveis caminhos a serem percorridos por corrente elétrica no corpo humano.

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Choque elétrico

• O corpo humano se comporta como um condutor elétrico, portanto possui uma


resistência elétrica;

• A passagem da corrente elétrica ocorre quando o corpo é submetido a uma diferença


de potencial.

• A resistência é a capacidade de um corpo qualquer se opor à passagem da corrente


elétrica quando existe uma diferença de potencial a ele aplicada.

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Choque elétrico
Definições

• Cabe lembrar a primeira lei de Ohm: V=R*I;

• V é a diferença de potencial, ou tensão aplicada expressa em volts;

• R é o valor da resistência expressa em ohm;

• I corresponde à corrente elétrica, o movimento ordenado de elétrons livres, cuja


unidade é o Ampére.

• A corrente elétrica que vai circular pelo corpo é diretamente proporcional à diferença
de potencial submetida e inversamente proporcional à resistência elétrica do corpo.

Figura 7. Possíveis caminhos a serem percorridos por corrente elétrica no corpo humano.

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Choque elétrico
Definições

• Podemos comparar a circulação da corrente elétrica no organismo ao disparo de uma


arma de fogo.

• O projétil, ao atingir o organismo, possui um ponto de entrada e outro de saída.

• Todos os músculos, órgãos, cartilagens, ossos, artérias e veias serão afetados por esse
projétil.

• No choque elétrico o efeito é semelhante.

• A corrente elétrica possui um ponto de entrada e também um ponto de saída. Quanto


maior o valor da corrente, maiores são as complicações decorrentes do choque
elétrico.

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Choque elétrico
Definições

• A dissipação de calor em uma resistência é regida pela equação P = R*I², em que:

• P corresponde à potência dissipada em watt;


• R é o valor da resistência;
• I representa a corrente elétrica em Ampéres.

• A potência dissipada por efeito Joule, neste caso a queimadura, é proporcional ao


quadrado do valor da corrente elétrica, notadamente nos pontos de entrada e saída
onde a resistência do organismo é maior em função da epiderme.

• O efeito Joule expressa a relação entre o calor gerado por uma corrente elétrica
percorrendo um condutor, durante um intervalo de tempo, por meio da
transformação de energia elétrica em energia térmica.

• Como resultado do choque elétrico ou ainda da passagem de corrente elétrica pelo


corpo humano podemos te desde uma sensação de formigamento até sensações
dolorosas com contrações musculares e queimaduras.

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Choque elétrico

• As queimaduras decorrentes de corrente elétrica são profundas e de difícil cura.

Figura 8. Queimaduras provocadas por acidentes com eletricidade.

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Choque elétrico

• Os efeitos da corrente elétrica circulando no corpo humano, segundo a norma IEC,


dependem basicamente de cinco fatores:

• Intensidade da corrente (A);


• Duração do choque (s);
• Frequência do sinal (Hz);
• Densidade da corrente (mA/mm²);
• Caminho percorrido pela corrente.

• Os neurônios existentes no organismo conduzem impulsos de corrente elétrica


responsáveis pelas atividades biológicas, entre outras. No caso de essa corrente
fisiológica ser acrescida de outra corrente proveniente de uma fonte externa, devido a
um choque elétrico, ocorrem no organismo humano alterações das funções vitais
normais.

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Choque elétrico

• Acidentes decorrentes do contato com instalações energizadas em alta tensão


implicam em queimaduras superficiais e profundas, com a consequente destruição de
tecidos devido aos efeitos térmicos da passagem da corrente elétrica pelo corpo
humano.

• Outro efeito fisiológico com grave consequência, que pode ocorrer quando a corrente
elétrica circula pelo organismo humano, é a fibrilação ventricular.

• É atribuída a contrações desordenadas, a que o músculo cardíaco é submetido,


perdendo o movimento de bomba e vibrando numa frequência aleatória, sem
bombear o sangue.

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Choque elétrico

• A preocupação com a fibrilação ventricular é tão grande que a NR-10 prescreve:

• 10.12.2 Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a executar o resgate e


prestar os primeiros socorros a acidentados, especialmente por meio de
reanimação cardiorrespiratória.

• Em sua primeira edição, a publicação 479 da IEC define cinco zonas de efeitos para
correntes alternadas de 50 e 60 Hz e leva em consideração pessoas que pesam 50 Kg
e um trajeto de corrente entre as extremidades do corpo (mão/mão ou mão/pé).

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´Choque elétrico
Choque elétrico dinâmico

• Choque dinâmico:

• Ocorre quando se faz contato com um elemento energizado.

• Causas do choque dinâmico:

• Toque acidental na parte viva do condutor;


• Toque em partes condutoras próximas aos equipamentos e instalações, que
ficaram energizadas acidentalmente por defeito, fissura ou rachadura na
isolação.

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Choque elétrico
Choque elétrico dinâmico

• O choque dinâmico ocorre quando se faz contato com um ponto energizado de uma
instalação.

• Permanece durante o contato ou até a instalação ou ponto se tornar desenergizado.

• Normalmente acontece de forma não intencional com parte viva de uma instalação,
como barramentos, condutores ou massa (carcaça) de equipamentos energizados por
falta do sistema de aterramento.

• Torna-se um choque de maior gravidade devido à permanência do contato do corpo


no ponto energizado, trazendo sequelas em órgãos como pulmão, coração, rins,
cérebro, vasos sanguíneos, e enrijecimento dos músculos.

• O choque dinâmico pode ser causado por tensão de passo e tensão de toque.

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Choque elétrico
Choque elétrico dinâmico

• Tensão de passo:

• É a diferença de potencial entre dois membros inferiores da pessoa no momento


da passagem de corrente elétrica pelo solo.

• Essa corrente pode ser ocasionada por uma descarga atmosférica no solo ou a
queda de um condutor de alta tensão no solo.

Figura 9. Tensão de passo.

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Choque elétrico
Choque elétrico dinâmico

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Choque elétrico
Choque elétrico dinâmico

• Tensão de toque:

• É decorrente da diferença de potencial a que uma pessoa está submetida ao


tocar em um ponto energizado, no instante em que esteja circulando uma
corrente elétrica.

• Pode ser ocasionada por descargas atmosféricas que estejam percorrendo um


condutor de descida para o sistema de aterramento, ou pela massa (carcaça) de
equipamentos com estrutura metálica que esteja energizada desprovida de
aterramento, ausência de proteção diferencial residual (DR) e contato acidental
com partes vivas (energizadas), tais como barramentos, conectores, etc.
Figura 10. Tensão de toque.

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Choque elétrico
Choque elétrico estático

• É ocasionado pela descarga de um equipamento ou instalação com característica


capacitiva; por exemplo, capacitores, máquinas, polias ou veículos em movimento.

• O atrito entre componentes móveis pode eletriza-los.

• O contato com equipamento ou carcaças metálicas, nestas condições, pode acarretar


choque elétrico.

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Choque elétrico
Efeitos

• Contrações violentas dos músculos;

• Fibrilação ventricular do coração;

• Lesões térmicas e não térmicas;

• Óbito como efeito indireto de quedas e pancadas.

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Choque elétrico
Efeitos

• A morte por asfixia ocorrerá, se a intensidade da corrente elétrica for de valor


elevado, normalmente acima de 30 mA e circular por um período de tempo
relativamente pequeno, normalmente por alguns minutos.

• A fibrilação ventricular do coração ocorrerá se houver intensidades de corrente da


ordem de 15 mA que circulem por períodos de tempo superiores a um quarto de
segundo.

• Podemos ter ainda queimaduras tanto superficiais, na pele, como profundas, inclusive
nos órgãos internos.

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Choque elétrico
Efeitos

• São fatores que determinam a gravidade do choque elétrico:

• Percurso da corrente elétrica;

• Características da corrente elétrica;

• Resistencia elétrico do corpo humano.

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Choque elétrico
Efeitos

• Percurso da corrente elétrica:

• Tem grande influência na gravidade do choque elétrico.

Figura 10. Percurso da corrente elétrica no corpo humano.

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Choque elétrico
Efeitos

• Características da corrente elétrica

• Para corrente contínua CC, as intensidades da corrente deverão ser mais


elevadas para ocasionar as sensações do choque elétrico, a fibrilação ventricular
e a morte.

• As correntes alternadas de frequência entre 20 e 100 Hertz são as que oferecem


maior risco. Especificamente as de 60 Hertz, usadas nos sistemas de
fornecimento de energia elétrica, são especialmente perigosas, uma vez que elas
se situam próximas à frequência na qual a possibilidade de ocorrência da
fibrilação ventricular é maior.

• Ocorrem também diferenças nos valores da intensidade da corrente para uma


determinada sensação do choque elétrico, se a vítima for do sexo feminino ou
masculino.

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Choque elétrico
Efeitos

Figura 11. Efeitos provocados pela corrente elétrica em homens e em mulheres.

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Choque elétrico
Efeitos

• Resistência elétrica do corpo humano

• A intensidade da corrente que circulará pelo corpo da vítima dependerá em


muito da resistência elétrica que esta oferecer à passagem da corrente. , e
também de qualquer outra resistência adicional ente a vítima e a terra.

• A resistência que o corpo humano oferece à passagem da corrente é quase que


exclusivamente devida à camada externa da pele, a qual é constituída de células
mortas.

• A resistência do corpo humano situa-se entre 100.000 e 600.000 ohms, quando a


pele encontra-se seca e não apresenta cortes.

• Quando a pele encontra-se úmida, a resistência elétrica do corpo diminui.

• A resistência oferecida na parte interna do corpo, constituída pelo sangue,


músculos e demais tecidos, é bem baixa, normalmente 300 ohms a no máximo
500 ohms. 31
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Choque elétrico
Efeitos

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Choque elétrico

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Arco elétrico
Arco elétrico

• Sempre que ocorre a passagem de corrente elétrica pelo ar ou outro meio isolante (
óleo, por exemplo) está ocorrendo um arco elétrico.

• O arco elétrico (ou arco voltaico) é uma ocorrência de curtíssima duração (menos que
½ segundo), e muitos são tão rápidos que a olho nu não é possível perceber.

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Causas e Medidas de Controle dos Riscos Elétricos


Arco elétrico

• Trata-se de um fenômeno físico inerente a instalações e equipamentos elétricos.

• Sempre que houver a passagem de corrente elétrica por um meio não condutor,
devido ao rompimento de suas características isolantes, ocorre um arco elétrico.

• O arco envolve as partes metálicas sujeitas à diferença de potencial, que não estão em
contato direto.

• Pode ser causado por fatores relacionados a pessoas, ao ambiente ou ao


equipamento.

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Causas e Medidas de Controle dos Riscos Elétricos


Arco elétrico

• Vários acidentes decorrentes de arco elétrico são provocados por atitudes


impensadas ou descuido durante a realização de tarefas.

• Muitas são as situações em que os trabalhadores executam outras atividades próximo


de redes energizadas, tais como a montagem de antenas de televisão e de estruturas
metálicas, trabalhos relacionados com a colocação de calhas metálicas, rufos ou
reparos em alvenarias utilizando réguas de alumínio, reaperto de componentes com
painéis energizados ou até mesmo a abertura de chaves seccionadoras em carga.

• A existência de equipamentos que não possuem câmaras de extinção, diferente do


que ocorre com disjuntores, e até mesmo a ausência de dispositivos que efetuem a
limitação das correntes de curto-circuito, também podem implicar na ocorrência de
arcos elétricos.

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Causas e Medidas de Controle dos Riscos Elétricos


Arco elétrico

• Outros fatores que também podem provocar o arco elétrico são aqueles associados
ao emprego de equipamentos de medição inadequados ou até chaveados
erroneamente, como, por exemplo, na medição da resistência de circuitos
energizados, em que o multímetro não suporta os níveis de tensão presentes na
instalação.

• O arco elétrico é um fenômeno de curta duração, em que a energia incidente é


transformada em calor, energia acústica, onda de pressão e energia luminosa.

• É a maior fonte de calor conhecida na Terra. A temperatura do núcleo do arco pode


alcançar cerca de 20000 °C.

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Arco elétrico

• O deslocamento de ar, constituindo uma onda de pressão, pode provocar quedas ou


arremessar o trabalhador envolvido a outras partes da instalação, agravando o
acidente. Somados, a extrema temperatura que funde os barramentos, condutores,
terminais e até componentes isolantes, o deslocamento de ar provocado pela zona de
alta pressão projeta material fundido a velocidades altíssimas.

• Pode haver ainda a emissão de radiação ultravioleta.

• Forte explosão e energia acústica acompanham a intensa energia térmica. O ruído


decorrente da ocorrência do arco elétrico pode alcançar, em alguns casos, 160 dB.

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Causas e Medidas de Controle dos Riscos Elétricos


Arco elétrico

• Vários são os danos e as consequências da exposição ao arco elétrico, que podem ser
relacionados como:

• Traumas psicológicos impostos aos acidentados, caso retornem a operar


instalações elétricas;
• Danos impostos ao sistema visual devido às radiações ultravioletas e
infravermelha produzidas pelo arco;
• Danos ao sistema auditivo devido ao ruído decorrente do deslocamento de ar, o
qual pode atingir 160 dB;
• Queimaduras profundas;
• Óbito em virtude das consequências das quedas e queimaduras, que podem
atingir o terceiro grau;
• Traumatismos decorrentes de quedas provocadas pelo deslocamento de ar,
notadamente aquelas que envolvem trabalho em altura;
• Paralização de sistemas produtivos, subestações e instalações por causa do
poder destrutivo do arco elétrico;
• Despesas com reparo e substituição de equipamentos e componentes da
instalação. 39
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Arco elétrico

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Arco elétrico

• A proteção contra o arco elétrico depende do cálculo da energia que pode ser
liberada no caso de um curto-circuito.

• As vestimentas de proteção adequadas devem cobrir todas as áreas que possam estar
expostas à ação das energias oriundas do arco elétrico.

• Muitas vezes, além da cobertura completa do corpo, elas devem incluir capuzes.

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Arco elétrico

• Exemplo do risco ao usar equipamento de proteção inadequado em uma determinada


situação, nesse caso o arco elétrico foi tão forte que resultou em óbito.

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Arco elétrico

• A vestimenta de proteção contra arco elétrico deve incluir o rosto, pescoço, cabelos,
em fim, as partes da cabeça que também possam sofrer danos se expostas a uma
energia térmica muito intensa.

• Além dos riscos de exposição aos efeitos térmicos do arco elétrico, também está
presente o risco de ferimentos e quedas, decorrentes das ondas de pressão que
podem se formar pela expansão do ar.

• Na ocorrência de um arco elétrico, uma onda de pressão pode empurrar e derrubar o


trabalhador que está próximo da origem do acidente.

• Essa queda pode resultar em lesões mais graves se o trabalho estiver sendo realizado
em uma altura superior a dois metros.

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Arco elétrico

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Arco elétrico

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Arco elétrico

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Campo eletromagnético

• Os profissionais que atuam em instalações elétricas, ou ainda em suas proximidades,


podem estar expostos a elevados valores de tensão danosos ao corpo humano e
ainda aos efeitos não menos danosos do arco elétrico;

• Como se não fosse suficiente, o trabalhador pode estar exposto inclusive aos efeitos
provocados pela indução dos campos eletromagnéticos;

• Considerando os possíveis efeitos adversos à saúde, sempre existiram


questionamentos e preocupações dos empregados do setor elétrico com relação aos
efeitos e níveis aceitáveis de exposição ao campo eletromagnético.

• Com relação a esses aspectos, a OMS (Organização Mundial de Saúde) estabelece que
devem ser empregados esforços para identificar os locais e os limites de exposição,
sem prejuízo do uso da eletricidade.

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Campo eletromagnético

• Os campos eletromagnéticos são produzidos por linhas de transmissão, fiação elétrica


e também por equipamentos elétricos.

• Constituem linhas de força invisíveis que envolvem qualquer dispositivo elétrico,


material ou ser vivo.

• Os campos elétricos são produzidos pela tensão e aumentam na medida em que a


intensidade da tensão se eleva. Sua unidade de medida é o quilovolt/metro (kV/m).

• Os campos magnéticos resultam do fluxo da corrente e aumentam em intensidade


quando essa corrente aumenta.

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Campo eletromagnético

• Os campos magnéticos de 60 Hz atravessam a maioria dos materiais e apresentam


grandes dificuldades de blindagem.

• Tanto o campo elétrico como o magnético diminuem à medida que a distância às


fontes aumenta.

• Os níveis de campo considerados seguros são os apresentados a seguir:


Tabela 1. Níveis de referência para campo magnético.

Tipo de exposição Campo magnético mG


Trabalhadores (jornada de 4300
trabalho)
Público (exposição 833
permanente)
Fonte: ENQUALAB 2005 – Encontro para a Qualidade de Laboratórios..

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Campo eletromagnético

Tabela 2 – Níveis de referência para campo elétrico

Tipo de exposição Campo elétrico (kV/m)


Trabalhadores (jornada de 8,3
trabalho)
Trabalhadores (período 8,3
curto)
Público (exposição
Tabela 4,2
1. Níveis de referência para campo magnético.
permanente)
Público (algumas horas/dia) 4,2

Fonte: ENQUALAB 2005 – Encontro para a Qualidade de Laboratórios..

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Causas e Medidas de Controle dos Riscos Elétricos


Campo eletromagnético

• Podem ser observados os seguintes efeitos na presença de campos, conforme a


intensidade:

• Entre 1000 e 5000 mG (miligauss): pouquíssimos efeitos biológicos registados.


Mudanças no metabolismo do cálcio e suspeitas da supressão da produção de
melatonina.

• Entre 5000 e 50000 mG (miligaus): efeitos biológicos bem definidos como


mudanças na latência de respostas em testes complexos de raciocínio; sensações
visuais oscilatórias, conhecidas como fosfenos magnéticos.

• Entre 50000 e 50000 mG: são excedidos os limiares para mudanças agudas na
excitabilidade do sistema nervoso central e outros efeitos agudos.

• Acima de 500000 mG: provocam excitação neural e podem produzir efeitos


biológicos irreversíveis, ais como fibrilações cardíacas.

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Causas e Medidas de Controle dos Riscos Elétricos


Campo eletromagnético

• Existem aparelhos para medição de campo elétrico e magnético.

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Causas e Medidas de Controle dos Riscos Elétricos


Campo eletromagnético

• Quando um objeto condutor está imerso em um campo elétrico, correntes e tensões


são induzidas nele.

• Quando uma pessoa faz contato entre tal objeto e a terra, flui uma corrente (choque)
que pode trazer desconforto ou riscos.

• O funcionamento do marca-passo pode ser prejudicada por determinados níveis de


campo à frequência industrial, que podem ser encontrados tanto em trabalhos
ocupacionais como nas proximidades de linhas e subestações.

• A sensibilidade do marca-passo cardíaco e a severidade dos efeitos dependem do


projeto e do modelo.

• Os efeitos do campo eletromagnético no corpo e os limites considerados admissíveis


ainda são temas em discussão e estudo por todo o mundo.

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Causas e Medidas de Controle dos Riscos Elétricos


Campo eletromagnético

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Outros Perigos e Riscos de Ambiente

• Além dos riscos elétricos já conhecidos, existem os riscos proporcionados pelo tipo do
ambiente ou processo de trabalho que podem afetar direta ou indiretamente a
segurança das pessoas que trabalham com a eletricidade.

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Outros Perigos e Riscos de Ambiente

• Altura:

• Em trabalho com energia elétrica feitos em alturas como torres de transmissão e


postes, deve ser seguido as instruções relativas a segurança para estas
atividades.

• Ambientes confinados:

• Nas atividades que exponham os trabalhadores a riscos de asfixia, explosão,


intoxicação e doenças do trabalho, devem ser adotadas medidas especiais de
proteção.

• Áreas Classificadas:

• São ambientes de alto risco aqueles nos quais existe a possibilidade de


vazamento de gases inflamáveis em situação de funcionamento normal devido a
razões diversas, como, por exemplo, desgaste ou deterioração de equipamentos.
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Outros Perigos e Riscos de Ambiente

• Instalações elétricas em ambientes explosivos:

• As instalações e serviços de eletricidade devem ser projetados, executados,


operados, mantidos, reformados e ampliados de forma que permitam a
adequada distribuição de energia e isolamento, correta proteção contra fugas de
corrente, curtos-circuitos, choques elétricos, entre outros riscos.

• Condições atmosféricas

• Chuva, umidade, ventos, etc. A umidade propicia a diminuição da capacidade


disruptiva do ar, aumentando assim o risco de acidentes elétricos.

• Todo trabalho em equipamentos energizados só deve ser iniciado com boas


condições meteorológicas, não sendo permitidos trabalhos sob chuva, neblina
densa ou ventos.

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Outros Perigos e Riscos de Ambiente

• Descargas atmosféricas (raios):

• É um fenômeno da natureza absolutamente imprevisível tanto em relação às


suas características elétricas como em relação aos efeitos destruidores
decorrentes de sua incidência sobre edificações, pessoas ou animais.

• Sobretensões transitórias provocadas por raios:

• Um raio ao cair na terra pode provocar grande destruição devido ao alto valor de
sua corrente elétrica, que gera intensos campos eletromagnéticos, calor, etc.
Além dos danos causados diretamente pela corrente elétrica e pelo intenso calor,
o raio pode provocar sobretensões em redes de energia elétrica, em redes de
telecomunicações, de TV a cabo, antenas parabólicas, redes de transmissão de
dados etc.

• As sobretensões transitórias podem chegar até as instalações elétricas internas


ou de telefonia, de TV a cabo ou de qualquer unidade consumidora.
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Equipamentos de proteção

• A norma que regulamenta os equipamentos de proteção individual e coletivos é a NR-


6.

• Equipamento de Proteção Individual (EPI) todo dispositivo ou produto, de uso


individual utilizado pelo trabalhador, destinado a proteção de riscos suscetíveis de
ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

• Nos trabalhos que envolvem instalações elétricas, quando as medidas de proteção


coletiva forem tecnicamente inviáveis para controlar os riscos, deve-se adotar
equipamentos de proteção individual.

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Equipamentos de proteção

• No texto da NR-10 encontramos:

• 10.2.9.1 Nos trabalhos em instalações elétricas, quando as medidas de proteção


coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos,
devem ser adotados equipamentos de proteção individual específicos e
adequados às atividades desenvolvidas, em atendimento ao disposto na NR-10.

• 10.2.9.2 As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades,


devendo contemplar a condutibilidade, inflamabilidade e influências
eletromagnéticas.

• 10.2.9.3 É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações


elétricas ou em suas proximidades.

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Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade

Equipamentos de proteção coletiva - EPCs

• No desenvolvimento de serviços em instalações elétricas e em suas proximidades,


devem ser previstos e adotados equipamentos de proteção coletiva;

• De acordo com a NR-10, os EPCs devem ter prioridade sobre os equipamentos de


proteção individual (EPIs).

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Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade

Equipamentos de proteção coletiva - EPCs

• Equipamento de proteção coletiva (EPC) é todo dispositivo, sistema ou meio, fixo ou


móvel, de abrangência coletiva destinado a preservar a integridade física e a saúde
dos trabalhadores, usuários e terceiros.

Figura 1. Equipamentos de proteção coletiva.

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Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade

Equipamentos de proteção coletiva - EPCs

• Banqueta isolante

• Finalidade: Isolar o operador do potencial da terra, ampliando sua segurança nas


intervenções.

Figura 2. Banqueta isolante.

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Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade

Equipamentos de proteção coletiva - EPCs

• Manta isolante

• Finalidade: Isolar as partes energizadas da rede durante a execução de tarefas.

Figura 3. Manta isolante.

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Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade

Equipamentos de proteção coletiva - EPCs

• Tapete isolante

• Finalidade: Isolar o operador do potencial da terra, ampliando sua segurança nas


intervenções.
Figura 4. Tapete isolante.

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Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade

Equipamentos de proteção coletiva - EPCs

• Cone

• Tem por objetivo advertir, sinalizar e delimitar área de risco e orientar o fluxo de
trânsito.

Figura 5. Cone

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Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade

Equipamentos de proteção coletiva - EPCs

• Dispositivo DR

• Finalidade: proteger as pessoas e os animais contra os efeitos do choque elétrico


por contato direto ou indireto (causado por fuga de corrente).

Figura 6. Dispositivos DR.

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Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade

Equipamentos de proteção coletiva - EPCs

• Aterramento

• Finalidade: proteger o usuário do equipamento das descargas atmosféricas


através da viabilização de um caminho alternativo para a terra.

Figura 7. Aterramento .

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Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade

Equipamentos de proteção coletiva - EPCs

• Grade metálica dobrável

• Finalidade: utilizada no isolamento e na sinalização de áreas de trabalho, poços


de inspeção, entrada de galerias subterrâneas e situações semelhantes.

Figura 8. Grade metálica dobrável.

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Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade

Equipamentos de proteção coletiva - EPCs

• Placas de sinalização

• Finalidade: orientar, alertar, avisar e advertir as pessoas quanto aos riscos ou


condições de perigo existentes, proibições de ingresso ou acesso e cuidados e
identificação dos circuitos ou partes dele.
Figura 9. Placas de sinalização.

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Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade

Equipamentos de proteção coletiva - EPCs

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Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade

Equipamentos de proteção individual - EPIs

• Conforme Norma Regulamentadora NR-6 – Equipamento de Proteção Individual – EPI


é todo o dispositivo de uso individual utilizado pelo empregado, destinado a proteção
de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

• A empresa é obrigada a fornecer ao empregado, gratuitamente, EPI adequado ao


risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes
circunstâncias:

• Sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra
os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças ocupacionais.

• Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas.

• Para atender situações de emergência.

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Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade

Equipamentos de proteção individual - EPIs

• Luva isolante

• Finalidade: proteger as mãos do trabalhador no contato com eletricidade.

• As luvas para corrente alternada possuem tensão máxima de uso de 500 V a


36000 V;
• As luvas com propriedades elétricas para corrente contínua possuem tensão
máxima de uso de 750 V a 54000 V.

Figura 10. Luva isolante.

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Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade

Equipamentos de proteção individual - EPIs

• Luva de cobertura para proteção da luva isolante de borracha

• Finalidade: Proteção mecânica da luva isolante. Esta luva não possuem função
isolante, sua utilização é exclusivamente para proteção mecânica da luva
isolante.
Figura 11. Luvas de cobertura.

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Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade

Equipamentos de proteção individual - EPIs

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Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade

Equipamentos de proteção individual - EPIs

• Manga isolante

• Finalidade: proteger o braço e o antebraço do profissional contra choque elétrico


durante os trabalhos em circuitos elétricos energizados.

Figura 12. Manga isolante.

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Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade

Equipamentos de proteção individual - EPIs

• Bota isolante

• Finalidade: proteger o trabalhador do contato com materiais energizados.

• A bota isolante deve ser inspecionada a procura de avarias.

Figura 13. Bota isolante.

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Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade

Equipamentos de proteção individual - EPIs

• Óculos

• Finalidade: proteger contra projeção de materiais

Figura 14. Óculos de proteção.

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Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade

Equipamentos de proteção individual - EPIs

• Protetor facial

• Finalidade: Oferecer grau de proteção contra arcos elétricos e projeção de


materiais.
Figura 15. Protetor facial.

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Equipamentos de proteção individual - EPIs

• Capuz balaclava

• Finalidade: oferecer proteção contra arcos elétricos;

• É confeccionado em malha de fibra (100% algodão com tratamento


retardante à chama).
Figura 16. Capuz balaclava.

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Equipamentos de proteção individual - EPIs

• Capuz carrasco

• Finalidade: oferecer grau de proteção contra arcos elétricos;

• Confeccionado em tecido (88% algodão e 25% tecido sintético); com


tratamento retardante à chama e com visor.

Figura 17. Capuz carrasco.

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Equipamentos de proteção individual - EPIs

• Blusão anti arco elétrico

• Finalidade: oferecer grau de proteção contra arco elétrico;

• Possui tratamento retardante a chama.


Figura 18. Blusão anti arco elétrico .

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Equipamentos de proteção individual - EPIs

• Protetor auditivo

• Finalidade: oferecer proteção a audição do trabalhador

Figura 19. Protetor auditivo .

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Equipamentos de proteção individual - EPIs

• Cinturão tipo paraquedista

• Finalidade: oferecer proteção a quedas.


Figura 20. Cinturão tipo paraquedista.

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Equipamentos de proteção individual - EPIs

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SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS COM ELETRICIDADE