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Ciência da Computação 2018.

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Física aplicada a computação
Discente: Tainah Bomfim Marques Matricula: 201820461
Prova 1 – Produção de texto
Tema: Primórdios da Física Quântica

Radiação do corpo negro e teoria de Planck


 O que é um corpo negro?
Um corpo negro faz referencia a um objeto opaco que emite radiação térmica. Um corpo
negro perfeito é aquele que absorve toda a luz incidente e não reflete nada.
A temperatura ambiente, de um objeto deste tipo deveria ser perfeitamente negro (dai o
termo “corpo negro”), no entanto, se for aquecido a uma temperatura alta o corpo negro
começara a brilhar produzindo radiação térmica.
Todos os objetos emitem radiação térmica (sempre que sua temperatura esteja acima do
zero absoluto, o -273,15° Celsius), mas nenhum objeto em realidade é um emissor perfeito, na
verdade emitem ou absorvem melhor comprimentos de onda de luz do que outros. Essas
pequenas variações dificultam o estudo da interação entre luz, calor e matéria usando objetos
normais. Felizmente, é possível construir um corpo negro praticamente perfeito. Se construir
uma caixa com algum material termicamente condutor como o metal. A caixa deve estar
completamente fechada em todos os lados, de modo que o interior forme uma cavidade que não
receba luz do lado de fora. Então um pequeno buraco é feito em algum ponto da caixa. A luz
que sai desse buraco terá uma semelhança quase exata com a luz de um corpo negro ideal, com
temperatura do ar dentro da caixa.
No começo do século XX, os cientistas Lord Rayleigh e Max Planck (entre outros)
estudaram a radiação do corpo negro utilizando um dispositivo similar. Após um longo estudo
Planck foi capaz de descrever perfeitamente a intensidade da luz emitida por um corpo negro
em função do comprimento da onda. Foi inclusive capaz de descrever como o espectro mudaria
quando a temperatura mudava.
O trabalho de Planck sobre a radiação dos corpos negros é uma das áreas da física que levou
à fundação da ciência da mecânica quântica.
O que Planck descobriu foi que, à medida que a temperatura de um corpo negro aumentava,
a quantidade total de luz emitida por segundo também aumentava, e o comprimento de onda da
intensidade máxima do espectro mudava para cores azuladas.
Em 1889, Max Planck descobriu uma constante fundamental, a chamada de constante de
Planck, usada para calcular a energia de um fóton. Isso significa que a radiação não pode ser
emitida nem absorvida de forma continua, apenas em determinados momentos e pequenas
quantidades denominadas quantum ou fótons. A energia de um quantum ou fótons depende da
frequência da radiação:
𝐸 = ℎ\𝑛𝑢
Onde ‘h’ é a constante de Planck e seu valor é de 6,62. 10-34 J.s (Joule) ou também 4,13 x
10-15 eVs (elétron-volt). Um ano depois ele descobriu a lei da radiação eletromagnética emitida
por um corpo a uma determinada temperatura, chamada Lei de Planck, que explica o espectro
de emissão de um corpo negro. Esta lei se converteu em uma das bases da mecânica quântica
que surgiu anos depois com a colaboração de Albert Einstein, Niels Bohr, entre outros.

Efeito fotoelétrico

Esse efeito é outro fenômeno que, como a radiação do corpo negro, também envolve a
interação entre radiação e matéria. Mas desta vez é sobre a absorção de radiação de metais.
Heinrich Hertz (1857-1894), um cientista alemão, foi o primeiro a observar o efeito fotoelétrico,
em 1887, enquanto trabalhava na geração de ondas de rádio. Ele relatou essa observação, mas
não se dedicou a explicá-la.
Ao passar a luz ultravioleta no cátodo metálico (fotocatodo), a passagem de uma corrente
elétrica é detectada. Estes são elétrons que deixam o catodo (coletor) e são direcionados para o
ânodo através do vácuo dentro do tubo. Os eletrodos são conectados a uma diferença de
potencial de apenas alguns volts.
A teoria eletromagnética clássica considera que a radiação de maior intensidade (ou brilho
se é visível), que corresponde a ondas de maior amplitude, transporta maior energia. Essa
energia é distribuída uniformemente ao longo da frente de onda. A intensidade é igual a energia
que afeta, a cada unidade de tempo, uma unidade de superfície.
Com a radiação ultravioleta de diferentes intensidades, os elétrons deixam o metal com a
mesma velocidade. A radiação mais intensa começa mais elétrons. Essa observação também
resulta inexplicável.
Em 1905 Albert Einstein apresentou várias propostas acerca do fenômeno fotoelétrico,
dentre elas estão a quantização da energia, ou seja, para ocorrência da ejeção imediata de
elétrons da superfície, a energia da radiação (ondas eletromagnéticas) estaria concentrada em
pacotes (fótons) e não distribuída sobre a onda (previsão clássica). Demonstrou também que a
velocidade com que os elétrons são ejetados não depende da quantidade de fótons emitidos, e
sim da frequência que esses fótons possuem; relação que pode ser compreendida através da
expressão a seguir.

Nessa formula, interpretamos que a energia que o fóton possui, ao ser transferida para a
superfície, é convertida em energia cinética (elétron com velocidade) mais a função trabalho
(energia utilizada para remover o elétron do átomo).

Sendo esse trabalho a razão de em 1921, Albert Einstein receber o Prêmio Nobel em física.

Princípio da dualidade e Postulado de De Broglie

Louis de Broglie, foi um aristocrata francês que ganhou o Prêmio Nobel de Física em 1929
por uma tese que elucidou as propriedades das ondas dos elétrons em órbita. Foi um trabalho
que ajudou a resolver um antigo paradoxo mostrando que os elétrons podem ser descritos como
partículas ou ondas, dependendo das circunstâncias.
O ponto de partida que Broglie teve para desenvolver sua tese foi a perturbadora dualidade
no comportamento da luz, que em certos fenômenos se manifesta como uma onda, em outros
como uma partícula.
O princípio da dualidade repousa sobre o efeito fotoelétrico, que afirma que a luz pode se
comportar de duas maneiras, dependendo das circunstâncias:
1. Luz como uma onda: é usada na física clássica, especialmente na óptica, onde lentes e
espectros visíveis requerem seu estudo através das propriedades das ondas.
2. Luz como Partícula: Usada principalmente na física quântica, mostrada anteriormente no
primeiro topico sobre a radiação de corpos negros estudadas por Max Planck no qual a matéria
absorve energia eletromagnética e então a libera na forma de pequenos pacotes chamados
fótons, esses quantum de luz tem uma frequencia da mesma forma, mas graças a eles, as
propriedades do átomo podem ser estudadas.
A dualidade onda-particula tem conseqüências importantes a nível subatômico, mas
também serve para explicar certos comportamentos experimentais da luz e outras radiações,
como os fenômenos de difração e interferência.
A teoria dos "quantum" foi revolucionária para a época. Mesmo o próprio Planck não
acreditava na existência real de fótons a princípio e sua aplicação na análise da radiação dos
corpos negros era quase um jogo mental.
Experiências em que luz e elétrons se comportaram como partículas levaram o francês Louis
De Broglie em 1924 a enunciar sua famosa hipótese da dualidade da onda corpúsculo,
também chamada de onda de partículas, resolveu um aparente paradoxo, demonstrando que a
luz e a matéria podem, ao mesmo tempo, possuir propriedades de partículas e propriedades de
ondas.
Uma partícula ocupa um lugar no espaço e tem massa enquanto uma onda se estende para
o espaço, caracterizada por ter uma velocidade definida e massa zero. Atualmente considera-se
que a dualidade de onda do comprimento de onda da onda λ (lambda) associada a uma partícula

de massa m que se move com a velocidade v é calculada, segundo De Broglie, pela expressão:

“Toda a matéria apresenta características tanto ondulatórias como corpusculares,


comportando-se de uma maneira ou de outra dependendo do experimento específico.”
Para postular essa propriedade da matéria De Broglie baseou-se na explicação do efeito
fotoelétrico, que Albert Einstein havia dado um pouco antes sugerindo a natureza quântica da
luz.