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Método de Gauss-Jordan

Prof. Fernando Henrique Malewschik

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Método de Gauss
•Propósito
• Transformação do sistema linear a ser resolvido
em um sistema linear triangular;
• Resolução do sistema linear triangular de forma
retroativa.

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Método de Gauss
• Transformação do Sistema Linear

• Troca da ordem das linhas;


• Multiplicação de uma das equações por um
número real não nulo;
• Substituição de uma das equações por uma
combinação linear dela mesma com outra
equação.

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Método de Gauss

• Passos do Método de Gauss

• Construção da matriz aumentada Ab

 a11 a12  a1n b1 


a 
Ab    21 22
a



a2n

b 2
 


 an1 an 2 an 3 ann bn 

4
4
Método de Gauss
• Passo 1:
Matriz aumentada

• Passo 2:
Eliminar os coeficientes de x presentes nas linhas 2,3,...,
(Substituir a linha 2, L2, pela combinação linear de 1, etc.)
(Substituir a linha 3, L3, pela combinação linear de 2, etc.)

• Passo 3:
Eliminar os coeficientes de y nas linhas 3, 4, ..., n

• Passo 4:
Eliminar os coeficientes de z nas linhas 4, 5, ..., n 5
Método de Gauss

• Exemplo 1:

• Resolver o sistema:
2 x1  3 x 2  x 3  5
4 x1  4 x 2  3 x 3  3
2 x 1  3 x 2  x 3  1
• Matriz aumentada Ab
2 3 1 5
Ab  4 4 3 3
2 3 1  1
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Método de Gauss

• Exemplo 1:

• Faz-se:
a21
L2  L2  m21  L1 , m21  2
a11
• Assim:

L2  4 4  3 3   2  2 3  1 5 
L2  0  2  1  7 

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Método de Gauss

• Exemplo 1:

• Faz-se:
a31
L3  L3  m31  L1 , m23  1
a11
• Assim:

L3  2 3 1 1  1  2 3 1 5 
L3  0  6 2  6 

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Método de Gauss

• Exemplo 1:

• Obtém-se a matriz:
2 3 1 5 
Ab   0  2  1  7 
0  6 2  6 

9
Método de Gauss

• Exemplo 1:

• Substituindo a linha 3 por:


a32
L3  L3  m32  L1 , m32  3
a22
• Têm-se:

L 3  0  6 2  6   3  0  2  1  7
L 3  0 0 5 15

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Método de Gauss

• Exemplo 1:

• A matriz [Ab] fica assim com os seguintes valores:

2 3 1 5 
Ab  0 2 1  7
0 0 5 15 

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Método de Gauss

• Exemplo 1:

• Usa-se a solução retroativa:


5x 3  15  x 3  3


  2x 2  x 3  7  2x 2  3  7  x 2  2

2x  3  x  x  5 
 1 2 3
 2x 6  3  5  2x  2  x  1
 1 1 1

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Método de Jordan
• Passo 1:
Consiste em efetuar operações sobre as equações do
sistema, com a finalidade de obter um sistema
diagonal equivalente;

• Passo 2:
Um sistema diagonal é aquele em que os elementos
aij da matriz coeficiente [A] são iguais a zero, para i≠j,
a11 0 0  0 
 0 a 0  0 
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[A]   0 0 a33  0 


     
 0 0 0  ann  13
Método de Jordan

Ex. 2 Resolver o sistema a seguir pelo método


de Gauss-Jordan

x  2y  z 1
2x  y  z  5
5 x  3 y  4 z  6

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Matemática, 2º Ano
Matriz Inversa

Ex. 3:
Vamos encontrar o resultado do sistema linear pelo método das matrizes

João entrou na lanchonete e pediu 3 hambúrgueres, 1 suco de laranja e 2


cocadas, gastando R$ 22,00. Na mesa ao lado, algumas pessoas pediram 8
hambúrgueres, 3 sucos de laranja e 5 cocadas, gastando R$ 57,00.
Sabendo-se que o preço de um hambúrguer, mais o de um suco de laranja,
mais o de uma cocada totalizam R$ 10,00, calcule o preço de cada um desses
itens.

3 x + 1 y + 2 z = 22
8 x + 3 y + 5 z = 57
1 x + 1 y + 1 z = 10
VETORES
DEFINIÇÃO:
É um segmento de reta orientado que pode
representar uma Grandeza Física.
Exemplos:

A B

Lemos: Vetor A e Vetor B

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OBSERVAÇÃO:
Algumas Grandezas Físicas não ficam bem
compreendidas somente com um valor e sua
unidade. Essas Grandezas são chamadas de
Grandezas Vetoriais.

Portanto:
Grandezas Vetoriais são aquelas que para
ficarem bem representadas necessitam de:
Módulo, Direção e Sentido.

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Módulo: É representado graficamente
através do tamanho do vetor ou através de
um valor numérico acompanhado de unidade.
Direção: É a reta que dá suporte ao vetor e
pode ser informada através de palavras
como: horizontal, vertical, etc.
Sentido: É a orientação do vetor dada pela
seta e também pode ser informada através de
palavras como: para esquerda, para direita,
do ponto A para o ponto B, para baixo, etc.

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Exemplo 1:

Vetor A
Módulo: 3 cm
A 3 cm Direção: Vertical
Sentido: Para cima

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Exemplo 2:

B
Vetor B
Módulo: 5,5 cm
Direção: Horizontal
Sentido: Para esquerda

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Vetores Iguais: É necessário que estes
possuam as mesmas características para que
sejam ditos IGUAIS.

Exemplo:
A C

Nesse caso: Vetor A igual ao Vetor C

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Vetores Opostos: São ditos opostos quando a
única diferença entre eles é a oposição de
sentido.
Exemplo:
A -A

Nesse caso: Vetor A oposto ao Vetor - A

Observação: Repare a utilização do sinal “ – “

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Vetores Diferentes: São aqueles que
possuem uma ou mais diferenças em suas
características.
A
Nesse caso, o vetor A e o
Vetor B possuem módulos
B diferentes.

Nesse caso, o vetor A e o


A B Vetor B possuem direções
e sentidos diferentes.
Nesse caso, o vetor A e o
Vetor B possuem sentidos
A B diferentes.
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Operações com Vetores
É possível realizarmos alguma operações com
vetores, aquelas que iremos estudar no ensino
médio são:
• Multiplicação e divisão de vetores por números
reais;
• Soma e subtração de vetores.

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Multiplicação de vetores por números reais

Tomemos como exemplo um vetor A:

A
Se desejamos obter o vetor 3A, teremos:

3A

Comprove:
A A A

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Veja outro Exemplo

Tomemos como exemplo o mesmo vetor A:

A
Se desejamos obter o vetor -2 A, teremos:

-2 A

Comprove:
-A -A

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Divisão de vetores por números reais

Tomemos como exemplo um vetor B:

B
Se desejamos obter o vetor B / 2, teremos:

B/2

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Soma e subtração de vetores – Casos
Especiais
Vetores de Direções e Sentidos iguais:

A B

A+B
O sentido do vetor soma é o mesmo de A e
de B.
O módulo do resultante é dado pela soma
dos módulos dos dois vetores.
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Soma e subtração de vetores – Casos
Especiais
Vetores de mesma Direção e Sentido
opostos:

A B
A+B
Nesse caso o vetor soma terá o sentido do
maior deles - o sentido do vetor B
O módulo da soma será dado por B – A , ou
seja, o maior menos o menor.
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Soma e subtração de vetores – Casos Gerais

Para efetuarmos somas e subtrações vetoriais


podemos utilizar duas regras, a do polígono e
a do paralelogramo.
A regra do polígono é muito útil quando
precisamos somar três ou mais vetores;
A regra do paralelogramo deve ser aplicada
com grupo(s) de dois vetores.

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Regra do Polígono
Sejam os vetores abaixo:
C D
A B
Vamos iniciar com o vetor C, poderíamos
iniciar com qualquer um deles, veja como se
utiliza a regra do polígono:
D
Após terminarmos
A ocorre a formação de
B um polígono.
C Soma
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Regra do Paralelogramo
Sejam os vetores abaixo:

A B

Vamos fazer “coincidir” o início dos dois vetores:

Vamos fazer traços paralelos


A aos lados opostos.

B
Soma = A + B

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Teorema de Pitágoras
Não importa a regra utilizada, se tivermos dois
vetores perpendiculares entre si, teremos o
mesmo vetor resultante e seu módulo pode
ser determinado utilizando o TEOREMA DE
PITÁGORAS:
Regra do Polígono: Regra do Paralelogramo:
B
S
A
A
S
2 2 2 B
S =A +B
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1. Dados os vetores V1, V2 e V3 da figura a
seguir, obtenha graficamente o vetor soma
vetorial:

V2

V1
V3

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a) V1 + V2

VR
V1

V2

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b) V1 + V2 + V3

VR
V1
V3

V2

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2. A soma de dois vetores ortogonais, isto é,
perpendiculares entre si, um de módulo 12
e outro de módulo 16, terá módulo igual a:
16
Alternativas:
a) 4
b) Entre 12 e 16 12 Triângulo de
20 Pitágoras
c) 20
d) 28
e) Maior que 28 Verifique:
202 = 122 + 162
400 = 144 + 256
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3. A figura a seguir representa os
deslocamentos de um móvel em várias
etapas. Cada vetor tem módulo igual a 20 m.
A distância percorrida pelo móvel e o
módulo do vetor deslocamento são,
respectivamente:

B 39
Distância percorrida:

20 m

20 m 20 m

A 20 m
20 m

Total = 5 x 20 = 100 m

40
Módulo do vetor deslocamento:

Pelo Teorema
de Pitágoras:
40 m ΔS2 = 402 + 202
A ΔS2 = 1600 + 400
20 m
ΔS ΔS2 = 2000
B ΔS = 2000

Resposta: 100 m e 44,72m

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DECOMPOSIÇÃO DE
VETORES

Um vetor V pode ser


decomposto em dois vetores
componentes: Vx (componente
horizontal) e Vy (componente
vertical), de modo que:
VX = cos a . V
y
Vy = sen a . V

V
VY
a
x
VX