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PLANOS DE AULA DE DIREITO INTERNACIONAL

PLANO DE AULA 1

Considerando as fontes de direito internacional público previstas no Estatuto da Corte Internacional de Justiça (CIJ) e as que se
revelaram a posteriori, bem como a doutrina acerca das formas de expressão da disciplina jurídica, as convenções internacionais,
que podem ser registradas ou não pela escrita, são consideradas, independentemente de sua denominação, fontes por excelência,
previstas originariamente no Estatuto da CIJ. Analise a afirmativa e com base no aprendizado, julgue e fundamente sua resposta.
(CESPE – adaptada)

RESPOSTA:

A afirmativa está ERRADA, porque, o Tratado deve ser firmado na forma escrita, segundo a Convenção de Viena
sobre o direito dos tratados, que estabelece o tratado como sendo um acordo internacional concluído por escrito
entre Estados, além disso, estabelece também que todas as manifestações de vontade dos Estados contratantes
devem ser todas escritas. Além disso, a tendência é que o direito consuetudinário se transforme em direito
positivo.

PLANO DE AULA 2

A República de Utopia e o Reino de Lilliput são dois Estados nacionais vizinhos cuja relação tornou-se conflituosa nos últimos anos
devido à existência de sérios indícios de que Lilliput estaria prestes a desenvolver tecnologia suficiente para a fabricação de
armamentos nucleares, fato que Utopia entendia como uma ameaça direta a sua segurança. Após várias tentativas frustradas de
fazer cessar o programa nuclear lilliputiano, a República de Utopia promoveu uma invasão armada a Lilliput em dezembro de 2001
e, após uma guerra que durou três meses, depôs o rei e promoveu a convocação da Assembléia Nacional Constituinte, que outorgou
a Lilliput sua atual constituição. Nessa constituição, que é democrática e republicana, as antigas províncias foram convertidas em
estados e foi instituído, no lugar do antigo Reino de Lilliput, a atual República Federativa Lilliputiana.

Assim, podemos afirmar que a República Federativa Lilliputiana deve obediência aos costumes internacionais gerais que eram
vigentes no momento em que ela adquiriu personalidade jurídica de direito internacional, não obstante essas regras terem sido
estabelecidas antes do próprio surgimento desse Estado. (CESPE – adaptada)

RESPOSTA:

Se o Estado é novo não é obrigado a cumprir o costume. Porque o costume sempre antecede ao momento de
formação deste novo Estado. Se o novo estado apareceu, (surgindo os seus elementos: povo, território e
governo) não poderá ser obrigado a cumprir algo anterior à sua formação, porquanto não estava presente na
formação desse costume. Esse novo estado é o estado objetor persistente. Como novo estado, ele desconhece
da formação deste costume porque lhe falta, para tanto, o elemento material e subjetivo que caracterizou a
formação desse costume. Assim fundamenta sua defesa, não sendo obrigado a cumprir o costume por ser
estado objetor persistente.
PLANO DE AULA 3

Caso 1

O litígio que se dá entre Portugal e Índia.

Diante da situação acima e dos dados apresentados, responda:

1) De acordo com entendimento da Corte Internacional de Justiça, qual a fonte de direito


internacional Público é aplicável a fim de dar solução ao litígio?
A fonte de direito internacional aplicável é o costume.

2) Como ela é definida?

Elemento material, sendo este elemento subjetivo que se refere ao número de estados envolvidos e a
frequência em que o evento acontece e vai se repetindo ao longo do tempo e Elemento subjetivo, sendo
o elemento psicológico, que se refere à opinião dos Estados em aceitarem o costume em razão de suas
necessidades.

3) Qual o elemento que a torna norma jurídica?

A reiterada prática dos elementos do costume e do entendimento dos Estados, bem como o seu
consentimento.

Caso 2

Analise o texto abaixo retirado do voto de A.A. Cançado Trindade, proferido na Corte Interamericana de Direito Humanos no caso
da Comunidade Indígena Sawhoyamaxa versus Paraguay:

“...No universo do Direito Internacional dos Direitos Humanos, é o indivíduo quem alega ter seus direitos violados, quem alega sofrer
os danos, quem tem que cumprir com o requisito do prévio esgotamento dos recursos internos, quem participa ativamente da
eventual solução amistosa, e quem é o beneficiário (ele ou seus familiares) de eventuais reparações e indenizações. (...)

No que se refere ao trecho do voto de Antônio Augusto Cançado Trindade, responda:

Com base no conceito de sujeito de direito internacional e no de uma sociedade internacional aberta, como defende Celso Mello,
discorra sobre a posição do ser humano como sujeito de Direitos, refletindo sobre sua personalidade e sobre sua capacidade para
agir no plano internacional.

RESPOSTA:

A sociedade internacional é aberta, ou seja, todo ente ao reunir elementos se torna membro da sociedade
internacional, sem a necessidade de manifestação dos outros. O reconhecimento de direitos na ordem
internacional tornou todo e cada um ser humano sujeito de direitos. Após à Declaração Universal dos Direitos
Humanos (1948), reiterada pela Declaração de Viena de direitos humanos de 1993, fortaleceu-se o conceito e a
prática de inserção do ser humano no rol de pessoas internacionais.
QUESTÃO OBEJTIVA

Segundo o Art. 38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça, são fontes do direito internacional as convenções
internacionais,

a. o costume, os atos unilaterais e a doutrina e a jurisprudência, de forma auxiliar.


b. o costume internacional, os princípios gerais de direito, os atos unilaterais e as resoluções das
organizações internacionais.
c. o costume, princípios gerais de direito, atos unilaterais, resoluções das organizações internacionais, decisões judiciárias
e a doutrina.
d. o costume internacional, os princípios gerais de direito, as decisões judiciárias e a doutrina, de forma auxiliar,
admitindo, ainda a possibilidade de a Corte decidir ex aequo et bono, se as partes concordarem.

PLANO DE AULA 4

Ex-dirigente de federação sul-americana de futebol, após deixar o cargo que exercia em seu país de origem, sabedor de que existe
uma investigação em curso na Colômbia, opta por fixar residência no Brasil, pelo fato de ser estrangeiro casado com brasileira, com
a qual tem dois filhos pequenos. Anos depois, já tendo se naturalizado brasileiro, o governo da Colômbia pede a sua extradição em
razão de sentença que o condenou por crime praticado quando ocupava cargo na federação sul-americana de futebol. Diga sobre
a possibilidade de extradição e fundamente. (FGV – adaptada)

RESPOSTA:

A extradição será possível visto que se trata de crime comum cometido pelo naturalizado antes da sua
naturalização, conforme artigo 5º, inciso LI da Constituição Federal.

PLANO DE AULA 5

Tendo em vista o interesse comum de Brasil e Paraguai em realizar o aproveitamento hidroelétrico dos recursos hídricos do rio
Paraná, pertencentes em condomínio aos dois países desde e inclusive o salto Grande de Sete Quedas ou salto de Guairá até a
foz do rio Iguaçu, foi aprovado o Tratado de Itaipu, em 26 de abril de 1973, criando a entidade binacional Itaipu, considerada um
modelo de integração. Contudo, passados mais de trinta anos, os paraguaios começaram a se insurgir contra as disposições desse
Tratado, alegando que há uma relação de exploração em favor do Brasil, que se aproveita do seu poder econômico para submeter
o Paraguai a uma condição subalterna. A polêmica se acentuou com a eleição de Fernando Lugo à Presidência da República do
Paraguai. Com relação a esse Tratado e às polêmicas que gera, é correto que As reivindicações dos paraguaios são pertinentes,
uma vez que, segundo o Tratado de Itaipu, ao Brasil cabem 95% da energia produzida pela Itaipu e ao Paraguai os 5% restantes,
proporcionais ao aporte financeiro realizado por cada país na construção da usina e Por ser uma entidade binacional, as instalações
e obras realizadas em cumprimento ao Tratado de Itaipu conferem ao Brasil e ao Paraguai o direito de propriedade ou de jurisdição
sobre o território um do outro. (UFPR ? adaptada)

RESPOSTA:

As obras e instalações de Itaipu não conferem ao Brasil e ao Paraguai direito de propriedade ou de jurisdição
sobre o território um do outro, por ser atentatório à soberania de ambos os países, portanto incabível. Além
disso, tal situação é expressamente proibida pelo Tratado de Itaipu. Além disso, o Tratado também prevê que
95% da energia seria destinado ao Brasil, e os outros 5% do produto energético seria destinado ao Paraguai.
PLANO DE AULA 6

Tratados são, por excelência, normas de direito internacional público. No modelo jurídico brasileiro, como nas demais democracias
modernas, tratados passam a integrar o direito interno estatal, após a verificação de seu item de incorporação. A respeito dessa
temática, uma vez firmados, os tratados relativos ao MERCOSUL, ainda que criem compromissos gravosos à União, são
automaticamente incorporados visto que são aprovados por parlamento comunitário. Diga se está correta ou errada a afirmativa e
fundamente. (CESPE – adaptada)

RESPOSTA:

A afirmativa está ERRADA porque nenhum tratado é incorporado de imediato ao direito interno brasileiro. Em
primeiro lugar é avaliado pelo Congresso Nacional para verificar a existência de encargos ou compromissos
gravosos e depois segue para ratificação do Presidente da República. Mesmo que seja tratado em relação a
direitos humanos.

PLANO DE AULA 7

Presentes em todos os continentes, as organizações não governamentais (ONGs) desempenham importante papel na defesa de
causas de interesse comum da humanidade. Assim, não obstante suas peculiaridades jurídicas, o Greenpeace, além de ter atuado
como parte nas negociações do Protocolo de Kioto, firmou e ratificou o referido tratado. Julgue a afirmação e fundamente sua
resposta.

RESPOSTA:

As ONG’s, embora apareça como atores no cenário internacional, não são sujeitos de direito internacional.
Portanto, não têm capacidade para firmar tratados. Não obstante, o Greenpeace pode falar nas negociações,
dando subsídios e informações, mas não é sujeito de direito internacional e, portanto, não tem capacidade de
firmar tratados.

PLANO DE AULA 8

No Direito Internacional, há necessidade de previsões normativas para os períodos pacíficos e para os períodos turbulentos de
conflitos e litígios. A Carta das Nações Unidas e outras convenções internacionais procuram tratar dos mecanismos de resolução
de conflitos, bem como disciplinam a ética dos conflitos bélicos e a efetiva proteção dos direitos humanos em ocasiões de conflitos
externos ou internos. A ONU deve exercer papel relevante na resolução de conflitos, podendo, inclusive, praticar ação coercitiva
para a busca da paz. Analise se correta ou errada e fundamente. (CESPE – adaptada)

RESPOSTA:

Compete ao Conselho de Segurança da ONU emitir recomendações aos Estados em conflito. Caso essas
recomendações não surtam efeitos, o Conselho de Segurança da ONU poderá autorizar o uso da força armada,
que é a medida coercitiva, em razão do disposto no artigo 42 da Carta da ONU.
PLANO DE AULA 9

PLANO DE AULA 10

PLANO DE AULA 11

O litígio que envolve Estados e organizações internacionais podendo ser de natureza econômica, política ou
meramente jurídica, é conceituado como controvérsia internacional. Acerca dos meios diplomáticos para soluções
pacíficas de controvérsias internacionais, a conciliação é muito semelhante à mediação. Entretanto, caracteriza–se
pela possibilidade de atuar como mediador pessoa natural, Estado ou organismo internacional. Diga se certa ou
errada e fundamente. (FGV – adaptada)

RESPOSTA:

A questão está errada porque a mediação necessita de um terceiro Estado atuante que coloca os litigantes em
território neutro facilitando o contato e buscando os três em conjunto a possibilidade de uma solução pacífica.

PLANO DE AULA 12

O MERCOSUL é um organismo internacional que visa à integração econômica de países que se localizam geograficamente no eixo
conhecido como Cone Sul, nos termos do Tratado de Assunção (1991) e do Protocolo de Ouro Preto (1994). Sobre o sistema de
solução de controvérsias do MERCOSUL, provisoriamente estabelecido no Protocolo de Brasília (1993), o sistema de solução de
controvérsias do MERCOSUL encontra–se, atualmente, normatizado pelo Protocolo de Ouro Preto (1994), que estabeleceu a
estrutura orgânica definitiva do bloco. Responda se certa ou errada e fundamente. (FGV – adaptada)

RESPOSTA:

A questão está errada porque o protocolo de Brasília estabelece o sistema de solução de controvérsias do
Mercosul, de 1997. Porém, o Protocolo de Brasília foi revogado pelo Protocolo de Olivos de 2002, que estabeleceu
o Tribunal Permanente de Solução de Controvérsias do Mercosul, situado em Assunção.

PLANO DE AULA 13
Um jato privado, pertencente a uma empresa norte- americana, se envolve em um incidente que resulta na queda
de uma aeronave comercial brasileira em território brasileiro, provocando dezenas de mortes. A família de uma das
vítimas brasileiras inicia uma ação no Brasil contra a empresa norte- americana, pedindo danos materiais e morais. A
empresa norte-americana alega que a competência para julgar o caso é da justiça americana. Segundo o direito
brasileiro, o juiz brasileiro tem competência concorrente porque a vítima tinha nacionalidade brasileira. Com base
em seu conhecimento diga se correta ou errada a afirmativa e fundamente (FGV – adaptada)

RESPOSTA:

Afirmativa errada com base no Artigo 21 do CPC 2015.

PLANO DE AULA 14

O Estado regulamenta a convivência social em seu território por meio de legislação nacional, e a comunidade internacional também
cria regras, que podem conflitar com as nacionais. A respeito das correntes doutrinárias que procuram proporcionar solução para o
conflito entre as normas internas e as internacionais, de acordo com a corrente dualista, o direito interno e o direito internacional
convivem em uma única ordem jurídica. Julgue e fundamente. (CESPE – adaptada)

RESPOSTA:

O dualismo pressupõe dois direitos distintos que atuam dentro de suas competências: o direito interno e o
Direito internacional.

Para que a norma ou lei estrangeira seja aplicada no Estado, é necessário que ele primeiro introduza estas regras
em seu ordenamento jurídico interno. Não há aplicação automática de um tratado internacional para os dualistas.
É necessário, primeiramente, que ele passe a integrar o ordenamento jurídico interno (no caso do Brasil, que
tenha sido votado pelo Congresso Nacional) para ter validade e vigência em todo o território nacional.

PLANO DE AULA 15

No Brasil, a exploração de petróleo na chamada camada pré-sal vincula-se a importantes noções do direito do mar. O domínio
marítimo de um país abrange as águas internas, o mar territorial, a zona contígua entre o mar territorial e o alto-mar, a zona
econômica exclusiva, entre outros. A respeito do direito do mar, do direito internacional da navegação marítima e do direito
internacional ambiental, segundo a Convenção de Montego Bay, Estados sem litoral podem usufruir do direito de acesso ao mar
pelo território dos Estados vizinhos que tenham litoral. Julgue a afirmativa e fundamente sua resposta. (CESPE ? adaptada)

RESPOSTA:

A afirmativa está correta em razão do artigo 125 da Convenção de Montegobay: os Estados sem litoral tem direito
de acesso ao mar para exercerem os direitos conferidos na presente convenção, incluindo os relativos à
liberdade de alto mar e ao patrimônio comum da humanidade. Estes Estados têm liberdade de trânsito através
do território dos Estados por todos os meios de transporte.

PLANO DE AULA 16

Após o reconhecimento de pleito formulado perante a Comissão de Delimitação de Plataformas Continentais da Organização das
Nações Unidas, o Brasil passou a exercer, na plataforma continental que excede as 200 milhas náuticas, até o limite de 350 milhas
náuticas, competências equivalentes às exercidas no mar territorial. Julgue fundamentadamente. (CESPE ? adaptada)

RESPOSTA:

Afirmativa errada. Trata do que chamamos Amazônia Azul. Pela convenção, o Estado costeiro que traçar o limite
exterior da sua plataforma continental, quando esta se estender além de 250 milhas. Este caso de ultrapassar as
250 milhas é situação excepcional e em razão disso, precisa ser reconhecida pela ONU. O Brasil aguardando a
decisão da ONU, e caso seja positiva, o território brasileiro aumentará e, com isso, as riquezas minerais sob o
domínio do país.