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04/12/2018 Escândalo do Banestado – Wikipédia, a enciclopédia livre

Escândalo do Banestado
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O escândalo do Banestado envolveu remessas ilegais de divisas, pelo sistema financeiro público brasileiro, para o
exterior, na segunda metade da década de 1990. Ocorreram uma investigação federal e a instauração de uma Comissão
Parlamentar de Inquérito em 2003.

Pelo esquema do Banestado, foram enviados dezenas de bilhões de reais ilegalmente para os Estados Unidos da
América[1]. As autoridades estadunidenses conseguiram posteriormente recuperar US$ 17 milhões, que foram
devolvidos ao Brasil.

Índice
História
CPI do Banestado
Referências
Ligações externas

História
Em 1996, um dos gerentes de câmbio da instituição foi acusado de desviar 228,3 mil dólares de uma conta da agência
do banco de Nova York. Em sua defesa por escrito, não apenas admitiu o desvio como revelou detalhes do esquema de
captação e remessa ilegais de dinheiro para o exterior, relacionando 107 contas naquela agência em Nova York.

CPI do Banestado
A Comissão Parlamentar (Mista) de Inquérito (CPI) de Evasão de Divisas, ou CPI do Banestado foi criada pela Câmara
dos Deputados em 26 de Junho de 2003 a fim de investigar as responsabilidades sobre a evasão de divisas do Brasil
para paraísos fiscais, entre 1996 e 2002, quando foram retirados indevidamente do país mais de 30 bilhões de dólares
através de contas CC5 do Banco do Estado do Paraná ou Banestado, segundo estimativas reveladas pela operação
Macuco, realizada pela Polícia Federal.[2]

O presidente da CPI foi o senador Antero Paes de Barros (PSDB), o vice-presidente foi o deputado Rodrigo Maia (PFL)
e o relator foi o deputado José Mentor (PT).

O desempenho do relator da CPI, o deputado José Mentor, foi bastante criticado, sendo ele acusado por alguns
parlamentares de ter sabotado a CPI. Mentor foi autor também de um polêmico projeto que se aprovado daria anistia
a todas as pessoas que enviaram ilegalmente para o exterior. Segundo o deputado, tal medida teria como objetivo
repatriar recursos no exterior. Após um ano e meio de investigações, Mentor concluiu o relatório sugerindo o
indiciamento de 91 pessoas pelo envio irregular de dinheiro a paraísos fiscais através de contas CC5, desvios que
chegariam na ordem de US$ 20 bilhões. Entre os indiciados, Gustavo Franco (filiado ao PSDB à época e presidente do
Banco Central no governo de Fernando Henrique Cardoso), o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o dono das Casas
Bahia (maior rede varejista do Brasil), Samuel Klein.[3] Por sua vez, o PSDB queria apresentar uma "outra versão da

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CPI" na qual, por exemplo, as acusações contra Gustavo Franco apareceriam de forma "mais branda".[4] O presidente
da CPI do Banestado, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), após vários desentendimentos com o relator,
resolveu encerrar os trabalhos da comissão sem que o texto apresentado pelo deputado passasse pela votação dos
integrantes da CPI. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato, criticou duramente os
resultados da CPI: “Fica frustrada a votação de seu relatório em função de pura briga política de políticos que ficaram
todo o tempo sob holofotes, me parece tentando apenas captar vantagens eleitorais e não com o objetivo de prestar um
serviço à nação”, criticou Busato.[5]

O processo foi julgado pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, após impedimento de julgamento a
partir da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo.[6][7]

Com a quebra de sigilo em massa determinada pela Justiça, diversos inquéritos foram abertos em todo o país, mas
nunca houve a condenação definitiva de um político importante ou de representantes de grandes grupos econômicos.
Empresas citadas conseguiram negociar com a Receita Federal o pagamento dos impostos devidos e assim encerrar os
processos contra elas.[carece de fontes?]

Referências
1. «A semente dos escândalos» (https://www.cartacapital.com.br/revista/874/a-semente-dos-escandalos-9478.html)
2. «Polícia Federal vai aos EUA apurar caso de contas CC-5» (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc090220032
0.htm). Folha de S.Paulo. Uol. 9 de fevereiro de 2003
3. Relatório da CPI do Banestado pede 91 indiciamentos (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u66258.sht
ml), Folha de S.Paulo, 14 de dezembro de 2004.
4. PSDB vai apresentar outra versão da CPI (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1612200417.htm), Folha de
S.Paulo, 16 de dezembro de 2004.
5. Presidente da OAB critica resultado final da CPI do Banestado (http://www.conjur.com.br/2004-dez-28/cpi_banest
ado_terminou_pizza_presidente_oab), revista eletrônica Consultor Jurídico, 28 de dezembro de 2004.
6. «Decisão proíbe que Justiça Federal de SP profira sentença em ação sobre caso Banestado | Notícias JusBrasil»
(http://stf.jusbrasil.com.br/noticias/112109622/decisao-proibe-que-justica-federal-de-sp-profira-sentenca-em-acao-
sobre-caso-banestado). JusBrasil. 12 de abril de 2016. Consultado em 12 de abril de 2016
7. «Notícias STF :: STF - Supremo Tribunal Federal» (http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idCont
eudo=253558). www.stf.jus.br. Consultado em 12 de abril de 2016

Ligações externas
Enigmas do caso Banestado in: CorreioWeb. 5 jun 2003. (http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_2003060
5/col_bsa_050603.htm)
PF apura se Nahas "copiou" casos Banestado e Alstom in: Folha Online. 30 jul 2008. (http://www1.folha.uol.com.
br/folha/brasil/ult96u427587.shtml)
A origem do caso Banestado in: Pernambuco.com 1 set 2003. (http://www.pernambuco.com/diario/2003/09/01/br
asil6_0.html)
Senado Federal Brasileiro (http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Comissoes/comCPI.asp)
Jornal da Câmara dos Deputados do Brasil (http://www2.camara.gov.br/internet/agenciacamara/chamadaExtern
a.html?link=http://www.camara.gov.br/internet/agencia/pesquisaresult.asp?PesqAvancada=1&texMateria1=banes
tado&nomOperacao1=&texMateria2=&nomOperacao2=&texMateria3=)
O DCM joga novas luzes sobre o Escândalo do Banestado. Por Renan Antunes de Oliveira. Por Diario do Centro
do Mundo - 11 de julho de 2016 (https://www.diariodocentrodomundo.com.br/exclusivo-o-dcm-joga-novas-luzes-s
obre-o-escandalo-do-banestado-por-renan-antunes-de-oliveira/)

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