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04/12/2018 Operação Lava Jato – Wikipédia, a enciclopédia livre

Operação Lava Jato


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A Operação Lava Jato é um conjunto de investigações em andamento pela Polícia Federal do Brasil, que cumpriu mais
de mil mandados de busca e apreensão, de prisão temporária, de prisão preventiva e de condução coercitiva, visando Operação Lava Jato
apurar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou bilhões de reais em propina. A operação teve início em 17 de
março de 2014 e conta com 56 fases operacionais, autorizadas pelo juiz Sérgio Moro, durante as quais mais de cem
pessoas foram presas e condenadas. Investiga crimes de corrupção ativa e passiva, gestão fraudulenta, lavagem de
dinheiro, organização criminosa, obstrução da justiça, operação fraudulenta de câmbio e recebimento de vantagem
indevida. De acordo com investigações e delações premiadas recebidas pela força-tarefa da Operação Lava Jato, estão
envolvidos membros administrativos da empresa estatal petrolífera Petrobras, políticos dos maiores partidos do Brasil,
incluindo presidentes da República, presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e governadores de
estados, além de empresários de grandes empresas brasileiras. A Polícia Federal considera-a a maior investigação de
corrupção da história do país.

O nome da operação deve-se ao uso de um posto de combustíveis para movimentar valores de origem ilícita, investigada
na primeira fase da operação, na qual o doleiro Alberto Youssef foi preso. Através de Youssef, constatou-se sua ligação
com Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, preso preventivamente na segunda fase. Seguindo essa linha de
investigação, prendeu-se Nestor Cerveró em 2015, que depois delatou outros. Em junho, a operação atingiu grandes
empreiteiras brasileiras, como a Andrade Gutierrez e Odebrecht, cujos respectivos presidentes, Otávio Azevedo e Marcelo
Odebrecht, foram presos; posteriormente, muitas outras empresas de ramos diversos seriam investigadas. Ao longo de
seus desdobramentos, entre outras pessoas relevantes que acabaram sendo presas graças à operação, incluem-se o ex-
governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, o ex-senador Delcídio do Amaral, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Edifício sede da Petrobras – Brasão da Polícia Federal –
Juiz Sérgio Moro – Deltan Dallagnol, do Ministério Público
Eduardo Cunha, os ex-ministros da Fazenda Antonio Palocci e Guido Mantega, o publicitário João Santana, o ex-
Federal, e Rodrigo Janot, ex-Procurador geral da
ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, o empresário Eike Batista e, em abril de 2018, o ex-presidente da República Luiz República – Polícia Federal realizando uma operação –
Inácio Lula da Silva. Logotipo da Odebrecht

Local do Brasil
Ao final de dezembro de 2016, a Operação Lava Jato obteve um acordo de leniência com a empreiteira Odebrecht, que
crime
proporcionou o maior ressarcimento da história mundial. O acordo previu o depoimento de 78 executivos da empreiteira,
Data 17 de março de 2014 (4 anos) –
gerando 83 inquéritos no STF, e de que o ministro do tribunal Edson Fachin retirou o sigilo em abril de 2017. Novas presente
investigações surgiram no exterior a partir destes depoimentos em dezenas de países, dentre eles Cuba, El Salvador,
Tipo de Corrupção ativa, corrupção passiva,
Equador e Panamá. Em 2017, peritos da Polícia Federal levantaram que as operações financeiras investigadas na crime formação de quadrilha, gestão
Operação Lava Jato somaram oito trilhões de reais. fraudulenta, lavagem de dinheiro,
organização criminosa, obstrução da
Em 2017 lançou-se o filme brasileiro Polícia Federal: A Lei É para Todos, o primeiro de uma trilogia, retratando os justiça, operação fraudulenta de
câmbio e recebimento de vantagem
bastidores da operação, e em março do ano seguinte, a Netflix lançou a primeira temporada da série "O Mecanismo",
indevida
dirigida por José Padilha, que retrata o mecanismo da corrupção sistêmica brasileira.
Réu(s) Diversos, entre pessoas e
organizações
Promotor Ministério Público Federal;
Índice Procuradoria-Geral da República
Juiz Sérgio Moro (2014–2018), em
Origem
Curitiba;[1][2]
Investigações Leandro Paulsen (2015–presente), em
2014 Porto Alegre;[3]
2015
João Pedro Gebran Neto (2015–
2016
presente), em Porto Alegre;[4]
2017
Felix Fischer (2015–presente),[5] no
2018
Superior Tribunal de Justiça;
Tentativas de obstrução das investigações Teori Zavascki (2014–2017) e Luiz
Delcídio do Amaral Edson Fachin (2017–presente), no
Lula e Dilma Supremo Tribunal Federal;
Aloizio Mercadante Marcelo Bretas (2015–presente), no Rio
Romero Jucá de Janeiro.
Eduardo Cunha Vallisney de Souza Oliveira (2016–
Aécio Neves presente), no Distrito Federal;
Quebra de sigilo telefônico de Lula Gabriela Hardt (2018-presente), em
Investigados Curitiba.[6]
Pessoas Situação Em andamento
Empresas
Campanhas eleitorais
Procedimentos instaurados
Denúncias do Ministério Público Federal
Ações na Justiça Federal
Ações no Supremo Tribunal Federal
Acordos de delação
Recuperação de recursos
Desdobramentos
No Brasil
No exterior
Efeito na economia do país
Reações e repercussões
Manifestações favoráveis
Ministros do Supremo Tribunal Federal

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Manifestações críticas à atuação
Premiações
Na ficção
Ver também
Referências
Bibliografia
Ligações externas

Origem
Um inquérito do ex-delegado da Polícia Federal Gerson Machado em 2008 contra o doleiro Alberto Youssef, é considerado o "marco
zero" das investigações que identificaram que Youssef operava às sombras após delação no escândalo do Banestado.[7] No mesmo ano,
uma investigação de lavagem de dinheiro pelo ex-deputado federal londrinense José Janene, no escândalo do Mensalão, antecedeu a
Operação Lava Jato: o empresário Hermes Magnus, proprietário da Dunel Indústria e Comércio, fábrica de máquinas e equipamentos
para certificação, denunciou lavagem de dinheiro por operadores do esquema, inclusive Janene, e informou que o doleiro Youssef
voltara a operar.[8][9]

A Polícia Federal iniciou investigação em 2009, que ao deflagrar em 2013 batizou Operação
Miquéias, confirmando que o doleiro Youssef estava em atividade. Além do ex-deputado O doleiro Alberto Youssef,
Janene, envolveram-se nos crimes os doleiros Youssef e Carlos Habib Chater.[10] Youssef investigado na Operação Miquéias.
estranhou não ter sido preso na operação e desconfiou haver outra em curso.[11] Assim, a
operação Lava Jato é desdobramento da Miquéias.[12]

Em julho de 2013, a Operação Miquéias começou a monitorar as conversas do doleiro Chater, identificando quatro organizações
criminosas inter-relacionadas, cada uma liderada por um doleiro: Chater, Nelma Kodama, Alberto Youssef e Raul Srour. O
Posto da Torre, Brasília, onde fica o monitoramento de suas comunicações revelou que Youssef, mediante pagamentos por terceiros, deu um Land Rover Evoque ao ex-
serviço de lava jato que deu o code diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa;[10] a operação começou a investigar a Petrobras.
nome à Operação Lava Jato.
Chater era dono de um posto de combustíveis em Brasília, o Posto da Torre, onde havia uma casa de câmbio utilizada para evadir divisas
do país.[13]

Investigações
Após a Polícia Federal deflagrar a Operação Lava Jato em março de 2014, o Ministério Público Federal em Curitiba criou uma Números sobre as investigações
equipe de procuradores para atuar no caso. A força-tarefa do Ministério Público Federal inicialmente era composta pelos Procedimentos
instaurados 2 476[14]
procuradores Deltan Dallagnol, Carlos Fernando Lima, Roberson Henrique Pozzobon, entre outros.[20] Também são
120 prisões preventivas,
associados à operação um grupo de trabalho atuando junto à Procuradoria-Geral da República em Brasília, criado em janeiro Pessoas 138 temporárias e 6 em
presas
de 2015 para auxiliar na investigação e acusação e dar ajuda ao procurador-geral na análise de processos em tramitação, e uma flagrante[14]
segunda força-tarefa, instituída em dezembro de 2015 pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal, que trabalha Mandados de
junto ao Superior Tribunal de Justiça.[21] Após quatro anos de operação, o procurador Carlos Fernando Lima anunciou que
buscas e 1072[14]
apreensões
estaria próximo de sua aposentadoria e deixou a força-tarefa[22], sendo substituído pelo procurador Felipe D`Elia Mandados de
Camargo.[23] conduções 227[14]
coercitivas
Erika Marena, delegada da Polícia Federal em Curitiba, nomeou a operação em março de Pedidos de
2014; deve-se ao uso de uma rede de lavanderias e postos de combustíveis pela quadrilha
cooperação 548[14]
internacional
para movimentar os valores de origem ilícita.[24][25][26]
Condenações 215[14][15][16]
Acordos com 176 acordos de
pessoas colaboração premiada[14]
2014
11 acordos de leniência
Acordos com firmados e 1 termo de
Até abril de 2014, a operação contava com 46 pessoas indiciadas pelos crimes de formação
empresas
de organização criminosa, crimes contra o sistema financeiro nacional, falsidade ideológica ajustamento de conduta[14]
e lavagem de dinheiro,[27] tendo trinta pessoas presas,[28] dentre elas o doleiro Youssef e Acusações 82 contra 347 pessoas, e
criminais 46 sentenças[14]
Paulo Roberto Costa.[29] Nessas medidas iniciais, a PF apreendeu mais de 80 mil
Empresas
Sérgio Moro, um dos juízes documentos. A análise desse material somou-se aos monitoramentos de conversas e aos envolvidas 16[14]
responsáveis pela dados bancários dos investigados que foram coletados e analisados eletronicamente no 9 contra 50 pessoas, 16
Operação Lava Jato em Sistema de Investigação de Movimentações Bancárias.[10] Em junho, o ex-diretor negou Acusações de empresas e 1 partido
primeira instância. improbidade político, pedindo
participação no esquema criminoso,[30] porém, após a PF realizar buscas em empresas de administrativa pagamento de R$ 14,5
familiares e encontrar indícios que o incriminavam,[31] Costa decidiu colaborar com o MPF bilhões[14]
valendo-se do recurso da delação premiada, podendo assim obter redução de sua pena e o pagamento de multa.[32] Desvio total
estimado R$ 42,8 bilhões[17]
Em 9 de outubro de 2014, o procurador Deltan Dallagnol calculou que as propinas recebidas pelos envolvidos no esquema de R$ 6,4 bilhões
Pagamento de
corrupção da Petrobras e outras estatais e órgãos públicos chegavam a ao menos dez bilhões de reais. Ao defender as delações propina confirmados,[14] R$ 10
premiadas como "o motor" da operação, Dallagnol lembrou que a Lava Jato começou com a investigação de um posto de
bilhões estimados[18]
Pedido de [14]
gasolina suspeito de lavagem de dinheiro e chegou ao gigantesco esquema de corrupção, o maior da história brasileira.[33] Três ressarcimento R$ 39,9 bilhões
dias depois, a Suíça bloqueou mais de cem contas referentes a Operação Lava Jato e confiscou cerca de 400 milhões de Dinheiro
R$ 12,3 bilhões[14]
dólares.[34] Em 19 de outubro, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou em recuperado
palestra em Washington, DC que as investigações em curso sobre o escândalo de corrupção na Petrobras provocavam uma Dinheiro
repatriado R$ 846,2 milhões[14]
"revolução" no Brasil.[35]
Valores
bloqueados em
contas R$ 3,2 bilhões[14]
2015 nacionais e
estrangeiras
Em novembro de 2015, a Polícia Federal calculou que o prejuízo causado pelas irregularidades na Petrobras descobertas pela Soma das 2 036 anos, 4 meses e 20
Operação Lava Jato poderia chegar à casa dos 42,8 bilhões de reais. Oficialmente, em abril daquele ano, a Petrobras divulgou penas
condenatórias dias de pena[14][19]
que havia tido um rombo de bilhões de reais. A cifra foi caracterizada como "conservadora" pelo presidente da empresa,
Última atualização: 15 de outubro de 2018.
Aldemir Bendine, uma vez que poderiam surgir novos fatos na investigação. O MPF considerou, em outubro, que o prejuízo
passaria de 20 bilhões de reais.[17] Em 16 de dezembro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou depoimento à

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Operação Lava Jato na condição de informante, não investigado, com autorização do ministro do STF, Teori Zavascki.[36] Ao fim de dezembro, Zavascki autorizou a quebra do
sigilo fiscal e bancário do presidente de Senado, Renan Calheiros, suspeito de envolvimento em fraudes na contratação de consórcio Estaleiro Rio Tietê pela Transpetro em
2010.[37]

2016
Em janeiro de 2016, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o esquema de corrupção sustentado
pelo PP desviou 357,9 milhões de reais dos cofres da estatal, entre 2006 e 2014. A investigação concentrou seus trabalhos
também na atuação do PT e do PMDB no esquema. As três legendas, conforme o MPF, agiam como controladoras de
áreas estratégicas da Petrobras, por meio do controle de diretorias, e beneficiárias diretas de desvios.[38] Em fevereiro de
2016, de acordo com o jornal El País, a operação ganhou alcance internacional com a prisão do marqueteiro João
Santana e com a suspeita da Odebrecht ter pago propina para Ollanta Humala, presidente do Peru.[39]

Ainda no mesmo mês, depoimentos de Nestor Cerveró ligaram empréstimos de 12 milhões de reais ao ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva. Cerveró ligou sua nomeação a um cargo público em 2008 ao empréstimo. O cargo seria um
reconhecimento para quitar o empréstimo considerado "fraudulento". É o primeiro delator a envolver o ex-presidente
Lula diretamente no esquema. O pecuarista José Carlos Bumlai, preso na operação, teria intermediado o empréstimo.[40]
Teori Zavascki, relator Edson Fachin substituiu
Em 17 de março de 2016, Janot e o procurador geral da Suíça, Michael Lauber, reuniram-se em Berna para discutir da Operação Lava Jato Zavascki na relatoria da
cooperação em assuntos relacionados aos desvios na Petrobras.[41][42] Em 22 de março, desencadeou-se a "Operação no STF de 2015 a 2017, operação.
quando morreu em um
Xepa" em oito estados, focando em obras feitas pela Odebrecht. Foi a primeira vez que iniciativas do chamado Legado
acidente aéreo.
Olímpico ficaram sob a mira das investigações. Os nomes das obras do Rio de Janeiro aparecem em uma série de
planilhas e mensagens de correio eletrônico apreendidos com a ex-secretária do "Setor de Operações Estruturadas" da
empreiteira, Maria Lúcia Tavares, que firmou acordo de delação premiada após ser presa.[43] As investigações da operação identificaram que em 2006 o esquema de corrupção
evoluiu e a Odebrecht criou a "Divisão de Operações Estruturadas",[44] também conhecido como "departamento de propinas".[45][46][47] Maria Lúcia Tavares controlava, na sede
da empresa em Salvador, as execuções de pagamentos em espécie, mantendo uma planilha que listava as requisições semanais para entregas de dinheiro. Ela trabalhou no
departamento de 2006 a 2015.[48][49]

Em 4 de maio de 2016, Janot enviou ao STF um pedido de abertura de inquérito para investigar a presidente Dilma Rouseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Cardozo por
obstrução à justiça em tentativa de atrapalhar as investigações da Lava Jato. No pedido de abertura do inquérito, Janot mencionou a nomeação do ministro Marcelo Navarro
Ribeiro Dantas para o Superior Tribunal de Justiça em 2015, além da nomeação de Lula para ministro da Casa Civil em 2016.[50] Em delação premiada, Delcídio e seu ex-chefe de
gabinete Diogo Ferreira disseram que Navarro foi nomeado para o STJ sob o compromisso de conceder liberdade a donos de empreiteiras presos na operação.[50] Em dezembro de
2015, Navarro votou pela libertação de Marcelo Odebrecht, mas foi vencido, por 4 votos a 1.[51][52] Navarro negou tais acusações.[50]

Em julho de 2016, a PF, o MPF, e a Receita Federal tiveram indícios de que parte do dinheiro da corrupção de estatais e empreiteiras do Brasil foi ou estava sendo "lavada" por uma
rede de doleiros até então desconhecida, instalada em Angola. Um dos desdobramentos das investigações da PF aponta que Angola virou um paraíso fiscal e sedia uma nova rede
de doleiros abastecidos com dinheiro oriundo da corrupção brasileira. Outros países da África, como Nigéria e Moçambique, e da América Latina, como República Dominicana,
também estão na mira dos investigadores.[53] Em setembro de 2016, a PGR prorrogou a força-tarefa da operação no Paraná até o ano seguinte.[54][55][56]

2017
Em janeiro de 2017, peritos da Polícia Federal levantaram que todas as operações financeiras investigadas na Operação Lava Jato somaram oito trilhões de reais.[57]

Até abril de 2017, a Suíça informou que mais de 1 bilhão de francos suíços foram bloqueados, o equivalente a mais de três bilhões de reais relacionados à contas bancárias de
pessoas investigadas na operação. Foram analisadas mais de mil contas. Segundo o Ministério Público, "o processo coordenado entre Suíça, Brasil e EUA constitui um sucesso para
a luta internacional contra a corrupção".[58]

Em abril de 2017, um laudo da Polícia Federal apontou que a Odebrecht deu um prejuízo de 5,6 bilhões de reais à Petrobras.[59] Os peritos limitaram o trabalho aos contratos com
valores acima de cem milhões de reais firmados entre 2003 e 2014.[60] Entre as dez obras da empreiteira que passaram pelos cálculos dos peritos estão a Refinaria Abreu e Lima,
em Pernambuco, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, e a Refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná.[60] No mesmo mês, o ministro Edson Fachin, novo relator da
Lava Jato no STF, retirou o sigilo dos 83 inquéritos contra políticos, dos depoimentos dos delatores da Odebrecht.[61][62]

Em 2017, o nome do presidente Michel Temer apareceu na lista de investigados da operação.[63] Mais tarde, em junho de 2017, Rodrigo Janot, Procurador Geral da República,
denunciou Michel Temer pelo crime de corrupção passiva, tornando-se o primeiro presidente do Brasil a responder por crime durante o mandato.[64]

Em agosto de 2017, a PF deflagrou duas fases no mesmo dia, por economia.[65] A PF prendeu o ex-deputado federal do PT Cândido Vaccarezza na operação.[66][67] No mesmo mês
a PF deflagrou a 45ª fase da operação.[68]

Em 5 de setembro de 2017, a PF por decisão da Justiça buscou o apartamento ligado a Geddel Vieira Lima e apreendeu oito malas e quatro caixas de dinheiro vivo.[69] Durante as
investigações, surgiu a suspeita de que Geddel estaria escondendo provas de atos ilícitos no apartamento no bairro da Graça, área nobre de Salvador.[70] Diante da grande
quantidade de dinheiro apreendido, a PF levou 14 horas para contá-lo.[71] A contagem totalizou mais de 51 milhões de reais.[72][73][74][75] Foi a maior apreensão de dinheiro vivo
da história do país.[73][76][77]

2018
Em 2018 as investigações da operação Lava Jato alcançaram licitação e obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. De acordo com as investigações houve pagamento de propinas
para políticos do PT e PMDB. Um dos alvos das investigações é o ex-ministro Antônio Delfim Netto.[78][79][80]

Em setembro de 2018, a operação deflagrou uma fase em Portugal, com o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão. A operação foi uma cooperação entre países, e o
Ministério Público de Portugal teve autorização judicial para o cumprimento dos mandados.[81]

Em 19 de novembro de 2018, o juiz federal Sérgio Moro pediu exoneração e, consequentemente, deixou a operação. A juíza federal substituta Gabriela Hardt assumiu
temporariamente a titularidade da Vara pelo período de 19 de novembro de 2018 até 30 de abril de 2019, por designação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).[82][83]

Tentativas de obstrução das investigações

Delcídio do Amaral

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O senador Delcídio do Amaral, líder do governo no Senado e filiado ao PT, foi preso na manhã de 25 de novembro de 2015 por
atrapalhar as apurações da Operação Lava Jato. Prendeu-se também o chefe de gabinete de Delcídio do Amaral, Diogo Ferreira.[84] O
banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual, foi preso no Rio de Janeiro no mesmo dia. Decretou-se sua prisão temporariamente
após a divulgação de gravação obtida pelo MPF em que o senador Delcídio do Amaral afirmou que André Esteves teria financiado a fuga
de Nestor Cerveró para a Espanha.[85][86] O banqueiro ainda teria oferecido 4 milhões de reais a Cerveró e o manteria com um suborno
mensal de 50 mil reais, na intenção de prejudicar o acordo de delação premiada entre Cerveró e o MPF, impedindo que o seu nome e o
do senador fossem citados nas investigações.[87][88] O advogado que defendeu Nestor Cerveró, Édson Ribeiro, teve o mandado de
prisão expedido pela justiça mas não foi preso, por estar nos EUA; incluiu-se seu nome na lista da Interpol e ele foi preso em 27 de
Delcídio do Amaral no Conselho de
novembro, ao desembarcar no aeroporto do Galeão.[88][89] A Procuradoria Geral da República pediu as prisões e o STF as autorizou. As
Ética do Senado.
prisões de Delcídio e de Ribeiro eram preventivas (sem data determinada para terminar); as demais foram temporárias.[84]

Em 29 de novembro, o STF acatou o pedido da PGR para que a prisão de André Esteves e Diogo Ferreira fossem convertidas para preventiva. A procuradoria citou ainda, no pedido
de prisão preventiva, que os objetos apreendidos em 25 de novembro e depoimentos prestados por investigados demostram "evolução em desfavor de André Esteves". "Além disso,
a petição de Janot argumenta que Esteves tem claro interesse em que não venham à tona colaborações premiadas que o vinculassem a fatos criminosos apurados na Operação Lava
Jato. No pedido de prisão temporária, feito na semana passada, Esteves foi apontado como o agente financeiro a oferecer apoio material à família de Nestor Cerveró em troca de
ver seu nome preservado em eventual acordo de colaboração premiada", informou a PGR.[90]

Em 17 de dezembro de 2015, o ministro Teori Zavascki decidiu monocraticamente manter a prisão de Delcídio do Amaral e soltar o banqueiro André Esteves, que passou para
prisão domiciliar. Ao liberar Esteves da prisão e permitir que ficasse preso em casa com restrições, o ministro argumentou que Esteves não participou da reunião na qual Delcídio
propôs fuga do país a Cerveró, e que não se colheram provas que demonstrassem a necessidade de manter o banqueiro na prisão.[91]

Lula e Dilma
Em março de 2016, segundo a revista IstoÉ, o senador Delcídio do Amaral alegou em depoimentos em acordo de delação premiada que Dilma e o ex-presidente Lula tentaram
interferir na Operação Lava Jato. De acordo com a revista, a presidente conversou com auxiliares e nomeou ministros para tribunais superiores favoráveis a tese das defesas de
acusados.[92][93][94] Em Portugal, Dilma teria conversado informalmente com o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e Ricardo Lewandowski; Zavascki não participou do
encontro. Segundo o senador, Dilma teria tentado convencer Lewandowski a aderir, mas fracassou. Em 15 de março, Zavascki homologou a delação de Delcídio.[95] Um dia antes, o
deputado Pedro Corrêa fechara acordo de colaboração premiada.[96]

Em 6 de setembro de 2017, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, o ex-ministro dos governos Lula e Dilma, Antonio Palocci, afirmou que
ele e o ex-presidente Lula atuaram em conjunto para tentar barrar as investigações da Lava-Jato.[97][98][99][100]

Aloizio Mercadante
Em 15 de março de 2016, após a homologação da delação premiada do senador Delcídio do Amaral, documentos liberados pelo
Supremo Tribunal Federal citaram Aloizio Mercadante como o homem do governo que buscaria impedir a delação de Delcídio:
"Mercadante prometeu usar a influência política do governo junto ao Senado e ao Supremo Tribunal Federal para tentar evitar a
cassação do petista e conseguir sua libertação."[101] Além disso, uma gravação confirmou que Mercadante tentou atuar para livrar Aloizio Mercadante, flagrado em
áudio tentando interferir na
Delcídio.[102] No áudio, Mercadante afirmou que "política pode tudo".[103]
Operação Lava Jato

Romero Jucá
Em 23 de maio de 2016, o jornal Folha de S. Paulo divulgou a gravação de uma conversa entre Romero Jucá e Sérgio Machado, da Transpetro em março passado. O ministro do
Planejamento suspenso e senador licenciado Romero Jucá sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma "mudança" no governo federal resultaria em um pacto
para "estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato, que investigava ambos.[104]

Eduardo Cunha
O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, foi acusado por delatores da Odebrecht de obstruir os trabalhos dos investigadores através de uma empresa britânica
que foi contratada por um milhão e cem mil reais sob a justificativa de que iria ajudar a "buscar dinheiro desviado da Petrobras no exterior". Em julho do ano da contratação,
Eduardo Cunha determinou que os detalhes do contrato e os resultados das investigações da empresa fossem mantidos sob sigilo pelo período de cinco anos.[105]

Aécio Neves
Em junho de 2017, o Procurador-Geral da República denunciou Aécio Neves por corrupção e tentativa de obstrução de justiça,
acusando-o de pedir e receber 2 milhões de reais do delator Joesley Batista, do Grupo J&F, e também de obstrução da Justiça por ter
atuado para tentar impedir as investigações da Operação Lava Jato.[106]

Quebra de sigilo telefônico de Lula


Em 16 de março de 2016, o juiz federal Sérgio Moro retirou o sigilo de interceptações telefônicas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva. As conversas gravadas pela Polícia Federal incluíam diálogo no mesmo dia com a presidente Dilma Rousseff, que o nomeou
Aécio Neves, denunciado pela PGR
Ministro Chefe da Casa Civil. Contudo, Moro declarou que Lula já tinha pelo menos a suspeita das gravações, o que comprometeria a
por corrupção e obstrução de
espontaneidade e a credibilidade de diversos diálogos. O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, disse que a divulgação do áudio da justiça.
conversa entre a presidente Dilma Rousseff com Lula era uma "arbitrariedade" e estimulava uma "convulsão social".[107][108]

A conversa telefônica se referiu especialmente à oferta do cargo de ministro a Lula; ele diz que talvez aceitasse o cargo para ser útil ao governo, não para se proteger politicamente.
Moro afirmou que havia indícios de tentativa de influenciar ou de obter auxílio de autoridades do Ministério Público ou da Magistratura em favor do ex-presidente, mas sem
provas da participação das pessoas mencionadas. Referiu-se ainda à ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, "provavelmente para obtenção de decisão favorável ao ex-
presidente na ACO 2822". Weber negou um pedido apresentado pela defesa do ex-presidente para suspender duas investigações sobre um triplex em Guarujá, SP e um sítio em
Atibaia, SP ligados a ele, no que recebeu elogios de Moro no seu relatório.[109]

Lula, numa conversa gravada com o Ministro Chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, solicitou que conversasse com Dilma a respeito "de negócio da Rosa Weber". Lewandowski
também apareceu nos diálogos: "Há diálogo que sugere tentativa de se obter alguma intervenção do Exmo. Ministro Ricardo Lewandowski contra imaginária prisão do ex-
presidente, mas sequer o interlocutor logrou obter do referido Magistrado qualquer acesso nesse sentido", disse o juiz. E ainda se fala do Ministro da Justiça Eugênio Aragão, que

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04/12/2018 Operação Lava Jato – Wikipédia, a enciclopédia livre
Lula reputou como amigo, embora "ainda não tivesse prestado qualquer auxílio". O juiz Moro enfatizou que "houve tentativa pelos
interlocutores em obter auxílio ou influenciar membro do Ministério Público ou da Magistratura não significa que esses últimos tenham
qualquer participação nos ilícitos". Para Moro, porém, isso "não torna menos reprovável a intenção ou as tentativas de solicitação".[110][111]

As interceptações telefônicas foram numerosas e referiam-se a muitos outros nomes do processo de impedimento e do cenário político
nacional. Moro explicou que "[o] levantamento [do sigilo] propiciará assim não só o exercício da ampla defesa pelos investigados, mas
também o saudável escrutínio público sobre a atuação da Administração Pública e da própria Justiça criminal". E acrescentou: "A
democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir
protegidos pelas sombras".[112]

O ministro do STF Teori Zavascki criticou a decisão do juiz Sergio Moro de divulgar o conteúdo das interceptações telefônicas que
envolviam o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff. Relator da Lava Jato no STF, Zavascki discordou da "imediata" divulgação
das conversas e apontou a falta de "contraditório". Para Zavascki, "a divulgação pública das conversações telefônicas interceptadas, nas
circunstâncias em que ocorreram, comprometeu o direito fundamental à garantia de sigilo, que tem assento constitucional." Em 22 de
março de 2016, Zavascki determinou que Moro enviasse ao STF os processos que tramitavam na 13ª Vara Federal de Curitiba e envolviam o
A Justiça Federal do Paraná ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.[113]
autorizou em 2016 a quebra de
sigilo telefônico do ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva no
Investigados
âmbito da Operação Lava Jato

Pessoas
Desde o início da operação, em março de 2014, investigaram-se os doleiros Alberto Youssef, Carlos Habib Chater, Nelma Kodama e Raul Henrique Srour, presos.[10] Com a prisão
do doleiro Youssef, ainda em 2014, descobriu-se um vínculo com Paulo Roberto Costa, que passou a ser investigado, e foi preso.[29] Paulo Roberto Costa e Youssef, em suas
delações premiadas, citaram uma série de envolvidos, que passaram a ser investigados. Estiveram entre os envolvidos funcionários da Petrobras como Nestor Cerveró,[114] Jorge
Zelada (último ex-diretor a ser preso),[115] Eduardo Musa, Pedro Barusco e Renato Duque,[116] empreiteiros, como Gerson Almada,[117] Marcelo Odebrecht,[118] Otávio Azevedo e
Ricardo Pessoa,[119] além de políticos diversos que passaram a ser investigados, como André Vargas, cassado, pela sua ligação com Youssef, Luiz Argolo e Pedro Corrêa, e
operadores como Adir Assad.[120] e Fernando Soares, todos presos em determinados momentos da operação.

Em 2015, a partir da delação premiada de Pedro Barusco, investigaram-se João Vaccari Neto,[121] Renato Duque e Zwi Skornicki, e a partir da delação de Eduardo Musa,
investigou-se o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, posteriormente afastado, cassado e preso. Em seguida investigaram-se Flávio David Barra e Othon Luiz
Pinheiro da Silva, presos, em uma fase posteriormente desmembrada, e encaminhada a outro juízo, no Rio de Janeiro. Em agosto de 2015, com a delação de Ricardo Pessoa, José
Dirceu, Alexandre Romano, José Adolfo Pascowitch e Milton Pascowitch passaram a ser investigados, e alvos de operações, batizadas de Pixuleco e Pixuleco II. A partir destas
operações foram investigados e alvos de operações José Antunes Sobrinho e Roberto Gonçalves. Em novembro de 2015, Delcídio do Amaral, que era investigado, foi preso em
flagrante, por obstrução de justiça, ao ser flagrado em áudio, tramando a fuga de Nestor Cerveró com objetivo de evitar uma delação premiada do ex-diretor da Petrobras, em uma
operação autorizada pelo relator Teori Zavascki, que autorizou a prisão de André Esteves, na mesma operação.[122]

Em 2016, investigaram-se Marcos Valério (preso no mensalão) e José Carlos Bumlai, preso. No mesmo ano, investigaram-se João Santana e sua esposa, em uma operação batizada
de Acarajé, presos, e posteriormente delataram. Em seguida, investigaram-se Luiz Inácio Lula da Silva, alvo de condução coercitiva e condenado em julho de 2 017;[19]Silvio
Pereira, Delúbio Soares e Gim Argello, presos.[123] Em maio de 2016, investigou-se João Cláudio Genu e em agosto Ildefonso Colares Filho.[124] Em meados do ano, com as
delações de João Santana e esposa, investigou-se Eike Batista. Ιnvestigaram-se e prenderam-se em setembro de 2016 Antonio Palocci, a partir da delação de Delcídio, e Guido
Mantega,[125] sendo Mantega solto no mesmo dia.[126] Ao fim do ano, investigou-se Sérgio Cabral, alvo da Operação Calicute, posteriormente desmembrada pelo STF, resultando
numa série de desdobramentos que investigou a esposa de Cabral, Adriana Ancelmo, prendeu Eike Batista, doleiros, e conselheiros do TCE-RJ.[127]

Empresas
Desde o início das investigações foram identificadas várias empresas envolvidas. A Petrobras foi uma das primeiras a ser investigada, sendo o alvo principal da operação em suas
primeiras fases. Entretanto, ao longo das investigações, foi descoberto o envolvimento de outras empresas, em especial construtoras, como a Andrade Gutierrez, Odebrecht,
Camargo Corrêa, OAS, UTC, Engevix, Mendes Júnior e Queiroz Galvão.[128][129] Um dos envolvidos de maior notoriedade é o grupo Odebrecht, que ao final de 2016, assinou um
acordo de leniência com os Estados Unidos, Brasil e Suíça,[130] e obteve-se a colaboração premiada de setenta e oito funcionários e ex-funcionários do grupo.[131]

Segundo as investigações do Ministério Público Federal e declarações de Pedro Barusco, o esquema de cartel das empreiteiras em obras da Petrobras existia havia ao menos 15
anos.[132][133] Considerando somente o período entre 2003 e 2014, as empresas mantiveram contratos com a Petrobras que somados chegam a 59 bilhões de reais.

Campanhas eleitorais
Em 190 termos de depoimentos, Paulo Roberto Costa e Youssef citaram Dilma Rousseff onze vezes. Nas declarações consta que a campanha presidencial de Rousseff em 2010
recebeu 2 milhões de reais do esquema de propina da Petrobras.[134] Nas eleições presidenciais de 2014, as empreiteiras investigadas pela operação Lava Jato doaram, juntas,
quase 98 milhões de reais aos dois candidatos à Presidência que disputaram o segundo turno, Aécio Neves e Dilma Rousseff.[135]

As delações da Odebrecht mencionam propina nas campanhas para presidência de Dilma Rousseff[136][137] e nas campanhas estaduais de Sérgio Cabral,[138][139][140] Geraldo
Alckmin[141] e Luiz Fernando Pezão.[142]

Procedimentos instaurados

Denúncias do Ministério Público Federal

Ações na Justiça Federal


As ações penais não tramitam em segredo de justiça e, por força do Inciso LX do artigo 5º e do Inciso IX do artigo 93 da Constituição Federal de 1 988, são públicas.[143] Realizam-
se os interrogatórios em audiência pública, acessível a qualquer pessoa. Além disso, as declarações foram imediatamente inseridas no processo eletrônico, cujos atos estão
disponíveis na Internet, pelo E-Proc v2, sistema da Justiça Federal do Tribunal Regional da 4ª Região. Os números dos processos estão acessíveis ao público.[144]

Desde 2 014, condenaram-se 158 pessoas na operação Lava Jato,[14][19] incluindo um ex-presidente da República, ex-diretores da Petrobras, políticos, ex-políticos, doleiros,
lobistas, operadores, e empresários.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Lava_Jato 5/16
04/12/2018 Operação Lava Jato – Wikipédia, a enciclopédia livre
Até 18 de dezembro de 2016, a 8.ª Turma do TRF4 julgou sete apelações envolvendo 28 condenados por Moro em primeira instância — três apelações já transitaram em
julgado.[145] As penas de nove deles aumentaram-se no total de 78 anos e sete meses. Por outro lado, reduziu-se a pena de quatro réus e absolveram-se outros quatro, juntos
diminuindo as penas em 34 anos. Os onze condenados restantes tiveram as penas mantidas. Em outras palavras, o TRF4 ratificou ou subiu a pena de 71 por cento dos condenados
por Moro.[146]

Entre os absolvidos em primeira instância, incluem-se Adarico Negromonte Filho, irmão do ex-Ministro das Cidades Mário Negromonte, dos crimes de pertinência a organização
criminosa e de lavagem de dinheiro; Antonio Almeida da Silva, ligado a Youssef; e Murilo Tena Barros, ligado a Youssef.[147] Em 2017, absolveram-se Paulo César Peixoto de Castro
Palhares e Carlos Eduardo de Sá Baptista, da Apolo Tubolars.[148] Posteriormente, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) condenou Adarico Negromonte Filho por
organização criminosa na sentença revista com uma pena de três anos e seis meses de prisão.[149]

Ações no Supremo Tribunal Federal


O relator da ações da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) foi o ministro Teori Zavascki desde o início da operação, em 2014.
Teori ficou à frente do caso por três anos, até sua morte em um acidente aéreo. Teori conduzia os processos com rigor e
discrição.[150][151] Com a morte de Teori, em 2 de fevereiro de 2017 o ministro Edson Fachin foi sorteado novo relator da operação na
Corte.[152][153] Professor da Universidade Federal do Paraná, seus pares consideram-no incorruptível.[154] No mesmo dia o gabinete do
ministro Edson Fachin divulgou nota informando que já começara a transição com o gabinete de Teori Zavascki. Segundo a nota, Fachin
"reconhece a importância dos novos encargos e reitera seu compromisso de cumprir seu dever com prudência, celeridade,
responsabilidade e transparência".[155]

Em 6 de março de 2015 o ministro Teori Zavascki, do STF, determinou a abertura de 28 inquéritos para investigar 47 políticos suspeitos Edson Fachin é o atual relator da
Lava Jato no Supremo Tribunal
de envolvimento na Petrobras, inclusive senadores e deputados, supostamente envolvidos com o recebimento de propina da
Federal.
estatal.[156][157]

Em setembro de 2015, Teori Zavascki determinou o envio do processo referente à Operação Radiotividade à Justiça Federal do Rio de Janeiro por entender que não havia relação
entre os crimes cometidos na Eletronuclear e na Petrobras, desmembramento que motivou a criação da força-tarefa no Rio de Janeiro. As investigações na operação Radiotividade
geraram a Operação Pripyat e a Operação Irmandade.[158]

Em maio de 2016, Teori Zavascki via liminar determinou o afastamento de Eduardo Cunha da Câmara dos Deputados.[159]

Em março de 2017 o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STF 83 pedidos de inquéritos contra políticos diversos, com base nos depoimentos dos delatores da
Odedrecht.[160][161][162] Em maio de 2017, o relator Edson Fachin retirou o sigilo das delações da JBS.[163] No mesmo dia, Fachin homologou a delação.[164]

Em maio de 2017, a pedido do STF, a Polícia Federal deflagrou a Operação Patmos, prendendo a irmã de Aécio Neves, Andrea Neves, o primo de Aécio, Frederico Pacheco de
Medeiros, o procurador da República Ângelo Goulart Villela, e o advogado Willer Tomaz. O Supremo Tribunal Federal também expediu mandados de prisão contra Eduardo Cunha
e Lúcio Funaro, que já estavam presos por outras fases da operação.[165][166]

O STF instaurou 193 inquéritos,[167] com 413 investigados[168] e 79 milhões de reais repatriados.[169]

Em maio de 2018, o STF iniciou o julgamento do primeiro político com mandato — o deputado federal Nelson Meurer — pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro
pela Corte em razão do foro especial por prerrogativa de função.[170] O ministro Edson Fachin votou pela condenação.[171] O ministro Celso de Mello seguiu o voto de relator e
votou pela condenação. Para o decano, há "farta existência de fontes autônomas de prova que corroboram de forma extremamente persuasiva".[172] O julgamento foi suspenso em
22 de maio após o voto dos dois ministros, a ser retomado em 29 de maio.[172][173] Em 29 de maio, a segunda turma do STF condenou por unanimidade Meurer a 13 anos e 9
meses de prisão em regime fechado,[174][175][176] além de multa de cerca de 45 mil reais, que ainda será corrigida pela inflação.[177]

Quebras Quebras Quebras


Busca e Sequestros Sequestro Ações Acordos de Va
de sigilo de sigilo de sigilo Inquéritos Denúncias Acusados
apreensão de bens de valores penais colaboração repa
fiscal bancário telefônico
185 191 314 225 30 5 185 35 95 6 120 R$ 7

Acordos de delação
Os acordos de delação premiada iniciaram ainda em 2014 com ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa preso preventivamente na segunda fase, e o primeiro a assinar acordo
de delação. O primeiro acordo a ser homologado pela justiça foi de Luccas Pace Júnior, ex-operador da doleira Nelma Kodama.[178]

A operação conta com 176 acordos de colaboração premiada firmados com pessoas físicas e onze acordos de leniência com pessoas jurídicas.[14]

Recuperação de recursos
Até 2015, devolveram-se à Petrobras 296 milhões de reais, em duas partes, num total de 2,4 bilhões.[179]

Em 16 de março de 2016, em viagem à Europa para nova repatriação de recursos, o PGR Rodrigo Janot disse que a operação Lava Jato
já recuperara mais de 4 bilhões de reais.[180] Em abril de 2016 o Departamento de Recuperação de Ativos de Cooperação Jurídica
(DRCJ), órgão do Ministério da Justiça, divulgou que a Lava Jato registrara em 2015 um recorde de repatriações de recursos desviados
do país, com 124,9 milhões de dólares repatriados. Para Ricardo Saadi, diretor do DRCJ, só foram possíveis as recuperações graças às
delações premiadas.[181] Até setembro de 2016, a força-tarefa da Lava Jato e a Justiça Federal do Paraná conseguiram repatriar 756,9
milhões de reais e bloquear 3,2 bilhões de reais. Ao total, nesse período, 10,1 bilhões de reais foram alvo de recuperação.[14] Deltan Dallagnol, coordenador da
Operação, o procurador-geral da
Até fevereiro, os acordos na esfera administrativa e criminal com as empreiteiras no âmbito da Lava Jato determinaram a recuperação República (PGR), Rodrigo Janot, e
de 11,5 bilhões de reais. O dinheiro vem de acordos contra formação de cartel, firmados com o Conselho Administrativo de Defesa o presidente da Petrobras Aldemir
Bendine, em 11 de maio de 2015,
Econômica, e de acordos judiciais contra práticas de corrupção e lavagem de dinheiro, fechados com o Ministério Público Federal.[182]
na cerimônia de devolução
simbólica de 157 milhões de reais à
Em abril, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou que as ações cíveis propostas pela Procuradoria da República no Paraná e pela
Petrobras, recuperados pela Lava
Advocacia-Geral da União (AGU) cobram de empreiteiras, pessoas físicas e até de um partido político indenizações que somam valores
Jato. Foto: José Cruz/ABr.
de quase 70 bilhões de reais. O valor inclui o ressarcimento de 19,6 bilhões em prejuízos causados à Petrobras (pelo esquema de
corrupção) e o restante a multas por danos morais e cíveis. Os dois órgãos públicos já entraram com treze ações na Justiça Federal no
Paraná. Apesar disso, nenhum dos processados foi alvo de sentença e parte das empresas acusadas já firmou acordo de leniência, o que deve transformar uma eventual condenação
em mera declaratória.[183][184] Em 5 de abril, o Ministério Público da Suíça informou que bloqueou um bilhão de francos suíços, que correspondem a mais de 3 bilhões de reais, de
investigados da Operação Lava Jato em virtude de lavagem de dinheiro e corrupção. O dado consta de um balanço sobre as atividades do MP em 2016. As investigações contra a

https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Lava_Jato 6/16
04/12/2018 Operação Lava Jato – Wikipédia, a enciclopédia livre
Petrobras estão em uma parte do relatório dedicada a "casos de interesse público", como investigações sobre corrupção na Fifa e sobre grupos terroristas como a Al Qaeda e o
Estado Islâmico. Dos valores bloqueados nas investigações relativas à Petrobras, restituiram-se 623 milhões de reais às autoridades brasileiras, que apreenderam e investigaram
documentos relativos a mais de mil contas bancárias. Até então, abriram-se sessenta investigações na Suíça relacionadas às contas suspeitas.[185]

Em 19 de abril, definiram-se os valores das multas que a Odebrecht terá de pagar pela corrupção em vários países da América Latina ao longo de 15 anos, em acordo de devolução
firmado com a justiça estadunidense. Definiu-se que a empresa pagará 2,6 bilhões de dólares ao Brasil, Suíça e Estados Unidos, baseados em pagamentos irregulares de 3,34
bilhões de dólares. O maior percentual da multa da Odebrecht, 2,4 bilhões de dólares (80 por cento da multa), irá para o Brasil. A Suíça receberá 116 milhões de dólares e os EUA
ficarão com 93 milhões de dólares, segundo a sentença proferida por um tribunal federal no Brooklyn. A companhia também terá de manter um monitor de conformidade.
Segundo os documentos apresentados, a companhia buscou e utilizou bancos menores em países com regras de sigilo rígidas para levar adiante o esquema, pagando taxas extras,
juros mais altos e uma porcentagem de cada transação ilícita para certos executivos para garantir sua cooperação.[186]

Entre 26 de junho e 6 de julho de 2017, Braskem, Andrade Gutierrez e Marcelo Odebrecht restituíram, juntos, 903,9 milhões de reais aos cofres públicos, em cumprimento às
obrigações assumidas nos acordos feitos com o Ministério Público Federal.[187]

Em 22 de dezembro de 2017, a força-tarefa anunciou um acordo de leniência de um bilhão e quatrocentos milhões de reais que o estaleiro Keppel Fels devolverá, dos quais
aproximadamente setecentos milhões aos cofres públicos brasileiro. Segundo o procurador da República Paulo Roberto Galvão, membro da força-tarefa no MPF, "trata-se de uma
nova realidade alcançada pelo Brasil a partir da Operação Lava Jato".[188][189]

Em maio de 2018, a Justiça autorizou o uso de mais de 17 milhões de reais recuperados pela Lava Jato para reforma de escolas no Rio de Janeiro. Em fevereiro deste ano, o
Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Ministério da Educação (MEC), a Secretaria de Estado de Educação
do Rio de Janeiro (Seeduc) e a Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE) assinaram termo de cooperação técnica que estabeleceu os critérios de aplicação dos
recursos.[190] Pelo acordo, os recursos devem ser utilizados exclusivamente na execução de obras e melhoria de infraestrutura das escolas públicas estaduais.[190]

Em junho de 2018, três ex-funcionários da Delta Construções, réus da operação no Rio de Janeiro, devolveram 3,75 milhões de reais em troca de redução de pena. O dinheiro veio
de um esquema de lavagem de dinheiro de obras públicas, como a reforma do Estádio do Maracanã.[191]

Em agosto de 2018, a Petrobras recebeu mais de um bilhão de reais por meio de acordos de colaboração e leniência celebrados no âmbito da Operação Lava Jato.[192][193]

Em outubro de 2018, um leilão de bens arrecadou mais de onze milhões de reais, sendo eles dois imóveis, um jatinho e um carro apreendidos durante a Operação Lava Jato no Rio
de Janeiro. Leiloaram-se os bens por decisão do juiz Marcelo Bretas, com base na Lei de lavagem de dinheiro.[194]

Desdobramentos
Uma série de desdobramentos da Operação Lava Jato ocorrem desde a sua deflagração em 2014. São novas investigações que surgiram como consequência da Lava Jato, e
passaram a ser conduzidas pelo Ministério Público Federal (MPF), Procuradoria-Geral da República (PGR) e Polícia Federal (PF) a partir dos documentos coletados nos mandados
de buscas, nos depoimentos de conduções coercitivas e documentos e depoimentos obtidos nas delações premiadas durante as fases da Operação Lava Jato.

No Brasil
No Brasil, os desdobramentos tiveram como alvos o ex-presidente da República e atual senador Fernando Collor, pela Operação Politeia,[195] o presidente da Câmara dos
Deputados, Eduardo Cunha, alvo da Operação Catilinárias,[196] o ex-ministro do governo Lula, Paulo Bernardo, preso na Operação Custo Brasil,[197] o vice-almirante Othon Luiz
Pinheiro da Silva, preso na Operação Pripyat,[198] além de outros políticos, doleiros, operadores, empresários e empreiteiras, como a Odebrecht, alvos de outros
desdobramentos.[199][200]

Em janeiro de 2017, o empresário Eike Batista foi alvo da Polícia Federal (PF), acusado de subornar o ex-governador do Rio de Janeiro,
Sérgio Cabral.[201][202] No mês seguinte, a PF deflagrou a Operação Mascate, um desdobramento da Operação Calicute.[203] Ainda em
fevereiro, um novo desdobramento teve como alvo o filho do senador Edison Lobão (PMDB), Márcio Lobão, e Luiz Otavio Campos, ex-
senador.[204]

Em março de 2017, a PF deflagrou a Operação Tolypeutes contra um esquema de propina e lavagem de dinheiro em contratos de obras
civis no Rio de Janeiro, na construção da Linha 4 do Metrô.[205] No mesmo mês, em novo desdobramento, o Superior Tribunal de Polícia leva Eike Batista, de cabeça
Justiça expediu mandados de prisão temporária contra cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, além de raspada, a Bangu.
um mandado de condução coercitiva contra o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Jorge Picciani. No mês
seguinte, a Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal deflagrou uma operação, desdobramento
da Calicute, batizada de Fatura Exposta,[206] que prendeu o ex-secretário de saúde da gestão Cabral, Sérgio Côrtes.[207]

Em primeiro de junho de 2017, a PF deflagrou a Operação Ratatouille, no estado do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, o empresário Marco de Luca pagou 12,5 milhões de
reais em propinas para a organização criminosa de Sérgio Cabral, para ganhar contratos de alimentação para escolas, hospitais e presídios. O empresário Marco Antônio será
processado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.[208] Cinco dias depois, novo desdobramento da operação prendeu o ex-ministro Henrique Eduardo
Alves. Na mesma operação a justiça autorizou novo mandado de prisão preventiva contra Eduardo Cunha, que já se encontrava preso na Lava Jato.[209]

Em setembro de 2017, a PF deflagrou a Operação Tesouro Perdido. Na operação foram apreendidos mais de 51 milhões de reais em malas e caixas, sendo considerada a maior
apreensão em dinheiro da história.[72][74][75][77]

Em 5 outubro de 2017, a PF prendeu na segunda fase da Operação Unfair Play, batizada de Unfair Play – segundo tempo,[210] o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB)
Carlos Arthur Nuzman, numa investigação a pedido de Ministério Público francês, que suspeitou de corrupção na escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas.[211]

Em 3 de maio de 2018, uma operação da PF batizada de "Câmbio, desligo" teve como alvo dezenas de doleiros que segundo os investigadores teriam movimentado mais de 1,6
bilhão de dólares.[212] O Ministério Público Federal afirmou que é "talvez a maior operação de combate à lavagem de dinheiro desde a Operação do Banestado".[213] Os agentes
federais cumpriram 49 mandados de prisão preventiva e quatro de prisão temporária no Brasil e no exterior.[213]

Em 21 de junho de 2018 deflagrou-se a operação Pedra no caminho, desdobramento da Lava Jato em São Paulo, que investiga desvios no Dersa SP.[214]

Em julho do mesmo ano, deflagrou-se a Operação Ressonância, um desdobramento da Operação Fatura Exposta,[215] e em agosto deflagram-se as operações Hashtag e SOS,
ambas contra a organização criminosa de Sérgio Cabral.[216][217] No mês seguinte deflagrou-se a Operação Marakata, um desdobramento da operação Câmbio, Desligo.[218]

Em novembro de 2018, deflagrou-se a Operação Capitu com base na delação de Lúcio Funaro. Foram presos na operação os executivos da JBS Joesley Batista, Ricardo Saud e
Demilton de Castro, além do vice-governador de MG Antonio Andrade e o ex-ministro da Agricultura no governo Dilma Rousseff Neri Geller.[219]

No exterior
https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Lava_Jato 7/16
04/12/2018 Operação Lava Jato – Wikipédia, a enciclopédia livre
Os desdobramentos da Operação Lava Jato fora do Brasil tiveram início após o grupo Odebrecht e a Braskem terem admitido em acordo
de leniência ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) o pagamentos de propinas no exterior em mais de um bilhão de
dólares. Durante as investigações da Operação Lava Jato, delatores relataram cometimento de crimes em diversos outros países na
Europa, África e América.[220]

Em fevereiro de 2017, a Justiça peruana expediu ordem de prisão preventiva do ex-presidente do país Alejandro Toledo, sob acusação
de ter recebido cerca de 20 milhões de dólares para facilitar a aprovação da construção da rodovia Transoceânica, que liga o norte do
Brasil à costa peruana, enquanto estava no governo, nos anos de 2001 a 2006.[221] No mesmo mês, Ramón Fonseca Mora e Jürgen Sede do escritório de advocacia
Mossack, sócios do escritório Mossack Fonseca, foram presos preventivamente no Panamá.[222][223] Mossack Fonseca, alvo da
operação.

Efeito na economia do país


Algumas consultorias calcularam que a retração na economia do país causada pela Operação Lava Jato seria em torno de 1% a 1,5% do PIB por ano.[224] Os efeitos diretos e
indiretos da Operação Lava Jato na economia do país podem ter causado, segundo projeção da consultoria Go Associados para 2015, uma retração de mais 140 bilhões de reais na
economia do país.[225] Segundo o jornalista João Borges, do G1, isso se deve à Petrobras ter de rever todos seus investimentos em empresas investigadas ligadas ao mercado de
óleo e gás; obras pararam ou atrasaram, empresas perderam crédito e, consequentemente, o desemprego cresceu. Segundo o jornalista, embora a operação tenha efeitos, não
poderia ser diferente, e o efeito da recessão pode ser diluído no tempo, se os efeitos saneadores da Lava Jato na administração do dinheiro público forem permanentes.[226] Já
Bruno Lavieri, da 4E Consultoria, afirmou que os efeitos na economia são da corrupção, e não da operação. "Não seria a Lava Jato a responsável pela destruição de empregos, a
estagnação etc., mas todo o esquema de corrupção que motivou a investigação […] culpar a Lava Jato nos parece algo como culpar o médico por ter descoberto a doença do
paciente."[227]

Reações e repercussões

Manifestações favoráveis
Em 24 de novembro de 2016 a jornalista Míriam Leitão, em sua coluna n’O Globo, enfatizou o momento atual do combate à corrupção no Brasil. Também criticou a tentativa de
aprovar a anistia para o caixa dois no Congresso, quando justamente as investigações da operação revelavam possíveis prestações inverídicas de contas eleitorais. "O quadro é
muito claro. O tema da atualidade no país é o combate à corrupção em suas várias vertentes, com os políticos tentando escapar das investigações e punições. Falta a muitos deles
entender exatamente qual o momento histórico que o Brasil está vivendo. O Brasil trava uma luta dolorosa, difícil e muito corajosa contra a corrupção. Esse é o momento atual do
país. Certas propostas dos parlamentares, no entanto, parecem surpreendentes para o cidadão, que está participando de todo esse esforço", afirmou a jornalista.[228]

Em agosto de 2016, o juiz sênior federal estadunidense e pesquisador do judiciário brasileiro Peter Messitte afirmou que a Operação Lava Jato é um exemplo mundial de combate à
corrupção. Ao lado do Escândalo do Mensalão, "…representam avanços significativos na luta contra a corrupção política. […] É um caminho irreversível. O público está disposto a
sair às ruas. Não é mais provável que as coisas acabem em pizza hoje ou no futuro. É uma mudança drástica", nas palavras do juiz em entrevista ao Último Segundo. Na matéria,
ainda lembrou que esse é um momento de inflexão para a convivência com a impunidade e a tradição dos escândalos "acabarem em pizza".[229]

Em junho de 2017 Modesto Carvalhosa, uma das principais autoridades do país em combate à corrupção, disse que a Lava Jato é um
exemplo mundial "de eficácia, produtividade, capacidade, profundidade e rapidez no julgamento de casos de corrupção", e que "o Brasil
hoje é outro por causa da Operação Lava Jato", além de denunciar a existência de um movimento para desmantelar a operação e
proteger os acusados, que usa do recurso de colocar o público contra a operação para atingir seus objetivos.[230] Deram declarações
públicas de apoio os líderes da Rede Sustentabilidade,[231] do Dem, do PSDB, do SD e do PPS.[232] Também têm participado de
demonstrações públicas de apoio, e têm publicado matérias em imprensa e veículos institucionais protestando contra as tentativas de
enfraquecimento da operação, grupos independentes e associações de policiais, peritos e magistrados, como a Associação Nacional dos
Delegados de Polícia Federal, a Associação dos Juízes Federais do Rio de Janeiro e Espírito Santo e a Associação Nacional dos Peritos
Manifestação em favor da Operação
Criminais Federais.[233][234]
Lava Jato, na praia de Copacabana,
Em 1º de fevereiro de 2016, um levantamento do Instituto Ipsos apontou que 8 em cada 10 brasileiros são favoráveis a continuidade da Rio de Janeiro, na manhã de 4 de
dezembro de 2016.
Operação Lava Jato até o fim das investigações, mesmo que isso gere instabilidade política no país.[235] A pesquisa ouviu 1 200 pessoas
durante 2015.[235] De acordo com o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio Boudens, essa
percepção dos entrevistados sobre a Lava Jato mostra o quanto a população precisa de uma solução para a corrupção. “A atuação dos agentes federais no combate à corrupção
atraiu a atenção da sociedade e isso se reflete na confiança e credibilidade que recebe da população”.[235] Em dezembro de 2016, outra pesquisa do Instituto Ipsos identificou que
96 por cento dos brasileiros apoiam a Lava Jato e dizem que ela deve investigar até o fim, custe o que custar. Realizou-se a pesquisa em 72 cidades entre os dias 1º e 13 de
novembro. Na pesquisa anterior, em janeiro de 2016, o percentual era de 90 por cento.[236][237]

A Lava Jato recebeu ainda outras manifestações de simpatia da população, na forma de atividade nas redes sociais e movimentos de rua em centenas de cidades
brasileiras,[238][239][240] e tem contado com o apoio público de artistas conhecidos nacionalmente, como Luana Piovani, Susana Vieira, Lucinha Lins, Victor Fasano e Fagner.[241]
Em 4 de dezembro de 2016, diversas manifestações ocorreram nos 26 estados e no Distrito Federal contra a corrupção e em apoio a Operação Lava Jato e apoio as Dez medidas
contra a corrupção, do projeto original do Ministério Público Federal.[242][243][244]

Em 2018 recebeu apoio de 84 por cento dos brasileiros, juntamente com a prisão em segunda instância, defendida também pela maioria dos entrevistados.[245][246]

Em novembro de 2018, foi divulgado uma pesquisa que para 78 por cento dos brasileiros, a Lava Jato contribui efetivamente para combater a corrupção no Brasil. Desenvolvida
por uma equipe de cientistas sociais e estatísticos da Vox Pop Labs, a Sintonia Eleitoral é uma ferramenta de engajamento cívico oferecida no Brasil.[247]

Ministros do Supremo Tribunal Federal


Em 22 de agosto de 2017, o ministro do STF Luís Roberto Barroso afirmou, em entrevista no programa Conversa com Bial ao apresentador Pedro Bial da Rede Globo, que existe
uma "grande Operação abafa" cujo objetivo seria paralisar a Operação Lava Jato. Barroso disse ainda que "a sociedade tem que estar mobilizada. A Lava-Jato sobreviveu pela
sociedade e pela imprensa. Há uma semente plantada, nunca mais será como antes". Barroso ainda destacou a coragem do país em não "empurrar a poeira para debaixo do tapete"
e em avançar com as investigações. "Talvez nenhum país no mundo tenha tido a coragem de fazer o que o Brasil está fazendo. Temos que aproveitar essa oportunidade com
determinação. Vamos criar um país em que a integridade é o ponto de partida."[248][249]

Uma semana depois, ao fim de agosto de 2017, em entrevista ao O Globo, o ministro Luiz Fux disse que "O enfraquecimento do Judiciário é uma das fórmulas que se utilizou para
fulminar os resultados positivos da Operação Mãos Limpas, na Itália. E parece que isso está acontecendo agora no Brasil, em relação à Operação Lava-Jato. Fux continuou:
"Enquanto nós estamos estudando as melhores formas de combater a corrupção, as melhores formas de investigação, o que se tem feito no Congresso é estudar como se nulificou
[sic], na Itália, todos os resultados positivos da Operação Mãos Limpas. Na Itália, começaram a fazer reformas mirabolantes para tirar o foco da Operação Mãos Limpas. Aqui,

https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Lava_Jato 8/16
04/12/2018 Operação Lava Jato – Wikipédia, a enciclopédia livre
fizeram o mesmo." Fux ainda disse que medidas de enfraquecimento do poder judiciário ocorreram também na Itália, durante a Operação Mãos Limpas. "Na Itália, começou a
haver uma política de enfraquecimento do Poder Judiciário. Aqui, a iniciativa popular propôs medidas anticorrupção, e elas foram substituídas por uma nova lei de crime de abuso
de autoridade, inclusive com a criminalização de atos do juiz."[250][251]

Manifestações críticas à atuação


Em 15 de janeiro de 2016 cerca de cem advogados publicaram, em diversos jornais do país, uma carta aberta criticando a condução da Operação Lava Jato por "desrespeito a
direitos e garantias fundamentais dos acusados". Segundo eles, "nunca houve um caso penal em que as violações às regras mínimas para um justo processo estejam ocorrendo em
relação a um número tão grande de réus e de forma tão sistemática". Citam desrespeito à presunção de inocência, desvirtuamento do uso da prisão provisória e vazamento seletivo
de documentos e informações. Um dos signatários da carta, Antônio Carlos de Almeida Castro, citou, como exemplo, a divulgação de uma denúncia apresentada pelo Ministério
Público Federal. "Ele convoca a imprensa, expõe as pessoas que estão sendo denunciadas, na fase embrionária em que a pessoa nem é ré, e apresenta a pessoa, dá os detalhes,
mostra os telefones, emails, com uma criminalização anterior", disse.[252][253] No mesmo dia, juízes e procuradores criticaram a carta dos advogados contra a Lava Jato. A
Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) classificou o texto de “falatório” e “fumaça”. A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), por meio de nota,
rechaçou os "ataques à atuação do Ministério Público Federal (MPF)".[254] A nota da ANPR diz que "a publicação paga, veiculada em vários jornais do Brasil, é de autoria de muitos
dos advogados dos próprios investigados na Lava Jato, que se revelou como o maior caso de corrupção da história do país", e que "as questões constantes na carta aberta, que
demonstram insatisfações dos advogados, já são objeto de ações e recursos em trâmite no Poder Judiciário e vêm sendo rechaçadas em repetidos julgamentos, afastando qualquer
alegação de supressão de direitos aos investigados."[254] Também por meio de nota, a Ajufe afirmou que as críticas dos advogados não geram benefícios nem mesmo a seus
clientes. “Aludir genericamente a violações de regras do 'justo processo' sem a correspondente ação judicial reparatória é mero falatório, fumaça, que não gera benefício nem para o
cliente pretensamente protegido”, afirma a Ajufe.[254]

O andamento das investigações da Operação Lava Jato e alguns procedimentos adotados por seus promotores foram objeto de críticas, do ponto de vista jurídico, por parte de
Tarso Genro. "Quando procuradores federais emitem juízos antecipados sobre pessoas que estão sendo investigadas, ficam alheios a vazamentos de provas e defendem a
manutenção de prisões preventivas para forçar delações premiadas, indicam um novo modo de funcionamento do Estado de Direito que pende para o fascismo", disse ele. Além de
expor pessoas à execração pública, o vazamento de informações a veículos de comunicação privatiza e midiatiza o processo penal, instaurando "o Estado-espetáculo", segundo
Genro.[255] "Quando determinados integrantes do Poder Judiciário estabelecem uma relação privilegiada com setores da mídia que, como se sabe, é altamente partidarizada aqui
no Brasil, liquidando com vidas e reputações sem qualquer chancela de decisões transitadas em julgado, a luta meritória contra corrupção no Estado – que, de resto, é de interesse
de todas as pessoas honestas de todas as facções políticas – torna-se puro elemento da luta política, da luta de facções."[255]

Em entrevista à Folha de S. Paulo em 19 de março, o então ministro da Justiça, Eugênio Aragão, disse que, mesmo sem provas, trocaria toda a equipe de uma investigação se
houver indícios de vazamento de informações da Lava Javo. "A primeira atitude que tomo é: cheirou vazamento de investigação por um agente nosso, a equipe será trocada, toda.
Cheirou. Eu não preciso ter prova. A PF está sob nossa supervisão. Se eu tiver um cheiro de vazamento, eu troco a equipe. Agora, quero também que, se a equipe disser 'não fomos
nós', que me traga claros elementos de quem vazou porque aí vou ter de conversar com quem de direito. Não é razoável, com o país num momento de quase conflagração, que os
agentes aproveitem esse momento delicado para colocar gasolina na fogueira", disse.[256] A entrevista de Aragão repercutiu negativamente, gerando suspeita de que a força-tarefa
da PF seria desfeita para obstruir a justiça. A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) divulgou nota em 21 de março, após reunião de sua diretoria,
repudiando as "graves declarações" do ministro e informando que entraria com medidas judiciais e administrativas contra o ministro em caso de "qualquer arbitrariedade"
praticada.[256] Em 21 de março de 2016, o senador Magno Malta criticou a declaração do ministro.[257] No mesmo dia, o deputado federal Fernando Francischini entrou com uma
liminar de ação popular baseado nas afirmações do ex-ministro, para manter os quadros da Polícia Federal.[258] Em 30 de março de 2016, a Comissão de Constituição, Justiça e
Cidadania (CCJ) aprovou requerimento que convida o ex-ministro a dar explicações sobre a declaração.[259]

Premiações
Em 24 de setembro de 2015, as investigações da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato tiveram reconhecimento internacional com o recebimento
do prêmio anual da Global Investigations Review (GIR), na categoria órgão de persecução criminal ou membro do Ministério Público do ano. Os procuradores Carlos Fernando
dos Santos Lima, Deltan Martinazzo Dallagnol e Roberson Henrique Pozzobon representaram a equipe de onze membros da força-tarefa na cerimônia em Nova Iorque.[260] O GIR
é um portal de notícias consolidado no cenário internacional como um dos principais canais sobre investigações contra a corrupção e instituiu o prêmio para celebrar os
investigadores e as práticas de combate à corrupção e de compliance que mais impressionaram no último ano. Em seis categorias, reconheceram-se práticas investigatórias
respeitadas e admiradas em todo o mundo. A força-tarefa concorreu com investigações famosas como a do caso de corrupção na Fifa. Os países que disputaram o prêmio com o
Brasil foram Estados Unidos, Noruega, Reino Unido e Romênia.[260] O secretário de Cooperação Internacional da Procuradoria-Geral da República, procurador regional Vladimir
Aras, parabenizou a equipe: "Os colegas premiados juntam-se àqueles que atuaram na ação penal 470, premiados pela Associação Internacional de Procuradores (IAP, na sigla em
inglês) em 2013, e ao procuradores do grupo Justiça de Transição, agraciados pela IAP no ano seguinte".[260] A força-tarefa do MPF na operação é formada por procuradores da
República que estão na linha de frente da investigação na primeira instância da Justiça Federal do Paraná, a força-tarefa do MPF na Operação Lava Jato investiga um mega-
esquema criminoso de corrupção envolvendo a Petrobras desde abril de 2014.[260]

Em 10 de maio de 2016, a operação recebeu hors concours, na categoria de Combate à Corrupção, o IV Prêmio República de Valorização do Ministério Público Federal (MPF).
Premiaram-se ao todo onze iniciativas, e quatro receberam menção honrosa. A cerimônia realizou-se no auditório da Associação Médica Brasileira, em Brasília, e contou com a
presença de autoridades, procuradores da República, jornalistas e instituições de responsabilidade social.[261]

Em 3 de dezembro de 2016 a operação recebeu o Prêmio Anticorrupção concedido anualmente pela ONG Transparência Internacional, que distingue pessoas e organizações que
expõem e combatem a corrupção. Mercedes de Freitas, dirigente da Transparência, enfatizou que "bilhões de dólares foram perdidos para a corrupção no Brasil, e os brasileiros já
estão fartos da corrupção que está devastando seu país. A força-tarefa da Lava Jato está fazendo um grande trabalho em assegurar que os corruptos, não importa o quão poderosos
sejam, sejam culpabilizados e a Justiça seja feita. Estamos contentes de premiar os promotores brasileiros por trás da força-tarefa da Lava Jato com o Prêmio Anticorrupção 2016
pelos seus incansáveis esforços para acabar com a corrupção endêmica no Brasil".[262][263]

Em 6 de dezembro de 2016, a força-tarefa recebeu o Prêmio Innovare na categoria Ministério público, distinção que reconhece práticas eficientes contribuindo para a solução de
problemas da Justiça no país, concedida em conjunto por Instituto Innovare, Secretaria Nacional de Cidadania e Justiça do Ministério da justiça, Associação dos Magistrados
Brasileiros, Associação Nacional dos Membros do Ministério público, Associação Nacional dos Defensores Públicos, Associação dos Juízes Federais do Brasil, Conselho Federal da
Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Nacional dos Procuradores da República e Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, com apoio do Grupo
Globo.[264][265]

Em 28 de setembro de 2017, foi finalista do prêmio Allard, promovido pela Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, dentre 240 iniciativas de 70 países.[266][267][268]

Em junho de 2018, a International association of Prosecutors premia os procuradores da força tarefa.[269]

Em setembro de 2018, os procuradores da força tarefa de Curitiba e do Rio, e o Grupo de Trabalho da Procuradoria-Geral da República foram premiados pela Internacional
Association of Prosecutors (IAP). A premiação é outorgada anualmente durante a Conferência Internacional da entidade, este ano realizada em Johanesburgo, na África do
Sul.[270]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Lava_Jato 9/16
04/12/2018 Operação Lava Jato – Wikipédia, a enciclopédia livre

Na ficção
Em 2017 estreou o filme Polícia Federal: A Lei É para Todos, o primeiro de uma trilogia, retratando os bastidores da operação.[271]

Em março de 2018 a Netflix lançou a primeira temporada da série "O Mecanismo", dirigida por José Padilha.[272][273][274][275]

Ver também
Fases da Operação Lava Jato
Desdobramentos da Operação Lava Jato
Crise política no Brasil desde 2014
Lista de escândalos políticos no Brasil
Dez medidas contra a corrupção
CPI da Petrobras
Crise dos vazamentos de maio de 2016
Crise econômica no Brasil desde 2014
Processo de cassação da chapa Dilma-Temer
República de Curitiba

Referências
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Bibliografia
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Ligações externas
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Fases da Operação Lava Jato (http://www.pf.gov.br/imprensa/lava-jato/fases-da-operacao-lava-jato-1), Polícia Federal do Brasil.
«Números da Operação na Polícia Federal» (http://www.pf.gov.br/imprensa/lava-jato/numeros-da-operacao-lava-jato), Polícia Federal do Brasil, Lava Jato, 5 de janeiro de
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