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TEORIA DA PENA

UNIDADE III – PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS (Art. 43/48 do CPB)

VALDINEI CORDEIRO COIMBRA


Especialista em Direito Penal e Processual Penal pelo ICAT/UNIDF
Especialista em Gestão Policial Judiciária – APC/Fortium
Coordenador do www.conteudojuridico.com.br
Delegado de Polícia Civil do Distrito Federal
Ex-analista judiciário do TJDF
Ex-agente de polícia civil do DF
Ex-agente penitenciário do DF
Ex-policial militar do DF
vcoimbr@yahoo.com.br

A Lei 7.209/84 (reforma do CP) elencou três modalidades de penas


restritivas de direitos, inserindo-as no CP: prestação de serviços à comunidade,
interdição temporária de direitos e limitação de fim de semana.
Em 14 de dezembro 1990, no 8° Congresso da ONU, foi aprovada
uma proposta apelidada de “REGRAS DE TÓQUIO”, também conhecida por
Regras Mínimas das Nações Unidas para a elaboração de Medidas não
Privativas de Liberdade, visto que vários estudos foram desenvolvidos, ficando
constatado que a pena privativa de liberdade não teria o condão de evitar a
reincidência, cujos índices estavam muito altos, cerca de 80% dos condenados
a pena privativa de liberdade voltavam à prática de crimes.
Surgiram assim, as MEDIDAS ALTERNATIVAS que constituem toda
e qualquer forma de sanção que venha a impedir a imposição da pena privativa
de liberdade. Na lei 9.099/95, art. 72, temos a composição dos danos e a
aceitação da proposta de aplicação de pena não privativa de liberdade
(transação penal), conduzida pelo juiz ou seus conciliadores, assim como o
sursis processual previsto no Art. 89, pelo qual o MP antes de oferecer
denúncia, poderá propor a suspensão do processo, por 2 ou 4 anos.
Posteriormente a Lei 9.714/98 ampliou o rol das penas alternativas
do CP, para nove: Art. 43 e 47 do CP, tendo como objetivo:
a) diminuir a superlotação dos presídios e reduzir os custos do
sistema penitenciário;
b) favorecer a ressocialização do condenado, evitando o deletério
ambiente do cárcere (corrupção do seu caráter) e as marcas dele
decorrente;
c) reduzir a reincidência, uma vez que a pena privativa de liberdade,
dentre todas, é a que detém o maior índice de reincidência;
d) preservar os interesses da vítima, em relação à prestação
pecuniária.

AS PENAS ALTERNATIVAS são opções sancionatórias oferecidas


pela legislação, visando evitar a aplicação de pena privativa de liberdade
(multa, restritivas de direito). Podem ser diretas ou substitutas:
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a) diretas: são aplicadas diretamente, sem passar pela pena de


prisão, ou seja não há a substituição ex.: a pena de multa
aplicada abstratamente no tipo penal ou as penas restritivas de
direitos do código de Transito Brasileiro (Lei 9.503/97).
b) substitutas: o juiz primeiro fixa a pena privativa de liberdade e,
depois obedecidos os requisitos legais, faz a substituição pela
pena alternativa (art. 44 do CP).

Natureza das penas restritivas de direitos: são autônomas e


substitutivas, não são acessórias. Antes da reforma do CP, em 1984, estavam
atreladas às penas privativas de liberdade (reclusão ou detenção). São penas
substitutivas, porque não podem ser aplicadas diretamente ou cumuladas com
as privativas de liberdade. A substituição é obrigatória, se presentes as
condições de admissibilidade. Não se trata de simples faculdade judicial e sim
direito subjetivo do réu 1. Daí a crítica que se faz em relação à expressão
“penas alternativas” é que as penas substitutivas não são alternativas e sim
obrigatórias, desde que presentes o requisitos para sua concessão.

Classificação das penas restritivas de direitos

Julio Fabbrini Mirabete ao tratar sobre o tema “penas restritivas de


direitos” abre espaço para trazer a classificação das penas, quanto a sua
aplicabilidade, da seguinte forma:
No que tange a sua aplicabilidade, as penas podem ser classificadas
como:

a) únicas, quando existe uma só pena e não há qualquer opção para o


julgador;
b) conjuntas, nas quais se aplicam duas ou mais penas (prisão e
multa) ou uma pressupõe a outra (prisão com trabalhos forçados);
c) paralelas, quando se pode escolher entre duas formas de aplicação
da mesma espécie de pena (por exemplo, reclusão ou detenção);
d) alternativas, quando se pode eleger entre penas de naturezas
diversas (reclusão ou multa, por exemplo) 2

Verifica-se que referida classificação não serve como parâmetro para


as penas restritivas de direitos que se classificam em:

a) penas restritivas de direitos em sentido estrito: aquelas que


impõe qualquer restrição ao exercício de uma prerrogativa ou
direito do condenado, são elas: 1) prestação de serviços à
comunidade; 2) limitação de fim de semana; 3) interdições
temporárias de direitos (quatro no art. 47).
b) penas restritivas de direitos pecuniárias: implicam uma
diminuição do patrimônio do agente ou uma prestação inominada
(pagamento de cesta básica) em favor da vítima ou seus
herdeiros, são elas: prestação pecuniária em favor da vítima;

1
Confira: JESUS, Damásio E. Direito Penal Parte Geral. 26. ed. rev. e atual. São Paulo: Ed.
Saraiva, 2003, v.1, p. 532.
2
Mirabete, Julio Fabbrini, Manual de direito penal, v. 1: parte geral, arts. 1º a 120 do CP, 24 ed.
rev. E atual. São Paulo: atlas, 2007, p. 270.
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prestação inominada, perda de bens e valores (art. 45 e seus


parágrafos) e a multa vicariante.

Qual a diferença entre pena de multa e as penas restritivas de


direito pecuniárias? Ambas tem caráter pecuniário, entretanto a pena de
multa (a cominada abstratamente no tipo penal) não pode ser convertida em
pena privativa de liberdade (antes da lei 9.268/96, podia) sendo considerada,
para fins de execução, dívida de valor (art. 51 do CP). As penas alternativas
pecuniárias, que são substitutivas, se não cumpridas, admitem a conversão em
pena privativa de liberdade (art. 44, § 4° do CP), com exceção da multa
vicariante (multa substitutiva), que se não for paga, impõe-se a regra do art. 51
do CP, ou seja, cobrança pela Fazenda Pública, não se convertendo em pena
privativa de liberdade.

Requisitos para substituição da pena privativa de liberdade por


restritivas de direitos:

a) Objetivos (art. 44, inc. I, do CP): pena privativa de liberdade não


superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência
ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena
aplicada, se o crime for culposo;
b) Subjetivos (art. 44, inc. II e III, do CP):
II – o réu não for reincidente em crime doloso;
III – a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a
personalidade do condenado, bem como os motivos e as
circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente.

Havendo concurso de crimes: concurso formal (art. 70, do CP) ou


crime continuado (art. 71, do CP), leva-se em consideração o total da pena
imposta (< ou = 4 anos), será possível a substituição. Segundo Fernando
Capez 3, no caso de concurso material (art. 69, do CP), se a soma das penas
privativas de liberdade exceder a 4 anos, não poderá haver a substituição,
pouco importando se em um, ou em todos os crimes, recebeu pena inferior a 4
anos.

Observações:

• Crimes de Lesões Corporais leves (Art.129, caput, do CP),


constrangimento ilegal (art. 146, do CP), ameaça (art. 147, do CP) e
contravenção de vias de fato (art. 21 da LCP), embora cometidos
com violência ou ameaça à pessoa, admitem a substituição por pena
alternativa. São crimes de menor potencial ofensivo (lei 9.099/95), os
quais comportam transação penal e imposição consensual de pena
não privativa de liberdade, antes mesmo de instaurado a relação
processual, não havendo motivos para impedir a substituição na
sentença final. Existe jurisprudência em contrário. No caso do crime

3
CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal: volume 1: parte geral (arts. 1º a 120). 8 ed. rev. e
atual. De . São Paulo: Saraiva, p. 376.
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ser culposo, mesmo havendo violência contra a pessoa, admite-se a


substituição.

• No caso de condenação nos crimes hediondos o entendimento que


predominava na jurisprudência é de que não se poderia substituir a
pena de prisão por restritiva de direito, sob o argumento de ser
incompatível com o regime integralmente fechado (Art. 2°, § 1°,
da Lei 8.072/90). Esta era a posição do STJ. Em sentido contrário
Luiz Flávio Gomes, Damásio E. De Jesus entre outros. Ocorre que a
Lei n. 8.072/90, sofreu recente alteração através da Lei n. 11.464/07,
estabelecendo progressão de regime para os condenados a crime
hediondo, após o cumprimento de 2/5, se primário ou 3/5 se
reincidente, motivo pelo qual, o argumento da incompatibilidade
acima mencionado perdeu sentido, não havendo mais nenhuma
justificativa para não substituir a pena do crime hediondo, desde que
preenchidos os requisitos previstos em lei. Ressalte-se que antes da
Lei n. 11.464/07, o TJDF decidiu pela substituição da pena de crime
hediondo por restritiva de direitos:

CRIME HEDIONDO - PENA RESTRITIVA DE DIREITOS. Diante


da declaração de inconstitucionalidade do art. 2º, § 1º, da Lei n.º
8.072/1990, pelo STF, impõe-se o reconhecimento da
possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por
pena restritiva de direitos aos condenados por prática de crime
hediondo, quando atendidos os requisitos do art. 44 do CP.
(20060110445580APR, Rel. Des. LECIR MANOEL DA LUZ, Data
do Julgamento 23/11/2006).

• Em relação ao crime de tráfico de drogas, a Lei nº 11.343/06 prevê


expressamente no seu art. 44, caput que: “Os crimes previstos nos
arts. 33, caput e § 1º, e 34 a 37 desta Lei (tráfico e assemelhados)
são inafiançáveis e insuscetíveis de sursis, graça, indulto, anistia e
liberdade provisória, vedada a conversão de suas penas em
restritivas de direitos”.
• O art. 17 da Lei 11.340/2006 (Lei que trata da violência doméstica e
familiar contra a mulher), não permite a aplicação de pagamento de
cestas básicas, prestação pecuniária e/ou multa em substituição à
pena de prisão.
• Alguns autores entendem que a substituição da pena de prisão por
restritiva de direitos não é direito subjetivo do condenado
(Mirabete 4). O melhor posicionamento está com aqueles que
entendem ser direito subjetivo do condenado, estando presentes os
requisitos objetivos e subjetivos do art. 44 do CP (Damásio), sendo
que em caso de o juiz não determinar a substituição, deverá
fundamentar na sentença as razões por que não a concedeu.

4
Confira Mirabete, Julio Fabbrini. Manual de Direito Penal. São Paulo: Atlas, 2004, p. 280:
“Embora a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos ou multa não
seja direito do sentenciado, na função individualizadora da fixação da pena, deve o juiz declinar
na sentença as razões por que não a concede, permitindo ao interessado defender o
cabimento da medida em eventual recurso”.
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Descumprimento da pena restritiva de direitos:

O art. 44, § 4o do CP prevê que: “A pena restritiva de direitos


converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o descumprimento
injustificado da restrição imposta. No cálculo da pena privativa de liberdade a
executar será deduzido o tempo cumprido da pena restritiva de direitos,
respeitado o saldo mínimo de trinta dias de detenção ou reclusão”.
Obs.: nas penas restritivas pecuniárias, não existe tempo de
cumprimento de pena a ser descontado, fazendo-se necessário a realização de
um cálculo sobre o valor pago pelo condenado para abater na pena privativa de
liberdade substituída, ou seja, se já pagou a metade da pena pecuniária,
deverá cumprir somente a metade da pena convertida em privativa de
liberdade.
No âmbito da Lei 9.099/95 ( o que não deve ser confundido com as
regras do Código Penal), o descumprimento da medida alternativa imposta em
transação penal, não enseja a conversão em pena privativa de liberdade, mas
a desconstituição do acordo homologado, devendo os autos serem remetidos
ao MP, para o oferecimento de denúncia, dando inicio ao processo criminal
pelas vias normais (a sentença que homologa a transação não é condenatória,
nem absolutória, posição do STF).

Prestação pecuniária

A prestação pecuniária foi inserida no CP, pela Lei nº 9.714/98,


sendo que a Lei nº 9.605/98, que trata dos crimes contra o meio ambiente, já
havia introduzido essa modalidade de sanção no direito brasileiro, através do
seu art. 12, com a seguinte redação: a prestação pecuniária consiste no
pagamento em dinheiro à vítima ou à entidade pública ou privada com fim
social, de importância, fixada pelo juiz, não inferior a um salário mínimo nem
superior a trezentos e sessenta salários mínimos. O valor pago será deduzido
do montante de eventual reparação civil a que for condenado o infrator”. (Não
exige coincidência dos beneficiários para ocorrer o desconto).
O Art. 45, § 1o do CP dispõe que: A prestação pecuniária consiste no
pagamento em dinheiro à vítima, a seus dependentes ou a entidade pública ou
privada com destinação social, de importância fixada pelo juiz, não inferior a 1
(um) salário mínimo nem superior a 360 (trezentos e sessenta) salários
mínimos. O valor pago será deduzido do montante de eventual condenação em
ação de reparação civil, se coincidentes os beneficiários. (negritei)

Comentários:

• O montante será fixado pelo juiz, de acordo com o que for suficiente
para a reprovação e prevenção do delito, levando-se em conta a
capacidade econômica do condenado e a extensão do prejuízo
causado à vítima ou seus herdeiros. Em hipótese alguma pode ser
fixada fora dos valores mínimos e máximos. Admite-se que o
pagamento seja feito em ouro, jóias, títulos mobiliários e imóveis, em
vez de moeda corrente.

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• Aqui o legislador seguiu critério diverso daquele que regulamenta a


perda de bens e valores (CP art. 45, § 3°), no qual o limite do valor é
o total do prejuízo suportado pela vítima ou do provento obtido com o
crime (ou o que for maior). Dessa forma o dispositivo acima veio
sanar o problema dos crimes que não geram prejuízo, tais como os
crimes tentados.
• A fixação de prestação pecuniária não impede a futura ação civil
reparatória (actio civilis ex delicto), art. 91, I do CP e art. 63 do CPP.
• Se houver aceitação do beneficiário, a prestação pecuniária pode
consistir em prestação de outra natureza (prestação inominada).
Ex.: entrega de cestas básicas a carentes ou entidades públicas ou
privadas. Deve haver a aceitação do beneficiário. Confira § 2° do art.
45 do CP.
• Crítica: a prestação pecuniária pode ser paga por pessoa diversa do
condenado.

Execução da prestação pecuniária: é realizada pelo próprio


beneficiário, que de posse do título executivo (sentença), cobra do devedor que
se não pagar, autoriza a vítima a ingressar com uma ação de execução por
quantia certa contra o devedor solvente, no juízo cível. Se frustrada a cobrança
e não houver bens para penhora, caberá ao beneficiário comunicar tal fato ao
juízo da execução criminal, para que cientificado o MP, proceda à conversão
em pena privativa de liberdade.

A prestação pecuniária não se confunde com a multa reparatória


prevista pelo Código de Transito Brasileiro (Lei 9.503/97 em seu art. 297), uma
vez que esta só é cabível quando houver dano material ao ofendido, causado
pelo ilícito, enquanto a prestação pecuniária é admissível ainda na ausência de
prejuízo.

Perda de bens e valores

Art. 45, § 3o CP.: A perda de bens e valores pertencentes aos


condenados dar-se-á, ressalvada a legislação especial, em favor do Fundo
Penitenciário Nacional, e seu valor terá como teto – o que for maior – o
montante do prejuízo causado ou do provento obtido pelo agente ou por
terceiro, em conseqüência da prática do crime.

Observações:
• Não cabe nos crimes tentados face a ausência de prejuízo.
• Qualquer bem seja móvel, imóvel ou de valores, como títulos de
crédito, ações etc., não pode alcançar bens de terceiros, já que a
pena não pode passar da pessoa do condenado (CF, art. 5°,
XLV).
• LUIZ FLÁVIO GOMES entende que uma vez fixado na sentença,
a prestação pecuniária e o perdimento de bens e valores podem
ser cobrados dos herdeiros, até os limites da herança, uma vez
que se destinam exclusivamente à reparação de parcela do dano

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patrimonial suportado pela vítima, não tendo caráter de pena,


estando assim em conformidade com o Art. 5, inc. XLV da CF5.
• FERNANDO CAPEZ6 entende que a perda de bens e valores não
pode passar da pessoa do condenado, uma vez que, no momento
em que se opera o trânsito em julgado, esses bens (identificados)
são transferidos automaticamente para o patrimônio do Estado,
não havendo a possibilidade de execução contra os herdeiros,
que não os possuem mais, não podendo sequer desfazer dos
referidos bens, pois do contrario, estariam incidindo na pratica do
crime previsto no art. 171, § 2°, I (disposição de coisa alheia
como própria).
• Não se confunde com o confisco dos bens que constituírem
instrumento, produto e proveito do crime – instrumentas sceleris
(art. 91, II, a e b, do CP). Enquanto a perda de bens e valores é
pena principal, o confisco é efeito secundário extrapenal da
condenação. Ademais a perda de bens e valores se refere a bens
de natureza e origem lícita, o que não ocorre com o confisco.
• Fundo Penitenciário Nacional – FUNPEN: tem por finalidade
proporcionar recursos e meios destinados a financiar e apoiar as
atividades e os programas de modernização do Sistema
Penitenciário brasileiro, tais como construção, ampliação e
reforma de estabelecimentos prisionais.

Prestação de serviços à comunidade ou entidade pública

O Art. 46 do CP dispõe: A prestação de serviços à comunidade


ou a entidades públicas é aplicável às condenações superiores a seis meses
de privação da liberdade.
• § 1o A prestação de serviços à comunidade ou a entidades
públicas consiste na atribuição de tarefas gratuitas ao
condenado.
• § 2o A prestação de serviço à comunidade dar-se-á em
entidades assistenciais, hospitais, escolas, orfanatos e outros
estabelecimentos congêneres, em programas comunitários ou
estatais.
• § 3o As tarefas a que se refere o § 1o serão atribuídas
conforme as aptidões do condenado, devendo ser cumpridas
à razão de uma hora de tarefa por dia de condenação,
fixadas de modo a não prejudicar a jornada normal de
trabalho.
• § 4o Se a pena substituída for superior a um ano, é facultado
ao condenado cumprir a pena substitutiva em menor tempo
(art. 55), nunca inferior à metade da pena privativa de
liberdade fixada

5
GOMES, Luiz Flávio. Penas e medidas alternativas à prisão. São Paulo, Revista dos
Tribunais, 1999, p. 138.
6
CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal: volume 1: parte geral (arts. 1º a 120). 8 ed. rev. e
atual. De . São Paulo: Saraiva, p. 387.
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Comentários:
• Não será remunerada a prestação de serviços, uma vez que
se trata de cumprimento de pena principal, não existindo pena
remunerada, bem como vinculo empregatício.
• Cabe ao juiz da execução designar a entidade credenciada
junto à qual o condenado deverá trabalhar (LEP art. 149, I);
• A entidade comunicará mensalmente ao juiz da execução,
mediante relatório circunstanciado, sobre as atividades e o
aproveitamento do condenado (LEP art. 150);
• Por entidades públicas, entende-se a administração direta, as
empresas públicas, as sociedades de economia mista, as
autarquias, as entidades subvencionadas pelo Poder Público.
• No parágrafo quarto, se alguém é condenado a pena de um
ano e um dia, poderá cumpri-la em menor tempo, desde que
nunca inferior a metade da pena privativa de liberdade
imposta, enquanto uma pessoa que foi condenada a um ano,
não poderá obter este benefício, devendo cumprir a pena
substituída pelo mesmo período da pena privativa imposta(
pura injustiça).
• Ler os arts. 149 e seguintes da LEP.

Jurisprudência:

PENA CUMPRIDA POR TERCEIRO - STF: “A intransmissibilidade da pena


traduz postulado de ordem constitucional. A sanção penal não passará da
pessoa do delinqüente. Vulnera o princípio da incontagiabilidade da pena a
decisão judicial que permite ao condenado fazer-se substituir, por terceiro
absolutamente estranho ao ilícito penal, na prestação de serviços à
comunidade.” (HC 68.309, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 08/03/91).

DOAÇÃO DE SANGUE - STF: “A prestação de serviços à comunidade


constitui sanção jurídica revestida de caráter penal. Trata-se de medida
alternativa ou substitutiva da pena privativa de liberdade. Submete-se, em
conseqüência, ao regime jurídico-constitucional das penas e sofre todas as
limitações impostas pelos princípios tutelares da liberdade individual. A
exigência judicial de doação de sangue não se ajusta aos parâmetros
conceituais, fixados pelo ordenamento positivo, pertinentes à própria
inteligência da expressão legal ‘prestação de serviços à comunidade’, cujo
sentido, claro e inequívoco, veicula a idéia de realização, pelo próprio
condenado, de encargos de caráter exclusivamente laboral. Tratando-se de
exigência conflitante com o modelo jurídico-legal peculiar ao sistema de penas
alternativas ou substitutivas, não há como prestigiá-la e nem mantê-la.” (HC
68.309, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 08/03/91).

Interdição temporária de direitos (art. 47 do CP):

I. Proibição do exercício de cargo, função ou atividade pública,


bem como de mandato eletivo: trata-se de pena específica, uma vez que só
pode ser aplicada ao crime cometido no exercício do cargo (efetivo) ou função,
com violação dos deveres a eles inerentes (art. 56 do CP).

Comentários:

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a) A proibição do exercício do cargo não se confunde com a perda de


função pública, cargo ou etc., que constitui efeito específico da
condenação (art. 92, I), esta exige condenação por mais de quatro
anos e deve ser motivadamente declarada na sentença.
b) Essa pena restritiva de direitos tem sua aplicação particularmente
indicada nas hipóteses de violação de dever funcional relativo ao
regular desempenho de cargo, função ou atividade pública (dever de
lealdade, obediência, conduta, ética etc.) ou mandato eletivo.
c) É aplicada aos condenados por crimes contra a administração
pública, tais como: peculato (art. 312), emprego irregular de verbas
ou rendas públicas (art. 315), prevaricação (art. 319),
condescendência criminosa (art. 320), advocacia administrativa (art.
321), abandono de função (art. 323), exercício funcional ilegalmente
antecipado ou prolongado (art. 321), violação de sigilo ou proposta
de concorrência (art. 326). Tais crimes poderão ter a pena substituída
por interdição temporária de direitos, desde que a pena privativa de
liberdade imposta não seja superior a quatro anos e estejam
presentes os demais requisitos do art. 44.

II. Proibição do exercício de profissão, atividade ou ofício que


dependam de habilitação especial, autorização ou licença do Poder
Público: também é pena restritiva de direitos específica, pois só se aplica aos
crimes cometidos no exercício da profissão ou atividade e se houver violação
de deveres a estes relativos (ex.: médicos, engenheiros, advogados,
professores, despachantes, corretores de valores e seguros etc.).

Comentários:

a) Essa modalidade de pena restritiva de direitos aplica-se não só


àqueles que infringirem deveres próprios de profissão, atividade ou
ofício sujeito à habilitação, licença ou autorização do poder público,
mas predominantemente aos autores de delitos próprios, tais como o
de maus-tratos (art. 136, professores), violação de segredo
profissional (art. 154, médicos advogados), omissão de notificação de
doença (art. 269, médicos), falsidade de atestado médico (art. 302) ,
patrocínio infiel (art. 355, advogados), dentre outros.
b) Interditar não se confunde com suprimir, eliminar o direito. Seu titular
não perde o direito, porém não pode exercê-lo durante um lapso
temporal.

III. Suspensão de autorização ou habilitação para dirigir veículo:


só aplicável aos delitos culposos de transito (art. 57).

Comentários:

• Quando o crime for doloso o art. 92, III do CP, prevê como efeito da
condenação: a inabilitação para dirigir veículo, quando utilizado como
meio para a prática de crime doloso.

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• O juiz deve comunicar à autoridade de trânsito, para a apreensão da


carteira de habilitação ou da autorização, sujeitando motorista a
novos exames.
• O CTB prevê a suspensão ou proibição de obter habilitação para
dirigir veículo automotor como pena principal, isolada ou
cumulativamente com outras penalidades (Lei nº 9.503/97, art. 292 e
293). Alguns autores, equivocadamente, entendem que o CTB
revogou o inc. III do art. 47 do CP.

Vejamos a diferença do CTB e do CP:

a) No CP, a suspensão só pode ser aplicada a quem já tiver habilitação,


no CTB a pena pode alcançar quem ainda não é habilitado, de forma
que impeça obter a autorização ou habilitação;
b) a do CTB, não tem característica de pena substitutiva é pena
aplicada em abstrato, possuindo seus limites mínimo e máximo (art.
293, CTB – de dois a cinco anos);
c) A do CTB se não cumprida não se converterá em pena privativa de
liberdade.
d) no caso de substituição, a pena restritiva de direitos do CP, durará o
mesmo tempo da pena privativa de liberdade (art. 55 do CP);
e) dado o seu caráter substitutivo, a suspensão de habilitação prevista
no CP, não pode ser aplicada em conjunto com pena privativa de
liberdade o que não ocorre no CTB;
f) a pena privativa de liberdade prevista no CTB, poderá ser substituída
por uma restritiva de direitos que não a suspensão de autorização ou
habilitação para dirigir veículo do CP.

IV. Proibição de freqüentar determinados lugares: além de pena


restritiva de direitos, funciona como condição do sursis especial (art. 78 § 2° do
CP), do livramento condicional (art. 132, § 2º, “c” da LEP), do regime aberto
(art. 115 da LEP), da suspensão do processo (art. 89, § 1º, II da Lei nº
9.099.95).

O juiz deverá especificar na sentença quais os lugares em que o


condenado não poderá freqüentar, sendo que tal condenação deverá ter
relação com o delito praticado, bem como as condições pessoais do
condenado, como forma de prevenir novo delito. O tempo de duração é o
mesmo da pena privativa de liberdade substituída (art. 55).

Limitação de fim de semana

A limitação de fim de semana (Art. 43, VI, e 48 do CP) consiste na


obrigação do condenado de permanecer aos sábados e domingos, por cinco
horas diárias, na Casa de Albergado ou estabelecimento adequado.
Trata-se de modalidade de pena que tem sido evitada pelo judiciário,
em face da ineficiência de sua fiscalização e a inexistência de casa de
albergado na maioria dos Estados brasileiros.

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A duração da limitação de fim de semana é a mesma da pena


privativa de liberdade aplicada.

Vantagens teóricas:

a) Permanência do condenado junto à família, ocorrendo o seu


afastamento só nos dias dedicados ao repouso semanal;
b) Possibilidade de reflexão sobre o crime cometido, no isolamento a
que é mantido;
c) Continuar trabalhando, evitando dificuldades financeiras e
materiais, decorrente da ausência do chefe de família;
d) Não haverá rejeição social, quando do egresso, por não haver
marcas da prisão;
e) Não haverá contato com outros criminosos mais perigosos
evitando assim a sua corrupção;
f) Oportunidade de se apenar os delinqüentes, conhecidos por
"colarinho branco", que sempre se furtam da ação da justiça.

Veja os Art. 151 a 153 da LEP:

Art. 151. Caberá ao Juiz da execução determinar a intimação do


condenado, cientificando-o do local, dias e horário em que deverá cumprir a
pena.
Parágrafo único. A execução terá início a partir da data do primeiro
comparecimento.
Art. 152. Poderão ser ministrados ao condenado, durante o tempo de
permanência, cursos e palestras, ou atribuídas atividades educativas.
Parágrafo único. Nos casos de violência doméstica contra a mulher,
o juiz poderá determinar o comparecimento obrigatório do agressor a
programas de recuperação e reeducação. (Incluído pela Lei nº 11.340, de
2006).
Art. 153. O estabelecimento designado encaminhará, mensalmente,
ao Juiz da execução, relatório, bem assim comunicará, a qualquer tempo, a
ausência ou falta disciplinar do condenado.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1) JUIZ DE DIREITO DF 2005 TJDFT (Penal, questão 80). Conforme posição
jurisprudencial predominante, inclusive no STJ, condenado o réu pela prática do crime
de tráfico de entorpecentes à pena privativa de liberdade não superior a 4 (quatro) anos:

a) poderá fazer jus à substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de
direito, se preenchidas as condições do artigo 44 do Código Penal;
b) poderá fazer jus à substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de
direito, se preenchidas as condições do artigo 44 do Código Penal e não for reincidente em
crime doloso;
c) não faz jus à substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direito;
d) não faz jus à substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direito,
exceto se for primário e de bons antecedentes.

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2) PROMOTOR DE JUSTIÇA DF 2001 MPDFT (Penal, questão 19). As penas classificadas


como restritivas de direitos (prestação de serviços à comunidade, interdição temporária
de direito etc.) são consideradas como:

a) subsidiárias às penas privativas de liberdade.


b) penas autônomas, substitutivas das penas privativas de liberdade.
c) penas que só podem ser aplicadas se concedido o sursis.
d) penas autônomas, aplicadas cumulativamente às privativas de liberdade.

3) OAB NACIONAL 2007 EXAME I CESPE (Penal, questão 52). Assinale a opção correta
acerca do direito penal.

a) Aos crimes militares não se aplica o princípio da insignificância.


b) As penas restritivas de direitos admitem a execução provisória.
c) Ocorrendo a morte da vítima em decorrência de disparo de arma de fogo utilizada para a
prática de roubo, há crime de latrocínio tentado se não houve a subtração de bens.
d) A pena restritiva de direitos, como toda e qualquer resposta penal, está ordenada, na
sua aplicação, ao princípio da suficiência.

4) JUIZ DE DIREITO DF 2003 TJDFT (Penal, questão 68). No que pertine às penas
restritivas de direitos, é correto afirmar:

a) As penas restritivas de direitos substituem as penas privativas de liberdade, podendo ser


aplicadas cumulativamente na hipótese de reincidência específica do réu em crime doloso.
b) A proibição de freqüentar determinados lugares é uma espécie de pena de interdição
temporária de direitos.
c) A prestação pecuniária consiste em pagamento de dinheiro à vítima e, na falta desta, ao
Estado.
d) A reincidência genérica em crime doloso impede a substituição da pena privativa de
liberdade por pena restritiva de direitos.

5) OAB SP 2007(questão 57). Sobre a prestação de serviços à comunidade ou a


entidades públicas, assinale a alternativa incorreta.

a) Consiste na atribuição de tarefas gratuitas ao condenado.


b) Deve ser aplicada nas condenações acima de 01 (um) mês e até 02 (dois) anos de
privação de liberdade.
c) Dar-se-á em entidades assistenciais, hospitais, escolas, orfanatos e outros
estabelecimentos congêneres, em programas comunitários ou estatais.
d) Se a pena substituída for superior a um ano, é facultado ao condenado cumprir a pena
substitutiva em menor tempo, nunca inferior à metade da pena privativa de liberdade
fixada.

6) Diante da falência da reprimenda de prisão, foram inseridas no Código Penal sanções


alternativas, denominadas pelo legislador pátrio de restritivas de direitos. Assinale a
alternativa adiante que não é classificada pelo mencionado diploma como pena restritiva
de direitos.
a) prestação pecuniária
b) interdição temporária de direitos
c) perda de bens e valores
d) multa
e) limitação de fins de semana

7) Estando o sentenciado em cumprimento de pena restritiva de direito, consistente na


prestação de serviços à comunidade e, advindo condenação à pena privativa de
liberdade, por outro processo, deve o juiz:
a) converter a pena restritiva de direito em pena privativa de liberdade, ainda que a
execução da pena imposta tenha sido suspensa

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b) converter a pena restritiva de direito em pena privativa de liberdade, se a execução da


pena imposta não tiver sido suspensa
c) converter a pena restritiva de direito em pena de multa
d) converter a pena restritiva de direito em outra de natureza diversa, após a oitiva do
sentenciado
e) converter a pena restritiva de direito em outra da mesma natureza, sem a oitiva do
condenado

8) Assinale a alternativa correta:


A) As penas previstas no Código Penal são a de reclusão, a detenção e a multa e as
acessórias são as restritivas de direito.
B) A pena restritiva de direito será aplicada direta e originariamente pelo Juiz, em casos de
condenação do réu, quando entender ser ela suficiente como reprimenda.
C) A pena de multa não paga pelo condenado solvente será convertida em detenção.
D) As penas restritivas de direitos são autônomas e, em determinadas circunstâncias,
substituem as privativas de liberdade em casos de condenação.

9) Assinale a alternativa CORRETA:


A) A pena de prestação pecuniária se confunde com a multa reparatória.
B) Se o ofendido propuser ação civil para reparação do dano e ocorrer condenação, desta
será descontada a prestação pecuniária.
C) A pena de prestação pecuniária é limitada a dois salários mínimos.
D) Recolhimento domiciliar também é pena restritiva de direitos.
E) As penas restritivas de direitos são aplicáveis só aos crimes dolosos.

10) A substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos:


A) cabe nos crimes culposos somente se a condenação não for superior a quatro anos.
B) não cabe para o condenado reincidente.
C) pode ser feita apenas por multa, se a condenação for de um ano.
D) não pode ser feita por multa, ainda que cumulada com restritiva de direitos, se superior
a um ano.
E) cabe em qualquer condenação não superior a quatro anos.

11) As penas restritivas de direito podem substituir as privativas de liberdade e,


relativamente a condenados por crime de tráfico de entorpecente:
A) são, em tese, aplicáveis quando a pena for igual ou inferior a quatro anos, porque não
se trata de infração cometida com violência ou grave ameaça.
B) não são aplicáveis porque o crime é equiparado aos hediondos, sua pena deve ser
cumprida integralmente em regime fechado e porque a Lei de Tóxicos, por ser especial,
não se submete, nesse aspecto, aos ditames do Código Penal.
C) são, em tese, aplicáveis, independentemente do tempo em que tenha o crime sido
cometido, porque a norma penal retroage em benefício do réu, mesmo condenado
definitivamente.
D) são inaplicáveis porque o crime é equiparado aos hediondos, sua pena deve ser
cumprida integralmente em regime fechado e ainda porque o réu pode ser beneficiado com
decreto de graça.
E) são, em tese, aplicáveis quando cometido o crime após a vigência da Lei no 9.714/98
(que ampliou a abrangência das chamadas penas alternativas).

12) Mário foi condenado à pena de 2 anos de reclusão e vinte dias-multa pela prática de
crime de furto. A princípio não lhe foi concedida qualquer substituição de pena. No
curso da execução, poderá o condenado pleitear a conversão em pena restritiva de
direitos, desde que sejam atendidos determinados pressupostos. O único pressuposto
dispensável é:
A) o condenado esteja cumprindo pena em regime aberto
B) a vida anterior à prática do crime seja ilibada
C) juiz considere a suficiência da conversão
D) o condenado tenha cumprido 1/4 de pena

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Gabarito: 1) C, 2) B, 3) D, 4) B, 5) B, 6) D, 7) B, 8) D, 9) B, 10) C, 11) B, 12) B

Bibliografia:

1. BARROS, Flávio Augusto Monteiro de. Direito Penal. Parte Geral v. 1. São Paulo:
Saraiva, 2004.

2. BITTENCOURT, Cézar Roberto. Tratado de Direito Penal - Parte Geral - Vol. 1 - 13ª
Ed. . São Paulo: Saraiva, 2008

3. CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. Parte Geral. São Paulo: Saraiva, 2008.

4. CAPEZ, Fernando e BONFIM, Edilson Mougenot. Direito penal. Parte Geral. São
Paulo: Saraiva, 2004.

5. GOMES, Luiz Flávio. Direito Penal. Culpabilidade e Teoria da pena. São Paulo: Editora
Revista dos Tribunais, 2005.

6. JESUS, Damásio de. Direito Penal Vol. 1 - Parte Geral - 29ª Ed. São Paulo: Saraiva,
2008.

7. MASSON. Cleber. Direito Penal Esquematizado. Parte Geral. Rio de Janeiro: Forense;
São Paulo: Método, 2008.

8. MIRABETE, Julio Frabbrini. Execução Penal. 11ª ed. rev. e atual. por Renato N.
Fabbrini. São Paulo: Atlas, 2004.

9. MIRABETE, Julio Fabbrini. Manual de Dirieto Penal. Parte Geral. 21ª ed. São Paulo:
Atlas, 2003.

10. NORONHA, Edgard Magalhães. Direito Penal. São Paulo: Saraiva. v.1. 2004

11. NUCCI, Guilherme de Souza. Manual de Direito Penal. Parte Geral. Parte Especial. 4ª
ed. Editora Revista dos Tribunais, 2008.

12. GRECO, Rogério. Curso de direito penal: parte geral, 3ª ed. Editora Impetus, Rio de
Janeiro – 2003.

13. PRADO, Luiz Régis. Curso de Direito Penal Brasileiro - Vol. 1 - Parte Geral - 8ª Ed.
São Paulo: RT. v.1. 2008

14. QUEIROZ, Paulo. Direito Penal: parte geral. 2 ed. rev. aum. – São Paulo: Saraiva,
2005.

15. TELES, Ney Moura. Direito Penal Vol. I - Parte Geral - Art. 1 a 120 - 2ª Ed. São Paulo:
Atlas, 2006

16. Questões extraídas do BANCO DE QUESTÕES do


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