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O fim da alienação moderna e os novos riscos


Quando Newton percebeu a Lei da Gravitação, isso foi uma graça divina, mas ele devia ter tido
noção que havia sempre algo mais. Ele imaginou que aquilo era mesmo a linguagem divina e
não apenas um pequeno sinal desta. Na realidade, ele queria fundar uma nova religião com uma
teoria da unidade do Absoluto, como o Islão, da qual ele seria um profeta. Mas aquilo que
Newton e outros trouxeram não foi uma fórmula doutrinal explicativa mas uma tecnologia que
aumenta o poder de uns homens sobre os restantes,
embora o sujeito que tenha mais poder possa não ter obtido domínio algum sobre si mesmo. A
ciência e a tecnologia modernas tornaram possível a falsificação do mundo inteiro. Durante
séculos os filósofos imaginaram viver num mundo newtoniano, que afinal não existe. E era
também a isto que Cristo se referia quando disse que “o demónio é mentiroso e pai da mentira”.
Por isso, também se diz que o demónio é o pai deste mundo, dado ele ter o poder de substituir a
realidade efectiva (que é a realidade do amor divino) por um conjunto de fórmulas doutrinais,
que alguns se iludem de serem o segredo último da realidade e aquilo que tem o poder sobre
todas as coisas.
Então, a cultura moderna é uma alucinação, que finalmente começa a ruir por todos os lados.
Contudo, há o risco de vir algo ainda pior, uma mentira ainda mais gigantesca e maravilhosa
que não deixe realmente ninguém de fora. A mentira newtoniana enganou apenas aqueles que
receberam uma educação escolar, mas a nova mentira pode vir sob a forma de uma religião, e aí
não serão necessários estudos para inoculá-la, basta participar em alguns ritos. Existem dois
projectos nesta direcção. Um deles está relatada por Lee Penn no livro False Dawn, e é o
projecto da “religião unificada”, que tem a ONU como instrumento e é financiada por
Rockefellers, Rothschilds e outros. O outro projecto é a “religião eurasiana”, que supostamente
irá substituir o materialismo-individualista ocidental por uma noção holística. Na realidade, a
versão da ONU também propõe um “holismo universal”, pelo que existe apenas uma luta de
personagens e não uma confrontação propostas de tipos diferentes. α100