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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO TROPICAL OCEANOGRAPHY

Departamento de Oceanografia ONLINE

ISSN: 1679-3013
D.O.I.: 10.5914/to.2011.0064.

ANÁLISE DO COMPORTAMENTO FÍSICO-QUÍMICO DA ÁGUA INTERSTICIAL DO


SEDIMENTO DO RIO SUCURIJU – CABO NORTE - AMAPÁ.

Diego de Arruda XAVIER1


Núbia Chaves GUERRA¹
José Francisco BERRÊDO2
Odete Fátima Machado da SILVEIRA3
Recebido em: 20/09/2011
Aceito em: 02/10/2012

RESUMO
O rio Sucuriju está localizado na região do Cabo Norte situado no extremo leste do
Estado do Amapá, presente na faixa costeira caracterizada por uma planície inundável
flúvio-marinha, composta por sedimentos Quaternários e vegetação do tipo de manguezal.
O estudo tem como objetivos, descrever as condições físico-químicas intersticiais,
quantificar a porcentagem de matéria orgânica no sedimento e correlacionar com os
parâmetros analisados ao longo do rio. Foram recuperados sete testemunhos da foz do rio
até a proximidade do Lago Piratuba. Os resultados de salinidade variaram de 3 próximo ao
lago a 25 nas proximidades da foz; o pH entre 3,95 a 8,23; o potencial redox entre -244
mV a 224 mV e a porcentagem de matéria orgânica entre 2,00% a 31,19%. As variações do
regime pluviométrico e a sazonalidade climática interferem na intensidade da cunha salina
dentro do estuário, sendo a principal causadora nas modificações dos parâmetros físico-
químicos e na concentração do teor de matéria orgânica presente no sedimento. Devido as
variações verticais desses parâmetros pode-se distinguir duas zonas com características
distintas: a zona oxidante localizada próximo à foz do rio, apresenta maior salinidade
(média de 13,2), pH levemente alcalino (média de 7,48) e potencial redox ligeiramente
oxidante (média de -30,4 mV), demonstra área de maior influência oceânica; e a zona
redutora localizada a montante do rio, com valores de salinidade menores (média 9,6), pH
levemente ácidos (média 9,93) e potencial redox ligeiramente redutores (média -130,2),
demonstrando área com maior influência continental.
Palavras chaves: testemunhos, salinidade, pH, potencial redox, matéria orgânica.
ABSTRACT
The Sucuriju River is located in the North Cape region situated at the extreme east of
Amapá State, present in the coastal plain characterized by an floodable fluvio-marine plain,
composed by Quaternary sediments and mangrove vegetation. The study has as objectives
to describe the physical-chemical interstitial conditions, to quantify the percentage of
organic matter in the sediment and correlate with the analyzed parameters along the river.
Seven cores were recuperated of the river mouth to proximity of the Lake Piratuba. The
results of salinity varied from 3 near to the lake to 25 in the proximities of the mouth, the
pH between 3.95 to 8.23; the redox potential between -244 mV to 224 mV and the
percentage of organic matter between 2.00% to 31,19%. The variations of pluviometric

1
Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Tecnologia e Geociências, Departamento de
Oceanografia, Programa de Pós-Graduação em Oceanografia Abiótica; Av. Arquitetura, s/n. Cidade
Universitária. CEP: 50740-550. Recife – Pernambuco – Brasil. diego.a.xavier@gmail.com;
nchaves@ufpe.br
2
Museu Paraense Emílio Goeldi, Centro de Ciências da Terra e Ecologia; Av. Perimetral, 1901 – Terra
Firme. CEP: 66077-530 – Belém – Pará – Brasil. berredo@museu-goeldi.br
3
Universidade Federal do Pará, Instituto de Geociências, Faculdade de Oceanografia, Laboratório
Institucional de Oceanografia Geológica; Rua Augusto Corrêa, 01 – Guamá, CEP: 66075-110, Belém –
Pará – Brasil. silveira@ufpa.br
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regime and the climatic seasonal variation interfere in the intensity of the wedge salinity
inside the estuary, being the main causal in the modifications of physical-chemical
parameters and in the concentration of the organic matter content present in the sediment.
Because of vertical variations of those parameters it could be able to distinguish two zones
with distinct characteristics along the river: the oxidant zone located near to the mouth of
the river, presents bigger salinity (medium of 13,2), pH lightly alkaline (medium of 7.48)
and redox potential slightly oxidant (medium of -30,4 mV), shows area with bigger ocean
influence; and the reducer zone located upstream of the river, with smaller values of salinity
(medium 9,6), pH lightly acid (medium 9.93) and redox potential slightly reducers (medium
-130,2), showing an area with bigger continental influence.
Keywords: cores, salinity, pH, redox potential, organic matter.
INTRODUÇÃO
Os estudos dos parâmetros físico-químicos da água intersticial (salinidade, pH e
potencial redox) são a chave para o desenvolvimento e distribuição espacial da vegetação.
As variações desses parâmetros ocasionam adaptações no ambiente, modificando seus
níveis de tolerância, e as adaptações modificam os padrões geoquímicos e
sedimentológicos. Outros parâmetros como clima, flutuação da maré, evolução da
vegetação, bioturbação e o teor de matéria orgânica contribuem para a complexidade
geoquímica nos manguezais (MCKEE, 1993; MARCHAND et al., 2003; MARCHAND et al.,
2004).
Os padrões sedimentológicos ditados pela hidrodinâmica podem influenciar no
desenvolvimento da vegetação e na modificação dos parâmetros físico-químicos das águas
intersticiais, esses parâmetros podem determinar a estruturação de bosques, associados a
geomorfologia (MARCHAND et al., 2004). Modificações nos parâmetros físico-químicos
influenciam na biota bentônica determinando o nível de tolerância para as espécies
(KATHIRESAN et al., 1996; KJERFVE et al., 1999).
As modificações das variáveis geoquímicos em ambientes de manguezal são levados
em consideração à dependência de vários parâmetros, como: presença de matéria orgânica,
mineralogia, flutuação da maré, bioturbação, topografia (CLARK et al., 1998; MARCHAND et
al., 2003), tipo de vegetação (KRYGER & LEE, 1996; NICKERSON & THIBODEAU, 1985;
MARCHAND et al., 2004) e o movimento das águas intersticiais (BALTZER, 1982; BALTZER
et al., 1995).
O estudo teve como objetivos descrever as condições físico-químicas das águas
intersticiais (salinidade, pH e potencial redox), quantificar o teor de matéria orgânica nos
sedimentos e correlacionar com os parâmetros físico-químicos ao longo do rio Sucuriju.
CARACTERÍSTICAS DA ÁREA DE ESTUDO
A Planície Costeira Amapaense apresenta características peculiares, em relação à sua
posição geográfica. Por se encontrar adjacente ao Rio Amazonas apresenta comportamento
atmosférico, influenciada pela Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e pelas forçantes
oceânicas e amazônicas representadas pela circulação geral do Oceano Atlântico (Corrente
Norte Equatorial e a retroflexão da Corrente Norte Brasileira) e pelo potencial hidrodinâmico
do Rio Amazonas, respectivamente. Essas características influenciam na linha de costa
atual, a qual apresenta grande instabilidade morfológica e ecológica (ALLISON et al., 1990;
GEYERS et al., 1996). A região costeira encontra-se inserida no limite de três Reservas
Federais: a Reserva Biológica do Lago Piratuba (REBIO Piratuba), Parque Nacional do Cabo
Orange e a Estação Ecológica Maracá-Jipioca (EsEc Maracá-Jipioca) todos gerenciados pelo
Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) (SILVEIRA,
1998; SILVEIRA e SANTOS, 2006).
Na Planície Costeira do Amapá, apresenta uma região altamente hidrodinâmica
nominada Cabo Norte e nela tem-se como um dos destaques da região o rio Sucuriju que
está localizado no extremo leste do Estado do Amapá, inserido na REBIO Piratuba, uma
unidade de proteção integral de biota. Essa região tem influência do clima equatorial quente
e úmido, com chuvas em torno de 3000 mm/ano, com períodos de menor índice
pluviométrico nos meses de julho a dezembro e períodos de maior pluviosidade entre os

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meses de janeiro a junho. A região é regida pelo regime de macromarés, e com a soma das
forçantes climáticas que atuam concisamente nas modificações sedimentológicas e
geoquímicas causando alterações significativas nos parâmetros físico-químicos (potencial
redox, pH e salinidade intersticial) e nas propriedades físicas do sedimento (BALTZER et al.,
1995; BALTZER et al., 2004; MARCHAND et al., 2004; BERREDO et al., 2008).
A vegetação de manguezal é predominante na região do Cabo Norte, com predomínio
de bosques jovens, com árvores em torno de 10 metros de altura no entorno da planície
costeira, apresentando-se mais altos em direção ao continente, com característica de
bosques mistos até o encontro da vegetação de terra firme (COSTA NETO et al., 2006). Na
área estudada a vegetação predominante é caracterizada por sete tipos de bosques de
manguezal, que sofrem a influência da topografia e, consequentemente, da frequência da
inundação (COSTA NETO op cit.).
O Distrito de Sucuriju está localizado na região do Cabo Norte no extremo leste do
Estado do Amapá, entre os paralelos 01°39’49”N e 49º55’43”W. Possui extensão de 16.700
ha, localizada na margem direita do rio Sucuriju, próximo a sua foz. Caracteriza-se por uma
planície inundável flúvio-marinha, com sedimentos fixados predominantemente por
manguezais e dista 220 km da capital do Estado, Macapá (SILVEIRA, 1998) (Fig. 1).

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Figura 1 ─ Mapa de localização das amostragens realizadas no rio Sucuriju.


MATERIAL E MÉTODOS
As amostragens foram realizadas em dezembro/2006, período de estiagem na região,
utilizando-se amostrador pontual por vibração (vibracore) em pontos pré-definidos ao longo
do rio, totalizando sete testemunhos recuperados, variando de 81 cm na foz do rio Jaburu
(testemunho E) a 426 cm (testemunho A) localizado na foz do rio Sucuriju. A localização e a
profundidade de cada testemunho encontram-se na tabela 1.
Tabela 1 ─ Latitude, longitude e profundidade de cada testemunho.
Latitude Longitude Profundidade
Pontos Código
(N) (W) (cm)
F02 A 1º40’38’’ 49º55’04’’ 368
F01 B 1º40’40’’ 49º56’01’’ 426
PC-19 C 1º40’52’’ 49º56’06’’ 140
PC-17 D 1º40’56’’ 49º56’15’’ 126
PC-JABURU E 1º40’54’’ 49º55’59’’ 81
URUBU F 1º38’27’’ 50º07’32’’ 330
IG. PIRATUBA G 1º38’13’’ 50º01’49’’ 230

Em laboratório, os testemunhos foram cortados longitudinalmente com serra industrial


de 200 mm e motor trifásico de 3HP. Após a abertura do tubo, separou-se uma das duas
metades que foi envolta em filme de PVC e reservada para as medições físico-químicas
enquanto a outra foi conservada sob-refrigeração para análises posteriores. As sub-
amostragens para as medições dos parâmetros físico-químicos tiveram como referência as
diferenças na distribuição vertical de fácies.
Os dados de salinidade foram obtidos através de um refratômetro manual (ATAGO),
mediante a extração, sob pressão, de algumas gotas de água intersticial. O registro dos

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valores de pH e Eh (mV), foram obtidos com o equipamento da marca Metrhom 744,


através da inserção do eletrodo de vidro (pH) e do eletrodo de platina (Eh) diretamente no
sedimento (GARRELS E CHRIST, 1965; BALTZER, 1982; MARIUS, 1985; BERREDO E
COSTA., 2002). O eletrodo para as leituras de pH foi calibrado periodicamente com solução-
padrão de pH 4 e 7 (escala NIST). Utilizou-se uma lixa extremamente fina para eliminar
sulfetos aderidos à platina do eletrodo de Eh (mV), para não interferir nas leituras
(BERREDO, 2006). A quantificação da matéria orgânica obedeceu a metodologia de
calcinação a 500ºC por 6 horas (BYERS et al., 1978).
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os valores de salinidade variaram entre 25 (testemunho A localizado na foz do rio) e 3
(testemunho G próximo ao Lago Piratuba) (Tab. 2) ao final do período de estiagem na
região. A variação da salinidade nas águas intersticiais demonstra os efeitos da
evapotranspiração somados ao período de estiagem da região (junho a dezembro), com
temperaturas elevadas e baixos índices pluviométricos, fatores que diminuem a vazão do rio
e possibilitam o aumento da influência oceânica observada através da presença da cunha
salina intersticial no estuário. Os menores valores de salinidade são registrados no
testemunho G que se encontra próximo ao Lago Piratuba, região que apresenta maior
influência de fluxos de água doce (Fig. 2 e 6A).
Tabela 2 ─ Máximo, mínima e mediana de salinidade intersticial.
A B C D E F G
Máximo 25 13 10 12 23 12 11
Mínimo 11 7 10 6 18 5 3
Mediana 15 10 10 10 21 5,5 4,5

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Figura 2 ─ Distribuição vertical dos valores de salinidade intersticial para cada testemunho
recuperado.
O testemunho E apresentou valores de salinidade próximos aos encontrados na foz
(Testemunho A) por efeito da flutuação da maré ocorre o acúmulo de águas marinhas e
somadas aos efeitos de evapotranspiração, ocorre o aumento na concentração dos sais no
sedimento. Existe a hipótese de que a variação da salinidade no testemunho E seja
reliquiar. Em tempos pretéritos, o oceano tinha livre acesso ao Lago Piratuba (SILVEIRA,
1998) e a o aumento da concentração de sais pode ter ocorrido através da adsorção de silte
e argila.
Segundo Twilley e Chen (1998), Kathiresan e Thangam (1990), Kathiresan et al.,
(1996), Berredo (2006) e Berredo et al., (2008) a salinidade é um dos parâmetros vitais
para a distribuição, produtividade e crescimento das florestas de mangue, as mudanças na
salinidade são normalmente controladas pelo clima, hidrologia, chuva, topografia e
flutuação da maré. Para o rio Sucuriju esses parâmetros definem a zonação da vegetação
descrita por Costa Neto et al. (2006) segundo o qual, na foz do rio há o predomínio da
vegetação de Rhizophora sp. e Avicennia sp, em direção a montante ocorrem espécies
vegetais de terra-firme.
Os valores de pH variaram entre levemente alcalino (8,23) nos testemunhos A e B
localizados na foz a ácido (3,95) (testemunho G), localizado próximo ao lago Piratuba. Os
valores da tab. 3 são similares aos obtidos nas pesquisas de Baltzer et al. (1995),
Middelburg et al. (1996), Clark et al. (1998), Marchand et al. (2003), Baltzer et al. (2004)
Marchand et al. (2004), Fiot e Gratiot (2006) e Berredo et al. (2008) (Fig. 3 e Fig. 7A).
Tabela 3 ─ Máximo, mínima e mediana de ph intersticial.
A B C D E F G
Máximo 8,23 8,23 7,30 7,71 7,34 7,17 7,20
Mínimo 5,61 4,30 6,36 7,44 6,78 6,62 3,95
Mediana 7,70 7,60 6,83 7,64 7,24 6,93 6,79

Figura 3 ─ Distribuição vertical dos valores de pH para cada testemunho recuperado.


Conforme a figura 7A o rio Sucuriju é influenciado por dois tipos de ambiente de
oxidação e grau de acidez diferente, onde os valores de pH na foz apresentam-se
ligeiramente alcalinos devido à maior influência de águas oceânicas, e a montante do rio
onde os valores de pH apresentam-se levemente ácidos, devido a maior influência de águas

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continentais. Os valores de pH podem ser modificados também pelos processos de oxidação


e pela influência das águas continentais mais ácidas, a reação de oxidação corresponde à
liberação de íons H+ acidificando as águas intersticiais e a maior percolação das águas
continentais ligeiramente mais ácidas influenciam nos valores de pH intersticiais.
O potencial redox varia entre levemente oxidante (+216 mV) no testemunho B a
levemente redutor (-250 mV) no testemunho E (Tab. 4), são semelhantes aos de Alongi et
al. (1996), Marchand et al. (2003), Berredo et al.(2008) (Fig. 4 e 6B).
Tabela 4 ─ Máximo, mínimo e mediana dos valores de potencial redox intersticial (mv).
A B C D E F G
Máximo 224 216 -34 -139 -2 -42 196
Mínimo -244 -193 -166 -209 -250 -240 -215
Mediana 8 -92 -100 -175 -224 -145 -102

Figura 4 ─ Gráfico de distribuição vertical dos valores de potencial redox (mv) para cada
testemunho
recuperado.
A variação de pH e potencial redox sofreu influência da presença de matéria orgânica
e minerais oxidáveis (pirita) no sedimento e principalmente da entrada da maré salina mais
oxigenada no ambiente, oxidando a matéria orgânica (KRAUSKOPF, 1972; ALONGI et al.,
1996; MARCHAND et al., 2004, BERREDO e COSTA, 2002). Conforme a distribuição vertical
dos parâmetros analisados (Fig. 6 e 7), a cunha salina é um dos causadores das
modificações no pH e potencial redox. Com a diminuição da salinidade em direção à
montante do rio Sucuriju, observa-se que os valores de pH diminuem, tornando-se
levemente mais ácidos e o potencial redox em condições levemente redutoras. O desnível
topográfico possivelmente é um dos fatores limitantes para o deslocamento da cunha salina
intersticial dentro do estuário, como observados pela pouca variação nos parâmetros físico-
químicos a montante do rio demonstrando que a entrada da água salina neste ponto
apresenta-se quase nula, sofrendo maior influência dos parâmetros físico-químicos de águas
continentais.
Conforme demonstrados pelos testemunhos D, E, F e G ocorrem a predominância
levemente redutoras ao longo do testemunho, segundo Marchand et al. (2003) as condições
redutoras geralmente são associadas a manguezais mais antigos, ricos em carbono
orgânico, afirmação que pode explicar os resultados obtidos de potencial redox para ao rio

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Sucuriju. Em manguezal mais antigo, os valores de potencial redox em relação à


profundidade variam em relação à superfície não apresentando uma zona de oxidação, sem
contato direto com águas oceânicas. Neste caso, ocorre um aumento na concentração da
matéria orgânica (KRAUSKOPF, 1972; MARCHAND et. al., 2003, MARCHAND et al., 2004;
DELAUME & REDDY, 2005; BERRÊDO et al., 2008). A oxidação do material orgânico e
minerais oxidáveis provoca a liberação de íons H+, que diminuem o pH, tornando-o
levemente ácido, originando uma correlação negativa entre os parâmetros pH e potencial
redox (KRAUSKOPF, 1972; ALONGI et al., 1996; CLARK, 1998; MARCHAND et al., 2004;
BERREDO, 2006) (Fig. 5).

Figura 5 ─ Correlação entre os parâmetros ph x potencial redox.


Nas figuras 6 (A e B) e 7A pode-se observar a variação dos parâmetros salinidade, pH
e potencial redox ao longo do rio. A percolação das águas marinhas, mais oxigenadas, oxida
o material orgânico e os minerais presente no sedimento aumentando as alterações no pH e
no potencial redox. Na foz do rio Sucuriju (testemunho A) ocorrem as maiores alterações
desses parâmetros, devido ao maior contato com as águas oceânicas, oxidando o material
orgânico presente no sedimento.
Através dos dados obtidos observa-se a presença de duas zonas dentro do rio
Sucuriju. A zona oxidante, localizada na foz do rio apresentando maiores valores de
salinidade, pH levemente alcalino e potencial redox levemente oxidante (médias 13,2; 7,48
e -30,4 respectivamente). E a zona redutora, localizada a montante do rio apresentando
menores valores de salinidade, pH levemente ácido e potencial redox levemente redutor
(médias 9,6; 6,93 e 130,2 respectivamente).

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Figura 6 ─ Distribuição vertical dos valores de salinidade intersticial (A) e potencial redox (mv) (B).

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Figura 7 ─ Distribuição vertical dos valores de ph das águas intersticiais (A) e porcentagem de matéria orgânica (B).

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Na região estudada os teores de matéria orgânica situam-se entre 31,19% (testemunho C)


e 2,00% (testemunho G) (Tab. 5, Fig. 8). Essa grande variação nos teores de matéria orgânica se
deve à presença de turfa na base dos testemunhos A e C (Fig. 7B).
Tabela 5 ─ Máximo, mínimo, média e desvio padrão da porcentagem de matéria orgânica.
A B C D E F G
Máximo 25,02 9,00 31,19 6,50 9,00 7,50 14,00
Mínimo 2,00 2,00 3,50 3,50 4,50 4,50 4,00
Mediana 6,25 5 5,25 5,25 8,25 5,75 7,5

Figura 8 ─ Distribuição vertical das porcentagens de matéria orgânica para cada testemunho
recuperado.
A ocorrência de turfa nos testemunhos (A e C) indicam sedimentação em ambiente de baixa
energia hidrodinâmica, com baixa remobilização e oxidação desse material orgânico. De acordo
com McCabe (1984) e Franchi (2004) o aumento vertical da camada de turfa depende da
quantidade de material orgânico e o nível do lençol freático, e a deposição rápida de sedimentos
clásticos preservam as características dessa camada.
Os resultados dos teores de matéria orgânica para os sedimentos do rio Sucuriju são
similares aos estudos de Alongi et al. (1996), Bava e Seralathan (1999), Marchand et al. (2003),
Marchand et al. (2004), Schwendenmann et al. (2006), Vidal e Backer (2006), Berredo et al.
(2008). E o resultados dos teores de matéria orgânica para as turfeiras são similares aos
apresentados por Franchi (2000; 2004) e Delavy (2010) para as turfeiras encontradas nos
estados de São Paulo e Amapá, respectivamente.
A variação na concentração do material orgânico presente no sedimento de manguezais é o
principal fator para a variação dos parâmetros pH e potencial redox das águas intersticiais
(SCHAEFFER-NOVELLI & CITRÒN-MOLLERO, 1988; KRISTENSEN et al. 2008). Observando a
correlação entre os parâmetros físico-químicos da água intersticial dos testemunhos com a
porcentagem de matéria orgânica, observou-se tendência positiva entre o potencial redox (Eh) e
negativa com o pH e a matéria orgânica, resultado corroborado com os estudos realizados por
Becking et al. (1960), Krauskopf (1972), Allongi et al., (1996), Clark et al. (1998) e Marchand et
al. (2004) (Tab. 6).

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XAVIER, D. de A. et. al. Análise do comportamento físico-químico da água intersticial do sedimento do rio
Sucuriju – Cabo Norte – Amapá.

Tabela 6 ─ Correlação entre os parâmetros físico-químicos e porcentagem de matéria orgânica


(MO)
MO EH pH Sal
MO 1 - -
EH 0,51 1 - -
pH -0,71 -0,53 1 -
Sal -0,69 0,09 -0,74 1
A correlação da salinidade com a matéria orgânica apresenta-se inversamente proporcional,
a entrada da água salina em contato com os sedimentos do rio Sucuriju promove a oxidação do
material orgânico, diminuindo a concentração deste material, consequentemente com a oxidação
da matéria orgânica, ocorrem modificações no pH (liberando mais íons H+) e no potencial redox
(apresentando resultados levemente oxidantes) (BECKING et al., 1960; KRAUSKOPF, 1972;
KATHIRESAN & THANGAM, 1990; CLARKE et al., 1993; MARCHAND et al., 2004; BERREDO et al.,
2008).
CONCLUSÃO
Em ambientes de manguezal os parâmetros físico-químicos, como a salinidade, o pH e o
potencial redox, são fatores limitantes para a distribuição espacial e desenvolvimento dos
bosques de manguezais. A influência da cunha salina somada ao padrão climatológico (períodos
de maior e menor pluviosidade) são os fatores responsáveis pelas modificações nos parâmetros
pH e potencial redox e na concentração do material orgânico presente no sedimento. Em períodos
de menor pluviosidade (junho a dezembro) ocorre a diminuição da vazão do rio e o registro da
salinidade intersticial é mais acentuado em direção montante. As águas marinhas (mais
oxigenadas) adentram o rio causando modificações nestes parâmetros e, em contato com os
materiais orgânicos e minerais oxidáveis presentes nos sedimentos produzem reações de
oxidação, que contribuem para a diminuição da concentração do material orgânico do sedimento,
aumenta a acidez, e modifica os valores do potencial redox, tornando-os levemente oxidantes.
Ao longo do rio Sucuriju foi observado à presença de duas zonas com propriedades físico-
químicas diferentes. A primeira, zona oxidante, encontra-se na foz do rio apresentando valores
mais salinos, potencial redox levemente oxidante e pH levemente alcalino, características de
ambiente influenciado pelo oceano. A segunda, zona redutora, situado próximo ao Lago Piratuba,
com menor salinidade, potencial redox levemente redutor e pH levemente ácido, ambiente
influenciado por características de transição a um ambiente lacustre.
AGRADECIMENTOS
Ao CNPq, ao Programa de Pós-Graduação em Oceanografia da Universidade Federal de
Pernambuco, ao Museu Paraense Emílio Goeldi, ao Laboratório Institucional de Oceanografia
Geológica pertencente a Universidade Federal do Pará e ao Projeto Subsídio ao Plano de Manejo
da Rebio Piratuba (IBAMA/IEPA/UFPA) e ao Projeto Amasis.
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