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MANUAL DE FORMAÇÃO Formação Modular Certificada FB_TIPO C_PT_2017 CLC7- Fundamentos de Cultura, Língua e

MANUAL DE FORMAÇÃO

Formação Modular Certificada

FB_TIPO C_PT_2017

CLC7- Fundamentos de Cultura, Língua e Comunicação

Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2016 Layout do Manual de Formador

Fundamentos de Cultura, Língua e Comunicação Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2016 – Layout do Manual de Formador

ÍNDICE

ÍNDICE ÍNDICE 2 1.APRESENTAÇÃO DO CURSO 3 1.1. OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM 3 1.1.1. OBJETIVOS

ÍNDICE

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1.APRESENTAÇÃO DO CURSO

3

1.1. OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM

3

1.1.1. OBJETIVOS GERAIS

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1.1.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

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2.INTRODUÇÃO

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3.CONTEÚDOS

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4.BIBLIOGRAFIA

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4 3.CONTEÚDOS 6 4.BIBLIOGRAFIA 32 Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de Formador 2
1.APRESENTAÇÃO DO CURSO 1.1. OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM 1.1.1. OBJETIVOS GERAIS Permitir uma reflexão alargada sobre

1.APRESENTAÇÃO DO CURSO

1.1. OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM

1.1.1. OBJETIVOS GERAIS

Permitir uma reflexão alargada sobre a língua e a literatura portuguesa no mundo, como elemento de união e intervenção cívica, bem como o poder dos média na expressão do pensamento critico, na construção da relação entre a opinião pessoal e a opinião pública.

1.1.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

No final da formação os formandos deverão ser capazes de:

Intervir de forma pertinente, convocando recursos diversificados das dimensões cultural, linguística e comunicacional,

Revelar competências em cultura, língua e comunicação adequadas ao contexto profissional em que se inscreve,

Formular opiniões críticas, mobilizando saberes vários e competências culturais, linguísticas e comunicacionais,

Identificar os principais fatores que influenciam a mudança social, reconhecendo nessa mudança o papel da cultura, da língua e da comunicação.

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papel da cultura, da língua e da comunicação. Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual
2.INTRODUÇÃO Os seres humanos para comunicarem entre si, isto é, para trocarem informações, utilizam diferentes

2.INTRODUÇÃO

Os seres humanos para comunicarem entre si, isto é, para trocarem informações, utilizam diferentes meios - sinais visuais, sinais auditivos, gestos - mas o instrumento por excelência da comunicação é a linguagem verbal, falada ou escrita. Esta linguagem é exclusiva do Homem e constitui o sistema mais rico e complexo da comunicação, o qual obedece a regras de gramática, de ortografia e de pronúncia, subjacentes através dos elementos da comunicação. O português é a língua que portugueses, brasileiros, muitos africanos e alguns asiáticos aprendem no berço, reconhecem como património nacional e utilizam como instrumento de comunicação, quer dentro da sua comunidade, quer no relacionamento com outras comunidades lusofalantes, com carateristicas léxicas especificas.

O conceito de tendências literárias está vinculado ao estilo de época. O estilo de época, advém de um conjunto de normas que orienta e caracteriza as manifestações culturais de um movimento histórico. Num período artístico qualquer, coexistem diversos sistemas de normas estéticas, dos quais um se destaca por motivos sociais e económicos que acaba por ser registado historicamente, passando a ser tomado como sinónimo artístico, cultural e literário de uma determinada época. Neste sentido, devido à pertinência do tema no módulo, surgem os vários géneros de literatura que se enquadram na categoria de não-ficção. Não-ficção encontra-se em oposição direta à ficção. Paralelamente, na interpretação e exposição de uma ideia, enquadra-se o texto argumentativo um texto que visa convencer, persuadir ou influenciar o ouvinte/leitor através da apresentação de uma tese (ponto de vista), cuja veracidade deve ser demonstrada e provada através de argumentos adequados, com regras gramaticais muito precisas através de conetores lógicos.

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muito precisas através de conetores lógicos. Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de Formador
Argumentar é exprimir uma convicção ou um ponto de vista, baseados na verdade, de modo
Argumentar é exprimir uma convicção ou um ponto de vista, baseados na verdade, de modo

Argumentar é exprimir uma convicção ou um ponto de vista, baseados na verdade, de modo a convencer o ouvinte/leitor, por outro lado, a argumentação apela não só à nossa racionalidade (por exemplo, o discurso político, os sermões do Padre António Vieira), como também à nossa emotividade (por exemplo, o texto publicitário). Utilizamos a argumentação constantemente no nosso dia-a-dia e ao longo de toda a nossa vida. Usamo-la, por ex., quando damos a nossa opinião acerca de algo, quando apresentamos um desfecho para um problema, quando temos a intenção de que os outros aceitem algo que estamos a pedir, quando pretendemos sustentar um ponto de vista. Na complexa transição que vivemos as tecnologias estão associadas aos aspetos económicos, sociais, políticos e culturais mais e menos negativos, mas são os seus aspetos mais positivos que mais atraem as pessoas e as instituições. A tecnologia é de facto algo substancialmente diferente e muito mais potente do que a "mecanologia" aumentando a produtividade, melhorando as condições de trabalho e podendo contribuir em muito para a melhoria da qualidade de vida.

Por um lado, a pertinência de questões de índole literária, de interpretação e resumo de textos, respeitante, ao poder dos média de influenciar e controlar as massas, numa sociedade globalizada, remete-nos para temas como o fenómeno da globalização e dos paradigmas inerentes às contantes mutações sociais, culturais, profissionais e literárias.

Neste sentido, devido à massificação da educação e das alterações sociais, a importância da participação cívica na sociedade civil, são conceitos relevantes para a consciencialização individual e global do mundo globalizado.

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individual e global do mundo globalizado. Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de Formador
3.CONTEÚDOS De forma a diferenciar os diversos tipos de textos literários, desenvolver a capacidade de

3.CONTEÚDOS

De forma a diferenciar os diversos tipos de textos literários, desenvolver a capacidade de síntese e de resumo de textos para desenvolver competências escritas e argumentativas, abordaremos os seguintes conteúdos programáticos:

1 A língua e a literatura portuguesa no mundo como elementos de união e intervenção cívica:

Percursos individuais e coletivos no texto literário: realidade e ficção num texto literário;

Os meios de comunicação como forma de produzir e de reproduzir riqueza;

Texto argumentativo e argumentação;

Os elementos da comunicação;

As diferenças lexicais na língua Portuguesa.

Os sistemas de comunicação na expressão do pensamento critico, na construção da relação entre a opinião pessoal e a opinião publica:

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O poder dos média e a alteração dos paradigmas culturais;

A evolução das sociedades e as alterações nas práticas profissionais;

Cultura de globalização e a cultura de preservação de identidades culturais;

A intervenção cívica como exercício de cidadania.

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cívica como exercício de cidadania. Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de Formador 6
1 – A língua e a literatura portuguesa no mundo como elementos de união e

1 A língua e a literatura portuguesa no mundo como elementos de união e intervenção cívica:

Percursos individuais e coletivos no texto literário: realidade e ficção num texto literário; As duas principais categorias que separam os diferentes tipos da literatura são ficção e não-ficção. Existem vários géneros de literatura que se enquadram na categoria de não-ficção. Não-ficção encontra-se em oposição direta à ficção.

Tipos de não-ficção:

A não-ficção é a narrativa baseada em informações ou factos apresentados através de uma história

Os ensaios são uma composição literária curta que reflete a perspetiva do autor, através de uma curta composição literária sobre um tema ou um assunto específico, geralmente em prosa, especulativa ou interpretativa.

A biografia é um relato escrito da vida de outra pessoa.

A autobiografia a história de vida de uma pessoa, por escrito ou dito pela pessoa.

Muitas vezes, escrito em forma narrativa da vida da mesma.

Discurso é a faculdade ou capacidade de falar; comunicação oral; capacidade de expressar os seus pensamentos e emoções através do discurso, sons e gestos.

Finalmente, existe o género geral de não-ficção. Este género de literatura oferece opiniões ou conjeturas sobre fatos e realidade. Tipos de ficção:

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sobre fatos e realidade . Tipos de ficção: Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual
O drama são histórias compostas em verso ou prosa, geralmente por representação teatral, onde os

O drama são histórias compostas em verso ou prosa, geralmente por

representação teatral, onde os conflitos e as emoções são expressas através do diálogo e da ação.

A poesia é a escrita rítmica em verso com imagens que evoca uma resposta

emocional do leitor. A arte da poesia é rítmica na composição, escrita ou falada.

A fantasia é a formação de imagens mentais com configurações ou estranhos

caracteres mundanos ou outro; ficção que convida à suspensão da realidade.

O humor é a faculdade de perceber o que é divertido ou cómico.

A fábula é uma história sobre pessoas sobrenaturais ou extraordinários

geralmente sob a forma de narração que demonstra uma verdade útil. Em Fábulas, os

animais falam como os humanos acerca de contos lendários e sobrenaturais.

Os contos de fadas é uma espécie de conto ou fábula. Por vezes, as histórias são

sobre fadas e/ou criaturas mágicas, geralmente escritas para as crianças.

A ficção científica é uma história baseada no impacto do potencial da ciência, seja

ela real ou imaginada. A ficção científica é um dos géneros de literatura que é definida no futuro.

A

história curta é uma ficção de tal brevidade.

A

ficção realista é uma história que pode realmente acontecer.

O

folclore são canções, histórias, mitos e provérbios, que foi transmitida de boca

em boca. Folclore é um género de literatura que é amplamente difundida, mas falsa e

baseada em crenças infundadas.

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mas falsa e baseada em crenças infundadas. Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de
A ficção histórica é uma história com personagens fictícios e eventos, criadas através de um

A ficção histórica é uma história com personagens fictícios e eventos, criadas

através de um cenário histórico.

O terror é um sentimento avassalador e doloroso causado pela literatura que é

terrivelmente chocante, aterrorizante ou revoltante.

A

ficção

em

que

os

personagens e o leitor.

eventos

evocam

um

sentimento

de

temor

entre

os

A mentira é uma história humorística com exageros.

A lenda é uma história de um herói nacional ou popular

A mitologia é um tipo de lenda ou narrativa tradicional. Isto é, muitas vezes

baseia-se em partes dos acontecimentos históricos, que revelam o comportamento humano e os fenómenos naturais através do seu simbolismo; muitas vezes pertencentes às ações de deuses.

Em suma , torna-se necessário distinguir os conceitos entre realidade e ficção:

Realidade qualidade do que é real; o que existe de facto; certeza; veracidade.

Ficção acto ou efeito de fingir; simulação; aquilo que não é verdadeiro ou não corresponde à realidade; invenção fabulosa ou engenhosa; criação imaginária; fantasia.

Os meios de comunicação como forma de produzir e de reproduzir riqueza;

A designação mais "popular" para a sociedade actual, utilizada frequentemente pelos média, parece ser a de sociedade da informação e a de "aldeia global",

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da informação e a de "aldeia global" , Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual
justamente por a globalização ter ocorrido/estar a ocorrer suportada pelo extraordinário desenvolvimento das

justamente por a globalização ter ocorrido/estar a ocorrer suportada pelo extraordinário desenvolvimento das Tecnologias de Informação e de Comunicação (TIC) o que veio opor a "revolução digital" à "revolução industrial", provocando uma transformação paradigmática nas formas de produção, de consumo e de circulação de bens e pessoas.

produção, de consumo e de circulação de bens e pessoas. As TIC, encontrando-se na base do

As TIC, encontrando-se na base do desenvolvimento das sociedades contemporâneas, evoluem também por exigência da própria evolução social rápida e geradora de muitas preocupações e simultaneamente de muitos desafios, colocando como prioritárias as questões que têm que ver, em cada pessoa, com novos aspectos cognitivos, axiológicos e relacionais.

Na complexa transição que vivemos as tecnologias estão associadas aos aspectos económicos, sociais, políticos e culturais mais e menos negativos, mas são os seus aspectos mais positivos que mais atraem as pessoas e as instituições. A tecnologia é de facto algo substancialmente diferente e muito mais potente do que a "mecanologia" aumentando a produtividade, melhorando as condições de trabalho e podendo contribuir em muito para a melhoria da qualidade de vida.

Vê-se, tal como na perspectiva de Ladriére (1977), que as novas tecnologias podem actuar como factores facilitadores e potenciadores nos mais diversos domínios, desestruturando modos de fazer que se tornam obsoletos e induzindo mudanças significativas, gerando consequentemente imensos desafios nos domínios da aquisição e produção da informação, do saber e do conhecimento o que conduz naturalmente também a uma reflexão sobre a produção de novas competências para a vivência de uma sociedade de elevada incorporação tecnológica.

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de elevada incorporação tecnológica. Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de Formador 1 0

Texto argumentativo e argumentação;

• Texto argumentativo e argumentação; Argumentar é exprimir uma convicção ou um ponto de vista, baseados

Argumentar é exprimir uma convicção ou um ponto de vista, baseados na verdade, de modo a convencer o ouvinte/leitor. É, então, necessário que apresentemos um raciocínio coerente e convincente. A argumentação apela não só à nossa racionalidade (por exemplo, o discurso político, os sermões do Padre António Vieira), como também à nossa emotividade (por exemplo, o texto publicitário).

0 texto argumentativo é, por isso, um texto que visa convencer, persuadir ou

influenciar o ouvinte/leitor através da apresentação de uma tese (ponto de vista), cuja

veracidade deve ser demonstrada e provada através de argumentos adequados.

Mas como se constrói um texto argumentativo?

1 - Estrutura do texto

Introdução: Parágrafo inicial no qual se apresenta a proposição [tese, opinião, declaração). Deve ser apresentada de modo afirmativo, claro e bem definido, sem referir quaisquer razões ou provas. Desenvolvimento: Análise/explicitação da proposição apresentada; apresentação dos argumentos que provam a verdade da proposição: factos, exemplos, citações, testemunhos, dados estatísticos. Conclusão: Parágrafo final, no qual se conclui com uma síntese da demonstração feita no desenvolvimento.

2 - Escolha e ordenação dos argumentos

Deve-se: encontrar argumentos adequados; recorrer, sempre que possível e desejável, à exemplificação, à citação, à analogia, às relações causa efeito; organizar os argumentos por ordem crescente de importância.

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por ordem crescente de importância. Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de Formador 1
3 - Adequação do texto ao objetivo e ao destinatário (informar, convencer, emocionar). Deve-se: usar

3 - Adequação do texto ao objetivo e ao destinatário (informar, convencer, emocionar).

Deve-se: usar um registo adequado à situação e ao destinatário; utilizar referências de conteúdo que o destinatário possui, de forma a que este o possa interpretar corretamente.

4 - Articulação e progressão do discurso:

Deve-se: estabelecer uma rede de relações lógicas entre as palavras, as frases, os períodos e os parágrafos e construir um raciocínio que se vai desenvolvendo através de:

da correta estruturação e ordenação das frases;

do uso correto dos conectores do discurso;

do respeito das regras de concordância; do uso adequado dos pronomes que evitam as repetições do nome;

da utilização de um vocabulário variado, com recurso a sinónimos, antónimos, hiperónimos e hipónimos.

recurso a sinónimos, antónimos, hiperónimos e hipónimos. 5 - Exemplos de conectores lógicos que podem ser

5 - Exemplos de conectores lógicos que podem ser utilizados:

Copulativos: e; nem; também; não só

Adversativos (oposição): mas; porém; todavia; contudo; apesar disso; ainda assim; não obstante; no entanto.

Conclusivos (efeito): logo; pois; portanto; por conseguinte; por consequência; por isso.

Explicativos: pois.

Causais: porque; como; visto que; pois que; já que.

mas também; tanto

como.

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pois que; já que. mas também; tanto como. Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual

Comparativos: como; conforme; segundo; assim como

do que; menos

do que; ao passo que.

segundo; assim como do que; menos do que; ao passo que. assim também; mais • Temporais:

assim também; mais

Temporais: quando; enquanto; apenas; mal; logo que; antes que; depois que; assim que; à medida que.

Concessivos (hipótese): embora; ainda que; mesmo que; se bem que; apesar de que.

Consecutivos (consequência): tal que; de tal modo que; tanto que; de maneira que.

Utilizamos a argumentação constantemente no nosso dia-a-dia e ao longo de toda a nossa vida. Usamo-la, por ex., quando damos a nossa opinião acerca de algo, quando apresentamos um desfecho para um problema, quando temos a intenção de que os outros aceitem algo que estamos a pedir, quando pretendemos sustentar um ponto de vista.

No fundo, argumentar é aconselhar, persuadir, convencer plausivelmente, e tal só é possível, através do uso da razão. Argumentamos porque pretendemos persuadir (convencer) ou dissuadir, mediante argumentos e razões, um receptor (ouvinte ou leitor) para que aceite as ideias do emissor. A persuasão pode centrar-se: na credibilidade do orador (ethos); no auditório apelando às suas emoções (pathos); no valor dos argumentos [logos). Os princípios adoptados para estruturar a argumentação são assim fundamentais para conquistar, em primeiro lugar, a atenção e, em segundo lugar, uma possível adesão do auditório.

Construímos um texto argumentativo quando temos, por exemplo, de realizar um comentário, um texto escrito, uma opinião ou crítica sobre um determinado assunto.

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ou crítica sobre um determinado assunto. Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de Formador

Os elementos da comunicação;

• Os elementos da comunicação; Comunicar é um acto fundamental na vida humana. Os seres humanos

Comunicar é um acto fundamental na vida humana. Os seres humanos para

comunicarem entre si, isto é, para trocarem informações, utilizam diferentes meios -

sinais visuais, sinais auditivos, gestos - mas o instrumento por excelência da

comunicação é a linguagem verbal, falada ou escrita. Esta linguagem é exclusiva do

Homem e constitui o sistema mais rico e complexo da comunicação, o qual obedece a

regras de gramática, de ortografia e de pronúncia.

Falar e escrever é, pois, produzir enunciados que servem para transmitir uma mensagem.

No processo da comunicação temos de ter em conta os seguintes elementos:

Intervenientes: uma primeira pessoa que fala ou escreve (emissor), e uma

segunda pessoa que ouve ou lê (receptor), o qual, por sua vez, pode responder.

Mensagem: é a informação transmitida.

Código: é o conjunto de sinais ou signos organizados, segundo determinadas

regras, que são do conhecimento do emissor e do receptor. 0 código permite ao primeiro codificar a mensagem e ao segundo descodificá-la.

Canal: é o meio que permite o envio e a circulação da mensagem.

Contexto: é a situação a que se refere a mensagem.

A comunicação pode ser estabelecida de um emissor para um receptor, sem

reciprocidade. Nesta situação trata-se de comunicação unilateral. Os meios de

comunicação social, como o jornal, a rádio e a televisão que difundem mensagens sem

receber resposta, são exemplos deste tipo de comunicação. Mesmo quando recebem

mensagens da parte dos seus receptores, esta comunicação só é possível através de

um novo canal (telefone, correio). 0 livro, o discurso oratório, o sermão são também

exemplos de comunicação unilateral.

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também exemplos de comunicação unilateral. Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de Formador 1
No caso de se estabelecer uma alternância de papéis entre emissor e receptor, realizando-se, assim,

No caso de se estabelecer uma alternância de papéis entre emissor e receptor, realizando-se, assim, um intercâmbio de mensagens, a comunicação é bilateral. É o que acontece no diálogo, na entrevista e no debate.

É o que acontece no diálogo, na entrevista e no debate. A comunicação através das formas

A comunicação através das formas de linguagem

A linguagem é o conjunto de meios que permitem ou realizam a comunicação e na qual há a considerar a linguagem verbal e não verbal.

A linguagem verbal é a palavra falada ou escrita, em que a primeira pode ser utilizada na comunicação oral frente a frente ou à distância [telefone, rádio, televisão, etc.) e a segunda na comunicação escrita através de livros, revistas e jornais, entre outros

Na linguagem não verbal há a considerar os sinais visuais, sonoros e visuais sonoros.

Os sinais visuais como dança, os gestos do sinaleiro, a mímica, os sinais de trânsito, de bandeiras, de ajudas de instrução visuais, etc., permitem comunicar através de linguagem não verbal.

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comunicar através de linguagem não verbal. Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de Formador
Do mesmo modo sinais sonoros de navios, sinos, sirenes, música, etc., são outra forma de

Do mesmo modo sinais sonoros de navios, sinos, sirenes, música, etc., são outra forma de se comunicar.

As diferenças lexicais na língua Portuguesa.

0 português é a língua que portugueses, brasileiros, muitos africanos e alguns asiáticos aprendem no berço, reconhecem como património nacional e utilizam como instrumento de comunicação, quer dentro da sua comunidade, quer no relacionamento com outras comunidades lusofalantes.

É possível ter perceções diferentes quanto à unidade ou diversidade internas do português, conforme a perspetiva do observador. Quem se concentrar na língua dos escritores e da escola, colherá uma sensação de unidade. Quem comparar a língua falada de duas regiões [dialectos) ou grupos sociaislsocio-. lectos) não escapará a uma sensação de diversidade, até mesmo de divisão.

Uma língua de cultura como a nossa, portadora de longa história, que serve de matéria prima e é produto de diversas literaturas, instrumento de afirmação mundial de diversas sociedades, não se esgota na descrição do seu sistema linguístico: uma língua como esta vive na história, na sociedade e no mundo. Tem uma existência que é motivada e condicionada pelos grandes movimentos humanos e, imediatamente, pela existência dos grupos que a falam. Significa isto que o português falado em Portugal, no Brasil e em África pode continuar a ser sentido como uma única língua enquanto os povos dos vários países lusofalantes sentirem necessidade de laços que os unam. A língua é, porventura, o mais poderoso desses laços.

Dialecto: variante local ou regional de uma língua, que se distingue pelas especificidades a nível de (fonética), do vocabulário (léxico), etc. (Do gr. diálektos, «conversa; linguagem», pelo lat. dialectu-, «linguagem própria de uma região»)

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«linguagem própria de uma região») Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de Formador 1
Quais os traços que, sem hesitação ou quase sem ela, um português do Sul (
Quais os traços que, sem hesitação ou quase sem ela, um português do Sul (

Quais os traços que, sem hesitação ou quase sem ela, um português do Sul ( reconhecerá como característicos de um português do Norte?

)

1 - a "troca do v pelo b": ausência de distinção fonológica entre lv/ e /b/, em

proveito de /b/, pronunciado quer oclusiva, quer fricativamente (b] e [P], respetivamente): [b'êtu] por vento e [Pape] por fava, própria do Norte do país.

2 - a "pronúncia do s como x ou como j": realizações ápico-alveolares, mais ou

menos palatalizadas, para os fonemas /s/ e /z/ e que constituem a pronúncia conhecida por s beirão: ou seja a pronúncia "assobiada" [s'ope] (quase xopa) de sopa e [p'ezu] (quase pejo) de peso. É um traço próprio das Beiras e do norte de Portugal.

3 - a "pronúncia do ch como tx ou como tch": manutenção da oposição fonológica

entre a africada palatal /tJ/ (representada pelo grafema ch) e a palatal /J/ (representada pelo grafema x): a pronúncia [tfavi] e [tfrm'ar] para chave e chamar.

4 - a "pronúncia do ou como o-u ou à-u": conservação do ditongo ou em diferentes realizações [ow], [mv], como em ['owru], ['ewru], ['owtru], I'ewtru] para ouro e outro. Este traço é sentido como característico regionalismo nortenho.

Por outro lado, um português do Norte não terá dificuldade em reconhecer como um dos traços mais típicos da fala de um português do Sul, uma característica:

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de um português do Sul, uma característica: Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de
5-a "passagem de ei a é": monotongação do ditongo ei em [e], como em [s'efe]

5-a "passagem de ei a é": monotongação do ditongo ei em [e], como em [s'efe] ceifa, [l'eti] leite ou [ez'eti] azeite. Este traço é sentido como típico regionalismo meridional e ocorre no Algarve, Alentejo, Estremadura e Beira Baixa.

In: Luís Filipe Lindley Cintra in http://www.clul.ul.pt/equipa/mcruz/segura.pdf e http://cvc.instituto- camoes.pt/tempolingua/13.html, Junho 2010 (adaptado)

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na construção da relação entre a opinião pessoal e a opinião publica:

Os sistemas de comunicação na expressão do pensamento critico,

O poder dos média e a alteração dos paradigmas culturais;

Vivemos numa actualidade em que a televisão aposta muito em novelas e desenhos animados violentos. Será isto uma boa influência? Vejamos: as novelas retratam a vida do público ou tentam criar uma imagem do dia-a-dia de cada indivíduo, mas se analisarmos bem, quantos divórcios ocorrem em cada novela? Quantas crianças faltam às aulas? Quantas desobedecem aos pais? Quantas fazem asneiras? No meu ponto de vista as pessoas por vezes esquecem-se que aquilo é ficção e que a vida é a realidade. Algumas ficam preocupadas com o que aconteceu na novela e esquecem-se dos problemas do dia-a-dia. Outras seguem a novela como exemplo e não se preocupam se desrespeitam os pais, os educadores e outros indivíduos.

Isto é considerado normal, pelo menos na novela. A título de exemplo, num artigo que abordava a questão da falta de civismo visível desde os mais novos, podia ler-se que uma criança por volta dos 13 anos colocou uma câmara de filmar nos balneários femininos, tendo essa ideia sido retirada de uma novela que é transmitida no horário nobre da televisão.

Por outro lado, a televisão tem um efeito preponderante na educação, como é o caso dos documentários, debates, etc, que desenvolvem uma cultura melhor, uma

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etc, que desenvolvem uma cultura melhor, uma Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de
melhor argumentação, um aprofundamento de novas linguagens e uma visão do mundo que não está

melhor argumentação, um aprofundamento de novas linguagens e uma visão do mundo que não está ao alcance de todos os indivíduos, podendo contribuir para mudanças de atitude e de respeito pela diversidade.

A publicidade em ajudas humanitárias também tem uma grande importância, porque mostra às pessoas os problemas a que a humanidade está sujeita. A televisão é muito utilizada para efeitos de marketing, influenciando o público a comprar determinados produtos. Na altura do Acontece que uma manifestação de um grupo, quando analisada pelo governo, não englobará o todo (a população em geral).

A única forma de tornar esta manifestação numa dita opinião pública é recorrer aos

media, que é quem verdadeiramente exerce pressão e influência no governo e na opinião pública.

No entanto, alguns media atendem a interesses dos grupos que as comandam, fazendo prevalecer a opinião do grupo económico-político que controla a comunicação e passando ao povo a versão que bem quer da opinião pública.

A televisão influencia, e muito, o consumismo da população. Em muitos dos casos só

se compra um produto porque apareceu na televisão. Por exemplo imaginemos que estamos a comprar um perfume e hesitamos em qual das marcas escolher; muito provavelmente vamos comprar a marca de que mais nos falaram. Ora o mesmo acontece no caso de estarmos numa cabina de eleições. Se estivermos indecisos em qual dos políticos votar, votamos no que mais ouvimos falar.

A evolução das sociedades e as alterações nas práticas profissionais;

A questão da escolha da profissão e da carreira profissional parece ser um tema que

desde sempre preocupou o Homem. É comum encontrarmos nas obras dos filósofos,

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comum encontrarmos nas obras dos filósofos, Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de Formador
como por exemplo, Platão, referências à problemática, das ocupações e das "habilidades" do Homem. Ao

como por exemplo, Platão, referências à problemática, das ocupações e das "habilidades" do Homem.

Ao longo da história e durante muitos séculos a escolha da profissão esteve ligada a aspectos sócio-culturais e especialmente à profissão parental, ou seja, aquela que era desempenhada pelo Pai de Família. Neste contexto o mundo profissional, como é sabido, não pertencia ao sexo feminino, só os homens tinham esse dever e direito. Assim, "filho de sapateiro, sapateiro seria", isto era verdade para todas as classes sociais, exceptuando alguns casos de carácter pontual.

Com o passar do tempo e como consequência da evolução das sociedades, das ciências e do próprio pensamento do Homem, as profissões, ou as ocupações, como eram conhecidas, começaram a estar associadas às referidas "habilidades" ou "jeitos

No entanto, ainda não existia uma preocupação, clara e definida, acerca da

adequação do profissional ao seu posto de trabalho, nem tão pouco se refletia nas questões da satisfação pessoal. Era comum a utilização do termo "vocação", mas este possuía uma conotação religiosa. Esta palavra vem do latim vocore, que quer dizer, chamamento, tem um fundamento religioso.

para

".

Mais tarde, com a Revolução Industrial dá-se uma grande mudança nas sociedades, aparecem novos postos de trabalho e novos locais de trabalho, estes essencialmente localizados nos meios urbanos. A agricultura começa a ser abandonada por alguns e os habitantes dos meios rurais migram para as grandes cidades à procura de melhores condições de vida.

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à procura de melhores condições de vida. Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de
• Cultura de globalização e a cultura de preservação de identidades culturais; Definição de Globalização

Cultura de globalização e a cultura de preservação de identidades culturais;

Definição de Globalização

A globalização está relacionada com a forma, de como os países interagem entre si e se aproximam das populações, tendo em conta os aspetos económicos, sociais, culturais e políticos.

Chama-se Globalização, ao crescimento da interdependência de todos os povos e países do Mundo. Há quem prefira chamar à globalização de “aldeia global”, pois cada vez mais, o nosso planeta fica mais exíguo, onde todos se conhecem, isto é, basta-nos um simples “clic”, através da internet, ficamos a saber o que ocorre outro lado do mundo, em questão de segundos.

Alguns historiadores, relacionam o início da Globalização, com os Descobrimentos, em que pela primeira vez, houve contacto entre a Europa, África e a América.

Contudo, o grande impulsionador da Globalização poderá ser apontado à evolução da tecnologia, através dos meios de comunicação (internet, telemóvel). Na época dos Descobrimentos, uma viagem demorava anos e era uma aventura da qual o mais provável era não regressarem.

Hoje, em 24 horas podemos dar a volta ao mundo, fruto dos avanços tecnológicos na industria da aviação, um avião atinge velocidades cada vez maiores e o preço é cada vez mais acessível.

Antigamente, uma noticia demorava semanas a dar a volta ao mundo, atualmente temos acesso aos acontecimentos (muitas vezes em direto 11 de setembro).

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vezes em direto – 11 de setembro). Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de
A Globalização - Tradição e modernidade: continuidade e descontinuidade Anthony Giddens, nascido a 18 de

A Globalização - Tradição e modernidade: continuidade e descontinuidade

Anthony Giddens, nascido a 18 de Janeiro de 1938, em Londres, é um sociólogo britânico, considerado por muitos como o mais importante filósofo social inglês contemporâneo, teórico pioneiro da Terceira via, onde se centra em reformular a teoria social e reexaminar a compreensão do desenvolvimento e da modernidade.

Vivemos numa economia de mercado, em que se facilita a deslocalização das grandes empresas, na procura de mão-de-obra barata e poucas exigências laborais, atraindo-as com benefícios fiscais, fixando os nacionais o que conduz, evidentemente, a um desnível da ordem social.

A criação da UE mostrou uma inesperada vontade de liderar a economia mundial. Tendo em conta que se tratou da iniciativa de países democráticos - foi um ato de coragem, muito maior, se pensarmos na perda de soberania dos Estados, que tiveram de abdicar de ser o centro decisivo - económica e socialmente e de continuar a trabalhar em conjunto para assegurarem o seu crescimento económico e poderem concorrer a nível mundial com as outras grandes economias.

O mundo está fragmentado. A globalização abriu o mundo a uma

intercomunicação e interdependência entre Nações, mas ao mesmo tempo dividiu-as. A divisão já não é física fronteiriça, é uma divisão socioeconómica: de um lado os ricos, poderosos, vencedores, e do outro os pobres, dependentes e perdedores.

Os problemas são agora à escala mundial, com a duplicação das dívidas dos

Países em Vias de Desenvolvimento (PVD), disputas entre grupos minoritários linguísticos e/ou étnicos do mesmo país - xenofobia e separatismo, as guerras civis são mais frequentes do que as guerras internacionais com 95% do crescimento populacional concentrado nas regiões mais pobres, levando os sistemas de segurança social a falir de um modo generalizado. Com isso a própria democracia tende a ruir e é

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isso a própria democracia tende a ruir e é Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do
essa a grande armadilha que a globalização reserva a todos. A situação, ao contrário do

essa a grande armadilha que a globalização reserva a todos. A situação, ao contrário do que se queira acreditar, é extremamente grave. Pinta-se um quadro bastante parecido ao que existia antes da Segunda Guerra.

Um mundo globalizado comercialmente, mas fragmentado, politicamente. Por outro lado, vivemos numa época que aceita como um dado adquirido que os valores estão em crise. Em todas as épocas sempre surgiram vozes manifestando idênticas impressões. A nossa, neste ponto, parece ter assumido que se terá atingido uma crise generalizada. Não existem atualmente critérios seguros para distinguir o justo do injusto, o bem do mal, o belo do feio; tornou-se tudo muito relativo, subjetivo depende das circunstâncias e dos interesses em jogo. Não existem valores.

A família é onde, em princípio, qualquer ser humano adquire os seus primeiros valores. Ora as estruturas familiares estão em crise, o que se reflete, por exemplo, no aumento da dissolução de casamentos, no aparecimento de novos tipos de uniões (casamento de homossexuais, etc.).

Por tudo isto, muitos países manifestam cada vez mais dificuldade em elegerem um conjunto de valores que considerem fundamentais na educação dos seus filhos.

Vantagens e desvantagens da Globalização

Com a crescente globalização, as relações entre os países melhoraram, há cada vez mais investimentos estrangeiros, o que gera emprego e traz desenvolvimento e prosperidade para a zona onde se instala, e com isso há condições para melhorar as tecnologias.

A globalização permite maior contacto entre culturas e partilha de muitas informações e conhecimentos para o bem da Humanidade (ou não).

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para o bem da Humanidade (ou não). Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de
O contraste entre os países ricos e pobres é cada vez maior, para ajudar melhorar

O contraste entre os países ricos e pobres é cada vez maior, para ajudar melhorar essas assimetrias, fizeram-se alguns Tratados, o mais conhecido foi o de Doha, para ajudar os países pobres a desenvolverem-se. No entanto, é uma missão complicada, pois os países com maior poder económico, como os EUA, não estão muito interessados em ajudar e paradoxalmente, faz parte dos países que menos ajuda.

Enquanto, existem pessoas a morrer à fome, o caso dos países africanos ou locais de conflito, eles “investem” em armas.

As vantagens da globalização:

Forma de multiplicar os recursos financeiros mediante a expansão das empresas para outros países; Permite expandir os mercados de exportação dos produtos, comprar as matérias-primas nos países, cujo preço é mais barato, deslocar as indústrias para os paraísos fiscais, mão-de-obra e capital barata etc. Maior facilidade de deslocação de pessoas e materiais nos espaços onde vigoram os acordos internacionais de mobilidade (ex. Espaço Schengen) Diminuição da poluição nos países industrializados, consequência da deslocação das empresas; Evolução da tecnologia (sobretudo no sector automóvel) no que toca à redução da emissão de gases para a atmosfera.

As desvantagens da globalização são:

Exploração de mão-de-obra barata e recursos naturais dos países em vias de desenvolvimento; Deslocalização de grandes empresas dos países desenvolvidos e aumento do desemprego; Aumento da poluição nos países em vias de desenvolvimento.

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nos países em vias de desenvolvimento. Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de Formador
A globalização é vista a partir dos países centrais, inorando as especificidades culturais, sociais e

A globalização é vista a partir dos países centrais, inorando as especificidades

culturais, sociais e económicas dos países em desenvolvimento.

As globalizações envolvem conflitos e por isso, vencedores e vencidos.

A

globalização resulta de um conjunto de decisões políticas identificadas no

tempo.

A

condenação, já que transporta a miséria, a marginalização e a exclusão da

grande maioria da população mundial.

Três Contradições da globalização

1ª Contradição é entre a Globalização e Localização. - Os processos de globalização ocorrem paralelamente os com processos de localização.

- Abertura a novos direitos às opções.

- Proeminência dos direitos às raízes.

2ª Contradição é entre o Estado-nação e o não-Estado Transnacional.

- O estado é uma entidade obsoleta.

- O estado continua a ser a entidade politica central.

3ª Contradição de natureza político-ideológica.

A globalização é uma energia incontestável e imbatível do capitalismo e os que

vêm nela, uma nova oportunidade para ampliar a escala e o âmbito da solidariedade transnacional e das lutas anticapitalistas.

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transnacional e das lutas anticapitalistas. Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de Formador 2
As consequências da globalização aos níveis cultural e social Uma das consequências da globalização que

As consequências da globalização aos níveis cultural e social

Uma das consequências da globalização que ultimamente mais controvérsia tem gerado, é a transmissão, segundo alguns autores, “forçada” da “cultura” americana, que muitos chamam de americanização.

Arthur Koestler descreveu a americanização como “cocacolonization” no seu livro The Lotus and the Robot.

Exemplo disso, marcas comerciais, como a MacDonald, KFC, Coca-cola, que todos reconhecemos e identificamos como nossas, bem como, a celebração do Halloween.

Os fatores impulsionadores da globalização, são hoje de tal forma fortes que atingiram uma elevada dinâmica, em particular o desenvolvimento tecnológico.

Para um país como Portugal, a globalização, contrariamente àquilo que alguns às vezes parecem sugerir, não é uma opção que o poder político ou os agentes económicos e sociais possam fazer, é sim uma realidade que se impõe a quem tem de tomar decisões, sejam os governos, sejam as empresas ou outros agentes económicos e sociais.

O conceito de cultura

O conceito de cultura é um pouco vasto, mas tendo em conta todos os tipos de abordagens teóricas, chegam sempre à mesma conclusão, ou seja, consiste num conjunto de diferentes crenças, religiões, tradições, moral, ética, línguas, entre outras.

Existem vantagens e desvantagens com a globalização, positivamente pessoas de vários cantos do mundo, podem partilhar qualquer tipo de informação, notícia, moda, culinária e até mesmo fatos históricos.

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culinária e até mesmo fatos históricos. Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de Formador
O lado menos bom, é que com tudo isto, muitas culturas acabam por perder a

O lado menos bom, é que com tudo isto, muitas culturas acabam por perder a

sua própria essência, o seu estilo de viva independente e passam a viver em função de outras culturas.

Multiculturalismo

O fenómeno do multiculturalismo ou diversidade cultural, acontece com pessoas

de espaços culturais diversos que são muitas vezes obrigadas a relacionar-se e a conviver entre si.

Em sociedades cada vez mais diversificadas, torna-se indispensável garantir uma interação harmoniosa entre pessoas e grupos com identidades culturais plurais, variadas e dinâmicas, assim como sua vontade de conviver. As políticas que favoreçam a inclusão e a participação de todos os cidadãos garantem a coesão social, a vitalidade da sociedade civil e a paz.

In: Art.2 º da Declaração Universal sobre a Diversidade Cultura

Relacionamento e inserção multicultural no trabalho

Os preconceitos surgem da falta de conhecimento e de informação, conhecer e compreender diferentes pontos de vista, estilos e culturas torna-nos mais tolerantes e flexíveis nos relacionamentos pessoais e profissionais. Os ambientes profissionais, são pontos de encontro de pessoas com diferentes estilos e diferentes procedências sociais e culturais.

O segredo, não é tentar fazer com que todos se comportem da mesma forma e

adaptem o mesmo padrão, ao invés, é preciso dar espaço para que cada um desenvolva o que tem de melhor, num ambiente de confiança que resulte na troca de ideias construtivas.

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que resulte na troca de ideias construtivas. Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de
No nosso local de trabalho, é cada vez mais frequente existir conjuntos de culturas e

No nosso local de trabalho, é cada vez mais frequente existir conjuntos de culturas e etnias, até porque essa diversidade traz, muitas vezes, novas ideias e novas dinâmicas à empresa. A diversidade de culturas é sempre, uma mais valia, dentro de uma empresa/instituição, e os empregadores sabem disso.

Diferentes ideias em confronto, geralmente, resultam num melhor fim, do que várias pessoas a pensarem da mesma maneira.

conseguimos

visualizar, a identidade cultural de alguém é tão importante como a sua identidade étnica.

A

diversidade

cultural

ou

racial,

vai

para

além

daquilo

que

O respeito, é a base da boa convivência, é a grande "arma" para combater possíveis constrangimentos ou preconceitos. Somos todos diferentes e todos iguais, mas não existe uma cultura una, teremos de saber respeitar o que difere dos nossos valores, opiniões, maneira de viver e olhar o mundo.

A intervenção cívica como exercício de cidadania.

Conceito de cidadania

Está relacionada com o conhecimento, a compreensão, as capacidades, as atitudes e os valores que nos ajudem a desempenhar um papel ativo na comunidade (local, nacional, internacional); estar informados e conscientes dos nossos direitos, responsabilidades e deveres; compreender que podemos ter influência e marcar a diferença na respetiva comunidade de pertença.

A democracia precisa de cidadãos ativos, informados e responsáveis - perante a diversidade e complexidade das sociedades do nosso tempo a experiência de vida não

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do nosso tempo a experiência de vida não Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual
chega para formar o cidadão . É preciso uma educação integral, inclusiva e ao longo

chega para formar o cidadão. É preciso uma educação integral, inclusiva e ao longo da vida.

A Educação para a Cidadania beneficia na medida em que nos dá uma voz e torna-nos conscientes dos nossos direitos, desenvolve práticas e experiências necessárias à compreensão dos direitos e responsabilidades e prepara para as mudanças e oportunidades.

Como vivemos em sociedade e para que haja um entendimento entre todos os cidadãos, é necessário que todos assumam responsabilidades perante a comunidade em que vivem, a isto se chamam as responsabilidades na Cidadania significam que devemos cumprir os nossos direitos e deveres.

Tipos de participação publica e cívica:

- Sufrágio Universal voto

- Associações de bombeiros voluntários, Associações

Internacional, Greenpeace, etc.

Associações

locais,

nacionais

e

internacionais

Associações

Quercus,

de

Bairro,

Amnistia

patronais,

- Voluntariado

- Partidos Políticos

- Sindicatos representam trabalhadores da mesma categoria ou profissão.

- Concertação social

A concertação Social

ou profissão. - Concertação social A concertação Social Trata-se de debates, ou negociações conjuntas, entre o

Trata-se de debates, ou negociações conjuntas, entre o Governo e as confederações patronais e confederações sindicais, temas como salários, políticas de

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temas como salários, políticas de Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de Formador 2
emprego, dispositivos de proteção social, controlo da inflação, condições de melhoria e de competitividade das

emprego, dispositivos de proteção social, controlo da inflação, condições de melhoria e de competitividade das empresas e da economia.

A concertação social está configura na Constituição da Republica Portuguesa, no

artigo 56º, ponto nº 2, alínea d) e no artigo 91º ponto nº 1 e também tem enquadramento institucional próprio, a Comissão Permanente de Concertação Social,

integrada no Conselho Económico e Social.

A Concertação Social é, um mecanismo auto-regulador, através do qual as organizações de cúpula, representativas dos trabalhadores, participam, com intensidade variável, nos processos de decisão que cabem na competência do Governo. A constituição de associações patronais

A aquisição de personalidade jurídica pelas associações patronais opera-se com o

registo dos estatutos no Ministério do Trabalho (art. 7º/1 DL 215-C/75). Não existe qualquer controlo administrativo direto da legalidade formal ou substancial das regras estatutárias: esse controlo está reservado aos Tribunais, sob o impulso processual do Ministério Público (art. 7º/5 e 7 DL 215-C/75). O controlo judicial da legalidade é feito à posteriori, quer dizer, depois de consumado o registo e publicados os estatutos. Podem as “associações de empresários constituídas ao abrigo

do regime geral do direito de associação” adquirir “estatuto de associações patronais” (art.16º DL 215-C/75). No ano de 2003 existiam em Portugal, 384 associações patronais,

Princípios sobre a organização e atividade das associações patronais

Vigora o princípio da auto-organização (art. 2º DL 215-C/75). No entanto, o esquema organizativo definido nos estatutos, está legalmente condicionado em alguns pontos, a que se refere o art. 10º/1 DL 215-C/75.

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a que se refere o art. 10º/1 DL 215-C/75. Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do
No art. 5º DL 215-C/75, define-se a competência das associações patronais para a celebração de

No art. 5º DL 215-C/75, define-se a competência das associações patronais para a celebração de convenções coletivas de trabalho, competência essa que, não constitui seu exclusivo, pois também os empregadores podem isoladamente figurar como sujeitos de relações coletivas de trabalho.

Sindicatos

A obrigatoriedade da contribuição sindical anual está prevista no artigo 579 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, que dispõe: “A contribuição sindical é devida por todos aqueles que participarem de uma determinada categoria económica ou profissional, ou de uma profissão liberal, em favor do sindicato representativo da mesma categoria ou profissão, ou inexistindo este, na conformidade do disposto no art. 591.

O significado social e jurídico da negociação coletiva

As relações coletivas constituem, a base de uma importantíssima fonte de Direito do Trabalho: a convenção coletiva. É nesta que cristaliza juridicamente a dinâmica social dos interesses profissionais, fazendo penetrar no círculo desregulamentação do trabalho normas diretamente conformadas pelo jogo de forças que integram aquela dinâmica, e, por outro ângulo, ajustadas ao particularismo das profissões, dos ramos de atividade económica e das zonas geográficas. A negociação coletiva é também um modo de formação de normas jurídicas. As convenções coletivas inserem-se, no elenco das fontes de Direito. O objeto da negociação de convenções coletivas evolui, ao sabor do próprio desenvolvimento das condições económicas e sociais da atividade produtiva. De um modo geral, esse objeto comporta, em primeira linha, a confirmação normativa do conteúdo dos contratos individuais de trabalho, surgidos no âmbito pessoal, temporal e geográfico coberto pela convenção, avultando aí a sua função regulamentar, projetada sobre uma generalidade de relações individuais, de que se recolhe a sugestão de um “contrato criador de normas” ou “contrato normativo.

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de normas” ou “contrato normativ o ” . Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual
4.BIBLIOGRAFIA • Costa, António F., Machado, Fernando L. e Almeida, João F.(1990) “Estudantes e amigos:

4.BIBLIOGRAFIA

Costa, António F., Machado, Fernando L. e Almeida, João F.(1990) “Estudantes e amigos: trajectórias de classe e redes de sociabilidade”, Análise Social, XXV

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Editora Perspectiva, São Paulo, 1998. Formador: Samuel Gaspar Form.7a/2011 – Layout do Manual de Formador 3