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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - FFLCH - DH / FLH 241 - HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL I / 1 . sem. de 2013
Prof. Dr. Pedro Puntoni [ puntoni@usp.br ]

AÇÚCAR E COLONIZAÇÃO: SÉCULOS XVI E XVII


PROGRAMA
NOITE TARDE A U L A S - t extos de leitura obrigatória
19:30 14:00
23:00 18:00

04/03 05/03 apresentação do programa

11/03 12/03 Existe uma história do “Brasil Colonial”?


Carl F. P. Von Martius, “Como se deve escrever a história do Brasil", Revista do Instituto Histórico e Geográfico
Brasileiro. Rio de Janeiro, 24;389-411, 1845.

1. A CONQUISTA E O GOVERNO DOS POVOS


18/03 19/03 1.1. O “Descobrimento do Brasil”: história e historiografia
“Carta e el-rei D. Manuel”, Porto Seguro, 01.05.1500

25/03 26/03 1.2. Entre a América e a Europa: o impacto do novo mundo


Pero Magalhães Gandavo, Historia da Província de Santa Cruz a quem vulgarmente chamam de Brasil. Lisboa,
na officina de Antonio Gonsalvez, 1576, pp. 33-48.
01/04 02/04 1.3. A conquista da América: das donatárias ao governo geral
“Regimento que levou Tomé de Souza, governador do Brasil”, Almerim, 17.12.1548

08/04 09/04 1.4. Império e expansão da fé: a missionação e o governo dos povos
“Lei sobre a liberdade dos gentios”, Évora, 20.03.1570

2. SISTEMA COLONIAL E PRODUÇÃO ACUCAREIRA


15/04 16/04 2.1. A economia-mundo: produção e mercado na dimensão mundial | entrega da proposta do trabalho
Fernando A. Novais, “A crise do Antigo Sistema Colonial” (cap. 2) in: idem, Portugal e o Brasil na Crise do Antigo
Sistema Colonial (1777-1808). São Paulo, Hucitec, 1979 (1974), pp.57-116.
22/04 23/04 2.2. A produção do açúcar: técnica e trabalho / entrega da proposta do trabalho
Stuart Schwartz, “Formações, 1500-1800” Parte I, Segredos Internos, engenhos e escravos na sociedade
colonial. São Paulo, trad. port., Companhia da Letras, 1988 (1985). pp. 21-73
29/04 30/04 2.3. O escravismo moderno: a conquista da África e o tráfico de escravos
Stuart Schwartz, “Os engenhos baianos e seu mundo”, Parte II (capítulos 4, 5 e 6), Segredos Internos, engenhos
e escravos na sociedade colonial. São Paulo, trad. port., Companhia da Letras, 1988 (1985). pp. 77-144.
Herbert S. Klein, “The european organization of the Slave trade” in: idem, The Atlantic Slave Trade. New
approaches to the Americas. Cambridge, CUP, 1999, pp. 74-102.
08/05 09/05 2.4. Fiscalidade e açúcar no Estado do Brasil
Stuart Schwartz, “Os engenhos baianos e seu mundo”, Parte II (capítulos 7 e 8), Segredos Internos, engenhos e
escravos na sociedade colonial. São Paulo, trad. port., Companhia da Letras, 1988 (1985). pp.144 206
Ângelo A. Carrara, “Conjunturas financeiras e lógica fiscal da Real Fazenda no Brasil seiscentista” in: idem:
Receitas e despesas da Real Fazenda no Brasil: sec. XVII. J. de Fora, EdUFJF, 2009, pp. 77-123.

06/05 07/05 prova escrita [peso 2] (Caio Prado Júnior)


13/05 14/05 Prática de arquivo
20/05 21/05 Prática de arquivo

3. A SOCIEDADE DO AÇÚCAR
27/05 28/05 3.1. Senhores e lavradores: a açucarocracia
Stuart Schwartz, “A sociedade do açucar”, Parte III (capítulos 9,10, 11 e 12), Segredos Internos, engenhos e
escravos na sociedade colonial. São Paulo, trad. port., Companhia da Letras, 1988 (1985). pp. 209-279.
Evaldo Cabral de Mello, “Marginália: os alecrins no canavial (1) e “A metamorfose da açucarocracia (2)” in: idem,
Rubro Veio. São Paulo, Alameda, 2008 (1986), pp.125-180.
03/06 04/06 3.2. Guerra brasílica: guerra e sociedade
Evaldo Cabral de Mello, “Guerra de Flandres e guerra do Brasil” in: idem, Olinda Restaurada: guerra e açúcar no
Nordeste, 1630-1654. São Paulo, 34 letras, 2007 (1975), pp. 257-315.
10/06 11/06 3.3. A sociedade escravista: formas de resistência e legitimação
Stuart Schwartz, “A sociedade do açucar”, Parte III (capítulos 13 e 14), Segredos Internos, engenhos e escravos
na sociedade colonial. São Paulo, trad. port., Companhia da Letras, 1988 (1985). pp. 280-334.
Florestan Fernandes, "A sociedade escravista no Brasil" in: idem, Circuito Fechado. São Paulo, Hucitec, 1976,
pp.11-63.
17/06 18/06 3.4. Brasil Holandês: guerra e comércio no Atlântico Sul
Charles Ralph Boxer, “A luta global com os holandeses (1600-1663), in: idem, O Império Marítimo Português,
1415-1825. São Paulo, trad. port., Cia. das Letras, 2002 (1969), pp. 120-140.
24/06 25/06 entrega do trabalho [peso 8]
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
A avaliação será realizada por meio de uma prova (peso 2) e de um trabalho individual (peso 8). De acordo com a resolução COG 3583
de 29/09/89, terão direito à recuperação apenas os alunos que tiverem alcançado nota final não inferior a três (3,0) e freqüência mínima
regimental (70%).

LEITURA OBRIGATÓRIA: Caio Prado Júnior, Formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo, 1942.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA
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