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PROJETO DE TRANFORMADOR FLYBACK COM NÚCLEO DE FERRITE

MÁRCIO OLIVEIRA1, HEBERT GALVÃO1, CARLOS JUNIOR1. RAFAEL FROTA1

1. Máquinas Elétricas, UNIFACS


Rua Rio Tinto, 152, Santa Mônica. Feira de Santana – BA. CEP 44050-250
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331151065@unifacs.edu.br, 331151058@unifacs.edu.br.

Abstract The power transformers are one of the most important equipments of the electricity system, after all, are the onesre-
sponsible for performing electrical energy conversion, changing their voltage levels with the purpose of transmitting it in high
potential, However, with small losses and then converted to more favorable levels to consumers. The purpose of this article is to
describe the methods and results found in the design of a flyback transformer. Calculate the fundamental dimensions to design the
Transformers, performing the analytical calculations in order to determine the dimensions of a three-phase core transformer, e.g.,
width and height of the transformer core. It was also calculated the number of high and low voltage turns, core losses, the magnet-
ization current to empty and its components.

Keywords Flyback Transformer, Applications in Electrical Systems, Magnetization Current, Power Transformers.

Resumo Os transformadores de potências são uns dos mais importantes equipamentos do Sistema Elétrico de Potência, afinal,
são os encarregados de converter energia elétrica alterando seus níveis de tensão, com o propósito de transmiti-la em alta tensão,
porém com menores perdas e depois convertida a níveis mais propícios aos consumidores. O objetivo deste trabalho é descrever
os métodos e resultados encontrados no projeto de um transformador Flyback. Calcular as dimensões fundamentais para projetar
transformadores foram efetuados os cálculos analíticos para projetar e determinar as dimensões de um transformador trifásico tipo
núcleo, a exemplo, largura e altura do núcleo do transformador, também calculou-se o número de espiras da alta e baixa tensão,
perdas no núcleo, a corrente de magnetização a vazio e suas componentes.

Palavras-chave Transformador Flyback, Aplicações em Sistemas Elétricos, Corrente de Magnetização, Transformadores de


Potência.

1 Introdução mais eficiente usando-se um núcleo de ferro ou de al-


gum outro material ferromagnético (Fetzgerald et al.,
2013).
Os transformadores são um dos elementos essen-
Os projetos de transformadores são ferramentas
ciais ao sistema elétrico de potência, eles tem como
indispensáveis ao sistema elétrico de potência. As po-
função a conversão dos níveis de tensão elétrica, ou
tências e os níveis de tensão são determinados através
seja, convertem de um nível para o outro. São capazes
das dimensões e tipos de materiais empregados no
de alterar tanto de um nível mais elevado para um ní-
projeto.
vel mais baixo, ou fazendo o inverso e essas opção va-
riam de acordo com a necessidade da aplicação. Dessa maneira, torna-se viável obter uma melhor
eficiência à um custo mais palpável do equipamento.
Um transformador é composto por dois ou mais
(Mittle at al., 2009).
enrolamentos conectados por meio de um fluxo mag-
nético comum. Se um dos enrolamentos, o primário, Além de disso, nos projetos de transformadores,
dor conectado a uma fonte de tensão alternada, então a determinação da corrente de magnetização a vazio é
será criado um fluxo alternado e sua amplitude depen- importante para calcularmos as perdas no núcleo e no
derá da tensão do primário, da frequência da te são jogo do transformador, ou seja, as perdas totais no nú-
aplicada e do número de espiras. (Mittle et al., 2009). cleo (Malagoli et al., 2014).
O fluxo comum cria uma união com o enrolamento Há anos trabalhos propõem metodologias de pro-
secundário, induzindo uma tensão na qual o valor de- jetos transformadores, tais como programação para-
pende do número de espiras do secundário, bem como, lela para otimização do projeto global de transforma-
da magnitude e da frequência. Ao estabelecer uma dores de potência (Amoiralis et al., 2008), elementos
proporção adequada entre os números de espiras do finitos em dois e três dimensões para análise da cor-
primário e do secundário, praticamente qualquer da rente de partida e forças eletromagnéticas (Faiz et al.,
relação de tensões, ou relação de transformação, pode 2008) e um transformador toroidal (León et Al., 2014)
ser obtida (Upadhyay, 2008). Este apresenta a resolução da questão 14.5 do li-
O funcionamento de um transformador precisa vro Fundamentals of Power electronics. Second Edi-
apenas da existência de um fluxo comum, que varie tion, com todas as etapas da resolução da questão. Na
no tempo, unindo dois enrolamentos. resolução primeiro calcula-se a indutância de magne-
Esta ação pode ocorrer entre enrolamentos aco- tização LM do indutor e logo após a corrente de pico
plados pelo ar, contudo, o acoplamento pode se tornar do transistor e do diodo.
Neste artigo, iremos descrever também um pro-
jeto de transformador flyback apresentando todos os 2.2 Apresentação das fórmulas utilizadas
cálculos para encontrar o tamanho do núcleo, número
de voltas, tamanho dos fios nos enrolamentos e com- Para a resolução das questões devem ser utiliza-
primento do gap calculando também todas as perdas das as fórmulas mostradas a seguir a fim de calcular
tanto no primário quanto no secundário e também as cada passo.
perdas no núcleo.
𝐷 = 1−𝐷 (1)
𝑖 = × × (2)
2 Apresentação do problema × ×
𝐿 = (3)
×
Vamos analisar a seguir o problema que foi dire- 𝐿 = (4)
×
cionado para a equipe solucionar. 𝐼 =𝑖 (5)
14.5) Projeto de transformador flyback. Um 𝐼 =𝐼 (6)
transformador flyback opera com uma entrada de 160 ∆
𝐼 = 𝑖 × √𝐷 × 1 + (7)
V CC e produz uma saída de 28 V CC. A corrente má-
xima na carga é 2 A. A relação de transformação do ∆
transformador é 8:1. A frequência de chaveamento é 𝐼 = × 𝑖 × √𝐷′ × 1 + (7.1)
100 kHz. O conversor deve ser projetado para operar 𝐼 =𝐼 + 𝐼 (8)
no modo de condução descontínua para todas as cor-
× × × ×
rentes de carga. A perda total no cobre deve ser menor 𝐾 ≥ (9)
× ×
que 0,75 W. × × ×
𝑙 = (10)
a) Escolha o valor da indutância de magnetiza- ×
× ×
ção do indutor LM tal que, na corrente máxima na 𝑛 = (11)
×
carga, D3 = 0,1 (o duty cycle do subintervalo 3, no
qual todos os semicondutores estão desligados). Indi- 𝑛 = ×𝑛 (12)
que se o seu valor de LM é referido ao enrolamento 𝛼 = (13)
primário ou ao secundário. Qual a corrente de pico no
transistor? E no diodo? 𝛼 = × (13.1)
× ×
b) Projete um transformador flyback para esta 𝐴 ≤ (14)
aplicação. Utilize um núcleo de ferrite do tipo pot core × ×
𝐴 ≤ (14.1)
com Bmax = 0,25 T e com fator de preenchimento Ku
×( )×
= 0,4. Especifique: tamanho do núcleo, voltas e tama- 𝑅 = (15)
nhos dos fios nos enrolamentos primário e secundário, ×( )×
e comprimento do gap de ar. 𝑅 = (15.1)
c) Para o seu projeto da parte b), compute as per- 𝑃 =𝐼 ×𝑅 (16)
das no cobre nos enrolamentos primário e secundário. 𝑃 =𝐼 ×𝑅 (16.1)
Pode desprezar perdas por proximidade. 𝑃 =𝑃 +𝑃 (17)
× ×
d) Para o se projeto da parte b), compute as per- ∆𝛽 = (18)
× ×
das no núcleo. Dados de perdas para o material do nú-
𝑃 =𝑦×𝐴 ×𝑙 (19)
cleo são dados na Figura 5. As perdas no núcleo são
inferiores às perdas no cobre computadas na parte c)?

De posse do problema podemos seguir para o so- 2.3 Apresentação de cálculos


lucionário.
Seguem todos os cálculos e passo a passo da re-
2.1 Apresentação de dados solução da questão proposta.

Tendo conhecimento do problema, podemos reti- Letra a) Escolha o valor da indutância de magnetiza-
rar algumas informações e dados fornecidos que serão ção do indutor LM tal que, na corrente máxima na
utilizados para a resolução. carga, D3 = 0,1 (o duty cycle do subintervalo 3, no
qual todos os semicondutores estão desligados). Indi-
𝑉 = 160 𝑉 𝑉 = 28 𝑉 que se o seu valor de LM é referido ao enrolamento
𝑓 = 100 𝐾𝐻𝑧 𝐼 = 2𝐴 primário ou ao secundário. Qual a corrente de pico no
transistor? E no diodo?
𝑃 = 0,75 𝑊 =8 𝐷 = 0,1
𝐾 = 0,4 𝛽 = 0,25 𝐷 =1−𝐷 (1)
𝐷 = 1 − 0,1
1 0
𝐷 = 0,9 𝐼 = 8 × 0,2778 × 0,9 × 1 +
3 0,2778
 Calculando a corrente de magnetização: 𝐼 = 8 × 0,2778 × 0,9 × √1
𝐼 = 2,108 𝐴
𝑛 1 𝑉
𝑖 = × × (2)  Corrente RMS total (𝐼 ):
𝑛 𝐷′ 𝑅
1 1
𝑖 = × ×2
8 0,9 𝐼=𝐼 +𝐼 (8)
𝑖 = 0,2778 𝐴 1
𝐼 = 0,088 + × 2,108
8
 Calculando a indutância de magnetização: 𝐼 = 0,352 𝐴

𝑉 ×𝐷×𝑇  Calculando a constante geométrica (𝐾 ):


𝐿 = (3)
𝑖
𝑉 ×𝐷 𝜌×𝐿 ×𝐼 ×𝐼 × 10
𝐿 = (4) 𝐾 ≥ (9)
𝑓×𝑖
160 × 0,1 𝐵 ×𝑃 ×𝐾
𝐿 =
100 × 10 × 0,2778 𝐾 ≥
𝐿 = 575,95 𝜇𝐻
1,724 × 10 × (575,95 × 10 ) × 0,352 × 0,2778 × 10
0,25 × 0,75 × 0,4
 Corrente de pico no Transistor (𝐼 ): 𝐾 ≥ 0,051 𝑐𝑚
𝐾 ≥ 51 × 10 𝑐𝑚

𝐼 =𝑖 (5) Utilizando a lista de núcleos de ferrite do apêndice


𝐼 = 𝑖 = 0,2778 𝐴 D, observamos que o menor núcleo que satisfaz a
desigualdade é o EE30 da série EE core, que tem
𝐾 = 85,7 × 10 𝑐𝑚 . Suas dimensões são:
 Corrente de pico do Diodo (𝐼 ):
𝐴 = 1,09 𝑐𝑚
𝑊 = 0,476 𝑐𝑚
𝐼=𝐼 (6) 𝑀𝐿𝑇 = 6,6 𝑐𝑚
𝑛
𝐼 =𝐼 = ×𝑖 𝑙 = 5,77 𝑐𝑚
𝑛
𝐼 = 8 × 0,2778
 Calculando o tamanho do air gap (𝑙 ):
𝐼 = 2,2222 𝐴

Letra b) Projete um transformador flyback para esta 𝜇 ×𝐿 ×𝐼 × 10


aplicação. Utilize um núcleo de ferrite do tipo pot core 𝑙 = (10)
com Bmax = 0,25 T e com fator de preenchimento Ku 𝐵 ×𝐴
= 0,4. Especifique: tamanho do núcleo, voltas e tama-
nhos dos fios nos enrolamentos primário e secundário, 𝑙 =
e comprimento do gap de ar. 4 × 𝜋 × 10 × 575,95 × 10 × 0,2778 × 10
0,25 × 1,09
 Calculando as correntes RMS (𝐼 , 𝐼 ): 𝑙 = 8,2 𝜇𝑚

1 ∆𝑖  Calculando nº de espiras do primário:


𝐼 = 𝑖 × √𝐷 × 1 + (7)
3 𝑖
𝐿 ×𝐼 × 10
1 0 𝑛 = (11)
𝐼 = 0,2778 × 0,1 × 1 + 𝐵 ×𝐴
3 0,2778
575,95 × 10 × 0,2778 × 10
𝐼 = 0,2778 × 0,1 × √1 𝑛 =
0,25 × 1,09
𝐼 = 0,088 𝐴 𝑛 = 5,87
𝑛 1 ∆𝑖 𝑛 ≅ 6 𝑣𝑜𝑙𝑡𝑎𝑠
𝐼 = × 𝑖 × 𝐷′ × 1 + (7.1)
𝑛 3 𝑖
 Calculando nº de espiras do secundário:  Calculando as perdas de cobre do enrola-
mento primário:
𝑛
𝑛 = ×𝑛 (12)
𝑛 𝜌 × (𝑀𝐿𝑇) × 𝑛
1 𝑅 = (15)
𝑛 = ×6 𝐴
8 1,724 × 10 × 6,6 × 6
𝑛 = 0,75 𝑅 =
𝑛 ≅ 1 𝑣𝑜𝑙𝑡𝑎 6,531 × 10
𝑅 = 10,45 𝑚Ω
 Porção de área da janela ocupada pelos en-
rolamentos: 𝑃 =𝐼 ×𝑅 (16)

𝐼 𝑃 = 0,088 × 10,45 × 10
𝛼 = (13)
𝐼 𝑃 = 8,09 𝑚𝑊
0,088
𝛼 =
0,352  Calculando as perdas de cobre do enrola-
𝛼 = 0,25 mento secundário:
𝑛 𝐼
𝛼 = × (13.1) 𝜌 × (𝑀𝐿𝑇) × 𝑛
𝑛 𝐼
𝑅 = (15.1)
0,75 2,109 𝐴
𝛼 = ×
5,87 0,352 1,724 × 10 × 6,6 × 1
𝑅 =
133 × 10
𝛼 = 0,75 𝑅 = 85,55 𝜇Ω

 Calculando bitola dos condutores dos enro- 𝑃 =𝐼 ×𝑅 (16.2)


lamentos: 𝑃 = 2,108 × 85,55 × 10
𝑃 = 0,38 𝑚𝑊
𝛼 ×𝐾 ×𝑊
𝐴 ≤ (14) Perda total de cobre dos enrolamentos:
𝑛
0,25 × 0,4 × 0,476
𝐴 ≤ 𝑃 =𝑃 +𝑃 (17)
6
𝐴 ≤ 0,0079 𝑃 = 8,09 × 10 + 0,38 × 10
𝐴 ≤ 7,9 × 10 𝑐𝑚² 𝑃 = 8,47 𝑚𝑊
# 19 AWG

Utilizando a tabela do apendesse D, chegamos à Letra d) Para o se projeto da parte b), compute as per-
conclusão de que o condutor que se adequa ao en- das no núcleo. Dados de perdas para o material do nú-
rolamento do primário é o 19 AWG. cleo são dados na Figura 5. As perdas no núcleo são
inferiores às perdas no cobre computadas na parte c)?

𝛼 ×𝐾 ×𝑊  Calculando as perdas no núcleo:


𝐴 ≤ (14.1)
𝑛
0,75 × 0,4 × 0,476 𝑉 ×𝐷×𝑇
𝐴 ≤ ∆𝛽 = (18)
1 2×𝑛 ×𝐴
𝐴 ≤ 0,1428
𝑉 ×𝐷
𝐴 ≤ 142,8 × 10 𝑐𝑚² ∆𝛽 =
2×𝑓×𝑛 ×𝐴
#6 AWG 160 × 0,1
∆𝛽 =
Utilizando a tabela do apendesse D, chegamos à 2 × 6 × 1,09 × 10
conclusão de que o condutor que se adequa ao en- ∆𝛽 = 0,122 𝑇
rolamento do secundário é o 6 AWG.
Analisando o gráfico 13.20 temos:
. Letra c) Para o seu projeto da parte b), compute as 𝑊
perdas no cobre nos enrolamentos primário e secun- ∆𝛽 ⇒ 0,05 𝑇 ⟶ 0,02 ; à 100𝐾𝐻𝑧
𝑐𝑚
dário. Pode desprezar perdas por proximidade. 𝑊
∆𝛽 ⇒ 0,08 𝑇 ⟶ 0,08 ; à 100𝐾𝐻𝑧
𝑐𝑚
𝑊 valor de 0,2778 A e usamos a equação (6) para calcu-
∆𝛽 ⇒ 0,122 𝑇 ⟶ 𝑥 ; à 100𝐾𝐻𝑧 larmos a corrente de pico do diodo que chegamos a
𝑐𝑚
valor de 2,2222 A. Com esses valores em mãos con-
cluímos a resolução da letra (a).
 Fazendo a interpolação:
A letra (b) da questão, solicita que fosse construído
o mesmo conversor CC-CC flyback com densidade de
0,08 − 0,05 ⟶ 0,08 − 0,02 fluxo Bmax = 0,25 Tesla, um fator de preenchimento
0,122 − 0,05 ⟶ 𝑦 − 0,02 (Ku) de 0,4 e pede para especificar o tamanho do nú-
cleo, voltas primárias e secundária, tamanho dos fios
0,03 × (𝑦 − 0,08) = 0,042 × 0,06 e comprimento entreferro.
0,012 + 0,0024
𝑦=
0,03 - Para atender os parâmetros solicitados na letra
𝑦 = 0,12 𝑊/𝑐𝑚³ (b), como Bmax = 0,25 e Ku = 0,4 foram calculados o
somatório total das correntes Rms, composta pelas
𝑃 =𝑦×𝐴 ×𝑙 (19) correntes do primário e secundário, usando as equa-
𝑃 = 0,12 × 1,09 × 5,77 ções (7), (7.1) e (8), respectivamente. Com o valor em
𝑃 = 0,75 𝑊 mãos da corrente total é possível calcular a constante
geométrica (Kg), equação (9), e esse valor é necessá-
Como foi demonstrado. A perda do núcleo é rio para encontrarmos no apêndice D, as dimensões do
maior que a perda total do cobre nos enrolamen- núcleo que satisfaça os parâmetros solicitados pela le-
tos. tra (b) da questão. Por seguinte, com as dimensões em
𝑃 = 8,47 𝑚𝑊 mãos, é possível calcular o Gap de Ar equação (10),
𝑃 = 0,75 𝑊 os números de espiras no primário e secundário com
𝑃 <𝑃 as equações (11), (12) respectivamente e as equações
(13), (13.1), (14) e (14.1) para dimensionar a bitola
dos condutores.

A letra(c) da questão, solicita o cálculo das perdas


3 Resultados obtidos por dissipação no cobre nos enrolamentos primários e
secundários. Salienta também que pode negligenciar
as perdas por proximidade.
Este trabalho foi elaborado para projetar um con-
versor CC-CC Flyback, com os seguintes dados: - Para encontrar a perdas em termo de potência de
dissipação dos enrolamentos do primário e secundário
- Tensão de Entrada: 180 Vdc;
usaremos as equações (15) e (16) para o primário e
-Tensão de Saída: 28 Vdc;
(15.1) e (16.1) para o secundário e a equação (17) que
- Corrente máxima de carga: 2 A;
calcula a perda total.
- Relação de transformação (P<>S): (8:1);
- Frequência de comutação: 100Khz; A letra (d) da questão, nos apresenta dados com
- Modo de operação: Condução des-
referência na fig 13.20 que são indispensáveis para
contínua(all currents loads);
comparar as perdas entre o núcleo e os enrolamentos.
- Perda total de cobre: Perda < 0,75 W.
Para resolvermos esta questão, calculamos a densi-
dade de fluxo através da equação (18), após encontrar-
Foi solicitado a resolução de 4 (quatro) letras (a), mos esse valor vamos ao gráfico da figura 13.20 e
(b), (c) e (d) que foram solucionadas respectivamente, fazemos uma interpolação para encontrarmos a perca
por cálculos analíticos usando aritmética específica de potência por cm³ na frequência e chaveamento in-
encontrada em: Fundamentals of Power Electronics, formada no problema proposto. Após encontrarmos
SECOND EDITION. (ERICSSON E MAKSIMÓ- este valor aplicamos na equação (19) e encontramos a
VIC, 2001). perca no núcleo e chegamos a conclusão que a poten-
cia dissipada no núcleo é maior que a potência dissi-
A letra (a) da questão, solicita o valor de Lm (in- pada nos enrolamentos de cobre.
dutância de magnetização), e pede para indicar se Lm
foi referido ao primário ou ao secundário, a corrente
de pico do transistor e a corrente de pico do diodo.

- Calculamos a Indutância de Magnetização atra-


vés das equações (1), (2), (3) e (4) e chegamos ao valor
de 575,95 mH.

Em seguida, Usamos a equação (5) para calcular-


mos a corrente de pico Transistor que chegamos ao
4 Conclusão application. IEEE Trans. Power Electronics, vol.
IS, no. 4, pp. 595-606, Jul. 1996.
A forma a qual este artigo foi desenvolvido se THORNTON. Catálogo de Ferrites THORNTON
fez relevante para determinação das características de Eletrônica Ltda. 2008. Disponível em:
um transformador. Com isso, foi possível aprofundar- http://www.thornton.com.br/home.htm Acesso
se sobre o estudo das correntes de magnetização, di- em: 05 de novembro de 2018.
mensionamento, características e comportamento do
núcleo do trafo.
A metodologia utilizada também foi importante
para compreensão sobre o regime de condução des-
contínua, no que diz respeito principalmente à cons-
trução e dimensionamento de um flyback. Os resulta-
dos obtidos através de exemplos foram satisfatórios
para o entendimento sobre esse tipo especial de trans-
formador de altos níveis de tensão e frequência.
As pesquisas realizadas através de bibliografias
e artigos sobre o respectivo assunto serão de grande
relevância para desenvolvimento de futuros projeto,
estudos e até construção de transformadores.

Agradecimentos

E equipe agradece aqui ao Prof. Diego Stefano


pela oportunidade de aprender mais sobre transforma-
dores flyback, como também somos gratos pela opor-
tunidade de produzir este artigo que nos motivou a
aprender ainda mais sobre o assunto buscando muitas
outras fontes de pesquisas como mostrados aqui, o que
irá nos auxiliar nos próximos passos.

Referências

Erikson, Robert W. 1956, Fundamentals of Power


electronics. Second Edition.
Kostenko, M. and Piotrovsky, 1970, L., Electrical Ma-
chines, part 2, Mir, Russia.
Tech Web, Método de projeto de conversores Flyback
AC/DC PWM. Disponível em: < https://mi-
cro.rohm.com/en/techweb/knowle-
dge/acdc/acdc_pwm/acdc_pwm01/940/ > Acesso
em 30 de outubro de 2018.
Ecee Colorado, “The Flyback Converter” PDF file.
Disponível em: <http://ecee.colo-
rado.edu/ecen4517/materials/flyback.pdf>
Acesso em 27 de outubro de 2018.
De Campos, Arceu S. C., “Conversor Flyback Bidire-
cional Multi Enrolamentos (2018)” PDF file. Dis-
ponível em: < https://reposito-
rio.ufu.br/bitstream/123456789/22057/1/Conver-
sorFlybackBidirecional.pdf>.
SHIN, J.-W.; CHOI, S.-J.; CHO, B.-H. High-Effici-
ency Bridgeless Flyback Rectifier With Bidirec-
tional Switch and Dual Output Windings. IEEE
Transactions on Power Electronics, vol.29, pp.
4752-4762, 2014.
https://doi.org/10.1109/TPEL.2013.2283073
JAIN, M.; DANIELE, M.; JAIN, P. A bidirectional
dc-dc converter topology for low power
Appendix D
Magnetics Design Tables

Geometrical data for several standard ferrite core shapes are listed here. The geometrical constant is a
measure of core size, useful for designing inductors and transformers that attain a given copper loss [1].
The method for inductor design is described in Chapter 14. is defined as

where is the core cross-sectional area, is the window area, and MLT is the winding mean-length-
per-turn. The geometrical constant is a similar measure of core size, which is useful for designing ac
inductors and transformers when the total copper plus core loss is constrained. The method for mag-
netics design is described in Chapter 15. is defined as

where is the core mean magnetic path length, and is the core loss exponent:

For modern ferrite materials, typically lies in the range 2.6 to 2.8. The quantity is defined as
864 Magnetics Design Tables

is equal to 0.305 for This quantity varies by roughly 5% over the range Values
of are tabulated for variation of over the range is typically quite small.
Thermal resistances are listed in those cases where published manufacturer’s data are available.
The thermal resistances listed are the approximate temperature rise from the center leg of the core to
ambient, per watt of total power loss. Different temperature rises may be observed under conditions of
forced air cooling, unusual power loss distributions, etc. Listed window areas; are the winding areas for
conventional single-section bobbins.
An American Wire Gauge table is included at the end of this appendix.

D.1 POT CORE DATA


D.2 EE Core Data 865

D.2 EE CORE DATA


866 Magnetics Design Tables

D.3 EC CORE DATA

D.4 ETD CORE DATA


D.5 PQ Core Data 867

D.5 PQ CORE DATA


868 Magnetics Design Tables

D.6 AMERICAN WIRE GAUGE DATA


References 869

REFERENCES

[1] C. W. T. MCLYMAN, Transformer and Inductor Design Handbook, Second edition, New York: Marcel
Dekker, 1988.

[2] Ferrite Materials and Components Catalog, Philips Components.