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LISTA DE EXERCÍCIOS SOBRE ABSOLUTISMO

1-) O fim último, causa final e desígnio dos homens (que amam naturalmente a liberdade e o domínio sobre os
outros), ao introduzir aquela restrição sobre si mesmos sob a qual os vemos viver nos Estados, é o cuidado com
sua própria conservação e com uma vida mais satisfeita. Quer dizer, o desejo de sair daquela mísera condição de
guerra que é a conseqüência necessária (conforme se mostrou) das paixões naturais dos homens, quando não há
um poder visível capaz de os manter em respeito, forçando-os, por medo do castigo, ao cumprimento de seus
pactos e ao respeito àquelas leis de natureza. (Thomas Hobbes (1588-1679). Leviatã. Os Pensadores. São Paulo:
Abril Cultural, 1979.)
O príncipe não precisa ser piedoso, fiel, humano, íntegro e religioso, bastando que aparente possuir tais
qualidades (...). O príncipe não deve se desviar do bem, mas deve estar sempre pronto a fazer o mal, se
necessário. (Nicolau Maquiavel (1469-1527). O Príncipe. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1986.)
Os dois fragmentos ilustram visões diferentes do Estado moderno. É possível afirmar que:
a) ambos defendem o absolutismo, mas Hobbes vê o Estado como uma forma de proteger os homens de sua
própria periculosidade, e Maquiavel se preocupa em orientar o governante sobre a forma adequada de usar seu
poder.
b) Hobbes defende o absolutismo, por tomá-lo como a melhor forma de assegurar a paz, e Maquiavel o recusa,
por não aceitar que um governante deva se comportar apenas para realizar o bem da sociedade.
c) ambos rejeitam o absolutismo, por considerarem que ele impede o bem público e a democracia, valores que
jamais podem ser sacrificados e que fundamentam a vida em sociedade.
d) Maquiavel defende o absolutismo, por acreditar que os fins positivos das ações dos governantes justificam seus
meios violentos, e Hobbes o recusa, por acreditar que o Estado impede os homens de viverem de maneira
harmoniosa.
e) ambos defendem o absolutismo, mas Maquiavel acredita que o poder deve se concentrar nas mãos de uma só
pessoa, e Hobbes insiste na necessidade da sociedade participar diretamente das decisões do soberano.

2-) (MACK-SP 2011) Na França de Luís XIV, o Estado dinástico atingiu maturidade e começou a evidenciar algumas
de suas características clássicas: burocracia centralizada; proteção real para impor fidelidade; sistema de
tributação universal, mas aplicado de maneira injusta; supressão da oposição política pelo uso do protecionismo
ou, se necessário, da força e cultivo das artes e ciências como meio de aumentar o poderio e prestígios nacionais.
Essas políticas permitiram à monarquia francesa alcançar estabilidade política, implantar um sistema uniforme de
leis e canalizar a riqueza e os recursos nacionais a serviço do Estado como um todo. (M. Perry, Civilização
Ocidental)
O texto apresenta características importantes a respeito do Antigo Regime (XV-XVIII). Dessa forma, é correto
afirmar que tal período foi marcado pela tríade:
a) Iluminismo-mercantilismo-sociedade estamental.
b) Absolutismo-liberalismo-sociedade estamental.
c) Absolutismo-mercantilismo-sociedade estamental.
d) Iluminismo-mercantilismo-sociedade sectária.
e) Absolutismo-capitalismo monopolista/industrial-sociedade estamental.

3-) (VUNESP) O soberano não é proprietário de seus súditos. Deve respeitar sua liberdade e seus bens em
conformidade com a lei divina e com a lei natural. Deve governar de acordo com os costumes, verdadeira
constituição consuetudinária. (...) O príncipe apresenta-se como árbitro supremo entre as ordens e os corpos. Deve
impor a sua vontade aos mais poderosos de seus súditos. Consegue-o na medida em que esses necessitam dessa
arbitragem. (André Corvisier, História Moderna)
Esta é uma das caracterizações possíveis:
a) dos governos coloniais da América.
b) das relações entre fiéis e as igrejas Protestantes.
c) do Império Carolíngio.
d) dos califados islâmicos.
e) das monarquias absolutistas.

4-) (UNB-RS) A partir do século XV, inspirando-se nos princípios do direito romano, os reis europeus passaram a
reivindicar para si, de forma exclusiva, a capacidade de legislar em função de seu poderio real absoluto. Essa
tendência, não obstante, tinha um significado mais teórico. Com referencia a essas informações, julgue os itens
seguintes:
1 Desde fins do século XIII, os reis europeus vinham concentrando em suas mãos os poderes de Estado, sob a
influência de uma conjugação de fatores, como o desenvolvimento mercantil e contradições internas entre
interesses aristocrático-nobiliárquicos e burgueses.
2 Os letrados juristas europeus, municiados das doutrinas do direito romano, contribuíram para a formação do
poderio real absoluto ao sugerirem aos reis que subtraíssem prerrogativas do direito canônico em proveito da
ampliação da autoridade central.
3 Apesar da sua presença na administração monárquica, inexistiu apoio ideológico de prelados à formação da
tese do direito divino da autoridade régia e à concepção de que as deliberações reais se conformavam com os
preceitos sagrados.
4 A principal via de fortalecimento do poder absoluto dos reis construiu-se com o rompimento da vassalidade e
da feudalidade engendradas em séculos anteriores ao século XV.

5-) (PUC-SP) O fim último, causa final e desígnio dos homens (que amam naturalmente a liberdade e o domínio
sobre os outros), ao introduzir aquela restrição sobre si mesmo sob a qual vemos viver o Estado, é o cuidado com
sua própria com sua própria conservação e com uma vida mais satisfeita. Quer dizer, o desejo de sair daquela
mísera condição de guerra que é a conseqüência necessária (conforme se mostrou) das paixões naturais dos
homens, quando não há um poder visível capaz de os manter em respeito, forçando-os por medo o castigo, ao
cumprimento de seus pactos e ao respeito àquelas leis de natureza (...)
(HOBBES, T. “Das causas, geração e definição de um Estado”, in Leviatã. São Paulo: Abril Cultural, 2º edição, 1979,
p. 103)
Considerando Thomas Hobbes, pensador inglês do século XII, defende a noção de que:
a) apenas um Estado democrático, surgido de um ato de liberdade dos cidadãos, teria legitimidade para criar leis
e zelar pela segurança e demais necessidades sociais.
b) certos indivíduos, extraordinariamente, quando apaixonados, amam dominar os outros e é preciso forçá-los,
através do castigo, a manter o respeito; essa seria a função do Estado.
c) o Estado resulta do desejo dos indivíduos de garantir a propriedade privada, para deixar de ter uma condição
mísera e participar ativamente do pacto social.
d) o homem é naturalmente bom, mas a vida social corrompe, fazendo com que passe a querer dominar a
liberdade dos outros; o nascimento do Estado é diretamente responsável por essa corrupção.
e) os homens são naturalmente inaptos para a vida social, a menos que constituam uma autoridade à qual
entreguem sua liberdade em troca de segurança.

6-) (VUNESP) A monarquia absolutista foi uma forma de monarquia absoluta foi uma forma de monarquia feudal
diferente da monarquia dos Estados medievais que a precedeu; mas a classe dominante permaneceu a mesma, tal
como uma república, uma monarquia constitucional e uma ditadura fascista podem ser todas [elas] formas de
dominação burguesa.”
[Christopher Hill, “Um comentário”, citado por Perry Anderson em Linhagens do Estado Absolutista.]
O texto apóia a seguinte afirmação:
a) os Estados medievais precederiam a monarquia.
b) a expressão “monarquia feudal” não é aplicável aos Estados medievais.
c) os Estado medievais podem ser considerados Estados de transição.
d) o absolutismo foi uma forma de dominação feudal.
e) o absolutismo foi politicamente neutro do ponto de vista social.

7-) (FUVEST) Após ter conseguido retirar da nobreza o poder político que ela detinha enquanto ordem, os
soberanos a atraíram para a corte e lhe atribuíram funções políticas e diplomáticas. Esta frase, extraída da obra
de Max Weber, “Política como Vocação”, refere-se ao processo que, no Ocidente,
a) destruiu a dominação social da nobreza, na passagem da Idade Moderna para a Contemporânea.
b) estabeleceu a dominação social da nobreza, da passagem da Antigüidade para a Idade Média.
c) fez da nobreza uma ordem privilegiada, na passagem da Alta Idade Média para a Baixa Idade Média.
d) conservou os privilégios políticos da nobreza, na passagem do Antigo Regime para a Restauração.
e) permitiu ao Estado dominar politicamente a nobreza, na passagem da Idade Média para a Moderna.

8-) (FUVEST) Segundo Marx e Engels, há períodos históricos em que as classes sociais em luta se encontram em tal
equilíbrio de força que o poder político adquire um acentuado grau de independência em relação a elas. Foi o que
aconteceu com
a) a Monarquia absolutista, em equilíbrio entre nobreza e burguesia.
b) a Monarquia feudal, em equilíbrio entre guerreiros e camponeses.
c) o Império romano, em equilíbrio entre patrícios e plebeus.
d) o Estado soviético, em equilíbrio entre capitalistas e proletários.
e) o Estado germânico, em equilíbrio entre sacerdotes e pastores.

9-) (UEL-PR) Sobre o Absolutismo Monárquico, é correto afirmar:


a) Caracterizou-se pela aliança entre a nobreza e as monarquias nacionais, tendo como alvo o enfraquecimento
da chamada burguesia mercantil.
b) Debilitou a formação dos Estados Nacionais e conferiu uma maior autonomia para a nobreza em geral.
c) No campo econômico, o absolutismo teve a sua atuação dificultada pelas restrições da política mercantilista.
d) Mostrou-se incompatível com o catolicismo e não se consolidou onde a Igreja conseguiu impedir o avanço da
Reforma protestante.
e) Legitimou-se proclamando a origem divina do poder real e a soberania do Estado, tidos como prioritários em
relação à autonomia e liberdade dos súditos.

10-) (FGV-SP) O fim último, causa final e desígnio dos homens (que amam naturalmente a liberdade e o domínio
sobre os outros), ao introduzir aquela restrição sobre si mesmo sob a qual os vemos viver nos Estados, é o cuidado
com sua própria conservação e com uma vida mais satisfeita. Quer dizer, o desejo de sair daquela mísera condição
de guerra que é a conseqüência necessária (...) das paixões naturais dos homens, quando não há um poder visível
capaz de os manter em peito, forçando-os, por medo do castigo, ao cumprimento de seus pactos e ao respeito
àquelas leis da natureza (...)
A partir do texto acima podemos afirmar que:
a) o fim último dos homens é a vida em liberdade e a guerra social;
b) para terem uma vida mais satisfeita e cuidarem de sua conservação, os homens têm que dominar um aos
outros;
c) por amar a liberdade, o homem tem que sair da condição de guerra, consolidando leis de força democrática;
d) para se conservarem, os homens restringem a própria liberdade;
e) a democracia, como forma de governo, é a única garantia da conservação dos homens frente ao estado de
guerra total.

11-) (MACK) Três razões fazem ver que este governo é melhor. A primeira é que é o mais natural e se perpetua por
si próprio... a segunda razão... é que esse governo é o que interessa mais na conservação do Estado e dos poderes
que o constituem... a terceira razão... o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus...
Jacques Bossuet
A justificativa do poder real propiciou o aparecimento de inúmeras obras, que, em suas linhas gerais apresentam:
a) difusão das instituições parlamentares, favoráveis à monarquia constitucional, devido ao rei ser considerado
representante de Deus na Terra.
b) a afirmação que a função do Estado era a de agir de acordo com a vontade da maioria, desde que o indivíduo
submetesse o seu direito natural ao Estado.
c) a necessidade de um governo forte com vistas à manutenção da paz e da ordem e a teoria do direito divino dos
reis.
d) conciliação entre o liberalismo e o intervencionismo do rei, para submeter a sociedade a regras que lhe
parecessem melhores.
e) o triunfo do mais forte como fato essencial da história humana impondo a ditadura do proletariado e a
proposta de um centralismo monárquico.

12-) (VUNESP) O início da Época Moderna está ligado a um processo geral de transformação humanística,
artística, cultural e política. A concentração do poder promoveu um tipo de Estado. Para alguns pensadores da
época, que procuraram fundamentar o Absolutismo,
a) a função do Estado é agir de acordo com a vontade da maioria.
b) a História se explica pelo valor da raça de um povo.
c) a fidelidade ao poder absoluto reside na separação dos três poderes.
d) o rei reina por vontade de Deus, sendo assim considerado o seu representante na Terra.
e) a soberania máxima reside no próprio povo.

13-) (FUVEST) A partir da época moderna observa-se, em países da Europa Ocidental, um progressivo
fortalecimento das monarquias nacionais. Descreva as principais características políticas e econômicas desse
processo entre os séculos XVI e XVII.
14-) (FUVEST) Nos dois séculos iniciais da era moderna (XV-XVI), a Itália e a Espanha ocupavam posição de
liderança na Europa, e a Holanda e a Inglaterra tinham um papel secundário; nos dois séculos seguintes, essas
posições se inverteram.
Indique as razoes dessa inversão.

15-) (FUVEST) Sobre o governo dos príncipes, Nicolau Maquiavel, um pensador italiano do século XVI, afirmou:
O príncipe não precisa ser precisa ser piedoso, fiel, humano, íntegro e religioso, bastando que aparente possuir
tais qualidade (...) Um príncipe não precisa ser piedoso, fiel, humano, integro e religioso, bastando que aparente
possuir tais qualidade (...) Um príncipe não pode observar todas as coisas a que são obrigados o homens
considerados bons, sendo freqüentemente forçado, para manter o governo, a agir contra a caridade, a fé, a
humanidade, a religião (...) O príncipe não deve se desviar do bem, se possível, mas deve estar pronto a fazer o
mal, se necessário.
(Adaptado de Nicolau Maquiavel, O Príncipe. In: Os Pensadores. São Paulo, Nova Cultural, 1996, pp. 102-103.)
A partir do texto, responda:
a) Qual o maior dever do príncipe?
b) Como o príncipe deveria governar para ter êxito?
c) De que maneira as idéias de Maquiavel se opunham à moral cristã medieval?

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