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Manual de Formação

761 – Acompanhante de Crianças

Processo de Socialização da Criança

Sílvia Gomes
25-07-2017

IPQ.020.45
ÍNDICE

Objetivo Geral…………………………….…………………………………………………………………………………………..3

Objetivos Específicos ……………………………………………………………………….……………………………………..3

Conteúdos Programáticos ……………………………………………………………………………………….………………3

Enquadramento………………………………………………………………………………………………………………………..4;5;6

Socialização – Conceitos……………………………………………………………………………………………………………7

Socialização Primária…………………………………………………………………………………………………………………8

Socialização Secundária…………………………………………………………………………………………………………….8

Processo de Socialização……………………………………………………………………………………………………………9

Socialização – Definição……………………………………………………………………………………………………………..9

Os Agentes de Socialização………………………………………………………………………………………………………..10

A Família…………………………………………………………………………………………………………………………………….10

Tipos de Pais………………………………………………………………………………………………………………………………11;12

A escola………………………………………………………………………………………………………………………………………13

As Dimensões do comportamento dos Agentes Educativos……………………………………………………..…14

Há qualidades importantes para este trabalho……………………………………………………………………………14

Papel dos Agentes de Socialização………………………………………………………………………………………………15

A Família como agente de Socialização……………………………………………………………………………………….16

Os Mass Média como agentes de Socialização……………………………………………………………………………16

O papel da Publicidade na Socialização……………………………………………………………………………………….17

Os líderes de Opinião como agente de Socialização…………………………………………………………………….18

Aspetos consideráveis na sociedade no processo de socialização………………………………………………..18

Mecanismos de Socialização…………………………………………………………………………………………………………19

2
A importância da parceria pais/professores na educação das crianças…………………………………………19;20;21

A Família e a Escola: dois contextos de Desenvolvimento do individuo …………………………………………21;22

Exercícios.............................................................................................................................................23;24;25;26

Correção dos exercícios…………………………………………………………………………………………………………………..27;28;29;30

Glossário…………………………………………………………………………………………………………………………………………31;32;33

Bibliografia……………………………………………………………………………………………………………………………………….34;35;36

Objetivo geral

 No final da formação os/as formandos/as serão capazes de caracterizar e identificar o


processo de socialização da criança.

Objetivos específicos
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 Identificar o conceito de Socialização;
 Definir o processo de Socialização perante a nossa sociedade;
 Evidenciar as características de Socialização existentes;
 O que devemos ter em conta para os processos de Socialização nos dias de hoje, na
nossa Sociedade;
 Saber distinguir diferentes agentes de Socialização;
 Identificar os tipos de agentes no processo de socialização;
 Identificar o papel dos Agentes de Socialização;

Conteúdos programáticos

 Socialização- Conceitos;
 Definição de Socialização;
 Caraterísticas da Socialização;
 Aspetos consideráveis na Sociedade;
 Socialização – Agentes;
 Tipos de Agentes;
 Papel dos Agentes;

Enquadramento

Segundo Freud, que para muitos pais seria impossível educar bem os seus filhos realizando
todos os seus desejos, sem restrições. Esses pais acreditam que é inviável atender todos os desejos
dos filhos. Hoje em dia, a confusão de valores, o uso de regras e modelos e o medo de errar por
vezes abafam a tendência natural que é dizer não para tudo ou atender todos os desejos sem
limites. Todavia, o que eles precisam é alcançar equilíbrio entre o sim e o não nesses momentos.
O comportamento social das crianças da primeira e da segunda infância existe entre elas uma
grande diferença. A criança da primeira infância é aquela que se enxerga no centro de todas as
coisas, ou seja, tudo gira ao seu redor. Já as crianças da segunda infância conseguem sair dessa
etapa e fazer parte do ambiente em que ela já não se sente mais o centro de tudo e passa a
perceber o outro. Essa mudança de uma para a outra dependerá muito da vivencia de cada uma
delas.

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Sabemos que a criança não desenvolve o seu comportamento social simplesmente numa sala
de aula com qualquer que seja a disciplina, ela desenvolve esse comportamento através das suas
condições biologias, sociais, ecológicas, econômicas, culturais, etc. Na maioria das vezes, espera-se
que a criança aos 7 anos por estarem teoricamente na segunda infância alcance o grau de
socialização desejado estando assim preparada para conviver com crianças da mesma idade ou
mais velha um pouco na escola. Porém, é na escola que a criança tem de ficar parada sentada
numa fila de cadeiras observando um professor que está ensinando, sem poder ao menos
movimentar-se de um lugar para outro.

Muitos pais esperam que seja na escola o lugar em que a criança avance cada vez mais no
processo de socialização. Sendo assim, os educadores precisam estar conscientes de que é papel
da escola oferecer subsídios como estratégia de inclusão e socialização para essas crianças. Umas
das estratégias seria a recreação, que é uma prática prazerosa em que os alunos participam de
atividades descontraídas. Ela pode ser uma importante estratégia de inclusão e socialização, além
de desenvolver as habilidades psicomotoras das crianças.

A socialização de uma criança desenvolve harmoniosamente adquirindo superioridade sob o


ponto de vista da independência, confiança em si, adaptabilidade e rendimento intelectual, portanto,
o tempo de cada criança desenvolver-se é completamente individual, por ela ter 7 anos não quer
dizer que o tempo dela seja igual ao de outra criança da mesma idade. São as experiências vividas
por cada uma delas que possibilitarão esse avanço. Sendo assim, cabe ao professor estimular e
orientar a criança, considerando os estágios de desenvolvimento, desafiando-a sempre a pensar por
si própria. Criando um ambiente que estimule a atividade criadora da criança, além de contribuir para
o seu desenvolvimento global, estará, certamente, favorecendo a aproximação da criança à
realidade escolar.

As crianças que tiveram a oportunidade de desenvolver atividades na primeira infância como:


perceção visual, coordenação motora, perceção auditiva, linguagem oral, Educação Artística e
Educação Física entre outras atividades que integram o processo de aprendizagem da criança com
o processo de socialização, são crianças que o desenvolvimento cognitivo já está em construção,
pois tiveram oportunidade de passar pela primeira infância de uma forma que não sofrerá
consequências na segunda infância tendo que se socializar com os outros sem ter vivido
experiências pertinentes ao seu estágio de desenvolvimento.

Para Florestan Fernandes, a brincadeira cria um espaço para aprender. As crianças na


maioria das vezes gostam de brincar imitando os pais e a professora, e essas brincadeiras não

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passam de uma simples brincadeira. O que para os adultos é coisa séria, para as crianças tudo não
passa de uma boa brincadeira. Por isso, a participação da família nesse processo é imprescindível,
o desenvolvimento da criança deve ser acompanhado principalmente pelos pais, pois a escola é
apenas um suporte facilitador para todo o processo. Os pais devem acompanhar a rotina da criança
na escola e propiciar momentos que ajudem cada vez mais o desenvolvimento do processo de
socialização dos seus filhos. Os sinais do comportamento social da criança aparecem muito cedo,
basta ser observados com muita atenção através de seus atos e é a família que vai estar presente
nesse momento.

Piaget escreveu: " basta observar um bebé de dez a doze meses para notar a
quantidade desses rituais que anunciam as regras dos futuros jogos". Portanto, a inteligência
depende essencialmente de como cada indivíduo interage com o meio e compreende os seus
signos, articulando as informações de uma forma que lhe permita uma participação efetiva na
realidade circundante.

Segundo Winnicott (1975), “o brincar facilita o crescimento” e, em consequência, promove o


desenvolvimento. Uma criança que não brinca não se constitui de maneira saudável, tem prejuízos
no desenvolvimento motor e sócio/afetivo. Possivelmente tornar-se-á apática diante de situações
que proporcionam o raciocínio lógico, a interação, a atenção etc.

Para Le Boulch que se dedicou a assuntos mais ligados a Educação Física: “Desde cedo o
inicio do desenvolvimento psicomotor inicia-se o processo de socialização, uma vez que o equilíbrio
da pessoa só pode ser pensado pela/e na relação ao outrem", ou seja, a criança desenvolve-se
tanto socialmente como intelectualmente através da convivência com outras crianças e nas
experiências vividas no seu dia a dia.

Brincar é parte integrante da vida social e é um processo interpretativo com uma textura
complexa, onde fazer a realidade requer negociações do significado, conduzidas pelo corpo e pela
linguagem. (FERREIRA, 2004, p. 84)

As regras, tal como devem ser utilizadas socialmente, manifestam-se com evidência mais ou
menos dos 7 aos 11 anos e nessa fase que a ação da professora não pode ser simplesmente
submeter as crianças às regras adultas, mas sim, estimulá-las a utilizá-las como recurso de convívio.

Então, vimos que o lúdico e infância não podem ser dissociados, toda a atividade da criança
deve ser espontânea, livre de qualquer repressão, antes de tornar-se subordinada a projetos de

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ações mais extensas e transformadas. Portanto, o jogo é uma ação voluntária que possibilita a
socialização da criança.

Socialização – Conceitos

A Socialização como processo da construção do individuo: define a sua personalidade, o seu


carácter, a sua consciência e o seu papel social.
O que é a Socialização?
Assimilação de hábitos característicos do seu grupo social, todo o processo através do qual
um individuo se torna membro funcional de uma comunidade, assimilando a cultura que lhe é
própria. É um processo continuo que nunca se dá por terminado, realizando-se através da
comunicação, sendo inicialmente pela “imitação” para se tornar mais sociável.
O processo de Socialização inicia-se, contudo, após o nascimento, e através, primeiramente,
da família ou dos outros agentes mais próximos, da escola, dos meios de comunicação social e dos
grupos de referência que são compostos pelas nossas bandas favoritas, atores, atletas, super-
heróis, etc…
A Socialização é o processo através do qual o individuo se integra no grupo em que nasceu,
adquirindo os seus hábitos e valores característicos. É através da socialização que o individuo pode
desenvolver a sua personalidade a ser admitido na sociedade. A Socialização é, portanto, um
processo fundamental, não apenas para a integração do individuo na sua sociedade, mas também,
para a continuidade dos sistemas sociais.

Socialização Primária: Onde a criança aprende e interioriza a linguagem, as regras


básicas da sociedade, a moral e os modelos comportamentais do grupo a que se pertence. A
Socialização primária tem um valor primordial para o individuo e deixa marcas muito profundas em
toda a sua vida já que é aí que se constrói o primeiro mundo do individuo.
Socialização é o processo de integração do individuo numa sociedade, apropriando
comportamentos e atitude, modelando-os por valores, crenças, normas dessa mesma cultura em
que o individuo se insere.
O Individuo precisa e depende da sociedade, e esta só existe em razão dos indivíduos, e
nesta relação surgem as regras e normas como meios de coerção social para manter o equilíbrio
desta relação, e estas afetam o individuo que passa a ter uma liberdade condicionada, e ele ora as
atende e ora as transgride, gerando conflitos com o seu meio, por este não exercer o seu papel
social.

Socialização Secundária: Todo e qualquer processo subsequente que introduz um


individuo já socializado em novos sectores do mundo objetivo da sua sociedade (na escola, nos
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grupos de amigos, no trabalho, nas atividades dos países para os quais visita ou emigra etc…),
existindo uma aprendizagem das expetativas que a sociedade ou o grupo depositam no individuo
relativamente ao seu desempenho, assim como dos novos papéis que ele assumirá nos vários
grupos que poderá pertencer e nas várias situações em que pode ser colocado.

O Homem tem a sua identidade e liberdade, porém estas estão condicionadas ao meio em
que vive, que é uma estruturação social. Sendo assim a socialização é uma ferramenta de interação
entre a sociedade e o individuo, e a primeira molda a personalidade do segundo e é também um
agente condicionador do comportamento do individuo e estando inserido neste contexto qualquer
ação do individuo em seu meio é a realização da Socialização.

Processo de Socialização

Na sociologia, o processo de socialização é fundamental para a construção das sociedades


em diversos espaços sociais. É pelo processo de socialização que os indivíduos interagem e se
integram por meio da comunicação, ao mesmo tempo que constroem a sociedade.
Para o sociólogo Gilberto Freire, a socialização pode ser definida da seguinte maneira:
“É a condição do indivíduo (biológico) desenvolvido, dentro da organização social e da cultura,
em pessoa ou homem social, pela aquisição de status ou situação, desenvolvidos como membro de
um grupo ou de vários grupos.”

A socialização (efeito de ser tornar social) está relacionada com a assimilação de hábitos
culturais, bem como à aprendizagem social dos sujeitos. Isso porque é por meio dela que os
indivíduos aprendem e interiorizam as regras e valores de determinada sociedade.
Quanto a isso, vale lembrar as palavras do sociólogo francês Durkheim, quando afirma que:
“A educação é uma socialização da jovem geração pela geração adulta”.
De tal modo, o processo de socialização é desencadeado por meio da complexa rede de
relações sociais estabelecidas entre os indivíduos durante a vida.
Assim, desde criança os seres humanos vão se socializando mediante as normas, valores e
hábitos dos grupos sociais que o envolvem. Observe que nesse processo, todos os sujeitos sociais
sofrem influência comportamentais.

Socialização: Definição

A socialização é o processo através do qual a criança desenvolve hábitos, competências,


valores e motivos que os tornam membros responsáveis e produtivos da sociedade. A obediência às
expectativas parentais é o primeiro passo no sentido da obediência às regras sociais. A

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Internalização dessas regras é essencial para uma socialização bem-feita, isto é, as crianças
aceitam os padrões sociais de conduta como se fossem seus.
Crianças que foram socializadas com sucesso não continuarão simplesmente a obedecer a
regras ou comandos para obter recompensas ou evitar punição; elas tornam suas as regras sociais .

Os agentes de socialização:

A Família

Os pais são as pessoas mais importantes na vida de uma criança pequena e aqueles cuja
aprovação significa mais do que qualquer outra coisa no mundo. “Lendo” as respostas emocionais
dos pais ao seu comportamento, as crianças continuamente absorvem informação acerca de qual a
conduta que os pais aprovam.
À medida que acriança processa, armazena e utiliza essa informação, o seu forte desejo de
agradar os pais leva-a a fazer como ela sabe que os pais querem que ela faça, quer os pais estejam
ou não ali para ver.
Este crescimento na autorregulação é paralelo ao desenvolvimento de emoções tais como
empatia, vergonha e culpa. Exige flexibilidade e capacidade de adiar a gratificação.
Contudo, quando as crianças pequenas querem muito fazer uma coisa, elas rapidamente se
esquecem das regras sociais; são capazes de atravessar a rua acorrer atrás de uma bola, ou comer
uma guloseima proibida.
Na maioria das crianças o completo desenvolvimento da autorregulação demora pelo menos
3 anos. Algumas crianças internalizam as regras sociais mais rapidamente do que outras.
O modo como os pais vivem o seu trabalho, conjuntamente com o temperamento da criança e
a qualidade da relação entre a figura parental e a criança podem ajudar a predizer o quão difícil ou
fácil será socializar a criança.
Fatores relevantes no sucesso da socialização podem incluir a segurança da vinculação
(ligação emocional recíproca e duradoura entre o bebé e a figura parental, em que cada um contribui
para a qualidade da relação), a aprendizagem por observação do comportamento dos pais e
responsividade mútua entre a figura parental e a criança.
Todos estes fatores, assim como fatores de natureza socioeconómica e culturais podem ter
um papel importante na motivação para a obediência.

A criança convive, cresce e comunica com a família; a ela cabe, em primeiro lugar, a função
educativa (um direito e um dever). Para além da função biológica de reprodução e de transformação
cultural, convém salientar a sua função de agente socializador.

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O processo de socialização do ser humano pressupõe determinados elementos ambientais,
mediante os quais se acionam os mecanismos necessários para o seu desenvolvimento.
O ser humano transforma-se num ser social após um processo longo e gradual, articulado
com o próprio desenvolvimento biológico e intelectual.
Os juízos e os atos que têm lugar no seio da família não devem criar diferenças significativas
nem demarcar-se excessivamente em relação aos parâmetros sociais vigentes.
Um estudo revelou que o estilo parental seguido pelos pais influencia o modo como a criança
responde às regras sociais e forma a sua personalidade.

Tipos de pais:

Pais Autoritários:

Valorizam o controlo e a obediência inquestionável. Tenta fazer com que as crianças se


conformem com um determinado padrão de conduta e punem-nas violentamente pela sua violação.
Eles são mais desligados e menos calorosos do que os outros pais.

Crianças de Pais Autoritários:

São crianças tímidas e pouco tenazes. Atuam influenciados pelo Prémio ou castigo. Têm uma
baixa autoestima. Tendem a ser pouco alegres, infelizes, irritáveis e vulneráveis às tensões.

Pais Permissivos:

Valorizam a autoexpressão e a autorregulação. Consideram-se recursos e não modelos.


Fazem poucas exigências às crianças e permitem-lhes monitorizar as suas próprias atividades tanto
quanto possível. Quando têm de estabelecer regras, explicam as razões para tal. Consultam as
crianças acerca das decisões a tomar e raramente punem. São calorosos, não controladores e não
exigentes.

Crianças de Pais Permissivos:

Têm problemas para controlar os seus impulsos. Têm dificuldade em assumir


responsabilidades. São imaturos. Têm baixa autoestima. Contudo, são crianças mais alegres e
vitais.

Pais Democráticos:

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Respeitam a individualidade da criança, mas também enfatizam os valores sociais. Têm
confiança na sua capacidade para orientar as crianças, mas também respeitam as decisões,
interesses, opiniões e personalidade destas. São afetuosos, consistentes, exigentes, firmes na
afirmação dos padrões e dispostos a aplicar uma punição limitada e sensata – mesmo o bater
moderado e ocasional – quando necessário, dentro do contexto de uma relação calorosa e apoiante.
Explicam qual é o raciocínio que esta subjacente aos seus padrões e encorajam as trocas de
opiniões verbais.

Crianças de Pais Democráticos:

Têm níveis altos de autocontrolo e auto-estima.


São capazes de enfrentar situações novas com confiança e iniciativa. São persistentes no que
iniciam.
São independentes, carinhosas e de fácil relacionamento com outras.
Possuem critérios pessoais acerca de questões morais.
As aptidões sociais dos irmãos mais novos beneficiam de um tempo de experiência. Estas
crianças aprendem cedo a perder tempo com ninharias, a irritar, a manipular, a manobrar e pôr os
irmãos em apuros, ao mesmo tempo que adotam uma postura inocente.
Já têm um período de prática com os seus iguais.
Depois de terem ganho experiência em casa, partem para o mundo sabendo quando devem
ceder e quando devem tirar partido de uma situação. Como não foram os primeiros a nascer, os pais
tendem a amá-los mais por aquilo que eles são do que pelas suas próprias ambições.

A Escola:

No mundo de hoje, a sociedade e os poderes públicos assumiram a tarefa de proteger e pôr à


disposição, através dos recursos os elementos necessários para desenvolver sistematicamente as
capacidades de cada um.
É no âmbito das instituições educativas que se favorecem as vias da socialização e onde se
assentam as bases dos processos de aprendizagem.
Lentamente e de forma equilibrada a partir destes dois âmbitos de intervenção, a criança
relaciona-se com outras crianças da mesma idade e com o mundo dos adultos. Inicia-se no jogo das
competências básicas que lhe permitirão no futuro relacionar-se deforma ativa no seu próprio
processo de integração social e ao descobrir as possibilidades que o meio social e natural lhe
oferece, bem como a sua capacidade de neles intervir.
A influência exercida pelo núcleo familiar regula, facilita e pode mesmo alterar o
desenvolvimento da criança.
No seio da família verifica-se a primeira aprendizagem dos valores essenciais e travam-se
relações afetivas indispensáveis no amadurecimento global do indivíduo.

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O objetivo comum da família e da instituição educativa é conseguir a formação integral e
harmoniosa da criança.
Ao longo das diferentes fases do sistema educativo, estas duas formas de participar
trouxeram referências coerentes e suficientemente abertas à integração na cultura e na sociedade.
Ambas devem orientar-se na mesma direção, de forma a garantir a estabilidade e o equilíbrio,
fatores indispensáveis a uma formação correta.
Como consequência, pode afirmar-se que a educação compete ao mesmo tempo a pais e
educadores.
Há, portanto, necessidade de uma forte colaboração, que se veja em ações conjuntas e
coordenadas.
Na perspetiva da socialização é fundamental que qualquer instituição de crianças em idade
infantil seja capaz de:
Ensinar a conviver coletivamente com crianças da mesma idade;
Ensinar a conviver com adultos, que não sejam pais ou familiares e que tenham autoridade
sobre a criança;
Ensinar a adaptar-se ao grupo, separando-os do ambiente familiar e aceitando a sua própria
identidade.

As dimensões do comportamento dos agentes educativos:

Um programa adequado em termos de desenvolvimento implica interações positivas entre os


adultos e as crianças;
As interações adequadas em termos de desenvolvimento são baseadas no conhecimento
que o adulto tem das crianças; nas expectativas do comportamento adequado à idade;
Na consciência que os adultos devem ter da existência de diferenças individuais entre as
crianças. Os adultos são sempre responsáveis por todas as crianças a seu cargo e planeiam a sua
progressiva independência à medida que elas vão adquirindo competências. O Educador/Professor
e a auxiliar/agente de Educação;
São os adultos que diariamente prestam cuidados diretos às crianças estando assim muito
tempo junto delas. É fundamental que pensem que depende delas o bem-estar das crianças.

Há qualidades importantes para este trabalho:

Têm de ser pacientes, afetuosas, meigas para as crianças. Esta atitude é o ingrediente básico
na relação delas com as crianças. Só com paciência é que a criança poderá ser ajudada a
desenvolver-se, e, assim, a auxiliar e a Educadora sobreviverem às exigências deste tipo de
trabalho;
Têm de gostar de crianças e serem capazes de se darem a elas, recebendo satisfação com
aquilo que elas lhes dão.

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Têm de ser capazes de olhar a criança como uma pessoa, sendo esta atitude vital para a
respeitar e a ajudar a desenvolver autoconfiança. Têm de ter sentido de humor;
Têm de perceber que as crianças necessitam mais do que de cuidados físicos. Têm de ter
conhecimento sobre as necessidades especiais da criança em cada idade, saber dar-lhes resposta;
Têm de se adaptar a diferentes situações, compreender sentimentos e ajudar acriança a
reagir ao medo, à tristeza e à zanga, tal como a sentir amor, satisfação, entusiasmo;

Têm de ter uma boa saúde. As crianças têm muita energia, são turbulentas e exigem também
energia e imaginação para poderem ser controladas e disciplinadas;

Têm de ter iniciativa ao trabalhar com as crianças e serem capazes de adaptar o programa
para responder às necessidades e preferências individuais, usando de maleabilidade;

Têm de saber controlar comportamentos indesejáveis na criança, mas sem serem


excessivamente punitivas;

Papel dos Agentes de Socialização:

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A Família como agente de socialização:

A importância do grupo familiar no processo de socialização é indiscutível, dado que a criança


vai aprendendo aquilo que os seus familiares realizam, no momento em que se encontra mais
permeável à aquisição da cultura. Esta permeabilidade, ou abertura, à aprendizagem e assimilação
de novos conhecimentos nos primeiros anos de vida da criança deve-se ao facto de a socialização
se fazer por via afetiva, revestida, pois, de forte componente emocional, sem que a criança tome
consciência dela. Tudo é agradável e naturalmente recebido.
A importância da socialização nos primeiros anos de vida do indivíduo é, assim, indubitável.

Os Mass media como agentes de socialização:

Mass media - São todos os meios de comunicação destinados a grandes massas


populacionais. A televisão, a rádio, o cinema, a imprensa, a Internet ou o cinema são os principais
exemplos.
No mundo de hoje, assistimos ao florescimento de outro importante e avassalador agente de
socialização: os meios de comunicação de massas. A rádio, a televisão, a internet a imprensa escrita
e o cinema constituem hoje poderosos instrumentos de aprendizagem, uma vez que nos inculcam
normas, crenças, valores, modelos de conduta, etc… isto é, modelam-nos os comportamentos.

O papel da publicidade na socialização:


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Todos reconhecemos a função da publicidade na divulgação dos novos bens.
A publicidade tem uma das funções mais importantes nas economias atuais, mais importante
do que a própria função de produzir. Sem o conhecimento dos novos bens e das suas
características, a oferta não poderia encontrar a necessária procura para escoamento da sua
produção.
Ao procurar a mensagem ideal, a publicidade apoia-se em sólidos conhecimentos de
Economia, Sociologia, Psicologia e outras ciências humanas, que a auxiliam na sua tarefa de
sedução do consumidor. É com essa intenção que se criam processos em que o consumidor se vai
identificar com os protagonistas dos filmes ou das imagens publicitárias, copiando muitos dos seus
comportamentos e hábitos. Nasce, assim, a vontade de ter o produto.

Para além da sua função de criar o desejo de possuir os bens publicitados, a publicidade é,
sem dúvida, um poderoso agente de socialização. O processo de identificação do consumidor com a
personagem central dos anúncios leva à imitação dos seus comportamentos para além do produto
anunciado.
Pode-se então concluir que a publicidade exerce uma função de socialização ao transmitir de
forma sugestiva e cativante muitas maneiras específicas de pensar, sentir a agir, isto é, a publicidade
é um agente de socialização.

A opinião pública pode ser um «agente de socialização» na medida em que acrescenta novas
maneiras de pensar, sentir e agir.

Opinião pública - é a opinião de uma população acerca de um acontecimento ou situação.

Os líderes de opinião como agente de socialização:

Os líderes de opinião são indivíduos que, pelo seu status, influenciam as populações. Podem
pertencer a diferentes áreas profissionais ou diferentes grupos sociais, mas serão sempre pessoas
influentes pelo prestígio que têm nos seus universos. Um importante político, um consagrado
economista, um conhecido atleta ou uma estrela rock podem influenciar a opinião e os
comportamentos dos indivíduos.
Ao defender uma determinada ideia ou procedimento, esses líderes de opinião indicam
comportamentos a seguir pelos membros das sociedades em que exercem essa influência. Nesse
sentido, são agentes de socialização que contribuem para a formação da opinião pública.

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A opinião pública surge como a voz dos indivíduos, representando o seu pensar e sentir. A
opinião pública tira o indivíduo do anonimato, fá-lo sentir mais participativo e interveniente. A opinião
pública dá poder ao povo, não só porque ele faz ouvir a sua voz, mas também porque espera que
essa sua opinião seja ouvida por quem de direito. Neste sentido, a opinião pública é um instrumento
indispensável das sociedades democráticas.

Uma vez formada, a opinião pública leva à sociedade a maneira como esta interpreta os
problemas ou os acontecimentos, reforçando a sua visão da realidade. A opinião pública reforça a
cultura de uma sociedade e, nesse sentido, poderá ser um «agente de socialização».

Aspetos consideráveis na Sociedade no processo de socialização:

A socialização é um processo dinâmico, necessário para o desenvolvimento, através do qual


a criança satisfaz as suas necessidades e assimila a cultura, ao mesmo tempo que, reciprocamente,
a sociedade se perpetua e desenvolve. Este processo inicia-se com o nascimento e, embora sujeito
a mudanças, permanece ao longo da vida.
O indivíduo passa por um processo de maturação dentro da sua própria cultura, através do
qual aprende um conjunto de papéis e comportamentos sociais, normas e códigos de valores, que
lhe permitem tornar-se um ser social. Este processo chama-se socialização e executa duas funções
muito importantes, por um lado prepara o indivíduo para os papéis que irá desempenhar,
fornecendo-lhe o reportório necessário de hábitos, crenças e valores, padrões de reação emocional
e modos de perceção, bem como habilidades e conhecimentos requeridos. Por outro lado, é veículo
de transmissão de cultura entre gerações, no sentido da sua persistência e continuidade. (Musgrave,
1979: 46).

Mecanismos de Socialização:

Aprendizagem: Dos valores e Regras Sociais;


Imitação: Reprodução dos comportamentos, gestos e expressões;
Identificação: Da identidade de género;

A importância da parceria pais/ professores na educação das crianças

Segundo Correia e Serrano (2002), a família é a base da sociedade, ou seja, é um dos


principais contextos de desenvolvimento da criança. A família mantém-se como o elemento chave na
vida e desenvolvimento da criança. De tal maneira, a escola tem como dever envolver a família nas
decisões mais importantes relativamente à criança. A importância da participação dos pais na vida

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escolar dos seus educandos adquire um papel importante no desempenho escolar. Este
envolvimento com a escola deve favorecer a reflexão de diferentes aspetos pedagógicos e
psicológicos relacionados com os seus filhos e, nesse sentido, melhorar o seu desempenho escolar.
A importância da participação ativa da família com a escola tem sido alvo de diversos estudos, tendo
em conta fatores como o comportamento dos alunos em sala de aula e os problemas de adaptação.
Os autores Platone (1979) e Lima (1991), debruçam-se sobre a interdependência dos pais na
adaptação dos filhos à escola, revelando que não é possível analisar a criança/jovem com
adaptação ineficaz fora do contexto familiar e dando ênfase ao distanciamento entre pais e filhos
como fator de dificuldade no desempenho e na adaptação. Com esta mudança de perspetiva
começa a ser concebido um conjunto de atividades educativas e de suporte de modo a ajudar os
pais a compreenderem as suas próprias necessidades sociais, emocionais, psicológicas e físicas e
as dos seus filhos. De um modo geral, o grande objetivo é a qualidade destas relações entre pais e
filhos (Gaspar, 2003). O respeito e a confiança são fundamentais em qualquer tipo de relação, quer
seja entre professores e famílias ou entre duas pessoas. Sempre que os professores não respeitam
ou não confiam na família e/ou vice-versa a relação é pouco produtiva ou mesmo contraproducente.
Se a família e os professores se respeitam mutuamente e têm confiança uns nos outros existem
condições para estabelecer uma relação realmente colaborativa. Desta relação poderão advir
grandes vantagens para os dois membros da relação. Assim, para os professores, as principais
vantagens são a melhor compreensão das necessidades da criança e da família, a aquisição de
dados mais completos em relação aos comportamentos da criança de forma a estabelecer com
maior rigor e pertinência os objetivos comportamentais fundamentais para a vida da criança fora da
escola, bem como a possibilidade de reforçar os comportamentos adequados, tanto na escola, como
em casa. Em relação às vantagens para as famílias, estas podem ser variadas, nomeadamente,
podem ter uma compreensão mais aprofundada das necessidades da criança e dos objetivos dos
professores, uma maior informação relativamente aos seus direitos e aos direitos da criança, assim
como mais informação relativa à forma como o trabalho realizado na escola pode ser continuado em
casa e vice-versa. As vantagens para a criança também são variadas, temos entre elas uma melhor
consistência entre o trabalho realizado em casa e na escola, um aumento das oportunidades de
aprender e crescer, e acesso a novos e melhores serviços (Turnbull, 1986). É também fundamental
levar os pais à escola, criar oportunidades para que estes possam tomar conhecimento da realidade
vivenciada pelo seu educando. Desta forma, há possibilidade de haver uma troca de experiências e
uma melhor compreensão do funcionamento do meio escolar. Seguindo esta mesma linha de
pensamento, pode-se então reforçar que o envolvimento dos pais na escola é bastante importante. É

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fulcral a comunicação entre casa/escola - escola/casa, ou seja, é importante existir uma grande
cooperação ao nível do corpo docente e da comunidade escolar para que desta forma possa haver
um trabalho de equipa que só trará benefícios para a criança, sendo um fator decisivo para o
sucesso na aprendizagem. A escola deve ter sempre presente que a família tem um papel crucial na
educação do aluno. Correia (1999, apresenta três modelos teóricos acerca da importância do
envolvimento parental:

 Abordagem Sistémica da Família – A família constitui uma unidade onde acontecem


interações. Acontecendo alguma coisa a um membro da família reflete-se em todos os seus
membros.
 Modelo Transacional de Sameroff Chandler - Considera a família como elemento
essencial do ambiente de crescimento, que influencia a criança e é influenciada por ela, num
processo contínuo e dinâmico.
 Modelo da Ecologia do Desenvolvimento Humano de Bronfen brenner- Este modelo
apresenta as experiências individuais como subsistemas que se inserem noutros sistemas, que se
inserem ainda noutros mais gerais.

Segundo Correia (1998), devemos ter em conta que para a família se sentir bem tem que se
sentir bem em todos os contextos em que se encontra. Os recursos que se podem mobilizar para o
trabalho com a família não se resumem à escola e à família, a comunidade possui também vários
recursos que podem ser mobilizados. Posto isto, não depende única e exclusivamente das famílias e
da escola o que pode ser alterado. Podemos concluir facilmente que a forma como se tem encarado
a relação entre a escola e os pais se tem alterado profundamente. Aliás, esta alteração tem sido de
tal forma profunda que neste momento já não se centra exclusivamente entre escola e os pais, mas
na escola e na família. Sempre que surge um problema na relação é necessário que se tente
diagnosticar a origem do problema sem ser em termos de culpa e, paralelamente equacionar
diferentes formas de resolução, tendo sempre presente o respeito mútuo e uma grande abertura de
espírito. Como nos diz Marques (2001) não existe um modelo ideal para envolver os pais. A escola
deve tentar ser criativa e oferecer um ―menu‖ variado que vá ao encontro das características e
necessidades da comunidade educativa.
Se os professores encararem a resolução de cada um dos problemas como uma possibilidade
de melhorar o seu desempenho profissional, o problema tornar-se-á então um fardo menos pesado.
Numa boa comunicação entre pais e profissionais, as estratégias são de facto a confiança e o
respeito.

18
A família e a escola: dois contextos de desenvolvimento do indivíduo:

Para tentarmos perceber melhor a relação escola-família, o nível teórico é essencial para
sabermos o que entendemos pela problemática em análise, ou seja, o porquê da sua pertinência,
como se realiza, com quem e, quais os seus efeitos. Segundo Lima (2003), as designações
associadas à relação escola-família têm sido as mais variadas. Quer como sinónimos, quer através
de expressões relacionadas. A família e a escola compartilham funções sociais, políticas e
educacionais, na medida em que contribuem e influenciam a formação do cidadão. (Rego, 2003).
Todo o comportamento envolve integração feita a partir das interações que cada indivíduo
estabelece com o meio envolvente desde a sua nascença. O crescimento é um processo contínuo
que passa por várias vivências de desenvolvimento e aprendizagem. O ser humano no seu dia-a-
dia estabelece limites nas ações, no contato com as outras pessoas que o rodeiam, numa constante
interação intra e intergrupal. Esta interação é designada por socialização. Dois dos sistemas
principais de socialização mais importantes ao longo da vida do indivíduo são, sem dúvida, a família
e a escola. Lipset, (cit. por Bhuler, 1980. p.421) "considera a família aquele grupo que, mais do que
qualquer outro, contribui para a manutenção da sociedade". Contudo, Musgrave (1984) defende a
parcial incapacidade da família em cumprir essa função, justificando assim a existência da escola
enquanto grupo de primordial importância na socialização do indivíduo. Segundo Davies (1989),
existe uma diferença entre a família e a escola, ou seja, enquanto que as crianças na família são
tratadas como indivíduos, tendo uma relação prolongada e emocional, na escola são tratadas
enquanto pertenças de um grupo. Para Tavares, (1992, p.54) “o desenvolvimento da criança é o
resultado de interações complexas entre os diferentes sistemas ecológicos de que a criança é
parte”, quer seja a família, a escola ou outras instituições. Neste sentido, todas as famílias têm
aspetos contributivos para o desenvolvimento da criança, cabendo à escola reforçá-los. Quando há
um envolvimento dos pais, as crianças apresentam maior aproveitamento e desenvolvem melhor as
suas capacidades intelectuais e comportamentais. (Marques, 1991). A escola deve manter sempre
um diálogo vivo e permanente com todos os intervenientes no processo de formação e orientação
dos alunos. Deste modo, Marques (1991 p. 68) afirma que “pais que se envolvem na educação dos
próprios filhos e que comunicam de forma positiva com os professores, tendem a encarar o
professor com mais simpatia e apreço”. A colaboração das famílias na escola constitui um fator
fundamental para o desenvolvimento das crianças.

19
Exercícios:

PROCESSO DE SOCIALIZAÇÃO DA CRIANÇA

Disse Freud, que para muitos pais seria impossível educar bem seus filhos realizando todos
os seus desejos, sem restrições. Esses pais acreditam que é inviável atender todos os desejos dos
filhos. Hoje em dia, a confusão de valores, o uso de regras e modelos e o medo de errar por vezes
abafam a tendência natural que é dizer não para tudo ou atender todos os desejos sem limites.
Todavia, o que eles precisam é alcançar equilíbrio entre o sim e o não nesses momentos.
O comportamento social das crianças da primeira e da segunda infância existe entre elas uma
grande diferença. A criança da primeira infância é aquela que se enxerga no centro de todas as
coisas, ou seja, tudo gira ao seu redor. Já as crianças da segunda infância conseguem sair dessa
etapa e fazer parte do ambiente em que ela já não se sente mais o centro de tudo e passa a percebe
o outro. Essa mudança de uma para a outra dependerá muito da vivencia de cada uma delas.

Sabemos que a criança não desenvolve seu comportamento social simplesmente numa sala
de aula com qualquer que seja a disciplina, ela desenvolve esse comportamento através das suas
condições biologias, sociais, ecológicas, econômicas, culturais, etc. Na maioria das vezes, espera-se
que a criança aos 7 anos por estarem teoricamente na segunda infância alcance o grau de
socialização desejado estando assim preparada para conviver com crianças da mesma idade ou
mais velha um pouco na escola. Porém, é na escola que a criança tem ficar parada sentada numa
fila de cadeiras observando um professor que está ensinando, sem poder ao menos movimentar-se
de um lugar para outro.

Muitos pais esperam que seja na escola o lugar em que a criança avance cada vez mais no
processo de socialização. Sendo assim, os educadores precisam estar conscientes de que é papel

20
da escola oferecer subsídios como estratégia de inclusão e socialização para essas crianças. Umas
das estratégias seria a recreação, que é uma prática prazerosa em que os alunos participam de
atividades descontraídas. Ela pode ser uma importante estratégia de inclusão e socialização, além
de desenvolver as habilidades psicomotoras das crianças.

A socialização de uma criança desenvolve harmoniosamente adquirindo superioridade sob o


ponto de vista da independência, confiança em si, adaptabilidade e rendimento intelectual, portanto,
o tempo de cada criança desenvolver-se é completamente individual, por ela ter 7 anos não quer
dizer que o tempo dela seja igual ao de outra criança da mesma idade. São as experiências vividas
por cada uma delas que possibilitarão esse avanço. Sendo assim, cabe ao professor estimular e
orientar a criança, considerando os estágios de desenvolvimento, desafiando-a sempre a pensar por
si própria. Criando um ambiente que estimule a atividade criadora da criança, além de contribuir para
o seu desenvolvimento global, estará, certamente, favorecendo a aproximação da criança à
realidade escolar.

As crianças que tiveram a oportunidade de desenvolver atividades na primeira infância como:


perceção visual, coordenação motora, perceção auditiva, linguagem oral, Educação Artística e
Educação Física entre outras atividades que integram o processo de aprendizagem da criança com
o processo de socialização, são crianças que o desenvolvimento cognitivo já está em construção,
pois tiveram oportunidade de passar pela primeira infância de uma forma que não sofrerá
consequências na segunda infância tendo que se socializar com os outros sem ter vivido
experiências pertinentes ao seu estágio de desenvolvimento.

Para Florestan Fernandes, a brincadeira cria um espaço para aprender. As crianças na


maioria das vezes gostam de brincar imitando os pais e a professora, e essas brincadeiras não
passam de uma simples brincadeira. O que para os adultos é coisa séria, para as crianças tudo não
passa de uma boa brincadeira. Por isso, a participação da família nesse processo é imprescindível,
o desenvolvimento da criança deve ser acompanhado principalmente pelos pais, pois a escola é
apenas um suporte facilitador para todo o processo. Os pais devem acompanhar a rotina da criança
na escola e propiciar momentos que ajudem cada vez mais o desenvolvimento do processo de
socialização de seus filhos. Os sinais do comportamento social da criança aparecem muito cedo,
basta ser observados com muita atenção através de seus atos e é a família que vai estar presente
nesse momento.

Piaget escreveu: " basta observar um bebê de dez a doze meses para notar a quantidade
desses rituais que anunciam as regras dos futuros jogos". Portanto, a inteligência depende

21
essencialmente de como cada indivíduo interage com o meio e compreende os seus signos,
articulando as informações de uma forma que lhe permita uma participação efetiva na realidade
circundante.

Segundo Winnicott (1975), “o brincar facilita o crescimento” e, em consequência, promove o


desenvolvimento. Uma criança que não brinca não se constitui de maneira saudável, tem prejuízos
no desenvolvimento motor e sócio/afetivo. Possivelmente tornar-se-á apática diante de situações
que proporcionam o raciocínio lógico, a interação, a atenção etc.

Para Le Boulch que se dedicou a assuntos mais ligados a Educação Física: “Desde cedo o
inicio do desenvolvimento psicomotor inicia-se o processo de socialização, uma vez que o equilíbrio
da pessoa só pode ser pensado pela/e na relação com outrem", ou seja, a criança se desenvolve
tanto socialmente como intelectualmente através da convivência com outras crianças e nas
experiências vividas no seu dia a dia.

Brincar é parte integrante da vida social e é um processo interpretativo com uma textura
complexa, onde fazer realidade requer negociações do significado, conduzidas pelo corpo e pela
linguagem. (FERREIRA, 2004, p. 84)

As regras, tal como deve ser utilizada socialmente, se manifesta com evidência mais ou
menos dos 7 aos 11 anos e nessa fase que a ação da professora não pode ser simplesmente
submeter as crianças às regras adultas, mas sim, estimulá-las a utilizá-las como recurso de convívio.

Então, vimos que o lúdico e infância não podem ser dissociados, toda atividade da criança
deve ser espontânea, livre de qualquer repressão, antes de tornar-se subordinada a projetos de
ações mais extensas e transformadas. Portanto, o jogo é uma ação voluntária que possibilita a
socialização da criança.

• Texto de apoio - Processo de Socialização da Criança – Segundo o texto acima e


a matéria que foi lecionada, realize um breve resumo dos conteúdos que aprendeu, de forma
a motivar a sua aprendizagem e a enquadra-la no contexto da ação modular.

• Teste de avaliação do Módulo - Responda às questões, tendo em conta o que foi


lecionado em todas as sessões:

1. O que é a Socialização?
2. Quais são os agentes de socialização?
2.1. Defini-los;
3. Quais os tipos de Pais que existem dentro da Instituição Familiar?
4. Quais as características do Processo de Ensino e Aprendizagem?
22
5. Quais os tipos de Socialização existentes?
6. O que entende por Aspetos consideráveis na Sociedade e no processo de
Socialização?

Correção dos exercícios

 Texto de apoio - Processo de Socialização da Criança – O Formando deve realizar


um breve resumo com base no texto que lhe foi dado, assim como nos diapositivos que
lhe foram facultados ao longo do módulo, de forma a mostrar os conhecimentos
adquiridos no mesmo.
 Teste de avaliação do Módulo - Responda às questões, tendo em conta o que foi
lecionado em todas as sessões:

1. O que é a Socialização?
2. Quais são os agentes de socialização?
2.1. Defini-los;
3. Quais os tipos de Pais que existem dentro da Instituição Familiar?
4. Quais as características do Processo de Ensino e Aprendizagem?
5. Quais os tipos de Socialização existentes?

23
6. O que entende por Aspetos consideráveis na Sociedade e no processo de
Socialização?

1. O que é a Socialização?
- Assimilação de hábitos característicos do seu grupo social, todo o processo através
do qual um individuo se torna membro funcional de uma comunidade, assimilando a
cultura que lhe é própria. É um processo continuo que nunca se dá por terminado,
realizando-se através da comunicação, sendo inicialmente pela “imitação” para se
tornar mais sociável.

2. Quais são os agentes de socialização?


- Família
- Escola
- Amigos
- Midia – Televisão, Internet , etc….

2.1. Defini-los;

- Família: Os pais são as pessoas mais importantes na vida de uma criança pequena e
aqueles cuja aprovação significa mais do que qualquer outra coisa no mundo. “Lendo” as respostas
emocionais dos pais ao seu comportamento, as crianças continuamente absorvem informação
acerca de qual a conduta que os pais aprovam.

À medida que acriança processa, armazena e utiliza essa informação, o seu forte desejo de
agradar os pais leva-a a fazer como ela sabe que os pais querem que ela faça, quer os pais estejam
ou não ali para ver.

Este crescimento na autorregulação é paralelo ao desenvolvimento de emoções tais como


empatia, vergonha e culpa. Exige flexibilidade e capacidade de adiar a gratificação.

Contudo, quando as crianças pequenas querem muito fazer uma coisa, elas rapidamente se
esquecem das regras sociais; são capazes de atravessar a rua a correr atrás de uma bola, ou comer
uma guloseima proibida.

24
- Escola: No mundo de hoje, a sociedade e os poderes públicos assumiram a tarefa de
proteger e pôr à disposição, através dos recursos os elementos necessários para desenvolver
sistematicamente as capacidades de cada um.

É no âmbito das instituições educativas que se favorecem as vias da socialização e onde se


assentam as bases dos processos de aprendizagem.

Lentamente e de forma equilibrada a partir destes dois âmbitos de intervenção, a criança


relaciona-se com outras crianças da mesma idade e com o mundo dos adultos. Inicia-se no jogo das
competências básicas que lhe permitirão no futuro relacionar-se deforma ativa no seu próprio
processo de integração social e ao descobrir as possibilidades que o meio social e natural lhe
oferece, bem como a sua capacidade de neles intervir.

A influência exercida pelo núcleo familiar regula, facilita e pode mesmo alterar o
desenvolvimento da criança.

No seio da família verifica-se a primeira aprendizagem dos valores essenciais e travam-se


relações afetivas indispensáveis no amadurecimento global do indivíduo.

- Amigos: O grupo de amigos com idades aproximadas constitui-se numa referência para
cada individuo, tendo um papel importante no desenvolvimento de relações de solidariedade,
cooperação interdependência e identidade pessoal.

- Midia - São todos os meios de comunicação destinados a grandes massas populacionais. A


televisão, a rádio, o cinema, a imprensa, a Internet ou o cinema são os principais exemplos.

No mundo de hoje, assistimos ao florescimento de outro importante e avassalador agente de


socialização: os meios de comunicação de massas. A rádio, a televisão, a internet a imprensa escrita
e o cinema constituem hoje poderosos instrumentos de aprendizagem, uma vez que nos inculcam
normas, crenças, valores, modelos de conduta, etc… isto é, modelam-nos os comportamentos.

3. Quais os tipos de Pais que existem dentro da Instituição Familiar?

- Pais Autoritários; Pais Permissivos; Pais Democráticos.

4. Quais as características do Processo de Ensino e Aprendizagem?

25
- Segundo Libânio (1990:79), devemos entender o processo de ensino como o conjunto de
atividades organizadas do professor e dos alunos, visando alcançar determinados resultados
(domínio de conhecimentos e desenvolvimento das capacidades cognitivas), tendo como
ponto de partida o nível atual de conhecimentos, experiências e de desenvolvimento mental
dos alunos.

O processo de ensino-aprendizagem é uma atividade específica que se distingue pelas suas


características próprias.

Assim, dentre outras características, apresenta as seguintes:

Carácter social;

Carácter educativo;

Desenvolve a personalidade;

Carácter dialético;

Carácter sistemático e planificado;

Regido por leis que se exprimem em regularidades;

5. Quais os tipos de Socialização existentes?

- Socialização Primária;
- Socialização Secundária;

6. O que entende por Aspetos consideráveis na Sociedade e no processo de


Socialização?

- A Socialização é o processo através do qual o individuo se integra no grupo em que nasceu,


adquirindo os seus hábitos e valores característicos. É através da socialização que o individuo pode
desenvolver a sua personalidade a ser admitido na sociedade. A Socialização é, portanto, um
processo fundamental, não apenas para a integração do individuo na sua sociedade, mas também,
para a continuidade dos sistemas sociais.

26
Glossário

Socialização: é a assimilação de hábitos característicos do seu grupo social, todo o processo


através do qual um indivíduo se torna membro funcional de uma comunidade, assimilando a cultura
que lhe é própria. É um processo contínuo que só se encerra na morte, realizando-se através da
comunicação, sendo inicialmente pela "imitação" para se tornar mais sociável. O processo de
socialização inicia-se após o nascimento e desenvolve-se através, primeiramente, da família ou
outros agentes próximos da escola, dos meios de comunicação de massas e dos grupos de
referência que são compostos pelas bandas favoritas, atores, atletas, super-heróis, etc. A
socialização é o processo através do qual o indivíduo se integra no grupo em que nasceu adquirindo
os seus hábitos e valores característicos. É através da socialização que o indivíduo pode
desenvolver a sua personalidade e ser admitido na sociedade. Em outras palavras, a Socialização é
o processo de adquirir conhecimento social, é o processo que transforma o ser humano, de um ser
biológico para um ser social.

Sociedade: uma sociedade (do latim: societária, que significa "associação amistosa
com outros") é o conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos,
preocupações e costumes, e que interagem entre si constituindo uma comunidade.

Agentes de Socialização: As atitudes são elementos essenciais das condutas das pessoas e a
sua origem é de nítida influência social. Ninguém nasce com atitudes pré-estabelecidas. A definição
27
do bom e do mau, do permitido e do proibido, do atraente e do repulsivo faz-se pelos processos de
socialização, o mesmo é dizer, no convívio com as pessoas que integram o nosso universo social. A
influência da família, escola e grupos de pares no decorrer da infância, a criança vive num mundo
relativamente complexo e são os agentes de socialização que a integram nesse mesmo mundo.

Grupo Social: Um grupo social é formado por pessoas que apresentam características similares
e que realizam atividades e projetos no seu quotidiano em conjunto com outras pessoas com os
mesmos interesses.

Cultura: é um conceito de várias acepçõe, sendo a mais corrente, especialmente na antropologia,


a definição genérica formulada por Edward B. Tylor segundo a qual cultura é "todo aquele complexo
que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e
capacidades adquiridos pelo homem como membro da sociedade".

Indivíduo: a palavra indivíduo habitualmente descreve qualquer coisa numericamente singular,


embora por vezes se refira especificamente a "uma pessoa".

Grupos: um grupo é um sistema de relações sociais, de interações recorrentes entre pessoas.


Também pode ser definido como uma coleção de várias pessoas que compartilham certas
características, interagem uns com os outros, aceitem direitos e obrigações como sócios do grupo e
compartilhem uma identidade comum — para haver um grupo social, é preciso que os indivíduos se
percebam de alguma forma afiliados ao grupo.

Autoritário: algo que se pode referir a autoridade, que se baseia na autoridade; que utiliza a
imposição e o poder para governar: presidente autoritário, que incita respeito; que impõe obediência;
impositivo: questionou o funcionário de modo autoritário, por exemplo; que tem o autoritarismo como
base.

Permissivo: alguém que permite que permite; que aceita comportamentos que outros
reprovariam.

Democrático: alguém que seque a pratica da democracia, e exerce a liberdade.

Líder: chefe; orientador; pessoa que chefia uma empresa, uma corrente de opinião ou um grupo.

Mecanismo: Combinação de órgãos ou de peças dispostos de maneira que se obtenha um


resultado determinado.
Conjunto de órgãos, cuja atividade é interdependente: ex.: o mecanismo do corpo humano.

28
Abordagem: Abordagem é o termo utilizado para caracterizar um tipo de aproximação, seja
entre pessoas ou coisas.

Normalmente, a abordagem é o modo como determinada pessoa se aproxima de outra. Por


exemplo, quando se diz que um indivíduo teve uma abordagem agressiva, significa que este se
aproximou de outra pessoa de modo violento e pouco amigável.

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