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The Rose Traduções

Livros By Sandi Lynn


Se você não tiver feito isso, confira meus outros livros. Eles estão
cheios de histórias de amor reconfortante, alguns com milionários, e
alguns com apenas pessoas normais comuns que encontram o amor
quando eles menos esperam.

Milionários:

 The Forever Series (Forever Black, Forever You, Forever Us, Being
Julia, Collin, A Forever Family)
 Love, Lust & A Millionaire (Wyatt Brothers, Book 1)
 Love, Lust & Liam (Wyatt Brothers, Book 2)
 His Proposed Deal
 Lie Next To Me (A Millionaire’s Love, Book 1)
 When I Lie with You (A Millionaire’s Love, Book 2)
 A Love Called Simon
 Then You Happened
 The Seduction of Alex Parker
 Something About Lorelei

Segunda Chance no Amor:

 Remembering You
 She Writes Love
 Love In Between (Love Series, Book 1)
 The Upside of Love (Love Series, Book 2)
Sinopse
Ter relações sexuais com um estranho em um país estrangeiro.
Estava na minha lista. Era algo que eu nunca tinha feito antes e eu não
tinha certeza se eu poderia continuar com isso. Mas eu fiz. Não lhe disse
nada sobre mim. Sem nomes. Nenhuma informação pessoal. Nada. É tudo
sobre a emoção. O homem misterioso. Mantenha-o um estranho.

Aquela uma noite foi a melhor noite da minha vida inteira. Ele era
sexy, intenso, e me fez sentir coisas que eu nunca tinha sentido antes. Na
manhã seguinte, a emoção tinha acabado e ele se foi antes de eu acordar.
O que aconteceu em Londres deveria ter ficado em Londres, mas isso não
aconteceu. Eu nunca deveria vê-lo novamente, mas o universo tinha
outros planos e agora o meu pequeno mundo feliz foi virado de cabeça
para baixo por um homem chamado Sebastian Bennett.

Ela se recusou a me dizer o nome dela. Normalmente, eu não me


importaria. Mas algo dentro de mim precisava saber quem ela era. Ela
era incrivelmente bonita e um nome a completaria. Não importa de
qualquer maneira. Na parte da manhã, eu iria embora antes que ela
acordasse e eu nunca mais a veria. Era provavelmente o melhor. Eu iria
machucá-la e ela acabaria por me odiar. É o que eu faço. É tudo o que eu
sabia. Eu nunca deveria vê-la novamente, mas eu fiz, e meu desejo por ela
era mais forte do que antes. Eu tinha dinheiro, e um coração feito de
pedra pura. Ela merecia melhor do que eu, e eu sabia disso, mas eu não
poderia ficar de fora. Chloe Kane deixou uma marca na minha alma e
agora a minha vida nunca mais seria a mesma tudo por causa de uma
noite em Londres.
Prólogo
Eu nervosamente vasculhei meu closet, tentando encontrar meus
sapatos de salto agulha preto Louboutin que comprei pela metade do
preço e então outro setenta e cinco porcento de desconto no preço. Eles
estavam muito barato e era o único par que foi deixado do meu
tamanho. Eu tropecei em cima deles por acidente, no início da semana,
quando eu estava olhando no espaço de cabides, tentando encontrar o
par perfeito de sapatos para o meu encontro hoje à noite com Corey. Ele
estava me levando para o meu restaurante favorito, porque tinha algo
que ele precisava discutir comigo. Não era nenhuma surpresa, no
entanto. Eu já tinha minhas suspeitas. Ele ia me pedir para morar com
ele.

Corey e eu estávamos namorando há quase nove meses. Nós nos


conhecemos quando ele e sua mãe entraram na galeria de arte onde eu
trabalhava, à procura de uma pintura para seu quarto. Começamos a
conversar e ele me pediu para tomar um café no dia seguinte. No início,
eu não achava que ele era realmente o meu tipo, mas novamente, eu
nunca realmente sabia qual era o meu tipo. Tínhamos muito em
comum o que não foi difícil de me apaixonar por ele. Corey, de longe,
tinha sido o relacionamento mais longo que eu já tinha estado e era um
cara muito legal. A única coisa que me incomodou foi que ele não era
muito sexual. Uma vez a cada duas semanas era mais do que suficiente
para ele e foi mais geralmente antes de começar. Mas eu ignorei esse
problema porque nós sempre nos divertimos muito quando estávamos
juntos. Nós amamos os mesmos filmes, a mesma música, e ele amava a
arte, quase tanto como eu fiz. Nós éramos perfeitos um para o outro e
eu sabia que era o momento certo para estarmos juntos. Embora nós
nunca conversássemos sobre isso, senti que era o que ele planejava me
perguntar. Você provavelmente estaria sentada lá pensando que ele vai
propor. Que estava fora da mesa, porque nenhum de nós queria se
casar até que fossemos, pelo menos, um par de anos mais velho. Tendo
vinte e quatro, ambos sentimos que precisávamos estar completamente
estabelecidos em nossas carreiras antes de fazer um compromisso ao
longo da vida.

Eu estava na frente do meu espelho de corpo inteiro, quando


escorreguei em meus calcanhares e corri minhas mãos para baixo nos
lados do meu vestido preto curto com o decote V e mangas três quartos
de comprimento, o que eu também peguei na venda.

Correndo os dedos pelo meu cabelo loiro, eu levemente pulverizei


as extremidades onduladas, peguei minha bolsa, e me dirigi ao Sur, em
West Hollywood.

Quando cheguei, Corey já estava sentado e esperando por mim.


Borboletas se agitaram em volta da minha barriga ao pensar em
morarmos juntos. Quando me aproximei da mesa, Corey se levantou e
beijou meu rosto. Ele sempre foi um cavalheiro.

—Ei. Você está bonita. Eu amo esse vestido. É novo?

—Sim. Comprei-o no início desta semana, juntamente com esses


bebês. —Eu sorri enquanto eu tirei meu pé fora.

—São aqueles Louboutins?— Seus olhos se arregalaram.

—Sim! E eles estavam pela metade do preço, em seguida, um


extra de setenta e cinco por cento fora disso!

—Uau. O um negócio incrível. Eles ficam bem em você. —Ele


sorriu.

Nós começamos com um copo de Chardonnay enquanto


esperávamos pelo nosso jantar. Minha mente estava em ultrapassagem
com emoção e eu não podia esperar para ele me perguntar. Seu
apartamento era muito maior do que o meu e tinha muito mais espaço
no armário. Enquanto eu o olhava do outro lado da mesa, eu poderia
dizer que ele estava nervoso porque seu olho estava se contraindo.

—Então o que você quer discutir comigo?— Perguntei com um


sorriso.

Ele estendeu a mão sobre a mesa e pegou minha mão.

—Você sabe que eu te amo, certo?


—Sim. Claro que sim. —Meu coração começou a correr.

—Você é minha melhor amiga e nós somos tão bons juntos.

—Eu sei que nós somos.— Eu sorri, esperando pacientemente


que ele cuspisse.

Quando seus olhos azuis atentamente olharam nos meus, ele deu
um aperto de mão suave.

—Chloe, amigos é tudo o que podemos ser sempre.

—O quê?— Eu levantei minha cabeça em confusão. —Eu não


entendo, Corey.

Ele tomou uma respiração longa e profunda. —O que eu estou


tentando dizer é que eu sou gay, Chloe.

Eu não pude evitar o riso que me escapou.

—Okay, certo. Vamos, Corey. Você queria falar sobre morar


juntos. Você não tem que estar tão nervoso com isso. Na verdade, eu
vou torná-lo fácil para você. Sim, eu gostaria de morar com você.

—Chloe, você não ouviu o que eu disse. Estou falando sério. Eu


sou gay. Eu sinto Muito.

Lágrimas encheram meus olhos quando eu silenciosamente


balancei para dentro. Eu puxei minha mão longe da sua enquanto
olhava para o teto para evitar o constrangimento das lágrimas que
estavam prestes a cair em frente a um restaurante cheio de pessoas.

—Chloe, fale comigo. Por favor, não chore — ele implorou.

Depois de alguns momentos de silêncio, uma raiva rasgou através


de mim como um furacão viajando sobre o oceano e fazendo o seu
caminho para destruir o que estava em seu caminho.

—Como você pôde fazer isso comigo?— Perguntei com os dentes


cerrados. —Porque agora? Por que você não me disse isso há nove
meses? Por que você ficou em um relacionamento comigo se a sua
sexualidade estava em questão? —Eu falei em voz alta e o casal sentado
à mesa junto a nós olhou por cima.
—Você vai manter a sua voz baixa?— Ele falou calmamente. —Eu
não digo isso para te machucar. Eu estou sendo honesto com você
antes que as coisas vão mais longe.

—Qualquer outra coisa?— Eu falei com raiva. —Você teve nove


meses para me contar. Por que agora, Corey?

Ele olhou para baixo e lentamente fechou os olhos.

—Meu Deus! Você conheceu alguém. Não é? —Eu lati para ele do
outro lado da mesa, e de repente, todos os olhos no restaurante foram
em nós.

—Não aqui, Chloe.

Sua tentativa de me calar para evitar lhe causar qualquer


embaraço me irritou ainda mais. Eu joguei meu guardanapo na mesa e
me levantei.

—Não aqui? Realmente, Corey? Como você acha que eu iria reagir
a esta notícia? Você acha que se você me dissesse em um lugar público
que eu iria graciosamente aceitar com um sorriso e ir embora
tranquilamente? Eu te dei nove meses da minha vida. Eu te dei meu
coração e você tomou. —As lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto.
—Você tomou meu coração, sabendo que você nunca poderia me daro
seu. Eu acredito que é a coisa mais cruel que alguém já fez para mim.
Eu acho que a piada é sobre mim. Tenha uma boa vida, Corey. —Eu me
virei em meus calcanhares e pisei fora do restaurante.

Eu estava tremendo tanto que eu não podia andar na rua para o


meu carro, por isso, tomei um assento em um banco fora do
restaurante. Enquanto eu me sentei lá com lágrimas escorrendo pelo
meu rosto, tentando fazer sentido os últimos nove meses da minha vida,
Corey se sentou ao meu lado.

—Eu sinto muito, Chloe. Eu nunca quis te machucar.

—Vá embora, Corey.— Eu limpei meus olhos.

—Eu te amo. Você tem que acreditar em mim. Nós somos tão
bons juntos como amigos e eu não quero perder você.
Mesmo que eu estivesse magoada e irritada como o inferno, havia
uma sinceridade em sua voz que me acalmou.

—Qual é seu nome?— Perguntei.

—Travis.

—Eu odeio esse nome.

Corey riu.

—Há quanto tempo você sabe?

—Praticamente toda a minha vida. Eu apenas continuei tentando


negá-lo e a cada dia, eu me tornei mais miserável.

—Obrigada.— Eu atirei-lhe um olhar quando eu funguei.

Ele enganchou seu braço em volta de mim e eu coloquei minha


cabeça em seu ombro.

—Não leve isso assim, Chloe. Você me faz feliz, mas não em um
relacionamento da maneira romântica. Isso faz sentido?

Eu balancei a cabeça. —Eu acho.

—Você é uma mulher bonita, inteligente e divertida, e você merece


alguém que não é gay e que vai te amar como você merece ser amada.
Eu queria dizer a você agora, não para o meu próprio bem, mas para o
seu. Com a sua partida para Londres em um par de semanas, eu queria
que você fosse livre no caso de você conhecer alguém.

—Isso era para ser você— eu falei em um tom sarcástico.

—Ei. Eu sei que dói, querida. Dói para mim também. Esta é a
última coisa que eu queria dizer. Mas eu não tinha escolha. Eu não
podia mais viver assim.

—Eu entendi. Eu realmente. —Eu levantei minha cabeça. —Mas


estou tão magoada agora e eu preciso de um par de dias para processar
tudo isso.

—Eu entendo.— Ele olhou para mim com tristeza enchendo os


seus olhos.
Eu me levantei do banco, e quando eu comecei a me afastar,
Corey estendeu a mão e agarrou a minha.

—Eu não quero perder a nossa amizade. Você é muito importante


para mim, Chloe.

Apertei os lábios juntos e, lentamente, dei-lhe um aceno de


cabeça antes de ir para casa e entrar em colapso na minha cama.
Capítulo 1
Duas semanas depois

—Anime-se, Chloe— Sienna, minha melhor amiga, fez beicinho


quando nós nos sentamos e tomamos um gole de café no aeroporto.

—Eu estou alegre. Vê? —Eu exibi um sorriso falso.

—Você trouxe a sua lista?— Perguntou ela, enquanto segurava a


mão.

Suspirei quando eu puxei para fora da minha bolsa e entreguei a


ela. Ela pegou uma caneta de sua bolsa e escreveu algo sobre ela.

—O que você está fazendo?— Perguntei.

—Não.— Ela virou o papel ao contrário.

Estreitando os olhos para ela, falei —Ter relações sexuais com um


estranho em um país estrangeiro? Você está louca?

—Não. Eu não sou louca. Esta é uma lista de coisas que


planejamos para ver e fazer em Londres. Assuma um risco, Chloe. Faça
algo espontâneo. Você nunca fantasiou em transar com um estranho?

—Umm. Não!

—Bem, eu sim, e você deve também.

—Você faz sexo com estranhos. Como é fantasia? Metade do


tempo, você nem sequer se preocupa em obter o seu nome em primeiro
lugar.

—Isso pode ser e isso é porque os nomes nunca são importantes.


Mas eu nunca tive relações sexuais com um estranho em um país
estrangeiro.
—Isso é porque você nunca foi para outro país.

—Verdade. Basta pensar nisso por um minuto. Sexo com um


homem que é um mistério. Sem nomes, sem chegar a conhecer um ao
outro em primeiro lugar, nenhum um pouco de informação pessoal.
Apenas um par de horas de puro prazer e então você sai e nunca mais
vê-lo novamente. É simples. —Ela sorriu.

Claro que era simples para Sienna. Ela era a rainha de encontros
de uma noite. Era algo que ela tinha feito como uma carreira para fora.
Eu disse a ela que ela era uma ninfomaníaca. Ela riu e disse que ela
não era e que ela era apenas uma mulher que amava ter relações
sexuais com homens diferentes. Com sua estatura de um metro e
setenta e a sua figura em forma de ampulheta, longos cabelos negros e
olhos azuis brilhantes, os caras babavam quando ela passava por eles.

—Você faz parecer como prostituição.— Eu fiz uma careta.

Revirando os olhos, ela falou, —Não é prostituição, Chloe, e


acredite, você poderia usar um pouco de sexo alucinante. Eu sei para
esse fato que você nunca experimentou. Lembra-se de Johnathan? —
Sua sobrancelha estava arqueada.

—Aquele que só poderia terminar com a mão se você tivesse um


orgasmo ou não? Oh, e aquele cara chamado Kirk. Lembra-se dele? A
aberração que odiava preliminares e apenas sempre amontoava o seu
pau dentro de você, estilo missionário, posso acrescentar, sem ter
certeza que você estava pronta. Lembra como ferida você sempre ficava
e caminhava como se você tivesse um pedaço de pau na sua bunda por
alguns dias? Ele ia apenas satisfazer a si mesmo. Eu sei que não
preciso mencionar sexo com Corey. Não importa o quanto tentasse, não
conseguia gozar com você. E você sabe por quê? Porque ele era gay e
burro preferindo à vagina.

Fiquei ali sentada, balançando a cabeça para ela em desgosto.

—Ah, e não vamos esquecer Alfie. O cara que nunca poderia ficar
com tesão, porque cada vez que você ia tentar ter relações sexuais, ele
pensou em sua mãe e perdeu o tesão. —Ela riu incontrolavelmente.
—Ei. Alfie era um cara legal. Ele só tinha alguns problemas com a
mãe que ele precisava trabalhar. E, além disso, fizemos sexo uma vez.
—Eu trouxe a minha xícara de café aos meus lábios.

—Uma vez, Chloe. Uma vez nos seis meses que você o encontrou
—Ela levantou seu dedo indicador. —Veja; esse é o meu ponto. Você
precisa deixar de ir à noção de que você precisa conhecer um cara antes
de transar com ele. É muito melhor se você não souber nada sobre ele,
como dois estranhos que se ligam, por um breve momento no tempo
que nunca vai ver outra vez. É tudo sobre a emoção. Mantenha a calma
e foda um estranho. —O sorriso no rosto se abriu.

—Eu já disse isso antes e vou dizer de novo, Sienna. Você é uma
viciada em sexo.

—Eu não sou. Eu só gosto de sexo.

—Eu gosto de sexo também.

—Você nem sabe como o sexo real é, Chloe.

—SIM EU SEI! Como você pode dizer isso para mim?

—Eu tenho o direito porque eu sou a sua melhor amiga. E como


sua melhor amiga, é meu trabalho fazer com que suas partes femininas
estejam gritando com prazer por um estranho total. Então, da próxima
vez que fizer sexo, será com um homem misterioso em Londres.

Revirei os olhos quando chamaram o nosso vôo para o embarque.


Esta foi à última parada e agora estávamos indo direto para Londres.
Sentada no avião, Sienna olhou para o rapaz bonito que estava sentado
do outro lado do corredor dela e me deu uma cotovelada. Eu olhei para
ela enquanto ela inclinava a cabeça para ele.

—O que?

—Ele é quente e ele está indo para Londres. Talvez você possa se
conectar com ele.

—Pare! Não estou saindo com ninguém.

—Ele continua olhando para você. Ele está tentando ser malicioso
sobre isso, mas está miseravelmente falhando.
—Ele está olhando para você, não eu.

De repente, ela fez o impensável.

—Com licença. Poderia, por favor, resolver um debate entre mim e


a minha melhor amiga?

—Claro— respondeu o rapaz.

—Você está olhando para ela ou para mim?

Tomei uma respiração profunda e tentei segurá-la como pude,


com a esperança de desmaiar e evitar esta situação embaraçosa.

—Eu acho que ambas são mulheres bonitas.— Ele sorriu.

—Ora, muito obrigado. Sou Sienna, e esta é Chloe. —Ela


estendeu a mão.

—Prazer em conhecê-la, Sienna.— Ele se aproximou e estendeu a


mãopara Sienna. —Prazer em conhecê-la, Chloe.— Ele abriu um grande
sorriso e falou com seu sotaque Inglês, —Eu sou Sam.

Engoli em seco ao longo do seu sotaque. Eu não estava esperando


isso.

—Você é da Inglaterra?— Sienna flertou e deu-lhe o sorriso —Eu


quero te foder.

—Sim, e você é?

—Nós duas somos de Nova York, mas Chloe vive em Los Angeles
agora.

—Ah. Entendo. Assim, as duas se encontraram para umas férias


dos sonhos na Inglaterra?

—Sim. É um lugar que sempre quis visitar e por uma boa razão —
ela falou.

Os dois carregavam uma conversa antes e depois que saímos.


Cerca de uma hora devoo, Sienna deslizou a sua máscara de olhos
sobre os olhos e foi dormir. Ela alegou que estava cansada, mas foi sem
dúvida devido aos quatro whisky azedo que ela bebeu; dois antes
quando chegou e dois depois que decolou. Nós tínhamos estado
planejando esta viagem há mais de um ano. Sendo uma assistente
curadora de arte, eu não fazia muito dinheiro e viver em Los Angeles era
caro, mas eu fiz sacrifícios e salvei quase cada centavo que eu fiz,
incluindo o dinheiro que meus pais me enviaram para o meu
aniversário. O destaque desta viagem para Sienna era deitar com um
inglês, que eu tinha certeza que ela já estava planejando com Sam. O
destaque para mim era visitar as galerias de arte e museus para ver as
pinturas que eu só tinha visto nos livros. Eu poderia me importar
menos sobre os homens lá ou qualquer homem, nesse período. Após
este último rompimento, se tornou mais claro do que nunca que eu
tinha má sorte quando se tratava de homens, então eu fiz uma
promessa para me concentrar em minha carreira, avançando para uma
curadora de arte e aproveitar a vida em meus termos e meus termos
apenas. Foda-se homens e relacionamentos. No minuto em que sai
deste avião e os meus pés tocaram o concreto de Londres, Inglaterra, eu
me tornaria uma nova mulher. Possivelmente, uma mulher que estava
indo ter relações sexuais com um estranho em um país estrangeiro.
Capítulo 2
Seis noites e sete dias em Londres estavam chegando ao fim e me
fez triste. Passamos horas nos museus e galerias, comprando, fomos a
todos os belos pontos turísticos que Londres tinha a oferecer, e
comemos em alguns restaurantes bastante surpreendentes.

—Desde que esta noite é nossa última noite aqui, e eu, sem
sucesso não consegui nada com você, vamos vestir a nossa melhor
roupa e nos jogar de cabeça no bar do hotel por um tempo.— Sienna
falou quando ela se jogou de volta em sua cama.

Revirei os olhos. —Que horas Sam estará lá embaixo?

—O quê?— Ela perguntou quandose apoiou nos cotovelos. —


Como você sabia?

—Eu ouvi a sua conversa por telefone no banheiro esta manhã.

—Oh. Eu pensei que você estava dormindo.

—Eu estava até que a ouvi se referindo a seu pau como um


canhão explodindo.

—Bem, esta noite, é à noite que eu vou tirar da minha lista “sexo
com um estranho em um país estrangeiro”.

—E por que você demorou tanto tempo? Estamos aqui há uma


semana. Onde ele esteve todo esse tempo?

—Ele tem estado ocupado com o trabalho e vive à uma hora de


Londres. Mas hoje está livre e está ficando em um quarto.

—Você quer dizer que ele está recebendo você em um quarto.—


Eu olhei para ela.
—Tanto faz. Nós ainda estaremos no hotel, por isso, se você
precisar de mim, é só chamar.

—Então o que é que eu vou fazer hoje à noite?

—Você está pendurada para fora no bar conosco. Então, quando


voltar para o seu quarto, você pode ficar lá em baixo e vai dizer ao
barman o que uma mulher aborrecedora é, pegar um cara quente, ou
voltar para o quarto e assistir a um filme.

—Eu gosto da idéia de odiar os homens.— Eu sorri.

Ela revirou os olhos e jogou um travesseiro em mim.

Deslizei no meu ombro o meu vestido curto de renda chiffon, cor


creme, em seguida entrei em meus saltos correspondentes e fiquei fora
da porta do banheiro.

—Bem, como eu estou?— Perguntei a Sienna, que estava no meio


de aplicar os cílios postiços.

—Adorável. Será que você se certificou de barbear lá em baixo no


caso de você encontrar um homem esta noite?

Suspirei. —Sim mãe.

—Boa menina.— Ela olhou para o seu telefone. —Merda, Sam já


está esperando no bar. Ele disse que nos pegou uma mesa.

—Então é melhor você se apressar. Você não quer manter o


príncipe a sua espera. Ah, e por falar nisso, Sam não é um estranho,
então você não pode apagar essa linha de sua lista. Você já quebrou a
sua regra sobre saber seu nome.

—Ele é um semi-desconhecido. Eu só sei que ele tem vinte e oito


anos e seu nome é Sam. Eu não sei nada sobre ele, então de certa
forma, o que importa.

Eu suspirei enquanto vaporizei um pouco do meu perfume


Victoria Secret em todo meu corpo.
Cerca de quinze minutos depois Sienna recebeu uma mensagem
de texto de Sam, nós fomos até o bar. Assim que passamos pela porta,
Sam se levantou e nos acenou para a mesa onde estava sentado.

—Droga, ele parece incrivelmente delicioso.— Sienna falou com


um sorriso. —Eu não posso esperar para sentir o gosto dele.

—Ugh.— Eu balancei a cabeça.

Depois de receber um beijo em ambas as faces, me sentei em


frente a Sam enquanto Sienna praticamente sentou em seu colo.
Enquanto eu estava bebendo o meu vinho e assistindo as pessoas que
iam e vinham, eu quase sufoquei até a morte quando vi um homem
entrar e tomar um banco no bar. Não apenas um homem comum, mas
um homem que era devastadoramente bonito eo mais sexy homem que
os meus olhos verdes já viram. Ele era alto, um pouco mais de um
metro e oitenta e dois. Seu cabelo castanho, que tinha sido bem
aparado, e um resíduo metálico cravado no olhar, acentuando os olhos
em forma de amêndoa (estava muito longe para ver a cor exata, mas eu
tinha quase certeza que eram castanho chocolate). O restolho1padrão
que ele usava em seu queixo masculino era pura perfeição, como eram
as suas altas maçãs do rosto e nariz perfeitamente reto. Sua pele estava
bronzeada e suas roupas sob medidasdeixaram o seu corpo para o
inimaginável.

Mordi meu lábio inferior enquanto eu olhava para as costas da


mesa. Sienna me pegou e imediatamente tomou a minha atenção.

—O que você está olhando?

—Nada.— Eu olhei para ela enquanto eu bebia o meu vinho. —Eu


estava apenas observando as pessoas que vêm e vão.

Seu olho direito se estreitou para mim e ela poderia dizer que eu
estava mentindo. Ela olhou ao redor da área, mas não parecia notá-lo.

1barba por fazer


—Bem, nós estamos indo até o quarto de Sam agora. Você está se
dirigindo de volta para o nosso quarto?

—Não. Eu acho que vou ficar aqui por um tempo e ter outro copo
de vinho. Eu não quero ir ainda.

Seus olhos se estreitaram para mim novamente.

—Você é mais que bem-vinda para vir para o meu quarto com a
gente.— Sam sorriu. —Acredite em mim, eu não faria objeção.

Babaca.

—Obrigada pela oferta, Sam, mas eu estou bem onde estou.

—Certo docinho. Aproveite o resto de sua noite e não deixe o


hotel.

—Sim, mãe.— Eu sorri.

Ela enganchou seu braço no de Sam e os dois saíram. Meus olhos


se desviaram de volta para o homem misterioso sentado no bar. Minha
mente ponderava a ideia de se ou não, eu deveria ir me sentar ao lado
dele. Quando terminei o último gole de vinho e comecei a ser corajosa
para fazer o impensável, ele se levantou do banco do bar e saiu. Porra.

Com uma careta, peguei meu copo de vinho e bolsa e me sentei


no banco que estava ao lado dele.

—Refill, por favor.— Eu empurrei o copo para o bartender.

—O que está errado? Seus amigos deixaram você? — Perguntou


ele com seu sotaque sexy.

Suspirei. —Isso. Você sabe o que? Esqueça o vinho. Dê-me um


orgasmo.

O barman sorriu para mim. —Um orgasmo vindo direto, moça


bonita.— Ele piscou.

—Eu ouvi isso e ele estava certo?— O homem devastadoramente


bonito perguntou com seu sotaque americano quando se sentou ao meu
lado.
Meu coração pegou sua batida e meu corpo começou a suar. Ele
era ainda mais sexy de perto. E os seus olhos; Eu tinha razão. Eles
eram um castanho chocolate de sonho que me fez derreter.

—Sim, você ouviu direito.— Eu nervosamente respondi.

—Ah. Você é americana.

—Sangue completo e tudo.— Eu sorri como uma idiota.

Por que diabos eu acabei de dizer isso?

Ele ordenou um Bourbon e tirou seu telefone. Olhando por cima


em sua mão esquerda, eu vi que não havia nenhum sinal de que um
anel já tinha sido usado no dedo bem cuidado dele.

—Um orgasmo para a menina americana bonita.— O barman


sorriu quando ajustou para baixo a minha bebida na minha frente.

—O orgasmo é sobre mim,— o homem sentado ao meu lado falou.


—Coloque-o na minha conta.

—Ah não. Você não tem que comprar a minha bebida — falei em
constrangimento.

—Se há uma coisa que eu sou excelente em dar, é um orgasmo.


Então aproveite. —Ele sorriu e minha calcinha se encharcou.

—Eu aposto que você faz.— Sorri quando eu levantei o meu copo.

Seus olhos correram sobre mim, quando os cantos de sua boca se


curvaram em um sorriso astuto.

—Você está aqui com alguém?— Perguntou. —Talvez um


namorado?

—Não.— Eu tomei um gole da minha bebida.

—Esse é um belo vestido que você está vestindo.

—Obrigada.

—Qual o seu nome?


Não diga a ele, Chloe. Sem nomes. Nenhuma informação pessoal.
Nada. É tudo sobre a emoção. O homem misterioso. Mantenha-o um
estranho.

—Meu nome não é importante e nem o seu.— eu falei com uma


voz sedutora.

Ele inclinou a cabeça para o lado com um belo sorriso em seu


rosto quando olhou nos meus olhos. Colocando a mão na minha coxa, o
que causou ao meu corpo um espasmo, ele falou: —Você se hospedou
neste hotel?

—Sim.— Eu olhei para sua mão.

—Eu também.— Ele se inclinou perto do meu ouvido quando seu


hálito quente varreu toda a minha pele. —Que tal nós levarmos as
nossas bebidas para o meu quarto? Talvez você gostaria de ter um
orgasmo ou dois em privado. —Sua mão fez o seu caminho até o meu
vestido e parou quando chegou ao tecido da minha calcinha. Engoli em
seco quando parecia que meu coração teve uma parada cardíaca.

—Parece divertido.— Eu sorri. Eu não podia acreditar que eu usei


a palavra “diversão”.
Capítulo 3
Ele colocou a mão na parte inferior das minhas costas quando
entramos no elevador, nos levando para o andar superior. Nervosismo
inundou cada fibra do meu corpo e eu não podia acreditar que estava
realmente indo continuar com isso. Eu precisava manter a compostura
e me comportar como uma mulher que tinha feito esse tipo de coisa
antes. Mas eu não tinha e esse era o problema. E se eu totalmente fosse
muito ruim e o decepcionasse? Será que isso realmente importa,
embora? Eu estava fazendo isso por mim, e não por ele, e eu nunca iria
vê-lo novamente de qualquer maneira, de modo, quem se importa,
certo? Certo, eu silenciosamente pensei comigo mesma.

Ao entrar em sua suíte, eu estava encantada com o quão bonita


era. O meu quarto era apenas padrão e blá.

—Eu não tinha ideia de que eles tinham quartos como este aqui—
eu falei enquanto definia a minha bolsa para baixo no sofá de couro
preto.

—É sua melhor suíte.— Ele sorriu quando pegou o copo da minha


mão e o abaixou.

Eu andei até a janela e olhei para fora sobre a cidade de Londres.


De repente, senti a mão dele empurrar meu cabelo para o lado e o
rastro de sua respiração abafada arranhando meu pescoço.

—Você é uma mulher muito bonita.— Seus lábios delicadamente


pressionou contra a minha pele, fazendo meu corpo tremer em êxtase.
—Obrigada.— Eu sorri enquanto inclinava a cabeça, lhe dando
um acesso mais fácil.

Suas mãos percorriam de cima a baixo os lados do meu corpo


antes de me virar para encará-lo.

—Eu quero o seu nome.— Seus lábios roçaram suavemente


contra os meus.

—Não há nomes e nenhuma informação pessoal sobre o outro.


Esta noite é minha última noite aqui.

Ele arqueou as sobrancelhas quando um pequeno sorriso cruzou


seus lábios de forma perfeita.

— A minha também.

—Então, os nomes não são importantes.

—Eu suponho que você está certa.— Sua boca se chocou contra a
minha.

A maneira como ele me beijou não era natural. Ou talvez fosse e


eu tinha acabado de ser beijada pelo caminho errado todos estes anos.
Sua língua separou meus lábios e entrou na minha boca, me deixando
sem ar, atordoada e confusa.

Eu tinha me esquecido que eu era uma menina de L.A., que tinha


acabado de ser abandonada por seu namorado gay. Hoje à noite, eu era
uma mulher sexy, em um caso de uma noite com um homem
incrivelmente lindo em outro país. Um homem que me fazia sentir algo
que eu nunca tinha sentido antes.

—Tire seu vestido e me deixe ver esse seu corpo lindo — ele falou
em voz baixa quando quebrou o nosso beijo.
Ele deu um passo para trás e viu quando eu arranquei os sapatos
e sai do meu vestido. Um grunhido escapou dele enquanto eu estava lá
na minha calcinha de renda cor creme e sutiã sem alças
correspondente. Ele se aproximou de mim com uma fome em seus
olhos. Colocando as mãos firmemente em meus quadris, ele me virou
então eu estava de frente para a janela.

—Não se preocupe. Ninguém pode ver nada aqui em cima — ele


falou enquanto tirava meu sutiã e deslizava sua língua ao longo da
minha espinha conforme suas mãos firmemente agarravam meus seios.

Meu corpo tremia sob seus dedos enquanto meu coração batia
forte no peito. Um conjunto de calor abaixo tomou conta de mim e o
pulsar se tornou feroz. Depois de explorar minhas nádegas com a boca,
ele me virou então eu estava de frente para ele. Ele estava de joelhos e
seus olhos encontraram a parte superior da minha calcinha.

—Porra, você é tão sexy— ele gemeu enquanto seus dedos


suavemente a levou para baixo. Sua língua lambeu minha coxa
enquanto seus dedos derivaram através da minha abertura. —Você está
tão molhada e tão linda— ele sussurrou enquanto sua língua deslizou
para cima e para baixo no meu ponto mais sensível.

Eu já não me importava com qualquer coisa no mundo. Eu só me


preocupava com o quão bem ele me fez sentir e como eu provavelmente
nunca me recuperaria depois de ser fodida por ele. Minhas mãos
correram por seu cabelo quando ele mergulhou o dedo dentro de mim
enquanto sua língua circulava meu clitóris. Eu podia me sentir inchada
contra ele. Minha respiração engatou quando uma explosão de prazer
explodiu e eu senti como se estivesse entrando em colapso. Ele se
levantou e de uma só vez, eu estava em seus braços enquanto ele me
carregava para a cama. Gentilmente me colocando para baixo, seus
olhos nunca deixaram os meus enquanto ele se despia de suas roupas.
Seu corpo. Meus olhos não podiam se rasgar longe de sua forma
tonificada e musculosa. De seus bíceps até o seu peito, seu tanquinho e
sua linha V perfeitamente esculpida, enviava meu corpo em direção a
um frenesi. Quando ele puxou para baixo sua cueca, engoli em seco ao
vê-lo. Ele estava perfeitamente barbeado e seu pau se ergueu, grosso, e
orgulhoso.

Ele andou até a cama e ficou em cima de mim, tomando meu


mamilo endurecido em sua boca, chupando e beliscando antes de
passar para o outro. Seus dedos mergulharam dentro de mim mais uma
vez, movendo-se facilmente dentro e fora, fazendo com que a umidade
derramasse fora de mim. Sua língua deslizou por meu abdômen e parou
no meu umbigo enquanto fazia círculos em torno dele, causando
espasmos tão graves que eu pensei que eu fosse morrer. Palavras não
são ditas. Nós dois apanhados no calor do momento, um calor que
irradiava de nós dois. Sua boca fez o seu caminho até a minha vagina,
enquanto ele pegou minhas pernas e as espalhou abertas. Eu joguei
minha cabeça para trás em apreciação em como esse homem me fazia
sentir.

—Você tem um gosto tão bom pra caralho, e tanto quanto eu


gostaria de sentar aqui e devorá-la durante toda a noite, eu tenho que
foder você.

Ele se levantou e alcançou dentro de sua carteira, tirando um


preservativo. Rasgando o canto com a boca, o tirou da embalagem e
graciosamente o deslizou sobre seu pau latejante. Nada nunca tinha me
ligado como observá-lo fazer isso fez. Ele ficou em cima de mim e me
beijou antes de se empurrar dentro de mim, polegada por polegada. Nós
dois soltamos um gemido quando ele se enterrou profundamente dentro
de mim.

—Deus, você é apertada. Ah. Você se sente tão bem. —Ele


empurrou dentro e fora de mim. —Você gosta do jeito que meu pau se
sente dentro de você?
—Sim— eu gemia conforme seu empurrão se tornou rápido.

Nossas bocas se encontraram mais uma vez e nossas línguas se


enroscaram com paixão, enquanto baixos gemidos de nós escapavam.

Ele rolou de costas, me puxando para cima dele sem esforço.

—Sente-se e me foda— ele ordenou. —Eu quero ver esse belo


corpo montando em mim.

Sentei-me como ele pediu, minhas mãos firmemente plantadas no


seu peito enquanto ele segurou meus seios, amassando-os e
manuseando os meus mamilos enquanto meu quadris enterravam nele.

—Tão linda— ele gemeu.

Nossos olhos se encontraram um no outro enquanto eu me movia


para frente e para trás.

—É isso aí, baby. Foda-me bom e duro.

Ele agarrou a parte de trás da minha cabeça e me puxou para


baixo enquanto apaixonadamente me beijou. Quebrando o nosso beijo,
sentei-me e circulei meus quadris enquanto meu corpo entrava em um
estado orgástico e eu deixei ir, dando para outro orgasmo. Ele
rapidamente virou-me e me levou por trás, batendo em mim com
movimentos longos e profundos, enquanto suas mãos agarravam com
firmeza a minha bunda. Um sibilar escapou dele quando ele parou e
depois se moveu lentamente dentro de mim conforme ele gozava.

Ele caiu em cima de mim e beijou suavemente meu ombro


enquanto nós dois tentávamos recuperar o fôlego. Meu mundo tinha
acabado de ser abalado por este homem. Um estranho que eu tinha
acabado de conhecer, pouco mais de uma hora atrás. Um estranho que
eu nunca veria novamente, mas que tinha feito algo para mim que eu
não podia explicar.
Ele desceu e jogou o preservativo no lixo.

—Você pode ficar sob as cobertas— ele falou enquanto eu estava


lá, incapaz de me mover.

—Sim, mas eu não posso me mover.

—Eu não te machuquei, não é?— Ele perguntou enquanto


passava a mão nas minhas costas.

—Não. Você não me machucou em nada. Eu só me sinto


paralisada no momento.

Ele riu quando pegou minha mão e me ajudou a levantar e ir sob


os lençóis. Virei-me do meu lado, de frente para o outro lado. Eu não
tinha certeza por que eu fiz isso. Eu simplesmente não podia me obrigar
a encará-lo depois do que tinha acabado de fazer. Talvez fosse o fato de
que se eu o olhasse, eu iria chorar de felicidade na experiência que ele
me deu. Ou talvez se eu olhasse para ele, eu me tornaria
emocionalmente ligada. Enquanto eu estava lá, seus braços vieram em
minha volta.

—Boa noite, linda garota estranha.— Ele suavemente beijou meu


ombro.

—Boa noite, cara estranho e bonito.

Amanhã de manhã ia ser difícil e eu precisava me certificar de


que escaparia antes que ele acordasse.
Capítulo 4

Ela se recusou a me dizer o nome dela. Normalmente, eu não me


importaria. Mas algo dentro de mim precisava saber quem ela era. Ela
era incrivelmente bonita e um nome a completaria. Não importa de
qualquer maneira. Na parte da manhã, eu iria embora antes que ela
acordasse e eu nunca mais a veria. Era provavelmente o melhor de
qualquer maneira. Eu iria machucá-la e ela acabaria por me odiar. É o
que eu fazia. É tudo o que eu sabia. Este sentimento dentro de mim
enquanto eu a segurava me assustava. Eu não conhecia esta menina
em tudo e, no entanto, eu senti a necessidade. Eu tenho a sensação de
que ela nunca tinha feito isso antes, não com um estranho total. Ela
estava nervosa. Isso eu poderia dizer. Ela ainda estava nervosa. Fechei
os olhos e eu ainda podia vê-la.

A maneira como seu corpo tremia com o simples toque da minha


mão me excitava. Seu cabelo loiro com as extremidades onduladas que
drapeava sobre seus ombros parecia seda e seus olhos verdes que
pareciam de Jade olhou nos meus enquanto eu a fodia. Seu corpo:
delgado, torneado, contudo frágil. Ela era da altura perfeita em cinco
pés e sete ainda mais perfeita nesses stilleto sexy de salto que ela
usava. O cheiro dela se infiltrou nos meus sentidos. Ela cheirava como
rosas, um aroma que faria sempre me lembrar desta noite.
Na manhã seguinte, eu calmamente sai da cama e coloquei as
minhas roupas. Se eu tomasse banho, iria acordá-la e eu precisava sair
antes que ela acordasse. A minha mala já estava embalada e pronta
para ir. Enquanto eu peguei o meu relógio da mesa de cabeceira, eu a
olhei. Ela parecia um anjo, dormindo e exausta de ontem à noite,
quando nós transamos novamente. Eu queria beijá-la em despedida,
mas por medo de acordá-la, eu não fiz. Peguei um pedaço de papel da
mesa e anotei algumas palavras.

—Adeus, bela estranha— eu sussurrei enquanto eu pegava a


minha mala e silenciosamente saia pela porta.
Capítulo 5

Meus olhos se abriram e, por um segundo, eu não conseguia me


lembrar de onde estava. Olhei para o outro lado da cama; estava vazia.
Sentei-me e olhei em volta. Não parecia haver qualquer sinal dele.
Escalei para fora da cama, coloquei o roupão que estava pendurado na
parte de trás da porta do quarto e calmamente entrei na sala de estar
da suíte. Ele não estava em qualquer lugar. Eu notei enquanto eu
caminhava de volta para o quarto que a mala que eu vi colocada no
canto na noite passada, tinha ido embora. Ele havia saído. Olhando por
cima da cômoda, vi uma nota. Peguei e me sentei na beira da cama.

Obrigado por uma bela noite. Tenha um bom retorno.

Tomei uma respiração profunda e o larguei. Peguei as minhas


roupas do chão, a minha bolsa, e voltei para o meu quarto. Assim que
eu inseri o cartão-chave, ouvi Sienna vindo pelo corredor.

—O que você está fazendo?— Ela perguntou.

—Oh, nada.— Eu abri a porta e entrei.

—Por que está usando seu casaco e por que você está levando
seu... Puta merda você teve relações sexuais na noite passada!— Ela
gritou.

—Shh.— Eu segurei meu dedo aos lábios.

—Não me diga para calar. É melhor você me dizer quem, o quê,


quando, onde e por que, agora!

—Eu vou. Posso tomar uma xícara desta merda patética que eles
chamam de café?
—De jeito nenhum! Foda-se o café. Você está me dizendo
exatamente o que aconteceu agora!

Sentando-me na cama, eu segurei o meu rosto em minhas mãos.

—Chloe, ele não a machucou, não é?

Balançando a cabeça, eu olhei para ela.

—Não. Exatamente o oposto. Eu não posso explicar como ele me


fez sentir.

Com um pequeno sorriso, Sienna se sentou na cama e passou o


braço em volta de mim.

—Foi tão bom, hein?

—Surpreendente. SuperB. De tirar o fôlego. Fantástico.

—OK. OK. Entendi. Agora me diga quem foi este homem


alucinante.

—O mais incrível e perfeito homem que eu já vi na minha vida—


eu falei quando eu olhei para ela.

—Nome?

—Eu não obtive o seu nome. Sem nomes, lembra? —Eu levantei a
minha cabeça.

—Merda. Eu não te ensinei direito. Se ele é tão incrivelmente bom


de aparência, é sempre bom colocar um nome no corpo.

Revirando os olhos, suspirei. —Nós não trocamos nomes. Nós


apenas trocamos paixão e, oh meu Deus, Sienna, foi... Eu nunca me
senti... Tendo tantos orgasmos...

—Uau. Eu nunca te vi assim antes. Que porra que ele fez com
você?

Levantei-me da cama e entrei no banheiro para começar tomar


banho. Ela seguiu atrás.
—Ele foi gentil e doce e ele me disse coisas que nenhum outro
homem já disse.

—Você fez com que ele usasse um preservativo, certo?

—Sim. Ele usou um preservativo.

—Quantos orgasmos?— Ela sorriu.

—Eu perdi a conta.— Mordi meu lábio inferior.

—Então como é que você o deixou esta manhã?— Ela perguntou,


se inclinando contra a pia.

—Eu acordei e ele tinha desaparecido. Encontrei esta nota sobre


a cômoda. —Eu puxei a nota do bolso do roupão e entreguei a ela.

Depois de ler, ela olhou para mim e apertou meus ombros.

—Parabéns, Chloe, em se tornar uma mulher completa.

—Saia daqui— eu bati levemente com a mão.

—Não demore em seu banho. Nós temos que embalar as coisas e


ir para o aeroporto.

Entrei no chuveiro, e percebi que tinha me esquecido de


perguntar a ela sobre Sam.

—Como foi Sam na noite passada?— Eu gritei.

—Nada como eu esperava. Um pouco decepcionante. Ele é muito


superficial na cama. Eu tive que assumir o controle e eu não estava feliz
com isso.

Eu ri enquanto lavava o meu cabelo. Não havia nada superficial


sobre o homem que eu estava a noite passada. Ele era perfeito e sempre
no controle.
Pousando em Boston, Sienna e eu nos abraçamos em adeus. Ela
teve de seu voo de volta para Nova York e eu tinha um voo de volta para
L. A.

—Eu odeio deixar você.— Ela fez beicinho.

—Eu sei.— Meus olhos começaram a lacrimejar. —Eu gostaria de


poder voltar para Nova York.

—Então faça! Além de mim, seus pais ficariam felizes.

—Não existem empregos disponíveis. Eu estive procurando.

—Então, talvez, você precise mudar de carreira.

—Você sabe que não posso e não vou. Eu amo muito a arte.

Ela olhou para o relógio e me deu outro abraço. —Eu estou


embarcando em cinco minutos. Vou te ver pelo Skype, mais tarde, esta
noite.

—Até, Sienna. Tenha um voo seguro.

—Tchau, docinho. Você também.

Arrastando a minha bagagem de mão atrás de mim, eu me dirigi


ao meu portão. O meu voo não embarcaria por mais uma hora, então
parei e peguei um café. Eu me mudei para Los Angeles há um ano
quando consegui um emprego em uma galeria de arte como assistente
de curadora de arte. Eu tinha acabado de me formar com meu
mestrado, eo proprietário da galeria de arte que eu estava internada em
New York me ofereceu o trabalho em sua galeria de L.A. Eu realmente
não tive uma escolha. Não havia nenhuma posição para mim em Nova
York e eu precisava de um emprego. Deixar Sienna e meus pais para
trás era à coisa mais difícil que eu já tinha feito, mas estar por mim
mesma em L. A. foi uma grande experiência. Eu sempre tinha sido
independente e me adaptei rapidamente, fiz alguns novos amigos. Mas
Sienna e eu gostávamos de ser melhores amigas para a vida. Ela era
como a minha irmã. Nós compartilhávamos tudo e nós nos falávamos
por skype cada noite ou pelo facetime. Isso era como as chamadas eram
por: FaceTime. Nós muito raramente nos falávamos por telefonemas
regulares.
Saindo do avião no LAX2, eu fui reivindicar a minha bagagem e vi
Corey ali de pé, segurando uma placa com meu nome nela.

—Você é um idiota.— Eu sorri enquanto eu o abracei.

—Como foi a Londres?

—Fabuloso. Tivemos o melhor tempo, e as galerias e museus de lá


são de morrer. Você teria adorado.

—Tenho certeza de que teria— ele falou quando agarrou a minha


mala da esteira. —Então você conheceu quaisquer ingleses quentes por
lá?

Dei de ombros. —Um casal,mas...— Eu sorri.

Corey olhou para mim com um pequeno sorriso. —Mas?

—Eu conheci um homem americano. Um homem americano


realmente quente e sexy.

—Oh. Seu nome, por favor.

—Eu não obtive o seu nome. Nós apenas tivemos sexo selvagem e
surpreendente e na manhã seguinte, ele se foi.

Eu continuei andando e depois parei quando notei que Corey não


estava mais perto de mim.

Virando-me, falei, —O quê? Por que você parou?

—Você, Chloe Kane, teve relações sexuais com um homem e não


obteve o seu nome em primeiro lugar? Qual o problema com você?
Quem é você? —Ele sorriu.

—Estava na minha lista.

—O que estava na sua lista?— Ele perguntou quando nós


continuamos a caminhar.

2Aeroporto Internacional de Los Angeles


—Sexo com um estranho em um país estrangeiro.

Ele balançou a cabeça lentamente. —Você é estranha. Ele poderia


ter sido perigoso, Chloe.

—Oh, ele era deliciosamente perigoso.— Eu sorri.

Era bom estar de volta em casa. Após Tomar um banho, fiz uma
xícara de chá e me enrolei no sofá, ainda pensando sobre o homem da
noite passada. Não importa o quanto eu tentasse, eu não conseguia
tirá-lo da minha cabeça ou a sensação dele no meu corpo. Toda vez que
eu toquei meus lábios, eu ainda podia senti-los tremendo de seu beijo.
Quando eu estava fantasiando sobre ele, meu telefone tocou com uma
chamada FaceTime de Sienna.

—Olá, linda.— Eu sorri.

—Olhe para você, toda aconchegante no seu pijama já.

—Tão divertido quanto eu estava em Londres, eu estou feliz por


estar em casa.

—Eu também. Sam se mantém me mandando texto. Ele disse que


sente falta de mim e já quer planejar uma viagem para Nova York para
vir me visitar. —Ela revirou os olhos.

—Você vai deixá-lo?— Perguntei enquanto eu bebia meu chá.

—Eu não sei. Mesmo que o sexo com ele foi totalmente chato, eu
meio que gosto de sua companhia. Como vai você? Depois daquela noite
selvagem do sexo, você ainda deve estar pensando no homem quente.

—Não, eu não estou. Ele é uma memória distante agora.

—Você está mentindo. Eu sei sobre você, Chloe, e você se envolve,


mesmo que eu tente claramente ensiná-la de forma diferente.

Suspirei. —OK. E daí? Ainda estou pensando sobre ele e eu não


posso me ajudar. Eu só gostaria de ter obtido o seu nome.
—Tsk,tsk.— Ela acenou com o dedo. —Vai contra a regra de ser
estranho. Além disso, mesmo se você soubesse o seu nome, o que você
iria fazer? Persegui-lo? Ir ao Google e ver sobre ele? Encontraria
milhares de caras com o mesmo nome nos EUA e em seguida, os
chamaria um por um, perguntando se eles eram o cara sexy que fez
você ter orgasmo várias vezes em Londres?

—Por que você tem que ser assim?— Revirei os olhos.

—Você me ama e você sabe disso. Enfim, eu só queria checar e


certificar que você chegou em casa segura. Eu tenho que ir tomar
banho porque eu preciso estar no brilhante trabalho amanhã de
manhã. Eu tenho um grande cliente entrando e suas exigências para o
anúncio perfeito são irritantes, então eu tenho que estar no topo do
meu jogo.

—Tenha uma boa noite e vamos conversar amanhã. Boa sorte


com a sua reunião.

—Obrigada, amor. Estarei lá.


Capítulo 6
Dois meses depois

Chegando ao trabalho, eu definia minha bolsa para baixo quando


Silas chamou por mim.

—Chloe, Sr. Black está aqui e quer falar com você.

—Sério? Eu não sabia que ele estava vindo.

—Nós também não. Ele estava aqui antes de nós.

Caminhei de volta para o escritório, sorri quando o vi sentado


atrás da mesa.

—Bom dia, Connor. Bem-vindo de volta para L.A. Silas disse que
queria me ver.

—Bom dia, Chloe. Sente-se. —Ele sorriu.

Tomando uma cadeira em frente a sua mesa, eu estava um pouco


nervosa porque ele estava aqui e porque ele queria falar comigo. Eu não
acho que eu estava com problemas em nada, pois o meu trabalho era
impecável. Oh, Deus, talvez ele estivesse me demitindo. Mil razões
estavam nadando na minha cabeça e comecei a me preocupar.

—Você tem trabalhado aqui por um pouco mais de um ano,


correto?— Perguntou.

—Sim.

—Você gostaria de ficar aqui, Chloe?

Eu pensei que era algo estranho para se perguntar e ele me pegou


desprevenida.

—Sim. Muito.
—Mais do que Nova York?

—Bem, meus amigos e familiares estão em Nova York e eu sinto


falta deles, mas até agora, L.A. está funcionando para mim.— Eu sorri.

—Você fez amigos aqui?

—Alguns.

—Você está vendo alguém atualmente?

Ok, agora isso estava ficando estranho, tanto quanto eu estava


preocupada.

—Não. — eu respondi em confusão.

Ele riu. —Ok, eu vou direto ao ponto. Eu posso ver que você está
ficando um pouco irritada com todas as minhas perguntas. Você
gostaria de voltar para Nova York?

Fiquei espantada com a pergunta. —Você está falando sério?—


Perguntei com uma pitada de emoção.

—Sim. Estou abrindo uma nova galeria de arte. Muito maior do


que aquela que você estagiou e muito maior do que esta. A razão de eu
lhe oferecer esta posição aqui é porque eu não queria deixá-la ir, mas
no momento, eu não tinha nada disponível em New York. Você é uma
excelente funcionária, Chloe, e Ellery e eu adoraríamos que você
gerenciasse a nova galeria. Sua paixão pela arte e história é exatamente
o que esta nova galeria necessita. Você fez um grande trabalho para nós
quando estagiou e, para ser honesto, Ellery ficou bastante chateada
comigo por não criar uma posição para você em Nova York. Eu pensei
que seria melhor para você trabalhar aqui por um tempo. Passou no
teste. Você fez um excelente trabalho ajudando, mas não está
desenvolvendo todo o seu potencial sendo uma assistente.

Eu sentei lá em estado de choque ao ouvir o seu louvor. Palavras


não escapariam de meus lábios. Eu senti como se estivesse sonhando e
a qualquer momento eu acordaria na minha cama.

—Você não vai dizer nada?— Ele sorriu.


—Eu ficaria honrada em trabalhar na sua galeria em Nova York.
Sinto muito, Connor, mas isso é um choque para mim. Eu não estava
esperando isso.

—Um bom choque, eu espero.

—Claro. New York é a minha casa e eu adoraria voltar para lá.

—Bom. Eu estava esperando que você dissesse isso. Ellery ficará


extremamente satisfeita. Daqui a quanto tempo você pode se mover de
volta?

—Eu não sei. Eu ainda tenho meu contrato aqui por mais três
meses do meu apartamento.

Ele acenou com a mão na frente do rosto. —Não se preocupe com


o seu arrendamento. Eu cuidarei disso. Eu gostaria que você voltasse à
Nova York, logo que possível. Mesmo na próxima semana. Vou contratar
uma empresa para mover seus pertences, assim você não precisa se
preocupar com isso. Você estará com um salário, com benefícios de
saúde, tempo de férias, tempo de doença e um plano de 401k.

—Uau. Eu não sei o que dizer. Obrigado, Connor. Algo como isso
sempre foi o meu sonho.

—Você é bem-vinda, Chloe. Eu tenho a galeria programada para


abrir em um par de meses. Isso deve lhe dar tempo de sobra para se
instalar e começar com tudo configurado. Quero que a abertura desta
galeria seja a maior e melhor, de modo que o trabalho envolvido vai ser
bastante intenso.

—Eu sei, e eu prometo a você que eu posso lidar com isso.

—Eu sei que você pode.— Ele sorriu. —É por isso que eu lhe
ofereci o trabalho. Além disso, eu vou ter o meu corretor entrando em
contato com você. Ele é um dos melhores e ele pode ajudá-la a
encontrar um apartamento. Na verdade, eu vou lhe mandar um texto
com seu número de telefone agora. —Ele puxou o telefone do bolso e
sorriu. —Eu recebi uma mensagem de texto a partir de Ellery
perguntando se você aceitou o trabalho.
—Você pode dizer a ela que eu aceito totalmente e eu não posso
esperar para voltar para Nova York.

—Eu certamente vou.

—Connor, eu tenho uma pergunta.

—O que é isso?— Ele perguntou quando se virou antes de sair


pela porta.

—Por que você está abrindo outra galeria em Nova York?

—Para Ellery, é claro.— Ele piscou.

Assim que ele saiu, eu fiz uma dança feliz e silenciosamente gritei
enquanto pulava. Eu não podia acreditar que eu estava voltando para
Nova York. Meus pais e Sienna ficariam tão feliz.

Dizer adeus a Corey era difícil, mas ele prometeu vir para Nova
York e me visitar. Este era um novo começo para mim. Parecia o início
de uma nova vida. Meus pais estavam muitos animados que eu estava
voltando e ficaria com eles até que eu encontrasse um apartamento.
Disseram-me apenas para viver com eles e prometeram me dar a minha
privacidade. Tanto quanto eu amava meus pais mais do que qualquer
coisa no mundo, viver com eles permanentemente não era uma opção.
Eles eram, como é que eu digo, um pouco diferente de pais médios. Eles
eram hippies modernos. O retrocesso dos anos sessenta que vivem no
mundo moderno de hoje. Sendo espíritos livres que eram, crescendo era
muito divertido, mas também constrangedor às vezes. Quando eu liguei
e disse sobre Corey, eles ficaram felizes que ele finalmente re-nasceu
dele mesmo e aceitou quem realmente era. Eu concordei, mas a forma
como eles disseram era como se eu não deveria ter estado ferida ou
chateada com isso. Eu passei nove meses com ele em um
relacionamento. Tão feliz como eu agora estava por ele, doeu muito
quando ele me disse.

Assim que o avião pousou no aeroporto JFK, eu sai e respirei ao


ar de New York City. Era bom estar de volta a casa.
—Há a nossa menina,— minha mãe gritou enquanto corria para
mim. Meu pai seguiu atrás.

—Oi mãe. Pai. —Abracei os dois.

—Você tem alguma ideia de como estamos felizes em tê-la em


casa?— Ela me abraçou com força novamente.

—Sim. Na verdade, eu faço. —Eu tentei respirar.

Meu pai pegou as minhas duas malas e um táxi de volta para o


seu apartamento. Pisando no meu quarto de infância, eu sorri. Eu tinha
esquecido o quanto eu tinha sentido falta deste quarto quando eu
estava em L.A. Quando eu comecei a desempacotar, ouvi uma batida na
porta e uma voz que era música para meus ouvidos. Saindo do meu
quarto, eu corri para Sienna e joguei meus braços em torno dela.

—Graças a Deus você está em casa para o bem. Me desculpe, eu


não pude estar no aeroporto. Essa reunião maldita que eu
estava,terminou tarde.

—Não se preocupe com isso.— Eu sorri.

—Oi, Sienna,— minha mãe falou. —Você veio a tempo para o


jantar. Eu fiz um macarrão vegetariano e queijo.

Sienna fez uma careta para mim. Ela não gostava da comida da
minha mãe, mas sendo uma mulher às vezes educada,que ela era, ela
graciosamente sorriu e se sentou à mesa.

—Então diga-nos como o trabalho está indo, Sienna,— minha


mãe perguntou quando pegou um pouco de macarrão e queijo em seu
prato.

—Oh, o de costume. Os meus colegas são críticos cadelas, meu


chefe não vai parar de bater em mim, e um dos meus clientes odiou a
campanha publicitária que levou dois meses para eu desenvolver. Mas
no geral, ele está indo bem. —Ela sorriu.

—Você está vendo alguém?— Perguntou meu pai.


—Não. Na verdade não. Eu conheci esse cara no avião a caminho
de Londres. Ele vive lá. Ele deverá vir à Nova York para visitar no
próximo mês.

—Ele vem?— Eu olhei para ela em estado de choque. —Você não


me disse isso.

—Oh. Adivinha? Sam está vindo para me visitar no próximo mês.


Pena que você não sabe onde Mr. Sexy vive. Você poderia tê-lo
convidado e poderíamos ter um duplo encontro.

—Quem é Mr. Sexy?— Perguntou a minha mãe.

—O cara que ela conheceu em Londres. Ela não te disse? —


Sienna abriu a boca grande.

—Não.— respondeu meu pai. —Conte-nos sobre o Mr. Sexy,


Chloe.

Eu dei um olha de tiro a Sienna e ela me deu um“oops”de cara. —


Eu sinto Muito. Eu pensei que você tivesse dito a eles. Você lhes diz
tudo.

Ela estava certa. Eu contava a meus pais tudo. Sempre tivemos


uma relação aberta e nenhum assunto estava fora dos limites. Inferno,
a minha mãe estava tão sexualmente aberta que para o meu aniversário
de dezesseis anos, ela me comprou um vibrador. Mas eu não mencionei
o que aconteceu em Londres para eles.

—Ele é apenas um cara que conheci no bar do hotel na nossa


última noite lá. Isso é tudo.

—Qual é seu nome?— Perguntou minha mãe.

—Eu não obtive o seu nome.

—Por que você não queria saber o seu nome?— Perguntou meu
pai.

—Não é assim que pessoas que se encontram, normalmente se


apresentam?— Minha mãe entrou na conversa.
—Tivemos relações sexuais. Eu não queria saber o nome dele, e
eu não quero saber nada sobre ele. Estava na minha lista. —Eu levei
uma mordida no macarrão e queijo.

—O que estava na sua lista?— Minha mãe levantou a cabeça dela.

—Ter sexo com um desconhecido em um país estrangeiro. Nós


fizemos. Ele foi além de incrível, e quando eu acordei na manhã
seguinte, ele se foi. Então agora você sabe. Podemos, por favor falar de
outra coisa?

Lá estava isso. A razão que eu não contei a meus pais sobre ele.
Na verdade nenhum dia se passou desde aquela noite, que eu não
tivesse pensado sobre ele. Não importa o quão duro eu tentei empurrá-
lo para fora da minha mente, eu não podia.

Mesmo que eu planejasse deixá-lo antes dele acordar, me


incomodava que ele me deixou em primeiro lugar. Ter relações sexuais
com ele me afetou emocionalmente mais do que eu pensava que teria.

Depois do jantar, eu abracei Sienna em um adeus e fui para o


meu quarto. Minha mãe me seguiu e se sentou na beira da minha cama
enquanto eu coloquei algumas roupas no meu armário.

—Você está bem, Chloe? Eu posso sentir que algo está


acontecendo com você. Seus chakras estão todos fora loucos.

Suspirei. —Eu estou bem, mãe. É só que desde aquela noite, com
um total estranho, é tudo o que pareço pensar. Por que não posso
esquecê-lo? —Sentei-me ao lado dela, segurando um suéter na minha
mão. —Já se passaram dois meses.

—Bem, você disse que teve sexo incrível, né?

—Sim.— Eu sorri. —Totalmente diferente de tudo que eu já tinha


experimentado com um homem antes.

—Parece-me que os dois tiveram uma conexão. Mais do que


apenas física. —Ela beijou o lado da minha cabeça. —Tente não pensar
mais sobre ele e não deixe a sua experiência intimidá-la de encontrar o
homem certo. Há outras pessoas lá fora. O que está predestinado será.
Você sabe disso. Estarei ensinando yoga, amanhã de manhã, às oito
horas. Por que você não vem e limpa a sua mente?

—Eu não posso. Vou me encontrar com o corretor de imóveis


amanhã de manhã e em seguida, eu tenho que chegar à galeria.

—Tudo bem, querida. Não se desvie do seu bem-estar espiritual.


Você sabe como é importante.

Dei-lhe um pequeno sorriso quando ela saiu do quarto.


Capítulo 7
—Bem, o que você acha?— Jason, meu corretor de imóveis,
perguntou quando nós caminhamos ao redor do apartamento. —A
melhor parte é que é uma curta distância para a galeria de arte que
você estará trabalhando.

—Eu gosto disso. Eu gosto que seja um triplex, o apartamento


fica no segundo andar, e que foi construído na década de 1900. A
arquitetura é tão bonita. Oh, e eu gosto que é na minha faixa de preço.

—Excelente. Gostaria de completar o pedido do locatário? —Ele


sorriu.

—Sim. Quando é que o apartamento estará pronto para me


mudar?

—Semana que vem. Os proprietários estão ansiosos porque eles


estão saindo para a Itália por seis meses, então eles querem ter isso
cuidado antes de sair.

—Uma semana é perfeito.— Eu sorri.

O apartamento definitivamente era muito menor do que o meu


lugar em L.A., mas esta era Nova York e os espaços eram pequenos.
Quando eu entrei, eu imediatamente me senti em casa. Era o tipo de
lugar onde eu poderia me imaginar relaxar após um longo dia na
galeria.

Jason me entregou a aplicação de aluguel e eu o preenchi na hora


e entreguei a ele.
—Perfeito.— Ele sorriu. —Eu vou pegar esse processamento
imediatamente e deixar você saber amanhã. Foi um prazer conhecê-la,
Senhorita Kane.

—Obrigada, Jason. O prazer foi todo meu.

Quando saí para West 82.ª Street, eu olhei para a rua arborizada.
Puxando meu telefone da minha bolsa, eu chamei Sienna no facetime.
Seu rosto salientou aparecendo na tela.

—O que há de errado?— Eu ri.

—Este cliente está me deixando louca. Ele vai ter sorte se eu não
for para a casa dele e matá-lo em seu sono. Onde você está?

—Estou na West 82.ª Street, onde eu encontrei um apartamento.


Olhe para o arenito. — Eu segurei o telefone.

—Ei, eu conheço esse lugar. Uma menina com quem trabalho


morava lá. Então, quando você está se mudando?

—O corretor de imóveis está processando o pedido hoje e vai me


deixar saber amanhã. Se tudo for aprovado, eu posso mudar na
próxima semana.

—Woohoo. Vou ajudá-la e podemos ter uma festa de decoração. —


Ela sorriu.

—Parece bom. Ouça, eu estou me dirigindo para a galeria agora.


Eu vou falar com você depois.

—Bye, amante.— Ela beijou a tela.

Rindo, soprei-lhe um beijo e terminei a chamada. Quando cheguei


à galeria, entrei e sorri quando vi Ellery. O lugar estava cheio de
operários de construção. Barulho se infiltrava no lugar quando martelos
batiam contra as paredes e serras estavam saindo a cada segundo.

—Você está aqui!— Exclamou ela enquanto se aproximava e me


abraçou. —Bem vinda ao lar, Chloe.

—Obrigado, Ellery. É bom ver você e é ótimo estar de volta em


Nova York. —Segurei as mãos dela. —Eu não posso agradecer a você e
Connor o suficiente por me dar esta oportunidade.

—Não há de quê. Você é uma excelente trabalhadora com um olho


incrível para a arte. Você me faz lembrar de mim quando tinha a sua
idade. —Ela piscou. —Vamos, eu vou lhe mostrar.

Depois de caminhar cerca de metade dos 5.000 - quadrado - de


espaço, Ellery me levou até as escadas de ferro forjado que levavam ao
segundo nível.

—Aqui é onde seu escritório está, o banheiro e uma área de


cozinha. O que você acha?

—Eu amo isso. É perfeito aqui em cima.

—Venha ver seu escritório.— Ela pegou minha mão e me levou


para um espaço que consistia em paredes de vidro e uma porta de vidro
grande.

—Uau. Isto é lindo — eu falei quando me sentei atrás da mesa de


vidro em forma de L grande com um computador Apple sentado
orgulhosamente no topo.

—Você deve ter tudo o que precisa. Os armários de arquivo estão


sendo entregues amanhã, então você pode colocar aqueles onde quer
que você vê o ajuste. Além disso, eu pedi alguns sofás, mesas e cadeiras
para ficar espaço lá fora. Você vai amá-los. Fui muito acima do
orçamento de Connor, mas ele não precisa saber disso. —Ela sorriu.
—Eu prometo que não vou dizer a ele.

Estabelecida em meu novo apartamento era um pedaço de bolo


em comparação com a agitação de tentar obter a galeria de arte pronta
para sua grande recepção de abertura amanhã à noite. Tudo estava no
lugar e pronto para ser visto. Meu foco principal do último mês estava
em ter a galeria pronta, deixando muito pouco tempo para qualquer
outra coisa, incluindo uma vida pessoal. A boa coisa que saiu de
euestar mergulhada no meu trabalho era o fato de que eu não tinha
dado um pensamento sobre o homem a partir de Londres. Ele agora
tinha se tornado uma memória distante em minha mente. Um caso de
uma noite incrível que eu tinha deixado me afetar por muito tempo,
agora estava sepultado e trancado.

Depois de trocar as minhas roupas de trabalho em algo mais


casual, peguei minha bolsa e me dirigi para o Bellini, onde eu estava
encontrando Sienna para o jantar. À medida que o táxi parou para me
deixar, eu peguei minha bolsa para pagar a tarifa de táxi. Apenas
quando eu estava prestes a abrir a porta e sair, eu congelei.

—Senhora, está tudo bem?— Perguntou o taxista.

Engoli em seco quando meus olhos encarou o belo estranho de


Londres. Meu coração começou a correr e as borboletas que jaziam
dormentes, despertaram, causando um alvoroço na minha barriga.

—Apenas me dê um segundo— eu falei enquanto eu puxei para


cima o capuz da minha jaqueta e tirei meus óculos de sol da minha
bolsa, colocando-os para me esconder dele.

Abrindo a porta, saí e mantive minha cabeça para baixo, mas


quando passei dois cavalheiros de pé e conversando na calçada, eu
levantei um pouco minha cabeça para que eu pudesse obter um
vislumbre de seus ardentes olhos cor de chocolate.

Ambos os homens olharam para mim, provavelmente se


perguntando por que diabos eu estava usando óculos de sol quando já
era quase noite fora. Ele estava tão lindo como eu me lembrava que ele
era. Enquanto eu fiz o meu caminho para o restaurante, Sienna estava
lá esperando por mim.

—Hey.— Eu bati em seu ombro. —Sou eu.

Ela se virou e me olhou de cima a baixo com um olhar estranho


em seu rosto.

—Que diabos você está fazendo? Por que está usando esse
chapéu e óculos de sol?

Olhando para trás e para fora da porta, vi que ele tinha ido
embora.

—Eu o vi!— Eu sussurrei.

—Viu quem?

—Ele! O estranho de Londres. —Tirei os óculos de sol e chapéu.

—O que? Onde? —Ela olhou por cima do ombro.

—Ele estava do lado de fora do restaurante conversando com um


cara. Eu tive que me esconder para que ele não me reconhecesse.

Ela colocou a mão no meu ombro. —Tem certeza de que era ele?

—Positivo. Você acha que eu já me esqueci dele?

A hostess se aproximou e nos disse que a nossa mesa estava


pronta. Depois de estar sentada, eu disse a hostess para dizer a nossa
garçonete que eu precisava de uma dose dupla de tequila o mais rápido
possível.

—Por que você está tão nervosa?— Perguntou Sienna. —É um


milagre que ele está aqui em Nova York e você o viu. Eu não tenho ideia
por que você se escondeu contra ele. Você deveria ter se aproximado e
dito: “Ei, se lembra de mim? A menina de Londres que você teve uma
noite de sexo selvagem e depois escapou na manhã seguinte, sem um
adeus”?

Afundando de volta para dentro da cabine, suspirei. —Você não


entendeu? Eu nunca posso vê-lo novamente depois daquela noite.

—Por quê? Não é como se você está entrando em um


relacionamento com ele. Foi uma noite, Chloe. Uma noite agradável. Se
vocês dois se depararem um com o outro, tudo que você tem a fazer é
dizer oi e seguir em frente. E eu não quero ser rude, mas ele pode até
não se lembrar de você. Ele é um cara e teve relações sexuais com uma
menina aleatória. Se ele fez isso com você, eu posso garantir que faz
disso um hábito. Você acha que eu me lembro de metade dos caras que
eu já fodi —Ela sorriu.

—Talvez você esteja certa. Ele provavelmente não se lembra de


mim de qualquer maneira.

—Finalmente, você obteve isso. Agora pare este comportamento


neurótico e vamos desfrutar do jantar.
Capítulo 8
Eu andei em torno da galeria, me certificando que tudo estava em
ordem. Os fornecedores tinham chegado e o bar estava sendo
configurado. Nervosismo filtrava através de mim, pois esta era uma das
maiores noites da minha vida e eu tinha que fazer isto com perfeição. O
fracasso não é uma opção. Enquanto eu tomava uma respiração
profunda, Connor e Ellery se aproximaram de mim.

—Você parece estar nervosa.— Connor sorriu.

—Eu estou. Esta é uma grande noite e eu estou preocupada.

—Você acha que fez um bom trabalho?— Perguntou Ellery.

—Eu acho que sim.

—Então você não tem nada para estar nervosa ou preocupada.—


Connor piscou.

—Relaxe, Chloe. Esta vai ser uma fabulosa noite e um enorme


sucesso. Tome uma bebida. —Ellery tirou uma taça de champanhe da
bandeja quando um dos garçons se aproximou.

Uma a uma, as pessoas começaram a entrar na galeria. Eu assisti


as expressões em seus rostos enquanto eles se mudaram de uma área
para outra, olhando para a vasta coleção de arte. Quando eu estava
falando com um dos artistas, Sienna se aproximou e ficou ao meu lado.

—Estou tão orgulhosa de você.— Ela sorriu. —Este lugar parece


fenomenal.
—Obrigada. Foi um monte de trabalho, mas valeu a pena.

—E a sua mãe e seu pai vem?— Ela perguntou quando agarrou


uma entrada da bandeja.

—Sim. Eles devem estar aqui em breve.

Quando eu trouxe a minha taça de champanhe aos lábios e tomei


um pequeno gole, isso pulverizou fora da minha boca enquanto meus
olhos olharam e o viu ali de pé com uma bela morena alta, olhando
para a coleção de arte impressionista.

—Chloe, você está bem?— Perguntou Sienna com preocupação.

—NÃO. É ele.

—Onde?— Sua cabeça se virou em todas as direções.

—Bem ali.— Eu apontei.

—Puta merda. O cara quente com a morena?

—Sim.

Minha barriga vibrou com a visão dele, mas se voltou doente


quando eu olhei para ela.

—O que diabos ele está fazendo aqui?— Eu perguntei quando


abaixei atrás de uma grande escultura.

—Ele obviamente gosta de arte. Vá falar com ele. Talvez você


possa dizer a morena falsa sobre o seu pequeno encontro em Londres.

—NÃO! Eu preciso ir ao meu escritório para alguma coisa. Eu já


volto.

—Chloe. Você não está sendo legal agora.


Eu corri até as escadas para o segundo andar e tentei me
recompor. Isto tinha de ser o pior momento para eu vê-lo. Uma vez que
me acalmei e tomei algumas respirações profundas, cheguei à
conclusão de que não havia nenhuma maneira que ele se lembrasse de
mim e eu estava agindo como uma criança dominada pela ansiedade.
Talvez ele não tivesse uma namorada quando nos conectamos. Quero
dizer, tinha sido quatro meses e um homem como esse não estaria
solteiro por muito tempo. Ou talvez fosse sua esposa e ele estava em
Londres a negócios e a traiu comigo. Talvez tenha sido algo que ele fazia
quando estava longe de casa.Agora, na minha mente, ele era um babaca
total. Eu estava agindo ridículo e se por algum acaso nos depararmos
um com o outro, gostaria de fingir que não me lembrava dele. Tomando
uma respiração profunda, eu lentamente desci as escadas com minha
cabeça erguida. Esta era a minha noite e eu não ia deixar os gostos do
estranho de Londres arruiná-lo para mim. Eu vi Sienna e meus pais de
pé pelo bar portátil. Caminhando, abracei minha mãe e meu pai e
agradeci a eles por terem vindo.

—Você está bem agora?— Perguntou Sienna.

—Sim. Estou perfeitamente bem. —Eu sorri.

—Boa menina.— Ela piscou. —Agora, se nos der licença, sua mãe
e pai têm um pouco de arte que eles gostariam de ver.

—Vamos falar com você mais tarde, querida, quando você não
estiver tão ocupada.— Minha mãe sorriu quando tocou minha
bochecha.

Examinei com cuidado a galeria e não o vi. Talvez ele se cansou e


saiu. Um só podia esperar.

—Você tem algum Chardonnay?— Eu pedi o barman bonito.

—Eu com certeza faço. Você gostaria de um copo?


—Se eu não quisesse, não teria perguntado.— Eu sorri.

Enquanto ele serviu o vinho em um copo e entregou para mim,


Connor se aproximou por trás.

—Chloe, eu gostaria que você conhecesse alguém.

Virando-me, engoli em seco e meus olhos se arregalaram quando


eles trancaram com os olhos castanhos sensuais do homem de Londres.

—Chloe, este é Sebastian Bennett. Sebastian, esta é Chloe Kane,


a mulher talentosa responsável por colocar tudo isso junto para mim.

Os cantos de sua boca se curvaram para cima quando ele


estendeu a mão.

—É bom conhecer você, Chloe Kane.

Estendendo cuidadosamente a minha mão à sua, no momento em


que nossa pele se tocou, eu senti um choque claro de eletricidade em
todo o meu corpo. Uma sacudida de modo eletrizante que me deixou
sem fôlego.

—É bom conhecê-lo também, Sr. Bennett.— Eu mal era capaz de


conseguir as palavras.

—Por favor, me chame de Sebastian. Você fez um trabalho


maravilhoso. Eu estava dando todo o crédito para Connor e ele me disse
que você era a pessoa que colocou tudo isso junto. Estou muito
impressionado. —Ele sorriu.

—Obrigada.

De repente, a morena apareceu ao seu lado.

—Sebastian, você deve vir e ver esta pintura aqui. Ela ficaria
perfeito em sua casa.
Meu coração estava disparado a mil por hora, porque eu sabia
que ele se lembrava de mim. Eu poderia dizer pela expressão em seu
rosto.

—Como eu disse, foi um prazer conhecê-la, Chloe— ele falou com


um sorriso malicioso. Ele colocou a mão nas costas da morena e eles se
viraram e se afastaram.

O ar lentamente começou a voltar aos meus pulmões enquanto eu


fazia meu caminho para o banheiro. Sebastian Bennett.

Depois de todos esses meses de querer saber o nome dele, eu


sabia agora, e que nome sexy que era. Quando a morena se aproximou
dele, eu rapidamente digitalizei seu dedo e vi que não havia nenhum
anel. Enquanto eu estava no banheiro, peguei meu telefone e enviei
uma mensagem de texto para Sienna.

Você precisa vir ao banheiro agora! Ele se lembrou de mim e seu nome é
Sebastian Bennett.

Que porra é essa?! Você o conheceu? Estou a caminho.

Alguns momentos depois, a porta do banheiro se abriu e Sienna


entrou.

—Que diabos aconteceu e onde eu estava?

—Logo depois que você saiu para ir olhar algumas artes, Connor
andou com ele e nos apresentou.

—Tem certeza que ele se lembrou de você?

—Sim, ele se lembrou de mim! Era óbvio pelo olhar em seu rosto.

—Então o que foi que ele disse?

—Que foi bom me conhecer e ele ficou impressionado.


—Impressionado com o quê? Ele estava falando sobre aquela
noite?

—NÃO! Ele ficou impressionado com a galeria.

—Oh. Será que quis deixar transparecer que você se lembrava


dele?

—Não, mas eu tenho certeza que a expressão no meu rosto o fez.

Ela encolheu os ombros. —Relaxe. Se ele procura-la novamente,


finja que não o conhece e que a noite em Londres nunca aconteceu.
Depois desta noite, você provavelmente nunca vai vê-lo novamente.

—Sério? Como você pode ficar lá e dizer isso? Você é a única que
disse que ele provavelmente não se lembraria de mim em primeiro
lugar.

—OK. Então, eu estava errada. Agora é sua vez. Finja que você
não se lembra de nada. Atue como se ele fosse um estranho.

—Ele é um estranho!— Eu gritei.

—Não mais. Agora você sabe o seu nome.

Revirando os olhos, voltei para a área lotada me misturando com


os clientes. Finalmente, o último convidado saiu e eu estava exausta. A
inauguração foi um enorme sucesso e eu não poderia estar mais
satisfeita.

—Você parece exausta,— Ellery falou enquanto se aproximava de


mim.

—Eu estou. Foi uma noite incrível.

—Com certeza foi.— Connor sorriu. —Você fez um excelente


trabalho. Você deve estar muito orgulhosa de si mesma.
—Obrigada. Mas eu não poderia ter feito isso sem a ajuda da
equipe.

—Vá para casa e descanse um pouco. Vamos ver você na


segunda-feira para a abertura ao público.

Eu dei-lhes um abraço, peguei minha bolsa no meu escritório, e


sai.

—Desculpe-me, senhorita Kane,— Eu ouvi falar uma voz de


homem.

—Sim.

—Fui instruído a dar-lhe uma carona para casa.— Ele ficou na


frente da porta aberta de uma limusine preta.

—Obrigada, mas eu não aceito carona de estranhos.— Virei-me e


comecei a descer a rua.

—Eu dificilmente me chamaria de um estranho.

Eu parei silenciosa no meu caminho e, lentamente, virei minha


cabeça, só para ver Sebastian enfiando a cabeça para fora da limusine.

—Sinto muito, senhor...— Eu levantei minha cabeça.

—Sebastian. Já se esqueceu do meu nome?

Esta era a minha chance. Minha chance de jogar para cima como
se eu não me lembrasse dele ou daquela noite.

—Sinto muito, mas eu conheci muitas pessoas esta noite.

Ele saiu da limusine e parou a poucos passos na minha frente,


com as mãos enfiadas nos bolsos. A forma como a luz da lua brilhava
em cima dele o deixou ainda mais sexy do que já era. Meu corpo tremia
só de olhar para ele e meus joelhos dobraram em seu sorriso. Ele
lentamente se aproximou e ficou na minha frente. Removendo a mão do
bolso, ele levemente passou o dedo ao longo do meu queixo, enviando-
me em um transe.

—Esta noite não foi a primeira vez que nos encontramos e você
sabe disso. Você se lembra de mim e exatamente o que aconteceu
naquela noite em Londres.

—Sinto muito, mas eu...

—Você faz. Não há nenhum uso em negar isso, Chloe. Agora,


entre na minha limusine e eu vou levá-la para casa. É o mínimo que
posso fazer para agradecer por uma noite tão linda juntos.

—Merda. Merda. Merda, —minha boca vomitou.

—Desculpe-me?— Sua sobrancelha arqueou.

Balançando a cabeça, eu quebrei do transe que ele me tinha.

—O que aconteceu entre nós em Londres permanece em Londres.


Nós nunca deveríamos nos ver de novo. Isso é muito estranho,
Sebastian. —Comecei a correr na rua para escapar dele e deste
momento embaraçoso.

—Chloe, espere.— Ele correu atrás de mim. —Por que isso é


estranho? Eu não acho que é estranho em tudo. E pelo amor de Deus,
você vai abrandar?

—Claro que você não acha que é estranho. Você é um cara e você
está acostumado a fazer esse tipo de coisa, mas eu não estou. Eu não
durmo com homens estranhos. Eu nunca tinha até você — eu
nervosamente falava enquanto eu corria ao longo e ao virar da esquina.
Ele se manteve comigo e eu desejava que ele não tivesse.
—Eu sei que você nunca teve. Eu poderia dizer. Mas não pense
que eu penso menos de você. Droga, Chloe! Pare!

Eu parei e olhei para ele. —O que você quer, Sebastian?

—Eu quero te levar para casa.

Olhei para o arenito. —Eu estou em casa.— Eu apontei.

—Oh. Você está mentindo?

—Mentindo sobre o quê?

—Morar aqui? Você está apenas dizendo isso para eu te deixar?

—Não. Eu moro aqui. No apartamento 8B.

Merda. Por que eu apenas lhe disse isso? Não que ele não poderia
descobrir de qualquer jeito. Tudo o que ele tinha que fazer era olhar
para os nomes na campainha.

Ele levou a mão até a minha bochecha. —Você é tão linda, Chloe
Kane, e eu gostaria de ter uma repetição do que aconteceu em Londres.
Você está tremendo e eu sei que você quer isso também.

Eu tentei encontrar as palavras, mas eu não podia falar. Seu


toque me paralisou.

—Eu-eu-eu não acho que será possível.

—Por quê?— Ele sorriu.

—Porque você está vendo alguém. A mulher que você estava na


galeria não apreciaria você estar falando comigo dessa maneira.
—Eu vejo um monte de mulheres. Ela não é ninguém que eu vejo
em uma base regular. Eu gosto de manter minhas opções abertas para
casos como este.

Engoli em seco. —Bem, eu estou saindo com alguém.

—Eu não acredito em você.

—Eu não me importo se você acredita em mim. Eu estou.

Ele olhou para mim por um momento, quase como se ele


soubesse que eu estava mentindo.

—Bem, então, ele é um homem de muita sorte. Tenha uma boa


noite, Senhorita Kane.

—Você também, Sebastian.— Eu balancei a cabeça e caminhei


até a porta, inserido minha chave, e subindo as escadas.

Assim que entrei no meu apartamento, eu corri para a janela e


olhei para fora, enquanto ele caminhava pela rua.
Capítulo 9

Enquanto eu subia para a limusine, Eli olhou para mim.

—Ela é a única que teve você em um estado tão ruim desde que
voltou de Londres?—

Suspirei. —Sim, ela é a única. Ela afirma que está saindo com
alguém, mas eu não acredito nela. Eu não estou preocupado. Vou tê-la
em minha cama novamente. Pode levar algum tempo, mas ela vai dar-se
a mim. Assim como ela fez em Londres.

—Não tenho dúvidas de que você está certo.— Ele sorriu.

Depois de chegar em casa, eu derramei um pouco de Bourbon


num copo e tirei o meu telefone, puxando para cima a foto que tirei
dela. Sentei-me na cadeira de braço e olhei para ela. Seu sorriso me
cativou comofez em Londres. Era um sorriso que me atraia para ela. Eu
não podia acreditar que depois de todos esses meses, eu a vi
novamente. Desde aquela noite, ela havia ocupado a minha mente. Não
importava que eu estivesse fazendo, eu sempre a via. Sonhei com ela e
cada vez que o perfume de rosas cruzava o meu caminho, eu estava
instantaneamente me lembrando dela. Esta mulher, que era uma
estranha, que eu comi na minha última noite em Londres, me afetou de
uma forma que nenhuma mulher jamais fez antes, e representava um
problema para mim.

Eu suspirei enquanto acabava o meu Bourbon e me dirigi para a


cama. Chloe Kane era uma mulher bonita e com um belo nome. Agora
ela estava completa e eu estava indo para levá-la de volta para a minha
cama. Mas eu precisava ter cuidado. Eu não quero que ela me veja por
quem eu realmente sou. Um monstro sem emoção e sem sentimento.
Um homem que não podia chorar e um homem que prosperou no
controle.

—O que quer dizer, você recusou?— Sienna gritou comigo no


FaceTime.

—Eu não posso e não vou. Sabe quem ele é? — Eu continuei


andando na rua todo tempo.

—O que você quer dizer? Sei que ele é um homem extremamente


sexy que você quer.

—Ele é um milionário. Não, nada como um bilionário. Por si


mesmo quando ele tinha apenas vinte e um anos de idade.

—E como isso é um problema?— Ela torceu seu rosto. —E o mais


importante, por quê?

—Porque nós viemos de dois mundos diferentes. Você sabe como


são esses milionários.

—Não. Na verdade, eu não sei. Eu nunca conheci um.

Andando em Whole Foods, peguei uma cesta e apoiei o meu


telefone contra a minha bolsa.

—Por que alguém como ele estaria interessado em alguém como


eu?

—Talvez porque você é bonita e uma pessoa incrivelmente doce e


ele vê isso.

—Como ele pode ver isso? Nós não falamos. Nós só tivemos
relações sexuais — falei um pouco alto demais quandouma mulher
olhou sobre as maçãs para mim e me lançou uma careta.
—Ouça, Chloe, você está olhando de forma demasiada para esse
cara. Você não precisa nem mesmo conhecê-lo.

—Só por que ele disse que queria uma repetição de Londres seria
o suficiente. Tudo o que ele está atrás é sexo e pelo que eu vi na
internet, ele é um mulherengo. Para não mencionar o fato de que ele
basicamente admitiu isso para mim. Eu fui através do toque com os
caras no passado e não há nenhuma maneira no inferno que eu vou me
envolver com alguém assim.

Ela suspirou quando revirou os olhos. —Ninguém disse que você


tem que se envolver com ele. Basta ter um pouco de diversão e ver o que
acontece. Se ele é um babaca total, não o veja mais.

—Eu disse a ele que eu estava saindo com alguém, então ele
provavelmente não vai tentar me contatar.

—Claro que você fez, você é uma menina boba.

—OK. Eu vou desligar agora. Eu preciso terminar de fazer


compras, porque meus pais estão vindo.

—Divirta-se. Eu vou falar com você depois.

Quando abri a porta de segurança do meu prédio, a senhora


Cooper saiu de seu apartamento.

—Chloe, você teve uma entrega. Espere um pouco. —Ela voltou


para dentro.

Um momento depois, ela saiu com um vaso de vidro alto


preenchido com rosas amarelas envolto em revestimento de plástico
transparente.

—É seu aniversário?— Perguntou ela.

—Não. Não é.

—Bem, alguém acha que você é muito especial. Aqui, deixe-me


levar isso para você desde que suas mãos estão cheias.

—Obrigada, Sra Cooper.


Andando em meu apartamento, eu defini as sacolas no balcão da
cozinha enquanto a senhora Cooper colocou as flores em cima da mesa.

—Obrigada novamente por sua ajuda.

—Seja bem-vinda, querida. Aprecie as flores. —Ela deu um


sorriso amigável.

—Eu vou.— Eu andei até a porta.

Depois de retirar a embalagem, eu puxei o envelope branco


pequeno das flores e tirei o cartão.

Parabéns por uma noite de abertura bem sucedida.

Você deve estar muito orgulhosa.

Eu acho que um jantar de comemoração estaria em ordem.

Sebastian

Um pequeno sorriso cruzou meus lábios quando eu li o cartão,


mas uma vibração na minha barriga também surgiu. Eu esperava isso
de Connor e Ellery, não de Sebastian. Ele obviamente não se importava
que eu dissesse que estava saindo com alguém, a menos que ele
soubesse que eu estava mentindo. Ugh. Pousei o cartão e levei as flores
para a mesa de café.

Quando eu estava preparando o jantar, a campainha tocou.


Olhando para o tempo, vi que era cedo para os meus pais.

Caminhando até a porta, apertei o interfone e os deixei entrar.

—Você está...— Eu parei no meio da palavra quando eu abri a


porta e vi Sebastian lá com um sorriso no rosto.

—Eu vim mais cedo?— Ele sorriu.

—Sebastian. O que você está fazendo aqui?

—Você recebeu as flores que lhe enviei?

—Sim. Obrigada.
—Bem, eu pensei que nós poderíamos fazer o jantar hoje à noite.
Mas a partir dos sons dele, parece que você está esperando por alguém.

De repente, meus pais vieram até as escadas e minha mãe deu


um sorriso quando viu Sebastian.

—Oh. Olá. —Ela olhou de cima para baixo antes de estender a


mão. —Eu sou Ophelia e este é o meu marido, Larry. Nós somos os pais
de Chloe.

Merda. Merda. Merda.

—Olá. Sebastian Bennett. É bom conhecer vocês dois. —Ele


levemente balançou as suas mãos.

—Você está se juntando a nós para o jantar?— Minha mãe


perguntou quando fez seu caminho para o meu apartamento.

—Uh, não. Na verdade, eu só passei para dizer oi para Chloe e


felicitá-la sobre o sucesso da última noite da abertura da galeria.

—Oh. Eu sabia que você parecia familiar. Por favor, junte-se a


nós.

—Sim. Venha. —Meu pai sorriu.

Isso poderia ser mais estranho?

—Tenho certeza que Sebastian tem planos para esta noite.— Eu


olhei para ele e estreitei meus olhos.

—Na verdade, eu tinha planos, mas recentemente foi cancelado.—


Ele sorriu.

—Então você deve se juntar a nós.— Minha mãe deu o braço ao


redor dele e o levou para o meu apartamento. —Nossa, você é muito
musculoso, Sr. Bennett.

—Por favor, me chame de Sebastian.

Jesus, meus pais e ele se misturando. O que diabos eu vou fazer


agora?
—Cheira delicioso aqui, Chloe. Vou pôr a mesa para você. —
minha mãe falou.

—E eu vou relaxar no sofá com uma cerveja. Você tem cerveja,


certo? — Perguntou o meu pai.

—Na geladeira, pai.— Eu suspirei.

Quando a minha mãe pôs a mesa, Sebastian veio por trás e


colocou as mãos em meus quadris enquanto eu estava em pé na frente
do fogão. Eu congelei.

—Isso tem um cheiro delicioso.— Sua respiração quente varreu a


minha pele. —O que você está cozinhando?

—Rigatoni com berinjela refogada e tomate. Meus pais são


vegetarianos.

—Oh.

—Você poderia ter dito não e se afastar— Eu falei com os dentes


cerrados.

—Eu não queria.

Ele soltou meus quadris e fez o seu caminho para o sofá.

—Então, como você sabe sobre Chloe? Vocês trabalham juntos?


— Perguntou minha mãe.

O nervosismo se resolveu dentro de mim. Por favor, não diga sobre


Londres. Por favor, não diga sobre Londres.

—Não. Nós não trabalhamos juntos. Na verdade, nós nos


encontramos em Londres. Foi pura coincidência que nós nos
esbarramos aqui em Nova York.

A colher que eu estava usando bateu no chão e minha mãe


entrou na cozinha, ligeiramente agarrando o meu braço.

—Chloe, ele é...?

—Sim— eu sussurrei. —Eu não quero falar sobre isso.


—Meu Deus. Fale sobre o universo trabalhando de formas
misteriosas. —Ela sorriu.

—Você deve ser ‘'Mr. Sexy” — meu pai falou.

Eu literalmente acabei de morrer naquele momento.

—Desculpe-me?— Disse Sebastian.

—O jantar está pronto.— Eu interrompi e defini a pasta sobre a


mesa.

Enquanto eu caminhava de volta para a cozinha, Sebastian


seguiu atrás.

—Você disse que teve relações sexuais?— Ele sussurrou.

—Digo-lhes tudo e como diabos eu saberia que você estaria


jantando com a gente?

—Agora isso é estranho. Como posso enfrentá-los durante o


jantar?

—Eles são pessoas muito sexuais e abertas. Acredite em mim


quando digo que eles não estão dando-lhe um segundo pensamento.

—Está tudo bem aí?— Perguntou a minha mãe.

—Sim. Estou apenas dando a Sebastian alguns copos. —


Entreguei-lhe quatro copos.
Capítulo 10

Eu levei os copos dela e coloquei sobre a mesa. Tomando uma


cadeira em frente a seus pais, eu lhes dei um pequeno sorriso
envergonhado.

—Então, que tipo de trabalho você faz?— Perguntou o pai.

—Eu tenho a minha própria empresa chamada Bennett


Industries. Eu compro e vendo imóveis de empresas falidas, as
transformando, e vendo.

—Interessante. Chloe não nos disse que você era um homem


corporativo. — seu pai falou.

—Isso é porque ela não sabia. Nós apenas nos esbarramos na


última noite pela primeira vez desde Londres e realmente não tive a
oportunidade de falar.

—Ah, isso é certo. Os dois só tiveram relações sexuais. —Seu pai


acenou com a cabeça.

—Larry, você envergonhou o pobre homem. Não vamos trazer isso


de novo —sua mãe falou.

Olhei para Chloe enquanto ela se sentava lá com um sorriso no


rosto.

—Não há nenhuma necessidade dele estar envergonhado. O sexo


é um tema muito aberto em nossa família. —Seu pai sorriu para mim.
—Podemos comer agora e parar de falar sobre sexo?— Perguntou
Chloe. —Desculpe.— Ela olhou para mim.

—Está tudo bem.— Eu suspirei.

—Você parece tão jovem para possuir uma corporação. Quantos


anos você tem? — Perguntou a mãe.

Era uma pergunta bastante justa. Eu queria colocar suas mentes


na facilidade que eu não era um velho pervertido que procurava
mulheres jovens.

—Eu tenho trinta. Eu comecei a minha empresa quando eu tinha


vinte e um anos de idade com a ajuda de um amigo meu.

Depois que terminamos de comer, a mãe de Chloe decidiu que era


hora deles irem, o que me agradou. Eu não poderia escapar de sua
investigação rápida o suficiente. Eles eram diferentes, mas agradável.
Ainda assim, sabendo que eles sabiam que tivemos relações sexuais em
Londres, mesmo sem saber sobre um do outro, me incomodou.

—Seu pai e eu temos que ir.

—Mãe, você não tem que sair já,— Chloe falou.

—Nós fazemos. Obrigada pelo jantar, querida. Falaremos em


breve. —Ela beijou em um adeus. —Foi bom conhecê-lo, Sebastian.—

—Da mesma forma.— Eu sorri.

—Comporte-se.— Seu pai piscou para mim. —Ou não.— Ele


levantou o punho para uma colisão do punho.

Balançando a cabeça, Chloe fechou a porta e olhou para mim.

—E isso foi Ophelia e Larry. As pessoas que eu chamo de meus


pais. —Ela abaixou a cabeça.

A única coisa que eu queria fazer naquele momento era levá-la


para o quarto, arrancar todas as suas roupas, enterrar meu pau
profundamente dentro dela. A dor de senti-la novamente era
insuportável.
—Eles são um pouco estranho, mas agradável. — Eu sorri
enquanto agarrei a mão dela.

Ela levantou a cabeça e seus olhos verdes olharam para o meu.


Ela retirou a mão.

—Tenho certeza de que você está ocupado hoje à noite, e que você
não tem que ficar.— Ela entrou na cozinha.

—Você está certa. Eu tenho que ir. Posso usar seu banheiro antes
de eu sair?

—Claro. É a primeira porta à esquerda.

Depois que eu terminei de usar o banheiro, fui até a cozinha,


onde ela estava de pé em volta da pia, lavando uma panela. Colocando
as mãos sobre a dela na água e sabão, eu sussurrei em seu ouvido: —
Obrigado pelo jantar. Eu gostei.

Senti-a tremer e meu pau imediatamente começou a ficar duro.

—Você é bem-vindo— ela falou como as mãos acalmadas na água.

—Tem certeza de que quer que eu saia?— Meus lábios beijaram a


sua orelha.

—Sim— ela falou em um mero sussurro.

—Eu não quero.— Meus lábios viajaram para o lado de seu


pescoço.

—Você tem.— Ela inclinou a cabeça para o lado.

—Mas eu não posso.

Levantando as mãos para fora da água, eu deslizei na sua blusa e


agarrei os seios. Ela gemeu quando eu puxei as taças de seu sutiã para
baixo, e os meus dedos brincaram com seus mamilos.

—Eu aposto que sua buceta doce está toda molhada no momento.

—Não. Não está — ela gemeu quando minhas mãos amassaram


os seus seios e a minha língua deslizou através de seu ombro.
—Eu acho que eu vou ter que ver por mim mesmo.

Tirando minhas mãos de um lado de seu seio, eu deslizei para


baixo na frente das calças pretas que ela usava até chegar a sua
abertura molhada.

—Ah. Eu estava certo, —eu sussurrei em seu ouvido quando


mergulhei meu dedo dentro dela e ela jogou a cabeça para trás com um
gemido claro. —Quero transar com você, Chloe Kane. Aqui e agora.
Você quer que eu te foda?

—Sim— ela ofegava com meu dedo a explorando.

Eu a virei, nossos lábios se encontraram e nossas línguas


estavam reunidas. Indo por suas pernas e calcinha, eu quebrei o nosso
beijo e levantei a blusa que ela estava ali e a deixei em nada além de
seu sutiã. Deslizando minha língua para baixo do peito em seu torso
tenso, eu me abaixei de joelhos e, lentamente, a devorei. Seus dedos se
enredaram através do meu cabelo enquanto ela empurrava seus
quadris para frente, gemendo em êxtase. Suas pernas começaram a
tremer enquanto seu corpo deu lugar ao seu primeiro orgasmo da noite.

—Oh. Meu. Deus — ela ofegava.

Lambendo o meu caminho até ela, eu quebrei a minha boca


contra a dela enquanto eu a peguei e coloquei sobre a borda do balcão.

—Eu estou te comendo aqui em primeiro lugar.— Enfiei a mão no


bolso de trás e tirei um preservativo.

—Ok— ela falou com a respiração suspensa quando ela levantou


a minha camisa.

Com a extremidade do invólucro do preservativo na minha boca,


eu corri e tirei a minha calça, desabotoando o sutiã, e joguei do outro
lado da cozinha. Rasgando o invólucro, eu removi o preservativo e
deslizei por cima do meu pau latejante. Agarrando seus quadris e a
puxando mais para perto da borda, eu empurrei dentro dela, enquanto
suas pernas enrolaram-se firmemente em torno da minha cintura.
Aproveitando a boca com meus lábios, eu beijei forte, quase tão duro
como o meu pau estava empurrando dentro e fora dela. Gemidos
agudos escaparam de nós quando ela se abaixou e colocou as duas
mãos firmemente na minha bunda, me empurrando mais profundo até
que todo o meu comprimento foi enterrado dentro dela.

—Porra, Chloe— eu falei ofegante.

Eu a levantei do balcão, ainda enterrado dentro dela, e a levei


para o sofá.

—Vire-se e fique de joelhos,— ordenei quando puxei para fora


dela.

Ela fez e agarrou a parte de trás do sofá enquanto eu a levei por


trás, entrando e saindo dela com rápido, cursos longos.

—Você gosta dessa maneira?

—Sim.

—Quanto?

—Muito.

—Muito, sobre quando eu faço isso?— Cheguei na frente dela e


pressionei os dedos contra seu clitóris.

—Sim— ela gritou.

Agarrei o seu cabelo, eu puxei a sua cabeça para trás.

—Dê-me esses belos lábios seus.

Ela virou a cabeça e as nossas bocas se encontraram. Quando eu


mordiscava o lábio inferior, seus gemidos ficaram mais altos.

—Você vai gozar para mim, baby?

—Sim. Sim.

—Bom, porque eu estou pronto para gozar com você.

Eu podia sentir o inchaço da sua buceta em volta do meu pau


quando ela estava prestes a gozar. O prazer era puro e cru e eu não
podia segurar mais.

—Sebastian—ela gritou.
Um último impulso profundo e eu explodi. Ela baixou a cabeça
enquanto tentava recuperar o fôlego e eu segurava firmemente em seus
quadris quando eu pressionei meus lábios contra suas costas. Puxando
para fora dela, eu eliminei o preservativo, peguei o cobertor que ela
tinha deixado no canto, e envolvi em torno de nós quando me sentei ao
lado dela, a puxando para mim.

—Essa foi uma reunião.

—Com certeza foi— ela falou como seu dedo correndo em meu
peito.

—Conte-me mais sobre você.

—O que você quer saber?— Ela olhou para mim.

—Tudo. Como você está indo para dizer ao cara que você está
vendo que você foi fodida por outro homem?

Ela riu. —Você sabe muito bem que eu não estou vendo ninguém.

—Eu sei. Eu só queria ouvir você dizer isso. Por que você não tem
namorado?

Levantou-se do sofá. —Eu volto já.

Alguns momentos depois, ela voltou, vestindo um robe curto de


cetim preto.

—Eu vou pegar um pouco de vinho antes de eu entrar nessa


história.— Ela sorriu.

Levantando-me do sofá, eu puxei as minhas cuecas e calças.


Quando ela saiu da cozinha, me entregou um copo de vinho e se sentou
ao meu lado.

—Quando cheguei a Londres, o meu namorado na Califórnia e eu


tinha nos separado há duas semanas. Nós tínhamos namorado durante
nove meses. Ele me levou para um restaurante chique, onde eu tinha
certeza que ele ia me pedir para morar com ele, mas em vez disso, ele
me disse que era gay.

—Você está falando sério?— Perguntei em estado de choque.


—Sim. Cem porcento. Mas nós somos amigos muito próximos
agora. Ele é um grande cara e, além de Sienna, ele é um dos meus
melhores amigos.

—Bem, isso é bom que você se mantenha em amizade. Eu não


sabia que você viveu na Califórnia.

—Sim. Eu realmente só voltei aqui a um par de meses atrás. Eu


trabalhei na outra galeria que Connor e Ellery possuem em Los Angeles.
Comecei aqui como estagiária para eles e ele me mudou para lá como
uma assistente de curador. Então, ele me mudou de volta para cá
quando me ofereceu o trabalho de gestão na nova galeria.

—Lembre-me de agradecer-lhe a próxima vez que eu o vê.

—E quanto a você? Seus pais devem estar muito orgulhosos de


suas realizações.

Tomei uma respiração afiada. Discutir o meu passado não era


uma opção. Nem mesmo com ela.

—Claro que são. Ouça, é melhor eu ir. Eu tenho que voar para
Minneapolis amanhã para uma reunião.

—Em um domingo?— Ela perguntou quando olhou para mim.

Inclinando-me, meus lábios suavemente roçou o dela.

—Sim, em um domingo. Infelizmente, o meu trabalho é de sete


dias por semana.

Ela sentou-se e tomou um gole de vinho quando me levantei do


sofá e terminei de me vestir.

—Posso ter o seu número de telefone?— Perguntei com um


sorriso.

—Claro.— Ela sorriu quando sacudiu-o para mim. —Posso ter o


seu?— Ela se levantou.

Executando a palma da minha mão pelo seu rosto, eu falei, —


Você vai ter quando eu quiser chamá-la ou mandar um texto para você.

—Oh, ok.— Ela fez uma careta.


Depois que eu beijei seus lábios uma última vez, ela me
acompanhou até a porta.

—Tenha uma boa viagem para Minneapolis.

—Eu vou. Vejo você em breve.

Entrei na limusine, fechei a porta e olhei para o arenito quando


Eli foi embora.

—Como foi?— Ele perguntou quando olhou para mim através do


espelho retrovisor.

—Foi bom, muito bom.— Eu continuei a olhar para fora da janela.

Encontrar os seus pais era a última coisa que eu queria fazer. Eu


nunca tinha conhecido os pais de uma mulher antes. Isso foi totalmente
inesperado e eu não tinha certeza de como eu me sentia sobre isso. Eu
podia sentir problemas onde Chloe Kane estava em causa; problemas
para mim. Eu poderia dizer que ela estava muito voltada à família e que
não se sentiria bem comigo.
Capítulo 11

—Dia.— Sienna beijou meu rosto enquanto ela rebolava no meu


apartamento. —Eu trouxe bagels.

—Dia. Tentei ligar para você na noite passada e você não


respondeu. —Eu fiz uma careta.

—Desculpa. Eu estava um pouco amarrada. —Ela piscou.

Revirando os olhos, eu derramei para nós um copo de café. —


Quem você amarrou desta vez?

—Billy James.— Ela sorriu.

Balançando a cabeça, peguei um prato para os bagels e os defini


sobre a mesa.

—Eu pensei que você não o via mais.

—Nós não estamos. Nos esbarramos no Starbucks na noite


passada e começamos a conversar, relembrando o grande sexo que
costumávamos ter, e uma coisa levou à outra — ela falou enquanto
pegava os bagels do saco marrom e caminhou até a lata de lixo. —Que
porra, Chloe?!— ela exclamou quando ela levantou o preservativo da
noite passada.

—Largue isso! Você é desagradável.


—Você tem cinco segundos para me dizer o que aconteceu aqui
ontem à noite e com quem. E é melhor não dizer que foi com Sebastian
porque você me disse especificamente que não iria e não podia.

Enquanto eu cortava em meu bagel, eu sentei lá com um sorriso


no meu rosto.

—Cinco... Quatro... Três... Dois...

—OK. Apenas aconteceu de Sebastian aparecer aqui bem diante


dos meus pais e minha mãe o convidou para ficar para o jantar. Eles
saíram. Ele ficou e fizemos sexo.

O queixo dela caiu enquanto ela tomava o assento na minha


frente. — Mas...

—Eu não consegui evitar. Ele foi tão charmoso, sexy e irresistível.
São aqueles malditos olhos castanhos.

Ela suspirou quando mordeu seu pão. —E agora?

—Eu não sei. Eu gosto dele. Eu sei que muito.

—Onde ele está? Será que ele não passou a noite ou teria
desaparecido novamente antes de você acordar?

—Ele saiu ontem à noite. Tinha que voar para Minneapolis esta
manhã para uma reunião.

—Hmm. Então, ele conseguiu o que queria e saiu? Parece-me e


isso não é uma coisa boa.

Dei de ombros. —Ele pediu meu número de telefone, então eu


tenho certeza que ele vai me ligar mais tarde.

—Você conseguiu o seu?


—Ele disse que eu vou tê-lo quando ele chamar ou me enviar
textos.

—E você não acha que isso é estranho?

—Tanto faz. Se ele quer jogar, ele pode. Você sabe como eu sou
sobre os jogos.

—Boa menina. Mantenha sua cabeça erguida. Eu tenho um


sentimento estranho sobre o Sr. Bennett.

—O que você quer dizer? Você nem sequer o conhece ainda.

—Eu sei que não, mas algo me diz que ele é um homem muito
complicado.

—Ele pode ser complicado tudo o que ele quer. Esta menina não
ficará presa em sua teia. —Eu sorri enquanto finalizava o meu pão.

Saindo da cama, eu fiz uma xícara de café e a levei para o


banheiro para começar a me preparar para o trabalho. Hoje era o dia da
abertura oficial da galeria. Agarrando o meu telefone da mesa de
cabeceira, eu verifiquei para ver se talvez Sebastian tinha me enviado
uma mensagem de texto na noite passada. Ele não o fez e uma pequena
parte de mim estava desapontada. Já fazia uma semana desde nosso
último encontro. Encolhendo os ombros, eu terminei ficando pronta e
sai pela porta.

Foi uma semana agitada e uma que eu dei boas-vindas. Novas


peças de arte foram entregues e exibições foram montadas. Quando eu
estava sentada na minha mesa pesquisando algumas novas ideias, o
meu assistente, Gregory, entrou.
—Chloe, há alguém aqui que gostaria de falar com você. Ele é um
artista.

—Mande-o entrar.— Eu sorri.

Procurar por novos artistas era a parte mais emocionante do meu


trabalho. Tanto quanto eu amava a arte histórica e artistas, eu também
adorava descobrir os talentos de indivíduos olhando para quebrar no
mundo da arte. Se eu pudesse fazer isso acontecer para alguém, me
faria feliz.

Quando me levantei da minha mesa, um homem jovem,


provavelmente com vinte e poucos anos, com cabelo preto espetado
curto e piercings, entrou com uma grande pasta preta.

—Este é Caden Rice.— Gregory falou antes de sair e fechar a


porta.

Estendendo a mão para Rice, eu falei: —É bom conhecê-lo,


Caden. Eu sou Chloe Kane. Por favor, sente-se.

—Obrigado, Senhorita Kane. Prazer em conhecê-la. Obrigado por


me receber.

—Não há problema e, por favor, me chame de Chloe. Agora, como


posso ajudá-lo? —Eu falei enquanto eu tomava um assento atrás da
minha mesa.

—Eu queria saber se você estaria interessada em ver algumas de


minhas artes? Eu gostaria de saber a sua opinião.

—Claro. É esse o seu portfólio de arte aí? —Eu apontei.

—Sim.— Ele colocou a pasta preta para baixo na minha frente. —


Eu dei um passeio pela galeria e olhei para toda a arte que você tem em
exposição. Mas eu notei algo que você não tem, que eu sinto que seria
um grande trunfo para esta galeria.

—Oh? E o que é isso?

—Abra o meu portfolio e você vai ver.— Ele sorriu.

Quando eu abri o portfólio e vi a primeira peça de arte, eu olhei


para ele com um sorriso.

—O erotismo contemporâneo.

—Sim.— Ele assentiu.

—Estes são bonito, Caden. Oh meu. —Eu sorri quando me virei


para a página com as fotografias de esculturas provocativas. —Você
esculpe também?

—Sim. Tudo o que você vê aí foram feitas nos últimos seis meses.

—Lindo. Eu adoraria ter uma exibição como esta na galeria. O


corpo humano e intimidade é uma coisa natural e bonito.

—Exatamente. O problema é que eu não consigo encontrar uma


galeria que vai sequer olhar para o meu trabalho.

—Por que isso?— Eu levantei minha cabeça.

—Por causa das poucas galerias ao redor que já tem o erotismo


contemporâneo exibido não estão aceitando nada de novo.

—Bem, eu acho que o seu trabalho é algo que deve ser mostrado,
mas, por causa da natureza, eu vou ter que falar com os proprietários
em primeiro lugar. Eu não quero cruzar todas as linhas. As outras
galerias que Sr. Black possui não tem nada parecido com isso. Se ele
está a bordo, podemos configurar uma exibição.
—Obrigado, Chloe. Uau. Eu não posso acreditar nisso. —Ele
colocou as mãos na cabeça.

Entregando-lhe um pedaço de papel e uma caneta, eu perguntei o


seu número de telefone.

—Eu darei ao Sr. Black uma chamada, marcarei uma reunião e


depois vamos a partir daí.— Eu levantei da minha cadeira e estendi
minha mão. —Eu estarei em contato, Caden.

—Obrigado novamente, Chloe. Tenha um bom dia.

—Você também.— Eu sorri enquanto eu caminhava para fora do


meu escritório.

Puxando meu telefone da minha bolsa, eu fiquei atordoada


quando vi uma mensagem de texto de Sebastian.

Jantar hoje à noite. Vou buscá-la às sete horas.

O que? Ele não entra em contato comigo por uma semana e em


seguida, diz que vamos jantar? Por mais que eu queria vê-lo novamente,
eu não ia deixar ele fazer isso para mim.

Legal para ouvir de você, Sebastian. Infelizmente, eu tenho planos


para esta noite, então eu não serei capaz de acompanhá-lo para o
jantar. Talvez outra hora.

Depois de responder à sua mensagem de texto, comecei a discar


para Connor quando ouvi sua voz subindo as escadas.

—Eu estava prestes a chamá-lo.— Eu sorri quando ele entrou no


meu escritório com Gregory.
—Parece que eu a precedi. Eu tinha alguns negócios a fazer aqui,
então eu pensei que eu iria aparecer e verificar as coisas. Você precisa
de alguma coisa?

—Eu gostaria de falar com você sobre a criação de um novo


display. Eu acho que Ellery deve estar ciente sobre a reunião também.

—OK. Que tipo de exibição?

—O erotismo contemporâneo.

Sua sobrancelha se arqueou enquanto ele olhava para mim. —


Oh. Interessante. Há pinturas específicas que você tenha em mente?

—Falei com um artista apenas um tempo atrás e ele me mostrou


o seu portfólio. Seu trabalho é lindo. Eu estava indo ver algumas das
galerias ao redor e as suas exposições para ver se há alguma
singularidade.

—Entendo. Vamos marcar uma reunião, então. —Ele puxou o


telefone do bolso. —Que tal amanhã ao meio-dia? Ligue para o artista e
peça para nos encontrar aqui. Vou ter Ellery aparecendo e vamos
discutir isso.

—Meio-dia é bom. Obrigada, Connor.


Capítulo 12

Inclino-me para trás em minha cadeira enquanto eu lia a


mensagem de texto de Chloe e tive a impressão de que havia uma
pitada de raiva em suas palavras. Talvez não tanto raiva, mas
definitivamente uma atitude. Será que ela realmente tem planos para
esta noite? Ou ela estava apenas chateada porque eu não tinha estado
em contato com ela desde a noite que passamos juntos na semana
passada?

—Olá, Sebastian,— Eli respondeu.

—Eu preciso que você siga Chloe depois que ela sair do trabalho e
descubra se ela vai para casa ou em outro lugar. Quero saber se ela
está mentindo para mim.

—Vou fazer.

Colocando meu telefone em meu bolso, eu saí do meu escritório.

—Estou saindo, Mackenzie. Voltarei mais tarde.

—Ok, Sr. Bennett.

Pisando no interior da galeria, olhei em volta e vi Chloe de pé


sobre a exposição de arte impressionista, segurando uma pintura na
parede. Ela parecia tão bonita em sua saia curta preta e blusa cinza
justa, que exibiu sua figura de ampulheta com perfeição.
—Você precisa de ajuda com isso?— Eu perguntei enquanto eu
caminhava por trás dela.

Quando ela virou a cabeça, estreitando os olhos trancados com os


meus. Porra, ela estava fazendo meu pau selvagem.

—Não. O que você está fazendo aqui, Sebastian? —Ela perguntou


ao definir a pintura para baixo.

—Eu estava no bairro e pensei em aparecer e dizer oi, desde que


você recusou o meu convite para jantar.

—Sinto muito, mas já tenho planos para esta noite e eu não estou
cancelando porque você quer jantar. Vamos jantar juntos quando eu
estiver disponível — ela falou, enquanto se afastava.

—E se eu não estiver disponível quando você estiver disponível?—


Eu a segui enquanto ela subia as escadas.

—Então nós vamos ter que obter os nossos calendários para fora
e agendar uma noite que nós dois estejamos disponíveis.

—Você está chateada comigo. Eu posso dizer.

—Não, eu não estou. Por que eu iria ficar chateada? — Ela


perguntou quando nós entramos em seu escritório.

—Porque eu não liguei ou enviei mensagens a você durante toda a


semana.

—Então você não me conhece muito bem, Sr. Bennett.— Ela


sorriu.

—Não. Na verdade, eu não conheço. A única coisa real que eu sei


sobre você é o quão incrível você é para fazer sexo. É por isso que eu
quero jantar com você. Para chegar a conhecer você melhor. —Eu
pisquei.

—Eu não tenho certeza se eu deveria estar lisonjeada ou não por


esse comentário.

—Acredite em mim, você deve estar.

Andando mais perto dela, eu coloquei minhas mãos nos seus


quadris e olhei em seus lindos olhos verdes.

—Eu preciso te beijar.

—Você precisa ou você quer?

—Ambos. Você parece muito sexy nessa roupa. —Minha mão


esquerda agarrou seu quadril e percorreu a sua saia, empurrando a sua
calcinha para o lado. —Você está molhada.— Minha língua varreu meus
lábios.

—Sebastian, por favor.

—Por favor, o quê?— Eu sussurrei enquanto meus lábios


suavemente tocaram os dela e meu dedo mergulhou em seu interior.

—Nós não podemos.

—Eu não vou transar com você, Chloe. Eu estou indo só para lhe
dar um orgasmo assim você vai pensar em mim quando você estiver
fora esta noite. —Meu dedo entrava e saía dela.

—Oh Deus.— Ela jogou a cabeça para trás e gemeu enquanto


mergulhava outro dedo dentro.

Minha boca se arrastou descendo pela frente de seu pescoço,


deslizando sobre sua pele macia. Pressionando o polegar contra seu
clitóris, comecei a esfregá-lo em pequenos círculos, enviando seu corpo
em um estado de frenesi.

—É isso mesmo, baby. Goze para mim, —Eu sussurrei enquanto


minha boca encontrou a dela.

Eu podia sentir o rápido batimento de seu coração contra mim e


os ruídos sutis e macios que escapavam dela quando chegou ao
orgasmo, satisfazendo as minhas necessidades por agora. Removi os
meus dedos e a soltei,colocando a mão no meu bolso. Antes de chegar à
porta, me virei e olhei para ela.

—Aproveite a sua noite, Senhorita Kane.— Eu pisquei quando saí.

Eu precisava me sentar, a fim de recuperar o fôlego, para não


mencionar o fato de que meus joelhos trêmulos estavam prontos para
falharem. Tomando um assento atrás da minha mesa, eu ainda podia
sentir o seu toque.

—Você está bem, Chloe?— Gregory perguntou quando entrou em


meu escritório.

—Oh sim. Eu estou... Eu estou bem —Meus lábios deram lugar a


um sorriso.

—Aqui estão as faturas do último carregamento.

—Obrigada. Se tudo está sob controle aqui, eu estou indo para


um par de galerias de arte e então estou indo para casa.
—Aproveite o resto do seu dia, Chloe.— Ele sorriu. —Nós vamos
ligar se acontecer alguma coisa.

Levantando-me da minha cadeira, eu peguei meu telefone e bolsa


e me dirigi a um par de galerias de arte locais para verificar as suas
exibições de erotismo contemporâneo. Quando terminei e consegui
chegar em casa, eu troquei de roupa e chamei um táxi para Porter
House, New York, onde eu estava encontrando Sienna e Sam para o
jantar.

—Bem, Olá, linda.— Sam sorriu enquanto se levantava de sua


cadeira e me dava um abraço. —Há quanto tempo.

—Como vai você, Sam?— Eu dei um pequeno sorriso.

—Eu estou ótimo agora que estou aqui com duas das mais belas
mulheres em Nova York.— Ele piscou.

Olhei para Sienna, cuja bunda estava firmemente plantada na


cadeira, só para pegá-la estreitando seus olhos para mim. Ela sabia que
algo aconteceu hoje. Maldita. Ela sempre sabe.

—Como foi seu dia, Chloe?— Ela perguntou timidamente.

—Ocupado. Muito ocupado. —Meus olhos dirigindo-se a Sam. —


Como foi o seu vôo?— Eu perguntei para me distrair da posição que eu
estava indo para ser colocada, ter de jurar solenemente a dizer a
verdade e nada além da verdade. Isso teria que esperar desde que eu
não estava discutindo os acontecimentos de hoje na frente de seu
garoto brinquedo Inglês.

—O vôo foi bom. Dormindo mais do mesmo. Precisava ter certeza


de que eu tivesse o meu descanso antes de hoje à noite. —Ele piscou
para Sienna conforme ela lhe deu um pequeno sorriso.

—E quanto tempo você estará em Nova York?


—Uma semana. Mas de alguma forma, eu acho que uma semana
não é tempo suficiente com esta beleza. —Ele pegou a mão do Sienna e
trouxe-a até seus lábios.

—Ah, não vocês dois são apenas assim assustadoramente


adoráveis.— Eu encolhi os ombros e enruguei o meu nariz.
Capítulo 13

—Eu não sei por que você está fazendo isso, Sebastian,— Eli
comentou quando puxou na frente do Time Warner Center.

—O que você quer dizer? Vou me encontrar Damien para o jantar.

—De todos os lugares em Nova York, você tem que comer a sua
refeição no mesmo restaurante que a senhorita Kane?

—Pura coincidência, meu amigo.— Eu sorri enquanto saía e via


Damien me esperando na frente do edifício.

Nós subimos as escadas até o terceiro nível, e quando chegamos


ao restaurante, meus olhos fizeram uma varredura rápida por Chloe.

—Onde o senhor deseja, Sr. Bennett?— A anfitriã perguntou


quando sorriu para mim.

—Jantar para dois e quero a mesa bem ali.— Eu apontei.

—Na verdade, essa mesa está reservada para outra pessoa.

—Bem, a tire da reserva.— Enfiei a mão no bolso e tirei uma nota


de cinquenta dólares, entregando a ela.

Ela de bom grado tomou da minha mão e em seguida, olhou para


o mapa de assentos.

—Tem algumas reservadas. Siga-me.

Balançando a cabeça, Damien falou, —O que é isso?

—Eu gosto dessa mesa.


À medida que seguimos à pequena anfitriã nos levando para a
nossa mesa, ouvi meu nome.

—Sebastian?

Olhei e vi Chloe sentada com uma mulher e um homem.

—Chloe? O que você está fazendo aqui? —Fingi agir surpreso.

—Tendo um jantar com meus amigos. Sebastian, esta é a minha


melhor amiga, Sienna, e seu amigo, Sam.

— Olá, companheiro.— Sam sorriu quando se levantou e


estendeu a mão para mim.

—Prazer em conhecê-lo, Sam. Sienna, é um prazer. Eu já ouvi


muito sobre você.

—Tenho certeza que você ouviu.— Ela sorriu. —É bom finalmente


conhecê-lo. Eu estava começando a pensar que Chloe o imaginava.

—Chloe, este é meu amigo, Damien.

—Prazer em conhecê-la.— Ela lançou seu belo sorriso.

—Bem, é melhor me sentar. Aproveite seu jantar. Foi bom


conhecer vocês dois e foi um prazer vê-la novamente, Chloe. —Eu sorri.

Nossa mesa era à direita ao lado deles e tive a certeza que o meu
lugar ficava de frente para Chloe. De vez em quando, eu olho para ela,
só para encontrá-la me observando. Assim que nossos olhos se
encontraram, ela desviava o olhar. Ela não mentiu sobre sair hoje à
noite. Ela já tinha planos para o jantar e me agradou que me disse a
verdade.

Damien se inclinou sobre a mesa e sussurrou: —Outra de seus


brinquedos sexuais? Por que não eu a conheci antes?

—Não. Ela é a única que conheci em Londres.

Damien Walters era um bom amigo meu, que também passou a


ser o vice-presidente do meu departamento de aquisições. Nós nos
conhecemos há cinco anos, quando a empresa onde trabalhava faliu e
eu comprei. Eu fiquei muito impressionado com as suas credenciais, e
ser um graduado de Harvard, ele tinha um grande senso para os
negócios.

—Oh. Ela é sexy pra caralho — ele sussurrou.

Eu atirei-lhe um olhar e ele se inclinou para trás em sua cadeira.

—Normalmente, isso não o incomoda. O que está acontecendo?

—Eu ainda não tenho certeza— eu respondi quando tomei um


gole do meu Bourbon.

Eu podia sentir seu olhar, mesmo que ele não estivesse olhando
para mim, e meu corpo vibrou com a idéia do que aconteceu no meu
escritório no início desta tarde. Eu não tinha parado de pensar nele
desde que saiu e vê-lo aqui esta noite foi um êxtase. Sienna sabia que
algo estava acontecendo, porque ela se levantou e anunciou a Sam que
estávamos indo para o banheiro.

À medida que entramos no interior, ela levemente agarrou meu


braço.

—OK. O que aconteceu com você hoje? E não diga nada, porque
você está brilhando como um vaga-lume em uma noite de verão quente
desde que você entrou aqui.

Defini a minha bolsa no balcão, e cavei o meu batom.

—Ele veio para a galeria hoje e...

—Você teve relações sexuais com ele na galeria?!— ela gritou.

Eu olhei sob as portas para me certificar de que ninguém mais


ouviu sua boca.

—Controle-se. Não. Não realmente. —Eu sorri.


—O que quer dizer “não realmente”?

—Ele apenas me deu um orgasmo e, em seguida, ele foi embora.

A expressão de choque que se abateu sobre o rosto dela me fez


rir.

—O que quer dizer com ele te deu um orgasmo? Você disse que
você não teve sexo.

Eu levantei o meu dedo indicador.

—Oh.— ela soltou em uma longa fala arrastada com os olhos


arregalados.

—Ele me mandou uma mensagem e me pediu para sairmos para


jantar. Eu recusei porque eu estava vindo com você e Sam, então ele
veio para a galeria e disse que queria me dar algo para que eu pensasse
sobre ele esta noite.

—Porra! Isso é tão quente! Preciso de um homem como aquele. —


Ela fez beicinho.

—Você tem Sam pela próxima semana.

Ela revirou os olhos. —Eu sei. De alguma forma, eu não acho que
ele vai ser um Sebastian.

—Você vai sobreviver.— Eu sorri quando coloquei meu batom na


minha bolsa. —Eu tenho que fazer xixi. Vou encontrá-la de volta à
mesa.

Depois de lavar as mãos e secar, abri a porta do banheiroe


encontrei Sebastian encostado na parede com as mãos empurradas nos
bolsos.

—Oi.— Eu sorri.

—Tem mais alguém aí?— Perguntou.

—Umm. Não. Era só eu.


A próxima coisa que eu soube, era que a sua boca estava nas
minhas enquanto ele me empurrava de volta para o banheiro, as mãos
firmemente plantadas em cada lado do meu rosto.

—Você vai direto para casa depois daqui?— Ele perguntou


quando quebrou o nosso beijo.

—Sim.

—Bom. Estarei lá depois que eu terminar o jantar. Nós temos


alguns negócios inacabados a partir desta tarde.

Seus olhos ficaram nos meus enquanto ele beijou meus lábios
uma última vez antes de sair do banheiro. Fiquei ali congelada
enquanto eu tentava processar o que aconteceu, meu coração batendo
rápido e uma dor abaixo que estava gritando com o desejo.

Quando cheguei em casa, tirei os sapatos e fui para o quarto tirar


as minhas roupas e colocar no meu robe de cetim. Quando ele chegasse
aqui, não haveria tempo perdido, mas de alguma forma, eu tinha a
sensação de que ia ser uma merda deixar assim, algo que eu não
queria. Eu queria adormecer com seus fortes braços apertados em torno
de mim enquanto a minha cabeça estava sobre seu peito musculoso.

A campainha da porta tocou e eu o deixei subir. Eu estava na


porta no meu roupão, e ele sorriu quando escovou seus lábios contra
meu e chutou a porta fechada com o pé. Ele não perdeu tempo em
desatar meu robe e deslizar nos meus ombros.

—Porra, Chloe— ele rosnou, enquanto seus olhos correram sobre


meu corpo nu.

Tirando o paletó, ele desabotoou a camisa e jogou no chão, junto


com seus sapatos e calças. Agarrando meus braços, ele me empurrou
contra a parede nua que estava em frente da cozinha. Sua urgência
para me foder não podia mais ser contida e sua determinação para me
levar contra a parede aumentava a minha excitação. Seus lábios
acariciaram meu pescoço enquanto seus dedos mergulharam dentro de
mim. Engoli em seco e um baixo gemido escapou profundamente dentro
de seu peito.

—Você está tomando contraceptivo?


—Sim— eu respondi sem fôlego.

—Que tipo?

—A pílula. Por quê?

—Eu não quero usar um preservativo esta noite.— Seus olhos em


súplica presos nos meus.

Nossas bocas se encontraram e uma sensação de calor me


envolveu. Eu envolvi as minhas pernas em volta de sua cintura e
coloquei a minha mão na parte de trás do seu pescoço, quando ele
empurrou dentro de mim com profundos cursos longos, enquanto seus
braços me levantavam sem esforço. Eu respirei conforme ele se movia
dentro e fora de mim, cavando as minhas unhas na parte de trás do seu
pescoço enquanto a onda de um orgasmo veio e me levou para longe.
Ele gemeu quando o suor escorria de sua testa.

—Vire-se, baby, e enfrente a parede— ele ordenou quando abriu


as pernas em sua cintura.

Fiz o que ele pediu; suas mãos trancaram os meus seios e sua
língua deslizou para cima e para baixo em minha espinha antes que ele
entrasse em mim por trás. Deixando de lado os meus seios, ele colocou
as mãos contra a parede e rapidamente se moveu dentro e fora de mim,
deixando sussurros suaves de êxtase escapar de seus lábios. Um último
impulso profundo e ele abrandou, me enchendo com seu esperma. Ele
colocou um braço em volta da minha cintura e gentilmente nos baixou
para o chão. Ficamos ali, o coração batendo ferozmente contra minhas
as costas enquanto os lábios estavam contra o meu ombro. Minha mão
estava envolvida em torno de seu braço, não querendo que ele soltasse.
Eu podia sentir seu pênis amolecer e ele tirou de mim.

—Como foi o seu jantar?— Perguntou.

Virei à cabeça e olhei para ele. Sorrindo, eu falei: —Foi bom.


Como foi o seu?

—Perfeito agora que eu tive a minha sobremesa.


Levantou-se do chão e estendeu a mão para mim. Depois de me
ajudar, ele pegou meu robe do chão e colocou-o sobre os meus ombros
quando beijou meus lábios.

—Eu tenho que ir. Eu tenho uma reunião amanhã de manhã


muito cedo.

A decepção passou por mim, matando meu extremamente bom


humor.

—Eu quero que você fique a noite.

—E eu quero, mas eu não posso. Você entende, não é? —Ele


segurou meu queixo com a mão.

—Sim. Eu entendo.

—Bom. Eu sabia que você iria.

Observei-o enquanto ele se vestiu e, em seguida, eu andei até a


porta.

—Eu estarei em contato. Obrigado por uma noite bonita. —Ele


sorriu quando beijou a minha testa e em seguida, os meus lábios.

Fechando a porta, eu estava lá e olhei para ele como pensamentos


escalados na minha cabeça. Pensamentos em Sebastian, o sexo
alucinante que tínhamos, e a maneira como ele sempre saia depois. A
única noite em que ficamos foi em Londres e foi porque seu quarto era
de hotel, mas ele estava certo como a merda em ter saído na manhã
seguinte.

Preocupações encheram a minha mente com a possibilidade dele


estar me usando para seu próprio prazer sexual. Era tarde demais para
mim. Meu vínculo com ele não era apenas físico, por enquanto, o apego
emocional estava resolvido, me deixando sentir rejeitada e usada.
Capítulo 14

Depois de tomar um banho, eu subi na cama e entrei no facetime


com Sienna. Eu sabia que ela provavelmente não iria responder, porque
ela estava com Sam, mas valeu a pena o tiro. Eu precisava
desesperadamente falar com ela.

—Olá, linda.— Seu rosto sorridente apareceu na tela. Ela estava


coberta por um lençol, deitada na cama.

—Eu não estou interrompendo nada, estou?

—Não no momento. E aí?

Suspirei. —Sebastian se aproximou e, mais uma vez, foi um bam


bam, e obrigado senhora.

—Qual foi a sua desculpa dessa vez?— Ela revirou os olhos.

—Ele tinha uma reunião no início da manhã.

—Ele é um tiro quente e corporativo e tenho certeza que tem


compromissos. O mínimo que poderia ter feito era trazer um par extra
de roupas com ele. O que é que ele quer?

—Quero saber?

—Por favor, não me diga que você se tornou emocionalmente


ligada.

—Quem está emocionalmente ligada?— Ouvi Sam dizer quando


Sienna virou seu telefone e seu corpo nu apareceu na tela enquanto ele
passava.
—Gah. Pare com isso!

—Ele não tem a mais bonita bundinha?— Sienna sorriu. —Enfim,


de volta ao seu apego emocional.

Não deixe que ele te usar assim. Você é uma das mulheres mais
fortes que eu conheço. Não deixe que a sua boa aparência e grande sexo
tirarem vantagem de você. A próxima vez que ele quiser sexo, você lhe
pergunta se ele estará saindo depois. Se ele disser que sim, o chute
para fora da porta.

—Bom conselho, S. Hey, Chloe.— Sam acenou.

—Hey, Sam.

—Nós vamos falar mais sobre isso amanhã. Durma um pouco e


tente não pensar sobre ele, ok?

—OK.

Bem, ela não foi de nenhuma ajuda. Conforme eu puxei as


cobertas sobre mim e afundei em minha cama, eu não conseguia parar
de pensar sobre como eu não sabia nada sobre Sebastian Bennett. Tudo
o que eu sabia era que ele possuía a sua própria empresa de vários
bilhões de dólares. Ele não parecia querer compartilhar algo sobre si
mesmo, ou talvez, porque a oportunidade não estava lá. Cada vez que
estivemos juntos,consistia em nada além de sexo, e depois ele me
deixava.

Minha noite com um estranho em um país estrangeiro acabou por


ser muitas noites com um estranho na América, e isso era exatamente o
que ele era: um estranho. Só porque eu sabia seu nome, trabalho, e
idade não significava que eu realmente o conhecia de todo.

Na manhã seguinte, eu tropecei para fora da cama, de banho


tomado, e me dirigi para a galeria. Após uma manhã movimentada, eu
olhei para o relógio. Era quase meio-dia.

—Eu estou indo para o meu escritório,— Eu falei com Gregory e


Micha. —Connor, Ellery, e Caden deverão estar aqui em breve.

Quando me sentei na minha mesa, eu peguei meu telefone para


ver se eu tinha quaisquer mensagens. Nenhuma. Zero. Nada.
Em algum lugar no fundo da minha cabeça, o pensamento de que
Sebastian poderia ter me enviado uma mensagem de texto para, pelo
menos, dizer “oi” saiu. Quando eu defini o meu telefone para baixo, vi
Connor e Ellery entrar.

—Boa tarde.— Ellery sorriu quando se aproximou e me deu um


abraço. —Ele já está aqui? Estou morrendo de vontade de ver o seu
trabalho. —Seu sorriso se alargou.

—Ainda não.

—Por que não podemos ir lá e esperar por ele?— Connor falou


quando ele caminhou até o sofá e sentou-se.

Eu podia ouvir a voz de Gregory subindo as escadas. Olhando por


cima, vi Caden.

—Connor, Ellery, este é Caden. Caden, estes são os proprietários


da galeria, Connor e Ellery Black.

—Prazer em conhecê-lo.— Ellery sorriu quando estendeu a mão.

Após todos os alôs serem ditos, nós todos nos sentamos na área
fora do meu escritório e Caden abriu seu portfólio. Eu estudei o rosto de
Ellery enquanto ela visualizava o trabalho do artista. Eu poderia dizer
que ela adorou. Então eu olhei para Connor quando ele limpou a
garganta.

—Bem, devo dizer que estes são...— Ele tomou uma respiração
afiada. —Muito artísticos.

Eu não poderia ajudar, mas deixei escapar uma risada grande.

—Ellery?— Perguntou.

—Eu amo isso e eu acho que é uma ótima idéia para realizar uma
exposição de um mês. Esta galeria é perfeita do jeito que está, mas
adicionando um pouco de sexo iria torná-la ainda melhor.

Eu assisti Connor quando ele engoliu em seco. —Chloe?— Ele


olhou para mim.

—Eu acho que é um trabalho bonito e devemos ir com ele.


—Eu adicionei algumas fotografias em preto e branco
emolduradas no final. Não só as pessoas como o realismo de minhas
pinturas, e eles gostam da fotografia ainda que eu faça bem.

—Lindo— Ellery e eu falamos ao mesmo tempo em que olhava


para as fotos.

—Na verdade, é.— Connor sorriu.

Ellery olhou para ele e levemente bateu em seu braço.

—O que? São belas fotografias. Eu estou concordando com você.


Caden, esta galeria gostaria de apresentar o seu trabalho artístico.
Chloe vai cuidar de tudo e passar por cima com você em como lidamos
com comissões e vendas.

O rosto de Caden se iluminou quando ele agradeceu Connor e


Ellery. Nós nos despedimos e eu levei Caden em meu escritório.

—Nós vamos configurar a exposição em duas semanas. Isso vai


nos dar tempo suficiente para fazer propaganda, convidar, e colocar o
seu trabalho aqui. —Eu alcancei na minha gaveta da mesa e tirei um
contrato. —Aqui está o contrato para a sua arte. Leia-o, e, se concordar
com tudo, assine e devolva para mim quando você entregar as suas
pinturas. Além disso, eu quero ajeitar algumas esculturas, então se
certifique de enviá-las também.

—Eu não posso mesmo acreditar nisso. Muito obrigado, Chloe.


Devo-lhe um grande momento.

—Você é bem-vindo e você não me deve nada. Estou apenas


fazendo o meu trabalho. —Eu sorri.

Acompanhei-o para fora da galeria e voltei a minha atenção para


Gregory.

—Eu preciso de você para executar um anúncio para a exposição


e enviar alguns convites.

—Onde é que vamos colocar o monitor?— Perguntou.

—Segundo nível. Temos todo o espaço lá em cima, do outro lado


do meu escritório. Nós vamos precisar de mais alguns cubos de exibição
e um sinal para colocar aqui em baixo indicando ser Contemporâneo
erótico no andar de cima. Tenha Micha cuidando disso.

—Vou fazer, Chloe.

—Obrigada. Estou saindo para almoçar agora, então eu vou estar


de volta.

Quando eu estava caminhando para fora das portas da galeria,


Sebastian me parou.

—Indo a algum lugar?— Ele sorriu.

—Almoçar.— Minha barriga vibrou com a visão dele.

—Tempo perfeito. Eu também. —Ele estendeu o braço.

Que diabos. Eu coloquei meu braço no seu e nós fomos pela rua a
um pequeno, mas acolhedor restaurante italiano.

Eu não estava indo para vê-la hoje. Na verdade, eu tinha


planejado não chamá-la ou vê-la por cerca de uma semana.

Ela consumiu a minha mente a cada minuto de vigília e eu


mesmo me encontrei sonhando com ela enquanto eu dormia.

Isso não era para acontecer. Nunca tive com qualquer outra
mulher que me causou isso,pois muita coisa está acontecendo com ela.
Não importa o quão duro eu tentei colocar Chloe Kane fora da minha
mente, ela não iria sair.

—Eu tive um tempo maravilhoso com você na noite passada.— Eu


sorri enquanto estendi a mão sobre a mesa e coloquei a sobre a dela.

—Eu também. Mas teria sido melhor se você tivesse ficado a


noite.
—Sinto muito sobre isso, mas eu não podia. Eu disse que tinha
uma reunião esta manhã.

—Eu sei. Eu estava apenas dizendo que teria sido melhor. —Ela
tomou um gole de sua taça de vinho.

Eu estava prestes a fazer algo que eu nunca tinha feito antes.

—Você gostaria de sair comigo para o fim de semana?

—Onde?— Ela sorriu.

—Vegas. Eu tenho uma reunião de negócios. Não vai demorar


muito e então podemos ter o resto do fim de semana juntos para fazer o
que quiser.

—Você quer dizer que podemos realmente dormir juntos em uma


cama?— Ela sorriu.

—Essa e muitas outras coisas.— Eu pisquei.

Ela mordeu o lábio inferior. —Quando você vai sair?

—Amanhã.

—Eu tenho que trabalhar o dia todo.

Puxei meu telefone do meu bolso e liguei para Connor.

—Connor Black— ele respondeu.

—Connor, é Sebastian.

—Olá, Sebastian. A que devo o prazer?

—Você se importaria se eu roubasse Chloe Kane amanhã?

—O que você quer dizer?

—Eu estou voando para Las Vegas e eu gostaria que ela fosse
comigo, mas ela diz que tem que trabalhar.

—Oh. Eu não sabia que vocês dois estavam se vendo.

—Isso ainda está sendo determinado.


—Ah, eu vejo. Se ela puderter o dia fora, é bom para mim. Ela é a
gerente e ela sabe se pode ou não pode.

—Obrigado, meu amigo. Eu vou estar em contato.

—Sebastian, espera. Chloe é uma grande mulher e eu sei que eu


não tenho que...

—Eu sei e, não, você não tem que dizer....

—OK. Divirta-se em Las Vegas.

—Obrigado. Falaremos em breve.

Chloe sentou perto de mim com os olhos arregalados enquanto


ela me ouvia falar com seu chefe. Eu sabia que Connor não se
importaria, mas eu precisava colocar a mente de Chloe à vontade.

—Eu não posso acreditar que você acabou de chamá-lo.

—Por quê? Nós somos amigos. Ele disse que não tem um
problema com você tirando o dia de folga, enquanto você sente que
pode. Então você pode?

—Eu não sei. Tenho uma exposição chegando em um par de


semanas.

—Então você pode trabalhar duro extra na segunda-feira.— Eu


sorri.

—Bem. Eu vou para Vegas com você.

—Excelente. Eu vou buscá-la amanhã de manhã às oito horas

—A que horas o nosso voo sai?

—Sempre que eu quiser.

Ela estreitou seus olhos para mim como se ela não entendesse.

—Eu tenho meu próprio jato particular, Chloe.

—Sério?— Ela sorriu. —Isso é tão legal.


Eu ri. —Estou feliz que você pensa que é legal.— Eu olhei para o
meu relógio. —Se tivermos terminado aqui, eu preciso voltar para o
escritório.

—E eu preciso voltar para a galeria.

Eu paguei a conta e coloquei as minha mão nas costas de Chloe


quando nós saímos do restaurante. Caminhando de volta para a galeria,
beijei suavemente seus lábios.

—Vejo você amanhã de manhã.

—Obrigada pelo almoço.

—Você é bem-vinda.— Eu empurrei uma mecha de seu cabelo


loiro bonito atrás da orelha.

Subi para a limusine e afundei de volta contra o couro preto


exuberante. O que diabos eu estava fazendo?
Capítulo 15

Enquanto eu caminhava para a galeria, eu estava nas nuvens.

—Gregory, Micha, eu não vou estar aqui amanhã, então eu vou


precisar de vocês, para lidar com as coisas enquanto eu estiver fora.—
Eu sorri.

—Não se preocupe, Chloe.

Fiquei ali com uma cara retorcida, à espera de um deles para me


enviar perguntas sobre por que eu estava tirando o dia de folga. Eles
não o fizeram.

—Vocês não vão perguntar por que eu não vou estar aqui?— Eu
coloquei minhas mãos em meus quadris e inclinei a cabeça.

Eles olharam um para o outro.

—Realmente não é nosso negócio porque você toma o dia de


folga,— Gregory falou.

—Bem, eu estou tornando o seu negócio. Continue. Pergunte-me.

—Por que você não vai estar aqui amanhã?— Perguntou Micha.

—Porque eu vou para Las Vegas para o fim de semana!— Eu


exclamei com entusiasmo.
—Que divertido!— Gregory falou. —Com quem você está indo?

—Sr. Sebastian Bennett.

—Garota de sorte— Micha respondeu. —Ele é um sonho.

—Ele com certeza é. Se me derem licença, tenho algum trabalho


que eu quero terminar antes de sair. —

Eu não podia acreditar que Sebastian me pediu para ir com ele.


Duas noites e três dias de nós termos nada além de sexo, sexo e mais
sexo, para não mencionar o fato de que eu estaria me aconchegando
contra ele a noite inteira, sentindo seu corpo nu quente pressionado
contra o meu e seus braços fortes enrolados em torno mim. Eu
precisava chamar Sienna.

—Olá, amiga.— Seu rosto apareceu na tela quando ela se sentou


em sua mesa.

—Adivinha quem está saindo para Vegas amanhã de manhã?

—Eu não sei. Seus pais?

—Não, menina boba. Eu! Sebastian me pediu para ir com ele e eu


disse que sim. Então, eu não estarei disponível a partir de amanhã até
domingo.

—O homem é sábio. Eu estou tão feliz por você.

—Isso poderia realmente ser o começo de algo, Sienna. Estou


totalmente louca por ele.

—Escute, Chloe, e não tome isso da maneira errada. Você sabe


que eu te amo, mas pelo amor de Deus, não se meta presa nele. Eu não
quero que você se machuque. Eu nunca vi você reagir assim com um
cara antes e, para ser honesta, é assustador.
Revirei os olhos para ela.

—Não revire os olhos em mim. Você sabe que é verdade. Eu estou


apenas olhando para o seu bem-estar.

—E eu aprecio isso, mas isso é tudo culpa sua.

—Como no inferno é minha culpa?— Ela fez uma careta.

—Você é a única que me empurrou para ter um caso de uma


noite com um estranho em outro país. Para você saber nunca teria feito
isso em primeiro lugar, eu nunca teria pensado sobre isso e agido sobre
ele. Então, isso acaba sendo tudo culpa sua. —Eu sorri.

—Meu Deus! Você é tão boa. —Ela riu. —Eu tenho que ir,
querida. Sam apenas acabou de chegar e nós estamos indo para o
almoço. Diga oi para Chloe.—Ela virou o telefone para que eu pudesse
vê-lo.

—Olá, linda.— Ele sorriu enquanto acenava.

—Hey, Sam. Desfrute do almoço e eu vou falar com você mais


tarde, Sienna.

—Divirta-se em Vegas e eu quero todos os detalhes suculentos


quando você voltar. Ou sinta-se livre para enfrentar facetime comigo
enquanto você estiver na cama. Eu adoraria vê-lo nu. —Ela piscou.

Depois de terminar a chamada, eu terminei o trabalho que eu


estava indo fazer amanhã e fui para casa para fazer a mala.

Conforme o carregador abriu a porta para a suíte, eu engoli em


seco quando eu pisei dentro do foyer de mármore italiano.
Sebastian passou por mim, depois parou e me olhou enquanto eu
estava ali congelada.

—O que há de errado?— Ele riu.

— Isso é tão bonito.

—Por favor, entre no interior da área principal. Se você acha que


o foyer é bonito, espere até ver o resto. —Ele estendeu a mão.

Colocando minha mão na sua, ele me levou até a sala.

—Uau. Sério? —Eu sorri.

—Sério.— Ele piscou.

—Quão grande é esta suíte?

—Cerca de dois mil metros quadrados.

Eu estava cercada por mármore italiano, mobiliário e decoração.


A sala era decorada impecavelmente e as obras de arte nas paredes
falavam por si só.

—Você gostaria de ver o quarto?— Perguntou Sebastian.

—Claro. Eu tenho certeza que é maior que o meu apartamento.

Ele estreitou seus olhos para mim por um momento. —Sim. Eu


acho que é.

No quarto, eu me arrastei pela luxuosa extragrande cama king-


size.

—Oh meu Deus, isso é tão confortável. Eu vou dormir como um


bebê. —Eu esparramei em minhas costas.
—Odeio dar a notícia a você, querida, mas você não vai ter muito
sono.

—Ok.— Eu sorri conforme me apoiei em meus cotovelos.

Ele me deu um sorriso e, em seguida, olhou para o relógio.


Pisando em direção à cama, ele se inclinou e me beijou.

—Tanto quanto eu quero te foder nessa cama, agora, eu tenho


essa reunião para chegar. Eu não devo demorar mais do que um par de
horas. Você pode ficar aqui no quarto ou va verificar o hotel, mas faça o
que fizer, não saia. Eu não quero que você perambulando Vegas por si
mesma. Combinado?

—Combinado.

—Haverá tempo de sobra para todo o resto ao longo dos próximos


dois dias— ele rosnou.

Levantando-se, ele puxou um clipe de dinheiro do bolso que


segurava um maço ridículo de dinheiro.

—Aqui. Leve isso no caso de você querer ir até o cassino. Eles têm
algumas boas máquinas.

—Você não tem que me dar dinheiro. Eu tenho o meu.

—Leve-o, Chloe.— Ele arqueou as sobrancelhas.

—Se você insiste.— Eu sorri enquanto eu peguei dele.

Beijando-me uma última vez, ele saiu e foi para sua reunião. Eu
nunca tinha estado em um lugar tão luxuoso em toda a minha vida.
Toda a suíte era simplesmente impressionante. O banheiro de mármore
tinha uma forma oval, banheira de hidromassagem e um enorme
chuveiro separados com vidro. Havia uma sala de mídia fora da sala,
que contava com uma TV HD na parede e um em secção cor de creme
que rodeava o quarto.

Segurando o dinheiro que Sebastian me deu em minha mão, eu


contei isso.

—Santa Mãe de pérola,— eu disse em carga. Ele tinha me dado


mil dólares.

Fazendo meu caminho para o cassino, tomei um assento na mesa


de blackjack. Enquanto estava sentada lá com uma multidão reunida
em torno de mim, eu senti um toque no meu ombro. Quando eu virei
minha cabeça, eu vi Sebastian ali de pé.

—Ei. A sua reunião já acabou?

—Já? Já se passaram quatro horas. Enviei-lhe numerosas


mensagens de texto e você não respondeu — ele falou com uma pitada
de raiva.

—Uau. Sério? Eu estive sentada aqui por quatro horas? —Mordi


meu lábio inferior. —Esta é a minha última mão.

—Que diabos, Chloe? Quanto você ganhou?

—Eu não sei.— Eu dei de ombros quando o distribuidor


encarregou o cartão final e eu ganhei. —Woohoo!— Eu segurei minhas
mãos no ar. —Obrigada, Chuck. Tem sido divertido, mas eu tenho que
ir.

—Parabéns, Chloe.— Ele sorriu.

Juntei todas as minhas fichas, as colocando em um copo grande,


e entreguei a Sebastian.

—Aqui está.— Eu sorri.


—O que você está fazendo?— Ele olhou para as fichas

—Espere um segundo. Se eu estou vendo essas fichas direito, tem


de haver mais de cinco mil dólares aqui.

—Mais ou menos algumas centenas.

—Como diabos você ganhou isso?

—O sol está em Leão no momento.— Eu sorri.

—Que?— Ele franziu a testa.

—Esqueça. Eu estava apenas sortuda esta noite. Isso é tudo.

Após descontar as fichas fomos até a suíte.

—Tome isso— ele falou quando me entregou o dinheiro.

—Não. É seu. Você me deu o dinheiro para jogar e eu ganhei.


Então, eu estou lhe dando de volta.

—Bem. Vou ter de volta os mil dólares que lhe dei e você
mantenha o resto.

—Sério, Sebastian. Fica com isso. Foi o seu dinheiro que ganhou.
Capítulo 16

Eu não podia acreditar que eu estava ali discutindo com ela sobre
o dinheiro que ela ganhou. O mais importante, eu não podia acreditar
que ela estava se recusando a tomar quatro mil dólares. Quem diabos
faz isso? Não qualquer mulher que eu já conheci. Se eu tivesse
escolhido para dar a qualquer uma das mulheres que tinham estado
com esse tipo de dinheiro, elas arrebatariam da minha mão e correriam
para uma loja de designer mais próxima. Mas Chloe era diferente de
qualquer pessoa que eu já conheci e eu não poderia explicar o porquê.
Eu tinha sentido isso na noite que fodi ela pela primeira vez em
Londres. A inocência que irradiava dela era pura.

—Eu não estou discutindo com você sobre isso. Você está
tomando o dinheiro que ganhou. Fim da discussão. Vá comprar algo
agradável com ele. Talvez uma pintura que você ama e pense em mim
cada vez que você olhar para ela. —Eu sorri enquanto corri minha mão
pelo seu rosto.

—Bem. Se isso vai calar sua boca, eu vou mantê-lo.

Arqueando minha sobrancelha para ela, eu falei: —Se isso vai me


calar? Eu posso pensar em alguma coisa agora que vai me calar, mas
fazer você gritar.

—E o que é isso?— Os cantos de sua boca se curvaram para


cima.
—Oh, eu acho que você sabe.— Minha mão deslizou para cima no
curto vestido de verão que ela usava e segurei-a.

Ela soltou um leve gemido.

—Mas talvez devêssemos comer primeiro.— Eu tirei minha mão e


me afastei, sorrindo de orelha a orelha.

—Eu... Eu não quero comer agora— ela murmurou.

—Então o que você quer, Chloe?— Eu perguntei quando eu me


virei e estava a poucos passos dela.

—Você. Podemos comer mais tarde.

—Então, em vez de comer o jantar, você quer que eu te foda?—


Meu pau já estava de pé com força total.

—Sim.— Um pequeno sorriso cruzou seus lábios.

—A sua boceta esta molhada?

—Sim.

Eu já sabia que ela estava molhada. Eu senti a delícia através da


calcinha.

—Talvez você precise sentir por si mesma apenas para ter certeza.

Enquanto eu estava lá, eu assisti enquanto ela tirava as alças de


seu vestido, deixando-o cair ao chão.

Meu Deus, ela era perfeita. Colocando a mão na frente de sua


calcinha, ela sentiu-se e meu pau já estava prestes a explodir. Muitas
mulheres haviam se tocado para mim, mas quando ela fez isso, me
tirou o fôlego.
—Estou muito molhada.— Ela continuou a brincar com ela
mesma.

Engoli em seco, porque eu não conseguia segurar. Isso não ia ser


agradável e lento. Estava indo ser duro e difícil, porque era isso que ela
fez para mim. Eu rapidamente desabotoei a camisa e a tirei. Enquanto
eu desabotoava as calças, caminhei lentamente em direção a ela. Ela
tirou a calcinha e colocou os dedos em seu clitóris, sensualmente
esfregando-se com um olhar sedutor em seu rosto.

—Você tem alguma ideia do que você está fazendo comigo?—


Rosnei quando puxei para baixo e saí da minha calça.

Ela não disse uma palavra quando olhou para mim. Envolvendo
um braço ao redor dela, eu a levei para o chão, movendo a mão dela
para que eu pudesse terminar o trabalho. Estimular ela era gratificante
e eu poderia fazê-lo durante toda a noite. Ela ficou deitada no chão,
salvo em meus braços enquanto meus dedos se moviam dentro e fora
dela. Por mais que eu queria beijar seus lábios macios, eu resisti,
porque eu queria ver a expressão em seu rosto quando ela gozasse.

—Você vai gozar?— Perguntei.

—Sim. Oh Deus, sim! — Ela gemeu quando seu corpo se apertou.

Fechando os olhos e com os lábios entreabertos, ela soltou um


gemido baixo quando senti o calor derramar dela.

Seus sons eram música para os meus ouvidos.

—Eu preciso de você agora!— Eu fiquei em cima dela e empurrei


profundamente para dentro.

Envolvendo suas pernas em volta de mim, seus quadris se movem


em sincronia. Sua vagina estava tão quente que estava tomando tudo
que eu tinha não explodir tão cedo. Eu precisava me controlar, então eu
desacelerei e tomei os belos olhos que olhavam para mim enquanto eu
me movia lentamente dentro e fora dela.

—É isso que você queria?— Eu sorri enquanto empurrava uma


mecha de cabelo de sua testa.

—Sim.— Ela sorriu. —Agora isso não é muito melhor do que


comer?

—Com certeza é, querida.— Eu beijei os lábios e aumentei o


ritmo.

Depois de alguns golpes duros, meu pau, que estava mais do que
pronto, explodiu dentro dela.

Conforme ele abaixou seu corpo sobre o meu, que estava lá em


um abraço, meus dedos habilmente correram para cima e para baixo
em suas costas. Eu estava mais que satisfeita, pelo menos por
enquanto.

—Vamos comer agora?— Perguntei.

Ele levantou a cabeça e, com um sorriso, ele falou: —Sim. Nós


devemos. Estou faminto.

Ele saiu de cima de mim e me ajudou a levantar.

—Nós estamos indo para fora ou ficando?—Perguntei.

—Qual você prefere?


—Não importa. Eu estou bem com qualquer um.

Ele entrou no quarto e puxou um par de calças de moletom de


sua mala. Eu segui atrás, agarrando o robe branco do armário.

—Que tal desfrutar de uma noite agradável, e então podemos


passar o dia inteiro amanhã explorando Vegas?— Ele falou.

—Eu gosto dessa idéia.— Eu puxei meu celular da minha bolsa.


—Oh, olhe para isso. Um cara chamado Sebastian me enviou algo como
dez mensagens de texto.

—Você deveria ter respondido e, em seguida, eu não teria que


enviar tantas.

Ele foi até a mesa e pegou o menu de jantar do quarto em suas


mãos. Ele levou para o sofá, eu segui e me sentei ao lado dele.

—Eu não ouvi o meu telefone. Eu estava muito ocupada


ganhando todo esse dinheiro. —Eu sorri.

—Eu imaginei que você estava no cassino, mas eu ainda estava


preocupado.

Ao ouvi-lo dizer que ele estava preocupado bateu algo dentro de


mim. —Eu posso cuidar de mim mesma.

—Eu tenho certeza que você pode. Mas, ainda assim, você deve
verificar o telefone de vez em quando. E, a propósito, o que exatamente
você quer dizer com “o sol está em Leão”?

—É uma coisa astrológica. Se você não o segue, você não


entenderia.

—Você segue esse material?


—Sim. No caso de você não ter notado, meus pais são exemplares
obsoletos dos anos sessenta. Eles são muito espirituais, astrológicos,
pessoas abertas. Eu fui criada nisso.

Ele riu. —Aposto que fumam maconha também.— Ele olhou para
o menu.

—Eles fazem,— Falei com seriedade. —E o ouvi dizer “maconha”


apenas me matou.

—Por quê?

—Porque você é tão apropriado e formal. Eu estava esperando que


você usasse outra palavra, como a cannabis3.

Ele levantou a cabeça e seus olhos olhavam para os meus. —Será


que eles realmente fumam cannabis?

—Sim. Então, se você estiver na casa deles em algum momento,


não se ofenda quando Larry puxar um e começar a fumar. Eu apenas
estou colocando você em alerta agora. —Eu sorri.

—Obrigado pelo aviso. Agora, você gosta de filé? Porque eu notei


que você não é uma vegetariana.

—Eu amo filé.

—Preparado como?

—Mal passado.

—Ah. Uma menina depois do meu próprio coração. Eu não


conheço muitas mulheres que comem suas carnes assim.

3também conhecida por vários nomes populares, Maconha, erva, liamba,


marijuana cânhamo, ganja e suruma também são termos utilizados para se referir à planta
—Eu aposto que você conhece um monte de mulheres,— eu
soltei.

—Sim. Eu faço. —Ele sorriu.

—E eu aposto que você foi com um monte de mulheres.— Minha


boca não iria parar.

Ele olhou para mim por um momento. —Sim. Eu tenho. —Seus


olhos se estreitaram para mim.

—E você nunca encontrou alguém especial?— Eu levantei minha


cabeça.

—Não. Que há com todas as perguntas?

—Nada. Eu só estou surpresa que alguém tão confiante, sexy e


rico quanto você, não se agarrou a alguém.

Ele se levantou do sofá e foi até o telefone.

—Primeiro de tudo, eu não agarro para ninguém. Em segundo


lugar, as relações estão fora da mesa.

Ai. Duplo ai. Triplo ai. Eu senti a faca apunhalando meu coração.

—Por quê?

—Porque. Agora eu tenho que chamar a nossa ordem. Então, por


favor, sem mais perguntas.

Depois que ele terminou de colocar a ordem, ele caminhou até o


bar e abriu a garrafa de Prosecco do hotel generosamente cedido na
nossa chegada.

—Obrigada— falei quando ele me entregou uma taça.


Seu humor tinha mudado de repente. Aparentemente, a conversa
de relacionamentos era um tabu. Estava dizendo que as relações
estavam fora da mesa uma dica para mim? Estaria se tornando claro
que o que quer fosse que estávamos fazendo não ia ser nada mais? Eu
ia esquecer o que ele disse por agora e aproveitar o resto do nosso
tempo em Las Vegas.
Capítulo 17

Eu sabia que não demoraria muito para que as perguntas fossem


feitas. O que diabos eu estava pensando quando a trouxe para Vegas?
Eu sabia que era um risco, mas no momento, eu não me importava.
Quando nós nos deitamos na cama depois de mais uma rodada de sexo,
Chloe decidiu que ela ia tomar um banho.

—Você gostaria de se juntar a mim?— Perguntou ela.

—Não. Vá em frente. Eu só vou passar por cima de algumas notas


da reunião.

—Ok.— Ela sorriu quando me beijou.

Observando-a sair da cama e caminhar até o banheiro


completamente nua era de parar o coração. Seu corpo era pura
perfeição e era o que eu mais desejava. Um desejo inexplicável. O jantar
foi tranquilo. Meu humor mudou no momento que ela trouxe outras
mulheres, um tópico que eu nunca ia discutir com ela.

Quando eu estava folheando as minhas anotações, ouvi-a


suavemente cantar na banheira. Eu não poderia deixar de sorrir para a
distração, então eu sai da cama e caminhei até o banheiro.

—Você tem uma bela voz para cantar.— Eu sorri enquanto eu


estava ao lado da banheira.

—Obrigada. Você mudou sua mente sobre se juntar a mim?

Eu fiquei lá por um momento e tomei a bela vista na minha


frente.

—Sim. Eu tenho.
Ela sentou-se e se moveu para a frente, enquanto eu subia atrás
dela. Quando eu passei meus braços em torno dela, ela se aconchegou
contra mim.

—O que o seu pai faz para viver?— Perguntei.

—Ele é um cantor de clube e de rua.

—Huh?— Inclinei a cabeça.

—Todo dia, ele joga sua guitarra e canta ao redor da cidade e, de


noite, ele se apresenta em clubes.

—Que tipo de música ele toca?

—Folk4 principalmente.

—E a sua mãe?

—Ela é uma conselheira espiritual e ensina ioga.

—Uma o quê?—Perguntei, confuso.

—Uma conselheira espiritual.— Ela virou a cabeça e olhou para


mim.

—Oh. Sim. Uma conselheira espiritual. Eu não ouvi corretamente


na primeira vez.

Para mim, isso era estranho.

—E seus pais?— Ela perguntou inocentemente.

Eu sabia o que estava em risco quando eu perguntei a ela sobre


os seus pais.

—Meus pais foram mortos há muitos anos, e eu vou ser honesto


com você, Chloe, eu não quero falar sobre eles— eu falei em uma voz
autoritária.

4Folk rock é um gênero musical que combina elementos de música folclórica e rock.
—OK. Eu sinto muito. —Ela removeu os braços dela e saiu da
banheira.

—Onde você vai?

—Eu realmente não sinto vontade de tomar mais banho. Eu estou


cansada e eu acho que estou só indo dormir. Você usou-me bastante,
Sr. Bennett.

Eu feri seus sentimentos. Saí da banheira, enrolei uma toalha em


volta da minha cintura e entrei no quarto onde Chloe estava colocando
a sua camisola. Andando atrás dela, eu passei meus braços em volta da
sua cintura e pressionei meus lábios contra seu ombro.

—Ei, me desculpe se eu soei abrupto. É apenas um assunto


delicado e é algo sobre que eu não gosto de falar. Preciso que respeite
isso.

—Está tudo bem, Sebastian. Eu não sabia.

—Eu sei que você não fazia— eu sussurrei. —Vamos para a cama.
Temos um grande dia de passeios, amanhã, pela cidade. Eu pensei que
talvez você gostaria de ir ver Cirque du Soleil amanhã à noite.

—Eu já ouvi coisas muito boas sobre esse show. Mas não é
vendido para fora? — ela perguntou quando se virou em meus braços.

Piscando-lhe um sorriso, eu falei: —Eu tenho um par de


ingressos.

—Parece divertido. Eu adoraria ir ver isso.

Eu a beijei na testa, e subi na cama. Quando nós ficamos lá,


nossos corpos colados firmemente um contra o outro isso me fez
lembrar de uma noite em Londres. A noite que tão livremente a abracei
enquanto ela dormia. Outra coisa que eu não entendi. A esmagadora
necessidade de querer segurá-la. Eu nunca tive isso com as mulheres
que eu dormi. Após a porra toda com elas, eu saia e ia para o meu lado
para frente. A única coisa que sempre me mantive fiel era que eu iria
sair antes que elas acordassem. Agora que temos a coisa toda de pais
fora do caminho, esperamos, que as perguntas sobre o meu passado
fosse parar. Mas de alguma forma, eu duvidava.
Abri os olhos e sorri quando vi Chloe olhando para mim.

—Bom dia.— Eu beijei o topo de sua cabeça.

—Bom Dia.

—Há quanto tempo você está acordada?— Perguntei.

—Apenas alguns minutos. Eu não queria acordar você, então eu


não me movi.

Apertei meus braços em torno dela. —Estou feliz que você não fez.

Ela se mexeu para fora do meu controle e se sentou. —Estou


faminta. Essa última rodada de sexo no meio da noite me devastou.

Eu ri. Ela estava deitada de lado, de costas para mim e quando eu


acordei no meio da noite, eu não poderia me ajudar.

Passamos o dia de compras, comendo, indo para um par de


galerias de arte, e então nós decidimos sentar junto à piscina por um
tempo e saborear alguns cocktails antes de nos preparar para ir para o
Cirque du Soleil. Vendo Chloe nua era uma coisa, mas vê-la dentro do
biquíni que ela usava fez meu pau ficar louco. Louco o suficiente para
que, logo que voltamos para o quarto, nós mal entramos através da
porta antes de sua calcinha estar fora e eu estar empurrando
profundamente dentro dela.

Quando Sebastian e eu estávamos nos vestindo para o show, meu


telefone tocou, e Sienna apareceu na tela.

—Olá— eu respondi com um sorriso.

—Minha, minha. Olhe para você com esse vestido vermelho sexy.
Onde você está indo?
—Cirque du Soleil.

—Cadela sortuda. Eu sempre quis ver isso. Ele está por aí?

—Sim. Ele está no quarto se vestindo.

—Oh? Vá com o telefone em volta de modo que eu possa ter uma


espiada.

—Não— eu ri.

Sebastian entrou no banheiro com apenas suas calças e eu


pensei que Sienna estava indo para ter uma parada cardíaca.

—Bom Deus.

—Sebastian, diga oi para Sienna.

—Oi, Sienna.— Ele sorriu enquanto acenava.

—Olá, Sr. Bennett,— ela falou em sua voz sedutora.

Revirando os olhos, levei meu telefone para a sala de estar.

—Jesus, Chloe. Esse homem é um deus.

—Você não tem que me dizer duas vezes.

—OK. Vai se divertir. Eu só queria te dizer realmente rápido que


Sam decidiu ficar mais uma semana.

—Sério? Por quê? —Eu fiz uma careta.

—Porque ele não quer me deixar.— Ela piscou.

—Mas você quer ele em volta por mais uma semana?

Ela encolheu os ombros. —Ele é divertido e...— Ela fez uma


pausa.

—E o que? Meus olhos se estreitaram para ela.

—Ele é divertido. Ta, ta, amor. Te vejo em breve.


Ela terminou a chamada antes que eu pudesse dizer alguma
coisa. Balançando a cabeça, eu defini o meu telefone para baixo e entrei
no quarto para colocar em meus sapatos.

—Você parece simplesmente deslumbrante— Sebastian falou


enquanto corria os dedos em meu ombro e varreu os lábios sobre o meu
pescoço.

—Obrigada, e você também.— Eu sorri.

O Cirque du Soleil foi além fantástico. Após o show, Sebastian


sugeriu fazer algumas apostas.

—Que tal bater os cassinos por um tempo?

—Eu não acho que é uma boa idéia.

—Por que não? O sol está em Leão. —Ele sorriu.

—Na verdade, não está mais. Estamos no início do retrógrado de


Vênus. Não é sábio jogar ou investir em qualquer coisa durante esta
fase.

Ele olhou para mim como se eu fosse louca.

—E você acredita em tudo isso?— Ele perguntou quando ele


inclinou a cabeça.

—Sim.

—Bem, eu vou me arriscar.

—OK. Não diga que eu não avisei. Eu vou apenas assistir.

Nós voltamos para o Palazzo e em linha reta ao cassino.

—Eu acho que vou bater o quarto rolo alto.— Ele sorriu.

—Oh. Eu não faria isso. Por que você não se atem apenas a
urinar no normal de pessoas em suas mesas de jogos?

Ele riu. —Bem. Vou começar lá e me mover para a sala de rolo de


alta mais tarde.
Sebastian se sentou na mesa de jogo, onde Chuck da noite
passada era o negociador.

—Ei. Bem vinda de volta, Chloe. —Ele sorriu.

—Oi, Chuck.

—Você não está jogando hoje à noite?

—Não.— Eu balancei a cabeça. —Nós estamos em um Vênus


retrógrado no momento. Não é uma noite de sorte. —Eu pisquei.

Sebastian virou a cabeça e olhou para mim.

—Você realmente tem que dizer às pessoas isso?— Ele perguntou


de forma irritada.

Eu não respondi. Eu apenas lhe dei um pequeno sorriso.

—Ah. Eu vejo. —Chuck falou.

Após cerca de dez mãos, Sebastian perdeu um monte de dinheiro.


Após seu último jogo perdido, ele decidiu que era hora de se levantar da
mesa de blackjack e foide cabeça em outro lugar.

—Aparentemente, blackjack não é um bom jogo para jogar esta


noite. Acho que vou tentar a minha sorte na roleta.

—Você vai para o jogo do Diabo?— Eu fiz uma careta.

Ele parou de andar e olhou para mim.

—O que você quer dizer?

—Olá. Todos os números no volante somam número 666. O


Diabo.

—Não seja ridícula, Chloe.— Ele riu.

Ele não estava mais rindo quando perdeu uma e outra vez. Ele
estava começando a ficar irritado. Eu podia vê em seu rosto. Deixamos
a mesa de roleta e entramos na sala de poker elegante que foi designada
para pessoas de status de Sebastian.
—Foda-se— ele falou com uma voz irada quando saímos três
horas depois.

—Disse que estávamos em uma Vênus retrógrada.

—Guarde isso, Chloe.— Ele andou alguns passos na minha


frente.

Quando entramos no quarto, ele imediatamente tirou o paletó e


jogou-o do outro lado da cadeira se movendo na sala de estar. Servindo-
se de uma bebida, ele ficou na frente da janela e olhou para fora para a
bem iluminada, cidade ocupada. Ele estava chateado que perdeu todo o
dinheiro, mas eu avisei. Agora era comigo para fazê-lo se sentir melhor
e esquecer-se sobre o dinheiro que ele perdeu. Colocando meu iPhone
na estação de encaixe, eu puxei a minha lista de reprodução e a canção
“American Idiot” do Green Day começou a tocar. Dancei até onde
Sebastian estava de pé, movendo-me ao redor dele enquanto ele estava
lá e olhava para mim. Trazendo as minhas mãos no ar, eu deslizei meu
corpo ao redor, dançando em toda a suíte e cantando tão alto quanto
pude. Finalmente, ele abriu um sorriso enquanto ele estava lá e sacudiu
a cabeça. Quando a música estava terminando, houve uma batida forte
na porta. Tirei a música e Sebastian caminhou até a porta.

—Desculpe-me, Sr. Bennett. Sinto muito incomodá-lo, mas


tivemos algumas queixas sobre a música estar tocando alto demais aqui
em cima.

Sebastian suspirou quando olhou para mim.

—Eu sinto Muito. Não vai acontecer novamente.

—Muito bem, senhor. Aproveite o resto da sua noite.

—Como é que vamos aproveitar a noite se não podemos jogar um


pouco de música alta.— Eu gritei do outro lado da sala.

Sebastian fechou a porta e virou-se para mim.

—Agora você está em apuros.

—Oh, por favor.— Eu acenei a minha mão. —A propósito, nunca


diga aos meus pais que eu tenho essa música na minha lista de
reprodução. Eles ficariam tão chateados.
Ele riu quando ele se aproximou de mim e me pegou. Passando os
braços em volta do pescoço, olhei em seus olhos castanhos misteriosos.

—O que você está fazendo?

—Levando você para o quarto e te comendo. Essa dancinha sua


parece ter me ligado.

—Ah.— Eu sorri. —Eu posso dançar na cama, se você quiser.

—Só se você prometer fazê-lo nua.— Um sorriso cruzou os lábios.

—Eu acho que posso fazer isso.

Ele me levou para o quarto, onde fizemos amor durante horas.


Capítulo 18

Sebastian levou a minha mala pelo meu apartamento.

—Lar doce lar— eu falei quando eu entrei.

—Você só se foi a um par de dias.— Ele riu.

—Eu sei, mas eu gosto de meu apartamento e é bom estar de


volta. Falando nisso, eu não tenho idéia onde até mesmo você vive. —
Eu pressionei meu dedo no peito dele.

—Eu moro em um apartamento no Park Avenue.

—Claro que sim.— Eu sorri enquanto eu tomava a minha mala


dele.

—O que é que isso quer dizer?— Ele perguntou quando me seguiu


para o quarto.

—Nada. Você é rico e os ricos vivem em coberturas abafadas.

—Não é abafado. Acontece de ser muito confortável.

—Eu tenho certeza que ela tem assuas paredes bege, guarnição
escura e pisos de madeira escura.

Ele ficou lá, olhando para mim como se fosse dizer alguma coisa,
mas não o fez. Caminhando para mim, ele colocou as mãos sobre meus
quadris e beijou a minha testa.

—Eu tenho que ir. Vou leva-la para a minha cobertura entupida
um dia. —Ele sorriu.
—OK.

—Eu estarei em contato. Tenha uma boa semana de trabalho.

Estando lá, eu mordi meu lábio inferior e franzi a testa quando ele
saiu.

"Tenha uma boa semana de trabalho." Ele estava planejando para


não entrar em contato comigo na próxima semana? Atirei-me para
cama e olhei para o teto.O fim de semana passado com ele era
provavelmente o melhor par de dias que eu já tive na minha vida. O
sexo, a comida, a diversão; tudo era como um sonho, mas eu ainda não
sabia nada sobre ele, exceto que seus pais foram mortos e as relações
estavam fora da mesa. Voltando a essa conversa, eu joguei mais e mais
na minha cabeça. O que poderia ter acontecido que o fez pensar assim?
Por queele pensa assim? Quando eu estava pensando e já sentindo falta
dele, houve uma batida na porta.

Saltei para cima da cama, meu coração começou a correr com o


pensamento de vê-lo novamente.

—Mamãe. Pai. —Eu tentei não soar decepcionada.

—Oh bem, você está em casa. Estávamos na área e pensamos que


iriamos cair para uma visita. —Minha mãe sorriu quando beijou meu
rosto.

—Sua mãe quer saber sobre a sua brincadeira em Las Vegas com
aquele cara rico— meu pai falou quando abriu minha geladeira e tirou
uma cerveja.

—Fique quieto, Larry. Assim... —a minha mãe colocou a mão no


meu braço— Como foi?

—Foi maravilhoso.— Eu sorri brilhantemente e depois fui para a


cozinha fazer um chá.

—Estão os dois estão namorando?— Perguntou ela.

—Aqui está a coisa.— Eu me virei e olhei para ela. —Tivemos uma


ligeira conversa e ele jogou que não se agarra a qualquer pessoa e
relacionamentos estão fora da mesa.
—Oh. Isso é estranho. Ele disse por quê?

—Não. Ele mudou de assunto. Quando perguntei sobre seus pais,


ele me disse que eles morreram há anos e ele não queria falar sobre
isso.

—Pobre homem. Parece que tem uma alma torturada. Talvez ele
só precise de alguma orientação. —Ela sorriu.

Depois de derramar água quente nos copos, eu os levei com os


saquinhos de chá para a mesa.

—Eu não sei, mãe. Por um lado, ele tem uma alma amável e
gentil, e por outro, sinto uma escuridão sobre ele.

—Você não acha que ele é perigoso, não é?

—Não. Claro que não. Tenho a sensação de que algo aconteceu


em seu passado que ele está escondendo. Eu não sei. Ele só está muito
fechado, pessoalmente.

Ela estendeu a mão e colocou-a em cima da minha.

—Bem, talvez você seja apenas a garota que ele precisa para
trazer a luz em sua vida. Talvez ele precise de uma limpeza espiritual.
Por que você não o traz para ao nosso apartamento e eu posso ajudá-lo
com isso?

—De alguma forma, eu não acho que ele iria para isso. Ele não
acredita nessas coisas. Ele jogou na noite passada.

Ela franziu a testa. —Oh. Nós estamos em um retrógrado de


Vênus. Isso não era uma boa idéia.

—Eu o avisei, mas ele não deu ouvido e perdeu milhares.

Depois de uma longa conversa e nós terminarmos o nosso chá,


ela levantou-se da cadeira. —Larry, nós precisamos ir.

—Bem vinda— meu pai disse quando ele se levantou do sofá. —É


bom tê-la de volta para casa, abóbora.— Ele beijou a minha bochecha.

Eu andei até a porta e, em seguida, entrei no banheiro para tomar


um longo, agradável, e relaxante banho.
—Como foi?— Eli pediu no nosso carro para a cobertura.

—Foi bem. Tivemos um grande momento. Ela perguntou sobre


meus pais novamente.

—O que você disse a ela?

—Eu disse a ela que já estavam mortos há anos e eu não queria


falar sobre isso.

—Eu odeio quebrar a notícia para você, Sebastian, mas se você


estiver indo para continuar a ver Chloe, você vai ter que contar a ela
sobre a sua infância.

—Quem diz que eu vou continuar a vê-la? Eu a levei para Vegas


por um capricho. Isso não significa nada.

Ele olhou para mim através do espelho retrovisor.

—Ok, mas eu acho...

—Deixe-o cair, Eli. Eu não quero falar sobre Chloe Kane mais.

Entrei no interior da cobertura, defini a minha mala para baixo, e


Karina, minha empregada, pegou imediatamente.

—Bem-vindo, Mr. Bennett.

—Obrigado. Você pegou a minha limpeza a seco?

—Sim senhor. Seus ternos estão pendurados em seu armário.

—Bom. Eu tenho uma reunião importante amanhã. Além disso,


certifique-se de que você desfez a minha mala.

—Sim senhor.
Andei até o bar, me servi uma bebida e fui para fora no pátio. Eu
não conseguia afastar os pensamentos que estavam nadando na minha
cabeça sobre Chloe. Este fim de semana foi bom, muito bom, e eu
gostava de passar tempo com ela. Sentindo seu corpo nu pressionado
contra o meu enquanto dormíamos fez maravilhas para mim. Eu não
tinha dormido tão bem em anos, na verdade, não desde Londres. Eu
puxei o meu telefone que estava tocando no meu bolso e percebi que a
chamda era do Palazzo Hotel.

—Olá— eu respondi.

—Sr. Bennett, eu sou Cassandra do Palazzo Hotel. Eu só queria


informá-lo que sua conta do hotel já foi paga, por isso não vamos estar
cobrando o cartão de crédito que você tem no arquivo.

—O que quer dizer que já foi pago? Por quem?

—A mulher que veio se hospedar no quarto com você. Ela deixou


o dinheiro em um envelope, esta manhã na recepção do hotel com uma
nota afirmando que o quarto estava sendo pago.

Balançando a cabeça, eu suspirei. —OK. Obrigado por chamar e


me avisar.

Aquela mulher. Eu não podia acreditar que ela fez isso. Eu


rapidamente digitei uma mensagem de texto, mas exclui. Eu queria que
ela ouvisse a raiva na minha voz.

—Olá— ela respondeu.

—Chloe, é Sebastian. Que diabos você estava pensando? —


Perguntei em voz alta.

—Oi, Sebastian. Do que você está falando?

—Acabei de receber uma chamada do hotel que ficamos em Las


Vegas. Eles gentilmente me informaram que você pagou a conta do
hotel com o dinheiro que você ganhou.

—Oh. Sim. Era seu dinheiro de qualquer maneira, então porque


não dá-lo de volta? Por que você está tão bravo com isso?

Eu podia sentir o calor subindo dentro de minhas veias.


—Porque era o seu dinheiro!— Gritei. —Eu lhe disse para ir
comprar algo de bom com ele e você escolheu pagar a conta maldita do
hotel.

—Primeiro de tudo, você precisa se acalmar. Em segundo lugar,


se você reclamar que era o meu dinheiro, então eu posso escolher como
gastá-lo, no entanto eu quero e eu escolhi pagar a conta do hotel.

Eu apertei meu punho e, lentamente, fechei os olhos por um


momento para me manter de realmente perder a calma com ela.

—Eu sou mais do que capaz de pagar a conta do hotel!— Gritei.

—Respire, Sebastian.

—O que?

—Tome uma respiração profunda, longa. Você medita?

—O que? Meditar? Não, eu não medito!

—Bem, você deve. Agora eu tenho que ir. Eu estou no meio de um


banho relaxante e você tão rudemente me interrompeu com este negócio
de hotel.

Eu ouvi um clique e puxei o telefone do meu ouvido. Ela desligou


na minha cara. Maldita.

—Parece que a senhorita Kane tem trabalhado em você.— Eli


sorriu enquanto caminhava no pátio.

—Você pode acreditar que ela pagou a conta do hotel com o


dinheiro que ganhou em Vegas?— Eu joguei de volta a minha bebida.

—Isso foi legal da parte dela.

—Legal da parte dela? Foi estúpido. Eu lhe disse para ir comprar


algo de bom para si mesma. Em seguida, ela disse que era dinheiro do
hotel de qualquer maneira, então por que não dar-lhe de volta. Que
porcaria de raciocínio é esse?

—O raciocínio de uma mulher que não acredita em coisas


materiais.
Revirando os olhos, voltei para dentro e me servi outro Bourbon.

—Sim, bem, se ela acredita nelas ou não, ela não deveria ter feito
isso. E outra coisa, você sabe que ela ganhou todo esse dinheiro, porque
o sol estava em leão e eu perdi milhares na noite passada porque
supostamente estamos em um retrógrado de Vênus?

—Hã. Ela está na astrologia. Interessante. —Ele sorriu.

Eu balancei o dedo para ele. —Sabe o que ela acabou de me


perguntar?

—O que?

—Ela me perguntou se eu medito. Essa é a maneira com ela é,


Eli. Sua mãe é uma conselheira espiritual e seu pai é um músico nas
ruas de Nova York

Ele apenas ficou lá com um sorriso no rosto. —Sim. Esta é a


maneira como ela é, tudo bem. Demasiada boa para você posso
acrescentar.

—Que diabos isso quer dizer?

—Nada. Vejo você amanhã, a menos que você precise de mim


para levá-lo em algum lugar esta noite.

—Não.— Eu acenei minha mão. —Eu acabei para a noite. Tenho


trabalho a fazer.

Ele se afastou e eu terminei a minha bebida.

—Sr. Bennett, —Karina falou. —O jantar estará pronto em breve.

—Obrigado, Karina.

Fui para o meu quarto e troquei de roupa para algo um pouco


mais confortável. Tomando um assento na mesa de jantar, comecei a
comer o meu jantar. Pela primeira vez em dois dias e meio, eu estava
sozinho.

O que era bom, certo? Ela me irritava às vezes. A tinha sob a


minha pele e me fazia questionar por que eu mesmo a trouxe para
Vegas. Sorri para o pensamento dela. Balançando a cabeça, fiz todos os
pensamentos desaparecem. Eu precisava me concentrar em outras
coisas, como negócios. Não me tornei o que eu era hoje por ser
acomodado no meu trabalho.

A única maneira de levá-la completamente fora de minha mente


era evitar todo contato com ela por um tempo. Eu tinha um negócio que
estava pronto para passar e era um passo importante. Um que me
traria milhões.
Capítulo 19

—Você provavelmente castrou ele,— Sienna disse quando mordeu


seu peru recheado com abacate.

—Não. Sebastian nunca se sentiria assim.

—Sério? Ele é um gazillionaire5, quente e sexy. Você realmente


acha que algumas das mulheres com quem ele esteve alguma vez pagou
sua conta do hotel? É o que ele faz, Chloe. Ele é rico, poderoso, e pelo
que posso dizer, um maníaco por controle. Você, minha amada amiga
espirituosa, que tenta fazer todos felizes por fazer a coisa certa, castrou
ele.

—Ugh.— Eu tomei um gole da minha água.

Depois de terminar o nosso almoço, Sienna saiu da galeria e se


dirigiu de volta ao trabalho. Eu não poderia ajudar, mas me perguntava
se o que ela disse era verdade. Oh bem, eu tinha muito trabalho a fazer
para me preparar para a exposição de Caden que me preocupar com
Sebastian se sentir castrado.

Quando eu estava em pé na frente da parede com uma amostra


das amostras de tinta na minha mão, eu ouvi Connor e Ellery subindo
as escadas. Virando-se, Ellery me deu um abraço.

—Ouvi dizer que estava em Vegas com Sebastian. Como foi?

—Foi ótimo. Tivemos um bom tempo e um monte de diversão.

5uma pessoa extremamente rica


Ela olhou para mim com um sorriso no rosto. Um sorriso que me
disse que queria todos os detalhes suculentos.

—Você já decidiu sobre a cor?— Perguntou Connor.

—Quase. Estou entre estas duas. —Eu segurei as amostras


contra a parede.

—Ambas são grandes escolhas.— Ele sorriu. —Você já contatou o


pintor?

—Sim, e ele disse apenas para deixá-lo saber quando eu escolher


uma cor e ele vai começar. Ele disse que só deve demorar um dia para
fazê-lo.

—Bom. Então, as coisas correram bem com Sebastian? —Connor


perguntou de uma maneira estranha.

—Sim.— Eu estreitei os olhos para ele. —Você acha que ele não
gostou?

—Oh. Não mesmo. Eu só estava perguntando.

—O que Connor quer dizer é que Sebastian tem bastante


reputação de ser homem das senhoras...

Eu coloquei minha mão para cima.

—Eu sei tudo sobre a sua reputação. É doce que vocês dois se
preocupem comigo, mas vocês não precisam. Eu posso cuidar de mim
mesma, onde Sebastian Bennett está em causa.

Ellery franziu o nariz. —Eu sei que você pode— ela falou
enquanto ela colocava as mãos nos meus ombros.

—Eu tenho uma pergunta para você, Connor.

—Qual é?

—Finja que você e Ellery não são casados e você só começou a ver
um ao outro e você a levou em uma viagem. Será que você teria um
problema se ela pagasse a conta do hotel?
—Eu nunca iria deixá-la, por isso não seria um problema.

—Vamos dizer que ela jogou um pouco de dinheiro em um


envelope e se escondeu até a recepção sem você saber.

Sua sobrancelha arqueou. —Bem, se fosse esse o caso, eu teria


um problema com isso. Eu a convidei para ir comigo, por isso seria
minha responsabilidade pagar a conta. Por quê? Você pagou a conta do
hotel? —Ele sorriu.

—Sebastian me deu algum dinheiro antes de partir para seu


encontro, no caso de eu querer ir até o casino. Eu tentei recusar, mas
ele foi muito inflexível que eu pegasse. Então eu joguei um pouco de
blackjack e ganhei um monte de dinheiro. Depois de discutir quando eu
tentei dar-lhe todo o dinheiro, desde que eu ganhei com o que ele me
deu, ele tomou de volta o valor que ele deu e me disse para manter o
resto e comprar algo agradável com isso.

—Como é doce.— Ellery sorriu.

Connor olhou para ela com uma careta. —Eu faço isso o tempo
todo.

Ela deu um tapinha no braço.

—Eu não me sentia bem o mantendo, e Sebastian não iria levá-lo


de volta, então eu paguei a conta do hotel. Afinal de contas, era o
dinheiro do casino, então eu estava apenas dando-lhe de volta. O hotel
acabou chamando Sebastian e dizendo-lhe sobre isso e ele ficou um
pouco irritado.

Connor coçou a cabeça. —Você deu o dinheiro de volta para o


hotel?

—Tecnicamente, uma vez que era o dinheiro que eu ganhei.

—Ah, isso foi tão agradável de você para fazer isso, querida.—
Ellery sorriu.

—Não era o meu dinheiro para manter de qualquer maneira, mas


Sebastian não pode entender isso.
—Eu não o culpo. Eu posso compreendê-lo também — Connor
falou.

—Claro que você não o culpa, Connor. Você está com fome de
dinheiro. —Ellery franziu a testa. —Você fez uma grande coisa, Chloe, e
se Sebastian está irritado sobre isso, muito ruim.

—Minha amiga Sienna disse que ele provavelmente se sente


castrado.

—Eu tenho certeza que ele faz— Connor falou.

—Bem, ele perdeu uma carga de porcaria de dinheiro na noite


anterior. Eu o avisei para não jogar, uma vez que estávamos no início
de um retrógrado de Vênus.

—Huh?— Connor levantou a cabeça.

Ellery ficou lá e sacudiu a cabeça para ele. —Vamos lá, Connor,


você tem uma reunião para chegar e eu tenho algumas compras a ver
com Peyton. Falaremos mais tarde e a vejo hoje à noite no jantar. Per Se
às sete e meia.

—Olhando para frente.— Eu sorri.

Eu me encontrei com Connor e Ellery para o jantar. Não era


apenas qualquer jantar comum. Era um jantar de comemoração para o
sucesso da noite de abertura na galeria. Ambos tinham se sentido mal
que não tiveram a chance de fazer isto mais cedo, mas tanto quanto eu
estava preocupada, eles não precisavam fazê-lo em tudo. Depois que
eles saíram, eu examinei as amostras uma última vez e, finalmente,
escolhi uma cor.

Eu não contatei Chloe toda a semana depois da nossa pequena


discussão sobre a conta do hotel. Eu ainda estava chateado que ela
faria isso e nem sequer me diria. Quando eu estava sentado na minha
mesa, meu telefone tocou. Era Serena.

—Olá, Serena.

—Sua voz é música para os meus ouvidos, Sebastian. Eu não


ouvi de você em um tempo. Que tal um jantar hoje à noite?

Inclinando-me para trás na cadeira, eu coloquei minha mão na


minha testa.

—Certo. Por que não? Aonde quer se encontrar?

— Per Se, como cerca das sete horas?

—Muito bom. Vejo você às sete.

Serena era uma mulher que via ocasionalmente. Ela era filha de
J.P Morgan da JP Morgan Chase. Ela era elegante, e sofisticada. Era
exatamente o que eu precisava agora.

—Eu só tenho que mudar minhas roupas.— Eu falei com Eli


quando entramos na cobertura.

—Estamos pegando Senhorita Kane?— Perguntou.

Eu parei e olhei para ele. —Eu não estou vendo Chloe esta noite.
Vou jantar com Serena.

—Entendo.— Ele franziu a testa.

Depois de me trocar e esfregar alguma colônia Armani, Eli e eu


fomos para a limusine.

—Você falou com Chloe desde o seu pequeno telefonema irado


com ela?

—Não. Por que eu deveria?

—Você a levou em uma viagem, Sebastian.


—E daí. Como eu disse antes, isso não quer dizer nada. Você me
conhece, Eli. Eu não me dou a ninguém.

—Eu sei, mas eu pensei que desta vez...

—Você pensou errado. Então, por favor, guarde suas opiniões


para si mesmo.

—Eu te conheço há muitos anos, Sebastian, e esta mulher tem


afetado você como nenhuma outra mulher em sua vida.

—Não, ela não tem, por isso não vá assumindo coisas que você
não sabe nada sobre.

Ele revirou os olhos e me levou para Per Se.


Capítulo 20

Connor, Ellery, e eu chegamos ao restaurante, ao mesmo tempo.


Depois de estar sentado de imediato, Connor pediu uma garrafa de
vinho. Uma vez que as taças estavam cheias, Connor segurou a para
cima.

—Para a noite de abertura muito bem sucedida e para a mulher


que fez isso acontecer.— Ele sorriu.

—Eu concordo.— Ellery ergueu a taça.

—Obrigada. Mas isso não era necessário. Você já sabe que eu


aprecio tudo que você fez por mim.

—Era necessário e agradecemos tudo o que fez por nós e a


galeria.— Ellery sorriu.

Depois de olhar sobre os nossos menus, nós colocamos nosso


pedido de jantar e eu olhei ao redor do restaurante.

—Este lugar é tão...— Eu parei no meio da frase e olhei fixamente


através do salão.

—Qual o problema?—Perguntou Connor.

—Umm.— Meus olhos não iriam deixar a mesa onde Sebastian e


uma mulher estavam sentados.

Connor e Ellery ambos se viraram e, em seguida, se voltaram e


olharam para mim.
—Maldito seja ele— Connor expeliu.

—Não. Não. Está tudo bem. Confie em mim. —Eu dei um sorriso
falso. —Eu estava um pouco surpresa. Estou bem.

—Podemos sair. Certo, Connor? — Perguntou Ellery.

—Claro.

—Não. Vamos ficar e desfrutar de um jantar maravilhoso.

—Você tem certeza? Você quer que eu arranhe seus olhos para
fora? —Ellery fez beicinho.

—Oh, Deus, Ellery. Por favor, não faça uma cena. —Connor
negou com a cabeça.

—Obrigada pela oferta, Ellery, mas eu estou bem. Não é como se


fôssemos um casal ou qualquer coisa. Ele me disse que os
relacionamentos estavam fora da mesa. Assim, ele pode ver qualquer
uma que ele quer.

Mágoa percorreu meu corpo e quando atingiu o meu coração,


doeu muito ruim. Eu queria chorar, mas eu não faria. Eu não iria
derramar uma lágrima por um homem que podia fazer o que fez.

—Se você me der licença, eu preciso usar o banheiro— Connor


falou quando ele se levantou da mesa.

Ellery ergueu a mão e sinalizou o nosso garçom. —Quatro doses


de Jack Daniels, por favor.

—Vindo direto, Sra Black.

—Quando você está sofrendo, Jack é o único homem que você


pode contar que estará sempre lá para você. Ele vai ouvir e, em seguida,
ele vai fazer você se sentir oh tão bem. —Ela sorriu.

Eu não pude deixar de rir. Quando olhei para outro lado da sala,
vi Connor parar na mesa de Sebastian antes de voltar a nossa.

—Merda.— Eu olhei para baixo. —Connor parou em sua mesa.


—Claro que ele fez, porque ele sabia que eu acabaria por fazer
isso por lá.

Connor voltou para a mesa, e quando eu olhei através da sala,


Sebastian estava olhando para mim. Como uma idiota, eu dei-lhe um
pequeno sorriso e aceno.

—Você acabou de sorrir e acenar para ele?— Ellery sussurrou


enquanto se inclinou sobre a mesa.

—Sim.

—Bom trabalho.— Ela ergueu a mão para um high five.

—O que você disse a ele?— Perguntei.

—Nada. Eu apenas lhe disse que era bom vê-lo e que você estava
aqui com a gente comemorando o sucesso da noite de abertura. Você
deveria ter visto o olhar no seu rosto quando ele olhou e viu que você
sentada aqui.

—Sim, porque ele foi pego. O filho arrependido de uma cadela, —


Ellery falou.

—Ele não foi pego em nada. Nós não estamos namorando. Então,
vamos aproveitar nosso jantar e falar de outra coisa.

O garçom trouxe as nossas doses de uísque e pôs no meio da


mesa.

—São aqueles que eu acho que eles são?— Connor perguntou a


Ellery.

—Sim.

—Elle, este não é o tipo de restaurante onde você faz tiros.

—Connor, querido. Enquanto um lugar tem um bar e serve álcool,


tiros podem ser feitos em qualquer lugar.

Ele suspirou e se mexeu na cadeira. Eu ri. Depois de fazer o


primeiro tiro, eu defini o copo na mesa e fechei os olhos. A queimadura
era tão boa. Pegando o segundo copo, eu trouxe para os meus lábios,
assim quando Sebastian abordou a nossa mesa.

—Olá, Chloe. Ellery. —Ele assentiu.

—Olá, Sebastian.— Eu sorri e engoli em seco ao mesmo tempo.


Eu precisava segurar junto, embora o meu coração estivesse acelerado e
minhas pernas tremiam sob a mesa.

—Eu espero que você esteja apreciando o seu jantar.

—Estamos, Sebastian. Como foi Vegas? —Ellery sorriu.

Olhei para Connor e ele colocou a mão sobre o rosto.

—Vegas estava bom—. Sebastian olhou para mim.

—Bom. É bom ouvir. Connor e eu amamos Vegas. Onde você e


Chloe ficaram? Você sabe, em Las Vegas, juntos para um fim de
semana inteiro?

—O Palazzo Hotel.

—Agradável. Nós geralmente ficamos no Bellagio.

—Bem, eu vou deixar você voltar para o seu jantar. Foi bom ver
vocês três.

Ele me deu um pequeno sorriso enquanto ele se afastava. Seus


lábios poderiam estar sorrindo, mas seus olhos contavam uma história
diferente.

—Por que você trouxe para cima Vegas?— Connor perguntou


enquanto olhava para Ellery.

—Por que não? Ele está errado e ele sabe disso. Alguém tinha que
chamá-lo para fora da sua merda.

—Mas...

—Sem mas, Connor.


Eu simplesmente sentei lá em frente a este casal adorável e sorri.
Depois que terminamos de comer, nos despedimos.

—Chame-me se você quiser falar.— Ellery me abraçou.

—Eu estou bem, Ellery. Mas eu prometo que vou.

—Eu estarei em contato, Chloe,— Connor falou enquanto me


abraçava. —Tenha uma boa noite. Sinto muito sobre o que aconteceu.

—Não sinta. Talvez seja o universo me enviando um sinal. —Eu


sorri.

Porra. Porra. Porra. Corri minhas mãos pelo meu cabelo enquanto
Serena e nós saiamos do restaurante.

—Vamos voltar para o meu lugar,— Serena sussurrou em meu


ouvido.

Sim. Isso era o que eu precisava. Eu precisava transar com ela e


liberar esta tensão que tinha sido fermentada dentro de mim nos
últimos dias.

—Vamos.— Liguei meu braço em torno dela e nós caminhamos


para a limusine.

Enquanto eu deslizava ao lado dela, Eli me lançou um olhar. Eu


me virei e olhei para fora da janela do passageiro para evitar qualquer
contato visual com ele. Ele não sabe de nada. Quando nós entramos no
interior do apartamento de Serena, ela me pediu para abrir seu vestido.
Tirando meu paletó, meus dedos habilmente agarrou seu zíper e,
lentamente, puxou para baixo. Meus lábios viajaram para o ombro
quando eu tirei o vestido e deixei cair ao chão. Ela virou para mim e
nossos lábios travaram firmemente junto. Ela gemeu. Minhas mãos
cobriram seus seios nus, os amassando e puxando seus mamilos
endurecidos.

—Deus, eu senti falta disso, Sebastian,— ela gemeu quando meus


lábios viajaram para o pescoço dela.

Pensamentos de Chloe explodiu na minha cabeça como uma


apresentação de slides. De mim transando com ela. O sorriso dela. Dela
rindo. Seu corpo incrivelmente sexy e seus belos olhos verdes. Olhos
que podia iluminar um quarto escuro. Olhos que sorriu para mim toda
vez que eu olhava para eles. Afastando-me, eu coloquei minha mão para
cima.

—Sinto muito, Serena. Eu não posso.

—O que quer dizer com você não pode? Vamos lá, baby. —Ela
sorriu quando seus lábios roçaram os meus.

—Eu não posso.— Eu me afastei e andei ao redor da sala.

—Qual é a porra do problema com você?— Ela gritou bastante


alto.

—Eu tenho que ir.

Agarrando o meu casaco, deixei seu apartamento e entrei na


limusine.

—Isso com certeza não demorou muito.— Eli falou.

—Isso é porque não aconteceu nada. Apenas dirija.

Quando cheguei em casa, eu me servi uma bebida e a levei para


fora no pátio. Que diabos estava acontecendo comigo? Eu precisava
chamá-la e ter certeza que ela estava bem. Seu telefone chamou e, em
seguida, foi direto para a caixa postal. Ela ignorou a minha chamada.
Ótimo. Enviei-lhe uma mensagem de texto.

Chloe, eu acho que nós precisamos falar sobre esta noite.

Esperei por uma resposta e nada. Batendo o copo em cima da


mesa, eu voei para fora da porta e chamei um táxi para o apartamento
dela. Quando eu estava subindo os degraus, um casal veio andando
para fora. Corri e segurei a porta aberta para eles e então fui até as
escadas para o apartamento de Chloe. Eu suavemente bati na porta e
esperei.

Nenhuma resposta. Bati novamente. Nenhuma resposta.


Retirando meu telefone, eu lhe enviei uma mensagem de texto.

Droga, Chloe! Atenda a porta, porra!

Conforme eu bati o botão enviar, ouvi a voz dela pelo corredor.

—Sebastian? O que você está fazendo aqui? —Ela inclinou a


cabeça, segurando um grande saco marrom em suas mãos.

—Não importa. O que importa é que eu não aprecio minhas


chamadas ou mensagens de texto sendo ignoradas — falei em um tom
abrupto.

—Hã? Eu não tive quaisquer chamadas ou mensagens de texto de


você. —Ela me entregou o saco de papel grande conforme ela deslizava
sua chave na fechadura.

—Não minta para mim, Chloe.— Eu a segui para dentro.

Ela puxou o telefone de sua bolsa. —Está morto. É por isso que
eu não recebi nada de você. Veja por si mesmo. —Ela levantou seu
telefone.

Ela levou para a cozinha e conectou ao carregador para ele. Em


seguida, virou-se e estreitou os olhos para mim.

—Apenas ignore esse último texto,— eu disse. —Por que você está
indo para Whole Foods6 tão tarde? Você sabe como isso é perigoso?

Ela começou a tirar as compras do saco e colocá-las no balcão.

6Whole Foods Market Inc. é um supermercado americano especializado em alimentos


orgânicos
—Eu precisava de algumas coisas e no meu caminho para casa,
parei e falei com Willie. Tivemos uma conversa agradável e, em seguida,
eu lhe dei algumas maçãs. Na verdade, dei-lhe todas as maçãs que eu
comprei, então eu acho que vou ter que voltar amanhã e obter um
pouco mais.

—Quem diabos é Willie?— Eu estive lá em confusão para o fato de


que ela lhe deu maçãs.

—O homem sem-teto agradável que reside na próxima quadra.


Durante o dia, ele acampa fora na frente de Barnes and Nobles7, e à
noite, ele se move para o beco. Mas ele ainda estava na Barnes and
Noble, quando eu passava.

—Posso perguntar por que você fala com ele?

—Por que eu não falaria com ele? Ele é uma pessoa interessante.
Ele serviu no exército durante trinta anos e lutou em duas guerras e
recebeu a medalha de honra.

—Então por que ele é sem-teto?

—Quando os filhos cresceram, sua esposa o deixou. Ele começou


a beber pesadamente, perdeu o emprego, não podia pagar sua casa,
assim o banco tomou e agora ele está na rua. É triste que ele está
vivendo assim por cinco anos.

—É sua própria culpa. Ele poderia fazer alguma coisa, mas ele
escolheu não fazer. Então, ele não tem ninguém para culpar além de si
mesmo.

—Uau, Sebastian, isso é realmente de coração frio.

—É a verdade, Chloe. Você sabe disso, e o fato de que você


mesmo fala com ele.

7 é a maior livraria varejista dos Estados Unidos.


Ela suspirou. —Ele é um ser humano apenas como você e eu.
Existe uma razão que você veio, porque eu estou realmente cansada e
gostaria de ir para a cama?

—Eu acho que nós precisamos falar sobre esta noite.

—E quanto a isso?

—Eu queria explicar sobre Serena.

—Eu não me importo com ela. Você, obviamente, tinha suas


razões para ir jantar com ela. Não é da minha conta. —Ela colocou as
mãos sobre o balcão.

—Foi apenas um jantar. Se houvesse mais, eu não estaria aqui no


seu apartamento.

—Como eu disse, isso não é da minha conta.

Caminhando até ela, eu coloquei minha mão em seu rosto.

—Boa noite, Sebastian— ela falou, enquanto olhava nos meus


olhos.

—Você realmente quer que eu saia, Chloe?

—Sim.— Ela não hesitou em responder.

Removendo a mão de sua bochecha, eu levemente beijei sua


testa.

—Eu vou entrar em contato— eu falei quando comecei a me


afastar.

—Por favor, não— disse ela em voz baixa.

De costas para ela, eu parei e olhei para baixo. Tomando uma


respiração profunda, eu saí do seu apartamento e chamei um táxi de
volta para casa. A dor que eu tinha enterrado há muito tempo estava de
volta. Eu sentia isso no meu peito. Eu senti isso quando eu olhei para
ela. Ela alegou que ela não se importava, mas ela fez. Seus olhos, que
eram sempre cheios de luz, agora estavam cheios de tristeza.
Capítulo 21

Coloquei a última peça de arte na parede, eu fiquei para trás


estudando a tela,que ajudei a organizar.

—É realmente uma bela vista.— Gregory suspirou.

—Com certeza é.

—Todo mundo que foi enviado convites respondeu que estarão


presentes. Isso vai ser enorme.

Ele sorriu.

—E sobre o Sr. Bennett?— Perguntei enquanto eu olhava para


Gregory.

—Ele respondeu com um NÃO.

—Isso é bom. É provavelmente o melhor. Vou terminar algum


trabalho e tirar o resto do dia de folga. Eu acho que vou ver o meu pai.

Quando entrei no meu escritório, meu telefone tocou. Era Sienna.

—Hey.— Eu bati o botão de resposta e defini o meu telefone no


suporte de metal na minha mesa.

—Então, eu tenho um pequeno problema.

—O que está errado?

Ela descansou sua bochecha em sua mão. —Eu odeio que Sam
voltou para a Inglaterra.
—Ah, Sienna. Eu posso honestamente dizer que estou chocada.

—Eu sei, bem? Eu também. Eu já sinto falta do grande bobão e


ele só se foi a algumas horas.

—Eu acho que alguém está apaixonada.— Eu sorri.

—Talvez. Quem sabe. Ele chorou no aeroporto.

—Ele fez?

—Sim.— Eu podia ver seus olhos começam a se encher de


lágrimas.

—Ele me disse que me amava e se eu o amasse, ele ficaria.

—Eu estou supondo que você não disse a ele.

—Eu lhe disse que eu teria que ligar para ele sobre isso.

—A MEU DEUS! Sienna.

—Ele me assustou. Eu entrei em pânico. Ouça, eu tenho que ir.


Meu cliente que é uma dor na bunda está de pé na porta olhando para
mim.

—OK. Chame-me mais tarde ou venha. Nós podemos fazer uma


noite das meninas e nos sentar no sofá com o nosso balde de sorvete e
assistir filmes deprimente.

—Soa como um plano.

Balançando a cabeça, eu limpei a minha mesa, peguei a minha


bolsa e sai pela porta para ver o meu pai. Quando me aproximei da East
42nd Street, o vi sentado no estilo indiano no chão com sua guitarra na
mão.

—Hey, pai.— Eu sorri quando me sentei ao lado dele.

—Hey, abóbora. Você está indo para obter suas calças


extravagantes toda suja.
—Elas podem ser lavadas. Como vão os negócios? — Perguntei,
olhando para o suporte de sua guitarra que estava cheio de dinheiro
verde.

—É um bom dia. Você sabe por quê?

—Por quê?

—Porque é um lindo dia de maio e todos estão de bom humor.


Aqui. —Ele me entregou a sua guitarra.

—Toque um pouco mais os negócios para o seu velho.

Com um sorriso, eu peguei a guitarra dele. Isso foi algo que já


tinha feito na ocasião. Comecei tocando e cantando “Tomorrow is a long
time” de Nickel Creek. Em pouco tempo, as pessoas pararam para ouvir
enquanto jogaram notas de dólar no suporte da guitarra. Meu coração
começou a correr quando eu estava cantando e olhei para cima para ver
Sebastian de pé no meio da multidão de pessoas olhando para mim.
Quando eu terminei a música, ele se aproximou com as mãos dobradas
em seus bolsos.

—E ai, olá, Sebastian.— Meu pai sorriu.

—Olá, Larry. Chloe. —Ele assentiu.

Entregando ao meu pai de volta sua guitarra, dei-lhe um beijo em


sua bochecha.

—Eu vou falar com você mais tarde, pai.

—Sim. OK. Aproveite o resto do seu dia, abóbora.

Eu comecei a me afastar e Sebastian andou comigo.

—Você foi muito bom— ele falou.

—Obrigada.— Eu olhava para a frente.

—Então como você tem estado?

Engoli em seco. —Bem. Ocupada. Você?

—OK. Eu acho. Bem ocupado.


—Bom.— Eu virei a esquina.

—Chloe, ouça. Eu quero ver você.

—Você está me vendo.

Ele levemente agarrou meu braço e me obrigou a parar de andar.

—Eu quero ver você. Vamos jantar juntos esta noite na minha
casa.

Enquanto eu estava lá e olhei em seus olhos suplicantes, uma


parte de mim queria dar um tapa nele.

—Eu não posso. Eu sinto muito.

—Você não pode ou não vai?— Ele inclinou a cabeça.

—Eu não posso. Sienna está vindo esta noite. Sam voltou para a
Inglaterra hoje e ela está muito triste, por isso, vamos ter uma noite das
meninas.

—Entendo. Que tal amanhã?

—Desculpa. Eu tenho uma exposição amanhã.

—Está certo. Que tal depois da exposição? Nós podemos ter um


jantar mais tarde.

—Eu não sei.— Eu comecei a andar. Por que o pensamento de


possivelmente jantar com ele estava passando pela minha cabeça?

—Só o jantar. Nada mais. Eu prometo.

—Jantar na sua casa e você espera que eu acredite que você não
vai tentar fazer sexo?

—Eu prometo. Eu vou estar no meu melhor comportamento. Por


favor, Chloe, apenas jante comigo.

Sua mendicância foi patética. Eu parei.

—Bem. Vou jantar com você após a exposição. Gregory me disse


que você respondeu não a convite.
—Agora que você já concordou em jantar comigo, eu mudei de
idéia. Eu estarei lá. —Os cantos de sua boca se curvaram para cima.

—Você estava indo para algum lugar antes que me visse com o
meu pai?

—Ah Merda. Eu estava indo me reunir com Damien. Vejo você


amanhã à noite na galeria.

—OK.

Enquanto me afastava, Sebastian chamou meu nome.

—Chloe.

—Sim?— Eu me virei.

—Tenha um bom divertimento na noite das meninas hoje. — Ele


sorriu.

—Obrigada.

Eu não era nada, mas que a criança do pôster como uma


esfomeada de castigo. (isso seria um ditado)

Eu mal dormi uma piscadela toda a noite. Não só eu estava


pensando em Chloe, mas também sobre o grande negócio que eu estava
assinando hoje. Esta tinha estado na tomada há meses, e foi um dos
maiores negócios que eu tinha feito em um longo tempo.

Sentado na sala de conferências sozinho, eu tive uma sensação


inquietante. Eu não sabia de onde veio ou por que, mas algo estava
realmente me incomodando. Ed e John entraram e Damien seguiu
atrás.

—Olá, Sebastian. Você tem a sua caneta de assinatura pronta? —


Ed sorriu ao definir os contratos na minha frente.
—Você tomou a decisão certa para se tornar um investidor de
capital em nossa empresa.— John falou quando tomou um assento.

Olhando sobre os contratos, o meu sentimento instável não


diminuiu. Que porra estava acontecendo?

—Senhores, desculpe-me por um momento.— Puxando o meu


telefone do meu bolso, eu mandei uma mensagem de texto para Chloe.

Bom Dia. Ainda estamos naquela coisa da Vênus?

—Você quer dizer a Vênus Retrógrado? Sim. Por cerca de mais


quatro semanas. Por quê?

Apenas me perguntando. Portanto, agora não seria um bom


momento para fazer um grande investimento de negócio?

Não. Não é um bom momento em um todo.

Obrigado. Vejo você mais tarde.

Seja bem-vindo. Você quer me dizer do que tudo isso se trata?

Mais tarde.

Caminhando de volta para a sala de conferência, sentei em uma


cadeira em frente a Ed e John.

—Sinto muito, senhores, mas não vou assinar qualquer contrato


neste momento.

—O QUE?!— Ed gritou.

—Sebastian.— Damien falou.

—Eu vou olhar isso de novo em cerca de um mês. Até então, eu


não irei investir em sua empresa. Eu sinto Muito. Agora, se vocês me
derem licença, tenho outro trabalho a fazer.

Levantando-me da cadeira, eu abotoei o meu casaco e sai. Porra.


Orei a Deus que tomei a decisão certa. Damien me seguiu até o meu
escritório.
—Que porra, Sebastian? Que diabos você está pensando? Nós
trabalhamos meses sobre esse negócio. Você sabe quanto dinheiro você
apenas nos custou?

Tomando um lugar na minha mesa, eu arquei a sobrancelha para


ele.

—Nós? Esta é a minha empresa e eu tomo todas as decisões


mínimas para isso. Você nunca se esqueça disso. —Eu apontei para ele.
—Agora não é o momento certo para investir nessa empresa.

—E como você sabe disso?

—Eu vou com os meus instintos. Você precisa confiar em mim,


Damien. Eu já guiei para fora do curso onde esta empresa está em
causa?

Sentei-me ali balançando a cabeça com uma expressão de raiva


no rosto. Ele se levantou do seu assento, e apontou para mim antes de
sair pela porta.

—É melhor esperar que seus instintos estejam certos. Você já


esteve fora demais desde que essa menina entrou na sua vida.

Revirando os olhos, me inclinei na minha cadeira. Ele estava


certo, onde Chloe estava em causa. Eu tinha estado desligado.

Parecia que toda a minha vida tinha sido virada de cabeça para
baixo, desde aquela noite em Londres.
Capítulo 22

Eu nervosamente caminhei ao redor da galeria, olhando,


analisando e ouvindo os sussurros de pessoas que vieram para a
exposição. Connor e Ellery estavam em pé na frente das esculturas
conversando com Oliver e Liam Wyatt. Não havia nenhuma razão para
estar nervosa, mas eu estava. Eu acho que eu estava mais nervosa por
Caden. Olhando para o meu relógio, eu me perguntava onde Sienna
estava. De repente, senti dois braços envolver em torno da minha
cintura por trás.

—Olá linda.

Virando a cabeça, eu engasguei quando vi Sam olhando para


mim.

—Meu Deus. O que você está fazendo aqui?

—Quando eu desembarquei em Boston, eu não poderia entrar


naquele avião. Eu simplesmente não podia fazê-lo. Já perdi muito dela.

—Aw. Onde está Sienna?

—Ela está no banheiro. Ela me disse para vir e surpreendê-la.

—Bem, eu estou feliz que você fez.— Eu coloquei minha mão em


seu peito.

—SURPRESA!— Sienna sorriu quando estendeu os braços.

Abraçando-a firmemente, eu poderia dizer que ela estava feliz que


Sam estava de volta.
—Esta é uma grande surpresa, certo?— Eu sussurrei em seu
ouvido.

—Sim. Com certeza é. Eu vou lhe encher sobre todos os detalhes


mais tarde. Por agora, eu vou dar uma olhada na arte sexy ali.

Ela enganchou seu braço no de Sam e os dois se aproximaram da


tela.

—Eu pensei que ele tinha voltado para a Inglaterra.— Eu ouvi a


voz de Sebastian atrás de mim.

Quando me virei, as borboletas acordaram na minha barriga,


como se estivessem felizes em vê-lo.

—Nunca conseguiu sair de Boston. Ele voltou.

—Entendo. Como você está? —Ele sorriu.

—Nervosa, mas bem.

Colocando a mão no meu ombro, ele falou: —Não fique nervosa.


Parece que todo mundo está curtindo a exposição. Admito que esteja
curioso para ver o que o artista tem feito.

—Então me siga.— Eu sorri enquanto segurava o meu braço para


ele e o levei para o quadro. —Bom?— Perguntei.

—Ele definitivamente é erótico, isso é certo.

—Você gosta dele, certo?

—Sim. É muito expressivo.

—Exatamente!— Sorri.

—Ele faz a fotografia também?— Sebastian perguntou, enquanto


olhava para a menina despida, bonita nos saltos agulha com a boca
fazendo charme.

—Sim.— Eu ri. —Você gosta dela?— Eu cutuquei seu ombro.

—Quem eu? Ela não é meu tipo. —Ele piscou.


Eu queria perguntar-lhe se eu era o tipo dele, mas eu me abstive
por medo de que ele iria ficar com raiva.

—Olá, Sebastian.— Ellery sorriu.

—Olá, Ellery. Você está tão linda como sempre. —Ele beijou sua
bochecha.

—Obrigada. Se você não se importa, eu vou roubar Chloe a


afastando por um momento.

—Eu não me importo.

Quando eu saí com Ellery, ela me levou lá embaixo.

—Richard Borne está muito interessado em comprar quase


metade das telas. Ele quer pinturas de um par, cinco fotografias e duas
esculturas.

—O que ele vai fazer com tudo isso?

—Aparentemente, ele tem um...— ela segurou os dedos para cima


—o ambiente que seria perfeito com ela.

—Ah. Aposto que é uma sala muito especial. —Eu sorri.

—Ew!— Ela gritou. —Ele e que quarto. O pensamento. —Ela riu.


—Vá em frente e falar com o Sr. Borne e descobrir exatamente quais
peças ele quer e coloque adesivos de vendidos sobre eles.

—Eu estou nele. Caden vai ficar muito feliz.

—Assim ficará Connor.

Caminhei de volta até as escadas, fui ao meu escritório e puxei os


adesivos vendidos a partir de minha mesa e encontrei o Sr. Borne. A
exposição foi bem recebida e Caden vendeu quase todas as peças de
obras de arte. Estando lá olhando para a parede que era desprovida de
tudo, mas de três quadros, senti uma mão suavemente tocar minhas
costas.

—A exposição foi bem, — Sebastian falou. —Eu lhe disse que você
não tinha nada para se preocupar.
—Ela fez. Não é? Estou muito feliz por Caden.

—Se você estiver pronta, podemos ir ao meu apartamento para o


jantar.

—Eu estou mais do que pronta. Estou faminta. Apenas me deixe


pegar minha bolsa.

Agarrando minha bolsa do meu escritório, deixei a galeria nas


mãos de Gregory para fechar e Sebastian e eu fomos para sua
cobertura.

—Uau,— Falei com admiração quando eu olhei em torno de sua


cobertura 45-100 pés quadrados. O piso em luz e a paredes bege e
carvalho claro fez o espaço parecer ainda maior.

—Então o que você acha da minha cobertura, é entupida?— Os


cantos de sua boca se curvaram para cima.

—OK. Então, eu estava errada. É muito leve e arejada. Não há


piso de madeira escura, sem guarnição escura, mas eu estava certa
sobre as paredes bege.

—Todo mundo tem paredes bege.— Ele riu.

—Sr. Bennett, o jantar está pronto.

—Obrigado, Karina.

Era evidente que Sebastian não ia me apresentar à ajudante


contratada. Então, eu me apresentei.

—Oi.— Eu sorri enquanto eu segurava a minha mão. —Eu sou


Chloe.

—Prazer em conhecê-la. Sou Karina.

—Prazer em conhecê-la também, Karina.— Eu estreitei meus


olhos para Sebastian.
Segui-o para o pátio, onde uma mesa, ao lado de uma lareira ao
ar livre estava.

—Eu pensei que seria agradável jantar aqui. Claro, se você ficar
com frio, podemos passar para dentro.

—Não. Isso é bom. —Eu sorri.

Sentamos em nossos lugares e Sebastian pegou a garrafa de


vinho e derramou um pouco em nossos copos.

—Então, você vai me dizer sobre o que era a mensagem mais


cedo hoje?

Ele suspirou quando trouxe o copo aos lábios.

—Era para eu assinar os contratos para me tornar um investidor


do capital de uma empresa que tinha lidado nos últimos meses. Era um
negócio de vários milhões de dólares e eu comecei a pensar sobre o
quanto eu perdi em Vegas.

—Vá em frente.— Eu sorri.

—Não é um grande negócio, Chloe. Eu apenas pensei que talvez


esse negócio não fosse para acontecer agora, então eu não assinei os
contratos. Necessário será dizer que eles não estavam felizes.

—Isso é muito ruim para eles. Você fez a coisa certa. —Eu pisquei
antes de beber meu vinho.

Nós conversamos principalmente sobre a exposição, o meu


trabalho, Sienna e Sam, e nada pessoalmente sobre ele. Então eu decidi
transformá-lo em um jogo.

—Eu quero jogar um jogo.

—Oh.— Sua sobrancelha arquearam. —Que tipo de jogo?

—Um jogo pessoal. É uma ótima maneira de conhecer uns aos


outros. Vou começar.

Eu poderia dizer pela expressão em seu rosto que ele estava em


cima do muro sobre o assunto.
—Minha cor favorita é amarelo.— Eu apontei para ele.

—Preto.

—Minha comida preferida é frango.— Eu apontei para ele.

—Lagosta.

—Meu tipo favorito de flor é a Margarida de Gérbera.— Eu apontei


para ele.

—Você não gosta de rosas?— Ele inclinou a cabeça.

—Sim. Responda a questão.

—Orquídeas.

—Sério?— Eu sorri.

—Se eu tivesse que escolher uma flor favorita, seria elas.

—Eu tinha dezesseis anos quando eu perdi minha virgindade.—


Eu apontei para ele.

—Quinze.— Ele sorriu.

—Com quem?— Eu levantei minha cabeça.

—Não importa.

—Eu estava estudando em casa até os dez anos.— Eu apontei


para ele.

Ele não disse nada e se levantou do seu assento. —Isso foi


divertido, mas eu acho que nós deveríamos entrar agora.

—Qual o problema?— Perguntei enquanto eu pegava o meu copo


e o seguia para dentro.

—Nada. Eu quero fazer algo muito claro para você. Meu passado
ea infância estão fora dos limites.

—Eu não entendo.— Eu fiz uma careta.


Ele passou a mão pelo cabelo. —Eu não falo sobre o meu passado
com ninguém, inclusive você.

—Mas por quê?— Perguntei com uma voz suave quando me


aproximei dele.

—Porque eu não sei.— Sua voz era autoritária e dura. —Se você
não pode respeitar isso, então talvez você deva sair.

—Você pode falar comigo, Sebastian.

Quando eu fui colocar minha mão em seu braço, ele recuou.

—Não, Chloe, eu não posso e não vou.

—Como é que eu vou conhecê-lo se você não vai se abrir para


mim?

—Você sabe o suficiente. Deixe por isso mesmo. Não é como se


você precise saber mais.

—Você está certo.— Eu olhei para baixo. —Eu sei o suficiente.


Você tem tanto ódio em seu coração e eu sinto pena de você. Mas eu sei
que em algum lugar ai você tem algo bom. Eu já vi isso e eu
experimentei isso. —Peguei minha bolsa e quando eu estava prestes a
sair pela porta, eu virei e olhei para ele. —A vida é perdida sem amor,
Sebastian, e eu espero que um dia você encontre.
Capítulo 23

Estando lá, vi a porta fechar. Ela tinha ido embora e, de repente,


o meu lugar se sentia vazio, ou era a minha vida? Uma sensação de
vazio sempre residiu em mim a partir do momento que eu poderia me
lembrar de quando eu era uma criança pequena.

Suas palavras repetiam mais e mais na minha cabeça. “A vida é


perdida sem amor”. Eu não sabia o que era amor.

Como eu poderia? Eu nunca tinha recebido e eu nunca tinha


dado. Eu tinha uma vez, mas a machuquei. Assim como eu sabia que
faria.

Eu deveria ter ficado longe, mas quando a vi na rua, tocando


guitarra e sua voz doce cantando essa música, tudo o que eu pensei
tinha se afastado voltou correndo. Assim como fez na primeira vez em
que a vi depois da nossa primeira noite juntos.

Duas semanas se passaram. Eu não entrei em contato com ela e


ela não tentou entrar comigo. A Raiva fez um lugar confortável dentro
de mim. Eu não conseguia me concentrar, eu não podia pensar, e eu
certamente não poderia ter relações sexuais. Eu não queria ter relações
sexuais com qualquer pessoa, a menos que fosse ela. De alguma forma
ela deixou sua marca em mim, como uma marca em minha alma.

Sentado no bar com Eli, nós jogamos para trás algumas bebidas.
Ele era a única pessoa no mundo que realmente me conhecia,isso era
porque tínhamos sido amigos desde que tínhamos dez anos de idade.

—Eu acho que é hora de termos uma conversa, Sebastian.

—Sobre o que?
—Estas duas últimas semanas, você estava diferente. Diferente do
que eu já vi antes.

—Como?— Eu atirei-lhe um olhar.

—Você não foi tanto para o escritório. Você foi dormir mais tarde
do que você já tem ido. Você não escuta quando as pessoas falam com
você. É como se você estivesse em outro mundo e é muito mais idiota
agora do que antes. Damien me disse que ele lhe perguntou outro dia o
que estava errado com você e você quase o castrou.

Eu joguei de volta o meu Bourbon. —Estou cansado de pessoas


me perguntando o que diabos está errado. Nada está errado!

—Chloe é o que há de errado. Homem, vamos lá. Eu sei que você


está pensando que ela poderia ser a única e isso assusta a porra fora de
você.

Revirando os olhos, eu sinalizei para o bartender por outra


bebida.

—Eu não acredito em “única”.

—Sério? Porque você já namorou inúmeras mulheres ao longo dos


anos e nenhuma delas já chegou em você como Chloe fez. Se você
quiser vê-la novamente, você vai ter que se abrir para ela.

—Eu não tenho que fazer nada. Eu faço minhas próprias regras
sobre a minha vida e você sabe disso. —Eu apontei meu dedo para ele.

—Eu sei, mas talvez agora seja hora de deixar as malditas regras
irem. Droga, Sebastian, você está com trinta anos de idade. Você
realmente vai viver o resto de sua vida assim? Merda, mesmo Maura
está preocupada com você.

—Você pode dizer a Maura que eu estou bem.

—Você diz que não acredita em “único”, mas você não iria assinar
um acordo de vários milhões de dólares por causa de alguma coisa que
diz Vênus, que a propósito, você sabe através de Chloe. Tudo o que eu
estou dizendo é que você precisa parar e deixar ir o passado. Você
venceu. Nós vencemos. A única razão pela qual eu estou trabalhando
para você seu burro mudo é porque alguém precisa cuidar de você.
—Você está trabalhando para mim porque eu te pagou muito
bem.

—Isso também.— Ele sorriu. —Escuta, cara, você é feliz quando


ela está por perto. Porque você não pode, pela primeira vez em sua vida,
aceitar alguma felicidade? Você não acha que está na hora?

Olhei para ele por um momento e depois olhei para frente, assim
que terminei a minha bebida.

—Ela é boa para você.

—Sério? E você sabe o que é bom para mim? Ela é diferente e ela
vive em outro mundo. Você sabe que ela fala com um homem sem-teto e
lhe compra comida? Ela sabe toda a sua história de vida maldita.

—O que há de errado com isso? Ela é uma pessoa simpática, que,


aparentemente, não julga as pessoas. Ela não parece ser ligada em
coisas materiais, para que você saiba, ela não foi para você pelo seu
dinheiro.

—Nós somos de dois mundos diferentes, Eli.

—Você pode querer repensar isso porque não faz tanto tempo que
você era praticamente um sem-teto também. Você esteve apenas "neste"
mundo nos últimos nove anos. Talvez seja você que vive em um mundo
diferente, não ela.

Eu apertei minha mandíbula. —Eu cansei de falar sobre ela. Isso


nunca poderia funcionar e eu acabaria por destruí-la. Ela iria querer
coisas de mim que eu nunca poderia dar. Claro, eu poderia dar-lhe
todas as riquezas do mundo, mas no fundo, eu nunca poderia dar o que
ela realmente precisa ou quer.

Eli suspirou quando terminou sua bebida. —Seja como for, meu
amigo. Você realmente precisa ir falar com alguém ou você realmente
precisa obter a sua cabeça fora do seu rabo. Você nunca tentou dar
qualquer coisa de si mesmo para qualquer um, de modo que você não
sabe porra nenhuma. Vamos. Vou levar você para casa.
Fazia três semanas desde que eu tinha ouvido falar de Sebastian.
Eu tentei o meu melhor não pensar sobre ele, mas era impossível. Meus
sentimentos por ele, mesmo que ele fosse um babaca total, eram fortes,
e eu sentia falta dele. Atirei-me no meu trabalho, assisti a aulas de ioga
da minha mãe à noite, e meditei quase todos os dias. Eu fiz tudo e
qualquer coisa só para manter minha mente fora dele.

Descendo a rua no meu caminho para o supermercado, eu parei


quando vi Willie encostado no tijolo da Barnes e Noble.

—Ei, Willie.— Eu sorri.

—Chloe. Não vi você em um tempo. Onde você esteve?

—Por aí. Como você está?

—Do Mesmo jeito.— Ele sorriu e deu um tapinha no espaço vazio


ao lado dele. —Sente-se.

Sentada no cimento, estilo indiano, comecei a jogar com uma


pequena pedra que estava na minha frente.

—O que está errado? Você parece triste. Você nunca está triste.

—Amanhã é meu aniversário e eu estava esperando para celebrá-


lo com alguém, mas infelizmente, não estamos vendo um ao outro mais.
Não que nós estivéssemos realmente vendo um ao outro, eu acho. Nós
estávamos tendo muito sexo.

—Então qual é o problema? Se você estava tendo um monte de


sexo, tinha que ser bom.

Eu sorri. —Foi, mas ele não vai me dizer nada sobre seu passado.
Não importa o quanto eu tente levá-lo a se abrir para mim, ele não vai.
Ele quer saber tudo sobre mim, mas ele se recusa a me dizer sobre si
mesmo, não me diz nada dele.

—Onde você conheceu esse cara?


—Agora há uma história.— Eu sorri. —Nós nos conhecemos em
um bar de hotel em Londres e fizemos sexo. Ele era o meu sexo com um
desconhecido em um país estrangeiro. Nós nem sequer sabíamos o
nome um do outro. Eu estava pensando em me esgueirar pela manhã
antes que ele acordasse, mas ele fez isso antes de mim. Quando me
mudei de volta para Nova York, nós nos vimos novamente. Eu não sabia
que ele vivia aqui.

—Uau. Isso é alguma merda. Quais são as hipóteses?

—Eu sei, certo?— Eu segurei a pedra firmemente em minha mão.


—Nós nos encontramos de novo e de novo e eu pensei que talvez
tivéssemos algo. Eu acho que eu estava errada. Ele me disse para
aceitar o fato de que ele nunca ia me dizer alguma coisa sobre ele, e se
não o fizesse, eu poderia sair. Então eu fiz e eu não falei com ele desde
então.

—Uau. Ele simplesmente a deixou sair e nunca tentou entrar em


contato com você?

—Sim. É por isso que eu estou um pouco triste agora. Mas eu vou
ficar bem.

—Se você quer o meu conselho, querida, é perda dele, não sua.
Você merece mais do que isso.

—Obrigada, Willie.— Eu me levantei. —Estou indo para a loja.


Algum pedido?

—Não. Você já fez o suficiente por mim.

—Nah, não seja bobo. Eu vou buscar algo de bom. —Eu sorri. —
Vejo você mais tarde.
Capítulo 24

Quando eu estava andando pela rua, em meio aos meus


pensamentos, aconteceu de eu olhar em frente e vi Chloe conversando
com aquele homem sem-teto. Não só ela estava falando, mas ela estava
puxando as coisas fora do saco que estava carregando e dando a ele. Eu
fiquei lá e a observei. Vê-la me fez sorrir, algo que eu não tinha feito
desde a última vez que a vi. Eu esperei até que ela se afastou e estava
fora de vista antes de ir em frente. Quando me aproximei do homem
sem-teto, ele olhou para mim.

—Ei, eu vi essa menina que acabou de sair daqui lhe dando


algumas coisas. Isso foi muito legal da parte dela.

—O nome dela é Chloe e ela é uma menina maravilhosa. Ela tem


um coração de ouro. Uma das pessoas mais amáveis que eu já conheci
na minha vida.

Alcançando em meu bolso, eu puxei uma nota de vinte dólares.

—Aqui. Tenho certeza que você poderia usar isso.

Ele me olhou por um momento e depois acenou com a mão para


mim.

—Obrigado, cara. Eu aprecio isso, mas eu estou bem.

Enfiei a mão no bolso e tirou mais vinte.

—Pegue. Acredite em mim quando eu digo que eu não preciso


disso. Isso poderia me fazer sentir melhor se você pegasse e comprasse
um pouco de comida ou algo assim.

—Você é um homem bom. Obrigado. Qual o seu nome?


—Sebastian.— Eu sorri.

—Prazer em conhecê-lo, Sebastian. Eu sou Willie. Você é casado?

Eu levantei minha cabeça e falei: —Não eu não sou casado.

—Você gostou de Chloe. Ela não é casada também. Pobre menina


está sofrendo de um coração partido. Talvez você gostasse de conhecê-la
um dia.

—Sim. Talvez. Tenha um bom dia, Willie.

—Você também, Sebastian. Obrigado novamente.

Dei-lhe um pequeno sorriso e me afastei. Doeu-me saber que eu


parti o coração de Chloe, mas lá no fundo, eu já sabia que eu tinha
feito. Porra. Corri a mão pelo meu cabelo enquanto caminhava pela rua
e subi na limusine que me esperava na esquina.

—Acabei de vê-lo dar esse dinheiro ao homem sem-teto?—


Perguntou Eli.

—Sim. Esse é o Willie. O homem que Chloe sempre fala.

Eli virou a cabeça e sorriu para mim, mas não disse uma palavra
quando puxou para fora no tráfego e me levou para casa.

Abrindo os olhos para o sol brilhante através das minhas


cortinas, eu rolei e pensei em Sebastian. Se tivéssemos vendo um ao
outro, eu teria tido uma manhã de sexo no meu aniversário. Em vez
disso, eu estava deitada aqui, sozinha no meu aniversário, me sentindo
como uma merda porque eu sentia muita falta dele. Quando eu estava
sentindo pena de mim mesmo, meu telefone tocou. Quando eu o peguei
na mesa de cabeceira, Sienna e Sam apareceram na tela.
Eu mencionei que ele largou o emprego e queria se mudar
definitivamente para Nova York para que pudesse estar perto de
Sienna? Eu não sabia o que ele faria se Sienna decidisse um dia que
terminou de brincar com ele e o atirasse para fora.

—Parabéns pra você. Parabéns pra você. Feliz aniversário,


querida Chloe. Parabéns pra você!— ambos cantaram.

—Obrigado. Que dueto lindo. —Eu sorri.

—Qual é a sensação de ter vinte e cinco?— Perguntou Sienna.

—Ótima. Eu me sinto como uma adulta certificada agora. Eu


estou oficialmente um trimestre de um ano de século de idade. —Eu
sorri.

Os dois riram e Sam me mandou um beijo.

Depois de terminar a nossa chamada, eu fiz um pouco de café e


pulei no chuveiro. Os grandes planos de aniversário para hoje, incluía
um agradável jantar com a minha mãe, pai, Sienna, e Sam, e depois
mais tarde, os três nós de estavam indo para um clube onde Sienna
tinha planejado uma grande festa de aniversário para mim com todos os
nossos amigos.

Quando eu estava sentada à mesa bebendo o meu café, a


campainha tocou. Levantando-me para responder, perguntei quem era.

—Eu tenho uma entrega de flores para a senhorita Chloe Kane—


um homem com uma voz profunda falou.

—Suba murmurei.

Abrindo a porta, vi um homem com um enorme buquê de flores


que vinha até a cabeça.

—Oh meu Deus. Que belas flores — falei quando ele se aproximou
da porta.

—Feliz aniversário bebê.

Quando o homem baixou o buquê, eu quase gritei quando vi que


era Corey.
—MEU DEUS! O que está fazendo aqui? —Eu coloquei minhas
mãos sobre minha boca.

—Só pensei em largar tudo e vim desejar um feliz aniversário.

—Todo o caminho da Califórnia?

—Sim. Todo o caminho da Califórnia. —Ele sorriu.

Tomei as flores dele e envolvi o meu braço em volta do pescoço.

—Eu senti sua falta. — Eu abracei-o com força.

—Eu senti sua falta também. Cali não é o mesmo sem você.

—Entre.

Levando as flores para a cozinha, enchi um vaso com água.

—Elas são tão bonitas. Obrigada.

—Seja bem-vinda.

—Eu não posso acreditar que você está aqui. — Eu o beijei em


seus lábios.

—Eu estava planejando isso por um tempo. Sienna sabia, mas eu


ameacei deixar derramar alguns segredos para aquele cara Sam que ela
está vendo se ela lhe dissesse.

Eu ri. —Então, quanto tempo você vai ficar aqui?

—Meu vôo sai amanhã à tarde. Eu tenho que voltar ao trabalho.


Eu pensei que era hora de vê-la, e que melhor dia do que o seu
aniversário?

Corey e eu falamos ao telefone pelo menos duas vezes por


semana, então ele sabia tudo sobre Sebastian.

—Ainda nenhuma palavra do que rico idiota?— Perguntou.

—Não.— Eu abaixei minha cabeça.

—Você merece melhor do que ele, Chloe.— Ele colocou o dedo no


meu queixo e ligeiramente levantou, então eu estava olhando para ele.
—Ele pode ser um homem maravilhoso. Se apenas ele abrisse o
sobre seu passado.

—Há uma razão para que ele não fez, e você precisa tomar isso
como um sinal universal para deixá-lo e correr.

Eu lhe servi uma xícara de café e me aconcheguei no sofá, para


recuperar o atraso em tudo o que vinha acontecendo em ambas as
nossas vidas.

Eu não poderia me ajudar. Eu precisava vê-la. Talvez eu estivesse


pronto para dizer a ela que eu me importava com ela e contá-la sobre o
meu passado. Este sentimento estava roendo dentro de mim e não iria
parar até que eu a visse. Três semanas sem ela foi tempo suficiente. Eu
tinha que fazê-la entender o quanto eu gostava dela e eu precisava dela
para acreditar que ela não era apenas outra garota. Ela era uma
menina que eu queria estar todo o tempo. Não falar com ela ou vê-la me
deixou vazio por dentro. Eu sabia que agora e eu vim para aceitar o fato
de que eu tinha para lhe dizer tudo sobre mim. Ela valia a pena e eu
não podia lutar contra meus sentimentos e desejo por ela por mais
tempo.

Eu tinha pedido para Eli estacionar ao virar a esquina da rua. Sai


da limusine e virei à esquina, parei quando a vi um cara saindo do seu
prédio. Ela estava usando um vestido rosa pálido curto com tiras de
strass finas e saltos agulha correspondente. Ela estava toda vestida e
no braço de outro homem. A fúria, raiva e ciúme cresceram dentro de
mim à medida que entrou no táxi que estava esperando na calçada.
Voltando para a limusine, eu instruí Eli a segui-los.

Esperando na limusine até que eles estavam dentro do espaço de


Ibzia, comecei a sair quando Eli me parou.

—Sebastian, não. Deixe-a em paz. Obviamente, ela está fora para


se divertir esta noite. Você pode falar com ela amanhã.
—NÃO! Eu quero saber quem diabos é esse cara que está com ela.
Ela é minha, Eli, e eu vou ter certeza que ela saiba disso.

—Boa sorte com isso. Ela não é sua. Só porque você transou com
ela, não a faz sua propriedade. Se fosse esse o caso, você possui metade
da cidade de New York, outros estados e países.

Revirei os olhos. —Ela é diferente e ela pertence a mim.

—Quer dizer que ela pertence a você.

—Sim. Tanto faz. Talvez eu não vá dizer nada a ela esta noite. Eu
só quero ver o que ela está fazendo. Isso é tudo.

—Então eu vou com você.

Olhei para ele por um momento antes de concordar. Ele


estacionou a limo na rua e eu escorreguei ao segurança uma nota de
cem dólares para nos deixar entrar.

—Não há necessidade, Sr. Bennett. Eu sei quem você é. Vocês


dois podem ir para dentro.

Dando-lhe um pequeno sorriso, coloquei o dinheiro no bolso da


camisa.
Capítulo 25

O clube estava cheio pessoas e pessoas encostadas na parede.


Quando eu paguei para duas pessoas no bar por os seus lugares, eles
gentilmente se moveram e Eli e eu podíamos nos sentar.

—Dois Burbons. Duplo— eu gritei para o barman.

Olhando ao redor, eu não vi Chloe e aquele cara em qualquer


lugar. Mas quem diabos poderia encontrar alguém neste lugar.

—Mantenha-se atento para eles — Eu falei com Eli.

Tinha sido um pouco mais de uma hora e ainda nenhum sinal


deles. De repente, Eli, agarrou meu braço e me disse que precisava sair.
Olhando para ele, eu não pude deixar de notar seus olhos olhando para
a pista de dança.

Quando eu olhei para onde ele estava olhando, eu vi Chloe e


aquele idiota dançando juntos. Seus braços estavam no ar enquanto ela
movia seus quadris para trás e para frente. Ele estava atrás dela,
moendo-se contra ela como um porco.

Os dois se moveram ao redor, e para trás com as mãos plantadas


nos quadris. A raiva que já estava dentro de mim intensificou enquanto
eu caminhava atrás deles, agarrei o braço do cara, e dei um soco nele,
enviando-o para a multidão de pessoas que os cercavam para o chão.

—Sebastian!— Chloe gritou.

Eu não tinha terminado, porque eu queria ter certeza que esse


cara nunca colocasse as mãos sobre ela novamente. Agarrando sua
camisa, eu dei um soco novamente até Eli agarrar o meu braço e me
puxar para longe.
Eu não podia acreditar no que estava vendo. Enquanto eu gritava
o nome de Sebastian, ele olhou para mim com raiva em seus olhos.

—O que você está fazendo?

—Ele não tinha o direito de lhe tocar- assim!— Gritou.

De repente, Sienna e Sam apareceram e Sam ficou no chão para


ajudar Corey enquanto Sienna entrou na minha frente.

—O que diabos você pensa que está fazendo, Sebastian?

—Saia do caminho, Sienna.

—Ou o que? Você vai me dar um soco também?

—Pare com isso! Vocês dois! —Eu gritei quando me afastei de


Sienna.

Eu balancei a cabeça para Sebastian e depois abaixei para olhar


para Corey. Seu olho já estava inchado e havia sangue escorrendo de
seu nariz e boca.

—Você o quer, Chloe? Será que quis transar com ele? —Sebastian
gritou quando Eli o deteve.

Levantando-me, eu estava na frente dele. Meu sangue fervia de


ódio, que eu podia sentir a veia na minha têmpora pulsando com raiva.

Colocando minhas mãos em seu peito, eu o empurrei tão duro


quanto eu poderia. Ele tropeçou.

—Ele é meu ex da Califórnia, seu imbecil. Ele voou para celebrar


o meu aniversário.

Seus olhos se encontraram com os meus e de repente, eles


estavam cheios de tristeza.
—Eu estou...

—Guarde isso, Sebastian. Você simplesmente não pode sair por aí


batendo nas pessoas. Nunca mais quero vê-lo novamente. —Eu me virei
e empurrei o meu caminho através da multidão de pessoas que estavam
lá assistindo a cena.

Eu precisava de ar. Tirando os sapatos e pisei fora da porta para


a rua da cidade de New York, eu mal conseguia recuperar o fôlego. Meu
corpo tremia e eu me senti desorientada. Eu caí de joelhos em um
pedaço de grama perto do clube e comecei a chorar. De repente, senti
uma mão no meu ombro.

—Chloe, eu sinto muito. Por favor, me perdoe.

Empurrando para longe, eu olhei para Sebastian com os olhos


manchados de rímel.

—Não me toque!— Eu gritei quando me levantei e tropecei para


trás. —Não me toque— eu sussurrei quando eu apontei meu dedo para
ele. —Que parte do“Eu nunca mais quero vê-lo novamente” você não
entendeu?

—Pedi desculpas a Corey. Ele vai ficar bem. Eu só...

—Você é um monstro e é para ficar bem longe de mim!— Eu fui


embora e voltei para dentro do clube.

—Aí está você!— Sienna me puxou para um abraço. —Você está


bem?

—Na verdade não. Onde está Corey?

—Por aqui. — Sienna me levou a uma pequena mesa onde Corey


e Sam estavam sentados.

—Eu sinto muito que isso aconteceu. — Eu chorei quando eu


passei meus braços em volta do seu pescoço.

—Não chore Chloe. Ele pediu desculpas.

—Eu não me importo. Ele nunca deveria bater em você.


—Escute, eu estou bem. Não é a primeira vez que eu tenho um
olho machucado e um lábio inchado. —Ele sorriu. —Vamos; vamos sair
daqui e voltar para a sua casa para o bolo. Ainda temos mais a
comemorar.

—Tem certeza de que se sente bem?— Eu fiz beicinho quando


gentilmente tracei o meu dedo ao redor do hematoma no olho de Corey.

—Estou bem. Pare de se preocupar sobre mim. Obrigado por me


deixar ficar em sua casa—Ele sorriu.

—Você é bem-vindo a ficar na minha casa a qualquer momento


que você vier me visitar.

—Tome cuidado, Chloe, eu te ligo quando eu chegar.

—É melhor. — Eu pisquei.

—Amo você. — Ele beijou minha testa.

—Amo você também.

Quando o táxi parou no meu prédio, meu coração começou a


correr quando vi a limusine de Sebastian estacionado no meio-fio. Jurei
a Deus, que se ele ainda tentasse falar comigo, eu iria marchar direito
para a delegacia e registrar uma ordem de restrição contra ele. Depois
de pagar o motorista de táxi, vi Eli sair da limusine. Sentei-me ali por
um momento, enquanto ele se aproximou e abriu a porta para mim.

—Boa tarde, Chloe.

—Eli. — Eu concordei e sai. —É melhor ele não estar lá. — Eu


apontei para a limusine.

—Ele não está. Sou só eu. Na verdade, se ele soubesse que eu


estou aqui falando com você, ele provavelmente iria me demitir.

—O que posso fazer por você, Eli?— Perguntei enquanto


caminhávamos para a porta.
—Eu estava esperando para falar com você por um momento
sobre Sebastian.

—Eu não quero falar sobre ele.

Deslizando a chave na fechadura, abri a porta e o convidei para


entrar.

—Eu sei e eu não culpo você, mas eu preciso de você para ouvir o
que tenho a dizer.

—Estou prestes a fazer um chá. Você gostaria de um?

—Só se for verde. — Ele sorriu.

—Sim! É meu tipo de homem. O chá verde é.

Eli tomou um assento na mesa enquanto eu preparava o chá. Não


havia nada que ele pudesse dizer que me faria mudar de ideia sobre
Sebastian. Mas eu lhe devia a cortesia de ouvi o que ele queria dizer.

—Olha, eu não estou defendendo ele em tudo, e o que ele fez na


noite passada foi totalmente cruzar a linha, mas sei que ele cuida
profundamente de você.

—Ele tem um jeito engraçado de mostrar isso.— Eu derramei a


água nos copos.

—Eu vou te dizer uma coisa sobre ele. Ele teve uma vida difícil
desde o dia em que nasceu. Ele teve que lutar por tudo em sua vida.
Estava determinado a sair das trincheiras e fazer algo de si mesmo.

—Isso não é desculpa para a violência — Eu falei quando eu


definir a sua xícara de chá para baixo na sua frente.

—Eu concordo. Sebastian é um homem bom e ele tem um bom


coração.

—Coração de pedra. — Eu interrompi.

—É verdade, mas apenas quando as mulheres estão em causa.

—Por quê? Será que ele tem uma ex-amante que o traiu ou algo
assim?
—Não. Se fosse assim tão simples. Ele nunca se permitiu chegar
perto de ninguém. Ele permitiu que a cicatriz de seu passado o
mantivesse fechado de tudo, exceto seus negócios.

—O que aconteceu com ele?

—Não cabe a mim dizer, mas eu o conheço desde que éramos


meninos.

Suspirei. —Eli, por que você está aqui? Para me dizer que ele não
podia deixar de bater em Corey por causa de seu passado?

—Não, Chloe. Estou aqui para lhe dizer que ele realmente se
importa com você e você precisa chegar nele. Eu nunca o vi assim com
ninguém antes.

—Você quer dizer socando as pessoas?

—Não. — Ele sorriu. —Você o afetou de uma maneira que eu


nunca pensei que fosse possível. Ele está feliz quando você está por
perto. E isso é algo que eu não vi muito em sua vida.

Levantei-me da mesa e fiquei atrás do balcão da cozinha. —Bem,


ele é o único que me fechou para fora e em seguida, teve a coragem de
bater no meu ex-namorado que é gay, pelo simples fato, de estarmos
dançando.

Eli se aproximou de mim e colocou a mão na minha.

—Basta lhe dar alguma chance, Chloe. Ele é um homem


quebrado e eu acredito que você é a única pessoa neste mundo que
pode colocá-lo de volta junto. Se eu não sentisse tão fortemente sobre
isso, eu não estaria aqui. Obrigado pelo chá. —Ele se virou e, quando
ele começou a se afastar, ele olhou para mim. —Por favor, nunca diga
que tivemos esta conversa.

—Eu não vou. Eu prometo.


Capítulo 26

Suas palavras mantiveram jogando mais e mais em minha mente.


“Você é um monstro. Nunca mais quero vê-lo novamente”. A verdade era
que ela estava certa. Eu era um monstro e eu deixei minha raiva e
ciúme obter o melhor de mim. Eu nunca tinha perdido o controle assim
antes, especialmente por uma mulher. Eu estraguei tudo. A melhor
coisa que já tinha acontecido comigo agora me odiava. Ela era ainda
capaz de odiar? Seus olhos me contou tudo. Aquele olhar de mágoa,
raiva e ódio ficaria gravado para sempre em minha memória. Ela
merecia nada mais do que ser feliz e eu precisava ter certeza que ela
seria. Ela superaria o que eu tinha feito e ela ia ficar em mim. Mas eu
não tinha tanta certeza que eu já tinha a superado. Eu tinha arruinado
seu aniversário. Foda-se, como é que eu nem sabia que era seu
aniversário? Eu deveria ter sabido. Se ao menos eu tivesse me aberto
para ela e falado tudo sobre mim, eu teria sabido e as coisas teriam sido
diferentes.

Uns pares de semanas se passaram desde aquela noite e todos os


dias se tornou mais difícil de lidar. Eu pararia fora da janela da galeria
e a procuraria com a esperança de apenas vê-la e ter certeza que ela
estava bem. Quando ela saía do trabalho, eu faria Eli segui-la comigo
na parte de trás, apenas para que eu soubesse que ela chegou em casa
e ela estava segura. Toda noite, ela iria parar e conversar com Willie.
Por vezes, durante alguns minutos, e às vezes mais. Ele não foi o único
homem sem-teto que ela falava. Havia um grupo deles que ficavam no
beco. Quase como se fossem uma família e ela era uma parte dela. Seus
rostos se iluminavam toda vez que ela iria parar falar com eles.
Sebastian seguiu-me em todos os lugares que eu fui. Eu não era
estúpida e eu podia sentir a sua presença. Acho que você poderia dizer
que era a ligação que tínhamos. Desde que Eli deixou meu apartamento
naquele dia, eu não conseguia parar de pensar sobre o que ele tinha
dito sobre Sebastian ter que lutar por tudo e sair das trincheiras para
fazer algo de si mesmo. Minha mãe me disse que Sebastian bater em
Corey era a sua maneira de lutar por mim, mesmo que ele estivesse
errado.

Era sábado e eu decidi ir para o Central Park para pensar. Estar


ao ar livre e cercada pela natureza sempre me ajudou a pensar mais
claramente. A semana de trabalho foi extremamente ocupada. Entre
organizar outra exposição, a jantar com os meus pais, e visitar Sienna e
Sam, eu só precisava de um dia para mim. Eu me senti fora de
equilíbrio, que eu estava atribuinda a um homem chamado Sebastian.

Eu tinha o motorista de táxi me deixando na entrada oeste do


parque e eu fiz a minha maneira de Shakespeare Garden. Era o meu
lugar favorito em todo Central Park, pois era tranquilo e o lugar perfeito
para meditar. Descendo o caminho de paralelepípedos, eu admirava as
belas flores que estavam em flor. Quando eu encontrei o local perfeito
para resolver, eu coloquei o meu cobertor e defini a minha cesta de
piquenique para baixo. Tomei uma respiração profunda de limpeza e
fechei os olhos. Levando-me em belos sons da natureza, ouvi algo ou
alguém. Abrindo os olhos, olhei em volta. Suspirando, eu fechei os olhos
e comecei a meditar. Mais uma vez, ouvi algo.

—Sebastian, eu sei que você está aqui— falei em voz alta. —E


também sei que você estava me seguindo. Então, só venha para fora e
pare de ser tão malditamente perseguidor.

—Como você sabia?— Ele suavemente perguntou quando saiu de


trás de uma árvore.

—Eu só sabia. Você sabe quando alguém está seguindo você.


—Eu não estava perseguindo você, Chloe. Eu estava apenas me
certificando de que estava a salvo e bem.

—Seja como for, Sebastian. Desde que você me seguiu até aqui,
você pode muito bem se sentar para que você possa ver que eu estou
bem. —Bati o lugar vazio ao meu lado.

—Você tem certeza?

—Sim.

Ele se sentou ao meu lado e eu não podia deixar de olhar para


ele. Ele era tão bonito, mas parecia tão perdido.

—O que você estava fazendo?— Perguntou.

—Tentando meditar. Você sabe você realmente deve tentar isso


algum dia. Você poderia ganhar alguma paz interior.

Ele me deu um olhar severo e eu não pude deixar de rir.

—Então é por isso que você faz, para ganhar a paz interior?

—Isso e outras coisas. Isso o torna mais fundamentada para que


possa viver a vida mais no presente.

—Oh. Desculpe-me, eu interrompi.

—Está bem. Gostaria de algumas uvas? —Eu perguntei quando


eu enfiei a mão na cesta de piquenique e tirei um pequeno saco
plástico.

—Não. Eu estou bem.

—Você não gosta de uvas?— Eu levantei minha cabeça.

—Eu gosto de uvas.

—Então por que você não quer?

—Porque eu não sei. — Suas sobrancelhas arquearam.

—Por quê? Tem que haver uma razão. Você não está com fome?
Mesmo que você não esteja com fome, uma uva não vão te machucar.
—Bem. Eu vou ter algumas uvas. —Ele sorriu enquanto enfiou a
mão no saco e levou um par.

—Eu ainda estou com raiva de você— eu falei quando coloquei


uma uva na boca.

—Então você não meditou o suficiente. — Ele sorriu.

Balançando a cabeça, eu mordi meu lábio inferior. —Confie em


mim, eu meditei todos os dias, mas você deu um soco no meu amigo
sem motivo.

—Eu sei e acredite em mim, eu vou lamentar o que fiz até o dia
que eu morrer. Eu não posso me desculpar com você o suficiente,
Chloe. Eu sinto Muito.

Eu podia ouvir a sinceridade em sua voz e ver o olhar de pesar em


seu rosto.

—Bem. Desculpas aceitas. —Eu suavemente coloquei minha mão


sobre a dele.

Ele olhou para as nossas mãos e depois para mim.

—Obrigado. Significa muito para mim. Chloe há outra coisa que


eu preciso falar com você.

—O que é isso?— Eu perguntei nervosamente.

Ele olhou para longe. — Nunca poderá funcionar entre nós.

—Por que você diz isso?— Meu coração começou a doer.

—Porque eu nunca poderia lhe dar o que você precisa e merece.


Você estava certa quando você me chamou de monstro. Isso é
exatamente o que eu sou.

—Não, Sebastian. Eu estava com raiva. Eu não quis dizer isso.

—Não importa se você fez ou não, é o que eu sou. — Ele tirou a


mão da minha. —Eu não quero fazer isso mais difícil do que já é. — Ele
se levantou e olhou para frente. Ele não conseguia sequer olhar para
mim.
De repente, senti uma gota de chuva atingiu minha mão.

—É melhor eu ir. Sinto muito, Chloe. Tudo que eu quero é que


você seja feliz e estar comigo vai fazer você mais miserável. —Ele se
virou e começou a se afastar.

—Você sempre foi um covarde?— Eu gritei quando a chuva


começou a cair.

—Com licença? Realmente começou a chover agora. Devemos ir


procurar abrigo.

—Não. Vou ficar aqui mesmo. Como muitas tempestades você


está se escondendo, Sebastian? —Eu perguntei quando eu levantei e
olhei para ele.

—Do que você está falando? Chloe está chovendo e estamos


ficando encharcados. Podemos falar sobre isso em outro lugar.

—Alguma vez você já ouviu a frase: A vida não é sobre a espera da


tempestade para passar; é sobre aprender a dançar na chuva?

—Pelo amor de Deus, Chloe— ele gritou.

—Se você esperar cada tempestade passar, você vai perder tempo,
e então você não tem nada para mostrar para ele, passado ou presente.
Sua primeira reação quando começou a chover foi correr e se esconder
dela. Por quê?

—Chloe, estou falando sério. Não tenho a menor ideia do que está
falando. Tudo o que sei é que nós dois estamos em pé aqui fora, todo
molhado! —Ele gritou.

—Diga-me o que você tem tanto medo, Sebastian! O que


aconteceu com você?

—Nada. Isto é como eu sou! Eu não sou capaz de emoção. Eu não


choro e eu certamente não posso amar você do jeito que você merece ser
amada!

—Por quê? Você está dizendo que não pode e não é bom o
suficiente. Há uma razão para você se sentir assim.
Ele passou as mãos pelo seu cabelo enquanto eu o observava
lutar para encontrar as palavras.

—Diga-me, Sebastian!— Eu gritei tão alto quanto pude.

—Você quer saber por quê?!— gritou ele, enquanto caminhava em


minha direção. —Porque eu não sei como amar! Eu nunca fui amado
por alguém em toda a minha vida. Quando você dá amor quando você
nunca recebeu?!

—E seus pais?

—Eu nunca soube quem era meus pais.

Eu quase perdi o fôlego ao ouvi-lo falar essas palavras. Tudo


começou a fazer sentido agora. Eu andei mais perto de onde ele estava.
Passando os braços em volta do seu pescoço, eu o abracei apertado.
Levou alguns momentos, mas ele finalmente passou os braços em volta
de mim. Lentamente, nós dois caímos no chão enquanto a chuva caía
sobre nós.

—Eu não quero perder você, Chloe. Você é a primeira pessoa na


minha vida que significou algo para mim. Mas me assusta estar com
você.

—Eu não quero perder você e não há nenhuma razão para ter
medo.

Ele quebrou o nosso abraço e seus olhos olharam para o meu.

—Você merece muito melhor.

—Eu acho que cabe a mim decidir.— Eu sorri. —Eu sei o que eu
preciso e o que eu preciso é você.

Sua boca se chocou contra a minha com tanta paixão que me


enviou para outro mundo. Eu o tinha e senti falta do seu toque.

—Se vamos fazer isso, você não pode manter as coisas de mim. —
Eu coloquei minha mão em seu rosto.

—Eu sei e vou dizer-lhe tudo. Eu prometo.


Sorrindo, eu falei, — Que tal voltar para a minha casa e sair
dessas roupas molhadas?

—Eu não tenho nenhuma roupa seca em sua casa.

—Quem disse que você precisa de roupas? A roupa é totalmente


opcional na minha casa. —Eu sorri enquanto eu pressionei minha testa
contra a dele.

—Eu acho que eu gosto da sua casa. — Ele sorriu enquanto


escovou os lábios contra os meus.

Nós levantamos, pegamos o cobertor e a cesta de piquenique, e


nos dirigimos para a sua limusine. Depois de subir, Sebastian agarrou
a minha mão.

—Que tal ir para minha casa em vez disso? Tenho muitas t-shirts
que ficariam adoráveis em você. A roupa é opcional, é claro. Além disso,
tenho esta enorme banheira que eu acho que você vai se apaixonar.

—É grande o suficiente para dois?— Perguntei.

—É grande o suficiente para quatro.

Eu sorri. —Eu acho que eu gosto da sua casa Inclinei-me e o


beijei.

—Boa. Porque você estará gastando muito tempo lá.

—Promete?

Ele trouxe o polegar para os meus lábios. —Eu prometo.

Olhando para cima, Eli me deu uma piscada através do espelho


retrovisor. Este foi o começo de algo bom, inferno algo grande, mas
Sebastian ia ser um monte de trabalho.
Capítulo 27

Eu senti como se um peso tivesse sido tirado dos meus ombros.


Eu ainda tinha que lhe dizer tudo, mas isso não importa para mim. Eu
queria dizer a ela. Eu precisava contar a ela. Segurei a mão dela,
quando entrou no elevador que nos levou até a minha cobertura. Por
mais que eu quisesse rasgar as roupas dela e transar com ela até o
esquecimento, eu tinha que levar as coisas devagar. Dizer-lhe sobre o
meu passado era a primeira prioridade, tanto quanto eu estava
preocupado.

Entrando no apartamento, eu a levei para o meu quarto e peguei


uma t-shirt da gaveta.

—Se você me der a sua roupa, eu vou jogá-las na máquina de


secar.

—Então você vai me mostrar a sua grande banheira?— Ela


perguntou com um sorriso enquanto retirava suas roupas.

—É certo por aqui.— Eu mostrei o caminho.

—Ah. É lindo. —Ela se aproximou e ligou a água.

—Você está tomando um banho agora?

—Estamos tomando um banho. Eu preciso do seu corpo nu para


me aquecer.

—Devemos falar em primeiro lugar, Chloe— Falei com seriedade.

—E nós vamos. Na banheira.

—Eu não quero ter relações sexuais até que você saiba tudo.
Ela franziu a testa. —Quem disse alguma coisa sobre sexo? Eu
disse um banho.

—Mas eu não vou ser capaz de me controlar com o seu corpo nu


contra mim. Você sabe que meu pau não vai se comportar.

—Eu gosto quando seu pau se comporta mal. Agora saia dessas
roupas molhadas e entre na banheira.

Porra. Olhei para seu corpo nu enquanto ela entrava na banheira


e meu pau ficou duro em segundos, sem aviso prévio. Eu sentia falta
dela e seu corpo sexy. Tirando as minhas roupas tão rápido quanto eu
podia, eu subi atrás dela e a embrulhei em meus braços.

—Eu sei que é difícil para você, Sebastian, então eu vou começar.
Como é que você nunca soube de seus pais? — Ela perguntou confome
passou o dedo para cima e para baixo no meu braço.

—Eles me deixaram nos degraus de uma igreja em Minneapolis,


quando eu tinha uma semana de idade com um bilhete que dizia:“Por
favor, cuida de nosso filho e lhe encontre uma boa casa”. —Uma mulher
que trabalhava na igreja me acolheu e cuidou de mim até que eu tinha
três anos. Ela era mais velha e morreu de um ataque cardíaco
fulminante enquanto dormia. Eu, então, me tornei propriedade do
Estado de Minnesota. Eu estava dentro e fora de vários lares adotivos
até que eu tinha dez anos, todos os quais foram situações muito ruins.
Depois do último lar adotivo eu fui tirado e colocado em uma casa de
grupo. É foi aí que eu conheci Eli.

—Eu não entendo? Vocês nunca foram adotados?

—Não. O sistema era fodido, Chloe. Não é tão ruim agora como
era anos atrás, mas ainda assim. Eu tive alguns problemas e ninguém
queria adotar uma criança mais velha, eles consideravam problemas.

—Que tipo de problemas?

Tomei uma respiração profunda. —Eu era uma criança muita


raiva. Eu tive acessos de raivas, bebi, quebrou o toque de recolher, foi
preso, e quando eu tinha dezesseis anos, eu foi expulso após quebrar
três das janelas da casa. Eles me consideravam um adulto e me
enviaram ao mundo para viver como um.
—Meu Deus, Sebastian. Você quis ir para a escola?

—Sim. Essa era uma área na vida que eu era muito inteligente.
Mesmo com tudo que eu tinha passado, eu sempre ia para a escola e
obtive boas notas. Quando a casa do grupo me expulsou, eu ainda ia
para a escola todos os dias.

—Onde você morava?

—Em uma casa abandonada, escondido em uma estrada de terra


que ninguém nunca viajou por diante.

—Como é que você vivia? O que você fez para ganhar dinheiro?

—Eu tinha algum dinheiro de quando fazia bicos enquanto estava


na casa de grupo. Então, quando eu fui expulso, eu trabalhava para um
homem chamado Kurtis. Ele era dono de uma pequena empresa de
construção. Eu trabalhei para ele todos os dias depois da escola e
durante todo o dia aos sábados. Ele sabia da minha situação e me deu
uma chance. Ele me disse que se eu estragasse tudo, não só ele cortaria
minhas bolas, mas ele teria certeza que eu nunca tivesse outro emprego
na cidade. Ele era um pouco assustador. —Eu sorri. —Lembro-me da
primeira vez que ele veio à minha casa. Ele olhou em volta e me disse
que eu não tinha que viver assim. Ele disse para usar as habilidades
que estava me ensinando e corrigir o lugar. Perguntei-lhe se ele iria me
ajudar e ele me disse que não.

—Por quê? Isso foi muito rude.

—Ele disse que era algo que eu precisava fazer por minha conta.

—Assim fez você?

—Sim. Trabalhei nele depois que eu fiz a minha casa durante a


noite e todo o dia aos domingos. Eu não consigo nem explicar como me
senti quando terminei.

—Quanto tempo demorou para você?

—Dois anos. Eu até refiz o exterior. Arranquei arbustos, derrubei


algumas árvores, colocar uma cerca branca, e fiz um novo caminho.

—Como foi que você aprendeu a fazer tudo isso?


—Eu estudei e fiz um monte de investigação. Além disso, eu
conhecia algumas pessoas no comércio, que me deu algumas dicas.

—Remodelar uma casa é muito caro.

—Kurtis me deixou usar um monte de sobras dos locais de


trabalho e eu ia muito para a sucata e recolhia as coisas. Ele me
manteve longe de problemas.

—Kurtis deve ter ficado tão orgulhoso de você. O que ele disse
quando viu a casa?

—Ele nunca viu a casa. Cerca de seis meses antes da casa estar
terminada, ele foi diagnosticado com câncer de pulmão e foi dado um
par de meses de vida. Ele sabia o que tinha, mas se recusou a ir ao
médico. Um dia, ele entrou em colapso e foi parar no hospital. Lembro-
me de estar ao lado da cama quando ele disse: —Filho, você vai obter a
escritura daquela casa em seu nome. Quando terminar, venda. Você vai
fazer uma matança dela e todo o seu trabalho teria sido pago. Pegue o
dinheiro e se estabeleça em algum lugar. Faça algo para si mesmo. Ele
me deu o nome de seu advogado, no caso de ter qualquer problema e
em seguida, ele faleceu naquela noite.

Eu não conseguia parar as lágrimas de encher os meus olhos


enquanto Sebastian contou sua história. O que ele tinha passado
quando criança era de partir o coração. Virando o meu corpo em torno,
de modo que eu estava de frente para ele, eu passei a mão pelo rosto.

—Eu sinto muito. Isso deve ter sido muito duro para você quando
ele faleceu.

—Eu não podia chorar, Chloe. Tudo o que eu sabia era que eu
estava tão bravo com ele por morrer. Eu acabei a casa, me formei no
colegial, e a vendi com a ajuda de um corretor de imóveis. Eu fiz uma
porrada de dinheiro.
—Agora, eu tenho certeza que é apenas alguns centavos para
você.— Eu sorri.

—Sim. É. —Ele franziu o nariz.

—Então o que aconteceu?— Perguntei quando eu deitei minha


cabeça no seu peito.

—Eu comprei outra casa degradada, reformei,a vendi, e fiz um


monte de dinheiro. Eu continuei a fazer isso, e quando eu tinha vinte
anos, eu fiz o meu primeiro milhão. Quando eu tinha vinte e um anos,
eu fiz dois milhões, e quando me mudei para cá para Nova York comecei
Bennett Industries fora do apartamento que eu vivia.

—E você fez isso sozinho?

—Sim. Com uma pequena ajuda de Eli. Como eu disse, nós nos
conhecemos na casa de grupo. Ele foi tirado de seus pais quando tinha
dez anos de idade, porque eles eram usuários de drogas pesadas. Ele
era o único amigo que eu fiz e isso é porque ele estava tão mau quanto
eu. Ele foi enviado de volta para seus pais quando tinha quinze anos.
Eles se mudaram para cá para Nova York, mas ainda mantive contato
quase todos os dias.

—Então é por isso que você se mudou para cá? Devido a Eli?

—Bastante. Eu joguei ideias para ele e ele me incentivou a fazer o


movimento. Além disso, o mercado imobiliário aqui estava em ascensão.

—Como ele se tornou seu motorista?

—Ele simplesmente não era talhado para o mundo dos negócios e


sabia disso. Mas era o meu melhor amigo, eu tinha que fazer alguma
coisa. Então, eu lhe comprei uma limusine e o contratei como meu
motorista pessoal. Eu lhe pago muito bem e ele está feliz. Depois que eu
comecei Bennett Industries e tive mais algumas casas vendidas sob a
minha cintura, eu olhei para as empresas que estavam falhando. Eu
pensei que se eu poderia fazê-lo com as casas, eu poderia fazer com as
empresas. Fiz conexões, tomei as suas refeições e aprendi a jogar o jogo.
Eu comprei uma empresa que estava quase falido, trouxe uma equipe
para me ajudar a tê-la funcionando novamente, o que me custou muito
dinheiro, e então eu a vendi por mais dinheiro do que eu imaginava. E é
isso que me levou a estar onde estou hoje.

—Você tinha que estar feliz com isso?—Perguntei enquanto me


virei e me aconcheguei contra ele.

—Sobre a empresa, sim. Sobre a quantia obscena de dinheiro, eu


fiz, sim. Mas eu ainda era aquele menino irritado cujos pais o
abandonaram. Eu não tinha controle sobre o que aconteceu comigo
quando eu era uma criança, mas quando eu fui expulso da casa de
grupo, eu estava livre e eu assumi o controle sobre a minha vida e jurei
nunca deixar ninguém tentar controlar a minha vida novamente.

Estendi a mão e beijei os lábios. —Eu tenho mais perguntas, mas


precisamos sair desta banheira.

Ele riu. —OK. Deixe-me ajudá-la.

Sebastian saiu em primeiro lugar e enrolou uma toalha na


cintura. Segurando uma toalha para mim, pegou minha mão e me
ajudou, envolvendo a toalha em volta do meu corpo.

—Eu acho que o seu pau contundiu levemente minhas costas.


Toda essa dureza empurrando contra mim.

Suas sobrancelhas se arquearam quando ele me virou, levantou a


toalha, e examinou minhas costas.

—Eu não vejo nenhuma contusão. Mas talvez eu deva dar uma
olhada só para ter certeza.

Eu tremi quando ele suavemente passou a língua ao longo das


minhas costas, lambendo de cima para baixo a minha espinha com
cursos longos, lisos. Ele colocou a mão entre minhas pernas e me
segurou. Eu juro que quase tive um orgasmo. Quando ele mergulhou o
dedo dentro de mim, eu ofeguei. Foda-se, ele se sentia tão bom. Meus
joelhos estavam fracos em antecipação para o que estava por vir. Ele se
levantou, seu dedo explorando meu interior enquanto seu hálito quente
se arrastou pelo meu pescoço.

—A sua volta se sentir melhor?—, Ele sussurrou.

—Uh huh.— Eu deixei escapar um gemido baixo.


—Eu senti tanto falta de você, e senti falta disso.

—Eu também— falei sem fôlego.

Eu deixei cair a toalha quando ele me pegou e me colocou no


balcão do banheiro, me beijando apaixonadamente.

—Eu não posso esperar mais. Eu preciso estar dentro de você


agora.

Ele puxou meus quadris para frente e eu envolvi minhas pernas


em volta dele, forçando a toalha fora de seus quadris.

—Eu não posso esperar tanto.

Ele empurrou dentro de mim e nós dois gememos. Meu


interior estava em chamas com prazer quando ele se moveu
lentamente para dentro e para fora. Nossos olhos uns sobre os
outros com a paixão acesa dentro de nós.

—Você é tão linda.— Seus lábios se arrastaram em meu pescoço.

—E você também.— Minhas mãos passaram através de seu


cabelo enquanto eu crescia em torno dele.

Ele engasgou quando me levantou do balcão e me levou para a


cama. Colocando-me no colchão, seu empurrão tornou-se mais rápido
enquanto ele pairava sobre mim e sua boca explorou os meus seios. Os
gemidos entre nós ficaram mais alto conforme meu corpo atingiu o seu
pico e eu caí em um orgasmo cósmico.

—Uh. Foda-se, baby — ele gemeu quando seu empurrão diminuiu


e ele explodiu dentro de mim.

—Uh.— eu gemi com ele em puro êxtase.

Sebastian abaixou a cabeça e roçou os lábios contra os meus


antes de cair em cima de mim.

—Você está bem?— Eu levemente ri.

—Estou bem. Eu só estou paralisado no momento — ele


murmurou contra o meu pescoço.
—Oh bom. Que faz dois de nós.
Capítulo 28

Enquanto eu coloquei uma das camisetas de Sebastian, ele


colocou um par de calças de moletom e fomos até a cozinha pegar algo
para comer.

—Bem, não parece que há muito aqui. Que tal pedir? O que você
está no humor? — Ele perguntou quando colocou as mãos sobre meus
quadris e beijou minha testa.

—Não importa. O que você quiser para mim está bom.

—Não importa, Chloe. Você decide.

—Chinês?

—Parece bom. Há um lugar bom a um par de quadras daqui.

Depois de fazer o nosso pedido, Sebastian pegou uma garrafa de


vinho enquanto eu tomei um assento na ilha.

—Obrigado, Sebastian.— Eu falei.

—Para o quê, baby?— Ele perguntou enquanto servia o vinho.

—Por me contar sobre seu passado.

Ele me deu um pequeno sorriso quando me entregou o vidro. —


Foi bom lhe dizer.

—Eu ainda tenho mais algumas perguntas.— Mordi meu lábio


inferior.

—O que você quer saber?


—Por que os relacionamentos estavam fora de cogitação para
você?

Ele tomou uma respiração afiada. —Por causa da pessoa que eu


sou, Chloe. O que eu experimentei, como eu cresci, tudo. Eu quero ser
muito honesto com você. —Seus dedos afastaram alguns fios de cabelo
da minha testa. —Isto. Nós. Ainda é muito difícil para mim. O que estou
fazendo é muito novo para mim e eu estou com medo.

—Do que você tem medo?

—Estou com medo de deixá-la para baixo ou não ser bom o


suficiente para você. Estou com medo de não estar lá para você
emocionalmente. É algo que eu tenho que trabalhar. Eu me importo
com você, Chloe, e eu não quero perder você.

Levantando-me do banquinho, eu estendi a mão e passei meus


braços em torno dele. Do lado de fora ele era um homem confiante, que
era grande e orgulhoso com o que tinha feito, mas por dentro, ele ainda
era um menino assustado, e mal-amado.

—Você não tem nada a temer, Sebastian. Quando você se


preocupa com alguém, todo o resto vem naturalmente. Você é mais do
que bom para mim e não quero nunca mais ouvir você dizer isso
novamente. OK?

A campainha tocou, então Sebastian beijou minha cabeça e foi


atender. Pegando meu telefone no balcão, eu fiz um face time para
Sienna desde que eu perdi as três chamadas a partir dela e uma
mensagem de texto dizendo: —É melhor ter sexo grande ou morre.

—E sobre a porra do tempo. Espera. Onde está você? Este não é o


seu apartamento.

—Estou com Sebastian.— Eu sorri.

—Por quê? Espere um minuto. O que você está vestindo? Jesus,


Chloe, vocês dois tiveram relações sexuais?

—É uma longa história, mas...— Eu sorri. —Estamos namorando


oficialmente.
—Como um relacionamento?

—Sim. Eu tenho que ir; ele está vindo.

—Aposto que ele está. — Ela sorriu.

—Cale-se. Eu te ligo amanhã.

Sebastian entrou na cozinha com o saco de comida e o colocou


sobre o balcão.

—Eu ouvi você falar com alguém?— Perguntou.

—Sim. Liguei para Sienna desde que ela me ligou três vezes e
enviou uma mensagem de texto.

—Parece que vocês duas são coladas no quadril. — Ele sorriu.

—Nós somos. Ela é mais ou menos a minha irmã. Nós dividimos


tudo. Então. —Levantei-me do banco e corri meu dedo no peito. —Se
você me namorar, você está tendo ela também.

—Ah. Será que ela faztrios? —Ele piscou.

—Na verdade, ela faz.

Seus olhos se arregalaram. —Eu estava brincando.

—Eu não sou disso. — Dei de ombros.

—A propósito, eu quero agradecer a você— ele falou quando levou


as caixas de comida para a mesa.

—Por quê?

—Se eu tivesse investido nessa empresa, eu teria perdido milhões.


Mas graças a você e Vênus, eu não perdi.

—O que aconteceu?

—Aparentemente, eles tinham feito uma decisão de negócio ruim


que eles não conseguiram me dizer sobre quando estávamos negociando
o contrato.

—Oh. Idiotas.
—Sim. Completos idiotas.

—Estou feliz que pude ajudar. Se você tiver mais alguma dúvida
sobre os retrógrados, é só me avisar.

Ele riu. —Eu vou.

Depois que comemos, Sebastian pegou a garrafa de vinho e os


nossos copos e fomos para o quarto onde passamos o resto da noite de
amor.

Esta é uma bela maneira de começar uma manhã de domingo.


Enquanto eu estava lá, a observando dormir, minha mente estava
cambaleando com maneiras de tornar seu aniversário com ela. Eu
queria levá-la em outra viagem, mas eu não tinha certeza se ela poderia
obter tempo fora do trabalho. Eu queria levá-la em algum lugar bonito e
fazer uma memória que nenhum de nós jamais esqueceria.

Ela se mexeu e abriu os olhos. Levantou a cabeça do meu peito e


olhou para mim com um sorriso.

—Bom dia— ela sussurrou.

—Bom Dia. Você dormiu bem?

—Eu fiz. E você? —Ela passou o dedo em meus lábios.

—Muito bem.

Ela deitou a cabeça no meu peito enquanto eu apertei meu braço


em torno dela.

—Oh, merda!— Ela exclamou quando sentou-se rapidamente.

—O que?
—Hoje é festa de aniversário dos meus pais. Você gostaria de vir
comigo? —Ela sorriu.

—Há quanto tempo eles estão casados?— Perguntei por


curiosidade.

—Oh, eles não são casados. — Ela inclinou a cabeça.

—Huh?— Eu perguntei confuso.

—Eles nunca sentiram a necessidade de oficializar o seu amor em


um pedaço de papel.

—Entendo. Então este aniversário é o quê?

—Vinte e seis anos juntos. Diga que vai vir.

Eu não estava muito confortável em torno de um ambiente


familiar, mas eu poderia dizer que isso significava muito para ela. Então
eu concordei em ir.

—Obrigada. Você não vai se arrepender. Ou você pode. Mas vai


ser divertido. —Ela se inclinou e beijou meus lábios.

Puxando-a em cima de mim, eu empurrei meu pau duro contra


ela.

—Sente isso?— Perguntei.

Ela esboçou um sorriso bonito.

—Ele precisa ser cuidado antes de sair desta cama para passar o
dia. — Eu pisquei.

—Ah, é mesmo?— Ela estendeu a mão para baixo e me acariciou


com seus dedos finos.

—Porra, Chloe.— Eu estremeci.

—Vamos, garotão. Mostre-me o que você consegue.

Rolando-a de costas, eu pairei sobre ela. Ela tinha acabado de


desencadeada a besta dentro de mim.
Capítulo 29

—Ei, Eli. — Eu sorri enquanto eu caminhava para a cozinha.

—Olá, Chloe. Eu fico feliz por Sebastian ligar para dirigir para sua
casa. Suponho que vocês dois estão...

—Oh sim.— Mordi meu lábio inferior e sorriu. —Nós certamente


estamos.

Ele riu. —Onde ele está?

—No banho. Ele me disse tudo ontem à noite.

—Bom. Fico feliz em ouvir isso.

—Fica feliz em ouvir o que?— Sebastian perguntou quando


entrou na cozinha.

—Só que os dois estão juntos, — Eli respondeu.

Sebastian colocou as mãos sobre meus quadris.

—Eli vai te levar para casa e então mais tarde, eu vou buscá-la
para a festa de seus pais. Tenho umas coisas para fazer.

—Que tipo de coisa? Posso ir com você?

—Não. Você ficaria entediada. Te vejo mais tarde. —Ele beijou


meus lábios e saiu.

—Hã. O que ele está fazendo? —Eu estreitei meu olho para Eli.
Ele encolheu os ombros. —Eu não tenho ideia, mas eu não iria
interrogá-lo. Você está pronta para ir?

Pisei dentro do meu apartamento,deixei a minha bolsa e tomei um


banho para começar a me preparar para a festa. Eu estava um pouco
preocupada com o que Sebastian poderia pensar dos amigos dos meus
pais. Este não era o tipo de festa que ele estava acostumado a ir. Não
haveria vestidos extravagantes, iluminação bonita, champanhe caro,
boa comida, ou toalhas de mesa caras. Só um monte de pessoas agitada
que gostavam de festejar com os pés descalços, ouvir música popular,
beber cerveja barata que o dinheiro pode comprar e fumar um pouco de
ervas daninhas.

Eu tinha acabado de colocar a minha maquiagem e pentear meu


cabelo quando uma mensagem de texto de Sebastian chegou.

—Eu estou aqui embaixo. Deixe-me entrar.

Meu coração acelerou. Mesmo que tivesse sido apenas algumas


horas, eu já sentia falta dele. Enquanto subiu as escadas, ele assobiava
quando me viu em pé na porta.

—Você parece tão sexy.— Ele sorriu quando me beijou.

—Mhm. Então faça você. —Eu passei meus braços em torno dele.
—Vamos entrar. Você conseguiu as suas coisas feitas?— Perguntei
enquanto me dirigia para o quarto.

—Eu com certeza fiz.— Ele seguiu atrás. —Eu tenho algo para
você.

—Para mim?— Eu sorri. —Por quê?

—Aniversário atrasado, baby. Feliz adversário— Ele me entregou


uma pequena caixa quadrada azul da Tiffany.

—Sebastian.— Eu fiz um beicinho. —Você não tem que me dar


nada.

—Sim eu fiz. Agora não discute. Abra.

Desamarrei o laço azul e cuidadosamente removi a tampa.


—Oh, Sebastian.— Lágrimas começaram a se formar em meus
olhos enquanto eu olhava para a bela pulseira de 18kt ouro rosa com
um pingente decoração que exibia a letra “C” em diamantes. —Isso é
lindo. — Eu a tirei da caixa e a peguei.

—Você realmente gosta dela?

—Eu amo isso. Uau. Obrigada. —Eu escovei meus lábios contra
os dele.

—Seja bem-vinda. Deixe-me ajudá-la a colocá-la.

Ele pegou a pulseira de mim e a colocou em volta do meu pulso.

—Fica bonita em você.

—Você tem bom gosto, Sr. Bennett. Meu pulso agradece.

Ele soltou um rosnado baixo quando seus lábios viajaram ao meu


ouvido e sua mão escorregou no meu curto, robe de seda.

—Isso é a única parte do seu corpo que me agradece? Porque a


minha mão parece pensar de outra forma.

Deixei escapar um suspiro enquanto seu dedo mergulhou dentro


de mim.

—Cada parte do meu corpo quer lhe agradecer de todas as


maneiras possíveis, mas não temos tempo agora.

Seus lábios pairaram sobre os meus. —Baby, tudo o que


precisamos é de alguns minutos. Faça sua escolha. A cama, a parede, o
chão; você decide.

Ele me tinha em transe enquanto seu dedo me explorava e sua


respiração quente varreu meu rosto. Seus olhos sensuais olharam nos
meus com tanta paixão que eu não poderia resistir a ele. Minhas mãos
se estenderam e desabotoaram suas calças, as deslizando fora de seus
quadris enquanto ele desamarrou meu robe e empurrou fora dos meus
ombros.

—A parede. — Eu sorri.

—Você leu claramente a minha mente. — Ele me pegou.


Quando eu envolvi minhas pernas em volta de sua cintura, ele
empurrou minhas costas contra a parede e se empurrou dentro de mim,
duro e profundo. Gemidos escaparam dos meus lábios quando
grunhidos sutis escaparam dos seus com cada impulso duro. Não
demorou muito para nós chegarmos ao nosso pico e libertar uns aos
outros.

Quando entramos no apartamento de meus pais, eles nos


receberam de braços abertos.

—Feliz aniversário, pais.— Eu sorri enquanto os abracei.

—Obrigado, abóbora. — Meu pai sorriu e, em seguida, voltou sua


atenção para Sebastian. —É bom ver você de novo, Sebastian.— Ele
estendeu a mão.

—Da mesma forma, Larry. Feliz aniversário.

Minha mãe colocou as mãos em cada lado do rosto de Sebastian.


—Obrigada por ter vindo. — Ela sorriu.

—O prazer é meu.

Após a apresentação de Sebastian para os amigos dos meus pais,


meu pai tocou sua guitarra para chamar a atenção de todos.

—Eu gostaria de dizer algumas palavras. Vinte e seis anos atrás,


hoje, eu conheci a mulher dos meus sonhos. Ela foi e ainda é a mulher
mais bonita do mundo.

—Oh, Larry. — Minha mãe sorriu quando estava ao lado dele.

Ele se virou para ela e pegou as duas mãos. —Eu amo você,
Ophelia, e estes últimos vinte e seis anos têm sido incrível para
compartilhar com você. A melhor parte de todos estes anos é o belo
presente que você me deu: A nossa filha, Chloe

As lágrimas saltaram dos meus olhos quando eu sentei lá e ouvi o


meu pai.
—Eu só quero que você saiba que eu não posso esperar para
passar mais vinte e seis anos com você. Você é minha estrela brilhante
e eu te amo.

Quando eu enxuguei uma lágrima dos meus olhos, Sebastian pôs


o braço em volta de mim. Meus pais se abraçaram com força enquanto
todos na sala aplaudiram.

—Chloe— meu pai falou quando me entregou sua guitarra — a


canção que falamos.

Com um sorriso, levantei-me, peguei sua guitarra e comecei a


tocar “Only You”, de Joshua Radin. Sebastian estava do outro lado da
sala e atentamente me observou enquanto eu cantei com meu pai, o
amor que meus pais tinham um pelo outro irradiava por toda a sala.

Após a festa ter acabado, eu fiquei para trás para ajudar a minha
mãe limpar.

—Chloe, eu não quero que você me ajude. Vá para casa com


Sebastian. Tenho certeza de que vocês dois estão morrendo de vontade
de fazer sexo. —Ela sorriu.

—Eu estou bem, mãe. Tivemos relações sexuais durante toda a


manhã e antes de virmos para cá.

A mandíbula de Sebastian caiu aberta quando ele olhou para


mim.

—Oh, Sebastian, não se envergonhe. Eu acho que é maravilhoso


que vocês dois estão juntos e tenham tanto sexo. Não há nada para se
envergonhar. A convivência entre duas pessoas que se amam é uma
coisa bonita e carinhosa.

Ah, merda, ela teve que jogar a palavra A. Eu poderia dizer pelo
olhar no rosto de Sebastian isso que ela disse o incomodava então eu
decidi ouvi-la e ir para casa. Enquanto nós estávamos dirigindo para
casa, Sebastian fez um comentário que me pegou desprevenida.

—Eu acho que o que seus pais estão fazendo é grande.

—Do que você está falando?— Perguntei.


—De todo relacionamento a coisa sem casamento. Quero dizer,
quem precisa daquele pedaço estúpido de papel para estar com alguém
para o resto da sua vida? Se você está feliz com a maneira como as
coisas são, por que mudar? Como dizem se não está quebrado, não
tente consertá-lo.

—Eu não sei. Eu meio que discordo, mas não diga isso a eles.

—O que quer dizer que você discorda?

—O casamento é o nível máximo de compromisso. Eu acho que é


muito fácil para as pessoas apenas se quebrar ou caminhar a distância,
bater em uma colisão na estrada. Ele permite que você seja totalmente
comprometido com uma pessoa. Eu não sei, Sebastian. Eu só acredito
em todo o conceito de casamento.

—Seus pais parecem felizes com a forma como as coisas são.

—Talvez eles sejam, mas eu não sou. Eu ainda estou esperando


por eles para levá-lo ao próximo nível. Mas eu sei que eles nunca vão, e
de certa forma, estou decepcionada com isso.

—Bem, eu acho que é ótimo e eu gosto da maneira como eles


pensam— ele falou.

Eu estava ficando irritada e eu queria que o assunto acabasse.


Ele estava tentando ser sutil para me deixar saber que o casamento
nunca seria uma opção. Eu estava bem com isso? Eu não tinha certeza.
Era muito cedo no nosso relacionamento para sequer pensar muito à
frente.

Eu dei um tapinha no seu braço. —Estou feliz que você gosta


deles.

Ele me deu um pequeno sorriso e beijou minha cabeça.


Capítulo 30

Três meses depois...

Os últimos três meses com Chloe tinham sido os melhores três


meses da minha vida inteira. Eu a levei para o Havaí por uma semana
para celebrar seu aniversário corretamente. Éramos apenas nós dois,
tomando uma bebida, deitado na praia, tendo quantidades pecaminosas
de sexo, e explorando as belas paisagens que o Havaí tinha para
oferecer. Nós revezamos hospedados no apartamento do outro. Eu tinha
algumas das minhas coisas na casa dela e ela tinha algumas de suas
coisas na minha.

A vida não poderia ser melhor. Quando ela não estava por perto,
eu sentia um vazio dentro de mim. Eu sentia falta dela cada minuto do
dia se ela não estivesse comigo.

Enquanto eu estava sentado no meu escritório, Damien entrou.

—Dê uma olhada nisso e me diga se você acha que isso seria um
investimento sábio.— Ele me entregou uma pasta de documentos e
sentou-se à minha frente.

Quando eu estava revendo o conteúdo dentro, Damien falou: —As


coisas parecem estar indo muito bem com você e Chloe.

—Sim. Elas estão. —Eu sorri enquanto olhava para ele.

—Você já disse a ela que você a ama?

Eu arqueei minha sobrancelha para ele, perguntando por que ele


estava perguntando.

—Não. Por quê?


—Para saber. — Ele deu de ombros. —Ela já disse?

—Sim. Ela disse algumas vezes.

—E como você respondeu?

—Dou-lhe um sorriso e digo“eu também”.

Ele revirou os olhos. —Vamos, Sebastian. Sério?

—Eu não preciso dizer isso. Ela sabe que eu faço.

—Obviamente, você precisa de uma lição de Romance 101. Se


você ama alguém, você quer dizer a ela todos os dias. Eu digo a Lina
que eu a amo o tempo todo. As mulheres precisam ouvir essas palavras.
É valida na relação.

—Isso é você. Eu apenas não estou confortável dizendo e nosso


relacionamento não precisa de validação.

—E quanto tempo você acha que Chloe vai aceitar isso? E se


alguma coisa acontecer com ela e você nunca disser que a ama?

Suspirei. —Chega de conversa sobre mim e Chloe, Damien. Esta


empresa tem potencial, mas eu preciso de mais informações. —Eu lhe
devolvi o arquivo.

Ele o tirou de mim e se levantou de seu assento. —Desculpe,


Sebastian. Eu só acho que Chloe é a melhor coisa que aconteceu com
você e você precisa ter certeza de que fique com ela. —Ele saiu do meu
escritório.

Eu a amava e ela sabia, ou pelo menos eu achava que ela fazia,


mas eu achei que era difícil dizer as palavras. Não porque eu não a
amava, mas porque eu nunca tinha falado essas palavras a ninguém
antes. Elas eram realmente necessárias? Como ter um pedaço de papel
para validar o seu relacionamento ou compromisso com o outro?

Pegando meu telefone, eu lhe enviei uma mensagem de texto.

Oi. Eu estava sentado aqui pensando em você.

Ei você. Eu estou pensando em você também. Eu sinto sua falta.


Eu sinto mais falta, baby. Vejo você mais tarde.

Mal posso esperar. Eu te amo.

Eu também.

Suspirei enquanto olhava para as últimas palavras que enviei. Por


que era tão difícil dizer a ela?

—Esse é Loverboy8?— Sienna perguntou quando nós nos


sentamos e comemos o almoço.

—Sim. — Eu sorri.

—Será que ele já disse a grande palavra “A”?

—Não. Sempre digo a ele que eu o amo, ele sempre responde com
“eu também”.— Está realmente começando a me incomodar um pouco.

—Diga ao seu jumento mudo isso.— Ela deu uma mordida em


sua salada.

Acenando com a mão na frente do meu rosto, eu falei, —Nah. Eu


não quero começar uma briga ou qualquer coisa. Ele vai finalmente um
dia chegar e me dizer.

—O que? Você acabou de ouvir a si mesmo? Dois de você está em


um relacionamento quente e pesado. Ele a levou em viagens, deu jóias
caras, e você teve relações sexuais duas vezes por dia.

—Às vezes três. — Eu levantei três dedos.

—O ponto é, Chloe, ele deveria ter dito isso por agora.

8garoto de programa
—Ele vai. — Eu sorri. —Quando for à hora certa.

—Você perdoa muito as pessoas.

Depois de terminar o almoço, Sienna voltou a trabalhar e eu fui


para a galeria de arte. Saindodo taxi, vi Willie andando pela rua.

—Ei, Willie—, eu gritei e dei-lhe um aceno.

Ele parou e esperou por mim.

—Hey, Chloe.— Ele tossiu.

—Você está bem?

—Sim. Apenas um pouco de frio, nada para se preocupar. —Ele


tossiu novamente.

—OK. É melhor você cuidar de si mesmo. Eu vou parar e ver você


em breve. Eu tenho que voltar ao trabalho. —Eu sorri.

Eu não conseguia parar de pensar em Willie e como ele não


parecia tão bem. Depois do trabalho, eu corri para a farmácia e peguei
alguns xaropes para a tosse, algumas garrafas de água e um remédio
para febre.

—Eu comprei-lhe alguns remédios, Willie.— Eu levantei o saco


plástico quando ele se sentou contra a parede de tijolos no beco.

—Chloe, você não tem que fazer isso.

—Não seja bobo. Você não está se sentindo bem e precisa cuidar
de si mesmo. Eu também peguei a sua barra de chocolate favorita.

—Você é boa demais para mim. Obrigado.

—Seja bem-vindo. Eu tenho que ir. Sebastian e eu vamos sair e


eu tenho que chegar em casa e me arrumar.

—Fico feliz em vê-la tão feliz. — Ele sorriu.

—Eu estou feliz. Te vejo mais tarde, Willie. —Eu acenei.

Enquanto eu caminhava até meu prédio, Eli parou e Sebastian


saiu da limo.
—Você está apenas chegando em casa agora?—, Ele perguntou
quando ele me deu um beijo.

—Sim. Eu parei na farmácia depois do trabalho e peguei alguns


remédios de resfriado para Willie. Ele não está se sentindo bem.

—Ah. Isso foi legal de sua parte.

—Não vai demorar muito tempo para eu me trocar. Se você se


comportar, eu posso até deixar você assistir. —Eu sorri enquanto eu
peguei a sua gravata e ele seguiu atrás de mim.

—Oh, eu vou assistir, mas não posso garantir que vou me


comportar. Eu não consigo fazer isso quando estou perto de você.

Depois de um bom jantar e uma garrafa de vinho, nos voltamos


para a cobertura de Sebastian. Deitada na cama, ele me segurou em
seus braços enquanto minha cabeça estava sobre seu peito musculoso.
Este era o lugar onde eu pertencia.

—Hey, Sebastian— Eu falei enquanto eu acariciava seu peito.

—Hmm?— Ele falou.

—Eu te amo.

Por um momento, houve silêncio e eu tinha certeza de que ele


estava reunindo coragem para dizê-lo de volta.

—Eu também, baby.— Ele beijou o topo da minha cabeça. —


Agora durma um pouco.

Um pequeno pedaço do meu coração se partiu quando o ouvi


dizer isso. Eu estava esperando muito dele cedo demais? Talvez eu não
devesse ter sido tão fácil para dizer a ele que eu o amava quando eu fiz.
Eu nunca esquecerei o olhar em seu rosto. Nós estávamos no Havaí e
nós jantávamos na praia. O sol estava se pondo e foi um momento
mágico; um daqueles momentos que nos tiram o fôlego. Ele foi
romântico e eu fui pega no cenário. Mas foi um momento que eu nunca
iria me arrepender. Dizer-lhe que eu o amava me fez incrivelmente feliz.
Eu queria que ele soubesse, porque ele nunca tinha sido amado toda a
sua vida. Mas quanto mais eu dizia, mais profundo o corte na minha
alma se tornou, porque não podia leva-lo a dizer de volta. Fechando os
olhos, eu tentei empurrá-lo para fora da minha mente. Amanhã era um
novo dia, e talvez, apenas talvez, seria o dia em que ele me diria que
também me amava.
Capítulo 31

Duas semanas depois

Peguei a vara branca que estava apoiada no balcão do banheiro


para os últimos cinco minutos. Segurando-a na mão, lágrimas
começaram a encher meus olhos enquanto eu olhava para o sinal de
mais uma linha azul exibida na vara. Com um sorriso, eu olhei para a
minha mãe.

—Nós estamos tendo um bebê!


Capítulo 32

No caminho para Chloe, eu tinha pedido para Eli parar no


florista, onde eu peguei uma dúzia de Gérberas em várias cores. Havia
muita comemoração para fazer esta noite porque eu tinha acabado de
assinar um acordo que fez minha empresa ficar milhões de dólares mais
rica. Eu queria levá-la para comemorar, mas ela insistiu em cozinhar o
jantar. Que foi bom. Só de estar com ela era comemoração suficiente.

Quando eu entrei no seu apartamento, ela me cumprimentou com


um abraço e um beijo apaixonado, me parabenizando pelo negócio.

—Sebastian, você me trouxe margaridas. — Ela sorriu. —Mas eu


deveria estar lhe dando alguma coisa.

Seguindo-a para a cozinha, eu falei, —Confie em mim, baby, você


estará me dando uma coisa depois do jantar.— Eu pisquei.

Ela parecia estar em um humor excepcional. Não me interpretem


mal, ela estava sempre de bom humor, mas esta noite, ela parecia
diferente. Abrindo a garrafa de vinho que estava no balcão, eu derramei
um pouco em duas taças e coloquei sobre a mesa. No meio do jantar, eu
pedi licença para ir ao banheiro.

Enquanto eu estava ali mijando, aconteceu dos meus olhos


olharem para baixo na pequena lixeira que ficava ao lado do vaso
sanitário. Descendo, peguei uma varinha branca que exibia um sinal
positivo e meu coração começou a bater fora de controle. Suor se
formando na minha testa e eu achava difícil recuperar o fôlego.
Puxando a caixa de fora do lixo, eu li as palavras: EPT9. Choque

9teste de gravidez.
ultrapassou meu corpo quando as minhas mãos começaram a tremer.
Jogando a caixa novamente no lixo, eu fechei a tampa do vaso e sentei
nele, cobrindo meu rosto em minhas mãos. Chloe estava grávida e eu
não sabia o que fazer. Eu estava feliz com isso?

De jeito nenhum. Eu não queria filhos. Nem agora, nem nunca.


Como diabos isso aconteceu? Chloe estava tomando pílula. Ela fez isso
de propósito? Todos os tipos de pensamentos loucos passaram pela
minha cabeça. Levantando-me, tomei uma respiração profunda, peguei
meu telefone do meu bolso, e calmamente caminhei de volta para a
mesa.

—Sinto muito, Chloe, mas eu tenho que ir.

—O que? Por quê? Qual é o problema? — Ela perguntou quando


se levantou.

—Eu só recebi um telefonema de Damien. Algo sobre o negócio e


ele precisa de mim para ir ao escritório. Eu sinto Muito.

—OK. Você vai voltar?

—Provavelmente não. Eu não sei quanto tempo isso vai levar e


não poderia ser muito tarde. Eu vou te mandar mensagem mais tarde.
—Eu beijei sua cabeça e corri para fora da porta.

Descendo a rua, chamei Eli.

—Sim, Sebastian?

—Venha me pegar. Estou em torno do bloco do apartamento de


Chloe.

—O que? Por quê?

—Só se apresse, Eli.— Eu terminei a chamada.

Enquanto eu estava com as costas contra a parede do Pizza


popolous, tonto e confuso, ouvi alguém chamar meu nome.

—Sebastian?— Connor sorriu.

—Oh. Ei, Connor. Ellery.


—O que você está fazendo exatamente aqui de pé parado?

—Esperando por Eli.

—Onde está Chloe?— Perguntou Ellery.

—Ela está em casa. Estávamos no meio do jantar quando eu


recebi um telefonema de Damien. Eu tenho que ir para o escritório —Eu
falei nervosamente.

—Ah. Eu odeio esses tipos de chamadas. —Connor sorriu. —Bem,


bom vê-lo, meu amigo. Vamos jantar uma noite; nós quatro.

—Claro.— Eu dei-lhe um aceno de cabeça. —Vocês dois tenham


uma boa noite.

Finalmente, Eli parou e eu não perdi tempo em subir para o


banco traseiro.

—O que está acontecendo? Você não está se sentindo bem? Você


parece um pouco pálido.

—Eu não sei. — Eu olhava para frente.

—Sebastian, o que está errado? Você e Chloe brigaram?

Uma briga. Se fosse assim tão simples. Tomando uma respiração


profunda, eu olhei para Eli.

—Chloe está grávida.

Seus olhos imediatamente correram para o espelho retrovisor.

—O que?

—Eu fui para o banheiro e eu achei o teste de gravidez no lixo. Foi


positivo.

—Então ela não te disse?

—Não. Ela não teve chance. Assim que eu vi, eu inventei uma
desculpa que Damien me chamou e precisava de mim no escritório.

—Você apenas correu para fora antes dela falar sobre isso?
—Eu tive que sair de lá, Eli.

—O que você vai fazer?

—Eu não sei. Eu nem sequer fui capaz de dizer a ela que eu a
amo, e muito menos ser um pai para uma criança.

—Tenha cuidado, Sebastian.— Ele balançou a cabeça lentamente.

—Cuidado é o que eu pensava que estávamos tendo. Pelo amor


foda-se, ela está tomando pílula. Como diabos isso aconteceu?

—Não estou surpreso, com a maneira como vocês dois fodem


como coelhos. Talvez ela perdeu um ou algo assim. Já ouvi falar de isso
acontecer. Pessoas engravidando no controle de natalidade.

—Eu não posso ser algo que não sou. Juro, se ela fez isso de
propósito...

—Oh, vamos lá, Sebastian. Chloe nunca faria algo assim.

—Eu não sei.

Eli entrou no meu prédio e me seguiu até a cobertura. Nos


derramou uma bebida, eu falei: —Eu acho que preciso sair da cidade
por um tempo e limpar a minha cabeça. Eu preciso descobrir as coisas.

—E o que você vai dizer a Chloe?

—Que eu tenho uma reunião de negócios de emergência.

—Mentiras não são boas, Sebastian. Elas sempre voltam para


morder-lhe a bunda. O que você precisa fazer é deixá-la lhe dizer que
está grávida e vocês dois precisam falar sobre isso.

—Eu não posso. Estou em choque e eu preciso sair da cidade por


um tempo. —Eu joguei de volta a minha bebida e tirei o meu telefone,
discando para o meu piloto.

—Olá, Sr. Bennett.

—Certifique-se que o avião está pronto amanhã de manhã. Eu


estou indo para Seattle. Eu vou estar no aeroporto às oito horas.
—Com certeza, o Sr. Bennett.

Terminando o último gole da minha bebida, eu defini o meu copo


no bar.

—Esteja aqui amanhã às sete horas — Eu falei para Eli.

—Eu não acho que você está fazendo a coisa certa.

—Eu não me importo com o que você pensa!— Gritei. —Eu


preciso limpar a minha cabeça.

Ele colocou as mãos para cima. —É a sua vida, Sebastian.


Sempre foi. Vejo você na parte da manhã. —Ele saiu com atitude.

Eu esperei um par de horas antes de mandar a Chloe uma


mensagem de texto.

Oi. Ouça, eu preciso voar para fora amanhã de manhã para uma reunião de
emergência em Seattle. Eu irei por pelo menos por uma semana, talvez um pouco
mais.

Oh. OK. Vou sentir sua falta. Tinha algo que eu queria dizer a você hoje à
noite, mas pode esperar até você voltar.

OK. Eu vou estar em contato.

Eu te amo, Sebastian.

Meu coração se afundou quando eu li sua última mensagem de


texto. Eu não respondi. Eu não podia. Peguei a mala do meu armário e
comecei a fazer as malas. Uma vez que eu tinha terminado, eu liguei
para Damien.

—O que foi?— Ele respondeu.

—Eu estou indo para Seattle amanhã e eu terei ido por pelo
menos uma semana, se não mais. Você vai supervisionar a empresa.
Isso fica entre nós, Damien.

—Por que você está indo para Seattle?

—Eu só não quero ser incomodado enquanto eu estou lá a menos


que seja sério.
—OK. Chloe está indo com você?

—Não. Eu estou indo sozinho e eu não quero discutir ainda mais.


Apenas faça o que eu pedi.

—Ok, Sebastian, mas vou admitir que você me preocupou um


pouco.

—Não há nada para se preocupar. Estarei em contato. —Eu


terminei a chamada antes que ele tivesse a chance de dizer qualquer
coisa.
Capítulo 33

Dois dias se passaram e eu não tinha ouvido uma palavra de


Sebastian. Depois de lhe enviar algumas mensagens de texto sem
resposta, tentei chamá-lo, apenas para o seu telefone ir direto para a
caixa postal. Sentada na minha mesa e relendo algumas de suas
mensagens de texto daquela noite, um sentimento nervoso inundou
minha barriga. Quando eu disse a ele que eu o amava, ele nem sequer
respondeu com um “eu também”. Nem me disse o que aconteceu com
ele. Alguma coisa estava errada com ele e isso me incomodou muito.
Quando eu liguei para Sienna pelo facetime, ela respondeu e levantou o
dedo, me dizendo para esperar um segundo.

—O que foi,meu ouro?— Ela sorriu.

—Você pode me encontrar hoje à noite? Eu preciso falar com


você.

—Com certeza. Ei, você está bem? —Ela fez uma careta.

—Eu realmente não sei. Conversamos depois.

—OK. Eu vou parar e pegar uma pizza para nós no caminho.

Dei-lhe um pequeno sorriso. —Parece bom. Vou ter vinho ou


tequila esperando.

—Merda, Chloe. Tequila? Aconteceu alguma coisa com Sebastian?

—Não tenho certeza. Eu tenho que ir. Vejo você mais tarde.

—OK. Tchau. —Ela fez beicinho quando terminou a chamada.


Tentando me manter tão ocupada quanto possível, o dia de
trabalho finalmente acabou e eu fui para casa. Entrando no meu
apartamento, eu joguei a minha bolsa para baixo e fui para o quarto me
trocar. Sentei na cama, olhei para a pilha de mudança que estava
amontoada com as coisas de Sebastian. Eu sentia falta dele e eu não
poderia ajudar este sentimento roendo dentro de mim que algo estava
errado. Depois de mudar para as minhas calças de moletom e uma
camiseta regata, escutei Sienna e vi quando ela subiu os degraus com
uma caixa de pizza e um saco marrom em sua mão.

—O que você trouxe?— Perguntei quando eu peguei a caixa de


pizza dela.

—Tenho a comida de conforto acho que está em ordem, então


parei na loja e peguei um pouco de sorvete de massa de biscoito e uma
dúzia de biscoitos de sua padaria favorita.

—Ah, obrigada.

Ela me seguiu até a cozinha e colocou o sorvete no congelador.

—Então me diga o que está acontecendo?

Peguei dois pratos, e os levei para a mesa.

—Eu não ouvi nada de Sebastian em dois dias.

—Bem, talvez ele esteja muito ocupado e não teve a oportunidade


de chamá-la.

—Demasiado ocupado para enviar a sua namorada um texto


antes que ele vá para a cama à noite? Tentei ligar para ele e parece que
seu telefone está desligado.

—Huh?— Ela torceu seu rosto. —Por que ele desligou o seu
telefone?

—Eu não sei. Algo não está certo, Sienna. —Eu dei uma mordida
da minha pizza e joguei a fatia no prato, empurrando-o para longe. —
Eu não sinto vontade de comer agora.

—OK. Vamos voltar à noite que ele veio jantar. Você disse que
Damien chamou-o e disse que precisava dele no escritório.
—Sim, e então ele me mandou uma mensagem um par de horas
mais tarde dizendo que ele precisava voar para Seattle para uma
reunião de emergência e que ele estaria fora por pelo menos uma
semana, se não mais.

—Por que ele não ligou para dizer isso? Gostaria de pensar que
era algo que ele gostaria de te dizer por telefone, e não através de um
texto.

—Eu realmente não acho nada sobre isso. Mas eu disse a ele que
eu o amava e ele não respondeu de volta como sempre fazia.

—Se você quer minha opinião honesta, — ela falou enquanto


mastigava a comida dela, — Eu acho que ele tem um transtorno de
personalidade múltipla.

Eu suspirei enquanto revirei os olhos. —Ele não tem.

—Coma sua pizza. Eu tenho que ir ao banheiro. —Ela empurrou o


prato para mim. —Se você não comer o seu jantar, você não pode ter
qualquer sorvete. — Ela sorriu.

Pegando minha pizza, dei uma pequena mordida e, lentamente,


mastiguei enquanto eu pensava sobre Sebastian. Alguns momentos
depois, Sienna voltou para a mesa.

—Umm, Chloe.

Olhei para ela enquanto estava lá, segurando a vara do teste de


gravidez em sua mão.

—Você disse que Sebastian foi ao banheiro no meio do jantar.


Acho que encontrei a razão pela qual ele correu para fora daqui tão
rápido. —Ela ergueu a vara.

Meus olhos se arregalaram e meu coração começou a correr. —Oh


meu Deus, ele acha que estou grávida. — Eu coloquei minha mão sobre
a minha boca.

—Eu diria que sim. Você não tinha lhe dito ainda que sua mãe
está grávida?
—Não. Eu não tive a chance de dizer. Nós estávamos falando
sobre esse negócio dele. Eu ia dizer a ele depois.

—Eu poderia totalmente entender por que ele pensava que era
você. Quero dizer, vamos lá. Eu nunca teria pensado em um milhão de
anos que a sua mãe iria ficar grávida de novo.

—Você e eu.

Quando a confusão e tristeza foram varridas pela maré, uma raiva


ecoou por todo meu corpo.

Levantando-me da mesa, eu andei até o balcão e bebi uma dose


de tequila. Batendo meus punhos no balcão, eu olhei para Sienna.

—Então ele simplesmente fugiu?— Eu gritei. —Como um


covarde? Em vez de me perguntar ou falar comigo sobre isso, ele saiu?
—Minha voz levantou tão alto que eu tinha certeza de que todo o edifício
ouviram.

—Calma lá, tigresa. — Ela colocou as mãos para cima. —Mas


parece pela maneira.

—Foda-se ele!— Eu gritei quando joguei o vaso de margaridas que


ele me deu na parede e quebrou todo pelo chão com água derramando
em todo lugar.

—OK. Sério, Chloe acalme-se. Isto não é você. Respire fundo.


Vamos. Respire fundo — ela falou enquanto ela respirava de dentro
para fora.

Seguindo seu exemplo, eu levei várias respirações profundas para


tentar me acalmar. Após cerca de quarto, meu coração começou a se
acalmar.

—Vem cá menina. — Ela se aproximou e colocou os braços em


volta de mim. —Sinto muito que ele fez isso. Você precisa dizer a ele que
você não está grávida.

—Eu não estou dizendo nada. Se ele acha que estou grávida,
deixe que ele pense isso. Está tudo acabado entre nós para o nosso
bem.
Ele mostrou suas cores verdadeiras com isso e é algo que eu não
acho que eu nunca vou ser capaz de perdoá-lo por isso.

—Vem, vamos sentar no sofá e ser racional sobre isso. — Ela


pegou meu braço e me levou para o sofá.

—Você está defendendo ele?— Apertei os olhos para ela.

—Não. Não estou defendendo ele. O que ele fez foi um movimento
de um babaca total. Mas você não é a única que disse que ele foi
quebrado por dentro? Você sabia exatamente no que você estava se
metendo quando vocês dois se tornaram um casal. Isso não deve chocá-
la.

—Mas ele fez! Ele virou as costas para seu filho e a mãe de seu
filho. Uma mulher que supostamente ama.

Ela levantou seu dedo. —Agora lembre-se, ele nunca te disse que
te amava. Ele simplesmente sempre disse “eu também”, o que, se você
parar e pensar sobre isso, ele está realmente dizendo que ele ama a si
mesmo também.

—Ugh! Você não está ajudando! —Eu trouxe meus joelhos até
meu peito e passei meus braços em torno das minhas pernas.

—Ele cresceu sem família. Seus pais o abandonaram e agora ele


fez a mesma coisa. —Uma lágrima se formou no meu olho.

—Espere. Você não está mesmo grávida, por isso, tecnicamente,


ele não abandonou a criança porque uma criança não existe.

—Mas, ele fez. Ele acha que eu estou grávida, então ele
abandonou sua criança! — Eu gritei.

—Pare de gritar comigo, Chloe. Medite, faça alguma coisa.

Quando eu balancei a cabeça, as lágrimas nos meus olhos


começaram a cair pelo meu rosto.

—Eu não posso acreditar que ele faria algo assim. Pensei que o
conhecia, mas obviamente, eu não o conheço.
—Ah, querida— ela sussurrou enquanto colocou a mão no meu
braço. —Você sabe que ele e você sabem como fazer essa coisa de
relacionamento. Quero dizer, ele está tentando tão difícil e agora ele
pensa que você está grávida e ele ficou com medo. Você sabe o que são
os homens com bebês.

—Então, você está defendendo ele?

—Não. Eu só estou tentando fazer você vê-lo a partir de seu ponto


de vista. Ele nunca teve uma família e agora ele tem uma namorada
incrível que o ama até os confins da terra e em seguida, aqui vem o
bebê. Família instantânea. Ele está com medo, Chloe.

—Eu acho que você está certa, mas eu NÃO DOU A MERDA PARA
ISSO!

—Lá você vai com a gritaria de novo.

—Terminei. Eu não mereço isso. Eu sou uma boa pessoa, Sienna.

—Claro que você é. Você é a mais doce e bondosa, pessoa que eu


conheço. Mas eu ainda acho que você precisa dizer a ele que você não
está grávida.

—Não. — Eu balancei a cabeça. —Ele pode pensar tudo o que ele


quiser. Eu estou feita com ele. Acabou.

—E o que você vai fazer quando ele voltar e quiser falar?

—Ele não vai conseguir falar. Ele perdeu esse direito no minuto
em que saiu pela minha porta. Se foi tão fácil para ele ficar longe de
mim por uma semana ou assim, então vai ser uma porra de muito mais
fácil ficar longe o resto de sua vida.

—Chloe, eu estou preocupada. Isso nem sequer soa como você.

—Eu estou ferida, Sienna. Você não entende isso?

Ela beijou o lado da minha cabeça. —Claro que eu faço. Mas você
não tem um osso ruim em seu corpo. Você nunca teve.
—Talvez isso seja o meu problema. Deixei muitos caras andarem
em cima de mim todos estes anos. Não dessa vez. Ele fez sua cama
sobre uma suposição e agora ele pode apodrecer nela.

Ela fortemente suspirou quando tentou me confortar. —Eu acho


que você quer dizer que ele pode dormir na mesma.

—Não. Ele pode apodrecer com toda precaução. Na verdade, onde


está meu telefone? —Eu saí do sofá e fui à cozinha.

—Chloe, o que você está fazendo?— Sienna perguntou com uma


voz em pânico.

Quando eu disquei o número de Sebastian, foi direto para o


correio de voz.

—Sebastian, é Chloe. Eu sei por que você deixou Nova York. Eu


só tinha que dizer-lhe uma coisa. Porque eu sei, de alguma forma
estranha, me dá uma sensação de paz. Quando você decidir voltar, não
me chame, ou venha para o meu apartamento, a galeria de arte, nada.
Está tudo acabado entre nós. Eu irei apagar todas as memórias que já
fizemos e eu vou seguir em frente com minha vida. Eu sugiro que você
faça o mesmo. E, a propósito, se você me seguir novamente como você
fez da última vez, vou pedir uma ordem de restrição contra você!
Considere-se avisado.

—Jesus, Chloe. Eu não posso acreditar que você fez isso —


Sienna falou quando estava do outro lado da sala com a boca aberta.

—Sienna, eu te amo, mas eu preciso ficar sozinha agora.

—Você tem certeza? Eu posso passar a noite.

—Não. — Eu dei-lhe um sorriso gentil. —Vá para casa ficar com


Sam e eu vou chamá-la amanhã.

—Ok. — Ela fez beicinho quando se aproximou e me deu um


abraço apertado. —Se precisar de mim, me chame.

Assim que ela saiu, eu tranquei a porta, liguei a água para um


banho, subi na banheira, e chorei até o esquecimento.
Capítulo 34

Eu estava sentado no bar do Terrence Lounge quando eu


finalmente decidi ouvir a mensagem de Chloe. Meu coração quebrou em
um milhão de pedaços ao ouvi-la dizer aquelas palavras para mim. Eu
passei minhas manhãs em execução ao longo da água e os meus dias
sentado em um banco no Waterfront Park, pensando e observando os
casais a pé com a mão na mão, beijando e sorrindo. Prestei atenção
ainda mais para aqueles casais empurrando seus bebês em carrinhos.

Vi um pai enquanto ele segurava seu bebê chorando, tentando


acalmar seu filho. Passei minhas noites sentado no mesmo bar,
bebendo nas minhas preocupações e problemas de distância. Estar
longe dela era tão difícil. Eu senti falta do seu toque, a sensação de sua
pele macia, ea forma como o seu nariz enrugava cada vez que ela ria.
Mas o que eu mais sentia falta era de ouvi-la dizer que me amava. E
agora eu nunca iria ouvir essas palavras de novo por causa do que eu
tinha feito. Eu poderia dizer pelo tom de sua voz que ela me odiava. Ela
ficou ferida que eu sai e de alguma forma ela descobriu por que.
Mentiras sempre voltam a me morder no rabo.

—Outro Bourbon, meu amigo?— O jovem bartender perguntou


com um sorriso.

—Certo. Por que não.

—Você esteve aqui nas últimas quatro noites. Você é daqui?

—Nah. Eu sou de Nova Iorque.

—Ah, eu amo New York. Fui Bartended lá por um par de anos.

—Oh sim? Por que você se mudou para Seattle?


—Minha namorada é daqui. Nós nos encontramos em Nova York,
quando ela cursava a NYU. Foi amor à primeira vista. Ela descobriu que
ela estava grávida quando conseguiu um emprego aqui em Seattle.
Então me mudei com ela. Nós vamos nos casar no próximo mês. —Ele
puxou o telefone do bolso. —Este é meu pequeno anjo, Christina.

—Ela é linda.

—Ela é meu orgulho e alegria. Ela e sua mãe. Duas melhores


coisas que já aconteceu para mim em toda a minha vida.

—Parabéns.

—Obrigado, cara. E quanto a você? Você tem uma família de volta


para casa?

—Não. — Eu balancei a cabeça. —Na verdade, a minha namorada


acabou de terminar comigo por correio de voz.

—Ouch. Lamento ouvir isso.

Assim quando estava prestes a ir embora, o telefone tocou.

—Olá bebê. Eu só estava falando de você. Ok, eu vou escolher


alguns a caminho de casa. Eu também te amo, baby. Diga meu anjo
que o papai vai para casa em um par de horas.

Acabei com a minha bebida, voltei para o hotel e subi na cama.


Quando eu estava percorrendo as fotos de nós no Havaí, me deparei
com uma que era mais especial do que qualquer outra que eu tinha. A
imagem de Chloe dormindo naquela primeira noite em Londres. Tirei
antes de eu sair naquela manhã. Ela não sabia que eu tirei e ainda não
sabia até hoje. Eu segui o meu dedo sobre sua imagem como se
magicamente, ela aparecesse na cama ao meu lado. Olhei para aquela
imagem, todas as noites depois de Londres, me perguntando se eu
tivesse ficado se as coisas teriam sido diferentes. Mas agora, ela me
odiava e ameaçou obter uma ordem de restrição se eu chegasse perto
dela. No entanto, ela estava grávida do meu filho e era a única coisa que
ela não podia manter longe de mim. Eu sabia o que tinha que fazer e
em um par de dias, eu voltaria para casa para reivindicar o que era
meu.
Mais uma vez eu arrastei minha bunda triste para fora da cama,
foi uma hora. A única razão que eu fiz foi porque meus pais decidiram
aparecer.

—O que está acontecendo com você?— Minha mãe perguntou


com preocupação. —Nós nos encontramos com Sienna esta manhã e ela
perguntou se você não tinha contado para nós ainda, mas ela não quis
nos dizer qualquer outra coisa.

—Você está bem, abóbora?— Perguntou meu pai.

Suspirei quando fui para a cozinha para fazer um chá.

—Sebastian pensa que eu estou grávida. Ele encontrou o teste no


banheiro e voou para fora daqui o mais rápido que podia. Ele deixou a
cidade e eu não tenho notícias dele desde então.

—Oh, querida. Venha aqui. —Minha mãe estendeu os braços.

Eu deveria ter quebrado e chorado nos seus braços, mas a


verdade é que eu tinha chorado tanto nos últimos dois dias que eu não
tinha mais lágrimas em mim.

—Por que ele iria fazer algo assim sem falar com você?—
Perguntou meu pai.

—Oh. Eu não sei. Talvez porque ele é um idiota.

—Agora, Chloe. Quem te ensinou a chamar as pessoas com esses


nomes?

Revirando os olhos, peguei um par de sacos de chá e coloquei nas


xícaras.

—Parece-me que ele está correndo de medo— meu pai falou


quando ele chegou à geladeira para pegar uma cerveja. —Eu vou ter
uma conversa com ele.
—Não, pai. Eu terminei com ele.

—Mas você não está mesmo grávida— disse minha mãe.

—Eu sei disso, mas ele acha que eu estou e em vez de falar para
mim, ele tomou o caminho covarde e saiu. Vou levar isso como um sinal
para o futuro. O universo está me dizendo para correr para longe dele o
mais rápido que eu puder.

—Não. Eu não acredito nisso. —Minha mãe balançou a cabeça. —


Vocês dois estão destinados a ficar juntos. É por isso que vocês
encontraram-se outra vez quando você se mudou para cá.

—Bem, ele me machucou, mais uma vez, e eu não estou jogando


mais. Este jogo me dói, mãe. Dói tanto que eu não sei quanto tempo vai
levar para eu me recuperar totalmente porque eu o amava tanto.

—Você sabe o que dizem, a ausência faz o coração crescer mais


afeiçoado, — meu pai entrou na conversa. —Talvez ele vá voltar
rastejando em suas mãos e de joelhos, implorando por perdão.

—Eu duvido. Disse-lhe para que nunca chegasse perto de mim


novamente, ou eu iria apresentar uma ordem de restrição contra ele.

—Oh, Chloe.— Minha mãe colocou a mão no meu rosto.

—Chega de conversar sobre Sebastian. E mais, então se


acostumem com isso. Temos outras coisas para se concentrar, como
meu irmãozinho ou irmãzinha. —Eu sorri enquanto eu coloquei minha
mão na barriga da minha mãe.

Segunda de manhã chegou e era o início de uma nova semana.


Eu definir o meu alarme mais cedo do que o habitual para que eu
pudesse meditar antes de ir para o trabalho. Era um novo dia. Um dia
onde eu iria renovar a minha alma e criar uma mente pacífica. A mente
que estava livre de quaisquer pensamentos sobre ele. Ele agora se
tornou uma memória distante de um amor, uma vez que eu tinha. Um
homem que me fez sentir como eu era a única mulher na face da terra,
mas também um homem que partiu meu coração em dois. Assim
quando eu me preparei para meditar, meu telefone tocou e era Sienna.

Quando eu respondi, ela estava escovando os dentes.


—Oh bom. Você esta ai. Sam trouxe um bom ponto na noite
passada. —Ela fez uma pausa para cuspir na pia.

—É um novo dia, Sienna. Eu não quero ouvir nenhum ponto.


Agora, se me dão licença, eu estou me preparando para meditar antes
do trabalho.

—Olá, Chloe.— Sam apareceu na tela.

—Bom dia, Sam.— Eu suspirei.

—Ok, então sabe quando você terminou com Sebastian?

—Sim.

—Bem, ele não vai a lugar nenhum, porque ele pensa que você
está carregando seu filho. Então, ele vai verificar você de vez em quando
para ver como você está fazendo.

—E como você sabe disso, Sam?

—Porque eu sou um cara, Chloe. Nós todos pensamos da mesma


forma. É melhor preparar essa linda cabecinha sua, porque você não
viu o último dele. A única maneira que vai acontecer é se você disser
que não está grávida.

Tanto para a minha alma renovada e mente pacífica.

—Eu tenho que ir, Sam. Obrigado pela pequena conversa de


vitalidade. —Eu dei-lhe um polegar para cima.

—De nada coração. Tenha um bom dia.

—Falo com você depois, Chloe.— Sienna acenou em segundo


plano.

Como eu estava desembalando algumas novas pinturas que


chegaram, ouvi uma voz familiar dizer o meu nome.

—Chloe.

Fiquei como se estivesse congelada no tempo, incapaz de me


mover. Meu coração começou a bater rapidamente e minhas mãos
começaram a suar. Olhando para a grande caixa de madeira, eu falei: —
Vá embora, Sebastian. Acabou.

—Nós precisamos conversar.

—E nós poderíamos ter, mas o seu tempo expirou e agora, você


não tem que falar comigo.

—Você precisa ouvir o que tenho a dizer, Chloe.

Eu me virei com raiva e olhei nos olhos do homem que eu tanto


amava profundamente.

—Você não deveria ter saído. Você devia ter falado comigo
naquela noite, quando você viu o teste de gravidez. Você deveria ter me
mandando uma mensagem de volta ou pelo menos me chamado. Eu
teria explicado tudo para você. Mas não o fez. Você me fechou para fora
de sua vida por uma semana. Nós estávamos em um relacionamento.
Você não faria isso com alguém que você gosta. —Lágrimas encheram
os meus olhos.

—Eu estava assustado. Entrei em pânico e eu precisava limpar a


minha cabeça.

—E quanto a mim? Você não acha que eu estaria com medo? Que
talvez eu precisasse de você mais do que nunca? Alguma vez você parou
para pensar sobre alguém diferente de si mesmo?

De repente, Gregory passou andando no andar superior. —


Humm. Vocês dois podem falar mais baixo? Temos clientes na galeria.

—Desculpe, Gregory.

Fui para o meu escritório e Sebastian seguiu.

—Eu pensei em você a cada segundo de cada dia. Você é um


pensamento permanente na minha cabeça. Mas, Chloe, o pensamento
de ter um bebê assustou a merda fora de mim. Você me conhece e sabe
do meu passado. Eu tive que me questionar se ou não, eu poderia até
mesmo ser um bom pai. Não sei nada sobre crianças. Inferno, eu nunca
sequer segurei um bebê antes e eu estou apavorado. Eu já deixei você
para baixo várias vezes e o pensamento de deixar o meu filho para baixo
me enviou sobre a borda.
—Bem, adivinhe? Vou colocar sua mente à vontade. Eu não estou
grávida. —Eu joguei minhas mãos para o lado.

—O que? O que quer dizer que você não está grávida?

—EU. NÃO. ESTOU. GRÁVIDA.

—Então você mentiu para mim?— Ele falou com seriedade.

—Menti para você? Como diabos eu poderia mentir para você


quando eu nunca te disse que eu estava grávida! — Gritei.

—Mas o teste estava em seu lixo.

—Sim, porque a minha mãe é a pessoa que está tendo um bebê.


Não eu, seu idiota. Eu não podia esperar para lhe dizer a noite, mas
você nunca me deu a chance de fazer. A partir do momento em que
entrou através da porta, era tudo sobre o negócio que você fez, o que foi
bom, mas depois que viu o teste e correu para fora do meu apartamento
como o covarde que você é. Tudo isso poderia ter sido evitado. Mas você
sabe o que? Estou feliz que aconteceu dessa maneira porque era o que
precisava. Um sinal de que não devemos ter um futuro juntos.

—Chloe, você não quer dizer isso.

—Assim como você não queria fugir de mim, Sebastian, quando


você pensou que eu estava grávida? Você se lembra daquele dia no
parque quando você me disse que nunca poderia funcionar entre nós?
Bem, você estava certo.

Peguei meu telefone e minha bolsa e sai do meu escritório.

—Chloe!— Sebastian gritou. —Eu te amo.

Parei por um breve momento, respirei fundo e desci as escadas


para fora da galeria.

Ouvindo finalmente, essas palavras dele, deveria me fazer feliz,


mas em vez disso, cortou meu coração com uma lâmina afiada. Eu não
me importava que ele dissesse isso. Eu estava tão cega pela raiva e
mágoa que eu não podia ver ou pensar direito. Eu estava indo para
Deus sabe onde, quando eu corri pela rua, apenas querendo ficar longe
dele,com medo se eu ficasse e ouvisse ele por mais tempo, eu cairia de
volta em seus braços.

Após cerca de 30 minutos, eu voltei para a galeria. Entrei no


interior, olhei em volta e Gregory veio andando até mim.

—Ele ainda está aqui?— Perguntei.

—Não. Ele saiu logo depois que você fez. O que diabos está
acontecendo entre vocês dois?

—É uma longa história e peço desculpas pelo que aconteceu. Isso


nunca vai acontecer de novo.

Gregory enganchou seu braço em volta de mim e sorriu. —Não se


preocupe, Chloe.
Capítulo 35

Eu não estava tomando um NÃO como resposta. Ela ainda me


amava. Eu podia ver isso em seus olhos e agora eu precisava fazer tudo
em meu poder para tentar recuperá-la. Chloe Kane fora da minha vida
não era uma opção. Agora eu estava em uma missão, mas eu iria dar-
lhe alguns dias para se acalmar, limpar a cabeça, e então eu fazer a
minha jogada.

Nós estávamos destinados a ficar juntos e isso era exatamente o


que estávamos indo fazer. Quando estava em Seattle, fiz uma auto
descoberta e, finalmente, percebi meu propósito na vida. Não era para
executar uma empresa de bilhões de dólares. Meu objetivo na vida era
amar Chloe e cuidar dela tanto fisicamente como emocionalmente, e
isso era exatamente o que eu planejava fazer. Eu finalmente me senti
livre, aceitando os sentimentos avassaladores que eu tinha por ela.
Meus medos de magoá-la e deixá-la para baixo se dissiparam. Alguns
ainda estavam lá, mas uma vez eu me concentrei em meus verdadeiros
sentimentos e o que realmente importava, eu tinha finalmente deixado
de ser o meu pior inimigo.

Parando no florista antes de ir ao escritório, eu pedi oito


margaridas uma dúzia gérbera, todos em belos vasos de vidro para ser
entregue em seu escritório amanhã.

—Gostaria de incluir um cartão?— Perguntou a vendedora.

—Não. — Eu gentilmente sorri. —Ela vai saber de quem são. Eu


quero que elas sejam entregues uma dúzia a cada hora.

—Isso é muito doce. Ela vai adorar.

—Eu espero que sim. — Eu pisquei enquanto eu caminhava para


fora da loja.
Eu deveria ter me sentido para baixo sobre o que aconteceu
antes, para as coisas que ela disse e a dor e tristeza que residiam em
seus olhos. Mas não o fiz porque eu estava indo para tirar sua dor e
tristeza e dar-lhe uma vida de amor e felicidade. Ela merecia o mundo e
eu era o único que estava indo para ter certeza que ela tem. Eu não
estava preocupado com ela me rejeitar. Ela só precisava de tempo, como
eu fiz, e eu respeito isso e lhe daria o que ela precisava, mesmo que
levasse dias, semanas, meses ou anos. Eu não estava indo há qualquer
lugar e quando ela estivesse pronta, estaria de volta em meus braços
para sempre. Uma vez eu a tivesse, eu não a deixaria ir.
Capítulo 36

Depois do trabalho, eu tinha me trancado no meu apartamento


enquanto eu comia um litro de sorvete de massa de cookie e assistia
The Notebook10. Lágrimas escorriam pelo meu rosto, e de repente, eu
me tornei uma bagunça chorando. Estando no frágil estado emocional
em que estava, talvez esse não tenha sido a melhor escolha de filme
para assistir. Eu joguei a caixa de sorvete a distância e me dirigiu ao
banheiro para escovar os dentes. Abrindo a gaveta, vi que sua escova de
dente ainda estava ao meu lado, assim como seu desodorante,
barbeador, creme de barbear, e o tubo estúpido do creme dental Colgate
porque ele não gostava do tipo que eu tinha.

—UGH!— Eu fechei os punhos.

Eu rapidamente fiz meu caminho para o armário do corredor


onde eu armazenava um par de pequenas caixas. Agarrando uma, eu
joguei todas as suas coisas nela. Caminhei até meu armário e abrir a
gaveta, eu tirei todas as roupas que ele tinha guardado aqui para
quando ele passasse a noite. Minha mente estava a toda velocidade e eu
não conseguia me controlar. Deslizando sobre meus chinelos e jogando
um casaco leve sobre meu pijama, eu peguei a caixa e chamei um táxi
para sua cobertura. Ao entrar no prédio, o porteiro me parou.

—Senhorita Kane, você está bem?

—Aveludada como pêssego, Jeffrey. Agora, se você me der licença,


tenho que entregar as coisas do Sr. Bennett.

10Diário de uma Paixão


—Aqui, deixe-me obter o elevador para você.

—Obrigada.— Eu assenti.

Entrei no elevador, coloquei a caixa para baixo e comecei a me


afastar. Parei no meio do corredor quando o pensamento de que alguém
pudesse roubar suas coisas passou pela minha cabeça. Eu me
preocuparia? Sim. Eu faria, então eu andei de volta, toquei a
campainha, e rapidamente me afastei. Eu não fui rápida o suficiente
quando ouvi a porta abrir e Sebastian chamar meu nome.

—Chloe?

Merda. Dupla merda.

Virei-me e o vi de pé em seu pijama e uma t-shirt apertada. A


forma como a camisa abraçou seu corpo musculoso sempre me pegou.

—Você trouxe minhas coisas de volta em seu pijama?

—Sim! Eu o queria fora do meu apartamento.

—E você não podia esperar até de manhã, por quê?

—Porque, eu queria isso agora.

Os cantos de sua boca se curvaram para cima.

—Uma vez que você está aqui, eu posso dar-lhe suas coisas.

—Não. Você pode deixá-los em meu apartamento quando eu não


estiver em casa. De preferência, quando eu estiver no trabalho. Na
verdade, você pode apenas ter Eli entregando. Boa noite, Sebastian. —
Eu me virei e fui embora.

Ouvi-o rir silenciosamente. —Boa noite, Chloe.— E então a porta


fechou. Por que diabos ele estava rindo?

Melhor ainda, por que ele estava sorrindo? Quando cheguei ao


saguão, dei Jeffrey um aceno.

—Você se sente melhor agora, Senhorita Kane?

—Sim. Muito melhor. —Eu chamei um táxi e fui para casa.


Fechando a porta, eu não pude deixar de rir. Essa era a minha
menina. Algumas pessoas teriam achado estranho que ela veio até aqui
em seu pijama para deixar minhas coisas, mas eu não, eu não esperava
nada menos dela. Essa era uma das coisas que eu amei sobre Chloe; ela
era imprevisível e a menina mais adorável que eu já tinha conhecido.
Eu coloquei a caixa no corredor. Não havia nenhuma maneira que eu
estava arrumando suas coisas, porque não havia necessidade. Ela
estaria de volta e elas estariam aqui esperando por ela. Se a faz sentir-
se melhor largar minhas coisas fora nas horas tardias da noite de
pijama, então que assim seja. Enquanto ela se sentisse melhor, isso era
tudo que importava.

Entrando na galeria aproximadamente oito cinquenta e cinco, eu


estava um pouco atrasada, porque eu decidi ir ao Starbucks correndo
para todos nós.

—Obrigado, Chloe.— Gregory e o resto da tripulação sorriu.

—Hoje vai ser um dia fantástico.— Eu sorri.

Quando eu estava subindo as escadas para o meu escritório, eu


ouvi: —Eu tenho uma entrega para Chloe Kane.

Virando-me, eu vi um homem de pé com um vaso cheio de


margaridas e gérbera.

Revirando os olhos, pedi Gregory para assinar e trazê-las para


cima. Eu sabia de quem era. Eu poderia facilmente ter dito o entregador
para levá-las de volta, mas elas eram tão bonitas e ficaria tão bem no
meu escritório. Só porque elas eram dele, não importava. Eu não estava
prestes a enviar perfeitamente boas flores embora.

Eram dez horas e enquanto eu estava sentada na minha mesa,


Gregory entrou.

—Outra entrega para você.— Ele sorriu.

—Mais uma vez?— Perguntei enquanto olhava para as


margaridas vermelhas e gérbera coloridas.

—Onde é que você gosta delas?

—Basta colocá-las lá.— Eu apontei para a janela.

Isso continuou durante todo o dia. No início de cada hora, um


novo buquê foi entregue. Foi um pouco depois das quatro horas,
quando Connor entrou no meu escritório.

—Que diabos aconteceu aqui? Você está secretamente executando


uma floricultura? —Ele sorriu.

Suspirei. —Sebastian.

—Ah. Entendo. Presumo que ele está tentando fazer as pazes, —


Connor falou quando ele se sentou.

—Ele pode tentar tudo o que ele quiser. Isso não está
acontecendo.

—Se você não se importa de eu perguntar, o que exatamente ele


fez?

—É uma longa história, por isso vou dar-lhe a versão abreviada.


Ele pensou que eu estava grávida e, em seguida, partiu para Seattle e
não ouvi sobre ele por alguns dias. Ele mentiu para mim, ignorou as
minhas chamadas e textos, e agora ele acha que pode simplesmente
entrar de volta na minha vida como se sua saída, com base em algo que
não era verdade, não fosse grande coisa.

—Posso dar-lhe um pequeno conselho?— Ele sorriu.

—Claro. Por que não? —Eu falei em um tom sarcástico quando eu


me inclinei para trás em minha cadeira.
—Às vezes, nós, os homens ficamos com medo de tomar decisões
estúpidas. Inferno, eu vou ser o primeiro a admitir que eu fiz algumas
coisas estúpidas, onde Ellery estava em causa. Tão estúpido que
ameaçou a nossa relação mais vezes que eu gostaria de lembrar.

—Sério? Mas vocês dois são tão perfeito.

—Obrigado. Nós somos perfeitos, não somos? —Ele sorriu. —Mas


nós nem sempre fomos perfeitos. Tivemos nossos problemas ao longo do
caminho e ambos tivemos a nossa quota de erros enormes. O que eu
estou tentando dizer, Chloe, é que cometer erros é como os
relacionamentos crescem e é o que os torna mais fortes. Se eu tivesse
desistido de Ellery ou ela desistido de mim, nunca teríamos chegado
onde estamos hoje. Às vezes temos que pisar fora da caixa e ter um
olhar maior da foto. Depois de fazer isso, você provavelmente verá que
coisas boas podem vir dele do que ficar dentro dessa caixinha. Isso faz
sentido?

Estreitando os olhos para ele, falei, —Yeah. Eu acho que faz.


Então você está basicamente dizendo que está tudo bem para ele me
machucar continuamente e eu deveria apenas tomá-lo. —Eu sorri.

—Deus não. Isso não é o que eu estou dizendo em tudo. Você ama
Sebastian e ele te ama. Eu vejo em sua expressão cada vez que você
dois estão juntos. As pessoas tendem a fazer coisas estúpidas porque
amam a outra pessoa tanto que os assusta. Mas é essas coisas que
fortalecem o vínculo entre duas pessoas, a menos que um deles esteja
enganado. Agora isso seria uma história diferente. Você sempre ver o
lado bom das pessoas quando toda a gente só vê o mal. Essa é a
primeira coisa que notei sobre você quando veio pela primeira vez
trabalhar para mim. Na verdade, eu acredito que você e Ellery estavam
relacionadas em uma vida passada.

—Como você ficou tão sábio?— Perguntei.

—Ao fazer toneladas de erros estúpidos no meu relacionamento.


Basta perguntar Ellery. —Ele suspirou. —Na verdade, não pergunte-lhe
porque isso só me faz parecer um completo idiota.

Eu não pude deixar de rir. —Obrigada, Connor. Eu aprecio o seu


conselho.
Ele se levantou de seu assento. —Seja bem-vindo. Oh. Eu parei
por para deixar um par de pinturas de Ellery. Deixei-os lá embaixo com
Gregory.

—Ótimo. Vou levá-los antes de eu sair.

—Aproveite o resto da sua noite, Chloe.— Ele piscou.

—Você também, Connor.


Capítulo 37

Tinha sido quase duas semanas desde a última vez que vi Chloe.
Eu ainda sorria quando eu pensava sobre ela de pé no corredor do meu
prédio de pijama. Eu respeitava seus desejos e tentei não entrar em
contato com ela. Eu ainda estava dando seu tempo para cruzarmos
nossos caminhos novamente quando o tempo estivesse certo.

Eu tinha acabado de ir a um almoço de negócios e estava


andando pela rua de volta ao escritório, quando meu telefone apitou
com uma mensagem de texto de Damien. Respondi rapidamente e
olhando para baixo, eu esbarrei nos ombros de alguém.

—Estou... Chloe.— Eu falei em estado de choque.

—Sebastian.

—Olá, Sebastian.— Ophelia sorriu.

—Olá, Ophelia. É bom te ver de novo. A propósito, parabéns.

—Ora, muito obrigada.

Eu não conseguia tirar os olhos de Chloe. —Você tem o dia de


folga?— Eu perguntei a ela.

—Eu tirei metade do dia. Fomos comprar o berço.

—Parece divertido. Bem, eu preciso voltar para o escritório. Foi


bom vê-la, Chloe.

—Sim. Bom te ver também, Sebastian.

Ophelia colocou a mão no meu braço antes de eu ir embora.


—Você deve vir à minha aula de ioga no domingo. Ela começa às
nove horas. Eu acho que você iria gostar. Há outros homens na classe,
para que você não se sinta constrangido por estar lá. Muitos homens
corporativos fazem ioga. Você sabia que?

—Não. Na verdade, eu não sabia.

—É um grande apaziguador de esforços. Além disso, ajuda você a


se conectar com seu ser espiritual. Ele limpa sua mente e abre a porta
para uma melhor clareza. O que acontece quando sua mente está clara
e seu corpo está livre de stress?

—O quê?— Eu sorri.

—Você é capaz de permitir novas ideias e uma melhor tomada de


decisão fluam.

—Talvez eu vá.

—Ah, isso seria ótimo. Não seria, Chloe?

—Eu não sei. Eu não posso vê-lo fazendo yoga. —Ela olhou para
mim.

—Não custa nada tentar coisas novas. Foi bom vê-la, no entanto,
mas eu tenho que voltar para o escritório.

Quando eu pisei no meu escritório, Damien estava sentado atrás


da minha mesa.

—Ei. Você já fez uma aula de yoga?

—Algumas vezes. Por quê?

—Eu só estava me perguntando. Alguém me disse que um monte


de homens corporativos faz.

—Você está pensando em fazer uma?— Perguntou.

—Eu não sei.

—Isso tem alguma coisa a ver com a Chloe?

—Não.
—Mentiroso!— Ele riu enquanto se levantava da minha cadeira.
—Faça o que você tem que fazer para provar a ela que ainda a ama e
quer ela de volta. Se isso significa tomar uma aula de yoga, em seguida,
faça.

Era domingo de manhã, e enquanto eu tomava banho, eu tentei


pensar sobre o que vestir para a aula de ioga. Eu não podia acreditar
que estava realmente acontecendo, mas eu estava fazendo isso por
Chloe. Ok, eu estava fazendo isso para mim também. Ser capaz de vê-
la, mesmo que fosse apenas por uma hora, era melhor do que não vê-la
em tudo, não importa em que circunstâncias fosse. Eu não tinha ideia
do que vestir enquanto eu olhava dentro de todas as minhas gavetas
abertas. Agarrando o meu telefone da mesa de cabeceira, decidi pegar e
enviar uma mensagem de texto rápida para Chloe. Eu duvidava que ela
fosse responder, mas valia a pena tentar.

Bom Dia. Sinto muito incomodá-la, mas eu tenho uma pergunta rápida. O que
se veste para uma aula de yoga?

RINDO MUITO. Na verdade você está vindo?

Sim. Eu poderia usar alguma clareza mental no momento.

Use suas calças atléticas pretas que estão na segunda gaveta à esquerda e
uma t-shirt preta combinando que está pendurada em seu armário para na parte
traseira de suas calças casuais.

Obrigado.

Seja bem-vindo.

Seu“RINDO MUITO” me fez sorrir. O fato de que ela pudesse rir de


mim indo para a aula de ioga de sua mãe me disse que talvez, apenas
talvez, o ódio que ela tinha por mim estava começando a desaparecer.
Eu não podia esperar para vê-la. Quando eu não estava acordado a
noite toda pensando nela, eu estava sonhando com ela.
O que ele estava fazendo? Ele seria a última pessoa na Terra que
eu jamais esperava ver em uma aula de ioga.

Assim quando eu estava prestes a sair pela porta, meu telefone


tocou, e era Sienna. Quando eu respondi, eu estreitei os olhos para ela.

—Por que você ainda está na cama? Temos yoga em dez minutos.

—Eu não posso fazê-lo hoje. Eu sinto muito. —Ela fez beicinho. —
Eu e Sam fizemos a nossa própria yoga ontem à noite e agora eu não
consigo sair da cama.

—Nem eu — Sam murmurou.

Suspirei. —Eu peguei a cesta de piquenique. — E segurei.

—Por favor, me perdoe. Eu prometo que vou fazer isso para você.

—Sim. Nós vamos fazer isso para você — Sam murmurou.

—Volte para a cama. Eu te ligo mais tarde.

—Amo você, meu ouro.

—Amo você, amiga bonita.

—Te amo tanto também. — Eu suspirei.

Quando cheguei ao centro, olhei em volta para Sebastian e não o


vi. Coloquei o meu tapete no chão, ouvi sua voz ao meu lado.

—Você se importa se eu fizer yoga aqui?— Ele sorriu.

Ugh. Por que diabos ele tem parecer tão sexy? Suas calças
Atléticas preta eo t-shirt preto se agarrava ao seu corpo e causou
arrepios na minha espinha.

—Não. Fique à vontade. Há um tapete lá.

—Ah. Eu acho que eu iria precisar de um desses.


Deixei escapar uma risadinha suave conforme ele se aproximou e
agarrou uma esteira. Isso ia ser bom. Uma vez que a aula acabou, eu
olhei e Sebastian estava deitado sobre o tapete.

—A aula acabou— falei. —Você pode ir agora.

—Na verdade, eu não consigo me mover.

Rindo, eu estendi a minha mão. Ele gemeu quando se levantou do


tapete.

—Isso é muito mais difícil do que parece.

—Pode ser um desafio. — Eu sorri.

—Então o que você achou Sebastian?

—Eu me sinto muito mais aliviado do estresse, Ophelia.

—Bom. Fico feliz em ouvir isso. —Ela sorriu.

—Bem, eu estou indo embora, mãe— eu falei quando lhe dei um


beijo na bochecha. —Eu te ligo mais tarde. Tchau, irmão pequeno. —Eu
coloquei minha mão em sua barriga crescendo.

—Tchau, querida. Obrigada por ter vindo, Sebastian.

—Obrigado por sugerir isso.

Peguei a cesta de piquenique que eu tinha na prateleira na parte


de trás da sala.

—Vai a um piquenique?— Sebastian perguntou enquanto


apontava para a cesta.

—Sim. Sienna era suposto estar aqui e então nós duas íamos ter
um dia de meninas no parque, mas ela teve que cancelar.

—Por quê?— Perguntou ele enquanto segurava a porta aberta


para mim.

—Aparentemente, ela e Sam fizeram o seu próprio yoga na noite


passada e agora nenhum deles podem sair da cama.
Sebastian riu. —Eu posso entender isso. Eu acho pelo menos. Eu
estou indo para este lado. —Ele apontou para a direita enquanto me
dirigia para a esquerda. —Tenha um bom dia e desfrute do seu
piquenique.

—Obrigada. — Eu dei um pequeno sorriso.

O que diabos eu estava fazendo? Obtenha ele fora de sua cabeça,


Chloe.

—Hey, Sebastian?

Ele parou de andar e se virou. —Sim?

—Você não quer por acaso vir comigo, não é? Quer dizer, eu
embalei toda essa comida e eu odiaria deixá-lo ir para o lixo,
considerando que há tantas pessoas que passam fome no mundo.

—Tem certeza?— Ele enfiou as mãos nos bolsos.

—Sim. Tenho certeza.

—Eu gostaria de acompanhá-la. — Ele sorriu.

—Então vamos. Podemos caminhar, já que está um dia tão


bonito.

Nós caminhamos para o Central Park e configurei no Great


Lawn11. Sebastian me ajudou a espalhar o cobertor e, em seguida,
tiramos nossos sapatos o que nos fez confortáveis.

—É um dia bonito, — Eu falei quando eu senti o sol que batia em


mim.

—Com certeza é. Nós não vamos ter muitos dias como este
chegando.

—Eu sei. Antes que você perceba, a Mãe Natureza vai explodir na
neve, frio e gelo.

11Esta área de 55 acres verde é o centro geográfico do Central Park, e um dos mais
famosos gramados do mundo.
Estar aqui com ele me fez lembrar de não muito tempo atrás.
Parecia estranho, porque, assim quando eu o conheci, e depois de todas
as coisas que tínhamos feito juntos, parecia que éramos dois estranhos
sentados ao lado um do outro. Eu levei muito a sério a conversa que
Connor e eu tínhamos tido a um par de semanas atrás. Sebastian não
tinha tentado entrar em contato comigo e eu me perguntava se ele
mudou com sua vida. Ficava roendo dentro de mim, então eu tinha que
perguntar.

—Então, o que você tem feito desde que voltou de Seattle?

—Principalmente trabalhando.

—Parece chato. — Eu sorri enquanto abria a cesta de piquenique


e tirei os sanduíches e as frutas.

—O que você tem feito?

—Não muito. Apenas trabalhar, jantar com os meus pais, e uma


noite ocasional com Sienna e Sam.

—Parece divertido. Sua mãe está realmente começando a mostrar


a barriga.

—Eu sei. — Eu dei uma mordida no meu sanduíche.

—Eu realmente não posso acreditar que ela está grávida. Quantos
anos ela tem?

—Quarenta e seis. Vai ser estranho ter um irmãozinho ou


irmãzinha que é de vinte e cinco anos mais jovem do que eu.

—Eu aposto. Basta pensar, quando ele ou ela tiver vinte e cinco
anos, você vai ser a grande cinquentona.

—Estranho. — Eu balancei a cabeça lentamente e ele riu.

Nós continuamos nossa conversa, pisando com cuidado para não


tocar no assunto de nós dois. Depois de um par de horas, encontrei-me
não querendo deixá-lo.
Capítulo 38

Ter um piquenique com ela no Central Park em um dia tão bonito


era mais do que eu poderia pedir. Eu tinha sentido tanta falta dela e
estar com ela, mesmo que não estivéssemos mais juntos, me fez cair no
amor por ela ainda mais. Levou cada pedaço de controle que eu tinha
em mim para não agarrá-la e beijar seus lindos lábios macios. Foi difícil
para mim porque eu queria tocá-la tão mal. Eu queria envolver meus
braços em torno dela e dizer a ela que poderíamos ser nós outra vez,
mas eu sabia que ela não estava pronta.

—Obrigado pelos sanduíches e as frutas. — Eu dei-lhe um


sorriso.

—Seja bem-vindo. Obrigada por se juntar a mim.

—O prazer é meu. Só lamento Sienna desmarcado com você. A


propósito, quanto tempo Sam vai ficar?

—Eu acho que para sempre. — Ela riu. —Ele pediu residência
permanente para os EUA

—Isso é bom, certo?

—Sienna parece realmente amá-lo e ele a ama. Então, é bom.

—E quanto a sua família?

—Sua mãe e pai são divorciados há alguns anos, sua mãe se


mudou para a Alemanha e seu pai mudou-se para a Escócia com a
mulher que ele estava traindo sua mãe.

—E o seu trabalho?

—Levante e saia. Ele vai encontrar trabalho aqui, eventualmente.


Olhando na cesta de piquenique, eu vi que ela tinha um pouco de
comida guardada.

—Você não acha que embalou muita comida apenas você e


Sienna.

—Sim. Arrumei algumas coisas extras porque no meu caminho


para casa, eu vou parar e dar o resto para Willie e seus amigos.

Os cantos de minha boca se curvaram para cima enquanto eu


olhava nos olhos dela.

—Essa é uma boa ideia. Tenho certeza de que ficaria muito grato.
Você se importaria se eu for com você?

—De modo nenhum. A proposito, Willie me disse que um cara


chamado Sebastian está parando nele e lhe dando alguns dólares aqui e
ali.

Dei de ombros. —É o mínimo que posso fazer para ajudá-lo. Você


sabe, eu nunca esqueci o que era para mim viver naquela casa
abandonada. Quando eu disse a você que não sabia sobre ser um sem-
teto e era culpa sua, eu disse da boca para fora de raiva porque me
lembrou dos tempos ruins. Todos esses anos, eu nem sequer olhei para
as pessoas sem-abrigo na rua, porque cada vez que eu fiz, eu voltava
nesse tempo. Uma vez que eu quero apagar da minha memória.

—Você não deve querer apagar essas memórias, Sebastian. Esse


período de tempo em sua vida fez você o que é hoje. Você deve abraçá-lo
e talvez contar a sua história aos outros e inspirá-los. O que você fez foi
incrível e bastou uma pessoa para colocá-lo no caminho certo. As
pessoas entram em nossas vidas por uma razão e deixam nossas vidas
por uma razão. Elas só podem estar aqui temporariamente, mas estão
lá por um propósito.

Eu queria estender a mão e acariciar seu belo cabelo loiro e dizer


a ela que eu sabia a razão por que ela entrou na minha vida, mas eu
não podia. Eu não queria balançar o barco, por assim dizer. Eu queria
dizer a ela que, se ela ainda estava namorando Corey quando foi para
Londres, nós nunca teríamos nos conhecido porque o pensamento de
ter relações sexuais com um estranho em um país estrangeiro nunca
teria entrado em sua mente.
—Você acha que se nós não víssemos uns aos outros em Londres,
que teríamos, eventualmente, nos encontrado aqui em Nova York?

Ela olhou para baixo. Eu poderia dizer que a minha pergunta a


incomodava.

—Não tenho certeza. Por que não podemos ir e dar esta comida
para Willie e sua turma?

—Certo. Vou ligar para Eli para ele nos pegar. É uma bela longa
caminhada.

—É um belo dia, porém, e a caminhada é boa para nós. Além


disso, se você não se mantiver em movimento, os músculos vão apertar
a partir de hoje, e você não será capaz de sair amanhã cama.

Suspirei. —OK. Se você insiste.

Nós levantamos do chão. Enquanto ela dobrou o cobertor, eu


agarrei a cesta de piquenique e nós caminhamos para onde Willie
estava acampando fora para o dia.

—Ei, Willie,— Chloe falou quando o encontrou dormindo, coberto


por um cobertor no cimento no beco.

Ele gemeu e depois tossiu enquanto ele tentava abrir os olhos.

—Willie, você está bem?— Perguntei quando me ajoelhei ao lado


dele.

Chloe colocou a mão em sua testa. —Ele está queimando.

Puxando meu telefone do meu bolso, eu falei: — Vou ligar para o


911. Ele precisa ver um médico.

—Está tudo bem, Willie, estamos indo para obter alguma ajuda—
ela falou.

A ambulância chegou e Eli parou atrás.

—Eu vou com ele na ambulância— disse Chloe.

—OK. Vou encontrá-la no hospital.


—Você não tem que ir, Sebastian. Eu tenho certeza que você tem
outras coisas para fazer.

Agarrando-lhe a mão, falei, -— não, eu quero.

Um pequeno sorriso cruzou os lábios dela quando me deu um


aceno de cabeça e subiu na parte de trás da ambulância.

Enquanto eu estava segurando a mão de Willie, seus olhos se


abriram, conforme os paramédicos lhe deram um I.V.

—Você vai ficar bem, Willie.— Eu sorri.

— Acho que não desta vez, garota.

—Não diga isso. Os médicos vão fazer você se sentir melhor.

Assim que chegamos ao hospital, Sebastian não estava muito


atrás quando me foi dito para esperar na sala de espera, enquanto o
médico o examinava. Sentei-me na cadeira da sala de espera que
continha uma garota e seu bebê gritando. Sebastian sentou-se ao meu
lado e me entregou uma xícara de café.

—Eu pensei que você poderia querer isso.

—Obrigada. — Eu peguei o copo dele.

—Alguém lá não está feliz. — Ele sorriu.

—Você está falando sobre o bebê ou a mãe?

—Ambos. Quantos anos você acha que ela tem?

—Ela parece ter de cerca de dezessete ou dezoito anos. Aqui,


segure isso. —Eu entreguei-lhe o copo e caminhei até onde a menina,
que parecia que ia se perder a qualquer momento, sentei. —Alguém não
está muito feliz.
—Não. Ela não se sente bem e não vai parar de chorar. Se ela só
parar por um minuto, seria ótimo.

—Posso?— Eu estendi meus braços para ela.

A menina me deu um olhar engraçado e, em seguida, olhou para


Sebastian. —Você acha que você pode fazê-la parar?

—Eu posso dar-lhe uma tentativa. — Eu sorri. —Qual é o nome


dela?

—Isabelle. Ela tem quatro meses de idade — ela falou quando


entregou seu bebê para mim.

Eu andei em torno da sala de espera com ela e comecei cantar


Tomorrow Is a Long Timeem seu ouvido enquanto a segurava em meu
braços e suavemente esfregava a pequena costinha. Depois de alguns
choros, ela começou a se acalmar e adormeceu. Andando de volta para
a mãe dela, eu cuidadosamente entreguei Isabelle para ela.

—Como você fez isso?— Ela perguntou.

—Os bebês podem sentir quando você está estressada, e passa


pra eles. Um pouco de canto sempre faz maravilhas.

—Muito obrigada. Obrigada. —As lágrimas encheram seus olhos.

—Seja bem-vinda. Infelizmente, quando eles te chamarem de


volta, ela vai acordar novamente.

—Isso é bom. Apenas algum momento de silêncio é tudo que eu


preciso agora.

Dei-lhe um pequeno sorriso e fui me sentar ao lado de Sebastian.

—Você vai ser uma maldita boa mãe um dia.— Ele sorriu.

—Obrigada. — Eu tomei o meu café dele.

—E uma irmã mais velha muito boa.

—Eu estou realmente animada para o bebê. Vai ser um desafio


para os meus pais, uma vez que não cuidaram de uma criança em uma
série de anos.
—Você vai estar lá para ajudá-los. — Ele passou a mão no meu
cabelo.

—Você sabe você não tem que ficar— falei.

—Chloe, eu estou aqui para vocês dois e eu vou ficar.

Um médico entrou na sala de espera, perguntando quem estava


com Willie. Sebastian e eu me levantamos.

—Nós— falei.

—Willie tem pneumonia e um belo caso de infecção. Parece que


ele teve isso por um tempo. Porque seus pulmões estavam inflamados
por um período de tempo, os seus níveis de oxigênio caíram, o que
causou danos nos rins. Não só isso, mas as bactérias se espalham em
sua corrente sanguínea, e pelo que podemos dizer, já infectou seu
coração. É uma coisa boa você ter trazido ele aqui.

—Será que ele vai ficar bem, doutor?— Perguntou Sebastian.

—Não temos certeza. — Ele olhou para baixo. —Estamos


bombeando-o com muitos antibióticos agora, mas só o tempo dirá.

Enquanto o médico estava ali falando para nós, alguém veio no


alto-falante em cima.

—Código azul, quarto 104. Código azul, quarto 104.

—Esse é o seu quarto— o médico falou quando se virou e saiu


correndo pelo corredor.

Sebastian e eu corremos atrás dele e vimos através da janela


quando usaram o desfibrilador e, em seguida RCP12. Sebastian passou
o braço em volta de mim e me puxou para perto.

—Hora da morte, três e quarenta e cinco— o médico falou quando


olhou para o relógio na parede.

12 Ressuscitação Cardio Pulmonar


—Não. — As lágrimas começaram a fluir em meu rosto quando eu
enterrei minha cabeça no peito de Sebastian.

—Eu sinto muito, baby. — Ele apertou seu braço em volta de mim
e suavemente esfregou minhas costas.

O médico saiu da sala e olhou para nós. —Eu sinto Muito.


Fizemos tudo o que podíamos.

—Podemos ir lá e dizer adeus?— Perguntei.

—Sim— ele falou enquanto se afastava.

Enquanto Sebastian me segurou, nós caminhamos para o quarto.

—Ei, Willie.— Eu coloquei minha mão sobre a dele. —Você está


em casa agora e você não terá que sofrer mais. Você sempre estará
quente e você nunca vai estar com fome. Muito legal né?

Com o canto do meu olho, eu vi Sebastian levar a mão ao rosto.


Oh meu Deus, ele estava enxugando uma lágrima. Eu não queria
constrangê-lo ou fazer um grande negócio disto, então eu ignorei. Meu
coração, que estava cheio de tristeza por Willie, também estava cheio de
felicidade que Sebastian foi finalmente capaz de derramar uma lágrima.

—Bem, eu acho que o funeral precisa ser feito— Sebastian falou


quando limpou a garganta. —Nós vamos dar-lhe um enterro apropriado,
nenhuma despesa poupada.

—Sério? Você vai fazer isso por ele? — Perguntei quando olhei em
seus olhos tristes.

—Claro. Ele não foi apenas seu amigo, Chloe.

—Certo. — Eu dei um pequeno sorriso. —Vamos cuidar do


funeral, ir para casa e fazer os arranjos agora?

—Deixe-me chamá-los em primeiro lugar e me certificar que eles


podem nos atender hoje.

Sebastian saiu para o corredor. Olhando de volta para Willie, eu


falei: — Ouviu isso? Sebastian está dando-lhe um funeral com todas as
despesas pagas. Mesmo que eu não acredito neles, eu vou deixá-lo fazer
isso de qualquer maneira. Isso vai fazer ele se sentir melhor.

—A casa funerária disse que eles podem nos atender hoje. Eu


disse-lhes que seria em breve. Isto é, se você está pronta.

—Eu estou.

Quando nós caminhamos para fora da sala, uma das enfermeiras


nos chamou.

—Aqui está o seu saco que foi trazido com ele. Desde que você é
sua única família, você deve leva-lo.

—Obrigada. — Eu dei um pequeno sorriso.


Capítulo 39

Uma lágrima caiu dos meus olhos hoje. A primeira lágrima que
tive desde que eu tinha cinco anos de idade. Foi à lágrima por Willie?
Ou foi por ver Chloe tão chateada? Eu realmente não sabia, e neste
momento, isso não importava. Ela precisava de mim e eu precisava
dela.

Na sala onde os caixões foram alinhados, nós caminhamos ao


redor e olhamos para eles. Deparei-me com um belo mogno com
guarnição de bronze.

—Este é agradável para ele— Eu falei enquanto eu estava na


frente dele.

—Sim. É bom— Chloe respondeu.

—Você não parece entusiasmada com isso.

—Não. Não, eu estou. É bom — ela hesitante falou. —Se você


gosta dele, devemos obtê-lo.

—Você vê o que você gosta mais?— Eu arqueei a sobrancelha


para ela.

—Não. Este é ótimo.

—Chloe, você está bem? Eu tenho a sensação de que você não


quer fazer isso.

—É assim tão óbvio?— Mordi meu lábio inferior.

—Só um pouco. Eu posso cuidar de tudo. Eu não quero você mais


chateada.
—Não é que isso realmente me irrita, apenas não é necessário.

—O que não é necessário?— Perguntei.

—Um caixão que custa dez mil dólares. Podemos colocar o seu
corpo em algo um pouco mais barato.

—Oh. Eu estava apenas tentando dar-lhe o melhor.

—Eu sei que você estava. — Eu sorri. —Mas isso não importa.
Seu espírito está do outro lado agora e ele está em paz. Ele não se
preocupa com um caixão sofisticado de dez mil dólares. Nós podemos
enterrá-lo em neste bem aqui.

—Mas é tão simples. — Eu fiz uma careta.

—Então? Vai ao chão, Sebastian.

—Bem. Se isso é o que você quer, eu vou comprá-lo. Mas, apenas


para o registro, eu quero ser enterrado no caixão de dez mil dólares.

—Claro que sim. — Ela sorriu quando colocou a mão no meu


peito.

Depois de escolher o caixão, eu tive a funerária fazendo os


arranjos no cemitério.

—Apenas me chame quando você obtiver os detalhes resolvidos,


— Eu falei com o agente funerário.

—Lembre-se, apenas um enterro. Rápido e simples— Chloe falou.

—Sim, senhora. Rápido e simples. —O diretor voltou os olhos


para mim.

Dei de ombros enquanto saíamos.


Sebastian veio comigo para contar aos amigos de Willie sobre a
sua morte. Eles levaram-no muito difícil e alguns até mesmo
derramaram algumas lágrimas. Eu prometi que iríamos deixá-los saber
exatamente quando o funeral era e se eles quisessem participar, que
podiam.

—Eu me sentiria melhor se você me deixar levá-la para casa—


disse Sebastian.

A verdade era que eu não queria ficar sozinha e ele era a pessoa
que eu queria estar junto. Passar o dia com ele significou mais para
mim do que qualquer coisa e eu estava feliz que ele estava comigo
quando Willie faleceu.

Para ser honesta, se ele não estivesse eu provavelmente teria


chamado ele.

—Gostaria disso.

—Você está com fome?— Perguntou. —Nós poderíamos parar no


caminho e pegar uma pizza ou algo assim.

—Pizza soa bem.

Depois de obter a pizza, entramos no meu apartamento, sentamos


e comemos. A última vez que ele tinha estado aqui foi quando ele saiu
correndo pela porta. Isso pareceu uma eternidade atrás, mas, na
realidade, não era. Surpreendeu-me como o tempo desacelera quando
você estava sofrendo de um coração partido.

—Você vai ver o saco de Willie?— Ele perguntou quando deu uma
mordida em sua pizza.

—Sim. Nós podemos fazer isso depois que comermos.

—Você não quer chamar seus pais ou Sienna e lhes dizer o que
aconteceu?

—Mais tarde eu vou. Agora, eu só quero sentar aqui e aproveitar


esta pizza com você.

Os cantos de sua boca se curvaram em um sorriso cativante. Meu


corpo estava doendo para ele e seu toque sensual. Sexo com ele era
viciante. Mesmo quando eu estava tão brava com ele, meu corpo ainda
pensou em todas as coisas que tinha feito a ele.

—Você quer fazer sexo?— Eu disparei.

—Huh?— Ele quase deixou cair à pizza.

Eu ri. —Responda a questão. Você quer fazer sexo comigo?

—Umm. Claro que eu faço. É tudo que eu porra sonho.

Eu me levantei da minha cadeira e subiu em seu colo,


abrangendo-o e colocando minhas mãos em cada lado do rosto.

—Eu senti falta de você e seu pau. — Eu sorri.

—E eu senti falta de você e sua buceta.— Ele trouxe seus lábios


nos meus. —Isto é real, Chloe?

—Tão real quanto ele ganha, querido.

Nossos lábios travaram levemente no início, em seguida, tornou-


se o nosso beijo apaixonado. Tão apaixonado que ele estava fazendo-se
por todo o tempo que perdemos.

—Deus, eu senti tanta falta de você— ele sussurrou.

—Eu senti sua falta também.

Enquanto nossos lábios ainda estavam trancados em um beijo


apaixonado, saí de seu colo e ele se levantou da cadeira.

Desmembrando, eu puxei minha blusa sobre a minha cabeça e


rapidamente removi meu sutiã, jogando-o sobre a mesa.

Mergulhando-me em seus braços, ele me levou para o quarto e me


deitou na cama enquanto pairava sobre mim e sua boca e a minha se
devoraram. Quebramos o nosso beijo, e ele se levantou e tirou meus
sapatos e meias de tênis. Alcançou as minhas calças, puxou para baixo
junto com minha calcinha e as jogou no chão. Com um rosnado baixo,
ele olhou para mim quando rapidamente retirou as suas roupas e, em
seguida, agarrou minhas pernas, puxando a minha bunda para a borda
da cama. Ajoelhou-se com as pernas sobre os ombros, e sua língua
lambeu minha coxa, enviando espasmos eróticos por toda parte. Seus
lábios ligeiramente pressionados contra o meu local dolorido, enquanto
sua língua traçou pequenos círculos em volta de mim. Puta merda.
Mais uma vez, eu estava no céu. Eu gemia e joguei a cabeça para trás
em êxtase enquanto mexia meus quadris para ele ir mais fundo.

—É isso que você tem desejado?— Ele gemeu.

—Sim. Oh Deus, sim! —Eu cantei.

Ele olhou para mim e sorriu. Um sorriso em si que poderia me


jogar em linha reta em um orgasmo.

Ela era doce. Assim como eu me lembrava. Eu estava esperando


por este dia durante o que pareceu uma eternidade. Eu já sabia que iria
valer a pena esperar. Eu não queria nada mais, do que dar prazer para
ela durante toda a noite; para tirar sua tristeza, mesmo que apenas por
um dia. Eu queria fazê-la se sentir amada, mas acima de tudo, eu
queria mostrar a ela que ela era a mulher mais bonita e mais
importante no mundo. Nada importava para mim. Não é o meu negócio,
meu dinheiro, nada. Apenas ela. Ela era a única coisa na minha vida
que eu precisava e queria.

Seus gemidos se tornaram feral enquanto eu continuava a


devorá-la. Minha língua circulou em torno de seu local inchado quando
o meu dedo mergulhou em seu interior. A umidade que saiu me levou
ao limite, e meu pau estava latejando por dentro. Mas primeiro ela. Os
ruídos escaparam de seus lábios quando meus dedos a exploraram.

—Uh. Uh — ela gritou de prazer.

—Goza para mim, baby— eu falei com a respiração suspensa.

—Oh Deus, Sebastian.

Ela arqueou as costas e as pernas apertadas contra mim, quando


me deu o prazer de saborear o seu orgasmo doce. Ela arqueou as costas
e apoiou-se nos cotovelos, exibindo seus seios bonitos e alegres. Subi
na cama, eu mergulhei para baixo, passei meus lábios em torno de seu
mamilo duro, chupando e mordendo até que os gemidos que escaparam
dela me satisfizeram. Suas mãos vagavam pelo meu cabelo e depois
para baixo nas minhas costas, até que chegaram a minha bunda com
um aperto firme.

—Eu preciso de você dentro de mim agora— ela falou, ofegando


intensamente.

—Quão ruim?

—Muito ruim. Por favor. Você precisa me foder com tudo o que
você tem.

Jesus, ouvindo-a dizer aquelas palavras me enviou na


ultrapassagem quando eu entrei nela com tanta força, nós dois
engasgamos com o ar. Suas pernas em volta da minha cintura
enquanto eu bati nela tão duro quanto eu poderia.

Sua vagina cumprimentou-me com calor e eu me vi perdido nela.


Eu precisava desacelerar, porque eu queria fazer isso durar.

Pairando sobre ela e retardando meus movimentos, olhei em seus


olhos. Este momento. O momento em que reconectamos com o outro
era imensurável.

—Eu te amo— eu falei em voz baixa.

Seus lábios deu lugar a um sorriso quando ela colocou a mão no


meu rosto.

—Eu também amo você.


Capítulo 40

—Eu estou paralisado novamente— Sebastian sorriu quando ele


tentou rolar para fora de mim.

—Isso é uma coisa boa. Trabalho bem feito, Sr. Bennett. —Eu
sorri.

Com um gemido, ele rolou de costas.

—Isso significa que você não vai fazer yoga mais?

—Provavelmente não.

—Eu não penso assim. — Eu sorri.

Sai da cama, eu escorreguei no meu robe de seda.

—Aonde você vai?— Perguntou.

—Ver o saco de Willie. Talvez haja alguma coisa lá que pode ser
enterrado com ele.

—Aguente. Deixe-me pegar um par de calças de moletom. Oh,


isso é certo. Alguém deixou todas as minhas coisas em seus pijamas. —
Ele se apoiou nos cotovelos.

Droga. Olhando para ele na cama totalmente nua me tinha


ansiosa para ir novamente.

—Oh sim. Eu fiz isso. Não fiz? —Peguei a cueca do chão e joguei
para ele. —Você tem estas. — Eu sorri brilhantemente.
—Assim que olharmos o saco de Willie, vamos voltar para o meu
apartamento, onde você já tem roupas e outras coisas esperando por
você.

—Você está me convidando para uma festa do pijama, Sebastian?

—Isso mesmo que estou fazendo. Nós não estamos passando


outra noite separados.

Com um sorriso, eu andei até a cama e pairei em cima dele.

—Promete?— Eu escovei meus lábios contra os dele.

—Você tem a minha palavra, baby.

Envolvendo seus braços firmemente em torno de mim, ele me


puxou para baixo em cima dele.

—Eu nunca vou deixar você ir. Não importa o que aconteça você é
a minha garota para sempre.

—Para sempre é muito tempo.

—O tempo é tudo o que temos e eu vou gastar cada momento com


você. Você é a prioridade na minha vida, Chloe, e eu vou fazer de você
uma mulher muito feliz.

—Você já faz. — Nossos lábios emaranharam mais uma vez, o que


levou a uma nova rodada de sexo fantástico.

Eu defini o meu telefone em cima da mesa enquanto tomava uma


garrafa de vinho aberta da geladeira. Começou a tocar e Sebastian me
disse que era Sienna.

—Atenda para mim— eu falei quando estendi a mão dentro do


armário e peguei um par de taças de vinho.

—Oh, Olá, Sebastian,— Sienna falou. —Então você está semi-nu,


eu vejo. Alguém quer me dizer o que diabos está acontecendo?! — ela
expressou um pouco alto demais.

Sebastian riu quando me entregou o meu telefone.


—Chloe, querida, o que aconteceu a partir do momento que falei
com você esta manhã? Como é que tudo aconteceu?

—É uma longa história e eu vou te dizer amanhã. Eu ia chamá-la.


Willie faleceu hoje.

—Ah não. Eu sinto muito. Você está bem?

—Estou triste, mas ele está em um lugar melhor agora. Eu


realmente vou sentir falta dele.

—Eu iria oferecer para vir e consolá-la, mas eu vejo algum macho,
quero dizer, alguém já fez.

—Ouvi dizer que sim, Sienna, o meu grande macho já me


consolou duas vezes. — Ele sorriu.

—Cuidados para me mostrar o quão grande ele realmente é?—


Ela sorriu.

—Ok, vocês dois. Você teve sua diversão. Eu te ligo amanhã.

—Blah. Você não é divertida, Chloe.

Sebastian abriu a bolsa de Willie e começou a pegar algumas de


suas coisas. No fundo, ele tirou um pequeno envelope com o meu nome
nele.

—Isso tem seu nome nele— Sebastian falou.

Tomando o envelope da mão dele, eu o abri e dentro havia uma


chave para um cofre com uma nota que continha o nome do banco e o
número do cofre.

—Isso é estranho. Por que um homem sem-teto tem um cofre? —


Perguntou Sebastian.

—Eu não sei. Talvez ele mantivesse algumas coisas pessoais nele
depois que perdeu sua casa.

—Eu vou buscá-la na galeria amanhã durante o almoço e vamos


verificá-lo.

—Ok.— Eu sorri.
—Você está pronta para ir ao meu apartamento?

—Sim. Apenas me deixe pegar algumas coisas, porque eu tenho


um sentimento que eu não vou voltar aqui por um tempo.

—Boa ideia. Você pode ficar refém de mim.

—Mhmm. Você vai me amarrar e ter o seu jeito comigo?

Sebastian fechou os olhos por um segundo e respirou afiado.

—Chloe, não diga coisas assim ou nunca vamos voltar para o meu
apartamento.

Eu ri quando eu fui para o meu quarto e peguei algumas coisas.


Quando Sebastian pegou a minha bolsa de mim, eu fui para a cozinha.

—O que você está começando agora?— Perguntou.

Cheguei à geladeira e peguei as duas latas de chantilly eu tinha


deixado na porta.

—Apenas estas. — Eu sorri.

—Para quê?

—Realmente, Sebastian?— Eu coloquei minha mão em meu


quadril.

—Oh. — Seus olhos se iluminaram. —Droga, Chloe. Meu pau está


ficando duro e temos que ir.

Eu ri quando eu saí pela porta e Sebastian seguiu atrás. Entrei


na limusine, eu disse oi para Eli.

—É bom vê-la novamente, Chloe.— Ele sorriu.

—É bom ver você também, Eli. Eu trouxe o chantilly. —Eu pisquei


enquanto eu segurava as latas. —Não é possível ter relações sexuais
sem ele.

Olhei para Sebastian quando ele tomou uma respiração profunda.

—Sério? Você realmente tem que dizer isso a ele?


Olhando para o relógio, vi que era quase hora do almoço e
Sebastian estaria aqui em breve para me pegar.

Levantando-me da minha mesa, eu desci as escadas enquanto ele


estava andando pela porta.

—Pronta baby?— Ele sorriu.

—Sim. Gregory, eu vou estar de volta em cerca de uma hora.

—Vocês dois desfrutem do seu almoço. — Ele sorriu.

Quando entramos no banco, Seymour Rawlings, o gerente do


banco, e de acordo com Sebastian, um beijador de bunda número um,
se aproximou de nós.

—Bom dia, Sr. Bennett. Eu não sabia que você estava parando
pelo banco hoje. Posso lhe oferecer ea bela senhora um pouco de
champanhe?

—Oh. Você tem champagne? — Perguntei com um sorriso.

—Não. Estamos bem. Obrigado, Seymour.

—Queremos champanhe, Seymour.— Eu dei um tapinha no seu


ombro.

—Muito bom. Agora, o que traz você para o nosso banco hoje?

—Eu preciso usar meu cofre, — Eu falei enquanto eu segurava a


chave.

—Oh. Sim. Por favor, siga-me.

Nós o seguimos para a sala onde as caixas estavam armazenadas.


Tomando a chave da minha mão, ele a abriu, puxou a caixa para fora e
colocou sobre a longa mesa no meio da sala.

—Lá vai você, senhorita...?

—Chloe. Você pode me chamar de Chloe.


—Prazer em conhecê-la. E você é uma amiga do Sr. Bennett?

—Ah sim. Nós somos amantes. —Eu sorri.

Sebastian jogou a cabeça para trás e lentamente apertou.

—Ah, excelente. Seu champagne chegará em breve. —Ele saiu da


sala.

—Por que você disse isso a ele?— Perguntou Sebastian.

—Por que não? Você não quer que as pessoas saibam?

—Claro que eu quero que as pessoas saibam, mas você poderia


ter dito que eu era seu namorado. Você não tinha que dizer “amante” da
maneira sedutora que você fez.

Dei de ombros. —Obviamente, eu vou obter algumas vantagens


gratuitas de ser sua amante, então por que não?— Eu sorri.

Ele riu. —Abra a caixa. Vamos ver o que Willie, o sem-teto,


armazena aqui.

Eu lentamente levantei a tampa da caixa, que armazenava a sua


medalha de honra.

—Oh olhei. Podemos enterrar isso com ele — falei.

—Umm. Há um envelope com seu nome nele.

Pegando o envelope branco grosso, eu engasguei quando eu o


abri.

—Puta merda, Sebastian. Olhe para todo este dinheiro!

—Dê-me isso. — Ele tomou da minha mão e retirou o dinheiro


que estava dentro. —Que porra é essa? Como é que ele tem tudo isso?
—Retirando um pedaço de papel dobrado, ele entregou para mim. Era
uma carta de Willie.

Querida, Chloe,

Se você está lendo isso, isso significa que eu finalmente passei para o
outro lado. Você foi à única pessoa que não era sem-teto que se importava
comigo. Era muito solitário quando você se mudou para a Califórnia, exceto
quando sua mãe e pai vinham me visitar. O destaque da minha vida foi o
primeiro dia em que você se mudou de volta e eu vi você andando na rua para
mim. Eu não quero que você pense que eu nunca escutei o que você me disse,
porque o fiz. Para mim, viver nas ruas tornou-se um modo de vida que eu não
me importava. Eu tenho mais de cinquenta mil dólares na caixa que escondi
antes de perder todo o resto. O dinheiro é seu.

É a minha maneira de agradecê-la por ser um ser humano maravilhoso


e minha melhor amiga. Eu nunca te disse isso, mas você era como uma filha
para mim. Eu sei que você não é uma pessoa materialista, então, faça o que
você gostaria com o dinheiro. Talvez abra sua própria galeria ou compre
alguma grande arte com ele para que você sempre se lembre de mim. Outra
coisa, no fundo da caixa, há os nomes dos meus filhos listados em um pedaço
de papel com o seu último endereço conhecido. Por favor, deixe-os saber que eu
passei a diante. Eles têm o direito de saber, mesmo que eles não se importem.
Tome cuidado, Chloe, e eu espero que você tenha tudo que você quer da vida,
embora eu não tenha nenhuma dúvida que você vai. Diga à quadrilha que eu
vou sempre olhar por eles.

Amor, Willie.

Lágrimas escorriam pelo meu rosto enquanto eu lia sua carta.

—Você está bem?— Perguntou Sebastian.

Enxugando as lágrimas dos meus olhos, eu falei: —Sim.

—Eu não posso acreditar que ele tinha todo esse dinheiro e nunca
pegou isso. Sua vida poderia ter sido tão diferente, — Sebastian falou.

—O dinheiro não era importante para ele. Ele gostava da maneira


como ele vivia a sua vida.

Seymour entrou com duas taças de champanhe e um prato de


trufas de chocolate.

—Está tudo bem?— Ele perguntou com preocupação.

—Nós só tínhamos um amigo que faleceu— eu respondi.


—Oh, querida, eu sinto muito pela sua perda. Se há alguma coisa
que eu possa fazer, por favor, me avise.

—Obrigado, Seymour,— Sebastian falou.

Tomando o conteúdo da caixa, Sebastian e eu saímos do banco.

—Você quer pegar alguma coisa para comer?— Perguntou.

—Certo. Mas podemos comê-lo em algum lugar especial?

—É claro que sim, em qualquer lugar que você quiser. — Ele


sorriu quando seus lábios roçaram os meus.

Parando em uma lanchonete perto do meu apartamento, nós


levamos os nossos sanduíches para o local onde Willie se sentava todos
os dias.

—O que você está fazendo?— Sebastian perguntou enquanto eu


me sentei no cimento e me inclinei minhas costas contra a parede de
tijolos.

—Almoçando. Sente-se. —Eu bati no cimento.

—Eu estou vestindo um terno de três mil dólares, Chloe.

—E?

—E você quer que eu sente no cimento e coma um sanduíche.

—E?— Eu levantei minha cabeça com um olhar sério.

—E, eu acho que isso é um lugar tão bom como qualquer outro—
ele falou quando ele se sentou ao meu lado.
Capítulo 41

Cinco meses mais tarde

—Esta é a última caixa, Sr. Bennett, —o musculoso e construído


homem sósia do Channing Tatum falou.

—Obrigado. — Sebastian enfiou a mão no bolso e tirou algum


dinheiro. —Você mudou tudo de vez agora e você nunca vai sair. — Ele
sorriu quando ele passou os braços em volta de mim.

—Eu vou concordar com isso. — Eu beijei seus lábios.

—Agora, vamos quebrar a cama.

—Nós já quebramos milhares de vezes. — Eu ri.

—Não como casal vivendo uma vida oficial juntos que não temos.

—Ah. Vamos, então, tigre. —Puxei-o por sua gravata para o


quarto.

Assim quando Sebastian empurrou para dentro de mim, meu


telefone tocou.

—Quem é?— Perguntei com a respiração suspensa quando suas


investidas eram duras e profundas.

—Realmente, Chloe?

—Basta olhar em cima da mesa da cabeceira. Poderia ser os meus


pais.
Ele olhou para o meu telefone enquanto se movia dentro e fora de
mim.

—É o seu pai. Ele pode esperar até terminar.

—Me dê o telefone. Pode ser importante. Você sabe que o bebê


está chegando.

Sebastian suspirou, saiu de mim, e me entregou o meu telefone.

—Olá pai. O que está acontecendo? —Eu o coloquei no viva-voz.

—Oi, abóbora. Eu não estou interrompendo nada, estou?

—Nós estávamos no meio de ter relações sexuais, mas está tudo


bem.

Sebastian inclinou a cabeça e me lançou um olhar.

—Desculpe, Sebastian— meu pai falou.

—Está tudo bem, Larry.

—Estamos no hospital. Sua mãe está em trabalho de parto.

—Ok!Estamos a caminho.

—Pode levar horas, abóbora. Vá em frente e termine de fazer sexo.


Nós estaremos aqui quando você tiver terminado.

—Obrigado, pai. Vemo-nos em breve. Diga à mãe que eu a amo.

—Vou lhe dizer.

—O bebê está vindo. — Eu sorri enquanto eu puxei-o em cima de


mim. —Agora, onde estávamos?

Sebastian sentou-se e olhou para seu pau.

—Você e seu pai arruinaram isso, baby. Como posso ficar duro
quando você disse ao seu pai que estávamos fazendo sexo? Por que você
tem sempre que dizer a eles?

—Ah, eles amam que temos muito sexo. Você devia ter
acostumado com isso já.
—Eu não tenho certeza que vou me acostumar. — Ele sorriu. —
Vamos, vamos nos vestir e ir para o hospital.

—Ok. — Eu voei para fora da cama.

Quando Sebastian e eu entramos no quarto de minha mãe, eu


corri e agarrei a mão dela.

—O bebê está chegando— eu disse com entusiasmo.

—Você não tem que me dizer duas vezes, — minha mãe falou com
irritação quando soltou um grito.

—Basta respirar através dele, mãe. — Eu segurei sua mão.

Olhando para Sebastian, eu poderia dizer que ele estava


começando a suar.

—Você está bem?— Perguntei.

—Eu estou indo esperar na sala de espera. Fique firme, Ophelia.


—Ele levantou seu punho enquanto saía da sala.

Quando eu revirei os olhos, minha mãe apertou minha mão.

—Vá lá fora com ele, querida. Ele precisa de você. Seu pai vai
deixar você saber logo que o bebê nascer.

—Você tem certeza, mamãe?

—Claro. Estou bem. Mas Sebastian, ele não parecia tão bem. —
Ela sorriu.

Eu beijei a sua testa e fui até a sala de espera.

—Ei, você está bem?— Perguntei enquanto eu acariciava seu


braço.

—Estou bem. É só que ver a sua mãe com tanta dor me fez ficar
um pouco nervoso.

—Ah, mas o resultado final vale a pena à dor. — Eu sorri.


Ele se inclinou e me beijou e então Sienna e Sam entraram.

—Meu Deus! Nosso bebê está prestes a nascer! — Ela exclamou


enquanto corria e me abraçou.

—Eu sei. Deve ser a qualquer momento.

Os quatro de nós sentamos lá pacientemente. Sebastian e Sam


conversavam enquanto Sienna e eu olhávamos tutoriais de maquiagem
em nossos telefones. Quatro horas mais tarde, meu pai entrou no
quarto.

—É um menino!— Gritou. —Eu tenho um filho!

Com um sorriso, me levantei da minha cadeira e lhe dei um


abraço. —E eu tenho um irmão. Como está a mamãe?

—Ela está ótima. Espere até você ver ele, Chloe. Ele é lindo.

—Quando podemos vê-los?

—Em alguns minutos. Eu volto para você.

Sebastian se aproximou e passou os braços em volta de mim.

—Parabéns, irmã mais velha.

—Obrigada. Vamos descer até a loja de presentes e obter algum


daqueles “É um menino” balões.

Depois de comprar seis balões, era hora de encontrar meu irmão.


Entrando na sala, uma lágrima saltou aos meus olhos quando vi minha
mãe segurando-o nos braços.

—Mamãe. Ele é tão bonito. —Eu beijei sua cabeça minúscula.

—Chloe, eu gostaria que você conhecesse o seu irmão, Arlo


Benjamin Kane.

—Arlo. Uau. Que nome legal. —Eu sorri enquanto ela o entregou
para mim.
Eu quase perdi o fôlego enquanto eu observava Chloe segurando
seu irmão. As coisas estavam tão bem entre nós. Na verdade, elas
estavam excelentes. Melhor do que eu jamais poderia ter imaginado.
Estes últimos cinco meses, passar todos os momentos com ela, me fez
ver a vida de uma forma totalmente nova.

—Venha aqui. — Ela sorriu quando olhou para mim. —Venha


conhecer o meu irmão.

Caminhando até ela, eu olhava para o rapaz enquanto ele


tranquilamente dormia.

—Quer segurá-lo?— Perguntou ela.

—Não. Está tudo bem. Ele é muito pequeno.

—Ele não vai quebrar. Estenda seus braços.

—Sério Chloe. Ele está dormindo. Eu não quero perturbá-lo.

—Pfft, você não vai perturbá-lo. Este indivíduo pequeno teve uma
longa viagem pelo canal de nascimento. Confie em mim, ele está
exausto. Agora, mantenha os braços estendidos— ela falou com uma
voz suave.

Isso me fez nervoso. Eu nunca tinha segurado um bebê antes.


Quando eu estendi meus braços, Chloe gentilmente entregou-o para
mim.

—Mantenha sua cabeça assim — ela falou.

Sorri quando eu olhei para ele. Ele definitivamente era muito


bonito e eu vi um monte de Chloe nele.

Especialmente seu nariz pequeno bonito.

—Veja, não é tão ruim. É? — Ela perguntou.

Olhei para ela quando um pequeno sorriso cruzou meus lábios.


Depois de passar algum tempo com seus pais, e o bebê, Sienna, e Sam,
nos despedimos e fomos para casa. Quando eu subi na cama, Chloe
saiu do banheiro com uma escova de dente na boca.

—Eu finalmente sei o que eu quero fazer com o dinheiro que


Willie me deixou.

—Ótimo. Terminando de escovar os dentes você pode me dizer. —


Eu pisquei.

—Não. Eu quero dizer agora — ela murmurou.

Saí da cama, coloquei minhas mãos em seus quadris, a virei e


levei até a pia do banheiro.

—Cuspa— eu disse.

—Sério? Você sempre me diz para engolir. —Ela sorriu.

Nunca houve um momento de tédio com ela. —Neste caso, cuspa,


Chloe.

Depois que ela escovou os dentes, eu limpei a boca com a toalha e


lhe deu um beijo suave.

—Ok, agora você pode me dizer.

Ela revirou os olhos e subiu na cama. Subi ao lado dela quando


ela se aconchegou contra mim.

—Eu quero usar o dinheiro para abrir um abrigo em homenagem


a ele.

—O que? Sério?

Ela levantou a cabeça e sentou-se. —Sim. Você não gosta da


ideia?

—Eu amo a ideia e eu vou ajudá-la com tudo. Mas e sobre o seu
trabalho na galeria?

—Eu ainda vou trabalhar na galeria. Nós podemos contratar


alguém para supervisioná-lo e mobilizar voluntários. Eu sei que Ellery
vai ajudar. Podemos usar os cinquenta mil dólares para iniciá-lo e então
você pode pedir aos seus amigos corporativos super-ricos para fazer
doações. Na verdade, podemos realizar um fundo.

—Parece que você tem tudo planejado. — Eu bati em seu nariz. —


Por que você demorou tanto tempo para decidir?

—Na verdade, eu decidi no dia em que estávamos no banco, mas


com Mercúrio estando em retrógrado, ele simplesmente não era um
bom momento para colocar o plano em ação.

—Eu vejo, e por que você não mencionou isso para mim, então?

—Porque eu não queria azará-lo ou entrar em uma conversa e


jogar um pouco de má sorte sobre ele. Você está louco por eu não
mencioná-lo?

—Não. Eu não estou louco. Eu apenas pensei por que você não
me contou tudo.

—Querido, eu te contei tudo. — Eu coloquei minha mão em seu


braço. —Foi apenas uma ideia que teve de esperar. Isso é tudo.

—Mas isso era uma ideia importante. Algo que significa muito
para você e você não compartilhou comigo.

—Ah, baby. — Eu me aconcheguei nele.— Eu sinto Muito. Eu não


quis ferir seus sentimentos. Eu te amo tanto e eu nunca iria machucá-
lo de propósito. Você deveria saber disso. Eu só queria esperar até o
momento certo.

Senti seu peito subir quando ele suspirou. —Eu sei disso e eu
também te amo.

—Eu quero que você seja meu parceiro nessa. Quero tomar
decisões em conjunto, falar sobre ideias, e fazer a mágica acontecer
para aqueles menos afortunados.

—Levante-se aqui e me dê esses lábios lindos.

Sentando-me, me inclinei para ele e coloquei a mão no seu rosto.


Escovei os lábios contra os meus e ele falou.
—Eu estou tão apaixonado por você que eu não acho que é
possível te amar mais. Mas a cada dia que eu passo com você, eu
encontro novas maneiras de amar você ainda mais. —Ele sorriu.

—Sebastian—. Tracei seus lábios com o meu dedo. —Eu te amo


tanto.

—Eu sei que você faz baby. Eu sei que você faz. —Ele me rolou de
costas e fizemos amor apaixonado.
Capítulo 42

—Bem, o que você acha Sebastian?— Lenny perguntou.

—Eu acho que é perfeito—, eu falei quando eu olhei em volta.

—Excelente. Então, você está interessado em comprar a


propriedade?

—Eu estou, mas eu vou deixar você saber com certeza em poucos
dias.

Tomando a pequena caixa de veludo azul no meu bolso, abri e


olhei para os dois quilates, corte da princesa, o anel revestido de
diamante que eu tinha comprado. Ele parecia certo. O anel, a moradia,
tudo. Eu sabia que eu estava apaixonado por ela na nossa primeira
noite em Londres. Nós tivemos nossos altos e baixos graças a minha
estupidez. Mas agora, nós éramos o casal perfeito. Meu amor por ela era
tão forte que o casamento era a única coisa que eu podia ver. Eu queria
ter a nossa relação subindo para o próximo nível; o compromisso final.

Quando eu pensava no meu futuro, a única coisa que via era ela,
nós, juntos para sempre. Ela gostaria daqui. Poderíamos fazê-la nossa e
as memórias que iríamos criar nesta mesma casa seria nossa para
sempre.

Tomei uma respiração profunda quando fechei a tampa da caixa e


coloquei de volta no bolso. Ela diria que sim.

Eu sabia que ela faria. Ela me amava tanto e todos os dias ela me
faz sentir. Ela não estava esperando isso porque nós nunca
conversamos sobre casamento. Estávamos muito felizes de estar um
com o outro, e não havia um dia que eu a levei a entender. Cada
momento passado com ela foi tão mágico como o momento antes. Ela
me mudou. Algo que eu nunca pensei que poderia acontecer.

O abrigo, Willie Place, um abrigo para os sem-teto, estava agora


instalado e funcionando. Nós realizamos um fundo elegante no The
Plaza Hotel, onde a elite de Nova York foi convidada. Eu tinha puxado
algumas cordas e fiz com que toda a papelada e licenças fossem
aceleradas para que pudéssemos obter o abrigo em funcionamento o
mais rápido possível. Nós contratamos um diretor para supervisionar a
gestão do dia-a-dia das operações e contratamos uma pequena equipe
para ajudar. Nós contamos com a ajuda de inúmeros voluntários,
incluindo a mãe eo pai de Chloe, Sienna e Sam. Desde os dias da
semana estavam ocupados para nós entre os nossos empregos e tudo o
mais que tinha em curso, os fins de semana foram os dias que
passamos a maior parte do nosso tempo lá.

—Baby, vamos lá. Estamos indo para chegar tarde no jantar. —


Eu coloquei a minha cabeça no banheiro e olhei para a beleza que
estava diante de mim.

—Estou chegando. Eu só estou tocando meu cabelo,


considerando que alguém estragou tudo há poucos minutos atrás. —
Ela sorriu.

—Desculpa. Mas você me tem com tesão e eu não poderia me


ajudar.

—Eu te perdoo. — Ela pegou meu queixo e me beijou. —Então,


onde é que vamos de qualquer maneira? Você nunca me disse.

—É um novo restaurante que acabou de abrir.

—Legal. Onde?

—Não muito longe daqui. Você vai ver quando chegarmos lá.

Deslizando na limusine ao lado dela, meus nervos estavam


começando a obter o melhor de mim. Eu não tinha nenhuma razão para
estar nervoso, mas não poderia estar me ajudar. Todo “e se” estava
passando correndo pela minha mente. E se ela odiasse a casa? E se ela
odiasse o anel? E se ela dissesse não? E se ela dissesse que gostava das
coisas como eram? Não me interpretem mal, eu amava as coisas como
elas eram, mas eu queria e precisava de mais.

—O que estamos fazendo aqui?— Ela perguntou quando Eli


puxou até o meio-fio, na West 85th Street.

—Eu me esqueci de te dizer que eu tinha que parar por aqui e


conferir algo para um cliente.

—Não se você tem pessoas que fazem isso para você?

—Sim. Mas este cliente é muito especial e eu prometi que eu iria


fazer isso sozinho.

—Oh legal. Eu posso entrar com você? — Ela perguntou com um


sorriso.

—Claro que você pode.

Saindo da limusine, eu peguei a mão dela e ajudei a sair. Ao


passar pelo portão de ferro forjado, subimos os degraus da porta da
frente.

—O exterior deste edifício é tão bonito— ela falou.

—Espere até você ver o interior.

Destranquei a porta, abri e a levei para dentro.

—Uau. Este lugar está uma bagunça. —Ela riu.

—Eu sei. Mas olhe para ele além da bagunça.

—É lindo. Então o que você tem que verificar? —Ela se virou e


olhou para mim.

—É aqui na sala de estar.

Levando-a para a sala peguei sua mão, ela me olhou com


surpresa.

—O que é isso?—, Ela perguntou quando olhou para a roda,


velas, mesa coberta com lençóis brancos, porcelana fina, e um vaso de
margaridas e gérbera que foi perfeitamente situado em frente à lareira.
—Isso, meu amor, é onde vamos jantar.

—Aqui? Em uma casa vazia? —Ela torceu seu rosto.

—Sim. Aqui nesta casa vazia.

—Sebastian, eu te amo, mas eu estou realmente confusa agora.

Engoli em seco, tentando empurrar para baixo o nó na minha


garganta. Era isso. Felizmente, a noite que marcaria o início para nós,
como um casal de noivos e uma vida de felizes para sempre.

Segurei-lhe as mãos e olhei em seus belos olhos verdes.

—Chloe, eu nunca pensei que eu seria capaz de amar alguém.


Meu coração não passava de uma pedra sólida em rocha. Mas então
você veio e me mostrou que minha vida estava perdida sem amor. Você
martelou através de todas as pedras até que chegou ao meu coração.
Um coração que não iria bater se você não estivesse na minha vida.
Você me ensinou coisas sobre a vida que eu nunca soube. Você me
ajudou a abraçar o meu passado e você tirou a raiva e amargura que
residia dentro de mim por tantos anos.

Ela ficou lá e me ouviu enquanto uma lágrima caiu de seus olhos.


Tomando meu polegar e trazendo para o rosto dela, limpei suavemente.

—Você virou minha vida escura e tempestuosa em uma que está


cheia de brilho e efeito. Nós fomos feitos para nos encontrar aquela
noite no bar em Londres, assim como nós fomos feitos para nos
encontrar aqui novamente em Nova York. Foi tudo no tempo, baby. O
universo tinha tudo planejado perfeitamente para nós. Eu fui trazido a
este mundo para amar você.

Enfiei a mão no bolso e tirei a caixa, desci em um joelho enquanto


eu segurava a mão dela, e propus a ela.

—Chloe, eu não quero nada mais nesta vida do que você se tornar
minha esposa. — Eu virei à tampa aberta e revelei o anel. —Você quer
se casar comigo?

Ela segurou a mão direita sobre sua boca enquanto ela olhava
nos meus olhos.
—Oh meu Deus, Sebastian. Sim! Sim! Sim! Eu casarei com você!

Deixei escapar um suspiro de alívio quando eu tirei o anel da


caixa e coloquei em seu dedo.

—Puta merda, é enorme. — Ela sorriu quando estendeu a mão na


frente dela.

—Você gosta disso?—

—Eu amo isso. Eu adoro isso e eu te amo, Sebastian Bennett —


ela falou quando parte de trás da sua mão correu pelo meu rosto.

Levantando-me, eu passei meus braços em torno dela e beijei


suavemente seus lábios.

—Eu também amo você. Mais do que você jamais saberá.

—Eu tenho uma boa ideia do quanto. — Ela sorriu enquanto


outra lágrima caiu de seus olhos.

—Nada de lágrimas. — Limpei as afastando.

—Elas são lágrimas de felicidade. Eu não posso acreditar que


você fez tudo isso. Eu não acredito que nós somos noivos! Mas eu tenho
uma pequena questão para perguntar.

—Qual é a sua pergunta, baby?

—O que se passa com essa casa?

Deixei escapar uma risada. —Dê uma olhada em volta, Chloe,


porque eu quero que tornem este o nosso lar.

—Cale a boca!— Exclamou ela. —Você está falando sério?

—Muito sério. — Eu sorri.

—Eu amo ele e precisam de um monte de trabalho. — Ela olhou


em volta.

—Eu sei que ele faz e eu e você estamos indo para fazê-lo juntos.

—Huh?— Ela mordeu o lábio inferior.


—Nós vamos arrumar esse lugar juntos, e eu vou te ensinar
algumas coisas no mundo da carpintaria. Nós vamos derrubar paredes
juntos, ver madeira juntos, e martelar pregos. Eu vou voltar a um
tempo em que eu gostava de fazer essas coisas, antes de eu começar na
Bennett Enterprises.

—Uau. Acho que me apaixonei por você tudo de novo.

—Mantenha se lembrando disso, enquanto estamos trabalhando


em casa. — Eu sorri.

—Podemos ter um monte de sexo enquanto estamos batendo para


fora das paredes e estamos todo suado?— Ela perguntou com um
sorriso largo.

—Nós podemos ter todo o sexo que você quiser. — Eu a beijei. —


Agora, se você vai ter um assento à mesa, o jantar será servido em um
momento.

Peguei meu telefone e alertei o garçom para trazer a comida.


Quando o jantar estava sendo servido, Chloe não conseguia parar de
olhar para seu anel.

—Este anel é tão bonito, Sebastian. Eu amo o corte do diamante.


É um dos meus favoritos.

—Eu pensei que o corte era apropriado, uma vez que era para
uma princesa. — Os cantos de minha boca curvaram para cima.

—Pare.— Ela olhou para o teto. —As lágrimas estão vindo


novamente.

Eu agarrei a mão do outro lado da mesa e trouxe seu anel até


meus lábios.

—Quando é que vamos fazer o anúncio?— Perguntei.

—Eu mal posso me conter agora. Mas devemos esperar pelo


menos até amanhã. O que você acha sobre ter meus pais, Sam e Sienna
para jantar amanhã à noite e vamos lhes dizer tudo de uma vez?

—Eu amo a ideia. Vou deixar Karina saber e fazer algo especial.
—Ótimo. Deixe-me enviar uma mensagem de grupo agora. Mas eu
tenho que fazê-lo de uma forma onde eles não vão suspeitar. Vou
apenas dizer-lhes que precisamos discutir algo sobre o abrigo.

Abrindo os olhos, eu estendi a mão e olhei para o meu anel. Eu


ainda estava em estado de choque que Sebastian me pediu para casar
com ele desde que eu pensei que seriam anos antes que ele estivesse
pronto. Mesmo que levasse tanto tempo, eu estava disposta a esperar
porque ele valia mais que a pena.

—Ainda cheira a sexo aqui, — Sebastian murmurou enquanto


beijou minha cabeça.

—Bem, considerando que teve sexo quando chegamos em casa


ontem à noite e, em seguida, novamente apenas um par de horas atrás,
eu diria que sim.

—Desculpe, mas eu acordei e eu estava duro. Eu não podia deixar


isso ir para o lixo.

Eu sorri enquanto me sentei e o beijei. —Eu não estou


reclamando. Confie em mim. Temos de levantar agora. O alarme vai
tocar daqui a cinco minutos.

—Nós temos que ir?— Ele fechou os olhos.

—Sim. — Eu suavemente acariciei seu peito.

Depois de tomar banho juntos e ter relações sexuais novamente,


nos vestimos e fomos para a cozinha para o café da manhã.

—Bom dia, Karina. — Eu sorri.

—Bom dia, Chloe. Mr. Bennett — ela falou quando nos entregou
um pouco de café.
—Bom dia, Karina. Nós estamos tendo convidados para o jantar
hoje à noite, assim você pode cozinhar algo agradável?

—O que você gostaria senhor?— Perguntou ela.

—Chloe?— Sebastian olhou para mim.

—Eu não sei. Lembrem-se, que meus pais são vegetarianos.

—Um filé para nós, Sam, e Sienna, e um prato vegetariano para


os seus pais?

—Parece bom para mim. — Eu sorri.

—Você sabe, como é que os seus pais não se importam que você
coma carne?

—Eu tenho minha própria pessoa e eu tomo minhas próprias


decisões. Eles nunca se forçaram sobre mim. Embora enquanto eu
crescia, tudo o que eu comi foram refeições vegetarianas que ela
cozinhava, mas, em seguida, ia para um lugar de hambúrguer mais
próximo e comia o maior hambúrguer que poderia chegar em minhas
mãos.

Ele riu. —Você pode preparar algo vegetariano para os pais de


Chloe?— Ele perguntou Karina.

—Sim, Sr. Bennett. Eu posso fazer isso.

—Obrigado, Karina.

Quando eu tomei um gole do meu café, eu olhei para Karina, que


estava preparando omeletes para nós.

—Você pode chamá-lo de Sebastian.— Eu sorri.

—Desculpe-me?— Sebastian ergueu a sobrancelha.

—O quê?— Eu levantei minha sobrancelha de volta. —Não há


necessidade de ser tão formal. Nós somos adultos, não crianças. Só
porque funciona para você não significa que ela tem que chamá-lo de
Mr. Bennett. Ela não é nível diferente do que você é. Nós somos todos os
mesmos seres humanos e devemos ser tratado como tal. Se ela vai
chamá-lo de Mr. Bennett o tempo todo, então você deve estar
chamando-a senhorita Young.

—Ok, ok.— Ele agarrou meu queixo. —Você pode, por favor,
apenas ficar quieta? Não mais Sr. Bennett, Karina. A partir de agora,
você pode se referir a mim como Sebastian. —Ele foi e sentou-se à
mesa.

—Sim senhor.

—Não“senhor”, Karina.— Eu pisquei. —Apenas Sebastian.


Capítulo 43

Eu finalmente terminei de pendurar a último mais novo trabalho


artístico de Caden e dei um passo para trás. Ele era um bom artista e
estava em ascensão, graças a nós. Sua obra estava vendendo mais
rápido do que ele poderia pintá-lo. Assim quando eu estava andando no
meu escritório, ouvi Connor e Ellery subindo as escadas.

—Olá, Chloe,— Connor falou.

—Ei, Connor. Ellery. O que os traz por aqui?

—Nós só queríamos que você soubesse que estamos indo para a


Califórnia para verificar as coisas na outra galeria e nós estaremos lá
por um par de semanas na casa de praia.

—Ótimo. Divirtam-se. Aproveite esse sol morno de Cali. —Eu


sorri.

Quando eles me seguiram até meu escritório, Ellery falou: — Você


parece diferente.

—Eu faço?

—Sim. Você está brilhando. Você sabe que mulher pode dizer
quando algo maravilhoso aconteceu. Você está grávida? — Ela
perguntou com um sorriso largo.

Eu estava morrendo. Eu precisava contar a alguém sobre o nosso


compromisso e eu sabia que Connor e Ellery iriam mantê-lo para si.
—Não. Eu não estou grávida. Mas, — Eu peguei minha bolsa e
coloquei meu anel em cima, — Sebastian me pediu para casar com ele!
—Eu exclamei com uma voz suave.

Ellery colocou as mãos sobre a boca. —Meu Deus. Isso é


maravilhoso.

—Parabéns, Chloe. Isso me deixa muito feliz — Connor falou.

—Você e eu. Ele propôs ontem à noite na moradia que ele está
comprando para nós.

—Oh. Então você está se mudando de novo? —Ele riu.

—Sim. Mas não será por um tempo. A casa precisa de algumas


reformas e Sebastian disse que nos dois estamos fazendo isso juntos.

Connor franziu a testa quando ele olhou para mim. —Quer dizer
que você vai planejá-lo e contratar uma empresa para renová-la para
você.

—Não. Estamos fazendo o trabalho nós mesmos. —Eu sorri.

—Mas por quê?— Ele perguntou com um olhar perplexo.

—Eu acho que é maravilhoso que Sebastian quer a fazer o


trabalho ele mesmo, — Ellery entrou na conversa enquanto ela
levemente bateu no peito de Connor.

—Você sabe que ele reformava casas antes mesmo de começar a


sua empresa, — Eu falei.

—Bem, sim, mas eu pensei que agora ele não queria mais fazer
isso— Connor franziu a testa novamente.

—Ele está muito animado com isso.

—Bem, se você precisar da ajuda de Connor, é só chamar. Tenho


certeza que ele não se importaria de sujar as mãos para ajudar alguns
amigos. —Ellery sorriu. —Certo Connor?

—Claro.
Ellery se aproximou e me deu um abraço. —Nós temos um vôo
para pegar. Parabéns a você e Sebastian. Esse anel é lindo.

—Obrigada, Ellery. Tenha um voo seguro.

Quando Ellery estava caminhando para fora da porta, Connor me


deu um abraço e cochichou no meu ouvido: —Faça-me um favor e não
me chame. Se você precisar de alguma ajuda em tudo, eu posso
arranjar isso para você.

Eu ri. —Não se preocupe. Eu não estava planejando isso.

—Você está quase pronta, baby?— Sebastian gritou do armário.


—Eles vão estar aqui em poucos minutos.

— Bem, o que fazer agora, porque eu acabei de ouvir a


campainha.

—Você vai. Eu estarei lá em alguns.

Tirei o meu anel e coloquei no bolso. Verificando-me uma última


vez no espelho, eu fui para a sala onde a minha mãe e meu pai tinham
acabado de se sentar.

—Onde está Chloe?— Perguntou meu pai.

—Ela está no banheiro.

—Ah, vocês dois apenas terminaram de fazer sexo?— Minha mãe


falou.

—Temos certeza que fizemos. — Eu entrei com um sorriso e dei a


cada um, um abraço, então peguei Arlo de seus braços.

Ouvi Sebastian murmurar sob sua respiração enquanto ele


caminhou até o bar com o meu pai para uma bebida. A campainha
tocou novamente e Karina atendeu, deixando Sienna e Sam entrarem.

—Olá, querida. — Sienna sorriu quando ela me abraçou. —Oh,


Olá, você homenzinho doce.
—Oi. Você está atrasada. Vocês dois estavam fazendo sexo? —Eu
sorri.

—Temos certeza que estávamos bonita, — Sam respondeu


enquanto me abraçou e beijou Arlo na cabeça.

Eu podia ouvir Sebastian suspirando do outro lado da sala e eu


silenciosamente ri.

—O jantar estará pronto em poucos minutos, então por que não


vamos para a sala de jantar e sentar?

Definir Arlo para baixo em seu assento inflável levei meu assento
ao lado de Sebastian e discretamente coloquei meu anel. Segurando
minha mão debaixo da mesa, ele levemente lhe deu um aperto.

—Então, o que está acontecendo com o abrigo?— Perguntou


minha mãe.

—Nada. O abrigo está indo muito bem — eu respondi. —Há mais


uma coisa que eu preciso te dizer.

—Oh meu Deus, você está grávida!— Sienna gritou do outro lado
da mesa.

Eu levantei minha mão esquerda. —Sebastian e eu vamos nos


casar!— Eu exclamei.

—Puta merda, olhe para o anel!— Sienna gritou. —Parabéns!

—Oh, querida, parabéns— minha mãe falou quando enxugou os


olhos.

—Uau. Minha filha vai se casar. —Meu pai se levantou de sua


cadeira.

—Muito bem, vocês dois. — Sam sorriu.

Sebastian e eu nos levantamos de nossos lugares e fizemos


nossas rodadas de abraços.

—Então, você está grávida?— Perguntou Sienna.

—Não. Eu não estou grávida. Apenas noiva.


—Você já definiu uma data?— Perguntou minha mãe.

—Não. Aconteceu ontem à noite. Queríamos que vocês fossem os


primeiros a saberem. —Não havia nenhuma maneira que eu estava
dizendo a eles que eu já disse a Connor e Ellery.

—Não há outra coisa— Sebastian falou. —Eu estou comprando


uma casa na West 85th Street para nós dois.

—Um compromisso e uma casa nova. Como é excitante. —Minha


mãe sorriu. —Estou tão feliz por vocês dois. — Ela nos abraçou
novamente.

Foi uma noite maravilhosa gasta com a família. Bebemos, rimos, e


tivemos grandes conversas. Toda vez que eu olhava para Sebastian, seu
rosto exibia um sorriso de dar água na boca. Ele se encaixa conosco
perfeitamente e ele sabia disso.

—Bem, é melhor ir e levar Arlo para casa e na cama, — minha


mãe falou.

—Sim. Tenho certeza de que os dois querem ir ter relações


sexuais novamente para celebrar esta noite. —Meu pai piscou.

—Temos certeza de fazer!— Eu sorri quando eu acariciei o traseiro


de Sebastian.

—Chloe!— Ele me lançou um olhar.

—Se acostume com isso, querido. Você faz parte desta família
louca por sexo agora. —Eu sorri.

Ele balançou a cabeça lentamente quando nós caminhamos para


a porta e abraçamos cada um deles e dissemos adeus. Depois de
escovar os dentes, eu subi na cama e soprei no rosto de Sebastian.

—Eu estou toda fresca para você agora e minha boca não é a
única coisa. — Eu sorri.

Ele soltou um grunhido quando ele me puxou para cima dele. —É


bom saber, porque sua boca não vai ser a única coisa que vou passar
muito tempo dando trabalho.
—Traga-o, noivo. — Eu escovei meus lábios contra os dele.
Capítulo 44

—Nós realmente devemos definir uma data, — Eu falei enquanto


ela estava enrolada em meus braços.

—Deve ser definitivamente no verão ou início no do outono. —


Seus dedos corriam para cima e para baixo no meu braço.

—Sempre que você quiser, mas eu não quero esperar muito


tempo. Eu quero você como a Sra Chloe Bennett, logo que possível.

—Eu gosto do som disso. Temos de decidir para onde estamos


indo nos casar.

—Eu sei onde estamos indo na nossa lua— falei.

—Você faz?

—Sim.

—Onde?

—Nós vamos passar nossa lua de mel em Londres, no mesmo


hotel em que nos conhecemos. O lugar que nos levou onde estamos
hoje.

—Você quer dizer onde tivemos sexo, porque tecnicamente não


nos encontramos. Quero dizer, nós não sabíamos os nomes uns dos
outros, então nós realmente nunca nos conhecemos oficialmente. Nós
só tínhamos sexo e mais sexo sem nos conhecermos. Nós ainda éramos
estranhos quando nos vimos na galeria.

—Chloe, shush.—Eu sorri enquanto eu beijei sua cabeça. —


Espere um minuto. Quando nos vimos na galeria, Connor nos
apresentou, por isso, não éramos estranhos.
—Nós éramos quando eu te vi e corri para o banheiro para que
você não me visse. E também um tempo fora do restaurante, quando
você estava falando com Damien.

—Do que você está falando?

—Merda. — Ela se sentou e mordeu o lábio inferior.

—Merda o quê? Você está me dizendo que me viu antes que eu te


vi novamente na galeria e você não disse alguma coisa para mim? —
perguntei com irritação.

—Uh huh?

—Meu Deus. Eu não posso acreditar que você faria isso.


Especialmente desde que dormimos juntos.

—Eu sinto muito. — Ela fez beicinho. —Eu pensei em você todos
os dias depois daquela noite. Quando acordei, você estava fora e me
levou muito tempo para tentar te esquecer. Quando eu te vi, eu me
apavorei. Tipo, eu coloquei um óculos de sol à noite e puxei o capuz
sobre a minha cabeça.

—Jesus, Chloe. Lembro-me daquela noite. Era você?

—Sim.

—Lembro-me de olhar para você e pensar que era estranho.

Ela encolheu os ombros. —Nada de novo lá. Depois daquela noite,


em Londres, eu tinha certeza que eu caí no amor por você, mesmo que
eu não soubesse quem era você. Eu me senti a respeito, o que eu nunca
tinha sentido antes. A atração para um total estranho. Então, de
repente, lá estava você; aqui em New York. A mesma cidade que eu
acabei de me mudar de volta. Deus vê-lo novamente, Sebastian, me
levou de volta para aquela noite e eu fiquei com medo. Com medo de
que se você me visse, novamente, você nem sequer lembraria ou apenas
totalmente me jogaria fora, e eu não tinha certeza se eu poderia lidar
com a rejeição.

—Baby. — Eu coloquei minha mão em seu rosto. —Eu quero lhe


mostrar uma coisa. — Peguei meu telefone e puxei a foto dela que eu
tirei em Londres.
Sua sobrancelha levantada. —Você tirou isso de mim enquanto
eu estava dormindo?

—Sim. Tirei antes de eu sair.

—Por quê?

—Porque, baby, como você, eu senti algo que eu nunca tinha


sentido antes. Eu queria algo para me lembrar sempre daquela noite e
eu olhei para aquela foto a cada dia depois. Você, Chloe, estava na
minha mente o tempo todo. Então, se você tivesse se aproximado de
mim naquela noite fora do restaurante, teria te recebido de braços
abertos e teria te trazido de volta aqui para mais uma noite de sexo
incrível. —Eu sorri.

—Uau. Eu sinto Muito.

Eu varri minha mão em seu rosto e empurrei o cabelo atrás da


orelha. —Talvez o tempo não estivesse certo ainda para nos reconectar
naquela noite.

Um belo sorriso cruzou os lábios. —Eu acho que não era.

—Mas espere um minuto. — Eu balancei a cabeça. —Depois


daquela noite em que nos conhecemos oficialmente na galeria, você
correu de mim e fingiu que não me conhecia. Por quê?

—Por que. — Ela olhou para baixo. —Eu estava honestamente


com medo do que você pensava de mim por causa do que aconteceu em
Londres e eu realmente gostei de você, mesmo que eu não sabia que
você não fizesse, e isso me preocupou que talvez você pensasse que eu
não era nada, mas uma garota louca por sexo.

—Mas você é. — Eu sorri.

—Sebastian—. Ela levemente bateu no meu peito.

—Venha aqui. — Eu a puxei para mim e beijei o topo de sua


cabeça. —Não importa baby. Tudo o que importa é que agora estamos
aqui, vamos nos casar, e estamos começando um belo futuro juntos. Eu
te amo.

—Eu também amo você. Podemos ter sexo de pintura agora?


—Sexo de pintura? Nós não tínhamos uma luta.

Ela levantou a cabeça. —Senti um pouco de hostilidade e raiva


em sua voz, então tecnicamente, você estava com raiva de mim. Porque
se você não fosse, não teria usado o tom que você fez.

Coloquei o dedo sobre os lábios, eu falei, — Shush. Nós vamos ter


relações sexuais de composição agora e eu não quero você dizendo isso
aos seus pais.

—Ah, você não é divertido. — Ela sorriu.

Esta menina louca, que eu amava mais do que a minha própria


vida, me fazia o homem mais feliz do mundo. Ela me amou por quem eu
era e eu a amava tanto por quem ela era. Sim, ela tentava a minha
paciência às vezes, mas a vida sem ela seria chata e previsível. Duas
coisas que eu nunca experimentaria novamente com ela ao meu lado.
Ela era a menina que roubou meu coração, tudo graças a uma noite em
Londres. À noite em que foi planejado o tempo todo por uma coisa que
se chamava destino.
Sobre o autor

Sandi Lynn é número um no New York Times, EUA Hoje e Wall


Street Journal autor best-seller que gasta todos os seus dias
escrevendo. Ela publicou seu primeiro romance, sempre preto, em
fevereiro de 2013 e não parou de escrever desde então. Seus vícios estão
comprando, indo para a academia, romances, café, chocolate,
margaritas, e dando aos leitores uma fuga para outro mundo.

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