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Período de emersão * dos campos: outubro Como você notou, para produzir colheitas
a fevereiro abundantes e alimentar toda a população, era
necessário o aproveitamento sistemático das cheias
Nesses meses, o solo permanece úmido. Os
do Nilo.
antigos egípcios procuravam guardar as águas
Todas as aldeias cooperavam nesse trabalho.
em grandes reservatórios cavados na terra. Apro-
E a cooperação tornou possível um esforço coor-
veitavam também para semear a terra coberta de
denado, do ual participavam, de uma ou de
limo.
outra forma, todos os egípcios.
.04 Período de estiagem: março a maio Tornava-se necessária uma centralização po-
lítica, 'capaz de proporcionar uma vida estável a
É a época da colheita dos cereais. Com o todos. Só um governo centralizado podia provi-
auxílio da engenharia, o lavrador egípcio fez da denciar o armazenamento das colheitas abundan-
agricultura uma ciência: construiu diques para tes, a fim de utilizá-las nas épocas de falta.
impedir a inundação das aldeias e grandes reser-
vatórios de água, de onde saíam canais para irri-
gar os campos. Os egípcios inventaram medidores IV. A vida econômica no Egito Antigo
(nilômetros) que, instalados em vários pontos do
rio, marcavam a subida das águas.
Com o objetivo de controlar as inundações, O Nilo era a base econômica do Egito: ele
os egípcios elaboraram também rudimentos de alimentava o povo e fazia da agricultura a maior
geometria: havia funcionários — uma espécie de fonte de riquezas do país.
agrimensores — que mediam a extensão das pro-
priedades e traçavam novamente suas divisas,
após as cheias.
A ausência de chuvas tornava a lavoura
totalmente dependente da irrigação. Por isso, era
indispensável o aproveitamento adequado das
cheias anuais. Com esta finalidade, havia um
importante funcionário: o cavador de canais. Estes
engenheiros abriam valas, ampliando a área atin-
gida pelas águas. Conseqüentemente, aumentava
a produção agrícola e o abastecimento de água.
Egípcios construindo um dique
Do Nilo os egípcios tiravam o vinho para a mesa do fa-
raó ou a ave para o seu sustento

O valor das terras variava de acordo com


os benefícios recebidos do rio. E os impostos lan-
çados sobre elas também variavam segundo o
mesmo critério.
As terras eram divididas em três tipos:
aquelas que sempre recebiam as águas das
cheias;
aquelas que de vez em quando eram inundadas;
aquelas que nunca eram atingidas pelas cheias.
A produção agrícola estava nas mãos do
Estado, o qual controlava quase todas as terras
cultiváveis. O trabalho era coletivo e disciplinado
pelo governo.

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O Nilo era ainda a melhor artéria de comu-
nicação, desempenhando, por isso, um papel im-
portante na distribuição interna da produção. O
Nilo oferecia ótimas condições à navegação, per-
mitindo que as embarcações percorressem o país
de norte a sul.

O trigo é ainda uma cultura tradicional no vale do Rio Yu


Nilo e os camponeses o colhem com a tradicional foice '

de seus antepassados.

Portanto, a economia_egl-pcia era coletivista


e controlada peló Estado.
Os principais produtos agrícolas cultivados
pelos egípcios eram: Pintura mural mostrando a viagem de Sennefer e sua es-
posa a Abydos, durante o reinado do faraó Amenófis II
o trigo, a cevada, os legumes, o linho, o al-
godão, a mamona; Agora podemos concluir que:
papiro: com o talo dessa planta, os egípcios
aprenderam a fabricar um excelente tipo de pa-
O Rio Nilo exerceu papel importante tanto
pel, que se transformou no mais utilizado material
no desenvolvimento da economia como na
de escrever no mundo antigo; suas fibras davam
centralização política do Egito Antigo.
excelentes cordas, utilizadas nos navios e com
outras finalidades; feixes de papiro amarrados
eram o material usado na construção de pequenos
Na formação da civilização egípcia contri-
barcos que percorriam o Nilo; além disso, cestos, buíram também outros dois fatores geográficos:
esteiras, sandálias, peneiras e bancos eram feitos
com a planta; O Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho, atra-
vés dos quais os egípcios comerciavam com a
bitus: era outra planta especial do Nilo; seus
Fenícia (região do Líbano atual) e com a Síria,
grãos serviam de alimento e sua flor era motivo
exportavam papiro e linho e importavam ma-
de decoração. deira, cobre e incenso.
Os egípcios também criavam, principalmente
no Delta, carneiros, cabras e gansos. O Deserto da Arábia (a leste) e o Deserto da
Líbia (a oeste) contribuíam para isolar o país,
O Nilo alimentava numerosas aves aquáticas dificultando também a penetração de invaso-
e peixes. Nele viviam também animais como o res; o Deserto da Líbia, porém, tinha muitos
crocodilo e o hipopótamo. oásis, facilitando o tráfego de caravanas.
As outras principais atividades econômicas
E aqui, chegamos a mais uma conclusão:
do Egito Antigo eram:
exploração de pedreiras, que forneciam ma-
terial para as grandes construções; No Egito, devido às condições naturais do
• fabricação de objetos de cerâmica; habitat, formou-se uma nação isolada, o que
acentuou o caráter original da sua civilização
• fabricação de tecidos; e de seu povo.
• produção de artefatos de couro e madeira.

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WeAyumw A vida econômica no Egito Antigo:
a agricultura era coletivista e controlada pelo
O RIO NILO INFLUENCIAVA Estado;
DIRETAMENTE A VIDA DOS EG1PCIOS
principais produtos: trigo, cevada, legumes,
As condições desse habitat: linho, algodão, mamona, papiro, lótus;
as inundações anuais fertilizavam as margens criação de carneiros, cabras e gansos;
do rio.
e outras atividades econômicas: pedreiras, fabri-
Os meios culturais e a adaptação ao habitat: cação de objetos de cerâmica, tecidos, artefa-
as cheias precisavam ser aproveitadas para tos de couro e madeira.
beneficiar a agricultura;
o ano dividia-se em três períodos: 17 '
42-etreÁttidiiio
de inundação (junho-setembro);
Emersão (dos campos): no Egito Antigo, fenô-
de emersão (outubro-fevereiro);
meno durante o qual a terra reaparecia à su-
de estiagem (março-maio). perfície das águas do Nilo, após as cheias.
,r• práticas de engenharia desenvolveram a cons- Faraó: denominação habitual dos soberanos do
trução de diques, canais etc.; Egito Antigo; o faraó era considerado deus e
a cooperação e o esforço coletivo conduziram senhor absoluto dos homens e das riquezas do
à centralização política. reino.

2~4452~-itio
1. Por que o Oriente Médio é uma região de guerra e de conflitos?
2. Observe o mapa do Oriente Médio e escreva os nomes dos países que aparecem nele.
3. Quais foram os povos antigos que viveram nessa região? Quais são os grandes rios dessa
região?
4. Sobre o Rio Nilo escreva:
sua extensão;
seus formadores;
onde fica a primeira catarata do Nilo.
5. Qual a importância das inundações do Rio Nilo para os egípcios antigos?
6. O que faziam os egípcios para aproveitar ess inundações?
7. Como os egípcios antigos dividiam o ano?
8. O que eram nilômetros e cavador de canais?
9. Como variava o valor das terras no Egito Antigo?
10. A economia egípcia era coletivista e controlada pelo Estado. O que você entende por isso?
11. Quais eram as utilidades do papiro entre os egípcios?
12. Além da agricultura, cite as demais atividades econômicas desenvolvidas no Egito Antigo.
13. Além do Rio Nilo, quais foram os outros dois fatores geográficos que contribuíram na forma-
ção da civilização egípcia?

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P,ftUio Gabação
3 cio egib !4 digo
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Nieet")‘
Antigo Império (3200 a 2300 a. C.)
...Neste período, o poder estava totalmente
concentrado nas mãos do faraó.- Foi a época da
construção das grandes pirâmides. As cidades de
Tinis e Mênfis foram as capitais. .0 Antigo Im-
pério terminou em meio a agitações provocadas
pelos pesados impostos exigidos do povo e pela
formação de uma poderosa nobreza proprietária
de terras.
-Os faraós mais importantes desse período
foram: Quéops, Quéfren e Miquerinos.

Médio Império (2134 a 1580 a. C.)


Com a capital na cidade de Tebas, o Médio
Em Gizé, uma esfinge representando Quéfren tem, entre Império teve governos menos centralizados, devido
as patas, uma pedra comemorativa colocada por Tutmósis à redução do poder do faraó. Nesse período, o
IV. A seu lado, a pirâmide de Quéops.
Egito foi invadido pelos hicsos (1750 a. C.), um
povo semita * que, atravessando o Istmo de Suez,
I. As bases políticas dominou o país durante quase dois séculos. Os
hicsos estabeleceram a capital em Aváris, junto
ao Delta do Nilo. Nesta época, os hebreus
As primeiras populações do Egito se agrupa- (outro povo semita) vieram viver no Egito.
vam em tribos chamadas nomos. Os faraós mais importantes do Médio Impé-
kos poucos, os nomos se reuniram e forma- rio foram: Amenemhat I, Senusret I, Amenemhat
II e Amenemhat III.
am dois reinos:
j, Reino do Baixo Egito, na região do Delta; Amenemhat III, representado por uma esfinge em granito
preto
Reino do Alto Egito, ao longo do Vale do

Por volta de 3200 a. C., os dois reinos fo-


ram unificados por Menés, considerado o funda-
dor da primeira dinastia * no Egito.
Estabelecida a realeza, o faraó centralizou o
poder e passou a dirigir o país como um verda-
deiro deus. ,9 governo do Egito era uma espécie
de teocracia, isto é, o soberano exercia o poder
em nome da autoridade divina.
Pode-se dividir o período dinástico do Antigo
Egito em três fases:

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111111111111111i
,,.. Novo Império (1580 a 525 a. C.)
Nessa época formou-se um império agressivo
e militarista, iniciado pelo faraô Amósis, que ex-
pulsou os hicsos. Após a expulsão desse povo, os
hebreus foram perseguidos e deixaram o Egito
liderados por Moisés, por volta de 1250 a. C.
Estimulados pela expulsão dos estrangeiros,
os egípcios realizaram várias guerras de conquista:
dominaram a Síria e estenderam seu império desde
as cataratas do Nilo até o Rio Eufrates. Fenícios,
hititas, cananeus e assírios pagavam-lhes im-
postos.
O Novo Império apresentou uma série de
grandes faraós, como/Amo' sis, Tutmés III, Ame-
- nófis IV, Tutancâmon e RamsésII. O faraó Tutancãmon e os símbolos do poder real: o cajado
(símbolo da monarquia do Sul) e uma espécie de abano
Após a morte de Ramsés II começou o en- (símbolo da monarquia do Norte)
fraquecimento do governo, o empobrecimento
interno e a dominação estrangeira. O número de escravos, na sua maioria pri-
sioneiros de guerra, aumentou com as 'conquistas
Sucessivamente, o Egito foi invadido pelos
realizadas durante o Novo Império.
líbios, assírios e persas. Após o domínio — péísa,
a civilização egípcia não reviveu mais. Novos Os militares, encarregados da defesa do reino,
conquistadores apareceram: gregos, macedônios, passaram a ter força política e social após a ex-
romanos e, finalmente, os árabes, que compõem pulsão dos hicsos.
a maioria da população do Egito atual.
As camadas sociais que ocupavam as posi-
ções mais elevadas eram:
II. A sociedade família do faraó: grupo social mais poderoso
pieffie•1
do país;
sacerdotes: formavam a elite intelectual e
No Egito Antigo havia grande desigualdade
seu poder sobre o povo vinha do fato de serem
social. considerados intermediários entre os homens e os
A maioria da população era constituída por deuses;
camponeses e artesãos. Dessas duas camadas de-
pendia o trabalho na agricultura e nas atividades escribas: formavam um grupo de especialis-
artesanais. tas na arte da escrita hieroglífica;
No Egito Antigo, os escribas Aos escravos cabiam
chegaram a ser importantes
os serviços mais pesados, como a construção das pirâmides.
alt funcionários.
nobres: eram os funcionários encarregados Por exemplo: o deus Anúbis, que desempe-
da administração do reino. nhava o papel de juiz dos mortos e de guarda dos
Para os egípcios, tanto o mundo quanto a túmulos, ganhou corpo humano, mas conservou
sociedade foram criados pelos deuses. Por isso, a cabeça de chachal; Amon, o grande deus de Te-
eram imutáveis. Isso excluía qualquer crítica à bas, era representado às vezes como uma cabeça
organização social e qualquer possibilidade de de carneiro, como um ganso, uma serpente ou
reformá-la. como um rei coroado; °siris, deus do mundo in-
fernal e juiz dos mortos, sempre foi representado
com forma humana; Ftás (também com forma
III. A vida religiosa humana), deus dos artesãos, apareceu quando
Mênfis se tornou capital do país.
Com a unificação dos dois reinos, os deuses
A religião foi um dos traços marcantes da regionais perderam parte de seu significado, sur-
civilização egípcia. gindo os deuses nacionais, como: Rá, Osíris, íris,
Ela impregnava a vida social, política e eco- Horo.
nômica. O culto religioso estava a cargo dos sacer-
No começo, os egípcios adoravam animais e dotes, únicos conhecedores dos rituais sagrados
as manifestações da natureza. Seu culto se asse-
melhava ao das sociedades primitivas, nas quais
o homem vive dominado pelo mundo que o cerca
e dele depende para sobreviver.

A experiência adquirida no domínio da na-


tureza levou os egípcios a dar maior valor às
qualidades humanas. Com isso, os deuses adqui-
riram também formas humanas (antropomorfis-
mo).
Mas muitas tradições religiosas antigas per-
maneceram, levando os egípcios a fundirem as
idéias de natureza, animal e homem na represen-
tação dos seus deuses.
A rainha Nofretari, em sua tumba no Vale dos Reis,
apresenta-se diante dos deuses Thot e Osírls.

Ritos funerários na entrada de uma tumba em Tabas

O culto dos mortos também era muito im-


portante para os egípcios. Eles acreditavam que
os bons momentos da vida se repetiam depois da
morte; por isso, se preparavam para ela, acredi-
tando firmemente numa outra existência.
Os antigos egípcios preparavam com muito
cuidado seus túmulos. Os mortos, depois de
mumificados *, eram colocados em sarcófagos *,
nos quais era esculpida a figura do morto, para
que a alma pudesse reconhecê-lo.
Dentro dos túmulos eram colocados diversos
objetos de uso pessoal, para facilitar a vida depois
da morte.

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Na arquitetura, destacaram-se quatro tipos
de construções:
Pirâmides: eram construções que serviam de
túmulo para os faraós; o sarcófago com o cor-
po mumificado do faraó era colocado numa
câmara secreta (para despistar os profanado-
res de túmulos), no coração da pirâmide.

Mastabas: eram sepulturas de adobe *, com a


parte superior plana e os lados oblíquos, onde
eram enterrados os membros da nobreza.
Hipogeus: eram túmulos subterrâneos escava-
dos nas encostas das montanhas e nas barran-
cas do Nilo; neles eram sepultados membros
da nobreza e faraós; são famosos os hipogeus
do Vale dos Reis.
Templos: os egípcios construíam duas espécies
Os Colossos de Mêmnon, em Luxor de templos:
le templos dedicados a um faraó morto, como
'o de Deir-el-Baari, construído pela Rainha
IV. A vida artística Hatchepsut, durante o Novo Império;
e templos dedicados a um deus, como, por
A arte egípcia foi profundamente marcada exemplo, o templo de Amon, em Carnac, ou
pela religião. o famoso templo de Luxor.
Os egípcios desenvolveram sobretudo a ar- Os egípcios distinguiram-se também na es-
quitetura e a escultura. cultura: esculpiam representações de deuses e de
As características principais da arte egípcia reis, que colocavam nos templos e nos túmulos.
eram a grandiosidade e a utilização da pedra Outra manifestação da escultura egípcia era en-
como material de construção. contrada nos sarcófagos.
Pirâmide de Ouéops, em Gizé

Esquema da Pirâmide de Ouéops: (1) entrada;(2) primeira


Esquema
corredor; (4) segunda câmara; (5) grande galeria
(6) câmara funerária
Li
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A vida artística:

A CIVILIZAÇÃO DO EGITO ANTIGO


pirâmides: construções monumentais que ser-
viam de túmulo aos faraós;
As bases políticas: mastabas: sepulturas onde eram enterrados os
membros da nobreza;
os nomos, primeiras tribos da população egíp-
cia; hipogeus: túmulos subterrâneos dos membros
com a reunião dos nomos, surgiu a primeira da nobreza e dos faraós;
dinastia (3200 a. C.); templos: havia templos dedicados a um faraó
período dinástico: Antigo Império, Médio Im- morto ou a algum deus.
pério e Novo Império.

A sociedade:
camponeses e artesãos;
''17(2.cedetkuie
escravos;
Adobe: espécie de tijolo feito de argila crua e
militares; secado ao sol; às vezes, é misturado com pa-
435 família do faraó; lha, para ficar mais resistente.
sacerdotes;
escribas; Dinastia: sucessão de soberanos da mesma famí-
nobres. lia no governo de um país.

A vida religiosa: Mumificação: processo pelo qual os antigos egíp-


cios preparavam os cadáveres, através de
e) no começo, os egípcios adoravam animais;
substâncias balsâmicas e químicas, para sua
le mais tarde, os deuses adquiriram formas hu- conservação, nos túmulos.
manas (antropomorfismo);
os sacerdotes, encarregados do culto, tinham Sarcófago: túmulo onde os antigos egípcios colo-
funções muito importantes; cavam os defuntos e em cuja tampa era escul-
pida a figura do morto.
o culto dos mortos era fundamental para os
egípcios;
Semitas: povos da Ásia ocidental representados,
os mortos eram colocados em sarcófagos e se- na Antigüidade, pelos hebreus, fenícios, assí-
pultados em túmulos (mastabas, hipogeus e rios e aramaicos; hoje, os principais represen-
pirâmides) e templos. tantes desse tronco são os judeus e os árabes.

Como se deu a unificação política do Egito Antigo?


Como era o Egito durante o Antigo Império?
O que aconteceu de importante no Egito durante o Médio Império?
Quais foram as características mais importantes do Novo Império?
Como era a sociedade durante o Egito Antigo?
Cite duas características da religião dos egípcios.
O que era a mumificação entre os egípcios?
Cite os quatro tipos principais de construção entre os egípcios.

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AS CIVILIZAÇÕES ANTIGAS DO ORIENTE MÉDIO
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Cenas de batalha entre egípcios e filisteus

I. As principais civilizações

Além da civilização egípcia, outros povos se


desenvolveram na região do Oriente Médio. Os
principais foram: os sumérios, os assírios e os ba-
bilônios, na Mesopotâmia, região formada pelas
bacias dos rios Tigre e Eufrates. Os hebreus, na
Palestina, região cortada pelo Rio Jordão. Os
fenícios, numa estreita faixa de terra no Mediter-
râneo Oriental, onde se localiza o Líbano. Os
medos e os persas, no Planalto do Irã. E os hititas,
no Planalto da Anatólia, hoje Turquia.
Ao lado das características e realizações pró-
prias de cada um, esses povos apresentaram seme-
lhanças culturais. Isso se explica porque:
localizaram-se relativamente próximos uns dos
outros;
viveram sob condições naturais semelhantes
(áreas desérticas, vales férteis, dependência
dos cursos de água);
relacionaram-se direta ou indiretamente com
Mar Mediterrâneo.
1. A organização econômica Entre os povos que dependiam diretamente
da fertilidade das terras, nos vales fluviais, esse.
A agricultura era a base econômica da maio- controle sobre as terras e os produtos era maior
ria desses povos. Por este motivo, a procura de ainda.
terras férteis para a lavoura e o pastoreio explica:
Nesses casos, havia a participação coletiva
o desenvolvimento alcançado pelos povos que na construção de sistemas de irrigação, drenagem
viveram nos vales férteis, como os egípcios e e limpeza dos rios. Exemplos disso foram os
os babilônios; egípcios e os babilônios.
o espírito guerreiro que caracterizou diversos Um caso diferente foi o da Pérsia: entre os
povos, como os assírios e os hititas, que luta- persas, a propriedade da terra era particular; por
vam por terras agrícolas. isso, o governo exercia seu controle através de um
Os principais produtos cultivados eram: ce- rigoroso sistema de impostos lançados sobre a
reais (trigo, cevada e centeio); legumes, frutas, terra.
linho e algodão.
Na pecuária, destacava-se a criação de cava-
los, camelos, bois, carneiros, cabras e aves.
Em geral, as terras e os produtos eram con-
trolados pelo governo. Este era o sistema de
exploração da terra predominante na região.

De que forma este sistema podia beneficiar a


maioria da população?
Mais ou menos assim: nas épocas de grandes
colheitas, os governantes armazenavam os
cereais para serem distribuídos nos anos de
escassez.
Transporte e armazenamento de trigo

Xerxes, no trono, recebe tributos.

O comércio foi a segunda atividade econômi-


ca mais importante desses povos.
O comércio incentivou a produção de manu-
faturas *, como tecidos de lã, algodão e seda,
vidros, cerâmica e objetos de metal.
Os próprios egípcios, dedicados principal-
mente à agricultura, desenvolveram bastante o
comércio exterior, durante o Novo Império.
Mas foram os fenícios que fizeram das ativi-
dades comerciais e marítimas a razão de sua pró-
pria existência.

36
MAR NEG fio

eb

Panorma

Utica
. 0. d.
Cartago
Sidon
„7,
Tiro
MEDITERRÂNEO

=Fenícia e suas colônias no Mediterrâneo

Dispondo de poucas terras férteis, mas beneficiadas por um extenso litoral, as cidades fenícias
(Sídon, Tiro, Biblos) dominaram o comércio do Mediterrâneo durante muito tempo. Fundaram in-
clusive colônias, como Cartago (norte da África) e Cádis (na costa da Espanha). Os navios fenícios
chegavam até a Inglaterra e as costas ocidentais da África.
Agora observe este mapa:

Alguns povos, como os persas e os babilônios, estabeleceram rotas comerciais com povos da Ásia,
sobretudo hindus e chineses, trazendo para a região do Mediterrâneo a famosa seda da China, além
de outros artigos de luxo.
Os meios de transporte eram:
marítimos e fluviais, nos quais empregavam-se pequenos barcos a vela ou navios de grande porte;
terrestres, nos quais empregavam-se escravos, animais de carga e veículos de roda; as estradas per-
sas tornaram-se famosas tanto pela sua qualidade quanto pela sua extensão.

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Outras atividades econômicas importantes eram:
artesanato doméstico: esta atividade abastecia
a população de roupas e utensílios domésticos;
nas oficinas, eram fabricados tecidos, tapetes,
objetos de vidro e de cerâmica, móveis, armas,
azeite, vinho etc.;
exploração de madeira: era de grande impor-
tância sobretudo na Fenícia, cujo cedro era ex-
portado para diversas regiões;

Transporte, por mar, de cedros do Líbano

2. A organização social
A base da sociedade das civilizações do
Oriente Médio era o clã. O clã deu origem à
família patriarcal. Nessa família, o patriarca, isto
é, o chefe, tinha um poder ilimitado sobre o seu
grupo: membros da família, agregados *, servos e
escravos.
Em geral, a população era formada por três
camadas sociais:
nobreza: constituída pelos príncipes, chefes
militares, sacerdotes e altos funcionários;
homens livres: os trabalhadores da agricultura,
do comércio, das oficinas de artesanato, além
de funcionários civis e militares menos gra-
duados;
servos e escravos.
Pintura mural mostrando grupo de artesãos
As diferenças entre os membros de um grupo
mineração: os principais produtos minerais e os membros de outro eram muito grandes. Um
explorados na época eram o cobre, o estanho, homem livre, por exemplo, tornava-se insignifi-
a prata, o ouro e o ferro; cante diante de um elemento da alta nobreza.
construção naval: de grande importância entre Mesmo assim, havia certa mobilidade social.
di
os fenícios. Ao lado dessas atividades econô- Na Babilônia, alguns indivíduos, depois de enri-
micas, havia também a construção de palácios, quecer-se, conseguiam elevar-se na escala social.
templos, muralhas, fortalezas, represas, canais Também no Egito, membros das camadas infe-
de irrigação etc. São famosos os "jardins sus- riores chegaram a atingir postos elevados.
pensos" construídos por Nabucodonosor, na Existia também a escravidão por dívida.
cidade de Babilônia. Aquele que não podia pagar suas dívidas torna-

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va-se escravo de seu credor. Esses escravos, seus As cidades da Fenícia, porém, eram governa-
filhos e os prisioneiros de guerra eram usados nos das por uma corporação de ricos comerciantes.
trabalhos das grandes obras públicas e em outros A eficiência da administração do Império
trabalhos pesados. Persa mostra que o soberano exercia um controle
A habitação, o vestuário e a alimentação va- direto sobre todo o Império.
riavam de acordo com a situação social dos indi-
víduos: o luxo das camadas superiores contrastava Vários fatos confirmam isso:
com a miséria das camadas inferiores. havia várias capitais; as principais eram: Pa-
sárgada, Ecbátana, Persépolis, Susa, além de
3. A organização política outras;
A formação política dos povos do Oriente as satrapias (espécies de províncias) eram go-
Médio estava ligada à religião: em geral, os sobe- vernadas por sátrapas nomeados diretamente
ranos eram considerados deuses ou representantes pelo rei;
dos deuses. Até os povos militaristas, apesar de a fiscalização das províncias era feita por fun-
terem formado vastos impérios através da força, cionários reais, considerados os "olhos e ouvi-
mantiveram-se ligados à religião, pois os sacer- dos do rei";
dotes sempre faziam parte integrante do governo. o controle sobre os pontos distantes do império
era facilitado por um sistema de correios e por
uma rede de estradas que interligavam as capi-
Qual era, então, o regime político dos povos tais e as principais cidades.
do Oriente Médio? Pode-se afirmar que, em
geral, seu regime político era a teocracia e As guerras e os conflitos econômicos e so-
sua forma de governo, a monarquia absoluta. ciais * provocaram, diversas vezes, crises políti-
Ex.: Egito, Assíria e Pérsia. cas, as quais causaram o enfraquecimento do po-
der central * e o fortalecimento dos governos
regionais.

IMPÉRIO PERSA
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C'v.,. .----- Carmana
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Estradas ligando as capitais e as províncias
do Império

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4. A organização religiosa religião monoteísta dos hebreus, povo semita
que viveu na Palestina; os hebreus adoravam
A religião foi o traço cultural que deixou as Jeová, um deus invisível; dessa religião, cha-
marcas mais profundas entre os povos da Anti- mada judaísmo, originou-se o cristianismo; e
güidade Oriental. dessas duas religiões nasceu o islamismo, a
religião dos árabes.
Praticamente tudo estava ligado à religião:
os valores morais, as idéias políticas e jurídicas, os Tiro
conhecimentos científicos e as obras artísticas.
\F^ Cabrim

Eram traços comuns das religiões desses •

povos a adoração das forças da natureza e a •


Nazaré
representação dos deuses na forma de astros, de
homens ou de animais.
A religião compreendia normas de conduta, •
&imirja IS
cerimônias familiares e públicas, e sacrifícios nos
quais eram feitas oferendas aos deuses.

Território
dos hebreus
na Antigüidade

II. Contribuição cultural dos povos do


Oriente Médio
Representação de Deus como o "Grande Arquiteto do
Mundo", Aquele que criou os céus, a Terra, o Sol, a Lua
e todos os elementos.
Os povos da Antigüidade Oriental realizaram
Ao lado do politeísmo (adoração de muitos grandes progressos praticamente em todos os cam-
deuses), que predominava entre a maioria dos pos do conhecimento.
povos, podemos citar três experiências religiosas
diferentes: 1. Nas Ciências — Nesse terreno, procurando
resolver problemas práticos, chegaram a im-
zoroastrismo, praticado pelos persas; essa re- portantes princípios científicos.
ligião foi fundada por Zoroastro ou Zaratustra Matemática — no Egito e na Mesopotâmia
e se baseava no princípio da luta entre Ormuz foram criadas medidas de área e de volume,
(o Bem) e Ariman (o Mal); utilizadas na divisão das terras, na solução de
problemas causados pelas cheias e no cálculo
tentativa do faraó Amenófis IV de realizar das colheitas. Os povos dessas regiões reali-
uma reforma religiosa no Egito, substituindo zavam operações aritméticas e criaram as bases
o politeísmo pelo culto único de Amon; da geometria e o sistema decimal.

40
Astronomia — Na Mesopotâmia e no Egito,
astrônomos elaboraram um mapa do Equador
celeste, calcularam eclipses, identificaram vá-
rias estrelas e planetas, criaram o calendário
solar e o lunar; conheciam ainda processos
para medir o tempo usados até hoje, através de
relógios de sol e ampulhetas *.

Medicina — Na maioria dos países, principal-


mente no Egito, havia indivíduos encarregados
de examinar os doentes, muitos dos quais eram
submetidos a tratamento. O conhecimento de
substâncias químicas tornou possíveis as in-
tervenções cirúrgicas e a mumificação.

Nas Artes — As atividades artísticas estavam


profundamente ligadas à religião e à política.
Escrita hieroglífica
Arquitetura — A grandiosidade das constru-
ções das antigas civilizações do Oriente Médio poema mesopotâmico sobre a origem do mun-
pode ser admirada até hoje. Túmulos, palá- do e dos homens; os Diálogos de um Homem
cios e templos tinham sempre finalidade polí- com a sua Alma e o Livro dos Mortos, escritos
tica ou religiosa. por autores egípcios; a Bíblia (Antigo Testa-
Escultura — A escultura era um complemento mento), livro sagrado dos hebreus.
da arquitetura. Estátuas de reis e de deuses, A Escrita — Foram os povos da Antigüidade
bem como trabalhos em baixo-relevo, adorna- Oriental que inventaram os primeiros sinais
vam as grandes construções. gráficos, que se transformaram na escrita. Os
egípcios utilizavam os hieroglifos e os povos da
Na Literatura — Nesse campo predominavam Mesopotâmia a escrita cunciforme para repre-
os temas religiosos; mas os autores da época sentar as sílabas. Os fenícios, para facilitar
deixaram também canções, poemas e biogra- suas transações comerciais, criaram o alfabeto,
fias. As principais obras literárias da Antigüi- com 22 sinais, depois de simplificar os hiero-
dade Oriental são: a Epopéia de Gilgamesh, glifos.

Mosaico de conchas, conhecido como Estandarte de Ur, representando a Paz do povo sumeriano

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41
ueça e.ree, f,e 4

Álk

Para preservá-lo da inundação


provocada pela construção
da represa de Assuã, em 1968,
templo de Ramsés
em Abu-Simbel, foi desmontado e
reinstalado em outro lugar.

1. Nabucodonosor, rei do Segundo Império Babi- 4. A história política dos hebreus apresenta três
lônico, mandou construir os famosos jardins períodos:
suspensos, uma das Sete Maravilhas do mun-
dos Patriarcas, quando o povo era ainda
do antigo. nômade e teve como chefes Abraão, Moi-
2 Entre os grandes templos construídos no rei- sés, Josué;
nado de Ramsés II, está o de Abu-Simbel, com dos Juízes, quando já estavam fixados na
quatro colossais estátuas do faraó voltadas Palestina e lutavam contra os povos lá
para o Rio Nilo. estabelecidos, chefiados por líderes mili-
tares como Jefté, Sansão, Samuel;
dos Reis, quando foram unificados num
reino, cujos soberanos principais foram
Saul, Davi e Salomão.

A Torre de Babel, da qual fala a Bíblia, foi cons-


truída na cidade de Babilônia e durante longo
tempo fascinou a imaginação de homens como
Alexandre Magno, da Macedônia, que preten-
dia reconstruí-la.

A religião dos hebreus compreendia três fes-


tas importantes:
qa Páscoa, em comemoração à saída dos
hebreus do Egito;
Pentecostes, comemorando a entrega das
tábuas da lei a Moisés, no Monte Sinai;
O arqueólogo inglês Howard Carter examina um dos dos Tabernáculos, celebrando a permanên-
ataúdes do faraó Tutancãmon. cia dos hebreus no deserto.
3. O túmulo de Tutancâmon, encontrado intacto 7. Hamurábi, fundador do Primeiro Império da
em 1922 pelo arqueólogo inglês Howard Car- Babilônia, foi o criador de um código de leis,
ter, no Vale dos Reis, representou uma das Código de Hamurabi, cujas prescrições fo-
maiores descobertas arqueológicas de todos ram adotadas por quase todos os povos da
os tempos. região.

42
Je/x/to e*iitet
A importância da Arqueologia
Durante muito tempo, as fontes para o co-
nhecimento dos povos antigos foram a Bíblia
e os escritos deixados pelos gregos e romanos,
principalmente pelo historiador Heródoto.
Heródoto de Halicarnasso, historiador grego
que havia viajado pelas terras dos povos anti-
gos, relatou para os seus contemporâneos e
para a posteridade os principais acontecimentos
da luta entre gregos e persas. Na tentativa de
relacionar a Grécia com as civilizações do Orien-
te Médio, contou também o que sabia sobre o
Egito, a Babilônia, a Pérsia etc.
A partir do século XIX, nosso conhecimento
trabalho arqueológico tornou possível, com injeções de
sobre a História da Humanidade aumentou rapi- gesso, a perfeita reconstituição de corpos reduzidos a
damente: toda a história das poderosas monar- cinzas pelo Vestivio, em Pompéia.
quias do Egito, da Mesopotâmia e da Pérsia fo-
ram praticamente tiradas do esquecimento em Nesse caso, a Arqueologia é grande auxiliar
menos de um século. da História, pois torna possível, por meio das
escavações das ruínas das civilizações antigas,
Dois fatos da maior importância contribuí- levantar os acontecimentos, que são compara-
ram para isso: dos às lendas e às tradições.
a decifração da escrita hieroglífica pelo ar- Os arqueólogos continuam pesquisando inú-
queólogo francês Jean François Champollion, meras inscrições encontradas no Egito e na
em 1822; Mesopotâmia. Essas inscrições trazem à luz
a decifração da escrita cuneiforme da Meso- novos documentos, nos quais são descobertos
potâmia, por Rawlinson, em 1851. novos fatos da História.

Hoje, os idiomas do Antigo Egito, da Assí- A Arqueologia procura estabelecer a crono-


ria e da Babilônia são suficientemente conhe- logia * de um lugar, estudando as camadas do
cidos, permitindo a tradução de numerosas ins- terreno, os objetos e outros indícios encontra-
dos, visando determinar-lhes a idade histórica.
crições.
Nosso conhecimento da história do Oriente Esse trabalho revela continuamente novos
Médio nasceu, deste modo, da leitura dos anti- vestígios das civilizações antigas, que aos pou-
gos registros, combinados com a análise crítica cos vão sendo reconstituídas pelos arqueólogos
das tradições. historiadores.

fenícios;
medos;
AS CIVILIZAÇÕES DA ANTIGÜIDADE persas;
ORIENTAL hititas..
Principais civilizações: Organização econômica:
sumérios; baseada na agricultura e controlada pelo
assírios; Estado;
•• babilônios; o comércio se desenvolveu e incentivou a pro-
ip hebreus; dução de objetos artesanais;

43
o transporte tornou-se importante: era feito Contribuição cultural:
por terra e por mar;
nas ciências: matemática, astronomia, medicina;
ob desenvolveu-se também a exploração de ma-
.5, nas artes: arquitetura, escultura;
deira e a mineração.
na literatura: Epopéia de Gilgamesh, Bíblia,
Organização social: Livro dos Mortos, a Escrita.
a base da sociedade era o clã;
a população era formada por três camadas;
nobreza;
homens livres; Agregado: pessoa que vive no seio de uma famí-
servos e escravos. lia, sem ter nenhum vínculo de parentesco com
Organização política: os membros da mesma.
o soberano era considerado deus ou seu re- Ampulheta: instrumento para medir o tempo, for-
presentante; mado por dois recipientes que se comunicam
regime político: teocracia; por um orifício finíssimo, pelo qual passa areia,
do recipiente superior para o inferior. Relógio
forma de governo: monarquia absoluta; de areia.
a administração do reino era controlada dire-
tamente pelo rei. Conflitos econômicos e sociais: luta entre grupos
de pessoas, motivada por interesses econômicos,
Organização religiosa: injustiças sociais etc.
tudo estava ligado à religião entre os povos Cronologia: estudo do tempo e das datas dos acon-
orientais; tecimentos históricos, exatamente na ordem em
as religiões, na maioria, eram politeístas; que se sucederam.
houve algumas formas religiosas diferentes: Manufatura: trabalho executado a mão, como
o zoroastrismo; tecidos, instrumentos (nos tempos antigos).
o culto único ao deus Amon, tentado pelo Hoje, produto manufaturado significa produto
faraó Amenófis IV; industrializado.
a religião monoteísta dos hebreus. Poder central: no texto refere-se ao poder do rei.

Além dos egípcios, quais foram os outros povos que se desenvolveram no Oriente Médio?
Quais foram os principais pontos de semelhança entre esses povos?
Como era a economia desses povos?
Como os fenícios desenvolviam o seu comércio?
O que era a rota da seda?
Cite três outras atividades econômicas dos povos do Oriente Médio.
Como era, em geral ,organizada a sociedade dos povos do Oriente Médio?
Entre esses povos, como as pessoas tornavam-se escravas?
Como eram governados os povos antigos do Oriente Médio?
Explique como era administrado o Império Persa?
O que era o Zoroastrismo?
O que são o politeísmo e o monoteísmo?
Como surgiu e como evoluiu a escrita?
Quais foram os três períodos da história dos hebreus?
Quem foi Hamurábi e o que ele fêz de importante?
Faça, no seu caderno, um resumo do texto para leitura: A importância da Arqueologia.

44
UNIDADE III

Wrdigaciacle Ocidental
Acabamos de estudar a Antigiiidade Oriental.
Vamos ver rapidamente no que ela se diferencia da
Antigüidade Ocidental:

1 Localização — As civilizações da Antigüidade


Oriental desenvolveram-se no Extremo Oriente
(China e índia), no Oriente Médio (Mesopotâmia,
Fenícia, Pérsia, Palestina e Planalto da Anatólia)
e no norte da África (Egito). A Antigüidade Oci-
dental desenvolveu-se na Europa, junto ao Mar
Mediterrâneo (Grécia e Itália).
Cultura — O fundamento da cultura oriental foi a
religião. A religião orientou o desenvolvimento
cientifico e artístico, abrangendo todos os campos
da atividade humana. A cultura dos gregos e dos
romanos foi essencialmente raciona lista, a filoso-
1.1 fia desses povos colocou o conhecimento acima da
fé.
Influência — De todos os povos do mundo antigo,
foram os gregos e os romanos os que mais influen-
ciaram o homem ocidental.
eiázação
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OS POVOS DA GRÉCIA ANTIGA
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Jônios

Dórios
Rumas do Palácio de Cnossos,
na Ilha de Creta.

Tróia, na Asia Menor, junto aos estreitos que se-


I. O território param o Mar Egéu do Mar Negro.
A partir do ano 2000 a. C., a Península Bal-
cânica começou a ser invadida pelos helenos *,
A Grécia é formada por uma península situa-
povos de origem indo-européia *.
da ao sul da cadeia dos Bálcãs. Limita-se a leste
com o Mar Egeu, e a oeste com o Mar Jônico. O Os quatro grandes grupos de povos helenos
território é montanhoso e o litoral, cortado por foram:
uma infinidade de golfos e baías. As ilhas são
Aqueus: depois de fundar as cidades de Mice-
numerosas, tanto no Mar Egeu como no Mar
nas e Tirinto, conquistaram a Ilha de Creta e
Jônico.
assimilaram parte da cultura cretense; da inte-
A Grécia Antiga apresentava três partes dis- gração das duas culturas surgiu a civilização
tintas: creto-micênica;
Hélade ou Grécia Continental;
Eólios: chegaram depois dos aqueus e se
Península do Peloponeso ou Grécia Peninsular; fixaram em vários pontos do território grego;
As ilhas ou Grécia Insular. Jônios: estabeleceram-se na Hélade e funda-
ram a cidade de Atenas;
II. O povoamento Dórios: povos guerreiros, atravessaram o Istmo
de Corinto e dominaram toda a Península do
Peloponeso; os dórios destruíram a civilização
Antes dos gregos, desenvolveu-se nas ilhas creto-micênica e obrigaram os aqueus a emi-
do Mar Egeu a civilização cretense, cujos centros grarem para a Asia Menor, Síria, Palestina e
principais foram Cnossos, na Ilha de Creta, e Egito; os dórios fundaram a cidade de Esparta.
Esparta
III. A vida política dos gregos A cidade de Esparta localizava-se na Penín-
sula do Peloponeso, na Planície da Lacônia. Foi
uma cidade militarista.
No começo, a sociedade grega era formada
pelos clãs patriarcais (genos). Os clãs se compu- Os espartanos conservaram um governo
nham de famílias que tinham o mesmo antepassa- aristocrático, baseado nas leis antigas deixadas
do. Os genos formavam as frátrias e um grupo Delo legislador da cidade — Licurgo.
de frátrias constituía uma tribo.
Com a evolução da sociedade, um conjunto
de tribos que tivesse os mesmos costumes e a mes-
ma religião passou a formar um povo (demos).

1. A Cidade-Estado ou Pais
O povo se concentrava junto a uma acrópole.
A acrópole era uma elevação fortificada. Esta foi
a origem da Cidade-Estado grega.

A Cidade-Estado foi a forma característica


da organização social e política da Grécia Esparta: o grande vale aos pés dos montes Taigeto e as
ruínas de um teatro grego
Antiga.
O governo de Esparta era formado da seguin-
A Pólis grega era autônoma: escolhia seu te maneira:
governo, organizava seu culto, sua vida econô- dois reis (monarquia dual), que exerciam as
mica e seu próprio exército. funções de chefes militares e religiosos da cidade;
De maneira geral, as Cidades-Estado gregas Senado (Gerúsia), formado por 28 anciãos
passaram por três fases na sua evolução política: com mais de 60 anos de idade;
monarquia, oligarquia * e democracia. Conselho dos Éforos, formado por 5 mem-
Veremos, a seguir, como essas formas de or- bros eleitos por um ano e com a função de fisca-
ganização política se caracterizaram nas duas lizar os reis e os outros funcionários do governo;
principais Cidades-Estado da Grécia: Esparta e Assembléia Popular (4e1a), formada pelos
Atenas. cidadãos com mais de 30 anos.
A Acrópole de Atenas
A sociedade espartana dividia-se em:
cidadãos — eram considerados cidadãos os
descendentes dos antigos dórios. Só os cidadãos
podiam participar da vida política e das atividades
militares. Eram em número muito reduzido e em
geral recebiam terras do Estado. Essas terras
eram cultivadas pelos servos.
periecos — eram homens livres que viviam
nos arredores da cidade. Podiam ser proprietários
de terras, comerciantes, artesãos e soldados.
hilotas — eram os servos do Estado. Viviam
presos aos trabalhos da terra e eram desprezados
pelos cidadãos e pelos periecos.

47
A educação era uma das grandes preocupa- Tirania (século VI a. C.) — Os tiranos eram
ções do governo de Esparta. chefes políticos que combatiam a aristocracia dos
O objetivo da educação espartana era a for- proprietários de terras. Esses tiranos representa-
mação de bons guerreiros. Por isso, as crianças vam os membros das camadas inferiores da popu-
eram submetidas a uma educação de estilo militar, lação que se haviam enriquecido através de ativi-
baseada na disciplina, nos exercícios físicos, nos dades como o comércio e as manufaturas. Em
castigos corporais e em provas que visavam for- geral, procuravam defender os interesses dessa
talecer física e espiritualmente o educando. nova camada da população.
Ainda hoje, a expressão "educação espartana" é Os principais tiranos foram: Pisístrato e seus fi-
sinônimo de educação severa. lhos Hípias e Hiparco.
A economia de Esparta baseava-se na agri- ik Democracia (século V a. C.) — A cidade de
cultura. Atenas tinha sofrido profundas transformações,
Atenas devido ao desenvolvimento do comércio. A antiga
aristocracia * proprietária de terras, combatida
A cidade de Atenas localizava-se na Penín-
desde a época dos tiranos, foi substituída pela ca-
sula da Afica. A origem de Atenas está ligada a
mada da população enriquecida pelo comércio
vários povos. Mas seus habitantes consideravam- marítimo.
-se descendentes dos jônios.
Atenas era uma cidade marítima. Desenvol- Assim, uma nova aristocracia baseada na riqueza
veu grandes atividades comerciais através do apoderou-se dos cargos públicos, do Senado e dos
Porto do Pireu. tribunais.
Os atenienses procuraram aperfeiçoar sua Seu domínio político durou pouco, pois sofreu
forma de governo. Conheceram e aplicaram vá- ataques das demais camadas do povo, interessa-
rios sistemas políticos:
das em participar do sistema político.
Monarquia (até o século VII a. C.) — Nesse
sistema, o governo era exercido pelo rei (basileu), As reformas que diminuíram o poder dessa aris-
assistido pelo Conselho dos Nobres (areópago). tocracia começaram com Clístenes, em 508 a. C.
Péricles, a partir de 462 a. C., aperfeiçoou o
Arcontado — O 'governo era exercido pelos
regime democrático de Atenas, estabelecendo:
proprietários das terras, que formavam uma oli-
garquia. Os arcontes eram os altos representantes a) concessão de direitos políticos a todos os cida-
políticos. dãos livres;
Sólon, estadista e legislador ateniense Dembstenes, o maior orador ateniense

48
diminuição do poder do Areópago, que repre- 2. A decadência das Cidades-Estado
sentava a aristocracia;
A partir do século V a. C., dois fatores con-
fortalecimento da Assembléia Popular, cujas tribuíram para o enfraquecimento das Cidades-
decisões passaram a ter validade acima de -Estado da Grécia:
todas as outras.
A democracia não representava todo o povo As guerras Greco-Pérsicas (490-468 a. C.)
da cidade. Os escravos e os estrangeiros não al-
cançavam a cidadania. Esta era exclusiva dos A causa principal das guerras entre gregos
homens livres, filhos de atenienses. e persas foi a expansão do Império Persa, que
subjugou as cidades gregas da Asia Menor.
Houve três guerras greco-pérsicas. Na pri-
meira, os persas, chefiados por Dano I, invadi-
ram a Grécia, mas foram derrotados pelo general
ateniense Milcíades, na Batalha de Maratona.
Os persas atacaram novamente em 480 a. C.,
chefiados por Xerxes, filho de Dano I. Conse-
guiram tomar Atenas, que foi incendiada. Mas
foram derrotados na batalha naval de Salamina,
por Temístocles. Em seguida, sofreram novas
derrotas em Platéia e Micala.

Os escravos eram empregados na elaboração de metais,


principalmente na fabricação de armas.

A sociedade ateniense era composta pelas


seguintes camadas:
io cidadãos (eupátridas): eram os proprietários
das terras (aristocratas), os comerciantes e os
Túmulo levantado em Maratona, onde se deu a Primeira
artesãos. Guerra Greco.Pérslca, na qual ~fades derrotou Dano I,
metecos: eram os estrangeiros. Não tinham rei dos persas.

direitos políticos e não podiam ter propriedades. Após essas vitórias, várias cidades gregas
Em geral, viviam do comércio e do artesanato. organizaram-se na Confederação de Delos, sob a
escravos: constituíam uma camada pouco liderança de Atenas. A terceira guerra greco-
numerosa da população. -pérsica ocorreu em 468 a. C., quando os persas
foram derrotados por Címon, na Ásia Menor.
O sistema educacional de Atenas, ao contrá-
rio do de Esparta, tinha como objetivo principal
A Guerra do Peloponeso (431-404 a. C.)
a formação de bons cidadãos.
Para os atenienses, a cidadania era um dos Com a vitória dos gregos sobre os persas,
maiores privilégios sociais. O cidadão devia com- Atenas passou a exercer a hegemonia * sobre as
parecer às festas religiosas da cidade, prestar o cidades gregas. Isso provocou a rivalidade de
serviço militar e participar dos trabalhos da As- Esparta. O resultado final foi a Guerra do Pelo-
sembléia Popular. poneso.

49
Quase todas as cidades gregas entraram no conflito, umas a favor de Atenas, outras aliadas a
Esparta.
Ao lado das operações militares, todo o mundo grego foi atingido por lutas sociais e políticas.
O comércio e a navegação se enfraqueceram.
Os espartanos, comandados por Lisandro, derrotaram definitivamente Atenas na Batalha de
Egos-Pótamos.
Todas as cidades gregas ficaram enfraquecidas com a guerra. A decadência dos gregos facilitou
a conquista da Grécia por Filipe da Macedônia, em 338 a. C.
A Filipe sucedeu Alexandre, que conquistou o Império Persa e dominou todos os povos do Oriente
Médio. Após a morte de Alexandre, seu império fragmentou-se e foi conquistado pelos romanos,
inclusive a Grécia.

Mar Negro


Sardes
Tarso Massaca

Alexandria

o litoral do Mediterrâneo, do Mar Negro até a


IV. As bases econômicas da Grécia Espanha.
Antiga
Todo esse mundo grego apresentava-se unido
por traços comuns: língua, origem étnica, religião,
As condições geográficas da Grécia marca- costumes e, sobretudo, pelo comércio.
ram profundamente a evolução histórica de seu Ao lado da atividade comercial, os gregos
povo. A presença de um relevo montanhoso difi-
dedicaram-se também, de maneira secundária, à
cultava as comunicações entre seus estreitos vales,
agricultura, plantando cereais e cultivando a fi-
concorrendo para a formação de comunidades
gueira, a oliveira e a videira; desenvolveram ainda
isoladas e de vida autônoma. Essas condições
influenciaram também sua economia. a criação de pequenos rebanhos.
Não dispondo de terras abundantes e férteis Produziam diversos produtos de exportação,
para a agricultura, os gregos construíram portos como: azeite, vinho e utensílios de cerâmica.
no extenso e recortado litoral da Grécia, expan-
dindo assim o comércio marítimo. As colônias forneciam cereais, madeiras,
Desenvolveram também um grande trabalho peles, lãs, metais, tecidos finos, calçados, perfu-
de colonização, fundando colônias em quase todo mes etc.

50
V. O desenvolvimento cultural na
Grécia

Com sua impressionante criação intelectual,


artística e religiosa, a civilização grega legou
aos séculos posteriores um dos mais vivos
símbolos do Humanismo *, pois glorificou o
Homem como a mais importante criatura do
Universo.

Embora divididos politicamente (cada Cida-


de-Estado gozava de total autonomia), os gregos
estavam unidos pelo mesmo ideal de vida. Pos-
suíam, pois, uma unidade cultural.

1. A religião
Como quase todos os povos antigos, os
Cópia em mármore da Atenea Parthenos, de Fidias, a
gregos tinham uma religião antropomórfica: seus
deusa da sabedoria
deuses eram representados. com forma humana,
mas se distinguiam dos homens pela imortalidade. Além de venerar os antepassados, os gregos
Ao lado dos deuses principais — Zeus, Hera, cultuavam deuses locais, protetores das cidades.
Atena, Apoio, Posseidon —, havia divindades O culto incluía cerimônias religiosas nacio-
menores (como Pã, protetor dos pastores, e' as nais, com jogos, competições e apresentação de
ninfas) e semideuses ou heróis. Os mais famosos peças teatrais. As festas mais importantes reali-
heróis gregos eram: Hércules, Teseu, Perseu e zavam-se em Olímpia, de 4 em 4 anos, em
Édipo. homenagem a Zeus.

51
Anfiteatro grego, para representação teatral

2. A literatura, a Filosofia, a
História e as Ciências
A !liada e a Odisséia, poemas épicos * atri-
buídos a Homero, são as obras mais importantes
da literatura grega.
Na poesia lírica * destacou-se Nadam, que
escreveu Odes à Vitória.
O teatro foi uma das mais importantes mani-
festações literárias dos gregos. Suas peças são
representadas até hoje.
Em geral, as peças eram escritas em forma
de poemas dramáticos e apresentadas em grandes
anfiteatros ao ar livre.
Os maiores dramaturgos gregos e suas prin-
cipais obras foram:
Ésquilo: Os Persas, Os Sete contra Tebas e
Prometeu Acorrentado.
Sófocles: Antigona, Eletra e Édipo Rei.
Euripedes: As Bacantes e Medéia.
A Grécia foi também a pátria dos primeiros Gravura representando Sócrates, no fim da vida, bebendo
cicuta. Depois de uma vida dedicada ao ensino, Sócrates
grandes filósofos. O pensamento de Sócrates,
foi acusado de corromper a juventude de Atenas e obri-
Platão e Aristóteles continua vivo até hoje. A gado a tomar veneno.
filosofia ocidental foi profundamente influencia-
da por esses grandes pensadores. 3. As artes
Na História, destacaram-se Heródoto, Tuci- Na arquitetura, os gregos demonstraram um
dides e Xenofonte. grande senso estético, fundado na simplicidade e
Euclides, Arquimedes e Pitágoras formula- na harmonia. Os elementos dominantes dessa
ram os princípios básicos da Matemática e da arquitetura são as linhas retas e as colunas, res-
Mecânica. ponsáveis pela imponência dos templos.

52
Os templos foram as realizações mais impor-
tantes da arquitetura grega. O mais grandioso
conjunto arquitetônico construído pelos gregos
foi a Acrópole de Atenas, que inclui o Partenon,
Propileu e o Erecteion.

Templo dedicado a Teseu, na Agora de Atenas.

A escultura era utilizada para embelezar e


completar as obras da arquitetura. Em geral, as
esculturas tinham como motivo as imagens dos
deuses e dos heróis-. Os maiores escultores gregos
foram Mias e Mirou.
Outras artes desenvolvidas pelos gregos -fo-
ram: Gravura representando a famosa batalha entre Alexan-
dre Magno, da Macedônia, e Dano III, da Pérsia
a gliptica, arte de gravar pedras preciosas,
moedas e medalhas; As conquistas de Alexandre contribuíram
para a difusão da cultura grega entre os povos
a cerâmica, com o embelezamento dos objetos
antigos.
mais comuns, como os vasos;
Os povos orientais assimilaram a língua, o
a ourivesaria, que consistia em modelar arma- vestuário, as cerimônias religiosas e outros costu-
duras, móveis, instrumentos musicais, vestes e mes dos gregos. A escrita cuneiforme usada por
tecidos. muitos povos do Oriente Médio foi substituída
pela escrita grega.
VI. A helenização do mundo antigo
Desenvolveu-se assim a chamada cultura he-
lenistica: uma mistura da cultura grega com
Já vimos que a Grécia, depois da Guerra do a cultura dos povos da Antigüidade Oriental.
Peloponeso, foi conquistada por Filipe da Mace-
dônia e dominada por seu sucessor, Alexandre Os principais centros de difusão da cultura
Magno. helenística foram: Alexandria (cidade do norte
Alexandre Magno estendeu seu império até do Egito, fundada por Alexandre Magno em 332
Oriente Médio e o norte da África, após con- a. C.); Pérgamo (situada na Asia Menor); Rodes
quistar a Asia Menor, o Egito, a Pérsia e che- (na ilha do mesmo nome, no Mediterrâneo orien-
gar até a índia. O grande conquistador morreu tal); Antioquia (também situada na Asia Menor);
em 323 a. e, aos 33 anos de idade. e Siracusa (antiga colônia grega da Sicília).

54
Wed~no Filosofia: Sócrates, Platão, Aristóteles;

História: Heródoto, Tucídides, Xenofonte;


A CIVILIZAÇÃO GREGA
Artes: arquitetura (templos), escultura (Fídias
Míron).
território:
Hélade; Helenização do mundo antigo:
Península do Peloponeso;
ip Alexandre Magno levou a cultura grega a todo
ilhas. Oriente Médio e norte da África;

povoamento: surgiu assim a cultura helenística: mistura da


cultura grega com a cultura dos povos da Anti-
aqueus; güidade Oriental;
• eólios; centros da cultura helenística: Alexandria, An-
jônios; tioquia, Pérgamo, Siracusa.
dórios.

A vida politica:
No clãs, frátrias, tribo, povo;
Vovaimdáitio
4, Cidade-Estado (polis): Monarquia Oligarquia, Aristocracia: classe privilegiada, em geral formada
Democracia; por grandes proprietários de terras.
Esparta: cidade militarista;
Hegemonia: predomínio de uma cidade ou de um
Atenas: cidade marítima e dedicada ao co- país sobre outro.
mércio;
Helenos: povos primitivos que invadiram a Grécia,
4, decadência das Cidades-Estado:
de origem indo-européia e que se consideravam
lo guerras greco-pérsicas; descendentes do deus Hélen.
guerra do Peloponeso.
Humanismo: valorização do homem, colocando-o
Bases econômicas: no centro de todas as preocupações e visando
seu pleno desenvolvimento.
4, as condições geográficas marcaram o tipo de
economia dos gregos; Indo-europeu: denominação dada ao grupo lingüís-
io o comércio marítimo e a colonização de outras tico que abrange o persa, o grego, o latim e
cuja área geográfica se estende pela India, Irã,
terras se explicam por isso;
e Europa.
a metrópole exportava azeite, vinho e artigos
de cerâmica; Oligarquia: regime político no qual o governo é
controlado por uma minoria, geralmente uma
as colônias forneciam cereais, madeiras, peles,
família ou algumas famílias poderosas.
lãs, metais etc.

Desenvolvimento cultural: Poema épico: poema que conta ações heróicas e


grandiosas de um povo ou de um guerreiro. Ex.:
Religião: grande número de deuses, semideuses Os Lusíadas, de Luís de Camões.
e heróis;
lo Literatura: Homero, Píndaro, Ésquilo, Sófocles, Poesia lírica: poesia que expressa os sentimentos
Eurípedes; as paixões humanas.
jr 6

Onde se desenvolveu a Antigüidade Ocidental?


Onde se localiza e como é o território da Grécia?
Quais são os nomes das três partes da Grécia Antiga?
Onde se desenvolveu a civilização cretense e quais seus centros principais?
Quais foram os povos que se estabeleceram na Grécia Antiga a partir do ano 2000 a. C.?
Quem eram os dórios?
Cite duas características da Cidade-Estado grega.
Quem foi Licurgo?
Quais eram os órgãos do governo de Esparta?
Qual era a função dos éforos?
Como viviam os cidadãos em Esparta? E os hilotas?
Como era a educação espartana?
Quais foram as principais formas de governo que existiram em Atenas?
Quem eram os tiranos e o que eles representavam?
Como se deu a formação da democracia em Atenas?
Quais foram as principais medidas tomadas por Péricles em Atenas?
Quais eram os nomes das camadas sociais de Atenas?
Que fatores contribuíram para a decadência das Cidades-Estado da Grécia?
O que foi a Confederação de Delos?
Qual foi o motivo da Guerra do Peloponeso?
Como terminou a Guerra do Peloponeso?
O que era o mundo grego e quais os traços comuns entre os povos que o constituiam?
Como era o comércio entre a Grécia e as suas colônias?
O que foi o Humanismo grego?
Cite duas características da religião grega.
Cite duas características do teatro grego e o nome de dois de seus dramaturgos.
O que era a acrópole em Atenas e quais as suas principais construções?
Quais foram as outras artes desenvolvidas pelos gregos?
O que foi a helenização do mundo antigo?
Quais foram os principais centros de difusão da cultura helenística?

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A Civilização Romana nasceu no centro da Península Itálica, por volta do século VIII a. C. •
Progressivamente; os romanos foram conquistando a Itália, a área do Mediterrâneo, a Europa, o norte
da África e a Ásia Menor. No seu apogeu, o Império Romano foi um dos maiores e mais poderosos
da Antigüidade.

I. O território

Roma situa-se no centro da Península Itálica.


E a Península Itálica penetra no Mar Mediterrâ-
neo, no centro do continente europeu.
No tempo dos romanos, a Itália era dividida
em três partes:
Gália Cisalpina ou Alta Itália, que se estendia
dos Alpes até o Rio Rubicão.
Itália Central, que compreendia as regiões da
Etrúria, embria, Lácio e Campânia.
Itália Meridional ou Magna Grécia, que com-
preendia a Apúlia, a Calábria, a Lucânia e
Brútio (ponto extremo da península).
Junto à Península Itálica encontram-se as
ilhas da Sicília, da Sardenha e de Córsega.

Escultura representando a loba que amamentou os funda- 1


dores de Roma, Rômulo e Remo
II. O povoamento

No século VIII a. C., a Península Itálica


estava ocupada por diversas populações:
gauleses, na Gália Cisalpina;
etruscos, na região da atual Toscana;
italiotas (latinos, sabinos, úmbrios e samni-
tas), na Itália Central;
gregos (agrupados em diversas colônias), na
Itália Meridional.
A cidade de Roma foi fundada pelos latinos
às margens do Rio Tibre, aproximadamente no
ano 1000 a. C.