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A Igreja Presbiteriana Independente do Brasil confirma que as Escrituras Sagradas do Antigo e

Novo Testamentos são nossa única regra de fé e prática. E, portanto são elas que dimensionam nossas
práticas e vivências sociais, espirituais e éticas. Considerando o matrimônio uma dádiva de Deus,
estabelecido desde as primeiras páginas sagradas da Bíblia e sedimentado por toda a tradição cristã,
reiteramos o ensino bíblico conforme Gn 2,24: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua
mulher, tornando-se os dois uma só carne” ; cremos, portanto, que o casamento heterossexual entre
um homem e uma mulher representa a perfeita expressão da união conjugal proposta por Deus ao seu
povo eleito e santificado, assim como na figura de Cristo e sua Igreja, que diz: Maridos amai vossa
mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, Ef 5.25.
Nesse sentido, a IPIB sustenta e reproduz este ensino bíblico como modelo para o
desenvolvimento de uma sexualidade saudável, plena, íntegra e responsável. Sendo assim, qualquer
ato, decisão ou prática que fuja deste modelo bíblico, será considerado estranho e reprovável para o
perfeito desenvolvimento da fé e da maturidade espiritual. Entretanto, reconhecemos que a
heterossexualidade vivida por um homem e por uma mulher no matrimônio cristão, não está imune à
desvios éticos e morais, e portanto reprováveis conforme proposto pelas Sagradas Escrituras. De
acordo com várias citações bíblicas, é vedada qualquer prática da sexualidade fora do matrimônio,
inclusive sob pena de disciplina, visando sempre a correção, em amor, para o bem da comunhão entre
o povo de Deus. Diante disso, a prática da homossexualidade, masculina e feminina, bem como
qualquer desvio do modelo bíblico para o desenvolvimento da vida cristã, configura comportamento
passível de reprovação, assim como temos na primeira carta paulina aos Coríntios 6.9-11: “Ou não
sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras,
nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem
maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos
lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no
Espírito do nosso Deus”.
Contudo, as pessoas que vivem sob tais desvios, não devem ser sumária e impiedosamente
condenadas; antes, devem ser alvo da restauração completa oferecida em Cristo, sob a iluminação do
Espírito Santo de Deus. Pois, ainda citando as Sagradas Escrituras, sabemos que “...todos pecaram e
carecem da glória de Deus”, (Rm 3.23). Portanto, todos carecemos da graça de Deus, pois temos a

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mesma origem e somos todos portadores da mesma natureza humana pecaminosa.
Sendo assim, a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil entende que todos os membros de
sua comunidade de fé devem acolher e praticar a ordem de Jesus de fazer discípulos de todas as
nações: raça, gênero, orientação sexual, classes sócio-econômicas, culturas e religiões. Isto significa
que todas as pessoas podem e devem ser “justificadas gratuitamente, por sua graça, mediante a
redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.24), porém, isto ocorre quando todas as pessoas,
indistintamente, são acolhidas pela comunidade de fé, pois a boa notícia do Evangelho diz: “Porque
Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não
pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse
o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (João 3.16-17). Desse modo, compreendemos
que a Igreja de Cristo – comunidade de fé – é espaço comum e público para se anunciar e
respectivamente se ouvir a mensagem regeneradora de Cristo, pois que as Escrituras dizem: “Porque
com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. Porquanto a
Escritura diz: Todo aquele que nele crê não será confundido. Pois não há distinção entre judeu e grego,
uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque: Todo
aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, porém, invocarão aquele em quem não
creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram”? (Rm 10.10-14)

Este texto foi aprovado pela Assembleia Geral da IPI do Brasil, reunida em Poços de
Caldas-MG, de 11 a 15 de fevereiro de 2011.