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ABNT/CB-03

1º PROJETO 03:031.02-009/2 (IEC 60079-35-2)


OUT 2012

Atmosferas explosivas – Parte 35-2 – Lanternas para capacetes para utilização


em minas sujeitas a grisu – Desempenho e outros requisitos relacionados com a
segurança
APRESENTAÇÃO

1) Este 1º Projeto de Norma foi elaborado pela Comissão de Estudo de Requisitos gerais de
equipamentos “Ex”, com invólucros à prova de explosão (Ex “d”), imersão em areia (Ex “q”), imersão em
óleo (Ex “o”), encapsulamento em resina (Ex “m”), equipamentos elétricos com nível de proteção de
equipamento (EPL) Ga e luminárias para capacetes para minas sujeitas a grisu (CE-03:031.02) do
ABNT/CB-03 – Comitê Brasileiro de Eletricidade, nas reuniões de:

21.08.2012 25.09.2012

2) Este 1º Projeto de Norma é previsto para cancelar e substituir a ABNT NBR IEC 62013-2:2009,
quando aprovado, sendo que nesse ínterim a referida Norma continua em vigor;

3) Previsto para ser idêntica à IEC 60079-35-2:2011 (Ed. 1.0);

4) Não tem valor normativo;

5) Aqueles que tiverem conhecimento de qualquer direito de patente devem apresentar esta
informação em seus comentários, com documentação comprobatória;

6) Este Projeto de Revisão será diagramado conforme as regras de editoração da ABNT quando de
sua publicação como Norma Brasileira.

7) Tomaram parte na elaboração deste Projeto:

PARTICIPANTE Representante
ANLUZ Oscar Francisco Alves Neto
BLINDA Augusto César Aranha Trilha
BLINDA Paulo Burgon
BUREAU VERITAS CERTIFICATION Márcio Gomes de Sousa
COOPER CROUSE-HINDS/CEAG Leandro Pinheiro
IEE / USP Manuel Joaquim Sequeira
EMERSON / NUTSTEEL Osvaldo Pires de Araújo
PETROBRAS Roberval Bulgarelli
SENAI / SANTOS Edson M. Silva

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PARTICIPANTE Representante
SOUL CONSULTORIA Márcio Pinto Santos
TRAMONTINA Benedito A. Arruda
TÜV RHEINLAND DO BRASIL Heleno dos Santos
UL DO BRASIL Denise Ferreira da Silva
ZURICH Ronaldo Oto Romão

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Atmosferas explosivas – Parte 35-2 – Lanternas para capacetes para utilização


em minas sujeitas a grisu – Desempenho e outros requisitos relacionados com a
segurança
Explosive atmospheres – Part 35–2: Caplights for use in mines susceptible to firedamp –
Performance and other safety-related matters

Palavras-chave: Atmosfera explosiva. Lanterna. Capacete. Minas. Desempenho. Segurança.


Descriptors: Explosive atmosphere. Caplights. Mines. Performance. Safety.

Sumário
Prefácio Nacional 5
1. Escopo 6
2. Referências normativas 6
3. Termos e definições 6
4. Iluminação de saída 6
4.1 Fonte de luz 6
4.2 Suporte da fonte de luz 7
4.3 Intensidade luminosa e iluminância 7
4.4 Fonte de luz auxiliar 7
4.5 Foco 7
4.6 Cromaticidade 7
5. Confiabilidade 8
5.1 Vida da lâmpada 8
5.2 Vida da bateria (ciclos de carga/descarga) 8
5.3 Período útil de trabalho da lanterna para capacete 8
5.4 Durabilidade 8
6. Ergonomia 9
6.1 Massa 9
6.2 Facilidade de operação 9
6.3 Manutenabilidade 9
6.4 Segurança da lanterna para capacete 9
7. Ensaios de tipo – Iluminamento durante o período útil de trabalho 9
8. Instruções 10
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9. Marcação 10
Anexo A (informativo) Exemplos de instruções do fabricante sobre ensaios de rotina a
serem realizados pelo usuário 12
A.1 Requisitos preparatórios 12
A.2 Procedimento de avaliação 12
A.3 Critérios de aceitação 13
A.4 Exemplo de relatório de ensaio 14

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Prefácio Nacional
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas
Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas
fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2.

A aplicação desta Norma não dispensa o respeito aos regulamentos de órgãos públicos que os
equipamentos, os serviços e as instalações devem satisfazer. Como exemplos de regulamentos de
órgãos públicos, podem ser citadas as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego
e as Portarias Ministeriais elaboradas pelo Inmetro contendo os Requisitos de Avaliação da
Conformidade (RAC) para equipamentos elétricos para atmosferas explosivas, nas condições de gases
e vapores inflamáveis e poeiras combustíveis.

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:

Scope
This part of ABNT NBR IEC 60079-35 details those performance and other safety features of caplights,
including those with a point of connection for another equipment, not covered in PN 03:031.02-009, but
which are important for the safety and working conditions of the user. It may also be applied to caplights
for use in mines not likely to be endangered by firedamp.
NOTE When this part of the standard is used as a "stand-alone" document for non-gassy mines, any relevant
constructional requirements should be the subject of agreement between the supplier and the user and, where
possible, be as described in PN 03:031.02-009.

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1 Escopo
Esta parte da ABNT NBR IEC 60079-35 detalha as características de desempenho e outras
características de segurança de lanternas para capacetes, incluindo aquelas com um ponto de conexão
para outros equipamentos, não cobertos na PN 03:031.02-009, mas que são importantes para a
segurança e condições de trabalho do usuário. Esta Norma pode também ser aplicada a lanternas para
capacetes não passíveis de serem expostas ao risco pelo grisu.
NOTA Quando esta parte da Norma for utilizada como documento “único” para minas que não contenham gases,
é recomendado que qualquer requisito construtivo aplicável seja sujeito a um acordo entre o fornecedor e o
usuário, e, quando possível, estar conforme descrito na PN 03:031.02-009.

2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para
referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se
as edições mais recentes do referido documento (incluindo qualquer emenda).

IEC 60050-845, International Electrotechnical Vocabulary (IEV) – Chapter 845: Lighting

ABNT NBR NM IEC 60983, Lâmpadas miniaturas

PN 03:031.02-009, Atmosferas explosivas – Parte 35-1: Lanternas para capacetes para utilização em
minas sujeitas a grisu – Requisitos gerais – Construção e ensaios em relação ao risco de explosão1

ABNT NBR ISO 80000-1, Grandezas e unidades – Parte 1: Generalidades

3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se as definições da ABNT NBR ISO 80000-1 e
IEC 60050(845) e a seguinte:

3.1
período útil de trabalho
período em horas definido pelo fabricante, levando em consideração a corrente consumida pela fonte de
luz principal e, se apropriado, a corrente média consumida por quaisquer acessórios durante este
período, durante o qual a fonte de luz principal da lanterna para capacete pode ser continuamente
utilizada e estar de acordo com os requisitos de intensidade luminosa mínima requeridos nesta Norma

4 Iluminação de saída
4.1 Fonte de luz

4.1.1 Cada lanterna deve possuir pelo menos duas fontes de luz, sendo que pelo menos uma destas
deve ser a fonte principal de luz e atender aos requisitos desta parte da ABNT NBR IEC 60079-35.
Alternativamente uma fonte de luz única pode ser utilizada se esta for do tipo que não possui filamento
e possuir um tempo de vida útil definido em 5.1.

1 A ser publicada

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4.1.2 Quando uma lanterna para capacete for montada com duas lâmpadas ou filamentos, cada uma
sendo capaz de ser a fonte de luz principal, o fabricante deve indicar qual delas deve ser a fonte de luz
principal e qual deve ser a fonte de luz auxiliar; caso contrário, ambas as fontes de luz devem atender
aos requisitos da fonte de luz principal.

4.1.3 Lâmpadas com filamentos para as fontes de luz principal e auxiliar devem estar de acordo com a
ABNT NBR NM IEC 60983. Quando os dados pertinentes não forem apresentados na
ABNT NBR NM IEC 60983, um dado equivalente deve ser fornecido pelo fabricante da lanterna para
capacete.

4.2 Suporte da fonte de luz

O suporte para a fonte de luz principal deve ser capaz de fixá-la e mantê-la de forma segura, em uma
posição focada com relação ao perfil do refletor, de acordo com 4.5.

4.3 Intensidade luminosa e iluminância

O feixe principal de luz de uma lanterna para capacete, montado em seu capacete pretendido, em sua
orientação normal de operação, deve apontar 10 graus ± 5 graus para baixo, a partir da horizontal.

NOTA Uma declaração do fabricante da lanterna para capacete declarando conformidade com os requisitos é
aceitável e não precisa ser verificado se a certificação é solicitada.

Ao final do período útil de trabalho, a intensidade luminosa da fonte de luz principal em uma lanterna
totalmente montada no capacete pretendido em sua orientação normal, deve extender um cone com um
mínimo de 1 cd (1 lux a 1 m). Este cone não pode ser menor que 30 graus para cima do feixe de luz
principal, 60 graus para baixo do feixe de luz principal e 60 graus para cada lado. Isto pode ser
calculado a partir dos dados do fabricante ou ensaiado de acordo com a Seção 7. A máxima iluminação
não pode ser menor que 1 500 cd (1 500 lux a 1 m).

4.4 Fonte de luz auxiliar

A fonte de luz auxiliar é basicamente destinada para utilização de emergência se a fonte de luz principal
falhar e é excluída dos ensaios de tipo da Seção 7.

4.5 Foco

A fonte de luz principal deve ser focada, ou capaz de ser focada, de forma que o padrão de iluminação
não seja prejudicado por distorção.

4.6 Cromaticidade

Para fontes de luz sem filamentos, a temperatura correlata de cor (CCT – Colour Correlated
Temperature) deve ser superior a 5 000 K e o índice de reprodução de cor (CRI - Colour Rendering
Index) deve ser maior que 70, a menos que valores alternativos sejam especificados pelo fabricante da
lanterna para capacete e incluidos nas instruções para os usuários.
NOTA Os valores de CCT e CRI fornecidos pelo fabricante da lanterna para capacete não necessitam ser
verificados se uma certificação for exigida.

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5 Confiabilidade
5.1 Vida da lâmpada

A vida útil das fontes de luz da lanterna para capacetes montadas com duas fontes de luz de filamentos
deve estar em conformidade com os requsitos de Lampadas para lanternas para capacetes de mineiros
da ABNT NBR NM IEC 60983. Se o fabricante da lâmpada fornecer dados mostrando tais resultados, isto
pode ser aceito sem ensaios adicionais. A vida minima não pode ser menor do que 200 h para a fonte
principal e 50 h para a fonte auxiliar.

A vida útil das fontes de luz da lanterna para capacetes montadas com duas fontes de luz sem
filamentos não pode ser menor que 200 h para a fonte principal e de 50 h para a fonte auxiliar, quando
ensaiada na temperatura de operação de ambiente máxima e tensão nominal da bateria.

Para lanternas para capacetes com duas fontes de luz, após 200 horas a intensidade luminosa da fonte
de luz principal deve atender os requisitos de 4.3.

A vida da fonte de luz única tipo sem filamento não pode ser menor que 5 000 h quando determinada
por ensaio de todo o conjunto capacete e lanterna ou utilizando dados da vida útil do fabricante,
temperatura de junção, maxima temperatura de operação ambiente, tensão nominal da bateria e
calculos apropriados baseados em todo o conjunto capacete e lanterna. O resultado da intensidade
luminosa após 5 000 h da fonte deve atender os requisitos de 4.3.

5.2 Vida da bateria (ciclos de carga/descarga)

Não é possível especificar um tempo de vida útil cíclico da bateria devido à multiplicidade dos tipos de
baterias, regimes de recarga e condições de utilização.

O fabricante deve elaborar instruções para o usuário sobre o tempo de recarga e verificações de rotina
que sejam necessárias para assegurar que a bateria é capaz de executar suas tarefas designadas
durante o período de trabalho. Ver Seção 8 e Anexo A.

NOTA A seleção do equipamento de carga da bateria depende do tempo disponível entre os períodos sucessivos
de trabalho. Quando o tempo de recarga é insuficiente para uma recarga total da bateria, pode ser necessário que
o fabricante alerte o usuário para a utilização de luminárias para capacetes adicionais.

5.3 Período útil de trabalho da lanterna para capacete

O fabricante deve declarar o período util de trabalho da lanterna para capacate quando nova, levando
em consideração a corrente consumida pela fonte principal de luz, se apropriado, a corrente consumida
média por qualquer acessório durante aquele período. Os requisitos de ensaio são dados na Seção 7.

5.4 Durabilidade
5.4.1 Dispositivos de fixação e conectores

Dispositivos de fixação e conectores devem ser projetados de forma que não se soltem em
utilização normal.
5.4.2 Resistência à abrasão

A lanterna para capacete deve ser construída de materiais que sejam resistentes á abrasão em
condições normais de utilização.

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5.4.3 Operacionalidade após ensaios mecânicos

Após a conclusão dos ensaios de queda da PN 03:031.02-009, pelo menos uma fonte de luz deve ainda
estar operando e não pode haver vazamento de eletrólito.

6 Ergonomia
6.1 Massa

A menos que de outra forma tenha sido acordado entre o fabricante e o usuário, a massa da bateria e
seu invólucro não podem exceder 2 750 g e a massa total do conjunto montado da lanterna para
capacete não podem exceder 3 250 g.

A menos que de outra forma tenha sido acordado entre o fabricante e o usuário, a massa somente da
lanterna do capacete (lanterna de capacete com uma bateria integrada) não podem exceder 250 g. A
massa máxima recomendada somente da lanterna do capacete é 185 g.

6.2 Facilidade de operação

O interruptor deve ser facilmente acessível para o usuário com a lanterna para capacete em posição de
utilização normal. O interruptor deve ser do tipo de ação positiva.

NOTA Recomenda-se que o interruptor seja operado mesmo com a utilização de luvas de proteção.

6.3 Manutenabilidade

A lanterna para capacete deve ser construída de tal forma que as partes substituíveis pelo usuário
sejam facilmente acessíveis após a operação ou remoção de qualquer dispositivo de fixação especial.

Se requerido pelo projeto da bateria, meios devem ser fornecidos para possibilitar o enchimento inicial,
posteriores reposições do nível e substituição do eletrólito.

6.4 Segurança da lanterna para capacete

Para lanterna contida inteiramente no capacete um tirante que possa prontamente fixar a lanterna no
corpo do capacete deve ser fornecido.
NOTA Recomenda-se que este tirante seja duravel, leve e forte e também seja projetado para minimizar o risco do
tirante ficar preso na infraestrutura da mina e equipamento.

Onde lanternas para capacetes são destinadas apenas para o utilização em capacete que possua
restrições (tirante de queixo) este requisito não se aplica.

7 Ensaios de tipo – Iluminamento durante o período útil de trabalho


Os seguintes ensaios devem ser realizados em uma sala escura ou invólucro onde qualquer luz refletida
não possa influenciar os resultados, em uma temperatura de (23 ± 2) ºC.

Verificar que a lanterna para capacete possui uma bateria totalmente carregada.

NOTA 1 Pode ser necessário recarregar a bateria várias vezes para atingir a sua capacidade total.

Ligar a fonte de luz principal e, se apropriado, qualquer dispositivo adicional para simular a corrente de
carga total declarada pelo fabricante.

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Permitir que a luminária para capacete opere pelo período útil de trabalho.

Registrar a tensão da bateria.

NOTA 2 Se um dispositivo ativo que afete a corrente de saída da bateria estiver presente, por exemplo, uma fonte
chaveada, a tensão tem que ser medida na entrada deste dispositivo.

Desconectar a lanterna e o cabo da bateria e conectá-los a uma fonte de corrente contínua com um
ripple residual não maior que 3 mV e capaz de manter a tensão dentro de ± 0,01 V durante todo o
período de ensaio.

Ajustar a fonte de alimentação a uma tensão medida no final do período útil de trabalho. Focar a fonte
de luz principal da lanterna.

Posicionar a lanterna de forma que a tampa de proteção fique 1 000 mm ± 5 mm distante de uma
fotocélula calibrada.

Mover a lanterna ou a fotocélula através dos ângulos especificados em 4.3, mantendo a distância
especificada acima. Registrar a leitura da fotocélula a intervalos de 5°, ou em uma tela retangular
especificada que forneça os mesmos resultados. O iluminamento deve atender os requisitos de 4.3.

8 Instruções
O fabricante deve elaborar manuais detalhados de instalação, operação, manutenção e reparos que
incluam pelo menos as seguintes informações:

a) informações sobre a utilização segura da lanterna para capacete;


b) período útil de trabalho da lanterna para capacete;
c) o mínimo iluminamento no final do período útil de trabalho, nos ângulos definidos em 4.3;
d) o mínimo iluminamento no final do período útil de trabalho, no ponto de iluminamento máximo;
e) tipos permitidos de fontes de luz;
f) verificações periódicas pelo usuário para assegurar utilização segura contínua, manutenção e
desempenho de iluminamento (ver Anexo A);
g) lista das partes que podem ser substituídas pelo usuário;
h) lista de ferramentas especiais.
i) quaisquer instruções especiais requeridas para o descarte das baterias e quaisquer outros
componentes aplicáveis;
j) a temperatura correlata de cor (CCT) e o índice de reprodução de cor (CRI) para fontes de luz sem
filamentos que não atendam os requisitos de 4.6.

9 Marcação
Lanternas para capacete que atendam aos requisitos desta parte da ABNT NBR IEC 60079-35 devem
ser marcadas com as seguintes informações:

a) o nome ou marca registrada do fabricante da lanterna para capacete;


b) a identificação do tipo ou modelo do fabricante;
c) o número desta Norma (PN 03:031.02-010)
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d) sobre o invólucro da bateria ou dos acumuladores, a data ou código para indicar o mês e o ano de
fabricação.
NOTA Quando a lanterna para capacete atender também aos requisitos da PN 03:031.02-009, não é necessário
repetir as marcações requeridas na PN 03:031.02-009 que possam estar duplicadas pelos requisitos de marcação
da PN 03:031.02-010

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Anexo A
(informativo)

Exemplos de instruções do fabricante sobre ensaios de rotina a serem


realizados pelo usuário

NOTA Onde requisitos nacional ou local se aplicam, estes necessitam ter precedência sobre os seguintes.

A.1 Requisitos preparatórios


a) Selecionar uma amostra representativa de lanterna para capacete totalmente carregada da bancada
de carga, de forma que, durante um período não superior a quatro meses, todas as lanternas de
capacetes sejam ensaiadas;
b) Registrar a identificação ou números de série da lanterna para capacete;
c) Examinar visualmente as lanternas para capacete para identificar defeitos que possam prejudicar o
desempenho ou segurança;
d) Reparar qualquer parte danificada encontrada ou remover a lanterna para capacete do serviço.
e) Limpar as lanternas para capacete de acordo com as instruções do fabricante.
f) Ligar a fonte de luz principal por um período de tempo igual à duração do turno de serviço, incluindo
qualquer tempo necessário para percurso no interior da mina. Se a lanterna para capacete for
destinada para ser utilizada com qualquer acessório, a corrente de carga adicional necessita ser
levada em consideração quando da realização dos ensaios.

A.2 Procedimento de avaliação


a) Exemplo 1

Posicionar uma lanterna para capacete a 1 000 mm ± 5 mm distante de uma fotocélula calibrada
adequada. Encontrar a posição do maior valor medido de iluminamento, dentro de um círculo de
diâmetro de 100 mm ± 2 mm sobre um plano paralelo ao da tampa de proteção da lanterna, e
registrar o valor em lux (Emáx).

NOTA Se o ensaio não for realizado em uma sala escura ou se a fotocélula não for protegida contra luz
ambiente externa, então é recomendável que a medição seja primeiramente realizada a partir do ponto desta
luz externa antes do ensaio e o seu valor seja subtraído do resultado do ensaio.

b) Exemplo 2

Posicionar uma lanterna para capacete na janela de uma esfera fotométrica completa, possuindo as
dimensões apresentadas na Figura A.1.

Medir o fluxo luminoso em lumens.

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30° ± 1 % 30° ± 1 %
2

1
A

15 ± 0,5
3

∅220 ± 2

28 ± 0,5

Dimensões em milímetros

Legenda

1 Abertura para a lanterna para capacete

2 Fotocélula

3 Defletor

A Amplificador do defletor (vista do sentido da seta)

Figura A.1 – Desenho esquemático de uma esfera fotométrica típica

A.3 Critérios de aceitação


a) Exemplo 1

O máximo iluminamento a 1 m não pode ser menor do que 1 500 lx (lux).

b) Exemplo 2

O fluxo luminoso não pode ser menor que 10 lm (lumens).

Se a lanterna para capacete falhar no atendimento do critério de aceitação, é recomendado que ações
corretivas sejam realizadas antes da sua recolocação em serviço.

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A.4 Exemplo de relatório de ensaio


É recomendado que o relatório de ensaio inclua no mínimo as seguintes informações:

a) nome da mina;
b) departamento de ensaio;
c) nome do responsável pelo ensaio;
d) localização do depósito da lanterna;
e) quantidade de lanterna para capacete no depósito;
f) quantidade de lanterna para capacete verificadas;
g) fabricantes e tipos de lanterna para capacetes;
h) requisito de iluminamento mínimo de saída;
i) quantidade de lanterna para capacetes que não atenderam aos requisitos;
j) data do ensaio;
k) nome e assinatura do responsável pelo ensaio.

Tabela A.1 – Tabulação dos ensaios

Número da lanterna
Resultado Falha Ação corretiva Observações
para capacete

___________

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