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04/12/2018 Cartas Patrimoniais - Portal Educação

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Cartas Patrimoniais

COTIDIANO (/conteudo/artigos/cotidiano/109)

O QUE SÃO CARTAS PATRIMONIAIS?

As Cartas Patrimoniais são documentos que contém desde conceitos a medidas para ações
administrativas com diretrizes de documentação, promoção da preservação de bens, planos de
conservação, manutenção e restauro de um patrimônio, seja histórico, artístico e/ou cultural.
Elaboradas por especialistas e organismos que trabalham com patrimônios culturais, as Cartas
somam mais de 40 (IPHAN, 2015) e permanecem atuais, sendo constantemente complementadas.

São muitos os documentos elaborados, sendo alguns descritos de forma mais detalhada, outros
de forma mais simpli cada, porém, todos têm uma importante contribuição para o tema relacionado à preservação do patrimônio histórico,
artístico e cultural. Será apresentado um resumo de cada Carta Patrimonial, indicando os aspectos mais relevantes.

CARTAS DE ATENAS – 1931 / 1933

São duas Cartas de Atenas, uma escrita em 1931 e outra em 1933, que exprimem ideias importantes quanto à preservação do patrimônio e ao novo
urbanismo.

A primeira, contou com o Escritório Internacional dos Museus Sociedade das Nações trazendo para discussão questões das principais
preocupações da época, que envolviam a legislação, as técnicas e os princípios de conservação dos bens históricos e artísticos. Nesse sentido, o
documento mostra a necessidade tanto organizações que trabalhem na atuação e consultas relacionadas à preservação e restauro dos
patrimônios, como de legislação que ampare tais ações, garantindo o direito coletivo (IPHAN – Carta de Atenas, 1931).

Já a Carta de Atenas de 1933 envolve questões das novas cidades, no período de grande crescimento urbano. Resultado do Congresso
Internacional de Arquitetura Moderna (CIAM), este manifesto teve como tema principal a cidade funcional e contou com renomados arquitetos e
urbanistas, dentre eles Le Corbusier. Foi debatido o “Urbanismo Racionalista”, levando em pauta o planejamento regional, a infraestrutura, a
utilização do zoneamento, a verticalização das edi cações, bem como a industrialização dos componentes e a padronização das construções,
buscando novos rumos para o urbanismo (IPHAN – Carta de Atenas II, 1933).

RECOMENDAÇÃO DE NOVA DELHI - 1956

A Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 1956, resultou a Recomendação de
Nova Delhi, que possui um conteúdo que apoia princípios internacionais sobre pesquisas e preservação arqueológicas. Este documento de ne a
proteção do patrimônio arqueológico, programas educativos, instituição de órgãos governamentais e criação de acervo como responsabilidades do
Estado (IPHAN – Recomendação de Nova Delhi, 1956).

RECOMENDAÇÃO PARIS - 1962

A Recomendação Paris a Paisagens e Sítios, elaborada em uma Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e
a Cultura (UNESCO), foi o primeiro documento com a ideia principal sobre proteção da beleza e do caráter das paisagens, bem como seus
respectivos territórios. Com esta Recomendação, o conceito de patrimônio cultural se tornou mais amplo, estendendo à beleza e caráter das
paisagens e sítios, naturais, rurais ou urbanos. Ficou evidente a necessidade de estímulo nas áreas da educação e proteção aos bens,
complementando as medidas de proteção à natureza (IPHAN – Recomendação Paris, 1962).
CARTA DE VENEZA - 1964

Em 1964, no II Congresso Internacional de Arquitetos e Técnicos dos Monumentos Históricos, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios
(ICOMOS) elaborou a Carta de Veneza, com o foco na carência de um plano internacional para conservar e restaurar os bens culturais numa ação
interdisciplinar.

Primeiramente, monumento histórico é de nido como uma criação isolada, sítio urbano ou rural que testemunha uma civilização particular,
evolução signi cativa ou acontecimento histórico. Posteriormente descreve sua nalidade como sendo a busca de conservação e restauração dos
monumentos, visando preservar tanto a obra propriamente dita, quanto o seu testemunho histórico.

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Este documento defende que a conservação exige uma manutenção constante, sendo sempre favorecida quando sua destinação é útil para a
sociedade, mas vale ressaltar que não podem ocorrer mudanças de disposição ou decoração da construção. Outro ponto levantado é a proibição
de deslocamento do monumento, salvo quando sua preservação exige tal ação, ou quando há interesses nacional e internacional.

A restauração é tratada como uma ação de caráter excepcional, tendo por objetivo a conservação e revelação dos valores estéticos e históricos do
monumento, se fundamentando essencialmente no respeito ao material original e aos documentos, bem como à época de criação. Como diretriz
importante, os elementos que substituírem as partes faltantes devem ser integrados de forma harmoniosa, porém é imprescindível que se
distinguem das partes originais a m de que a restauração não falsi que o objeto em questão (IPHAN – Carta de Veneza, 1964).

RECOMENDAÇÃO PARIS - 1964

Ainda em 1964, acontece a Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que publicou a
Recomendação Paris que fala sobre medidas de proibir e impedir a exportação, a importação, bem como a transferência de propriedade ilícita de
bens culturais. Foi enfatizada questões como a identi cação e inventário dos bens culturais, a instituição de órgãos o ciais adequados para
proteção do patrimônio, legislação para aplicar medidas administrativas adequadas, a colaboração internacional em acordos e ações que impeçam
operações ilícitas, etc. (IPHAN – Recomendação Paris, 1964).

NORMAS DE QUITO - 1967

As Normas de Quito foram elaboradas em Quito, no Equador, para tratar da conservação e utilização dos monumentos e lugares de interesse
histórico e artístico. Foi recomendado que os projetos de valorização de bens fossem parte integrante dos planos de desenvolvimento nacional,
sendo tal ação responsabilidade do governo. A difusão dos conhecimentos acerca dos bens culturais objetiva e ciência na preservação e, ainda,
como produtos a serem explorados, assim como a legislação adequada ou disposições governamentais para o interesse público. O documento
ainda relatou a importância da coordenação de projetos por instituto idôneo, contando com equipe técnica (IPHAN – Normas de Quito, 1967).
RECOMENDAÇÃO PARIS - 1968

Diante das problemáticas enfrentadas com o crescimento das cidades, em 1968, a Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) publicou a chamada Recomendação Paris de Obras Públicas ou Privadas, na qual considerações foram
dispostas sobre intervenções urbanas que estejam relacionadas com a preservação do patrimônio, sendo um indicativo da necessidade e
importância de assegurar o vínculo entre a população e os bens.

Este documento deixou clara a responsabilidade governamental sobre as medidas de preservação e salvamento do patrimônio, mesmo
assegurando a expansão e/ou renovação urbana, obras em locais onde os bens possam correr qualquer tipo de perigo de destruição, modi cações
e reparos, construção ou alteração de vias de grande uxo, implantação de barragens, oleodutos e trabalhos de desenvolvimento de indústria.
Deve, ainda, ser garantido, a m de proteger o patrimônio, o uso de uma legislação adequada, nanciamento, medidas administrativas, métodos de
preservação e salvamento dos bens, sanções, reparações, recompensas, assessoramento e programas de educação (IPHAN – Recomendação
Paris, 1968).

COMPROMISSO BRASÍLIA - 1970

Em 1970, o Brasil vivia um momento importante, e, in uenciado pelos documentos internacionais relacionados ao patrimônio, foi promovido o 1º
Encontro dos Governadores de Estado, Secretários Estaduais da Área Cultural, Prefeitos de Municípios Interessados, Presidentes e Representantes
de Instituições Culturais, do qual resultou o Compromisso de Brasília.

Tal documento foi baseado na necessidade de cuidados com o patrimônio cultural brasileiro, e recomenda a criação de órgãos estaduais ou
municipais onde ainda não houver, todos ligados aos Conselhos Estaduais de Cultura e ao DPHAN. Quanto ao plano de proteção da natureza, é
importante a criação de legislação e serviços estaduais articulados com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal.

Chegou a ser discutida a carência de mão de obra especializada em níveis superiores, médio e artesanal, criando programas de formação de
arquitetos restauradores, conservadores de pintura, escultura e documentos, arquivologistas e museólogos de várias especialidades. Nesse sentido
outra recomendação se dá na criação de um programa que abarque todo o sistema de educação, com a visão de que saber da história da arte do
Brasil é primordial para a formação da consciência.

Junto a este Compromisso, foi anexada uma carta assinada por Lucio Costa, na qual ele relata a problemática encontrada na recuperação e na
restauração de monumentos pela dependência de técnicos quali cados, inventário histórico-artístico, estudo de documentos, tombamento, eleição
do que mereça restauro, recursos nanceiros, etc. Foi relatada também a questão da ação da Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional,
o DPHAN, em restauro de alguns monumentos e na ausência de preservação de outros (IPHAN – Compromisso de Brasília, 1970). COMPROMISSO
SALVADOR - 1971

Já em 1971, aconteceu em Salvador o II Encontro de Governadores para Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Natural do
Brasil com o objetivo de rea rmar os itens do Compromisso de Brasília e propor novas ideias, resultando o Compromisso Salvador.

Fez parte deste documento a recomendação de criação do Ministério da Cultura e Secretarias, elaboração de legislação para aumentar o conceito
de visibilidade do bem tombado e proteção mais e ciente. O fomento da indústria do turismo também foi pauta do Compromisso, marcando o
estímulo à implantação de turismo visando a preservação e valorização dos monumentos naturais.

Foram descritas também recomendações aos governos sobre a inclusão de curso complementar de estudos brasileiros e museologia no ensino de

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2º grau, permitindo novos pro ssionais fora dos grandes centros urbanos, onde não tivesse pro ssional de nível superior, mas mesmo assim
possibilitando a formação de auxiliares (IPHAN – Compromisso Salvador, 1971).

CARTA DO RESTAURO - 1972

A Carta do Restauro foi elaborada em 1972 pelo Ministério da Instrução Pública da Itália. São 12 artigos que descrevem diretrizes para intervenções
de restauração em todos os tipos de obra de arte, desde monumentos arquitetônicos, pinturas e esculturas a conjunto de edifícios de interesse
monumental, histórico ou ambiental, centros históricos, coleções artísticas e jardins de especial importância.

Neste documento, a restauração é de nida como qualquer intervenção, não necessariamente direta, a m de manter em funcionamento, facilitar a
leitura e transmitir integralmente as obras anteriormente citadas. São descritas todas as diretrizes, etapas, responsabilidades, trabalhos, técnicas e
programas para a preservação e restauração de bens históricos, artísticos e culturais (IPHAN – Carta do Restauro, 1972).

DECLARAÇÃO DE ESTOCOLMO - 1972

Foi realizada a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, no ano de 1972, o documento divulgado chamado
Declaração sobre o Ambiente Humano, também conhecido como Declaração de Estocolmo, atentou para a carência de critérios comuns para
preservação e melhoria do meio ambiente.

A Declaração evidencia itens como a necessidade de utilização consciente dos recursos não renováveis; a importância de não descartar de
substâncias que sejam prejudiciais aos ecossistemas; desenvolvimento econômico e social; atenuação das consequências dos graves problemas
de subdesenvolvimento e desastres naturais; estabilidade econômica; políticas ambientais; utilização de recursos para a preservação ambiental;
planejamento urbano; educação ambiental; etc. (IPHAN – Declaração de Estocolmo, 1972). RECOMENDAÇÃO PARIS - 1972

Ainda no ano de 1972, foi aprovada na Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) a
Recomendação Paris sobre a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural, no qual é proposto um programa de proteção nacional e
internacional de bens por meio da promoção da consciência de preservação para as gerações presentes e futuras (IPHAN – Recomendação Paris,
1972).

ANAIS DO II ENCONTRO DE GOVERNADORES - 1973

Realizado em 1971, o II Encontro de Governadores ocorreu em Salvador, porém a publicação do documento resultado deste evento foi somente em
1973. Com o tema sobre a defesa do patrimônio histórico, artístico, arqueológico e natural do Brasil, este encontro foi marcado pela análise dos
resultados decorridos do Encontro de Brasília, ocorrido em 1970, pela discussão acerca da proteção dos acervos naturais e de valor cultural, bem
como a relação do acervo de valor cultural e os monumentos naturais em face da indústria do turismo (IPHAN – Anais do II Encontro de
Governadores, 1973).

RESOLUÇÃO DE SÃO DOMINGOS - 1974

O I Seminário Interamericano sobre Experiências na Conservação e Restauração do Patrimônio Monumental dos períodos Colonial e Republicano
(República Dominicana) foi realizado com a Organização dos Estados Americanos e Governo Dominicano em 1974. A partir deste evento, foi
publicada a Resolução de São Domingos que registra os serviços operativos que materializam e tornam possível a defesa dos bens culturais.

A Resolução descreve recomendações no plano social, econômico, no plano da preservação monumental, das propostas operativas e do
reconhecimento (IPHAN – Resolução de São Domingos, 1974).

DECLARAÇÃO / MANIFESTO DE AMSTERDÃ - 1975

O Congresso de Amsterdã, em 1975, reuniu delegados de diversas partes da Europa, onde foi promulgada a Carta Europeia do Patrimônio
Arquitetônico, que fala sobre a arquitetura característica da Europa como um patrimônio comum, sendo importante a cooperação dos países
europeus para sua proteção.

O documento descreve considerações essenciais que envolvem a preservação e valorização do patrimônio europeu (IPHAN – Declaração de
Amsterdã, 1975).

CARTA DO TURISMO CULTURAL - 1976

Criada em 1876, pelo Conselho Internacional dos Monumentos e dos Sítios (ICOMOS), a Carta de Turismo Cultural de ne, entre outros conceitos, o
turismo cultural como sendo uma forma de turismo que objetiva o conhecimento de monumentos e sítios histórico-artísticos, o que se expressa
extremamente positivo, como fato social, humano, econômico e cultural. Assim, o turismo cultural justi ca e incentiva os esforços para
manutenção e preservação do patrimônio histórico e artístico. Para garantir tais feitos, são necessárias a criação e a aplicação de medidas
políticas dirigidas aos instrumentos fundamentais para contínua manutenção e orientação do movimento turístico (IPHAN – Carta do Turismo
Cultural, 1976). RECOMENDAÇÕES DE NAIRÓBI - 1976

Criadas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 1976, as Recomendações de Nairóbi tem como

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tema central a salvaguarda dos conjuntos históricos e sua função na vida contemporânea.

Este documento descreve a importância da salvaguarda do patrimônio histórico e de sua ambiência, que envolve a proteção contra deterioração e
transformações abusivas ou desprovidas de sensibilidade que atentam contra sua autenticidade (IPHAN – Recomendações de Nairóbi, 1976).

CARTA DE MACHU PICCHU - 1977

Em 1977, no Encontro Internacional de Arquitetos em Machu Picchu, foi elaborada a Carta de Machu Picchu que propõe uma revisão na Carta de
Atenas de 1933. O documento ressalta a rea rmação da unidade dinâmica das cidades e a importância do planejamento urbano como instrumento
de interpretação e realização das necessidades da população (IPHAN – Carta de Machu Picchu, 1977).

CARTA DE BURRA - 1980

Baseada nos conhecimentos dos membros do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS), a Carta de Burra segue linhas de
orientação e conservação e gestão dos sítios com signi cado cultural. Escrita na Austrália, ela reconhece a necessidade de envolver pessoas nos
processos de formação das decisões.

Com 29 artigos, a Carta aborda questões relacionadas às de nições de conceitos, conservação e preservação por meio de manutenção e
restauração, reconstrução (dadas às exceções, circunstâncias e características de elementos a serem implantados e mantidos) e procedimentos
de intervenção (IPHAN – Carta de Burra, 1980).

CARTA DE FLORENÇA - 1981

Criada em 1981, pelo Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS), a Carta de Florença visou o cuidado com os jardins históricos,
sendo estes uma composição arquitetônica e vegetal que apresenta interesse público.

Os jardins históricos possuem características que devem ser preservadas, como o traçado e a topogra a, vegetação, mantendo espécies, volumes,
cores, distâncias e alturas, elementos estruturais e/ou decorativos. Cuidados devem ser tomados para a manutenção, conservação, restauração e
reconstrução dos jardins.

A reestruturação e reconstrução dos jardins devem acontecer depois de estudos através de documentos para assegurar o caráter cientí co da
intervenção. A sua utilização precisa ser controlada e o seu acesso para visitação deve ser limitado para conservar a sua substância e sua
mensagem cultural.

O documento ainda defende a importância de identi car, inventariar e proteger os jardins históricos, criar medidas legais nanceiras para
manutenção, conservação e restauro (IPHAN – Carta de Florença, 1981). DECLARAÇÃO DE NAIRÓBI - 1982

A Declaração de Nairóbi foi elaborada em 1982, pela Organização das Nações para o Meio Ambiente na Assembleia Mundial dos Estados, no
Quênia. Foi uma comemoração do décimo aniversário da Conferencia das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano de Estocolmo, recapitulando
todas as diretrizes e o plano de ação, ambos descritos na Declaração de Estocolmo.

A análise realizada deixou clara que a Conferência de Estocolmo contribuiu para uma conscientização acerca da fragilidade do meio ambiente, um
progresso na educação, nos meios de informação e na capacitação pro ssional, programas ambientais, organizações governamentais e não
governamentais. Porém, o plano implantado foi um instrumento com resultados pouco satisfatórios, uma vez que, entre outras questões, os
objetivos e as ações não garantem disponibilidade e distribuição dos recursos naturais.

Por m, a Declaração de Nairóbi rea rma o apoio ao fortalecimento do programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e, ainda, convoca toda a
população e todos os governos para assumirem suas responsabilidades na garantia de vida do planeta (IPHAN – Declaração de Nairóbi, 1982).

DECLARAÇÃO DE TLAXCALA - 1982

O 3º Colóquio Interamericano sobre a Conservação do Patrimônio Monumental “Revitalização das Pequenas Aglomerações” foi realizado pelo
Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) no México. Neste evento foi elaborada a Declaração de Tlaxcala que diz respeito aos
perigos e ameaças ao patrimônio na América, recomendando revitalizações envolvendo etapas de pesquisa e prática, rea rmação de
responsabilidades de serviços públicos e aperfeiçoamento na educação e pro ssionalização de técnicos da restauração (IPHAN – Declaração de
Tlaxcala, 1982).

DECLARAÇÃO DO MÉXICO - 1985

Em 1985 foi realizada a Conferência Mundial sobre as Políticas Culturais, no México, com o intuito de discutir e conceituar cultura, identidade
cultural e patrimônio cultural acerca da dimensão cultural do desenvolvimento, da cultura e da democracia. Foi destaque também a relação entre
elementos da sociedade como cultura, educação, ciência e comunicação, bem como recomendações que envolvem principalmente a aproximação
cultural entre os povos (IPHAN – Declaração do México, 1985).

CARTA DE WASHINGTON - 1986

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A Carta de Washington foi criada pelo Conselho Internacional dos Monumentos e dos Sítios (ICOMOS), no ano de 1986, em Washington (EUA), é a
Carta Internacional para a Salvaguarda das Cidades Históricas. Este documento diz respeito às grandes ou pequenas cidades, centros ou bairros
históricos, com seu ambiente natural ou edi cado, que expressam valores próprios das civilizações urbanas tradicionais.

Salvaguardar as cidades históricas signi ca adotar medidas para proteção, conservação e restauro, assim como ao seu desenvolvimento coerente
e à sua adaptação harmoniosa à vida contemporânea.

Os valores a preservar são:

• Forma urbana de nida pela malha fundiária e pela rede viária;

• As relações entre edifícios, espaços verdes e espaços livres;

• A forma e o aspecto dos edifícios (interior e exterior) de nidos pela sua estrutura, volume, estilo, escala, materiais, cor e decoração;

• As relações da cidade com o seu ambiente natural ou criado pelo homem;

• As vocações diversas da cidade adquiridas ao longo da sua história.

Segundo esta Carta, qualquer ataque a estes valores comprometeria a autenticidade da cidade histórica (IPHAN – Carta de Washington, 1986).

CARTA DE PETRÓPOLIS - 1987

A Carta de Petrópolis foi elaborada no 1º Seminário Brasileiro para Preservação e Revitalização de Centros Históricos, em 1987. Nela, é tratada a
questão de preservação e consolidação da cidadania, ao reforçar a necessidade de dar ao patrimônio função na vida da sociedade.

A preservação do sítio histórico urbano deve ser pensada desde o planejamento urbano, entendido como processo contínuo e permanente. É
fundamental a ação integrada de órgãos federais, estaduais e municipais, bem como a participação da comunidade interessada.
Os instrumentos de proteção descritos no documento são: tombamento, inventário, desapropriação, isenção e incentivos scais, normas
urbanísticas e a declaração de interesse cultural (IPHAN – Carta de Petrópolis, 1987).

CARTA DE WASHINGTON - 1987

A Carta de Washington, de 1987, é conhecida como a Carta Internacional para a Salvaguarda das Cidades Históricas e descreve sobre cidades e
centros/bairros históricos que expressam valores históricos ameaçados, seja por degradação, desestruturação ou destruição.

Como um complemento à Carta de Veneza, de 1964, este documento traça princípios, objetivos, métodos e instrumentos que visam à proteção da
qualidade das cidades históricas (IPHAN – Carta de Washington, 1987).

CARTA DE CABO FRIO - 1989

A Carta de Cabo Frio foi redigida no Encontro de Civilizações nas Américas que comemorou os 500 anos da vinda de Colombo América e
homenageou o navegador Américo Vespúcio (IPHAN – Carta de Cabo Frio, 1989). DECLARAÇÃO SÃO PAULO - 1989

A Declaração São Paulo, elaborada em 1989, teve como tema a comemoração do 25º aniversário da Carta de Veneza e uma análise sobre este
documento de 1964. Foi pauta de debate:

• A insu ciência de trabalho com relação à preservação e ao restauro;

• Necessidade de revisão conceitual de determinados elementos;

• Necessidade de levantamento de informações de áreas naturais, graças ao avanço tecnológico;

• Importância da preservação do patrimônio natural;

• Utilização de sistemas de tecnologia avançada para trabalhos de restauro; etc.

Por m, o documento ressalta a importância da permanência da Carta de Veneza como modelo e fonte de consulta (IPHAN – Declaração São
Paulo, 1989).

RECOMENDAÇÃO PARIS - 1989

A Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 1989, realizou a Recomendação
sobre a Salvaguarda da Cultura Tradicional e Popular. A Recomendação Paris abordou itens para identi cação, conservação, salvaguarda, difusão,
proteção e cooperação internacional no que diz respeito à cultura tradicional e popular (IPHAN – Recomendação Paris, 1989).

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CARTA DE LAUSANNE - 1990

Foi elaborada uma Carta para a Proteção e Gestão do Patrimônio Arqueológico que descreve, além da de nição e introdução, sobre políticas de
conservação integrada; legislação e economia; inventários; intervenções no sítio; preservação e conservação; apresentação; informação;
reconstituição; quali cações pro ssionais; e cooperação internacional (IPHAN – Carta de Lausanne, 1990).

CARTA DO RIO - 1992

A Carta do Rio foi elaborada na Conferência Geral das Nações Unidas Sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em
1992. Ela rea rma a Declaração aprovada em Estocolmo, de 1972, e apresenta 28 princípios a m de estabelecer nova aliança e novos níveis de
cooperação para alcançar os acordos internacionais que visam a integridade do sistema ambiental e do desenvolvimento mundial (IPHAN – Carta
do Rio, 1992).

CONFERÊNCIA DE NARA - 1994

A Conferência de Nara, realizada em 1994 no Japão, trata sobre Autenticidade em relação a Convenção do Patrimônio Mundial. Este documento
traz o reconhecimento do valor da autenticidade do patrimônio, assunto já comentado em 1964 na Carta de Veneza, porém, visando estudos
cientí cos, planos de conservação e restauração, etc. (IPHAN – Conferência de Nara, 1994).

CARTA BRASÍLIA - 1995

Novamente o tema de Autenticidade é abordado, dessa vez em Brasília, no ano de 1995. Representantes do Cone Sul discutem a questão diante da
situação regional de uma cultura “sincretista” e de resistência, no qual relaciona a autenticidade e a identidade; autenticidade e a mensagem;
autenticidade e o contexto; a autenticidade e a materialidade. Outros pontos são levantados como a graduação e a conservação da autenticidade
(IPHAN – Carta Brasília, 1995).

RECOMENDAÇÃO EUROPA - 1995

Elaborada pelo Comitê da Europa em 1995, a Recomendação Europa fala sobre a conservação integrada das áreas de paisagens culturais e indica
que os governos adaptem suas políticas com a nalidade de conservar e evoluir com orientação as áreas consideradas de paisagem cultural. Para
isso, são propostos 10 artigos que relacionam o campo de aplicação de tal recomendação; objetivos; o processo de identi cação e a avaliação das
áreas de paisagem natural; níveis de competência e estratégia de ação; estrutura legal ou reguladora; a implementação de políticas de paisagem;
proteção legal e conservação das áreas de paisagem cultural, procedimentos especí cos de proteção, aplicação de medidas especí cas de
proteção, medidas especí cas para conservação e evolução controlada; informação e incremento da conscientização; treinamento e pesquisa; e
cooperação internacional (IPHAN – Recomendação Europa, 1995).

DECLARAÇÃO DE SOFIA - 1996

A XI Assembleia Geral do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS), em 1996, elaborou a Declaração de So a que faz
recomendações sobre a utilização, a proteção e exploração do patrimônio subaquático. Todos os processos devem contar com a participação da
sociedade civil em parceria com Estados, entidades públicas e órgãos do governo, a m de garantir a efetiva preservação e desenvolvimento
equilibrado dos recursos naturais (IPHAN – Declaração de So a, 1996).

DECLARAÇÃO DE SÃO PAULO II - 1996

Membros do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) do Brasil se reuniram em São Paulo com o objetivo de discutir o tema
central da Declaração de So a, tendo em vista a necessidade de enfrentar os con itos entre expansão urbana e preservação do Patrimônio Cultural
no país, resultando na Declaração de São Paulo II (IPHAN – Declaração de São Paulo II, 1996).

CARTA DE FORTALEZA - 1997

A Carta de Fortaleza foi escrita em 1997, comemorando aos 60 anos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O evento foi
marcado pelo Seminário do Patrimônio Imaterial: Estratégias e Formas de Proteção, que teve o objetivo de recolher subsídios que viabilizassem a
elaboração de diretrizes e instrumentos legais e administrativos para identi car, proteger, promover e fomentar os processos e bens do patrimônio
cultural brasileiro (IPHAN – Carta de Fortaleza, 1997).

CARTA DE MAR DEL PLATA - 1997

Ainda no ano de 1997, foi elaborada a Carta de Mar Del Plata sobre Patrimônio Intangível que recomenda, entre outras ações, a promoção do
registro documento e catalogação do patrimônio intangível, criação de banco de dados com todas as publicações, incrementar pesquisas,
organizar informações acerca do patrimônio cultural intangível, estimular educação (IPHAN – Carta de Mar Del Plata, 1997).

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CARTAGENAS DE ÍNDIAS, COLÔMBIA - 1999

O Conselho Andino de Ministros das Relações Exteriores da Comunidade Andina elaborou, em 1999, escreve sobre proteção e recuperação de bens
culturais do patrimônio arqueológico, histórico, etnológico, paleontológico e artístico da Comunidade Andina. Composto por 9 artigos, este
documento propõe políticas e normas comuns para a identi cação, registro, proteção, conservação, vigilância e restituição, assim como o
impedimento de importação, exportação e transferência ilícita dos bens culturais (IPHAN – Cartagenas de Índias – Colômbia, 1972).

RECOMENDAÇÃO PARIS - 2003

A 32ª Sessão da Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) elabora em 2003 a
chamada Recomendação Paris. Tal documento é uma convenção para a preservação do patrimônio cultural imaterial, visando o respeito aos bens
das comunidades, a conscientização e reconhecimento nacionais e internacionais, etc. (IPHAN – Recomendação Paris, 2003).

CARTA DE NOVA OLINDA - 2009

A Carta de Nova Olinda foi elaborada em 2009, no I Seminário de Avaliação e Planejamento das Casas do Patrimônio, visando avaliar as Casas do
Patrimônio, elaborar diretrizes e instrumentos legais que assegurem o cumprimento de tais propostas (IPHAN – Carta de Nova Olinda, 2009).

I FÓRUM NACIONAL DO PATRIMÔNIO CULTURAL - 2010

O I Fórum Nacional do Patrimônio Cultural ocorreu em 2009 na cidade de Ouro Preto, porém, foi somente em 2010 que o trabalho foi publicado com
o objetivo de disponibilizar para consulta os conteúdos dos relatórios e análises realizados no evento. O Fórum foi uma parte do processo de
instituição do Sistema Nacional do Patrimônio Cultural (SNPC) que busca a coordenação e realização de ações na área de gestão do patrimônio
cultural (IPHAN – I Fórum Nacional do Patrimônio Cultural, 2010).

CARTA DE BRASÍLIA - 2010

A Carta de Brasília de 2010 foi um documento elaborado no Fórum Juvenil do Patrimônio Mundial Brasil Brasília, que contou com a participação de
46 jovens de diferentes países, como Brasil, Argentina, Paraguai, Chile, Colômbia e Uruguai. O encontro reuniu diferentes realidades e experiências
com o patrimônio sendo um denominador comum. Foram propostas nove ideias como a participação ativa dos jovens no Comitê do Patrimônio
Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO); a promoção do turismo sustentável e responsável,
divulgando o patrimônio sem comprometê-lo; etc. (IPHAN – Carta de Brasília, 2010). CARTA DOS JARDINS HISTÓRICOS, DITA CARTA DE JUIZ DE
FORA - 2010

Em Juiz de Fora, no ano de 2010, foi elaborada a Carta dos Jardins Históricos descreve conceitos, diretrizes e critérios para a defesa e preservação
dos jardins históricos como sítios e paisagens criados pelo homem (IPHAN – Carta dos Jardins Históricos, dita Carta de Juiz de Fora, 2010).

REFERÊNCIAS

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por CAROLINE MARTINS RENNÓ RAMOS


Graduada em Arquitetura e Urbanismo; Especialista em Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável.

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