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PFEIFFER, C. F.; VOS, H. F.; REA, J. Dicionário bíblico Wycliffe. 4. ed.

Rio de Janeiro:
CPAD, 2017.

É o quinto ponto da soteriologia de Calvino. Seu ponto fulcral é que "aqueles sobre os quais
Deus concedeu sua graça especial, não percam este estado". Foi ensinada primeiramente por
Agostinho, mas consistentemente estabelecida por Calvino e os demais reformadores (Jo 10.27-
29; Rm 8.31-39; 11.29; Fp 1.6; 2Tm 1.12; 1Pe 1.5).

Os arminianos objetam a este ensino que a perseverança do crente é dependente da sua vontade.
Passagens bíblicas ensinam a necessidade de lutar (Lc 13.24; Cl 1.29; 2Tm 2.5), e a
possibilidade de cair (Lc 9.62; 1Co 9.27; Gl 5.4; Hb 6.3ss.).

Os crentes são responsáveis por viver de acordo com a vontade de Deus. Perseveram em
santidade e não na falta dela. Tal certeza de sucesso é incentivo para a atividade na luta contra
o pecado.

FERREIRA, F.; MYATT, A. Teologia sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética
para o contexto atual. São Paulo: Vida Nova, 2007.

A perseverança é a "operação do Espírito Santo no crente pela qual a obra da graça tem
prosseguimento e se completa". Tal obra não pode ser frustrada pois Deus não abandona a sua
obra. Portanto os crentes continuam de pé até o fim.

Os crentes são mantidos na fé pelo poder de Deus.

Essa doutrina não ensina que todos que professam a fé cristã são sustentados em uma
peregrinação para o céu. A apostasia é um perigo real! Devemos distinguir dois tipos de pessoas
que constituem a comunidade de cristãos: os cristãos genuínos que, por terem recebido a fé
salvadora, perseveraram até o fim, e os "crentes" de fé espúria ou temporária (cf. Jo 2.23-24;
12.42; Lc 8.13; At 8.12-22), que não perseverarão, e serão condenados com os incrédulos.

A perseverança dos santos nos faz lembrar que somente os que perseveram até o fim são
verdadeiramente santos. Os crentes verdadeiros às vezes caem em tentações e cometem graves
pecados, mas esses pecados não os separam de Cristo. O Espírito os reergue e os ajuda a
continuar a lutar e perseverar em santidade.
Aplicações:

1) nos ajuda a corrigir a influência do romanismo, que declaram ser impossível a certeza de
salvação nesta vida.

2) nos ajuda a corrigir a influência da graça barata, que oferece a certeza da salvação com base
em supostas decisões feitas em resposta a apelos, sem que haja sinais observáveis de verdadeiro
arrependimento e fé.

Os cristãos são encorajados a prosseguir buscando a certeza da salvação porque é da vontade


de Deus que eles encontrem essa certeza inquebrantável.