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Possibilidade Vs. Probabilidade Vs.

Capacidade;
A insuficiência científica das hipóteses evolutivas sobre a origem da vida

Quando um cientista calcula a probabilidade de um evento, ele simplesmente está


querendo saber se [sua hipótese] tem alguma capacidade ou incapacidade real dentro das
possibilidades premeditadas que, até então, fazem sentido logicamente.

[1ª] A máxima, portanto: Quanto mais provável [uma possibilidade], mais reflete uma
capacidade real.

Todo o problema evolutivo da origem da vida reside em encontrar a capacidade real do


tal processo acontecer, das meras especulações. A distinção, portanto, que se faz entre
capacidade e possibilidade é até que simples, mas não muito levada em consideração, e
tampouco fácil de demonstração. Tomás já subdividiria [na divisão dos entes] a parte
potencial da realidade em [1] potências subjetivas ou reais (capacidades) e [2] potências
objetivas ou lógicas (possibilidades); segundo sua ontologia aristotélica¹. Este artigo
padece um pouco desta distinção formal, porém não obstante de denotações a fim de
demonstrar a insuficiência científica das hipóteses evolutivas.

Observando as hipóteses evolutivas darwinianas da origem da vida, vi que todas afirmam


o mesmo:

[1ª] Elementos completamente heterogêneos são vida em potência;

[2ª] O surgimento da homogeneidade [vida] se deu pelas próprias interações randômicas


dos elementos que a compõe;

[3ª] O tempo garantiu tal surgimento.

Estas três proposições têm algum princípio ativo que demonstre alguma capacidade real
de acontecer? Ou é mera especulação no âmbito das possibilidades?

¹I das XXIV teses de S. Tomás de Aquino.


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Capacidade real (potência subjetiva) é composta de fator determinante [próprio de ato];
já a simples possibilidade lógica (potência objetiva) é composta de fatores determináveis
[variáveis casuais]. O que a evolução levou bilhões de anos pra fazer por variáveis
casuais, um DNA, fator determinante, leva poucos meses. Exemplifica-se, então,
capacidade real e possibilidade.

A insuficiência científica das hipóteses evolutivas é na falta de fator determinante que


tenha sido o motor [ato] do movimento [potência] caótico de objetos completamente
heterogêneos; elevando o nível de improbabilidade a potências astronômicas; o que pode
significar uma incapacidade real do processo acontecer. As narrativas darwinianas a
respeito da origem da biodiversidade consistem, ainda, no fator determinante de seleção
para a explicação do design. Se o fator de seleção é suficiente para a explicação do design,
aí já é outra questão. Mas o que se frisa aqui, é na ausência de fator determinante nestas
hipóteses, o que ainda as deixam nada além das possibilidades comuns de explicação.

¹I das XXIV teses de S. Tomás de Aquino.


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