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P�. J��� A������ F����� 

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História do mundo dos 

 ANJOS
Copyright  desta
 desta edição © Palavra & Prece Editora, 2012.
Edição brasileira autorizada por intermédio do Autor.
Autor.
Título original em espanhol: História del Mundo Angélico.
Angélico .
Todos os direitos desta edição reservados.

F������� B��������� N�������


Depósito Legal na Biblioteca Nacional,
conforme Decreto no 1.825, de dezembro de Read
1907. Free For 30 Days

C���������� ���������
 Júlio César Porfírio
Porfírio

R������ � �����������
�����������
Equipe Palavra & Prece

T�������
Laura de Andrade

 DISCOVER NEW
C���BOOKS  READ EVERYWHERE  BUILD YOUR DIGITAL READING LISTS
Equipe Palavra & Prece
Execução: Sérgio Fernandes Comunicação
Comunicação
Imagens: Shutterstock

I��������
Escolas Profissionais Salesianas

ISBN: 978-85-7763-203-9

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Fortea, José Antonio


História do mundo dos anjos / José Antonio
Antonio Fortea
Fortea ; [tradução Laura de Andrade].
Andrade]. – São Paulo
Paulo :
Palavra & Prece, 2012.

Título original: Historia del mundo angélico.


ISBN 978-85-7763-203-9

1. Anjos 2. Vida cristã I. Título.

12-13426 CDD-235.3

Índices para catálogo sistemático:


1. Medos,
Medos, síndromes
síndromes e traumas : Superação
Superação : Experiências de vida : Cristianismo 248.86

PALAVRA & PRECE EDITORA LTDA.


LTDA.
Parque Domingos Luiz, 505, Jardim São Paulo, Cep 02043-081, São Paulo, SP,
SP, Brasil
Tel./Fax: +55 (11) 2978.7253
E-mail: editora@palavraeprece.com.br / Site: www.palavraeprece.com.br
www.palavraeprece.com.br
Sumário

Read Free For 30 Days


Prólogo...................................
.....................................................
....................................
....................................
.....................................
.....................................
........................
...... 7

PRIMEIRA
PRIMEIR A PARTE PARTE
História do Mundo Angélico
Introdução
Introdução ...................................
.....................................................
....................................
.....................................
.....................................
..................................
................11
11
I – Como tudo começou....................................
......................................................
.....................................
.....................................
............................
..........1313
II – Fazer a vontade
vontade de Deus...................................
.....................................................
.....................................
.....................................
......................
.... 21
III – Adoração
Adoração coletiva ......................................
........................................................
.....................................
.....................................
............................
..........2525
IV – O tempo sem tempo.....................................
.......................................................
.....................................
.....................................
.........................
....... 27
V – A misteriosa presença de  Deus ......................................
....................
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29 READING LISTS
VI – Deus criou
cr iou seres livres...................
livres.....................................
....................................
.....................................
.....................................
......................
.... 33
VII – Nem tudo era perfeito .............................
...............................................
.....................................
.....................................
............................
..........3535

SEGUNDA PARTE
Lúcifer
VIII – A obra-prima de Deus ....................................
......................................................
.....................................
.....................................
.................... 41
IX – O maior entre os maiores..............
maiores................................
....................................
.....................................
.....................................
......................
.... 43
X – Lúcifer não orava ...................................
.....................................................
.....................................
.....................................
..................................
................4545
XI – As mudanças começaram
começaram após a Revelação do plano de Deus ............................ ............................4949
XII – A batalha no Céu ...................................
.....................................................
.....................................
.....................................
...............................
.............5353
XIII – O belo tornou-se aterrorizante
aterrorizante...................................
......................................................
.....................................
.........................
....... 57
XIV – Rainha dos Anjos....................................
......................................................
.....................................
.....................................
............................
..........5959
XV – Quem como Deus! .............................
...............................................
....................................
.....................................
...................................
................6161
XVI – Trocaram o certo pelo errado...............................
errado..................................................
.....................................
...............................
.............6363
XVII – O Inimigo dispensa as graças ...................................
......................................................
.....................................
.........................
....... 67
XVIII – Nascia uma nova ordem no Céu ..................................
.....................................................
.....................................
.................... 71
XIX – A queda da terceira parte das estrelas ...................................
......................................................
................................
.............7373
XX – Satanás destilou seu veneno...................................
......................................................
.....................................
...............................
.............7777
XXI – Onde estava Deus? ......................
........................................
....................................
.....................................
.....................................
......................
.... 79
XXII – O exército
exército do Bem....................................
......................................................
.....................................
.....................................
.........................
....... 83
XXIII – Os anjos caídos tiveram outra oportunidade de regeneração......................... ......................... 85
XXIV – A expulsão dos anjos caídos ....................................
.......................................................
.....................................
.........................
....... 89

TERCEIRA PARTE
O Mal à espreita de almas
XXV – O abismo ..........................................
.............................................................
.....................................
....................................
..................................
................95
95
XXVI – A força do Mal...................................
......................................................
.....................................
....................................
...............................
.............99
99

5
P�. J��� A������ F����� 

XXVII – Anjos mortos em espírito


espírito ....................................
.......................................................
.....................................
..........................
........103
103
XXVIII – Um destino sem Deus ............................
..............................................
.....................................
.....................................
......................107
107

QUARTA PARTE
O Céu após a queda dos anjos
XXIX – Tempo de purificação ..........................
.............................................
.....................................
....................................
..........................
........113
113
Read Free................................119
XXX – Quão sábios são os planos de Deus .................................... For 30 Days
....................................................................119

QUINTA PARTE
A história dos anjos continua... até os nossos dias!
XXXI – Há anjos em todos os lugares .........................
............................................
.....................................
................................125
..............125
XXXII – A criação do homem...................................
......................................................
.....................................
...................................131
.................131
XXXIII – Satanás infiltrou-se no Paraíso ....................................
......................................................
...................................135
.................135
XXXIV – A vida é uma constante luta contra o exército do Mal ................................139
XXXV – Desfrute seu tempo na Terra................................
erra..................................................
....................................
..........................
........141
141
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6
Prólogo

Read Free For 30 Days


D����� �� ��������� ���� dedicados ao campo teológico dos demônios,
finalmente, chegou o momento de falar dos anjos. Após tanto tempo medi-
tando como empreender esta tarefa, eu decidi fazê-lo não como um ensaio,
mas derramando a teologia num leito narrativo. A narração me permite in-
fundir vida àquilo que, de outra forma, teriam sido apenas frios conceitos
e diversificadas hipóteses. Posso assegurar que há teologias por trás desse
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relato da criação do mundo angélico. Alguém que não tenha lido outros
textos meus a respeito do tema poderá cair na tentação de pensar que neste
texto me dedico apenas a inventar, mas posso assegurar que toda essa ficção
não é mais do que a angiologia expressada de um modo literário. Tudo tem
uma razão
razão de ser na ficção
f icção que propo
proponho
nho cujas linhas, sem dúvida, são mais
transcendentes
transcendentes do que a Sagrada
Sag rada Escritura.
 A Bíblia  é
 é muito breve
breve ao falar
fal ar da criação
criaç ão dos anjos. A metafísica ilumi-
nada pela Escritura pode desenvolver-se, expandir-se, dando luz ao modo
razoável em que tudo pode acontecer. Esta obra nada mais é do que isto:
um esforço por expor, de um modo razoável, como pode ser a proto-histó-
ria dos anj
a njos.
os.
Eu não estou afirmando
af irmando como aconteceram
aconteceram as as coisas, mesmo porque
porque não
tive uma revelação particular a respeito do tema. Apenas exponho como as
coisas podem ter acontecido. Uma forma razoável, entre as muitas possíveis,
de preencher
preencher os vazios sobre o tema nas Escrituras.
Reafirmo que esta obra não está baseada em revelações minhas nem
de outros, mas na metafísica; apenas tomo o objeto da prova dos anjos
de uma venerável tradição. Seja qual for a prova que os anjos tiveram ao
serem criados, a única certeza é a de que eles passaram por uma prova; e
aqui oferecemos uma sugestão de qual qua l possa ter sido.
sido. Nesta história reflito
ref lito
7
P�. J��� A������ F����� 

inúmeras vezes como tudo pode ter sido, sido, mas só Deus conhece o modo em
que tudo realment
rea lmentee aconteceu.
É claro que se alguém
a lguém não estiver de acordo com algum ponto ponto da minha
história, tem todo o direito
direito de fazê-lo
faz ê-lo.. Aliás,
Al iás, os anj
a njos
os e eu lhes damos
da mos toda
a permissão para discernir.
d iscernir. Talvez
Talvez alguém
a lguém se sinta Readincomodado
Free For 30 Days porque
porque uti-
lizo termos tão visuais
visua is ao falar
fala r de um mundo tão sublime, sublime, mas este texto é
como uma grande
gra nde tela, um extenso ‘tímpano catedralesco’
catedra lesco’..
Ou redigia um tratado, ou edificava este autossacramental. Definir este
escrito como um autossacramental do século XXI me compraz.
No presente prólogo explico o nascimento desta obra: como um exercí-
cio narrativo-teológico que trata deNEWexplicar
DISCOVER BOOKS  como puderam
READ EVERYWHERE serYOUR
 BUILD as coisas,
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expressando-as com estética visual e utilizando modos antropomórficos.


Pronto para criar, imaginei o quão atraente se resultava literariamente a
criação, não só de uma história dos anjos, mas também a criação de uma
fictícia origem redacional dessa mesma história. Ao final, não ofereço so-
mente a história dos anjos, mas também a ‘falsa história’ de como surgiu
essa história.
Que me seja me perdoado este ato literário na obra estética.

Padre Fortea 

8
Read Free For 30 Days

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PRIMEIRA PARTE

História do
Mundo Angélico
Introdução

Read Free For 30 Days


 A ����� ��������
������� � �������
����������� antes dos faraós, antes dos construtores
construtores dos dos
zigurates , antes que no deserto repousasse
repousasse a areia, antes
a ntes que a primeira
primeira gota
de água
águ a caísse
ca ísse no primeiro mar. FoiFoi antes que o Sol brilha
brilhasse
sse pela primeira
vez, antes
a ntes mesmo que Deus dissesse: “Seja feita a luz”. luz”.
 Antes da história
história de qualquer criatura,
criatura, veio a nossa história
história que é a mais
antiga. De fato, esta história teve lugar antes do tempo. Antes de nossa
história, não há nenhuma história, uma vez que o Único que estava antes
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de nós não tem história alguma. Deus não tem história.


Eu, um anjo, contarei a vocês, seres humanos – embora não possam
entender muitas coisas –, mesmo que tenha que recorrer a comparações
humanas para que possam compreender
compreender o incompreensível.
incompreensível.
Inicio agora a minha
minh a história...
história...

11
I
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Como tudo começou

 DISCOVER NEW BOOKS  READ EVERYWHERE  BUILD YOUR DIGITAL READING LISTS
N� ��������� ������ � S��, o Ser Infinito, a Trindade Sublime. Imagi-
nem Deus como sendo uma imensa Esfera de luz branquíssima. Nova-
mente,
mente, lembro-lhes de que tenho que recorrer a termos limitados, l imitados, a com-
parações que comparam o incomparável. Deus não é uma Esfera, Deus
não tem forma geométrica
geométrica alguma
a lguma.. No entanto,
entanto, peço-lhes que imaginem
a minha história de uma forma visual. Imaginem o Grande Deus como
sendo uma Esfera de luz de proporções infinitas.
Essa Esfera de luz estava no meio do nada. Uma Esfera resplandecen-
te em meio à escuridão mais absoluta, a escuridão perfeita. No princípio
existia apenas essa Esfera. Ninguém a contemplava, ninguém podia vê-la,
porque
porque não havia ninguém.
n inguém. Essa
Es sa Esfera de Vida Trina era luz e era grande gra nde
como milhares de oceanos
oce anos de luz. Era colossal como milhares de universos.
u niversos.
Enquanto vocês vivam, nunca poderão imaginar quão difícil é para
mim lhes expressar de uma forma simbólica o que nós percebíamos percebía mos da
parte de Deus. Permita-me utilizar a imagem de uma Esfera para falar de
Deus, a imagem
ima gem de uma Esfera
E sfera grandiosa, porque n’Ele n’Ele reinava a perfeição,
como apenas pode se expressar na geometria. Mas, ao mesmo tempo era
limitado como o mar.ma r. O mar é estável, mas tem movimento
movimento em si. Mesmo
cheio de vida, Deus se mostrava a nós. O que nós víamos era como uma
Esfera infinita
inf inita cheia de mares de vida. Por Por essa razão
raz ão o percebíamos
percebíamos através
dos raios que atravessavam os véus d’Ele. Para que possam compreender
13
P�. J��� A������ F����� 

o que nós víamos, a cena mais próxima é a imagem do Sol cuja luz surge
arrasadora e límpida atrás das nuvens de uma tormenta que se abre. Reu-
nindo todos estes conceitos
conceitos tão pobres e vocês farão uma ideia aproximada
do que descrevo.
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 A Trindade
Trindade da vida gritava alto em Seu interior interi or,, fluía
f luía no seio dessa
des sa Es-
fera. De repente aconteceu algo. Era a primeira vez que acontecia alguma
coisa fora da Esfera. Não podemos dizer que isso ocorreu há milhões e mi-
lhões de séculos atrás porque, de fato, não havia tempo. Mas entre aquele
antes e depois, houve mil eternidades e depois eternidade após eternidade.
 Antes do primeiro AGORA,GOR A, houve
houve uma incontável
incontável série de séculos sem
tempo.  DISCOVER NEW BOOKS  READ EVERYWHERE  BUILD YOUR DIGITAL READING LISTS

E foi assim, no momento


momento previsto, no exato instante,insta nte, antes do qual não
houve
houve instante,
insta nte, que uma voz poderosa ressoou no interior da Esfera e disse:
“Faça-se!” E da Esfera surgiu uma luz. Aquele ato se assemelha de longe
a uma flor que estende suas pétalas brancas. Esse instante era semelhante
àquele quando
quando de uma corola surgem para fora suas pétalas. péta las. Aquilo parecia
como uma explosão de luz em câmera câ mera lenta.
lenta.
Se nos aproximássemos dessa luz, veríamos que cada feixe de luz estava
formado por milhões e milhões de seres angélicos. Cada natureza angélica
era como uma pequena estrela. Havia estrelas de todos os tamanhos. Cada
ser angélico resplandecia com seu próprio
próprio tom de luz; luz; cada
c ada um emitia uma
música em particular.
particula r. Se for possível
possível usar esta
est a expressão, cada um mostrava
um rosto espantado,
e spantado, felizmente
felizmente perplexo, ante o espetáculo
espetác ulo do ato criador.
Os anjos mais grandiosos se encontravam suspensos, como que tocan-
do a Esfera. Cada anjo superior tinha ao redor outros que eram menores
que ele, como planetas que rodeiam um astro. Por sua vez cada um desses
satélites tinha outros espíritos angélicos que eram como satélites dos pla-
netas. Dessa forma podíamos ver que havia centenas de hierarquias angé-
licas. Cada anjo dependia de outro anjo superior. Os anjos superiores, me-
nores e intermediários formavam incontáveis níveis, complexas rotações,
14
H������� �� ����� ��� �����

inumeráveis hierarquias, complicadas


complicadas séries de níveis, escalões, como se
tratasse de um infinit
inf initoo estudo de animais.
 A que
que compararemos a visão desse ato ato criador? Era como
como se a grande Es-
fera estivesse rodeada por cerrações. Essas névoas eram como vias lácteas.
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Cada uma delas estava formada por milhões de milhares de seres angéli-
cos. Toda a Esfera estava coberta dessas nebulosidades. Algumas partes da
superfície da Esfera estavam mais densamente cobertas. Em outras, essas
nuvens pareciam como se desfiassem em direção para fora. Continuavam
surgindo mais e mais
ma is destas nebulosas desde o interior da Esfera. Era como
se do interior do ser infinito fluíssem grandiosos rios de luz. Universos e
mais universos de anjos saíam da Esfera incomparável.
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 Aqueles rios pareciam não se esgotar. Alguns A lguns deles surgiam com força
em direção para fora, se dobravam como atraídos pela força de atração da
Esfera da qual surgiam e retornavam a ela percorrendo a superfície inter-
minável dela. Outros rios saíam expelidos com força e se adentravam no
inferior, formando assim espirais que, por sua vez, se misturavam com
outras espirais angélicas, combinando-se em incríveis feixes de luz que se
redemoinhavam,
redemoinhavam, girando ao redor de si próprios, próprios, formando centros e mais ma is
centros angélicos.
Os rios de luz que surgiam da Esfera foram-se enfraquecendo numa
espécie de eco que se extingue cheio de majestade, assim como um órgão
catedralesco,
catedra lesco, o qual se faz
fa z pressão ao mesmo tempo, tempo, com as duas mãos, dez
notas com todos os seus registros numa magnífica magníf ica harmonia, com todos os
seus tubos com total força e que logo depois de alcançar o clímax, o som
se esfuma nas abóbodas. Esse eco sinfônico foi se desvanecendo até que o
último braço de luz se descolou do oceano de luz da Esfera: a criação dos
anjos havia terminado. O último ú ltimo anjo tinha sido criado.
criado.
O número dos anjos
anjos era incalculável,
inca lculável, mas houve um último anjo a apa-
recer. Dizer que eram trilhões de trilhões era pouco. Deus tinha sido ex-
traordinariamente generoso ao criar. Feliz que fossem muitos os que po-
deriam existir. Deus quis comunicar de uma forma esplêndida a alegria
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P�. J��� A������ F����� 

de ser. Ao serem criados aqueles anjos simplesmente recebiam o nome de


 glórias , porque eles eram a glória do seu Criador.
Todos os espíritos estavam surpreendidos. Tinham sido lançados à
existência. Haviam passado do nada, a existir repentinamente. Aquilo era
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como se milhões de seres tivessem acabado de despertar. Mas não estavam
sonolen
sonolentos;
tos; ao contrário, mostravam-se cheios cheios de vida. A fumaça
fu maça efervescia
efer vescia
de vigor ao redor da Esfera de vida. A vida se agitava neles, pela felicidade
de existir.
Os espíritos se olhavam a si próprios, se conheciam e se olhavam en-
tre si surpreendidos. Como as glórias se encontravam girando ao redor
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de glórias maiores, admiravam o grande anjo ao redor do qual cada es-
pírito se movimentava. Avistavam a magnitude dos gigantescos astros
angélicos. Embora as olhassem de longe, se achavam surpreendidos que
pudesse haver glórias tão descomunalmente
desc omunalmente grandes. No centro de tudo:
o divino oceano infinito de luz do qual tinham saído. Era como estar
 junto às
à s margens
ma rgens de um u m grande
gr ande mar.
ma r. Poderíamos dizer di zer que estava
es tavam m sus-
su s-
pensos, flutuando
f lutuando no ar,ar, levitando sobre um oceano. Mas nesse caso, c aso, não
fazia sentido
sentido afirmar
af irmar que se estava em cima ou num flanco f lanco daquele
daquele mar.
Não havia acima nem embaixo num universo sem referências especiais.
Unicamente aqueleaquele grande
gra nde centro.
centro. Um grande centro que era essa Esfera E sfera
que parecia limitada.
 As glórias contempla
contemplavam vam a Grande Esfera; sabiam que era uma forma
esférica. Era tão grande
gra nde que eles a contemp
contemplavam
lavam como a um oceano,oc eano, cujos
limites escapavam a visão deles. Esse oceano divino estava em silêncio,
todos admirados o contemp
contemplavam;
lavam; constituía em si mesmo um espetáculo,
porque essa luz era amor, sabedoria, beleza, perfeição, equilíbrio, plenitu-
de. De repente, a Esfera falou. Era a primeira vez que ressoava a Sua voz
fora do Seu seio. A voz d’Ele resultou o fato mais impressionante que se
poderia imaginar.
imagina r. A voz de de Deus se dirigindo
di rigindo a milhões e milhões
m ilhões de espí-
ritos angélicos.
16
H������� �� ����� ��� �����

Todos escutaram uma voz potente, grave, cheia de poder. Tratava-se de


uma voz que podia dobrar ferro, partir os cedros. Ainda A inda não existia
exi stia o ferro,
ainda não tinham crescido os cedros, mas se tivesse sido criado o mundo,
os pilares da
d a Terra
Terra não haveriam resistido o poder da primeira sílaba da pri-
meira palavra. Diante da aparição da voz, todos ReadosFree
anjos
For 30recuaram
Days como
aquele que é investido pelo vento.
Não se faz justiça ao dizer que era uma voz maravilhosa. Sua voz estava
dotada da maior intensidade que se poderia imaginar. Por sua vez, Suas
palavras
palavra s transmitiam ternura e carinho. Eram as palavras palavra s de um Pai. Pai. Nelas
não havia nada de ameaçador
a meaçador.. Mas sem ser ameaçadora,
ameaçadora, Sua voz era tal que
deixava claro que não admitia réplica.
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Deus se dirigiu a nós. Explicou-nos


Explicou-nos quem Ele era. Expôs-nos quem éra-
mos nós; o objetivo de ter-nos criado, o que esperava de nós, aquilo que
devíamos e não devíamos fazer. Deus fez às vezes de professor, e nós Lhe
escutamos boquiabertos. A voz d’Ele nos manifestava quais eram os abis-
mos do ser,
ser, os caminhos
ca minhos do Bem e do Mal. Ma l. A estrutura
estrutu ra lógica do que tinha
criado e do que poderia
poderia criar. As Suas palavras
pa lavras eram
era m ciência
ciência pura sem erros.
Mas não falava o tempo todo. Em Seu discurso, na Sua explicação do
Ser e do ser, na Sua explicação de tudo havia como que em uma sinfonia,
momentos de silêncio. E nos perguntava. Nós Lhe respondíamos, Lhe per-
guntávamos, individual
individua l e coletivamen
c oletivamente. te. Conversávamos
Conversávamos com Ele como os
f ilhos com o seu pai. Verdadeiramente
Verdadeiramente era um Pai. Éramos Éra mos como pintinhos
pintinhos
ao redor de uma galinha. Poderíamos nos sentir quentinhos sob as asas
d’Ele. Sentíamo-nos protegidos. Não tínhamos corpo, mas mesmo assim,
sentíamos o calor da Sua presença.
 A imagem
i magem dos pintinhos aconchegados no seio da mãe descreve de screve muito
bem aquele tempo feliz. Não era somente o fato de estar sob Suas asas, era
estar em Seu seio, como pintinhos completamente envolvidos no leito de
plumas.
 De que poderíamos nos sentir protegidos? Como poderíamos conhe-
cer a sensação de temor? Sentíamo-nos seguros perante o vazio do nada,
17
P�. J��� A������ F����� 

diante da insegurança de não saber. Ele nos dava certeza perante a dúvida.
Ele nos oferecia o firme fundamento de saber a nossa procedência, quem
nós éramos, a nossa direção e qual era o sentido de tudo. Sem Ele tería-
mos sido como
como náufragos
náuf ragos no meio do vazio.vaz io. Sem Ele teríamos nos sentido
abandonados no meiomeio dessas solidões. OlhandoRead Free For 30 Days
para trás, ali
a li estavam essas
e ssas
solidões vazias e escuras. Quase dava medo olhar em direção do não-ser
de onde tínhamos saído, de onde perfeitamente poderíamos não ter saído
nunca. Teria
Teria bastado uma palavra Sua para tirar tira r-nos do
do nada. Mas Ma s com Ele
não temíamos ao nada:
nad a: Ele preenchia tudo.
O Mestre continuava a responder paciente e amorosamente aos Seus
filhos. Conseguia responder ao mesmo
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seres. Éramos
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tantos e mesmo assim cada um escutava distintamente a Sua voz. Nós, as


glórias, conseguíamos escutar as palavras de muitos anjos se dirigindo a
Deus e, simultaneamente, podíamos Lhe fazer perguntas. Nós conseguía-
mos entender sem problemas no meio daquelas muitas vozes. Cada um
podia perceber mais ou menos desses diálogos, segundo o poder da sua
inteligência.
No meio daquela sinfonia, formulávamos
formulávamos em coro uma questão a Deus.
Mas no meio daquele coral um pequeno espírito conseguia Lhe fazer uma
pequena pergunta. Havia conversas coletivas, aconteciam conversas indi-
viduais. Outras conversas eram particulares e pessoais, devido a que era o
desejo
desejo de algumas
a lgumas glórias. E não fazíamos
fazía mos apenas perguntas, também Lhe
dávamos graças; graças por tudo. Também conseguíamos nos comunicar
entre nós mesmos.
Os anjos mais inteligentes
inteligentes compreendiam
compreendiam melhor aquilo que a Esfera di-
zia, e o explicavam a nós, anjos intermédios.
intermédios. Por Por sua vez, nós explicávamos
detalhes aos anjos inferiores. Havia milhares de escalas naquela hierarquia
celeste. Todos entendiam o discurso de Deus, mas os anjos superiores nos
faziam
fazi am ver que só tínhamos
tínha mos captado apenas uma parte par te da profundidade
profundidade do
discurso d’Ele.
18
H������� �� ����� ��� �����

Nós mesmos nos instruíamos


instru íamos e, em conjunto,
conjunto, aprofundávamos o conhe-
cimento
cimento com os nossos intelectos neste oceano ocea no infinito
inf inito de luz que tínhamos
na nossa frente. Cada vez mais percebíamos bem claro cla ro quem era o Criador,
Criador,
a Fonte, o Sol de Santidade. Quase sem nos darmos conta, levantávamos
construções intelectuais. Éramos seres intelectuais ReadeFree
desfrutávamos
For 30 Days mergu-
lhando nossas mentes nessa Esfera sem fim. f im. Podíamos mergulhar n’Ele ape-
nas com a nossa inteligência,
inteligência, apenas com o nosso conhecimento.
conhecimento. Podemos
Podemos
dizer que Ele estava ali e nós aqui.
 A incrível fronteira
fronteira da transcendência era impenetrável. A impenetra-
bilidade de Deus que não era percebida como um muro, mas, como uma
montanha que para ascendê-la precisava-se de séculos. Nesse sentido, a
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Esfera estava tão perto e tão longe. A Esfera parecia rodeada de um muro
alto como uma montanha. Possivelmente
Possivelmente pelos séculos de ascender as suas su as
ladeiras, compreendêssemos que apenas havíamos começado a nossa via-
gem. Sim, a Esfera apenas era o véu da magnitude.
 Ainda conscientes
conscientes de nossa pequenez, quanto mais mai s conhecíamos, mais
queríamos conhecer.
conhecer. Com a nossa inteligência conseguíamos percorrer esse
objeto de nosso conhecimento. Éramos como exploradores daquilo que
tínhamos frente a nós. As nossas construções lógicas, metafísicas, teológi-
cas a respeito da divindade nos deixava pasmos. Cada vez ficávamos mais
admirados do ser infinito.
 Alg
 A lgun
unss de nós apreen
apre ensivo
sivoss dia
di a nte de tanta
ta nta beleza
bele za começa
come çamosmos a nos
organizar para Lhe dar culto de modo coletivo. Assim começou a li-
turgia celeste, como uma resposta a tamanho tama nho espetáculo da divindade.

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