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Osteoporose e Osteopenia

Os ossos estão em constante processo de renovação e possuem células encarregadas


por reabsorver as partes envelhecidas (chamadas de osteoclastos), além de outra, cuja função
é produzir novos ossos (os osteoblastos). Esse processo é permanente e constante, o que
possibilita a reconstituição do osso.

Porém, com o tempo, naturalmente acontece um desequilíbrio entre formação e


reabsorção óssea; ou seja, a absorção das células velhas aumenta ao passo que a formação
de novas células diminui, o que resulta na desmineralização, tornando os ossos mais porosos e
frágeis, aumentando, assim, o risco de fraturas. Perdas mais brandas dessa massa óssea
caracterizam a osteopenia. Já as perdas maiores, a chamada osteoporose, são mais graves e
podem resultar em fraturas espontâneas.

Sintomas:

Trata-se de uma doença de instalação silenciosa. Nos estágios iniciais não existem
sintomas. Com o avanço da doença, os sintomas mais comuns são as fraturas das vértebras
por compressão, provocando dor e sensibilidade óssea, diminuição da estatura e aumento da
cifose dorsal. É comum também fraturas do colo do fêmur, punho (ossos do rádio) e costelas. A
dor está diretamente associada ao local em que ocorreu o desgaste ósseo ou a fratura.

Diagnóstico:

O diagnóstico da osteoporose é realizado por meio do exame de densitometria óssea.


Ele possibilita medir a densidade mineral óssea na coluna lombar e no fêmur para comparar
com valores de referência pré-estabelecidos. A partir dele, é classificada a perda óssea em
normal, osteopenia, osteoporose e osteoporose estabelecida.

Por Osteoporose, considera-se uma perda de massa óssea acima de 2,5 desvios
padrões de uma curva de normalidade, medida através da Densitometria Óssea

O termo Osteopenia, é usado se referindo a qualquer condição que envolva


uma redução fisiológica (em relação à idade ) da quantidade total de osso mineralizado. A
Osteopenia é considerada como se situando em zero e até menos de 2,5 desvios padrões,
medidos através da Densitometria Óssea..
COUVE MANTEIGA
Nome científico:
Brassica oleracea var. acephala
Sinonímia popular:
Couve-comum, couve-de-folha.
Partes usadas:
Folha, caule.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.):
Fibras, vitaminas (A, complexo B, C, K, colina, betaína, luteína, zeaxantina, alfa e
betacaroteno), minerais, aminoácidos.
Propriedade terapêutica:
Antibacteriana, antiviral, antioxidante.
Indicação terapêutica:
Hemorróidas, prisão de ventre, câncer (próstata, mama, colo do útero, ovário), defeito de tubo
neural, doença macular relacionada a idade (DMRI).

Uso popular e medicinal


Espécies de Brassica contêm elevados níveis de compostos antioxidantes e
anticancerígenos. Tais compostos ajudam a melhorar a desintoxicação do organismo, inibem o
crescimento de tumores e evitam a formação de carcinógenos.

Folhas de couve são nutritivas, têm baixas calorias e não contêm colesterol. As folhas
verdes contêm boa quantidade de fibras dietéticas solúvel e insolúvel que ajudam a controlar o
nivel de colesterol LDL e oferecem proteção contra hemorroidas, prisão de ventre e câncer de
cólon.

Couve é fonte de di-indolil-metano (DIM) e sulforafano, fitonutrientes com propriedades


anticâncer provadas (próstata, mama, colo do útero, cólon, ovário) em virtude de inibir o
crescimento das células do câncer (efeito citotóxico em células cancerosas).

Di-indolil-metano é considerado nutriente imunomodulador (ou imunonutriente, melhora


o mecanismo de defesa, indicado para indivíduos que passam por procedimento cirúrgico),
com propriedades antibacterianas e antivirais através da potenciação dos receptores interferon
gamma.

As folhas são excelentes fontes de folato (vitamina hidrossolúvel B9), são substâncias
importantes na síntese de DNA. Quando administrada durante o período peri-concepção pode
reduzir o risco de defeitos de tubo neural (DTNs) em bebês. DTNs são más formações fetais
raras mas potencialmente graves.

Folhas de couve fresca são ricas em vitamina C, um poderoso antioxidante natural que
oferece proteção contra danos dos radicais livres e infecções virais semelhantes aos da gripe.

Este vegetal contém alto nivel de vitamina K, esta substância aumenta a massa óssea
através da promoção da atividade osteotrópica no osso. Também tem efeito benéfico em
pacientes com doença de Alzheimer, limitando as lesões neuronais no cérebro.
Couve é rica em muitos grupos vitais do complexo B: ácido pantotênico (B5), niacina
(B3), piridoxina (B6) e riboflavina (B2).

Folhas e caules contêm considerável quantidade de minerais (enxofre, iodo, cobre,


cálcio, potássio, ferro, fósforo, magnésio, manganês, selênio, zinco) e aminoácidos
(fenilalanina, isoleucina, leucina, metionina, treonina, lisina, triptofano, cisteina, fenilalanina,
tirosina, valina).

Couve é excelente fonte de vitamina A, zeaxantina, criptoxantina e outros. Existem


fundamentos científicos de que tais compostos apresentam propriedades antioxidantes.
Vitamina A ajuda a manter saudáveis a pele, dentes, tecido ósseo, membranas e mucosas. É
também conhecida como retinol (palmitato de retinol), uma vez que produz os pigmentos da
retina do olho.

HERA
Nome científico:
Hedera helix L.
Sinonímia popular:
Hera européia, hera inglesa, hera de folha larga, hera verdadeira.
Sinonímia científica:
Hedera helix var. angularis Hibberd
Família:
Araliaceae
Partes usadas:
Folha
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.):

Ácido asparágico, ácido glutâmico, prolina, tirosina, valina, aminoácidos, flavonoides (anti-
inflamatório), sitosterol (esteroide), terpenoides (ácidos ursólicos, protegem contra úlceras,
antiviral) e oleanólico; óleos voláteis em pequenas quantidades (cimenol, linaol, limoneno,
mentona, pimbenos, pinocanfora, pulegona, terpinol e glecomafurano) além de ácido palmítico,
ácido rosmarínico (anti-inflamatório), ácido succínico, princípio amargo (glecomina), colina,
goma, saponia, tanino (anti-inflamatório), cera e marrubina (uma lactona)

Propriedade terapêutica:
Antitérmica, sudorípara, expectorante, desobstruente do fígado, antirreumática, purgativa,
antiespasmódica, resolutiva, lenitiva, depurativa.
Indicação terapêutica:
Cicatrização de chagas, feridas, dores em neuralgias, eczemas, problemas da pele, furúnculos,
abscessos cutâneos, celulite.
Uso popular e medicinal (Pode ser tóxica se utilizada
internamente)
É antitérmica, sudorípara, peitoral expectorante, desobstruente do fígado,
antirreumática, purgativa, antiespasmódica, resolutiva e lenitiva para eczemas e problemas da
pele, depurativa para furúnculos e abscessos cutâneos e anticelulítica. Muito usada na
ginecologia. Tem sabor amargo e frio.

Farmacologia: Seu amplo leque de princípios ativos, exerce ação no sistema


cardiovascular e outras atividades orgânicas. A presença de iodo também exerce função
ativadora do metabolismo basal; Consideramos mais útil a investigação de suas possíveis
ações externas: A irritação cutânea provocada pela hera favorece a cicatrização de feridas
crônicas e úlceras varicosas; As saponinas agem na permeabilidade celular ativando a micro
circulação sanguínea, diminuem a sensibilidade dolorosa dos nervos periféricos, justificando
seu Uso externo em nevralgias. Também drenam os líquidos acumulados pela celulite no
tecido conjuntivo, descongestionando a área acometida; Não encontrados relatos de estudos
clínicos comprobatórios.

Posologia: 50g de folhas frescas, piladas ou vaporizadas em água quente para


emplastros em áreas dolorosas; Infuso de 50g de folhas frescas em 250ml de água para
compressas em áreas dolorosas; O decocto de 50g de folhas secas produz um enxágue que
escurece os cabelos; Com o extrato glicólico a 3-10% são fabricados shampoos, cremes,
pomadas, loções e óleos de massagem.

UNHA DE GATO
Nome científico:
Uncaria tomentosa (Willd. ex Schult.) DC.
Sinonímia científica:
Uncaria tomentosa var. dioica Bremek.
Família:
Rubiaceae
Partes usadas:
Folha, raiz, casca.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.):
Esteróides (beta-sitosterol, estigmasterol, campesterol), princípios ativos antioxidantes
(catequinas, procianidinas) e glicosídeos do ácido quinóvico (encontrados na casca e raiz).
Propriedade terapêutica:
Analgésica, anti-inflamatória, antimutagênica, antioxidante, antiproliferativa, antitumoral,
antiviral, citoprotetora, citostática, citotóxica, depurativa, diurética, hipotensiva,
imunoestimulante, imunomodulatória.
Indicação terapêutica:
Desordens imunológicas e reumáticas, gastrite, úlcera, câncer, artrite, nevralgias,
inflamações crônicas, doenças virais (herpes zoster ou cobreiro), síndrome do intestino solto,
úlceras, diverticulite, condições inflamatórias do intestino e estômago.

É uma das plantas medicinais peruanas de maior importância. No 1º Congresso


Internacional desta espécie patrocinada pela Organização Mundial da Saúde (WHO),
catalogou-se o redescobrimento desta planta amazônica como a mais importante descoberta
desde o quinina, árvore peruana descoberta no século XVII.

Uso popular e medicinal


Os asháninka (tribo indígena do Peru) utilizam a unha-de-gato para asma, inflamações
do trato urinário, recuperação do parto, purificador dos rins, cura de ferimentos profundos,
artrite, reumatismo, dor óssea, inflamação, úlceras gástricas e câncer. Outras tribos peruanas
utilizam a unha-de-gato para tratar diabetes, câncer do trato urinário feminino, hemorragias,
irregularidades na menstruação, cirrose, febres, abscessos, gastrite, reumatismo, inflamações,
lavagem interna, tumores e "normalizar o corpo".

Indicação

Infeções crônicas : Tonifica o sistema imunológico, sendo ótima para infecções crônicas e
doenças degenerativas, preferencialmente conjugada com outras ervas imunoestimulantes,
pode ser útil para a fadiga crônica, fibromialgia, febre glandular e infecção por herpes.

Testes no Peru sugerem que pode ser útil na infecção por HIV, sendo excelente para a
convalescença.

Anti-inflamatório : A unha-de-gato tem uma forte ação anti-inflamatória e pode tratar com
sucesso ulcerações gástricas e problemas inflamatórios nas articulações, tais como artrite
reumatóide e osteoartrite.

Remédio anticancerígeno : De acordo com o seu uso tradicional na América do Sul, a unha-
de-gato tem propriedades anti-tumores, sendo preciosa como tratamento adjuvante no câncer,
ministrada com outras plantas medicinais apropriadas e por conselho de um profissional.

A Unha de Gato também tem sido utilizada como contraceptivo por diversas tribos do
Peru (mas somente em doses excessivas), conforme registrado. Dr. Fernando Cabieses, uma
conhecida autoridade em plantas medicinais peruanas, explica em seu livro que os Asháninka
fervem de 5 a 6 kg da raiz em água até a redução para um pouco menos que um copo. A
quantidade de um copo desta decocção é então tomada diariamente durante o período de
menstruação por três meses consecutivos, o que supostamente causa esterilidade por três a
quatro anos.

Contraindicações: Pacientes transplantados, em uso de imunossupressores, inclusive


receptores de transplante de medula óssea; Portadores de doenças autoimunes; Portadores de
esclerose múltipla e tuberculose.
Dosagem indicada

Benefícios imunológicos e saúde geral. Na prática recomenda-se de 500 mg a 1 g


diariamente do pó da vinha em comprimidos ou cápsulas. Como preventivo usar por 3 meses e
curativo 6 meses ou a critério médico.

Artrite, intestino e problemas digestivos. Doses máximas de 10 g ao dia.

Manutenção da saúde e problemas em geral. Uma decocção padrão da casca da vinha pode
ser utilizada de forma semelhante à utilizada pelos indígenas: 1/2 a 1 copo da decocção uma
vez ao dia, até no máximo um copo três vezes ao dia de acordo com necessidades específicas.
A adição de suco de limão ou vinagre a decocção durante a fervura ajudaria a extrair mais
alcalóides e menos taninos da casca. Utilize por volta de 1/2 colher de suco de limão ou
vinagre por copo de água.

Farmacologia:

Os alcalóides - triterpenos, glicosídeos e procianinas têm notadamente efeito antiviral,


anti-inflamatório, U antioxidante, antineoplásico, contraceptivo e imunoestimulante; Os
esteróides encontrados mostraram atividade anti inflamatória (Senatore e cois., 1989) assim
como as procianinas - embora o componente exato não tenha sido determinado (Wirth &
Wagner, 1997); alcaloides derivados da Unha-de-gato induzem à produção de fatores de
proliferação Iinfocitária em células endoteliais humanas (Wurm e cols., 1998).

Eles mostraram aumento da fagocitose tanto em testes in vitro quanto em in vivo


(Wagner e cols., 1985).

Os extratos também mostraram efeito protetor celular contra o stress oxidativo


(Sandoval, e cols., 1997a) em vários testes, e in vitro (Desmarchelier e cals., 1997); O extrato
tomado com água, preveniu lesões à mucosa do jejuno de cobaias induzidas peia
indometacina.

Os níveis de metalotionina no fígado de cobaias que receberam extrato de Unha-de-gato


com indometacina foram significativamente mais baixos que os que receberam apenas a
indometacina (Sandoval-Ghacon a cols., 1998);

Em testes com cobaias foi demonstrado efeito benéfico em enteropatia não-esteroidal


(Sandoval e cols, 1997) e (Aquino e cols, 1991); O estrato aquoso inibiu a proliferação de
células tumorais por apoptoseo em 2 linhagens células leucêmicas humanas diferentes (Sheng
e cols., 1998).

Também mostraram atividade citostática, mas as dosagens não foram estabelecidas


(Rizzi e cols., 1993); A atividade antitumorais do extrato aquoso foi demonstrada in vitro em
linhagens de células leucêmicas humanas e em linhagens de B-linfomas transformadas pelo
EBV -vírus Epstein-Barr (Sheng e cols, 1998).

O extrato aquoso parece interagir também com os receptores de estrogênio (Salazar &
Jayme, 1998); A eficácia antioxidante do extrato foi demonstrada em um ensaio usando
quimiluminescência induzida por terta-butilhidroperóxido em homogenatos de ligado de rato.
Também houve prevenção de danos ao DNA mediados por radicais livres (Desmanchadeira e
cols., 1997); Os extratos não demonstraram efeitos mutagênicos mas ao contrário, mostraram
efeito protetor antimutagênico in vitro contra foto mutagênese induzida em Salmonella
typhimurium (Rizzi e cols., 19993); A atividade antiviral da planta foi demonstrada: os
glicosídeos ~ ácidos quinóvicos, têm eficácia contra o vírus de estomatite vesicular VSV mas
não contra o rinovírus tipo 1 B - HRV 1 B em culturas de células HeLa (Aquino e cols, 1989).

Em testes in vitro eles mostraram-se eficazes contra ambos os vírus (Aquino e cols.,
1989); A hirsutina tem efeito anti-hipertensivo por sua capacidade de reduzir os níveis de cálcio
intracelular e atividade bloqueadora dos canais de cálcio em aorta de ratos (Horie e cols.,
1992);