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NOTA INTRODUTÓRIA SOBRE CONCURSO ALERTA ÁGUAS VIVAS

As águas vivas e as caravelas portuguesas são animais marinhos bem conhecidos pelas
consequências adversas que trazem para os banhistas e veraneantes. A sua presença na água
acaba por impedir o usufruto das zonas balneares em dias muito convidativos.
Estes invertebrados pertencem ao grupo dos cnidários [do grego knidos (urticante)] onde se
incluem as medusas, hidrários, anémonas e corais. Têm o corpo muito gelatinoso, dotado de
tentáculos e filamentos longos. Apesar da simplicidade da sua organização interna, possuem
um tipo de células especializadas que lhe conferem grande capacidade urticante, denominadas
por cnidócitos, que contém internamente pequenas estruturas tipo dardos e toxinas, os
nematocistos. Estas células especializadas, que existem aos milhares ao longo dos tentáculos e
filamentos destes organismos, servem para defesa e captura de alimento, como zooplâncton e
peixes. Ao mínimo toque estas células disparam estes pequenos dardos que facilmente
perfuram a pele de grande parte dos outros animais. São estas células que provocam as
picadas nos seres humanos. Como são em grande número originam ferimentos que se
assemelham a queimaduras, bastante dolorosas e que demoram a cicatrizar.
Sendo aconselhável estar atento à presença destes habitantes dos oceanos e evitar o contacto
com eles, Comando da Zona Marítima dos Açores, o Departamento Marítimo dos Açores, a
Secretaria Regional da Educação e a Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia
promovem o CONCURSO ALERTA ÁGUAS VIVAS que visa a criação de sinalética, a colocar nas
zonas balneares com assistência a banhistas, que alerte os banhistas para a existência de
cnidários na água e a sua densidade.
Pretende-se, desta forma, melhorar a informação ao dispor dos banhistas, aumentando a
segurança e permitindo um usufruto mais agradável e prazenteiro das zonas balneares.
O presente regulamento prevê as regras a aplicar ao concurso.

REGULAMENTO DO CONCURSO “ALERTA ÁGUAS VIVAS”


Artigo 1.º
(Âmbito)
O âmbito do concurso “ALERTA ÁGUAS VIVAS” é criar sinalética, a colocar nas zonas balneares
com assistência a banhistas, que alerte os banhistas para a existência de cnidários na água e a
sua densidade.

Artigo 2.º
(Objetivos gerais)
1. Sensibilizar os alunos e professores para a temática dos cnidários e os seus riscos para os
banhistas.
2. Fomentar a responsabilidade e participação cívica como valores fundamentais na
formação dos jovens.
3. Fomentar a utilização de materiais amigos do ambiente.
4. Promover uma cultura de segurança balnear.

Artigo 3.º
(Objetivos específicos)
1. Criar sinalética a utilizar nas zonas balneares com assistência a banhistas que alerte os
banhistas para a existência de cnidários na água em densidade suficiente que representem
incómodo ou perigo.
2. Melhorar a comunicação entre banhistas e nadadores salvadores.

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Artigo 4.º
(Destinatários)
1. Os trabalhos poderão ser executados por alunos do 3º ciclo do ensino básico e dos ensinos
secundário e profissional de todas as escolas da Região Autónoma dos Açores.
2. Os trabalhos poderão ser individuais ou em grupos de dois alunos de um mesmo
estabelecimento de ensino.

Artigo 5.º
(Objeto)
1. Devem ser propostas a concurso um conjunto de dois itens - bandeiras, placas, balões ou
semelhante, assinalando a presença de cnidários nas zonas balneares de acordo com a sua
densidade.
2. A escala de densidade de cnidários a utilizar será:
a. Alerta – A içar quando há avistamentos esporádicos ou queixas de contactos com
cnidários na zona balnear;
b. Perigo – A içar em situação de elevada concentração de cnidários na zona balnear.

Artigo 6.º
(Admissibilidade a concurso)
1. Não serão aceites a concurso os projetos que:
a. Não obedeçam aos termos indicados no artigo 7º;
b. Não sejam inéditos;
c. Sejam patenteados.
2. A falta de qualquer elemento ou o não cumprimento das condições constantes no
presente regulamento implica a exclusão do respetivo projeto.

Artigo 7.º
(Material, cores e dimensões)
1. A sinalética deve ser composta por um conjunto de dois itens – bandeira, placa, balões ou
semelhante, cada um com dimensão máxima de 70 cm de comprimento por 46 cm de
altura.
2. A sinalética deve ser perceptível a 75 metros de distância.
3. A forma pode ser qualquer.
4. O material de construção deve ser biodegradável.
5. Os itens não deverão utilizar como cores preponderantes as associadas à sinalética
definida para a segurança balnear e para o Programa Bandeira Azul, isto é, não ter como
cores preponderantes o vermelho, amarelo, verde, azul e xadrez azul e branco.

Artigo 8.º
(Júri)
1. O júri é constituído por:
a. Um representante do Departamento Marítimo dos Açores, que preside;
b. Um representante da Secretaria Regional da Educação;
c. Um representante da Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia;
d. Um representante da Associação de Nadadores Salvadores dos Açores.
2. O presidente do júri tem voto de qualidade.
3. A decisão do júri será soberana e definitiva, não havendo lugar a recurso.

Artigo 9.º
(Critérios de avaliação)
1. Na avaliação dos trabalhos, será apreciado o cumprimento dos objetivos específicos.

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2. Assim, o júri valorizará:
a. A capacidade de transmissão da mensagem de alerta e de perigo para a presença e
densidade de cnidários na zona balnear (35%);
b. A durabilidade e resistência dos materiais de construção (20%);
c. O custo de produção das sinaléticas (20%);
d. A menor utilização das cores vermelho, amarelo, verde e azul (10%);
e. A estética dos projectos (10%);
f. A memória descritiva (5%).
3. O júri reserva-se no direito de não atribuir prémios, em virtude dos trabalhos não
cumprirem a qualidade mínima.

Artigo 10.º
(Prémio)
1. Serão atribuídos prémios aos dez primeiros classificados, bem como ao estabelecimento
de ensino frequentado pelo(s) aluno(s) classificado(s) em 1º lugar.
2. O prémio atribuído aos três primeiros classificados será um almoço e uma navegação num
navio da Marinha Portuguesa.
3. O prémio atribuído aos projetos classificados entre o quarto e o décimo lugar será uma
navegação num navio da Marinha Portuguesa.
4. O prémio atribuído ao estabelecimento de ensino será no valor de 250 €.
5. Todos os projetos aceites a concurso receberão um diploma de participação.
6. Os autores do projeto vencedor bem como o Presidente do Conselho Executivo do
estabelecimento de ensino frequentado pelos alunos vencedores poderão ser convidados
para a cerimónia de hastear de bandeiras de início da época balnear na sua ilha de origem
ou em ilha vizinha, se tal for exequível, no entendido do Departamento Marítimo dos
Açores.
Artigo 11.º
(Candidatura e envio)
1. A inscrição no presente concurso é gratuita.
2. As eventuais despesas inerentes á participação no concurso são da total responsabilidade
dos participantes.
3. O envio dos projetos deverá ser efetuado por correio eletrónico, com o assunto “ALERTA
ÁGUAS VIVAS”, para o endereço depmaracores.secretaria@marinha.pt.
4. O projecto deverá ser composto por:
a. Identificação dos proponentes (nome, data de nascimento, morada, telefone,
endereço de correio eletrónico do proponente e da escola, escola, ano de
escolaridade, turma);
b. Memória descritiva do projeto em formato pdf, com um máximo de quatro folhas A4 e
onde, entre outras caraterísticas consideradas relevantes, deverá ser referida a forma
e os materiais de construção;
c. Ficheiro digital com as propostas de sinalética num dos seguintes formatos digitais: tif,
jpg, gif, bmp e png. Os ficheiros entregues deverão ter um tamanho digital máximo de
5 Mb e uma resolução mínima de 72 ppp.

Artigo 12.º
(Calendário)
O concurso rege-se pelos seguintes prazos:
1. Receção dos trabalhos: 23 de fevereiro a 31 de março de 2015.
2. Divulgação dos resultados: até 30 de abril de 2015.
3. Entrega de prémios: até ao final do ano letivo de 2015, em função do planeamento do
navio da Marinha Portuguesa.

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Artigo 13.º
(Propriedade dos trabalhos)
Os trabalhos entregues serão pertença do Departamento Marítimo dos Açores, que se reserva
o direito de lhe dar a utilização que lhe convier.

Artigo 14.º
(Conhecimento dos termos do concurso)
A inscrição no presente concurso pressupõe o conhecimento e aceitação de todas as condições
do regulamento.

Artigo 15.º
(Contactos para esclarecimentos)
Quaisquer dúvidas deverão ser colocadas por correio eletrónico para o endereço
depmaracores.secretaria@marinha.pt.

Artigo 16.º
(Casos omissos)
Os casos omissos serão supridos e decididos pelo júri.