Você está na página 1de 223

rd

Eduardo Magalhães
Os Músculos e Suas Ações
O manual do movimento
Sobre o autor
Eduardo de Macedo Magalhães

ü Atuação Profissional

PERSONAL TRAINER (2011 - ...)


Professor de musculação na Fibratech Academia (2011 - ...)
Coordenador do FIBRATECH COLLEGE(2015 - ...)

Grupo de Corrida (2011 - 2015)


Bike Indoor (2011 - 2014)
Grupo de Terceira Idade (2011 – 2013)

ü Formação

Especialista em Ciências do Treinamento Desportivo – UFJF(2015)


Especialista em Atividade Física em Saúde e Reabilitação Cardíaca -
UFJF(2013)
Bacharel em Educação Física - UFJF(2011)
Monitor da Disciplina Cinesiologia FAEFID - UFJF(2009)

ü Cursos Complementares

Curso de especialização em movimento - Método K-3D(2015)


Curso de “Conceitos Básicos da Metodologia Crossfit”(2014)
Formação do “Programa Esporte e Lazer da Cidade(PELC) – Modulo
Avaliação I (2014)
Curso de “Treinamento técnico e funcional para acelerar a sua
corrida”(2013)
Formação do “Programa Esporte e Lazer da Cidade(PELC) – Modulo
Introdutório (2013)

CREF 20069/g-mg
Agradecimentos

Gostaria de agradecer a minha esposa, a meus amigos e a minha


família; sem vocês nada disso seria possível.
"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer."

Sumário

PARTE I

Capítulo I– Anatomia básica dos


músculos.........................................................................10
A.
INTRODUÇÃO..........................................................................................................11
B. FÁSCIA
MUSCULAR...............................................................................................11
C.
TENDÕES...................................................................................................................12
D.
LIGAMENTOS...........................................................................................................12
E. AÇÃO
MUSCULAR..................................................................................................13
F. TIPOS DE
MOVIMENTO..........................................................................................13
G. PLANOS E
EIXOS.....................................................................................................13
Referências........................................................................................................................14

Capítulo II – Conceitos básicos de Cinesiologia e


Biomecânica.........................................17
A.
ALAVANCA..............................................................................................................18
B. BRAÇO DE
MOMENTO...........................................................................................18
C. VANTAGEM
MECÂNICA.......................................................................................19
D. TIPOS DE
RESISTÊNCIA.........................................................................................20
E. TIPOS DE
CONTRAÇÃO..........................................................................................21
F. ATIVAÇÃO
MUSCULAR.........................................................................................22
G. INSUFICIENCIA ATIVA E PASSIVA DOS
MÚSCULOS......................................22
Referências..........................................................................................................................2

Capítulo III –
ARTICULAÇÕESSINOVIAIS......................................................................25

PARTE II

Capítulo IV– COMPLEXO DO


OMBRO............................................................................31
Referências............................................................................................................................5

Capítulo V– COMPLEXO DO
COTOVELO......................................................................54
Referências............................................................................................................................6

Capítulo VI – COMPLEXO DO PUNHO E DA


MÃO.......................................................63
Referências............................................................................................................................7

Capítulo VII – COMPLEXO DO


QUADRIL......................................................................71
Referências.............................................................................................................................8
Capítulo VIII – COMPLEXO DO
JOELHO.......................................................................88
Referências............................................................................................................................9

Capítulo IX – COMPLEXO DO TORNOZELO E DO


PÉ...................................................99
Referências............................................................................................................................1

Capítulo X – COMPLEXO DO
TRONCO..........................................................................107
Referências............................................................................................................................1

Referências............................................................................................................................1
QUADROS DOS MOVIMENTOS

Quadro I – A relação da relação dos movimentos do úmero-


escápula....................................50

Quadro II – Ação dos músculos nos movimentos da escápula no plano


horizontal...............51

Quadro III– A relação dos músculos da articulação escapulo-torácica e


suas ações.............51

Quadro IV – A relação dos músculos da articulação gleno-umeral e suas


ações....................52

Quadro V – A relação dos músculos da articulação do cotovelo e


radioulnar........................61

Quadro VI – A relação dos músculos da articulação do punho e suas


ações...........................70

Quadro VII – A relação dos músculos da articulação do quadril e suas


ações.......................86
Quadro VIII – A relação dos músculos da pelve com seus movimentos e
planos....................87

Quadro IX – A relação dos músculos da articulação do joelho e suas


ações............................99

Quadro X – A relação dos músculos da articulação do tornozelo e suas


ações......................105

Quadro XI – A relação dos músculos da coluna cervical e suas


ações....................................116

Quadro XII – A relação dos músculos da coluna torácica e lombar e suas


ações.................116

PREFÁCIO

Desde que formamos e trabalhamos com musculação todos os dias


surge aquela dúvida: “quais são mesmo os movimentos que determinado
músculo realiza?” e por mais habilidoso e dedicado que nos tornamos,
sempre surge aquele movimento que não lembramos. E este movimento pode
ser fundamental na hora da prescrição dos exercícios.
Prescrever da forma no qual iremos atender as necessidades de
nossos alunos é fundamental. Todo conhecimento é importante para que
tenhamos resultados satisfatórios, seja nos ganhos de hipertrofia, na correção
dos movimentos indesejados, na melhora da postura e na melhora
desconforto do dia a dia do seu aluno.
Com este manual, você poderá consultar a hora que quiser as ações
musculares para que você consiga prescrever os exercícios da melhor maneira
possível, bons estudos, boas consultas!

Eduardo Magalhães
Especialista em Educação Física
Capítulo I –
Anatomia Básica dos Músculos
A – Introdução

As células musculares especializam-se para a contração e o relaxamento, e se


unem em feixes para formar músculos que se encontram fixados pelas suas
extremidades. Define-se músculo então por estruturas que movem os
segmentos do corpo por encurtamento da distância que existe entre suas
extremidades fixadas, ou seja, por contração. No aparelho locomotor temos
os ossos(elementos passivos do movimento), as articulações(eixo do
movimento) e os músculos(que são elementos ativos do movimento). Eles se
inserem nos ossos, na cútis, nos órgãos, na mucosa, na cartilagem, na fáscia e
nas articulações1.
Os músculos representam cerca de 40 a 50% do peso corporal total e diminui
de acordo com o avançarda idade.Eles são divididos em nove grupos: na
cabeça, no pescoço, nos membros superiores, no tórax, no abdome, na região
posterior do tronco, nos membros inferiores, nos órgãos dos sentidos e no
períneo1.
No total, são 501 músculos, sendo que 190 estão no tronco, 63 na
cabeça, 98 nos membros superiores, 104 nos membros inferiores e 46 no
aparelho da vida nutritiva1. Neste livro, iremos falar apenas dos músculos que
são mais trabalhados nos exercícios de musculação.

B – Fáscia Muscular

A fáscia muscular é o sistema conectivo que une os ossos aos


elementos contráteis. Ela se localiza superficialmente ao tecido profundo e
tem espessuras diferenciadas permitindo liberdade de movimentos à pele
além de agir como isolante térmico.
A fáscia sustenta o músculo e tem elasticidade tridimensional. Ela
apresenta fibras elásticas predominantemente nas regiões centrais e colágenas
em suas extremidades. Em pessoas sedentárias pode se perder a sua
capacidade elástica e a maleabilidade, já que a amplitude do movimento
depende de sua elasticidade.
Sua função é sustentar, estabilizar e gerar tensão. É ricamente dotada
de terminações nervosas e contribui na economia circulatória, especialmente
nos fluidos venosos e linfáticos. E 30% da massa muscular é fáscia2.

C - Tendões
Os tendões são tecidos fibrosos que unem os músculos aos ossos e
através deles os músculos promovem os movimentos. São tecidos conectivos
densos que contêm colágeno, elastina, proteoglicana e água. Como os
músculos aumentam a sua capacidade de gerar força mais rápido que os
tendões, recomenda se aos alunos iniciantesno treinamento de força ou que
estão retornando as suas atividades, exercícios com mais repetições e
intervalos mais curtos para uma melhor adaptação dos tendões3.
Através do treinamento de força, podemos aumentar a produção de
colágeno nos tendões, desde que os treinos provoque altas concentrações de
lactatos4. Em média, cria-se um platô da síntese de colágeno depois de 12
semanas5.
Para uma tendinopatia é interessante contrações musculares lentas6.
Treinos com 8 repetições a 70% de 1RM produzem maior secção transversa
do que treinos com 36 repetições no volume dos tendões7.

D – Ligamentos
A função dos ligamentos é orientar o movimento, ele também é
responsável por manter a pressão na superfície articular, para estabilizar e
limitar o excesso do movimento. O ligamento é mais apropriado à
elasticidade que o tendão, em razão de conter menos colágeno e maior
quantidade de elastina. Ligamentos e tendões são sempre mais propensos a
romper-se no ponto de inserção2. A capacidade de alongamento dos
ligamentos é de 10% sem se desestabilizar plasticamente8.
Em relação aos exercícios com os membros inferiores, verificou se
um aumento na tensão do ligamento cruzado anterior(LCA). A corrida em
declive foi a que teve maior tensão, seguido da cadeira extensora, da corrida
no plano, da caminhada no plano e do agachamento unilateral9.
Estudos mostram que o agachamento minimiza a tendência de
deslocamento anterior da tíbia em comparação com a cadeira extensora10, isto
porque os músculos isquiotibiais atuam sinergicamente com o LCA na
estabilização do joelho durante o agachamento11, sendo portanto, mais
indicado para a reabilitação do LCA12.
Durante o agachamento, quanto maior for a amplitude de movimento,
menor será a tensão sobre o LCA13. Esta tensão, só é significativa entre 0 e
60º de flexão, sendo que o pico não atinge a ¼ da capacidade do LCA de
resistir a tensão, mesmo com cargas elevadas14. Conforme vai aumentando a
amplitude da flexão do joelho, diminui a tensão do LCA e aumenta a tensão
no ligamento cruzado posterior(LCP)15. Entretanto, mesmo com cargas
elevadas, o LCP não chega nem a 50% da sua capacidade de suportar
tensão16.

E – Ação Muscular
Quando o músculo é o responsável pelo movimento ele é um
agonista, quando ele auxilia ou atua com o objetivo de evitar um movimento
indesejado na articulação ele pode ser um músculo acessório ou sinergista.
Neste livro, quando falarmos da ação de um músculo não iremos diferenciar
se é motor primário ou motor acessório, apenas citaremos sua ação.
Posteriormente no quadro de ativação, iremos fazer esta identificação.
Quando um músculo se opõe ao trabalho ele é um antagonista, por
exemplo, se o músculo for um flexor, ele é antagônico em uma extensão. Os
músculos estabilizadores, são os músculos que são ativados para evitar o
movimento nas articulações que não irão trabalhar efetivamente naquele
exercício, por exemplo, quando iremos realizar uma flexão do cotovelo na
barra, mais conhecido como rosca direta, o reto do abdome é ativado para
evitar uma hiperextensão do tronco17.

F – Tipos de movimentos
FLEXÃO: diminuição do grau de uma articulação.
EXTENSÃO: aumento do grau de uma articulação.
ADUÇÃO: aproxima do eixo sagital mediano.
ABDUÇÃO: afasta do eixo sagital mediano.
Movimento de rotação em relação a um determinado eixo:
ROTAÇÃO MEDIAL: face anterior gira para dentro.
ROTAÇÃO LATERAL:face anterior gira para fora.
Membros Superiores (antebraço):
SUPINAÇÃO: Rotação lateral do antebraço.
PRONAÇÃO: Rotação medial do antebraço.
Membros Inferiores (pé):
EVERSÃO: Abdução (ponta do pé para fora) + Pronação (planta do pé
faz rotação lateral).
INVERSÃO: Adução (ponta do pé para dentro) + Supinação (planta
do pé faz rotação medial).

G – Planos e eixos
PLANOS: Temos 3 planos imaginários em nosso corpo, o plano sagital, o
plano frontal e o plano transverso e estes formam ângulos de 90º entre si.
EIXOS: Os eixos atravessam uma articulação em torno das quais uma parte
do corpo roda. Temos o eixo ântero-posterior, o eixo latero-lateral e o eixo
crânio-caudal.

O movimento articular ocorre em torno de um eixo que é sempre


perpendicular a seu plano. Um movimento específico, sempre ocorre em
torno do mesmo eixo e plano. Por exemplo, a flexão/extensão ocorre no
plano sagital com o eixo ântero-posterior. Temos exceções em algumas
articulações como na articulação do polegar e na da escápula, com tudo,
entendendo sobre planos e eixos da para analisar bem os movimentos.
PLANO SAGITAL
EIXO LATERO-LATERAL
MOVIMENTOS DE FLEXÃO E EXTENSÃO
PLANO FRONTAL
EIXO ÂNTERO-POSTERIOR
MOVIMENTOS DE ADUÇÃO E ABDUÇÃO

PLANO TRANSVERSO
EIXO CRÂNIO-CAUDAL
MOVIMENTOS DE ROTAÇÃO

Referências

01. TORTORA, G, J; GRABOWSKI, S. R. Corpo humano:


fundamentos de anatomia e fisiologia. 6. ed. Porto Alegre:
Artmed, 2006.
02. ACHOUR JUNIOR, A. Exercícios de Alongamento,
Anatomia e Fisiologia. 2ª edição. Barueri, SP: Manole, 2006.
03. GENTIL, P. Bases Científicas do Treinamento de
Hipertrofia. Editora Sprint, Rio de Janeiro, 2014.
04. YALAMANCHI N, KLEIN MB, PHAM HM, LONGAKER
MT & CHANG J. (2004). Flexor tendon wound healing in vitro:
lactate up-regulation of TGF-beta expression and functional activity.
Plast reconstr surg 113, 625-632.
05. KUBO K, IKEBUKURO T, YATA H, TSUNODA N &
KANEHISA H. (2010). Time course of changes in muscle and
tendon properties during strength training and detraining. J Strength
Cond Res 24, 322-331.
06. KONGSGAARD M, KOVANEN V, AAGAARD P,
DOESSING S, HANSEN P, LAURSEN AH, KALDAU NC,
KJAER M & MAGNUSSON SP. (2009). Corticosteroid injections,
eccentric decline squat training and heavy slow resistance training in
patellar tendinopathy. Scand J Med Sci Sports 19, 790-802.
07. KONGSGAARD M, REITELSEDER S, PEDERSEN TG,
HOLM L, AAGAARD P, KJAER M & MAGNUSSOM SP. (2007).
Region specific patellar tendon hypertrophy in humans following
resistance training. Acta Physiol (Oxf)191, 111-121.
08. THEIN, M.L. Mobility impairment. In: Therapeutic execise,
moving toward function. 2 ed. Philadelphia: Lippincott Williams &
Wilkins, 1999.
09. HENNING CE, LYNCH MA & GLICK KR, JR. (1985) An
in vivo strain gage study of elongation of the anterior cruciate
ligament. Am J Sports Med 13, 22-26.
10. YACK HJ, COLLINS CE & WHIELDON TJ. (1993).
Comparison of closed and open kinetic chain exercise in the anterior
cruciate ligament-deficient knee. Am J Sports Med 21, 49-54.
11. MORE RC, KARRAS BT, NEIMAN R, FRITSCHY D,
WOO SL & DANIEL DM. (1993). Hamstrings--an anterior cruciate
ligament protagonist. An in vitro study. Am J Sports Med 21, 231-
237.
12. KVIST J & GILLQUIST J. (2001). Sagittal plane knee
translation and electromyographic activity during closed and open
kinetic chain exercises in anterior cruciate ligament-deficient
patients and control subjects. Am J Sports Med 29, 72-82.
13. LI G, RUDY TW, SAKANE M, KANAMORI A, Ma CB &
Woo SL. (1999). The importance of quadriceps and hamstring
muscle loading on knee kinematics and in-situ forces in the ACL. J
Biomech 32, 395-400.
14. NISELL R & EKHOLM J. (1986). Joint load during the
parallel squat in powerlifting and force analysis of in vivo bilateral
quadriceps tendon rupture. Scand J Sports Sci 8, 63-70.
15. ESCAMILLA RF. (2001). Knee biomechanics of the
dynamic squat exercise. Med Sci Sports Exerc33, 127-141.
16. RACE A & AMIS AA. (1994). The mechanical properties of
the two bundles of the human posterior cruciate ligament. J
Biomech 27, 13-24.
17. NEUMANN, DONALD A. Cinesiologia do aparelho
‘musculoesquelético / Donald A. Neumann - Rio de Janeiro:
Elsevier, 2011.
Capítulo II –
Conceitos Básicos de Cinesiologia e
Biomecânica
A – Alavancas
B – Braço de momento
Torque é o mesmo que a tendência a rotação. A força varia durante
todo o exercício. Observe na primeira figura que os braços de força e
resistência variam de tamanho de acordo com o movimento. Resultado disto
é o que observamos na segunda figura, a variação da força ocorre o tempo
todo.
O braço de momento (BM) de qualquer força será o maior quando a
força for aplicada a 90° ou o mais próximo possível de 90° em relação à sua
alavanca1.

E= eixo (ponto fixo ou ponto de apoio);


R= resistência (peso do objeto);
BF= braço de força: distância da articulação a inserção muscular;
BR= braço de resistência: distância da articulação ao CG do peso a ser erguido;
F= Força;
T= Torque;
P= Peso.

C – Vantagem Mecânica
Quanto menor o Braço de Resistência, maior será a vantagem
mecânica nos exercícios1,2. Durante o exercício, é importante que o braço de
resistência nunca chegue a zero, para que o músculo fique ativo durante o
tempo todo. A inativação do músculo por 2 segundos interefere
negativamente o resultado do treino3.

Vantagem Mecânica = Braço de Força / Braço de Resistência

D – Tipos de Resistência
Pesos Livres: Exercícios com peso livre exige mais dos músculos
estabilizadores. O peso depende diretamente da ação da gravidade(que só
atua no sentido vertical) por isto é fundamental mover o peso na direção
vertical para cima1.Ex; Barras, halteres, caneleiras.

Dispositivo de Resistência Gravidade-Dependente:A carga é presa a um


cabo que passa por uma ou mais roldanas com intuito de mudar a direção da
força aplicada. Neste caso, realizamos a força contrária a direção do cabo1.
Ex: Cross Over.
Dispositivos de Resistência Variável: Os aparelhos de resistência variável
alteram a quantidade de torque da força resistiva durante todo movimento
articular. Suas roldanas de forma oval alteram a resistência conforme o cabo
gira em torno dela aumentando ou diminuindo a resistência1. Neste caso, o
maior torque não necessariamente será próximo ao ângulo de 90º.
Ex: Cadeira extensora.

Dispositivos Elásticos-resistidos: Os elásticos possuem pouca resistência no


inicio do movimento e o maior torque no final, pois a resistência é
proporcional ao alongamento do elástico.

E – Tipos de Contração
Contração isotônica concêntrica – É a contração onde o torque de
força é maior do que o torque de resistência.
TF > TR
Contração isotônica excêntrica – É a contração onde o torque de força
é menor do que o torque de resistência.
TF < TR
Contração isométrica – É a contração onde os torques de força e de
resistência são iguais.
TF = TR

Força = massa x aceleração


Carga = massa x gravidade

Quando realizamos um exercício com a mesma carga recrutamos um


maior número de unidades motoras (UMs) nas contrações isométricas,
concêntricas e excêntricas, respectivamente4. Se for em contrações máximas,
as contrações concêntricas e isométricas recrutam muito mais de UMs do que
a contração excêntrica5. Contudo, as ações excêntricas têm muito mais
capacidade de gerar força por UM do que as outras contrações6.
As contrações concêntricas gastam mais energia do que as
contrações excêntricas e isométricas respectivamente7. Em relação
amicrolesões, elas ocorrem mais nas contrações excêntricas do que nas
contrações concêntricas para a mesma carga8.
A mecanotransdução é a capacidade que temos de transformar a
energia mecânica em sinais fisiológicos, isto quer dizer, que somos capazes
de aumentar a nossa massa muscular, mesmo com a ausência de fatores que
intervêm nela, como a nutrição, as microlesões e as alterações hormonais.
Dentre as contrações, a excêntrica, a isométrica e a concêntrica são
respectivamente as que mais promovem mecanotransdução9.

F – Ativação Muscular
A eletromiografia é o método de registro da atividade elétrica de um
músculo quando este realiza uma contração. E tem sido a forma mais aceita
pelo meio científico quando falamos de ativação muscular. No treinamento
de força, cada músculo tem sua ativação aumentada de acordo com as suas
origens e inserções e seu ângulo de penação.
Os tipos de unidades motoras(UMs) é geralmente determinado pelo
tamanho de seu motoneurônio10. As UMs de fibras lenta ou fibras tipo I,
agrupa um número aproximado de 10 a 180 fibras e as UMs de fibras rápidas
ou fibras tipo II agrupa cerca de 300 a 800 fibras11.O corpo sempre trabalha
de forma inteligente. Por isto, ao levantarmos uma pequena carga, só
excitamos as UMs menores. Quanto maior for a carga utilizada, maior será a
necessidade de ativar UMs maiores, sendo necessário ativar as do tipo IIA e
conforme for a intensidade, as do tipo IIB12. Observe então, que quanto maior
for a intensidade de um exercício, maior será o recrutamento de UMs10.
Quando realizamos um exercício de força, algumas variáveis podem
alterar a forma como o músculo é ativado, seja uma diferença intermuscular
ou intramuscular. A velocidade e o tempo de execução do movimento
interfere diretamente na ativação do músculo, interferindo na intensidade. Por
exemplo, quanto maior for o tempo de execução de uma repetição para uma
mesma carga, maior será a dificuldade de realiza-la.
A ordem dos exercícios também interfere na ativação muscular. Por
exemplo, quando realizamos uma cadeira extensora antes do legpress com
carga máxima, o quadríceps femoral tem uma ativação menor durante o
legpress. Isto acontece, porque o quadríceps femoral chega fadigado no
segundo exercício, não tendo a mesma performance, aumentando a ação dos
outros músculos envolvidos no exercício13. Entretanto, se realizarmos um
exercício monoarticular com uma intensidade sub-máxima, e em seguida um
exercício multiarticular, este músculo terá sua atividade aumentada devido a
uma pré-ativação desta musculatura.
A técnica do exercício, também está totalmente relacionada com a
ativação muscular. Alunos treinados tem a capacidade de recrutar
simultaneamente e sincronizadamente um maior número de UMs do que os
destreinados14. Contudo, com a melhora das coordenações inter e
intramuscular, o aluno melhora a sua capacidade de recrutar as UMs e
conseqüentemente aumentará a sua capacidade de gerar força mesmo não
ocorrendo a hipertrofia muscular15.
G – Insuficiência Ativa e Passiva dos
Músculos
A insuficiência ativa ocorre principalmente nos músculos bi-
articulares. Quando realizamos um movimento e o músculo bi-articular está
encurtado na outra articulação, este músculo terá dificuldade de realizar o
movimento, sendo menos ativado do que se o mesmo estivesse em uma
posição alongada aumentando a ativação de outros músculos envolvidos.
Para entendermos isto melhor, vamos pegar um exercício de musculação.
Quando realizamos uma flexão plantar com os joelhos fletidos(Exercício
conhecido como panturrilha sentada), observamos que os gastrocnêmios tem
menor ativação muscular do que quando realizamos a mesma flexão plantar
com os joelhos estendidos, isto ocorre porque os gastrocnêmios quando
iniciam o movimento em uma posição mais encurtada, tem maior dificuldade
em provocar tensão, aumentando assim a ativação do músculo sóleo16.
É muito difícil para um músculo bi-articular se alongar o bastante
para permitir total amplitude articular em ambas as articulações ao mesmo
tempo. Por exemplo, os isquiotibiais geralmente não conseguem deixar que a
articulação do joelho estenda e a do quadril flexione completamente ao
mesmo tempo. Os alongamentos favorecem a elasticidade muscular e,
portanto, diminuem a probabilidade de insuficiência passiva precoce durante
os movimentos do corpo humano, principalmente aqueles envolvendo
músculos bi-articulares1.
Referências
1. CAMPOS MA. Biomecânica da Musculação. Editora Sprint. RJ.
2000.
2. RASCH PJ. Cinesiologia e Anatomia Aplicada. 7ª ed. Editora
Guanabara-Koogan. RJ. 1991.
3. HULMI JJ, WALKER S, AHTIAINEN JP, NYMAN K,
KRAEMER WJ & HAKKINEN K. (2012). Molecular signaling in
muscle is affected by the specificity of resistance exercise protocol.
Scand J Med Sci Sports 22, 240-248.
4. GIBALA MJ, MACDOUGALL JD, TARNOPOLSKY MA,
STAUBER WT, ELORRIAGA A. Changes in human skeletal
muscle ultrastructure and force production after acute resistance
exercise. Journal of Applied Physiology.1995;78:702–708.
5. KOMI, P.V., LINNAMO, V., SILVERTOINEN, P., &
SILLANPAA, M. (2000). Force and EMG power spectrum during
eccentric and concentric actions. Medicine and Science in Sports
and Exercise, 32(10), 1757-1762.
6. BABAULT, N. et al. Activation of human quadriceps femoris during
isometric, concentric, and eccentric contractions. Journal of
Applied Physiology, Bethesda, v. 91, p. 2628-2634, 2001.
7. RYSCHON, T. W., FOWLER, M. D., WYSONG, R. E.,
ANTHONY, A. and BALABAN, R. S. (1997). Efficiency of human
skeletal muscle in vivo: comparison of isometric, concentric, and
eccentric muscle action. J. Appl. Physiol. 83, 867-874
8. NOSAKA, K.; NEWTON, M.; SACCO, P. Delayed-onset muscle
soreness does not reflect the magnitude of eccentric exercise-induced
muscle damage. Scandinavian Journal of Medicine & Science in
Sports, Copenhagen, v.12, no. 6, p. 337-346, 2002
9. MARTINEAU, L.C. & GARDINEAR, P.F. Insight into skeletal
muscle mechanotranduction: MAPK activation is quantitatively
related to tension, Journal Appl Physiology, v. 91, 963-702, 2001.
10. CARROLL, T .J.; RIEK, S.; CARLSON, R. G. Neural
adaptations to resistance training: implications for movement
control. Sports Medicine, California, v.31, n.12, p.829-840,
2001.
11. WILMORE, J. H.; COSTILL, D. L. Physiology of Sport and
Exercise. 2nd. ed. E.U.A.: Human Kinetics, 1999.
12. GENTIL, P. Bases Científicas do Treinamento de
Hipertrofia. 2º edição. Rio de Janeiro:Sprint, 2006.
13. AUGUSTSSON J, THOMEE R, HORNSTEDT P,
LINDBLOM J, KARLSSON J, GRIMBY G. Effect of pre-
exhaustion exercise on lower-extremity muscle activation during a
leg press exercise. J. Strength and Cond. Res. 17(2):411-6, 2003.
14. SMITH, R. C., & RUTHERFORD, O. M. (1995). The role of
metabolites in strength training. I. A comparison of eccentric and
concentric contractions. European Journal of Applied Physiology
and Occupational Physiology, 71(4), 332-336. Nickols-Richardson
et al, 2007;
15. NICKOLS-RICHARDSON, S. M., MILLER, L. E.,
WOOTTEN, D. F., RAMP, W. K. & HERBERT, W. G. (2007).
Concentric and eccentric isokinetic resistance training similarly
increases muscular strength, fat-free soft tissue mass, and specific
bone mineral measurements in young women. Osteoporos Int, 18,
789-796.
16. LIMA, C.S.; PINTO R.S.; Cinesiologia e Musculação. Porto
Alegre: Artmed, 2006.
Capítulo III – Articulações Sinoviais
ARTICULAÇÕES SINOVIAIS
Existem três tipos de articulações: as fibrosas, as cartilaginosas e as
sinoviais. A articulação sinovial é formada pela coaptação de dois ossos
com o auxílio de músculos esqueléticos, ligamentos e capsula articular. Este
tipo de articulação que permite os movimentos do nosso corpo. Por isto é
importante entendermos suas funções e seus movimentos para entendermos
as ações musculares.
A sua localização é fundamental entendermos, pois um músculo só terá
ação sobre aquela articulação se ele cruzá-la. Por exemplo, dos quatro
músculos do quadríceps, apenas o reto femoral é flexor do quadril, pois é o
único que cruza esta articulação.
O tipo de articulação também é fundamental entendermos para não
confundirmos os movimentos que a articulação realiza. Por exemplo, os
movimentos de rotação da cabeça são realizados pela articulação atlanto-axial
mediana e não pela atlanto-occipital.
Já os movimentos podem adotar nomes específicos e particulares de
acordo com cada articulação. Por exemplo, na articulação do punho o
movimento de abdução é chamado de desvio radial.
A amplitude de Movimento (ADM) é a quantidade de movimento de
uma articulação. A posição inicial para se medir a amplitude de movimento
de todas as articulações, com exceção dos movimentos de rotação, é a
posição anatômica.

Articulação Atlanto-occipital

Localização: Entre os côndilos do osso occipital e as facetas articulares


superiores do atlas.
Tipo: Sinovial ElipsóideBiaxial
Movimentos que realiza: Flexão, extensão e inclinação lateral.
Articulação Atlanto-Axial Mediana

Localização: Entre o dente e o áxis e o arco anterior do atlas.


Tipo: Sinovial trocoide - Monoaxial
Movimentos que realiza: Rotação

Articulação Esternoclavicular

Localização: Esta articulação é formada na extremidade medial da


clavícula, pelo esterno e pela primeira cartilagem costal.
Tipo: Sinovial esferoide - Triaxial
Movimentos que realiza: Abdução e adução, flexão e extensão, rotação e
circundução.

Articulação do Ombro (Gleno-umeral)

Localização:Entre a cavidade glenóide da escápula e a cabeça do úmero.


Tipo: Sinovial esferoide - Triaxial
Movimentos que realiza: Abdução e adução, flexão e extensão, rotação e
circundução.
ADM:

Articulação do Cotovelo

Localização: Entre o úmero e os ossos do antebraço


Tipo: Sinovial gínglimo – Monoaxial.
Movimentos que realiza: Flexão e extensão.
ADM:

Articulação Radioulnar proximal

Localização:Entre a cabeça da ulna e incisura ulnar na extremidade distal


do rádio.
Tipo: Sinovial trocoide – Monoaxial.
Movimentos que realiza:Supinação e pronação.
ADM:

Articulação do Punho (Radiocárpica)

Localização: Entre o rádio, o disco articular e fileira proximal do carpo


(exceto pisiforme).
Tipo: Sinovial elipsóide – Biaxial.
Movimentos que realiza: Abdução e adução, flexão e extensão.
ADM:

Articulação Metacarpofalângicas

Localização: Entre a cabeça dos metacarpo e a base das falanges


proximais.
Tipo: Sinovial elipsóide – Biaxial.
Movimentos que realiza: Abdução e adução, flexão e extensão.
ADM:
Articulação Interfalângicas

Localização: As proximais são entre a cabeça da falange proximal e a


base das mediais. As distais são entre a cabeça das falanges médias e a
base das falanges distais.
Tipo: Sinovial gínglimo – monoaxial.
Movimentos que realiza: Abdução e adução, flexão e extensão.
ADM:

Articulação do quadril

Localização: Entre o acetábulo do osso do quadril e a cabeça do fêmur.


Tipo: Sinovial esferoide - triaxial.
Movimentos que realiza: Abdução e adução, flexão e extensão, rotação e
circundução
ADM:

Articulação do joelho

Localização: As superfícies articulares são os côndilos do fêmur, os


côndilos da tíbia e a superfície articular da patela.
Tipo: Sinovial condilar - biaxial.
Movimentos que realiza: Flexão e extensão, deslizamento e rotação.
ADM:

Articulação do tornozelo talo-crural

Localização: A superfície articular inferior da tíbia com a face superior do


tálus e a face articular do maléolo da fíbula se articula com a face lateral
do tálus.
Tipo: Sinovial gínglimo - monoaxial.
Movimentos que realiza: Dorsiflexão e flexão plantar.
ADM:

Articulação do Talocalcânea ou subtalar

Localização: Entre o talus e o calcâneo.


Tipo: Sinovial trocóide - monoaxial.
Movimentos que realiza: Inversão e eversão.
ADM:

Articulações Metatarsofalângicas

Localização: Entre a cabeça dos metatarsos e a base das falanges


proximais.
Tipo: Sinovial gínglimo - monoaxial.
Movimentos que realiza: Flexão e extensão.
ADM:
Articulações Interfalângicas

Localização: As proximais são entre a cabeça da falange proximal e a


base das mediais; as distais são entre a cabeça das falanges médias e a base
das falanges distais.
Tipo: Sinovial gínglimo - monoaxial.
Movimentos que realiza: Flexão e extensão.
ADM:

O – DO 2º AO 5º DEDO

Considerações sobre os próximos capítulos

Os músculos e Suas ações tem o objetivo de facilitar o profissional


de educação física em sua prática a respeito de como se comportam os
músculos. Ao fazer uma análise cinesiológica do movimento ele poderá
consultar quais os músculos que estão participando daquele exercício.
De uma maneira prática ele terá as informações da localização do
músculo, da sua origem e da sua inserção, da direção das fibras, da inervação,
da segmentação, das articulações que o músculo cruza e todas as suas ações
musculares de acordo com vários autores.
Os quadros resumo no final de cada capítulo irá facilitar todo o
trabalho e identificará quais os músculos que tem ação primária e acessória
de cada movimento.
É importante ressaltar que todos os movimentos relatados por seus
autores foram registrados e especificados de acordo com cada um para que,
em caso de dúvidas, o interessado possa ir buscar as informações na fonte
primária.
Capítulo IV – Complexo do Ombro

Estrutura Muscular
Músculos que unem o Tronco até a Cintura Escapular
Trapézio Fibras Superiores
Fibras Médias
Fibras Inferiores
Elevador da Escápula
Rombóide
Serrátil Anterior
Peitoral Menor
Subclávio

Músculos que unem a Escápula e o Úmero


Deltóide
Fibras Claviculares
Fibras Acromiais
Fibras Espinhais
Manguito Rotador
- Supra-Espinhoso
- Infra-espinhoso
- Redondo Menor
- Subescapular
Redondo Maior
Coracobraquial
Bíceps Braquial
Tríceps Braquial

Músculos que unem o Tronco e o Úmero


Grande Dorsal
Peitoral Maior Fibras Claviculares
Fibras Esternocostais
Músculos que unem o Tronco a Cintura Escapular
Trapézio

Localização: Região superior e posterior do tórax, recobre o levantador da


escápula.
Origem:
1. Fibras superiores(porção descendente): Base do Crânio,
protuberância occipital e ligamentos posteriores;
2. Fibras médias(porção transversa): Processos espinhosos de T1-T5;
3. Fibras Inferiores(Porção ascendente): Processos espinhosos de T6-
T12.
Inserção:
1. Terço lateral da clavícula e processo do acrômio;
2. Margem medial do acrômio e borda superior da espinha da escápula.
3. Base da espinha da escápula.
Direção das Fibras:
1. São oblíquas para baixo e lateralmente;
2. São transversas;
3. São oblíquas para cima e lateralmente.
Inervação:Nervo acessório (XI par craniano).
Segmentação:C3-C5.
Articulação: Escápulo-torácica.
AÇÃO:
Fibras superiores(porção descendente)
Na Cervical: em contração unilateral realiza o movimento de flexão
lateral para o seu lado e rotação da cabeça para o lado oposto; e em ação
bilateral realiza os movimentos de extensão e hiperextensão3,7.
Na Cintura Escapular: elevação1,2,3,4,6,7 e rotação lateral1,3,4,6,7.
Fibras médias(porção transversa)
Na Cintura Escapular:Retração1,2,3,4,6,7; Rotação lateral1,4,7 e
estabilização3.
Fibras Inferiores(Porção ascendente)
Na Cintura Escapular: depressão1,2,3,4,6; Rotação Medial2,3; Rotação
Lateral1,4,6,7.
Levantador da Escápula

Localização: Profundamente ao Trapézio e ao esternocleidomastóideo, acima


do rombóide menor.
Origem: Processos Transversos das quatro primeiras vértebras cervicais.
Inserção: Borda medial da escápula entre o ângulo superior e a base da
espinha da escápula.
Direção das Fibras: São oblíquas para cima e medialmente.
Inervação: 1.Nervos Cervicais e 2. Nervo escapular dorsal
Segmentação: 1. C3-C4 e 2. C4-C5
Articulação: Escápulo-torácica.
AÇÃO:
Na Cervical: Em ação unilateral faz flexão lateral para o seu lado; em
ação bilateral auxilia na extensão3,7.
Na Cintura Escapular: Faz rotação medial2,3,4,6,7; elevação1,2,3,4,6,7 e
adução3.
Rombóide

Localização: Recoberto pelo trapézio (entre a escápula e a coluna vertebral).


Origem: Processos Espinhosos (C7-T1 – Rombóide Menor) (T2-T5 –
Rombóide Maior).
Inserção: Borda medial da escápula, abaixo da espinha.
Direção das Fibras :São oblíquas para cima e medialmente.
Inervação: Nervo escapular dorsal.
Segmentação:1. C3-C4 e 2. C4-C5
Articulação: Escápulo-torácica.
AÇÃO:
Faz retração1,3,4,6,7; rotação medial1,2,3,4,6,7; elevação1,2,3,7 e fixa a
escápula na parede torácica6.
NOTA:
Alguns autores dividem o músculo rombóide em uma porção maior
e outra menor, entretanto, sua descrição se apresenta como uma unidade
funcional.
Serrátil Anterior

Localização:Recobre a porção lateral do tórax, por cima dos músculos


intercostais.
Origem:Superfície externa das oito ou nove costelas superiores.
Inserção:Superfície anterior da borda vertebral da escápula.
Direção das Fibras:São oblíquas para cima e lateralmente.
Inervação:Nervo torácico longo.
Segmentação:C5-C8.
Articulação: Escápulo-torácica.
AÇÃO:
Faz protração1,3,4,6,7; rotação lateral1,3,4,6,7 e fixa a escápula contra a
parede torácica6.
Peitoral Menor

Localização:Parede anterior das axilas, recoberto pelo peitoral maior, limite


de referência na axila.
Origem:Superfície anterior da terceira à quinta costela.
Inserção: Processo coracóide da escápula.
Direção das Fibras: Oblíquas para baixo, para frente e medialmente.
Inervação: Nervo torácico medial anterior.
Segmentação: C8-T1.
Articulação: Escápulo-torácica.
AÇÃO:
Na cintura escapular: faz depressão1,2,3,4,7; protração1,3,4; rotação
medial1,3,4 e inclinação ventral da escápula7.
Na Respiração: inspiratório quando a escapula encontra-se fixa,
elevando as costelas 2 a 53,7.
Subclávio

Localização: Ele está situado, como o seu nome indica, debaixo da clavícula.
Origem: A superfície superior da primeira costela, exatamente no ponto em
que esta se une com a cartilagem costal.
Inserção: Uma depressão que se estende ao longo do meio da superfície
inferior da clavícula.
Direção das Fibras: Oblíquas para baixo e medialmente, quase paralela à
clavícula.
Inervação: Nervo subclávio.
Segmentação: C5-C6.
Articulação: Escápulo-torácica.
AÇÃO:
Na Costoclavicular: Depressão da clavícula1,2,3,4 ou elevação da 1ª
costela3;
Na Esternocostal: Estabilização3;
Na Cintura escapular: Depressão1.
Músculos que unem a Escapula e o Úmero
Deltóide
Vista anterior

Vista posterior

Localização: Região superior-lateral do braço, o ombro.


Origem:
Fibras Anteriores (porção clavicular): Face anterior e superior do
terço lateral da clavícula;
Fibras médias (porção acromial): Face superior do acrômio;
Fibras Posteriores (Porção espinhal): Superfície inferior da espinha
da escápula.
Inserção: Tuberosidade para o músculo deltóide, na face anterolateral da
diáfise do úmero.
Direção das Fibras:
Fibras Anteriores(porção clavicular): São oblíquas para baixo e
lateralmente;
Fibras médias(porção acromial): São longitudinais para baixo;
Fibras Posteriores(Porção espinhal): São oblíquas para baixo e
lateralmente.
Inervação: Nervo axilar, ramo do plexo braquial.
Segmentação: C5-C6.
Articulação: Gleno-umeral.
AÇÃO:
Fibras Anteriores (porção clavicular):Flexão1,2,3,4,5,6,7; Rotação
Medial1,3,4,5,6; Adução Horizontal1,2,3,4,5,7; Abdução1,2,3,5,7 e Adução2.
Fibras médias(porção acromial):
Abdução1,2,3,4,5,6,7;abdução horizontal1,2,5, adução Horizontal2.
Fibras Posteriores(Porção espinhal):
Extensão1,2,3,4,6,7; hiperextensão1,2,3,4; rotação lateral1,3,4,6; abdução
1,2,3,4,5,7 2,7 3
horizontal ; abdução ; adução .

NOTA:
Podemos diferenciar funcionalmente sete porções do músculo
deltóide. O feixe anterior clavicular inclui as porções I e II; o feixe médio
acromial inclui a porção III; e o feixe posterior espinhal inclui as porções IV,
V, VI e VII.
- III, II e IV – são abdutores imediatos.
- I, V, VI, VII – são adutores quando o membro superior está ao longo do
corpo.
Ordem de ativação da abdução pura:
- Acromial III;
- Porções IV e V em sequência
- Porção II a partir de 20-30º.
Abdução associada à flexão de 30º:
- Porções III e II entram em ação imediatamente;
- Em sequência as porções IV, V e I
Quando a rotação lateral do úmero está combinada com a abdução:
- A porção II se contrai desde o início;
- Enquanto as porções IV e V não atuam nem mesmo no final da abdução.
Quando a rotação medial do úmero está combinada com a abdução:
-Ocorre o contrário.
Resumindo, o músculo deltóide pode realizar sozinho o movimento de
abdução do início até a sua amplitude completa.
Supra-espinhoso

Localização: Acima da espinha, superficialmente a escápula.


Origem: Os dois terços internos da fossa supra-espinhal.
Inserção: A parte superior do tubérculo maior do úmero.
Direção das Fibras: São ligeiramente oblíquas para cima e lateralmente.
Inervação: Nervossupra-escapular.
Segmentação: C5-C6.
Articulação: Gleno-umeral.
AÇÃO:
Abdução1,2,3,4,5,6,7; rotação lateral1,3; abdução horizontal2,3 e
estabilização3,4.
NOTA:
O supra-espinhoso é o músculo responsável pelo início da abdução.
Ao seguir o movimento de abdução sua ação vai diminuindo, podendo
contribuir com 12% do torque a 120º de movimento.
Infra-espinhoso

Localização: Abaixo da espinha, superficialmente a escápula.


Origem: Dois terços mediais da fossa infra-espinhal, e fáscia infra-espinhal.
Inserção: No tubérculo maior.
Direção das Fibras: São oblíquas para cima e lateralmente.
Inervação: Nervossupra-escapular.
Segmentação: C5-C6.
Articulação: Gleno-umeral.
AÇÃO:
Extensão3; hiperextensão3; rotação lateral1,2,3,4,5,6,7; abdução
horizontal1,2,3,5,7; adução3 e estabilização3,4,6.
Redondo Menor

Localização: Une-se ao grande dorsal entre a escápula e o úmero.


Origem: Dois terços superiores na margem lateral da face posterior da
escápula.
Inserção: No tubérculo maior.
Direção das Fibras: São oblíquas para cima e lateralmente.
Inervação: Nervo axilar.
Segmentação: C5-C6.
Articulação: Gleno-umeral.
AÇÃO:
Extensão3; hiperextensão3; adução3,6; abdução horizontal1,2,3,7;
rotação lateral1,2,3,4,5,6,7 e estabilização3,4,6.
Subescapular

Localização: Face costal da escápula.


Origem: Dois terços mediais da fossa subescapular.
Inserção: No Tubérculo menor do úmero.
Direção das Fibras: Oblíquas para cima e lateralmente.
Inervação: Nervos subescapular superior e inferior.
Segmentação: C5-C6.
Articulação: Gleno-umeral.
AÇÃO:
Rotação Medial1,2,3,4,5,6,7;estabilização3,4,6; flexão1,7; Abdução1,7;
Adução1,6,7; adução horizontal1,2 e extensão7.
Redondo Maior

Localização: Une-se ao grande dorsal entre a escápula e o úmero.


Origem: A superfície dorsal da escápula na extremidade inferior de sua
borda lateral.
Inserção: A crista que forma a borda interna da goteira bicipital do úmero,
paralela à metade média da inserção do peitoral maior.
Direção das Fibras: Oblíquas para cima em lateralmente.
Inervação: Nervo subescapular inferior.
Segmentação: C5-C6.
Articulação: Gleno-umeral.
AÇÃO:
Extensão1,2,3,4,5,7;Hiperextensão3; adução1,2,3,4,5,6,7; Abdução
Horizontal1,2,3,4 e rotação medial1,2,3,4,5,6,7.
Coracobraquial

Localização: Abaixo da cabeça curta do bíceps, mais medial, interno ao


bíceps.
Origem: Processocoracóide da escápula.
Inserção: Superfície Antero-medial do úmero, oposto ao deltóide.
Direção das Fibras: São oblíquas para cima e medialmente.
Inervação: Nervomúsculocutâneo
Segmentação: C6-C7.
Articulação: Gleno-umeral.
AÇÃO:
Flexão1,2,3,4,6,7; adução1,3,4,6; rotação medial1,3; adução horizontal1,3 e
rotação lateral1.
Tríceps Braquial
AÇÃO:
Cabeça Longa
No Ombro: Extensão1,3,6,7, hiperextensão3, extensão horizontal3,
adução1,3,6,7 e estabilização3.
No cotovelo: Extensão1,2,3,4,5,6.
Cabeças Curta e medial
No cotovelo: Extensão1,2,3,4,5,6.
Bíceps Braquial
AÇÃO:
Cabeça Longa
No Ombro: Abdução1,3,7 e estabilização3.
No cotovelo: Flexão1,2,3,4,5,6.
Na Radio-ulnar proximal: Supinação1,2,3,4,5,6.
Cabeça Curta
No Ombro: Flexão1,3,7, adução1,3, rotação medial1,3 e adução
horizontal1,3.
No cotovelo: Flexão1,2,3,4,5,6.
Na Radio-ulnar proximal: Supinação1,2,3,4,5,6.

OBSERVAÇÃO:
Os músculos Bíceps braquial e Tríceps braquial são bi-articulares,
pertencendo tanto ao complexo do ombro quanto ao complexo do cotovelo.
As outras informações destes músculos, serão detalhadas no complexo do
cotovelo.
Músculos que unem o Tronco e o Úmero
Grande Dorsal
Vista Posterior

Vista Anterior Vista


Lateral

Localização: É plano e amplo, tem formato triangular. Recobre a região


Lombar e posterior da parte inferior do tórax, correndo em direção ao úmero.
Origem: Processos espinhosos de T6-T12, vértebras lombares e sacrais
(fáscia toracodorsal); Cristas ilíacas e últimas três ou quatro costelas.
Inserção: Sulcointertubercular do úmero (medialmente).
Direção das Fibras: São oblíquas para cima e lateralmente.
Inervação: Nervo toracodorsal.
Segmentação:C6-C8.
Articulações: Coluna Vertebral, escapulo-úmeral e gleno-umeral.
AÇÃO:
No Ombro: Extensão1,2,3,4,5,6,7; hiperextensão3,4; adução1,2,3,4,5,6,7;
abdução horizontal1,2,3,5 e rotação medial1,2,3,4,5,6,7.
Na Cintura Escapular: auxilia da depressão 1,3,7.
Na Cintura Pélvica: em ação unilateral auxilia na elevação do seu
lado; em ação bilateral faz báscula anterior 3,7.
Na Coluna: em ação unilateral faz flexão lateral e rotação para o seu
lado; em ação bilateral faz extensão tóraco-lombar3.
Peitoral Maior

Localização: Imediatamente abaixo da pele sobre a parte anterior do tórax, a


borda lateral forma prega axilar anterior e parede anterior da axila.
Origem:
Fibras claviculares: Os dois terços internos da borda anterior da
clavícula;
Fibras esternocostais: Face anterior do manúbrio e do corpo do
esterno, cartilagem costal das seis primeiras costelas e aponeurose do
músculo oblíquo externo do abdome.
Inserção: Crista do tubérculo maior do úmero e lábio lateral do sulco
intertubercular do úmero.
Direção das Fibras:
Fibras Claviculares: São oblíquas para baixo e lateralmente;
Fibras esternocostais: São oblíquas lateralmente, as superiores vão
para baixo e as inferiores para cima.
Inervação: Nervos peitoral lateral e medial.
Segmentação: C5-T1
Articulação: Gleno-umeral
AÇÃO:
Fibras Claviculares: Flexão1,2,3,4,5,6,7; adução horizontal1,2,3,4,5;
rotação medial1,2,3,4,5,6,7; Abdução acima de 90º1.
Fibras esternocostais: Adução Horizontal1,2,4,5; Adução1,2,3,5,6,7,
extensão1,3,4,5,6; a partir da hiperextensão faz flexão até a posição neutra3;
Rotação medial1,2,4,5,6,7.
Movimentos do Ombro

Flexão

Amplitude: 180º
Plano: sagital
Eixo: latero-lateral
Os 3 tempos da flexão
0º a 60º - Ocorre na articulação gleno-umeral.
Os músculos motores deste primeiro tempo são: As fibras anteriores
do deltóide, o coracobraquial e as fibras claviculares do peitoral maior.
60º a 120º - Ocorre movimento na articulação escapulo-torácica,
iniciando o ritmo escapulo-umeral.
Os músculos deste segundo tempo são: O trapézio e o serrátil
anterior.
120º a 180º - atuação da coluna vertebral.
A elevação do membro superior continua pela ação dos músculos:
Deltóide, supra-espinhal, da parte ascendente do trapézio e do serrátil
anterior.
Obs: Se a flexão for unilateral, é possível terminar o movimento passando
pela abdução máxima, a seguir inclinando lateralmente a coluna vertebral. E
se a flexão for bilateral, o final do movimento é idêntico ao da abdução com
hiperlordose por ação dos músculos lombares2.

Extensão e Hiperextensão

Amplitude: de 45º a 50º


Denominamos extensão o movimento que vai de180º a 0º partindo
da flexão completa. E hiperextensão, o movimento que sair da posição de
referência(0º) até o seu limite de amplitude (-45º a -50º).
Plano: sagital.
Eixo: latero-lateral.
Ocorre em dois níveis
Na articulação Glenoumeral – Pelos músculos redondo maior e
menor, feixe posterior do deltóide espinhal e grande dorsal.
Na articulação escapulo-torácica – através da abdução da escápula,
realizada pelos músculos rombóide e feixe médio, fibras transversais do
trapézio e grande dorsal2.

Abdução

Amplitude: 180º
Plano: Frontal
Eixo: ântero-posterior
Os 3 tempos da abdução
0º a 30º - na articulação glenoumeral
Os músculos motores deste primeiro tempo são: Deltóide e supra
espinhal, sendo que o supra espinhal é o responsável pelo início do
movimento
30º a 120º - Ocorre movimento na articulação escapulo-torácica.
Os músculos deste segundo tempo são: O trapézio e o serrátil
anterior.
120º a 180º - atuação da coluna vertebral.
Se apenas um braço estiver em abdução, é suficiente a inclinação
lateral sob a ação dos músculos paravertebrais do lado oposto. Agora, se os
dois lados estiverem em abdução é necessário realizar uma hiperlordose
lombar.
As ações musculares são integradas e “encadeadas”, e no final da
abdução todos os músculos envolvidos estão contraídos2.

Adução

Amplitude: A partir da posição de referência(adução absoluta), são


mecanicamente impossível devido à presença do tronco.
Entretanto, combinada com uma flexão e uma extensão, estes
movimentos são possíveis:
- Uma extensão: adução muito limitada.
- Uma flexão: a adução atinge 30º a 45º.
A partir de qualquer posição de abdução, a adução, denominada “adução
relativa”, sempre é possível até a posição de referência.
Plano: Frontal.
Eixo: Antero-posterior.
Os músculos da adução são o redondo maior, grande dorsal, peitoral
2
maior .

Rotação Lateral

Amplitude: Para medir a amplitude de rotação lateral, o cotovelo precisa


estar necessariamente flexionado em 90º.
Sua amplitude é de 80º, não atingindo jamais 90º.
Plano: Transverso.
Eixo: Crânio-caudal.
Os músculos da rotação lateral são o infra-espinhal e o redondo
2
menor .

Rotação Medial
Amplitude: Para medir a amplitude de rotação medial, o cotovelo precisa
estar necessariamente flexionado em 90º.
Sua amplitude é de 100 a 110º. Mas, para atingir esta amplitude, é
preciso passar o antebraço por trás do tronco, movimento que combina um
determinado grau de extensão do ombro.
Plano: Transverso.
Eixo: Crânio-caudal.
Os músculos da rotação medial são o grande dorsal, redondo maior,
subescapular e peitoral maior2.

Adução Horizontal

Amplitude: Movimento que combina flexão e adução de 140º de amplitude.


Plano: Transverso.
Eixo: Crânio Caudal.
Posição de referência: O membro superior está em abdução de 90º,
utilizando os seguintes músculos: Deltóide, essencialmente a parte acromial;
supra-espinhal; Trapézio, parte descendente e transversa; serrátil anterior.
Os músculos que atuam são: Deltóide, parte clavicular(I e II) e parte
acromial (III); subescapular; peitoral maior; peitoral menor; serrátil anterior2.

Abdução Horizontal

Amplitude: Movimento que combina extensão e abdução de amplitude mais


limitada a 30-40º.
Plano: Transverso.
Eixo: Crânio Caudal.
Os músculos que atuam são: Deltóide, parte parte espinhal (IV, V,
VI e VII), em proporção variável entre si e com o feixe III; supra espinhal,
infra-espinhal; redondos maior e menor, rombóides; trapézio: parte espinhal
se somando a duas outras; Grande dorsal2.
Circundução

A circundução combina os movimentos elementares ao redor dos


três eixos, forçados em sua amplitude máxima. O braço descreve, portanto,
no espaço, uma superfície cônica: o cone de circundução.
Toda a musculatura do complexo do ombro é ativada neste
2
movimento .

Coaptação Muscular do Ombro

Devido a sua grande mobilidade, a coaptação do ombro não pode ser


atribuída apenas aos ligamentos: a ação dos músculos são indispensáveis.
São divididos em dois grupos: Os coaptadores longitudinais e os
coaptadores transversais.
Músculos coaptadores longitudinais: Deltóide, tríceps braquial, bíceps
braquial e o peitoral maior porção clavicular.
Músculos coaptadores transversais: O manguito rotador(supra-
espinhoso, infra-espinhoso, redondo menor e o subescapular) e a cabeça
longa do bíceps braquial2.

Manguito Rotador

O Manguito Rotador é uma convergência de tendões, semelhante a


um capuz, dos músculos subescapular, supra-espinhoso, infra-espinhoso e
redondo menor em redor da cabeça do úmero. Eles atuam em conjunto, no
sentido de manter firmemente a cabeça do úmero na cavidade glenóide e,
dessa forma, impedir uma subluxação para baixo desse osso e ainda fazem a
rotação e a abdução do braço. Os tendões desses músculos rotadores fundem-
se dentro da cápsula articular, realizando uma função estabilizadora1.

Ritmo Escapulo-úmeral

Há uma relação entre os movimentos do ombro e da cintura escapular


depois dos 30º de abdução e dos 60º de flexão e até 170º, conhecido como
ritmo escapulo-úmeral(5).
Observa-se na abdução, que os 30 graus iniciais de movimento são
realizados apenas pela articulação gleno-umeral. A partir daí, a articulação
escapulo-torácica começa a se movimentar, ocorrendo uma razão de 2:1 entre
a gleno-umeral e a escapulo-torácica. Quer dizer então, que para cada 15º de
movimento entre 30 e 170º de abdução, 10º ocorrem na articulação gleno-
umeral e 5º ocorrem na articulação escápulo-torácica2.
O mesmo podemos observar para a flexão do ombro, tendo uma
diferença que o movimento da articulação escapulo-torácica só ocorre a partir
dos 60º.
Existem pequenas diferenças na literatura a respeito do ritmo
escápulo-úmeral, mas o importante é saber que o úmero inicia o movimento
sozinho, e que em seguida, recebe uma ajuda da cintura escapular e que, só é
possível chegar a 180º de abdução e flexão, com a ajuda do tronco.

Quadro I – A relação da relação dos movimentos do úmero-escápula

Movimentos da Escápula
Quadro II – Ação dos músculos nos movimentos da escápula no plano
horizontal

Quadro III– A relação dos músculos da articulação escapulo-torácica e


suas ações
Quadro IV – A relação dos músculos da articulação gleno-umeral e suas
ações
Referências

01. RASCH-BURKE. Cinesiologia e Anatomia Aplicada. Rio de Janeiro.


Editora Guanabara Koogan, 1977.
02. KAPANDJI, A.I. Fisiologia Articular, volume 1: membros superiores.
SãoPaulo, Ed. Panamericana, 5ª ed, 2000.
03. FERNANDES, A.; MARINHO, A.; VOLGT, L.; LIMA, V. Cinesiologia do
Alongamento. Rio de Janeiro: Ed. Sprint, 2002.
04. MOREIRA, D; RUSSO A.F.; Cinesiologia Clínica e Funcional. São
Paulo:
Atheneu, 2005.
05. LIMA, C.S.; PINTO R.S.; Cinesiologia e Musculação. Porto Alegre:
Artmed, 2006.
06. Sacco, I.C.N; Estudos dos músculos em geral. São Paulo:
http://ccfmup06.googlepages.com/anatomiaTABELADEMUSCULOS.pdf ,
2001.
07. SMITH, L. et al. Cinesiologia Clínica de Brunnstrom. 5 ed. São Paulo,
Manole, 1997.
08 LAFFERTY, M; PANELLA, S; A.D.A.M. Interactive Anatomy 3D
Third Edition, 2000.
Capítulo V – Complexo do Cotovelo

Estrutura Muscular
Bíceps Braquial
Braquial
Braquiorradial
Tríceps Braquial
Ancôneo
Supinador
Pronador Redondo
Pronador Quadrado
Bíceps Braquial

Localização: É um músculo proeminente, situado na face anterior do braço,


com duas origens distintas. É um músculo fusiforme.
Origem: Cabeça Longa: Provém da escápula na parte superior da cavidade
glenóide; seu tendão passa sobre a cabeça do úmero e se fusiona com o
ligamento capsular da articulação do Ombro. CabeçaCurta: Do ápice do
processo coracóide da escápula, juntamente com o músculo
coracobraquial.
Inserção: Superfície posterior da tuberosidade do rádio através de um único
tendão.
Inervação: Nervomusculocutâneo
Segmentação: C5-C6.
Articulação: Ombro, cotovelo e rádio-ulnar proximal.
AÇÃO:
Cabeça Longa - No Ombro: Abdução(1,3)e estabilização da
articulação(2,3).
No Cotovelo: Flexão1,2,3,4.
Na Rádio-Ulnar:Supinação1,2,3,4.
Cabeça Curta
No Ombro: Flexão1,2,3,4; adução2,3; rotação medial2,3 e adução
horizontal2,3.
No cotovelo:Flexão1,2,3,4.
Na Rádio-ulnar:Supinação1,2,3,4.
Braquial

Localização: Está localizado entre o bíceps e o úmero, próximo ao cotovelo.


Origem: Metade distal da superfície anterior do úmero.
Inserção: Processo coronoíde e tuberosidade da ulna.
Inervação: Nervo musculocutâneo
Segmentação: C5-C6.
Articulação: Cotovelo.
AÇÃO: Flexão do cotovelo1,2,3,4.
NOTA: O músculo braquial é um flexor puro; realiza a flexão do cotovelo
independente da posição do antebraço(supinação, pronação ou posição
intermediária).
Braquiorradial

Localização: É um músculo fusiforme, situado na borda externa do


antebraço e é responsável pelo contorno arredondado, desde o cotovelo até a
base do polegar.
Origem: Dois terços proximais da crista supra-epicondilar lateral do
úmero.
Inserção: Face lateral da base do processo estilóide do rádio.
Inervação: Nervo radial.
Segmentação: C5-C6.
Articulação: Cotovelo e rádio-ulnar proximal.
AÇÃO:
No cotovelo:auxilia na flexão1,2,3,4.
Na radio-ulnar: quando a rádio-ulnar encontra-se em pronação,
auxilia na supinação, quando a rádio-ulnar encontra-se em supinação, auxilia
na pronação1,2,3.
Tríceps Braquial

Localização: O tríceps se encontra na face posterior do braço e, como o seu


nome o indica, tem três origens distintas.
Origem: Cabeça Longa: Cabeça Longa: tubérculo infra-glenoidal da
escápula;Cabeça lateral: superfície lateral e posterior da metade proximal do
úmero;Cabeça medial: 2/3 distais da superfície medial e posterior do úmero.
Inserção: Superfície posterior do olecrano da ulna.
Inervação: Nervo radial.
Segmentação: C6-T1
Articulações: Cotovelo e ombro.
AÇÃO:
Cabeça Longa
No Ombro: auxilia na extensão1,2,3,4; hiperextensão3; abdução
horizontal3; adução1,2,3 e estabilização3.
No cotovelo:extensão1,2,3,4.
Cabeça lateral e medial
No cotovelo: Extensão1,2,3,4.
Ancôneo

Localização: É um pequeno músculo triangular, situado na parte posterior do


braço. Parece ser uma continuação do tríceps.
Origem: Superfície posterior do epicôndilo lateral do úmero.
Inserção: Processo do olecrano e parcialmente abaixo dele.
Inervação: Nervo radial.
Segmentação: C6-T1
Articulação: Cotovelo.
AÇÃO:
Extensão 1,2,3,4; pronação2.
Supinador

Localização: É um músculo largo, situado embaixo do braquiorradial e dos


músculos extensores, unido ao epicôndilo lateral.
Origem: Epicôndilo lateral do úmero e ligamentos colaterais radial e anular.
Inserção: Superfície Antero-lateral da parte proximal do rádio.
Inervação: Nervo radial.
Segmentação: C5-C7
Articulação: Rádio-ulnar proximal.
AÇÃO: Supinação1,2,3,4.
Pronador Redondo

Localização: É um pequeno músculo fusiforme, disposto obliquamente


através do cotovelo, anteriormente, e é parcialmente coberto pelo
braquiorradial.
Origem: Epicôndilo medial do úmero e processo coronóide da ulna.
Inserção: A parte superior do tubérculo maior do úmero.
Inervação: Nervos mediano.
Segmentação: C6-C7
Articulações: Rádio-ulnar proximal e do cotovelo.
AÇÃO:
No cotovelo: Auxilia na flexão1,2,3,4.
Na rádio-ulnar: Pronação1,2,3,4.
Pronador Quadrado

Localização: É um fino feixe quadrado de fibras paralelas, situado


profundamente na parte anterior do antebraço, próximo ao punho.
Origem: Lado medial da superfície anterior do quarto distal da ulna.
Inserção: Lado lateral da superfície anterior do quarto distal do rádio.
Inervação: Nervos mediano.
Segmentação: C7-T1.
Articulação: Rádio-ulnar.
AÇÃO: Pronação1,2,3,4.
NOTA: Além de estabilizar a porção distal da articulação radioulnar, pode
ser considerado um pronador puro do antebraço.
Quadro V – A relação dos músculos da articulação do cotovelo e
radioulnar
Referências

01. MOREIRA, D; RUSSO A.F.; Cinesiologia Clínica e Funcional. São


Paulo:
Atheneu, 2005.
02. RASCH-BURKE. Cinesiologia e Anatomia Aplicada. Rio de Janeiro.
Editora Guanabara Koogan, 1977.
03. FERNANDES, A.; MARINHO, A.; VOLGT, L.; LIMA, V. Cinesiologia do
Alongamento. Rio de Janeiro: Ed. Sprint, 2002.
04. SMITH, L. et al. Cinesiologia Clínica de Brunnstrom. 5 ed. São Paulo,
Manole, 1997.
05 LAFFERTY, M; PANELLA, S; A.D.A.M. Interactive Anatomy 3D
Third Edition, 2000.
Capítulo VI – Complexo do Punho e da mão
Estrutura Muscular
Músculos que Atuam no Punho

Flexor Radial do Carpo


Flexor Ulnar do Carpo
Palmar Longo
Palmar Curto
Extensor Radial Longo do Carpo
Extensor Radial Curto do Carpo
Extensor Ulnar do Carpo
Músculos Extrínsecos que Atuam nos Dedos

Flexor Superficial dos Dedos


Flexor Profundo dos Dedos
Extensor dos Dedos
Extensor do Dedo Mínimo
Extensor do Indicador
Abdutor Longo do Polegar
Extensor Curto do Polegar
Extensor Longo do Polegar

Músculos Intrínsecos que Atuam nos Dedos

Abdutor Curto do Polegar


Flexor Curto do Polegar
Oponente do Polegar
Adutor do Polegar
Abdutor do Dedo Mínimo
Flexor Curto do Dedo Mínimo
Oponente do Dedo Mínimo
Lumbricais(Quatro Músculos)
Interósseos Palmares
Interósseos Dorsais

Músculos que Atuam no Punho


Flexor Radial do Carpo
AÇÃO:
No Punho: Flexão e abdução1,2.
No Cotovelo: auxilia a flexão do cotovelo1,2.
Flexor Ulnar do Carpo
AÇÃO:
No Punho: Flexão e adução1,2.
No Cotovelo: auxilia a flexão do cotovelo1,2.
Palmar Longo
AÇÃO:
No Punho:Flexão1,2.
No Cotovelo: auxilia a flexão do cotovelo1,2.
Palmar Curto
AÇÃO:Traciona a pele no lado ulnar da mão1,2.
Extensor Radial Longo do Carpo
AÇÃO:
No Punho: Extensão e abdução1,2.
No Cotovelo: auxilia a extensão do cotovelo2.
Extensor Radial Curto do Carpo
AÇÃO:
No Punho: Extensão e abdução1,2.
No Cotovelo: auxilia a extensão do cotovelo2.
Extensor Ulnar do Carpo
AÇÃO:
No Punho: Extensão e adução1,2.
No Cotovelo:Auxilia a extensão do cotovelo2.

Músculos Extrínsecos que Atuam nos Dedos


Flexor Superficial dos Dedos
AÇÃO:
Flexiona as articulações interfalângicas proximais do segundo ao
quinto dedo1,2.
No Punho: Auxilia na flexão1,2.
No Cotovelo: Auxilia na flexão2.
Flexor Profundo dos Dedos
AÇÃO:
Flexiona as articulações interfalângicas proximais do segundo ao
quinto dedo1,2.
No Punho: Auxilia na flexão1,2.
Extensor dos Dedos
AÇÃO:
Faz extensão do segundo ao quinto dedo1,2.
No Punho: Auxilia na extensão1,2.
No Cotovelo: Auxilia na Extensão2.
Extensor do Dedo Mínimo
AÇÃO:
Estende o dedo mínimo1,2.
No Punho: Auxilia na extensão2.
No Cotovelo: Auxilia na extensão2.
Extensor do Indicador
AÇÃO:
Estende o dedo indicador1,2.
No Punho: Auxilia na extensão2.
Abdutor Longo do Polegar
AÇÃO:
Estende o polegar1 e abduz2.
No Punho: Abdução1.
No Cotovelo: Auxilia na supinação2.
Extensor Curto do Polegar
AÇÃO:
Estende o polegar1,2 e abdução do polegar2.
No Punho: Abdução1.
Extensor Longo do Polegar
AÇÃO:
Estende o polegar1,2.
No Punho: Extensão2 e abdução1.
No Cotovelo: Auxilia na supinação2.

Músculos Intrínsecos que Atuam nos Dedos


Abdutor Curto do Polegar
AÇÃO:
Abduz o polegar1,2.
Flexor Curto do Polegar
AÇÃO:
Flexão da falange proximal do polegar1,2.
Oponente do Polegar
AÇÃO:
Oposição* do polegar1,2.
Adutor do Polegar
AÇÃO:
Adução do polegar1,2.
Abdutor do Dedo Mínimo
AÇÃO:
Abdução do dedo mínimo1,2.
Flexor Curto do Dedo Mínimo
AÇÃO:
Flexiona a metacarpofalângica do dedo mínimo 1,2.
Oponente do Dedo Mínimo
AÇÃO:
Oposição* do dedo mínimo1,2.
Lumbricais (Quatro músculos)
AÇÃO:
Flexão das articulações metacarpofalângicas e extensão das
interfalângicas proximais e distais do segundo ao quinto dedo1,2.
Interósseos Palmares
AÇÃO:
Adução do indicador, anular e mínimo1,2.
Interósseos Dorsais
AÇÃO:
Abdução do indicador, abdução radial e ulnar do médio, abdução do
1,2
anular .

* Oposição é uma circundação parcial do metacarpo.

Quadro VI – A relação dos músculos da articulação do punho e suas


ações
Referências

01. MOREIRA, D; RUSSO A.F.; Cinesiologia Clínica e Funcional. São


Paulo:
Atheneu, 2005.
02. RASCH-BURKE. Cinesiologia e Anatomia Aplicada. Rio de Janeiro.
Editora Guanabara Koogan, 1977.
Capítulo VII – Complexo do Quadril
Estrutura Muscular
Iliopsoas
Reto femoral
Sartório
Tensor da Fáscia Lata
Glúteo Máximo
Glúteo Médio
Glúteo Mínimo
Bíceps Femoral Cabeça Longa
Semitendinoso
Semimembranoso
Rotadores Externos Profundos
Piriforme
Obturador Interno
Obturador Externo
Quadrado Femoral
Gêmeo Superior
Gêmeo Inferior
Pectíneo
Adutor Longo
Adutor Curto
Adutor Magno
Grácil
Iliopsoas
Ilíaco Psoas Maior

Localização:
Ilíaco: Localiza-se na fossa ilíaca partindo diretamente para baixo
onde se encontra com o psoas maior.
Psoas Maior: Quase todo o psoas maior se encontra na cavidade
abdominal, atrás dos órgãos internos.
Origem:
Ilíaco: Na fossa ilíaca e parte da superfície interna do sacro, próximo
ao ílio.
Psoas Maior: Nas superfícies Antero-laterais de T12 a L5.
Inserção: Trocânter menor do fêmur e diáfise imediatamente abaixo.
Direção das Fibras:
Ilíaco: Plano e triangular e parte obliquamente para baixo.
Psoas Maior:Unipenado, partindo diretamente dos corpos das
vértebras e terminando obliquamente no tendão de inserção.
Inervação:
Ilíaco: Nervo femoral.
Psoas Maior: Plexo Lombar.
Segmentação: L1-L4.
Articulaçõs: Acetabulofemoral e do tronco.
AÇÃO:
Na Lombar: em ação unilateral, flexão lateral para o seu lado e
rotação para o lado oposto; em ação bilateral, flexão anterior e acentuação da
lordose lombar3.
Na Cintura Pélvica: Báscula anterior3,6 e rotação pélvica6.
No Quadril: Flexão1,2,3,4,7, rotação Lateral3,4, abdução2.
NOTA: O músculo iliopsoas, também chamado de psoas ilíaco, é, na
verdade, formado por dois músculos, ilíaco e psoas maior; alguns autores
consideram até três músculos, devido à presença em alguns indivíduos do
psoas menor. Esse é o principal grupo flexor do quadril, parcialmente coberto
pela porção superior do músculo sartório. Este último também é capaz de
flexionar o tronco nos casos em que a coxa se encontra fixa e estabilizada.
Reto Femoral

Localização: Este grande músculo bipenado, assim denominado pela sua


posição reta na parte anterior da coxa.
Origem: Espinha ilíaca ântero-inferior.
Inserção: Borda proximal da patela, através do ligamento patelar na
tuberosidade da tíbia.
Direção das Fibras: O tendão superior desce pela parte média do músculo e
o tendão plano inferior passa abaixo de sua superfície profunda. As fibras
musculares cruzam, obliquamente, de um tendão para o outro.
Inervação:Nervo femoral.
Segmentação: L2-L4.
Articulação: Acetabulofemoral e do joelho.
AÇÃO:
Na Cintura Pélvica: Báscula Anterior6.
No Quadril: Flexão1,2,3,4,7 e Abdução1.
No Joelho:Extensão1,2,3,4,7.
NOTA: O músculo reto femoral é um dos componentes do grupo muscular
quadríceps, o único deste grupo que é biarticular e que cruza a articulação do
quadril.
Sartório

Localização: O músculo se encontra entre duas camadas da fáscia da coxa e


algumas de suas fibras se inserem, nesta fáscia, nesta fáscia, na metade
inferior da coxa. O músculo se encurva, em torno do lado medial da coxa,
passando por trás do côndilo medial e, depois, para a frente, até a sua
inserção. É um músculo fusiforme.
Origem: Espinha ilíaca ântero-superior.
Inserção: Parte próximo-medial da tíbia, próximo ao platô medial da tíbia.
Inervação: Nervo femoral.
Segmentação: L2-L4.
Articulação: Acetabulofemoral e do joelho.
AÇÃO:
Na cintura pélvica: em ação bilateral, faz báscula anterior3,6.
No Quadril:Flexão1,2,3,4,7; Abdução1,2,3,4 e rotação externa1,2,3,4,7.
No Joelho:Flexão1,2,3,4,7; Extensão1 e Rotação medial2,3,4,7.
NOTA: O músculo sartório é o mais longo do corpo humano, porém não é
considerado motor primário em nenhuma de suas ações musculares, sendo
mais eficiente quando se realizam todos os movimentos ao mesmo tempo.
Observação: Na maioria dos indivíduos, esse músculo é um flexor do joelho
mas, em algumas pessoas, atua como extensor do joelho. Talvez isto seja
devido à diferença na sua inserção, a qual, em alguns casos, pode ser anterior
ao eixo do joelho.
Tensor da Fáscia Lata

Localização: Um pequeno músculo situado na frente e no lado do quadril,


tem a característica de não apresentar uma inserção óssea.
Origem: Espinha ilíaca ântero-superior e lábio externo da crista ilíaca.
Inserção: Trato iliotibial da fáscia lata na junção dos terços proximal e médio
da coxa.
Direção das Fibras: A disposição paralela das grossas fibras, da fáscia e do
tendão, proporciona uma grande força, na direção em que o músculo é
submetido a esforço.
Inervação: Nervo glúteo superior.
Segmentação: L4-S1.
Articulação: Acetabulofemoral e do joelho.
AÇÃO:
Na cintura pélvica : Em ação unilateral, faz inclinação contralateral
(báscula lateral, elevação do lado oposto); em ação bilateral, faz báscula
anterior3,6.
No Quadril : Flexão1,2,3,4,7; abdução1,2,3,4,7 e rotação medial1,2,3,4,7.
No Joelho : Extensão2,3,4; e quando o joelho encontra-se flexionado à
rotação lateral3.
NOTA: O tensor da fáscia lata é o único músculo biarticular que se encontra
lateralmente à coxa. Já que tem uma porção anterior, sua ação de abduzir a
coxa se torna mais eficiente quando em pequena flexão de quadril.
Glúteo Máximo

Localização: Um músculo carnoso, muito grande, situado na parte posterior


do quadril. O glúteo máximo pesa duas vezes mais do que o médio, que não é
paralelo em outros primatas e está relacionado com a posição ereta.
Origem: Sacro posterior e ílio.
Inserção: Tuberosidade glútea do fêmur e trato iliotibial da fáscia lata.
Direção das Fibras: As fibras musculares partem diretamente da pelve e
fazem uma junção oblíqua com o tendão de inserção, que é um feixe plano
que se estende desde o fêmur, ao longo da borda posterior do músculo.
Inervação: Nervo glúteo inferior.
Segmentação: L5-S2.
Articulação: Acetabulofemoral.
AÇÃO:
Na Cintura Pélvica: Báscula Posterior3,6.
No Quadril: Extensão1,2,3,4,7; Hiperextensão3,4; rotação lateral1,2,3,4,7,
abdução1,2,3,4,7 e adução2,4,7.
NOTA: O glúteo máximo, também conhecido como grande glúteo, é um
grande músculo superficial que dá a forma arredondada às nádegas. Devido à
grande superfície, suas fibras superiores auxiliam a abdução do quadril e suas
fibras inferiores auxiliam na adução do quadril. Auxilia na estabilização do
joelho em extensão.
Glúteo Médio
Vista Lateral Vista posterior

Localização:Um músculo curto e grosso, situado na parte lateral do ílio,


constituindo o contorno arredondado do lado do quadril.
Origem:Superfície externa do ílio abaixo da crista.
Inserção: Tuberosidade Trocânter maior do fêmur.
Direção das Fibras:As fibras partem diretamente do ílio, convergindo para
uma junção peniforme, com o tendão de inserção plano.
Inervação:Nervo glúteo superior.
Segmentação: L5-S1.
Articulação: Acetabulofemoral.
AÇÃO:
Na Cintura Pélvica: Em ação unilateral, auxilia na elevação
contralateral; e em ação bilateral3, as fibras anteriores auxiliam na báscula
anterior3 e as fibras posteriores auxiliam na báscula posterior3,6.
NoQuadril:Abdução1,2,3,4,7; Flexão1,2,3,4,7; Extensão1,2,3,4,7; rotação
medial1,2,3,4,7 e rotação lateral1,2,4,7.
NOTA:O glúteo médio pode ser comparado com o deltóide do ombro, pois
possui fibras anteriores, médias e posteriores. Sua função primária é abduzir
o quadril e, secundariamente, com suas fibras anteriores, flexioná-lo e rodá-lo
internamente; com as fibras posteriores, estende e roda externamente o
mesmo. Esse é o maior dos músculos laterais do quadril, sendo coberto em
parte pelo glúteo máximo e pelo tensor da fáscia lata, porém sua porção
médio-superior é superficial.
Glúteo Mínimo
Vista Lateral Vista posterior

Localização: Situado Logo abaixo do glúteo médio.


Origem: Parte inferior da superfície externa do ílio.
Inserção: A parte anterior do vértice do trocanter maior.
Inervação: Nervo glúteo superior.
Segmentação: L4-S1.
Articulação: Acetabulofemoral.
AÇÃO:
Na Cintura Pélvica: Em ação unilateral, auxiliar da elevação da
contralateral; e em ação bilateral, báscula anterior3.
No Quadril: Abdução1,2,3,4,7; Flexão1,2,3,4,7; rotação interna1,2,3,4,7;
extensão1,7 e rotação externa1,7.
NOTA: Esse é o músculo mais profundo da região glútea, situado próximo à
cápsula articular do quadril. É totalmente coberto pelo glúteo médio.
Bíceps Femoral Cabeça Longa

Localização: Situado posterior e lateralmente a coxa.


Origem: Tuberosidade Isquiática.
Inserção: Cabeça da fíbula e côndilo lateral da tíbia.
Inervação: Nervo ciático(ramo tibial).
Segmentação: L5-S3.
Articulação: Acetabulofemoral e do joelho.
AÇÃO:
Na Cintura Pélvica: báscula posterior3.
No Quadril: Extensão1,2,3,4,7; hiperextensão3 e rotação externa1,2,4,7.
No Joelho: Flexão1,2,3,4,7 e rotação lateral1,2,3,4,7.
NOTA: O bíceps femoral é o extensor do quadril mais forte do grupo
muscular dos isquiotibiais, que é constituído pelos músculos semitendinoso,
semimembranoso, além do bíceps femoral. Todos eles são
biarticulares(exceto a cabeça curta do bíceps femoral).
Semitendinoso

Localização: É um músculo unipenado, assim chamado pelo seu longo


tendão de inserção, que alcança até a metade da coxa.
Origem: Tuberosidade Isquiática.
Inserção: Superfícieântero-medial da tíbia proximal, perto do platô medial
tibial.
Direção das Fibras: As fibras musculares curtas descem, em diagonal, desde
o tendão de origem, para se unirem ao tendão de inserção, sendo que o ventre
do músculo está situado na metade superior da coxa.
Inervação: Nervo ciático(ramo tibial).
Segmentação: L4-S2.
Articulação: Acetabulofemoral e do joelho.
AÇÃO:
Na Cintura Pélvica: báscula posterior3,6.
No Quadril:Extensão1,2,4,7; Hiperextensão3; auxilia na adução3 e
rotação interna1,2,4.
No Joelho:Flexão1,2,3,4,7 e rotação medial1,2,3,4,7.
Semimembranoso

Localização: Este músculo unipenado, assim denominado devido ao seu


tendão de origem membranosa, está situado na face posterior e medial da
coxa.
Origem: Tuberosidade Isquiática.
Inserção: Superfície posterior do côndilo medial da tíbia.
Direção das Fibras: Semelhante ao semitendinoso, mas com o tendão
superior mais longo e o inferior mais curto, de maneira que a massa muscular
está situada mais abaixo. Assim, esses dois músculos constituem uma massa
cilíndrica. Como o vente de um está em contato com a parte tendinosa do
outro, a ação de um não interfere na do outro.
Inervação: Nervo ciático(ramo tibial).
Segmentação: L4-S2.
Articulação: Acetabulofemoral e do joelho.
AÇÃO:
Na Cintura Pélvica: báscula posterior3,6.
No Quadril: Extensão1,2,4,7; Hiperextensão3; auxilia na adução3 e
rotação interna1,2,4.
No Joelho: Flexão1,2,3,4,7 e rotação medial1,2,3,4,7.
Rotadores Externos Profundo
Piriforme Gêmeos Superior e Inferior
Obturador Interno

Obturador Externo Quadrado Femoral

Localização: Este grupo muscular está localizado na região glútea e é


coberto pelo glúteo máximo.
Origem: Sacro anterior, região posterior do ísquio e forame obturador.
Inserção: Superfície posterior e superior do trocânter maior.
Inervação:
Obturador Externo: Nervo Obturador.
Demais Músculos: Plexo Sacral.
Segmentação:
Obturador Externo: L3-L4.
Demais Músculos: L4-L5.
Articulação: Acetabulofemoral.
AÇÃO:
Piriforme
Na Cintura Pélvica:em ação bilateral, báscula posterior3.
No Quadril:Rotação Lateral1,2,3,4,7; abdução2,3,7, flexão3 e extensão2.
Gêmeo Superior e Gêmeo Inferior
Na Cintura Pélvica:em ação bilateral, báscula posterior3.
No Quadril: Rotação Lateral1,2,3,4,7 e Abdução2.
Obturador Interno
Na Cintura Pélvica: em ação bilateral, báscula posterior3.
No Quadril: Rotação Lateral1,2,3,4,7 e abdução2,3,7.

Obturador Externo
Na Cintura Pélvica: em ação bilateral, báscula anterior3.
No Quadril: Rotação Lateral1,2,3,4,7; abdução3 e flexão3.
Quadrado Femoral
Na Cintura Pélvica: em ação bilateral, báscula anterior3.
No Quadril: Rotação Lateral1,2,3,4,7 e adução3.
NOTA: O mais superior dos rotadores externos é o piriforme, e o mais
inferior é o quadrado femoral. Esse é um grupo muscular de difícil palpação
e, na maioria das vezes, tem uma ação conjunta para rodar externamente o
quadril.
Pectíneo

Localização: Um músculo curto e grosso, situado logo abaixo da virilha,


coberto parcialmente pelo sartório e pelo reto femoral.
Origem: Ramo Superior do púbis.
Inserção:Linha pectínea do fêmur.
Direção das Fibras: Suas fibras são obliquas para baixo. É um músculo
peniforme; ambos os extremos do músculo possuem fibras musculares e
tendinosas entremeadas.
Inervação: Nervo obturador.
Segmentação: L2-L4.
Articulação: Acetabulofemoral.
AÇÃO:
Na Cintura Pélvica: em ação bilateral, auxilia na báscula anterior;
em ação unilateral, auxilia na inclinação contralateral3.
No Quadril:Adução1,2,3,4,7; Flexão1,2,3,4,7; rotação externa1,7 e rotação
interna3.
NOTA: O pectíneo é um fraco rotador externo. O braço de alavanca dele
mede vários cm de comprimento e o seu ângulo de tração é de,
aproximadamente, 60 graus, indicando maior poder de elevação do que de
velocidade de movimento.
Adutor Longo

Localização: Este músculo se encontra próximo ao lado interno do pectíneo.


Origem: Superfície anterior do púbis.
Inserção: 1/3 médio da linha áspera do fêmur.
Estrutura: Um músculo triangular grosso, que parte de um tendão curto e
diverge, em leque, até sua ampla inserção.
Inervação: Nervo obturador.
Segmentação: L2-L4.
Articulação: Acetabulofemoral.
AÇÃO:
Na Cintura Pélvica: em ação bilateral, faz báscula anterior3.
No Quadril: Adução1,2,3,4,7; flexão1,2,3,7; rotação externa1 e rotação
medial2.
NOTA: A ação isolada do adutor longo é uma combinação de flexão e
adução; mas não se flexiona suficientemente para cruzar uma coxa sobre a
outra, na posição sentada, como sucede com o pectíneo.
Adutor Curto

Localização:Um músculo curto e triangular, situado atrás e acima do adutor


longo.
Origem:Ramo inferior do Púbis.
Inserção:Linha pectínea e linha áspera proximal do fêmur.
Estrutura: Um feixe em forma de leque, semelhante ao adutor longo, porém
mais curto.
Inervação:Nervo obturador.
Segmentação: L2-L4.
Articulação: Acetabulofemoral.
AÇÃO:
Na Cintura Pélvica: Em ação bilateral, faz báscula anterior3.
No Quadril: Adução1,2,3,4,7; flexão1,2,7; rotação externa1 e rotação
interna2,3.
Adutor Magno

Localização: Um dos maiores músculos do corpo humano, situado na face


medial da coxa. É um músculo peniforme.
Origem: Ramo inferior do púbis e tuberosidade isquiática.
Inserção: Linha áspera do fêmur e tubérculo adutor do fêmur.
Estrutura: As fibras provenientes do púbis cruzam horizontalmente o fêmur.
As fibras procedentes do ramo isquiopubiano passam mais abaixo da linha
áspera; as fibras provenientes da tuberosidade isquiática se dirigem para a
extremidade inferior da linha supracondilar medial.
Inervação: Nervo obturador e ciático.
Segmentação:
Nervo Obturador: L2-L4;
Nervo Ciático: L4-S1.
Articulação: Acetabulofemoral.
AÇÃO:
Na Cintura Pélvica: Em ação bilateral, faz báscula anterior3 e
báscula posterior6.
No Quadril: Adução1,2,3,4,7; flexão1,2,7; rotação externa1,7; rotação
interna1,3,7 e extensão1,2,3,7.
NOTA: Todo o músculo faz a adução da articulação do quadril. As fibras
superiores contribuem na rotação externa e na flexão; as inferiores, na rotação
interna e na extensão.
Grácil

Localização:Um músculo delgado, que desce pela face interna da coxa.


Origem:Ramo inferior do púbis.
Inserção:Superfície Antero-medial da tíbia, perto do platô tibial.
Estrutura: Um fino tendão plano, acima, com fibras ligeiramente
convergentes terminando num tendão redondo, abaixo.
Inervação:Nervo obturador.
Segmentação: L2-L4;
Articulações: Acetabulofemorale do joelho.
AÇÃO:
No Quadril: Adução1,2,3,4,7; Flexão1,3,7 e Rotação Medial1,3,7.
No Joelho: Flexão1,2,3,4,7 e rotação medial1,2,3,4,7.
NOTA: O grácil é o único músculo do grupo adutor que é biarticular.
Quadro VII – A relação dos músculos da articulação do quadril e suas
ações
Músculos/Movimentos Flexão Extensão Abdução Adução Rotação
interna
Iliopsoas M.P. Acess.
Reto femoral M.P. Acess.
Sartório Acess. Acess.
Tensor da Fáscia Lata Acess. Acess. Acess.
Glúteo Máximo M.P. Acess. Acess.
Glúteo Médio Acess. Acess. M.P. Acess.
Glúteo Mínimo Acess. Acess. Acess. M.P.
Bíceps Femoral Cabeça M.P.
Longa
Semitendinoso M.P. Acess. Acess.
Semimembranoso M.P. Acess. Acess.
Piriforme Acess. Acess. Acess.
Obturador Interno Acess.
Obturador Externo Acess. Acess.
Quadrado Femoral Acess.
Gêmeo Superior Acess.
Gêmeo Inferior Acess.
Pectíneo M.P. M.P. Acess.
Adutor Longo Acess. M.P. Acess.
Adutor Curto Acess. M.P. Acess.
Adutor Magno Acess. Acess. M.P. Acess.
Grácil Acess. M.P. Acess.
M.P. = Motor
Primário
Acess. = Motor
Acessório

Quadro VIII – A relação dos músculos da pelve com seus movimentos e


planos
Referências

01. RASCH-BURKE. Cinesiologia e Anatomia Aplicada. Rio de Janeiro.


Editora Guanabara Koogan, 1977.
02. KENDALL, F. P.; McCREARY, E. K.; PROVANCE, P. G. Músculos:
provas e funções, São Paulo, Editora Manole, 1995.
03. FERNANDES, A.; MARINHO, A.; VOLGT, L.; LIMA, V. Cinesiologia do
Alongamento. Rio de Janeiro: Ed. Sprint, 2002.
04. MOREIRA, D; RUSSO A.F.; Cinesiologia Clínica e Funcional. São
Paulo:
Atheneu, 2005.
05 LAFFERTY, M; PANELLA, S; A.D.A.M. Interactive Anatomy 3D
Third Edition, 2000.
06 C de Almeida Rodrigues, NH de Oliveira Filho; Lato & Sensu Revista
dos Monitores.Vol. 4, Nº1, 2003.
Http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/index.asp?idpag=5
07 KAPANDJI, A.I. Fisiologia Articular, volume 2: membros inferiores.
SãoPaulo, Ed. Panamericana, 5ª ed, 2000.
Capítulo VIII – Complexo do Joelho
Estrutura Muscular

Quadríceps
Reto Femoral
Vasto Lateral
Vasto Medial
Vasto Intermédio
Geno Articular
Isquiotibiais
Bíceps Femoral
Semitendinoso
Semimembranoso
Gastrocnêmios
Plantar
Poplíteo
Sartório
Tensor da fáscia Lata
Grácil
Reto Femoral

Localização: Este grande músculo bipenado, assim denominado pela sua


posição reta na parte anterior da coxa.
Origem: Espinha ilíaca Antero-inferior.
Inserção:Borda proximal da patela, através do ligamento patelar na
tuberosidade da tíbia.
Direção das Fibras: O tendão superior desce pela parte média do músculo e
o tendão plano inferior passa abaixo de sua superfície profunda. As fibras
musculares cruzam, obliquamente, de um tendão para o outro.
Inervação: Nervo femoral.
Segmentação: L2-L4.
Articulações: Acetabulofemoral e do joelho.
AÇÃO:
No Quadril: Flexão1,2,3,4 e Abdução1.
No Joelho: Extensão1,2,3,4.
NOTA:O músculo reto femoral é um dos componentes do grupo muscular
quadríceps, o único deste grupo que é biarticular e que cruza a articulação do
quadril.
Vasto Lateral

Localização: Um músculo grande, localizado na metade inferior da face


externa da coxa, formando a eminência arredondada que ali se observa. É
bipenado.
Origem: Linha áspera do fêmur lateralmente.
Inserção: Borda proximal da patela e tuberosidade da tíbia.
Direção das Fibras: Suas fibras musculares se dirigem, obliquamente, para
baixo e para dentro, desde o tendão superior.
Inervação: Nervo femoral.
Segmentação: L2-L4.
Articulação: Do joelho.
AÇÃO:
No Joelho: Extensão1,2,3,4 e e quando o joelho encontra-se flexionado
à rotação lateral3.
NOTA:Esse é o maior e mais forte músculo do quadríceps femoral, e aplica
uma força de lateralização na patela.
Vasto Medial

Localização: Este músculo bipenado, está localizado na face medial da coxa,


um pouco mais abaixo do vasto lateral, sendo parcialmente recoberto pelo
reto e pelo sartório.
Origem:Linha áspera do fêmur medialmente.
Inserção:Borda proximal da patela e tuberosidade da tíbia.
Inervação: Nervo femoral.
Segmentação: L2-L4.
Articulação: Do joelho.
AÇÃO:
No Joelho: Extensão1,2,3,4 e quando o joelho encontra-se flexionado à
rotação medial3.
NOTA: O músculo vasto medial ajuda a tracionar a patela medialmente.
Vasto Intermédio

Localização: Acompanha os músculos precedentes, localizando-se entre eles


e debaixo do reto femoral. É difícil separar este músculo do vasto medial e
ambos pode ser contínuos, em parte de sua extensão.
Origem: Superfície ântero-lateral do fêmur.
Inserção:Borda proximal da patela e tuberosidade da tíbia.
Direção das Fibras: As fibras musculares partem diretamente do osso e se
dirigem, para baixo e para a frente, a fim de se unirem à superfície mais
profunda do feixe que serve de tendão para os dois músculos precedentes.
Inervação: Nervo femoral.
Segmentação: L2-L4.
Articulação: Do joelho.
AÇÃO:
No Joelho: Extensão1,2,3,4.
NOTA: Junto com o reto femoral, ele traciona a patela para cima.
Geno Articular

Localização: É um músculo de forma chata e pequena que se encontra


abaixo do vasto intermédio e as vezes até fundido com ele.
Origem: Face anterior do terço distal do fêmur.
Inserção: Fundo do saco quadriciptal, cápsula articular.
Inervação: Nervo femoral.
Segmentação: L2-L4.
Articulação: Do joelho.
AÇÃO:
No Joelho: Participa do movimento de extensão3, realiza o
tracionamento da cápsula articular3,4.
NOTA: O músculo geno articular ainda é uma incógnita, principalmente
quanto às suas reais funções no joelho.
Bíceps Femoral
Cabeça Longa Cabeça Curta

Localização: Situados posterior e lateralmente a coxa. A cabeça longa é


superficial, cobrindo parte da cabeça curta.
Origem:
Cabeça Longa: Tuberosidade isquiática.
Cabeça Curta: 2/3 proximais da linha áspera do fêmur.
Inserção:Cabeça da fíbula e côndilo lateral da tíbia.
Inervação:
Cabeça Longa: Nervo ciático(ramo tibial).
Cabeça Curta: Nervo ciático(ramo fibular).
Segmentação:
Cabeça Longa: L5-S3
Cabeça Curta: L5-S2.
Articulações:
Cabeça Longa: Acetabulofemoral e do joelho.
Cabeça Curta: Do Joelho.
AÇÃO:
Cabeça Longa
Na Cintura Pélvica: báscula posterior3.
No Quadril: Extensão1,2,3,4; hiperextensão3 e rotação externa1,2,4.
No Joelho: Flexão1,2,3,4 e rotação lateral1,2,3,4.
Cabeça Curta
No Joelho: Flexão1,2,3,4 e rotação lateral1,2,3,4.
Semitendinoso

AÇÃO:
Na Cintura Pélvica: báscula posterior3,6.
No Quadril: Extensão1,2,4,7; Hiperextensão3; auxilia na adução3 e
rotação interna1,2,4.
No Joelho: Flexão1,2,3,4,7 e rotação medial1,2,3,4,7.
Semimembranoso

AÇÃO:
Na Cintura Pélvica: Báscula posterior3,6.
No Quadril: Extensão1,2,4,7; Hiperextensão3; auxilia na adução3 e
rotação interna1,2,4.
No Joelho: Flexão1,2,3,4,7 e rotação medial1,2,3,4,7.
Gastrocnêmios

Localização: Um músculo grande dando à panturrilha uma forma


arredondada.
Origem: Superfície posterior dos côndilos medial e lateral do fêmur e
cápsula articular.
Inserção:Superfície posterior do calcâneo.
Estrututa: Os tendões superiores são planos; o tendão inferior, o tendão
calcâneo( ou tendão de Aquiles) é muito grande e seu corte transversal
assemelha-se à letra T, com a barra vertical entre as metades direita e
esquerda do músculo e, com a barra transversal na sua superfície posterior.
As fibras dos dois tendões superiores vão diagonalmente para baixo e se
unem nos lados do tendão de Aquiles, em vários níveis.
Inervação:Nervo tibial.
Segmentação: S1-S2.
Articulações: Do Joelho e do Tornozelo.
AÇÃO:
No joelho: Auxilia na flexão1,2,3,4.
No Tornozelo: Flexão Plantar1,2,3,4.
Na Subtalar: Inversão3.
NOTA: O gastrocnêmio é o maior e principal flexor plantar do tornozelo. É
também o grande responsável pela configuração característica da panturrilha,
além de ser o mais superficial dos músculos que fazem parte do tríceps sural.
Ele é mais efetivo na flexão plantar quando o joelho se encontra em posição
de extensão.
Plantar

Localização: Está localizado entre os gastrocnêmios e o poplíteo, chegando a


fundir-se com a cápsula. Não tem muita força de ação no joelho.
Origem: Côndilo lateral do fêmur.
Inserção: Parte posterior do calcâneo.
Estrututa: Na extremidade proximal, um ventre fusiforme com 7 a 10 cm de
comprimento é encontrado entre as duas porções do gastrocnêmio. Seu longo
tendão está situado entre os músculos gastrocnêmio e o sóleo.
Inervação: Nervo tibial.
Segmentação: L4-S1.
Articulações: Do Joelho e do Tornozelo.
AÇÃO:
No joelho: Auxilia na flexão1,2,3,4.
No Tornozelo: Auxilia na Flexão Plantar1,2,3,4.
Poplíteo

Localização: É o músculo mais profundo que está localizado posteriormente


no joelho; ele é coberto pelo plantar e parte dos Gastrocnêmios (parte lateral).
Origem: Côndilo lateral do fêmur.
Inserção: Posteriormente no côndilo medial da tíbia.
Estrututa: Um músculo delgado, plano e triangular que forma a parte
inferior do assoalho da fossa poplítea.
Inervação: Nervo tibial.
Segmentação: L4-S1.
Articulações: Do Joelho.
AÇÃO:
Inicia a flexão do joelho1,2,3,4; rotação Interna1,3,4 erotação medial2,3.
NOTA: O poplíteo atua, não como um flexor direto, mas sim no papel de
destravar e estabilizar a articulação do joelho. Quando estamos com a tíbia
fixa, realiza a rotação lateral e quando o fêmur encontra-se fixo à rotação
medial.
Sartório

AÇÃO:
Na cintura pélvica: Em ação bilateral, faz báscula anterior3,6.
No Quadril: Flexão1,2,3,4,7; Abdução1,2,3,4 e rotação externa1,2,3,4,7.
No Joelho: Flexão1,2,3,4,7; Extensão1 e Rotação medial2,3,4,7.
Tensor da Fáscia Lata

AÇÃO:
Na cintura pélvica : Em ação unilateral, faz inclinação contralateral
(báscula lateral, elevação do lado oposto); em ação bilateral, faz báscula
anterior3,6.
No Quadril : Flexão1,2,3,4,7; abdução1,2,3,4,7 e rotação medial1,2,3,4,7.
No Joelho : Extensão2,3,4; e quando o joelho encontra-se flexionado à
rotação lateral3.
Grácil

AÇÃO:
No Quadril: Adução(1,2,3,4,7); Flexão(1,3,7) e Rotação
Medial(1,3,7).
No Joelho: Flexão(1,2,3,4,7) e rotação medial(1,2,3,4,7).

Quadro IX – A relação dos músculos da articulação do joelho e suas


ações
Referências

01. RASCH-BURKE. Cinesiologia e Anatomia Aplicada. Rio de Janeiro.


Editora Guanabara Koogan, 1977.
02. KENDALL, F. P.; McCREARY, E. K.; PROVANCE, P. G. Músculos:
provas e funções, São Paulo, Editora Manole, 1995.
03. FERNANDES, A.; MARINHO, A.; VOLGT, L.; LIMA, V. Cinesiologia do
Alongamento. Rio de Janeiro: Ed. Sprint, 2002.
04. MOREIRA, D; RUSSO A.F.; Cinesiologia Clínica e Funcional. São
Paulo:
Atheneu, 2005.
05 LAFFERTY, M; PANELLA, S; A.D.A.M. Interactive Anatomy 3D
Third Edition, 2000.
Capítulo IX – Complexo do Tornozelo e do Pé

Estrutura Muscular

Músculos Extrínsecos

Gastrocnêmios
Sóleo
Plantar
Tibial Posterior
Flexor Longo do Hálux
Flexor Longo dos Dedos
Tibial Anterior
Extensor Longo do Hálux
Extensor Longo dos Dedos
Fibular Longo
Fibular Curto
Fibular Terceiro

Músculos Intrínsecos

Abdutor do Hálux
Flexor Curto dos Dedos
Abdutor do Dedo Mínimo
Lumbricais
Quadrado Plantar
Flexor Curto do Hálux
Adutor do Hálux
Flexor Curto do Dedo Mínimo
Interósseos Dorsais
Interósseos Plantares
Extensor Curto dos Dedos

Músculos Extrínsecos
Gastrocnêmios
AÇÃO:
No Joelho: Auxilia naFlexão1,2.
No Tornozelo: Flexão plantar1,2.
Sóleo
AÇÃO:
No Tornozelo: Flexão plantar1,2.
Plantar
AÇÃO:
No Joelho: Auxilia naFlexão1,2.
No Tornozelo: AuxiliaFlexão plantar1,2.
Tibial Posterior
AÇÃO:
No Tornozelo: Inversão e flexão plantar1,2.
Flexor Longo do Hálux
AÇÃO: Flexiona a articulação interfalangiana do hálux e auxilia a flexão
metatarsofalangiana, a flexão plantar e a inversão do tornozelo1,2.
Flexor Longo dos Dedos
AÇÃO: Extensão das articulações metatarsofalangianas e interfalangianas
distal e proximal do segundo ao quinto dedo; auxilia a inversão1, eversão2 e a
dorsiflexão do tornozelo1,2.
Tibial Anterior
AÇÃO:
No Tornozelo: Inversão e dorsiflexão1,2.
Extensor Longo do Hálux
AÇÃO: Extensão da articulação metatarsofalangiana e interfalangiana do
hálux; auxilia a inversão e a dorsiflexão do tornozelo1,2.
Extensor Longo dosDedos
AÇÃO: Extensão das articulações metatarsofalangianas e interfalangianas
distal e proximal do segundo ao quinto dedo; auxilia a inversão1, eversão2 e a
dorsiflexão do tornozelo1,2.
Fibular Longo
AÇÃO:
No Tornozelo: Eversão e auxilia a flexão plantar1,2.
FibularCurto
AÇÃO:
No Tornozelo: Eversãoe auxilia a flexão plantar1,2.
FibularTerceiro
AÇÃO:
No Tornozelo:Eversão e dorsiflexão do tornozelo1,2.

Músculos Intrínsecos
Abdutor do Hálux
AÇÃO: Abduz e auxilia a flexão da articulação metatarsofalangiana do
hálux1.
Flexor Curto dos Dedos
AÇÃO: Flexiona as articulações interfalangianas proximais e auxilia a flexão
das articulações metatarsofalangianas do segundo ao quinto dedo1.
Abdutor do Dedo Mínimo
AÇÃO: Abdução do dedo mínimo1.
Lumbricais
AÇÃO :Flexão das articulações metatarsofalangianas; auxilia a extensão das
articulações interfalangianas do segundo ao quinto dedo1.
Quadrado Plantar
AÇÃO: Auxilia na flexão do segundo ao quinto dedo1.
Flexor Curto do Hálux
AÇÃO: Flexão da articulação metatarsofalangiana do hálux1.
Adutor do Hálux
AÇÃO: Aduz e auxilia a flexão da articulação metatarsofalangiana do hálux1.
Flexor Curto do Dedo Mínimo
AÇÃO: Flexão da articulação metatarsofalangiana do quinto dedo1.
Interósseos Dorsais
AÇÃO: Abduz o segundo, terceiro e quarto dedos (linha axial do segundo
dedo); auxilia a flexão das articulações metatarsofalangianas e a extensão das
interfalangianas do segundo, terceiro e quarto dedos1.
Interósseos Plantares
AÇÃO: Aduz o segundo, terceiro e quarto dedos(linha axial do segundo
dedo); auxilia a flexão das articulações metatarsofalangianas e a extensão das
interfalangianas do segundo, terceiro e quarto dedos1.
Extensor Curto dos Dedos
AÇÃO: Extensão das articulações metatarsofalangianas do primeiro ao
quarto dedos e auxilia a extensão das interfalangianas do segundo ao quarto
dedo1.

Quadro X – A relação dos músculos da articulação do tornozelo e suas


ações
Referência

01. MOREIRA, D; RUSSO A.F.; Cinesiologia Clínica e Funcional. São


Paulo:
Atheneu, 2005.
02. RASCH-BURKE. Cinesiologia e Anatomia Aplicada. Rio de Janeiro.
Editora Guanabara Koogan, 1977.
Capítulo X – Complexo do Tronco
Estrutura Muscular

Músculos da Cervical
Escalenos
Esplênio da cabeça
Esplênio do pescoço
Longo da Cabeça
Longo do Pescoço
Esternocleidomastóideo

Músculos Extensores
Interespinhais
Intertransversais
Transversoespinhais
Eretores da Coluna
Multifído
Quadrado Lombar

Músculos Flexores
Oblíquo Externo do Abdome
Oblíquo Interno do Abdome
Transverso do Abdome
Reto do Abdome

Músculos Respiratórios
Intercostal Interno
Intercostal Externo
Diafragma

Músculos da Cervical
Escalenos
AÇÃO: Flexão lateral dacervical; auxilio na flexão dacervical1,2.
Esplênio da Cabeça
AÇÃO: Extensão da cervical1,2; Flexão lateral da cervical2 e rotação da
cervical para o mesmo lado1,2.
Esplênio do Pescoço
AÇÃO: Extensão da cervical1,2; Flexão lateral da cervical2 e rotação da
cervical para o mesmo lado1,2.
Longo da Cabeça
AÇÃO: Flexão da cervical quando ativam bilateralmente e flexão lateral da
cervical quando ativam unilateralmente1,2.
Longo do Pescoço
AÇÃO: Flexão da cervical quando ativam bilateralmente e flexão lateral da
cervical quando ativam unilateralmente1,2.
Esternocleidomastóideo

AÇÃO: Flexão da cervical(bilateral)1,2; flexão lateral da cervical2 e rotação


da cervical para o lado oposto (unilateral)1,2.

Músculos Extensores
Interespinhais
AÇÃO:
No Tronco: Extensão1,2.
Intertransversais
AÇÃO:
No Tronco: Extensão e Flexão lateral1,2.
Transversoespinhais
AÇÃO:
No Tronco: Extensão e rotação para o lado oposto1,2.
Eretores da Coluna
(Iliocostal cervical, longo do pescoço, longo da cabeça e espinhal do
pescoço)
AÇÃO:
No Tronco: Extensão; Flexão lateral e rotação para o mesmo lado1,2.
Multifidos

AÇÃO:
No Tronco: Extensão1,2; Flexão lateral2 e rotação para o lado
oposto1,2.
Quadrado Lombar

Localização: O “músculo de quatro lados do lombo” é um feixe plano de


fibras, situado em cada lado da coluna vertebral, debaixo do iliocostal.
Origem: A crista ilíaca, o ligamento iliolombar e o processo transverso das
quatro vértebras lombares inferiores.
Inserção: O processo das duas vértebras lombares superiores e a borda
inferior da última costela.
Direção das Fibras: Um feixe plano de fibras orientadas, principalmente, em
direção vertical.
Inervação: Os ramos do décimo segundo nervo torácico e do primeiro nervo
lombar.
Articulação: Do Tronco.
AÇÃO:
No Tronco: Flexão lateral do tronco1,2,3 e em ação bilateral
extensão3.
Na Cintura Pélvica: Elevação do seu lado3.
No Gradil Costal: Depressãoda 12ªcostela1,2,3 e Expiração3.
Músculos Flexores
Oblíquo Externo

Localização: Este músculo cobre a parte anterior e lateral do abdome, desde


o reto abdominal até o grande dorsal.
Origem: Através de inserções denteadas, nas oito costelas inferiores,
alternando-se com as do serrátil anterior e as do grande dorsal.
Inserção: A metade anterior da crista ilíaca, a borda superior da fáscia da
coxa, a crista do púbis e a linha Alba.
Direção das Fibras: Um feixe de fibras paralelas, que se estendem
diagonalmente para o lado e para cima, desde sua origem, formando um V
com as fibras do lado oposto na parte anterior do abdome.
Inervação: Ramos do oitavo até o décimo segundo nervo intercostal e os
nervos ílio-hipogástrico e ilioinguinal.
Articulação: Do Tronco.
AÇÃO:
No Tronco: Flexão, compreessão do abdome(bilateral); flexão
lateral para o mesmo lado e rotação para o lado oposto(unilateral)1,2,3.
No Gradil Costal: Depressão-expiração3.
Na Cintura Pélvica: Báscula posterior3.
Oblíquo Interno

Localização:Situado debaixo do oblíquo externo, com suas fibras quase


perpendiculares às fibras desse músculo.
Origem: A fáscia lombar, os dois terços anteriores da crista ilíaca e a metade
lateral do ligamento inguinal.
Inserção: A oitava, nona e décima cartilagens costais e a linha Alba.
Direção das Fibras: Um feixe de fibras ligeiramente radiadas que, com o
músculo do lado oposto, forma um V invertido na parte anterior do abdome.
Inervação: Ramos do oitavo ao décimo segundo nervo intercostal e os
nervos ílio-hipogástrico e ilioinguinal.
Articulação: Do Tronco.
AÇÃO:
No Tronco: Em ação unilateral, rotação e flexão lateral para o seu
lado; em ação bilateral, flexão1,2,3.
No Gradil Costal: Depressão-expiração3.
Na Cintura Pélvica: Báscula posterior3.
Reto do Abdome

Localização: Um músculo delgado, que se estende verticalmente ao longo da


parte anterior da parede abdominal. Os retos direito e esquerdo estão
separados por um feixe tendinoso, com aproximadamente 2,5cm de largura,
denominado linha Alba.
Origem: A crista do púbis.
Inserção: A quinta, sexta e sétima cartilagens costais.
Direção das Fibras: Fibras paralelas, cruzadas por três interseções
tendinosas. A extremidade inferior do reto passa através de uma fenda do
músculo transverso e se coloca por baixo dele.
Inervação: Os ramos dos nervos intercostais, do sétimo até o décimo
segundo.
Articulação: Do Tronco.
AÇÃO:
No Tronco: Flexão1,2,3 e em ação das suas fibras laterais auxilia na
flexão lateral para o seu lado2,3.
No Gradil Costal: Depressão-expiração3.
Transverso do Abdome

Origem: Terço lateral do ligamento inguinal três quartos anteriores do lábio


interno da crista ilíaca, aponeurose tóraco-lombar e face interna das
cartilagens das seis últimas costelas.
Inserção: Bainha do músculo reto do abdome.
Inervação: Ramos do sétimo ao décimo segundo nervos intercostais, e dos
nervos ílio-hipogástrico e ilioinguinal.
AÇÃO: Encolhimento do abdome, auxiliando no mecanismo da báscula
posterior da pelve1,3.
Músculos Respiratórios
Intercostal Interno
AÇÃO: Depressão das costelas1,2.
Intercostal Externo
AÇÃO: Depressão das costelas1,2.
Diafragma
AÇÃO: Inspiração1,2.

Quadro XI – A relação dos músculos da coluna cervical e suas ações


Quadro XII – A relação dos músculos da coluna torácica e lombar e suas
ações
Referências

01. MOREIRA, D; RUSSO A.F.; Cinesiologia Clínica e Funcional. São


Paulo:
Atheneu, 2005.
02. RASCH-BURKE. Cinesiologia e Anatomia Aplicada. Rio de Janeiro.
Editora Guanabara Koogan, 1977.
03. FERNANDES, A.; MARINHO, A.; VOLGT, L.; LIMA, V. Cinesiologia do
Alongamento. Rio de Janeiro: Ed. Sprint, 2002.
Referências

ACHOUR JUNIOR, A. Exercícios de Alongamento, Anatomia e


Fisiologia. 2ª edição. Barueri, SP: Manole, 2006.

AUGUSTSSON J, THOMEE R, HORNSTEDT P, LINDBLOM J,


KARLSSON J, GRIMBY G. Effect of pre-exhaustion exercise on
lower-extremity muscle activation during a leg press exercise. J.
Strength and Cond. Res. 17(2):411-6, 2003.

BABAULT, N. et al. Activation of human quadriceps femoris during


isometric, concentric, and eccentric contractions. Journal of Applied
Physiology, Bethesda, v. 91, p. 2628-2634, 2001.

C de Almeida Rodrigues, NH de Oliveira Filho; Lato & Sensu Revista


dos Monitores. Vol. 4, Nº 1,
2003.Http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/index.asp?idpag=5

CAMPOS MA. Biomecânica da Musculação. Editora Sprint. RJ.


2000.

CARROLL, T .J.; RIEK, S.; CARLSON, R. G. Neural adaptations to


resistance training: implications for movement control. Sports
Medicine, California, v.31, n.12, p.829-840, 2001.

DANGELO, J.G.; FATTINI, C. A. Anatomia humana básica. 2ed. São


Paulo: Atheneu, 2002.

ESCAMILLA RF. (2001). Knee biomechanics of the dynamic squat


exercise. Med Sci Sports Exerc33, 127-141.

FERNANDES, A.; MARINHO, A.; VOLGT, L.; LIMA, V. Cinesiologia


do
Alongamento. Rio de Janeiro: Ed. Sprint, 2002.

GENTIL, P. Bases Científicas do Treinamento de Hipertrofia. 2º


edição. Rio de Janeiro: Sprint, 2006.

GENTIL, P. Bases Científicas do Treinamento de Hipertrofia.


Editora Sprint, Rio de Janeiro, 2014.

GIBALA MJ, MACDOUGALL JD, TARNOPOLSKY MA,


STAUBER WT, ELORRIAGA A. Changes in human skeletal muscle
ultrastructure and force production after acute resistance
exercise. Journal of Applied Physiology.1995;78:702–708.
.
HENNING CE, LYNCH MA & GLICK KR, JR. (1985) An in vivo
strain gage study of elongation of the anterior cruciate ligament. Am J
Sports Med 13, 22-26.

HULMI JJ, WALKER S, AHTIAINEN JP, NYMAN K, KRAEMER


WJ & HAKKINEN K. (2012). Molecular signaling in muscle is
affected by the specificity of resistance exercise protocol. Scand J Med
Sci Sports 22, 240-248.

KAPANDJI, A.I. Fisiologia Articular, volume 1: membros


superiores.
São Paulo, Ed. Panamericana, 5ª ed, 2000.

KAPANDJI, A.I. Fisiologia Articular, volume 2: membros


inferiores.
São Paulo, Ed. Panamericana, 5ª ed, 2000.

KENDALL, F. P.; McCREARY, E. K.; PROVANCE, P. G. Músculos:


provas e funções, São Paulo, Editora Manole, 1995.

KOMI, P.V., LINNAMO, V., SILVERTOINEN, P., & SILLANPAA,


M. (2000). Force and EMG power spectrum during eccentric and
concentric actions. Medicine and Science in Sports and Exercise,
32(10), 1757-1762.

KONGSGAARD M, KOVANEN V, AAGAARD P, DOESSING S,


HANSEN P, LAURSEN AH, KALDAU NC, KJAER M &
MAGNUSSON SP. (2009). Corticosteroid injections, eccentric decline
squat training and heavy slow resistance training in patellar
tendinopathy. Scand J Med Sci Sports 19, 790-802.

KONGSGAARD M, REITELSEDER S, PEDERSEN TG, HOLM L,


AAGAARD P, KJAER M & MAGNUSSOM SP. (2007). Region
specific patellar tendon hypertrophy in humans following resistance
training. Acta Physiol (Oxf)191, 111-121.

KUBO K, IKEBUKURO T, YATA H, TSUNODA N & KANEHISA


H. (2010). Time course of changes in muscle and tendon properties
during strength training and detraining. J Strength Cond Res 24, 322-
331.

KVIST J & GILLQUIST J. (2001). Sagittal plane knee translation and


electromyographic activity during closed and open kinetic chain
exercises in anterior cruciate ligament-deficient patients and control
subjects. Am J Sports Med 29, 72-82.

LAFFERTY, M; PANELLA, S; A.D.A.M. Interactive Anatomy 3D


Third
Edition, 2000.

LI G, RUDY TW, SAKANE M, KANAMORI A, Ma CB & Woo SL.


(1999). The importance of quadriceps and hamstring muscle loading on
knee kinematics and in-situ forces in the ACL. J Biomech 32, 395-400.

LIMA, C.S.; PINTO R.S.; Cinesiologia e Musculação. Porto Alegre:


Artmed, 2006.

MARTINEAU, L.C. & GARDINEAR, P.F. Insight into skeletal muscle


mechanotranduction: MAPK activation is quantitatively related to
tension, Journal Appl Physiology, v. 91, 963-702, 2001.

MORE RC, KARRAS BT, NEIMAN R, FRITSCHY D, WOO SL &


DANIEL DM. (1993). Hamstrings--an anterior cruciate ligament
protagonist. An in vitro study. Am J Sports Med 21, 231-237.

MOREIRA, D; RUSSO A.F.; Cinesiologia Clínica e Funcional. São


Paulo:
Atheneu, 2005.

NEUMANN, DONALD A. Cinesiologia do aparelho


‘musculoesquelético / Donald A. Neumann - Rio de Janeiro: Elsevier,
2011.

NICKOLS-RICHARDSON, S. M., MILLER, L. E., WOOTTEN, D. F.,


RAMP, W. K. & HERBERT, W. G. (2007). Concentric and eccentric
isokinetic resistance training similarly increases muscular strength, fat-
free soft tissue mass, and specific bone mineral measurements in young
women. Osteoporos Int, 18, 789-796.

NISELL R & EKHOLM J. (1986). Joint load during the parallel squat
in powerlifting and force analysis of in vivo bilateral quadriceps tendon
rupture. Scand J Sports Sci 8, 63-70.

NOSAKA, K.; NEWTON, M.; SACCO, P. Delayed-onset muscle


soreness does not reflect the magnitude of eccentric exercise-induced
muscle damage. Scandinavian Journal of Medicine & Science in
Sports, Copenhagen, v.12, no. 6, p. 337-346, 2002.
RACE A & AMIS AA. (1994). The mechanical properties of the two
bundles of the human posterior cruciate ligament. J Biomech 27, 13-
24.

RASCH-BURKE. Cinesiologia e Anatomia Aplicada. Rio de Janeiro.


Editora Guanabara Koogan, 1977.

RASCH PJ. Cinesiologia e Anatomia Aplicada. 7ª ed. Editora


Guanabara-Koogan. RJ. 1991.

RYSCHON, T. W., FOWLER, M. D., WYSONG, R. E., ANTHONY,


A. and BALABAN, R. S. (1997). Efficiency of human skeletal muscle
in vivo: comparison of isometric, concentric, and eccentric muscle
action. J. Appl. Physiol. 83, 867-874

Sacco, I.C.N; Estudos dos músculos em geral. São Paulo:


http://ccfmup06.googlepages.com/anatomiaTABELADEMUSCULOS.pdf
, 2001.

SMITH, L. et al. Cinesiologia Clínica de Brunnstrom. 5 ed. São


Paulo,
Manole, 1997.

SMITH, R. C., & RUTHERFORD, O. M. (1995). The role of


metabolites in strength training. I. A comparison of eccentric and
concentric contractions. European Journal of Applied Physiology
and Occupational Physiology, 71(4), 332-336. Nickols-Richardson et
al, 2007;

THEIN, M.L. Mobility impairment. In: Therapeutic execise, moving


toward function. 2 ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins,
1999.

TORTORA, G, J; GRABOWSKI, S. R. Corpo humano: fundamentos


de anatomia e fisiologia. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
WILMORE, J. H.; COSTILL, D. L. Physiology of Sport and
Exercise. 2nd. ed. E.U.A.: Human Kinetics, 1999.

YACK HJ, COLLINS CE & WHIELDON TJ. (1993). Comparison of


closed and open kinetic chain exercise in the anterior cruciate ligament-
deficient knee. Am J Sports Med 21, 49-54.

YALAMANCHI N, KLEIN MB, PHAM HM, LONGAKER MT &


CHANG J. (2004). Flexor tendon wound healing in vitro: lactate up-
regulation of TGF-beta expression and functional activity. Plast
reconstr surg 113, 625-632.

Contatos do autor:
Facebook: Eduardo de Macedo Magalhães
Instagram: @eduardomagalhaes2010
Whatsapp: (032) 991152822
E-mail: eduardomagalhaes2010@hotmail.com