Você está na página 1de 2

Escola Municipal Juarez Tapety

Aluno(a): ..............................................................................................................................
Disc.: Língua Portuguesa | Professor: Cristiano Freydnni | 9º ano Ens. Fundamental
Análise da música “Cálice”
CÁLICE - (CALE-SE) Talvez o mundo não seja pequeno
Chico Buarque e Milton Nascimento Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Pai, afasta de mim esse cálice Quero morrer do meu próprio veneno
Pai, afasta de mim esse cálice Quero perder de vez tua cabeça
Pai, afasta de mim esse cálice Minha cabeça perder teu juízo
De vinho tinto de sangue Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice 01 – Levando em consideração o sentido metafórico do
Pai, afasta de mim esse cálice poema, no que tange ao título da canção, podemos inferir que.
De vinho tinto de sangue a) O título remete ao sangue de cristo, uma vez que nas
liturgias cristãs o cálice ofertado simboliza o sangue
Como beber dessa bebida amarga de Jesus.
Tragar a dor, engolir a labuta b) Remete a agonia de Jesus no calvário.
Mesmo calada a boca, resta o peito c) É uma expressão totalmente ambígua, pois não tem
Silêncio na cidade não se escuta nada a ver com o sentimento do calvário.
De que me vale ser filho da santa d) A ambiguidade da palavra “cálice” em relação ao
Melhor seria ser filho da outra imperativo do verbo calar, remete à atuação da
Outra realidade menos morta censura durante o regime.
Tanta mentira, tanta força bruta e) Todas as alternativas estão corretas.

Pai, afasta de mim esse cálice 02 – Em relação ao sentido metafórico do verso: “Pai, afasta
Pai, afasta de mim esse cálice de mim esse cálice”.
Pai, afasta de mim esse cálice a) Sintetiza uma súplica por algo que se deseja ver à
De vinho tinto de sangue distância;
b) Remete a impossibilidade de aceitar aquele quadro
Como é difícil acordar calado social;
Se na calada da noite eu me dano c) O verso denuncia os métodos de torturas e repressão;
Quero lançar um grito desumano d) Significa a imposição de ter que aguentar a dor e
Que é uma maneira de ser escutado aceitá-la como algo banal e corriqueiro;
Esse silêncio todo me atordoa e) O “eu lírico” está admitindo a dificuldade de aceitar
Atordoado eu permaneço atento passivamente as imposições.
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa 03 – “De vinho tinto de sangue” na bíblia, esse conteúdo é o
sangue de Cristo, na música é:
Pai, afasta de mim esse cálice a) O vinho ofertado nas liturgias cristãs.
Pai, afasta de mim esse cálice b) O sangue de Jesus.
Pai, afasta de mim esse cálice c) O sangue derramado pelas vítimas da repressão e
De vinho tinto de sangue torturas.
d) O sangue dos políticos envolvidos nas mortes.
De muito gorda a porca já não anda e) A sena de violência entre os mortos e feridos.
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta 04 – Relacione os versos com seus respectivos sentidos
Essa palavra presa na garganta atribuídos na música de Chico Buarque.
Esse pileque homérico no mundo (A) Como beber dessa bebida amarga.
De que adianta ter boa vontade (B) Tragar a dor.
Mesmo calado o peito, resta a cuca (C) Engolir a labuta.
Dos bêbados do centro da cidade (D) Mesmo calada a boca resta o peito.
(E) Esse silêncio todo me atordoa
Pai, afasta de mim esse cálice (F) Atordoado, eu permaneço atento
Pai, afasta de mim esse cálice (G) Outra realidade menos morta;
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Relacione d) por viver em um regime repressor as decisões eram
(0000) aguentar a dor e aceitá-la como algo banal e corriqueiro. tomadas de forma clandestina;
(0000) mesmo sobre tortura o “Eu lírico” permanece em estado e) todas as alternativas estão corretas.
de alerta como se estivesse esperando um espetáculo
que estaria por vir. 10 – Talvez porque ninguém escutasse as mensagens
(0000) mesmo tendo a liberdade cerceada, resta o desejo lançadas por vias pacíficas e ordeiras, uma das possibilidades,
escondido e inviolável dentro do peito. por conta de tanto desespero, seria partir para o confronto.
(0000) remete à dificuldade de aceitar um quadro social em Essa ideia está implícita nos seguintes versos:
que as pessoas eram subjugadas de forma desumana. a) Esse silêncio todo me atordoa;
(0000) o “Eu lírico” remete anseia por uma realidade na qual b) Essa palavra presa na garganta;
os homens não tivessem sua individualidade e seus c) Silêncio na cidade não se escuta;
direitos anulados. d) Quero lançar um grito desumano, que é uma maneira
(0000) tal verso denuncia os métodos de torturas e repressão, de ser escutado;
utilizados para conseguir o silencio das vítimas, e) Outra realidade menos morta.
fazendo-as perderem os sentidos.
11 – O porco é o símbolo da gula, e está entre os sete pecados
(0000) Aceitar uma condição de trabalho subumana de forma
capitais, retomando a temática da religiosidade o “Eu lírico”
natural e passiva.
afirma: “ De muito gorda a porca já não anda”. Além da
05 – “Silêncio na cidade não se escuta”. A palavra silêncio está simbologia religiosa a frase acima também faz referência a:
implicitamente relacionada à: a) a inoperância dos governantes frente ao regime;
a) censura b) ao sistema ditador, que, de tão corrupto e ineficiente,
b) a falta de pessoas pelas cidades devido ao Estado de já não funcionava;
sítio decretado pelo governo; c) as atitudes cruéis dos ditadores que não tinham
c) as mortes ocorridas durante esse período; piedade de seus desafetos;
d) a ignorância dos ditadores em relação ao cidadão d) as intensas prisões ocorridas;
comum; e) todas as alternativas estão corretas.
e) todas as respostas estão corretas.
12 – “De muito usada a faca já não corta”. A afirmativa acima
06 – Não fugindo à temática da religião, Chico e Gil usam de traz implícita a seguinte conclusão a respeito daquele
metáforas para mostrar suas descrenças naquele regime momento político:
político e rebaixa a figura da “pátria mãe” a condição de puta. a) inoperância e desgaste de uma ferramenta política
O verso que remete a essa afirmativa seria: utilizada à exaustão;
a) De que me vale ser filho da santa; b) apelo que sejam diminuídas as dificuldades;
b) De muito gorda a porca já não anda; c) que o instrumento mais usado para assassinar os
c) Quero inventar meu próprio pecado; “delinquentes” era uma faca;
d) Atordoado, eu permaneço atento; d) o instrumento usado para punir os prisioneiros
e) Melhor seria ser filho da outra. políticos não funcionava como antes.
e) Nenhuma alternativa está correta.
07 – “Silêncio na cidade não se escuta”. A figura destacada na
frase é? 13 – “Como é difícil, pai, abrir a porta”. A porta simboliza.
a) hipérbole a) entrada para o regime de escuridão;
b) antítese b) saída de um regime violento;
c) paradoxo c) um novo tempo;
d) perífrase d) todas as alternativas estão corretas;
e) hipérbato e) as alternativas b e c estão corretas.

08 – O regime militar propagandeava que o país vivia um 14 – “Quero inventar o meu próprio pecado”. Subtende-se que
“milagre econômico” e todos eram obrigados a aceitar essa com esses versos o “eu lírico”.
realidade como uma verdade absoluta. A frase que melhor a) expressa a vontade de libertar-se das imposições;
expressa esta ideia é: b) almeja definir por si só seus erros, sem que os outros
a) Atordoado eu permaneço atento; apontem;
b) Quero lançar um grito desumano; c) defende a criação de suas próprias regras;
c) Essa palavra presa na garganta; d) deseja urgente uma real liberdade;
d) Esse pileque homérico do mundo; e) todas as alternativas estão corretas.
e) Tanta mentira tanta força bruta.
15 – “Quero perder de vez tua cabeça/minha cabeça perder
09 – “Como é difícil acordar calado, se na calada da noite eu teu juízo”. Nos versos acima, encontra-se implícita a(s)
me engano”. Através desta mensagem o “Eu lírico” admite: seguinte(s) mensagem(s).
a) dificuldade de aceitar passivamente as imposições do a) desejo pelo próprio juízo e não o do opressor;
regime; b) quer decapitar a cabeça da ditadura;
b) as torturas e prisões geralmente ocorriam na calada c) deseja libertar-se do juízo imposto pelo regime militar;
da noite; d) almeja ser dono de suas próprias ideias.
c) que tudo era reprimido; e) todas as alternativas estão corretas.