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FACULDADE DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

BEATRIZ LAGO SANTOS BARBOSA


MATHEUS BARROSO SILVA ALBUQUERQUE

GERENCIAMENTO DAS CONSTRUÇÕES – PROJETO ESCOLA

SALVADOR-BA

2018
BEATRIZ LAGO
MATHEUS ALBUQUERQUE

GERENCIAMENTO DAS CONSTRUÇÕES – PROJETO ESCOLA

Trabalho apresentado ao
Curso de Engenharia Civil
da Faculdade de Ciências e
Tecnologia – ÁREA1, como
material da I unidade, da
disciplina Gerenciamento
das Construções,
ministrada pelo Professor
Sérgio Quixadá.

SALVADOR-BA

2018
Sumário
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 1
2. CANTEIRO DE OBRAS ....................................................................................................... 1
2.1. INSTALAÇÃO SANITÁRIA................................................................................................... 2
2.2. ALOJAMENTOS ................................................................................................................. 3
2.3. REFEITÓRIO ...................................................................................................................... 2
2.4. DEPÓSITO E ALMOXARIFADO........................................................................................... 3
3. LANÇAMENTO DA ESTRUTURA DO EMPREENDIMENTO ............................................... 4
3.1. LANÇAMENTO DAS VIGAS ................................................................................................ 5
3.2. LANÇAMENTO DOS PILARES ............................................................................................ 6
4. FUNDAÇÕES ..................................................................................................................... 1
4.1. DETERMINAÇÃO DA CARGA NO PILAR............................................................................. 2
4.2. SAPATAS ........................................................................................................................... 3
5. QUANTITATIVOS DE MATERIAIS ..................................................................................... 1
6. TÉCNICAS CONSTRUTIVAS ............................................................................................... 1
6.1. FUNDAÇÕES ..................................................................................................................... 2
6.2. ESTRUTURAS .................................................................................................................... 3
6.3. ALVENARIA ....................................................................................................................... 2
6.3.1. EXECUÇÃO DA ALVENARIA ..................................................................................... 2
6.4. COBERTURA...................................................................................................................... 3
6.5. MARCENARIA ................................................................................................................... 2
6.5.1. PORTAS ................................................................................................................... 2
6.5.2. RODAPÉS ................................................................................................................ 2
6.6. ESQUADRIAS..................................................................................................................... 3
6.6.1. PORTAS ................................................................................................................... 2
6.6.2. JANELAS .................................................................................................................. 2
6.7. REVESTIMENTO DAS PAREDES ......................................................................................... 2
6.7.1. ARGAMASSAS ......................................................................................................... 2
6.7.2. AZULEJOS................................................................................................................ 2
6.7.3. PASTILHAS .............................................................................................................. 2
6.8. REVESTIMENTO DOS PISOS .............................................................................................. 2
6.9. PINTURA ........................................................................................................................... 2
7. IMPERMEABILIZAÇÃO ..................................................................................................... 1
7.1. PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO ................................................................................. 3
7.2. ÁREAS A SERES IMPERMEABILIZADAS.............................................................................. 2
7.2.1. ALICERCES............................................................................................................... 2
7.2.2. IMPERMEABILIZAÇÃO NAS ALVENARIAS SUJEITAS A UMIDADE DO SOLO ............ 2
7.2.3. PAREDES ................................................................................................................. 2
7.2.2. TELHADO ................................................................................................................ 2
8. CRONOGRAMAS FÍSICOS E DE MÃO DE OBRA ............................................................... 1
9. CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................................. 1
10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................................... 1
1. INTRODUÇÃO

O planejamento atua na construção civil como uma importante ferramenta no


gerenciamento de empresas para coordenar, orientar e controlar as atividades
decorrentes de uma obra. O planejamento da obra permite que o gestor adquira um
elevado grau de conhecimento do empreendimento, sendo assim mais eficiente na
condução de seus trabalhos (MATTOS, 2010).

O Projeto Arquitetônico é o ponto de partida para toda obra. É essencial para o


desenvolvimento de uma construção bem planejada e que se relacione com o entorno.
Com base no projeto é muito mais fácil prever problemas e custos de materiais e de
mão de obra, além de ser possível a realização dos projetos complementares. Todas as
atividades propostas foram desenvolvidas com base no projeto a seguir:

Planta Baixa - Térreo


Planta Baixa – Pavimento Superior

Planta Baixa - Cobertura


Corte AA

Corte BB

Fachada Nordeste
Fachada Noroeste

Fachada Sudeste
Fachada Sudoeste

Planta de situação
2. CANTEIRO DE OBRAS

A Norma Regulamentadora nº18 estabelece que para as edificações provisórias, no


caso, as instalações destinadas ao apoio às obras de construção. Estas devem ser
executadas com materiais de baixo custo, mas sem comprometer os objetivos e as
especificações da NR 18. Para essa obra foi feita a locação de Containers para atender
a todo o previsto na Norma. Foi optado para essa obra a locação de sete Containers
com a empresa LOCARES Locação de Containers.

2.1. INSTALAÇÃO SANITÁRIA

As instalações sanitárias são as mais simples possíveis, respeitando as condições


mínimas de higiene, bem como as instalações elétricas. Segundo a norma tem que ser
constituída de: Um conjunto composto de lavatório, vaso sanitário e mictório, para cada
grupo de 20 (vinte) trabalhadores ou fração e um chuveiro, para cada grupo de 10 (dez)
trabalhadores ou fração. A fim de estimar a área necessária para as instalações
sanitárias, devem ser considerados:

 Número máximo de trabalhadores na obra;


 Para cada vaso sanitário: 1,00m²;
 Para cada chuveiro: 0,80m²;
 Para lavatório, espaçamento: 0,60m²;
 Para mictório, espaçamento: 0,60m².

Foi feita a locação de um Container Banheiro com dimensões de 6.00m comprimento X


2,30m largura X 2.57m altura, porta de acesso, pontos de iluminação plafonier E27
Taschibra, venezianas, abertura para entrada de ar no fundo, piso em compensado
naval com revestimento em manta asfáltica, chuveiros elétricos, vasos sanitários com
tampa e descarga, lavatórios em PVC, mictório em aço inox de 1,20, porta sabão liquido,
porta toalhas de papel, instalação elétrica monofásica/bifásica c/ terminal de
aterramento e hidráulica, sendo a saída de esgoto de 100mm sob o assoalho na lateral,
uma entrada de 1/2 sob o teto no frontal de 2.44 m, e instalação elétrica bifásica até a
saída do container.
Planta baixa da Instalação Sanitária.
2.2. ALOJAMENTOS

Será locado três Containers de Dormitório, com duas camas do tipo beliche e uma cama
normal, com dimensões 6m comprimento X 2,44m largura X 3,00m altura, possuirá: uma
porta de acesso, janelas de vidro com esquadrias de alumínio de correr, pontos de
iluminação plafonier E27 Taschibra, abertura para ar condicionado com suporte
externo, tomadas elétricas 2P+T, tomada para ar condicionado 220 volts, piso em
compensado naval pintado. Isolamento termo-acustico Lan de Rocha D 32 (teto) +
isopor de 20 mm (laterais) e acabamento em PVC branco. Instalações dados + voz +
elétricas até a saída do container. Os alojamentos tem cinco armários duplos individuais
com as seguintes dimensões: 0,80m de altura por 0,50m de largura e 0,40m de
profundidade com divisão no sentido vertical, de forma que os compartimentos, com
largura de 0,25m (vinte e cinco centímetros), estabeleçam rigorosamente o isolamento
das roupas de uso comum e de trabalho.
Planta baixa do Dormitório.

2.3. REFEITÓRIO

Com espaço amplo e arejado, a estrutura tem capacidade para acomodar 36 pessoas,
possuindo 6m comprimento X 2,44m largura X 2,57m altura, um espaço móvel para os
funcionários ou colaboradores fazerem suas refeições tranquilamente. E ainda tem
um local exclusivo para o aquecimento de refeições, dotado de equipamento adequado
e seguro para o aquecimento e bebedouro de jato inclinado.

Imagem do Refeitório, cedida pela empresa LOCARES Locação de Containers.

2.4. DEPOSITO E ALMOXARIFADO

O Container Depósito é um espaço para armazenamento eficiente e altamente robusto,


suas medidas 6.05m comprimento X 2,44m largura X 2.57m altura, além de ter duas
portas de acesso do próprio container, a estrutura possui piso em compensado naval
pintado para maior garantia da integridade do material, pontos de iluminação Plafonier
E27 Taschibra, 02 tomadas elétricas 2P+T, e instalação elétrica bifásica até a saída do
container. Irá servir para guardar o material de construção do canteiro de obras,
depositar máquinas e também para gerenciar com maior facilidade e segurança.
Imagem do Deposito, cedida pela empresa LOCARES Locação de Containers.

O Container Almoxarifado é um ambiente provisório e propício para a armazenagem e


a distribuição de materiais, pois torna essas tarefas mais fáceis e ágeis. Contém duas
portas de acesso do próprio container, meia porta retrátil com bancada, dois pontos de
iluminação Plafonier E27 Taschibra, duas tomadas elétricas 2P+T, piso em compensado
naval pintado, abertura lateral para circulação de ar natural, três níveis de prateleira em
cada lateral do tamanho da extensão do container e instalação elétrica bifásica até a
saída do container. Irá servir para: armazenamento de forma sólida e segura e
estocagem. Possui 6.05m comprimento X 2,44m largura X 2.57m altura, e prateleiras
com 0,45 de largura.

Imagem do Almoxarifado, cedida pela empresa LOCARES Locação de Containers.

3. LANÇAMENTO DA ESTRUTURA DO EMPREENDIMENTO

A concepção estrutural, ou simplesmente estruturação, também chamada de


lançamento da estrutura, consiste em escolher um sistema estrutural que constitua a
parte resistente do edifício. Entende-se como lançamento estrutural a determinação da
disposição dos elementos estruturais, com o objetivo de atender as necessidades da
edificação do ponto de vista da segurança, economia, conciliando ambos com o projeto
arquitetônico, onde se observa à estética e funcionalidade. A solução estrutural adotada
no projeto deve atender aos requisitos de qualidade estabelecidos nas normas técnicas,
relativos à capacidade resistente, ao desempenho em serviço e à durabilidade da
estrutura.
A base para a elaboração do projeto estrutural é o projeto arquitetônico. A partir deste
determina-se a posição dos pilares, vigas e lajes. O ideal é evitar ao máximo qualquer
incompatibilidade com a arquitetura. No caso dos pilares, o seu posicionamento não
pode atravessar nenhuma esquadria ao longo do seu lance, e suas dimensões não
devem ser tais que fiquem aparentes. Se não for possível esconder totalmente algum
pilar dentro da alvenaria, o ideal é que este pilar esteja posicionado em um ambiente
que não seja um quarto ou sala de estar, e sim em despensas, áreas de serviço,
banheiros ou atrás de portas.
Em pavimentos destinados à garagem, o posicionamento dos pilares não deve interferir
com vagas de garagem, e se for o caso, deve-se dimensionar uma viga de transição,
situação que deve ser evitada ao máximo. As vigas sempre que possível devem ser
posicionadas onde há parede, de modo que não fiquem aparentes. Em locais como
corredores pode ser admitida que parte de uma viga fique aparente, porém o ideal é
evitar essa situação. A altura da viga não deve ser demasiada a ponto de interferir com
portas e janelas. Em pavimentos de garagem essas recomendações podem ser
ignoradas, já que a parte estética não é muito importante nesse caso, a não ser que
seja uma exigência do cliente
Além das necessidades do projeto arquitetônico, também é necessário lançar os
elementos estruturais de modo a obter uma estrutura segura e econômica. Recomenda-
se que os pilares consecutivos que recebem carga de uma mesma viga não fiquem
muito afastados, de modo a não exigir uma altura demasiada das vigas, que como já
dito, evita interferências com a arquitetura. Isso permite que as vigas tenham rigidez
suficiente para resistir aos esforços e não ter uma deformação excessiva. Limitando o
vão livre das vigas, também se reduz o vão efetivo de lajes, permitindo espessuras
menores e, portanto, reduzindo o consumo de concreto.
Também é necessário avaliar a posição dos pilares com relação aos esforços
horizontais. A direção da maior rigidez dos pilares, sempre que possível, deve ficar de
modo favorável a aumentar a rigidez da estrutura como um todo para resistir a esses
esforços horizontais, como por exemplo, forças devidas ao vento.
As larguras das vigas são adotadas para atender condições de arquitetura ou
construtivas. Sempre que possível, devem estar embutidas na alvenaria e permitir a
passagem de tubulações. O cobrimento mínimo das faces das vigas em relação às das
paredes acabadas variam de 1,5cm a 2,5cm, em geral. Costuma-se adotar para as vigas
no máximo três pares de dimensões diferentes para as seções transversais. O ideal é
que todas elas tenham a mesma altura, para simplificar o cimbramento. Em edifícios
residenciais, é conveniente que as alturas das vigas não ultrapassem 60cm, para não
interferir nos vãos de portas e de janelas.
Em relação às lajes maciças, a determinação sua espessura não deve somente ser o
suficiente para resistir aos esforços no estado-limite último e de serviço, mas também
devem levar em consideração o conforto do usuário. Espessuras muito baixas de laje
não permitem o devido isolamento térmico e acústico, e a NBR 15575 exige que a
edificação possua características que garantam o conforto do usuário.

3.1. LANÇAMENTO DAS VIGAS

Para se realizar o lançamento das vigas as recomendações foram seguidas as riscas.


As vigas foram colocadas preferencialmente onde existem paredes e as dimensões de
vão mínimo (2,5m) e vão máximo (6,5m) também foram respeitadas. Primeiramente
foram lançadas as vigas sobres as paredes externas, conforme indicado, em vermelho,
na planta baixa, a seguir.

Planta Baixa – Térreo


Planta Baixa – Pavimento superior

Logo após, foram lançadas as vigas de apoio das paredes, conforme indicado, em azul
claro, na planta baixa, a seguir:

Planta Baixa – Térreo


Planta Baixa – Pavimento superior

3.2. LANÇAMENTO DOS PILARES

O lançamento foi iniciado pelos cantos, alinhados. Foi verificado a interferência dos
pilares do térreo com os do primeiro pavimento. Pilares devem coincidir com paredes,
pilares não devem aparecer nos compartimentos ou atravessando portas e janelas.
Foram locados principalmente nos cruzamentos das vigas e nos cantos das edificações,
foram evitados pilares nas divisas. Procuramos manter os pilares alinhados. E o
espaçamento entre pilares varia de 2,5 a 6m, conforme indicado, em azul, na planta
baixa, a seguir.

Planta Baixa – Térreo


Planta Baixa – Pavimento superior

4. FUNDAÇÕES

O lençol freático está em época de chuvas máximas anuais em -5,10m e o subsolo com
camadas com boa resistência. Portanto, uma fundação superficial, especialmente uma
sapata, consegue atender as condições do projeto.
A fundação superficial, também chamada fundação rasa ou direta, é definida no item
3.1 da NBR 6122 como o “elemento de fundação em que a carga é transmitida ao
terreno pelas tensões distribuídas sob a base da fundação, e a profundidade de
assentamento em relação ao terreno adjacente à fundação é inferior a duas vezes a
menor dimensão da fundação.” O elemento de fundação superficial mais comum é a
sapata, que pela área de contato base-solo transmite as cargas verticais e demais ações
para o solo, diretamente, conforme ilustrado na figura abaixo, onde B é a menor
dimensão em planta.

Sapata de fundação e a condição geométrica


para a fundação superficial.

A sapata é definida na NBR 6122 (item 3.2) como o “elemento de fundação


superficial, de concreto armado, dimensionado de modo que as tensões de tração nele
resultantes sejam resistidas pelo emprego de armadura especialmente disposta para
esse fim.” Na NBR 6118 (item 22.6.1), sapata é definida como as “estruturas de
volume usadas para transmitir ao terreno as cargas de fundação, no caso de fundação
direta.” Na superfície correspondente à base da sapata atua a máxima tensão de
tração, que supera a resistência do concreto à tração, de modo que se torna
necessário dispor uma armadura resistente.
Dentre todos os elementos de fundação superficial, a sapata é o mais comum, e devido
à grande variabilidade existente na configuração e forma dos elementos estruturais que
nela se apoiam, existem diversos tipos de sapatas, como isolada, corrida, associada, de
divisa, com viga de equilíbrio, etc.
A sapata isolada é a mais comum nas edificações, sendo aquela que transmite ao solo
as ações de um único pilar. As formas que a sapata isolada pode ter, em planta, são
muito variadas, mas a retangular é a mais comum, devido aos pilares retangulares.

Representação de Sapata Isolada.

Um limite para a sapata retangular é que a dimensão maior da base não supere cinco
vezes a largura (A ≤ 5B). Quando A > 5B, é chamada sapata corrida.
Conforme a NBR 6122, sapata corrida é aquela “sujeita à ação de uma carga distribuída
linearmente ou de pilares ao longo de um mesmo alinhamento.” As sapatas corridas são
comuns em construções de pequeno porte, como casas e edificações de baixa altura,
galpões, muros de divisa e de arrimo, em paredes de reservatórios e piscinas, etc.
Constituem uma solução economicamente muito viável quando o solo apresenta a
necessária capacidade de suporte em baixa profundidade.
Sapata corrida para apoio de parede.

Sapata corrida para apoio de pilares alinhados.

Conforme a NBR 6122 (3.5), sapata associada é aquela “comum a mais de um pilar”.
Também é chamada sapata combinada ou conjunta. Geralmente ocorre quando, devido
à proximidade entre os pilares, não é possível projetar uma sapata isolada para cada
pilar. Neste caso, uma única sapata pode ser projetada como a fundação para dois ou
mais pilares. A sapata associada pode ser projetada com ou sem uma viga de rigidez,
como indicada nas figuras, a seguir.

Sapata associada sem viga de rigidez.

Segundo a NBR 6122 (3.3.6), viga alavanca ou de viga de equilíbrio é o “elemento


estrutural que recebe as cargas de um ou dois pilares (ou pontos de carga) e é
dimensionado de modo a transmiti-las centradas às fundações. Da utilização de viga de
equilíbrio resultam cargas nas fundações diferentes das cargas dos pilares nelas
atuantes.” A viga alavanca é de aplicação comum no caso de pilar posicionado na divisa
de terreno, onde ocorre uma excentricidade (e) entre o ponto de aplicação de carga do
pilar (N) e o centro geométrico da sapata. O momento fletor resultante da excentricidade
é equilibrado e resistido pela viga alavanca, que na outra extremidade é geralmente
vinculada a um pilar interno da edificação, ou no caso de ausência deste, vinculada a
um elemento que fixe a extremidade da viga no solo.

Pilar de divisa sobre sapata combinada com viga alavanca (VA).

4.1. DETERMINAÇÃO DA CARGA NO PILAR

Para o dimensionamento das fundações é preciso saber a carga nos pilares no


pavimento térreo. Para isso foi necessário utilizar o método das áreas de Influência, que
consiste em dividir o pavimento em áreas que serão apoiadas pelos pilares. Esse
método tem a intenção de, apenas, dar uma ideia da carga nos pilares, ou da sua ordem
de grandeza, para que possa ser feita uma estimativa das suas dimensões e das cargas
nas fundações

Nesse método é preciso fazer a definição das áreas de influência (Ai), traçar mediatrizes
dos segmentos que unem os pilares e necessário conhecer (ter ideia) da carga vertical
por unidade de área. Uma vez determinadas as áreas, essas são multiplicadas pelas
cargas médias de pré-dimensionamento, fornecendo, então, as cargas nos pilares.
A cada pilar está associada uma área de influência (Ai).

Para as edificações usuais, costuma-se utilizar as seguintes cargas médias:


 Carga média do pavimento tipo (PT) → Ppt = 10 a 15 kN/m2
 Carga média da cobertura (cob.) → Pcob = 0,75 * Ppt
 Carga média de garagem (gar.) → Pgar = 1,50 * Ppt

Com base nessas informações, foi determinado, primeiramente, a área de influência de


cada pilar, conforme imagem, a seguir:

Cálculo da área de influência nos pilares.


Para determinação da carga vertical dos pilares, como citado anteriormente,
utilizaremos o valor de 10 kN/m² de laje. A tabelas a seguir apresenta os valores
encontrados de carga vertical dos pilares.

Pilar Carga nos pilares – Nd (KN)


P1 6,95M² x 2 (Pavimentos) x 10kN/m² + 1(Cobertura) x (0,75 x 10) (Carregamento da
Cobertura) x 6,95M² = 191,13KN
P2 6,95m² x 2 (Pavimentos) x 10kN/m² + 1(Cobertura) x (0,75 x 10) (Carregamento da
Cobertura) x 6,95m² = 191,13KN
P3 3,55M² x 2 (Pavimentos) x 10kN/m² + 1(Cobertura) x (0,75 x 10) (Carregamento da
Cobertura) x 3,55m²= 97,63KN
P4 3,55M² x 2 (Pavimentos) x 10kN/m² + 1(Cobertura) x (0,75 x 10) (Carregamento da
Cobertura) x 3,55m²= 97,63KN
P5 2,96M² x 2 (Pavimentos) x 10kN/m² + 1(Cobertura) x (0,75 x 10) (Carregamento da
Cobertura) x 2,96M²= 85.83KN
P6 5,7M² x 2 (Pavimentos) x 10kN/m² + 1(Cobertura) x (0,75 x 10) (Carregamento da
Cobertura) x5,7M² = 156,75KN
P7 5,7M² x 2 (Pavimentos) x 10kN/m² + 1(Cobertura) x (0,75 x 10) (Carregamento da
Cobertura) x5,7M² = 156,75KN
P8 6,24M² x 1(Pavimento) x 10kN/m² + 1(Cobertura) x (0,75 x 10) (Carregamento da
Cobertura) x6,24M²= 109,2KN
P9 6,24M² x 1(Pavimento) x 10kN/m² + 1(Cobertura) x (0,75 x 10) (Carregamento da
Cobertura) x 6,24M²= 109,2KN
P10 3,72M² x 1(Pavimento) x 10kN/m² + 1(Cobertura) x (0,75 x 10) (Carregamento da
Cobertura) x 3,72M² = 65,1KN
P11 3,72M² x 1(Pavimento) x 10kN/m² + 1(Cobertura) x (0,75 x 10) (Carregamento da
Cobertura) x 3,72M² = 65,1KN
P12 6,01M² x 2 (Pavimentos) x 10kN/m² + 1(Cobertura) x (0,75 x 10) (Carregamento da
Cobertura) x 6,01M²= 165,08KN
P13 6,01M² x 2 (Pavimentos) x 10kN/m² + 1(Cobertura) x (0,75 x 10) (Carregamento da
Cobertura) x 6,01M²= 165,08KN
P14 5,67M² x 2 (Pavimentos) x 10kN/m² + 1(Cobertura) x (0,75 x 10) (Carregamento da
Cobertura) x 5,76M²= 156,6KN
P15 5,67M² x 2 (Pavimentos) x 10kN/m² + 1(Cobertura) x (0,75 x 10) (Carregamento da
Cobertura) x 5,76M²= 156,6KN
Também serão aplicados no cálculo os coeficientes de segurança de majoração da
carga (γf) e (γn), este último que é determinado pela menor dimensão do pilar, como
adotaremos menor dimensão do pilar fixada em 20 cm, o coeficiente γn= 1,0, não
interferindo na carga máxima dos pilares.

Pilar Carga Majorada (KN)


P1 191,13KN x 1 x 1,5 = 286,70KN
P2 191,13KN x 1 x 1,5 = 286,70KN
P3 97,63KN x 1 x 1,5 = 146,45KN
P4 97,63KN x 1 x 1,5 = 146,45KN
P5 85.83KN x 1 x 1,5 = 128,74KN
P6 156,75KN x 1 x 1,5 = 235,13KN
P7 156,75KN x 1 x 1,5 = 235,13KN
P8 109,2KN x 1 x 1,5 = 163,8KN
P9 109,2KN x 1 x 1,5 = 163,8KN
P10 65,1KN x 1 x 1,5 = 97,65KN
P11 65,1KN x 1 x 1,5 = 97,65KN
P12 165,08 x 1 x 1,5 = 247,62KN
P13 165,08 x 1 x 1,5 = 247,62KN
P14 156,6KN x 1 x 1,5 = 234,9KN
P15 156,6KN x 1 x 1,5 = 234,9KN

A aplicação da carga vertical nos pilares está diretamente relacionada com a área de
seção transversal de cada pilar, onde os fatores de majoração a serem utilizados podem
sofrer pequenas alterações. Desta forma, notamos que a aplicação da carga vertical
pela área de influência das lajes é fator fundamental para realizar o pré-
dimensionamento das seções do pilares, e que pode ser utilizado pelos profissionais
como auxílio em seus projetos.

A NBR 6118 (item 13.2.3) impõe que “A seção transversal de pilares e pilares-parede
maciços, qualquer que seja a sua forma, não pode apresentar dimensão menor que 19
cm. Pode-se reduzir uma dos lados até 14 cm, desde que a área mínima seja 360 cm2.

De posse da carga no pilar (Nk) e da resistência do concreto à compressão (σc), pode-


se fazer o pré-dimensionamento da seção de concreto do pilar.

• A área de concreto do pilar será de:


A pilar = Nk / σc

• Admitindo a taxa de armadura de 3%, tem-se que:


σc = fck / β

Em que:
• β = 1,4 para pilares solicitados praticamente à compressão simples;
• β = 1,5 para pilares submetidos à flexo-compressão normal;
• β = 1,6 para pilares submetidos à flexo-compressão oblíqua.

Para o dimensionamento foi adotado fck=30 MPa e β = 1,5.

Pilar Carga σc = fck / β A pilar = Nk / σc Seção


(Nk) Adotada
P1 286,70KN 2KN/cm² 143,35cm² 20x20 cm
P2 286,70KN 2KN/cm² 143,35cm² 20x20 cm
P3 146,45KN 2KN/cm² 73,23cm² 15x25 cm
P4 146,45KN 2KN/cm² 73,23cm² 15x25 cm
P5 128,74KN 2KN/cm² 64,37cm² 15x25 cm
P6 235,13KN 2KN/cm² 117,57cm² 19x19 cm
P7 235,13KN 2KN/cm² 117,57cm² 19x19 cm
P8 163,8KN 2KN/cm² 81,9cm² 15x25 cm
P9 163,8KN 2KN/cm² 81,9cm² 15x25 cm
P10 97,65KN 2KN/cm² 48,83cm² 15x25 cm
P11 97,65KN 2KN/cm² 48,83cm² 15x25 cm
P12 247,62KN 2KN/cm² 123,81cm² 15x25 cm
P13 247,62KN 2KN/cm² 123,81cm² 15x25 cm
P14 234,9KN 2KN/cm² 117,45cm² 19x19 cm
P15 234,9KN 2KN/cm² 117,45cm² 19x19 cm

4.2. SAPATAS

4.2.1 SAPATAS CONTINUAS

Para o dimensionamento das sapatas continuas foram utilizadas as seguintes


relações:
Relação entre largura e altura da sapata.

Para dimensionamento da sapata, adotamos inicialmente uma altura (50 cm) para
calcular seu peso próprio e fazer depois a verificação da altura adotada. A taxa solo
utilizada foi de 0,35MPA.

Indicação da largura da sapata (valor de x).


Sapata P1 (Carga P2 (Peso próprio da x
no Pilar) sapata)
S1 286,70KN P2 = x.0,50.286,70 r.x = P1+P2
= 143,35x 350.x = 143,35x + 286,70
X = 1,38m
S2 286,70KN P2 = x.0,50.286,70 r.x = P1+P2
= 143,35x 350.x = 143,35x + 286,70
X = 1,38m
S3 146,45KN P2 = x.0,50.146,45 r.x = P1+P2
= 73,23x 350.x = 73,23x + 146,45
X = 0,63m
S4 146,45KN P2 = x.0,50.146,45 r.x = P1+P2
= 73,23x 350.x = 73,23x + 146,45
X = 0,63m
S5 128,74KN P2 = x.0,50.128,74 r.x = P1+P2
= 64,37x 350.x = 64,37x + 128,74X
X = 0,60m
S6 235,13KN P2 = x.0,50.235,13 r.x = P1+P2
= 117,57x 350.x = 117,57x + 235,13
X = 1,01m
S7 235,13KN P2 = x.0,50.235,13 r.x = P1+P2
= 117,57x 350.x = 117,57x + 235,13
X = 1,01m
S8 163,8KN P2 = x.0,50. 163,8 = r.x = P1+P2
81,9x 350.x = 81,9x + 163,8
X = 0,61m
S9 163,8KN P2 = x.0,50. 163,8 = r.x = P1+P2
81,9x 350.x = 81,9x + 163,8
X = 0,61m
S10 97,65KN P2 = x.0,50. 97,65 = r.x = P1+P2
48,83x 350.x = 48,83x + 97,65
X = 0,60m
S13 247,62KN P2 = x.0,50. 247,62 r.x = P1+P2
= 123,81x 350.x = 123,81x + 247,62
X = 1,10m

Logo após da determinação do x, foi determinado o h, levando em conta a normatização


de h = 30% do maior lado da sapata e mínimo de 10 cm.
Sapata Seção do pilar X adotado Verificação da altura
S1 20x20 cm 1,40m h = 0,50 x (1,48-0,20)
h = 0,65 m
S2 20x20 cm 1,40m h = 0,50 x (1,48-0,20)
h = 0,65 m
S3 15x25 cm 0,65m h = 0,50 x (0,65-0,15)
h = 0,25m
S4 15x25 cm 0,65m h = 0,50 x (0,65-0,15)
h = 0,25m
S5 15x25 cm 0,60m h = 0,50 x (0,60-0,15)
h = 0,225m
S6 19x19 cm 1,05m h = 0,50 x (1,05-0,19)
h = 0,45m
S7 19x19 cm 1,05m h = 0,50 x (1,05-0,19)
h = 0,45m
S8 15x25 cm 0,65m h = 0,50 x (0,65-0,15)
h = 0,25m
S9 15x25 cm 0,65m h = 0,50 x (0,65-0,15)
h = 0,25m
S10 15x25 cm 0,60m h = 0,50 x (0,6-0,15)
h = 0,225m
S13 15x25 cm 1,10m h = 0,50 x (1,1-0,15)
h = 0,50m

Área da Sapata = Carga no pilar / Tensão no Solo.


Portanto: X.B = Carga no pilar / Tensão no Solo.
Dessa forma é possível determinar a dimensão restante.

Sapata P1 (Carga no X adotado B Sapata


Pilar)
S1 286,70KN 1,40m 1,4.B = 286,70/350 (1,4 x 0,6)
B = 0,60m m

S2 286,70KN 1,40m 1,4.B = 286,70/350 (1,4 x 0,6)


B = 0,60m m

S3 146,45KN 0,65 0,65.B = 146,45/350 Sapata


B = 0,65m (0,65x0,65)
m
S4 146,45KN 0,65 0,65.B = 146,45/350 Sapata
B = 0,65m (0,65x0,65)
m
S5 128,74KN 0,60m 0,60.B = 128,74/350 Sapata
B = 0,65m (0,60x0,65)
m

S6 235,13KN 1,05m 1,05 B = 235,13/350 Sapata


B = 0,65m (1,05x0,65)
m
S7 235,13KN 1,05m 1,05 B = 235,13/350 Sapata
B = 0,65m (1,05x0,65)
m
S8 163,8KN 0,65m 0,65 B = 163,8/350 Sapata
B = 0,75m (0,65x0,75)
m
S9 163,8KN 0,65m 0,65 B = 163,8/350 Sapata
B = 0,75m (0,65x0,75)
m
S10 97,65KN 0,60m 0,6 B = 97,65/350 Sapata
B = 0,60m (1x0,60) m
S13 247,62KN 1,10m 1,10 B = 247,62/350 Sapata
B = 0,65m (1x0,65) m

Com as dimensões determinadas é possível representar cada uma das sapatas:

Sapata 1 Sapata 2
Sapata 3 Sapata 4

Sapata 5

Sapata 6 Sapata 7
Sapata 8 Sapata 9

Sapata 10

Sapata 13

4.2.2 SAPATAS ASSOCIAS

Quando se tem dois ou mais pilares centrais em que devido a sua proximidade,
torna-se impossibilitado o dimensionamento isoladamente pois as bases se sobrepõem
uma à outra, a solução é projetar uma única sapata, sustentando os pilares.
Nesse caso, denomina-se sapata associada.
 Impossível !

P1 P2

sapata isolada sobreposição sapata isolada


1 (não cabe) 2

errado

 Solução:

P1 P2

viga de rigidez

vista em perfil correto


P1

Z
IDE
P1 IG
ER
AD
VIG
TA
APA
S

PERSPECTIVA

Para o dimensionamento, primeiramente foi determinado a área das sapatas.


Área da Sapata = Carga no pilar / Tensão no Solo.
Área da Sapata = (Carga P1 + Carga P2) / Tensão no Solo.

1,10.R
S

 o coeficiente 1,10 é o fator majorativo de 10%¨de acréscimo para considerar o


peso da sapata e da viga.

Pilares Seção do Carga No Área da


pilar pilar Sapata (S)
P11 15x25 cm 97,65KN 10,85m²
P12 15x25 cm 247,62KN

A = 2b
A.B = 10,85
2b² = 10,85
B =2,35m
A = 4,65m

Pilares Seção do Carga No Área da


pilar pilar Sapata (S)
P14 19x19 cm 234,9KN 14,75m²
P15 19x19 cm 234,9KN
A = 2b
A.B =14,75
2b² = 14,75
B =2,75m
A = 5,40m

Com as dimensões determinadas é possível representar as sapatas.

Sapata Associada Pilar 11 e Pilar 12

Sapata Associada Pilar 14 e Pilar 15

5. QUANTITATIVO DE MATERIAIS

6. TÉCNICAS CONSTRUTIVAS

Uma técnica construtiva, estudada por arquitetos e engenheiros civis, trata-se de um


conceito praticado em obras, que determina de que modo tal tarefa será executada.

6.1. SAPATAS

Em relação as fundações, as sapatas serão realizadas conforme processo executivo


demonstrado a seguir:
Execução de sapata isolada – Fonte: http://buildin.com
Execução de sapata isolada (vista superior). Fonte: http://buildin.com

6.2. ESTRUTURAS

Todas as estruturas serão executadas de acordo com as seguintes Normas da ABNT


para projeto e execução de estruturas de concreto armado:

 NBR 6118/2007: "Projeto de estruturas de concreto - Procedimento”.


 NBR 12654/1992: "Concreto - Controle tecnológico de materiais e componentes
do concreto -Procedimento".
 NBR 12655/2006: "Concreto – Preparo, controle e recebimento - Procedimento".

Serviços:
 Formas e escoramento - confecção e montagem;
 Redes embutidas (água, esgoto, en. elétrica, telefone, etc) - instalação;
 Armadura - corte, dobra, montagem e colocação;
 Concreto - preparo, aplicação, cura, controle tecnológico;
 Retirada e limpeza das formas;
 Conserto de falhas e chapisco da estrutura.

Os projetos de instalações elétricas, hidráulicas, telefônicas, de interfone, de antenas e


Internet não foram considerados nesse trabalho, contudo é preciso posicionar e prever
a passagem de tubulação, pontos de luz e caixas de passagem por vigas, lajes,
escadas, etc., antes da concretagem. No caso de estruturas de concreto armado e laje
maciça, fazer perfurações nas formas antes da concretagem para passagem da
tubulação.

Em relação as armaduras, segue o processo executivo:


 Retificação ou alinhamento - consiste em tornar as barras retas, antes do corte;
 Corte - feito de acordo com as plantas de projeto estrutural, com o auxílio de
serra manual, tesoura ou máquina de corte;
 Dobra - feita manualmente com o auxílio de pinos fixados em bancada de
madeira ou máquina automática;
 Emendas - por trespasse (mais comum), por solda ou por luvas;
 Montagem – consiste na colocação da armadura nas formas, de modo a
permanecerem na posição correta durante a concretagem, garantindo o
cobrimento mínimo prescrito - são usados espaçadores de plástico para essa
finalidade.

Em relação a concretagem, segue a sequência dos trabalhos:

 Nivelamento das formas da laje, conforme ilustrado a seguir:

Nivelamento das formas da laje – Fonte: Construtec.com


 Fechamento das "bocas" na base das formas dos pilares após a limpeza;
 Vedação das juntas das formas, se necessário;
 Umedecimento das formas (jato de mangueira);
 Preparação dos caminhos (tábuas) sobre a laje para transporte de concreto por
carrinho ou caçamba, para não haver deslocamento de armaduras e dano na
tubulação de eletricidade;
 Montagem de tubulação para bombeamento do concreto, quando for o caso;
 Posicionamento das "mestras" ou "galgas" de controle da espessura das lajes;
 Lançamento do concreto, com adensamento e "desempeno" (regularização da
superfície, com o concreto ainda fresco, tornando-a bem acabada e plana) –
Conforme ilustrado nas imagens, a seguir:

Lançamento de concreto em uma laje.


Fonte - www.construindoedecorando.com.br

Concentração de armadura: dificuldade de lançamento de concreto.


Fonte - www.construindoedecorando.com.br
É preciso também ter cuidado com a dosagem do concreto e com a mistura, operação
que visa dar homogeneidade ao concreto. A melhor mistura é a mecânica, com o uso
de betoneiras. A mistura manual é pouco eficiente e somente deve ser empregada para
volumes muito pequenos ou em serviços de menor importância.

Mistura de concreto com betoneira. Fonte: FORMICA.: catálogo técnico.

Mistura manual de concreto. Fonte - FORMICA.: catálogo técnico.

6.3. ALVENARIA

A alvenaria é a construção de estruturas e de paredes utilizando unidades ligadas entre


si por argamassa. Essas unidades podem ser os tijolos ou os blocos de pedra. Toda a
alvenaria tem que estar em seu devido eixo, e principalmente esquadro e nível nesta
etapa, pois este esquadro e nível contribuem bastante com a qualidade do prisma.

6.3.1. EXECUÇÃO DA ALVENARIA

 Efetuar a "marcação" das paredes com base na planta baixa (arquitetônica) da


edificação, executando os cantos com uma lajota e, logo após, a primeira fiada
com argamassa e com o auxílio de linha, esquadro, prumo e nível. Todos os
blocos devem ser dispostos exatamente como se encontra no projeto de
modulação. A primeira fiada de blocos é exatamente a base do graute, por isso
tem-se que tomar um cuidado especial com a superfície onde receberá o ponto
de graute, pois é um ponto muito propício a acumular massa de assentamento
"Marcação" da alvenaria - Nivelamento e alinhamento da primeira fiada de blocos
(Fonte: "Parede de vedação em blocos cerâmicos" - publicação IPT).

 Executar todas as fiadas, seguindo uma linha nivelada para cada uma e presa
entre duas prumadas-guia.

Execução das fiadas – Fonte: Apostila "Construção de Edifícios" Prof. Pedro Kopschitz
- UFJF 72.

 Nas extremidades das paredes, executar "prumadas" que servem de guia,


controlando o serviço com o prumo e assentando os tijolos em sistema “mata-
junta" (junta vertical desencontrada).
Verificação do prumo de paredes. Fonte: Apostila "Construção de Edifícios" Prof. Pedro
Kopschitz - UFJF 72.

Nas demais fiadas deve-se tomar sempre o cuidado com nível, esquadros e
principalmente prumo, para que se mantenha rígido e na sua forma projetada. Assim,
tem-se que contar com a ajuda de réguas e níveis, podendo ser nível de bolha,
mangueira de nível, nível a laser, não importa, o importante é garantir a integridade da
qualidade dos serviços.

Assentamento de bloco, Fonte: ABCP, 2003.

Os cantos e encontros de paredes também merecem atenção especial, pois são


pontos onde são grauteados e são lugares onde se encontram duas, três ou quatro
rumos de parede, e com isso elas têm que se encontrar e encaixar uma na outra, de
acordo com a modulação proposta. O mais recomendado é usar o escantilhão para
a garantia de prumo, alinhamento e nível da alvenaria a ser executada.
Escantilhão, Fonte: ABCP, 2003.

A argamassa de assentamento pode ser aplicada de duas formas, uma apenas no


sentido longitudinal do bloco e a outra no sentido longitudinal e transversal do bloco.
Segundo fontes da ABCP, estudos feitos anteriormente indicam que existe uma
redução de 20% na resistência à compressão de uma parede assentada apenas
com argamassa no sentido longitudinal comparado a uma parede assentada com
argamassa nos dois sentidos, longitudinal e transversal.

Assentamento de bloco, Fonte: ABCP, 2003.

A superfície de uma parede de alvenaria bem executada é perfeitamente plana,


vertical e necessita de pequena espessura de argamassa de revestimento.
 Aperto de alvenaria - Preenchimento da abertura deixada em lugar da fiada
superior, antes do encontro com a viga de concreto imediatamente acima da
parede. Finalidade: evitar trinca que pode ocorrer pela acomodação da parede
em virtude da diminuição de volume da argamassa de assentamento das várias
fiadas de blocos. Este aperto comumente é feito com tijolos maciços assentados
inclinados com argamassa fraca (baixo teor de cimento)

Aperto de alvenaria com tijolo maciço ("encunhamento"),


Fonte : http://www.cimento.org/

Existe ainda a técnica, muito usada, de deixar um espaço de 2,0 cm entre a última fiada
de alvenaria e a viga de concreto, para preenchimento com argamassa que contém
aditivo expansivo. Observar ainda:
 Espessura máxima da argamassa de assentamento: 2,0 cm; − "Amarração" em
mudanças de direção das paredes.

“Amarração” dos blocos em mudanças de direção das paredes.


Fonte: http://www.cimento.org/

 Emendas em degraus;
 Controle de altura das fiadas, principalmente visando o nível da última, em caso
de lajes apoiadas diretamente sobre paredes;
 Execução de vergas de concreto (vigotas) sobre vãos de portas e janelas e de
contravergas em vãos de janelas.
Vergas e contravergas em vãos de portas e janelas. Fonte: http://www.cimento.org/

 Argamassas mais usadas: cimento, cal e areia nas proporções 1:1:6 ou 1:2:9
(volume) e cimento e areia de britagem nas proporção 1:8 a 1:10 (volume).
 Resistência mecânica dos blocos e da argamassa - Deve haver controle de
qualidade rigoroso desde a compra até o recebimento em obra, conferindo
especificações do calculista com ensaios de laboratório.
 Instalações - Não são admitidos cortes (nem verticais, nem horizontais) para
passagem de tubulação. Alguns tubos (instalação elétrica) passam pelo furo
vertical dos blocos. Outros (água e esgoto) passam por parede falsa ("Shaft") ou
parede sem função estrutural, posicionadas estrategicamente nos projetos
arquitetônico e estrutural.
 Assentamento com argamassa - É muito usada a bisnaga para espalhar a
argamassa nos blocos, mantendo um padrão de quantidade estrutural, a
argamassa tem função de ligação entre os blocos, uniformizando os apoios entre
eles. A argamassa de cimento, cal e areia atende muito bem a maioria dos
projetos. Argamassas muito fortes (só de cimento e areia) costumam ser rígidas
e têm baixa capacidade de absorver deformações. Argamassas muito fracas têm
resistência à compressão e aderência baixas e prejudicam a resistência da
parede. A resistência à compressão da argamassa deve ter aproximadamente
70% da resistência do bloco.

Utilização de bisnaga para o assentamento dos blocos.


– Fonte: Apostila "Construção de Edifícios" Prof. Pedro Kopschitz - UFJF 72.
6.4. COBERTURA

Etapa da obra cuja finalidade principal é proteger a edificação das intempéries. Além
disso, uma cobertura (ou telhado) pode compor arquitetonicamente o aspecto de uma
construção e também proporcionar conforto térmico no seu interior.
As telhas cerâmicas têm início com a preparação da argila, e consiste na mistura de
várias argilas. Na próxima etapa, a argila já misturada passa por uma moagem e por
uma refinação chegando até a extrusora, onde o pó de argila se transforma em massa
homogênea e sem impurezas. Essa massa passa pelas prensas de moldagem, indo
diretamente para a secagem. Só então é feita a primeira seleção e a primeira queima
em forno a uma temperatura de 900°C.
As telhas são assentadas com o máximo cuidado e alinhadas perfeitamente. Algumas
peças são assentadas com argamassa de cimento, cal e areia no traço 1:2:8. São as
cumeeiras e espigões e, quando forem do tipo canal, também as telhas dos beirais e
oitões. É o que se chama de emboçamento das telhas. O consumo da argamassa é na
ordem de 0,002m³/m² de telhado.
Para inclinações de telhados acima de 45°, recomenda-se que as telhas sejam furadas
para serem amarradas ao madeiramento, com arame galvanizado ou fio de cobre. Ao
cobrir, usar régua em vez de linha, desde a ponta do beiral até a cumeeira, e deslocar
de acordo com a medida da telha, cobrindo sempre do beiral para a cumeeira, colocando
duas ripas sobrepostas ou testeiras para regularmos a altura da 1ª telha.

6.5. MARCENARIA

Etapa de trabalhos em madeira, onde se destacam a colocação de portas e rodapés,


serviços entregues a um marceneiro.

6.5.1. PORTAS

As portas serão "Penduradas" por meio de dobradiças metálicas nas guarnições


anteriormente fixadas na alvenaria.

6.5.2. RODAPÉS

Fixação - pregar em pequenos tacos de madeira pré-fixados na alvenaria, ou por meio


de bucha e parafuso diretamente na argamassa de revestimento.
6.6. ESQUADRIAS

As esquadrias são componentes da edificação que asseguram a proteção quando a


penetração de intrusos, da luz natural e da água. Com a sua evolução, as esquadrias
deixaram apenas de proteger e adquiriram também o lugar de decoração de fachadas.

6.6.1. PORTAS

Compõem-se de batente, que é a peça fixada na alvenaria, onde será colocada a folha
por meio de dobradiças. A folha é a parte móvel que veda o vão deixado pelo batente e
por fim a guarnição, que é um acabamento colocado entre o batente e a alvenaria para
esconder as falhas existentes entre o batente e a alvenaria.
Os batentes devem ficar no prumo e em nível. Na fixação com pregos se utiliza o prego
22 x 42 ou o 22 x 48 colocados de 0,5 em 0,5m no mínimo de dois em dois para
possibilitar que toda a largura do batente seja fixada. O chumbamento é realizado com
uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 em aberturas previamente realizadas
nas alvenarias e previamente umedecida. O contramarco, em geral, é constituído de
travessa e montante de pequena espessura, fixa à alvenaria através de pregos ou
parafusos. E os batentes por parafusos no contramarco. Este sistema é o ideal, pois os
batentes só serão colocados no final da obra, protegendo-os portanto, das avarias
geralmente sofridas durante a obra.
Na união do batente com a parede, o acabamento nunca é perfeito. Devemos utilizar a
guarnição para dar arremate e esconder esse defeito. A guarnição é pregada com
pregos sem cabeça 12x12.

6.6.2. JANELAS

Os batentes da janela, geralmente de peroba com dois montantes e duas uma superior
e outra inferior, são fixos às alvenarias da mesma forma dos batentes das portas. Os
caixilhos basculantes já vêm montados de fábrica, não cabendo nesta maiores detalhes.
Devemos tomar cuidado quando colocamos as janelas em paredes de um tijolo, para
que as venezianas possam abrir totalmente. Para isso devemos utilizar janelas de
batentes duplos ou ainda batente simples, mas com venezianas de quatro folhas, ou
venezianas de duas folhas mas com dobradiças especiais chamadas palmela.

6.7. REVESTIMENTO DAS PAREDES


Etapa da obra cuja principal finalidade é regularizar as superfícies de paredes - e
também de tetos, muros e fachadas - resguardando-as das intempéries e do desgaste
de maneira geral. Como qualidades essenciais de um revestimento podem ser citadas
a resistência ao choque e a esforços de abrasão, a durabilidade e a impermeabilidade,
quando necessária.

6.7.1. ARGAMASSAS

Os revestimentos são executados para dar às alvenarias maior resistência ao choque


ou abrasão, impermeabilizá-las, tornar as paredes mais higiênicas (laváveis) ou ainda
aumentar as qualidades de isolamento térmico e acústico.

CHAPISCO (1ª camada):


 Camada finíssima de argamassa forte de cimento e areia grossa lavada 1:4
(volume), para aumentar a aderência da camada posterior (emboço) na parede.
Aplicada com colher de pedreiro (através de uma peneira ou não), lançando a
argamassa de forma a ficar bem espalhada.

EMBOÇO (2ª camada):


 Espessura 1,5 a 2,5 cm, de acabamento áspero;
 Aplicado somente após o endurecimento total do chapisco e com as tubulações
de instalações elétricas e hidráulicas, de esgoto, gás, etc., já embutidas nas
paredes;
 Técnica de aplicação: espalhamento da argamassa com colher e regularização
com régua e desempenadeira, seguindo faixas-guias de argamassa ("mestras")
que definem um plano;
 Dosagem da argamassa: deve ser estudada para se obter trabalhabilidade,
baixa retração na secagem, resistência mecânica, elasticidade adequada e
aderência suficiente à base depois de endurecida. Agregado médio (máximo 2,0
mm).
 Traços mais comuns (em volume): 1:1:6 e 1:2:9 de cimento, cal e areia; 1:7 de
cimento e areia de britagem (dependendo da granulometria da areia, variável
conforme o tipo de rocha);

REBOCO (3ª camada):


 Última camada, aplicada após o endurecimento do emboço, de menor
espessura - 0,5 cm - e acabamento mais liso, proporcionado pelos grãos finos
da areia utilizada na argamassa (máximo 0,6 mm);
 Executado depois de peitoris e guarnições de portas e janelas, mas antes da
instalação de rodapés e alizares. Técnica de aplicação: com colher de pedreiro,
espalha-se a argamassa fresca com o auxílio de taliscas e, no momento
adequado, faz-se o acerto da superfície com uma régua de alumínio, obtendo-
se uma textura "sarrafeada", áspera, ideal para a colagem de peças cerâmicas
Em seguida, caso desejado, o acabamento é feito com uma desempenadeira,
para obtenção de superfície mais bem acabada, chamada "desempenada"
(ainda áspera, porém mais lisa do que somente "sarrafeada"). Para um
acabamento mais liso usa-se uma camurça – acabamento "camurçado".

Camadas de revestimento de argamassa – chapisco, emboço e reboco.


Fonte: Apostila "Construção de Edifícios" Prof. Pedro Kopschitz - UFJF 72.

Em seguida, o acabamento é feito com uma desempenadeira, para obtenção de


superfície mais bem acabada, chamada "desempenada" (ainda áspera, porém mais lisa
do que somente "sarrafeada"). Para um acabamento mais liso usa-se uma camurça –
acabamento "camurçado".
Técnicas de acabamento de revestimento de argamassa.
Fonte: Apostila "Construção de Edifícios" Prof. Pedro Kopschitz - UFJF 72.

6.7.2. AZULEJOS

São materiais cerâmicos ou louça vidrada, que é fabricada originalmente em quadrados


de 15x15, mas existem outras dimensões. Podem ser lisos ou decorados. Os azulejos
podem ser assentados com juntas em diagonal, `prumo ou em amarração O
assentamento se faz de baixo para cima, de fiada em fiada, com argamassa de cal e
areia no traço 1:3 com 100kg de cimento por m³ de argamassa (pelo processo
convencional), ou com cimento-colante, de uso interno ou externo, colas etc... Os
cimentos colantes e as colas devem ser aplicados com desempenadeira dentada de
aço, sobre base regularizada.
Para garantirmos que o azulejo fique na horizontal devemos proceder da seguinte
maneira:

 Fixar uma régua em nível acima do nível de piso acabado.


 Deixar um espaço entre a régua e o nível do piso acabado, para colocação de
rodapés ou uma fiada de azulejos.
 ·Verificar, para melhor distribuição dos azulejos, se será colocado moldura de
gesso, deixando neste caso uma espaço próximo à laje, que já deverá estar
revestida.
Detalhe do assentamento dos azulejos. Fonte: Apostila "Construção de Edifícios" Prof.
Pedro Kopschitz - UFJF 72.

O rejuntamento pode ser efetuado utilizando pasta de cimento branco e alvaiade na


proporção de 2:1 ou seja, duas partes de cimento branco e uma de alvaiade, o alvaiade
tem a propriedade de conservar a cor branca por mais tempo. Podemos utilizar ainda o
rejunte (material industrializado), estes normalmente vem agregado a outros
componentes, que conferem características especiais a ele: retenção de água,
flexibilidade, dureza, estabilidade de cor, resistência a manchas etc. Portanto, na hora
de escolher a argamassa de rejuntamento, esteja atento às suas características.

6.7.3. PASTILHAS

É outro revestimento impermeável, empregado nas paredes, principalmente nas


fachadas de edifícios. É constituída de pequenas peças coladas sobre papel grosso. A
preparação do fundo para sua aplicação deve ser feita como segue:
 Para pisos: fundo de argamassa de cimento e areia (1:3) com acabamento
desempenado.
 Para paredes: o fundo será a própria massa grossa (emboço) dosada com
cimento, bem desempenada.

A argamassa de assentamento será de cimento branco e caolin em proporção igual


(1:1), ou argamassa de cimento colante, de uso interno ou externo, própria para
pastilhas. A argamassa de assentamento é estendida sobre a base e as placas de
pastilhas são arrumadas sobre ela fazendo pressão por meio de batidas com a
desempenadeira. O papelão ficará na face externa e após a pega, que se dá
aproximadamente em dois dias, o papelão é retirado por meio de água. O rejuntamento
é executado com pasta de cimento branco ou rejunte.
6.8. REVESTIMENTO DOS PISOS

Todas as vezes que vamos aplicar qualquer tipo de piso, não podemos fazê-lo
diretamente sobre o solo ou sobre as lajes (exceto as lajes de nível zero). Devemos
executar uma camada de preparação em concreto magro, que chamamos de
contrapiso, base ou lastro, ou uma argamassa de regularização, respectivamente.
Para termos uma superfície acabada de concreto plana e nivelada devemos
proceder da seguinte forma:
 Determinamos o nível do piso acabado em vários pontos do ambiente,
que se faz utilizando o nível de mangueira.
 Descontar a espessura do piso e da argamassa de assentamento ou
regularização, cimento cola ou cola.
 Colocar tacos cujo nivelamento é obtido com o auxílio de linha.
 Entre os tacos fazemos as guias em concreto. 5º- entre duas guias
consecutivas será preenchido com concreto e passando a régua,
apoiadas nas guias se retira o excesso de concreto.

Procedimento para nivelar sub-base do lastro.


Fonte: http://civilqc.blogspot.com/

Utilizamos a argamassa de regularização quando os pisos forem assentados com cola,


cimento cola ou ainda quando a espessura da argamassa de assentamento exceder a
3,0cm. E utilizamos argamassa de assentamento para regularizar, quando os pisos
forem assentados pelo sistema convencional. Neste caso a espessura da argamassa
de assentamento não deve exceder a 3,0cm, pois o piso é assentado com a argamassa
ainda fresca e a mesma perde volume comprometendo a planicidade do piso. Para
cada tipo de piso existe um tipo mais indicado de traço de argamassa de regularização,
como veremos na descrição de cada piso.
No projeto em questão, teremos um Assentamento sobre contrapiso, com argamassa
industrializada, processo mais moderno, racionalizado, limpo e eficiente. Que consiste
basicamente, em:

 Limpar bem o contrapiso seco, removendo a poeira;


 Preparar a argamassa industrializada apenas com adição de água;
 Espalhar a argamassa no contrapiso em trechos, com desempenadeira de aço,
formando "cordões" com o lado dentado;
 Espalhar as peças seguindo alinhamento, deixando espaço entre elas (junta);

Execução de revestimento de pisos com argamassa industrializada.


Fonte: http://civilqc.blogspot.com/

Também serão utilizados porcelanatos, o Porcelanato é constituído de uma mistura de


argila, feldspato, caulim e outros aditivos (corantes), submetido a uma forte pressão e
queima em alta temperatura (entre 1200oC a 1250oC, resultando um piso resistente a
abrasão e de baixa porosidade. O acabamento do Porcelanato pode ser o não
esmaltado nos padrões semi-rústico, rústico e satinado, ou esmaltados. Os não
esmaltados tem uma durabilidade maior pois o esmalte é aplicado antes da queima e
mais tarde polido, portanto a fina camada de esmalte tende a desgastar. Como o
Porcelanato não é poroso, é necessário fixá-lo com argamassa colante aditivada com
polímeros, como o PVA. Essa mistura tem o dobro da aderência da argamassa comum.
É importante também, espaçar as peças conforme recomendação do fabricante e
rejuntá-las com uma massa de rejunte também aditivada.

6.9. PINTURA
Uma das últimas etapas de acabamento da obra, a pintura é também uma das mais
caras. Entrega-se geralmente este serviço a empreiteiro especializado, cujo preço pode
incluir materiais, mão-de-obra e equipamentos ou somente mão-de-obra e pequenas
ferramentas, ficando os materiais por conta do proprietário da obra. Na construção civil
as superfícies para pintura mais comuns são a madeira, a alvenaria, o concreto e os
metais. Um serviço de pintura, depois de pronto, pode apresentar os aspectos brilhante
ou fosco, transparente ou opaco, colorido ou incolor.
A execução da pintura em qualquer tipo de superfície deve passar pelas seguintes
etapas:

 Preparação da superfície;
 Aplicação eventual de fundos, massas, condicionadores;
 Aplicação da tinta de acabamento.
Toda superfície, após ter sido preparada para receber a pintura, deve se
apresentar:
 O menos áspera possível e pouco porosa;
 Seca;
 Limpa (sem poeira, graxa, óleo, ferrugem, etc.).

O preparo da superfície é feito por processo mecânico ou químico, com o auxílio de


lixas, solventes, jato de areia, etc., dependendo da sujeira a ser removida. O
acabamento convencional sobre rebocos (interno e externo) requer uma demão de tinta
látex (P.V.A. ou acrílica), bem diluída (com até 100% de água), duas demãos de tinta
látex com diluição de 20 a 30% de água. No acabamento liso interno, deve-se aplicar
massa corrida em camadas finas e duas demãos de tinta látex, com diluição de 20 a
30% de água. No externo processe-se da mesma forma, apenas utilizando-se de tinta
látex acrílica, com diluição de 20 a 30% de água.
Para um acabamento acrílico texturado, deve-se aplicar uma demão de látex textura
acrílica, com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã) , uma demão de látex textura
acrílica, com diluição de 10% de água (usar rolo de espuma). Quando se deseja
resistência superior e maior durabilidade do acabamento, aplicam-se duas demãos de
tinta látex acrílica sobre a textura acrílica.
No acabamento liso de áreas molháveis - banheiros, cozinhas, etc. - deve-se aplicar
massa acrílica em camadas finas, duas demãos de esmalte sintético brilhante, sendo a
primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda com até 5%. Quando se
pretende um acabamento texturizado, deve-se usar uma demão de látex textura acrílica
com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e, finalmente, duas demãos de
esmalte sintético brilhante, sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a
segunda até 5%. No acabamento texturado em corredores, escadarias, etc. deve-se
aplicar uma demão de látex textura acrílica, com diluição de 40 a 50% de água (usar
rolo de lã), uma demão de látex textura acrílica, com diluição de até 10% de água (usar
rolo de espuma) e, finalmente, uma demão de liqui-brilho, com diluição de até 10% de
água, com a finalidade de facilitar a limpeza, aumentando o brilho da superfície. A
repintura sobre superfícies críticas, isto é, látex em mau estado, calcinado,
descascando, ou caiação, deve ser efetuada removendo-se as partes soltas com
espátula, fazer os reparos, lixar a superfície, eliminar o pó e aplicar o fundo à base de
solventes, de alto poder de penetração, convenientemente diluído, para que a superfície
não se torne brilhante. Se isto ocorrer, lixa-se levemente para quebrar o brilho. Em
seguida, aplicam-se duas demãos de tintas látex - P.V.A. ou acrílica - com diluição de
20 a 30% de água.
Na face externa das telhas de fibrocimento, deve-se aplicar uma demão de fundo à base
de solventes, de alto poder de penetração e resistência à alcalinidade, diluído com até
100% de diluente, duas demãos de tinta látex acrílica, com diluição de 20 a 30% de
água. Para a pintura da face interna, dispensa-se a aplicação de fundo à base de
solventes. Deve-se observar, entretanto, que não é aconselhável pintar apenas a
superfície interna da telha, pois não havendo impermeabilização na face externa, a
umidade penetrará, prejudicando a pintura interna. Além disso, a pintura do lado externo
aumentará a vida útil da telha. Nas superfícies de litocerâmica não esmaltada ou de
tijolo à vista aplica-se massa de assentamento adequadamente frisada, não
apresentando falhas, fissuras ou orifícios. Caso isto ocorra, os fabricantes recomendam
que se efetuem reparos necessários com a mesma massa. Em seguida, deve-se aplicar
uma demão de silicone, conforme orientação do fabricante, o que aumentará a
impermeabilização da superfície, sem alterar o aspecto. Para proporcionar brilho e mais
resistência a estas superfícies, deve-se consular os fabricantes de tintas sobre quais
produtos aplicar.
Em pinturas sobre madeira devem ser observadas as orientações a respeito da
preparação da superfície, normalmente aplicando-se duas demãos de esmalte sintético
brilhante, acetinado ou fosco, lembrando-se de que este último é recomendado para
superfícies internas. A primeira demão de esmalte pode ser diluída com até 15% de
diluente e a segunda, com até 5%. É preciso lixar a superfície levemente entre as
demãos. No primeiro envernizamento da madeira normalmente são necessárias três
demãos de verniz brilhante ou fosco, sendo que o fosco não é recomendado para
superfícies externas. A diluição na primeira demão pode ser de até 20% de diluente, e
a segunda e terceira com 5 e 10% respectivamente. Lixar levemente entre as demãos.
O reenvernizamento é feito normalmente com duas demãos. Nas superfícies de ferro,
depois de preparadas adequadamente, são aplicadas duas demãos de esmalte sintético
brilhante, acetinado ou fosco, sendo que este último não é recomendado para
superfícies externas. A primeira demão deve ser diluída com até 15% de diluente e a
segunda com até 5%. Também deve-se lixar levemente entre as demãos.
Os serviços de pintura devem sempre ser realizados em ambiente com temperaturas
variando entre 10ºC e 35ºC, a menos que o fabricante estabeleça outro intervalo de
variação para um tipo específico de tinta. As pinturas executadas em superfícies
exteriores não devem ser efetuadas quando ocorrer precipitação pluvial, condensação
de vapor d'água na superfície da base ou ventos fortes, com o transporte de partículas
em suspensão no ar. As pinturas de interiores podem ser efetuadas mesmo quando as
condições climáticas impeçam as do exterior, desde que seja obedecida a variações de
temperatura, e que não ocorra condensação de vapor de água na base a ser pintada.
De preferência, a pintura em 215 superfícies interiores deve ser realizada em condições
climáticas que permitam que portas e janelas permaneçam abertas. Cada demão de
tinta subsequente, somente deverá ser aplicada quando a anterior estiver
adequadamente seca, de modo tal que o contato com a película, anteriormente aplicada,
não provoque na mesma enrugamentos, descoloramentos, etc. Também devem ser
evitados escorrimentos ou salpicos de tinta nas superfícies não destinadas à pintura -
vidros, pisos, alvenarias e concretos aparentes, etc. Os salpicos que não puderem ser
evitados precisam ser removidos enquanto a tinta ainda estiver fresca, empregando-se
removedor adequado. A última demão de tinta deve proporcionar a superfície uma
película de pintura uniforme, sem escorrimentos, falhas ou imperfeições. A pintura
recém-executada deve ser protegida contra a incidência de poeira ou de água, ou
mesmo contra contatos acidentais durante o período de secagem.

Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em madeira.


Fonte: http://civilqc.blogspot.com
Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em metais.
Fonte: http://civilqc.blogspot.com

Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em paredes.


Fonte: http://civilqc.blogspot.com

7. IMPERMEABILIZAÇÃO

O setor da construção civil busca soluções que visam prolongar a vida útil das
edificações, em questões referentes às infiltrações. Neste contexto, o estudo de
soluções que resolvam os problemas causados por infiltrações de água em edificações
assume grande relevância. Além do prejuízo material provocado pela umidade, existem
também danos causados à saúde dos usuários, pelo mofo que se forma, ocasionando
problemas alérgicos e de ordem respiratória. Sob o ponto de vista da durabilidade, a
umidade indesejada, presente em partes das edificações, gera patologias capazes de
reduzir a vida útil da edificação, comprometendo a sua segurança. Existe hoje uma
preocupação com o desenvolvimento de projetos específicos para impermeabilização,
no sentido de que contenham especificações dos materiais a serem utilizados, detalhes
construtivos e forma de execução do sistema escolhido, para o bom desempenho do
sistema impermeabilizante.
Devido ao elevado índice de ocorrências patológicas nas edificações originárias de
defeitos em impermeabilizações, busca-se cada dia mais, a garantia e a qualidade em
todo o processo, através de um projeto detalhado para o sistema impermeabilizante.
A etapa de impermeabilização é uma fase importante para tornar a construção
protegida, evitar comprometimento e preservar sua vida útil. Desta forma, conhecer os
tipos, como aplicá-la e qual o melhor material a ser especificado são itens que devem
ser observados e analisados durante a concepção do projeto de impermeabilização.

7.1. PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO

A NBR 9575/2010 define o projeto de impermeabilização como um conjunto de


informações gráficas e descritivas que definem as características de todos os sistemas
de impermeabilização empregados em uma dada construção, de forma a orientar
inequivocamente a produção deles. O projeto de impermeabilização é constituído de
três etapas: estudo preliminar, projeto básico e projeto executivo.
A norma NBR 9575/2010 classifica os sistemas de impermeabilização conforme a sua
flexibilidade, em dois sistemas: rígidos e flexível
Impermeabilização rígida é aquela que torna a área aplicada impermeável pela inclusão
de aditivos químicos, aliado a correta granulometria dos agregados e redução da
porosidade do elemento, entre outros. Os impermeabilizantes rígidos não trabalham
junto com a estrutura, o que leva a exclusão de áreas expostas a grandes variações de
temperatura. Este tipo de impermeabilização é indicado para locais que não estão
sujeitos a trincas ou fissuras, tais como:

 Locais com carga estrutural estabilizada: poço de elevador, reservatório inferior


de água (enterrado);
 Pequenas estruturas isostáticas expostas;
 Condições de temperatura constantes: subsolos, galerias e piscinas enterradas,
galeria de barragens.

Impermeabilização flexível compreende o conjunto de materiais ou produtos aplicáveis


nas partes construtivas sujeitas à fissuração que podem ser divididos em dois tipos:
moldados no local, chamados de membranas e também os pré-fabricados, chamados
de mantas. O sistema flexível de impermeabilização é normalmente empregado em
locais tais como:

 Reservatórios de água superior;


 Varandas, terraços e coberturas;
 Lajes maciças, mistas ou pré-moldadas;
 Piscinas suspensas e espelhos d’água;
 Calhas de grandes dimensões;
 Galerias de trens;
 Pisos frios (banheiros, cozinhas, áreas de serviço).

Este projeto deve garantir a estanqueidade e primar pela qualidade e desempenho,


garantindo a vida útil solicitada pelo sistema a ser utilizado.
Segundo a NBR 9575/2010 estanqueidade é a propriedade de um elemento (ou de um
conjunto de componentes) de impedir a penetração ou passagem de fluidos de si. A sua
determinação está associada a uma pressão-limite de utilização (a que relaciona com
as condições de exposição do elemento ao fluido).
Sistema de impermeabilização é o conjunto de produtos e serviços (insumos) dispostos
em camadas ordenadas, destinados a conferir estanqueidade a uma construção.
De acordo com a NBR 9574/2008 cada tipo de impermeabilização apresenta as
seguintes camadas:

 Camada regularizadora;
 Camada impermeável;
 Camada de proteção.

A base e a camada de regularização determinam algumas das mais importantes


exigências dos sistemas, a partir do seu grau de fissuração, deformabilidade devido às
cargas e movimentação. Ou seja, com o estudo da estrutura a ser impermeabilizada
determina-se características do sistema a ser utilizado. Já a camada de regularização
deve ter a função de regularizar o substrato a ser impermeabilizado, de maneira a
proporcionar uma superfície uniforme de apoio adequado a camada impermeável.
Sendo está camada dimensionada de adequada a base. De acordo com a NBR 9574
em seu item 5.8 diz que “a superfície a ser impermeabilizada deve ser isenta de
protuberâncias e com resistência e textura compatíveis como sistema de
impermeabilização a ser empregado.”
De acordo com a NBR 9575/2010 a camada impermeável “é o estrato com a função de
prover uma barreira à passagem de fluidos”. Tal barreira pode ser de diferentes
materiais de acordo com o sistema impermeabilizante escolhido, que serão
apresentados de acordo com suas diferentes classificações a diante.
A NBR 9575/2010 define a proteção mecânica como “a função de absorver e dissipar
os esforços estáticos ou dinâmicos atuantes por sobre a camada impermeável, de modo
a protegê-la contra a ação deletéria destes esforços.” A NBR 9575/2010 estabelece as
exigências e recomendações relativas à seleção e projeto de impermeabilização,
relacionando os requisitos mínimos de proteção da construção contra a infiltração,
também traz requisitos de salubridade, segurança e conforto do usuário, garantindo a
estanqueidade dos elementos construtivos que a requeiram. Esta norma se relaciona
indispensavelmente com a NBR 9574/2008 – Execução de impermeabilização.
A NBR 9574/2008 estabelece as exigências e recomendações relativas à execução de
impermeabilização para que sejam atendidas todas as exigências citadas pela NBR
9575/20010. De uma forma global, uma norma completa a outra, enquanto a primeira
seleciona e define os parâmetros sobre projeto, esta define as exigências da próxima
etapa, a execução.

7.2. ÁREAS A SEREM IMPERMEABILIZADAS

7.2.1. ALICERCES

Independentemente do tipo de fundação adotada, devemos executar uma


impermeabilização no respaldo dos alicerces. A fundação sempre é executada num
nível inferior ao do piso, sendo necessário assentar algumas fiadas de tijolos sobre a
sapata corrida ou sobre o baldrame, até alcançarmos o nível do piso (Alvenaria de
embasamento). No tijolo a água sobe por capilaridade, penetrando até a altura de 1,50m
nas paredes superiores, causando sérios transtornos. Portanto é indispensável uma boa
impermeabilização no respaldo dos alicerces, local mais indicado para isso, pois é o
ponto de ligação entre a parede que está livre de contato com o terreno e o alicerce.
O processo mais utilizado é através de argamassa rígida; usando, geralmente,
impermeável gorduroso (Vedacit ou similar), dosado em argamassa de cimento e areia
em traço 1:3 em volume: - 1 lata de cimento (18 litros) - 3 latas de areia (54 litros) - 1,5
kg de impermeável Após a cura da argamassa impermeável a superfície é pintada com
piche líquido (Neutrol ou similar), pois o piche penetra nas possíveis falhas de camadas,
corrigindo os pontos fracos. Devemos aplicar duas demãos e em cruz.

7.2.2. IMPERMEABILIZAÇÃO NAS ALVENARIA SUJEITAS A UMIDADE DO SOLO

Além dos alicerces, nos locais onde o solo entra em contato com as paredes, devemos
executar uma impermeabilização. Faz-se necessário estudar caso a caso para adotar o
melhor sistema de impermeabilização (rígido e semiflexível para umidade e flexível para
infiltração).

Impermeabilização em locais de pouca ventilação Fonte: http://civilqc.blogspot.com

7.2.3. PAREDES

Por ter contato com ventos e chuvas e também sofrer com a água que pode se infiltrar
por meio das lajes, as paredes podem sofrer com problemas de umidade. A forma mais
eficiente de evitar que essas infiltrações degradem a estrutura gerando um grande
desgaste no acabamento é realizando a impermeabilização de paredes.
Com a impermeabilização de paredes consegue-se evitar que a umidade passe das
camadas externas às áreas internas o que acontecesse facilmente, principalmente
quando existem pequenas trincas, pois o material com o qual a maioria das paredes são
confeccionadas tendem a absorverem a umidade do ar e da chuva.
Para impermeabilizar a parte externa, é necessário a aplicação de base de resinas
acrílicas. Quando à base de solvente, ela é indicada para uso em áreas externas, já que
é impermeável e de alta resistência à radiação ultravioleta. No entanto é necessário o
uso de um fundo selador, também acrílico: isso evitará que o tijolo absorva demais a
resina, o que escureceria a superfície. O selador serve, também, para melhorar a
aderência da resina ao tijolo, evitando descascamento e escamações futuras. Ao secar,
ele forma uma película que não é atacada pela água nem pelos agentes agressivos da
atmosfera. Tanto a resina quanto o selador podem ser aplicados com rolo, na face
externa do tijolo e com uma trincha nas partes de rejuntamento.
A aplicação deve ser feita com um tipo de pulverizador similar aos utilizados na
agricultura ou dedetização. Ele permite a aplicação da solução de silicone mesmo em
rejuntamentos profundos, o que não é possível com o sistema acrílico.
Devem ser aplicadas duas demãos ao ponto de escorrimento com intervalo mínimo de
oito horas. A concentração de 6% é a mais apropriada para um tratamento eficiente.

7.2.4. TELHADO

Depois de impermeabilizar paredes e alicerces, não podemos esquecer do teto que


pode trazer muitos problemas com água da chuva, principalmente. Telhados com
vazamentos, lajes expostas sem o devido tratamento pode ser um problema sério.

Nesses casos o ideal é tratar bem o telhado e garantir que não haja nenhuma goteira.
Se não houver telhado e a laje estiver exposta à chuva é preciso impermeabilizar muito
bem para evitar que haja infiltração.

As tintas com base acrílicas são bastante utilizadas na proteção do telhado. Tem a
vantagem de ser de fácil aplicação, uma vez que a superfície ainda não apresenta falhas
maiores. O produto é aplicado diretamente no telhado, em demãos conforme
especificação do fabricante. O tempo médio para secagem completa é 72 horas. É
importante que o telhado que receber a proteção com impermeabilizantes acrílicos
tenha os caimentos adequados e evite a formação de lâminas e poças de água. A
acumulação de água sobre a tinta acrílicas pode comprometer a sua eficiência ao formar
novamente uma emulsão do material.

8. CRONOGRAMAS FÍSICOS E DE MÃO DE OBRA

9. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esse trabalho serviu pra demonstra a importância do planejamento e gerenciamento de


uma construção. Na construção de um imóvel, um dos elementos mais importantes é a
fundação. A fundação é a parte da construção que suporta o peso e mantem fixo e
nivelado a construção no terreno. Se não estiver de acordo com as cargas que deve
suportar, trará graves problemas para o resto da estrutura (paredes, tetos, etc.).

Por cuidar de toda a organização do cronograma de uma obra, o gerenciamento também


é uma excelente ferramenta! Com ela, é possível prever problemas e possíveis
imprevistos e, por isso, resolvê-los de forma eficaz. O gerenciamento permite que a
maioria desses possíveis problemas possam ser resolvidos ainda antes do início da
construção. Deste modo, é possível aumentar a produtividade, fazendo com que o
cronograma possa ser realizado dentro do previsto.

O gerenciamento de obras auxilia a contratar mão de obra especializada e coordenar


os contratados nas diferentes etapas da construção. Além disso, apoia no cumprimento
das etapas dentro do cronograma e do orçamento. Tudo isso se traduz na execução fiel
dos projetos. Claro, durante o percurso podem ter de haver alterações. Contudo, um
bom gerenciamento de obras a alteração poderá ser feita sem comprometer a essência
do projeto aprovado.

O objetivo principal do trabalho apresentado, que é o de elaborar um planejamento e


controle da obra foi atingido, uma vez que foi feita uma pesquisa em várias fontes
bibliográficas, e dessas fontes foram retirados os conceitos necessários para ilustrar o
estudo de caso. Alguns métodos de elaboração de gráficos, cronogramas e tabelas
fundamentais para o planejamento e controle também foram abordados no trabalho.
No geral o trabalho trouxe vários benefícios entre eles, o conhecimento pleno da obra
adquirido pelo planejamento, possibilitando ao engenheiro ter informações de
produtividades consideradas pelos setores de orçamento e planejamento, assim como
a duração das tarefas e as sequências previstas, a prática comum de pensar no trabalho
logo antes dele ser iniciado não permite tempo para mudanças de planos e a referência
para o acompanhamento de obras, já que o planejamento é uma ferramenta
fundamental para a equipe de acompanhamento, já que usa como base o cronograma
previsto e o compara mensalmente com o que foi realizado pela obra, assim como a
criação de dados históricos que poderão ser utilizadas em obras futuras similares.
10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 NBR 15961-1:2011. Alvenaria estrutural — Blocos de concreto. Parte


1: Projeto
 NBR 15961-2:2011. Alvenaria estrutural — Blocos de concreto. Parte
2: Execução e controle de obras
 NBR 15812-1:2010. Alvenaria estrutural — Blocos cerâmicos. Parte
1: Projetos
 NBR 15812-2:2010. Alvenaria estrutural — Blocos cerâmicos. Parte
2: Execução e controle de obras
 NBR 15270-2:2005. Componentes cerâmicos. Parte 2: Blocos
cerâmicos para alvenaria estrutural - Terminologia e requisitos
 NBR 15270-3:2005. Componentes cerâmicos. Parte 3: Blocos
cerâmicos para alvenaria estrutural e de vedação - Métodos de
ensaio
 NBR 14321:1999. Paredes de alvenaria estrutural - Determinação da
resistência ao cisalhamento
 NBR 14322:1999. Paredes de alvenaria estrutural - Verificação da
resistência à flexão simples ou à flexo-compressão.
 NBR 8949:1985. Paredes de alvenaria estrutural - Ensaio à
compressão simples - Método de ensaio.
 NBR 6118/2013: "Projeto de estruturas de concreto - Procedimento”.
 NBR 12654/1992: "Concreto - Controle tecnológico de materiais e
componentes do concreto - Procedimento".
 NBR 12655/2006: "Concreto – Preparo, controle e recebimento -
Procedimento".
 Yazigi, Walid. A técnica de Edificar. 5ª Edição. São Paulo. Editora PINI,
2003.
 Chaves, Roberto. Manual do Construtor para Engenheiros e
Arquitetos. Rio de Janeiro. Edições de Ouro.
 Cimino, Remo. Planejar para construir. 5ª Edição. São Paulo. Editora
PINI, 2001.
 3BORGES, A. C. Prática das Pequenas Construções, 6 a edição, 2
volumes. Editora Edgard Blucher. São Paulo,1992
 BAUD, G. Manual de Construção. Editora Hemus. São Paulo, 1976
 BAUER, L. A., Falcão. Materiais de Construção. Editora Pini. São Paulo
1995
 CARDÀO, Celso. Técnica da Construção. 4 a edição. Editora Glob. Rio
de Janeiro, 1969
 DIAS, P.R.Vilela. Uma metodologia de Orçamentação para Obras
Civis. 2 a edição. Ed. Copiare. Curitiba/PR, 2000
 FALCONI, F.F., et al. Fundações Teoria e prática. 2 a edição. Editora
Pini. São Paulo, 1998.
 FUSCO, P.B., Técnica de armar as estruturas de concreto. Editora
Pini. São Paulo, 1995. LIMA, J.C.O. Sistema treliçado global - Boletim
Técnico de Edifício. 9 a edição. 1993
 MOLITERNO. Antonio. Caderno de Projetos de Telhados em
Estrutura de Madeira. 1 o volume. Editora Edgard Blucher. 1992
 Disponivel em: < http://www.cimento.org/>. Acesso em 03 de novembro
de 2018.
 Disponivel em: <
http://www.gracad.com.br/paginas/planta_de_formas.htm >. Acesso em
04 de novembro de 2018.
 Disponivel em: < http://www.fischer.com.br/ >. Acesso em 04 de
novembro de 2018.
 Disponivel em: < http://www.abcp.org.br >. Acesso em 04 de novembro
de 2018.

NÃO SEI ONDE COLOCAR.

Segundo Ferreira; Franco (1998), para as empresas atenderem às normas técnicas e


regulamentadoras e a um mercado competitivo mais exigente, torna-se necessária a
elaboração do projeto do canteiro de obras, como forma de atender às exigências legais
e possibilitar a otimização das condições de trabalho e segurança nas obras. Com isso,
o sistema de produção do edifício torna-se mais eficiente.

O projeto do canteiro é o serviço integrante do processo de construção, responsável


pela definição do tamanho, forma e localização das áreas de trabalho, fixas e
temporárias, e das vias de circulação, necessárias ao desenvolvimento das operações
de apoio e execução, durante cada fase da obra, de forma integrada e evolutiva, de
acordo com o projeto de produção do empreendimento, oferecendo condições de
segurança, saúde e motivação aos trabalhadores e execução racionalizada dos serviços
(FERREIRA; FRANCO, 1998).

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