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“A propósito do 11 de Setembro 2004” 

Guerra ao Terrorismo,  

guerra ao Anti‐americanismo e… 

guerra aos “ etcéteras!! 

Publicado no Diário de Notícias de 7 Novembro 2001  

Fernando dos Santos Neves 

 
Utilização de aeronaves para atacar as torres em NY parece um assunto importante 
para ser tratado. 
 
Procurei informação e,  
 
Notícias de Sábado 11 de Setembro 2004 
 Assalto em favela no Rio de Janeiro 
 Bibi foi mais uma vez a tribunal 
 Madona fez uma plástica 
 Michael Moore libera downloads de seu novo filme sobre eleições 
 Graça Matos lidera em São Gonçalo 
 Assembleia  Municipal  de  Lisboa  chumba  a  proposta  de  constituição  de  fundo 
imobiliário  de  investimento,  alegando  que  seria  "um  mau  negócio"  para  a 
autarquia. 
 
Afinal não aconteceu nada de especial em 11 Setembro 2004.  
 
O famoso 11 de Setembro foi em 2001. Erro? Propositado? 
 
Li melhor. 
O artigo foi publicado no dia 7 de Novembro 2001, afinal o assunto é o famoso 9/11. 
 
Pelo menos já valeu esta disciplina para aprender a ler tudo e com cuidado. 
 
Percebi  a  confusão  de  datas  a  medida  que  foi  lendo  o  texto,  o  11/9/2001  não  foi  a 
primeira  nem  a  ultima  das  acções  terroristas  levadas  a  cabo  por  grupos  extremistas, 
provavelmente foi uma das mas sangrentas e concerteza a mais mediatizada. 
No  século  passado  grupos  como  Brigadas  Vermelhas  na  Itália,  O  IRA  (Exército 
Republicano Irlandês), a OLP (Organização pela Libertação da Palestina), a Ku Klux Klan, 
a Jihad Islâmica, Abu Nidhal, a Al‐Qaeda e o ETA enveredaram pela via do Terrorismo. 
Terrorismo é algo extremamente difícil de se controlar ou prevenir, especialmente se 
seus membros estão dispostos a correr risco de morte no processo, mas é uma ofensa 
criminosa em praticamente todos os códigos legais do mundo. Alguns governos têm ou 
tiveram ligações comprovadas com grupos terroristas, que incluem financiamento ou 
apoio  logístico,  como  o  fornecimento  de  armas  e  explosivos  e  de  locais  de  abrigo  e 
treino.  São  os  casos,  entre  outros,  do  Iêmen,  da  Líbia,  e  dos  países  que  apoiaram  o 
regime Talibã no Afeganistão, mas também dos próprios Estados Unidos da América e 
outros países ocidentais. 
 
O  mundo  foi  assistindo  impotente  a  escalada  do  fenómeno  do  terrorismo  sem  ter 
soluções para o resolver.  
 
Muitos dos países afectados são países com graves problemas sociais e as populações 
são duramente afectadas sem que seja encontrada uma solução.   
 
Em  meados  do  século  passado,  os  ataques  chegaram  ao  coração  dos  países  ditos  do 
primeiro mundo: 
 
11 de Setembro de 2001 ‐ Ataque a NY 2.986 mortos;  
O  ataque  no  coração  do  mais  poderoso  país  do  mundo  foi  um  duro  golpe  para  a 
liberdade e para  a  paz no  mundo.  A  vida  das  pessoas  e  as  relações entre  elas  foram 
definitivamente marcadas pelos estes acontecimentos.  
Restrições nos Aeroportos impostas pela UE 
 
11 de Março de 2004 ‐ Ataque a Madrid 191 mortos e mais de 1.800 feridos;  
 
7 de Julho de 2005 ‐ Ataque a Londres 
Restrições dos líquidos 
 
Após  estes  ataques  foram  tomadas  de  medidas  drásticas  que  ainda  hoje  afectam  de 
forma bem visível vida de muitas pessoas em todo o mundo.  
 
Por mais razões que possam existir, a via do terrorismo é humanamente inadmissível e 
nunca justificável. 

Será a culpa do antiamericanismo? 

Será o antiamericanismo uma realidade?  

 
O autor sita Maurice Duverger no jornal Le Monde: 

“Os Estados Unidos, uma democracia no e para o interior e um Fascismo‐
Imperialista para o exterior”   

Sita ainda Caeteno Veloso: 

“Americanos vêem muito fundo mas era bom que também vissem o fundo 
de si mesmos” 

Antiamericanismo, algumas vezes referido como "sentimento antiamericano" descreve 
uma posição hostil em relação à política, à cultura e à sociedade dos Estados Unidos da 
América, e não da América. Esta definição geralmente aplica‐se às políticas do governo 
dos Estados Unidos. 

O termo e o conceito são resultantes da agressiva política externa, no que diz respeito 
a imposições económicas e políticas realizadas pelos Estados Unidos. A percepção do 
sentimento antiamericano ocorre sobretudo no campo da política externa das gestões 
Bush,  particularmente  com  referência  às  Guerras  do  Iraque  e  Golfo  Pérsico,  ataques 
vinculados à dominação do petróleo do Oriente Médio e condenados pela ONU e parte 
significativa da opinião pública internacional. 

Todavia  o  termo  e  o  conceito  são  também  considerados  como  carregados  de 


preconceitos e portanto, sem fundamento crítico pela maior parte dos detractores da 
política dos Estados Unidos.  

Segundo Hobsbawm, o antiamericanismo é uma aversão aos Estados Unidos, a partir 
de  um  ponto  de  vista  crítico  em  relação  ao  modo  de  vida  do  cidadão  americano, 
interferindo  negativamente  na  cultura  e  na  sociedade,  através,  por  exemplo,  do 
consumismo  e  do  estilo  de  vida  baseado  em  interesses  económicos,  em  detrimento 
dos  valores  humanos  e  éticos.  O  antiamericanismo  seria  uma  reacção  de  outros 
Estados  que  se  sentem  ameaçados  e  coagidos  pela  dominação  política,  económica  e 
militar  norte‐americana;  aversão  e  receio  estes  também  presentes  em  períodos 
históricos anteriores, como nos contextos dos Impérios Romano, Britânico, Português, 
Persa e tantos outros. 

Outra  tese  é  sugerida  pela  francesa  Marie‐France  Toinet,  que  defende  que  o  termo 
não expressa apenas estereótipos e preconceitos, mas seria uma reacção dos Estados 
que se sentem em perigo diante do império económico e militar Americano. 
 
(Eric Hobsbawm é tido como um dos mais célebres historiadores atuais, faz parte da 
Academia Americana de Artes e Ciências, foi professor de história no Birkbeck College 
(Universidade  de  Londres)  e  actualmente  é  professor  da  New  School  for  Social 
Research, de Nova Iorque.) 
 
(Marie‐France  Toinet  professora  Instituto  de  Estudos  Políticos  de  Paris  e  direcora  de 
investigação  da  Fundação  nacional  das  ciências  políticas.  A  maioria  das  suas 
publicações  é  centrada  no  sistema  político  norte‐americano.  Ensinou  em  diferentes 
universidades americanas (Yale, UCLA, Michigan, Iowa…). Escrevia regularmente para 
o  Mundo  diplomático,  a  revista  Estudos,  a  Revista  francesa  de  ciências  políticas,  a 
revista Poderes…)  
 
Muitos  americanos  começam  a  perguntar‐se:  “Porque  será  que  todo  o 
mundo odeia os Estados Unidos?”  
 
A  política  dos  Estados  Unidos  tem  sido  pródiga  em  episódios  que  não  podem  ser 
esquecidos  e  que  têm  uma  relação  mais  ou  menos  próxima  com  a  escalada  de 
violência que vai assolando o mundo.  
 
A  situação  Israelo‐Palestiniana  que  os  Americanos  não  têm  deixado  solucionar 
desrespeitando as resoluções das Nações Unidas, a pondo de ser ver um tal Sharon a 
chamar terroristas aos outros, suprema ironia.     
 
A situação dos países chamados em vias de desenvolvimento em que não há vontade 
de resolver ou ajudar a resolver os seus problemas de forma a estabelecer um mínimo 
de justiça no mundo. 
 
Por  exemplo  por  é  que  a  Taxa  Tobin  não  é  admitida  pelos  Estados  Unidos  e  seus 
comparsas? 
 
(Taxa Tobin, uma taxa social sobre o capital financeiro internacional para combater a 
pobreza. 
A  Taxa  Tobin,  uma  alternativa  justa  e  necessária.  Taxa  de  1%  do  capital  que  deixa  o 
país para ser aplicada no combate à pobreza. 
Mas  a  Taxa  Tobin  legalizada  só  por  um  país  pode  não  ser  vantagem  devido  a  não 
captação de capital internacional por esse país. Mas, se a Taxa Tobin for adoptada por 
um  bloco  de  países,  a  captação  de  capital  internacional  não  se  altera  (ou  só 
minimamente),  pois  o  capital  internacional  não  terá  um  amplo  leque  de  países  para 
investimento sem a Taxa Tobin.) 
 
(James Tobin (Champaign, 5 de Março de 1918 — New Haven, 11 de Março de 2002) 
foi um economista de renome. 
Professor  na  Universidade  de  Yale  de  1950  a  1988,  foi  galardoado  com  o  Prémio  de 
Ciências  Económicas  em  Memória  de  Alfred  Nobel  de  1981,  "por  sua  análise  dos 
mercados  financeiros  e  suas  relações  com  as  decisões  de  despesas,  empregos, 
produção e preços"). 
A  situação  do  nosso  mundo  em  que  um  terço  dos  seres  humanos  vive  a  custa  dos 
outros  dois  terços  que,  quando  muito,  sobresubvivem  não  pode  ser  esquecida  e 
retirada de toda esta equação. Desta classe desfavorecida não fazem parte a maioria 
dos brancos não hispânicos os Americanos ou Europeus. 
 
O  mundo  ocidental  procura  respostas  no  choque  de  culturas  e,  de  cima  do  seu 
pedestal faz a defesa dos superiores valores ocidentais da civilização cristã.  
 
O mundo  ocidental não pode enfiar a cabeça na areia e fazer de conta que não tem 
responsabilidade nos acontecimentos que diariamente fazem tremer várias cidades e 
causam dor e sofrimento em muitos seres humanos. 
 
Enquanto não forem assumidas por todos as responsabilidades pelo estado das coisas,  
 
Enquanto cada um achar que a culpa é do vizinho, 
 
Enquanto não for criada uma nova ordem Internacional de dê a todos os mesmos 
direitos, 
 
Enquanto não for possível que cada ser Humano e cada Estado tenham direito a sua 
liberdade e autodeterminação, 
 
Enquanto não forem resolvidos todos os ETcéteras,  
 
Vamos continuar a ter 11s de Setembro não a cada ano mas a cada dia que passa. 
 
 
 
 
Trabalho apresentado em 17 de Dezembro 2009 
António Manuel Cravo Loureiro 
Aluno n.º 20096137 
Turma nocturna de Quinta‐feira 
Curso de Ciências Aeronáuticas 
Ramo: Gestão Aeroportuária 
 
Docente: Professor Doutor Laranjeira Areia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Guia do trabalho apresentado em 17 de Dezembro 2009 
 
António Manuel Cravo Loureiro 
Aluno n.º 20096137 
Turma nocturna de Quinta‐feira 
 
 
Curso de Ciências Aeronáuticas 
Ramo: Gestão Aeroportuária 
 
 
Docente: Professor Doutor Laranjeira Areia