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Escola Estadual De Ensino Fundamental e Médio Maria Carmosina Pinheiro

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Série: 3º Ano Turma: “B” Turno: Noturno
Disciplina: Artes
Prof.º: Sandoval Nunes Vieira

A Arte Colonial Brasileira

Porto Velho - RO
Introdução
No contexto da Arte Renascentista que estamos vendo esse bimestre, é
interessante fazer um link com a arte que estava sendo produzida aqui no Brasil
na mesma época.
Isso porque o momento em que o estilo Maneirista está em alta na Europa
coincide com a chegada dos portugueses ao Brasil. Esse período em que nosso
país ainda era colônia de Portugal é conhecido como Período Colonial, por isso,
a arte produzida aqui recebe o nome de Arte Colonial Brasileira.
Diferente da arte europeia, voltada para os ideais clássicos (no caso da arte
renascentista) ou para uma retomada da cultura medieval (no caso da arte
maneirista), aqui no Brasil o foco vai ser bem diferente.
Arte Colonial Brasileira
Arte colonial brasileira é o termo pelo qual se categoriza toda a obra artística
produzida no Brasil, durante o período em que o país permaneceu como colônia
de Portugal. De modo geral, a arte classificada como colonial brasileira é aquela
produzida entre os século XVI e XVII, com destaque para a Arquitetura e
decoração de interiores.

Arquitetura colonial
Após a chegada dos europeus e a sua consequente ocupação do litoral, iniciou-
se a construção das primeiras vilas, como por exemplo São Vicente, no litoral
paulista. Atualmente, as cidades de Olinda e Iraguassu (PE), Parati (RJ), Laguna
(SC), cidade de Goiás (GO), Cachoeira e São Sebastião (SP) e outras no interior
de Minas Gerais ainda conservam as construções desse período. Casas, igrejas
e solares representam parte da história do país e são protegidos como
Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico do povo brasileiro.

A arquitetura era bastante simples, sempre com estruturas retangulares e


cobertura de palha sustentada por estruturas de madeira roliça inclinada. Essas
construções eram conhecidas por tejupares, palavra que vem do tupi-guarani
(tejy = gente e upad = lugar). Com o tempo os tejupares melhoram e passam os
colonizadores a construir casas de taipa.

Com essa evolução, começam a aparecer as capelas e os centros das vilas,


dirigidas por missionários jesuítas. Nas capelas há crucifixo, a imagem de Nossa
Senhora e a de algum santo, trazidos de Portugal.

As primeiras cidades construídas pelos portugueses não possuíam um


planejamento urbano definido, tendo casas construídas muito próximas das
outras. Os materiais empregados variavam de acordo com a localização: no
litoral utilizava-se pedra e cal; no interior, barro batido, madeira e barro ou pedra.

Além das cidades litorâneas, outro ponto importante de ocupação eram as


fazendas onde se produzia açúcar, o melaço e a cachaça. Alguns artistas
dedicaram-se a retratar as cenas das fazendas e engenhos, especialmente Fran
Post (século XVII), Debret (século XIX) e, já no século XX, Cícero Dias e Vicente
do Rego Monteiro.
A arte religiosa, assume grande expressividade nesse período. Com o intuito de
catequizar os índios, e manter os preceitos da igreja católica, os portugueses
construíram várias igrejas replicando àquelas que existiam em Portugal.

A arquitetura religiosa foi introduzida no Brasil pelo irmão jesuíta Francisco Dias,
que trabalhou em Portugal com o arquiteto italiano Filipe Terzi, projetista da
igreja de São Roque de Lisboa.

As pinturas e esculturas desse período eram feitas por padres e jesuítas,


seguindo o estilo Maneirista. A partir do século XVII começou-se a utilizar o estilo
que ficaria mais associado ao tipo de arte empregado na decoração de igrejas
de todo Brasil colonial, o estilo Barroco.

Frans Post, Casa de Fazenda


Frans Post, Capela com pórtico
meados do século 17 1651

Frans Post, Igreja de São Cosme e São Damião em Igaraçu


meados do século 17
Podemos ver nessas pinturas que a prioridade aqui era construir casas e
engenhos para receber os imigrantes e colonizadores. Por isso a Arte Colonial
Brasileira é uma arte essencialmente arquitetônica. Mas estamos falando de
uma arquitetura bastante simples com estruturas retangulares e paredes de
madeira ou taipa e telhados de palha.

Frans Post, Assentamento no Brasil


1654

Sabemos também que nesse período nossos colonizadores vão trazer para cá
os jesuítas, responsáveis pela catequização dos índios e divulgação do
cristianismo no país. Eles vão construir belas igrejas e mosteiros para abrigar os
novos fiéis. Um dos acervos mais famosos desse período é o monumento de
São Miguel das Missões, na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina.

Crédito da foto: Germano Schüür


(daqui) Crédito da foto: Germano Schüür
(daqui)
Crédito da foto: Germano Schüür
(daqui)

Crédito da foto: Germano Schüür


(daqui)

Além da arquitetura vamos ter muita pintura também, em especial no século XVII.
O detalhe é que essas pinturas não foram feitas por brasileiros, e sim
estrangeiros que foram enviados para cá por exploradores interessados na nova
colônia de Portugal.
Um bom exemplo foi a Missão Holandesa, comandada pelo conde
holandês Maurício de Nassau. No século 17, os portugueses defenderam o
Brasil dos invasores ingleses, franceses e holandeses. Porém, os holandeses
resistiram e se instalaram no nordeste do País entre os anos de 1630 a 1654.
Maurício de Nassau trouxe para cá alguns pintores, como Frans Post (das
pinturas acima) e Albert Eckhout.
Eckhout se interessava pela natureza e tudo que estava ao seu redor. Gostava
de registrar as plantas, os frutos e as belas paisagens brasileiras.
Albert Eckhout, Cabaça, Frutas e Cacto.

Mas, como registro histórico, a sua pintura tem uma importância ainda maior
visto que registrou também grande parte dos costumes e hábitos dos habitantes
brasileiros.
Na obra "Dança dos Tairairiu", por exemplo, vemos o registro de uma dança
cerimonial realizada entre os índios Tapuias. Pinturas desse tipo revelam a
diversidade étnica e cultural brasileira desde aquela época.

Albert Eckhout, Dança dos Tarairiu.

Outra pintura importante é "Servo de Dom Miguel de Castro com cesto dourado"
(ou simplesmente "Servo com caixa de ouro"). Trata-se de um retrato de um
comissário enviado pela República do Congo para o Brasil. Por meio das roupas
e pelo objeto percebemos que a obra é muito mais um registro artístico do Congo
do que da terra habitada.
Albert Eckhout, Servo com caixa de ouro.
Conclusão
As pinturas e esculturas desse período eram feitas por padres e jesuítas,
seguindo o estilo maneirista. A partir do século XVII começou-se a ultilizar o estilo
que ficaria mais associado ao tipo de arte empregado na decoração de igrejas
de todo o Brasil colonial, o estilo Barroco.