Você está na página 1de 14

PEDAGOGIA

ELOIZA CRISTINA NASCIMENTO


CARDOZO
LUCELIA SILVA MENDES DOS SANTOS
LUIS EDUARDO SILVA DE MELO
MARIA IVANILDE DOS SANTOS
CARNEIRO
MAURA PEREIRA DE SOUZA

LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: BRINCAR E APRENDER COM CANTIGAS


DE RODA
2

Marabá - PA
2017
3

LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: BRINCAR E APRENDER COM


CANTIGAS DE RODA

Trabalho de Pedagogia apresentado à Universidade


Norte do Paraná - UNOPAR, como requisito parcial para
a obtenção de média bimestral em todas as disciplinas.

Orientador: Tatiane Mota Santos Jardim; Adriana


Haruyoshi Biason; Raquel Franco Ferronato; Jackeline
Rodrigues Gonçalves Guerreiro; Patrícia Alzira
Proscêncio; Luciane Guimarães Batistella Bianchini;
Camila Aparecida Pio

Marabá - PA
2017
4

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 5

2. A LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: CRIANÇA BRINCA E APRENDE . 6

2.1. Brincar, aprender e cantar: uma pauta para as cantigas de roda ............. 7

2.2 Cantigas de roda: uma proposta metodológica ................................................... 8

CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................ 13

REFERÊNCIAS....................................................................................................... 14
5

1. INTRODUÇÃO

O ensino na educação infantil deve perpassar pelos processos lúdicos,


tendo em vista que, é nessa fase do desenvolvimento humano que o indivíduo
começa a construir processos de socialização e desperta a sua criatividade.
Assim, a ludicidade é essencial ao ser humano, principalmente na
infância, mas não apenas como diversão, e sim como instrumento de ensino e
aprendizagem, por meio de jogos, brincadeiras e brinquedos, para estimular e
desenvolver suas potencialidades, nos processos educativos da educação
física infantil.
Para Santos (2008) a ludicidade é a qualidade daquilo que é lúdico, é
algo que nos proporciona prazer, alegria e bem estar. Existem diferentes
maneiras de trabalhar com a ludicidade no ensino infantil, porém daremos
ênfase a música principalmente as cantigas de roda, gênero musical de
extrema importância na formação do pequeno aprendiz.
Desse modo, este trabalho tem como objetivo apresentar uma discussão
sobre a importância da ludicidade na educação infantil, mostrando que por
meio de cantigas de roda é possível formar, divertir e despertar diferentes
saberes na criança que serão fundamentais para o desenvolvimento intelectual,
social e cultural do aprendiz.
Como pergunta problema, a presente pesquisa procura responder os
seguintes questionamentos: qual a importância da ludicidade na educação
infantil? e Como pensar uma proposta metodológica com cantigas de roda,
levando em consideração o elemento lúdico para alunos da educação infantil
em idade escolar de 6 a 8 anos?
O presente estudo trata-se de um estudo bibliográfico e metodológico
que busca para reconhecer o elemento lúdico como uma ferramenta
fundamental para o processo de ensino e aprendizagem, bem como para
formação social, desmistificando a ideia de lúdico como passatempo, pois se
trata de um recurso pedagógico que utiliza a brincadeira de maneira séria,
sendo visto como um fator de aprendizagem significativa para o educando, pois
de acordo com POZO (1998), as atividades lúdicas contribuem no
desenvolvimento motor, cognitivo, afetivo e social dos indivíduos.
6

2. A LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: CRIANÇA BRINCA E


APRENDE

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB),


a educação infantil representa a “primeira etapa da Educação Básica, [e] tem
como finalidade o desenvolvimento integral da criança até 5 (cinco) anos, em
seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação
da família e comunidade”, nesse contexto a educação direcionada ao
educando de oferecer, dentre outras coisas, uma diversidade de experiências
através da cultura corporal de movimento (BRASIL, 1996, p. 156).
Na educação infantil devem ser consideradas as dimensões humanas: o
cognitivo, o social, o moral, o afetivo, que norteiam a construção de novos
cidadãos. Com esse pressuposto, compreende-se que o brincar e o aprender
são polos de uma mesma coisa. Uma tendência relevante trata-se da inclusão
de atividades de caráter lúdico na educação da criança, não somente com
intuído de divertir, mas para desenvolver competências pertinentes a
aprendizagem (SANTOS, 2008, p. 67).
Mesquita (2003) argumenta que a brincadeira no espaço escolar pode
ser uma importante ferramenta de ensino, através dessa prática, o aluno pode
aprender de forma eficiente e prazerosa. O ato de brincar é compreendido
como uma característica nata do indivíduo. O gosto pela brincadeira
transcende épocas, classes sociais, gênero, culturas e idade. Mas para
criança, brincar tem uma importância muito maior, por ser algo mais frequente
e intendo nesta fase. Uma das provocações do ato de brincar é promover a
satisfação, o prazer, a alegria e o encantamento.

Almeida (1998) destaca que o elemento lúdico torna-se uma ferramenta


fundamental para o desenvolvimento do ensino aprendizagem, sobretudo, na
Educação Infantil, não somente pelas provocações relacionadas ao prazer,
mas porque a ludicidade tem a capacidade de ajudar o pequeno aprendiz no
seu desenvolvimento físico e psicológico. Mesquita (2003) afirma que o brincar
é a essência da infância, a criança desde cedo já desenvolve o gosto pela
brincadeira. Por meio de atividades lúdicas, ela desenvolve competências de
7

pensar, criar, simbolizar e aprender, mobilizando a imaginação, a criatividade e


a aprendizagem.

2.1. Brincar, aprender e cantar: uma pauta para as cantigas de roda

A sonoridade é algo que desperta o interesse do indivíduo desde o


ventre da mãe. Estudos revelam que um bebê apresenta diferentes reações
quando ouve algum som musical, quase sempre, as reações são consideradas
positivas, principalmente no ponto de vista intelectual (MESQUITA, 2005).

Cruz (1999) afirma que a música é uma forma enriquecedora para a


aprendizagem, desenvolvendo as capacidades sensório motor e a do
simbolismo. O ato de cantar pode ser compreendido como uma atividade de
que se encaminha para iniciação ao prazer estético e sonoro, à descoberta da
individualidade, ao aprimoramento das relações interpessoais e à construção
do conhecimento. Contudo, é fundamental que a música seja pensada e
planejada dentro da sistematização do ensino, haja vista que o cantar na
escola pode apresentar duas perspectivas: a primeira relaciona-se ao
desenvolvimento da aprendizagem do educando; a segunda relaciona-se ao
caráter lúdico.

Com isso, compreende-se que as cantigas de roda podem ser um


importante instrumento do desenvolvimento do aluno. Atualmente, esse gênero
musical faz parte do folclore brasileira, fazendo parte das práticas culturais da
sociedade. Conforme Cascudo (2001, p. 240)

O folclore inclui nos objetos e fórmulas populares uma quarta


dimensão sensível ao seu ambiente, porém não há como identificar
os compositores das cantigas de roda, já que elas não têm sua
autoria identificada e são continuamente modificadas, adaptando-se à
realidade do grupo de pessoas que as cantam. Contudo, é preciso
notar que em vários pontos do País, as crianças já se apropriaram de
toadas locais para as suas rodas, cantando-as, porém, com um
caráter próprio (CASCUDO, 2001, p. 240).

Essas canções são ritmos populares que estão estritamente ligadas as


brincadeiras de rodas e surgem por meio de práticas culturais, transmitidas
entre povos diversos e épocas diferentes. As crianças ficam fascinas com esse
gênero justamente pela sonoridade e rimas contidas nas letras. Esse tipo de
8

música é bastante usado para auxiliar a criança em seu desenvolvimento


intelectual, social e cultural.

Atividades com cantigas de roda na educação infantil proporcionam na


criança o desenvolvimento de sua percepção, sua inteligência, seu
comportamento social, dentre outros. Segundo Antunes (2000), por meio da
música é possível estimular as demissões básicas do educando, tais como:
linguística, lógica-matemática, espacial, musical, sinestésico-corporal,
naturalista, intrapessoal e interpessoal.

2.2 Cantigas de roda: uma proposta metodológica

PLANO DE AULA
Tema: Cantigas de roda e ludicidade
Turma: JARDIM II
ACOLHIDA
 Início das aulas 7:30;
 O professor escolherá uma
cantiga de roda de
preferência do aluno e
prepara o ambiente conforme
seu interesse e suas
possibilidades para receber
os alunos.

 A aula iniciará ao som de uma


cantiga de roda com os alunos
em pé em forma de círculo, ao
término da canção, os alunos
sentarão no chão, ainda em
círculo e lhes serão
direcionadas as atividades
propostas.
ROTINA
 Primeiro momento
acolhimento dos alunos
(chamada e organização dos
alunos);
9

 Executa o projeto “cantiga de


roda e as sílabas”, seguindo
o passo a passo previsto na
metodologia.

OBJETIVOS
 Mostrar para os alunos
cantigas de roda com o
propósito de valorizar a
cultura folclórica,
desenvolvendo a ludicidade e
trabalhando elementos de
letramento por meio da
escrita e a leitura, instigando
as capacidades
interpretativas e intuitivas do
educando em fase de
alfabetização.

CAMPOS DE EXPERIÊNCIAS *Introdução


- A Criança
 A criança é um ser dinâmico,
cheio de indagações
espontâneas e com múltiplas
habilidades físicas. Sua
habilidade motora é utilizada
para expansão de seu
desenvolvimento intelectual e
social.
*Formação Pessoal e Social
- Identidade e autonomia
 Brincar e reconhecer a
importância da interação em
grupo.
10

* Conhecimento de Mundo:

- Música
 Despertar percepções
sensorial e criativa por meio da
música.

- Linguagem Oral e Escrita


 Brincar com as palavras por
meio de canções.
SABERES E CONHECIMENTOS  Ao mesmo tempo em que os
alunos irão se divertir ouvindo
e cantando músicas, estarão
em contato com o material
escrito, no caso, alguns
vocabulários da canção. E
irão refletir por meio da
imagem, fazendo
associações, buscando
significados, mobilizando
assim, os saberes de leitura e
compreensão textual.

 Desenvolver a atenção, a
criatividade, compreensão do
mundo, coordenação
corporal, memorização,
leitura, oralidade e integração
do aluno da alfabetização.
11

METODOLOGIA
 Os alunos organizados
em círculo e em pé, ouvirão e
cantarão uma cantiga de roda
previamente selecionada;
 Depois oralmente,
explorarão o vocabulário da
letra da música que deve
estar escrito em um cartaz
com letras grandes e
coloridas;
 Em seguida, o
professor com seus alunos
em círculo, mas agora
sentados, mostra para os
alunos algumas imagens que
tem a ver com a música
catada, instigando os alunos
a falarem e relacioná-las a
cantiga ouvida. Esse
momento é importante,
porque fará os alunos
interagir um com o outro,
motivando-os a pensar e
fazer escolhas sobre a leitura
feita, no caso, a música.
 Em outro momento, o
professor fará o jogo de
“forma palavras”, os alunos
terão que formar palavras
relacionadas a cantiga de
roda.
 Em seguida, os alunos
receberão imagens
12

recortadas relacionadas a
cantiga e terão que montá-las
em um tempo determinado e
depois procurar a palavra
correspondente a imagem em
uma caixa previamente
organizada pelo professor.
 Por fim, o professor
entrega uma atividade com
desenhos relacionados à
música para os alunos
colorirem e exporem no mural
da escola. Essa atividade
pode ser feita ao som das
cantigas de rodas.

RECREIO /INTERVALO  Dez horas da manhã (


intervalo de quinze minutos)

MATERIAIS
 CDs, som, imagens, cartaz
com palavras escritas, fichas
com sílabas, quebra cabeça
de imagens, xerox e folhas
A4 e tinta.
13

AVALIAÇÃO/ Avaliação diagnóstica, feita com o


OBSERVAÇÃO
propósito de acompanhar o
aprendizado dos alunos com
relação as palavras e sílabas
ensinadas por meio da cantigas de
roda, assim como, o aprendizado e
vivência sobre a cultura folclórica
brasileira por meia da música.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com este estudo compreendeu-se que a ludicidade e as cantigas de


roda nas aulas de Educação Infantil é um importante instrumento de
aprendizagem. Atividades que estimulem o movimento e a criatividade da
criança são eficazes no crescimento físico, psicológico e biológico. A criança ao
iniciar sua vida escolar são sujeitos em transformação e formação. Ela precisa
entrar em contato com algo que a transfira para mundo mágico carregado de
possibilidades, fazendo-a compreender o universo em que está inserida. Isso,
por meio do desenvolvimento da criticidade e práticas que a coloque como
autônoma e dona do seu saber, reconhecendo-se como sujeito social pensante
e atuante.
Com isso, compreende-se que não é sustentável pensar em um
programa escolar para Educação Infantil, sem incluir práticas em que haja
atividades que chame a atenção do aluno, motivando- o de alguma forma,
principalmente, por meio do elemento lúdico. O educador precisa usar sua
criatividade e inovar suas aulas com atividades significativas e prazerosas. O
trabalho com cantigas de roda ainda estimula o desenvolvimento das
habilidades linguísticas do pequeno aprendiz. A criança nesta idade escolar é
14

um ser em transição, sendo toda forma de saber uma possibilidade de


aprender e desenvolver.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, P. N. de. Educação Lúdica - técnicas e jogos pedagógicos. São


Paulo: Loyola, 1998.

ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 8ª


ed. Petrópolis, R.J: Vozes, 2000.

BRASIL. Lei e Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei n. 9394, de 20


de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases de educação nacional.
Brasília, 1997.

CASCUDO, Luis da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. 10°. Ed. São


Paulo: Editora Global, 2001.

CRUZ, Maria de Nazaré. Refletindo sobre as cantigas de roda. 4°. Ed. Rio e
Janeiro: Editora: O portão das letras, 1999.

MESQUITA, Ana Lígia Menezes. A criança, a obra de arte e o brincar. Santa


Maria, UNIFRA, 2003.

MOREIRA, W. W. Corporeidade e formação profissional: a importância da


teoria da motricidade humana para Educação Física. Dourados: Seriema, 2012.

SANTOS, Santa Marli Pires dos. Educação, arte e jogo. 2ª Ed. Petrópolis, RJ:
Vozes, 2008.

POZO, J. I. A. A aprendizagem e o ensino de fatos e conceitos. Porto


Alegre: Artmed, 1998.

A criança não vai viver no mundo em que nós vivemos e, portanto, tem o
direito de construir o mundo em que vai viver

Você também pode gostar