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AVANT – CENTRO DE PÓS GRADUCAÇÃO

PSICOPEDAGOGIA

FRANCISCA CLAUDIA FERNANDES DE SOUZA

PRÉ - PROJETO

MANAUS/2018
FRANCISCA CLAUDIA FERNANDES DE SOUZA

A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS MATEMÁTICOS NA PSICOPEDAGOGIA EM TURMA DE


ALFABETIZAÇÃO

Trabalho apresentado ao Curso de Pós


Graduação da Instituição Centro da Graduação
– AVANT- para a disciplina de Metodologia
do trabalho cientifico Proº Marcio Andrade
MANAUS/2018
1 – TEMA

A Importância dos jogos matemáticos

2 - DELIMITAÇÃO

A Importância dos jogos matemáticos na Psicopedagogia em turma de alfabetização.

3- PROBLEMATICA

Esta pesquisa tem por finalidade mostrar a importância dos jogos matemáticos na
psicopedagogia tem por objetivo analisar o emprego e a importância de jogos e brincadeiras como
estratégias alternativas na organização do trabalho pedagógico significativo em turma de
alfabetização. A prática educativa só tem sentido se possibilita a compreensão do diferencial: no
ensinar não há transferência de conhecimento, mas a criação de possibilidades para a sua produção
ou a sua construção. A escola nesse contexto passou a ser um lugar de importância fundamental,
pois pode integrar os jogos e as brincadeiras à aprendizagem e propiciar prazer às crianças, além do
acesso ao conhecimento significativo. Os jogos e brincadeiras no cotidiano escolar de sala de aula
em turma de alfabetização vêm ganhando mais espaço, uma vez que percebemos seu caráter
criativo, imaginário, inovador e sociabilizador. O desenvolvimento integral da criança é perceptível,
pois, a mesma busca compreender o mundo que a cerca e construir de forma única e participativa
sua relação com o conhecimento.
Destacamos que, para o profissional da área de educação, a compreensão sobre os jogos e as
brincadeiras é de fundamental importância, pois implica uma reflexão sobre o real valor dessas
ferramentas como mediadoras da aprendizagem lúdica. Além disso, os jogos e as brincadeiras
contribuem em muito para a formação do eu crítico, pensante, solidário, cooperativo, com
iniciativa, participativo e responsável pela iniciativa pessoal e grupal. Encarando, pois, a temática
por esse prisma, é notório que precisamos entender a importância da utilização dos jogos e
brincadeiras na prática pedagógica, perceber que a escola precisa abrir um espaço para que alunos
vivenciem a ludicidade como meio para desenvolverem a atenção, o raciocínio, a criatividade e a
aprendizagem significativa na alfabetização. Enfim, esta investigação prima pela análise de jogos e
brincadeiras como ferramentas no processo de ensino aprendizagem lúdica na alfabetização,
considerando a relação professor-aluno, a aprendizagem significativa e a organização do trabalho
pedagógico do professor no cotidiano escolar em sala de aula. Busca também uma melhor
compreensão das ações mediadoras do professor através de jogos e brincadeiras como meio
facilitador da aprendizagem dos alunos, investindo, assim, numa aprendizagem lúdica.

4 – JUSTIFICATIVA

Esta pesquisa assim se organiza tendo o tema de: A Importância dos jogos matemáticos onde
jogos e brincadeiras como ferramentas no processo de aprendizagem lúdica na alfabetização.
Delimitamos o tema a ser pesquisado em: A Importância dos jogos matemáticos na Psicopedagogia
em turma de alfabetização. E, enfim, a questão norteadora é: aprender a ler e escrever é um
processo de descoberta da criança. A professora em sala de aula pode mediar essa descoberta da
leitura e da escrita utilizando jogos e brincadeiras numa aprendizagem lúdica? Pensando na
organização do trabalho pedagógico do professor da turma de alfabetização, na utilização de jogos e
brincadeiras por ele proposto, na sua concepção sobre a aprendizagem lúdica e na vivência das
crianças com as atividades lúdicas, algumas questões orientaram esta investigação:

 Quais as concepções do professor da turma de alfabetização sobre a aprendizagem lúdica?


 O professor em sala de aula pode mediar o processo de alfabetização utilizando jogos e
brincadeiras numa aprendizagem lúdica?
 Como estão inseridos jogos e brincadeiras na organização do trabalho pedagógico e na sala
de aula do professor alfabetizador?
 As atividades propostas como lúdicas pelo professor são assim vivenciadas pelas crianças?

5 - OBJETIVOS

5.1 OBJETIVOS GERAL

Analisar a importância dos jogos matemáticos na Psicopedagogia em turma de alfabetização.

5.2 OBJETIVOS ESPECIFICOS

- Verificar a importância dos jogos matemáticos nas turmas de alfabetização em relação ao uso de
jogos e brincadeiras no cotidiano escolar;
- Compreender a relação professor e aluno
- Analisar as estratégias utilizadas pelo professor na utilização de jogos e brincadeiras como
mediadores do processo de aprendizagem no cotidiano escolar e na organização do trabalho
pedagógico.

6 – METODOLOGIA

Esse trabalho foi desenvolvido numa perspectiva bibliográfica e utilizamos: revisão de


literatura, contribuições de alguns autores que iluminaram a compreensão do estudo a exemplo
Kishimoto, entre outros. Tais fontes proporcionaram maior aproximação ao objeto de estudo:
Lúdico: Jogos, brinquedos e brincadeiras, como fator de desenvolvimento infantil. Com o intuito de
compreender a importância do lúdico, foram feitas buscas em sites com como: Scielo e Google
acadêmico, a fim de identificar contribuições sobre a temática.
Sobre a metodologia, trata-se de uma Pesquisa Bibliográfica, que de acordo com Panizza
(2008): [...] a Pesquisa Bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído
principalmente de livros e artigos científicos. Na sessão subsequente trataremos da explanação da
fundamentação teórica, na qual encontra-se a exposição dos resultados e discussões produzidas a
partir dos autores pesquisados. E finalizando com as Considerações Finais, levantadas a partir dos
achados, limitações do estudo e potenciais contribuições da pesquisa para a Psicopedagogia
Acreditamos que o desenvolvimento do ser humano se dá desde seu nascimento até a morte e que
acontece em um processo dinâmico que começa mediante o conhecimento de si mesmo, em relação
com o outro. Portanto, entendemos ser o lúdico um excelente aliado no processo de
desenvolvimento da criança. Diante das dificuldades de aprendizagem que percebemos nos
estudantes no campo de estágio, identificamos como fator principal o desinteresse nos estudos.
Nesse sentido, questionamos: O lúdico é mesmo motivador dos alunos para os estudos? A forma
como os conteúdos trabalhados através do lúdico são mais atrativos para os alunos? Como o lúdico
pode auxiliar na intervenção psicopedagógica? Contudo, faço esses questionamentos, mas levanto a
hipótese de que o lúdico tem o papel preponderante no resgate do interesse na aprendizagem, uma
vez que o brincar é inerente à criança. Para melhor delinear o estudo formulamos os seguintes
objetivos: Geral - Fazer um levantamento bibliográfico acerca do lúdico como fator auxiliar no
desenvolvimento cognitivo do indivíduo, despertador de potenciais nas áreas motoras, afetivas e
cognitivas. E, especificamente temos como objetivos - identificar como o lúdico é determinante
para o desenvolvimento infantil; analisar o que dizem os autores acerca do lúdico como fator
desencadeador de aprendizagem; traçar possibilidades de jogos e brincadeiras na perspectiva
psicopedagógica. A investigação desenvolvida sob a ótica da Psicopedagogia volta-se para busca de
possibilidades interventivas. O estudo apresentado, inicialmente traz revisão conceitual acerca do
lúdico: Jogos, brinquedos e brincadeiras, como fator de desenvolvimento infantil.

7- O LÚDICO E A INFÂNCIA: CONCEITUAÇÃO E HISTÓRIA

Os jogos, brinquedos, e brincadeiras sempre tiveram um lugar importante na vida de toda


criança, exercendo um papel primordial no seu desenvolvimento. Desde os povos mais antigos aos
mais modernos, todos tiveram e ainda têm seus modos de brincar. Em qualquer país, rico ou pobre,
próximo ou distante, no campo ou na cidade, existe a atividade lúdica.
De acordo com Panizza (2008), no Brasil, os termos jogos, brinquedos e brincadeiras ainda
são empregados de forma indistinta. Em nossa pesquisa, constatamos que há de fato, uma
diversidade em relação à funcionalidade desses termos, sendo que sua conceituação varia de acordo
com o contexto em que são empregados.
Na antiguidade, a atividade lúdica não era ligada exclusivamente à infância, mas as pessoas
em geral. Mesmo assim, alguns filósofos, como Platão e Aristóteles, já pensavam o brinquedo na
educação, associando a ideia de estudo ao prazer. (STAREPRAVO, 2009, apud).
Na idade média, o brinquedo era um instrumento de uso coletivo e indistinto, mas sua
principal função era estreitar os laços sociais e transmitir modos e costumes que deviam ser
aprendidos pelas crianças. Essas atividades aparecem como divertimentos que levam os cidadãos a
participarem da comunidade e estabelecerem relações sociais, além de enfatizar o papel de cada um
dentro do grupo. (STAREPRAVO, 2009, P. 27)
Segundo Starepravo (2009), tanto gregos quanto latinos idealizaram os
primeiros pensamentos acerca do brinquedo e qual era a importância que o
mesmo ocupava na vida da criança. As brincadeiras são passadas
historicamente de tempos e tempos. Mesmo nas sociedades mais primitivas
ou na sociedade atual, o brincar fornece ao educando uma concepção
simbólica do mundo em que vivem. Pois segundo Bueno (2000), o homem
é sócio-histórico, ou seja, se estabelece através das relações e contradições
do meio.
Para compreendermos o aspecto lúdico, é primordial analisar o mundo infantil, bem como a
brincadeira da criança. Nesse sentido, buscamos teorizar acerca da infância e ludicidade na
Antiguidade a respeito do lúdico a partir de Bueno (2000), a fim de justificar a necessidade da
educação formal contemple o jogo, a brincadeira e a imaginação como fator de aprendizagem na
instituição escolar e com isso criar novas ferramentas para a ação psicopedagógica.

7.1 A CRIANÇA EM DIFERENTES MOMENTOS HISTÓRICOS

Antigamente e ainda hoje as crianças aprendiam por meio da imitação nas atividades do dia
a dia. A interação das crianças era importante, pois transmitiam as experiências compartilhadas por
gerações passadas, sendo que a aprendizagem de fato acontecia a partir do contato com a prática.
Bueno (2009) revela que nessa cultura a educação, caracterizada pelos jogos com representação, a
aprendizagem era mais significativa, pois tinham exemplos. Sendo assim, o ato de brincar oferecia a
inserção dos papéis sociais, possibilitando o aprendizado das regras.
O jogo é conhecido como um instrumento apenas para entreter a criança. Contudo, segundo
Bueno (2009), a partir da observação, pode-se perceber que o jogo está presentenas diversas
culturas, representando uma peculiaridade que é natural do ser humano. Além disso, até os animais
brincam, dessa forma, o jogo pode ter um sentido biológico. O jogo com regras oferece ao
educando a socialização, a expressão do prazer, a forma natural de trabalho, além de ser uma
preparação para a vida. (BUENO, 2009, p. 106).
A partir do jogo o aprendente vivência suas experiências emocionais da fantasia e do lúdico,
segundo (BUENO, 2003, p. 155), sendo que o jogo é a fantasia em ação. A imaginação desenvolve
funções que são positivas do faz de conta e o jogo é o canal da fantasia, pois não exerce o sentido de
realidade e desenvolve hábitos para a elaboração desse sentido, proporcionando a fantasia.

8- O LÚDICO E A APRENDIZAGEM

Na educação para obter um ensino mais eficaz, se fez necessário aperfeiçoar novas técnicas
e didáticas diferentes e uma prática inovadora e prazerosa. Dentre essas técnicas sobressai o lúdico,
um recurso didático dinâmico que garante resultados positivos na educação, apesar de exigir
extremo planejamento e cuidado na execução da atividade ou na brincadeira elaborada.
O jogo, nas suas variadas formas, auxilia no processo da aprendizagem, tanto no
desenvolvimento cognitivo, psicomotor como também no desenvolvimento da motricidade fina e
ampla, bem como no desenrolar da imaginação, da interpretação, da criatividade, a obtenção e
organização de pensamento, que por sua vez, acontecem quando brincamos e jogamos, quando se
obedecem às regras, tudo é um fator determinante para aprendizagem tanto no âmbito educacional
como no social, etc.
De acordo Bueno (2009), o desenvolvimento da criança acontece através do lúdico. Por isso
a criança precisa brincar para se desenvolver, necessita do jogo como forma de integração com o
mundo, como forma de trocas de vivências com a cultura onde vivem, para que a aprendizagem
ocorra de forma integrativa e global.
A criança ao brincar e jogar de forma lúdica, se envolve tanto que coloca na ação da
brincadeira o seu sentimento e emoção. Podemos ate afirmar que a atividade lúdica funciona de
uma forma integrativa entre os aspectos motores, cognitivos, afetivos e sociais, portanto a partir do
brincar, desenvolve-se a capacidade, facilidade para à aprendizagem, aflora o desenvolvimento
social, cultural e individual, contribuindo para uma vida saudável, física e mental.

Aprendizagem é toda atividade cujo resultado é a formação de novos


conhecimentos, habilidades, hábitos naquele que a executa, ou a aquisição
de novas qualidades nos conhecimentos, habilidades, hábitos que já
possuam. O vínculo interno que existe entre a atividade e os novos
conhecimentos e habilidades residem no fato de que, durante o processo da
atividade, as ações com os objetos e fenômenos formam as representações e
conceitos desses objetos e fenômenos. (Bueno, 2009, p.85).

De fato, a aprendizagem através do lúdico é mais enriquecedora, pois propicia a criança um


aprender divertido, sem cobranças acadêmicas que o ensino regular aplica, a atividade lúdica
desenvolve as habilidades cognitivas, por meio dos jogos a criança aprende a controlar os seus
impulsos, a esperar, aumenta sua autoestima e independência, servindo também para diminuir
frustrações, pois através do brincar a criança reproduz situações vividas no seu cotidiano. Contudo,
os educadores precisam estimular e mediar a aprendizagem através das ações lúdicas.
A esse respeito, Bueno (2009) argumenta da seguinte forma:
Um professor que adora o que faz que se empolga com o que ensina, que
mostra sedutor em relação aos saberes de sua disciplina, que apresenta seu
tema sempre em situações de desafios, estimulantes, intrigantes, sempre
possui chances maiores de obter reciprocidade do que quem a desenvolve
com inevitável tédio da vida, da profissão, das relações humanas, da turma
[…] (p.55).
A utilização de jogos e brincadeiras no meio institucional proporciona às crianças o
aprimoramento de diversos conhecimentos de todas as áreas de forma lúdica. Quanto aos
professores, estes ficam motivados com a aprendizagem de seus alunos através do lúdico.
Entretanto, é preciso um conhecimento mais apurado acerca do tema, para poder intervir nas
brincadeiras das crianças. Contudo, faz-se necessário auxiliar a criança para que brinque com
diversos tipos de jogos educativos e outros tipos de jogos, brinquedos e brincadeiras infantis, apenas
pelo prazer da ação lúdica.
Bueno (2009) cita também que:
O jogo é o mais eficiente meio estimulador das inteligências, permitindo
que o indivíduo realize tudo que deseja. Quando joga, passa a viver quem
quer ser, organiza o que quer organizar, e decide sem limitações. Pode ser
grande, livre, e na aceitação das regras pode ter seus impulsos controlados.
Brincando dentro de seu espaço, envolve-se com a fantasia, estabelecendo
um gancho entre o inconsciente e o real (p.60).

Contudo há ferramentas que ajudam nessa aprendizagem, como os jogos educativos juntamente
com a ação psicopedagógica e de outros profissionais para desenvolver a aprendizagem global do
aprendente, como veremos a seguir.

9- A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS NA PSICOPEDAGOGIA

É importante ressaltar a importância dos jogos e brincadeiras para o desenvolvimento da


aprendizagem humana. Mas, outras atividades como a música, pintura e tudo que estimule a
criatividade são também ações lúdicas essenciais para promover a aprendizagem da criança.
Portanto, através da ludicidade a criança poderá estimular todas as suas habilidades e
potencialidades, e desenvolvendo seu lado social, motor e cognitivo.
Segundo Bueno (2009), as crianças não raciocinam como adultos, sendo elas as próprias
construtoras ativas do conhecimento, vivendo constantemente criando e testando suas teorias sobre
o mundo.
Então, a criança brincando vai construindo sua individualidade e identidade, assim vão
aprendendo os instrumentos de brincar, ou seja, os brinquedos vivenciados a partir de imagens
significantes dele próprio, da cultura da comunidade onde é inserido.
Dessa forma, considera-se o lúdico como um fenômeno psicológico e também
psicopedagógico, como um fator determinante no desenvolvimento infantil e sujeito humano
(desenvolvimento cognitivo, físico, mental e emocional), essencial na construção de sua
personalidade, como fator de comunicação e relação com outras crianças, adultos e consigo mesmo.
De acordo com Bueno (2009), uma criança pequena que ainda não desenvolveu sua
linguagem verbal, passa a imitar os gestos que está observando, esta potencialidade é utilizada
como uma forma lúdica, sendo esta praticada por prazer, representando o ato corporal, sendo
considerada um “jogo de exercício”.
Uma infância bem vivida junto com o lúdico traz benefícios, a longo prazo, à existência do
indivíduo. As diversas possibilidades estimuladas através das brincadeiras contribuem para tornar a
criança autoconfiante, autônoma e consciente de seu potencial e de suas limitações.
A prática de atividades lúdicas na Psicopedagogia corrobora para que os alunos possam
obter o melhor desempenho. Porém, somente tais atividades não resolvem o processo educativo,
elas podem auxiliar em favor de promover mudanças significativas. A ludicidade, os jogos é um
excelente recurso para o atendimento psicopedagógico, usando-a como instrumento de vinculação
cognitiva com a aprendizagem. É necessário então que o psicopedagogo faça intervenções de
forma que o aprendente vá se percebendo e construindo a sua forma própria de aprender. Dessa
forma, torna-se primordial ressaltar que os jogos e brincadeiras são aliados excelentes que
possibilitam às crianças o desenvolvimento das suas habilidades intelectuais.
O psicopedagogo que se utiliza dos jogos como ferramentas para intervenção ou avalição,
visa resgatar aspectos cognitivo, afetivo-emocional dos conteúdos ministrados em sala de aula,
motivando-os em buscar uma aprendizagem prazerosa.
Na intervenção ou avaliação psicopedagógica, ao utilizar jogos, é preciso ficar claro o
porquê, para quem, quais recursos utilizar. Esse tipo de atividades lúdicas pode ser considerado
como uma intervenção de caráter preventivo ou curativo. Nesse caso é preciso identificar qual
dificuldade e criar condições favoráveis para superação.
Portanto, para o psicopedagogo, a utilização dos jogos torna-se importantíssimo, tanto para
realizar o levantamento da hipótese diagnóstica acerca das limitações e possibilidades do
aprendente, bem como da dificuldade de aprendizagem de crianças com algum transtorno. Portanto,
as ações lúdicas são ferramentas essenciais durante as intervenções psicopedagógicas, terapêuticas
ou não terapêutica.
10 - JOGOS EDUCATIVOS COMO FERRAMENTA DA AÇÃO PSICOPEDAGÓGICA

O lúdico é uma forma dinâmica e produtiva para se obter um bom aprendizado, pois os
jogos e as brincadeiras têm como principal característica instigar o desejo de aprender. Brincar é
atuar de forma criativa no espaço potencial de todas as probabilidades, sendo assim, o brincar não é
só próprio da criança, mas também do adolescente, do jovem, até de adultos e idosos, cada
indivíduo com suas potencialidades e seus recursos de vida.
De acordo com STAREPRAVO (2009) O espaço lúdico durante o diagnóstico traz
possibilidade de um melhor entendimento da real situação e nível de desenvolvimento do
aprendente. A intervenção psicopedagógica deve explorar os jogos pedagógicos, pois brincar é
universal e rompe as fronteiras entre o diagnóstico e o tratamento, uma vez que o próprio
diagnóstico passa a ter um caráter terapêutico.
Os jogos como intervenção psicopedagógica desenvolvem não somente os aspectos
cognitivo, mas também a expressão corporal e motora. Com isso, a aprendizagem é mais
significativa para o educando, sendo mais efetiva, ou seja, há uma aprendizagem de fato. Algumas
atividades lúdicas são instrumentos válidos para os psicopedagogos, como os jogos e brincadeiras
que propiciam aos aprendentes o aprender brincando. Atividades que auxiliam o desenvolvimento
da coordenação motora global, coordenação motora fina, percepção corporal e cognitiva como as
atividades de seriação.

10.1 REGISTRO DAS ATIVIDADES REALIZADAS

De um modo geral, as atividades foram de grande aceitação por parte dos alunos e
professores da Escola Estadual Waldemiro Perez e atingiram os objetivos esperados. 90% dos
professores responderam que a brincadeira faz parte do cotidiano escolar e que é fundamental a
pratica de atividades lúdicas principalmente na educação infantil, apesar de muitas não oferecerem
espaço adequado procuram realizar um bom trabalho.
O objetivo geral desse trabalho também foi alcançado, sendo ele: Possibilitar o processo de
ensino aprendizagem, mostrar que através do lúdico pode-se formar um clima agradável para o
desenvolvimento deste processo melhorando e aprimorando as ferramentas de trabalho do educador
e do educando.
A partir da realização das atividades do projeto, foi percebido que as crianças
frequentadoras demonstraram muita ansiedade em realizar tais tarefas. O interesse era tanto que a
frequência das crianças aumento durante o período da aplicação do projeto descrito.
Talvez, um dos porquês da evasão escolar, esteja na falta de motivação durante as aulas, se
nossos alunos de hoje tivessem um mínimo de motivação na sua idade escolar, certamente, teríamos
uma educação de qualidade e professores muito mais bem satisfeitos com o seu trabalho
desenvolvidos.

10-2 VIVENCIANDO E AVALIANDO ATIVIDADES COM JOGOS

10. 2.1 O professor como elaborador de atividades de jogos nas aulas de Matemáticas

Uma das possibilidades de utilização de jogos nas aulas de Matemáticas se dá com a


inserção de jogos elaborados pelo professor, a quem compete, nesse caso, além de confeccionar o
material necessário, analisar o educativo do jogo no processo de ensino e aprendizagem em
Matemática.
Um jogo desenvolvido pelo professor pode contemplar diferentes objetivos em relação ao
ensino da Matemática, dentre os quais se destacam: exercitar o domínio de determinados
algoritmos, desenvolver habilidades de cálculo mental, construir determinadas ideias matemáticas
bem como explorar dificuldades encontradas em conteúdos específicos. Paralelamente, o trabalho
com o jogo pode estimular a formação de atitudes pessoais, tais como o respeito aos colegas,
cooperação e iniciativa.
Neste contexto, é importante destacar que segundo Starepravo:
Ao elaborar e propor um jogo didático para as aulas de Matemática é fundamental que o
professor perceba que a atividade de ensino não se reume no ato de jogar. A exploração do
jogo, após sua conclusão pode desencadear o tratamento de diferentes ideias matemáticas,
assim como desenvolver habilidades de fazer questionamento, buscar diferentes estratégias,
analisar procedimentos, habilidades essas consideradas essenciais no processo de
problemas.
Dentre os diferentes objetivos citados anteriormente com relação ao uso dos jogos,
encontramos mais comumente jogos destinados à fixação de determinados algoritmos ou mesmos
de determinados conceitos matemáticos. Por exemplo, jogos de operações matemáticos com cartas,
dominó ou mesmo bingo. De modo geral, predominam entre os jogos de cartas aqueles centrados na
formação de pares, nos quais, em uma das cartas aqueles centrados na formação de pares, nos quais,
em uma das cartas, figura a operação e na outra o resultado, por exemplo: numa carta aparece a
operação 1+3 e numa outra carta o resultado 4. No dominó, seguindo o mesmo raciocínio, a
sequência de pecas é desencadeada encontrando a próxima peça da sequência que corresponde ao
resultado de determinada operação.
No bingo, a ideia é semelhante nas cartelas constam as diversas operações, o professor tem
os resultados que serão sorteados, um a um, até que apareça um vencedor. Possibilitando inúmeras
variações, desde a operação à estrutura do jogo (cartas, dominó, bingo etc.), esses jogos podem ser
utilizados em diferentes momentos, de modo a exercitar determinados algoritmos ou fixar certos
conceitos matemáticos. Na figura 1,2, 3, 4 damos exemplo do ensino e aprendizagem utilizando
jogo do bingo com alunos do 6º ano do Ensino Fundamental.

Figura 1 – Jogo do Bingo Matemático


Fonte: Feira de Jogos Matemáticos Escola Municipal Professora Sônia Maria Barbosa 2012
Figura 2 – Jogo do Bingo Matemático
Fonte: Feira de Jogos Matemáticos Escola Municipal Professora Sônia Maria Barbosa 2012

Figura 3 - Jogo do Bingo Matemático


Fonte: Feira de Jogos Matemáticos Escola Municipal Professora Sônia Maria Barbosa
Figura 4 – Jogo do Bingo Matemático
Fonte: Feira de Jogos Matemáticos Escola Municipal Professora Sônia Maria Barbosa 2018
10 3.1 O aluno como elaborador de atividades de Jogo nas aulas de Matemáticas

De modo geral, é mais comum encontrar propostas de trabalho com jogos nas aulas de
Matemática nas quais o professor apresenta-se como aquele que propõe a situação de jogo. Nessas
propostas, aparecem mais frequentemente situações de execução da atividade de jogar e, em raras
vezes, situações nas quais os alunos são convidados a um processo de resolução de problemas e
investigação sobre o ato de jogar. Nesse sentido, ressalta-se a relevância dessa segunda tendência
como um caminho para aprender Matemática por meio do jogo.
Outra possibilidade a ser contemplada no trabalho com jogos nas aulas de Matemática se dá
a partir de jogos produzidos pelos próprios alunos.
Sobre isso é importantes destacar que segundo Starepravo
Quando a participação do aluno ocorre desde a elaboração do jogo é dada a ele a
oportunidade de aprimorar suas ideias sobre determinados conteúdos matemáticos. Isso se
deve ao fato de que terá que desenvolver estudos objetivando o domínio do conteúdo e
condições de criar um jogo, isto é, as estratégias e o modo como esse conhecimento
matemático será abordado, culminando com a confecção do material em si. Esse
procedimento envolve o aluno em um movimento contínuo e aprofundamento de suas
teóricas.
A elaboração do jogo pelo aluno pode desencadear um processo de estudo de determinado
conteúdo matemático específico, de modo que o jogo produzido apresente ideias matemáticas
corretas e claras. Os jogos elaborados pelos alunos podem contemplar várias estruturas entre os
quais de destacam: os jogos de cartas (como os de memórias ou mico), jogos de dominó, jogos de
bingo, jogos de dados, trilhas, boliches de garrafas pet, entre outros. O que se dá dessas estruturas é
a incorporação de uma proposta de jogos matemáticos a e partir da estrutura original, aliada à
produção de regras e à confecção do material específico. O emprego de materiais de reciclagem é
sempre uma ótima opção. Por exemplo, é possível construir um ábaco com palitos de churrasco,
tampas de refrigerantes e uma caixa de pasta de dente ou outra caixa para suporte. Como mostra na
figura 5.
Figura 5 Fonte coleção explorando o ensino matemático
10 3.3 JOGOS NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

Ao longo da nossa história vemos que o homem foi construindo seus próprios conceitos
matemáticos por meio de utilização de objetos concretos (pedra, graveto, sementes, nós em corda,
ET c.) quando teve necessidade de contar seus pertences, limitar sua propriedade.
Vemos que os conceitos matemáticos foram sendo construídos paulatinamente até
chegarmos ao presente avanço tecnológico.
Mas, existem ainda hoje, educadores que insistem em impor conceitos matemáticos aos
seus alunos de forma tradicional, dando o conceito e aplicando exercícios de fixação, não dando a
oportunidade para o aluno construí-lo.
E um dos conceitos a ser citado é o conceito de número, que segundo os estudos e as
descobertas de Jean Piaget, ele não pode ser transmitido, pois é um conceito construído pelo
próprio indivíduo por meio de um processo que envolve seu amadurecimento biológico, as
experiências vividas e informações que recebe do meio (Ribeiro 2009).
O sucesso do ensino da matemática depende de como os docentes estão trabalhando com os
conteúdos. O professor tem que buscar novas metodologias que inovem suas aulas para motivar
seus alunos, para que ele possa tomar parte ativa na aprendizagem.
O jogos na educação matemática é um instrumento de ensino e aprendizagem. Pois além de
valorizarem o aspecto lúdico da aprendizagem, os jogos têm papel importante na integração da
criança ao contexto escolar. Podem auxiliar o aluno, com ajuda do professor, a: construir o
conhecimento matemático em grupo; entender e discutir as regras de ação e negociar ideias e
decisões; além de desenvolver comunicações matemáticas e validá-las. Amarelinha, trilhas,
tabuleiros, cara ou coroa, boliche de pet, caça ao tesouro, memórias, são algumas dos diversos jogos
que é possível experimentar com as crianças. Também é importante trazer para a sala de aula os
jogos próprios da cultura de sua região, conhecidos por seus alunos, e suscitar a exploração dos
conteúdos matemáticos neles envolvidos.
A importância do jogo está nas possibilidades de aproximar o aluno do conhecimento
científico, levando-o a vivenciar “virtualmente” situações de solução de problemas que o
aproximem da realidade muitas vezes vividas por ele ou por outras pessoas.
O trabalho com jogos pode ser realizado com diversas intenções. Mas, segundo
STAREPRAVO (2009), quando se pensa em aquisição de conhecimento deve-se ter bem claro que
tipo de jogo usar, em qual momento deve ser inserido na sala de aula e a maneira de fazer a
intervenção.
O professor deve ter o cuidado de não usar o jogo de forma indevida no contexto escolar, para que
isso não ocorra, ele deve prever em seu planejamento de como agir para que possa explorar tudo
que o jogo lhe permite para atingir seus objetivos.

10 3.4 JOGOS NAS SALAS DE MATEMÁTICA

3.4.1 Boliche

3.4.1.1 Origem da palavra Boliche

Sobre a origem da palavra Boliche (segundo o Dicionário Houaiss), conforme a Etimologia


(estudo da origem e da evolução das palavras), trata-se de um espanholismo, Boliche (1599) rede,
pequena rede de pesca, do catalão bolitx, ligado ao grego bolídion, diminutivo não documentado do
grego bólos rede, rede de pesca por influência de bola (do latim bulla bolha, borbulha, objeto
redondo, bola), o vocábulo passa a designar por metonímia casa onde se jogava com bolas e depois
tipo de jogo com bolas, referência (século XVII) a cantina, geralmente militar, onde o proprietário
ganhava ("pescava") o dinheiro de quem ali praticava o jogo Boliche o vocábulo passa ao português
com essa primeira acepção e por extensão toma também no Sul do Brasil o sentido de Boliche
taverna pobre, bodega, usual (século XIX) na América espanhola.

3.4.1.2 Jogo de Boliche de Garrrafas Pets

O jogo de Boliche de Garrafas Pet é conhecido pela maioria das crianças e pode ser
explorado desde a Educação Infantil, permitindo numerosas variações de acordo com os objetivos
que se pretende atingir. No Ensino Fundamental o objetivo é derrubar o maior número de garrafa
em cada rodada, com o posterior contagem dos pontos acumulados em cada uma.
A seguir, apresentamos um jogo que foi aplicado em várias salas de aula do 6º ano do
Ensino Fundamental da Escola Municipal Professora Sônia Maria Barbosa localizada na zona leste
do Bairro Cidade de Deus. Este jogo teve objetivo não apenas matemáticos, mas também a
interpretação de texto (regras do jogo) e na matemática de revisão de conteúdo, já que este engloba
vários assuntos do Ensino Fundamental. O Jogo aplicado foi o Boliche de garrafa de pet material
reciclável, vamos descrever como aplicamos o jogo, de que maneira os alunos se comportaram e
depois listaremos as regras do jogo e o do boliche. No primeiro momento apenas apresentamos aos
alunos o boliche e as regras por escrito, não demos nenhuma explicação de como jogar e pedimos
que jogassem, após várias partidas em duplas, pedimos para os mesmos fazerem um relatório de
como interpretaram as regras e como foi o jogo.
No dia seguinte, repetimos as mesmas duplas, porém lemos e interpretamos as regras junto
com os alunos, na continuidade pedimos que jogassem novamente, agora com a interpretação
correta das regras e depois de várias jogadas solicitamos que fizessem um novo relatório nessa nova
visão.
Percebemos que alguns alunos no primeiro dia não conseguiram interpretar corretamente as
regras do jogo, mas mesmo assim jogaram da maneira deles.
Analisando as turmas, vimos que os alunos se envolveram, foram participativos e produtivos, porém
apresentaram algumas dificuldades com os cálculos, matemática básica.
A seguir, apresentamos as regras e o Boliche de Garrafas pet:

3.4.1.3 O jogo

Material necessário:
● 10 garrafas de refrigerantes PET com um pouco de areia no fundo (para não caírem
com o vento).
● 1 bolinha de borracha ou bola de meia.
Números de Participantes:
● 7 ou 8 alunos para cada conjunto de garrafas.
Modo de Jogar:
Disponha as garrafas como mostra a figura 6 a seguir, Os alunos formam uma fila em frete
às garrafas, mantendo determinada distância delas. O primeiro aluno a jogar lança a bola na direção
das garrafas com o objetivo de atingi-las. Em seguida, verificar o número de garrafas derrubadas e
organiza-as novamente para o próximo aluno, dirigindo-se ao fim da fila. Enquanto esperar sua vez
de jogar novamente, faz um registro indicando a quantidade de garrafas derrubadas. Os registro
podem ser feito livremente, uma única tabela que pode ser fixa na parede ( ao alcance dos alunos).
Vence quem derrubar o maior número de garrafas, depois de somar todos os números da primeira
rodada até a última rodada. Antes de iniciar, é interessante conversar com os alunos sobre o jogo,
pois muitos deles já conhecem o jogo. Aceite sugestões e ideias dos alunos.

Figura 6
Fonte: Feira de Jogos Matemáticos Escola Municipal Professora Sônia Maria Barbosa 2012
A figura 7 representa a tabela de garrafas derrubadas.

Garrafas derrubadas

Aluno 1ª rodada 2ª rodada 3ª rodada 4ª rodada Total

Aline

André

Camila
Os registros dos alunos nos fornecem informações sobre o seu processo de elaboração do
número. Numa mesma turma podemos encontrar diferentes níveis de representação para a
quantidade de garrafas derrubadas, como o desenho das próprias garrafas, registro de risquinhos,
bolinhas ou outros símbolos. Assim, é importante deixar espaço suficiente para os diferentes tipos
de registros ( e na apenas para o registro de números usando algarismos). A partir do jogo foi
possível trabalhar contagem, comparação de quantidades, idéias da adição e subtração, noção
espacial e registro pictórico e numérico. Além disso, para nortear a contagem de pontos do boliche,
foram discutidos no grupo textos sobre o brincar, sobre os conteúdos número e sistema de
numeração e também sobre a noção do zero, toda vez que não derrubavam garrafas. Foi muito
interessante trabalhar com o boliche (algo que já usávamos vez ou outra) de forma a observar como
as alunos s interagem entre si e com o jogo propriamente dito, atentando para como elas se
apropriam da contagem e da noção de quantidade, bem como as estratégias de registro que utilizam.

3.4.2 Bingo

Objetivo: resolver operações com multiplicação e divisão.


Material: folha de cartolina (papelão, tampa de caixa de sapatos ou de camisa), tesoura, lápisde
cor, folha de papel (caderno), lápis grafite, grãos de milho ou de feijão.
Número de aulas: 5 (esse número é variável conforme o grau de aprendizagem da turma).
Procedimentos:
● Essa atividade poderá ser feita em dupla;
● Os alunos irão confeccionar suas próprias cartelas, conforme o modelo:
● O professor listará no quadro as respostas possíveis para as questões (pedras);
● Orientar os grupos a colocar em suas cartelas as respostas, de modo que haja o
menor número possível de cartelas iguais;
● Distribuir folhas de papel para que os alunos resolvam as questões;
● O professor retira da sacola uma pedra (questão) de cada vez, e copia no quadro.
● Estipular o tempo para a resolução de cada questão;
● Cada aluno (ou dupla) resolve a questão, e, caso na sua cartela esteja
● À resposta, ele a marcará com um grão de milho ou feijão;
● Quem primeiro preencher corretamente toda cartela, a entregará ao professor,
juntamente com as questões resolvidas na folha;
● O bingo deverá continuar até saírem todas as pedras.
Outra característica é a dinâmica dos jogos, todos os jogos elaborados se utilizam de fatores
como a sorte e/ou a estratégia. Todos os jogos expostos possuem um objetivo a ser alcançado,
dependendo dos alunos, há necessidade de clareza desses objetivos, no intuito de escolher e criar as
suas jogadas levando em conta um desses fatores.
Estratégia é a arte de planejar e executar, movimentos e operações disponíveis para que se
alcance o seu objetivo, no caso do jogo é derrotar o adversário. De acordo com Ribeiro (2009), todo
esforço é necessário, mesmo sabendo que, para criar outro, todos são responsáveis pelas ações, atos
e jogadas. Exemplos da Figura 7 e 8.

Figura 7 Fonte: Feira de Jogos Matemáticos Professora Sônia Maria Barbosa


Figura 8 Figura 9
Fontes: Feira de Jogos Matemáticos Professora Sônia Maria Barbosa

Desta forma, os jogos tornam-se mais significativos à medida que a criança se desenvolve,
pois a partir da livre manipulação de materiais variados, ela passa a reconstruir objetos, reinventar
coisas, exigindo assim uma adaptação mais completa construída através de um plano de ação que
permita a aprendizagem de conceitos matemáticos e culturais, de maneira geral.

MATERIAL E MÉTODOS

A fundamentação teórica deste trabalho foi baseada em obras de grandes autores, que ao
longo de suas experiências, se propuseram passar seu conhecimento a diante, para melhor ajudar e
auxiliar aqueles que necessitam de um apoio pedagógico e científico. Entre eles o autor Starepravo,
Ribeiro, Pintombeira e Panizza .
Sem a ajuda deles, esse trabalho não seria possível, pois toda pesquisa é formada através
da obtenção de dados coletados, a partir de leituras que servem como suporte para o acadêmico.
Para a coleta de dados deste trabalho foram utilizados vários recursos como: estudo
exploratório, análise de livros didáticos, paradidáticos e de pesquisas, acesso à internet, pesquisas
em revistas científicas e educativas, além das importantes aulas práticas onde foram utilizados os
jogos matemáticos no 6º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Professora Sônia Maria
Barbosa onde foi realizada a primeira Feira de Jogos Matemáticos.
O objetivo desses trabalhos foi verificar de que forma os jogos e brincadeiras contribuem no
desenvolvimento e na aprendizagem da criança na educação do ensino fundamental. Os alunos
devem jogar pelo prazer que o jogo proporciona e devemos estar conscientes de que, mesmo sem as
nossas interferências, elas estão enfrentando desafios, fazendo antecipações, coordenações,
avaliando resultados, ou seja, mesmo que envolvidas em uma atividade puramente lúdica, esta pode
trazer benefício ao desenvolvimento e à aprendizagem.
Observei que os alunos acham de fundamental importância o uso dos jogos no seu dia a
dia, tanto para passar ensinamentos para as eles mesmos, como também para acamá-los.
Os aspectos que mais destacaram nas entrevistas foram:
● Desenvolvimento da sociabilidade;
● Desenvolvimento da cordialidade, amizade, cooperação;
● Desenvolvimento do senso de humor, alegria de viver;
● Desenvolvimento do senso de auto-estima.
● Formação do caráter.

5 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados obtidos nesse trabalho contribuem para o bom funcionamento da prática dos
jogos no processo de ensino e aprendizagem que muitos educadores buscam se basear. Eles são
importantes e indispensáveis, pois nos auxiliam e nos ajudam a obter resultados eficazes quanto à
realidade escolar.
Para o desenvolvimento deste Trabalho de Graduação foi realizada aulas práticas na Escola
Municipal Professora Sônia Maria Barbosa, na qual foi realizada a primeira de Feira Jogos
Matemáticos, os resultados obtidos foram bastante positivos para alguns alunos, porém alguns
alunos não mostraram nenhum interesse pelos jogos, pois não sabiam ler e nem escrever, mas
sabiam contar e participaram das brincadeiras e jogos com sorteio de brindes. Esses alunos não
conheciam a tabuada, entretanto isso não os impediu de resolver os problemas utilizando os jogos
do Boliche e Bingo da Tabuada.
CONCLUSÃO

Em relação aos jogos no processo de ensino e aprendizagem, pode-se afirmar que os jogos
permitiram que os alunos desenvolvessem o raciocínio mais lógico. Compreender as formas de
raciocínio dos alunos modificou minha postura como professora. Ao invés de me preocupar em como
explicar os conceitos matemáticos aos alunos, passei a ouvir as explicações que elas elaboravam. Ao
invés de ensinar os algoritmos, mostrando o que eu supunha ser a melhor forma de realizar cálculos,
passei a observar como elas operavam com os números, que tipo de ideias levantavam a respeito das
operações aritméticas e como solucionavam problemas envolvendo tais operações.
Acabei descobrindo que meus alunos tinha uma lógica própria, diferente da lógica dos adultos,
que aquilo que muitas vezes eu considerava como um erro, era verdade, a sua própria forma de elaborar
um conhecimento. Aprendi que não adianta impor-lhes a minha forma de pensar, pois colocariam nas
provas o que eu queria ver, mas continuaria secretamente, a pensar da forma que era lógica para eles.
Ou, o que é pior, com o tempo acabariam aprendendo a simplesmente reproduzir, sem nem pensar, sem
nem mais tentar compreender. Vários autores como Freinet, Piaget e Emilia Ferreiro, para citar algumas,
já tivessem descoberto tudo isso antes de mim.
Quando entramos em sala de aula, acreditamos que somos capazes de ensinar tudo aos nossos
alunos. Como já conhecemos os caminhos mais rápidos ou mais eficientes para resolver os problemas.
Se o nosso objetivo é que nossos alunos realmente aprendam, que se envolvam com o que estão
trabalhando, que saibam agir com autonomia e iniciativa diante dos problemas, devemos realmente o
encaminhamento que estamos dando às nossas aulas de Matemática.
O uso dos jogos nas aulas de Matemáticas pode ser um bom começo. Quando jogamos, nossos
alunos têm a oportunidade de formular e testar suas hipóteses, porque se veem, constantemente, diante
de situações-problemas. Os conteúdos, matemáticos são descobertos como ferramentas das quais podem
dispor para solucioná-los.
As descobertas são compartilhadas com os colegas e os erros são colocados em discussão com a
classe toda (e não escondidos). Os alunos aprendem a ouvir seus colegas e aprendem a falar em sala de
aula, a exteriorizar seus pensamentos, a argumentar em defesa de suas próprias ideias. Aprendem ainda,
que a escola é lugar de troca, de criação de descobertas.
REFERÊNCIAS

BUENO, Nádia. A Psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. 2ª edição,


revista e atualizada. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

RIBEIRO, Flávia Dia. Jogo na Educação Matemática. São Paulo: Saraiva, 2009.

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros Curriculares Nacionais.


Matemática. 2 Ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2000.

STAREPRAVO, Ana Ruth. Jogando com a matemática. Curitiba: Ed.Aymara, 2009.

PANIZZA, Mabel. Ensinar Matemática na Educação infantil e nas séries inicias. Porto
Alegre : Artmed, 2008.

PIMTOMBEIRA, João Bosco. Matemática no Ensino Fundamental. Brasília: Ministério


da Educação , 2010.

TAFNER, Elisabeth Penzlien; DA SILVA, Everaldo. Metodologia do Trabalho


Acadêmico. Indaial: ASSELVI, 2008.