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PROJETO E

EXECUÇÃO
DE
REBAIXAMENTO
TEMPORÁRIO
DE AQÜÍFEROS
Rebaixamento do nível de água
OBJETIVOS PRINCIPAIS
• ESCAVAR A SECO (ver problema 1)
• ELIMINAÇÃO DE LAJES DE SUBPRESSÃO (São Paulo)
(ver problema 2)
• ESTABILIDADE DE TALUDES DA ESCAVAÇÃO (Estradas)
• REDUÇÃO DE EMPUXOS EM PAREDES
• Etc.

PRINCIPAIS PROBLEMAS
1. DIMINUIÇÃO DA PRESSÃO NEUTRA Æ HÁ AUMENTO DA TENSÃO
EFETIVA Æ RECALQUES, PRINCIPALMENTE EM SOLOS
COMPRESSÍVEIS
2. Se não se interceptar o fluxo com uso de paredes contínuas
embutidas em solo “impermeável” Æ há grandes gastos dos
condôminos com recalque da água Æ e volta ao problema acima
Qualquer que seja o sistema de rebaixamento empregado, o
mesmo impõe uma redução das poro - pressões do solo e,
consequentemente, um aumento nas pressões efetivas, as
quais podem causar ( e muitas vezes causam ) recalques
indesejáveis às estruturas situadas no raio de influência do
A
rebaixamento, principalmente se estiverem sobre camadas
T
compreensíveis como argilas moles ou areias fofas. Por isso
R
um projeto de rebaixamento pressupõe um estudo da influência
E
do rebaixamento sobre essas estruturas. Aquelas consideradas
L
mais sensíveis devem ser controladas por instrumentação

A
( medidas de recalques e abertura de fissuras ) para alimentar
a tomada de decisões rápidas que evitem danos às mesmas.
Também é conveniente, durante o rebaixamento, instalar
medidores de nível de água, em pontos estratégicos, para
acompanhar a variação do nível do lençol freático e compará-lo
com o previsto no projeto. Essa evolução do rebaixamento deve
ser correlacionada com a vazão medida no sistema através de
hidrômetros.
Projeto de lei sobre atividades de
rebaixamento do lençol freático no
município de São Paulo
• Art. 2: É permitido o rebaixamento provisório ou
permanente do lençol freático ...desde que
precedido de projeto, elaborado por profissional
devidamente habilitado, acompanhado de termo de
responsabilidade, com a devida ART.

• Art. 4: O proprietário ou construtor deverá contratar


seguro para garantir o ressarcimento de eventuais
danos causados a terceiros, sob pena da obra ser
considerada irregular
Mapa pedológico simplificado da região sudeste
Seção Geológica - Trecho Sumaré - Vila Madalena

820

810 810

NA
800
800

NA

790 790
NA
Estação Sumaré
NA

780 NA Túnel Gaú


780

NA

NA
770 NA
770

760
Túnel Jaciporã
760
Túnel do estacionamento
Estação V. Madalena
Vala a Céu Aberto
750
Túnel Luminárias 750

15400 15600 15800 16000 16200 16400 16600 16800 17000 17200 17400
metros
AQÜIFEROS DE INTERESSE PARA OBRAS CIVIS
(classificados com relação à pressão que atua sobre a água neles contida )

AQUÍFERO LIVRE OU FREÁTICO


Apresenta a maior parte da superfície da água diretamente
em contato com a pressão atmosférica. Sua superfície
piezométrica é chamada de superfície freática ou ainda de
lençol ou nível freático.

AQUÍFERO CONFINADO OU ARTESIANO


Limitado no topo e na base por camadas impermeáveis,
apresenta a espessura da formação geológica totalmente
saturada, com a água submetida a uma pressão superior à
pressão atmosférica. Isso determina que o nível da água
seja superior ao teto confinante.
Aqüífero poroso - aquele no qual a água circula nos
poros dos solos e grãos constituintes das rochas
sedimentares ou sedimentos.

Aqüífero cárstico - aquele no qual a água circula pelas


aberturas ou cavidades causadas pela dissolução de
rochas, principalmente nos calcários.

Aqüífero fissural - aquele no qual a água circula pelas


fraturas, fendas e falhas nas rochas.

Aqüífero suspenso - camada saturada de solo /


sedimento que se forma acima do lençol freático.
TIPOS DE AQÜÍFEROS
MEDIDOR DE RECALQUES
(TELL-TALE)
PERMEABILIDADE DOS SOLOS

É a propriedade dos solos que indica a maior ou menor


facilidade que os mesmos oferecem à passagem da água
através de seus vazios.

Essa maior ou menor facilidade de passagem da água é


numericamente expressa pelo coeficiente de
permeabilidade “ k ” cujo conhecimento é de suma
importância para os problemas de movimento da água no
solo e em particular os de rebaixamento de aqüíferos.

Quanto menor o valor de “ k “, menor é o fluxo de água


que escoa pelos vazios do solo. Para fins práticos de
engenharia, quando “ k “ for da ordem de 10 E-8 cm/s,
consideramos o solo como sendo “impermeável”.
ALGUNS VALORES DE k

• R. Bela Cintra (próx. R.Estados Unidos) k = 5*E-4 cm/s


• Metrô (Chácara Klabin) ...........................k = 10*E-4 cm/s
• USIMINAS (Ipatinga – MG)......................k = 10*E-2 cm/s
• CARAJÁS.................................................k = 7*E-4 cm/s
• Copacabana (RJ).....................................k = 5*E-2 cm/s
• Rio Grande (RS).......................................k = 2*E-3 cm/s
• Ilha do Fundão (RJ).........(solo residual) k = 1*E-4 cm/s
• (sedimentos quaternários) k = 1*E-2 cm/s
BOMBEAMENTO DIRETO ou ESGOTAMENTO

É o mais simples de todos os sistemas de


rebaixamento. Consiste na coleta de água em
valetas, executadas no fundo da escavação,
que são ligadas a um ou vários poços,
estrategicamente posicionados, onde a água
é acumulada e a medida que atinge um
determinado volume é recalcada para fora da
zona de trabalho ( “water mops” ).
DRENOS HORIZONTAIS PROFUNDOS
Sistema de Rebaixamento com
Ponteiras Filtrantes ( “Well-Points” )
Nesse sistema, a água é succionada através de ponteiras
constituídas por tubos de 1 1/2" de diâmetro, com
pontas ranhuradas, conectadas a bombas de vácuo através
de um tubo coletor com 4" de diâmetro. A água succionada
é captada por bombas d’água e despejada fora da zona de
influência do rebaixamento.

Para espaçamentos usuais entre ponteiras de 1a 2 m e


vazões unitárias de até 1,0 m³/h, o abatimento máximo
conseguido por esse sistema é da ordem de 4,5 m para
terrenos permeáveis ( areias grossas ).
REBAIXAMENTO POR POÇOS INJETORES
Nesse sistema, bombas de alta pressão e vazão, instaladas na
superfície do terreno, injetam água através de condutos
distribuidores, em bicos injetores instalados no fundo de
tubos perfurados e entelados, colocados no interior de poços
de 30 cm de diâmetro. A água é, então, retirada do terreno,
através de condutos coletores, pela ação do vácuo criado ao
redor do bico injetor (tubo Venturi).
Para espaçamentos usuais entre poços injetores de 3 a 7 m e
vazões máximas por injetores de até 4,0m³/h, esse sistema
apresenta-se adequado para abatimentos do nível d’água de
até 20 m.
A utilização desse sistema pode se dar com a utilização de
tubos paralelos (mais freqüente) – injetores ou a utilização de
tubos concêntricos (ejetores).
Rebaixamento com Bombas Submersas e
Eixo Vertical
Este sistema de rebaixamento é empregado nos
mesmos casos de injetores, porém quando se necessita
maiores vazões por poço ou maiores profundidades.

Neste caso utilizam-se bombas submersíveis instaladas


dentro de um tubo-filtro. O acionamento e
desligamento da bomba em cada poço é feito
automaticamente por eletrodos ligados ao motor da
mesma que são acionados pelo contato com
a água.
Referências Bibliográficas