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SEXO ANAL

Sabemos a admiração e o fascínio, principalmente do povo ocidental pelo sexo anal. Mesmo
sendo visto como proibido, chama a atenção.
No Tantra tudo é sagrado, nenhuma parte do corpo deve ser vista como suja ou
inapropriada. Temos um exercício próprio para trabalhar os esfíncteres do ânus
(mulabandha), trabalhando assim, a energia kundalini e estimulando as glândulas sexuais.
O ânus e o reto, como um órgão excretor sempre contém bactérias, o que pode acasionar
infecções e lesões de tecidos, por ser uma área extremamente vascularizada, podendo
também ocorrer sangramentos. A prática do sexo anal pode distender e enfraquecer os
músculos esfíncteres, levando a perda de energia.
O sexo anal não é aconselhado dentro dos textos tantricos, que visam saúde do corpo, mas
como respeita-se muito a liberdade, não vejo nisso uma condenação.

A Shakti normalmente oferece o seu corpo e todos os seus orifícios como uma maneira de
rendição e compromisso com o amante. O Shiva, por sua vez, gosta do domínio e da
submissão da parceira. Vemos aqui que o sexo anal funciona também como uma maneira
de dominação, totalmente contrário a filosofia que vê a Shakti como Deusa e não submissa.
Há uma infinidade de maneiras de explorar a sexualidade e o prazer sem precisar desta
variação. Tudo é questão de criatividade. De toda forma, ao realizá-lo, atenção para muita
higiene e evitar o exagero na penetração. A carícia sem penetração é muito indicada.
Lembre-se que esta é uma área que exige certa delicadeza. Invista um tempo em beijinhos
e lambidas nas nádegas, lubrifique bem a região e massageie o ânus (sem introduzir o
dedo). Como a área é sensível e muito vascularizada, provoca uma sensação gostosa,
(contanto que a Shakti não se sinta constrangida). A mesma técnica pode ser feita no
parceiro. A sensação é a mesma, afinal Shiva e Shakti são idênticos aqui.

O Simbolismo da Mandala

Um dos mais antigos métodos de simbolizar o ciclo dos Kalas é encontrado na Mandala, esta
jóia
visual, que embora desenhada em duas dimensões é na verdade de caráter tridimensional.
Embora nem sempre desenhada, magos avançados podem formá-la mentalmente. Mandalas
tendem a ser circulares em forma, focalizadas num ponto central. Normalmente são povoadas
por
imagens de Deuses, Deusas e Espíritos dos mais diversos e são símbolos do circuito psico-
sexual.
A mandalas mais antigas são encontradas nas escolas tântricas e delineiam os ensinamentos
sexuais com simplicidade. Um exemplo clássico é encontrado no Shri-Yantra. O Shri-Yantra é
baseado num triângulo invertido, no centro do qual há um ponto representando o Sêmen. O
triângulo em si é a vulva. Está contido em um triângulo de apontado para cima, que representa
o
Falo. Novamente este é cercado por um triângulo apontado para baixo, que é cercado por um
triângulo apontado para cima, até completarem-se nove triângulos no desenho, normalmente,
sugerindo a interação da vulva e do falo no coito. A borda externa é coberta por imagens de
lótus e
outras flores para criar uma proteção em torno da atividade ali contida.
A mandala das artes exemplificadas pelas figuras do Bon tibetano é normalmente criada de
várias
zonas. São ocupadas por Senhores do Submundo, esqueletos, demônios, cenas tétricas e
amostras de cópula. Há muito em comum com as mandalas da adoração de Kali, que usam a
representação do sexo e da morte para alcançar a catarse de Eros e Thanatos.
A importância da mandala é ofato de que é uma máquina oculta, um aparato vivo que pode ser
usado para trabalhar as várias facetas do circuito psico-sexual de essência. As formas da
mandala
podem variar de trabalho para trabalho...em trabalhos mais obscuros, as mandalas do Tibet e
do
culto de Kali podem ser usadas, enquanto trabalhos com os Antigos (estilo do Necronomicon)
podem apresentar melhores resultados com Mandalas Trapezóides das tradições
necromânticas
germânicas.
As mandalas são representações vivas do processo da magia, elas são bem sucedidas por sua
mensagem afundar rapidamente no inconsciente, perdendo a maior parte do mediador
consciente
e alcançando seu objetivo sem impedimento. No ocidente, as mandalas sobrevivem na forma
do
círculo sagrado, do disco, do anel e até mesmo no Ouroborus Cósmico, que está sempre
balançando sua própria cauda (Falo).
Na prática, a mandala é de significância por trazer juntas as várias facetas de um dado ciclo e
transmiti-las profundamente ao inconsciente. Ao contemplar um trabalho, crie uma mandala,
antiga
ou moderna, para sintetizar os trabalhos e então, usando técnicas meditativas, programe o
inconsciente antes do trabalho, otimizando a qualidade e o poder do ritual.
Conclusão
Para concluir este capítulo, deixaremos você com um poema de um mestre do tantra moderno,
Dadaji, de suas séries póstumas :
"Na alquimia da yôga iluminadora, a servidão se rompe mas a alma sobrevive ao fogo.
Neste caminho nós exterminamos obstruções e vemos o vazio do desejo mundano.
Este é o caminho que você fez, não há volta, remorso ou lágrimas, mesmo se pesadas como a
chuva, não mais têm significado agora e você deve encarar a semente plantada, renascida
mais
uma vez.
Em beatitude e alegria de profunda 'possessão de si mesmo' (samadhi), ainda que nada
procure, é
apenas serenidade.
Então virá a realização suprema, que você é uma alma e que sempre esteve livre."

A NATUREZA DOS KALAS

Introdução

"Kalas. Tempo, essência, raio, divisão, dígito.


Um termo usado no Tantra para denotar a essência ou fragrância do Suvasini. Em seu sentido
de
tempo, nossa palavra 'calendário' deriva de Kala, em seu sentido de essência ou vibração,
nossa
palavra 'cor'.
Portanto, as flores da Deusa são seus Kalas."
Outside the Circles of Time (Fora dos Círculos do Tempo)Kenneth Grant (Muller, 1980)
O termo Kala é usado no vocabulário da magia sexual de duas maneiras distintas.
Macrocosmicamente, os Kalas são as emanações de Kali-Ain na forma de Aeons e ciclos de
evolução. Microcosmicamente, eles são as secreções produzidas pelos órgãos sexuais do macho
e da fêmea durante rituais sexuais esotéricos (estes rituais podem ser 'solo' ou com parceiros
de
ambos os sexos).
Estas secreções são as flores do organismo, tradicionalmente, o termo Suvasini ou Dama de
Cheiro Doce tem sido usado para designar a Sacerdotisa dos Kalas. Contudo, este termo insinua
preconceito para com Shakti ou a Sacerdotisa encontrado em derivados do Tantra na Índia. O
Tantrismo verdadeiro é baseado no uso tanto das secreções masculinas quanto femininas,
ambas
produzindo os Kalas ou flores da essência. O termo Kala é encontrado em muitas culturas, de
muitas formas, sua larga amplitude de significado insinua o poder esotérico de sua natureza. Na
África e no Egito o termo Ka significava a Sacerdotisa iniciada, derivando disto o termo Khu,
significando essência ou poder mágiko. Khu significando especificamente o alto, Qoph
significando
Magia Lunar e em inglês Q, onde o O é a abertura e o \ é o falo.
A Natureza dos Kalas
Os kalas são, em termos simples, as secreções sexuais do mago, macho e fêmea, destiladas
durante os ritos de intenção tântrica. Estas secreções são raios ou flores emanando de Nox ou
Matriz de Ain encontrada no Sahasrara chakra e fluindo através dos vários chakras
manifestandose
através das genitálias. Esta energia dentro do corpo é conhecida como Ojas, contudo, quando
manifesta através da saída genital é conhecida como Kalas ou flores da essência.
Os Kalas são quatorze no não iniciado e dezesseis no iniciado, quando corretamente ativados.
Na
sexologia, quatorze destas secreções foram isoladas nos sumos vaginais e muitos nos fluidos
masculinos, contudo, os outros dois ainda estão a serem descobertos. Os Kalas são a
representação microcósmica de forças macrocósmicas da Árvore da Vida, cujos Kalas ou
Caminhos e Sephiroth irradiam-se de Kali ou Ain. No tantrismo Kali é vista como aquela cuja
natureza divide o tempo em Kalas ou vibrações, o fluxo e refluxo do universo é portanto
encontrado dentro bem como fora do organismo, todas as coisas sendo parte de um fluxo ou
onda
primal.
Na mitologia primitiva, o pavão e o arco-íris eram vistos como imagens dos Kalas, as diversas
variações de cor (cor sendo a forma de Kalas no português) representando as vibrações de
Nox.
Em alguns derivados tântricos, a fêmea era adorada como originadora das forças de Kali.
Entretanto, o mito tântrico mais antigo e autoritivo, o baseado em cultos tártaros, afirma que
os
Kalas são encontrados em ambos os sexos e a Suvasini é a alta sacerdotisaque foi
androginizada
pelo uso dos fluidos sexuais ou Kalas. Tempo e Kalas

EXERCÍCIOS INDIVIDUAIS

1. Sente-se num estado meditativo, nu.


Medite no seu estado de nudez, chegue a uma experiência de como o corpo se sente, note
movimentos internos, sensações, note o efeito de elementos externos no corpo, a brisa que
passa
e por aí vai. Torne-se consciente de seu corpo e então prossiga.
2. Experiencie seu próprio corpo.
Explore as várias áreas de seu corpo com cuidado e curiosidade, usando óleo ou creme passe
suas mãos por todo seu corpo e experiencie-o plenamente.
Explore as fendas conforme você se torna sexualmente estimulado, explore seu orgasmo
sexual,
leve-se vagarosamente ao orgasmo experienciando seu corpo e atingindo uma melhor
compreensão de suas ações e reações.
Termine a sessão com um longo banho relaxante.
3. Sente-se num estado meditativo.
Comece a vibrar palavras de poder, comece com, talvez, Aum e então prossiga para palavras
como Thelema, Agape, Abrahadabra, etc.
Vibre estas palavras, cante estas palavras, adentre numa experiência sonora, varie a altura do
som e mova a vibração. Sinta o som sendo transferido do órgão para o orgasmo, experiencie-o
como um estimulante sexual e use o som em conjunto com a masturbação para aumentar a
força
do orgasmo.
RESPIRAÇÃO E MANTRAS NA EXPERIÊNCIA SEXUAL SOLITÁRIA
1. Sente-se com a cabeça reta e o abdome vazio, a espinha deve estar ereta e a mente alerta,
mas relaxada.
2. Inspire pelo nariz, preencha os pulmões completamente, visualizando os mesmos cheios de
Fogo Cósmico.
3. Expire todo o ar usando os músculos do abdome e o diafragma, sinta o fogo deixando o
corpo,
embora reste um resíduo nos pulmões.
4. A respiração deve ser rítmica, contínua e cíclica, sentindo que o resíduo ígneo aumenta a
cada
ciclo.
5. Conforme o fogo aumenta, assegure-se de manter a respiração num ritmo calmo.
6. Sinta o fogo acumulado explodindo pelo corpo estimulando todos os órgãos, especialmente
aqueles de natureza sexual. Continue até que um estado de tensão e êxtase sexual intervenha,
dando seqüência ao mesmo com um mantram específico e o ato sexual.
OS MANTRAS MURMURANTES
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Humm... primeiramente baixo e então aumentando a altura, sinta o corpo tornando-se vivo
com o
som monótono. Aumente a sensação durante a experiência sexual.
Um procedimento para os mantras murmurantes poderia ser assim :
1. Pressione a língua contra o céu da boca, aperte o abdome para dentro e para cima.
2. Comece a murmurar suave e calmamente, aumentando em ritmo e volume.
3. Aumente o som até que todo seu corpo pareça vibrar num estado extático. Prossiga com a
experiência sexual.
Mantras específicos devem ser usados em conjunto com os procedimentos dados. Alguns
mantras
murmurantes orientais excelentes são :
Humn / Yungm / Ghaa - Mantras usados para rejuvenescimento sexual.
Humn / Ghaa - Humn é para ser usado no congresso sexual e Ghaa para o orgasmo.
Hunga - Este mantram estimulam o chakra básico.
Linga - Este mantram estimula as emoções através do chakra cardíaco.
OS MANTRAS SONOROS
Comece com os mantras murmurantes e então conecte os sonoros com os daquela natureza.
Por
exemplo, você pode ouvir um som de abelha enquanto murmura, portanto oriente a
sonorização
para sons de abelha.
Flua com as variedades de som e você se pegará experimentando um largo espectro de estados
alterados e experiências.
Esta técnica pode ser adaptada para qualquer experiência sexual, contudo, maestria individual
deve ser alcançada primeiro.

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