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Questões extraídas da prova aplicada pela CESPE no concurso para juiz substituto do

TJCE/2018

.QUESTÃO 43

Julgue os itens a seguir, a respeito do inquérito policial e das disposições preliminares do


anterior.

II Caso tome conhecimento da existência de novas provas, a autoridade policial poderá


determinar o arquivamento do inquérito e proceder a novas diligências.

III Ocorrendo o arquivamento do inquérito por falta de fundamentos para a denúncia, a


autoridade policial poderá dar continuidade à investigação se tiver notícia de outras provas.

IV A autoridade policial poderá manter o indiciado incomunicável por até cinco dias se essa
medida for indispensável à investigação.

Estão certos apenas os itens

A I e II.

B I e III.

C III e IV.

D I, II e IV.

E II, III e IV.

Breves anotações

Item I. Correto.
CPP. Art. 2º A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos
atos realizados sob a vigência da lei anterior.

Item II. Errado.


É o juiz que determina o arquivamento do inquérito policial.

“​Com efeito, a Súmula 524 desta Suprema Corte estabelece que, ‘arquivado o inquérito
policial, por despacho do juiz, a requerimento do promotor de justiça, não pode a ação penal
ser iniciada, sem novas provas’. A situação sob análise não é, como visto, a de
oferecimento de denúncia após o desarquivamento de inquérito, mas de reabertura de
inquérito. Para que ocorra o desarquivamento de inquérito, basta que haja notícia de novas
provas, nos termos do art. 18 do Código de Processo Penal​” (HC 94.869, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, DJE 39 de 25-2-2014)

Item III. Correto.


Art. 18 do CPP. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária,
por falta de base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas,
se de outras provas tiver notícia.

“​não são possíveis novas pesquisas se não houver notícia de outras provas, ou seja, não
cabe à autoridade policial continuar investigando, após o arquivamento do inquérito policial,
com o desiderato de subsidiar o desarquivamento, se não surgirem indicativos de outras
provas”​

Item IV. Errado.

“Dispõe o artigo 21 do CPP : A incomunicabilidade do indiciado dependerá sempre de


despacho nos autos e somente será permitida quando o interesse da sociedade ou a
conveniência da investigação o exigir.
A incomunicabilidade não foi recepcionada pela Constituição Federal . Nesse sentido
apontam os incisos LXII e LXIII, do art. 5º /CF . Ademais, a incomunicabilidade do preso é
vedada, inclusive, no estado de sítio (art. 136, § 3º, IV /CF), que é das situações mais
excepcionais do Estado Democrático de Direito”. (Fonte:
https://www.google.com.br/amp/s/lfg.jusbrasil.com.br/noticias/120791/e-possivel-impor-ao-in
vestigado-a-incomunicabilidade-prevista-no-art-21-do-codigo-de-processo-penal-marcio-per
eira/amp).

Gabarito: B

QUESTÃO 44

Acerca dos princípios penais constitucionais e dos direitos fundamentais do cidadão à luz
da CF, julgue os itens a seguir.

I São princípios processuais penais expressos na CF a presunção de não culpabilidade, o


devido processo legal e o direito do suspeito ou indiciado ao silêncio.

II O direito processual penal compreende o conjunto de normas jurídicas destinadas a


regular o modo, os meios e os órgãos do Estado encarregados do exercício do jus puniendi.

III A CF determina que o Brasil se submeta à jurisdição do Tribunal Penal Internacional,


porém veda absolutamente a entrega de brasileiro naturalizado a jurisdição estrangeira.

IV De acordo com o princípio da irretroatividade da lei processual penal, a regra nova não
pode retroagir, mesmo quando eventualmente beneficiar o réu.

Estão certos apenas os itens


A I e II.

B I e IV.

C II e III.

D I, III e IV.

E II, III e IV.

Breves anotações

Item I. Correto.
Princípios Implícitos:
1. Proporcionalidade;
2. Razoabilidade;
3. Duplo Grau de Jurisdição.

Princípios Explícitos na Constituição Federal:


1. Dignidade da Pessoa Humana (art. 1º, III);
2. Devido Processo Legal art. 5°, LIV);
3. Proibição da Prova Ilícita (art. 5º, LVI);
4. Juiz e Promotor Natural (art. 5º, LXXVII e LIII);
5. Contraditório e Ampla Defesa (art. 5°, LV);
6. Presunção de Inocência ou Não-Culpabilidade (art. 5°, LVII);
7. Celeridade e Razoável Duração do Processo (art. 5º, LXXVIII);
8. Direito ao silêncio e a não autoincriminação (art. 5°, LXIII);
9. Publicidade (art. 93, IX).

Item II. Correto:

“Na definição de José Frederico Marques, ‘é o conjunto de princípios e normas que regulam
a aplicação jurisdicional do Direito Penal, bem como as atividades persecutórias da Polícia
Judiciária, e a estruturação dos órgãos da função jurisdicional e respectivos auxiliares’
(Elementos de direito processual penal, 2. ed., Forense, v. 1, p.20)” (Fonte:
https://www.webartigos.com/artigos/direito-processual-penal/62003​ ).

“ ​Direito Processual Penal é o corpo de normas jurídicas cuja finalidade é regular o modo,
os meios e os órgãos encarregados de punir do Estado, realizando-se por intermédio do
Poder Judiciário, constitucionalmente incumbido de aplicar a lei ao caso concreto” (NUCCI,
Guilherme de Souza. Manual de Processo Penal e Execução Penal. 3. Ed. São Paulo: RT,
2007, p.73).

Item III. Errado.


“ é importante salientar que a Emenda Constitucional n. 45 inseriu o § 4.º no art. 5.º da
Constituição Federal brasileira, que prevê a submissão do Brasil ‘à jurisdição de Tribunal
Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão’ (...)Por outro lado, o art. 5.º da
Constituição Federal brasileira, nos seus incisos LI e LII, proíbe a extradição passiva de
brasileiro nato, possibilitando a do naturalizado, em casos específicos, e do estrangeiro:
‘Art. 5.º (…) LI – nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime
comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito
de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei; LII – não será concedida extradição de
estrangeiro por crime político ou de opinião’ (...)Desse modo, é vedada a extradição de
brasileiro nato, mas não a entrega ao Tribunal Penal Internacional” (É possível a entrega de
brasileiro nato ao Tribunal Penal Internacional?, Por Emerson Malheiro).

Item IV. Errado.


“a doutrina considera, em geral, que a nova lei processual penal pode incidir sobre
investigação ou processo relativo a delito cometido antes da sua entrada em vigor, ainda
que em prejuízo do réu. Assim, por exemplo, se uma determinada lei passasse a considerar
como hediondo determinado crime, aumentando-lhe a pena cominada, e, além disso,
proibisse a liberdade provisória, deveria ser aplicada quanto à parte processual (proibição
de liberdade provisória), embora o mesmo não pudesse ocorrer quanto à parte penal
(equiparação a crime hediondo e aumento de pena). Também por isso, a extinção de um
recurso, como ocorreu com o protesto por novo júri em 2008 (exclusivo do réu condenado a
pena igual ou superior a 20 anos), atingiria todos os processos em curso,
independentemente da data do delito”
(​http://www.pauloqueiroz.net/retroatividade-da-lei-processual-penal/​)

“Cuidado com as normas processuais penais materiais, pois elas podem retroagir para
beneficiar o réu:
Em se tratando de normas de natureza processual, a exceção estabelecida por lei à regra
geral contida no art. 2º do CPP não padece de vício de inconstitucionalidade. Contudo, as
normas de direito penal que tenham conteúdo mais benéfico aos réus devem retroagir para
beneficiá-los, à luz do que determina o art. 5º, XL da Constituição federal . Interpretação
conforme ao art. 90 da Lei 9.099/1995 para excluir de sua abrangência as normas de direito
penal mais favoráveis ao réu contidas nessa lei” (ADI 1.719, Rel. Min. Joaquim Barbosa)

Gabarito: A

QUESTÃO 45

Considerando a jurisprudência dos tribunais superiores acerca do processo penal, da


execução penal e dos juizados especiais criminais, assinale a opção correta.

A O prazo para o MP recorrer de decisão judicial desfavorável aos seus interesses inicia-se
a partir da entrega dos autos na repartição administrativa do próprio ministério.
B Não se opera a preclusão para a reclamação contra ato judicial que afronte decisão do
STF.

C O magistrado poderá deixar de encaminhar ao STF agravo de instrumento contra decisão


que não admita recurso extraordinário no âmbito dos juizados especiais criminais.

D É admissível a suspensão condicional do processo na continuidade delitiva


independentemente da quantidade de tempo de pena cominada.

E A progressão de regime de cumprimento de pena só poderá ser efetivada depois do


trânsito em julgado da sentença condenatória.

Breves anotações

“Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça, formada pelas Quinta e Sexta Turmas
especializadas em Direito Penal, no julgamento do Recurso Especial Repetitivo n.
1.349.935/SE, de 23/8/2017: 'O termo inicial da contagem do prazo para impugnar decisão
judicial é, para o Ministério Público, a data da entrega dos autos na repartição administrativa
do órgão, sendo irrelevante que a intimação pessoal tenha se dado em audiência, em
cartório ou por mandado” (Fonte:
http://www.mpgo.mp.br/portal/noticia/stj-reafirma-que-o-termo-inicial-da-contagem-do-prazo-
recursal-para-o-ministerio-publico-impugnar-decisao-judicial-inicia-se-na-data-da-entrega-do
s-autos-na-reparticao-administrativa-do-orgao#.XA0bvUTJ00M​).

Para resolução da questão é preciso conhecer também as Súmulas 716, 723, 727 e 734 do
STF.

Gabarito: A

QUESTÃO 46

Considerando a jurisprudência dos tribunais superiores com relação ao processo penal e às


nulidades processuais, assinale a opção correta.

A É desnecessária a oitiva da defesa para o desaforamento de processo em julgamento


pelo tribunal do júri, quando tal ato for recomendado em razão das graves repercussões
sociais do processo.

B As condições genéricas da ação penal são a possibilidade jurídica do pedido, o interesse


de agir e a legitimidade da parte.

C Admite-se a extinção antecipada da punibilidade do réu sob a justificativa de que a pena


que seria aplicada levaria inexoravelmente à prescrição da pretensão punitiva.
D É nula a oitiva de testemunhas por carta precatória sem a presença do réu, mesmo que
este, devidamente intimado, não tenha requerido o seu comparecimento.

E A liberdade provisória não pode ser concedida a acusados de tráfico de entorpecentes.

Breves considerações

“São condições da ação para o Código de Processo Penal, embora haja doutrina
divergente: a possibilidade jurídica do pedido, o interesse de agir e a legitimidade de partes”
( Fundatec).

A questão no entanto não considera as alterações do novo CPC sobre as condições da


ação, que aplica-se analogicamente ao processo penal.

Gabarito: B

QUESTÃO 47

Considerando a doutrina e a jurisprudência dos tribunais superiores,


assinale a opção correta, acerca da ação civil ex delicto, da competência, da jurisdição e
dos processos incidentes.

A A sentença que concede o perdão judicial depois de reconhecida a culpa do réu enseja
reparação civil ex delicto.

B A sentença absolutória do juízo criminal que declare a inexistência do fato ou que o réu
não tenha concorrido para o crime faz coisa julgada no juízo cível, obstando a reparação
civil ex delicto.

C A distinção entre competência absoluta, que é improrrogável,e competência relativa, que


é prorrogável, decorre de expressa disposição legal.

D As exceções de suspeição, de ilegitimidade da parte e de incompetência do juízo são


exemplos de exceções peremptórias que ocasionam a extinção do processo.

E No processo penal, somente os juízes e os promotores dejustiça poderão ser alvo de


impugnações de atuação por meiode exceção de suspeição.

Breves anotações
Art. 935 do C.C : A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo
questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas
questões se acharem decididas no juízo criminal.

Art. 66 do CPP : Não obstante a sentença absolutória no juízo criminal, a ação civil poderá
ser proposta quando não tiver sido, categoricamente, reconhecida a inexistência material do
fato.

RESPONSABILIDADE CIVIL - CONDENAÇÃO CRIMINAL - INDENIZAÇÃO -


PREPONENTE - COISA JULGADA CRIMINAL - EFEITOS CIVIS - LIMITES.- A condenação
criminal faz coisa julgada no cível, impedindo que se rediscutam a existência do fato e sua
autoria. Nada impede, contudo, que no processo de indenização se apure eventual
concorrência de culpas - tanto mais, quando a ação é proposta contra preponente que não
foi parte no processo penal.- É lícito ao preponente, no processo civil de indenização de
dano causado pelo preposto, fazer provas de que houve concorrência de culpa. (REsp
735.087/SP, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA TURMA, julgado
em 15/12/2005, DJ 20/02/2006, p. 338)

Gabarito: B

QUESTÃO 48

Acerca das questões probatórias e das nulidades processuais penais, assinale a opção
correta, à luz da doutrina e da jurisprudência dos tribunais superiores.

A Na coleta de prova testemunhal, a inquirição das testemunhas pelo juiz antes da


diligência das perguntas formuladas pelas partes acarreta nulidade processual absoluta.

B A prova pericial, pelo seu conteúdo técnico-científico, prevalece sobre as demais provas
apresentadas no âmbito da ação penal.

C O exame do corpo de delito incide sobre os elementos constitutivos da materialidade do


crime, de forma que deve ser afastada majorante de uso de arma de fogo em crime de
roubo se o artefato não tiver sido apreendido e periciado.

D No âmbito do tribunal do júri, a alegação de nulidade na quesitação deve ocorrer logo em


seguida à leitura dos quesitos e à explicação dos critérios pelo juiz presidente do órgão, sob
pena de preclusão.

E A falta de advertência ao réu sobre o direito de permanecer em silêncio durante o


interrogatório policial é causa de nulidade processual absoluta.

Breves anotações

A alternativa apontada como certa foi retirada do seguinte julgado do STJ:

“​A alegação de nulidade por vício na quesitação deverá ocorrer no momento oportuno, isto
é, após a leitura dos quesitos e a explicação dos critérios pelo Juiz presidente, sob pena de
preclusão, nos termos do art. 571 do CP ​ P”(HC 217.865, Rel. Min. Rogério Schietti Cruz,
DJe 24.05.2016).
Gabarito: D.

QUESTÃO 49

Em relação aos direitos das partes diante da determinação da prova pericial, julgue os itens
a seguir.

I O juiz não poderá negar pedido de realização de perícia requerido oportunamente pela
defesa do réu.

II A perícia do DNA de suspeito coletado de utensílios usados ou descartados por ele é


ilícita se não tiver havido o assentimento dele.

III Em até dez dias do início da perícia, as partes podem apresentar quesitos a ser
respondidos pelos peritos.

IV As partes têm direito de requerer nova perícia ou a sua complementação, desde que o
façam dentro do prazo marcado pelo juiz.

Estão certos apenas os itens

A I e II.

B I e III.

C III e IV.

D I, II e IV.

E II, III e IV.

Breves anotações

Item I. Errado.

Essa é a posição prevalecente no STJ:

“​O Ministro salientou ainda que ao juiz compete a condução do processo, cabendo-lhe
evitar práticas meramente procrastinatórias pelas partes e fundamentou nos termos do
artigo 184 do Código de Processo Penal, salvo quando se tratar de exame de corpo de
delito, o juiz ou a autoridade policial negará a perícia requerida pelas partes, quando não for
necessária ao esclarecimento da verdade. Portanto, a negativa da nova perícia por ser
desnecessária à busca da verdade real não configura cerceamento de defesa​”
(​https://www.google.com.br/amp/s/lfg.jusbrasil.com.br/noticias/1681817/com-base-no-artigo-
184-do-codigo-de-processo-penal-stj-nega-pedido-de-nova-pericia/amp​)
Item II. Errado

O STJ no julgamento do HC 354.068 entendeu ser possível a utilização dessa prova:

“Coletar copo plástico e colher descartados por investigado e usar o material para exames
de DNA não viola a intimidade, já que a pessoa deixou de ter o controle sobre a saliva que
lhe pertencia ao jogar fora o material. Assim entendeu a 5ª Turma do Superior Tribunal de
Justiça ao negar pedido de um denunciado por homicídio triplamente qualificado, estupro e
extorsão*
(https://www.conjur.com.br/2018-mar-15/coleta-dna-copo-descartado-suspeito-nao-viola-inti
midade).

Gabarito:C

QUESTÃO 50

A interposição de recurso em sentido estrito é cabível

A contra decisão que receber a denúncia ou a queixa ou afirmar a incompetência do juízo.

B contra decisão do tribunal do júri quando ocorrer nulidade posterior à pronúncia.

C apenas nas hipóteses taxativamente enunciadas na lei processual penal e,


excepcionalmente, em leis especiais.

D nas hipóteses de absolvição sumária do réu.

E contra decisão que julgar procedentes as exceções, salvo a de


litispendência.

Breves anotações

O rol do art. 581 do CPP é taxativo.

“as hipóteses de cabimento do recurso em sentido estrito, trazidas no art. 581 do Código de
Processo Penal e na legislação especial, são exaustivas, sendo admitida apenas a
interpretação extensiva das hipóteses legais de cabimento” (Fonte:
https://www.google.com.br/amp/s/professormadeira.com/2017/04/17/recurso-em-sentido-est
rito-rol-taxativo-interpretacao-extensiva-admissao-revogacao-de-medida-cautelar-diversa-da
-prisao-cabimento/amp/​)

Gabarito: C

QUESTÃO 51
A respeito da teoria geral dos recursos e dos recursos penais emgeral, assinale a opção
correta.

A O princípio da unirrecorribilidade, singularidade ou unicidade prevê que a cada decisão


judicial caberá apenas um único recurso.

B No âmbito do STF, os embargos de declaração com caráter infringente opostos a decisão


do relator não podem ser convertidos em agravo regimental com base no princípio da
fungibilidade.

C O princípio do non reformatio in pejus não impede que o tribunal corrija a dosimetria da
pena caso seja interposto exclusivamente recurso da defesa, sendo possível elevar a pena
se constatado erro material na sua aplicação.

D Anulada a sentença condenatória proferida pelo tribunal do júri após apreciação do


recurso cabível, o segundo julgamento não se vinculará ao primeiro, de sorte que a pena
poderá ser eventualmente maior que a primeiramente fixada.

E Nas decisões judiciais no âmbito penal, a fundamentação exclusivamente na modalidade


per relationem não é admitida, porque enseja nulidade processual.

Breves anotações
“Princípio da Unirrecorribilidade

Pelo princípio da unirrecorribilidade tem-se que de cada decisão só cabe um recurso.

Sobre o tema versou o ilustrado jurista Guilherme de Souza Nucci:

‘Princípio da unirrecorribilidade das decisões: como regra, para cada decisão existe um
único recurso cabível, não sendo viável combater um julgado por variados mecanismos.
Além de poder gerar decisões contraditórias, haveria insegurança e ausência de economia
processual’ (in Código de Processo Penal Comentado, RT, 3ª ed., p. 891).”

Fonte:
https://www.google.com.br/amp/s/marianazanardodessotti.jusbrasil.com.br/artigos/18690876
1/principios-da-teoria-geral-dos-recursos-no-processo-penal/amp​ )

Gabarito: A

QUESTÃO 52

O habeas corpus
A abrange, na atualidade, qualquer ato constritivo à liberdade,direta ou indiretamente,
mesmo que não envolva a decretação da prisão.

B não pode ser concedido contra decisão do tribunal do júri transitada em julgado.

C não pode analisar questões extremamente complexas, especialmente porque seu


procedimento é sumário e decognição limitada.

D não é cabível nas hipóteses de punição disciplinar aplicada a militar, de acordo com os
tribunais superiores.

E é cabível contra qualquer sentença penal condenatória,inclusive aquelas que fixem


somente a pena de multa.

Breves anotações

“Originalmente, o habeas corpus era utilizado para fazer cessar a prisão considerada ilegal
– e mesmo no Brasil essa concepção perdurou por um largo período. Atualmente, seu
alcance tem sido estendido para abranger qualquer ato constritivo direta ou indiretamente
ligado à liberdade de locomoção, ainda que se refira a decisões jurisdicionais não
concernentes à decretação da prisão”

(​http://www.guilhermenucci.com.br/dicas/ampliacao-do-alcance-do-habeas-corpus​)

Gabarito: A

QUESTÃO 53

A respeito da prisão, da liberdade provisória e das medidas cautelares, assinale a opção


correta.

A Impedir a entrada da polícia, à noite, em domicílio configura exercício regular de direito,


mesmo que o objetivo da autoridade seja cumprir mandado de prisão de procurado que
esteja escondido no local.

B A utilização de algemas é admissível em todos os casos de prisão em flagrante pelo


cometimento de crime com violênciaa pessoa.

C O cumprimento do mandado de prisão em comarca diversa daquela onde fora decretado


só poderá ser feito por meio decarta precatória.

D A prisão especial deferida a delegado de polícia só garante condições diferenciadas de


encarceramento enquanto nãotransitar em julgado a sentença condenatória definitiva.
E A realização de recorrentes ameaças a testemunhas por réuacusado de crime grave é
motivo para a decretação de prisão provisória..

Breves considerações

Questão anulada: diante dos recursos apresentados a banca examinadora resolveu anular
a questão sob a seguinte justificativa: “​A utilização da expressão ‘prisão provisória’ na
opção ‘a realização de recorrentes ameaças a testemunhas por réu acusado de crime grave
é motivo para a decretação de prisão provisória’, prejudicou o julgamento objetivo da
questão”​

QUESTÃO 54

A respeito dos sujeitos do processo penal, assinale a opção correta.

A Os advogados podem ser considerados pessoalmente sujeitos da relação


jurídico-processual.

B Nas questões relativas à fiança, o terceiro prejudicado e o fiador do réu não podem
assumir a condição de sujeitos ou partes secundárias na relação processual penal.

C Na excepcional situação da ação pública movida pelo ofendido — ação penal privada
subsidiária da pública —, não há intervenção do MP.

D As causas de impedimento e de suspeição do juiz estendem-se aos membros do MP.

E As pessoas jurídicas, por não praticarem ações físicas intencionais, não podem figurar no
polo passivo da relação processual penal.

Breves anotações

Art. 258 do CPP. Os órgãos do Ministério Público não funcionarão nos processos em que o
juiz ou qualquer das partes for seu cônjuge, ou parente, consangüíneo ou afim, em linha
reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, e a eles se estendem, no que Ihes for
aplicável, as prescrições relativas à suspeição e aos impedimentos dos juízes.

Gabarito: D.

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